16 OUTUBRO 2026
Publicação da emenda
A publicação no Diário Oficial da União inicia a contagem dos prazos de transição.
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Baixar áudioSão João da Barra, no Rio de Janeiro, lidera o ranking de municípios brasileiros com as maiores perdas nas exportações para os Estados Unidos após o tarifaço norte-americano. A redução foi de US$ 590,6 milhões entre agosto de 2025 e julho de 2026, em comparação com os 12 meses anteriores. Os dados são de levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que aponta impactos da medida sobre as economias locais.
A confederação listou as 16 cidades com as maiores perdas nas exportações e os principais setores impactados nessas localidades. Em segundo lugar aparece a cidade do Rio de Janeiro, com retração de US$ 561,7 milhões. Na sequência aparece Santos (SP), com queda de US$ 444,2 milhões.
Nos três municípios, o grupo de produtos mais afetado foi o mesmo. Confira os setores mais impactados em São João da Barra (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP):
No estudo, a entidade mostrou que os impactos da medida sobre os municípios brasileiros chegam a R$ 66,8 bilhões, com reflexos em 1.135 localidades.
Os resultados do levantamento permitem identificar os municípios mais afetados pela redução das vendas externas e os setores produtivos com maior exposição às mudanças no comércio com os Estados Unidos.
O levantamento mostra que as perdas nas exportações se distribuem por diferentes estados brasileiros, com destaque para municípios da Região Sudeste. A região totalizou 71% das perdas, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, enquanto a Região Sul teve a maior queda percentual (32,3%).
O ranking reúne seis cidades paulistas, quatro mineiras, duas fluminenses, duas capixabas, uma paraense e uma maranhense. Os 16 municípios listados pela CNM como os mais impactados respondem por mais da metade de todas as perdas, sendo US$ 3,4 bilhões, equivalente a R$ 24,3 bilhões em prejuízos, nas exportações para os EUA.
Confira o ranking com os municípios mais afetados pelo tarifaço dos EUA e o valor recuado:
Diante do cenário, a CNM alerta que o protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas podem gerar efeitos duradouros nas economias locais. Para proteger a arrecadação e preservar empregos, a entidade defende a diversificação da produção e dos parceiros comerciais, com fortalecimento do mercado interno e busca por novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de um único comprador.
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Baixar áudioO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta quinta-feira (22) em queda de 1,15%, aos 204.120,12 pontos. O resultado foi pressionado principalmente pelo desempenho negativo das ações da Vale e pelo cenário internacional, marcado pelo aumento da aversão ao risco.
No mercado brasileiro, os investidores acompanharam as pesquisas eleitorais e as notícias relacionadas à disputa pela Presidência da República. A proximidade do segundo turno contribuiu para um ambiente de cautela no penúltimo pregão antes da votação.
Entre os destaques negativos, as ações da Vale recuaram 3,97%, acompanhando a queda do minério de ferro. A baixa da commodity também pressionou outras empresas do setor de mineração e siderurgia. Os papéis da Companhia Siderúrgica Nacional caíram 5,43%, enquanto os da Usiminas recuaram 4,81%.
No exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e aumentou a preocupação dos investidores. Em Nova York, o índice Dow Jones registrou alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 caiu 1,21% e o Nasdaq recuou 2,60%, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre 203.051,87 pontos, na mínima, e 206.493,11 pontos, na máxima. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 39,5 bilhões.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
TAXI AEREO KPNB (T8KC6L) -90,00%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 39.551.542.520, em meio a 4.801.633 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioDez obras rodoviárias em diferentes regiões do país precisam de recursos adicionais para serem concluídas até o fim de 2027. É o que revela levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). O estudo estima que o valor necessário para finalizar os empreendimentos é de R$ 524,8 milhões.
A relação foi apresentada na sessão plenária do dia 21 de outubro e encaminhada às presidência do Congresso Nacional e à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), para auxiliar na definição das prioridades de investimento.
A seleção integra o Fiscobras 2026, plano anual de fiscalização de obras públicas do TCU. Nesta edição, o Tribunal examinou 24 empreendimentos nas cinco regiões brasileiras, que envolvem R$ 6,1 bilhões em recursos. Entre as obras fiscalizadas, 15 apresentaram indícios de irregularidades graves. Uma delas recebeu recomendação de paralisação.
A relação das dez obras foi elaborada a partir de uma metodologia desenvolvida pelo TCU para complementar a fiscalização tradicional. Foram selecionados empreendimentos que precisam de recursos para avançar e que apresentam condições concretas de conclusão até o fim de 2027.
A análise levou em conta fatores como os obstáculos à retomada dos trabalhos, a qualidade dos projetos e o estágio de maturidade de cada empreendimento.
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Com a mudança, o Tribunal passa a apontar não apenas problemas e possíveis irregularidades na aplicação do dinheiro público, mas também obras que podem receber prioridade na distribuição dos recursos orçamentários.
O ministro-relator do processo, Jhonatan de Jesus, destacou relevância na mudança de abordagem.
"Agora o TCU passa a informar também onde o dinheiro precisa ser aplicado. Indica obras importantes para a população e que já começaram, mas que andam devagar porque faltam recursos para concluí-las. Onde o dinheiro precisa ser aplicado? Identificar essas obras foi o que o Tribunal fez", explicou.
Os dez empreendimentos selecionados são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O acesso rodoviário a Porto Murtinho, na BR-267, em Mato Grosso do Sul, lidera a lista, com necessidade estimada em quase R$ 280 milhões para a conclusão dos serviços.
Outra obra que aparece entre as prioridades é a Ponte do Xingu, na BR-230, no Pará, que precisa de R$ 67,9 milhões. Já o trecho remanescente do Lote 1C da BR-319, no Amazonas, demanda mais R$ 43,9 milhões.
A proposta do TCU prevê divulgar e acompanhar as prioridades, incorporando a metodologia aos ciclos anuais de planejamento. O Tribunal também pretende avaliar a aplicação dos critérios em outros setores, como saneamento, saúde, educação, recursos hídricos e mobilidade.
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Baixar áudioDiante das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, empresas brasileiras do setor de alimentos buscam ampliar a presença no mercado europeu. Na SIAL Paris 2026, 156 companhias nacionais apresentaram seus produtos a compradores internacionais, sendo que 74 delas foram afetadas pelas medidas comerciais norte-americanas. Iniciada em 17 de outubro, a feira de alimentos ocorre nos arredores de Paris, na França, e terminou na quarta-feira (21).
A participação brasileira no evento também fez parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para ajudar companhias nacionais a diversificar os destinos de suas exportações. Na abertura do Pavilhão Brasil, o presidente da Agência, Laudemir Müller, destacou a importância dessa tendência.
“Do total das empresas que estão aqui, 74 foram afetadas, de alguma forma, pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos (EUA). A ApexBrasil tem ajudado esses empreendedores na busca de outros mercados, com condições diferenciadas de apoio”, disse.
Müller também relacionou o desempenho das exportações à participação do agronegócio na economia brasileira e às perspectivas de crescimento do país.
“Apesar desse contexto de grandes desafios globais, o Brasil tem resultados muito positivos nas exportações e deve se tornar a oitava maior economia do mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), além de avançar para se consolidar como o maior exportador de alimentos do mundo”, pontuou.
“O fato de o Brasil poder se tornar a oitava maior economia do mundo no próximo ano tem muito a ver com as exportações, que contribuem diretamente para a nossa política monetária e estão fortemente ligadas à participação expressiva do agronegócio na economia e no comércio exterior brasileiro”, complementou Müller.
A participação brasileira na feira ocorreu após um ano de crescimento nas vendas externas do setor. Em 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões. O valor representa uma alta de 3% em relação a 2024 e corresponde a 48,5% de todas as exportações brasileiras, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A edição de 2026 também ocorreu após o início da aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que está em vigor desde 1º de maio de 2026. A delegação brasileira foi composta por empresas de diferentes portes, grandes cadeias exportadoras e cooperativas da agricultura familiar. A variedade de produtos incluiu proteínas animais e alimentos ligados à sociobiodiversidade brasileira.
“O legal dessa feira é que temos muitos setores diferentes. Estamos com o pessoal de biscoito, uma empresa do lado dela de fécula de mandioca, depois uma de balas e doces, e em seguida uma com geleia, com mel. Então, é um pouco realmente de tudo o que o nosso agro tem a oferecer, é uma forma de mostrar para a Europa que o acordo traz oportunidade para empresas pequenas brasileiras, para cooperativas da agricultura familiar, e que o Brasil é um parceiro para o que o consumidor europeu queira consumir", afirmou o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto.
No evento, o Brasil ocupou mais de dois mil metros quadrados de área em quatro pavilhões, localizados nos halls 4, 5, 6 e 8 do centro de exposições Paris Nord Villepinte.
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A organização estima que a SIAL Paris reuniu cerca de 8 mil expositores de 130 países, 650 startups e mais de 400 mil produtos. A expectativa era receber 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países. O evento ocupou 280 mil metros quadrados de área de exposição e reuniu compradores, importadores, distribuidores, redes de supermercados e representantes da indústria mundial de alimentos.
Entre os participantes estiveram 5 mil grandes compradores que somam um poder de compra estimado em € 60 bilhões. De acordo com a organização, em média, 83% dos compradores realizam negócios durante a feira ou nos meses seguintes.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, a feira ocorreu em um momento de expansão do acesso dos produtos agropecuários brasileiros ao mercado internacional. Billi destacou a relevância do trabalho em conjunto entre governo e iniciativa privada no sentido de expandir as vendas para o exterior e superar barreiras comerciais.
“Temos conseguido alcançar cada vez mais aumento das exportações com base nesse trabalho conjunto entre ApexBrasil, Ministério da Agricultura, Ministério das Relações Exteriores e iniciativa privada”, afirmou.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional e a parceria da entidade com a ApexBrasil. Ele também mencionou as restrições enfrentadas pelo setor no mercado europeu e a busca por oportunidades em outros destinos.
“A carne bovina brasileira tem uma presença muito importante no mercado internacional. A parceria entre a ABIEC e a ApexBrasil, com mais de 20 anos, tem contribuído para a promoção da carne bovina brasileira em diferentes países. Durante a feira, representantes do setor têm mantido diálogo e encontrado alternativas para superar as restrições comerciais impostas à proteína animal brasileira na Europa e buscar oportunidades em outros destinos”, enfatizou.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também enalteceu os resultados da parceria com a ApexBrasil na promoção dos produtos brasileiros no exterior e se mostrou otimista com o desempenho das empresas nacionais.
“Esta parceria de anos tem sido fundamental para levar os produtos brasileiros a mercados internacionais. Esse trabalho fortaleceu a promoção de marcas como Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Breeds, projetos setoriais em conjunto com a ApexBrasl, e contribuiu para divulgar a qualidade sanitária e a capacidade produtiva do setor, além de apoiar a busca por soluções para a retomada de fluxos comerciais afetados por restrições sanitárias”, considerou.
A participação de 14 cooperativas da agricultura familiar com estandes próprios foi uma das iniciativas brasileiras na SIAL Paris 2026. A ação integra o programa Cooperar para Exportar, da ApexBrasil, e busca aproximar pequenos produtores de compradores internacionais.
Os representantes das cooperativas apresentaram produtos de diferentes biomas brasileiros, como castanhas-do-brasil, castanhas de caju, baru, derivados do Cerrado, mel e outros alimentos associados à biodiversidade e à bioeconomia.
A presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres, destacou os possíveis efeitos econômicos e sociais da participação na feira.
“O mundo quer consumir os produtos da sociobiodiversidade. Cada contrato que nossas cooperativas firmam com um país da União Europeia significa mais renda e mais segurança alimentar no campo brasileiro”, afirmou.
Durante o evento, a empresa brasileira AMZ Tropical conquistou o Beverages Award, na categoria Bebidas, do SIAL Innovation Awards. Fundada na Amazônia, a companhia foi a única brasileira entre as 28 vencedoras da premiação, que avaliou mais de 2,7 mil produtos.
O CEO da empresa, Leandro Daher, recebeu o prêmio pelas quatro bebidas prontas inspiradas na biodiversidade amazônica: Amazônico Negroni, Limoncello Amazônico, Fitzgerald Amazônico e gin de jambu em versão associada à COP30.
“Estamos muito orgulhosos de poder ganhar este prêmio com estas bebidas que representam muito a Amazônia e nossas raízes. Trazer este prêmio para o Brasil e para a Amazônia tem um sabor incrível. Obrigada à ApexBrasil por sempre apoiar a nossa empresa e nossos projetos”, agradeceu Daher.
A inauguração do Pavilhão Brasil contou ainda com a presença do chefe do Setor de Promoção Comercial e Investimentos (Secom) da Embaixada do Brasil na França, ministro Caio Renault; do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza; do diretor global da ABPA, Luis Rua; e da presidente da Unicafes, Fátima Torres.
Também participaram os gerentes da ApexBrasil Carla Duarte, de Relações Institucionais e Governamentais; e Pablo Lira, de Eventos, além de compradores e visitantes.
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Baixar áudioO tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros afetou as exportações de 1.135 municípios entre agosto de 2025 e julho de 2026, com prejuízos estimados em R$ 66,8 bilhões para as economias locais. Os dados integram um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que aborda os efeitos do tarifaço americano nas exportações das cidades nos últimos 12 meses.
A entidade afirma que o período registrou o menor nível de exportações brasileiras para o mercado norte-americano desde 2021. Entre os setores mais afetados estão as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura.
Segundo o estudo, 271 municípios chegaram a zerar as vendas para os Estados Unidos. Antes do anúncio das tarifas, a entidade pontua que essas localidades registravam receitas de R$ 588 milhões com as exportações para o país. Outros 864 municípios também sofreram impactos, com queda média de 30% no valor exportado.
O levantamento aponta ainda que 657 municípios, o equivalente a 58% do total afetado, não conseguiram compensar a perda de negócios com os norte-americanos por meio de outros parceiros comerciais. Os impactos mais severos foram registrados, principalmente, em municípios de pequeno porte, que enfrentam maiores dificuldades para substituir os mercados compradores.
Entre as cadeias produtivas analisadas, os cinco segmentos com maiores impactos acumulados registraram perdas que somam US$ 1 bilhão, conforme o levantamento.
No setor petrolífero, a redução das receitas foi acompanhada por uma queda de 28% no volume exportado. No caso do café, o volume embarcado diminuiu 43% no período analisado.
Já as exportações de suco de laranja apresentaram uma redução de 33,7% no preço médio, apesar do crescimento de 13,6% na quantidade exportada. As cadeias do ferro-gusa e da silvicultura também registraram retrações, tanto nas quantidades comercializadas quanto nos preços médios dos produtos.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, os efeitos das barreiras comerciais podem se prolongar e comprometer a arrecadação municipal e a manutenção dos empregos. Ele defende a diversificação dos mercados como estratégia para reduzir a dependência das exportações destinadas a um único país.
“O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais”, avalia.
Na avaliação de Ziulkoski, essa estratégia pode contribuir para ampliar a resiliência dos municípios, especialmente daqueles mais vulneráveis às oscilações nas exportações.
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Baixar áudioPequenos municípios com pendências fiscais poderão continuar firmando convênios com o governo federal, mesmo que estejam inadimplentes. É o que prevê o Projeto de Lei Complementar (PLP) 190/2019, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000). A proposta aguarda análise do Plenário da Câmara dos Deputados, após passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, a medida diferencia a assinatura dos convênios do recebimento dos recursos financeiros. Na prática, a inadimplência não impediria a formalização do acordo, mas os repasses ficariam condicionados à regularização das pendências.
“Ele permite que o ente subnacional formalize um instrumento, contudo, condiciona que as parcelas financeiras oriundas desse instrumento só sejam repassadas ao ente no momento em que ele regularizar a sua situação de inadimplência. Alguns órgãos já vêm tomando esse entendimento como padrão e outros não. Então, se aprovado, vai uniformizar esse entendimento”, explica.
O projeto estabelece regras específicas para municípios com menos de 50 mil habitantes que ultrapassarem os limites legais de despesa com pessoal ou de dívida consolidada. O objetivo é evitar que essas cidades percam a oportunidade de firmar convênios e executar obras ou projetos por causa de restrições fiscais.
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Lima explica que, pelas regras atuais, a impossibilidade de celebrar um convênio pode fazer com que o município perca definitivamente o acesso a recursos previstos em um orçamento anterior, mesmo que regularize sua situação posteriormente.
“Hoje, se um ente subnacional fica impedido de conveniar por uma situação de inadimplência, vamos supor que vire o ano e ele perca aquele recurso que ele poderia ter conseguido para a realização de algum projeto, alguma obra no seu território, ele vai ter uma penalização perpétua, porque ele não consegue mais aquele recurso, uma vez que era de um orçamento passado. Então, esse PLP faz com que essa penalização não mais ocorra. O município pode conveniar e fica condicionado o recebimento dos recursos financeiros ao ajuste dessas inadimplências”, enfatiza Lima.
Entre as medidas previstas, o texto estabelece um prazo de um ano antes da inscrição do pequeno município no Cadastro Único de Convênios (Cauc), caso sejam ultrapassados os limites relativos à despesa total com pessoal ou à dívida consolidada. Durante esse período, também fica vedada a suspensão das transferências voluntárias da União para o município inadimplente.
Copiar o textoVolume total negociado na B3 foi de R$ 36.991.000.408, em meio a 4.767.764 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou o pregão desta quarta-feira (21) em baixa de 0,92%, aos 206.379,95 pontos.
O resultado representa uma perda de 1.916,03 pontos em relação ao fechamento anterior, quando o índice encerrou o dia aos 208.295,98 pontos.
Durante a sessão, o Ibovespa registrou máxima de 209.244,70 pontos e mínima de 205.988,00 pontos, refletindo as oscilações do mercado financeiro ao longo do pregão.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 36.991.000.408, em meio a 4.767.764 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar à vista encerrou o pregão desta quarta-feira (21), em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0272.
Segundo o levantamento da Investing.com, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente, com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula (PT-SP). Brancos, nulos e entrevistados que afirmaram não votar somam 9%, enquanto 2% permanecem indecisos. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Nos pregões anteriores, o dólar havia recuado em meio à percepção de parte do mercado financeiro de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia manter vantagem na disputa eleitoral. Essa leitura está associada à expectativa de alguns investidores de que um eventual governo do senador adotaria maior controle das contas públicas. Até o momento, porém, segundo as informações divulgadas, não foram apresentadas propostas concretas de ajuste fiscal pelo candidato ou por seus representantes econômicos.
A nova pesquisa eleitoral da Quaest mostrou uma redução da diferença entre os dois nomes, o que repercutiu no mercado cambial durante a sessão. Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar acumula queda de 8,41% em 2026.
No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro, o mais negociado na B3, recuava 0,04% às 17h15, cotado a R$ 5,0335.
O comportamento da moeda norte-americana segue sujeito a fatores políticos e econômicos, incluindo as expectativas dos investidores sobre a política fiscal e o cenário eleitoral brasileiro.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,76 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,64.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1990 | 0,1771 | 0,1485 | 31,4805 | 0,1641 | 0,2795 | 0,2831 |
| USD | 5,0239 | 1 | 0,8902 | 0,7465 | 158,16 | 0,8244 | 1,4043 | 1,4228 |
| EUR | 5,6468 | 1,1233 | 1 | 0,8386 | 177,65 | 0,9260 | 1,5774 | 1,5982 |
| GBP | 6,7289 | 1,3396 | 1,1925 | 1 | 211,85 | 1,1043 | 1,8810 | 1,9059 |
| JPY | 3,17647 | 0,632291 | 0,56292 | 0,472032 | 1 | 0,5212 | 0,88796 | 0,89969 |
| CHF | 6,0940 | 1,2130 | 1,0797 | 0,9056 | 191,84 | 1 | 1,7036 | 1,7259 |
| CAD | 3,5773 | 0,7120 | 0,6337 | 0,5316 | 112,63 | 0,5871 | 1 | 1,0131 |
| AUD | 3,5328 | 0,7029 | 0,6257 | 0,5247 | 111,16 | 0,5794 | 0,9870 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO fim da escala 6x1 exigirá que as empresas reorganizem turnos, folgas e jornadas de trabalho para se adaptar às novas regras, sem reduzir os salários dos empregados. A previsão está na Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro de 2026. A medida estabelece a adoção de dois dias de descanso semanal remunerado e a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Diante das mudanças, o especialista em contabilidade Danilo Brandão destaca que os empregadores precisam ficar atentos às novas regras e aponta os principais aspectos que devem ser considerados no planejamento das equipes e na organização das operações.
Um dos pontos centrais é o cumprimento do cronograma de transição, que se estende por 14 meses a partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União, ocorrida em 16 de outubro deste ano.
“O primeiro ponto que você precisa ter em mente é, existe um período de transição para a implementação completa da escala 5x2 no Brasil. O marco inicial desse período é a publicação da emenda constitucional que trouxe o fim da escala 6x1”, explica o especialista.
Veja as datas previstas para a implementação das novas regras de jornada.
16 OUTUBRO 2026
A publicação no Diário Oficial da União inicia a contagem dos prazos de transição.
16 DEZEMBRO 2026
42h/semana
Jornada máxima semanal e dois dias de descanso remunerado.
16 DEZEMBRO 2027
40h/semana
Redução da jornada máxima ao fim do período de transição previsto.
Dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas, com a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
“Com isso, iniciou-se a transição, que terá um período total de 14 meses, onde ao final do segundo mês você precisará começar a conceder duas folgas semanais para o funcionário, e para aqueles que trabalham 44 horas semanais, reduzir essa jornada para 42 horas semanais”, pontua Brandão.
Ao final da transição, após mais 12 meses, o limite da jornada será reduzido de 42 para 40 horas semanais, mantendo os dois dias de descanso.
A distribuição das folgas também exige planejamento. A empresa poderá organizar os dias de descanso conforme as necessidades da operação, desde que respeite as regras legais e os acordos coletivos aplicáveis.
Segundo Brandão, as duas folgas não precisam, necessariamente, ser consecutivas. “Elas são definidas pela empresa, então, é o empresário quem vai definir os dois dias na semana que o funcionário irá folgar”, pontua Brandão.
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Outro aspecto que merece atenção é a elaboração das escalas das trabalhadoras. O artigo 386 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê uma regra específica para o trabalho aos domingos, que deve ser observada na organização dos horários.
“Em relação às mulheres, na hora de fazer a montagem da escala, você precisa observar a regra do domingo da mulher. É uma regra que foi estabelecida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que diz que as mulheres deverão folgar aos domingos, pelo menos a cada 15 dias”, enfatiza.
Dados divulgados pelo Senado, com base em levantamentos do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que a mudança afeta diretamente 14,9 milhões de trabalhadores que cumprem a escala 6x1, o equivalente a cerca de um terço dos empregados formais com jornada identificada no país.
Ao todo, 38,6 milhões de profissionais trabalham mais de 40 horas por semana. Eles estão concentrados principalmente nos setores de comércio, serviços, indústria e logística.
A Emenda Constitucional nº 141, relacionada às propostas de emenda à Constituição (PECs) 221/2019 e 8/2025, foi promulgada após aprovação no Senado por 75 votos favoráveis e um contrário.
A emenda estabelece que, após dois meses da publicação, deixam de valer as cláusulas de acordos e convenções coletivas que contrariem as novas regras sobre jornada e descanso semanal.
A norma também permite que acordos ou convenções coletivas estabeleçam regimes compensatórios, com média de dois dias por semana no mês e pelo menos um dia de descanso a cada sete.
Além disso, durante a transição, acordos e convenções coletivas poderão ampliar a jornada diária para viabilizar a distribuição das 42 horas semanais, respeitando as regras de descanso previstas na Constituição.
Copiar o textoJuros mais baixos nos mercados internacionais favoreceram moedas de países emergentes, como o real
Baixar áudioO dólar comercial fechou esta terça-feira (20) em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,02. O recuo foi influenciado pelo cenário internacional, especialmente pela redução dos juros dos títulos públicos globais, que favoreceu moedas de países emergentes, como o real brasileiro.
A queda dos rendimentos dos títulos americanos e de outros mercados ajudou a melhorar o ambiente para investimentos considerados de maior risco. Com isso, moedas de economias emergentes ganharam força diante da divisa americana.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi o comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional. Após ultrapassar os 111 dólares no início do dia, a commodity perdeu força, contribuindo para mudanças nas expectativas relacionadas aos juros e ao desempenho dos mercados financeiros.
No cenário doméstico, as eleições presidenciais também permaneceram entre os principais pontos de atenção. A proximidade do segundo turno mantém os investidores atentos às perspectivas para a economia brasileira e às possíveis consequências do resultado eleitoral para a política econômica.
Com a queda registrada nesta terça-feira, o dólar encerrou o pregão pressionado pelo ambiente externo mais favorável às moedas emergentes e pela movimentação dos investidores nos mercados globais.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,64.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1989 | 0,1770 | 0,1486 | 31,4553 | 0,1640 | 0,2796 | 0,2840 |
| USD | 5,0284 | 1 | 0,8899 | 0,7474 | 158,18 | 0,8249 | 1,4063 | 1,4278 |
| EUR | 5,6483 | 1,1237 | 1 | 0,8397 | 177,73 | 0,9270 | 1,5800 | 1,6046 |
| GBP | 6,7277 | 1,3382 | 1,1906 | 1 | 211,63 | 1,1037 | 1,8811 | 1,9112 |
| JPY | 0,0318 | 0,0063 | 0,0056 | 0,0047 | 1 | 0,5214 | 0,0089 | 0,0090 |
| CHF | 6,0973 | 1,2126 | 1,0792 | 0,9064 | 191,76 | 1 | 1,7049 | 1,7317 |
| CAD | 3,5764 | 0,7112 | 0,6330 | 0,5316 | 112,51 | 0,5866 | 1 | 1,0157 |
| AUD | 3,5213 | 0,7004 | 0,6233 | 0,5235 | 110,77 | 0,5775 | 0,9846 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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