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Entre os estados, São Paulo concentra a maior fatia dos recursos neste decêndio, com aproximadamente R$ 788 milhões destinados aos seus municípios
Baixar áudioLer ao vivoLevantamento mostra que despesas financeiras consomem até 80,5% do orçamento nessas regiões, onde a renda média é menor
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira, dia 10, a primeira parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos SEIS VÍRGULA QUATRO BILHÕES DE REAIS. O valor representa um aumento de TREZE POR CENTO em relação ao mesmo período do ano passado, quando o repasse foi de cerca de CINCO VÍRGULA SEIS BILHÕES DE REAIS.
Entre os estados, São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio, com aproximadamente setecentos e oitenta e oito milhões de reais. Cidades como Americana, Botucatu e Carapicuíba estão entre as beneficiadas.
Já Roraima registra o menor montante, com quatro vírgula sete milhões de reais. No estado, os maiores repasses vão para municípios como Cantá, Alto Alegre e Caracaraí, com cerca de trezentos e oitenta e seis mil reais para cada um.
O resultado positivo interrompe uma sequência de quedas observadas anteriormente e traz expectativa de melhora nas receitas municipais. O especialista em orçamento público, Cesar Lima, aponta que o desempenho pode estar ligado à arrecadação federal, especialmente do Imposto de Renda, mas alerta para possíveis impactos de mudanças nas regras do tributo.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Nós temos um resultado bom, em relação ao ano passado, uma quebra daquela questão de decréscimos de valores. Vamos esperar que isso seja um bom resultado do Imposto de Renda e que o novo formato de isenção e as novas alíquotas aplicadas ao Imposto de Renda não impactem negativamente nos valores do FPM.”
LOC.: Apesar de o FPM ser destinado a todos os municípios, algumas cidades estão temporariamente impedidas de receber os recursos. Até o dia sete de abril, aparecem na lista Águia Branca, no Espírito Santo; Itaperuna, Nova Friburgo, Rio das Flores e Silva Jardim, no Rio de Janeiro; São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul; além de Brusque, Camboriú e Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina.
O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência prevista na Constituição e corresponde a vinte e dois vírgula cinco por cento da arrecadação da União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados. A divisão dos recursos considera o número de habitantes de cada cidade, com base em dados atualizados pelo IBGE.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O orçamento das famílias brasileiras sofre pressões diferentes conforme a localização geográfica. Levantamento da Serasa Experian revela que, em 2025, os consumidores da Região Norte comprometeram, em média, 80,5% da renda com despesas financeiras gerais — que incluem dívidas, contas básicas e outros gastos essenciais.
O Nordeste aparece logo em seguida, com 78% do orçamento comprometido, seguido pelo Centro-Oeste, com 74,7%. Já o Sudeste, com 72,7%, e o Sul, com 71,9%, apresentam os menores índices, indicando um fôlego financeiro relativamente maior para as famílias dessas localidades.
A diferença está diretamente relacionada ao nível de renda média regional. O Sudeste lidera com renda média de 4.448 reais, seguido pelo Sul, com 4.308 reais, e pelo Centro-Oeste, com 4.296 reais. Na sequência aparecem o Norte, com renda média de 3.018 reais, e o Nordeste, que registra o menor valor do país: 2.821 reais.
Na prática, isso significa que moradores de regiões com menor renda precisam destinar uma parcela maior do orçamento ao pagamento de despesas financeiras, o que reduz a margem disponível para consumo, poupança e gastos com imprevistos.
Em nota, a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, destaca o impacto dessa baixa folga financeira no cotidiano das famílias. Segundo ela, com tão pouca renda disponível após pagar despesas financeiras, cresce a dificuldade de absorver imprevistos, planejar compras maiores ou acessar crédito em condições mais favoráveis.
A análise da série histórica indica também que o comprometimento da renda das famílias brasileiras permanece elevado desde 2022. Enquanto isso, no mesmo intervalo, a renda média do consumidor cresceu em todas as regiões, mas de forma desigual.
Segundo o vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian, Eduardo Mônaco, o crescimento desigual da renda, aliado ao alto nível de comprometimento financeiro, evidencia desafios estruturais que ainda atingem parte significativa da população brasileira. Para ele, esse cenário exige modelos de crédito cada vez mais precisos e responsáveis, baseados em inteligência de dados, para apoiar decisões alinhadas à realidade financeira de cada região.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O debate no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não devem ocorrer em um momento de pressão eleitoral. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Ricardo Alban.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Alban afirma que a discussão é válida, mas deve ser conduzida com responsabilidade e baseada em estudos que avaliem os impactos na economia brasileira.
Ele destaca alguns resultados apresentados em estudos recentes da CNI sobre possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho. Segundo ele, caso a carga horária semanal seja reduzida de 44 para 40 horas, o Produto Interno Bruto, o PIB brasileiro pode registrar uma perda próxima de 77 bilhões de reais, sendo 25 bilhões relacionados diretamente ao setor industrial.
Além disso, levantamento da entidade aponta que a medida poderia provocar aumento médio de 6,2% nos preços de produtos e serviços ao consumidor.
Alban também chama atenção para possíveis impactos no mercado de trabalho. Segundo ele, pequenos e médios empresários poderiam enfrentar dificuldades para repor a redução das horas trabalhadas. Enquanto isso, grandes empresas, com maior capacidade de adaptação, tenderiam a atrair trabalhadores qualificados dessas empresas menores, que teriam menos alternativas para recompor seus quadros e poderiam enfrentar risco de fechamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última quarta-feira (8) que enviará ao Congresso Nacional, nos próximos dias, um projeto de lei com urgência constitucional sobre o fim da escala 6x1. Com isso, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm 45 dias cada para votar a matéria, sob risco de paralisação da pauta legislativa.
Ricardo Alban classificou a medida como um erro político e afirmou que a tramitação acelerada pode gerar efeitos negativos para o setor produtivo.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Os deputados estão prontos para votar a matéria que atualiza o limite de faturamento anual dos MEIs para até R$ 130 mil e permite a contratação de até dois funcionários.
A atualização da tabela do Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, atua para corrigir também as demais faixas de enquadramento do regime tributário. Segundo estimativas da instituição, a medida pode gerar 869 mil empregos, com a injeção de mais de 81 bilhões de reais na economia.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, destaca que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: A modificação dos limites de receita para o MEI foi apresentada e aprovada no Senado Federal em 2021. Há quase 5 anos indo e voltando de comissões na Câmara dos Deputados, a aceleração da tramitação representa uma chance de acabar com esse vai e vem.
De acordo com o deputado Thiago de Joaldo, do PP de Sergipe, a matéria está pronta para votação assim que desejar o presidente da casa, Hugo Motta.
TEC./SONORA: Thiago de Joaldo, deputado federal (PP-SE)
“O governo vai apresentar cálculo, vai apresentar conta, vai tentar diminuir o máximo que ele puder de algum tipo de impacto financeiro que possa trazer as receitas do governo, mas a gente precisa entender que do lado de lá não tem facilidade também, né? Quem está empreendendo todos os dias no país, onde a carga tributária só aumenta. Nós estamos chegando a quase 40% do PIB de tributo.”
LOC.: Em 2018, a receita máxima para microempreendedores individuais foi fixada no valor de 81 mil reais, com a possibilidade de contratação de apenas um empregado. Além de modificar esses pontos, os deputados analisam também a inclusão de um mecanismo de atualização anual da tabela no texto, a exemplo dos valores de procedimentos feitos por instituições privadas para o Sistema Único de Saúde, aprovado em 2024.
A deputada Any Ortiz, do Cidadania do Rio Grande do Sul, destaca que 25% dos empregos formais no país são gerados por empresas enquadradas no Simples Nacional, mas a defasagem dos limites leva ao estrangulamento e inviabilidade financeiros dessas companhias.
TEC./SONORA: Any Ortiz, deputada federal (Cidadania-RS)
“Com o impacto da inflação acumulada, da elevação dos preços dos insumos, dos produtos, não há como se manter no teto dessa tabela que está absolutamente desatualizada há quase 10 anos. E as empresas estão sufocadas. Muitas delas estão sendo empurradas para fora do Simples, não porque cresceram organicamente, mas sim porque estão sufocadas na tabela e elas não conseguem sobreviver com uma alta carga tributária que terão que pagar.”
LOC.: O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no país.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, sem vetos, a Lei 15.378/26, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. O texto, publicado no Diário Oficial da União da última terça-feira, tem o objetivo de regular os direitos e responsabilidades dos pacientes sob cuidados prestados por profissionais e/ou serviços de saúde de natureza pública ou privada, trazendo maior proteção aos cidadãos que buscam esses serviços.
O núcleo principal do estatuto é o capítulo que trata dos direitos dos pacientes. O texto assegura que todo atendimento seja realizado em local privado e com transparência absoluta. O cidadão deve ser informado sobre todos os riscos, benefícios e alternativas de tratamento, mantendo a autonomia para aceitar ou recusar procedimentos e pesquisas experimentais sem qualquer represália.
A legislação também garante a participação ativa do paciente em seu plano terapêutico e nas decisões sobre seus cuidados para casos de incapacidade. O paciente pode indicar um representante para decidir em seu nome e tem o direito de buscar uma segunda opinião médica em qualquer etapa do processo.
O acesso ao prontuário médico torna-se gratuito e sem exigência de justificativa, incluindo o direito a cópias e correções. Além disso, a confidencialidade dos dados de saúde é protegida por lei, permanecendo resguardada mesmo após a morte do indivíduo.
Em relação à segurança, o estatuto permite que o paciente questione a higienização de mãos e equipamentos, além de conferir a procedência e dosagem de medicamentos. O atendimento deve ser livre de discriminação, garantindo o uso do nome de preferência e o respeito a crenças religiosas e culturais.
O direito a acompanhante em consultas e internações é reafirmado, assim como a possibilidade de recusar a presença de estudantes ou visitantes durante os procedimentos. Por fim, o texto assegura cuidados para o alívio da dor e garante ao paciente o direito de escolher o local de sua morte.
Junto aos direitos, o estatuto também lista uma série de responsabilidades que os pacientes devem ter enquanto sob os cuidados dos profissionais de saúde. Além de compartilhar informações sobre doenças anteriores, internações e medicamentos dos quais faz uso e outras informações pertinentes com os profissionais de saúde, o paciente deverá seguir as orientações do profissional de saúde quanto às medicações prescritas, de modo a finalizar o tratamento na data determinada, cumprir as regras e os regulamentos dos serviços de saúde, respeitar os direitos dos outros pacientes e dos profissionais de saúde, entre outras.
Com informações da Agência Câmara e da Ascom da Presidência da República.
Reportagem, Henrique Fregonasse
LOC.: Uma iniciativa da saúde pública em Goiás está transformando o momento da alta hospitalar em uma experiência mais acolhedora e humana.
No Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta, o HDS, pacientes que estão deixando a unidade participam do projeto “Alta Humanizada”. A proposta é simples, mas cheia de significado: oferecer um café da manhã especial como forma de cuidado, escuta e despedida.
A ação é organizada pelo Serviço de Nutrição e busca reforçar que o atendimento ao paciente não termina com o fim do tratamento, mas se estende até o último instante dentro do hospital.
A paciente Terezinha Araújo dos Santos Costa, de 80 anos, viveu esse momento recentemente, depois de cinco meses internada para tratar uma infecção após uma cirurgia no fêmur. Para ela, o sentimento é de gratidão.
Segundo a supervisora de nutrição, Raquel Suelen Jeremias, ao valorizar essa transição, a iniciativa visa uma consolidação de práticas que fortalecem o vínculo com o paciente.
O hospital conta com uma unidade de cuidados prolongados e paliativos, com DEZ leitos individuais, destinada a pacientes que precisam de acompanhamento contínuo antes de voltar para casa.
A assistência envolve uma equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e outros especialistas, garantindo suporte clínico, emocional e social.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do boi gordo abre esta sexta-feira (10) em alta de 0,12%. A arroba é negociada a R$ 365,45, no estado de São Paulo.
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram valorização de 0,41%, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,32, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,33.
A carcaça suína especial também volta a apontar valorização de 0,32% no preço, sendo negociada a R$ 9,49 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O preço do suíno vivo registra desvalorização de 3,51% em Minas Gerais, de 2,40% no Paraná, de 1,68% no Rio Grande do Sul, de 0,35% em Santa Catarina e de 1,56% em São Paulo. As mercadorias variam entre R$ 5,69 e R$ 6,32.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (10) em baixa de 0,43%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.821,38 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve alta de 0,95% no preço, sendo comercializado a R$ 899,64.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve valorização de 0,33% e é cotada a R$ 104,16.
Em Santos (SP), a mercadoria teve desvalorização de 2,87%, sendo negociada a R$ 102,27 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,59, após desvalorização de 0,29%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.