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Documento entregue aos presidenciáveis destaca deficiências na aprendizagem, escassez de docentes e necessidade de formar profissionais em áreas estratégicas
Baixar áudioLer ao vivoRede de cabos de fibra óptica submersos nos leitos dos rios da região é considerada a maior do mundo; Programa Norte Conectado prevê a implantação de 9 infovias, totalizando 13,2 mil quilômetros por meio do Novo PAC
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Um dos caminhos para elevar a produtividade do setor industrial do Brasil é melhorar a qualidade da educação brasileira e formar profissionais preparados para atuar em áreas estratégicas, como Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Essa é a análise feita pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, no documento "Construindo o Brasil 2050” – agenda de propostas entregue aos pré-candidatos à Presidência da República.
Segundo a entidade, a ampliação do acesso à educação nas últimas décadas não foi acompanhada por ganhos consistentes de produtividade e competitividade. Entre 1981 e 2024, o PIB per capita brasileiro cresceu, em média, apenas 1% ao ano, enquanto a produtividade por hora trabalhada avançou somente 0,5% ao ano.
A CNI também chama atenção para a escassez de professores qualificados, especialmente nas áreas de matemática, física, química, tecnologia e computação. Segundo a entidade, o cenário é resultado da baixa atratividade da carreira e das desigualdades na formação dos profissionais.
Para o diretor-superintendente do SESI, Paulo Mól, a valorização e a qualificação dos professores são essenciais para elevar a qualidade da educação básica.
TEC./SONORA: Paulo Mól, diretor-superintendente do SESI
"Uma escola se mantém de pé a partir do momento em que tem talentos que conseguem repassar o conhecimento e formar novas gerações ainda mais capacitadas. Esse é um grande desafio: fazer com que professores bem preparados estejam na sala de aula e consigam, de fato, estimular os alunos a darem o seu melhor."
LOC.: Outro desafio apontado por Paulo Mól é a evasão escolar. Segundo ele, além dos fatores sociais, muitos estudantes abandonam a escola por não enxergarem significado nos conteúdos e na experiência educacional.
TEC./SONORA: Paulo Mól, diretor-superintendente do SESI
"Como fazer uma escola interessante nesse contexto atual? Como fazer com que os conteúdos conversem com a realidade? Esse talvez seja o grande desafio: fazer com que o estudante entenda que estar na escola vai colocá-lo em um futuro melhor, que ele vai conseguir ter empregos melhores."
LOC.: Além do fortalecimento da educação básica e da valorização do corpo docente, a CNI defende a expansão da Educação Profissional e Tecnológica para formar trabalhadores capazes de atender às demandas da transformação digital, da economia verde e da nova indústria brasileira.
A CNI também propõe a criação de mecanismos inovadores de financiamento educacional, como o programa Juros por Educação, para ampliar o acesso e garantir a permanência dos jovens na educação profissional.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Mais de seis milhões de moradores da Amazônia já têm acesso à internet de alta velocidade por meio do Programa Norte Conectado, coordenado pelo Ministério das Comunicações, o MCom.
A iniciativa é considerada a maior rede de infovias subfluviais do mundo. Os cabos de fibra óptica são instalados nos leitos dos rios amazônicos e levam conectividade para comunidades que antes tinham dificuldades de acesso à internet e aos serviços digitais.
O MCom anunciou que UM BILHÃO E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS serão investidos por meio do Novo PAC, para implantação de nove infovias. Ao todo, serão 13 mil e 200 quilômetros de cabos de fibra óptica na região.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o programa amplia a infraestrutura digital do país e fortalece o desenvolvimento da Amazônia.
TEC./SONORA: Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
“Com o Norte Conectado, mostramos o quanto o governo do Brasil está investindo na infraestrutura digital, principalmente na Região Amazônica, sempre preservando o meio ambiente, que é um projeto autossustentável.”
LOC.: A tecnologia utiliza os rios amazônicos como caminho para a instalação dos cabos. Dessa forma, reduz a necessidade de abertura de novas vias terrestres. Segundo o Ministério das Comunicações, a estratégia pode contribuir para a preservação de até 68 milhões de árvores.
O objetivo é de que, com a nova infraestrutura, atividades como telemedicina, aulas on-line e videoconferências sejam realizadas com mais rapidez e qualidade.
A previsão é que, após a conclusão do projeto, cerca de sete milhões e meio de pessoas em 70 localidades dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima sejam beneficiadas.
Atualmente, cinco infovias já estão concluídas e interligam municípios como Macapá, no Amapá, a Santarém, no Pará, e Santarém a Manaus, no Amazonas.
Conforme o MCom, outras quatro infovias seguem em implantação e devem levar conexão para mais um milhão e quatrocentos mil brasileiros.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC: O turismo brasileiro continua batendo recordes históricos! Nos primeiros cinco meses deste ano, os visitantes estrangeiros injetaram 25 bilhões de reais na nossa economia. É o maior valor já registrado para o período, com alta de 11% em relação ao ano passado.
Só em maio os visitantes internacionais deixaram mais de 4 bilhões de reais no país. Um salto de 19% na comparação com maio de 2025 e o melhor maio de toda a série histórica divulgada pelo Banco Central e o Ministério do Turismo.
Os números confirmam o excelente bom momento do setor. O ministro Gustavo Feliciano destaca o impacto desse resultado para geração de renda e empregos no país.
Mais dinheiro na economia é reflexo direto de mais gente desembarcando por aqui. Só em maio, o Brasil recebeu quase meio milhão de visitantes estrangeiros, o melhor desempenho já verificado no mês. No acumulado do ano, já são quase cinco milhões de turistas internacionais que escolheram o Brasil como destino, mantendo o ritmo forte desde 2023.
O Ministério da Saúde incluiu uma segunda dose de reforço contra a poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação.
A mudança passa a valer a partir do dia 3 de agosto e prevê uma dose adicional da vacina inativada poliomielite, a VIP, para crianças aos quatro anos de idade.
Com a atualização, o esquema vacinal infantil passa a contar com cinco doses: três aplicações aos dois, quatro e seis meses de vida, um primeiro reforço aos 15 meses e um segundo reforço aos quatro anos. Todas as doses serão administradas por injeção.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida amplia a proteção das crianças, ajuda a manter a imunidade por mais tempo e fortalece a barreira contra a reintrodução da poliomielite no Brasil.
A orientação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação em dia e procurem uma unidade de saúde caso exista alguma dose em atraso.
Reportagem, Sophia Muniz
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei 6727/25, que cria um sistema de transporte público entre cidades do interior para ampliar o acesso de comunidades vulneráveis à saúde, educação e trabalho.
Pela proposta, a coordenação do programa ficaria a cargo do governo federal, em parceria com gestores estaduais, municipais, autarquias de trânsito, consórcios intermunicipais e representantes dos sistemas de saúde e assistência social. A implementação das linhas poderá ocorrer por administração direta, parcerias comerciais, contratos de concessão e convênios.
Para garantir a transparência, haverá monitoramento contínuo dos resultados. O governo deverá divulgar dados sobre itinerários, quantidade de passageiros, motivações das viagens, recursos públicos investidos e os impactos sociais da iniciativa.
O autor da proposta, deputado Duda Ramos do Podemos Roraimense, afirma que a escassez de linhas intermunicipais, principalmente em áreas rurais e remotas da Região Norte, dificulta o acesso da população a serviços essenciais. Segundo ele, o isolamento geográfico amplia a exclusão social, aprofunda as desigualdades regionais e reduz a efetividade das políticas públicas.
Na avaliação do relator, deputado Eli Borges do Republicanos Tocantinense, o projeto é juridicamente correto, viável para a administração pública e socialmente justo. O parlamentar destaca que a medida contribui para a integração do território nacional, reduz as desigualdades e fortalece o acesso aos direitos constitucionais da população do interior.
Como o projeto tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Saúde, Previdência e Assistência Social, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e, por fim, receber a sanção presidencial.
Reportagem, Viviane Oliveira
LOC.: O arraiá do Ministério do Turismo continua! Nas duas primeiras reportagens especiais do "Destino: Festas Juninas", passamos por Paraíba e Pernambuco. Agora, a nossa viagem desembarca no Rio Grande do Norte, direto para a festa de Mossoró, trazendo a arte que brota nesse período junino!
É lá que a história ganha vida no espetáculo "Chuva de Bala no País de Mossoró". A superprodução ao ar livre recria um episódio épico: a resistência da cidade contra o bando do temido cangaceiro Lampião, no ano de mil novecentos e vinte e sete. São cerca de setenta artistas em cena e uma plateia de quatro mil pessoas por noite!
A diretora da peça, Joriana Pontes, resume o sentimento de colocar esse marco histórico no palco:
TEC./SONORA: Joriana Ponte
"Esse espetáculo, para mim, fala sobretudo sobre identidade, resistência e sobre uma cidade aguerrida. Um povo que é resistente, que luta pela sua existência e sobrevivência. É muito importante que as pessoas também consigam transferir o que aconteceu em Mossoró para os seus próprios territórios. Acho que é um belo exemplo de cidadania, de liberdade, de amor à sua cidade, amor aos seus cidadãos e às suas cidadãs. Para mim, o espetáculo é isso. O país inteiro, o mundo, deveria se espelhar no 'país de Mossoró' e assistir ao Chuva de Bala"
LOC.: E não é só no palco que a história resiste. Durante o dia, a pedida é visitar o Museu Histórico Lauro da Escóssia, que funciona na antiga cadeia pública — o mesmíssimo prédio onde a batalha contra Lampião aconteceu!
O historiador e guia turístico Fábio Vinicius confirma que o clima junino atrai muita gente querendo conhecer esse passado de perto.
TEC./SONORA: Fábio Vinicíus
"No início do ano, de fevereiro até meados de junho, temos um aumento expressivo na visitação de escolas. Com o início do período letivo, as instituições buscam trazer os alunos para conhecer o local, gerando esse fluxo maior de estudantes. Quando chega o mês de junho, o cenário muda. Como as escolas entram em recesso de meio de ano, há uma pausa nas visitas escolares. Em contrapartida, registramos um aumento significativo de outros grupos turísticos, sejam excursões agendadas ou visitantes espontâneos, impulsionado pelas festividades juninas que se estendem até julho. As pessoas vêm para aproveitar as festas e, nos períodos da manhã e da tarde, quem está com um tempo livre busca conhecer mais sobre a história, a cidade e os espaços culturais. É justamente nesse momento que ocorre o grande pico de visitas de turistas de fora de Mossoró"
LOC.: Essa mistura de festa com história encanta quem vem de longe. A turista de Minas Gerais, Aparecida Ravani, viaja de carro com o marido pelo interior do Nordeste só para curtir o São João. Ela conta que viver a tradição de Mossoró é uma experiência que vai muito além das praias, e deixa um convite:
TEC./SONORA: APARECIDA RAVAN
"Olha a venha, venha porque a gente só entende como é essa festa, como é o sentimento que a gente tem, participando dessas festas. As imagens que a gente vê, as reportagens que a gente vê, elas mostram no ponto, mas o sentimento é só estando aqui, é um sentimento de emoção mesmo, de resgate da tradição"
LOC.: Com uma expectativa de receber mais de um milhão e duzentos mil visitantes, e contribuir com cerca de trezentos e sessenta milhões de reais na economia, Mossoró prova que transformar memória em cultura é um dos maiores atrativos do Nordeste brasileiro.
No próximo episódio da nossa série especial, a viagem segue para Petrolina, às margens do Rio São Francisco. Não perca!
Reportagem, Marco Guimarães.
LOC.: O preço do boi gordo registra recuo nesta sexta-feira (26). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 340,00, após queda de 0,15%.
No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,29.
Já a carcaça suína especial teve estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo ainda custa R$ 8,60.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra avanço em algumas praças. No Paraná, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 4,66.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A saca de 60 quilos da soja inicia esta sexta-feira (26) em alta no interior do Paraná e queda na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta valorização de 0,70%, com a saca negociada a R$ 127,50. Especificamente em Paranaguá, a redução é de 0,15%, levando a cotação para R$ 134,15.
Já o trigo registra alta de preço no estado do Paraná e redução no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.369,30. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.325,81.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo