Economia

14/05/2026 04:45h

O deputado federal Zé Vitor (PL-MG) e o presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues da Silva, defendem a atualização urgente das faixas de faturamento do MEI para evitar aumento injusto da carga tributária sobre micro e pequenas empresas

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A desatualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI) tem dificultado o crescimento de micro e pequenas empresas no Brasil, segundo o deputado federal Zé Vitor (PL-MG) e o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Valmir Rodrigues da Silva. Eles afirmam que a defasagem das tabelas, sem reajuste há anos, eleva a carga tributária sobre empreendedores por causa da inflação. A atualização está prevista no PLP 108/2021, em análise na Câmara dos Deputados.

Na avaliação dos representantes do setor produtivo, a defasagem dos limites do Simples Nacional compromete investimentos, a geração de empregos e a competitividade das empresas. 
Valmir Rodrigues da Silva, da Federaminas, pontua que, como os limites não são atualizados desde 2018, os empreendedores têm desembolsado mais tributos apenas por conta da inflação. Ele destaca, ainda, que o cenário pode estar implicando na mudança de faixa de enquadramento de muitos microempreendedores.

“Importante atualizar, principalmente pelo fato que hoje as empresas estão pagando sobre a inflação. Quando a gente fica durante todo esse tempo que estamos sem atualização do valor, parte do tributo que estamos pagando é sobre inflação, inclusive fazendo as empresas mudarem de faixa pelo índice inflacionário”, destaca Valmir.

Ele avalia que, quando a tributação acompanha o crescimento real do faturamento das empresas, há equilíbrio na cobrança de impostos. Para evitar a cobrança injusta, Valmir defende a atualização dos limites do MEI, acompanhando a realidade econômica dos pequenos negócios.

“Quando a tributação aumenta, mas também junto aumenta o faturamento real de fato, o crescimento da empresa é equilibrado. Mas quando a tributação sobe em cima de índice inflacionário, se torna um tributo injusto. E é importante atualizar as tabelas do MEI, principalmente, pelo fato de que a grande maioria das empresas são MEI e com capacidade de gerar mais faturamento. Então, por isso, é importante aumentar o limite do MEI”, afirma Valmir.

Já o deputado federal Zé Vitor (PL-MG) diz que o avanço da tramitação é urgente e que tem se empenhado para acelerar a aprovação da medida destinada a beneficiar os pequenos empresários.

“É fundamental que a gente possa rever esses limites para reenquadramento, para a gente não garantir que o seu sucesso seja um impedimento para você poder avançar mais. É inegável que tem que ter uma margem atualizada para aqueles negócios que lá atrás se enquadravam no Simples ou até em outras categorias, como os próprios MEIs, eles hoje tenham avançado. Evoluíram graças à sua eficiência ou por uma naturalidade de mercado; agora eles precisam crescer mais, precisam avançar e é urgente a gente tratar desse assunto aqui na Câmara, estamos muito empenhados nisso”, salienta o parlamentar.

Pauta prioritária para setor empresarial

A atualização do limite de enquadramento no Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais, com destaque para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A entidade defende o aumento do teto anual do MEI para R$ 144,9 mil. 

Para o presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, atualizar a tabela do Simples é relevante para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, menciona Cotait.  

Tramitação

A Câmara aprovou o regime de urgência para o PLP 108/2021 em março deste ano. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza que a faixa contrate até dois empregados. 

Com a urgência, a proposta poderia seguir para votação direta em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. No entanto, os parlamentares criaram uma comissão especial para aprofundar o debate. A discussão reúne especialistas, representantes do governo e do setor produtivo antes da votação final. 

Após eventual aprovação na Câmara, o projeto retorna para o local de origem – o Senado Federal.

A instalação da comissão especial é considerada uma conquista para o G50+ — grupo estratégico criado pela CACB com o objetivo de ampliar a representação empresarial junto ao Congresso Nacional e ao governo federal.

Defasagem pressiona pequenos negócios

O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. A ferramenta reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Confira como são os limites de faturamento hoje:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP)

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. 

Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões. 

O setor produtivo avalia que a atualização possibilita que empresas permaneçam no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento – o que evitaria elevação da carga tributária e incentivaria a formalização.  

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13/05/2026 22:00h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 66.483.152.673, em meio a 4.816.678 negócios.

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão cotado aos 177.098 pontos. 

No ambiente externo, dados de inflação nos Estados Unidos ainda pressionam os mercados. O índice de preços ao produtor (PPI) daquele país foi registrado acima do esperado. 

O resultado foi obtido um dia depois de números de inflação ao consumidor também superarem as expectativas. 

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • TC S.A.(TRAD3F) +39,49%
  • Azul S.A.(AZUL3F) +30,50%

Ações em queda no Ibovespa

  • Cruzeiro do Sul Educacional SA (CSED3) −13,81%
  • Multi Group S.A (MLAS3) −11,18%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 66.483.152.673, em meio a 4.816.678 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.     
 

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13/05/2026 21:00h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,88.

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O dólar encerrou a última sessão cotado a R$ 5,00, após alta de 2,27%. O patamar foi atingido em meio a atenção dos investidores ao encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. 

A reunião diminui as atenções acerca da guerra no Oriente Médio e ajuda manter o petróleo em estabilidade. 

O resultado foi registrado em meio ao avanço dos contratos futuros de petróleo, além da divulgação dos índices de inflação nos Estados Unidos e também no Brasil.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,88.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

CÓDIGO 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
BRL 1 0,2000 0,1698 0,1471 31,5761 0,1563 0,2741 0,2740
USD 5,0003 1 0,8538 0,7395 157,89 0,7817 1,3705 1,3777
EUR 5,8893 1,1713 1 0,8661 184,94 0,9158 1,6052 1,6138
GBP 6,7787 1,3524 1,1546 1 213,53 1,0568 1,8533 1,8631
JPY 3,16692 0,633352 0,54070 0,468329 1 0,4951 0,86801 0,87249
CHF 6,3966 1,2793 1,0920 0,9459 201,95 1 1,7532 1,7624
CAD 3,6485 0,7297 0,6229 0,5396 115,21 0,5705 1 1,0052
AUD 3,6496 0,7259 0,6197 0,5368 114,60 0,5674 0,9947 1

Os dados são da Investing.com.   
 

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13/05/2026 04:50h

Nova etapa do programa terá contrato de 30 meses e investimento superior a R$ 17 milhões mensais

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O estado de Goiás vai ampliar o programa Patrulha Mecanizada e passar a atender 159 municípios com serviços de manutenção e recuperação de estradas vicinais não pavimentadas. A nova etapa da iniciativa foi lançada no dia 7 de maio, em Goiânia, pelo governador Daniel Vilela. O contrato terá duração de 30 meses e prevê investimento mensal de R$ 17,1 milhões.

Durante evento realizado no Teatro Goiânia, com presença de prefeitos, parlamentares e lideranças regionais, Daniel Vilela destacou a importância das estradas municipais para o escoamento da produção agropecuária no estado. “Entendemos a importância de fazer esse investimento, bem como a parceria com os prefeitos”, afirmou o governador.

Segundo ele, grande parte das vias utilizadas pela produção rural pertence aos municípios. “A absoluta maioria das rodovias do Estado que escoam a produção dos estados são estradas municipais. Então nada mais justo do que o estado também ser parceiro dos municípios nesse importante serviço ao setor rural, principalmente ao setor produtivo rural, que utiliza essas estradas”, declarou.

Entre 2022 e 2025, o programa Patrulha Mecanizada executou mais de 882 mil horas de serviços em estradas municipais. No período, os investimentos do Tesouro Estadual superaram R$ 262 milhões.

Ampliação da estrutura operacional

O governador também anunciou a ampliação da estrutura operacional do programa. Atualmente com oito equipes de patrulha, o serviço passará a contar com 22 frentes de trabalho.

“Se tínhamos um programa com oito equipes de patrulha, teremos agora 22 equipes. Quase triplicando o número para que a gente possa atender os municípios com maior número de horas”, garantiu Daniel Vilela.

“A ideia é que a gente possa, ao longo de todo este ano, passar pelos 246 municípios. Os prefeitos acabam escolhendo as regiões que estão mais precárias e que precisam dessa ajuda e desse serviço. Com essa ampliação, a gente vai ter também o retorno a cada um desses municípios o mais rápido possível”, completou o governador.

VEJA MAIS:

A ação é executada pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), responsável por atender as solicitações encaminhadas pelas prefeituras. De acordo com a presidente da agência, Eliane Simonini, os municípios interessados precisam apresentar a documentação necessária e indicar os trechos que receberão as intervenções.

“Basta que o município apresente a documentação adequada, indique os locais de intervenção, fazemos o convênio e as máquinas chegam em seguida”, explicou. Ela ressaltou ainda que outros 87 municípios já contemplados seguem com os serviços em andamento.

Benefício para todo o estado

Prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga afirmou que o programa beneficia todo o estado e melhora o atendimento às comunidades rurais. “Facilita bastante para que a gente consiga avançar e levar ao homem do campo o que ele tem direito: dignidade, saúde, educação, segurança e qualidade de vida”, disse o prefeito, ao elogiar a ampliação do programa.

O presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, José Délio, afirmou que a iniciativa melhora as condições de tráfego nas estradas municipais. “Em menos de 40 dias de mandato, Daniel Vilela comprova que tem DNA municipalista”, frisou.

Já o presidente da Federação Goiana dos Municípios e prefeito de Jaraguá, Paulo Vitor Avelar, agradeceu pela ampliação da estrutura do programa. “Parabéns por dar essa atenção, dobrar a quantidade de equipamentos que vão atender os municípios”, afirmou.
 

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12/05/2026 21:00h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,76

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O dólar fechou o último pregão em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 4,89.

O resultado foi registrado em meio ao avanço dos contratos futuros de petróleo e a divulgação dos índices de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

Para analistas do mercado financeiro, o quadro está associado à abertura da curva de juros do país norte-americano, como consequência da alta do petróleo e do índice de inflação dos Estados Unidos. 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,76.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

CÓDIGO 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
BRL 1 0,2045 0,1734 0,1504 32,2462 0,1597 0,2802 0,2813
USD 4,8891 1 0,8519 0,7387 157,65 0,7806 1,3698 1,3815
EUR 5,7670 1,1739 1 0,8672 185,07 0,9164 1,6080 1,6218
GBP 6,6241 1,3538 1,1531 1 213,41 1,0567 1,8542 1,8702
JPY 3,10104 0,634297 0,54032 0,468571 1 0,4951 0,86886 0,87627
CHF 6,2633 1,2811 1,0912 0,9463 201,97 1 1,7549 1,7699
CAD 3,5689 0,7300 0,6218 0,5393 115,10 0,5699 1 1,0085
AUD 3,5560 0,7239 0,6166 0,5347 114,12 0,5650 0,9915 1

Os dados são da Investing.com.    
 

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12/05/2026 20:30h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.131.819.744, em meio a 3.891.079 negócios

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão cotado aos 180.342 pontos. 

O resultado foi obtido em meio a divulgação do IPCA de abril, que registrou elevação de 0,67%, em queda na comparação com mês anterior, porém, com alta nos núcleos.

No cenário externo, a tensão entre Estados Unidos e Irã segue em impasse quanto ao fim do conflito no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz. 

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • TC S.A.(TRAD3) +46,98%
  • Braskem S.A. Pfd A (BRKM5) +29,02%

Ações em queda no Ibovespa

  • Grupo Toky SA (TOKY3) −41,38%
  • Arandu Investimentos S.A (ARND3)-12,68%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.131.819.744, em meio a 3.891.079 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.    
 

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12/05/2026 04:45h

10ª edição do Salão do Turismo apresentou iniciativas regionais, novos investimentos e debates sobre o futuro do setor

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Gastronomia regional, inovação tecnológica, inclusão e manifestações culturais deram o tom da 10ª edição do Salão do Turismo, que reuniu representantes de todo o país em uma programação voltada à promoção de destinos e ao fortalecimento do setor turístico brasileiro.

Ao longo de três dias, o evento concentrou palestras, apresentações culturais, rodadas de negócios e debates sobre sustentabilidade, conectividade aérea, inclusão e turismo comunitário.

A edição deste ano também reforçou o turismo interno como estratégia de desenvolvimento econômico, geração de renda e valorização da diversidade cultural brasileira. Realizado pela primeira vez no Nordeste, o encontro aconteceu em Fortaleza, no Centro de Eventos do Ceará.

Culinária

A diversidade de sabores brasileiros ganhou destaque entre os corredores do evento. Entre os produtos que chamaram atenção do público estava o doce de palma apresentado pela Paraíba, preparado com o cacto tradicionalmente usado na alimentação animal no sertão e transformado em sobremesa típica com a adição de coco.

No estande do Amapá, visitantes encontraram a chamada “culinária do meio do mundo”, baseada em ingredientes amazônicos e modos de preparo tradicionais. O espaço reuniu pratos com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil, além de sobremesas feitas com cumaru, conhecido popularmente como a “baunilha da Amazônia”.

Santa Catarina apostou em referências da imigração europeia para apresentar produtos do Vale Europeu, como salames italianos, geleias artesanais e bala de banana. Uma das curiosidades foi a geleia produzida com torresmo moído, ligada à tradição da agricultura familiar catarinense.

Representando o município de Independência, no Ceará, Katiuce Guerreiro levou ao salão produtos de um grupo voltado ao turismo de base comunitária e à valorização de sítios arqueológicos. “É uma experiência que dá muita visibilidade para o negócio do turismo. O produto deixa de ter só aquele contato com o público do município, o público local, e passa a ser visto a nível nacional”, afirmou.

Tecnologia

A aplicação de inteligência artificial e ferramentas digitais no planejamento turístico também esteve no centro das discussões do evento. Especialistas das áreas de inovação e gestão pública debateram de que forma a tecnologia pode tornar os destinos mais acessíveis, melhorar a circulação de visitantes e aproximar os serviços públicos das demandas de turistas e moradores.

O tema foi abordado na palestra “Tecnologias e IA Aplicadas para as Políticas Públicas de Turismo”. Já na apresentação “Turismo Orientado por Pessoas: tecnologias e transformação das experiências”, Roberto Pereira, da BNP Soluções em TI; Edvaldo de Vasconcelos Vieira da Rocha Filho, diretor-presidente da InovaTech, de João Pessoa (PB); e Ari Melo, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), destacaram que inovação no setor não se resume à digitalização de serviços.

Segundo os participantes, o cruzamento de dados, o uso de inteligência artificial e investimentos em infraestrutura urbana inteligente podem contribuir para melhorar a mobilidade, ampliar a acessibilidade e personalizar experiências para quem visita os destinos turísticos.

Os debatedores também ressaltaram que cidades mais conectadas tendem a gerar impactos positivos tanto para o turismo quanto para a economia local e para a sustentabilidade.

Manifestações culturais

O primeiro dia do evento foi marcado por apresentações culturais que transformaram o espaço em uma vitrine da diversidade brasileira. Festas populares, danças tradicionais e manifestações regionais tomaram conta dos corredores e do palco principal.

A programação começou com um trio paraibano especializado em forró pé de serra, divulgando o Festival de Trios de Forró, realizado anualmente em Queimadas, na Paraíba.

As tradições afro-brasileiras também estiveram presentes na programação cultural com a participação da Comunidade Kalunga Engenho II, de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros (GO). A apresentação levou ao público elementos ligados à ancestralidade, à memória coletiva e às manifestações populares da comunidade.

Outro momento que mobilizou os visitantes foi a passagem dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, representantes do Festival de Parintins (AM). Com música, dança e cortejos pelos corredores do evento, os grupos transformaram o espaço em um espetáculo marcado pela forte interação com o público.

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A servidora pública e assistente social Selma Nogueira destacou a diversidade cultural apresentada no evento.

“A gente ficou encantada, maravilhada com os estandes, em saber que o nosso país é riquíssimo, tem muitas regiões belíssimas e muitas coisas para serem aproveitadas e vivenciadas. Muitos locais para visitar, muita coisa bonita para a gente ver”, disse.

Linhas de crédito para o turismo

Uma das medidas anunciadas durante o evento foi a criação de uma linha de crédito voltada para microempreendedores individuais (MEIs) que atuam no turismo. Batizado de “Do Lado do Turismo Brasileiro”, o programa prevê financiamento de até R$ 21 mil por operação, juros de 5% ao ano mais INPC e prazo de carência de seis meses.

A proposta, segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, é facilitar o acesso ao crédito para trabalhadores que costumam enfrentar barreiras no sistema financeiro formal.

“[A linha de crédito] é uma condição para aquelas pessoas que, às vezes, ficam à margem do sistema financeiro do nosso país, mas que têm um papel importantíssimo no setor do turismo. São os micro e pequenos empreendedores individuais: a mulher que vende acarajé, o vendedor de coco, o carrinho de picolé”, afirmou.

O ministro também destacou que o programa contará com aporte inicial de R$ 100 milhões, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.

“Essas pessoas têm muita dificuldade para contratar crédito, se inserir no mercado e melhorar o ambiente de trabalho. Por isso, lançamos, junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, um aporte de R$ 100 milhões para oferecer crédito exatamente a essas pessoas que têm essa necessidade, que estão no Cadastur, mas ainda não têm acesso às linhas de financiamento das instituições financeiras do país”, completou.

Investimento

O crescimento do turismo halal também entrou na pauta do evento. O segmento é voltado ao público muçulmano e reúne serviços adaptados aos princípios islâmicos.

O Brasil, já consolidado como maior exportador mundial de proteína animal halal, busca agora ampliar sua participação no turismo voltado a esse mercado, que pode movimentar R$ 1,88 trilhão até 2028, segundo projeção da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O tema foi discutido no workshop “Turismo e Hospitalidade para o Mercado Halal”, realizado durante dois dias no Salão do Turismo.

Turismo para neurodivergentes

A acessibilidade para pessoas neurodivergentes também foi debatida no evento com o lançamento do “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”, apresentado pelo Ministério do Turismo durante a programação do Salão do Turismo.

O material foi elaborado com base em uma pesquisa nacional conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que ouviu 761 pessoas entre fevereiro e março de 2026, incluindo autistas, pessoas com TDAH, dislexia, familiares e profissionais da área.

O levantamento apontou que fatores sensoriais ainda representam um desafio importante para esse público durante viagens e atividades turísticas. O excesso de barulho, por exemplo, causa desconforto para 72,7% dos entrevistados. Luzes intensas, aglomerações e alterações inesperadas de roteiro também aparecem entre os fatores que afetam a permanência e o bem-estar nos espaços visitados.

Entre as orientações reunidas no guia estão medidas consideradas simples e de baixo custo, como organização de ambientes sensoriais, comunicação mais objetiva, previsibilidade das informações e capacitação das equipes de atendimento.

A pesquisa também mostra que experiências negativas impactam diretamente a imagem dos destinos turísticos: mais de 80% das pessoas neurodivergentes e familiares deixam de recomendar locais após situações de desconforto. Em contrapartida, adaptações como protetores auriculares e estratégias para evitar filas podem melhorar significativamente a experiência dos visitantes.
 

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12/05/2026 04:40h

Experiências apresentadas no Salão do Turismo evidenciam geração de renda, preservação ambiental e protagonismo das comunidades locais

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O turismo de base comunitária, que une preservação ambiental e geração de renda em territórios locais, foi um dos principais temas discutidos durante o Salão do Turismo, realizado em Fortaleza, no Ceará.

Em diferentes painéis, especialistas apresentaram experiências que mostram como trilhas de longa distância e o turismo de pesca sustentável vêm transformando realidades em áreas rurais, comunidades tradicionais e regiões de alta relevância ambiental.

As discussões destacaram ainda que o crescimento do turismo de natureza tem se consolidado como alternativa econômica em territórios como a Serra da Ibiapaba e a Amazônia, com forte participação das comunidades locais na gestão e nos benefícios das atividades.

Na avaliação de Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo (MTur), o setor tem buscado ir além da visitação convencional, dando maior destaque para o que temos de melhor no Brasil.

“A gente tem um grande potencial aqui no Brasil para explorar e é isso que a gente está fazendo por meio dessa política pública, ampliando esses percursos para que o turista possa, não ir para fora, mas conhecer dentro do país as melhores trilhas do mundo, que com certeza estão aqui”, pontuou.

Trilhas de longo curso

Um dos painéis reuniu representantes de diferentes rotas brasileiras de caminhada, como a Caminhos da Ibiapaba (Ceará e Piauí), a Trilha Amazônia Atlântica (Pará) e o Caminho da Fé (Minas Gerais e São Paulo). As iniciativas conectam municípios, unidades de conservação e comunidades locais por meio de percursos de longa distância.

Atualmente, o Brasil conta com 22 trilhas homologadas pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, iniciativa federal voltada à integração de paisagens e à promoção do turismo sustentável.

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De acordo com os participantes, essas rotas têm impulsionado economias locais por meio de hospedagem familiar, alimentação, produção artesanal e serviços de condução turística, além de fortalecerem vínculos de pertencimento nas comunidades envolvidas.

“O turismo de base comunitária é o que hoje o turista está buscando cada vez mais”, afirmou Waldemar Justo, gestor do Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no sudeste do estado do Piauí. Ele destacou que os percursos “agregam pertencimento dentro de uma comunidade local, além de gerar emprego e renda para as famílias”, destacou.

"São vários empregos indiretos que são gerados, e a parte de empreendedorismo mesmo, que é a parte do turismo de base comunitária, geração de parte de hospedagem na casa dessas comunidades ou até mesmo que começaram a construir alguns campings dentro dessas comunidades para recepcionar esses visitantes", complementou Justo.

Já o diretor de planejamento da Trilha Amazônia Atlântica, Júlio Meyer, ressaltou o papel da tecnologia no desenvolvimento das rotas. “Toda trilha que nasce hoje, já nasce com aplicativo e site. Isso é maravilhoso e essencial para o turismo de base comunitária”, disse, citando a Plataforma eTrilhas.

No caso do Caminho da Fé, que liga o Santuário Nacional de Aparecida a cidades do interior paulista e mineiro, a coordenadora Ana Paula Rinaldi destacou a internacionalização da rota e a formação de redes empreendedoras ao longo do trajeto. O percurso conta com sinalização a cada dois quilômetros e já está presente em plataformas internacionais de caminhadas.

“A minha cidade é antes do Caminho da Fé e depois do Caminho da Fé”, afirmou Ana Paula Rinaldi, ao comentar os impactos sociais e econômicos percebidos nas comunidades.

Pesca esportiva e sustentabilidade

Outro eixo do debate tratou do turismo de pesca esportiva na Região Norte, especialmente nos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá. As experiências mostram como a atividade pode contribuir para a conservação ambiental e para a geração de renda em comunidades ribeirinhas.

Dados apresentados pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas indicam que o estado recebe cerca de 35 mil turistas ligados à pesca esportiva, dentro de um universo de aproximadamente 405 mil visitantes.

“Para ter nossa floresta de pé, a gente precisa conservar. A pesca esportiva tem essa força”, destacou Ana Cláudia, diretora de marketing do órgão, ao reforçar a relação entre preservação ambiental e atividade turística.

O painel contou ainda com a participação de representantes da Secult Roraima, Secult Amapá e da FishTV, além de Alexandre Resende. O grupo reforçou a importância da participação das comunidades na construção dos produtos turísticos.

Lariessa Moura, coordenadora do Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do Ministério da Pesca e Aquicultura, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento do pescador amador e à construção do Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva. 

Sobre o evento

O Salão do Turismo foi promovido pelo Ministério do Turismo, com apoio do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza. O evento, realizado entre os dias 7 e 9 de maio, reuniu experiências das 27 unidades da Federação e combinou cultura, gastronomia, artesanato e inovação, funcionando como vitrine do turismo brasileiro.
 

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12/05/2026 04:15h

Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) analisa impactos financeiros das propostas que tramitam no Congresso Nacional; levantamento também alerta para reflexos nas carreiras municipais

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Em estudo técnico, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que a redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios. O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que tramitam no Congresso Nacional. 

A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Conforme a CNM, a medida, além do impacto estimado de R$ 48,4 bilhões nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais. As contratações seriam destinadas a manter o atual nível de prestação de serviços públicos.

Em nota oficial,  o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cuidado e merecem discussão aprofundada. "É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população”, disse.

A confederação lembra, em nota, que o texto da PEC deve entrar em vigor um ano após a promulgação. E avalia que o impacto deve ser ainda maior, considerando que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios.

Já em relação aos reflexos financeiros em torno da promulgação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada semanal de 40 horas, a entidade analisa que as consequências são mais limitadas em relação ao texto da PEC. No entanto, o impacto aos cofres municipais seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores. 

“A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas”, diz um trecho do estudo da CNM.

Reflexos nas carreiras

Além de detalhar os possíveis reflexos financeiros da redução da jornada de trabalho no Brasil, o levantamento aponta que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Pelo estudo, para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos. 

A conclusão é de que os serviços mais básicos para a população deverão precisar de um maior volume de reposição do quadro de funcionários.

Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem. 

A confederação destaca que para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para manter a mesma estrutura vigente antes da PEC. Outra atitude seria buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho ou a informatização de parte dos serviços públicos.
 

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11/05/2026 21:00h

O resultado renovou o menor patamar da divisa em 28 meses

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O dólar encerrou a última sessão cotado a R$ 4,89, após queda de 0,06%.

O resultado levou a moeda ao menor patamar em 28 meses, acompanhando parte do movimento global.

Para analistas do mercado financeiro, o cenário pode estar relacionado à força do real, diante da expectativa de um diferencial maior de juros.

Por outro lado, há aversão ao risco no ambiente externo, diante da possibilidade de retomada de bombardeios entre os Estados Unidos e o Irã.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,78.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

CÓDIGO BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2046 0,1728 0,1496 32,1654 0,1592 0,2799 0,2809
USD 4,8877 1 0,8487 0,7347 157,22 0,7780 1,3681 1,3793
EUR 5,7870 1,1783 1 0,8657 185,24 0,9167 1,6119 1,6252
GBP 6,6594 1,3611 1,1552 1 213,99 1,0589 1,8620 1,8775
JPY 3,10903 0,636072 0,53983 0,467301 1 0,4948 0,87021 0,87735
CHF 6,2824 1,2854 1,0909 0,9443 202,09 1 1,7585 1,7730
CAD 3,5726 0,7310 0,6204 0,5370 114,92 0,5687 1 1,0082
AUD 3,5609 0,7250 0,6153 0,5326 113,98 0,5640 0,9918 1

Os dados são da Investing.com.   
 

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