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LOC.: A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 221 de 2019, que trata do fim da escala 6x1.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a matéria seguirá para apreciação de uma comissão especial da Casa.

Apesar de o Governo Federal ter encaminhado ao Congresso um projeto de lei, com regime de urgência, que acaba com a escala 6x1, Motta afirmou que a medida seguirá sendo analisada como PEC. 

A estratégia do Executivo visa facilitar a aprovação. No entanto, os dois textos vão tramitar de forma paralela.

Diante desse cenário, representantes do setor produtivo defendem mais tempo para discussão. 

O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, avalia que a proposta do governo desconsidera o diálogo com o setor produtivo.

Para Cotait Neto, a votação do projeto deveria ocorrer apenas após as eleições de 2026. Na avaliação dele, o assunto deve contar com debates aprofundados e envolver trabalhadores, setor produtivo e Congresso.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“Encurtar o debate de um assunto complexo com impacto direto na economia, no emprego, na sobrevivência dos negócios, isso não é responsável. Nós estamos falando de decisões que afetam o futuro do país. Isso exige tempo, discussão, equilíbrio, seriedade, não atropelo. Defendo que o Congresso tenha responsabilidade nesse momento, que não aceite essa pressão por prazos artificiais e que coloque o Brasil acima de qualquer interesse imediato. O associativismo segue atento, firme, atuante, porque quem gera emprego precisa ser ouvido.”
 


LOC.: A proposta do fim da jornada 6x1 foi incluída por Hugo Motta entre os temas que ele espera ver aprovados ainda no primeiro semestre de 2026. A ação reforça a expectativa de votação nas próximas semanas e intensifica a mobilização em torno da pauta.

Reportagem, Bianca Mingote
 

LOC.: O Brasil avança na consolidação do hidrogênio verde como uma alternativa estratégica dentro da transição energética mundial. O país já conta com mais de VINTE projetos anunciados nessa área que, juntos, representam cerca de CENTO E OITENTA E OITO BILHÕES DE REAIS em investimentos.

Um dos destaques mais recentes é a nova planta da White Martins, inaugurada em Jacareí, no interior de São Paulo. A unidade é considerada a primeira produção em escala industrial de hidrogênio verde no Brasil, com capacidade de até OITOCENTAS toneladas por ano. 

A operação utiliza eletrólise da água a partir de fontes renováveis, como energia solar e eólica, e deve funcionar com uma equipe reduzida, de cerca de 15 trabalhadores diretos. Parte da produção já tem destino definido, como o fornecimento para a Cebrace, além de indústrias dos setores químico, metalúrgico e alimentício.

O projeto também se destaca pelo modelo de autoprodução de energia, em que a eletricidade utilizada vem de usinas renováveis dedicadas, o que ajuda a reduzir custos e aumenta a viabilidade econômica da operação.

Paralelamente a isso, o desenvolvimento do setor no país também está fortemente ligado à criação de polos portuários voltados ao hidrogênio de baixo carbono. Esses hubs devem integrar toda a cadeia, desde a produção até o armazenamento e a exportação. 

Entre os principais projetos estão o Porto do Pecém, no Ceará, que lidera em volume de investimentos, o Porto de Parnaíba, no Piauí, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

Apesar do avanço, especialistas apontam que o custo de produção ainda é o maior desafio para a expansão do hidrogênio verde, além das dificuldades logísticas para transporte e armazenamento.

O engenheiro químico e doutor pela Universidade de São Carlos, João Guilherme Vicente, detalha os usos possíveis do hidrogênio.
 

TEC./SONORA: João Guilherme Vicente, engenheiro químico e doutor pela Universidade Federal de São Carlos

“O hidrogênio pode ser aplicado em várias áreas e processos industriais. Ele vem sendo cada vez mais considerado um vetor de energia limpa, principalmente no uso em células de combustível. Também tem papel importante na indústria química, por exemplo na produção de amônia, usada em fertilizantes. No setor de transportes, pode ser utilizado como combustível com emissão apenas de vapor de água, sem gases poluentes.”
 


LOC.: Com base em sua matriz energética renovável e em projetos de grande escala, o Brasil busca se posicionar entre os principais produtores de hidrogênio verde do mundo até 2030.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Por um lado, elevação da arrecadação e alívio inicial nas contas públicas. Por outro, aumento da inflação e do gasto público. Esses devem ser os principais efeitos macroeconômicos da guerra travada entre Estados Unidos e Irã nos próximos meses sobre o Brasil.

O Relatório de Acompanhamento Fiscal de abril divulgado pela Instituição Fiscal Independente do Senado estima redução do déficit primário, que calcula a diferença entre despesas e receitas brutas, em até 0,6% do Produto Interno Bruto. Seriam 52 bilhões de reais em receitas a mais, caso o preço de referência do barril de petróleo fique abaixo de US$ 87. Já em um cenário com o preço médio próximo a 97 dólares o barril, entrariam até quase 100 bilhões de reais nos cofres do governo, reduzindo o déficit para cerca de 0,1%. 

Para 2027, os resultados simulados apresentam rombos de 1,2% a 0,6% do PIB, dependendo da cotação do barril. O impacto adicional é estimado entre 42 bilhões a 121 bilhões de reais na arrecadação.

Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI, explica como ocorre o ganho de arrecadação.

TEC./SONORA: Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI
“Por um lado, a inflação eleva as receitas tributárias. Quanto maior a inflação, maior é a arrecadação do governo. Em segundo lugar, há receitas vinculadas ao petróleo – royalties, participações especiais –, e isso tudo vai gerar um efeito positivo, onde as despesas de combate à crise vão ser sobejamente compensadas pelas receitas.”


LOC.: O efeito positivo para o resultado fiscal, no entanto, tende a ser temporário. A IFI calcula que a alta do petróleo deve adicionar de 0,7 a 1,0 ponto percentual à inflação de 2026. Isso faria o IPCA, índice que mede a inflação, subir para uma faixa de 4,5% e 4,9% já neste ano.

Como cita o pesquisador, a mesma inflação que injeta mais dinheiro nos cofres públicos no curto prazo também faz crescer gastos obrigatórios, principalmente aqueles vinculados ao salário mínimo, como benefícios previdenciários, seguro-desemprego e o abono salarial. 

Esse incremento de despesas e os mecanismos de compensação para reduzir os impactos da escassez de combustíveis no mercado devem abocanhar parte do alívio arrecadatório. Com isso, a perspectiva apontada pela IFI é de manutenção de juros mais altos por um período prolongado e de desaceleração da economia global, que também devem limitar o crescimento econômico.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Goiás anunciou um pacote de medidas para modernizar o comércio eletrônico e ampliar a infraestrutura logística do estado. A proposta busca atrair investimentos, facilitar a vida de empresas e fortalecer a economia digital, com impacto direto na geração de empregos.

Entre as principais mudanças está a simplificação das regras para operações de e-commerce. A partir de agora, empresas de outros estados que utilizam centros de distribuição em Goiás não precisam mais ter inscrição estadual. A medida reduz burocracia e custos, principalmente para pequenos empreendedores.

O pacote foi apresentado pelo governador Daniel Vilela, que destacou o potencial do estado como polo logístico e econômico da região Centro-Norte. Segundo ele, as mudanças ajudam a impulsionar o empreendedorismo e a modernizar o ambiente de negócios.

Outro destaque é a parceria firmada com a Shopee, que prevê a ampliação das operações da empresa no estado. Segundo o governador, o plano inclui a criação de centros de armazenamento e distribuição, além da expansão da malha logística nos próximos anos.
 

TEC./SONORA: Daniel Vilela, governador de Goiás

“95% dos fornecedores da Shopee são brasileiros, são empreendedores brasileiros. Então, esses pequenos fornecedores, segundo a legislação tributária do estado, até então, tinham a obrigação de ter uma inscrição estadual no local em que eles enviavam o seu produto para ser armazenado e, posteriormente, distribuído. Agora, essa exigência não mais será necessária."
 


LOC.: A iniciativa deve facilitar as entregas e fortalecer a conexão entre vendedores e consumidores em todo o país. A head de relações governamentais da empresa, Luciana Hachmann, explicou que Goiás tem papel estratégico nessa expansão.

TEC./SONORA: Luciana Hachmann, head de relações governamentais da Shopee

“Nosso objetivo é conectar vendedores e consumidores em todo o Brasil. Estamos muito empenhados em garantir que o vendedor consiga realmente levar seus pacotes, com nosso apoio, para todas as cidades do país. Essa expansão no estado de Goiás é estratégica, porque a gente consegue conectar nossa malha na região Centro-Oeste, por ser um hub logístico.”
 


LOC.: As mudanças não trazem redução de impostos nem perda de arrecadação para o estado. O governo garante que a iniciativa apenas reorganiza e simplifica as regras, mantendo a cobrança do ICMS nas operações interestaduais. Na prática, a proposta busca equilibrar modernização e responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo que prepara Goiás para um cenário cada vez mais digital na economia brasileira.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A Lei Rouanet alcançou, nos três primeiros meses de 2026, o maior volume de captação da história para o período. Foram mais de 355 milhões de reais arrecadados, um crescimento de mais de 12% em relação ao ano passado e de quase 100% na comparação com 2024.
O resultado reforça a retomada do investimento cultural no país e amplia o alcance do fomento à cultura em todas as regiões do Brasil, de acordo com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Thiago Rocha.
 

TEC./SONORA: THIAGO ROCHA 

“O interessante é que a grande maioria desses projetos, mais de mil, são projetos de até 100 mil reais, então a gente mostra aí uma grande diversidade, uma pluralidade de tamanhos, de formatos de projeto. A Lei Rouanet hoje está com mais de 5 mil projetos em execução em todo o Brasil. Então isso é a nacionalização do fomento que a ministra Margareth tanto fala, que o presidente Lula determina que o recurso da cultura chega onde precisa chegar e onde é isso em todo o lugar do Brasil.”
 


LOC.: Ao todo, mais de 1.620 projetos foram contemplados. A maioria deles, mais de mil iniciativas, tem orçamento de até 100 mil reais, o que demonstra a diversidade e a democratização do acesso aos recursos.
Atualmente, mais de 5 mil projetos estão em execução em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O secretário reforça como inscrever os projetos.
 

TEC./SONORA: THIAGO ROCHA 

“Como participar, como inscrever seu projeto, só entrar no site do Ministério da Cultura, lá você vai encontrar o passo a passo em como tirar o seu sonho do papel, colocar, na verdade, o papel, transformá-lo em um projeto e transformá-lo em realidade.”
 


LOC.: O mecanismo segue como uma das principais ferramentas de incentivo à cultura, fortalecendo a economia criativa, gerando emprego e renda e valorizando a diversidade cultural brasileira.
Para saber mais sobre a Lei Rouanet, acesse o site gov.br/cultura.
 

LOC.: A CAIXA inicia nesta quinta-feira (23), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de abril para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 5. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  
 

LOC.: O preço do boi gordo nesta quinta-feira (23) apresenta queda de 0,59%; a arroba está sendo negociada a R$ 363,85, no estado de São Paulo. 

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam redução. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,23 com recuo de 1,50%, enquanto o frango resfriado fechou a R$ 7,24 com redução de 1,63%.

A carcaça suína especial apresenta baixa de 1,93%, sendo negociada a R$ 8,64, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra queda em quase todos os estados analisados, com destaque para Minas Gerais, onde a mercadoria é comercializada a R$ 5,66.

Os valores são do CEPEA. 

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta quinta-feira (23) em baixa de 0,32%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.770,08 na cidade de São Paulo.

Já o café robusta teve alta de 2,58% no preço, sendo comercializado a R$ 933,13.

O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve recuo de 0,35% e é cotada a 99,04.

Em Santos (SP), a mercadoria teve elevação de 0,86%, sendo negociada a R$ 100,09 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,34, após desvalorização de 0,17%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo