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O valor corresponde é cerca de 11% maior do que o transferido no mesmo período do ano passado
Baixar áudioLer ao vivoImpacto sobre o petróleo encarece fretes, pressiona a inflação e ameaça a competitividade das exportações
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta sexta-feira, dia19, o segundo repasse de junho do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos mais de CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS.
O valor é cerca de ONZE POR CENTO maior que o transferido no mesmo período do ano passado, quando os repasses somaram QUATRO BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS.
Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, o crescimento dos valores pode estar ligado ao comportamento da arrecadação federal e aos efeitos da inflação observados nos últimos meses.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Entendemos ser um impacto direto desse processo inflacionário que temos vivido por conta da alta do preço dos petróleos. Estamos com a inflação bem acima do teto da meta e acreditamos que boa parte desse aumento em relação ao ano passado pode ser inflacionário, o que levaria a um aumento real ainda não calculado, apesar de que durante o ano, até mesmo antes dos conflitos eclodirem no Oriente Médio, nós tínhamos um resultado positivo em relação ao ano passado.”
LOC.: Entre os estados, São Paulo lidera o volume de recursos recebidos neste decêndio, com cerca de SEISCENTOS E CINQUENTA E UM MILHÕES DE REAIS divididos entre os municípios da unidade da federação. Minas Gerais aparece logo em seguida, com aproximadamente SEISCENTOS E QUARENTA E SETE MILHÕES DE REAI, transferidos às prefeituras mineiras.
Dados do Tesouro Nacional mostram que, até o dia DEZESSEIS de junho, VINTE E UM municípios estavam impedidos de receber recursos do fundo. Entre os motivos para o bloqueio estão pendências relacionadas ao Pasep, débitos previdenciários e a falta de envio de informações obrigatórias ao governo federal.
O FPM é formado por recursos arrecadados por meio do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. A distribuição leva em conta critérios definidos pelo Tribunal de Contas da União, principalmente o número de habitantes de cada município.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que mais da metade dos industriais atribui a alta dos gastos com transporte no primeiro trimestre de 2026 aos efeitos da guerra no Oriente Médio. O conflito provocou um choque nos preços internacionais do petróleo e de outros insumos estratégicos para a indústria brasileira.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales Rios, alerta ainda que, em algum momento, as empresas terão de repassar parte desse aumento de custos para os produtos.
TEC./SONORA: Rafael Sales Rios, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“O impacto na economia vai começar a ser sentido em breve, com uma inflação um pouco mais alta e menor poder de compra do consumidor. Do lado das empresas, há perda de competitividade, principalmente das indústrias exportadoras, pois os produtos começam a ficar mais caros em relação a concorrentes de outros países.”
LOC.: Na avaliação dos empresários, as medidas adotadas pelo governo para conter a alta dos custos — como a subvenção ao diesel e a suspensão temporária de tributos federais sobre os combustíveis — terão impacto limitado.
TEC./SONORA: Rafael Sales Rios, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Na percepção dos empresários, essas medidas podem ter pouco efeito prático por conta do não repasse desse benefício para a frente na cadeia, chegando até o posto de combustível e o consumidor final. Por isso, eles alertaram bastante sobre a necessidade de uma fiscalização maior sobre o setor para que isso seja de fato efetivo e que os custos possam ser mitigados no tempo.”
LOC.: Além dos efeitos da guerra no Oriente Médio, os empresários apontaram outros fatores que contribuíram para o aumento dos custos no período. Entre eles, destacam-se a tributação sobre o setor, os custos com fornecedores e serviços logísticos, a fiscalização do transporte e os gastos com mão de obra.
Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Sophia Stein.
LOC.: Parlamentares do Nordeste e representantes do setor produtivo defendem a aprovação das mudanças no seguro rural. A proposta busca ampliar a proteção dos produtores diante de perdas causadas por eventos climáticos.
O Projeto de Lei 2951 de 2024, que reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o PSR, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e agora será analisado pelo Senado Federal.
A proposta prevê juros menores, prioridade no acesso ao crédito para produtores segurados e financiamento do prêmio do seguro.
O deputado federal Coronel Meira, do PL de Pernambuco, afirma que a agricultura brasileira depende das condições climáticas e que secas, enchentes e excesso de chuvas podem comprometer a produção.
Segundo ele, o projeto também cria condições para que produtores afetados reorganizem suas finanças.
TEC./SONORA: deputado federal Coronel Meira (PL-PE)
“A maioria da agricultura no Brasil depende totalmente da natureza. No Nordeste, há seca. Em outros estados do Sul do país, há cheias, enchentes e muita chuva. E isso prejudica totalmente a safra do homem que coloca do seu suor ao seu dinheiro na compra de sementes, implementos e fertilizantes para conseguir produzir. Com esse projeto, nós vamos fazer com que se possa dar um tempo a mais para que se pague exatamente os débitos adquiridos junto ao governo.”
LOC.: O deputado federal Márcio Honaiser, do Solidariedade do Maranhão, avalia que o seguro rural é uma ferramenta para dar mais segurança ao produtor.
Ele afirma que os recursos destinados atualmente ao programa ainda são insuficientes para atender à demanda do setor.
TEC./SONORA: deputado federal Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
“Mais tranquilidade, mais garantia para o produtor rural. Esse projeto é fundamental para todo o nosso agro. O valor hoje destinado é muito pequeno, não cobre, não chega nem perto da necessidade e da demanda que nós temos. Por isso é importante aprovar esse projeto.”
LOC.: Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, mostram uma redução nos recursos e na contratação do seguro rural nos últimos anos. Em 2025, a área protegida pelo programa caiu para o menor nível em uma década.
Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, a falta de proteção no campo afeta toda a economia.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Quando a safra quebra, os impactos chegam ao comércio e ao bolso das famílias. Por isso, reduzir recursos para o seguro rural é um erro. Sem a proteção, o crédito fica mais caro, o risco aumenta e toda a economia sente os efeitos. Defender o seguro rural é defender estabilidade, previsibilidade e alimentos a preços mais acessíveis para os brasileiros.”
LOC.: A proposta aprovada na Câmara foi enviada ao local de origem, o Senado Federal, que deve votar se mantém as alterações ou se retoma o primeiro formato.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O presidente Lula sancionou, com vetos, a Lei que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano no país. A nova legislação representa uma mudança estrutural no modelo de financiamento do setor, ao reduzir a dependência quase exclusiva da tarifa paga pelos usuários.
A partir de agora, a norma autoriza a adoção de novas fontes de custeio para subsidiar o sistema, como receitas de publicidade, exploração comercial de espaços e recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, a Cide-Combustíveis. Esse tributo incide sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e etanol.
A lei também prevê a concessão de gratuidades no transporte coletivo para grupos específicos, como idosos e estudantes.
O marco estabelece que a prestação dos serviços de transporte público coletivo deverá ocorrer, obrigatoriamente, por meio de licitação. Ainda assim, os entes federativos poderão contratar serviços complementares, como transporte sob demanda, conforme regulamentação local.
Outro ponto da lei é o fim da relação direta entre a tarifa paga pelo usuário e a remuneração das empresas operadoras. Caso as receitas alternativas previstas em contrato superem o valor necessário para remunerar o operador, o excedente deverá ser revertido em melhorias no serviço.
Entre os vetos, foram excluídos dispositivos que obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com recursos próprios, além de regras que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras.
Segundo a justificativa, essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão orçamentária e comprometer benefícios já concedidos à população.
Também foram vetados dispositivos que tratavam das competências dos entes federativos, como a obrigatoriedade de isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais e a previsão de subsídios federais para tarifas locais.
Outros vetos se aplicam à criação de novas estruturas administrativas; às regras de indenização a concessionárias; e à vinculação obrigatória de 60% dos recursos da Cide-Combustíveis para áreas urbanas.
Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Sophia Stein.
LOC.: O setor produtivo de Goiás defende a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional.
Empresários e representantes do associativismo afirmam que a tabela está sem correção desde 2018. Segundo eles, a defasagem aumenta custos, reduz a competitividade e pode levar empresas à informalidade.
O Projeto de Lei Complementar 108 de 2021, em análise na Câmara dos Deputados, amplia o teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI, dos atuais 81 mil para até 130 mil reais.
A proposta tem apoio de entidades empresariais locais.
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Goiás, a Facieg, Leopoldo Moreira Neto, afirma que a atualização é importante para garantir a continuidade dos pequenos negócios.
TEC./SONORA: Leopoldo Moreira Neto, presidente da Facieg
“Os empreendedores já são muito sacrificados e o reajuste da tabela do limite do Simples Nacional é muito importante para a continuidade dos negócios e do empreendedorismo.”
LOC.: O empresário, ex-presidente da Facieg e candidato a deputado estadual de Goiás pelo Mobiliza, Márcio Luís, afirma que a falta de correção dos limites faz com que empresas paguem mais tributos sem que haja aumento real de renda.
Ele defende que os reajustes sejam feitos anualmente, usando a inflação como referência.
TEC./SONORA: Márcio Luís (Mobiliza-GO), empresário
“A nossa luta é para aumentar imediatamente a tabela do simples através de um reajuste. Inclusive nós defendemos que isso seja feito de maneira anual, tendo a própria inflação como indexador, para que situações como essa não voltem a acontecer.”
LOC.: A mobilização é liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, que pede uma correção de OITENTA E TRÊS POR CENTO nos valores atuais.
A entidade defende que o teto do MEI passe para CENTO E QUARENTA E QUATRO MIL E NOVECENTOS REAIS por ano. A CACB também defende aumentos dos limites para microempresas e empresas de pequeno porte.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a correção dos limites é essencial para evitar que pequenos empreendedores migrem para a informalidade ou para regimes tributários mais caros.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.
O projeto de lei complementar que aumenta para até CENTO E TRINTA MIL reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A CAIXA inicia nesta quarta-feira (17), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
Chegou o novo aplicativo do Bolsa Família, mais completo e fácil de usar! Acompanhe a data do seu pagamento, consulte seus benefícios e fique por dentro de todas as novidades do programa.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
LOC.: O preço do boi gordo registra recuo nesta quarta-feira (17). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,45, após queda de 0,99%.
No mercado de frango, os valores também apresentam redução na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 7,31.
Já a carcaça suína especial teve desvalorização de 0,12% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo passou a custar R$ 8,46.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra avanço em algumas praças. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 4,93.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do café arábica inicia esta quarta-feira (17) com avanço de 3,26%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.474,18 na capital paulista.
Já o café robusta registra valorização de 1,48%, com a saca cotada a R$ 988,50.
O açúcar cristal apresenta recuo no mercado de São Paulo. A saca de 50 quilos está cotada a R$ 92,10, após queda de 1,63%.
Em Santos (SP), houve alta de 1,12%, com a mercadoria negociada a R$ 101,20, considerando a média de preços sem impostos.
O milho também registra leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 63,05, após avanço de 0,13%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo