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As perdas físicas registradas em 2024 alcançaram aproximadamente 4,4 bilhões de metros cúbicos de água
Baixar áudioLer ao vivoDurante palestra promovida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ministro André de Paula antecipou anúncio do programa e defendeu avanço do seguro rural para ampliar acesso dos produtores ao financiamento
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Brasil continua desperdiçando uma parcela significativa da água tratada produzida para abastecimento da população. Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil mostra que TRINTA E NOVE VÍRGULA CINQUENTA E TRÊS POR CENTO da água distribuída no país foi perdida em 2024 antes de chegar às torneiras.
O levantamento aponta que o volume desperdiçado chegou a QUATRO VÍRGULA QUATRO BILHÕES de metros cúbicos de água. A quantidade seria suficiente para abastecer cerca de SETENTA E SETE MILHÕES de brasileiros durante um ano inteiro.
Os dados ganham ainda mais relevância diante da realidade do país, onde aproximadamente TRINTA E TRÊS MILHÕES de pessoas ainda não têm acesso à água potável.
Segundo a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a redução das perdas vem acontecendo, mas em ritmo abaixo do necessário.
TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil
“No ano passado tínhamos uma perda de 40,3%, mas esse número tem reduzido numa velocidade muito lenta, o que demonstra que a gente precisa ser mais eficiente e priorizar mais esse tema da redução de perdas de água, principalmente num cenário onde a gente tem crise hídrica, onde a gente tem ondas de calores e secas cada vez mais recorrentes.”
LOC.: As maiores perdas estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste. Entre os estados, Alagoas apresentou o pior resultado, com SESSENTA E SEIS VÍRGULA NOVENTA POR CENTO. Já o Piauí registrou o menor índice do país, com VINTE E QUATRO VÍRGULA SESSENTA E UM POR CENTO.
Entre os municípios analisados, apenas VINTE apresentaram perdas inferiores a VINTE E CINCO POR CENTO. Suzano, em São Paulo, registrou o menor índice, com UM VÍRGULA VINTE E SETE POR CENTO. Na outra ponta, Parauapebas, no Pará, alcançou SETENTA VÍRGULA SESSENTA E OITO POR CENTO.
O levantamento mostra ainda que somente DOZE dos CEM municípios mais populosos do país cumpriram as metas nacionais para redução das perdas. Entre as capitais, apenas Goiânia, São Paulo, Campo Grande e Teresina ficaram abaixo do limite de VINTE E CINCO POR CENTO estabelecido pelo governo federal.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O governo federal vai disponibilizar 14 bilhões de reais em linhas de crédito para investimentos em máquinas e implementos agrícolas por meio do Programa Move Agricultura.
O anúncio oficial está previsto para a próxima segunda-feira (8), durante a Bahia Farm Show, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, mas foi antecipado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, nesta terça-feira (2), durante a reunião aberta na sede da Associação Comercial de São Paulo, a ACSP.
TEC./SONORA: André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária
“O presidente Lula vai anunciar formalmente as bases do Programa Move Agricultura. Não serão R$ 10 bilhões, serão 14 bilhões disponibilizados, com juros de 8,5% — para operações realizadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) — e 9,5% para os outros 42 bancos credenciados.”
LOC.: Durante o debate, representantes do setor produtivo alertaram que o principal problema não é apenas o volume de recursos disponíveis, mas as dificuldades enfrentadas pelos produtores para acessar o crédito.
O presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Rio Verde, Goiás, José Carlos Cintra, que também é produtor rural, relatou que tem observado nas principais feiras agropecuárias do país um cenário de escassez de crédito e juros elevados.
TEC./SONORA: José Carlos Cintra, presidente da ACIRV
“Os recursos serão disponibilizados, mas hoje o produtor rural não está conseguindo acessar esse crédito. Hoje os bancos estão muito restritivos, com muitas exigências. Teremos recursos, mas muitos produtores não terão acesso a esse crédito.”
LOC.: André de Paula concordou com o diagnóstico e atribuiu parte das dificuldades de acesso ao crédito à falta de instrumentos de mitigação de risco, como o seguro rural.
O coordenador do Conselho do Agronegócio da ACSP, Cesário Ramalho, destacou que o maior problema do agro brasileiro não é a dívida do setor, mas a defasagem do seguro rural.
Segundo o ministro da Agricultura, tanto o seguro rural quanto o endividamento dos produtores são questões centrais para o governo e, inclusive, temas de projetos legislativos em tramitação no Congresso Nacional.
Apesar disso, ele admitiu que os avanços ainda são inferiores às necessidades do setor e disse que a pasta tem defendido essas pautas nas negociações internas do governo.
O evento também marcou a assinatura de um termo de cooperação institucional entre a ACSP e a Sociedade Rural Brasileira, com objetivo de fortalecer a atuação conjunta em temas estratégicos para o agronegócio e para o setor produtivo nacional.
O presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, afirmou que a iniciativa reforça a organização da sociedade civil em torno das demandas do campo.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP
“[Queremos mostrar] que a sociedade civil está cada vez mais organizada para que, junto com o governo, possa discutir as demandas, fortalecer as ações e melhorar cada vez mais as atividades do agronegócio no Brasil.”
LOC.: Já o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Sérgio Bortolozzo, também ressaltou a trajetória histórica das duas instituições e a importância da união entre entidades representativas do setor.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A Câmara dos Deputados aprovou, na última semana, um pacote que reformula a política agrícola e o Prêmio do Seguro Rural. A matéria prevê taxas de juros menores e prioridade em operações de crédito rural quando a atividade estiver segurada, com o prêmio bancado por um fundo abastecido com recursos públicos.
Instituído em 2010, o “Fundo Catástrofe”, como foi apelidado, não chegou a vigorar por falta de aportes contínuos de recursos e de regulamentação. O texto determina que, em caso de aprovação da lei, o fundo será composto por ações de empresas com participação minoritária da União, de economia mista, imóveis e outros direitos do governo federal.
A administração dos recursos do fundo pode ficar a cargo de empresa pública, inclusive banco federal. Seguradoras, cooperativas e companhias da cadeia produtiva do agronegócio podem participar da gestão na condição de cotistas.
O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que trouxe novos elementos, como o detalhamento de cláusulas para o seguro também servir como garantia em empréstimos rurais. Além disso, o novo projeto proíbe o contingenciamento ou o bloqueio de despesas de subvenção do prêmio do seguro rural, como as do Fundo Catástrofe.
Já os produtores rurais passam a contar com vantagens na hora da contratação do seguro, como taxas de juros, prazos e limites mais favoráveis no crédito rural; prioridade no acesso ao crédito; financiamento do prêmio do seguro.
O substitutivo ainda atualiza as atividades agrícolas e determina que o Poder Executivo defina quais podem ser asseguradas. Em caso de evento coberto, a seguradora passa a ter prazo máximo de 30 dias, contados da entrega dos documentos ou da vistoria técnica, para efetuar o pagamento ao produtor afetado.
Fica mantida a possibilidade do seguro rural ser utilizado como garantia nas operações de crédito rural. No entanto, a instituição financeira credora pode ser definida como primeira beneficiária em caso de sinistro ou detentora dos direitos fiduciários.
Devido às mudanças substanciais, agora a proposta deve voltar para análise do Senado. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o projeto pode retomar a relevância do seguro rural. Dados do Ministério da Agricultura demonstram que o valor executado pela política caiu 49% em relação a 2021, e a área coberta teve o pior desempenho nos últimos 10 anos, com 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O Banco da Amazônia divulgou os projetos aprovados na Seleção Pública de Patrocínio 2026. Ao todo, serão destinados TRÊS MILHÕES E NOVECENTOS MIL REAIS para iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental e esportivo na Amazônia Legal.
As propostas escolhidas serão executadas até dezembro deste ano e têm como objetivo gerar emprego, renda, inclusão e cidadania na região.
Segundo a instituição, o edital foi elaborado para contemplar a diversidade amazônica e incentivar ações alinhadas ao desenvolvimento sustentável.
Foram selecionados SESSENTA E CINCO projetos distribuídos em cinco áreas de atuação. Na área cultural, os recursos poderão apoiar atividades como música, audiovisual, artes cênicas e festivais regionais. Já no segmento mercadológico, os investimentos devem ser aplicados em feiras, exposições, congressos e iniciativas de fortalecimento dos pequenos negócios.
Também foram contemplados projetos sociais voltados ao combate à pobreza, capacitação profissional e inclusão produtiva; ações ambientais relacionadas à educação ambiental, reciclagem e preservação de ecossistemas; além de iniciativas esportivas ligadas ao esporte olímpico e paralímpico.
Para o Banco da Amazônia, os projetos contemplados contribuem para fortalecer a identidade regional e promover o equilíbrio entre crescimento econômico e conservação ambiental.
O edital também prevê contrapartidas sociais e a adoção de práticas de comunicação antirracistas aos selecionados. Entre as medidas previstas estão treinamentos de sensibilização das equipes, ações de inclusão racial e política de tolerância zero ao racismo durante a execução dos projetos.
Os responsáveis pelas iniciativas aprovadas receberão orientações para a fase de habilitação documental e assinatura dos contratos.
Entre os selecionados estão o projeto “Braçadas do Futuro”, que impulsiona a natação de alto rendimento em Roraima para atletas e paratletas, “Um sonho olímpico da natação”, que fomenta a prática esportiva da adolescente Pietra Diniz e a 43ª Exposição Agropecuária de Altamira, a Expoalta.
A relação completa dos projetos aprovados está disponível no portal do Banco da Amazônia. O endereço é bancoamazonia ponto com ponto br.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da inauguração do escritório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, na cidade de São Paulo. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 2 de junho.
André de Paula, destacou a importância da Embrapa para o desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro e afirmou que a nova unidade fortalece a conexão entre pesquisa, produção e mercado.
TEC./SONORA: André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária
"Uma das principais razões para o sucesso, para dimensão que o agro tomou no Brasil, é a Embrapa. Quando a gente testemunha um momento como esse, em que a Embrapa, com uma ação importante, de se instalar aqui, na superintendência, e assinar um documento de parceria com o Carrefour, esse momento evidencia a maior de todas as importâncias que a Embrapa tem – além do papel fundamental que cumpre do ponto de vista da pesquisa, do apoio técnico que empresta ao agro –, [de] estar ao lado das pessoas"
LOC.: Segundo a Embrapa, o escritório em São Paulo vai ampliar o relacionamento da instituição com empresas, investidores, startups, universidades e organizações ligadas ao setor produtivo.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a presença da empresa na capital paulista deve facilitar a transferência de conhecimento e tecnologia para os produtores rurais.
Além da inauguração do escritório, o evento marcou a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a empresa de pesquisa agropecuária e o Grupo Carrefour Brasil.
A parceria é voltada à capacitação de produtores rurais e fornecedores, principalmente da cadeia de frutas, legumes e verduras.
O acordo terá duração de quatro anos e prevê a produção de vídeos, cursos e materiais didáticos. Os conteúdos serão disponibilizados por meio das plataformas digitais da Embrapa e do Carrefour Brasil.
Entre os temas das capacitações estão boas práticas agrícolas, tecnologia pós-colheita, segurança dos alimentos, rastreabilidade, responsabilidade socioambiental, redução de perdas e sustentabilidade.
A parceria também prevê o acompanhamento de indicadores de desempenho dos fornecedores e ações para melhorar a qualidade dos produtos e a eficiência da produção.
Um dos destaques será a oferta do Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças nas plataformas digitais das instituições.
O investimento estimado é de UM MILHÃO E OITOCENTOS MIL REAIS. Desse total, cerca de SETECENTOS MIL REAIS reais serão aportados pela Embrapa e um UM MILHÃO E CEM MIL REAIS pelo Grupo Carrefour Brasil.
LOC.: Sistemas capazes de criar conteúdos, de realizar tarefas digitais repetitivas e de conversar como se fossem humanos. A inteligência artificial chegou ao grande público e causou alvoroço na internet e rearranjos do fluxo do trabalho em escritórios e plantas industriais ao redor do mundo.
Por serem relativamente novas, essas ferramentas ainda não possuem regulações que definam os limites da utilização. Diante do entusiasmo com o possível aumento de produtividade e o temor com os impactos nos postos de trabalho, a Associação Comercial de São Paulo reuniu, na última segunda-feira, especialistas, parlamentares e lideranças empresariais no seminário “IA e o Futuro do Brasil”.
O presidente da associação, Alfredo Cotait Neto, afirmou que a tecnologia tem o potencial de destravar o crescimento do país, ainda que represente um mistério, principalmente para a população com mais idade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, CACB e FACESP
“Evidentemente, sou de uma geração com muita dificuldade para entender o que é inteligência artificial, qual é o instrumento que ela pode realmente representar para o desenvolvimento dos processos e, principalmente, como isso pode contribuir com o crescimento econômico.”
LOC.: A cerimônia foi mediada por Tito Hollanda Barroso, coordenador do Conselho de Inovação da ACSP. Para ele, o evento buscou atender à demanda do setor.
TEC./SONORA: Tito Hollanda Barroso, coordenador do Conselho de Inovação da ACSP
“Mas a gente vai debater a inteligência artificial não somente como um serviço, mas sim sobre políticas públicas, infraestrutura, e também falar com algumas pessoas do setor que já oferecem inteligência artificial como serviço hoje.”
LOC.: Participante do evento, a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), disse que o atual momento reflete a dualidade entre os potenciais benefícios e os receios institucionais que a inovação pode gerar, mas entende que há um cenário de preocupação exagerada.
TEC./SONORA: Adriana Ventura, deputada federal (Novo-SP)
“A questão é achar a justa medida. Nem só o maravilhoso aqui, nem só o pânico do lado de lá, mas o que o nosso país precisa? Eu acho que é essa a pergunta que a gente tem que responder. O que o nosso país precisa? Que, muitas vezes, a gente não dá conta, o poder público não dá conta, e a inteligência artificial está aí para ajudar.”
LOC.: Em 2021, a Câmara dos Deputados aprovou um Marco Regulatório com regras para o desenvolvimento e o uso de sistemas de inteligência artificial. Três anos mais tarde, o Senado aprovou um substitutivo com muitos dispositivos do texto original, mas regras mais rígidas. Agora, o novo texto é analisado por uma comissão especial da Câmara para decidir quais mudanças do Senado serão mantidas.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC:
O preço do boi gordo voltou a subir nesta terça-feira (2) no estado de São Paulo. A arroba teve alta de 0,60% e inicia esta quarta negociada a R$ 352,30, segundo dados do CEPEA.
Já no mercado de aves, o movimento foi de queda. O frango congelado recuou cerca de 2,09%, vendido a R$ 7,03, enquanto o frango resfriado caiu 2,22%, cotado a R$ 7,04 nas principais praças paulistas.
Na contramão do frango, o mercado de suínos apresentou valorização. A carcaça suína especial subiu 0,93% e está sendo negociada a R$ 8,71 o quilo nos atacados da Grande São Paulo.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC:
O preço do café arábica caiu 0,79% e saca de 60 kg abre esta quarta-feira (3) negociada a R$ 1.521,66, em São Paulo. Já a saca do café robusta teve alta de 0,30% e é cotada a R$ 942,13. Os dados são do CEPEA/ESALQ.
No mercado de açúcar, o cristal apresentou queda nas principais praças do estado: em São Paulo, recuou 1,33%, e em Santos a desvalorização foi de 0,44%, refletindo pressão sobre os preços da commodity. Já o milho também registrou baixa, sendo negociado a R$ 64,54 por saca, após recuo de 0,34% no dia.
Reportagem, Juline Pogorzelski.