Indústria

Economia
24/06/2022 18:20h

O presidente da Abiquim discorda do veto ao dispositivo que previa extinção gradual do Regime Especial da Indústria Química até 2027. Ciro Marino diz que governo não levou em consideração políticas de outros países que competem com o Brasil

Baixar áudio

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a Medida Provisória 1.095/2021, que altera o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), nessa quarta-feira (22). Criado em 2013, o Reiq concede incentivos tributários à indústria química para que o segmento consiga ser competitivo no mercado internacional. A MP aprovada pelo Congresso previa um período de transição para o fim do regime até 2027, mas o Executivo não concordou com esse prazo. 

Nesta quinta-feira (23), Ciro Marino, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), disse que vai seguir dialogando com o governo federal e o Legislativo para mostrar a importância do Reiq para o setor e a indústria brasileira. “Os países com os quais competimos têm os seus próprios ‘Reiqs’ e isso talvez não tenha sido colocado em perspectiva na análise do governo federal”, avaliou durante o evento “Diálogos com a Química”.  

Ciro também afirmou que as idas e vindas em torno da extinção do Reiq causam insegurança jurídica e dificultam a atração de investimentos. “A lei já previa uma redução gradual [do Reiq] e a sua extinção. Mexer nesse momento cria instabilidade e não é bom. A gente deve seguir dialogando com o governo para explicar o que acontece lá fora. Se nós hoje seguimos um governo liberal baseado nas premissas da Escola de Chicago, os EUA são os primeiros a fazer isso [adotar medidas protecionistas]”, destacou. 

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista pela Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e de Plástico, ressaltou que o Congresso Nacional trabalhou para manter o Reiq e preservar a competitividade do setor químico, mas que o veto parcial à MP impossibilita isso.  

“Depois de termos avançado em mais um entendimento, que não satisfez a indústria química brasileira, mas que trabalhamos muito para que ele acontecesse, tivemos vetos do presidente da República, que nos distanciou do mínimo dos mínimos, que é a compreensão dessa competitividade, o reconhecimento da importância da atividade para o nosso país”, entende. 

No Rio Grande do Sul, o fim do Reiq pode acarretar a extinção de 9,1 mil empregos na cadeia da indústria química

Bahia: fim do Reiq pode comprometer R$ 2,4 bilhões da produção anual e acabar com mais de 10 mil empregos

Desproporção

Segundo a Abiquim, o setor gera dois milhões de empregos diretos e indiretos no país. O faturamento chega a 118 bilhões de dólares por ano, o que faz da indústria química brasileira a sexta maior do mundo. De todo o PIB industrial do país, a indústria química responde por 11%, sendo a terceira maior em faturamento. Apesar disso, é o setor industrial que mais paga impostos, o que é desproporcional, ressaltou Ciro. 

“Nós somos o terceiro setor em PIB, porém somos o primeiro setor em arrecadação federal. Isso mostra que há um descompasso nas questões tributárias no Brasil. Esperamos que num horizonte visível de poucos anos a gente tenha uma reforma tributária que possa acomodar essa situação, porque a indústria, de forma geral, inclusive a química, opera com cerca de 40% a 45% de carga tributária, enquanto os nossos concorrentes da OCDE operam com 20% a 25%. Temos que trabalhar nisso”, pontua. 

Um dos argumentos da indústria química pela manutenção do Reiq é que o regime ajuda a minimizar os danos que o Custo Brasil impõe às empresas do país que, diante da alta carga tributária e da falta de infraestrutura, por exemplo, têm pouca competitividade no mercado externo. 

Segundo Ciro, as indústrias químicas brasileiras pagam 300% a mais por gás natural, insumo essencial para a produção, do que as americanas, e mais de 400% do que outros países pagam pela eletricidade. Além disso, ele diz que os países com os quais o Brasil compete também têm seus próprios regimes especiais de incentivo à indústria química. 

Oportunidade

Em parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, a Abiquim promoveu o evento “Diálogos com a Química”. A atividade reuniu representantes do poder público e privado para debater a importância do setor na retomada da economia. 

Os painelistas reforçaram que a indústria química brasileira não pode ficar à mercê de estratégias de governo temporárias, mas que precisa de ações de longo prazo, conforme destacou Flávio Rocha, secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.  

Daniela Marques, representante do Ministério da Economia, disse que a indústria química brasileira pode ser protagonista em um cenário econômico que pede por soluções verdes e digitais. “Cabe a nós apoiar e não atrapalhar o setor produtivo. É para isto que estamos aqui: construir política de Estado e promover uma retomada de crescimento sustentado do Brasil através de investimentos privados”, disse. 

A secretária de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, Glenda Lustosa, citou que a alta nos custos da energia e das matérias-primas, a carga tributária e a baixa infraestrutura devem ser alvos das autoridades. Por outro lado, chamou a atenção dos participantes para as vantagens da indústria química nacional. 

“O Brasil segue sendo território fértil para a indústria química a partir da abundância de matérias-primas e energia, de seu parque industrial, grande consumidor de produtos do setor químico e que está sendo objeto de reindustrialização pelo governo federal”. 

Já o economista Paulo Gala, da Fundação Getulio Vargas (FGV), destacou que os países mais ricos, com alta renda per capita e baixa desigualdade, são aqueles que fabricam produtos sofisticados, entre os quais se incluem os itens da indústria química. Segundo Gala, a indústria química brasileira domina boa parte do processo de fabricação desses produtos, mas não consegue acessar o mercado internacional de forma competitiva. 

“O Brasil tem um potencial fantástico em termos de conquistar os mercados no mundo e de avançar a sua química em relação às capacidades que a gente já domina. Não adianta a gente achar que, com abertura comercial, e com livre comércio a gente vai conseguir bater os gigantes do mundo que operam em mercados absurdamente concentrados. A gente vai precisar de políticas públicas e de parcerias público-privadas, de uma série de medidas que nos ajude a enfrentar essa concentração industrial”, concluiu. 

Copiar o texto
23/06/2022 03:15h

O presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu vetar a prorrogação de incentivos fiscais à indústria química. Parlamentares e representante do setor se mostram preocupados com a decisão

Baixar áudio

O presidente Jair Bolsonaro vetou a prorrogação de incentivos fiscais à indústria química que teria até 2027. O prazo havia sido estabelecido pelo Congresso Nacional, durante a análise da Medida Provisória 1095/2021, que trata do Regime Especial da Indústria Química (Reiq). 

Alguns estados brasileiros se mostram preocupados com a decisão, como é o caso do Rio Grande do Sul.

Informações disponibilizadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, revelam que o fim do Reiq pode acarretar a extinção de 9,1 mil empregos na cadeia produtiva da indústria química gaúcha. No Brasil as perdas na arrecadação chegam à ordem de R$ 1,8 bilhão e uma retração prevista de R$ 5,5 bilhões no PIB nacional.

Originalmente, a Medida Provisória enviada pelo governo federal estabelecia o fim abrupto do Reiq. Mas os deputados conseguiram criar uma alternativa, com uma fase de transição até 2027, e extinção do regime em 2028. O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos, expressou insatisfação com a decisão. 

Construção da Ferrogrão contribuirá para redução do Custo Brasil e de emissões de CO²

Guerra entre Rússia e Ucrânia encarece preços dos fertilizantes em mais de 140% e do petróleo em cerca de 70%

“O regime especial da indústria química reduzia a tributação de PIS/Cofins sobre o setor. Então, a extinção do Reiq leva a uma elevação de carga tributária. A carga tributária do setor químico no Brasil hoje, com o regime especial, é em torno de 43%, contra 25% do restante do mundo, em média”, pontua. 

Parlamentares também se dizem preocupados com a decisão do Executivo Federal. Na avaliação do deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), o setor é um dos grandes responsáveis pela geração de emprego e renda no Brasil, e prejuízos no seu funcionamento podem trazer risco, inclusive, a outros segmentos econômicos.

“Não dá para fazer o raciocínio do setor petroquímico apenas com exigências de empresas fiscais. Precisamos perceber que o setor está na embalagem, no produto, está em todos os lugares. Se mexer nesse setor, serão criados grandes problemas para todos os setores competitivos”, destaca.

Criado em 2013, o Reiq concede incentivos tributários à indústria química. Na prática, o regime especial isenta em 3,65% o PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas básicas petroquímicas de primeira e segunda geração.   
 

Copiar o texto
23/06/2022 03:00h

O presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu vetar a prorrogação de incentivos fiscais à indústria química. Parlamentares e representante do setor se mostram preocupados com a decisão

Baixar áudio

O presidente Jair Bolsonaro vetou a prorrogação de incentivos fiscais à indústria química até 2027. O prazo havia sido estabelecido pelo Congresso Nacional, durante a análise da Medida Provisória 1095/2021, que trata do Regime Especial da Indústria Química (Reiq). 

Alguns estados brasileiros se mostram preocupados com a decisão, como é o caso da Bahia. Na Unidade da Federação, a extinção do Reiq deve comprometer R$ 2,4 bilhões da produção anual, o que pode acabar com mais de 10 mil postos de trabalho. 

Originalmente, a Medida Provisória enviada pelo governo federal estabelecia o fim abrupto do Reiq. Mas os deputados conseguiram criar uma alternativa, com uma fase de transição até 2027, e extinção do regime em 2028. O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos, expressou insatisfação com a decisão. 

“O regime especial da indústria química reduzia a tributação de PIS/Cofins sobre o setor. Então, a extinção do Reiq leva a uma elevação de carga tributária. A carga tributária do setor químico no Brasil hoje, com o regime especial, é em torno de 43%, contra 25% do restante do mundo, em média”, pontua. 

Construção da Ferrogrão contribuirá para redução do Custo Brasil e de emissões de CO²

Guerra entre Rússia e Ucrânia encarece preços dos fertilizantes em mais de 140% e do petróleo em cerca de 70%

Parlamentares também se dizem preocupados com a decisão do Executivo Federal. Na avaliação do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), o fim do Reiq provoca incertezas sobre o futuro do setor. Além disso, ele considera que acabar com o benefício antes do prazo previsto causa prejuízos financeiros aos investidores. 

“A decisão só perturbou o ambiente jurídico, porque é um tema que já foi deliberado três vezes aqui no Congresso Nacional, e o governo insistiu em não cumprir a decisão do parlamento. Isso estabelece uma insegurança sobre os próximos passos”, destaca.

Criado em 2013, o Reiq concede incentivos tributários à indústria química. Na prática, o regime especial isenta em 3,65% o PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas básicas petroquímicas de primeira e segunda geração.    
 

Copiar o texto
20/06/2022 07:00h

Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, serão necessários mais de 580 mil profissionais capacitados em nível técnico e 360 mil em nível superior, até 2025

Baixar áudio

Um estudo do Observatório Nacional da Indústria aponta crescimento da demanda por profissionais com nível técnico e superior em São Paulo. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, até 2025, serão necessários 583.659 profissionais capacitados em nível técnico e 364.029 em nível superior para atender o mercado de trabalho paulista.

Apesar da demanda por profissionais com nível de qualificação ser maior - 1.432.079 capacitados com menos de 200 horas e 684.359 com mais de 200 horas - a necessidade por ocupações em nível superior se mostra uma tendência, como explica o gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Laura Jorge Donato é analista e desenvolvedora de sistemas em Mococa, interior de São Paulo. Formada há quatro anos em nível superior, ela conta o que a motivou a entrar na área de tecnologia da informação.

“A área de tecnologia da informação segue crescendo muito. Hoje, existem muitas oportunidades no mercado, mas não tem profissionais o suficiente para suprir a demanda. Minha primeira oportunidade foi na faculdade, como estagiária. E hoje tenho quatro anos e quatro meses de empresa”, relata.

Ocupações

Em São Paulo, as ocupações que mais vão demandar profissionais capacitados em nível superior são:

  • Analistas de tecnologia da informação: 17.456 em formação inicial e 107.511 em aperfeiçoamento
  • Gerentes de comercialização, marketing e comunicação: 3.927 em formação inicial e 27.459 em aperfeiçoamento
  • Gerentes de tecnologia da informação: 2.259 em formação inicial e 16.464 em aperfeiçoamento
  • Gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública: 2.351 em formação inicial e 14.572 em aperfeiçoamento

Já as ocupações que mais vão demandar profissionais capacitados em nível técnico, em São Paulo, são:

  • Técnicos de controle da produção: 10.173 em formação inicial e 58.024 em aperfeiçoamento
  • Técnicos de planejamento e controle de produção: 11.771 em formação inicial e 46.186 em aperfeiçoamento
  • Especialistas em promoção de produtos e vendas: 4.397 em formação inicial e 29.927 em aperfeiçoamento
  • Técnicos em eletrônica: 7.539 em formação inicial e 21.940 em aperfeiçoamento
  • Técnicos de desenvolvimento de sistemas e aplicações: 6.344 em formação inicial e 20.957 em aperfeiçoamento

Márcio Guerra explica que há diferenças nas ocupações mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo ele, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

São Paulo precisa qualificar 3 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Só em São Paulo são 3 milhões. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

Segundo o deputado federal Alexis Fonteyne (Novo-SP), o indicador do Mapa do Trabalho Industrial tem um lado positivo e um negativo.

“Um lado, que eu diria positivo e benéfico, é a geração de oportunidades e empregos, que normalmente têm melhores salários e melhores posições. Só que, por outro lado, nós temos que ter estrutura para formar toda essa demanda. E essa demanda não é só no Brasil, é no mundo. E o Brasil tem perdido muitos talentos para o mundo. O grande desafio é ter as estruturas de formações mais técnicas, que é tão comum na Europa, o Brasil deixa muito a desejar.”

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

Copiar o texto
20/06/2022 01:11h

Mesmo com um período de transição determinado, o diretor de Relações Institucionais da Abiquim, André Passos, defende que há uma chance significativa de o benefício ser extinto, o que provocará elevação da carga tributária

Baixar áudio

Após passar pelo crivo do Congresso Nacional, a Medida Provisória 1095/2021, que trata do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), aguarda sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro. A MP foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 31 de maio. Os parlamentares tiveram pressa para votar o texto porque a medida perderia a validade no dia seguinte. 

Originalmente, a medida provisória enviada pelo governo federal estabelecia o fim abrupto do Reiq. Mas os deputados conseguiram criar uma alternativa, com uma fase de transição até 2027, e extinção do regime em 2028.  

Mesmo com um período de transição determinado, o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos, expressou insatisfação com o texto aprovado. Segundo ele, há uma chance significativa de o benefício ser extinto, o que provocará elevação da carga tributária. 

“Há um elevado risco jurídico de o Regime Especial da Indústria Química acabar em janeiro de 2023. Restou, portanto, a possibilidade altíssima da extinção do regime por não regulamentação ao final do período de suspensão ao final de 2022. A indústria química vai seguir trabalhando no sentido de garantir que haja a regulamentação. Mas, isso é um elemento altamente incerto hoje”, pontua. 

Lei que prorroga desoneração de tributos a empresas que compram insumos para produtos destinados à exportação já está valendo

Construção movimentou R$ 325 bilhões e empregou 2 milhões de brasileiros

SUSTENTABILIDADE: Brasil lidera entre os países com a maior produtividade agropecuária por emissão de gases de efeito estufa

Parlamentares também se dizem preocupados com o teor do texto enviado para o Executivo Federal. Tal receio se dá pelo fato de a Câmara dos Deputados ter aprovado a MP com a manutenção de pontos que geram insegurança jurídica em relação ao efetivo acesso das empresas ao regime especial. Na avaliação do senador Lasier Martins, (PODE-RS), a proposta vincula esse acesso ao Reiq à edição de um decreto por parte do governo. 

“A luta não terminou ainda. Nós precisamos fazer com que o governo veja que é preciso continuar dando o benefício por mais tempo. A indústria química, de um modo geral, precisa ter um outro olhar que vinha tendo. Ao contrário, teve uma adversidade muito grande com a Medida Provisória do governo que veio causar surpresa e prejuízo, se viesse a se consumar”, destaca. 

Criado em 2013, o Reiq concede incentivos tributários à indústria química. Na prática, o regime especial isenta em 3,65% o PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas básicas petroquímicas de primeira e segunda geração.   
 

Copiar o texto
17/06/2022 03:00h

Do total, mais de 270 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

Baixar áudio

O estado da Bahia precisa qualificar 350 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025. A informação consta no Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total, 80 mil deverão se capacitar em formação inicial - para repor os inativos e preencher novas vagas - e 270 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar.

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, afirma que a qualificação profissional é crucial tanto para os trabalhadores que já estão empregados quanto para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.

“O aperfeiçoamento deve ser uma estratégia para todos os profissionais. O aprendizado ao longo da vida passa a ter um papel fundamental no mercado de trabalho nos dias de hoje.”

Na Bahia, a demanda pelo nível de capacitação até 2025 será de:

  • Qualificação (menos de 200 horas): 194.370 profissionais
  • Qualificação (mais de 200 horas): 74.440 profissionais
  • Técnico: 59.828 profissionais
  • Superior: 22.181 profissionais
  • Em volume, ainda prevalecem as ocupações com nível de qualificação, cerca de 77% do total. Mas, segundo Márcio Guerra, houve um crescimento da demanda por formação em nível superior.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Áreas de formação

Na Bahia, as áreas que mais vão demandar profissionais capacitados, tanto em formação inicial, quanto continuada, são:

  • Construção: 62.497 profissionais
  • Transversal: 53.320 profissionais
  • Logística e Transporte: 46.544 profissionais
  • Metalmecânica: 42.528 profissionais
  • Couro e Calçados: 23.891 profissionais
  • Alimentos e Bebidas: 22.751 profissionais
  • Têxtil e Vestuário: 16.405 profissionais
  • Automotiva: 12.220 profissionais
  • Química e Materiais: 11.737 profissionais
  • Eletroeletrônica: 10.521 profissionais

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Ele também explica que há diferenças nas áreas de formação mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo Márcio Guerra, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) afirma que, para atender a demanda de profissionais capacitados até 2025, são necessárias ações de curto, médio e longo prazo.

“Nós temos que olhar para esses dados com a decisão de acelerar o passo, para não ficarmos para trás na competição global, especialmente no setor agregador de valor nos produtos que é o setor industrial. Seria necessário reforçar o orçamento; fortalecer o sistema já existente, o Sistema S, que tem um papel fundamental; criar mecanismos mais adequados para o acesso dos jovens à profissionalização.”

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

Copiar o texto
17/06/2022 02:45h

Do total, mais de 94 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

Baixar áudio

O estado do Amazonas precisa qualificar 114 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025. A informação consta no Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total, 19,3 mil deverão se capacitar em formação inicial - para repor os inativos e preencher novas vagas - e mais de 94 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar.

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, afirma que a qualificação profissional é crucial tanto para os trabalhadores que já estão empregados quanto para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.

“O aperfeiçoamento deve ser uma estratégia para todos os profissionais. O aprendizado ao longo da vida passa a ter um papel fundamental no mercado de trabalho nos dias de hoje.”

No Amazonas, a demanda pelo nível de capacitação até 2025 será de:

  • Qualificação (menos de 200 horas): 42.924 profissionais
  • Qualificação (mais de 200 horas): 34.492 profissionais
  • Técnico: 27.850 profissionais
  • Superior: 8.785 profissionais

Em volume, ainda prevalecem as ocupações com nível de qualificação, cerca de 68% do total. Mas, segundo Márcio Guerra, houve um crescimento da demanda por formação em nível superior.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Áreas de formação

No Amazonas, as áreas que mais vão demandar profissionais capacitados, tanto em formação inicial, quanto continuada, são:

  • Transversal: 21.838 profissionais
  • Eletroeletrônica: 18.905 profissionais
  • Metalmecânica: 17.420 profissionais
  • Logística e Transporte: 15.617 profissionais
  • Construção: 10.085 profissionais
  • Automotiva:     5.635 profissionais
  • Alimentos e Bebidas: 5.177 profissionais
  • Química e Materiais: 3.619 profissionais
  • Tecnologia da Informação: 3.517 profissionais
  • Energia, Água e Esgoto: 2.052 profissionais

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Ele também explica que há diferenças nas áreas de formação mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo Márcio Guerra, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

O deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) defende que é preciso fortalecer a educação profissional, por meio do novo ensino médio e do Sistema S, para qualificar, especialmente, a parcela mais jovem da população brasileira, que ainda não entrou em uma universidade.

“O novo ensino médio vai melhorar esse quadro, porque ele já muda um pouco as características do sistema educacional brasileiro. Mas nós precisamos, por outro lado, reconhecer que ninguém no Brasil presta um serviço tão relevante à educação profissional como o Sistema S. E trazer o Sistema S para dentro desse esforço de maior educação profissional é algo fundamental e absolutamente urgente. Além disso, [é preciso] investimentos, não só investimento nas iniciativas públicas, mas investimentos nas parcerias com o Sistema S, que é quem tem a maior expertise em educação profissional no Brasil.”

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

Copiar o texto
09/06/2022 03:45h

Do total, 2,4 milhões já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

Baixar áudio

O estado de São Paulo precisa qualificar 3 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. A informação consta no Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total, 600 mil deverão se capacitar em formação inicial - para repor os inativos e preencher novas vagas - e 2,4 milhões já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar.

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, afirma que a qualificação profissional é crucial tanto para os trabalhadores que já estão empregados quanto para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.

“O aperfeiçoamento deve ser uma estratégia para todos os profissionais. O aprendizado ao longo da vida passa a ter um papel fundamental no mercado de trabalho nos dias de hoje.”

Em São Paulo, a demanda pelo nível de capacitação até 2025 será de:

  • Qualificação (menos de 200 horas): 1.432.079 profissionais
  • Qualificação (mais de 200 horas): 684.359 profissionais
  • Técnico: 583.659 profissionais
  • Superior: 364.029 profissionais

Em volume, ainda prevalecem as ocupações com nível de qualificação, cerca de 69% do total. Mas, segundo Márcio Guerra, houve um crescimento da demanda por formação em nível superior.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Áreas de formação

Em São Paulo, as áreas que mais vão demandar profissionais capacitados, tanto em formação inicial, quanto continuada, são:

  • Transversal: 594.811 profissionais
  • Metalmecânica: 557.462 profissionais
  • Logística e Transporte: 432.678 profissionais
  • Construção: 280.827 profissionais
  • Tecnologia da Informação: 208.847 profissionais
  • Alimentos e Bebidas: 175.524 profissionais
  • Têxtil e Vestuário: 163.341 profissionais
  • Gestão: 109.167 profissionais
  • Eletroeletrônica: 106.168 profissionais
  • Automotiva: 94.727 profissionais

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Ele também explica que há diferenças nas áreas de formação mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo Márcio Guerra, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

O deputado federal Vinícius Poit (Novo-SP) defende a parceria público-privada para promover a qualificação profissional.

“Nos grandes centros industriais, precisamos tanto do estado atuando na capacitação, por meio do ensino técnico profissionalizante, como das empresas que também fornecem material de atualização e treinamento constante para os funcionários. Tem empresa querendo contratar, tem escola para ensinar e tem aluno querendo trabalho. A empresa faz uma parceria, paga a escola, treina a mão de obra para depois ser contratada. E o governo atua só como um facilitador, alguém que liga os pontos.”

Segundo o parlamentar, é preciso modernizar o ensino profissionalizante para atender as demandas de mercado.

“Precisamos capacitar os jovens para as profissões do futuro. Investir em programação, inteligência artificial, robótica, inovação, empreendedorismo, educação financeira. Dessa forma teremos pessoas mais preparadas para entrar no mercado de trabalho, já partindo de um ponto à frente do que temos hoje, para conseguir preencher as vagas em aberto.”

Para o deputado, o Congresso Nacional precisa ajudar a desburocratizar as relações de trabalho e estabelecer estímulos para a educação técnica desde a base.

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

Copiar o texto
09/06/2022 03:30h

Do total, aproximadamente 650 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

Baixar áudio

O estado de Santa Catarina precisa qualificar 802,9 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025. A informação consta no Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total, 152,9 mil deverão se capacitar em formação inicial - para repor os inativos e preencher novas vagas - e 649,9 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar.

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, afirma que a qualificação profissional é crucial tanto para os trabalhadores que já estão empregados quanto para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.

“O aperfeiçoamento deve ser uma estratégia para todos os profissionais. O aprendizado ao longo da vida passa a ter um papel fundamental no mercado de trabalho nos dias de hoje.”

Em Santa Catarina, a demanda pelo nível de capacitação até 2025 será de:

  • Qualificação (menos de 200 horas): 437.013 profissionais
  • Qualificação (mais de 200 horas): 198.072 profissionais
  • Técnico: 118.082 profissionais
  • Superior: 49.752 profissionais

Em volume, ainda prevalecem as ocupações com nível de qualificação, cerca de 79% do total. Mas, segundo Márcio Guerra, houve um crescimento da demanda por formação em nível superior.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Áreas de formação

Em Santa Catarina, as áreas que mais vão demandar profissionais capacitados, tanto em formação inicial quanto continuada, são:

  • Transversal: 173.856 profissionais
  • Têxtil e Vestuário: 121.509 profissionais
  • Metalmecânica: 108.776 profissionais
  • Logística e Transporte: 89.604 profissionais
  • Alimentos e Bebidas: 69.262 profissionais
  • Construção: 63.264 profissionais
  • Madeira e Móveis: 28.291 profissionais
  • Tecnologia da Informação: 28.077 profissionais
  • Eletroeletrônica: 20.970 profissionais
  • Gestão: 19.568 profissionais

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Ele também explica que há diferenças nas áreas de formação mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo Márcio Guerra, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

O deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC) defende que “as empresas, as indústrias, precisam de incentivos e parcerias para investir em qualificação e aperfeiçoamento, para que estes profissionais estejam cientes das modernidades e ambientados com as novas tecnologias e transformações que estão acontecendo”.

“O Senai, os institutos federais e as universidades são os grandes promissores para alavancar esse profissionalismo. E é nestes incentivos, criando políticas públicas, que nós parlamentares devemos dar a nossa contribuição, com uma reforma tributária eficaz, desburocratizando e simplificando os impostos trabalhistas, ou medidas trabalhistas de incentivo à geração de emprego e renda, por exemplo”, acrescenta. 

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

Copiar o texto
08/06/2022 16:20h

Para evitar perdas, é preciso ampliar a infraestrutura hídrica do país até 2035, apontam especialistas. CNI lança estudo sobre recursos hídricos e discute o tema em seminário

Baixar áudio

Caso não se amplie a infraestrutura hídrica do país até 2035, o déficit hídrico pode ocasionar perdas superiores a R$ 518 bilhões ao setor produtivo. É o que afirma o diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Wilson Melo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu, nesta terça-feira (7), o seminário “Segurança Hídrica para a Indústria”, para discutir estratégias que garantam água para todos e o desenvolvimento sustentável da indústria.

Wilson Melo ressaltou que, segundo o Plano Nacional de Segurança Hídrica, a questão é crítica: aproximadamente 61 milhões de brasileiros vivem em cidades com baixa garantia de abastecimento de água.

“Desafios com uma necessidade de ampliar a oferta em razão do aumento da população, aumentar a resiliência para enfrentar tanto secas quanto cheias, garantir a disponibilidade hídrica para o desenvolvimento regional, da indústria, da irrigação, do comércio, ampliar o financiamento da implantação, a operação e manutenção de novas infraestruturas hídricas. Incentivar o reuso e aproveitar o potencial da dessalinização”, destaca. “Também temos de contribuir para mantermos a qualidade dos corpos hídricos e, por último, reconhecer a água como um bem, um recurso limitado e dotado de valor, para, assim, estimularmos o uso racional da água.”

O evento, que celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5, promoveu o lançamento do “Estudo sobre a Cobrança pelo Direito de Uso dos Recursos Hídricos”. A diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messenberg, explicou o objetivo do relatório.

“A CNI desenvolveu esse estudo em parceria com especialistas com o intuito de fornecer respostas mais ágeis e efetivas aos problemas de segurança hídrica. Mais especificamente quanto à cobrança pelo uso de cursos hídricos, um dos cinco instrumentos da política nacional de recursos hídricos. Essa política, como sabemos, impacta diretamente setores usuários de água no país, em especial a indústria, que é a terceira maior consumidora desse insumo.”

Segundo a pesquisa, a cobrança pelo uso de recursos hídricos deverá criar efetivamente condições para reconhecer a água como um bem econômico, incentivar a racionalização do seu uso e criar recursos para o financiamento dos programas e das intervenções contemplados nos planos de recursos hídricos.

Fontes alternativas

Vitor Saback, diretor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), falou sobre a necessidade do uso de fontes alternativas de água para a construção da segurança hídrica e o importante papel da indústria neste passo.

“Estudos apontam para uma necessidade maior de adaptação e aumento de resiliência. De conciliação de usos e também da incorporação na matriz hídrica brasileira de novas estratégias tecnológicas, como a dessalinização e o reuso de água, por exemplo, como forma de se ampliar o leque de alternativas para garantir segurança hídrica para os usos múltiplos”, apontou Saback. 

“O reuso da água, que ainda corresponde a 1,5% do esgoto tratado, é importante que seja considerado como parte da estratégia de universalização dos serviços de esgotamento sanitário no país e não apenas como uma possibilidade em futuro distante. E tanto na institucionalização da prática como na formatação dos futuros de negócio, a indústria é parceira extremamente estratégica.”

MDR e BNDES formalizam parceria para avançar na estruturação da prestação regionalizada de serviços de resíduos sólidos

Defesa Civil Nacional vai repassar quase R$ 5 milhões a 13 cidades atingidas por desastres

RS: Governo Federal entrega estação de tratamento de esgoto e anuncia investimentos para obras de saneamento

Águas subterrâneas

O evento também contou com a apresentação do “Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (WWDR)”, pelo oficial de projetos de ciências naturais da Unesco, Glauco Kimura. O tema deste ano foi Águas Subterrâneas que, segundo a Unesco, por ser “invisível”, é um recurso mal compreendido, subestimado e mal gerenciado.

De acordo com Kimura, as águas subterrâneas têm o potencial de aumentar as adaptações aos eventos climáticos extremos, além de promover o desenvolvimento socioeconômico da sociedade, gerando empregos e apoiando a segurança hídrica e energética.

“Com as mudanças climáticas, as crises hídricas se tornando cada vez mais recorrentes, não podemos nos darmos ao luxo de tratarmos as águas subterrâneas como temos tratado até o momento, afinal, será um recurso valiosíssimo para não só a promoção do desenvolvimento socioeconômico, mas também para as adaptações às mudanças do clima”, relata.

O relatório também enfatiza a necessidade de ampliar a noção de “valor” da água, com abordagens para valorar o insumo sob diversas perspectivas nos mais diversos setores, tema principal do estudo apresentado pela CNI.

Segurança Hídrica para a Indústria

O evento tratou sobre as questões estratégicas que envolvem a água e a crise hídrica, que já afeta diversas partes do planeta, e as questões de demanda e oferta, que dão sinais de desequilíbrio em algumas regiões brasileiras. Diante desse cenário, estudiosos e representantes do setor apontaram os desafios para se construir a segurança hídrica do Brasil, como uma melhor gestão do recurso e a discussão de temas estratégicos, como os eventos críticos globais e a agenda nacional de águas.

O seminário ainda contou com a presença de Thelma Krug, vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), e José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, que debateram sobre os eventos climáticos extremos e como eles impactam sobre os recursos hídricos, além de Mônica Messenberg, diretora de Relações Institucionais da CNI, Thadeu Abicalil, especialista em Água e Saneamento do Banco do BRICS, João Bosco Reis da Silva, gerente de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal, Ana Silvia Santos, professora da UERJ, Gesner José de Oliveira Filho, professor da Fundação Getúlio Vargas (SP) e Eduardo Pedroza, representante Brasileiro da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (ALADYR).

Copiar o texto
Brasil 61