12/02/2026 04:50h

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

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A CAIXA inicia nesta quinta-feira (12), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de fevereiro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come

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12/02/2026 04:35h

Segundo o Mapa, feijões secos representaram mais de 98% do valor exportado; produção nacional deve superar 3 milhões de toneladas na safra 2025/26, conforme estimativa da Conab

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As exportações brasileiras de pulses registraram crescimento de 30% na comparação entre 2025 e 2024, com resultado de US$ 448,1 milhões. Levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostra que os feijões secos lideraram a pauta exportadora, ao responderem por mais de 98% do valor total no ano. Na sequência, destacaram-se as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que somaram US$ 859,9 mil.

O comparativo da safra 2025/26 reafirma o feijão como a principal pulse produzida no Brasil, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A empresa estima que a produção total deve superar 3 milhões de toneladas, alta de 0,5% em relação à colheita anterior. O resultado indica estabilidade, mas com leve tendência de crescimento na oferta nacional.

Ao destacar a relevância nutricional das pulses e a presença diária na mesa dos brasileiros, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou as medidas de apoio aos produtores rurais para ampliar a oferta desses alimentos. “Trabalhamos para incentivar cada vez mais a produção desses alimentos por meio de políticas e incentivos aos produtores rurais”, disse.

Requisitos para exportar

Segundo a Pasta, para serem habilitados à exportação, os estabelecimentos que atuam na cadeia de produtos vegetais, subprodutos e resíduos de valor econômico destinados ao consumo humano devem:

  • cumprir os requisitos higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020; e
  • emitir o Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), que atende às exigências dos países ou blocos importadores.

Em protocolos específicos, o Mapa fiscaliza o cumprimento das exigências sanitárias dos países de destino. A atuação é realizada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), que acompanha inspeções e certificações de produtos vegetais destinados à exportação.

A SDA também executa ações de fiscalização em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento e empacotamento, com a coleta de amostras para classificação fiscal, a fim de verificar a conformidade dos produtos com os padrões oficiais. Dados do ministério apontam que os feijões são os produtos mais inspecionados, com destaque para o feijão-de-corda e o feijão-comum. 

O que são pulses?

De acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), pulses são leguminosas secas comestíveis, ricas em proteínas, fibras, vitaminas e aminoácidos, como:

  • feijão;
  • ervilha;
  • lentilha; e 
  • grão-de-bico.

O termo vem do latim puls, que significa “sopa grossa”, em referência ao caldo espesso produzido quando esses grãos são cozidos. O IBRAFE foi pioneiro na adoção da palavra no Brasil. 

Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial das Pulses, celebrado em 10 de fevereiro, para incentivar a produção e o consumo desses alimentos essenciais para a nutrição e a segurança alimentar global.

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Programa prevê descontos de até 50% para pagamentos à vista e parcelados, visando aumentar a arrecadação e diminuir a judicialização

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A Advocacia Geral da União (AGU) lançou, no fim de janeiro, o Programa Pactua Mais, que traz condições mais flexíveis de pagamento para devedores de créditos não tributários da União. A partir de agora, o desconto máximo deixa de ser de 10% e passa a 50%, sendo concedido até em casos de parcelamentos em prazos mais longos, de até 60 vezes, caso haja o pagamento de uma entrada.

O programa é uma iniciativa da Procuradoria Geral da União (PGU), braço operacional da AGU. Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, o Pactua Mais vai reduzir a judicialização e aumentar a arrecadação em casos de devedores. “O programa expressa uma nova metodologia para negociar acordos com devedores. Estamos oferecendo mais opções para que os devedores da União quitem suas dívidas, com descontos e parcelamentos”, explica.

Novas regras do Pactua Mais

O programa prevê descontos regressivos de acordo com o saldo devedor. Para pagamentos à vista, uma primeira faixa prevê a oferta de descontos de até 50% para dívidas de até R$ 20 mil, seguido de uma faixa de R$ 20 mil a R$ 60 mil com percentual máximo de 35%, outra entre R$ 60 mil e R$  100 mil com percentual máximo de 30% e uma última, acima de R$100 mil, que pode ser descontada em até 25%.

Há, também, previsão de descontos para pagamentos parcelados. Em casos de negociações sem entrada, o parcelamento máximo é de 24 vezes, com desconto de até 20%. Em casos de negociações que envolvam uma entrada mínima de 20%, o parcelamento pode ser feito em até 60 vezes, com descontos relativos — 25% (duas a 12 parcelas); 20% (13 a 24 parcelas); 10% (25 a 36 parcelas); e 5% (37 a 60 parcelas).

Dentre as faixas, tanto de pagamentos à vista quanto parcelados, a PGU não deu detalhes sobre os possíveis fatores que definirão as taxas exatas de desconto de cada pagamento, dado que as faixas de desconto foram definidas como sendo de “até X%”.

O Pactua Mais também permite que acordos mais simples sejam resolvidos pelo sistema automatizado da AGU, o que dispensa a aprovação prévia por advogados e possibilita a revisão de taxas de juros. As negociações são individuais, contemplam pessoas jurídica e física e devem ser solicitadas pelos devedores nas unidades estaduais da PGU.

Em 2025, pelas regras antigas, a PGU celebrou mais de 1,8 mil acordos para pagamento voluntário de dívidas — a maioria referente a condenações no Tribunal de Contas da União (TCU) por mau uso de verbas federais. Outra parte expressiva dos créditos provém de processos da Justiça Eleitoral. Os acordos arrecadaram R$ 263 milhões. Com o Pactua Mais, a expectativa é de aumento em torno de 20%, que representaria um montante de R$ 315 milhões.

A procuradora-geral da União, Clarice Calixto, explica que esse tipo de solução extrajudicial costuma ser procurada pelos devedores quando há bloqueio de bens ou negativação em cadastros de crédito. Ela reforça a aposta do programa na desjudicialização. “Com os novos descontos e opções de parcelamento, espera-se que mais pessoas busquem regularizar suas dívidas. Ao aumentar o número de pagamentos voluntários, a demanda nas varas judiciais deve diminuir, já que esses acordos podem suspender e até encerrar ações de execução”, destaca.

Com dados da AGU.

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11/02/2026 23:25h

Falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltaram a reforçar a intenção da autarquia de iniciar o ciclo de cortes na Selic em março

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 2,03%, aos 189.699 pontos, novo valor nominal recorde para o fechamento, após renovar a máxima histórica intradia aos 190.047 pontos. O desempenho do índice foi influenciado pela continuidade do fluxo de capital estrangeiro para países emergentes, pelas falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelos resultados da pesquisa eleitoral da Genial/Quaest.

No exterior, os principais índices das Bolsas de Nova York fecharam em tom misto após a divulgação do Payroll, o principal dado do mercado de trabalho dos EUA. O resultado indicou a criação de 130 mil vagas de emprego em janeiro, acima do esperado pelo mercado, enquanto a taxa de desemprego caiu a 4,3%. Segundo a agência Reuters, o cenário fez com que as apostas pela manutenção da taxa de juros na próxima reunião do FOMC — o Copom do país — subissem para 95% na manhã desta quarta-feira (11).

De acordo com analistas do setor, o ambiente externo segue favorável aos países emergentes, com a continuidade de um relevante fluxo de capitais em direção a ativos de maior retorno — movimento que segue beneficiando o Brasil devido ao diferencial de juros da Selic, mesmo com o Payroll mais forte nos EUA.

No cenário doméstico, o desempenho do Ibovespa foi empurrado pela continuidade de fluxo de capital estrangeiro para países emergentes, o que também favoreceu o desempenho dos “pesos pesados”. As ações da Petrobras, assim como as da Vale, fecharam em alta de mais de 3%, na contramão do petróleo e da estabilidade do minério de ferro.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou, em discurso na manhã desta quarta (11), a intenção da autarquia de iniciar o afrouxamento monetário em março, e explicou que a decisão de esperar os 45 dias teve o objetivo claro de reunir mais confiança antes de iniciar o ciclo de cortes. A aposta majoritária do mercado é a de um corte inicial de 0,50% na Selic em março, na próxima reunião do Copom.

Outro fator que influenciou o índice durante a sessão foi a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, a primeira rodada sem a inclusão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O resultado mostrou a manutenção da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante o senador Flávio Bolsonaro em todos os sete cenários abordados, tanto em primeiro quanto em segundo turno. O petista mantém vantagem de 4 a 8 pontos, a depender do cenário.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Suzano S.A. (SUZB3): +13,32%

  • MPM Corporeos SA (ESPA3): +12,50%

Ações em queda no Ibovespa

  • Agrogalaxy Participacoes SA (AGXY3): -8,49%

  • Nordon Industrias Metalurgicas S.A. (NORD3): -8,16%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 38.569.041.343, em meio a 4.786.215 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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11/02/2026 23:25h

Dados do mercado de trabalho dos EUA melhores que o esperado valorizaram o dólar no exterior, mas a rotação global segue beneficiando emergentes e segurando o real

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O dólar comercial encerrou o último pregão em baixa de 0,18% frente ao real, cotado a R$  5,18, repetindo o menor patamar em 21 meses. O câmbio destoou da tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando leve alta de 0,03%.

O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela divulgação dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos (Payroll) mais fortes do que o esperado, pela continuidade do fluxo de capitais em direção aos mercados emergentes e pelo desempenho com recorde intradia do Ibovespa.

No exterior, o dólar comercial se fortaleceu frente às moedas globais com a divulgação do Payroll, o principal dado do mercado de trabalho dos EUA. O resultado indicou a criação de 130 mil vagas de emprego em janeiro, acima do esperado pelo mercado, enquanto a taxa de desemprego caiu a 4,3%. Segundo a agência Reuters, o cenário fez com que as apostas pela manutenção da taxa de juros na próxima reunião do FOMC — o Copom do país — subissem para 95% na manhã desta quarta-feira (11).

De acordo com analistas do setor, o ambiente externo segue favorável aos países emergentes, com a continuidade de um relevante fluxo de capitais em direção a ativos de maior retorno — movimento que segue beneficiando o real devido ao diferencial de juros da Selic, mesmo com o Payroll mais forte nos EUA.

No cenário doméstico, o real ganhou força frente ao dólar com o desempenho positivo do Ibovespa, que voltou a renovar o recorde intradia acima dos 190 mil pontos. Para analistas do setor, o desempenho do índice reforça a percepção do apetite a risco e mostra que o mercado tratou o relatório estadunidense (Payroll) como insuficiente para reverter a tendência de rotação global, permitindo que o real mantivesse força frente ao dólar.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,32%, cotado a R$ 6,15.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1929 0,1619 0,1411 29,5379 0,1488 0,2619 0,2699
USD 5,1825 1 0,8421 0,7337 153,09 0,7711 1,3572 1,4034
EUR 6,1568 1,1874 1 0,8712 181,78 0,9157 1,6115 1,6664
GBP 7,0654 1,3630 1,1478 1 208,65 1,0510 1,8497 1,9127
JPY 3,38537 0,653189 0,55007 0,479260 1 0,5037 0,88648 0,91667
CHF 6,7216 1,2968 1,0921 0,9515 198,53 1 1,7600 1,8199
CAD 3,8189 0,7368 0,6205 0,5406 112,80 0,5682 1 1,0340
AUD 3,7064 0,7126 0,6001 0,5228 109,08 0,5495 0,9671 1

 

Os dados são da Investing.com

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11/02/2026 12:00h

Discussão sobre mudanças na jornada de trabalho opõe argumentos de qualidade de vida e preocupações com custos, empregos e competitividade

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O debate sobre o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, entidades empresariais e representantes do mercado de trabalho. A proposta, defendida por parte dos parlamentares como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes setores.

Nos últimos meses, projetos de lei, declarações públicas e discussões em comissões parlamentares intensificaram o embate entre a busca por melhores condições de trabalho e a preocupação com a sustentabilidade das empresas, especialmente no comércio e no setor de serviços, que dependem de funcionamento contínuo e escalas mais extensas.

Atualmente, quatro propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitam no Congresso sobre o tema. Uma delas é a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Segundo o relator da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6x1, deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), o relatório final deve propor a redução da contribuição previdenciária patronal de 20% para 10% em empresas nas quais a folha de pagamento representa 30% ou mais do faturamento.

“Nós sabemos da importância do trabalhador ter mais dias de descanso, ter uma vida mais saudável, mas também sabemos que a economia precisa que as empresas estejam saudáveis e competitivas”, afirma.

Os impactos da mudança para o mercado

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) acompanha o avanço do debate com cautela e reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. A entidade alerta que o fim da escala 6x1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos significativos para o mercado.

Entre os principais pontos de atenção estão o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contratações adicionais, a redução da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade. A preocupação é maior entre micro, pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade de absorver mudanças repentinas na legislação trabalhista.

Segundo a CACB, setores como comércio, turismo, alimentação e serviços essenciais seriam diretamente afetados, já que operam com horários estendidos e dependem de escalas para manter o atendimento ao público.

O vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que países desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores porque contam com alta produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Segundo ele, enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda limitam ganhos de produtividade.

“Quando você reduz a carga horária, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo será repassado ao mercado”, destaca.

Ele também chama atenção para o risco enfrentado por empresas que não conseguem repassar ao mercado o aumento dos custos. No caso de negócios que atuam como fornecedores e conseguem distribuir esse reajuste ao longo da cadeia produtiva, o impacto tende a ser menor. Já para quem está na ponta, lidando diretamente com o consumidor final, a margem de manobra é reduzida: se o público não absorver a alta de preços, a empresa pode ter sua rentabilidade comprometida e, no pior cenário, ser levada ao fechamento.

Fernando Moraes, empresário do setor de telefonia e presidente do Conselho Superior da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), avalia que a possível extinção da escala 6x1 precisa ser analisada com muita cautela. 

“O comércio e os serviços dependem fortemente de mão de obra e operam com margens apertadas. Uma mudança desse porte, sem transição e sem contrapartidas como desoneração da folha e ganhos de produtividade, pode elevar custos, reduzir competitividade e afetar a geração de empregos. Defendemos diálogo e equilíbrio para que o avanço nas relações de trabalho não resulte em efeitos negativos para a economia”, ressalta.

Qualidade de vida e reflexos na economia

Defensores do fim da escala 6x1 argumentam que a mudança pode trazer ganhos à saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, especialistas apontam que os impactos sobre a produtividade e a economia variam conforme o setor, o porte da empresa e o modelo de implementação.

Para a CACB, é inegável que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, mas é preciso avaliar os impactos financeiros também para o trabalhador.

O trabalhador também é comprador. Então se o preço é impactado, se o custo subir, ele vai ter que fazer um esforço maior para manter aquilo que ele já tem”, afirma Valmir Rodrigues.

A entidade defende que o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.

Enquanto o tema segue em discussão no Congresso Nacional, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.

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11/02/2026 04:55h

Parlamentares e setor produtivo defendem que associações civis sem fins lucrativos não sejam atingidas pela LC 224/2025

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Parlamentares e representantes do setor produtivo defendem que entidades sem fins lucrativos fiquem fora do corte de 10% em incentivos e benefícios tributários federais previsto na Lei Complementar nº 224/2025. O tema foi debatido durante reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), realizada em 3 de fevereiro, em Brasília. 

Na ocasião, o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), representando a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), destacou o papel dessas associações e defendeu que elas sejam excluídas da redução.

“A Lei Complementar nº 224/2025 deixou um entendimento de que só quem tiver CEBAS (Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social), só quem for entidade filantrópica [poderá ficar de fora da norma]. As associações sem fins lucrativos não são filantrópicas, mas têm um papel social fundamental para este equilíbrio no ambiente democrático”, afirmou.

O vice-presidente jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Anderson Trautman Cardoso, apresentou pleito de que o corte de 10% não atinja as associações civis, sem fins lucrativos, ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

A reivindicação da CACB é deixar de fora dessa redução de incentivos fiscais prevista na Lei Complementar 224/2025 as associações civis, sem fins lucrativos. “Há uma sinalização muito positiva do secretário Barreirinhas de que o tema será enfrentado com boas perspectivas de termos um desfecho positivo”, disse Cardoso.

O que diz a Lei Complementar

A LC 224/2025 determina a redução de 10% nos incentivos e benefícios tributários federais. Na prática, se antes uma empresa ou entidade usufruía de um benefício que reduzia a carga tributária em determinado valor, agora esse benefício tende a ser 10% menor, salvo exceções previstas em lei.

Os tributos atingidos incluem:

  • PIS e Cofins (inclusive importação);
  • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL);
  • Imposto de Importação (II);
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Contribuição previdenciária do empregador.

A medida impacta benefícios associados a praticamente todos os principais tributos federais pagos pelas empresas.

O que muda para as empresas

Para os optantes do Simples Nacional, não há alteração, já que o regime não está sujeito a corte de benefícios.

No caso de empresas no Lucro Presumido com faturamento anual acima de R$ 5 milhões, o governo deverá aplicar uma presunção de lucro 10% maior sobre a parcela que exceder esse limite.

Já para empresas fora do Simples (e que não estejam em outras exceções), o corte de 10% pode atingir incentivos federais como isenções, reduções, créditos presumidos e outros mecanismos classificados como “gasto tributário” na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Impacto sobre Federações e Associações Comerciais

Pela norma, entidades sem fins lucrativos podem ser impactadas pela redução dos benefícios fiscais. No entanto, há dois grupos principais de exceções:

Imunidades previstas na Constituição Federal

  • igrejas;
  • partidos políticos;
  • sindicatos dos trabalhadores;
  • entidades de educação e assistência social (desde que cumpram requisitos legais).

Exceções previstas na LC 224/2025

  • Organizações Sociais (OS);
  • Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP);
  • entidades com Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS).

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11/02/2026 04:20h

Maior parcela do valor devido é relacionado a empresas do Simples Nacional; saiba como regularizar seu parcelamento

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A Receita Federal enviou, nesta terça-feira (10), 1,2 milhão de comunicados a contribuintes com ao menos uma parcela de parcelamentos em atraso. O movimento é o pontapé inicial da ação nacional de conformidade Parcela em Dia, iniciativa da Receita Federal que visa orientar os contribuintes, prevenir a exclusão de programas de parcelamento e incentivar a busca por regularidade fiscal.

A ação abrange pessoas físicas, empresas — inclusive as optantes pelo Simples Nacional — e entes públicos, como municípios. Dentre o valor total cobrado no âmbito da ação, que é de R$ 6,4 bilhões, uma parcela majoral, de R$ 5,5 bilhões, está relacionada a dívidas sobre parcelamentos do Simples Nacional.

A receita explica que a Parcela em Dia tem caráter preventivo e corretivo, pois o acúmulo de três parcelas em atraso acarreta a exclusão do parcelamento e a consequente necessidade imediata de pagamento do valor total em aberto. Além disso, em casos de parcelamentos especiais, a inadimplência pode resultar na perda de condições beneficiárias concedidas, como reduções de multas e juros.

Diante do cenário apresentado, a Receita Federal reforça a importância da regularização das parcelas em atraso, por meio do pagamento das parcelas devedoras ou da solicitação de reparcelamento, quando disponível, visando evitar a incidência de juros adicionais e preservar os benefícios originais do parcelamento.

Como regularizar seu parcelamento

A Receita Federal instrui contadores e contribuintes a acessar regularmente a Caixa Postal do e-CAC para verificar o recebimento de comunicações no âmbito do Parcela em Dia e, assim, regularizar parcelas não pagas.

A Caixa Postal do e-CAC deve ser acessada autenticando o acesso à conta gov.br relacionada aos parcelamentos que se deseja conferir.

Dados estaduais

Confira a lista de valores totais em atraso por estado e a parcela referente a empresas do Simples Nacional:

Estado Saldo Devedor Simples Nacional (valor total) Simples Nacional (%)
Acre R$ 16.715.885,15 R$ 15.062.286,86 90,11%
Alagoas R$ 77.699.956,41 R$ 68.800.741,05 88,55%
Amazonas R$ 70.998.239,02 R$ 60.325.777,16 84,97%
Amapá R$ 19.182.556,12 R$ 15.981.334,00 83,31%
Bahia R$ 490.533.630,45 R$ 449.479.607,99 91,63%
Ceará R$ 232.685.542,82 R$ 203.423.894,70 87,42%
Distrito Federal R$ 183.550.408,49 R$ 162.445.375,39 88,50%
Espírito Santo R$ 159.194.509,43 R$ 145.932.964,88 91,67%
Goiás R$ 305.341.277,50 R$ 281.976.566,78 92,35%
Maranhão R$ 143.162.793,61 R$ 127.808.144,79 89,27%
Minas Gerais R$ 680.934.241,80 R$ 591.344.415,90 86,84%
Mato Grosso do Sul R$ 107.798.474,50 R$ 95.006.928,00 88,13%
Mato Grosso R$ 210.404.545,11 R$ 193.651.200,09 92,04%
Pará R$ 183.177.461,19 R$ 153.436.474,57 83,76%
Paraíba R$ 86.848.089,79 R$ 75.558.963,29 87,00%
Pernambuco R$ 231.926.880,90 R$ 210.082.997,06 90,58%
Piauí R$ 72.421.807,50 R$ 63.744.471,35 88,02%
Paraná R$ 409.592.115,89 R$ 353.600.077,78 86,33%
Rio de Janeiro R$ 635.484.741,34 R$ 566.580.548,00 89,16%
Rio Grande do Norte R$ 102.909.930,85 R$ 93.376.254,81 90,74%
Rondônia R$ 64.349.648,16 R$ 60.763.646,06 94,43%
Roraima R$ 17.278.032,87 R$ 14.707.484,18 85,12%
Rio Grande do Sul R$ 297.654.350,60 R$ 243.558.717,74 81,83%
Santa Catarina R$ 426.218.810,26 R$ 373.338.579,99 87,59%
Sergipe R$ 43.591.206,88 R$ 39.225.833,89 89,99%
São Paulo R$ 1.046.106.188,39 R$ 716.060.212,03 68,45%
Tocantins R$ 53.774.119,88 R$ 46.169.716,38 85,86%

 

Os dados são da Receita Federal.

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11/02/2026 04:15h

Em relação ao minério de ferro, o valor agregado da produção chegou a R$ 159 bilhões

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Dados do Anuário Mineral Brasileiro 2025 revelam que a produção de substâncias metálicas e de grafita alcançou R$ 220,5 bilhões em 2024. Foram analisados os quadros de 14 substâncias metálicas, somadas à grafita, que, juntas, correspondem a 82% do valor da produção mineral brasileira.

O levantamento, divulgado no início desta semana, apresenta um panorama do desempenho econômico do setor, com destaque para minerais estratégicos para a transição energética e para o impacto da atividade na balança comercial e na arrecadação pública.

“A mineração brasileira precisa ser compreendida a partir de dados, e não de percepções. O Anuário é um instrumento público a serviço desse debate”, destaca o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Sousa.

No caso do minério de ferro, por exemplo, o valor agregado da produção chegou a R$ 159 bilhões. O documento também contempla minerais como grafita, alumínio, cobre, cromo, lítio, manganês, níquel e zinco.

Clique aqui para ter acesso ao Anuário Mineral Brasileiro 2025

Os dados consolidados têm como base os Relatórios Anuais de Lavra (RAL), preenchidos pelos mineradores com informações referentes às atividades realizadas em 2024.

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Segundo a superintendente de Economia Mineral da ANM, Inara Oliveira Barbosa, o Anuário contribui para a elaboração de informações estratégicas. A partir dos cenários apresentados, são formuladas análises que auxiliam na definição de políticas públicas e na tomada de decisões nos setores público e privado.

“Ele [o Anuário Mineral Brasileiro] permite compreender não apenas o desempenho econômico da mineração, mas também seu papel estrutural no desenvolvimento regional, na transição energética e na inserção internacional do Brasil”, afirmou.

Balança comercial

Em 2024, o saldo da balança comercial do segmento mineral foi de US$ 42 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 59,9 bilhões e importações que atingiram US$ 17,9 bilhões. A China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras e também como o maior fornecedor de substâncias metálicas ao país.

No Brasil, mais de 270 minas das substâncias analisadas estão em operação, das quais 109 são de minério de ferro. A atividade gera retorno ao Estado por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Em 2024, a arrecadação com a produção das substâncias metálicas analisadas, somadas à grafita, chegou a R$ 7 bilhões.

Com o objetivo de viabilizar o fluxo da atividade minerária, a ANM outorgou, no período, cerca de 4.800 autorizações de pesquisa, 56 concessões de lavra e 141 permissões de lavra garimpeira.

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10/02/2026 22:00h

A moeda norte-americana encerrou o último pregão com pequena valorização frente ao real, acompanhando o movimento global de fortalecimento do dólar

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 O dólar fechou o último pregão em leve alta, com valorização de 0,16%, cotado a R$ 5,19. O movimento acompanhou o avanço da moeda americana frente às principais divisas internacionais, em um dia marcado por maior força do dólar no cenário externo.

De acordo com especialistas, a alta reflete um ajuste técnico após a realização observada nos últimos dias, sem a influência de fatores domésticos relevantes. A avaliação é de que o comportamento do câmbio esteve mais ligado às dinâmicas do mercado internacional do que a eventos internos.

Analistas apontam ainda que, nos próximos pregões, o dólar tende a seguir sensível a dados econômicos dos Estados Unidos, especialmente aqueles relacionados ao mercado de trabalho, que ajudam a balizar as expectativas sobre a política monetária americana.

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 6,18.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1925 0,1617 0,1410 29,6997 0,1478 0,2608 0,2718
USD 5,1945 1 0,8403 0,7324 154,27 0,7675 1,3548 1,4126
EUR 6,1834 1,1901 1 0,8718 183,60 0,9134 1,6123 1,6812
GBP 7,0956 1,3653 1,1472 1 210,62 1,0478 1,8495 1,9287
JPY 3,36715 0,648193 0,54463 0,474767 1 0,4975 0,87817 0,91567
CHF 6,7672 1,3028 1,0948 0,9543 201,03 1 1,7650 1,8404
CAD 3,8341 0,7381 0,6203 0,5407 113,88 0,5665 1 1,0427
AUD 3,6784 0,7079 0,5948 0,5185 109,21 0,5433 0,9590 1

Os dados são da Investing.com.

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