07/01/2026 04:25h

Revendedores afirmam que repasse do novo ICMS só aparecerá nas pesquisas a partir da segunda quinzena de janeiro

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O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis já pode ser sentido pelos consumidores nos postos. No Distrito Federal, o litro da gasolina ficou, em média, até R$ 0,10 mais caro desde o início do ano.

A informação foi confirmada ao Brasil 61 pelo presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, que também é proprietário de uma rede de postos.

“Eu mesmo fiz [o reajuste] na minha rede. Elevei o preço em R$ 0,10”, afirmou. Segundo ele, o aumento já é perceptível desde o dia 2 de janeiro. “Por onde eu andei, eu percebi [o aumento] no preço de placa. Nós [enquanto sindicato] não fazemos pesquisa, não coletamos dados. Por força de lei, não podemos ter acesso aos preços dos revendedores”, enfatiza.

O reajuste observado em Brasília está alinhado à atualização da alíquota do ICMS sobre a gasolina, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A partir de 1º de janeiro de 2026, o valor do imposto passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro.

Levantamento da ANP

Apesar do aumento percebido e aplicado pelo presidente do Sindicombustíveis-DF, o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta uma queda de R$ 0,01 no preço médio da gasolina, em Brasília, na semana de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026, em comparação com o período anterior.

De acordo com Paulo Tavares, o resultado reflete uma média semanal que ainda inclui os últimos dias de dezembro, período de baixa demanda. “Dezembro é mês de férias, com pouco consumo e vendas. Às vezes tem revendedor que abaixa o preço para aumentar volume [de vendas], desovar estoque, cumprir compromissos, pagar folha de pagamento e o 13º salário. Isso sempre acontece no período de férias. Brasília está vazia, todo mundo viajando”, explica.

O presidente do Sindicombustíveis-DF ressalta ainda que o repasse do aumento do ICMS começou efetivamente a partir do dia 2 de janeiro. “Então esse aumento só vai aparecer na pesquisa da ANP a partir da segunda quinzena de janeiro”, conclui.

Confira a variação dos preços da gasolina comum e do diesel nos estados:

Estados Gasolina Comum (21/12 a 27/12) Gasolina Comum (28/12 a 03/01) Variação Gasolina Diesel (21/12 a 27/12) Diesel (28/12 a 03/01) Variação Diesel
AC 7,97 7,39 -0,58 8,14 7,49 -0,65
AL 6,31 6,06 -0,25 5,97 6,13 0,16
AM 7,01 7,01 0,00 6,50 6,50 0,00
BA 6,32 6,42 0,10 6,01 6,02 0,01
CE 6,16 6,16 0,00 6,17 6,14 -0,03
DF 6,43 6,42 -0,01 5,98 5,95 -0,03
ES 6,29 6,30 0,01 5,92 5,92 0,00
GO 6,40 6,41 0,01 5,89 5,90 0,01
MA 5,90 5,85 -0,05 6,17 5,97 -0,20
MT 6,33 6,37 0,04 6,27 6,31 0,04
MS 5,95 5,94 -0,01 5,92 5,93 0,01
MG 6,11 6,20 0,09 5,84 5,89 0,05
PA 6,20 6,18 -0,02 6,43 6,35 -0,08
PB 5,91 5,95 0,04 5,79 5,81 0,02
PR 6,47 6,47 0,00 5,87 5,88 0,01
PE 6,34 6,33 -0,01 6,01 6,02 0,01
PI 5,80 5,81 0,01 5,97 5,96 -0,01
RJ 6,11 6,09 -0,02 6,09 6,08 -0,01
RN 5,84 5,89 0,05 6,07 6,04 -0,03
RS 6,18 6,21 0,03 6,06 6,09 0,03
RO 6,82 6,85 0,03 6,41 6,37 -0,04
RR 6,70 6,70 0,00 6,62 6,62 0,00
SC 6,34 6,30 -0,04 6,08 6,09 0,01
SP 6,09 6,07 -0,02 6,03 6,05 0,02
SE 6,51 6,51 0,00 5,74 5,76 0,02
TO 6,61 6,66 0,05 6,04 6,04 0,00

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06/01/2026 23:00h

Manutenção do patamar da Selic favorece o desempenho do real pela atração de capital estrangeiro

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O dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,48% frente ao real, cotado a R$5,37, em uma sessão de forte desempenho da divisa brasileira — 3ª com maior valorização frente ao dólar dentre as 31 mais líquidas. O desempenho da moeda estadunidense frente ao real foi influenciado pelo aumento do apetite ao risco causado pela diminuição do receio do mercado sobre a intervenção militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela no último dia 3, além da valorização das commodities metálicas e da atração de capital estrangeiro com a manutenção dos juros em patamar elevado.

Assim como outros países emergentes e exportadores de commodities, o Brasil foi impactado positivamente pelo aumento dos preços dos minérios metálicos durante a sessão. O minério de ferro, por exemplo, encerrou o pregão no maior nível em cinco meses, com a tonelada cotada a 801 yuans — o equivalente a US$114,77.

Apesar da liquidez reduzida e do baixo volume de negociações durante a sessão, houve uma retomada do apetite ao risco devido à diminuição do receio do mercado sobre os desdobramentos da invasão militar dos EUA à Venezuela.

De acordo com analistas do setor, o aumento do apetite ao risco e o alto patamar da Selic — mantida a 15% ao ano por tempo indeterminado — empurraram o desempenho do real. Eles explicam que, com a expectativa do mercado de que o afrouxamento monetário não se inicie ainda na primeira reunião de 2026 do Copom, a taxa de juros do país favorece a atração de capital internacional, pelo diferencial de rendimento frente a outras economias desenvolvidas. 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão cotado a R$6,28, o que representa uma queda de 0,98%.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1859 0,1592 0,1378 29,1199 0,1479 0,2567 0,2761
USD 5,3767 1 0,8557 0,7408 156,67 0,7957 1,3808 1,4839
EUR 6,2814 1,1686 1 0,8658 183,08 0,9299 1,6136 1,7341
GBP 7,2525 1,3499 1,1551 1 211,50 1,0744 1,8638 2,0034
JPY 3,43419 0,638305 0,54621 0,472869 1 0,5079 0,88156 0,94724
CHF 6,7613 1,2568 1,0753 0,9310 196,86 1 1,7353 1,8649
CAD 3,8954 0,7241 0,6197 0,5364 113,42 0,5763 1 1,0745
AUD 3,6221 0,6740 0,5766 0,4992 105,58 0,5362 0,9309 1

 

Os dados são da Investing.com

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06/01/2026 23:00h

Superávit brasileiro de 2025 maior do que o esperado repercute junto a investidores

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 1,11%, aos 163.664 pontos, mantendo o ritmo de ganhos e operando próximo ao nível recorde. O avanço do índice foi apoiado pela valorização das ações da Vale, aumento do apetite ao risco do mercado com a diminuição do receio sobre a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e o desempenho superavitário maior do que o esperado do Brasil em 2025.

A diminuição do receio quanto aos desdobramentos da operação militar na qual os EUA invadiram a Venezuela, no último dia 3, trouxe um aumento do apetite a riscos do mercado durante a sessão, aliado à atração de capital internacional motivada pela manutenção das altas taxas de juros no país.

A valorização das commodities metálicas, como o minério de ferro, apoiou a valorização dos papéis de empresas do ramo extrativista. O maior expoente foi a Vale (VALE3), que teve valorização de mais de 3% e empurrou o desempenho do Ibovespa.

Além disso, no cenário doméstico, o mercado reagiu ao desempenho superavitário do Brasil em 2025 superior ao esperado pelo próprio governo. O país finalizou o ano com saldo positivo de US$68,293 bilhões na balança comercial, o terceiro melhor resultado anual já registrado. A estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), informada em outubro, era um superávit de US$60,9 bilhões.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Arandu Investimentos S.A (ARND3): +29,21%

  • Ambipar Participacoes e Empreendimentos SA (AMBP3): +16,13%

Ações em queda no Ibovespa

  • Azul SA Pfd Registered Shs (AZUL54): -17,81%

  • BCO Mercantil do Brasil SA (BMEB3): -10,50%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$24.834.807.223, em meio a 3.969.136 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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05/01/2026 22:00h

No último pregão, a moeda americana encerrou em queda, com investidores ajustando posições diante de fatores internacionais e retomada do fluxo de negociações

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O dólar fechou em baixa no último pregão, após um dia marcado por forte volatilidade e maior movimentação no mercado financeiro, cotado a R$5,33. A moeda foi negociada em queda frente ao real, em meio ao retorno mais efetivo das operações após um período de liquidez reduzida.

De acordo com especialistas, o aumento do volume negociado contribuiu para ajustes de preços, com investidores reagindo principalmente a acontecimentos no exterior. No início da sessão, a aversão ao risco pressionou moedas de países emergentes, mas o movimento perdeu força ao longo do dia, permitindo uma recuperação parcial desses ativos.

No cenário internacional, indicadores que medem a força global do dólar apresentaram leve recuo, o que também influenciou o desempenho da moeda frente a divisas de mercados emergentes. Ainda segundo especialistas, o comportamento do câmbio refletiu a combinação entre fatores externos e a reorganização das estratégias dos investidores neste começo de ano.

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão cotado a R$6,33.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1848 0,1577 0,1365 28,8711 0,1462 0,2543 0,2753
USD 5,4130 1 0,8527 0,7382 156,26 0,7916 1,3764 1,4889
EUR 6,3412 1,1727 1 0,8658 183,25 0,9282 1,6140 1,7461
GBP 7,3233 1,3546 1,1551 1 211,67 1,0723 1,8644 2,0170
JPY 3,46378 0,639938 0,54573 0,472434 1 0,5066 0,88084 0,95288
CHF 6,8374 1,2633 1,0773 0,9326 197,41 1 1,7388 1,8811
CAD 3,9324 0,7265 0,6196 0,5364 113,53 0,5751 1 1,0818
AUD 3,6321 0,6717 0,5727 0,4958 104,95 0,5316 0,9244 1

 

Os dados são da Investing.com.

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05/01/2026 21:35h

No último pregão, o principal índice da Bolsa brasileira avançou e encerrou aos 161.869,76 pontos, em meio a cautela, tensões internacionais e reavaliação de riscos

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O Ibovespa fechou o último pregão em alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos, em uma sessão marcada por maior movimentação no mercado. O índice chegou a tocar os 162 mil pontos na máxima do dia, mas perdeu força ao longo do pregão, com investidores voltando a demonstrar preocupação com o cenário externo.

De acordo com especialistas, apesar do desempenho positivo, as incertezas internacionais voltaram ao radar, especialmente diante de tensões geopolíticas na América do Sul e no Caribe. O tema dominou as discussões e manteve o mercado em compasso de espera.

No ambiente internacional, bolsas no exterior registraram ganhos, o que ajudou a sustentar o desempenho do mercado brasileiro. Ainda assim, especialistas avaliam que o cenário segue sensível a novos desdobramentos políticos e econômicos.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor  e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Joao Fortes Engenharia S.A. (JFEN3): +11,46%
  • Multi Group S.A (MLAS3): +8,40%

Ações em queda no Ibovespa

Manufatura de Brinquedos Estrela SA (ESTR3):  −39,80%
C&A Modas SA (CEAB3): −15,71%

O volume total negociado na B3 foi de R$22.479.319.300, em meio a 3.513.788 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.  
 

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05/01/2026 01:30h

Nova cobrança de 1% sobre bens e serviços marca início do IVA dual, sem impacto na carga tributária

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O ano de 2026 marca o início da chamada fase de testes operacionais do novo sistema de impostos instituído pela Reforma Tributária. A mudança prevê a extinção gradual de cinco tributos — IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS — e a implantação do IVA dual brasileiro, composto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal.

No entanto, os tributos antigos não serão extintos de imediato. A partir de 1º de janeiro de 2026, passa a vigorar uma alíquota simbólica total de 1% sobre a circulação de bens e serviços, distribuída da seguinte forma:

  • 0,9% para a CBS;
  • 0,1% para o IBS. 

Segundo a legislação, a cobrança não representa aumento da carga tributária. Os valores recolhidos a título de CBS e IBS poderão ser integralmente compensados com o que as empresas já pagam mensalmente de PIS e Cofins. Na prática, o contribuinte paga o novo imposto, mas desconta esse montante das guias dos tributos antigos, mantendo o desembolso total inalterado.

O objetivo dessa etapa é testar o funcionamento do recolhimento simultâneo entre União, estados e municípios, sem impacto financeiro relevante para os contribuintes.

Mudanças nas notas fiscais

Mesmo com alíquotas simbólicas, as obrigações acessórias já estão valendo. Com isso, as empresas deverão:

  • Destacar a CBS e o IBS nas notas fiscais;
  • Preencher os novos campos obrigatórios;
  • Informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços.

Erros na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) ou no enquadramento tributário podem impedir a emissão da nota fiscal; gerar recolhimento incorreto e até travar o faturamento da empresa.

Além disso, em 2026, os softwares de gestão e emissão de documentos fiscais precisarão ser adaptados. Isso ocorre porque os sistemas passam a consultar regras tributárias em tempo real. Empresas que não se adequarem correm o risco de ter notas rejeitadas, operações interrompidas e, futuramente, sofrer autuações fiscais.

Adiamento das penalidades

Os contribuintes terão prazo até 1º de abril de 2026 para se adaptarem às novas exigências da Reforma Tributária. A prorrogação foi definida pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) e pela Receita Federal, por meio do Ato Conjunto nº 01/2025.

A norma adia o início da aplicação de multas para empresas e profissionais autônomos que deixarem de destacar o IBS e a CBS nas notas fiscais. A medida busca permitir que contribuintes e administrações tributárias testem e validem os novos procedimentos de apuração, reduzindo riscos operacionais e inconsistências no sistema.

Pessoas físicas e produtores rurais

A partir de julho de 2026, pessoas físicas consideradas contribuintes habituais de IBS e CBS deverão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A exigência não transforma a pessoa física em empresa, mas facilita a apuração e o controle fiscal.

No caso dos produtores rurais, haverá isenção total para faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Aqueles que ultrapassarem esse limite passarão a contribuir gradualmente com o IVA, cuja alíquota estimada pode chegar a 28%, contra cerca de 5% praticados atualmente.

Sementes e adubos permanecerão isentos, enquanto alimentos e insumos agrícolas terão redução de 60% na alíquota geral do IVA.

Confira as principais etapas da transição:

  • 2026 (fase inicial): cobrança de teste da alíquota de 1% (0,9% CBS e 0,1% IBS). PIS e Cofins permanecem em vigor, com possibilidade de compensação dos valores recolhidos no teste.
  • 2027: extinção definitiva do PIS e da Cofins. A CBS passa a vigorar com alíquota cheia, estimada em cerca de 8,8%. O IPI é zerado para a maioria dos produtos, com exceção dos fabricados na Zona Franca de Manaus.
  • 2029 a 2032: transição gradual para estados e municípios, com redução progressiva do ICMS e do ISS e aumento proporcional do IBS:
    • 2029: 90% ICMS/ISS e 10% IBS;
    • 2030: 80% ICMS/ISS e 20% IBS;
    • Os percentuais seguem sendo ajustados até a inversão completa.
  • 2033: entrada em vigor do sistema definitivo, com extinção total do ICMS e do ISS e aplicação integral da alíquota plena do novo modelo tributário.

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04/01/2026 03:00h

Entidade alerta para a necessidade de atualização dos sistemas eletrônicos e explica como será a fase de transição do novo modelo tributário.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) orienta produtores rurais de todo o país a se prepararem para as mudanças da Reforma Tributária, em vigor desde a última quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. O alerta refere-se à atualização dos sistemas eletrônicos de emissão de notas fiscais, que passam a seguir o novo padrão definido pela Receita Federal.

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, produtores que utilizam sistemas próprios devem realizar a atualização até o fim de dezembro de 2025. A falta de adequação pode gerar restrições na emissão de documentos fiscais a partir do início de 2026.

A medida integra a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, previsto na Emenda Constitucional nº 132, promulgada em dezembro de 2023. O sistema substitui gradualmente os tributos atuais por dois impostos sobre valor agregado: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal.

Em 2026, a implementação ocorre em fase de testes, com aplicação de alíquota de 1%, sem efeito arrecadatório. De acordo com a Receita Federal, o período permite ajustes nos sistemas fiscais e a definição das alíquotas que serão aplicadas após a transição.

A CNA recomenda que os produtores realizem planejamento prévio, com envolvimento das áreas contábil, financeira, jurídica, de tecnologia da informação e de recursos humanos. O objetivo é garantir a emissão de notas fiscais conforme o novo modelo nacional.

A entidade destaca pontos do novo sistema para o setor agropecuário, como a simplificação das obrigações fiscais, a redução de 60% nas alíquotas aplicadas ao agro, o regime opcional para produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, a não incidência do imposto seletivo sobre produtos agropecuários e regras específicas para cooperativas e biocombustíveis.
 

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02/01/2026 03:00h

Lei Complementar 224 reduz incentivos fiscais, limita renúncias e endurece regras para concessão de benefícios da União

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O setor de apostas esportivas on-line e o mercado financeiro digital entram em 2026 sob novas regras tributárias. Uma lei sancionada pelo governo federal altera a política de benefícios fiscais da União, reduz incentivos hoje existentes e amplia a cobrança de impostos sobre bets, fintechs e outras atividades econômicas, com o objetivo de conter renúncias e reforçar o equilíbrio das contas públicas.

A norma foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e entra em vigor, em sua maior parte, em 1º de janeiro de 2026. O texto teve origem no Projeto de Lei Complementar 128/2025, de autoria do deputado federal Mauro Benevides Filho (PDT-CE), aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Corte de incentivos fiscais

Um dos principais pontos da nova legislação é a redução de 10% dos benefícios fiscais atualmente concedidos pelo governo federal. Na prática, empresas que hoje pagam menos impostos por conta de incentivos passarão a recolher um valor maior aos cofres públicos.

O corte alcança tributos como PIS/Pasep, Cofins, Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, CSLL, IPI, Imposto de Importação e a contribuição previdenciária patronal. A redução será aplicada de diferentes formas, como diminuição de créditos tributários, aumento de alíquotas reduzidas ou ampliação da base de cálculo.

Ficam fora do corte as imunidades previstas na Constituição, os benefícios da Zona Franca de Manaus, os produtos da cesta básica, o Simples Nacional e programas sociais como Minha Casa, Minha Vida e Prouni.

Maior tributação para apostas on-line e fintechs

O aumento gradual da tributação das casas de apostas esportivas on-line, conhecidas como beta, também está previsto na Lei Complementar 224. Parte da arrecadação será destinada à seguridade social e a ações de saúde. O texto ainda estabelece punições para a divulgação de apostas não autorizadas ou para transações com empresas irregulares.

No setor financeiro, a contribuição social paga por fintechs e instituições de capitalização será elevada progressivamente até atingir 20% em 2028. Já os juros sobre capital próprio, utilizados pelas empresas para remunerar os sócios, passam a ser tributados em 17,5% de Imposto de Renda retido na fonte.

Renúncias fiscais

A nova legislação torna mais rigorosas as regras para a criação ou prorrogação de benefícios fiscais. A partir de agora, propostas desse tipo precisam informar quem será beneficiado, por quanto tempo o incentivo valerá e quais resultados são esperados.

A lei também cria um limite para o total de renúncias fiscais. Se a soma dos benefícios ultrapassar 2% do Produto Interno Bruto, o governo ficará impedido de conceder novos incentivos, salvo se houver medidas de compensação para preservar o equilíbrio das contas públicas.

Com informações da Agência Senado
 

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02/01/2026 02:30h

Resolução endurece punições e exige mais atenção de micro e pequenas empresas

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Empresas optantes pelo Simples Nacional devem redobrar a atenção às novas regras para a entrega das declarações fiscais. O Comitê Gestor do Simples Nacional publicou uma resolução (nº 183/2025), que endurece as penalidades aplicadas em caso de atraso ou erro no envio da Declaração de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) e da Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS).

A PGDAS-D é o documento no qual o empreendedor informa o faturamento mensal da empresa. A partir de 2026, a multa por atraso passa a ser aplicada já no dia seguinte ao vencimento. Pela legislação atual, o prazo para envio é até o dia 20 do mês subsequente ao de apuração. 

Caso a declaração não seja entregue, a penalidade será cobrada imediatamente após esse prazo. A nova regra também se aplica a declarações em atraso referentes a meses ou anos anteriores, cujo cálculo da multa passará a seguir o novo critério.

Já em relação à DEFIS, que reúne as informações econômicas e fiscais da empresa relativas ao ano anterior, o prazo de entrega é até 31 de março. O não envio do documento gera multa de 2% por mês de atraso, ou por parte de mês. Nos casos de informações incorretas ou omitidas, será cobrado o valor de R$ 100 para cada conjunto de dez dados faltantes ou preenchidos de forma errada.

Em nota, a analista de Políticas Públicas do Sebrae, Layla Caldas, orienta o empreendedor a ser mais organizado. Segundo ela, erros ou atrasos na entrega das declarações passam a gerar impacto financeiro imediato. “É importante verificar junto à contabilidade responsável pela empresa se existe algum mês sem PGDAS-D entregue e verificar se falta a entrega da DEFIS de algum ano”, recomenda.

A analista destaca ainda que a situação fiscal da empresa pode ser consultada tanto pelo e-CAC quanto pelo Portal do Simples Nacional, onde é possível identificar eventuais atrasos junto à Receita Federal.

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02/01/2026 02:00h

Montante é referente à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) arrecadada em novembro e repassada em dezembro; municípios afetados ficaram com mais de R$ 95 milhões

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Estados e municípios brasileiros limítrofes (vizinhos) e afetados pelo setor mineral partilharam mais de R$ 112 milhões, distribuídos pela Agência Nacional de Mineração (ANM), beneficiando 1,8 mil municípios. O valor é referente à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalties da mineração, arrecadada em novembro e repassada em dezembro.

Do montante, mais de R$ 102 mil foram destinados aos estados limítrofes e ao Distrito Federal. Já os municípios limítrofes receberam mais de R$ 17 milhões.

Já os os municípios afetados pelo setor mineral, que incluem áreas com ferrovias, dutos, portos e estruturas, partilharam mais de R$ 95 milhões

Conforme a ANM, os recursos impactam diretamente a economia local e permitem aos entes federativos ampliar investimentos em infraestrutura, serviços públicos e projetos de desenvolvimento regional. 

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Municípios que receberam os maiores valores

Em relação aos municípios afetados, o maior valor da CFEM repassado aos entes foi destinado a Marabá (PA). A cidade recebeu cerca de R$ 2,8 milhões. Em segundo no ranking aparece Açailândia (MA), com R$ 2,6 milhões. Já a capital maranhense, São Luís, também se destaca, com R$ 2,5 milhões.

Entre os estados, Minas Gerais conta com a maior quantia: R$ 31,5 milhões. Já Maranhão recebeu o segundo maior valor, sendo quase R$ 25 milhões. 

Já o maior valor da CFEM repassado aos entes municipais limítrofes foi destinado a Unaí (MG), que recebeu R$ 725 mil. Em segundo no ranking aparece João Pinheiro (MG), com R$ 553 mil. O município paraense Água Azul do Norte também se destaca, com R$ 445 mil. 

O que são municípios limítrofes e afetados?

Os municípios limítrofes são os que integram a divisa com as cidades produtoras minerárias, ou seja, onde a produção mineral ocorre.

A Lei 14.514/2022 estabelece que esses municípios vizinhos passaram a ter o direito de receber valores da CFEM. Além disso, o Decreto 11.659/2023 determina que, caso a produção mineral não utilize ferrovias, portos ou estruturas grandes de mineração, a parte da CFEM deve ir para os municípios limítrofes.

A ANM explica que a Lei nº 14.514/2022 é um marco legal que consolidou e pautou as alterações mais recentes e significativas na forma como os municípios limítrofes recebem a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais.

“O repasse para os municípios limítrofes foi efetivamente regulamentado e começou a ser distribuído sob as novas regras a partir do ciclo iniciado em maio de 2023, observando o disposto na Lei nº 14.514/2022”, destaca a ANM em nota enviada ao Brasil 61. 

Segundo a ANM, os municípios afetados são aqueles que sofrem os impactos das atividades de mineração, como transporte ferroviário, dutoviário, portos e embarque e desembarque, estruturas de mineração e outras instalações. Essas cidades também têm direito a uma parte da CFEM.

CFEM: O que é

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) foi estabelecida pela Constituição de 1988 como uma contrapartida financeira realizada pelas empresas mineradoras aos estados, Distrito Federal e municípios pela exploração econômica dos recursos minerais em seus territórios.   
 

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