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LOC.: A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo aplicou 5.314 doses da vacina contra o sarampo no último sábado (27). A ação fez parte de uma mobilização emergencial após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na Zona Norte da capital paulista. 

Do total, foram aplicadas 220 das chamadas “doses zero” da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, nas Assistências Médicas Ambulatoriais, nas Unidades Básicas de Saúde Integradas e durante a busca ativa de casos suspeitos na região. 

A Secretaria destaca que a dose zero é uma estratégia adicional de proteção e não substitui o esquema regular do Calendário Nacional de Vacinação. Assim, mesmo após receber a dose entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a criança deve tomar a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses. 

A infectologista membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, Raquel Stucchi, afirma que o Brasil corre risco de voltar a enfrentar epidemias de sarampo devido à cobertura vacinal insuficiente em parte do país. 

Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, a cobertura nacional foi de 92,68% para a primeira dose e de 78,04% para a segunda, ambas abaixo da meta de 95%. 

TEC./SONORA: Raquel Stucchi, infectologista

"O risco existe, principalmente neste momento de grande deslocamento de pessoas em função da Copa do Mundo e do retorno de brasileiros que foram para os Estados Unidos, Canadá e México, caso não estejam adequadamente vacinados."


LOC.: O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo de pessoas não imunizadas. Crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunossuprimidos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações. 

A infectologista explica que na fase aguda o sarampo pode provocar pneumonia ou meningite grave, podendo evoluir para óbito. 

TEC./SONORA: Raquel Stucchi, infectologista

“Além disso, de forma mais tardia, pode provocar um quadro de panencefalite, que leva a uma perda importante da capacidade cognitiva e uma debilidade muito importante também.”


LOC.: A especialista reforça que a vacinação com a tríplice viral é a forma mais eficaz de prevenção e possui eficácia amplamente comprovada. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Durante audiência pública da Comissão Especial para analisar o projeto que atualiza o faturamento máximo permitido de microempreendedores individuais, o setor produtivo cobrou, nesta quarta-feira, a revisão do teto de receita para as demais faixas do Simples Nacional. Para não depender da vontade política, empresários defenderam também a inclusão de dispositivo de reajuste automático anual pela inflação.

Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, foi taxativo ao afirmar que o empresariado rejeita a ideia de aprovar somente a correção para MEIs

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Se não incluírem também a mesma correção para o Simples Nacional, nós do mundo associativo, das micro e pequenas empresas, das 23 milhões de empresas que estão instaladas no Brasil, não vamos aceitar. Nós vamos fazer a maior mobilização possível para impedir a aprovação desse projeto, que só deve ser aprovado caso também inclua o Simples Nacional.”


LOC.: Apesar das críticas, os representantes do setor privado ficaram satisfeitos com a elevação do teto de receita para o MEI, mas agora esperam por negociações para todo o regime simplificado. Além de elevar o teto de microempreendedores para aproximadamente R$ 145 mil anuais, empresários defendem atualizar os limites das microempresas para cerca de R$ 870 mil, e das empresas de pequeno porte para R$ 8 milhões e 700 mil. Em vigor desde 2018, os limites de faturamento atuais são de R$ 81 mil por ano para MEIs, R$ 360 mil para microempresas e menos de R$ 5 milhões para empresas de pequeno porte.

A audiência também marcou o início da análise do projeto alternativo enviado pelo governo federal que atualiza o teto de faturamento dos microempreendedores individuais pela comissão especial. A medida prevê ampliação gradual do teto de receita da categoria para R$ 110 mil em 2027, e R$ 140 mil em 2028, além de autorizar a contratação de até dois funcionários por CNPJ, sem tratar do Simples Nacional.

Ao entregar a proposta em mãos à presidência da comissão especial, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, afirmou que a atualização atende a um pleito do setor ao corrigir uma defasagem inflacionária de quase uma década, com potencial de beneficiar cerca de 17 milhões de MEIs no país.

TEC./SONORA: Paulo Henrique Pereira, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
“É importante o escalonamento para que o governo possa se adaptar e, novamente, fazer um movimento que atenda a esse pleito, que é meritório, que é correto, do reajuste do teto, que há 10 anos não é feito, não foi feito pelos presidentes anteriores, e é feito agora pelo presidente Lula. Mas não pode ser feito de afogadilho, gerando prejuízo fiscal e desestabilizando as contas do país.”


LOC.: Após a reunião, o ministro se disse aberto ao diálogo para chegar a uma solução negociada, mas frisou que a revisão de todas as faixas do Simples Nacional pode custar até R$ 50 bilhões aos cofres públicos.

A costura está por conta do deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC). Relator do texto na comissão especial, o parlamentar diz perceber boa vontade do governo no debate, mas vê espaço para melhorias na proposta do Executivo.

TEC./SONORA: Jorge Goetten, deputado federal (Republicanos-SC)
“A resistência nesse momento para com a atualização do Simples é mais por responsabilidade e é bem aceita por nós. Eu acho que a equipe econômica tem que ter, sim, essa responsabilidade para com as contas públicas. Mas nós estamos mostrando, e temos como mostrar para a equipe econômica, que não estamos falando em renúncia, não estamos falando em impacto fiscal, nós estamos falando apenas na atualização, na reposição da inflação desse período.”


LOC.: O planejamento é para apresentar o relatório até a segunda semana de julho, antes do recesso parlamentar. Como um requerimento de urgência para a matéria já foi aprovado, a votação em plenário pode ocorrer assim que a comissão especial liberar o parecer.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: A televisão pública passou a alcançar mais de 3 milhões de pessoas no Brasil. O Ministério das Comunicações concedeu, nas últimas semanas, novas consignações de canais digitais para a Empresa Brasil de Comunicação e a TV Câmara em 37 municípios de 16 estados brasileiros. 

Desse total, 18 passam a contar simultaneamente com a transmissão da EBC e da TV Câmara.

A EBC recebeu autorização para operar o serviço de Retransmissão de Televisão Digital em 29 municípios, distribuídos por 14 estados, levando conteúdo educativo e informativo. Já as consignações para a TV Câmara permitem a geração de TV digital em 27 municípios, distribuídos por 14 estados, por onde os telespectadores poderão acompanhar, em tempo real, o trabalho do Poder Legislativo, incentivando a transparência e a participação cidadã.

Segundo o Ministério das Comunicações, a liberação dos canais faz parte da estratégia de ampliação do acesso da população à comunicação pública e fortalecer o setor de radiodifusão no país. Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, acredita que ampliar a cobertura contribui para a democratização do acesso à informação no país.

TEC./SONORA: Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
“O papel do Ministério das Comunicações é justamente dar condições para que essa infraestrutura digital chegue nos cantos e recantos do Brasil, nas áreas mais remotas. Porque, se não fosse a força do Estado, com certeza, a gente não iria conseguir fazer essa transformação digital também na comunicação pública no interior do Brasil”.


LOC.: É o Programa Brasil Digital, instituído pelo Ministério das Comunicações, que permite a expansão da TV aberta e gratuita com tecnologia digital em todo o território nacional. Através da iniciativa, instituições públicas disponibilizam espaços para a instalação de estações transmissoras, enquanto o governo federal fica responsável por viabilizar a infraestrutura necessária para o funcionamento dos canais, que veiculam produções locais e regionais, e contribuem para o fortalecimento da comunicação pública e para a valorização da diversidade cultural brasileira.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: A transformação do Brasil de exportador bruto de matérias-primas em um polo de processamento industrial sustentável, com maior valor agregado, esteve no centro dos debates do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, realizado na última semana pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e a União Europeia, em colaboração com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais.

O encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades da cooperação entre Brasil e União Europeia em áreas estratégicas, como transição energética, infraestrutura digital e inteligente, minerais críticos, economia de dados e cadeias de valor sustentáveis. Os debates seguiram as diretrizes da agenda Global Gateway, estratégia da União Europeia que prevê mobilizar até 300 bilhões de euros em investimentos sustentáveis em infraestrutura entre 2021 e 2027. 

Na ocasião, o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, afirmou que o fórum simboliza uma parceria baseada em benefícios mútuos, prioridades compartilhadas e impactos de longo prazo. 

Um dos destaques da programação foi a análise técnica do Acordo Mercosul-União Europeia. Especialistas apresentaram estudos sobre os impactos macroeconômicos da parceria e as oportunidades de redução tarifária para produtos brasileiros, reforçando o potencial do acordo para ampliar a integração comercial entre os blocos. 

Durante o fórum, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou o papel da agência na atração de investimentos estrangeiros, especialmente de origem europeia, e ressaltou o desempenho recente do Brasil no comércio internacional. 

TEC./SONORA: Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil

“No ano passado, o Brasil exportou US$ 348 bilhões, um recorde de exportação. Atraímos US$ 77 bilhões em investimentos estrangeiros. Com a Europa, inclusive, o Brasil teve um recorde no fluxo de comércio de US$ 100 bilhões, mesmo em um momento dos mais complexos do mercado internacional.” 


LOC.: A programação também incluiu painéis sobre a Indústria Verde e o programa Global Gateway. Os debates abordaram o potencial brasileiro para atrair recursos destinados à bioeconomia e aos projetos sustentáveis, além das oportunidades de investimentos na modernização da infraestrutura de transportes, dos complexos portuários e da infraestrutura digital do país. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A CAIXA paga, nesta quinta-feira, 02 de julho, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de julho e agosto.

O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem. 

O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.

Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.

O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio da rede pública.

Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
 

 

O preço do boi gordo teve redução de 0,33% nesta quinta-feira (2). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 335,30.

No mercado de frango, os valores também apresentam redução na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,20, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,20.

Já a carcaça suína especial teve aumento de 0,12% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,53.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra elevação nos preços em algumas praças. Em Minas Gerais, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 5,89.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira

O preço do café arábica abre esta quinta-feira (2) em alta de 5,50%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.665,59 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve alta de 0,89%, sendo comercializado a R$ 1.071,24.
O preço do açúcar cristal apresenta um pequeno aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 91,29.
Em Santos (SP), houve um salto de 1,79%, e a mercadoria é negociada a R$ 110,78 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,02, após aumento de 0,69%.

Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Oliveira