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Até a quinta-feira (26), quatro municípios estavam com o repasse do FPM bloqueado
Baixar áudioLer ao vivoParceria permite que micro, pequenas e médias empresas consultem restrições de crédito, casos de inadimplência e encaminhem dívidas a protesto de forma digital
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Os municípios brasileiros partilham, nesta sexta-feira, dia 27, o terceiro decêndio de fevereiro do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos QUATRO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS entre as prefeituras de todo o país.
O valor representa uma queda de aproximadamente UM POR CENTO em relação ao mesmo período do ano passado. Depois de uma sequência de altas nos repasses, o resultado acende um sinal de atenção para os gestores municipais.
Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, a redução pode estar ligada às mudanças do Imposto de Renda, que ampliaram a faixa de isenção.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Pode ser uma sazonalidade, mas temos que ficar atentos, pois pode ser já o início dessa desoneração do Imposto de Renda, dessa isenção que aconteceu com quem recebe até 5 mil reais e uma redução na alíquota de quem recebe até 7.350. Vamos observar como vai se desenvolver nos próximos decêndios do mês de março e ver qual a tendência dos recursos do FPM em relação a isso.”
LOC.: Por região, os maiores volumes serão destinados ao estado de São Paulo, no Sudeste, com mais de QUINHENTOS E SETENTA MILHÕES DE REAIS, distribuídos a cidades como Limeira e Campinas. No Nordeste, a Bahia lidera, com mais de 373 milhões. O valor será destinado a municípios como Teixeira de Freitas e Alagoinhas.
Até essa quinta-feira, dia 26, quatro municípios estavam com repasses bloqueados. A lista é formada por Buritizeiro, Capinópolis e Nova Lima – todos de Minas Gerais, além de Nova Araçá, no Rio Grande do Sul.
O FPM é composto por VINTE E DOIS E MEIO POR CENTO da arrecadação do Imposto de Renda e do IPI e é uma das principais fontes de receita para as prefeituras brasileiras.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e os Cartórios de Protesto lançaram nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, o AC Protesto, um sistema nacional que reúne informações sobre dívidas e inadimplência.
A medida deve garantir às micro, pequenas e médias empresas mais segurança jurídica nas relações comerciais, a fim de evitar pendências financeiras e facilitar a recuperação de crédito.
De acordo com a CACB, o sistema irá beneficiar mais de DOIS MILHÕES de empresas ligadas às Associações Comerciais.
Segundo André Gomes Netto, presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil, o acordo garante o acesso à informações sobre protesto em todos os municípios brasileiros.
TEC./SONORA: André Gomes Netto, presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB)
“O associado terá, em tempo real, chance de consultar se uma pessoa física ou jurídica tem uma restrição de crédito em um dos 3.864 tabelionatos de protesto do país, o que vai conferir maior segurança nas suas relações comerciais, evitando o inadimplemento.”
LOC.: Antes, esse tipo de informação só podia ser acessada por meio de birôs de crédito, empresas privadas que cobram para realizar consultas sobre a situação financeira de clientes e parceiros.
Para Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, o lançamento do AC Protesto representa uma vitória para o sistema das associações comerciais e seus associados.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Facesp
“As micro e pequenas empresas deverão, cada vez mais, acompanhar e se associar a uma associação comercial para obter essas vantagens e facilidades. Assim, terão acesso às informações de crédito sem precisar recorrer a outros órgãos ou empresas, que ainda cobram caro por esse serviço.”
LOC.: De acordo com representantes das instituições, a plataforma está pronta para uso e deve ser liberada em breve. Atualmente, OITOCENTOS E QUARENTA E UMA associações já estão conectadas ao sistema.
Reportagem, Maria Clara Abreu
LOC.: O Ministério do Trabalho e Emprego prorrogou por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria 3.665 de 2023, que exige negociação coletiva para a autorização do trabalho em feriados e domingos. A norma passaria a valer em 1º de março, mas, com a decisão, o prazo foi estendido para ampliar o diálogo entre empregadores e trabalhadores.
Durante esse período, será instalada uma comissão bipartite, composta por dez representantes dos trabalhadores e dez dos empregadores. As entidades terão cinco dias para indicar os nomes ao ministério. O grupo terá 90 dias para apresentar uma proposta consensual sobre o tema. As reuniões ocorrerão duas vezes por mês — com calendário a ser publicado no Diário Oficial — e contarão com assessoria técnica do Ministério do Trabalho.
Esse é o quinto adiamento da entrada em vigor da portaria. Para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, os sucessivos adiamentos da norma geram insegurança jurídica e dificultam o planejamento de empresários e trabalhadores em todo o país.
Além de ferir a liberdade econômica, a CACB sustenta que a portaria é inconstitucional, por limitar atividades essenciais sem respaldo legal adequado, como explica o vice-presidente jurídico da entidade, Anderson Trautman Cardoso.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente jurídico da CACB
“Veja a quantidade de surpresas, de dificuldade que temos para uma estabilidade de normas do Brasil. Entendemos que a portaria tem, inclusive, vícios de legalidade e seria passível de questionamento judicial. Mais uma prorrogação não nos traz estabilidade, precisamos que seja revogada.”
LOC.: O setor produtivo e frentes parlamentares divulgaram um manifesto contrário à portaria. No texto, as entidades defendem a revogação da medida sob o argumento de que ela representa um retrocesso regulatório e cria entraves ao setor produtivo.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) defendeu o adiamento do debate sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. Para o parlamentar, a discussão deve ocorrer após as Eleições Gerais de 2026, para evitar contaminação política e garantir equilíbrio entre os interesses de trabalhadores e empregadores.
TEC./SONORA: Jorge Goetten, deputado federal (Republicanos-SC)
“Nós, no mínimo, temos que jogar, transferir essa discussão para depois das eleições. Para, com serenidade, os congressistas, nós deputados e senadores que representamos os 220 milhões da população, discutirmos essa pauta, que é importante, com equilíbrio e que traga benefícios para o empregado e para o patrão.”
LOC.: O setor empresarial acompanha a tramitação da pauta com cautela. A CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, defende que qualquer seja precedida de uma análise técnica aprofundada, considerando itens como custos operacionais, margem de lucro e até a possibilidade de fechamento de vagas.
O vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que países desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores por contarem com alta produtividade — realidade ainda distante no Brasil.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues da Silva, vice-presidente da CACB
“Quando você reduz a carga horária, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo será repassado [ao mercado].”
LOC.: De acordo com a entidade, um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos. Escolaridade, infraestrutura e tecnologia são os principais fatores para essa diferença.
Além disso, os impactos sobre a produtividade e a economia, segundo Goetten, não estão bem mapeados, o que mostra que a discussão está prematura.
TEC./SONORA: Jorge Goetten, deputado federal (Republicanos-SC)
“As pessoas querem a oportunidade. Oportunidade para trabalhar, oportunidade para ter o lazer, mas com uma segurança de ter o seu emprego garantido. E essa segurança nós não temos. Eu acho que nós vamos criar mais problemas ainda para o nosso trabalhador brasileiro.”
LOC.: A CACB reforça a necessidade de intenso diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários e que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos..
Cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimam que a adequação para a nova jornada de trabalho pode custar até R$ 235,8 bilhões anuais ao setor de serviços, responsável por dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os setores de comércio e de turismo seriam os mais prejudicados, com prejuízos de R$ 122,4 bilhões e R$ 10,9 bilhões, respectivamente, caso a mudança ocorra.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O excesso de chuvas no norte de Goiás e no centro-norte de Minas Gerais tem impactado o ritmo das atividades agrícolas nesta semana.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, os volumes elevados e a frequência das precipitações mantêm o solo encharcado, o que impede a entrada de máquinas nas lavouras. Com isso, o plantio do milho segunda safra avança lentamente, além de atrasar operações importantes, como adubação de cobertura e controle de pragas.
A previsão indica que a chuva deve continuar pelo menos até sábado, dia 28, com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros em áreas do centro-norte mineiro e do norte goiano.
Em municípios como Arinos, em Minas Gerais, e Porangatu, em Goiás, o balanço hídrico aponta manutenção do excedente de água no solo, sem previsão de déficit hídrico no curto prazo.
Além do milho, a colheita do feijão primeira safra também preocupa. A alta umidade durante a maturação pode comprometer a qualidade dos grãos, aumentar o risco de perdas e dificultar a definição do momento ideal de colheita.
Produtores devem acompanhar as atualizações meteorológicas e monitorar a umidade do solo para reduzir riscos e minimizar prejuízos nas próximas semanas.
Reportagem, Jullya Borges.
LOC.: O programa Brasil Antenado está em reta final nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins e Roraima.
Mais de DUZENTOS E VINTE E NOVE MIL famílias de CENTO E TRINTA E OITO cidades nesses estados têm até 13 de março para solicitar a instalação gratuita da nova antena parabólica digital.
Para ter direito ao kit, é preciso estar inscrito no CadÚnico, morar em um dos municípios beneficiados e ter um aparelho de televisão.
O agendamento da instalação pode ser realizado pelo site brasilantenado.org.br ou pelo telefone 0800 729 2404.
O número também funciona pelo WhatsApp. Basta enviar a mensagem “Gostaria de realizar o agendamento” e combinar a instalação sem custo.
A ação do Ministério das Comunicações e da Anatel, executada pela Entidade Administradora da Faixa, a EAF, tem como objetivo ampliar o alcance da televisão aberta, principalmente em regiões onde o sinal é fraco ou inexistente.
Segundo a CEO da EAF, Gina Marques Duarte, o Brasil Antenado busca promover a inclusão digital e garantir acesso à informação para a população.
TEC./SONORA: Gina Marques Duarte, CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF)
“Esse é o legado que queremos deixar com o programa. Um legado social de conectividade significativa, que faz diferença para as pessoas, que informa, que melhora a qualidade de vida, que dá dignidade ao cidadão."
LOC.: Antônio Valdeci Lima, morador do município de Nova Esperança do Piriá, no Pará, e beneficiário do Brasil Antenado, relata a melhora na qualidade da imagem após a instalação da nova parabólica digital.
TEC./SONORA: Antônio Valdeci Lima, morador do município de Nova Esperança do Piriá (PA) e beneficiário do Brasil Antenado
“Eu assistia, mas a imagem fechava, ficava tremendo. Não assistia direito. Assisti agora, depois que botaram aqui, e estava bem limpinho. Melhorou 100%.”
LOC.: Ao todo, a iniciativa atenderá TREZENTOS E VINTE E TRÊS cidades em DEZESSEIS estados e beneficiará mais de SEISCENTOS E CINQUENTA MIL famílias.
Para acessar a lista dos municípios contemplados e mais informações, acesse brasilantenado.org.br
Reportagem, Maria Clara Abreu
LOC.: O preço do boi gordo abre esta sexta-feira (27) em alta de 0,51%. A arroba é negociada a R$ 352,80, no estado de São Paulo.
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,26, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,31.
A carcaça suína especial também volta a apontar estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 10,08 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O preço do suíno vivo registra estabilidade em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em São Paulo e desvalorização de 0,15% no Paraná e em Santa Catarina. As mercadorias variam entre R$ 6,51 e R$ 6,85.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (27) em alta de 0,01%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.796,15 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve baixa de 1,21% no preço, sendo comercializado a R$ 1.042,39.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 0,14% e é cotada a R$ 98,14.
Em Santos (SP), a mercadoria teve desvalorização de 0,23%, sendo negociada a R$ 107,56 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,28, após estabilidade.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.