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Em discussão está a constitucionalidade da lei de 2012, que aumentou a divisão desses recursos entre estados e municípios.
Baixar áudioLer ao vivoConfederação Nacional da Indústria (CNI) aponta espaço para cortes maiores na taxa básica de juros sem risco à meta de inflação
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Supremo Tribunal Federal volta a analisar nesta quarta-feira, dia 6, um processo que pode alterar a forma como o Brasil divide os royalties do petróleo. Em discussão está a lei de 2012, que mudou as regras de distribuição e ampliou a participação de estados e municípios não produtores, reduzindo a concentração nos chamados estados produtores.
O caso está parado há mais de uma década, desde 2013, por decisão liminar da ministra Cármen Lúcia. Com a retomada do julgamento, a disputa entre governos estaduais volta a ganhar força, já que envolve uma das maiores fontes de arrecadação do país.
No Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa aprovou um manifesto em defesa do modelo atual, alertando para o impacto fiscal de uma eventual mudança. Segundo o texto, o estado deixou de arrecadar cerca de VINTE E CINCO BILHÕES DE REAIS apenas em 2025, mesmo com compensações que chegaram a ONZE BILHÕESBILHÕES.
Enquanto o processo avança, o STF tenta uma saída negociada. Foi aberta uma audiência de conciliação com representantes de estados produtores e não produtores, em busca de um possível acordo antes da decisão final. Entre as propostas em debate, está uma transição gradual de sete anos caso o modelo de distribuição seja alterado.
Do outro lado, a Confederação Nacional dos Municípios, a CNM, defende uma divisão mais ampla dos recursos. Para o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, esse cenário é apontado como uma das maiores distorções do federalismo fiscal brasileiro.
TEC./SONORA: Paulo Ziulkoski, presidente da CNM
“É bom lembrar que, constitucionalmente, os recursos naturais da plataforma continental, como o petróleo, pertencem à União, não havendo qualquer razão para que se indenizem os municípios ditos produtores, muito menos com base em um critério de confrontação geográfica desses municípios com campos de petróleo localizados em alto-mar.”
LOC.: Atualmente, o Rio de Janeiro concentra cerca de SETENTA E CINCO POR CENTO de toda a arrecadação de royalties do país, o que representa aproximadamente QUARENTA E QUATRO BILHÕES DE REAIS distribuídos no total do setor, sendo mais de DEZOITO BILHÕES apenas para municípios fluminenses.
Em alguns casos, cidades como Maricá, Macaé e Niterói recebem sozinhas valores na casa dos bilhões por ano, o que evidencia o peso econômico e político da decisão que o Supremo terá de tomar.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, chegando a 14,5% ao ano.
Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a discreta diminuição é insuficiente para reverter a desaceleração da atividade econômica, podendo inclusive desestimular a retomada. Para a entidade, nem mesmo a volatilidade dos preços do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio, poderia justificar uma postura tão cautelosa por parte do Bacen.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o atual cenário inflacionário já abriria espaço para uma redução mais significativa dos juros. Segundo ele, a inflação está em desaceleração e as expectativas de mercado permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Se nós estivéssemos trabalhando hoje, como eu entendo que deveria ser, [com uma taxa de juros] a níveis de 9% e 10%, seriam juros razoáveis para a realidade da condição da inflação do Brasil. Nós poderíamos até entender que não houvesse nenhuma redução da taxa de juros. Mas nós estamos em 15%.”
LOC.: A CNI também destaca que a manutenção da Selic elevada tem contribuído para o aumento do endividamento das empresas, especialmente entre micro e pequenos negócios.
O gerente de Política Econômica da CNI, Kleber Castro, explica que, por ser a principal referência do mercado de crédito, a Selic influencia diretamente tanto a contratação quanto o pagamento de dívidas.
TEC./SONORA: Kleber Castro, gerente de Política Econômica da CNI
“A Selic veio em um movimento crescente já há algum tempo, então, as taxas de juros das operações de crédito cresceram juntos, forçando as empresas e as famílias a dedicar uma parcela maior do seu orçamento e do seu caixa para poder cumprir esse serviço da dívida. E isso levou ao cenário de inadimplência recorde.”
LOC.: Segundo estimativa da CNI, a Selic deveria estar em 11,1% ao ano, ou seja, 3,4 p.p. abaixo do nível atual. Para a entidade, isso indica que há margem para cortes mais expressivos sem comprometer a convergência da inflação à meta.
A projeção da entidade é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — o índice oficial de inflação no Brasil — encerre 2026 em 4,4%, abaixo do teto de tolerância da meta.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O estado de São Paulo registrou, no começo de 2026, uma queda nos índices de criminalidade. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram pouco mais de VINTE E SEIS MIL roubos — o menor número desde o início da série histórica, em 2001. A redução foi de VINTE E QUATRO POR CENTO em comparação com o mesmo período do ano passado.
A queda atingiu diferentes tipos de crime. Os roubos de veículos recuaram quase QUARENTA POR CENTO. Já os roubos de carga caíram mais de TRINTA POR CENTO. No caso de roubos a bancos, não houve nenhum registro.
Outros indicadores também apresentaram melhora. Os homicídios dolosos diminuíram mais de ONZE POR CENTO. Já os latrocínios, que são roubos seguidos de morte, tiveram queda de CINQUENTA E SETE POR CENTO, atingindo o menor nível já registrado para o período.
Segundo o especialista em segurança pública, Antônio Flávio Testa, os dados indicam uma redução consistente da criminalidade, sem sinais de migração entre diferentes tipos de crime. ABRE ASPAS: “Tecnologia e a inteligência policial atuando em conjunto, com treinamento; e a prontidão para antecipar e atender demandas da população, são realmente capazes de produzir resultados concretos.” FECHA ASPAS.
Na capital paulista, por exemplo, os roubos de celulares caíram VINTE POR CENTO, com mais de DUAS MIL vítimas a menos em relação ao ano anterior. Na região metropolitana, os roubos atingiram o menor patamar em mais de duas décadas.
Já no interior do estado, os roubos de carga recuaram QUARENTA E QUATRO POR CENTO, também no menor nível da série histórica. Os furtos acompanharam a tendência de queda, embora em ritmo menor.
No geral, houve redução de quase SETE POR CENTO, enquanto o furto de veículos caiu mais de TREZE POR CENTO.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Mesmo com as novas regras de isenção, a tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada e as faixas e alíquotas de 2025 continuam valendo. A mudança, em vigor desde janeiro de 2026, é o Imposto de Renda Zero para quem ganha até CINCO MIL REAIS por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA REAIS.
Dessa forma, foram criadas deduções adicionais, aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional, para garantir o desconto progressivo do imposto para quem ganha até SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA REAIS.
Na prática, quanto mais próxima a renda estiver de CINCO MIL, maior o abatimento. À medida que o salário se aproxima de SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA REAIS, o benefício diminui, até ser zerado. Acima desse valor, não há redução do imposto. A regra também vale para o DÉCIMO TERCEIRO salário.
O analista de marketing Douglas Pedroso, de 32 anos, morador do bairro Cambuci, na capital paulista, está entre os contribuintes beneficiados pela redução nos descontos do Imposto de Renda. Segundo ele, antes da mudança, o IR consumia MAIS DE QUATROCENTOS REAIS do orçamento mensal.
Com as novas regras, o valor caiu para SETENTA. Para ele, a diferença representa um alívio importante e deve ampliar o poder de compra.
TEC./SONORA: Douglas Pedroso, analista de marketing, São Paulo (SP)
“É um dinheiro bem significativo que vai entrar na minha renda. Eu sempre tive o costume de guardar dinheiro. Então, vai ser um dinheiro extra para poder comprar coisas que a gente acabava adiando.”
LOC.: Para trabalhadores com Imposto de Renda Retido na Fonte, as mudanças valem desde janeiro de 2026, com impacto percebido no contracheque de fevereiro. Já na Declaração Anual do Imposto de Renda Pessoa Física, os efeitos só aparecerão em 2027, quando serão informados os rendimentos recebidos ao longo deste ano.
Por isso, além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará a redução gradual do imposto para rendas anuais acima de SESSENTA MIL REAIS e de até OITENTA E OITO MIL E DUZENTOS REAIS. No saldo anual, o redutor fica limitado ao imposto apurado – ou seja, pode zerar o valor devido, mas não gera restituição extra.
Saiba mais em gov.br.
LOC.: A CAIXA paga, nesta segunda-feira, 4 de maio, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de novembro e dezembro.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos da rede pública.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br.
LOC.: A proposta que acaba com a jornada de trabalho seis por um avançou na Câmara dos Deputados com a criação de uma comissão especial para analisar o mérito das propostas de emenda à Constituição (PECs) número 221 de 2019 e número 8 de 2025.
O avanço tem provocado debate sobre os impactos na economia, principalmente para os pequenos negócios, e movimenta o setor produtivo, por meio da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Na avaliação de representantes das empresas de Minas Gerais, as medidas estão sendo analisadas em um contexto político-eleitoral que pode prejudicar a aprovação sem a devida atenção que o tema exige.
Para o vice-presidente da CACB e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Valmir Rodrigues da Silva, o debate sobre a redução da escala de trabalho deve ser feito com mais profundidade e critérios técnicos.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues da Silva, vice-presidente da CACB
“A jornada reduzida vai gerar mais custo, principalmente para as micro e pequenas empresas, que terão que repassar esse custo aos seus produtos e serviços. Se fosse dialogado com mais profundidade, encontraríamos o melhor caminho, dando sempre a melhor condição para que as pessoas possam ter vida próspera. E infelizmente, com um projeto com cunho de populismo e eleitoral, nós não vamos realmente avançar com qualidade sobre o tema.”
LOC.: Tenente Melo, do Republicanos mineiro, ex-subsecretário de liberdade econômica e empreendedorismo de Minas Gerais, alerta que sem o debate adequado a medida pode aumentar custos, com repasse ao consumidor, gerar desemprego e causar riscos econômicos.
TEC./SONORA: Tenente Melo (Republicanos/MG), ex-subsecretário de liberdade econômica e empreendedorismo de Minas Gerais
“O impacto é direto e muito arriscado. Uma decisão desse tipo, tomada de maneira tão radical, tão brusca, sem o devido estudo, vai comprometer. O primeiro impacto é o aumento de preços. Segundo, quebra de negócios, vão fechar muitos negócios. Se eu não tiver mercado para garantir esse preço aumentado, vou acabar fechando o meu negócio e gerando desemprego. Esse é o resultado em qualquer lugar do mundo, que uma decisão econômica desse porte foi tomada sem o devido cuidado, devido estudo, o impacto é sempre esse.”
LOC.: A comissão especial foi formalizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após a admissibilidade das propostas ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado será composto por 38 membros titulares e 38 suplentes.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O preço do boi gordo nesta quinta-feira (30) apresenta queda de 0,88%; a arroba está sendo negociada a R$ 355,25, no estado de São Paulo.
Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam estabilidade. O frango congelado segue negociado a R$ 7,16, e o frango resfriado a R$ 7,17.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade, sendo negociada a R$ 8,42, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O suíno vivo também registra baixa em todos os estados analisados, com é o caso do Rio Grande do Sul, onde o produto é comercializado a R$ 4,80.
Os dados são do Cepea.
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quinta-feira (30) em alta no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão registra valorização de 0,62% e é negociado a R$ 122,58; na segunda, a mercadoria tem alta de 0,49% e é cotada a R$ 129,10.
O preço do trigo, por sua vez, registra valorização de 0,24% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.343,57, enquanto no segundo permanece comercializada a R$ 1.275,64.
Os valores são do Cepea.