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Baixar áudioOs empresários da indústria apontam os juros elevados como o principal entrave para acessar crédito. A constatação é referente à Sondagem Especial nº 98 – Condições de Acesso ao Crédito em 2025, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).
De acordo com a pesquisa, ao buscar um financiamento de curto ou médio prazo, as empresas identificaram três dificuldades:
A percepção é semelhante no crédito de longo prazo (acima de cinco anos):
Segundo a analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virgínia Colusso, os resultados refletem o patamar da taxa Selic.
“A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito, uma vez que a taxa Selic está em 15% ao ano e os juros reais em torno de 10%. O crédito mais caro desincentiva o investimento em expansão da capacidade produtiva e em inovação. Com isso, a indústria perde competitividade”, avalia.
O levantamento evidencia que mais da metade (54%) das empresas não procurou contratar ou renovar crédito de longo prazo entre fevereiro e julho de 2025, enquanto 49% não foram atrás de crédito de curto ou médio prazo no mesmo período. Apenas 26% contrataram ou renovaram crédito de curto prazo. No longo prazo, o índice cai para 17%.
Nesse cenário, um terço dos empreendedores que tentaram a contratação ou renovação de crédito a longo prazo não tiveram sucesso, enquanto cerca de um quinto das empresas que buscaram crédito de curto ou médio prazo não tiveram êxito.
O recorte por porte empresarial mostra que as médias indústrias lideram o índice de frustração na obtenção de crédito, seguidas pelas pequenas e, por último, pelas grandes. O padrão se repete tanto para financiamentos de longo prazo quanto para operações de curto e médio prazo.

A pesquisa destaca que 35% das empresas que renovaram crédito de curto ou médio prazo entre fevereiro e julho de 2025 afirmaram que as condições de acesso ficaram piores ou muito piores. No crédito de longo prazo, o percentual foi semelhante: 33% avaliaram piora nos requisitos. Os principais fatores citados foram:
Para 47% das empresas que recontrataram crédito de curto ou médio prazo, não houve mudanças significativas nas condições oferecidas pelas instituições financeiras. O mesmo percentual foi registrado entre as que renovaram linhas de crédito de longo prazo.
Somente 14% das empresas relataram condições melhores ou muito melhores no crédito de curto ou médio prazo em comparação aos seis meses anteriores à pesquisa. No caso do crédito de longo prazo, o percentual cai para 12%.
O levantamento também investigou a adesão ao risco sacado. Nessa operação, o fornecedor recebe antecipadamente o valor de uma venda por meio da instituição financeira. O comprador (sacado) assume o compromisso de pagar diretamente ao banco na data de vencimento acordada. Assim, o fornecedor obtém liquidez imediata, enquanto a obrigação de pagamento permanece com o comprador.
Os números revelam que a modalidade ainda é pouco difundida e pouco compreendida no setor industrial:
A Sondagem Especial contou com 1.789 empresas industriais, sendo:
O questionário foi aplicado entre 1º e 12 de agosto de 2025.
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Baixar áudioA adoção do sistema agroflorestal após prejuízos com a manufatura em Tomé-Açu (PA), com a reintrodução do cacau na região, tem transformado a economia dos produtores. O apoio do Banco da Amazônia por meio do Pronaf permitiu ao produtor Alberto Oppata, presidente da Cooperativa Agrícola Mista De Tomé-Açu (Camta), mudar a realidade da propriedade, garantir renda e melhorar a qualidade de vida da família.
Para Oppata, o suporte financeiro do Banco da Amazônia é fundamental para a manutenção e desenvolvimento da propriedade.
“A parceria Banco da Amazônia e aqui, a minha pessoa, o Opatta, foi de vida, porque proporcionou a qualidade de vida que eu tenho hoje. Esse financiamento, o Pronaf, foi fundamental. Hoje eu posso dizer que melhorei bastante desde o primeiro financiamento que eu consegui do Banco da Amazônia. Meu sentimento é de que eu estou contribuindo com o meio ambiente”, destaca o produtor.
Alberto produz e exporta produtos como cacau, cupuaçu, pitaia e açaí.
Com o crédito rural, Oppata melhorou o maquinário e o transporte. Além disso, fortaleceu a implementação do sistema de agrofloresta – um modo sustentável de produzir sem prejudicar a natureza.
A produção agroflorestal na propriedade de Oppata abarca o cultivo de variedades como cacau, cupuaçu, açaí e pitaia. Como são cultivos distintos, o produtor afirma que a adoção do sistema garante que tenha receita todos os meses – já que os itens são colhidos em épocas diferentes.
Segundo Oppata, a adoção do sistema de agrofloresta garante uma contribuição direta ao meio ambiente, com foco em preservação.
Os cultivos agroflorestais começaram a ser adotados em Tomé-Açu na década de 70 por imigrantes japoneses com vistas a superar prejuízos da monocultura de Pimenta-do-Reino – ocorridos no final dos anos 60.
“O que motivou a começar o agrofloresta foram os erros, porque a monocultura deu um prejuízo grande e trouxe aprendizados às duras penas. Com a introdução novamente do cacau, começou a se chamar esse sistema consorciado, que depois mudou para sistemas agroflorestais”, conta Oppata.
O produtor reforça a importância da agrofloresta para a preservação da Amazônia.
“Esse legado importante que estamos deixando aqui é o sistema agroflorestal, que tem em escala aqui em Tomé-Açu. Não é que esse sistema agroflorestal tenha sido inventado pelos japoneses, mas que ele observou a natureza e viu que isso é bom e deu um melhoramento”, diz.
O município de Tomé-Açu (PA) abriga a segunda maior colônia japonesa do Brasil. No local, os descendentes mantêm a cultura japonesa viva, com o idioma e a realização de eventos.
A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) começou a operar em 1929 e foi fundada por imigrantes japoneses. A ideia era colonizar a região de Tomé-Açu cultivando o cacaueiro, hortaliças e arroz. A agroindústria exporta cacau, pimenta-do-reino, óleos amazônicos e polpas de frutas nativas, como cupuaçu e açaí, entre outros produtos.
Dados do Relatório da Administração do Banco da Amazônia 9M2025, que reúne os resultados dos nove primeiros meses de 2025, apontam que até setembro de 2025 as operações no PRONAF somaram R$1,7 bilhão em contratações.
Com isso, 24,1 mil clientes foram beneficiados – o que representa uma alta de 113,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Do total contratado, R$1,6 bilhão corresponde a operações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), voltado ao desenvolvimento sustentável da Região Amazônica.
Copiar o textoA linha de crédito é ofertada pelo Programa Conquista+ da CAIXA
Baixar áudioPara quem quiser melhorar o trabalho na pesca, na roça ou no artesanato, com o microcrédito do Pronaf B, pelo Programa Conquista+ da CAIXA, dá para investir nos negócios com juros de só meio por cento ao ano.
Com o programa Conquista+, é possível comprar equipamentos, corrigir o solo, investir na criação ou melhorar a embarcação. É dinheiro que chega na hora certa para quem trabalha com as próprias mãos, como é o caso da pescadora Silvete Dias da Silva, de Mazagão, no Amapá.
“Com o microcrédito da CAIXA, comprei um motor e panagens novas. Hoje pego quase o dobro de peixe!”
O microcrédito do Pronaf B é oportunidade de crescer e produzir mais, com segurança e condições especiais.
E pra saber mais, acesse: caixa.gov.br.
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Baixar áudioAté dia 30 de novembro, ocorre a 2ª edição anual do Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O objetivo é ajudar o consumidor a renegociar dívidas bancárias sob condições especiais e reequilibrar suas finanças, além de desenvolver ações coordenadas de educação financeira e evitar o endividamento de risco.
Desde o último sábado (1º), consumidores de todo o país podem negociar, com condições especiais, dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, crédito consignado e demais modalidades de crédito — que não possuam bens dados em garantia nem dívidas prescritas — contraídas junto a bancos e instituições financeiras. Parcelamento, descontos no valor da dívida e taxas de juros reduzidas para refinanciamento são algumas das soluções oferecidas pelos bancos, de acordo com sua política de crédito.
A ação, realizada desde 2019, é uma iniciativa conjunta da Febraban, Banco Central do Brasil, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil) e Procons de todo o país e ocorre, tradicionalmente, duas vezes ao ano — em março, mês do consumidor, e em novembro. Neste mês, mais de 160 instituições financeiras participam ampliando o alcance das negociações e das ações de educação financeira.
Consumidores interessados na ação poderão contactar os canais oficiais das instituições credoras para realizar uma negociação direta. Também é possível fazer as negociações pelo portal ConsumidorGovBr, sob o requisito de ter conta Prata ou Ouro.
Além disso, as dívidas podem ser consultadas no Registrato do Banco Central. O sistema dá acesso ao Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR), que contém a relação de dívidas perante instituições financeiras.
A relação completa de instituições financeiras participantes, junto aos canais oferecidos por elas para a renegociação, assim como todas as informações sobre o mutirão, podem ser consultadas no portal Meu Bolso em Dia Febraban.
Durante a primeira edição de 2025 do mutirão, mais de 1,4 milhão de contratos em atraso foram renegociados junto a bancos e instituições financeiras. O diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, Amaury Oliva, reforça o interesse das instituições financeiras na ação e a importância dela para o planejamento financeiro dos cidadãos.
“Os bancos estão empenhados em ofertar condições especiais para a negociação de dívidas em atraso e contribuir para a recuperação financeira do consumidor. A mobilização nacional propicia ao consumidor planejar o quanto tem de dívidas em atraso e o quanto sobra de dinheiro para negociar com a instituição credora. Também traz conteúdo relevante de orientação financeira”, afirma.
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Baixar áudioEntre 2012 e 2024, o volume de crédito destinado à indústria de transformação do Brasil sofreu uma queda de 40%. As indústrias extrativa e da construção também sentiram esse impacto e registraram diminuição de 38% e 29%, respectivamente. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e constam na Nota Econômica nº 38.
Por outro lado, houve um salto de 97% no volume de crédito para consumidores. Outros setores também registraram alta, como é o caso da Agropecuária, com salto de 38%; e Comércio, com elevação de 3%. O destaque é para Administração Pública que, no período analisado, teve alta no volume de crédito de 118%.
Pelo que revela o levantamento, a participação do setor industrial no total do crédito da economia brasileira caiu quase pela metade, ao passar de 27,2% para 13,7% em 12 anos.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, considera que esse descompasso entre o maior estímulo ao consumo e o menor ao investimento provoca uma pressão sobre os preços, uma vez que a produção da indústria não consegue acompanhar a demanda.
“Essa redução do crédito para as empresas afeta o investimento, e a gente não está falando apenas de investimento em uma alta da produção, mas também em inovação e melhoria da produtividade, redução de custos. Isso tudo vai tirando a competitividade da indústria nacional, dificultando não só os espaços nas exportações, onde a competição costuma ser mais acirrada, mas no próprio mercado doméstico, na competição com importados”, pontua.
Para a CNI, a redução da oferta do crédito ao setor industrial não está relacionada à queda da disponibilidade total de crédito pelas instituições financeiras.
De acordo com o estudo, o volume de operações bancárias apresentou estabilidade nas participações de ativos. Com isso, foi constatado que a mudança ocorreu na destinação, uma vez que, nesse recorte, a fatia destinada às pessoas físicas aumentou de 45% para 63% do crédito total. Já a parcela destinada às empresas caiu de 55% para 37%.
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Essa alteração levou ao favorecimento do consumo das famílias, porém, provocou desvantagens para a produção. Quando observada a situação a médio e longo prazos, a redução desse volume para a indústria é ainda mais acentuada:
Marcelo Azevedo acredita que, para o futuro, a continuidade dessa trajetória também afetará o crescimento econômico sustentável.
“É difícil manter um crescimento sustentável sem um investimento, não só para aumentar a capacidade produtiva, mas também para a inovação, para a competitividade. E, com isso, a indústria perde espaço, a economia brasileira perde espaço. Quando se tem essa diferença, muitas vezes você tem um crescimento forte em um momento por conta do consumo, mas acaba que ele não se sustenta na medida que não tem investimento”, destaca.
Pelos termos do levantamento, essa movimentação leva à análise de que a estrutura de financiamento está cada vez mais concentrada no curto prazo. Em 2012, 73% do total era destinado à indústria de transformação; em 2024, passou a 82%.
A CNI também considera que, com o financiamento destinado à produção das empresas em nível de estabilidade e o financiamento voltado às empresas industriais em queda, a dificuldade de acesso ao crédito dificulta o funcionamento diário das companhias. Além disso, há o comprometimento dessas empresas, que ficam sem condições de investimento no futuro.
“Sem linhas adequadas de médio e longo prazos, a indústria tem dificuldade para ampliar sua capacidade produtiva, incorporar tecnologia e inovar. Já a dificuldade de acesso ao crédito de curto prazo fragiliza a situação financeira das empresas, trazendo dificuldades em honrar seus compromissos imediatos”, pontua a entidade.
O estudo revela que, até 2014, o crédito à indústria era o mesmo de 2012. Com a crise registrada entre 2015 e 2016, houve uma redução no volume, impulsionado pelo encolhimento do setor e pela alta dos juros. Para se ter uma ideia, em 2015, a Taxa Selic chegou a 14,25%. Em 2017, o crédito já havia sido reduzido em 34% na comparação com 2012.
Na avaliação do presidente da CNI, Ricardo Alban, o cenário atual é preocupante, pois mostra que há um desequilíbrio estrutural na economia do país.
“O crédito para a indústria tem um efeito multiplicador ímpar sobre os demais setores produtivos e é fundamental para o crescimento consistente do país. O sistema financeiro tem priorizado o consumo em detrimento da produção, comprometendo investimento, inovação e competitividade”, afirma.
Ainda segundo Alban, o quadro em relação aos juros torna a situação mais delicada. “Não bastasse isso, as taxas de juros elevadas e a escassez de crédito de longo prazo limitam a modernização do chão de fábrica e ampliam a dependência de importações. É urgente criar condições de financiamento mais adequadas para sustentar o crescimento produtivo do país”, considera.
Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, houve uma alta no crédito de curto prazo para o setor industrial, sustentado por juros baixos, assim como pela necessidade de caixa imediato das empresas diante da paralisação das atividades. Após essa fase, o cenário de queda voltou.
A CNI entende que, além de afetar diretamente a indústria de transformação, a redução do crédito também provoca impacto em toda a economia do país. Como não há investimento adequado, a produção não avança no mesmo ritmo do consumo. Para a entidade, isso fragiliza a balança comercial, aumenta a dependência de importações e compromete o crescimento de longo prazo.
Copiar o textoA maioria das cidades está situada no Nordeste do país. A região conta com 621 entes nessa condição
Baixar áudioO Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) estabeleceu a metodologia de aferição de perdas de rendimento agrícola dos municípios elegíveis, como critério para acesso à linha de crédito destinada à renegociação de dívidas rurais. Essa linha está prevista na Resolução n° 5.247/2025 do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Pelo menos 1.419 cidades do país estão aptas a buscar esse acordo. A maioria dos municípios está situada no Nordeste do país. A região conta com 621 entes nessa condição, com destaque para o estado da Paraíba, com 150 cidades registradas. A metodologia consta na Portaria nº 114/2025.
A linha de crédito é decorrente da Medida Provisória nº 1.314/2025, que autorizou a criação da linha de crédito, assim como da Medida Provisória nº 1.316/2025, que abriu crédito extraordinário de R$12 bilhões.
Paralelamente, foi publicada a Resolução CMN Nº 5.257, que admite o acesso à linha de crédito por produtores e cooperativas de produção agropecuária, cujo empreendimento financiado esteja situado em municípios do Rio Grande do Sul e tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em pelo menos três anos no período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024.
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O MAPA informou que, no último dia 15 de outubro, foi publicada a Portaria SPA/MAPA nº 117/2025. O documento contém a lista dos 56 municípios gaúchos elegíveis pelo novo critério, que se somam aos 1.363 iniciais, totalizando 1.419.
As taxas de juros variam entre 6% e 10% ao ano, com prazo de até 9 anos para pagamento.
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Baixar áudioO Banco da Amazônia apresentou o programa Basa Acredita Microcrédito Produtivo Orientado a cerca de 200 moradores da comunidade Rio Arapari, em Barcarena, no Pará. Durante a ação, foram realizados cadastros e a pré-formação de cinco grupos de empreendedores que devem ser consolidados nos próximos meses.
A iniciativa teve como foco explicar o funcionamento do microcrédito e os requisitos para acessar os financiamentos, que oferecem recursos e orientação a pequenos negócios da região.
A mobilização buscou ampliar as oportunidades de acesso ao crédito para pequenos negócios locais, estimulando o empreendedorismo e o desenvolvimento da região. Segundo o banco, o microcrédito é uma alternativa para quem está no início da atividade e pode gerar inclusão social ao oferecer condições financeiras adequadas e sustentáveis para os empreendedores da Amazônia.
O programa é destinado à promoção do Microcrédito Produtivo Orientado na Região Amazônica e oferta quatro tipos de linhas de financiamento. Confira:
Destinado a oferecer oportunidades de acesso ao crédito aos agricultores familiares pronafianos da linha B da Região Amazônica, o BASA Acredita Rural apoia empreendimentos que contribuam para a manutenção e/ou a geração de emprego e renda e para o desenvolvimento local.
Os financiamentos disponibilizam recursos para investimento e custeio das atividades agropecuárias e não-agropecuárias – como implantação, ampliação ou modernização da Infraestrutura de produção e prestação de serviços.
Confira as atividades financiadas – sejam agropecuárias e não-agropecuárias:
Além de estar alinhado com iniciativas sustentáveis e voltadas ao desenvolvimento local, o Banco tem como compromisso tornar a Amazônia mais inclusiva, diversa e sustentável para toda a população amazônica. E com a linha BASA Acredita Pra Elas, a instituição financeira promove a valorização da diversidade.
As condições da linha de microcrédito beneficiam diversos segmentos de negócios administrados por mulheres. Confira:
Já com o programa BASA Acredita Urbano, o banco disponibiliza um financiamento direcionado a grupos de empreendedores ou indivíduos com renda anual bruta de até R$ 360 mil.
Atividades financiadas pelo BASA Acredita Urbano:
O BASA Acredita FNO é uma linha de microcrédito individual complementar do Banco da Amazônia destinada aos clientes do banco na modalidade de microcrédito em grupos solidários.
Para acessar, o cliente não pode ter restrições cadastrais e precisa ter efetuado o pagamento em dia do crédito na modalidade de Grupos Solidários de 3 três a 10 empreendedores. O limite de crédito é de até R$ 6 mil.
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Baixar áudioA indústria brasileira terá acesso a mais R$ 12 bilhões em financiamentos destinados à digitalização e à modernização de máquinas e equipamentos. O anúncio, feito nesta semana pelo governo federal, é considerado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) um passo decisivo para garantir a continuidade da Nova Indústria Brasil (NIB) diante do cenário de custos elevados e disputas no comércio internacional.
A linha Crédito Indústria 4.0, do BNDES e da Finep, busca viabilizar investimentos em tecnologias como robótica, inteligência artificial, computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT). A expectativa é de que micro, pequenas e médias empresas sejam as mais beneficiadas, já que o novo modelo mistura a Taxa Referencial (TR) a custos de mercado, reduzindo em até 6% os juros praticados atualmente.
Segundo Samantha Cunha, gerente de Política Industrial da CNI, a medida responde a uma das maiores barreiras ao investimento produtivo: o preço do crédito no país.
“Portanto, neste cenário de alto custo do crédito, a redução do custo de financiamento torna possível que as empresas consigam realizar esses investimentos em inovação e renovação do parque fabril.”
Ela lembra que as máquinas da indústria brasileira têm, em média, 14 anos de uso, o que expõe a defasagem tecnológica e a necessidade de modernização. “Essa situação impacta a produtividade, eleva custos de manutenção, aumenta o consumo energético e reduz a competitividade”, explica.
A nova linha de crédito integra o Plano Mais Produção (P+P), eixo de financiamento da NIB, que já movimentou mais de R$ 470 bilhões em 168 mil projetos desde 2023.
Para Samantha, a medida atende a dois pontos centrais da política industrial: inovação e transição energética.
“O setor precisa acompanhar a tendência global de digitalização, que gera ganhos de produtividade e redução de custos. Mas também precisa avançar na agenda da descarbonização, já que máquinas defasadas significam menor eficiência energética e maior emissão de carbono”, destacou.
O BNDES concentra R$ 10 bilhões da linha, voltados para bens de capital com tecnologias digitais, enquanto a Finep destina R$ 2 bilhões para empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com foco na redução das desigualdades regionais.
Samantha Cunha ressalta que, além da modernização do parque fabril, a linha de crédito é estratégica para que a indústria consiga enfrentar o ambiente internacional marcado por tensões comerciais e rearranjos nas cadeias de valor.
“Nós estamos falando de permitir que a indústria se fortaleça e, consequentemente, também o Brasil, para que seu crescimento econômico se torne mais sustentável em razão desses investimentos de mais qualidade em inovação, máquinas e equipamentos.”
Copiar o textoSondagem da CNI mostra que empresários seguem preocupados com juros altos; confiança recua em agosto
Baixar áudioO índice de intenção de investimento da indústria da construção recuou em agosto para 40 pontos, menor nível registrado desde abril de 2023, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O principal fator para a queda é o impacto das altas taxas de juros no setor, que encarecem o crédito e dificultam a abertura de novos empreendimentos, cenário que reforça a tendência de desaquecimento dos planos de expansão das empresas.
“Ainda não temos uma queda da taxa de juros e isso certamente diminui o apetite para alguns tipos de operações do mercado, além de ter uma crise econômica externa também”, afirma Renato Correia, presidente da CBIC, que projeta que o segmento retome o fluxo de lançamentos até o fim do ano. No segundo trimestre de 2025, aponta a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, foram comercializados 102.896 imóveis, movimentando cerca de R$ 68 bilhões — o que representa um comportamento de estabilidade em relação aos quatro trimestres anteriores, de acordo com dados da CBIC.
Ainda que julho tenha apresentado sinais pontuais de recuperação no desempenho da construção civil, incluindo o aumento da Utilização da Capacidade Operacional (UCO) e dos índices de evolução do nível de atividade e de número de empregados, a melhora operacional não se refletiu no humor dos empresários.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção caiu 1,3 ponto em agosto, ficando em 45,8 pontos. Valores abaixo de 50 demonstram pessimismo. A percepção negativa é explicada, em parte, pela piora da avaliação em relação à economia brasileira como um todo. O diagnóstico dos empresários é de que os custos de financiamento continuam altos e que a demanda pode perder força nos próximos meses.
Com isso, o índice de expectativa de nível de atividade caiu 1,7 ponto e fechou em 51,4 pontos, enquanto o de novos empreendimentos e serviços caiu 0,4 ponto, ficando em 50,1 pontos, muito próximo da linha que separa crescimento de retração. Mais preocupante foi a queda do índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas, que caiu 2,4 pontos e ficou em 49,8 pontos, abaixo do mínimo esperado.
“As expectativas negativas para a compra de insumos e matérias-primas, assim como as expectativas menos positivas para o nível de atividade, número de empregados e lançamento de novos empreendimentos e serviços na construção, são relacionadas às elevadas taxas de juros, que continuam, entre outras coisas, pressionando bastante o ambiente de crédito, que é tão fundamental para o setor”, ressalta a analista de Políticas e Indústria da CNI, Isabella Bianchi.
Segundo o economista-chefe do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, os números, na prática, demonstram que, diante da dificuldade de obter crédito em condições favoráveis, muitas construtoras podem optar por adiar projetos e reduzir a aquisição de materiais. Menciona também que o efeito cascata tende a atingir toda a cadeia produtiva, que inclui desde fornecedores de cimento e aço até empresas de serviços especializados, o que pode comprometer a manutenção de empregos.
Outra razão, na visão de Petrucci, que desestimula a ampliação de investimentos na indústria da construção civil é a recomposição pontual dos fundings (busca por capital para expandir ou viabilizar projetos) disponíveis, como a carteira do FGTS.
“A última vez que o Minha Casa Minha Vida sofreu uma adequação em termos de subsídios e adequação de limites foi em julho de 2023. Quanto mais tempo passa, o custo de construção vai subindo, os lançamentos vão se adequando a uma nova realidade do mercado e vai se perdendo o efeito de todas as coisas melhoradas no programa”, analisa.
O economista-chefe do Secovi-SP defende, sendo assim, que o Minha Casa Minha Vida precisa “passar por uma releitura dos seus limites, descontos e de tudo que ele oferece”.
A Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela CNI em parceria com a CBIC, foi realizada entre os dias 1º e 12 de agosto, ouviu 318 empresas do setor da construção em todo o país, sendo 122 de pequeno porte, 131 médias e 65 grandes.
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Baixar áudioO governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma medida provisória, batizada de Brasil Soberano, que pretende reduzir os efeitos da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O texto cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas que tiveram prejuízo com as medidas norte-americanas. O plano de socorro ao setor produtivo também inclui as compras governamentais. Nesta modalidade, o governo adquire produtos que seriam exportados, em especial alimentos, para aproveitá-los em programas sociais.
Ao citar a Índia, o presidente Lula garantiu que outro foco da equipe econômica é a abertura de novos mercados pelo mundo para os produtos nacionais. “A gente vai tentar fazer o que estiver ao nosso alcance para minimizar o problema. Agora, a verdade é que não é possível imaginar que um governo não vai substituir os parceiros comerciais. Nós vamos procurar outros parceiros. Da minha parte, somos vendedores de qualquer coisa. Se os Estados Unidos não querem comprar, nós vamos procurar outro país. Em vez de ficar chorando por aquilo que nós perdemos, vamos procurar ganhar em outro lugar. O mundo é grande e está ávido a fazer negociação com o Brasil”, afirmou.
Na semana passada, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) havia apresentado uma lista de oito medidas prioritárias com propostas para atenuar os efeitos das tarifas sobre o setor. A relação foi entregue ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.
A entidade também aponta que três em cada quatro produtos das exportações brasileiras aos Estados Unidos estão sujeitos a sobretaxas, principalmente vestuário e acessórios, máquinas e equipamentos, produtos têxteis, alimentos, químicos e couro e calçados.
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