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Proposta eleva limite de faturamento para R$ 130 mil e ganha apoio do setor produtivo
Baixar áudioLer ao vivoJulgamento analisa lei de 2012 que redefine a partilha das receitas do petróleo entre estados e municípios
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A criação de uma comissão especial para analisar o projeto de lei que amplia o limite de faturamento do microempreendedor individual, o MEI, deve acelerar a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados. A avaliação é do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Pedro Lupion, do Republicanos do Paraná.
TEC./SONORA: deputado federal Pedro Lupion, Republicanos-PR
“Esse é o ponto principal [da comissão especial]: podermos sentar para discutir o tema e tentar fazer parte dessa composição, indicar os nossos membros a participarem também para que consigamos avançar.”
LOC.: Em março, a Câmara aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar 108 de 2021. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até 130 mil reais e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados.
A instalação da comissão especial para tratar do assunto é considerada uma conquista para o G50+, grupo estratégico criado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, com objetivo de ampliar a representação empresarial junto ao Congresso Nacional e ao governo federal.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá, José Carlos Barbieri, explica que a inflação acumulada e o crescimento natural de muitos pequenos negócios têm levado milhares de empreendedores a ultrapassar o limite vigente não por uma expansão estruturada, mas como forma de sustentar suas atividades.
Ele também avalia que a criação da comissão especial para tratar do tema é um passo estratégico para garantir celeridade e profundidade na análise.
TEC./SONORA: José Carlos Barbieri, presidente da ACIM
“Atualizar o limite do MEI com urgência é garantir justiça econômica, fortalecer a formalização e impulsionar milhões de pequenos empreendedores que sustentam o crescimento do Brasil.”
LOC.: O setor produtivo defende que o teto do MEI seja elevado ainda mais, para aproximadamente 144 mil e 900 reais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de 869 mil e 400 reais, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até 8 milhões e 690 mil reais.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Supremo Tribunal Federal volta a julgar nesta quarta-feira, dia 6, a disputa sobre a distribuição dos royalties do petróleo no Brasil. Em análise está a validade da lei de 2012 que mudou as regras de divisão dessas receitas entre estados e municípios.
A proposta da lei ampliava a participação de entes não produtores, reduzindo a concentração em estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Porém, desde 2013, uma liminar do próprio STF suspendeu os efeitos da norma, mantendo o modelo anterior em vigor até hoje.
A Confederação Nacional de Municípios afirma que a suspensão da lei gerou perdas superiores a CENTO E ONZE BILHÕES DE REAIS entre 2013 e 2024. Segundo a entidade, o atual modelo aprofunda desigualdades na distribuição dos recursos.
Um dos exemplos citados é Maricá, no Rio de Janeiro, que teria recebido cerca de DEZENOVE MIL REAIS por habitante em royalties. Já São Gonçalo, também no estado, recebe em torno de CINQUENTA E QUATRO REAIS por morador.
Em sentido oposto, estados produtores afirmam que qualquer mudança pode comprometer suas finanças. Eles argumentam que arcam com os impactos da exploração de petróleo e já enfrentam perda de outras receitas, como impostos estaduais ligados ao setor.
O julgamento envolve ações diretas de inconstitucionalidade e mobiliza governos estaduais e municipais de todo o país. A decisão pode redefinir a distribuição de bilhões de reais por ano.
Dados de entidades municipalistas apontam ainda que, em 2025, apenas DEZ municípios concentraram quase metade de todos os recursos destinados ao nível municipal, cerca de QUARENTA E OITO VÍRGULA SEIS POR CENTO do total.
Em alguns casos, cidades menores receberiam incrementos anuais na casa de CENTENAS DE MILHARES DE REAIS, enquanto capitais como Porto Alegre poderiam ter acréscimos próximos de DEZ MILHÕES DE REAIS por ano caso a nova regra seja aplicada.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A proposta que acaba com a jornada de trabalho seis por um avançou na Câmara dos Deputados com a criação de uma comissão especial para analisar o mérito das propostas de emenda à Constituição (PECs) número 221 de 2019 e número 8 de 2025.
O avanço tem provocado debate sobre os impactos na economia, principalmente para os pequenos negócios, e movimenta o setor produtivo, por meio da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Na avaliação de representantes das empresas de Minas Gerais, as medidas estão sendo analisadas em um contexto político-eleitoral que pode prejudicar a aprovação sem a devida atenção que o tema exige.
Para o vice-presidente da CACB e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Valmir Rodrigues da Silva, o debate sobre a redução da escala de trabalho deve ser feito com mais profundidade e critérios técnicos.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues da Silva, vice-presidente da CACB
“A jornada reduzida vai gerar mais custo, principalmente para as micro e pequenas empresas, que terão que repassar esse custo aos seus produtos e serviços. Se fosse dialogado com mais profundidade, encontraríamos o melhor caminho, dando sempre a melhor condição para que as pessoas possam ter vida próspera. E infelizmente, com um projeto com cunho de populismo e eleitoral, nós não vamos realmente avançar com qualidade sobre o tema.”
LOC.: Tenente Melo, do Republicanos mineiro, ex-subsecretário de liberdade econômica e empreendedorismo de Minas Gerais, alerta que sem o debate adequado a medida pode aumentar custos, com repasse ao consumidor, gerar desemprego e causar riscos econômicos.
TEC./SONORA: Tenente Melo (Republicanos/MG), ex-subsecretário de liberdade econômica e empreendedorismo de Minas Gerais
“O impacto é direto e muito arriscado. Uma decisão desse tipo, tomada de maneira tão radical, tão brusca, sem o devido estudo, vai comprometer. O primeiro impacto é o aumento de preços. Segundo, quebra de negócios, vão fechar muitos negócios. Se eu não tiver mercado para garantir esse preço aumentado, vou acabar fechando o meu negócio e gerando desemprego. Esse é o resultado em qualquer lugar do mundo, que uma decisão econômica desse porte foi tomada sem o devido cuidado, devido estudo, o impacto é sempre esse.”
LOC.: A comissão especial foi formalizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após a admissibilidade das propostas ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado será composto por 38 membros titulares e 38 suplentes.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: Os gastos com saúde e o desemprego são os principais fatores de endividamento de brasileiros que ganham até um salário mínimo, aponta pesquisa BTG/Nexus. Pelo estudo, entre os mais pobres, as despesas essenciais impactam mais na vida financeira do que na média nacional.
Os dados revelam que, na média nacional, os gastos com saúde são apontados como motivo de dívida em 32% dos casos. Em relação aos que ganham até um salário mínimo, o índice sobe para 41% e diminui conforme a renda aumenta. Por exemplo, entre quem ganha de 1 a 2 salários mínimos, o motivo foi aparece em 37% dos casos.
Quando considerado o desemprego entre quem ganha menos, o cenário é semelhante. Para 22% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo, o endividamento foi devido à perda de emprego próprio ou de alguém da família. Já na média geral o percentual é de 13%.
Apesar das diferenças entre as faixas de renda, os gastos do dia a dia — como alimentação e contas fixas — seguem como o principal motivo de endividamento no país, citado por 50% dos entrevistados. Entre os mais pobres, o percentual chega a 48%.
Já entre os brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, o segundo principal fator de endividamento são as compras parceladas e financiamentos de bens de consumo, para 35% dos participantes da pesquisa. Em seguida, aparece a queda na renda mensal, para 20%.
Para a pesquisa a Nexus entrevistou, por telefone, mais de DUAS MIL pessoas entre os dias 24 e 26 de abril.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: No dia 1º de maio, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor. O tratado amplia o acesso a mercados, reduz tarifas e deve impactar diretamente as exportações brasileiras.
O tema foi debatido no Podcast do Associativismo do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, com destaque para a necessidade de adaptação das empresas, principalmente as de pequeno e médio porte.
O secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, destacou que o acordo vai além da redução de tarifas e cria novas regras para o comércio internacional. Ele reforçou, ainda, o papel da liderança da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) na preparação de micro e pequenas empresas para competir no comércio internacional.
TEC./SONORA: secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen
“As grandes empresas estão no seu caminho. As pequenas e médias precisam encontrar o seu caminho. E aí entra a Associação Comercial de São Paulo com todo o aparato das associações comerciais do Brasil e com a liderança da Associação Comercial de São Paulo, através do seu presidente Alfredo Cotait, para que nós possamos fazer o quê? A preparação de novos atores para o comércio global a partir da pequena e média empresa.”
LOC.: Com a desoneração de cerca de 92% das exportações, os produtos brasileiros passam a ter mais competitividade no mercado europeu, além da tarifa zero aplicada a mais de 500 categorias de bens de capital.
No agronegócio, os efeitos já começam a aparecer na uva e no mel. No caso da uva, a alíquota foi zerada. Já as exportações de mel podem crescer de 4 mil para até 44 mil toneladas, segundo Paulo Bornhausen.
Além das oportunidades, o acordo também traz desafios. Para acessar o mercado europeu, o Brasil precisa cumprir critérios de sustentabilidade previstos no Pacto Ecológico Europeu
A expectativa é de que o acordo fortaleça a presença do Brasil no comércio global nos próximos anos.
Reportagem, Bianca Mingote.
LOC: A Defesa Civil Nacional reconheceu, nesta terça-feira, 5 de maio, a situação de emergência em 30 cidades afetadas por desastres.
Estão na lista municípios dos estados do Acre, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul.
Para conferir a lista completa, acesse mdr.gov.br.
Com o reconhecimento federal, as prefeituras já podem solicitar recursos para ações de defesa civil, como distribuição de cestas básicas, água potável e kits de higiene.
A diretora do Departamento de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, Juliana Moretti, explica como os recursos podem ser aplicados.
TEC./SONORA: JULIANA MORETTI
“Os recursos da Defesa Civil podem ser empregados em três frentes: ações emergenciais para socorro e assistência às vítimas de desastres, como por exemplo o fornecimento de kits de alimentos, de higiene e apoio logístico; - restabelecimento de serviços essenciais, como abastecimento de água e a desobstrução de vias; e por fim, na recuperação de áreas afetadas por desastres como por exemplo as ações para a reconstrução de infraestruturas públicas e residenciais atingidas.”
LOC: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em proteção e Defesa Civil, acesse mdr.gov.br.
Reportagem, Manuela Rolim.
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quarta-feira (6) em queda no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão registra redução de 0,33% e é negociado a R$ 122,51; na segunda, a mercadoria tem recuo de 0,18% e é cotada a R$ 128,91.
O preço do trigo, por sua vez, registra diminuição de 0,39% no Paraná e alta de 0,33% no Rio Grande do Sul.
No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.338,20, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.264,00.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do café arábica abre esta quarta-feira (6) em queda de 0,06%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.758,67 na cidade de São Paulo.
Já o café robusta teve elevação de 1,57% no preço, sendo comercializado a R$ 924,65.
O preço do açúcar cristal apresenta redução nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve recuo de 0,41% e é cotada a R$ 97,43.
Em Santos (SP), houve recuo de 0,56% e a mercadoria é negociada a R$ 107,43 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,73, após diminuição de 0,48%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo