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LOC.: O Brasil continua desperdiçando uma parcela significativa da água tratada produzida para abastecimento da população. Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil mostra que TRINTA E NOVE VÍRGULA CINQUENTA E TRÊS POR CENTO da água distribuída no país foi perdida em 2024 antes de chegar às torneiras.

O levantamento aponta que o volume desperdiçado chegou a QUATRO VÍRGULA QUATRO BILHÕES de metros cúbicos de água. A quantidade seria suficiente para abastecer cerca de SETENTA E SETE MILHÕES de brasileiros durante um ano inteiro.

Os dados ganham ainda mais relevância diante da realidade do país, onde aproximadamente TRINTA E TRÊS MILHÕES de pessoas ainda não têm acesso à água potável.

Segundo a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a redução das perdas vem acontecendo, mas em ritmo abaixo do necessário.
 

TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil

“No ano passado tínhamos uma perda de 40,3%, mas esse número tem reduzido numa velocidade muito lenta, o que demonstra que a gente precisa ser mais eficiente e priorizar mais esse tema da redução de perdas de água, principalmente num cenário onde a gente tem crise hídrica, onde a gente tem ondas de calores e secas cada vez mais recorrentes.”
 


LOC.: As maiores perdas estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste. Entre os estados, Alagoas apresentou o pior resultado, com SESSENTA E SEIS VÍRGULA NOVENTA POR CENTO. Já o Piauí registrou o menor índice do país, com VINTE E QUATRO VÍRGULA SESSENTA E UM POR CENTO.

Entre os municípios analisados, apenas VINTE apresentaram perdas inferiores a VINTE E CINCO POR CENTO. Suzano, em São Paulo, registrou o menor índice, com UM VÍRGULA VINTE E SETE POR CENTO. Na outra ponta, Parauapebas, no Pará, alcançou SETENTA VÍRGULA SESSENTA E OITO POR CENTO. 

O levantamento mostra ainda que somente DOZE dos CEM municípios mais populosos do país cumpriram as metas nacionais para redução das perdas. Entre as capitais, apenas Goiânia, São Paulo, Campo Grande e Teresina ficaram abaixo do limite de VINTE E CINCO POR CENTO estabelecido pelo governo federal.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A probabilidade de formação do fenômeno El Niño durante o inverno de 2026 chega a 90%, segundo meteorologistas da Defesa Civil de Santa Catarina e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do estado catarinense.

Além disso, dados mais recentes do Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos também indicam alta probabilidade de formação do El Niño. Segundo o órgão, a chance de estabelecimento do fenômeno no trimestre entre maio, junho e julho é de 82%. 

A previsão aponta ainda que o El Niño deve persistir até o início de 2027, com 96% de probabilidade de continuidade entre dezembro de 2026 e os meses de janeiro e fevereiro do ano seguinte. 

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e provoca mudanças nas condições meteorológicas em diferentes regiões do planeta. 

Segundo o meteorologista do Inmet, Melquezedek da Silva, os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região do Brasil. 

TEC./SONORA: Melquezedek da Silva, meteorologista do Inmet

“Na Região Sul, o El Niño causa aumento de chuvas e de eventos extremos de precipitação e, nas regiões Norte e Nordeste, provoca chuvas abaixo da média e secas. Já sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, por serem áreas de transição e de baixa previsibilidade climática, o fenômeno torna as chuvas mais irregulares.”


LOC.: O meteorologista ressalta ainda que, em anos de El Niño, há tendência de temperaturas acima da média em todas as regiões do país, favorecendo a ocorrência de ondas de calor. 

Apesar disso, os impactos podem variar conforme a intensidade do fenômeno e a influência de outros fatores climáticos. 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inmet, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia divulgaram uma nota técnica alertando para o aumento do risco de eventos climáticos extremos associados ao El Niño e seus possíveis impactos sobre diversos setores da sociedade e da economia, como abastecimento de água, segurança alimentar, geração de energia, mobilidade urbana,  saúde pública e atividades produtivas. 

As instituições responsáveis pelo documento destacam a importância do monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas, além do acompanhamento das previsões meteorológicas e climáticas emitidas pelos órgãos oficiais. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A Câmara dos Deputados aprovou, na última semana, um pacote que reformula a política agrícola e o Prêmio do Seguro Rural. A matéria prevê taxas de juros menores e prioridade em operações de crédito rural quando a atividade estiver segurada, com o prêmio bancado por um fundo abastecido com recursos públicos.

Instituído em 2010, o “Fundo Catástrofe”, como foi apelidado, não chegou a vigorar por falta de aportes contínuos de recursos e de regulamentação. O texto determina que, em caso de aprovação da lei, o fundo será composto por ações de empresas com participação minoritária da União, de economia mista, imóveis e outros direitos do governo federal.

A administração dos recursos do fundo pode ficar a cargo de empresa pública, inclusive banco federal. Seguradoras, cooperativas e companhias da cadeia produtiva do agronegócio podem participar da gestão na condição de cotistas.

O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que trouxe novos elementos, como o detalhamento de cláusulas para o seguro também servir como garantia em empréstimos rurais. Além disso, o novo projeto proíbe o contingenciamento ou o bloqueio de despesas de subvenção do prêmio do seguro rural, como as do Fundo Catástrofe.

Já os produtores rurais passam a contar com vantagens na hora da contratação do seguro, como taxas de juros, prazos e limites mais favoráveis no crédito rural; prioridade no acesso ao crédito; financiamento do prêmio do seguro.

O substitutivo ainda atualiza as atividades agrícolas e determina que o Poder Executivo defina quais podem ser asseguradas. Em caso de evento coberto, a seguradora passa a ter prazo máximo de 30 dias, contados da entrega dos documentos ou da vistoria técnica, para efetuar o pagamento ao produtor afetado.

Fica mantida a possibilidade do seguro rural ser utilizado como garantia nas operações de crédito rural. No entanto, a instituição financeira credora pode ser definida como primeira beneficiária em caso de sinistro ou detentora dos direitos fiduciários.

Devido às mudanças substanciais, agora a proposta deve voltar para análise do Senado. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o projeto pode retomar a relevância do seguro rural. Dados do Ministério da Agricultura demonstram que o valor executado pela política caiu 49% em relação a 2021, e a área coberta teve o pior desempenho nos últimos 10 anos, com 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: O governo federal lançou uma calculadora oficial para ajudar brasileiros endividados a simularem a renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil – Famílias, conhecido como Desenrola 2.0.

A ferramenta permite estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS antes de procurar o banco para fechar um acordo.

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa foi criada para ajudar pessoas com renda de até CINCO salários mínimos – o equivalente a R$ 8.105 – a renegociar dívidas em melhores condições.

Para utilizar a ferramenta, é necessário que a dívida tenha sido contratada antes de 31 de janeiro de 2026 e esteja atrasada entre 91 dias e dois anos.

A calculadora considera fatores como valor da dívida, tempo de atraso, descontos mínimos exigidos e possibilidade de uso do FGTS.

Pelas regras do programa, o consumidor pode utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS ou até MIL REAIS – sendo que o maior valor é o válido.

A possibilidade de uso do fundo deve ser confirmada diretamente com o banco.

A Fazenda alerta que a ferramenta serve apenas para simulação. Ou seja, os valores apresentados são estimativas e não incluem possíveis tarifas ou impostos adicionais, sendo necessário procurar diretamente a instituição financeira credora para efetuar o acordo, a qual deve ser participante do programa.

A simulação considera taxa máxima de juros de 1,99% ao mês.

O Desenrola 2.0 prevê descontos de até 90%, além de parcelamento entre 12 e 48 meses.

Segundo o governo federal, a ferramenta busca ampliar o acesso à informação e ajudar famílias a organizarem melhor o orçamento antes de assumir uma renegociação.

Para usar o simulador, basta acessar a plataforma oficial, informar os dados da dívida, escolher o número de parcelas e simular o uso do FGTS.

As condições finais de renegociação devem ser confirmadas diretamente com os bancos participantes. 

O simulador já está disponível gratuitamente no site simuladordesenrola.fazenda.gov.br.

Reportagem, Bianca Mingote

LOC 1: Afetados por desastres, trinta municípios vão receber recursos federais para ações de resposta e recuperação.

O repasse de mais de dezessete milhões de reais foi autorizado, nesta segunda-feira, primeiro de junho, pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Receberão recursos cidades de Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Amazonas, Maranhão, Pará, Minas Gerais, Piauí e Bahia. Confira a lista completa no site do ministério em gov.br/mdr .

Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, explica como os valores podem ser aplicados.

TEC./SONORA: Waldez Goes

“Os recursos da Defesa Civil podem ser empregados naquele primeiro momento que acontece o desastre pra fazer assistência humanitária, pra dar kits de higiene, alimentação para as pessoas que foram atingidas, que enfrentam as consequências daquele desastre, bem como pra restabelecimento dos serviços essenciais, como, por exemplo, abastecimento de água e desobstrução de vias públicas. Além disso, nós também podemos utilizar os recursos da Defesa Civil pra fazer reconstrução de infraestruturas públicas destruídas pelo desastre ou ainda de habitações destruídas pelo desastre.”
 


LOC 2: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em proteção e defesa civil, acesse gov.br/mdr

Reportagem, Manuela Rolim

LOC:

O mercado de proteínas animais começou a semana com variações nos preços em São Paulo. O boi gordo registrou leve alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 350,20 a arroba, segundo o indicador do Cepea. 

No setor de frango, os preços também subiram. O frango congelado avançou 2,13%, cotado a R$ 7,18, enquanto o frango resfriado teve valorização semelhante, sendo vendido a R$ 7,20 no estado paulista. O movimento indica recuperação após quedas registradas nos dias anteriores.

Já a carne suína manteve estabilidade. A carcaça suína especial permaneceu em R$ 8,63 por quilo nos atacados da Grande São Paulo, sem variação no dia. 

Reportagem, Juline Pogorzelski.

LOC:

Os preços da soja iniciaram a terça-feira, dia 2, em alta no Paraná. No interior do estado, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 124,53, enquanto no porto de Paranaguá o valor chegou a R$ 130,25, também com leve avanço no dia.

No mercado do trigo, o cenário foi misto. No Paraná, a tonelada do grão teve alta e foi cotada a R$ 1.360,73, enquanto no Rio Grande do Sul houve queda de 0,26%, com preço de R$ 1.329,79 por tonelada.

Segundo o Cepea, os movimentos refletem ajustes pontuais no mercado agrícola, com variações moderadas entre as principais regiões produtoras do país.

Reportagem, Juline Pogorzeslki.