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Entre 2016 e 2025, a participação das emendas no orçamento do Ministério da Saúde subiu de 5% para 17%, chegando ao patamar de R$ 21,5 bilhões no último ano
Baixar áudioLer ao vivoFluxo comercial entre Brasil e Itália alcançou US$ 12,4 bilhões em 2025 e tende a crescer com novo acordo
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LOC.: O crescimento das emendas parlamentares no financiamento da saúde pública brasileira acende um sinal de alerta. Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios mostra que a Lei Orçamentária Anual de 2026 reserva um volume significativo de recursos cuja destinação depende diretamente de decisões políticas.
Ao todo, estão previstos SESSENTA E UM VÍRGULA OITO BILHÕES DE REAIS em transferências discricionárias. Desse montante, QUARENTA E NOVE VÍRGULA NOVE BILHÕES vêm de emendas parlamentares — sejam elas individuais, de bancada ou de comissão — enquanto ONZE VÍRGULA NOVE BILHÕES correspondem a despesas de caráter mais amplo.
Segundo o estudo, a presença dessas emendas no orçamento da saúde cresceu de forma contínua nos últimos anos. Entre 2016 e 2025, a participação saltou de CINCO POR CENTO para DEZESSETE POR CENTO, chegando a VINTE E UM VÍRGULA CINCO BILHÕES DE REAIS no ano passado.
O problema, de acordo com a entidade, é que os parlamentares definem para onde vai esse dinheiro, o que pode gerar distorções e priorizar critérios políticos e não necessidades técnicas.
Diante desse cenário, a confederação propõe a criação de um fundo de equalização. A ideia é separar três por cento dessas transferências, incluindo as emendas, para redistribuir entre municípios que receberam pouco ou nenhum recurso, com base em indicadores como renda por habitante e índice de desenvolvimento humano.
Em meio a esse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu a abertura de auditoria para analisar como esses recursos vêm sendo distribuídos nos últimos três anos. A solicitação inclui a verificação de possíveis irregularidades e até questionamentos sobre a legalidade do uso dessas emendas para cumprir o mínimo constitucional de investimentos em saúde.
No ano passado, a União aplicou DUZENTOS E TRINTA E QUATRO VÍRGULA CINCO BILHÕES DE REAIS na área para atingir o piso exigido. Desse total, ONZE POR CENTO — o equivalente a VINTE E CINCO VÍRGULA SEIS BILHÕES — tiveram origem em emendas parlamentares.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Na última quinta-feira (23), a Confederação Geral da Indústria Italiana sediou, em Roma, o 1º Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália–Mercosul. O evento reuniu lideranças industriais da Itália e dos países do Mercosul, incluindo a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a poucos dias da aplicação provisória do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia.
Presente no encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que o diálogo entre lideranças industriais é essencial para transformar o acordo comercial em resultados concretos.
Segundo ele, a entrada em vigor do acordo Mercosul e União Europeia abre uma janela histórica de oportunidades. Alban avalia que o diálogo direto entre as indústrias é fundamental para identificar prioridades, superar desafios e garantir que os benefícios previstos no tratado se traduzam em mais investimentos, comércio e competitividade para as economias de ambos os blocos.
Além de fortalecer o diálogo estratégico entre o Mercosul e a Itália, o encontro também ampliou a cooperação institucional entre entidades industriais. Entre as iniciativas discutidas está a parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI, voltada à qualificação profissional em setores como têxtil, moda e couro.
Os participantes também debateram oportunidades de integração produtiva, avanços na transição verde e na transformação digital, além da criação de mecanismos de cooperação entre empresas.
O encontro evidenciou ainda a relevância da relação bilateral entre Brasil e Itália. Segundo levantamento da CNI com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2025, o fluxo comercial entre os dois países somou 12 bilhões e 400 milhões de dólares, um aumento de 14,4% em relação a 2024.
A indústria de transformação desempenha papel central nessa parceria, respondendo por quase metade das exportações brasileiras e pela maior parte das importações provenientes da Itália.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um novo marco legal para o mercado de ouro no Brasil. O projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, cria normas para a comercialização do metal precioso e institui um sistema nacional de rastreabilidade, com marcação física obrigatória do metal e registro digital de todas as operações, sob responsabilidade da Casa da Moeda do Brasil.
Com as novas regras, o ouro extraído em garimpos só poderá ser vendido a instituições autorizadas pelo Banco Central. Até a primeira venda, o ouro será considerado ativo financeiro ou instrumento cambial.
A transação deverá ser feita exclusivamente pelo titular da lavra ou por mandatário legalmente constituído, sem possibilidade de subdelegação. O pagamento será obrigatório em reais, por meio de crédito em conta de depósito ou de pagamento. Também fica vedada a possibilidade de cooperativas ou pessoas físicas realizarem a primeira aquisição do ouro garimpado.
O texto cria um sistema obrigatório de rastreamento que abrange toda a cadeia produtiva, da extração à comercialização, incluindo transporte, custódia, beneficiamento e exportação. Todos os envolvidos nessas etapas deverão utilizar o sistema.
Além disso, a marcação física do ouro será considerada requisito essencial para comprovar a regularidade da mercadoria. Em caso de ausência do registro, o metal pode ser apreendido pela Receita Federal, bem como aberto processos administrativos e penais.
Para custear o sistema, o projeto criou a Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro, com valor de 2 reais por guia de transporte e de 5 reais por grama de ouro marcada.
A proposta foi enviada pelo Executivo após decisão do Supremo Tribunal Federal em 2023 que derrubou regra de “boa-fé” na compra de ouro. O dispositivo agora revogado estava previsto em lei de 2013, que permitia a compra de ouro com base apenas na presunção de boa-fé do vendedor.
Para o Supremo, as transações de ouro com base apenas na declaração de origem incentivavam o garimpo ilegal. Dados da Polícia Federal indicam a instauração de 1.527 inquéritos entre 2021 e 2022 em áreas onde a atividade é proibida.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC: Produtores rurais, assentados, cooperativas agrícolas e organizações comunitárias participam, até este sábado, 25 de abril, da Feira Brasil na Mesa, promovida em comemoração aos 53 anos da Embrapa. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional está participando do evento, sediado em Planaltina, no Distrito Federal, apresentando o Microcrédito Produtivo Orientado e fortalecendo cooperativas associadas às Rotas de Integração Nacional. No estande do ministério, os visitantes podem encontrar colaboradores da Caixa Econômica Federal e da agência de microfinanças Cactvs para tirar dúvidas e dar início ao processo de contratação do Microcrédito. A linha de financiamento é destinada à agricultura familiar, e disponibiliza recursos para melhorias na estrutura da propriedade rural e no sistema produtivo. Durante visita à feira, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional substituto, Valder Ribeiro, destacou o papel das políticas públicas do MIDR na inclusão social e econômica de produtores rurais.
TEC./SONORA: VALDER RIBEIRO
"A diminuição das desigualdades regionais, que é a missão do Ministério da Integração. Então gerando renda, gerando emprego, mantendo o produtor rural na sua localidade. (1:32) Nós temos batido o recorde de crédito levado à população. Então, acho que a importância do Ministério da Integração se resume na eficiência dessa política pública que colabora com essa produção, com essa diversidade alimentar no Brasil."
LOC: Além do acesso ao crédito, o MIDR promove o fortalecimento das cadeias produtivas regionais por meio do Programa Rotas de Integração Nacional. São 14 rotas trabalhadas em 79 polos. Algumas das cooperativas associadas ao programa estão expondo seus produtos na Feira Brasil na Mesa. Uma delas é a Amazonbai, apoiada pela Rota do Açaí, que está vendendo açaí liofilizado, a versão em pó do fruto.
Para saber mais sobre as ações do governo federal em integração e desenvolvimento regional, acesse: mdr. gov .br
Reportagem, Giulia Luchetta
LOC.: A CAIXA inicia nesta sexta-feira (24), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de abril para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 6.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (24) em alta de 2,67%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.817,26 na cidade de São Paulo.
Já o café robusta teve salto de 0,91% no preço, sendo comercializado a R$ 941,63.
O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve recuo de 3,01% e é cotada a R$ 96,06.
Em Santos (SP), a mercadoria teve elevação de 0,12%, sendo negociada a R$ 100,21 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,36, após aumento de 0,03% no preço.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (24) em queda tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o valor do grão teve redução de 0,11% e é negociado a R$ 120,49; na segunda, a mercadoria recuou 0,42% e é cotada a R$ 126,90.
O preço do trigo, por sua vez, registra queda de 0,30% no Paraná; e valorização de 0,70% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.338,21, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.244,12.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo