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Levantamento da Fiocruz mostra aumento dos casos graves de SRAG e reforça importância da vacinação entre os grupos prioritários
Baixar áudioLer ao vivoImpacto sobre o petróleo encarece fretes, pressiona a inflação e ameaça a competitividade das exportações
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz indica aumento do número de hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório, o VSR, e pela influenza A e B em diversas regiões do país.
Segundo o levantamento, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, associados ao VSR continuam em crescimento na maioria dos estados do Nordeste, do Sudeste e do Sul, além de Amapá e Roraima, no Norte.
Mesmo com sinais de estabilização ou queda, os níveis de infecção por VSR continuam altos em toda a Região Centro-Oeste, além do Acre, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco.
As hospitalizações por influenza A também seguem em alta em toda a Região Sul, além de Roraima e Rio Grande do Norte. Já os casos graves de influenza B apresentam crescimento mais acentuado em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas preventivas, como lavar frequentemente as mãos; usar máscara em unidades de saúde e em ambientes fechados e aglomerados, com pouca circulação de ar; manter isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado; e — quando o isolamento não for possível — sair de casa utilizando máscaras de alta filtragem.
Portella também reforça a importância dos grupos prioritários tomarem a vacina contra a influenza e o VSR para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus.
O boletim também verificou que 15 capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Entre elas estão Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Macapá, Maceió, Porto Alegre, Rio Branco e Salvador.
Na maior parte dessas capitais, o avanço da SRAG ocorre principalmente entre crianças menores de dois anos e crianças e adolescentes de até 14 anos. Em Curitiba e Rio Branco também há aumento dos casos de SRAG entre os idosos.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que mais da metade dos industriais atribui a alta dos gastos com transporte no primeiro trimestre de 2026 aos efeitos da guerra no Oriente Médio. O conflito provocou um choque nos preços internacionais do petróleo e de outros insumos estratégicos para a indústria brasileira.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales Rios, alerta ainda que, em algum momento, as empresas terão de repassar parte desse aumento de custos para os produtos.
TEC./SONORA: Rafael Sales Rios, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“O impacto na economia vai começar a ser sentido em breve, com uma inflação um pouco mais alta e menor poder de compra do consumidor. Do lado das empresas, há perda de competitividade, principalmente das indústrias exportadoras, pois os produtos começam a ficar mais caros em relação a concorrentes de outros países.”
LOC.: Na avaliação dos empresários, as medidas adotadas pelo governo para conter a alta dos custos — como a subvenção ao diesel e a suspensão temporária de tributos federais sobre os combustíveis — terão impacto limitado.
TEC./SONORA: Rafael Sales Rios, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Na percepção dos empresários, essas medidas podem ter pouco efeito prático por conta do não repasse desse benefício para a frente na cadeia, chegando até o posto de combustível e o consumidor final. Por isso, eles alertaram bastante sobre a necessidade de uma fiscalização maior sobre o setor para que isso seja de fato efetivo e que os custos possam ser mitigados no tempo.”
LOC.: Além dos efeitos da guerra no Oriente Médio, os empresários apontaram outros fatores que contribuíram para o aumento dos custos no período. Entre eles, destacam-se a tributação sobre o setor, os custos com fornecedores e serviços logísticos, a fiscalização do transporte e os gastos com mão de obra.
Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Sophia Stein.
LOC.: Cerca de um terço — 31,6% do total — das exportações brasileiras podem enfrentar uma tarifa adicional de 37,5% para entrar nos Estados Unidos, caso seja aprovado pelo governo norte-americano. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Atualmente, esses produtos estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%. Se as novas medidas forem implementadas, o aumento será de 27,5 pontos percentuais. Outros 3,6% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano teriam a taxação elevada de 10% para 12,5%.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, afirma que a eventual adoção das medidas preocupa a indústria brasileira.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
“Quedas nas exportações brasileiras para os Estados Unidos, como já aconteceram diante desse cenário de aumentos de tarifas, preocupam não só a indústria, mas a economia e o Brasil como um todo. Os efeitos multiplicadores das exportações de alto valor agregado são importantíssimos para o país. Um cenário de aumento de tarifas significa perda de empregos de qualidade e de retornos econômicos importantes para o país.”
LOC.: As propostas ainda não têm efeito imediato. Antes de uma decisão final do governo norte-americano, será realizada uma consulta pública e audiências para discutir as medidas. As audiências serão promovidas nos dias 6 e 7 de julho, para receber contribuições de empresas, entidades e governos.
Para a CNI, essa etapa representa uma oportunidade para que o Brasil apresente informações e evidências técnicas demonstrando que as medidas são injustificadas e prejudiciais à relação econômica entre os dois países.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
“A indústria entende que é momento de continuar e aumentar os esforços na negociação entre o Brasil e os Estados Unidos. Não só para continuar trazendo evidência de quão injustificadas essas medidas restritivas são, mas também para demonstrar os efeitos negativos e nocivos para ambos países em duas economias tão integradas e complementares.”
LOC.: Entre os produtos que podem ser atingidos pela tarifa de 37,5% está o ferro gusa não ligado, que atualmente está sujeito a uma sobretaxa de 10%. Em 2024, o produto respondeu por um bilhão e meio de dólares das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Outros itens que podem ser afetados pela tarifa adicional de 37,5% são açúcar de cana em forma sólida; sebo não comestível; álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira padrão de pinho.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Empresários e parlamentares defendem a atualização dos limites de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI.
A proposta está prevista no Projeto de Lei Complementar 108 de 2021, que tramita na Câmara dos Deputados.
Representantes do setor produtivo afirmam que a medida pode ampliar a competitividade dos pequenos negócios, estimular a formalização e favorecer a geração de empregos.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Omar Aukar, afirma que a tabela está defasada desde 2018.
Segundo ele, muitos empreendedores registraram aumento de faturamento apenas por causa da inflação e da alta dos custos operacionais.
TEC.SONORA: Omar Aukar, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande
“Em muitos casos, o faturamento aumentou apenas por causa da inflação e dos custos operacionais, sem contar com a carga tributária, que acabou ficando mais pesada. Atualizar o Simples é garantir mais competitividade, incentivar a formalização e permitir que os empresários de Mato Grosso do Sul continuem investindo, crescendo e gerando oportunidades para a nossa população.”
LOC.: O projeto que tramita no Congresso Nacional prevê aumentar o limite anual de faturamento do MEI para até 130 mil reais e permitir que o microempreendedor contrate até dois funcionários.
Para o empresário, advogado tributarista e pré-candidato ao Senado pelo partido Novo sul-mato-grossense, Roberto Oshiro, a defasagem da tabela tem prejudicado pequenos negócios, já que custos como energia, combustíveis e insumos aumentaram nos últimos anos.
TEC.SONORA: Roberto Oshiro, advogado (NOVO-MS)
“O sistema atual pune quem tem sucesso. O microempresário trabalha de sol a sol e, quando finalmente começa a crescer, encontra o Estado com uma barreira burocrática e uma montanha de impostos.”
LOC.: O projeto está sendo analisado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados.
O deputado federal Leo Prates, do Republicanos da Bahia, avalia que a proposta deve avançar no Parlamento e destaca que o debate precisa considerar os desafios enfrentados pelos pequenos empreendedores.
TEC.SONORA: Leo Prates, deputado federal (Republicanos-BA)
“Há uma comissão especial formada para fazer esse debate, nós em dispositivo constitucional, até porque nós entendemos que a maioria dos problemas que precisam ser mitigados é no pequeno empreendedor.”
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, também defende a atualização dos limites do Simples Nacional.
A entidade propõe elevar o teto anual do MEI para cerca de 144 mil e 900 reais.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a atualização evita a migração de empresas para regimes tributários mais complexos ou para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A alta do petróleo no mercado internacional elevou a arrecadação de royalties no Brasil e reforçou o caixa da União, dos estados e dos municípios produtores.
Em maio, os repasses somaram OITO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS, o maior valor já registrado para o período. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, o resultado representa um aumento de quase SETENTA POR CENTO em relação ao mês de abril.
Os royalties são pagos dois meses depois da produção de petróleo e gás natural. Por isso, os recursos distribuídos em maio refletem a produção de março, quando a cotação internacional do barril de petróleo já estava acima dos CEM DÓLARES.
Entre os maiores beneficiários dos repasses estão a União, que recebeu DOIS BILHÕES E QUINHENTOS E CINQUENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS, e o estado do Rio de Janeiro, com UM BILHÃO E OITOCENTOS E TRINTA E OITO MILHÕES.
Também aparecem entre os principais recebedores os municípios de Maricá, Saquarema, Macaé e Araruama, todos no Rio de Janeiro, além do estado de São Paulo.
Juntos, o governo fluminense e os municípios do estado concentraram quase metade de todos os royalties distribuídos no mês.
Enquanto a arrecadação cresce, o Supremo Tribunal Federal analisa uma disputa que pode alterar a divisão desses recursos. Os ministros julgam a constitucionalidade da lei que ampliou a participação de estados e municípios de todo o país na distribuição dos royalties, reduzindo a fatia destinada aos entes produtores.
O julgamento foi retomado em maio, mas acabou suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até o momento, apenas a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, apresentou voto. Ela defendeu a inconstitucionalidade das mudanças previstas na legislação.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do boi gordo nesta terça-feira (16) apresenta queda de 0,13%; a arroba está sendo negociada a R$ 352,95, no estado de São Paulo.
Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam valorização. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,33, e o frango resfriado a R$ 7,34.
A carcaça suína especial apresenta alta de 0,12%, sendo negociada a R$ 8,47, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O suíno vivo registra elevação na maioria dos estados analisados, com é o caso de Minas Gerais, onde o produto é comercializado a R$ 5,86.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (16) em alta de 0,77%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.427,63 na cidade de São Paulo.
O café robusta, por sua vez, teve desvalorização, com recuo de 0,10%, sendo comercializado a R$ 974,12.
O preço do açúcar cristal apresenta elevação na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 93,63, após alta de 0,85%.
Em Santos (SP), houve redução de 0,73%, e a mercadoria é negociada a R$ 100,08 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 62,97, após queda de 1,93%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo