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LOC.: A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz, aponta um aumento contínuo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, em todo país. Segundo o levantamento, o avanço das notificações entre crianças pequenas está associado principalmente ao vírus sincicial respiratório, o VSR. Já nas demais faixas etárias, o crescimento dos casos tem sido impulsionado pela influenza A. 

Segundo o InfoGripe, todas as unidades da federação — com exceção de Rondônia — apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. 

A atualização mostra que os casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta na maior parte dos estados do Nordeste e no centro-sul do país. Na Região Norte, o Pará apresenta tendência de crescimento das hospitalizações relacionadas ao vírus, alcançando uma incidência considerada extremamente alta. 

Nos demais estados do Norte, assim como no Distrito Federal e em Goiás, os casos graves provocados pelo VSR permanecem estáveis ou em queda. 

O boletim também revela que as internações por influenza A continuam crescendo no Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins. Nos demais estados, a tendência é de queda ou estabilização. Apesar disso, os níveis de hospitalização permanecem elevados em Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe. 

Já as ocorrências de SRAG associadas à Covid-19 seguem em baixa na maior parte do país, embora os dados indiquem retomada do crescimento no Ceará e no Maranhão.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca a importância da vacinação diante do aumento da circulação da influenza A e do VSR. Além disso, segundo ela, mesmo com a baixa circulação da Covid-19, também é importante que a população de risco esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra o vírus, já que ele ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A economia brasileira vive um cenário de “equilíbrio precário”, segundo avaliação da Instituição Fiscal Independente, a IFI, órgão vinculado ao Senado Federal. A avaliação consta no mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal divulgado pela entidade.

Segundo a IFI, o atual arcabouço fiscal continua se sustentando porque o governo consegue cumprir as metas por meio do uso de descontos previstos na legislação — mecanismos que permitem excluir determinadas despesas do cálculo oficial do resultado primário. 

Além disso, o cumprimento das metas também é favorecido pelo uso da banda de tolerância em torno do centro da meta fiscal. No entanto, a IFI alerta que o governo continua gastando mais do que arrecada nas despesas primárias, enquanto a dívida pública mantém trajetória de crescimento. 

O relatório também destaca que os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e derivados abriram espaço para medidas mitigadoras, renúncias fiscais e concessão de subvenções. Segundo a entidade, esse cenário também favoreceu discussões como o fim da “taxa das blusinhas” e contribuiu para a formação de uma margem de segurança para o cumprimento das metas fiscais de 2026. 

Para a IFI, a proximidade do período eleitoral reduz a possibilidade de medidas mais profundas de ajuste fiscal; e a reestruturação fiscal e orçamentária mais ampla deverá ficar para o próximo mandato presidencial. 

O relatório também analisa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, que deve ser votado pelo Congresso até 17 de julho de 2026. A IFI avaliou os parâmetros macroeconômicos utilizados pelo governo para embasar a proposta e examinou as projeções fiscais derivadas dessas estimativas. 

Segundo a entidade, o cenário se torna cada vez mais desafiador diante das metas previstas para o resultado primário: um superávit de 0,5% do PIB em 2027; 1% em 2028; 1,25% em 2029; 1,5% em 2030.

A IFI ressalta que os parâmetros macroeconômicos utilizados pelo governo e que fundamentam os números presentes no PLDO 2027 são extremamente mais otimistas que os utilizados pela entidade. 

Por isso, as divergências nas projeções para inflação, crescimento econômico, juros e câmbio produzem diferenças relevantes nas estimativas de arrecadação, despesas, resultado primário e evolução da dívida pública nos próximos anos. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual seja estendida às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. O projeto é considerado estratégico para reduzir a informalidade e aliviar a pressão sobre pequenos negócios.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Roosevelt Serafim Concy, a matéria pode corrigir uma distorção tributária e reenquadrar companhias que saíram por aumentos no faturamento apenas pela correção inflacionária, sem ganhos reais.

TEC./SONORA: Roosevelt Serafim Concy, presidente da Acianf
“O Brasil viveu inflação, aumento de custos, energia mais cara, folha salarial mais cara, aluguel mais caro, matéria-prima mais cara. Muitas empresas faturam mais hoje apenas para sobreviver, não porque ficaram mais ricas. A gente precisa enfrentar isso. Já são mais de oito anos que a gente não tem essa tabela reajustada, e isso está punindo efetivamente essa classe empresarial, que é quem sustenta o país.”


LOC.: A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) destaca que as mulheres são as mais prejudicadas pela defasagem na tabela. Ela cita pesquisas que apontam que a população feminina se tornou responsável pela maioria dos negócios abertos no Brasil, a maior parte enquadrada como MEIs ou nas faixas do Simples Nacional e, portanto, a falta de atualização dos faturamentos máximos acaba estrangulando financeiramente as atividades.

TEC./SONORA: Soraya Santos, deputada federal (PL-RJ)
“É como se você olhasse assim um teto de vidro e achasse que você pode voar. Aí chega lá: ‘meu limite financeiro tá aqui. Eu preciso romper isso’. Então, ao invés de eu estar ajudando, eu estou só fomentando o quê? A informalidade. Informalidade tira a dignidade da pessoa de poder comprar seu carro, para comprar seu insumo.”


LOC.: O tema está sendo discutido atualmente em uma comissão especial instalada na Câmara dos Deputados, dentro do projeto que eleva o limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. 

Entidades empresariais defendem uma elevação maior: aproximadamente R$ 145 mil anuais para o MEI; R$ 869 mil para microempresas; e R$ 8 milhões e 700 mil para empresas de pequeno porte. O relator do texto, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), sinalizou que deve atender às reivindicações.

Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, destaca que a medida é essencial para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”


LOC: O Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país. Os limites de faturamento anuais são R$ 81 mil para MEIs, R$ 360 mil para microempresas e R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte. Eles foram definidos em 2018 e, desde então, não foram revistos.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Goiás aparece entre os estados com melhor qualidade de vida do país no Índice de Progresso Social Brasil 2026.

O estado ficou na SEXTA posição nacional, com nota SESSENTA E QUATRO VÍRGULA CINQUENTA E DOIS, acima da média brasileira, que foi de SESSENTA E TRÊS VÍRGULA QUARENTA.

O levantamento avalia condições sociais e ambientais dos municípios brasileiros sem considerar indicadores econômicos. Ao todo, são analisados CINQUENTA E SETE indicadores ligados a áreas como saúde, educação, saneamento, moradia, segurança, acesso à informação, inclusão social e meio ambiente.

Segundo o estudo, Goiás teve desempenho acima da média nacional nas três dimensões avaliadas: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

No ranking das cidades, Rio Quente foi o município goiano mais bem colocado do estado, na QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA posição nacional, com nota SESSENTA E NOVE VÍRGULA CINQUENTA E TRÊS.

Goiânia aparece logo depois, em QUINQUAGÉSIMO NONO lugar, com nota SESSENTA E NOVE VÍRGULA QUARENTA E SETE. Entre as capitais brasileiras, Goiânia ocupa a SEXTA colocação, atrás apenas de Curitiba, Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.

O levantamento também destaca cidades como Catalão, Quirinópolis, Anápolis, Goianésia, Ceres e Alto Horizonte.

De acordo com o levantamento, DEZESSEIS municípios goianos estão no grupo com os melhores resultados do país. Considerando as três faixas mais altas do índice, Goiás reúne CENTO E CINQUENTA E UM municípios, o equivalente a mais de SESSENTA POR CENTO das cidades do estado.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC:

O mercado da soja abre esta sexta-feira (22) com alta nos preços no Paraná. No interior do estado, a saca de 60 quilos registra valorização de 0,11% e é negociada a R$ 123,32.

Já no litoral paranaense, em Paranaguá, a commodity sobe 0,30%, com a saca cotada a R$ 129,64. No mercado do trigo, o cenário é misto entre os estados do Sul do país.

No Paraná, a tonelada do cereal apresenta queda de 0,14% e é vendida a R$ 1.357,67. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o trigo registra alta de 0,51%, com a tonelada negociada a R$ 1.314,47. Os dados são do Cepea.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

LOC: O mercado agrícola abre esta sexta-feira (22) com valorização para o café arábica e para o café robusta. A saca de 60 quilos do café arábica teve alta de 0,54% e está sendo negociada a R$ 1.614,77, na cidade de São Paulo. Já o café robusta apresentou valorização de 0,30%, com a saca cotada a R$ 921,88.

No mercado do açúcar cristal, os preços variam entre as principais praças paulistas. Na capital de São Paulo, a saca de 50 quilos subiu 0,89% e é negociada a R$ 94,08.

Em Santos, no litoral paulista, houve valorização de 0,21%, com o produto vendido a R$ 105,37, em média, sem impostos.

O milho, por sua vez, registrou leve queda. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 65,41, após recuo de 0,11%.

Os valores são do Cepea.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski.