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O destaque é para Campinas (SP), com receita superior a R$ 9 bilhões e com o setor de Serviços como principal motor da economia local
Baixar áudioLer ao vivoRedução da jornada pode elevar o custo do trabalho em 37,5%, aponta FecomercioSP
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Brasil conta com CENTO E NOVENTA E CINCO municípios com receita orçamentária bilionária. Desse total, CENTO E SESSENTA E NOVE são cidades do interior. O destaque é para Campinas, em São Paulo, que ocupa a décima posição nacional, com receita superior a NOVE BILHÕES DE REAIS em 2024.
O município possui um PIB de aproximadamente SETENTA E TRÊS BILHÕES DE REAIS, tendo o setor de Serviços como principal motor da economia. Outros municípios do interior que também figuram entre os bilionários são Guarulhos, também no estado paulista; e Maricá, no Rio de Janeiro, com receitas acumuladas de SETE BILHÕES E QUATROCENTO MILHÕES DE REAIS; e SEIS BILHÕES DE NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS, respectivamente.
O especialista em orçamento público Cesar Lima considera que, assim como num cenário mais amplo, o setor de Serviços se destaca em meio às cidades do interior com maior arrecadação orçamentária. Contudo, ele aponta que a atividade industrial tem dado uma parcela importante de contribuição, apesar de uma arrecadação menos significativa.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Podemos ver que Serviços tem mantido o PIB brasileiro no último ano e, apesar da queda da atividade industrial que nós acompanhamos no segundo semestre de 2025, o PIB não foi tão afetado. Nós temos Maricá e Niterói com alguns estaleiros por causa de petróleo. O mercado espera uma ligeira queda para essa taxa de juros no decorrer de 2026. Vamos esperar que isso dê um fôlego para que a indústria tenha um papel mais relevante nesses dados de arrecadação.”
LOC.: Do total de municípios bilionários do país, apenas TRINTA têm a Indústria representando a maior fatia da economia. Com exceção de Manaus, capital do Amazonas, as outras VINTE E NOVE cidades com esse perfil são do interior. Entre elas estão Betim, em Minas Gerais, com receita orçamentária de acima de TRÊS BILHÕES DE REAIS, e Camaçari, na Bahia, com DOIS BILHÕES E MEIO.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Em consulta a donos de pequenos negócios nas cinco regiões do país, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, identificou forte preocupação com a extinção da escala 6 por 1 sem o devido diálogo com o setor produtivo.
Entre os principais riscos apontados pelos empresários estão aumento dos custos com encargos trabalhistas, redução do horário de funcionamento das empresas, queda na capacidade de investimento em melhorias e expansão, informalidade e demissões e até fechamento de negócios.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a proposta de redução da jornada tem viés “populista”. Segundo ele, para que a medida seja sustentável, seria indispensável um amplo programa de qualificação da mão de obra, com duração mínima de cinco anos. Em nota, ele afirma que é preciso preparar o campo e investir em qualificação.
Segundo cálculos da Fecomércio São Paulo, a redução da jornada proposta pela PEC 8/25 pode elevar o custo do trabalho em, pelo menos, 37,5%. De acordo com o levantamento, a nova regra poderia atingir cerca de dois terços dos trabalhadores formais do país.
O economista e pesquisador da Unicamp, Sillas Souza, alerta que a proposta pode ter efeito contrário ao esperado, levando parte dos trabalhadores a buscar outros empregos durante os dias de folga, além de pressionar os salários para baixo.
TEC./SONORA: Sillas Souza, economista da Unicamp
“Primeiro: para os que conseguirem [outro emprego], teremos o efeito oposto da proposta, pois ao invés de 36 horas semanais, serão agora 72. Menos ócio, portanto, equivalerá a uma menor produtividade. Segundo: mais gente ofertando emprego quer dizer mais concorrência pelas vagas, o que motivará os empresários a diminuírem os salários médios. Temos uma situação potencial na qual muita gente trabalhará o dobro para ganhar um pouco mais do que ganhava antes.”
LOC.: Para a CACB, o momento é de investir prioritariamente em educação, qualificação profissional, infraestrutura e acesso à tecnologia, criando condições para elevar a produtividade e fortalecer o ambiente de negócios, antes de avançar em uma redução generalizada da jornada de trabalho.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Empresas optantes do Simples Nacional podem perder competitividade com a Reforma Tributária, avalia o vice-presidente jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Anderson Trautman. Atualmente, quando uma pequena empresa do Simples vende para uma grande companhia, essa compradora consegue abater integralmente do imposto devido o valor de PIS e Cofins pago na operação, por meio dos créditos tributários.
Com as novas regras, esse mecanismo muda: o crédito passará a ser proporcional ao porte da empresa do Simples e à faixa em que ela estiver enquadrada. Como o Simples Nacional possui carga tributária reduzida, o crédito gerado tende a ser menor do que o das empresas do regime geral, o que pode levar grandes companhias a preferirem fornecedores fora do Simples, reduzindo a competitividade dos pequenos negócios.
Segundo Trautman, a solução prevista na própria reforma é permitir que a empresa saia do Simples Nacional apenas em relação aos tributos sobre consumo — o IBS e a CBS — e passe a recolhê-los pelo regime geral, como fazem as empresas maiores.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da CACB
“O Simples não se torna o melhor regime a priori. Depende da posição que a empresa está. Se ela está vendendo para consumidor final, pessoas físicas, não há necessidade dessa tributação separada. No entanto, se ela estiver no meio da cadeia produtiva, será importante ela gerar crédito para os seus clientes.”
LOC.: Outro ponto de atenção para as empresas do Simples é a tributação de lucros e dividendos. Desde 1º de janeiro de 2026, os valores distribuídos voltaram a ser tributados pelo Imposto de Renda Retido na Fonte. Para pessoas físicas residentes no Brasil, a alíquota é de 10% sobre os valores que ultrapassarem 50 mil reais por mês — ou 600 mil reais por ano — por empresa.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da CACB
“Se o optante pelo Simples Nacional superar, na distribuição de lucros e dividendos, os R$ 600 mil, ele passa a ser tributado, o que lhe traz mais um ônus. Isso tende a fazer com que muitas empresas migrem do Simples Nacional para o regime do lucro presumido, ou mesmo o lucro real, aumentando a carga tributária.”
LOC.: Trautman também alerta que o setor de serviços deve ser um dos mais impactados pela Reforma Tributária, com aumento expressivo da carga de impostos. Hoje, empresas do segmento pagam cerca de 14,25% de tributos, somando ISS, PIS e Cofins. Com a nova Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, a tributação projetada pode chegar a aproximadamente 26,28%, quase o dobro do percentual atual.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, teve atuação de destaque ao longo de toda a tramitação da Reforma Tributária, embora reconheça que o modelo aprovado ainda não representa o cenário ideal para o setor produtivo brasileiro.
Na última terça-feira, 13, foi sancionada a Lei Complementar que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços. O órgão será responsável por gerir e coordenar o novo tributo instituído pela Reforma Tributária, que substituirá o principal imposto estadual, o ICMS, e o principal imposto municipal, o ISS.
Segundo o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman, a entidade acompanhou de forma ativa todas as etapas da reforma no Congresso Nacional.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da CACB
“Ainda que não seja a reforma tributária ideal, a CACB tem papel fundamental em debates sobre alterações legislativas que impactem o setor produtivo, na medida em que representa não um, mas todos os setores de nossa economia.”
LOC.: Entre as principais conquistas na Lei Complementar nº 227 de 2026, a CACB atuou para que as contribuições associativas não fossem submetidas à incidência dos novos tributos, beneficiando o sistema associativo de todo o país.
Já na Lei Complementar nº 214 de 2024, a atuação da entidade foi decisiva para a inclusão do artigo 48, que afasta o requisito da extinção do débito para fins de apropriação de crédito do IBS e da CBS.
Além disso, a CACB contribuiu com uma alteração na Emenda Constitucional 132/23, que levou a possibilidade do crédito para clientes de empresas optantes pelo Simples Nacional.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da CACB
“Mais um legado da nossa CACB, que seguirá atenta ao tema e à regulamentação da Reforma Tributária e à sua implementação para o incremento do desenvolvimento econômico e social do nosso país.”
LOC.: O vice-presidente jurídico também destacou outras pautas defendidas pela entidade durante a reforma, como a redução da carga tributária sobre alimentos, a criação da cesta básica nacional, o estabelecimento de um limite para a carga tributária global no novo sistema e a vedação da incidência do Imposto Seletivo sobre energia elétrica e telecomunicações.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O governo de Goiás entregou quatro novos helicópteros para reforçar o trabalho das forças de segurança do estado. Também foi anunciado a criação de duas novas bases aéreas policiais: uma em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, e outra em Rio Verde, na região Sudoeste do estado.
O investimento, de aproximadamente CENTO E TRINTA E CINCO MILHÕES de reais, foi financiado pelo Fundo Nacional de Segurança Pública. Com a aquisição, a frota aérea estadual foi dobrada.
As aeronaves já estão em operação desde dezembro de 2025 e foram distribuídas entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Serviço Aéreo do Estado de Goiás.
Segundo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a descentralização dos helicópteros deve agilizar o atendimento de ocorrências em diferentes regiões.
TEC./SONORA: Ronaldo Caiado, governador de Goiás (GO)
“Quando eu cheguei no estado, tinha apenas um helicóptero funcionando. Trabalhamos fortemente durante esses anos todos e hoje entregamos algo inédito, expandindo as ações da cobertura aérea.”
LOC.: O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, lembrou que a corporação estava sem aeronave desde 2012, após um acidente que interrompeu as atividades aéreas.
TEC./SONORA: André Ganga, delegado-geral da Polícia Civil-GO
“Esse ano, em 8 de maio, faz 14 anos que a Polícia Civil estava sem aeronave, em razão do acidente que aconteceu em 2012. Agora estamos retomando a divisão de operações aéreas.”
LOC.: Já o comandante-geral da Polícia Militar, Marcelo Granja, destacou que, por mais de 40 anos, a PM contou apenas com um helicóptero.
TEC./SONORA: Marcelo Granja, comandante-geral da Polícia Militar-GO
“Durante mais de 40 anos, permanecemos com um helicóptero fazendo a segurança da sociedade. Hoje a realidade é outra, estamos com quatro aeronaves e a quinta logo estará nos céus.”
LOC.: De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, o estado registrou queda nos principais índices de criminalidade nos últimos anos. A criação das novas bases aéreas integra a estratégia de ampliar a presença das forças de segurança em diferentes regiões goianas.
Reportagem, Maria Clara Abreu
LOC.: Uma lei sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última semana, prevê a abertura de R$ 14 bilhões e 400 milhões em crédito suplementar no orçamento para reforçar ações em ciência, tecnologia e inovação.
Do total liberado, cerca de R$ 14 bilhões e 100 milhões de reais serão destinados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O fundo financia pesquisas, projetos de inovação e desenvolvimento tecnológico em universidades, institutos de pesquisa e empresas.
Além da área científica, o crédito suplementar também reforça investimentos em segurança pública, saúde e obras de infraestrutura viária, como manutenção e melhorias em rodovias federais.
Segundo a legislação, os recursos têm origem, principalmente, no superávit financeiro apurado no balanço da União de 2024, além do excesso de arrecadação e da anulação de dotações orçamentárias.
Grande parte desse superávit vem de fundos setoriais ligados à ciência e tecnologia, em áreas como saúde, agronegócio, energia, infraestrutura, Amazônia e inovação.
O crédito foi autorizado por meio do Projeto de Lei do Congresso Nacional número 26 de 2025, aprovado pelo Congresso no dia 19 de dezembro.
Com informações da Agência Senado, reportagem, Lívia Braz; locução,
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta segunda-feira (19) em alta no interior do Paraná e em baixa no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve valorização de 0,18% e é negociado a R$ 124,60; na segunda, a mercadoria teve desvalorização de 0,11% e é cotada a R$ 131,45.
O preço do trigo, por sua vez, registra desvalorização de 0,49% no Paraná e de 0,84% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.171,48, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.045,71.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do café arábica abre esta segunda-feira (19) em baixa de 0,98%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 2.180,20 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve alta de 0,95% no preço, sendo comercializado a R$ 1.300,57.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 2,81% e é cotada a R$ 103,97.
Em Santos (SP), a mercadoria teve valorização de 2,07%, sendo negociada a R$ 114,43 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 68,41, após alta de 0,06%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.