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LOC.: O mundo digital agora está a poucos cliques de jovens e adultos de comunidades quilombolas do município amazonense de Barreirinha. Ao todo, 37 alunos do Projeto Laboratório de Informática Itinerante Quilombola se formaram no curso de informática básica, no qual aprenderam a utilizar programas, navegar na internet e acessar outras ferramentas digitais.
Uma delas foi Clediomara Cabral, que descobriu o curso na escola das filhas e já sente falta das aulas.
TEC./SONORA: Clediomara Cabral, formanda
“Eu fiquei até com saudade de vir todas as noites, de ficar lá mexendo. É uma oportunidade que nunca tivemos.”
LOC.: As aulas tiveram início em outubro do ano passado e aconteceram em um laboratório de informática, equipado pelo programa Computadores para Inclusão. Para a formanda Talyssa Karoline, significou a realização de algo que ansiava há muito tempo.
TEC./SONORA: Talyssa Karoline, formanda
“Foi bom a gente evoluir em uma coisa que a gente sempre esperou. Então, eu agradeço por hoje estar recebendo certificado e pelas oportunidades e outros cursos que possam vir também para que a gente possa evoluir mais.”
LOC.: Coordenada pela Prefeitura local com apoio do Ministério das Comunicações através do programa Computadores para Inclusão, a iniciativa atende três comunidades quilombolas da região. Segundo o ministro Frederico de Siqueira Filho, o objetivo é ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a formação profissional e criar oportunidades de entrada qualificadas no mercado de trabalho.
TEC/SONORA: Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
“Estamos colocando essas pessoas no mercado de trabalho qualificado, além de gerar inclusão, avançamos na construção da soberania digital do nosso país, com mão de obra de qualidade. O programa Computadores para Inclusão tem uma missão clara: transformar tecnologia que não teria uso em oportunidade para a juventude e toda comunidade. Equipamentos que seriam descartados viram ferramentas de aprendizado, lazer e trabalho”.
LOC.: Os equipamentos utilizados são oriundos de doações. Eles passam por manutenção nos Centros de Recondicionamento de Computadores antes de serem disponibilizados para cursos gratuitos de tecnologia, escolas públicas, bibliotecas, telecentros e projetos sociais em todo o país.
Reportagem, Álvaro Couto.