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LOC.: O Brasil registrou QUARENTA E DOIS MIL, QUINHENTOS E NOVENTA homicídios em 2024. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento mostra que apenas NOVENTA E NOVE municípios brasileiros concentraram metade dos assassinatos registrados no país no ano analisado. Essas cidades representam UM VÍRGULA OITO POR CENTO dos mais de CINCO MIL municípios brasileiros.

Entre os VINTE municípios com maiores taxas de homicídios, DEZESSETE estão no Nordeste. Os estados com os índices mais altos foram Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará.

O município de Maranguape, no Ceará, aparece com a maior taxa estimada do país: OITENTA E SETE VÍRGULA DOIS homicídios para cada CEM MIL habitantes.

O estudo também aponta que cidades de médio porte, com população entre CEM MIL e QUINHENTOS MIL habitantes, tiveram a maior taxa média de homicídios no período. Foram VINTE E QUATRO VÍRGULA UM casos por CEM MIL habitantes. O índice ficou acima do registrado em cidades grandes e pequenas.

Na outra ponta do levantamento, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais aparecem entre os estados com menores taxas de homicídios estimados.

Entre as cidades menos violentas do país estão Jaraguá do Sul e Brusque, em Santa Catarina, além de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista.

O atlas também revela que MIL QUINHENTOS E SETENTA E OITO municípios brasileiros não registraram nenhum homicídio estimado em 2024.

Entre as capitais, Florianópolis apresentou o menor índice de assassinatos estimados, seguida por Brasília, Curitiba, Goiânia e São Paulo.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O governo até tentou, mas não conseguiu impedir que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovasse um pacote de resgate para produtores rurais endividados. A medida permite o uso de até 30 bilhões de reais do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação das dívidas de agricultores e pecuaristas contraídas desde 2019.

O projeto cria linhas especiais de crédito com juros de 3,5% a 7,5% ao ano, a depender da receita e do tamanho da propriedade do produtor. Os valores foram limitados a R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões por associação, cooperativa de produção ou condomínio, com carência de até 3 anos e prazo máximo de quitação em até 10 anos.

A resistência do Ministério da Fazenda estava no impacto financeiro da proposta. A equipe econômica calcula que o projeto, da forma que foi aprovado, pode atingir uma carteira de até R$ 1,4 trilhão em dívidas rurais e gerar impacto fiscal de R$ 817 bilhões em 13 anos. Nos cálculos dos parlamentares, esse valor é de aproximadamente R$ 180 bilhões, com impacto estimado em R$ 100 bilhões ao longo da próxima década.

Outra discordância se deu quanto a utilização dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A lei que regula o uso do dinheiro decorrente da exploração de petróleo no país determina que a verba deve ser aplicada em projetos e programas em diversas áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Para passar a valer, o texto ainda tem que ser votado no Plenário do Senado, o que ainda não há data, e retornar para a Câmara dos Deputados, casa de origem da proposta. Como houve modificações na casa revisora, os deputados devem votar se mantém as modificações dos senadores ou se retomam o texto original, que limitava o resgate financeiro a produtores prejudicados por eventos climáticos.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Após a publicação da Medida Provisória que zera a alíquota de importação para produtos de até 50 dólares, deputados e senadores articulam medidas para compensar o varejo nacional pelo fim da chamada “taxa das blusinhas”. Os parlamentares atendem a reivindicações do setor produtivo, que alega prejuízos com o fim do Programa Remessa Conforme. 

Segundo a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, o segmento mais impactado pela decisão é o varejo de vestuário e acessórios, principal ramo entre as micro e pequenas empresas do país. 

A coordenadora do Conselho de Tributação e Serviços da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Mírian Lavocat, afirma que pequenas lojas brasileiras não conseguem competir em pé de igualdade com as plataformas internacionais de compras. 

TEC./SONORA: Mírian Lavocat, coordenadora do Conselho de Tributação e Serviços da ACSP

“Hoje você entra em um app, compra um produto e ele estará aqui no Brasil em 15 dias. Agora, pense na logística de trazer os produtos para o varejo nacional: tem que pagar a substituição tributária para esses produtos entrarem nos estados, porque boa parte vem das produções têxteis de São Paulo e Minas Gerais. E quando chega o preço final na loja é duas, até três vezes o custo que se tem das plataformas estrangeiras.”


LOC.: A MP que isenta compras internacionais de até 50 dólares e estabelece alíquota de até 30% para remessas de até 3 mil dólares, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias após sua publicação para continuar em vigor. 

Durante a tramitação, parlamentares apresentaram 112 emendas ao texto. Uma das propostas, de autoria do deputado federal Domingos Sávio, do PL de Minas Gerais, é estender também a isenção tributária para produtos nacionais de até 50 dólares — cerca de 250 reais no câmbio atual. 

TEC./SONORA: Domingos Sávio, PL-MG

“Por que não dar essa isenção também para aquilo que é fabricado ou vendido aqui no Brasil? Porque o que é fabricado e vendido aqui no Brasil paga, em média, algo em torno de 40% de impostos. É claro que perde competitividade. Com isso, vai gerar desemprego no Brasil, fechamento de confecções, de pequenas indústrias de calçados, de lojas. Mas nós não queremos aumentar imposto. Nós queremos isonomia, tratamento igual.”


LOC.: Mírian Lavocat afirma que, mesmo com eventual equiparação tributária, o varejo brasileiro ainda enfrenta desvantagens diante das plataformas internacionais devido ao elevado custo trabalhista no país. 

Da parte da base do governo, o deputado Felipe Carreras apresentou uma emenda para que fabricantes têxteis e varejistas passem a recolher a contribuição previdenciária com base no faturamento, e não sobre a folha salarial. Atualmente, quanto maior o número de funcionários e os salários pagos, maior é o valor da contribuição patronal. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Goiás passou a fazer parte do grupo de estados brasileiros classificados com alto desenvolvimento humano. O avanço foi registrado no Radar IDHM 2026, levantamento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, pela Fundação João Pinheiro e pelo IBGE.

Em 2024, o estado alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal da série histórica: ZERO VÍRGULA OITOCENTOS E QUINZE, acima da média nacional, de ZERO VÍRGULA OITOCENTOS E CINCO.

Com o resultado, Goiás ocupa a sétima colocação no ranking nacional e aparece em segundo lugar entre os estados do Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal.

O levantamento mostra crescimento contínuo do desenvolvimento humano no estado desde 2012. Naquele ano, o índice era de ZERO VÍRGULA SETECENTOS E QUARENTA E QUATRO. Em 2024, chegou ao maior patamar da série.

Para o governador Daniel Vilela, os números mostram reflexos dos investimentos públicos e do cenário econômico do estado. Segundo ele, o crescimento tem sido acompanhado por políticas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

De acordo com o levantamento, a educação foi o principal destaque de Goiás. O estado atingiu índice de ZERO VÍRGULA OITOCENTOS E VINTE E UM nessa área, o quarto melhor resultado do país e acima da média nacional.

O indicador considera fatores como escolaridade da população adulta e frequência escolar de crianças e adolescentes. Entre as ações implementadas, estão a ampliação do ensino em tempo integral, programas de alfabetização e medidas para permanência dos estudantes na rede pública.

Na área da longevidade, Goiás registrou a segunda menor diferença do país entre a população branca e a população negra, atrás apenas do Distrito Federal.

O estudo também aponta desempenho acima da média nacional no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade, que mede os impactos das desigualdades internas sobre o desenvolvimento humano. Goiás alcançou índice de ZERO VÍRGULA SEISCENTOS E SETENTA E DOIS, enquanto a média brasileira ficou em ZERO VÍRGULA SEISCENTOS E QUARENTA E UM.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O registro de defensivos agrícolas no Brasil passará a ser feito em uma única plataforma digital. O novo sistema foi lançado nesta terça-feira, dia 26, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e vai integrar os processos conduzidos pelo governo federal.

Chamado de Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica, o Sispa reúne em um mesmo ambiente os pedidos analisados pelo Ministério da

Agricultura, pela Anvisa e pelo Ibama. A proposta é padronizar os protocolos, reduzir retrabalho e permitir que as empresas acompanhem as etapas das análises em tempo real.

Segundo o governo federal, mais de SEIS MILHÕES DE DÓLARES foram investidos no projeto, desenvolvido em parceria com entidades do setor produtivo e com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Durante o lançamento, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o sistema faz parte do processo de modernização da defesa agropecuária brasileira.
 

TEC./SONORA: André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária

“Temos razões de sobra para celebrar esse momento em que o Mapa apresenta a sua nova plataforma digital, que tem como objetivo exatamente modernizar o registro dos defensivos agrícolas no Brasil.”
 


LOC.: Com o Sispa, os fluxos de análise passam a ser integrados entre os órgãos responsáveis pelas avaliações técnicas, ambientais e toxicológicas dos produtos.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o novo sistema também deve reduzir a duplicidade de procedimentos e melhorar a troca de informações entre os órgãos federais envolvidos no registro de defensivos agrícolas.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A CAIXA paga, nesta quinta-feira, 28 de maio, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de julho e agosto.

O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem. 

O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.

Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.

O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos da rede pública.

Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
 

 

LOC: O mercado agropecuário desta quinta-feira apresenta comportamento misto nos preços.

O boi gordo registra alta de 0,14% em São Paulo, com a arroba negociada a R$ 348,30.

No setor de aves, os preços seguem estáveis na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado é vendido a R$ 7,41, enquanto o frango resfriado permanece em R$ 7,42.

Já no mercado de suínos, a carcaça suína especial mantém estabilidade e é negociada a R$ 8,57 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo apresenta variações entre os estados: alta em Santa Catarina e São Paulo, queda no Paraná e no Rio Grande do Sul, e estabilidade em Minas Gerais.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

LOC:

O mercado de grãos inicia esta quinta-feira em alta no Paraná, com a soja valorizada tanto no interior quanto no porto de Paranaguá. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 124,27 no interior do estado, alta de 0,64%, e a R$ 129,89 no porto, com avanço de 0,32%.

No mercado do trigo, também há valorização no Paraná, com a tonelada cotada a R$ 1.361,34. No Rio Grande do Sul, o cereal registra alta de 0,12%, sendo negociado a R$ 1.320,75.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Juline Pogorzelski.