O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já repassou, em 2025, R$ 14,6 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal por meio do Salário-Educação. O valor está disponível para apoiar ações da educação básica pública, como transporte, alimentação escolar, manutenção e infraestrutura. No mês de agosto, foram transferidos R$1,61 bilhão, creditados no último dia 20.
Para o ano de 2025, a previsão orçamentária total do Salário-Educação é 35,5 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério da Educação em fevereiro deste ano.
Essas transferências são resultados da contribuição social recolhida mensalmente das empresas vinculadas à Previdência Social, que correspondem a 2,5% da folha de pagamento dos seus empregados. Do montante arrecadado, 60% são destinados diretamente aos entes federados, enquanto os demais 40% permanecem com o FNDE, que os realocam em programas e ações educacionais.
Os valores foram calculados levando em conta dados do Censo Escolar de 2024. Os repasses são realizados em 12 parcelas mensais entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. As transferências ocorrem até o dia 20 de cada mês
Em missão empresarial, governo brasileiro e empresários buscam fortalecer relações bilaterais
Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) participaram esta semana, no México, de uma missão empresarial liderada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Na oportunidade, o governo brasileiro e cerca de 150 empresários discutiram a expansão das relações comerciais entre os países, que registraram um comércio bilateral de US$ 13,6 bilhões em 2024, com superávit brasileiro de aproximadamente US$ 2 bilhões.
CNI: Queda nas exportações pode gerar desemprego no setor industrial
Em meio a um cenário de incerteza internacional devido ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, avalia que a visita à capital mexicana encurtou o caminho na busca por diversificação de parceiros comerciais. Segundo ele, desde 2023, o México já anunciou aproximadamente US$ 7,9 bilhões (R$ 44 bilhões) em investimentos no Brasil, valor superior ao registrado em toda a década anterior (2012–2022).
“O Brasil se destaca por sua previsibilidade e estabilidade, atributos fundamentais para atrair investimentos sustentáveis”, ressalta.
Para a CNI, embora relevante, a parceria ainda está abaixo do seu potencial. A gerente de Promoção Comercial da entidade, Tatiana Farah, que participou do encontro, elenca como prioridade a negociação de um acordo mercatório mais abrangente, especialmente nos eixos de segurança alimentar, complexo de saúde, tecnologia e serviços, segurança, transição energética e indústria (autopeças, transporte, aeroespacial, máquinas e componentes).
“Nós estamos falando de dois países que juntos representam 55% da economia da região, 52% da população, 66% do comércio e 64% do investimento estrangeiro direto”, resume.
Outro item da pauta bilateral foi a expansão dos itens contemplados pelo Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53), que estabelece a eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 produtos, entre os quais frutas, legumes e minérios.
“A negociação de um novo marco comercial entre Brasil e México é uma demanda prioritária da indústria e ganha ainda mais relevância no contexto atual. Estimamos que um acordo mais amplo e inclusivo pode proporcionar um crescimento adicional de US$ 13,8 bilhões no PIB dos dois países”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Tatiana Farah acrescenta quais são os próximos passos a serem seguidos para que o pacto saia do papel. “Cumprir e ampliar o acordo de reconhecimento mútuo de operadores econômicos autorizados, eliminar barreiras do comércio bilateral — e aí nós temos alguns setores específicos para os quais a gente precisa trabalhar —, e iniciar as negociações de um acordo de livre comércio entre Brasil e México”.
Potencialmente, os setores aeroespacial, farmacêutico e agroexportador têm margem de expansão no âmbito bilateral, o que pode reduzir a forte dependência comercial dos dois países com Estados Unidos e China.
O dólar encerrou o último pregão em baixa de 0,19%, cotado a R$ 4,40. Segunda queda seguida frente ao real.
O desempenho da moeda norte-americana foi influenciado pela expectativa de que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, retome cortes na taxa de juros a partir de setembro.
O euro encerrou o dia com desempenho negativo, cotado a R$ 6,30.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
BRL | USD | CAD | EUR | JPY | GBP | CHF | AUD | |
---|---|---|---|---|---|---|---|---|
BRL | - | 0.1849 | 0.2541 | 0.1582 | 27.1847 | 0.1368 | 0.1481 | 0.2831 |
USD | 5.4040 | - | 1.3754 | 0.8561 | 146.987 | 0.7403 | 0.8017 | 1.5312 |
CAD | 3.9259 | 0.7270 | - | 0.6224 | 106.859 | 0.5382 | 0.5825 | 1.1132 |
EUR | 6.3052 | 1.1680 | 1.6061 | - | 171.676 | 0.8647 | 0.9364 | 1.7886 |
JPY | 0.0368 | 0.0068 | 0.0094 | 0.0058 | - | 0.0050 | 0.0544 | 0.0104 |
GBP | 7.2886 | 1.3507 | 1.8578 | 1.1564 | 198.532 | - | 1.0839 | 2.0684 |
CHF | 6.7319 | 1.2471 | 1.7152 | 1.0677 | 183.308 | 0.9232 | - | 1.9097 |
AUD | 3.5258 | 0.6529 | 0.8980 | 0.5590 | 95.9740 | 0.4834 | 0.5235 | - |
Os dados são da companhia Morningstar.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou a última sessão em alta de 1,32%, aos 141.049 pontos.
O índice registrou alta, mas o protagonismo ficou com as noticias do governo federal. O destaque negativo veio do Tesouro Nacional: o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 59,12 bilhões em julho, reforçando preocupações fiscais.
No entanto, o mercado recebeu sinais positivos do esforço do governo em buscar alternativas diante do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, cenário pressiona exportações brasileiras.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume financeiro total negociado na B3 nesta sessão foi de R$ 22,6 bilhões.
O Ibovespa é o principal termômetro do mercado acionário brasileiro calculado pela B3 com base em uma carteira teórica que reúne os papéis mais negociados da bolsa. Essa composição considera critérios de volume e liquidez, englobando aproximadamente 80% de todo o movimento financeiro diário negociado no mercado à vista.
A B3 – Brasil, Bolsa, Balcão é a principal bolsa de valores do Brasil, com sede em São Paulo. Ela atua como plataforma oficial para a negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio, entre outros ativos.
Como uma das maiores bolsas globais em termos de infraestrutura e valor de mercado, a B3 oferece serviços completos que vão desde a negociação até o pós-negociação, registro, custódia e infraestrutura tecnológica robusta.
Com informações da B3.
O euro encerrou a última sessão cotado a R$ 6,30
O dólar encerrou a última sessão em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,41.
Em relação ao cenário interno, a moeda do Brasil foi sustentada pelo bom humor na Bolsa nacional. Além disso, o dia foi favorável para as commodities, o que contribuiu para a entrada de fluxos de outros estrangeiros.
Em meio ao pregão, os investidores também ficaram atentos à divulgação dos dados do Caged, que apontaram uma desaceleração na criação de empregos no Brasil. Esse cenário trouxe mais confiança de que a inflação pode estar em trajetória descendente, o que favorece o real.
O euro encerrou a última sessão cotado a R$ 6,30.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
BRL | USD | CAD | EUR | JPY | GBP | CHF | AUD | |
---|---|---|---|---|---|---|---|---|
BRL | - | 0.1845 | 0.2540 | 0.1583 | 27.1920 | 0.1365 | 0.1478 | 0.2832 |
USD | 5.4167 | - | 1.3782 | 0.8588 | 147.367 | 0.7406 | 0.8018 | 1.5356 |
CAD | 3.9267 | 0.7255 | - | 0.6230 | 106.919 | 0.5373 | 0.5817 | 1.1140 |
EUR | 6.3012 | 1.1643 | 1.6047 | - | 171.591 | 0.8623 | 0.9335 | 1.7879 |
JPY | 0.0367 | 0.0068 | 0.0093 | 0.0058 | - | 0.0050 | 0.5440 | 0.0104 |
GBP | 7.3116 | 1.3502 | 1.8609 | 1.1595 | 198.980 | - | 1.0825 | 2.0732 |
CHF | 6.7493 | 1.2470 | 1.7188 | 1.0710 | 183.779 | 0.9235 | - | 1.9149 |
AUD | 3.5240 | 0.6512 | 0.8975 | 0.5592 | 95.9670 | 0.4823 | 0.5221 | - |
O volume de negócios registrado em R$ 11,72 bilhões contribuiu para a volatilidade da sessão
O Ibovespa fechou o último pregão em alta de 1,04%, cotado a 139.206 pontos.
O volume de negócios registrado em R$ 11,72 bilhões contribuiu para a volatilidade da sessão.
Além disso, o mercado voltou a atenção para a divulgação dos dados do Caged, que apontaram para uma desaceleração no mercado de trabalho no Brasil.
Entre as ações com maiores altas estiveram as da PDG Realty, com elevação de 11,11%. Já em meio as maiores baixas estiveram ações da Panatlântica.
O Ibovespa é o principal termômetro do mercado acionário brasileiro calculado pela B3 com base em uma carteira teórica que reúne os papéis mais negociados da bolsa. Essa composição considera critérios de volume e liquidez, englobando aproximadamente 80% de todo o movimento financeiro diário negociado no mercado à vista.
A B3 – Brasil, Bolsa, Balcão é a principal bolsa de valores do Brasil, com sede em São Paulo. Ela atua como plataforma oficial para a negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio, entre outros ativos.
Como uma das maiores bolsas globais em termos de infraestrutura e valor de mercado, a B3 oferece serviços completos que vão desde a negociação até o pós-negociação, registro, custódia e infraestrutura tecnológica robusta.
Sondagem da CNI mostra que empresários seguem preocupados com juros altos; confiança recua em agosto
O índice de intenção de investimento da indústria da construção recuou em agosto para 40 pontos, menor nível registrado desde abril de 2023, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O principal fator para a queda é o impacto das altas taxas de juros no setor, que encarecem o crédito e dificultam a abertura de novos empreendimentos, cenário que reforça a tendência de desaquecimento dos planos de expansão das empresas.
“Ainda não temos uma queda da taxa de juros e isso certamente diminui o apetite para alguns tipos de operações do mercado, além de ter uma crise econômica externa também”, afirma Renato Correia, presidente da CBIC, que projeta que o segmento retome o fluxo de lançamentos até o fim do ano. No segundo trimestre de 2025, aponta a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, foram comercializados 102.896 imóveis, movimentando cerca de R$ 68 bilhões — o que representa um comportamento de estabilidade em relação aos quatro trimestres anteriores, de acordo com dados da CBIC.
Ainda que julho tenha apresentado sinais pontuais de recuperação no desempenho da construção civil, incluindo o aumento da Utilização da Capacidade Operacional (UCO) e dos índices de evolução do nível de atividade e de número de empregados, a melhora operacional não se refletiu no humor dos empresários.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção caiu 1,3 ponto em agosto, ficando em 45,8 pontos. Valores abaixo de 50 demonstram pessimismo. A percepção negativa é explicada, em parte, pela piora da avaliação em relação à economia brasileira como um todo. O diagnóstico dos empresários é de que os custos de financiamento continuam altos e que a demanda pode perder força nos próximos meses.
Com isso, o índice de expectativa de nível de atividade caiu 1,7 ponto e fechou em 51,4 pontos, enquanto o de novos empreendimentos e serviços caiu 0,4 ponto, ficando em 50,1 pontos, muito próximo da linha que separa crescimento de retração. Mais preocupante foi a queda do índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas, que caiu 2,4 pontos e ficou em 49,8 pontos, abaixo do mínimo esperado.
“As expectativas negativas para a compra de insumos e matérias-primas, assim como as expectativas menos positivas para o nível de atividade, número de empregados e lançamento de novos empreendimentos e serviços na construção, são relacionadas às elevadas taxas de juros, que continuam, entre outras coisas, pressionando bastante o ambiente de crédito, que é tão fundamental para o setor”, ressalta a analista de Políticas e Indústria da CNI, Isabella Bianchi.
Segundo o economista-chefe do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, os números, na prática, demonstram que, diante da dificuldade de obter crédito em condições favoráveis, muitas construtoras podem optar por adiar projetos e reduzir a aquisição de materiais. Menciona também que o efeito cascata tende a atingir toda a cadeia produtiva, que inclui desde fornecedores de cimento e aço até empresas de serviços especializados, o que pode comprometer a manutenção de empregos.
Outra razão, na visão de Petrucci, que desestimula a ampliação de investimentos na indústria da construção civil é a recomposição pontual dos fundings (busca por capital para expandir ou viabilizar projetos) disponíveis, como a carteira do FGTS.
“A última vez que o Minha Casa Minha Vida sofreu uma adequação em termos de subsídios e adequação de limites foi em julho de 2023. Quanto mais tempo passa, o custo de construção vai subindo, os lançamentos vão se adequando a uma nova realidade do mercado e vai se perdendo o efeito de todas as coisas melhoradas no programa”, analisa.
O economista-chefe do Secovi-SP defende, sendo assim, que o Minha Casa Minha Vida precisa “passar por uma releitura dos seus limites, descontos e de tudo que ele oferece”.
A Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela CNI em parceria com a CBIC, foi realizada entre os dias 1º e 12 de agosto, ouviu 318 empresas do setor da construção em todo o país, sendo 122 de pequeno porte, 131 médias e 65 grandes.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou a última sessão em baixa de 0,18%, aos 137.771 pontos.
O Ibovespa teve sessão marcada pela baixa liquidez e perdeu fôlego nesta terça-feira (26). A divulgação do IPCA-15 de agosto trouxe alívio inicial, já que o índice registrou deflação pela primeira vez desde julho de 2023. A XP destacou que a inflação subjacente de serviços acelerou, indicando pressão nos preços mesmo diante da queda do índice.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume financeiro total negociado na B3 nesta sessão foi de R$ 19,9 bilhões.
Para mais informações, acesse o site oficial da B3.
O Ibovespa é o principal termômetro do mercado acionário brasileiro calculado pela B3 com base em uma carteira teórica que reúne os papéis mais negociados da bolsa. Essa composição considera critérios de volume e liquidez, englobando aproximadamente 80% de todo o movimento financeiro diário negociado no mercado à vista.
A B3 – Brasil, Bolsa, Balcão é a principal bolsa de valores do Brasil, com sede em São Paulo. Ela atua como plataforma oficial para a negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio, entre outros ativos.
Como uma das maiores bolsas globais em termos de infraestrutura e valor de mercado, a B3 oferece serviços completos que vão desde a negociação até o pós-negociação, registro, custódia e infraestrutura tecnológica robusta.
O dólar encerrou o último pregão em alta de 0,34%, cotado a R$ 4,43. Após duas quedas seguidas, a moeda volta a subir frente ao real.
O dólar registrou alta nesta terça-feira, em meio a um cenário de maior aversão ao risco global. A desvalorização das commodities pressionou moedas emergentes, como o real, enquanto a moeda norte-americana ganhou força diante da divulgação do IPCA-15 de agosto, que apresentou desaceleração menor que a esperada. O resultado reforçou a cautela dos investidores em relação ao ritmo de queda.
O euro encerrou o dia com desempenho positivo, cotado a R$ 6,31.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
BRL | USD | CAD | EUR | JPY | GBP | CHF | AUD | |
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BRL | — | 0.1841 | 0.2543 | 0.1580 | 27.1396 | 0.1364 | 0.1478 | 0.2833 |
USD | 5.4300 | — | 1.3834 | 0.8593 | 147.443 | 0.7421 | 0.8037 | 1.5400 |
CAD | 3.9219 | 0.7223 | — | 0.6209 | 106.586 | 0.5362 | 0.5814 | 1.1131 |
EUR | 6.3131 | 1.1637 | 1.6097 | — | 171.560 | 0.8635 | 0.9351 | 1.7920 |
JPY | 0.0368 | 0.0068 | 0.0094 | 0.0058 | — | 0.0050 | 0.5440 | 0.0104 |
GBP | 7.3166 | 1.3474 | 1.8639 | 1.1579 | 198.669 | — | 1.0828 | 2.0749 |
CHF | 6.7506 | 1.2444 | 1.7211 | 1.0680 | 183.450 | 0.9233 | — | 1.9159 |
AUD | 3.5233 | 0.6493 | 0.8928 | 0.5580 | 95.7410 | 0.4818 | 0.5218 | — |
Os dados são da companhia Morningstar.
O mercado financeiro voltou a reduzir as projeções para a inflação do próximo ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (25), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,95% para 4,86% em 2025. Apesar da queda, a taxa ainda supera o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
Essa é a 13ª semana consecutiva de revisão para baixo nas projeções, que também apontam recuo para os anos seguintes: 4,33% em 2026, 3,97% em 2027 e 3,8% em 2028.
Para o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, a trajetória de queda reflete uma correção das expectativas exageradas feitas no início do ano.
“Essa projeção de inflação menor por parte do mercado financeiro decorre justamente das projeções que o mercado fez no começo do ano. Nós tínhamos projeções de inflação muito mais altas, tínhamos instituição projetando que o IPCA encerraria o ano de 2025 acima de 7,1% e parte da explicação para essas projeções tão ruins no começo derivam de duas coisas: a primeira delas, o descontrole cambial visto em dezembro do ano passado; e a segunda, na crença de que as contas públicas sairiam de controle — nenhuma das coisas acabou se mostrando verdadeira.”
A queda recente dos preços dos alimentos e a estabilidade relativa do barril de petróleo ajudaram a aliviar as expectativas. Segundo Galhardo, isso abre a possibilidade de cortes no preço da gasolina até o fim do ano.
“De modo geral, além desse ajuste, o mercado tem projetado uma inflação mais baixa. Projetou muito alto lá no começo, mas também tem um comportamento relativamente benigno dos preços dos alimentos, relativamente benigno do barril do petróleo — o que inclusive pode abrir espaço para que a Petrobras corte o preço da gasolina nessa reta final de 2025.”
Em julho, o IPCA oficial medido pelo IBGE ficou em 0,26%, acumulando alta de 5,23% em 12 meses, ainda acima do teto da meta. O resultado foi pressionado pelo aumento na conta de energia e pela variação cambial, mas compensado pela queda nos alimentos.
A taxa Selic segue em 15% ao ano, após sete altas consecutivas interrompidas em julho pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado projeta manutenção do patamar até o fim de 2025, com recuos graduais nos anos seguintes.
Para Galhardo, embora a política monetária tenha influência na desaceleração da economia e na formação das expectativas, ela não é o único fator que explica a redução das projeções.
“Claro que tem o papel da taxa básica de juros, que já tem contribuído para desaceleração da atividade econômica, e isso também contribui para a ancoragem das expectativas, para a redução das projeções de inflação, sobretudo de curto e médio prazo. Agora, seria incorreto atribuir essa ancoragem das expectativas ao papel da política monetária. O que tem puxado a inflação para baixo nesse momento é, sobretudo, um arrefecimento dos preços dos alimentos e, em alguma medida, dos transportes também.”
Além da inflação, o Boletim Focus também revisou ligeiramente para baixo a projeção de crescimento do PIB deste ano, que passou de 2,21% para 2,18%. Para 2026, a expectativa é de expansão de 1,86%.