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Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) analisa impactos financeiros das propostas que tramitam no Congresso Nacional; levantamento também alerta para reflexos nas carreiras municipais
Baixar áudioLer ao vivoMedida Provisória do programa terá duração de 90 dias; além dos descontos, prevê juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos cofres dos municípios. O diagnóstico é apontado em estudo técnico da Confederação Nacional de Municípios (CNM).O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que estão em análise no Congresso Nacional.
A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Além do impacto estimado de quase CINQUENTA bilhões de reais nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais para manter o atual nível de prestação de serviços públicos.
Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cautela e merecem discussão aprofundada, já que os reflexos seriam sentidos pela população.
Já os reflexos financeiros com a aprovação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada de 40 horas, seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de masi de SETE MIL novos servidores.
O estudo da CNM aponta, ainda, que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos.
Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem.
Com informações da Confederação Nacional de Municípios, Bianca Mingote
LOC.: O governo federal assinou a Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil, que promete descontos de até 90% para renegociação de dívidas, contratadas até 31 de janeiro de 2026, de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas, produtores rurais e micro e pequenas empresas. A medida provisória também permite o uso de parte do FGTS para quitar débitos e prevê juros reduzidos para novos acordos. O programa terá duração de 90 dias.
Entre as novidades, trabalhadores poderão usar até 20% do saldo do FGTS, ou no mínimo mil reais, para abater dívidas.
Outra novidade é que os participantes terão o CPF bloqueado por DOZE meses para apostas online autorizadas. A ideia é evitar um novo endividamento.
No Desenrola Famílias, poderão participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até janeiro de 2026. Os descontos variam de 30% a 90%, e o novo crédito terá juros de até 1,99% ao mês, com parcelamento em até 48 meses.
O programa também inclui renegociação do Fies, melhorias no crédito consignado de aposentados e servidores públicos, além de medidas voltadas para produtores rurais e micro e pequenas empresas.
No caso dos agricultores familiares, o prazo para renegociação foi ampliado até dezembro de 2026. Já empresas poderão trocar dívidas mais caras por linhas de crédito com juros menores, mais prazo para pagamento e maior carência.
Os interessados em renegociar dívidas pelo Novo Desenrola Barsil devem acionar diretamente os bancos e instituições financeiras onde possuem dívidas.
Os detalhes de cada eixo do Novo Desenrola Brasil podem ser acessados em Brasil61.com.
Com informações da Casa Civil, Bianca Mingote
LOC.: Mais de 500 empresários, investidores e autoridades participaram, na última segunda-feira (11), em Nova York, do Brasil-U.S. Industry Day, encontro voltado à ampliação da cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos e ao fortalecimento da integração produtiva entre setores estratégicos.
Promovido pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, em parceria com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o evento estreou na programação da Brazilian Week — agenda anual que reúne lideranças globais para debater tendências econômicas e oportunidades de investimento.
Em entrevista coletiva, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a expectativa é reforçar a ligação entre as empresas brasileiras e estadunidenses em áreas consideradas estratégicas.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“O assunto de terras raras sempre esteve na mesa. Nós temos temas tradicionais, como o etanol, que precisamos discutir para poder encontrarmos novos mercados e não disputarmos os nossos próprios mercados. O Brasil tem muita demanda de investimento em infraestrutura. E nós temos também a área de data centers e inteligência artificial, que também vão demandar [investimentos].”
LOC.: Alban também destacou a importância da complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países para ampliar o comércio bilateral de forma sustentável.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Complementaridade é fundamental para que possamos ter, efetivamente, uma relação de ganha-ganha, com comércio sustentável e encadeamentos produtivos. Isso é algo estratégico para que nós possamos ter alternativas de dependências, não só tecnológicas, mas também relacionadas a riscos geopolíticos.”
LOC.: Segundo o dirigente, o objetivo não é inverter a balança comercial em favor do Brasil, mas ampliar as relações econômicas bilaterais. Ele destacou que o mercado brasileiro é um importante importador de serviços estadunidenses.
Para Alban, o fortalecimento da parceria entre os dois países pode ampliar a segurança no fornecimento de insumos, estimular investimentos e impulsionar setores como minerais críticos, energia, saúde e inovação.
Segundo os organizadores, mais de 30% dos inscritos no evento eram estadunidenses, o que mostra o interesse dos dois países em fortalecer a parceria bilateral.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A cidade de Fortaleza recebeu a DÉCIMA edição do Salão do Turismo, um dos principais encontros do setor no país, que reuniu representantes de todas as regiões para discutir o futuro do turismo brasileiro.
O evento, realizado pela primeira vez no Nordeste, entre os dias 7 e 9 de maio, destacou a força da gastronomia regional, a inovação tecnológica, a inclusão e a diversidade cultural como pilares para o desenvolvimento do setor.
Ao longo da programação houve debates, apresentações culturais e também anúncios de incentivo à atividade turística.
Na área de políticas públicas, o ministro do Turismo Gustavo Feliciano destacou a criação de uma nova linha de crédito para pequenos empreendedores. O financiamento pode chegar a até VINTE E UM MIL REAIS por operação, com juros de CINCO POR CENTO ao ano mais correção.
TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
“É uma condição para aquelas pessoas que, às vezes, ficam à margem dos operadores financeiros do nosso país, mas que têm um papel importantíssimo no setor do Turismo, que são os micro e pequenos empreendedores individuais.”
LOC.: No campo do empreendedorismo, experiências regionais também ganharam espaço. A produtora Katiuce Guerreiro, de Independência, no Ceará, destacou o impacto da visibilidade nacional.
TEC./SONORA: Katiuce Guerreiro, produtora
“O produto deixa de ter só aquele contato com o público do município, local, e passa a ser visto a nível nacional.”
LOC.: Além disso, o evento contou com manifestações culturais de várias regiões do país e reforçou o potencial do turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico, inclusão e valorização da identidade brasileira.
A servidora pública e assistente social Selma Nogueira destacou a diversidade cultural apresentada no evento.
TEC./SONORA: Selma Nogueira, assistente social
“A gente ficou encantada, maravilhada com os estandes, em saber que o nosso país é riquíssimo, tem muitas regiões belíssimas e muitas coisas para serem aproveitadas e vivenciadas.”
LOC.: A inclusão também foi tema central, com destaque para o lançamento de um guia voltado ao atendimento de turistas neurodivergentes.
A pesquisa que baseou o material ouviu SETECENTAS E SESSENTA E UMA pessoas e mostrou que mais de SETENTA E DOIS VÍRGULA SETE POR CENTO relatam desconforto com excesso de estímulos em viagens.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual, o MEI, proposto pelo Projeto de Lei Complementar 108 de 2021, seja estendida também às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional.
O empresário e ex-deputado federal Walter Ihoshi, atual membro do conselho diretor da Associação Comercial de São Paulo, ressalta que os limites de enquadramento do Simples Nacional permanecem congelados desde 2018 e já não refletem a realidade econômica do país.
TEC./SONORA: Walter Ihoshi, membro do conselho diretor da ACSP
“Ao longo desse tempo nós tivemos inflação, aumento de custos com locação, mão de obra, folha de salários. Especialmente depois da pandemia, nós tivemos um aumento dos insumos. E o teto tanto do Simples como do MEI não teve esse aumento.”
LOC.: O deputado federal Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, participa de articulações do setor produtivo no Congresso Nacional como vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e membro da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo. Para ele, a atualização dos limites de faturamento é uma questão de justiça para os empreendedores de pequeno porte.
TEC./SONORA: deputado federal Arnaldo Jardim, Cidadania-SP
“O PLP 108/2021 que reajusta esses percentuais é uma questão de justiça, de reconhecer o setor que mais gera empregos e mais cria oportunidade para o nosso país. É nossa prioridade e nós queremos urgentemente que ele seja deliberado.”
LOC.: Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP 108 de 2021. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até 130 mil reais e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados.
Com a urgência, a matéria poderia seguir diretamente para votação em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. No entanto, os parlamentares decidiram criar uma comissão especial para aprofundar o debate, reunindo especialistas, representantes do governo e do setor produtivo antes da votação final.
Segundo Walter Ihoshi, a expectativa é que o projeto seja aprovado na Câmara ainda em 2026, apesar das eleições. Após eventual aprovação, o projeto retorna ao Senado, onde teve origem.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Brasil encerrou sua participação na Hannover Messe 2026 com a avaliação de que o país ampliou sua relevância no cenário internacional da indústria e da transição energética.
A maior feira de tecnologia industrial do mundo reuniu empresas e governos em Hanôver, na Alemanha, entre os dias 20 e 24 de abril. O Brasil participou como país parceiro do evento e levou a maior delegação da história brasileira na feira, com um total de TREZENTAS empresas, sendo CENTO E QUARENTA delas expositoras.
Segundo o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, Laudemir Muller, o cenário internacional aumentou o interesse europeu pelo Brasil.
ABRE ASPAS: “O Brasil se mostrou como o país da negociação, da abertura, uma nação estável. Isso é algo muito importante para os europeus e, especialmente, para os alemães.” FECHA ASPAS.
A participação brasileira ocupou SEIS pavilhões e apresentou soluções ligadas à indústria QUATRO PONTO ZERO, com destaque para automação, inteligência artificial, energia limpa, biocombustíveis e minerais estratégicos usados em tecnologias avançadas.
Outro tema debatido durante a feira foi o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A ApexBrasil estima que a redução de tarifas para QUINHENTOS E QUARENTA E TRÊS produtos brasileiros pode gerar cerca de UM BILHÃO DE DÓLARES a mais em exportações já no primeiro ano de vigência do tratado.
Os biocombustíveis brasileiros também ganharam espaço nas discussões. O governo defendeu o etanol e o biodiesel produzidos no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o papel do Brasil na transição energética.
TEC./SONORA: Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
“A gente resolveu desmistificar o preconceito que se tenta colocar no combustível renovável produzido pelo Brasil. O que aconteceu é que o combustível renovável do Brasil emite bem menos CO2 do que o combustível fóssil. Chega a reduzir 90% de emissão de CO2.”
LOC.: O governo brasileiro também destacou o potencial do país na produção de minerais estratégicos e terras-raras, matérias-primas essenciais para baterias, inteligência artificial e equipamentos de alta tecnologia. A proposta, segundo a ApexBrasil, é atrair investimentos estrangeiros e ampliar o processamento desses minerais dentro do próprio Brasil, agregando valor à produção nacional.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do boi gordo nesta terça-feira (12) apresenta queda de 0,92%; a arroba está sendo negociada a R$ 349,30, no estado de São Paulo.
Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam elevação. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,66, e o frango resfriado a R$ 7,68.
A carcaça suína especial apresenta aumento de 0,57% no preço, sendo negociada a R$ 8,76, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O suíno vivo registra alta em quase todos os estados analisados, com é o caso de Minas Gerais, onde o produto é comercializado a R$ 5,77.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (12) em alta de 2,78%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.716,30 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve salto de 3,35%, sendo comercializado a R$ 943,54.
O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve elevação de 0,01% e é cotada a R$ 96,60.
Em Santos (SP), houve queda de 0,24% e a mercadoria é negociada a R$ 103,02 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,92, após queda de 0,09%
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo