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Entidade afirma que proposta aprovada pela Câmara pode gerar custo bilionário às empresas e defende discussão mais ampla e técnica sobre o tema
Baixar áudioLer ao vivoAprovada na CAE, matéria que cria linha de crédito com R$ 30 bilhões do Fundo do Pré-Sal para renegociação de dívidas deve ser votada em Plenário
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LOC.: A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, classificou como “inadequada e inoportuna” a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de trabalho no país. Para a entidade, a discussão precisa ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e embasamento técnico, considerando os impactos sobre a economia brasileira.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (27) e agora segue para análise do Senado. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses, da seguinte forma: após a promulgação da PEC, em 60 dias, passará a valer a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso; e a jornada será reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais. Depois de um ano, a jornada cairá de 42 para 40 horas semanais.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que eventuais alterações na jornada de trabalho devem ser acompanhadas de uma agenda voltada ao aumento da produtividade, com investimentos em tecnologia, qualificação profissional, inovação e modernização das relações de trabalho.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho.”
LOC.: Alban também defende um prazo maior para a adaptação das empresas às novas regras. Segundo ele, o período previsto na PEC compromete a previsibilidade e a segurança jurídica, especialmente para pequenos e médios negócios.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Nós precisamos fazer com que essa transição seja minimamente absorvida pelos setores produtivos para que o impacto não seja um revés para os próprios trabalhadores e para a própria sociedade como um todo, com pressão sobre inflação e custos.”
LOC.: A CNI sustenta ainda que a negociação coletiva é o instrumento mais eficaz para que empresas e trabalhadores construam soluções equilibradas, respeitando as particularidades de cada atividade econômica.
Por fim, a entidade disse confiar que o Senado analisará o tema com “cuidado e responsabilidade”.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O governo até tentou, mas não conseguiu impedir que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovasse um pacote de resgate para produtores rurais endividados. A medida permite o uso de até 30 bilhões de reais do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação das dívidas de agricultores e pecuaristas contraídas desde 2019.
O projeto cria linhas especiais de crédito com juros de 3,5% a 7,5% ao ano, a depender da receita e do tamanho da propriedade do produtor. Os valores foram limitados a R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões por associação, cooperativa de produção ou condomínio, com carência de até 3 anos e prazo máximo de quitação em até 10 anos.
A resistência do Ministério da Fazenda estava no impacto financeiro da proposta. A equipe econômica calcula que o projeto, da forma que foi aprovado, pode atingir uma carteira de até R$ 1,4 trilhão em dívidas rurais e gerar impacto fiscal de R$ 817 bilhões em 13 anos. Nos cálculos dos parlamentares, esse valor é de aproximadamente R$ 180 bilhões, com impacto estimado em R$ 100 bilhões ao longo da próxima década.
Outra discordância se deu quanto a utilização dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A lei que regula o uso do dinheiro decorrente da exploração de petróleo no país determina que a verba deve ser aplicada em projetos e programas em diversas áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Para passar a valer, o texto ainda tem que ser votado no Plenário do Senado, o que ainda não há data, e retornar para a Câmara dos Deputados, casa de origem da proposta. Como houve modificações na casa revisora, os deputados devem votar se mantém as modificações dos senadores ou se retomam o texto original, que limitava o resgate financeiro a produtores prejudicados por eventos climáticos.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: Um terço das empresas industriais brasileiras foi afetado por atos ilícitos nos últimos dois anos. É o que revela a Sondagem Especial Brasil Legal, realizada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Segundo o levantamento, a perda anual sobre a receita líquida de vendas pode chegar a R$ 39 bilhões.
Entre os atos ilícitos mais recorrentes, o roubo de carga aparece na liderança. O segundo problema mais citado pelas empresas foi a “não conformidade de produtos com regulamentações técnicas”. A prática envolve a comercialização de produtos fora dos padrões técnicos, regulatórios ou de segurança exigidos por lei.
O gerente de Competitividade da CNI, Alexandre de Queiroz Stein, ressalta que a comercialização e o uso de produtos fora das regulamentações técnicas representam riscos não apenas para as empresas, mas para toda a sociedade.
TEC./SONORA: Alexandre de Queiroz Stein, gerente de Competitividade da CNI
“Empresas que, ilegalmente, não estão de acordo com as regulamentações técnicas estão se valendo de uma prática de concorrência desleal. Porque as empresas que estão dentro da legalidade fazem uma série de investimentos, por exemplo, em laboratórios, testes e certificações. Logo, elas terão um custo maior do que as outras que não estão cumprindo com a conformidade exigida.”
LOC.: O levantamento mostra ainda que a prevenção contra os atos ilícitos custa mais do que o crime. As despesas da indústria com segurança patrimonial e cibernética equivalem a 1,1% da receita líquida das empresas, totalizando 68 bilhões e meio de reais — valor acima dos 37 bilhões em prejuízos causados pelos atos ilícitos.
A pesquisa da CNI mostra que o comércio eletrônico já é o segundo principal canal de venda de produtos ilícitos e que muitas empresas sequer conseguem identificar em quais plataformas esses produtos estão sendo comercializados.
TEC./SONORA: Alexandre de Queiroz Stein, gerente de Competitividade da CNI
“Esses dados reforçam a importância da prevenção digital e de adotar um arcabouço de segurança que vá além da segurança patrimonial. Sem inteligência cibernética ativa para monitorar redes, identificar fraudes de marca e combater o mercado paralelo online, a indústria vai continuar gastando recursos relevantes para proteger o patrimônio físico, enquanto, na verdade, perde mercados e receita nos meios digitais."
LOC.: Para 77% das empresas entrevistadas, ampliar a fiscalização e o controle é a medida mais importante para combater os efeitos da ilegalidade, enquanto 46% também acreditam que investimentos em inteligência podem aumentar a eficácia no enfrentamento ao crime e 36% defendem o endurecimento da legislação.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Brasil e países africanos discutiram, em Brasília, novas parcerias comerciais e ações de cooperação econômica e institucional. O debate ocorreu durante o Seminário Brasil-África 2026, realizado no Palácio do Itamaraty, no Dia da África.
O encontro reuniu representantes do governo brasileiro, autoridades africanas, diplomatas e instituições públicas e privadas. Entre os temas debatidos estiveram comércio exterior, investimentos, segurança alimentar, transição energética e tecnologia.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, participou das discussões e destacou o crescimento das relações comerciais entre o Brasil e o continente africano.
Durante o seminário, a ApexBrasil assinou um memorando de entendimento com a Agência de Promoção de Exportações e Marcas do Quênia. O acordo prevê cooperação em áreas como promoção comercial, inteligência de mercado, inovação, economia digital e capacitação exportadora.
A parceria também inclui apoio a pequenas e médias empresas e negócios liderados por mulheres.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a relação com os países africanos deve ser construída com diálogo e presença permanente no continente. Segundo ele, a África ocupa posição estratégica nos debates globais e já apresenta resultados para o comércio brasileiro.
TEC./SONORA: Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil
“A gente quer falar do futuro, um dos grandes desafios globais que a gente tem, e a África é muito central para isso. Isso já tem gerado resultados, tanto na balança comercial, mas principalmente na nossa relação. Veja que de um bilhão e meio a mais de pessoas que a gente vai ter nos próximos anos, um bilhão vem da África e um povo jovem. E além disso, a África tem 60% das terras agricultáveis do mundo. Então, imagina o impacto que isso tem na segurança alimentar.”
LOC.: Segundo a ApexBrasil, desde 2023, a agência participou de TREZE missões empresariais ao continente africano, com a presença de QUINHENTAS E OITENTA empresas brasileiras.
Dados divulgados pela instituição mostram que a África já ocupa a quarta posição entre os principais destinos das exportações brasileiras. Em 2024, as vendas do Brasil para países africanos somaram QUINZE BILHÕES DE DÓLARES, crescimento de VINTE POR CENTO em relação ao ano anterior.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Pacientes atendidos pelo SUS em municípios do interior da Bahia poderão ter mais rapidez no acesso a consultas, exames e médicos especialistas.
Até TREZENTAS E OITENTA E NOVE Unidades Básicas de Saúde do estado devem receber internet de alta velocidade por meio de um edital lançado pelos ministérios das Comunicações e da Saúde com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, o Fust.
Na Bahia, serão 154 municípios beneficiados.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a conectividade nas unidades de saúde deve ajudar no compartilhamento de informações e na agilidade dos atendimentos.
TEC./SONORA: Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
“A internet precisa estar onde a vida das pessoas acontece de verdade. Hoje, o governo do Brasil avança na conectividade em áreas essenciais para a população. De um lado, a saúde pública, que necessita de informações rápidas, prontuários integrados e atendimento digital. Do outro lado, a inclusão de uma condição fundamental para o acesso a direitos, serviços públicos e oportunidades de cidadania."
LOC.: A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir filas e acelerar diagnósticos na rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, a expansão da telessaúde pode diminuir em até TRINTA POR CENTO o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
Além das teleconsultas, as unidades também poderão melhorar o agendamento de pacientes, a troca de dados entre equipes médicas e a gestão de medicamentos.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a parceria também deve reforçar a estrutura tecnológica dentro das unidades básicas.
TEC./SONORA: Alexandre Padilha, ministro da Saúde
"Quero agradecer por todo o esforço feito pelo Ministério das Comunicações, por exemplo, para garantir internet para telecirurgia, que nós, cada vez mais, trouxemos para do SUS, e pelo trabalho e prioridade que está sendo dada para que essa conexão chegue também às Unidades Básicas de Saúde."
LOC.: O edital prevê investimento de CENTO E QUATRO MILHÕES DE REAIS para conectar até TRÊS MIL E OITOCENTAS Unidades Básicas de Saúde em todo o país. As empresas interessadas deverão oferecer internet por fibra óptica ou satélite, além da instalação de redes Wi-Fi nas unidades de saúde.
LOC:
O preço do boi gordo registra alta nesta sexta-feira, dia 29. A arroba está sendo negociada a R$ 349,25 no estado de São Paulo, com avanço de 0,27%, segundo dados do Cepea.
Já o mercado do frango apresenta queda nos preços na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado está cotado a R$ 7,39 o quilo, enquanto o frango resfriado é vendido a R$ 7,40, ambos com recuo de 0,27%.
No setor suíno, a carcaça suína especial mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo. O produto segue negociado a R$ 8,57 por quilo.
Ainda de acordo com o Cepea, o suíno vivo apresentou queda nos estados do Paraná e de São Paulo, enquanto os demais estados analisados registraram estabilidade nos preços.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC:
O café arábica encerrou o dia em queda de 0,66%, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 1.601,33 em São Paulo. Já o café robusta apresentou alta de 1,09%, cotado a R$ 970,14.
No mercado do açúcar, os preços recuaram nas principais praças paulistas. O açúcar cristal caiu 0,40% na capital, sendo negociado a R$ 93,84 a saca, enquanto em Santos a queda foi de 1,09%, com preço médio de R$ 101,44.
O milho também registrou baixa, com a saca de 60 quilos sendo vendida a R$ 64,90, após recuo de 0,35%.
Reportagem, Juline Pogorzelski.