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Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta terça-feira (2) da inauguração do escritório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em São Paulo (SP). A cerimônia ocorreu na Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA/SP) e marcou também a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Embrapa e o Grupo Carrefour Brasil.
Durante o evento, o ministro destacou a contribuição da Embrapa para o desenvolvimento do agro brasileiro e a importância da aproximação entre pesquisa, produção e mercado. “Uma das principais razões para o sucesso e para a dimensão que o agro alcançou no Brasil é a Embrapa. A instalação deste escritório e a assinatura dessa parceria reforçam a importância da instituição na geração de conhecimento e no apoio ao setor produtivo.”
Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a presença da instituição na capital paulista amplia as oportunidades de cooperação com empresas e organizações do setor produtivo. “A Embrapa é muito demandada por empresas e instituições do setor produtivo. Estar mais próxima desses parceiros permite acelerar a transferência de conhecimento e tecnologia para quem produz. A parceria com o Carrefour contribuirá para a capacitação dos produtores e para o fortalecimento de toda a cadeia agroalimentar”, afirmou.
Localizado na sede da SFA/SP, o escritório funcionará como um ponto de articulação institucional e prospecção de oportunidades, segundo a Embrapa, ampliando a interação com empresas, investidores, startups, fundos de investimento, universidades e organizações do setor produtivo.
A parceria firmada nesta terça tem como objetivo promover a capacitação de produtores rurais e fornecedores, com foco especial no segmento de frutas, legumes e verduras. Prevê ações para aprimorar a cadeia de suprimentos, reduzir perdas na produção e incentivar práticas sustentáveis. A proposta também busca ampliar a oferta de alimentos com padrões de qualidade e segurança para os consumidores.
O acordo, denominado “Jornada da Autonomia e e-Campo para Produção de Conteúdo Técnico”, terá vigência de quatro anos. A iniciativa contará com a produção de conteúdos educativos, como vídeos, cursos e materiais didáticos, reunindo conhecimentos técnico-científicos da Embrapa e a experiência do Carrefour na gestão de fornecedores.
A cooperação conectará as plataformas digitais e-Campo, da Embrapa, e Jornada da Autonomia, do Grupo Carrefour Brasil. Entre os temas previstos para as capacitações estão boas práticas agrícolas, tecnologia pós-colheita, segurança dos alimentos, rastreabilidade, responsabilidade socioambiental, redução de perdas e sustentabilidade.
O acordo também prevê o acompanhamento de indicadores de desempenho dos fornecedores, a identificação de oportunidades de melhoria e a realização de ações voltadas à qualidade dos produtos, à conformidade socioambiental e à eficiência produtiva.
Entre as iniciativas programadas está a oferta do Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças nas plataformas digitais das instituições participantes.
O investimento estimado na parceria é de R$ 1,8 milhão. Desse total, cerca de R$ 700 mil serão aportados pela Embrapa e R$ 1,1 milhão pelo Grupo Carrefour Brasil. Os recursos serão destinados à mobilização de equipes técnicas, infraestrutura e execução das atividades previstas no projeto.
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Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, apresentou nesta terça-feira (2), em São Paulo, as principais ações do governo voltadas ao agronegócio. Durante reunião aberta do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ele abordou temas como o Plano Safra 2026/2027, a ampliação de mercados para produtos brasileiros, a política de fertilizantes e os investimentos em pesquisa agropecuária.
Com o tema “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, o encontro reuniu empresários, representantes de entidades do setor, lideranças agropecuárias e autoridades. Participantes de associações comerciais de diferentes regiões do país também acompanharam os debates de forma virtual.
Ao longo da apresentação, André de Paula ressaltou a importância econômica do agronegócio e defendeu a cooperação entre o poder público e o setor produtivo.
“O agro é um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional, gera milhões de empregos e é responsável por metade das exportações brasileiras. Por isso, é fundamental que governo e setor produtivo caminhem juntos, construindo soluções que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam mais competitividade para o Brasil”, destacou.
André de Paula afirmou que sua atuação à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem sido marcada pela continuidade de políticas já em curso e pela interlocução com diferentes segmentos ligados à atividade agropecuária.
Segundo ele, a construção de soluções para o setor passa pela escuta de produtores rurais, cooperativas, entidades representativas e parlamentares. O ministro também destacou a participação em fóruns e reuniões desde que assumiu a pasta, defendendo o diálogo permanente como instrumento para enfrentar os desafios do campo.
Durante o encontro, o ministro voltou a enfatizar o papel estratégico da agropecuária para a economia nacional. Ele citou a contribuição do setor para o Produto Interno Bruto (PIB), para a geração de empregos e para o desempenho econômico do país nos últimos anos.
Segundo André de Paula, os resultados recentes da economia brasileira tiveram participação relevante do agronegócio.
"São números que dispensam qualquer comentário, porque falam muito eloquentemente sobre a importância do setor, o papel que o setor cumpre, o muito que ele está crescendo e o muito que vai crescer", enfatizou.
Um dos principais temas da apresentação foi a preparação do Plano Safra 2026/2027, cujo lançamento está previsto para 1º de julho. De acordo com o ministro, a proposta é ampliar os recursos destinados ao crédito rural e buscar condições de financiamento mais acessíveis para os produtores.
André de Paula lembrou que os três primeiros Planos Safra do atual governo somam R$ 1,547 trilhão em recursos para o setor. Na gestão anterior, o volume totalizou R$ 713 bilhões ao longo de quatro anos.
“Queremos construir um Plano Safra robusto, mas também assegurar que a taxa de juros caiba no bolso do produtor rural", defendeu o ministro.
A ampliação da presença dos produtos brasileiros no exterior também esteve entre os assuntos abordados.
Segundo o ministro, desde o início do atual governo foram abertas 616 oportunidades de mercado em 88 destinos internacionais. A meta da pasta é alcançar 700 aberturas até o fim deste ano.
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Ele afirmou que a estratégia tem contribuído para diversificar os mercados compradores e ampliar as oportunidades para diferentes cadeias produtivas do agronegócio.
Ao tratar do comércio internacional, André de Paula destacou a China como principal parceiro do agronegócio brasileiro.
O ministro mencionou avanços recentes nas negociações bilaterais e destacou o reconhecimento, pelas autoridades chinesas, do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.
Também ressaltou a estrutura de defesa agropecuária do país, apontando a capacidade de resposta a emergências sanitárias e a credibilidade conquistada junto aos mercados importadores.
A redução da dependência externa de fertilizantes foi outro tema abordado. André de Paula afirmou que o governo tem buscado ampliar a segurança do abastecimento por meio de negociações com países fornecedores, como China e Nigéria, além de incentivar a retomada da produção nacional com a reativação de fábricas no país.
O ministro lembrou que o Brasil ainda depende majoritariamente de fertilizantes importados e afirmou que a reabertura dessas unidades industriais deve elevar gradualmente a produção interna.
Em meio à agenda em São Paulo, André de Paula participou da inauguração do novo escritório da Embrapa na capital paulista e da assinatura de um acordo de cooperação entre a empresa e o Carrefour Brasil voltado à qualificação de produtores rurais.
O ministro destacou o papel da Embrapa no desenvolvimento da agropecuária brasileira e citou medidas adotadas pelo governo para fortalecer a instituição.
Entre elas estão o aumento dos recursos destinados à pesquisa, a realização de concurso público para recomposição do quadro técnico e investimentos em infraestrutura.
"O respeito pela Embrapa é tão grande que estamos triplicando os investimentos em pesquisa. Retomamos a realização de concursos públicos após 15 anos e estamos fortalecendo a estrutura da empresa para que ela continue impulsionando o desenvolvimento da agropecuária brasileira", pontuou o ministro.
Copiar o textoO Sispa integra processos do Mapa, Anvisa e Ibama para padronizar e digitalizar análises no setor
Baixar áudioEmpresas que buscam registrar defensivos agrícolas no Brasil passarão a usar uma única plataforma digital para protocolar e acompanhar os processos junto aos órgãos federais responsáveis pelas análises técnica, ambiental e toxicológica. O novo sistema, chamado Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), foi lançado nesta terça-feira (26) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A ferramenta reúne em um mesmo ambiente eletrônico procedimentos que antes eram feitos separadamente no Mapa, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A proposta é padronizar o fluxo dos pedidos, reduzir retrabalho e permitir que as empresas acompanhem o andamento das análises em tempo real.
A criação do Sispa está prevista na Lei nº 14.785/2023, que estabeleceu o Mapa como órgão registrante de defensivos agrícolas e produtos afins e definiu a adoção de um protocolo único para os pedidos de registro.
O sistema foi desenvolvido em parceria com entidades do setor produtivo, entre elas a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Segundo o governo, mais de US$ 6 milhões foram investidos no projeto, que também recebeu apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que a plataforma integra o processo de digitalização da defesa agropecuária brasileira.
“Temos razões de sobra para celebrar esse momento em que o Mapa apresenta a sua nova plataforma digital, que tem como objetivo exatamente modernizar o registro dos defensivos agrícolas no Brasil. Nós aqui temos como desafio, todos os dias, construir as condições para que a gente possa avançar, fazendo uma agricultura cada vez mais sustentável, cada vez mais competitiva”, disse.
O ministro também mencionou outras ações adotadas pelo governo na área digital. “Além do Sispa, alcançamos a marca de 100 mil certificados eletrônicos para produtos de origem vegetal. Tudo isso fortalece e moderniza nossa agricultura”, afirmou.
Para o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, o sistema responde a uma demanda antiga dos setores público e privado. “Essa modernização não diminui o rigor técnico nem os requisitos, mas traz eficiência administrativa. Reduz custos para a União e entrega soluções claras para todos os envolvidos. É um dia muito importante”, disse.
Com o Sispa, os fluxos de análise passam a ser integrados entre os três órgãos federais envolvidos na liberação dos produtos. Além da tramitação eletrônica, o sistema permitirá acesso a informações relacionadas ao registro e ao comércio de defensivos agrícolas e produtos afins.
O diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira, afirmou que a plataforma representa um esforço conjunto entre diferentes instituições.
“O Sispa simboliza a capacidade que temos no Brasil de fazer convergir os interesses e as ações de diferentes instituições para uma solução pública integrada, orientada pela eficiência, pela transparência e pelo interesse público”, declarou.
Segundo ele, o novo modelo pode contribuir para ampliar a confiança de mercados internacionais nas regras brasileiras para registro de defensivos agrícolas, especialmente em regiões com maior exigência regulatória, como a União Europeia.
Representando o setor produtivo, o diretor-executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, disse que a expectativa é acelerar a tramitação dos pedidos e diminuir inconsistências nos processos.
“A expectativa dos produtores é que o sistema permita encurtar prazos, ampliar a transparência, a eficiência e a efetividade dos processos. Também esperamos que os pedidos já ingressem de forma mais padronizada, reduzindo retrabalho e permitindo maior agilidade na chegada de novas moléculas ao mercado”, afirmou.
No Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Maluf avaliou o lançamento como um avanço na coordenação regulatória.
“O MMA considera o Sispa um marco e um avanço estratégico importante para fortalecer a governança ambiental regulatória. O sistema amplia a integração entre os órgãos envolvidos e aumenta significativamente a transparência e a previsibilidade dos processos”, disse.
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Já o diretor-presidente substituto da Anvisa, Leandro Safatle destacou que a nova plataforma substitui um modelo fragmentado de tramitação.
“Havia três sistemas distintos, com dificuldades de comunicação e pouca uniformidade nos fluxos processuais. O Sispa representa uma evolução importante ao integrar os processos de um dos maiores sistemas regulatórios do mundo, envolvendo mais de 300 empresas e cerca de mil produtos registrados anualmente”, afirmou.
Segundo o Ministério da Agricultura, a adoção do Sispa deve diminuir a duplicidade de procedimentos e ampliar a integração entre os órgãos responsáveis pelas análises de defensivos agrícolas no país.
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Baixar áudioO Brasil chegou, em 2025, ao maior número de cervejarias da série histórica. De acordo com o Anuário da Cerveja 2026 – Ano de Referência 2025, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país somou 1.954 estabelecimentos, distribuídos em 794 municípios.
O levantamento também registra crescimento no número de produtos e o maior valor já alcançado pelas exportações do setor, que chegaram a US$ 218,4 milhões. Na comparação histórica, o total de cervejarias aumentou 4.785%. Em 2025, o avanço foi de 0,3%, indicando estabilidade no ritmo de expansão.
O documento reúne informações da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa e consolida dados sobre registros de estabelecimentos e produtos, além de indicadores de exportação, importação, emprego e produção.
Em 2025, foram contabilizadas 44.212 cervejas registradas, alta de 2,4% em um ano, com acréscimo de 1.036 novos registros. O número de marcas também subiu e chegou a 56.170, evidenciando a ampliação da variedade no mercado nacional.
Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Hugo Caruso, os números mostram maior inserção da cerveja brasileira no exterior.
“Embora o crescimento interno tenha sido mais contido, o avanço no valor das exportações e o superávit histórico da balança comercial destacam o protagonismo crescente da cerveja brasileira no mercado internacional”, destaca.
Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, o setor conseguiu se ajustar ao cenário do ano. “Os números do Anuário mostram um setor que segue evoluindo e ampliando sua presença no país”, pontua.
“Nos cenários desafiadores que enfrentamos em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar, se adaptar. O brasileiro faz questão da cerveja em seus momentos de celebração e conexão. E isso faz com que ela seja incomparável”, complementa.
São Paulo mantém a liderança nacional entre os estados brasileiros, com 452 cervejarias registradas. O Sudeste concentra 47,2% do total, o equivalente a 923 unidades.
A produção está espalhada por 794 municípios, o que representa 14,3% das cidades brasileiras. Entre eles, a capital paulista lidera, com 61 estabelecimentos. O número de cidades com pelo menos dez cervejarias subiu para 25 em 2025.
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No recorte por população, o país tem em média uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina aparece na frente nesse indicador, com uma para cada 32.625 moradores.
As exportações de cerveja chegaram a 315,5 milhões de litros em 2025, um recuo de 5,1% frente ao ano anterior. Mesmo assim, o faturamento atingiu o maior nível da série, com US$ 218,4 milhões, o que indica valorização do produto no mercado externo.
A cerveja brasileira foi enviada para 77 países, mas quase todo o volume teve destino sul-americano (98,5%). O Paraguai concentrou 62,3% das vendas externas, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.
No sentido contrário, as importações cresceram fortemente em volume (+251,4%), saltando de cerca de 7,5 milhões de litros em 2024 para 26,3 milhões em 2025. Em valor, o aumento foi bem menor (+1,7%), chegando a aproximadamente US$ 9,4 milhões, o que sugere queda no preço médio.
Os Estados Unidos responderam pela maior parte das compras externas do Brasil, com 19,5 milhões de litros, equivalentes a 74,2% do total importado. Alemanha, Argentina, Uruguai e Espanha também aparecem na lista.
O setor de bebidas ultrapassou 143 mil empregos diretos em 2025, sendo 41.976 ligados à produção de malte, cerveja e chope.
A produção nacional passou de 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo a Declaração Anual de Produção e Estoques. Dentro desse total, 29,2% correspondem a cervejas puro malte.
Uma das novidades do anuário foi a inclusão de mapas de distribuição das cervejarias, feitos em parceria com a Embrapa Territorial, permitindo visualizar melhor a concentração das unidades pelo país.
Outro ponto destacado foi o avanço das cervejas sem glúten, com aumento superior a 400% na produção, acompanhando mudanças no consumo.
O Anuário da Cerveja 2026 reúne dados sobre registros, produção, comércio exterior e emprego e funciona como referência estatística do setor no país.
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Baixar áudioO governo federal reativou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A retomada das operações faz parte da estratégia nacional de ampliar a produção de fertilizantes para reduzir a dependência externa e fortalecer a segurança alimentar do país.
Ao todo, foram investidos R$ 100 milhões na unidade, que passa a ter capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia — o equivalente a cerca de 5% da demanda nacional. A expectativa é que a reativação da planta gere 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos.
Os fertilizantes são insumos estratégicos para a manutenção e o aumento da produtividade agrícola brasileira. Durante visita à Fafen-BA, na última quinta-feira (14), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o crescimento de 11,7% do agronegócio brasileiro no ano passado e reforçou a necessidade de ampliar a produção nacional de fertilizantes para acompanhar a expansão do setor.
“Quando nós fazemos um esforço como esse e ampliamos a nossa capacidade de produzir [fertilizantes], o agro nos surpreende e cresce tanto que nós já precisamos produzir ainda mais”, afirmou.
Também presente na visita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira e defendeu o fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes como medida essencial para ampliar a autonomia do país.
“O Brasil é um país agrícola, é um dos maiores produtores de alimento do mundo e não pode importar 90% do fertilizante de que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa produzir os fertilizantes de que a agricultura brasileira necessita”, declarou o presidente.
O ministro André de Paula afirmou ainda que a retomada das operações fortalece não apenas o agronegócio nacional, mas também a segurança alimentar global.
“Essa é uma questão determinante para a nossa segurança alimentar. Foi dito aqui que era a segurança alimentar do Brasil. Mas é a segurança alimentar do planeta, porque o Brasil é o celeiro do mundo”, disse.
A reativação da Fafen-BA faz parte do processo de retomada da produção nacional de fertilizantes nitrogenados pela Petrobras. Em março de 2018, durante o plano de desinvestimentos da estatal, foi anunciado o fechamento das fábricas da Bahia e de Sergipe. As unidades foram hibernadas em 2019 e, no ano seguinte, arrendadas à empresa privada Unigel.
As plantas permaneceram sob operação da companhia até 2023, quando tiveram as atividades suspensas sob a justificativa de inviabilidade econômica relacionada ao preço do gás natural. A partir de 2023, a Petrobras decidiu retomar a atuação no segmento de fertilizantes.
Após acordo firmado com a Unigel, a estatal reassumiu as unidades em 2025. A fábrica de Sergipe retomou a operação em dezembro de 2025, enquanto a unidade da Bahia voltou a funcionar em janeiro de 2026.
No Paraná, a subsidiária Araucária Nitrogenados (Ansa) teve as atividades encerradas em 2020. A Petrobras chegou a tentar vender a fábrica, mas a negociação não avançou. A planta permaneceu hibernada até 2024, quando a estatal decidiu reativá-la. A retomada da produção ocorreu de forma gradual, culminando, em abril de 2026, com a volta oficial da produção de ureia.
A expectativa do governo e da Petrobras é que a próxima unidade a ser retomada seja a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que reforça a necessidade de ampliar a produção nacional e diversificar fornecedores.
Com a entrada em operação da Fafen-BA, da Fafen-SE e da Ansa, a Petrobras estima alcançar aproximadamente 20% do mercado interno de ureia. Com a futura retomada da UFN-III, a projeção é atingir cerca de 35% da demanda nacional nos próximos anos.
Lançado em 2022 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) tem como objetivo reduzir a dependência brasileira de insumos importados, estimular a produção nacional e fortalecer a segurança alimentar.
A meta do plano é atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050. Entre as estratégias previstas estão o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras e a ampliação da sustentabilidade na produção, como uso de nutrientes orgânicos e reaproveitamento de resíduos.
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Baixar áudioO Rio Grande do Sul passou a contar com 98 estações meteorológicas automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ampliando a cobertura de monitoramento climático no estado. As novas estruturas foram inauguradas nesta quinta-feira (7), em Porto Alegre, pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
A ampliação da rede busca reforçar a prevenção a eventos climáticos extremos, melhorar a precisão das previsões meteorológicas e oferecer mais suporte ao setor agropecuário gaúcho, especialmente após as enchentes que atingiram o estado nos últimos meses.
A cerimônia teve a participação do diretor do Inmet, Carlos Alberto Jurgielewicz, além de representantes do setor produtivo, técnicos e autoridades.
Durante o evento, o ministro André de Paula afirmou que a entrega das estações representa um compromisso assumido pelo governo federal com o Rio Grande do Sul.
“Essas novas estações automáticas vão ser muito importantes, tanto do ponto de vista do apoio à segurança civil e às comunidades, quanto, sobretudo, no apoio aos nossos agricultores”, afirmou o ministro.
Segundo ele, a modernização da rede permitirá maior antecedência na identificação de riscos climáticos e ajudará produtores rurais no planejamento das safras.
“Os agricultores terão agora dados que permitirão um melhor planejamento das suas safras e a previsão de qualquer incidente climático com antecedência, mitigando os efeitos sobre a agricultura”, ressaltou.
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André de Paula também classificou o projeto como um marco para o monitoramento meteorológico no estado.
“O que nós estamos fazendo aqui divide a história das questões climáticas no Rio Grande do Sul em dois momentos: antes e depois. Nós tínhamos 44 estações antigas e analógicas. Agora elas são automáticas, são 98, e o estado está completamente coberto”, declarou.
O investimento na ampliação da rede foi de R$ 12,8 milhões. Das 98 estações em funcionamento, 44 substituíram equipamentos antigos, enquanto outras 54 foram instaladas em municípios e regiões que ainda não possuíam monitoramento meteorológico.
As unidades operam de forma automatizada e enviam dados em tempo real sobre temperatura do ar, umidade relativa, precipitação, vento, radiação solar, pressão atmosférica e condições do solo.
Na avaliação do diretor do Inmet, Carlos Alberto Jurgielewicz, os novos equipamentos devem aumentar a precisão das previsões meteorológicas e ampliar a interação com a população.
“Com isso, a nossa previsão meteorológica para o Rio Grande do Sul terá mais precisão e mais interação com a população. Todas as novas estações têm sensor de temperatura e umidade do solo, o que vai dar previsibilidade sobre as condições do solo e auxiliar diretamente a agricultura”, afirmou.
De acordo com ele, os dados coletados também serão integrados ao Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), contribuindo para o planejamento das atividades agrícolas.
Durante a solenidade, o ministro também citou a recomposição do quadro técnico do Inmet após autorização de concurso público pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Depois de 20 anos, o presidente Lula autorizou concurso para o Inmet. Saímos de 202 servidores para 304, um aumento de 50% no quadro técnico, reoxigenando a instituição”, disse.
Com a expansão da rede, o Rio Grande do Sul passa a figurar entre os estados brasileiros com maior cobertura de estações meteorológicas automáticas.
Todas as estações já estão em funcionamento, com dados meteorológicos disponibilizados em tempo quase real no portal do Inmet: https://portal.inmet.gov.br/.
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Baixar áudioA distribuição das chuvas no início de abril tem impactado a colheita do feijão primeira safra na região do MATOPIBA, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As condições de precipitação têm colocado Bahia e Piauí em contraste. Enquanto os grãos baianos são afetados pela persistência das chuvas, o feijão piauiense tem o final de ciclo favorecido.
No Brasil, a colheita da primeira safra de feijão atingiu 73,5% da área total cultivada.
Conforme o Inmet, dados estimados pelo Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) apontam que os elevados índices do final de março e início de abril ajudaram a estabilizar a estimativa de perda de produtividade em 31,2%. A estimativa evidencia, em especial, o centro-norte piauiense, como o município de Campo Maior (PI).
No Piauí, as precipitações que retornaram no final de março e se estabeleceram no início de abril têm contribuído para fomentar as lavouras mais tardias. Além disso, a região sudeste do estado estava apresentando sinais de déficit hídrico. No entanto, a umidade recente tem contribuído para a manutenção do potencial produtivo.
Em nota, o Instituto destaca que o sistema considera indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo, com vistas a analisar os impactos das condições climáticas sobre o desempenho das culturas.
A análise também informa que a previsão de volumes mais baixos de chuva para o sul do estado tem possibilitado que a colheita siga nas áreas mais avançadas em plena execução.
Em contrapartida, a evolução da colheita na Bahia tem sido limitada pelas condições meteorológicas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), entre o final de março e a primeira semana de abril, as operações avançaram para 88% da área total.
As chuvas persistentes têm dificultado o trânsito de máquinas no campo, conforme o Inmet. Além disso, no extremo oeste do estado, a qualidade dos grãos colhidos está sendo afetada pela a manutenção da alta umidade. As estimativas SISDAGRO apontam que a perda de produtividade do feijão pode chegar a 42,6% até esta terça-feira (14).
A previsão do tempo pelo Instituto informa irregularidades na distribuição das chuvas na Região Nordeste do país. Para áreas do norte, centro‑norte e sudeste do Piauí estão previstos os maiores acumulados. Na Bahia, exceto no sul do estado, a previsão é de baixos acumulados de chuva ao longo da semana.
Em relação às temperaturas, são previstas máximas entre 28 °C e 36 °C na maior parte da Região Nordeste. Em áreas do sudeste do Piauí, as temperaturas poderão ultrapassar os 36°C. Já na Bahia, os termômetros devem marcar valores acima de 30°C na maior parte do estado ao longo da semana.
“Esse cenário, associado à irregularidade das chuvas e às temperaturas mais elevadas, tende a contribuir para a redução dos estoques de água no solo, especialmente no centro‑sul baiano, onde os indicativos de déficit hídrico devem persistir até o final da semana”, diz um trecho da nota do Inmet.
O Inmet alerta que, considerando a realidade desses estados com chuvas irregulares e temperaturas elevadas, é necessário atenção no planejamento das atividades agrícolas na região. A recomendação é de acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas, bem como o monitoramento das condições de umidade do solo.
As medidas devem contribuir para a tomada de decisão no manejo das lavouras, a redução de riscos operacionais e o planejamento das operações de campo.
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Baixar áudioNo processo de ambientação ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o ministro André De Paula reuniu-se com o presidente da agência, Laudemir Müller. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (10) e contou com a participação do ex-presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e da chefe de gabinete, Adriana Toledo.
A agenda tratou do alinhamento de prioridades entre as instituições, que atuam na promoção do agronegócio brasileiro no exterior. Nos últimos anos, a ApexBrasil inaugurou escritórios no Brasil e no exterior e organizou fóruns internacionais voltados à geração de negócios para o setor produtivo.
De Paula aproveitou a ocasião para destacar a importância da cooperação entre o ministério e a agência na ampliação das exportações e abertura de novos mercados. Segundo o ministro, essa atuação conjunta tem sido fundamental para fortalecer a presença dos produtos agropecuários brasileiros no cenário internacional.
Müller reafirmou o compromisso da instituição em dar continuidade ao trabalho da gestão anterior e fortalecer ainda mais a parceria com o Mapa. Enquanto Viana, que deixou a presidência para concorrer a uma vaga no Senado pelo Acre, mencionou experiências exitosas na expansão das exportações agropecuárias, especialmente em cadeias produtivas que vêm ganhando espaço no mercado global.
O secretário-executivo Cleber Soares ressaltou os resultados expressivos obtidos pelo Brasil na abertura de novos mercados, destacando o papel da parceria institucional nesse processo.
Essa não foi a única visita que De Paula recebeu na semana. Na quinta-feira, o ministro recebeu a presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) e presidente-executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella.
No mesmo dia, visitou a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde se reuniu com a diretoria, incluindo a presidente Silvia Massruhá, para tratar da estrutura, dos projetos e do papel da empresa no desenvolvimento do setor agropecuário.
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Baixar áudioNa primeira semana como ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula fez questão de visitar uma das principais instituições do campo brasileiro: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O intuito foi aprofundar o conhecimento quanto à estrutura, os projetos e o papel estratégico da empresa para o desenvolvimento do agro nacional.
Segundo de Paula, a agenda também teve o objetivo de sinalizar apoio e prioridade da atual gestão com o fortalecimento da instituição. “A Embrapa é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Dirigir o ministério que é responsável por um dos setores mais importantes da economia do Brasil implica em fortalecer a Embrapa, porque a Embrapa transforma a vida das pessoas que estão espalhadas no campo pelo Brasil inteiro”, afirmou.
O ministro destacou também que a transformação e sucesso do agronegócio brasileiro nos últimos 50 anos passa pelo investimento em pesquisa e inovação, sob coordenação da empresa. “Estar aqui na Embrapa é um motivo de alegria e é também a renovação de um compromisso e do enorme respeito que tenho pelo trabalho que é feito aqui por pesquisadores, pela presidente Silvia e por todos que, juntos, são responsáveis por esse êxito”.
De Paula foi recebido pela presidente Silvia Massruhá e pela diretoria da empresa, que apresentaram um panorama geral das ações conduzidas pela instituição, que celebra 53 anos de atuação.
Após apresentar a estrutura da sede e de todas as 43 unidades de pesquisa espalhadas pelo Brasil, Massruhá fez um novo convite ao ministro: participar da inauguração da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió (AL). “Ela traz a questão de como trabalhar com a gastronomia, identificação geográfica, com as comunidades locais e tradicionais. É uma oportunidade que está dentro do Novo PAC, nós vamos estar lançando agora em maio e é muito importante o senhor estar conosco nessa comemoração”, destacou a gestora, completando que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também deve participar do evento.
Ainda durante a visita, o ministro apresentou o nome de Guilherme Coelho como sua indicação para a presidência do Conselho de Administração da Embrapa (Consad).
Criada em 1973, a Embrapa nasceu a partir da estratégia de investimento em ciência e tecnologia para impulsionar um modelo de agricultura e pecuária genuinamente tropical. Nesse período, a empresa se consolidou como referência mundial ao desenvolver soluções inovadoras.
Vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a empresa pública tem o desafio constante de garantir ao Brasil segurança alimentar e posição de destaque no mercado internacional de alimentos, fibras e energia.
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Baixar áudioA Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL 4.705/2025) que atualiza critérios de acesso a políticas públicas voltadas ao pequeno produtor rural. Entre as medidas previstas está a exigência de comprovação da propriedade ou da posse legítima da terra para acesso a programas governamentais, além da inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
O texto estabelece, ainda, diretrizes para garantir maior regularidade no acesso aos benefícios, especialmente em casos envolvendo disputas fundiárias.
A proposta foi relatada pelo deputado José Medeiros (PL-MT), que integra a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Segundo a Agência FPA, após a aprovação, José Medeiros ressaltou o papel do aperfeiçoamento da legislação para fortalecer a efetividade das políticas públicas. “O que estamos fazendo é garantir critérios claros, mais transparência e segurança jurídica para que esses recursos cheguem a quem realmente trabalha no campo”, disse Medeiros, confirmou a Agência FPA.
O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.
O parecer de Medeiros menciona que o aprimoramento dos critérios colabora para tornar as políticas públicas mais justas e eficientes.
“De uma forma geral, a proposição tem como objetivo evitar que invasores de propriedades sejam considerados “agricultores familiares” para fins de acesso a políticas públicas e de obtenção dos recursos públicos a elas destinados”, disse em um trecho do relatório.
O relator salientou, ainda, de acordo com a Agência FPA, que a medida beneficia o pequeno produtor rural ao valorizar quem atua de forma regular. “A medida reconhece e valoriza quem vive da atividade rural, produz alimentos, gera emprego e sustenta sua família, ao mesmo tempo que aprimora os instrumentos de gestão das políticas públicas”, disse.
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