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LOC.: Estados, Distrito Federal e municípios produtores receberam nesta semana mais de QUATROCENTOS E SETENTA E SETE MILHÕES DE REAIS em recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, conhecida como royalty da mineração.

Os valores foram arrecadados em maio e distribuídos pela Agência Nacional de Mineração, a ANM. Do total repassado, mais de NOVENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS ficaram com os estados e o Distrito Federal. Já os municípios receberam mais de TREZENTOS E OITENTA E UM MILHÕES DE REAIS.

Entre os estados, Minas Gerais lidera o ranking de repasses, com mais de QUARENTA E DOIS MILHÕES DE REAIS. Na sequência aparece o PARÁ, que recebeu mais de TRINTA E SETE MILHÕES DE REAIS.

De acordo com a ANM, o dinheiro não pode ser utilizado para quitar dívidas, exceto aquelas mantidas com a União ou órgãos federais. Também é proibido usar os valores para custear despesas permanentes com pessoal.

Uma exceção é a área da educação. Nesse caso, os recursos podem ser destinados ao pagamento de despesas educacionais, incluindo salários de professores da rede pública, principalmente na educação básica em tempo integral.

A norma também estabelece que, preferencialmente, pelo menos VINTE POR CENTO da arrecadação seja aplicada em ações de diversificação econômica, desenvolvimento sustentável da atividade mineral e pesquisas científicas e tecnológicas.

Além disso, estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar todos os anos como os recursos foram utilizados, conforme prevê a Lei de Acesso à Informação.

Para consultar os valores detalhados dos repasses, os dados estão disponíveis nos portais da Agência Nacional de Mineração e do Banco do Brasil.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O Senado aprovou na última terça-feira (16) um projeto de lei que proíbe o governo federal de bloquear gastos de 12 agências reguladoras responsáveis pela fiscalização de setores estratégicos da economia. A proposta busca preservar a autonomia desses órgãos e evitar que contingenciamentos orçamentários comprometam o desempenho de suas funções. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

No rol de despesas livres de contingenciamento da Lei de Responsabilidade Fiscal estão agências reguladoras federais de energia elétrica, petróleo, vigilância sanitária, telecomunicações, águas, transportes terrestres e aquaviários, aviação civil, cinema, mineração, saúde suplementar e proteção de dados.

O relator do projeto, senador Marcos Rogério, do PL de Rondônia, argumentou que, enquanto o Poder Executivo puder limitar a execução orçamentária desses órgãos para cumprir metas fiscais, a autonomia das agências reguladoras ficará comprometida.

Em 29 de maio de 2026, o governo federal publicou o Decreto 12.990, que elevou o bloqueio orçamentário para cerca de 23 bilhões e 700 milhões de reais — um acréscimo de 22 bilhões em relação à contenção anterior.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, Guilherme Theo Sampaio, afirmou que os bloqueios recorrentes desde 2021 têm dificultado a recomposição dos quadros de pessoal, reduzido investimentos em inovação tecnológica e prejudicado as atividades de fiscalização.

A diretora-presidente interina da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Oliveira Rêgo, afirmou que a autarquia enfrenta o cenário orçamentário mais crítico de sua história. Segundo ela, os 44 milhões de reais bloqueados comprometem cerca de 40% das atividades de monitoramento de barragens e podem levar à interrupção, a partir de setembro, da Rede Hidrometeorológica Nacional, composta por mais de 4 mil e 500 estações espalhadas pelo país.

O senador Marcos também alertou para os efeitos dos cortes sobre a fiscalização de serviços públicos e atividades econômicas. Segundo ele, nos últimos dez anos o orçamento das agências reguladoras caiu 25%, enquanto o quadro de servidores foi reduzido em 13%. 

Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Sophia Stein.

LOC.: Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, aponta que a Política Nacional de Pisos Mínimos do Frete elevou em 16,4%, em média, os custos do frete rodoviário no país em comparação com o cenário de livre negociação. O impacto varia conforme o porte da empresa, a região e o setor produtivo.

Ainda segundo a sondagem, oito em cada dez empresas avaliam que as regras de cálculo adotadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, estão parcial ou totalmente desalinhadas da realidade operacional do transporte rodoviário de cargas. 

A analista de Infraestrutura da CNI, Paula Bogossian, ressalta que é difícil contemplar as particularidades dos diferentes setores em uma metodologia única para definição do piso mínimo.

TEC./SONORA: Paula Bogossian, analista de Infraestrutura da CNI

“A CNI tem participado ativamente das audiências organizadas pela ANTT justamente para levar as contribuições do setor produtivo a fim de aprimorar a política. Ainda assim, grande parte das contribuições encaminhadas não foram incorporadas.”


LOC.: Além dos efeitos associados à política de pisos mínimos, os empresários demonstram preocupação com as consequências da Medida Provisória 1.343 de 2026. A norma amplia os mecanismos de fiscalização do piso mínimo, cria novas obrigações regulatórias e endurece as penalidades em caso de descumprimento das regras. 

Para Paula Bogossian, os resultados da pesquisa mostram que tanto a política de pisos mínimos quanto a nova medida provisória trazem desafios reais para os custos e para a competitividade da indústria.

Ela destaca que 86% das empresas que utilizam o transporte rodoviário para escoar a produção contratam serviços de frete, seja de forma exclusiva ou combinada com frota própria. 

TEC./SONORA: Paula Bogossian, analista de Infraestrutura da CNI

“Isso mostra que a MP 1.343 afeta não só as empresas que estão submetidas hoje à política de pisos mínimos, mas também todo um conjunto de embarcadores industriais que contratam o frete de forma geral.”


LOC.: A especialista acrescenta que a medida provisória representa um endurecimento inadequado da política de pisos mínimos ao reforçar um modelo de tabelamento que, na avaliação da entidade, já produz efeitos negativos sobre a competitividade da economia brasileira. 

Desde 2018, o frete mínimo obrigatório é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, proposta pela CNI. A ação questiona a constitucionalidade da lei que instituiu a política de pisos mínimos do frete, e também pede a suspensão da nova MP.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O calendário cultural do Brasil reserva para o mês de junho uma das maiores manifestações populares do mundo: as festas juninas. Para revelar as histórias reais por trás dessa grande celebração, que atrai multidões, o Ministério do Turismo estreia hoje a série especial de rádio: Destino: Festas Juninas!

Nós vamos viajar por cinco dos principais destinos juninos do Nordeste: Caruaru e Petrolina, em Pernambuco; Mossoró, no Rio Grande do Norte; Maracanaú, no Ceará; e a nossa primeira parada: Campina Grande, na Paraíba. Juntos, essas cinco cidades devem receber mais de 12 milhões de visitantes neste mês de junho que vão incrementar R$ 2,4 bilhões na economia brasileira, gerando renda e muitos empregos.

O primeiro episódio aborda como as festas juninas são verdadeiras guardiãs das tradições. Há mais de quatro décadas, Campina Grande, no interior da Paraíba, transforma o mês de junho em uma vitrine de tradição, cultura e turismo. "O Maior São João do Mundo" atrai turistas nacionais e internacionais. E é no coração dessa festa que acontece um dos momentos mais emocionantes da programação: o tradicional Casamento Coletivo, sob a Pirâmide do Parque do Povo.

Neste ano, noventa e seis casais disseram "sim" nessa cerimônia que já é marca registrada do evento, reunindo milhares de familiares e turistas. Entre os apaixonados estavam Adriana e Reginaldo.

Para a Adriana, a escolha do altar não poderia ter sido outra. O Parque do Povo tinha tudo a ver com a história do casal.

TEC./SONORA: ADRIANA (Noiva)

“Tinha como a gente fazer o casamento fora daqui... [...] ...eu amo aqui o Parque do Povo.”
 


LOC.: Presente há mais de 30 anos no São João de Campina Grande, o comerciante Gilvan Rodrigues, que vende coquetéis de frutas durante os dias de festa e que está passando o negócio da família para o filho, fala da importância que o São João tem para a vida dele.

TEC./SONORA: GILVAN RODRIGUES 

“O SÃO JOÃO SIGNIFICA PARA MIM... PEÇO QUE ELES CONTINUEM O CAMINHO”
 


LOC.: A expectativa de Campina Grande para a edição deste ano é receber cerca de três milhões e meio de visitantes e movimentar mais de oitocentos milhões de reais no comércio e nos serviços locais.

Para fortalecer a infraestrutura turística e garantir o sucesso desse evento gigantesco, o Ministério do Turismo destinou dois milhões de reais para os festejos da cidade.

No próximo episódio da nossa série especial, a viagem segue para Caruaru, em Pernambuco para mostrar, "O Melhor e Maior São João do Mundo". 

LOC.: Startups brasileiras aproveitaram o Web Summit Rio 2026 para apresentar soluções, buscar investidores e ampliar oportunidades de negócios no exterior. O evento foi realizado entre os dias 8 e 11 de junho, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, cerca de CEM empresas participaram da programação, representando todas as regiões do país. As startups atuam em áreas como inteligência artificial, bioeconomia, sustentabilidade e transformação digital.

Além dos espaços de exposição, os empreendedores tiveram acesso a treinamentos, mentorias, apresentações para investidores e rodadas de negócios. A iniciativa buscou preparar as empresas para atuar em mercados internacionais e ampliar sua rede de contatos.

Outro destaque foi a participação feminina. Mais de QUARENTA POR CENTO das startups da delegação eram lideradas por mulheres ou possuíam controle societário feminino.

A programação também aproximou investidores estrangeiros do ecossistema brasileiro de inovação. Representantes dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha e Israel participaram de encontros de negócios para conhecer startups brasileiras e avaliar oportunidades de investimento.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a preparação das empresas e a capacidade de demonstrar valor ao mercado são fatores importantes para atrair investidores e parceiros internacionais.
 

TEC./SONORA: Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

"Você sabe o que todo investidor procura, quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem."
 


LOC.: O encontro reforçou o interesse internacional por empresas brasileiras de tecnologia e abriu espaço para novas parcerias, investimentos e projetos de expansão em mercados estrangeiros. 

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O PROJETO QUE REFORMULA A POLÍTICA AGRÍCOLA E O PROGRAMA DE SUBVENÇÃO AO PRÊMIO DO SEGURO RURAL, O PSR, AGUARDA VOTAÇÃO NO SENADO FEDERAL.

A EXPECTATIVA DE PARLAMENTARES DA FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA NO CONGRESSO NACIONAL E DE REPRESENTANTES DO SETOR PRODUTIVO É QUE A PROPOSTA SEJA APROVADA ANTES DO LANÇAMENTO DO PLANO SAFRA 2026/2027.

O TEXTO PREVÊ MUDANÇAS COMO A REDUÇÃO DAS TAXAS DE JUROS PARA OPERAÇÕES DE CRÉDITO RURAL COBERTAS POR SEGURO E A UTILIZAÇÃO DO FUNDO CATÁSTROFE PARA FINANCIAR O PRÊMIO DAS APÓLICES.

PARA O DEPUTADO FEDERAL PEDRO WESTPHALEN, DO PROGRESSISTAS DO RIO GRANDE DO SUL, A MEDIDA PODE AMPLIAR A SEGURANÇA DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA.

TEC./SONORA: PEDRO WESTPHALEN, DEPUTADO FEDERAL (PP-RS)
“TODO ANO, ESTADOS QUE SÃO ATINGIDOS POR INTEMPÉRIES, OU DE SECAS OU DE ENCHENTES, TÊM QUE VIR A BRASÍLIA PEDIR, DE CHAPÉU NA MÃO, SOLUÇÕES PARA OS SEUS PROBLEMAS. O RIO GRANDE DO SUL E O PAÍS HOJE SÃO FUNDAMENTALMENTE AGRÍCOLAS. É O CELEIRO DO MUNDO. E NÃO TEM TIDO, ESSE PRODUTOR RURAL, A ATENÇÃO DEVIDA DO GOVERNO.”


LOC.: A ORIGEM DOS RECURSOS FOI UM DOS PRINCIPAIS PONTOS DE DIVERGÊNCIA DURANTE A TRAMITAÇÃO DA PROPOSTA.

O DEPUTADO VALDIR COBALCHINI, DO MDB DE SANTA CATARINA, DEFENDE A BUSCA DE ALTERNATIVAS PARA GARANTIR A APROVAÇÃO DA MATÉRIA.

TEC.SONORA: VALDIR COBALCHINI, DEPUTADO FEDERAL (MDB-SC)
“EU ACHO QUE É UMA MATÉRIA EXTREMAMENTE IMPORTANTE QUE É PRECISO ENCONTRAR ESPAÇO NO ORÇAMENTO DA UNIÃO PARA ATENDER.”


LOC.: O DEPUTADO FEDERAL DILCEU SPERAFICO, DO PROGRESSISTAS DO PARANÁ, AFIRMA QUE O FORTALECIMENTO DA SUBVENÇÃO AO SEGURO RURAL PODE ESTIMULAR A CONTRATAÇÃO DE APÓLICES E DAR MAIS SEGURANÇA AO PRODUTOR.
 

TEC.SONORA: DILCEU SPERAFICO, DEPUTADO FEDERAL (PP-PR)
“HOJE O AGRICULTOR BRASILEIRO NÃO TEM SEGURANÇA NENHUMA QUANTO A SUA ESTABILIDADE DENTRO DO AGRONEGÓCIO. O SEGURO RURAL VAI DAR UMA MÍNIMA CONDIÇÃO DE GARANTIA DELE PERMANECER NA PROPRIEDADE.”


LOC.: DADOS DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA MOSTRAM QUE OS RECURSOS EXECUTADOS PELO PROGRAMA DE SUBVENÇÃO AO PRÊMIO DO SEGURO RURAL CAÍRAM DE UM POUCO MAIS DE UM BILHÃO DE REAIS, EM 2021, PARA QUINHENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS EM 2025.

NO MESMO PERÍODO, A ÁREA SEGURADA RECUOU E REGISTROU O MENOR NÍVEL DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS.

PARA O PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO BRASIL, ALFREDO COTAIT NETO, A REDUÇÃO DOS RECURSOS IMPACTA TODA A ECONOMIA.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Quando a safra quebra, os impactos chegam ao comércio e ao bolso das famílias. Por isso, reduzir recursos para o seguro rural é um erro. Sem a proteção, o crédito fica mais caro, o risco aumenta e toda a economia sente os efeitos. Defender o seguro rural é defender estabilidade, previsibilidade e alimentos a preços mais acessíveis para os brasileiros.”


LOC.: COMO O TEXTO FOI ALTERADO PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS, A PROPOSTA RETORNA AO SENADO FEDERAL, QUE DEVERÁ ANALISAR AS MUDANÇAS ANTES DA VOTAÇÃO FINAL.

REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO

LOC.: O preço do boi gordo registra recuo nesta quarta-feira (17). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,45, após queda de 0,99%.

No mercado de frango, os valores também apresentam redução na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 7,31.

Já a carcaça suína especial teve desvalorização de 0,12% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo passou a custar R$ 8,46.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra avanço em algumas praças. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 4,93.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica inicia esta quarta-feira (17) com avanço de 3,26%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.474,18 na capital paulista.

Já o café robusta registra valorização de 1,48%, com a saca cotada a R$ 988,50.

O açúcar cristal apresenta recuo no mercado de São Paulo. A saca de 50 quilos está cotada a R$ 92,10, após queda de 1,63%.

Em Santos (SP), houve alta de 1,12%, com a mercadoria negociada a R$ 101,20, considerando a média de preços sem impostos.

O milho também registra leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 63,05, após avanço de 0,13%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo