Brasil

31/10/2026 04:45h

Noah Diamantino, 10 anos, conquistou o primeiro lugar na ROK Cup Superfinal 2026, após acumular resultados expressivos no Brasil e iniciar trajetória em circuitos da Europa e dos Estados Unidos

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Com apenas 10 anos de idade, o piloto paraense Noah Diamantino conquistou o primeiro lugar em uma bateria classificatória da ROK Cup Superfinal 2026, realizada em 15 de outubro, no circuito South Garda Karting, em Lonato, na Itália. Com cerca de um ano e meio de experiência competitiva, o jovem é patrocinado pelo Banco da Amazônia, já acumula títulos e pódios no Brasil e participa de provas na Europa e nos Estados Unidos.

O jovem competiu na categoria Mini ROK Under 10 e superou adversários de diferentes países na competição internacional de kart. Noah conta que a competição reuniu participantes de alto nível de diferentes partes do mundo e destaca a emoção ao descobrir que havia ganhado.

“Foi muito legal! Eu fiquei felizão. Eu estava correndo com pilotos muito fortes, de vários países. Tinha um monte de pilotos dos Estados Unidos também. A ROK Cup Superfinal junta pilotos muito bons do mundo inteiro, e não é fácil conseguir uma vaga. Quando vi que tinha chegado em primeiro, pensei: “Caramba, deu certo!””, compartilha o piloto.

Apoio do Banco da Amazônia

Natural de Marabá (PA), Noah conta com o patrocínio do Banco da Amazônia para apoiar sua trajetória esportiva. A parceria contribui para viabilizar a participação do piloto em treinamentos e competições fora do país.

Noah o destaca que a parceria, além de apoiar a carreira dele, também é relevante para levar o nome do estado para outros países.

“Eu acho massa demais! O Banco da Amazônia é da minha região, de onde eu nasci. Eu fico cheio de orgulho e falo para os meus amigos: “Olha só, é o banco do meu estado que me patrocina!”. Acho muito legal levar o nome do Pará e da Amazônia para as pistas”, afirma Noah.

O pai do piloto, Winston Diamantino, conta que a busca por apoio surgiu da observação de projetos esportivos internacionais patrocinados por grandes empresas. A proposta foi apresentar ao banco regional a possibilidade de investir em um jovem atleta com potencial de competir em circuitos internacionais.

“O Noah é paraense, nasceu em Marabá, e essa parceria permite levar o nome do Pará e da Amazônia para pistas de outros países. Também vejo uma ligação entre o automobilismo e a modernização do Banco. O kart exige tecnologia, preparação e performance. Por isso, achei que o projeto combinava com essa fase mais moderna do Banco da Amazônia. Para mim, é muito significativo poder contar com o banco da nossa terra nessa jornada ”, destaca o pai.

Para Winston, o desafio financeiro também está entre os principais obstáculos para manter a participação em competições no exterior. Os custos incluem inscrições, treinamentos, passagens, hospedagem e deslocamentos, além da estrutura necessária para as corridas. Além disso, no geral, ele menciona que a moeda utilizada é o euro.

Patrocínio

O Banco da Amazônia apoia projetos nas áreas esportiva, cultural, ambiental e social, além de feiras, exposições e congressos. Segundo a instituição, as iniciativas são selecionadas por meio de editais públicos ou da modalidade de escolha direta e devem estar alinhadas ao planejamento estratégico do banco e ao compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. 

As propostas para patrocínio devem ser encaminhadas pelo site oficial do Banco da Amazônia, que disponibiliza informações sobre os editais e os procedimentos para solicitação de apoio. Não é obrigatório que os projetos estejam inscritos em leis de incentivo para participar dos editais.

Crescimento profissional

A vitória na Itália integra uma trajetória marcada pela rápida evolução nas pistas. Em 2025, seu primeiro ano de participação oficial nos principais campeonatos nacionais, Noah foi campeão na categoria estreantes (Rookie) e vice-campeão geral do Campeonato Paulista, na categoria Mirim. Também conquistou o título de Rookie e o terceiro lugar geral no São Paulo Light, além do vice-campeonato, de uma pole position e de duas vitórias em baterias na Copa Brasil, disputada em Aracaju. No Campeonato Brasileiro, terminou em terceiro lugar na final.

Em 2026, o planejamento passou a incluir a adaptação às pistas internacionais. O piloto participou de competições na Itália, como a WSK e a IAME, e nos Estados Unidos, em provas da SKUSA, em Houston. No Brasil, também conquistou vitórias no São Paulo Light, na Copa Brasil, em Imperatriz, e em etapas realizadas em Birigui.

Treinamento e adaptação internacional

A rotina de preparação de Noah inclui treinos de terça-feira a sábado no Kartódromo do Guará (DF). As sessões duram cerca de 40 minutos por dia e são acompanhadas por treinadores. Para o piloto, competir em diferentes países exige atenção às características de cada circuito e ao estilo dos adversários.

“Eu senti que as pistas da Europa têm muito grip, bem mais do que algumas pistas do Brasil. Nos Estados Unidos, as pistas são mais mistas”, explica. Ele também percebe diferenças no comportamento dos competidores. “Cada pista é diferente, então não dá para chegar achando que já sabe tudo. Tem que aprender de novo!”, afirma.

A preparação também envolve concentração antes das largadas. Noah conta que costuma recorrer à oração para controlar a ansiedade. “Às vezes eu rezo vários Pai-Nossos para me concentrar. E tem corrida em que eu fico rezando lá dentro do capacete também. Acho que o Pai-Nosso já conhece bem as minhas largadas!”, brinca o jovem.

Winston destaca a dedicação do filho durante os treinamentos no exterior. Em janeiro, durante uma preparação em Cremona, no norte da Itália, Noah enfrentou temperaturas próximas de 5°C, com sensação térmica de menos 4°C. Segundo o pai, enquanto muitos pilotos completam cerca de 120 voltas em dois ou três dias, o filho chegou a dar 300 voltas nesse período.

“Ele saía do kart chorando de frio e com os dedos doendo. Eu chamava para aquecer e descansar, mas ele queria voltar para a pista”, relata o pai do piloto.

Escola e infância integram rotina do piloto

Apesar da agenda de treinos e viagens, a família busca conciliar o automobilismo com os estudos e as atividades próprias da infância. Segundo Winston, a mãe de Noah acompanha de perto o desempenho escolar. “Quando não consegue repor tudo no colégio, estuda com a mãe e faz as provas. Ele é muito dedicado e tem notas altas”, diz o pai. 

“Para nós, escola, esporte, igreja e infância precisam caminhar juntos. O automobilismo é uma parte ”, completa Winston.

O sonho da Fórmula 1

O calendário de Noah prevê novas participações na WSK Final Cup, na Itália, em novembro de 2026, com etapas em Lonato e Viterbo. Para 2027 e 2028, o planejamento da família prevê ampliar a presença do piloto em competições europeias e avançar para novas categorias.

O objetivo, segundo o próprio piloto, vai além de chegar à principal categoria do automobilismo mundial.

“Meu maior sonho é ser campeão de Fórmula 1. Não quero só chegar lá: quero ser campeão mesmo!”, afirma. Até lá, ele diz que pretende aproveitar cada etapa da carreira e buscar vitórias nos campeonatos que disputar.

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31/10/2026 04:30h

Reforço da fiscalização pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai até a próxima segunda-feira (2); policiais vão intensificar prevenção de acidentes de trânsito em trechos com maior fluxo de veículos previstos nas rodovias federais ao longo do feriado prolongado

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início à Operação Finados (2026) na sexta-feira (30). O reforço da fiscalização vai até a próxima segunda-feira (2) nas rodovias federais com maior fluxo de veículos e tem como foco ações de prevenção de acidentes de trânsito e conscientização sobre o uso do celular ao volante. 

A iniciativa integra o calendário nacional de operações da PRF que tem como meta a redução de mortes no trânsito em todo o país.

A Operação Finados deste ano busca alertar os condutores sobre as consequências do uso do celular na direção de veículos. Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração é gravíssima desde 2016. A alteração da legislação buscou inibir a prática que diminui a atenção dos motoristas.

Segundo a PRF, o hábito de usar o celular enquanto dirige é comum entre os brasileiros e aumenta o risco de acidentes de trânsito. A falta de atenção ao volante pode resultar em consequências para todos que transitam pelas rodovias e vias urbanas.

Dados da corporação mostram que, de janeiro a setembro de 2026, 34.987 condutores foram flagrados utilizando celular enquanto dirigiam. No mesmo período do ano passado, a PRF registrou 31.144 infrações pelo uso do telefone ao volante.

Além de diminuir a atenção do motorista, falar ao telefone e dirigir também reduz o tempo de reação dos condutores – o que aumenta as chances de acidentes de trânsito. A PRF alerta que no momento em que o veículo está a 100 km/h, são percorridos cerca de 28 metros por segundo. Nesse intervalo, o trânsito à frente pode mudar e, ao retornar a atenção para a rodovia, o motorista pode não ter tempo ou espaço suficientes para evitar uma colisão ou atropelamento, por exemplo.

Operação pelo país

No Pará, a ação terá como foco a prevenção de acidentes de trânsito e o combate à criminalidade durante o feriado

No estado paraense, as equipes da PRF devem atuar no combate à embriaguez ao volante, controle de velocidade e fiscalização de ultrapassagens em pista simples. Também serão prioridades o uso do cinto de segurança, capacete, cadeirinhas e celular ao volante, bem como das condições de conservação dos veículos e da fiscalização de motocicletas.

No Rio Grande do Norte, as equipes atuarão de forma prioritária em trechos críticos e horários de maior fluxo, com o objetivo de reduzir acidentes e preservar vidas durante o feriado prolongado. O foco das ações educativas também será a conscientização sobre os riscos do uso do celular ao volante. Além disso, a PRF vai reforçar o combate às ultrapassagens indevidas.

A PRF também vai intensificar o policiamento das rodovias federais que atravessam o Distrito Federal e o Entorno para garantir a segurança dos usuários durante o feriado prolongado e promover ações educativas.

A expectativa é de aumento no fluxo de veículos, especialmente nos períodos de saída e retorno. Os policiais serão direcionados para os trechos e horários de maior movimentação, conforme o planejamento operacional da PRF. A estratégia é baseada em análises de risco e dados estatísticos de anos anteriores.

Já no Rio de Janeiro, além da segurança viária e da promoção de ações destinadas à conscientização dos motoristas, a operação também vai atuar na repressão à criminalidade nas rodovias federais fluminenses.

No Paraná, a PRF informou que a fiscalização será intensificada e não haverá restrição de tráfego para veículos de carga em rodovias federais de pista simples.

Dicas para viajar em segurança:

Para ter uma viagem segura, a Polícia Rodoviária Federal recomenda uma série de iniciativas que devem ser tomadas antes de viajar e durante o percurso. O ideal é que os condutores revisem o veículo antes do deslocamento de longa distância. Além disso, o motorista deve descansar antes de dirigir e pesquisar sobre as condições da rodovia.

Ao longo do percurso, também é indicado acompanhar as condições meteorológicas previstas para o trecho.

Confira mais dicas:

  • Não consuma bebidas alcoólicas antes de dirigir;
  • Utilize o cinto de segurança e os equipamentos obrigatórios;
  • Respeite os limites de velocidade;
  • Não use o celular ao volante;
  • Ultrapasse em local permitido.

Em caso de emergência nas rodovias federais, é possível acionar a PRF pelo número 191.

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29/10/2026 04:20h

Levantamento da Opinião Inteligência Política mostra que presidente ganhou 10,3 milhões de votos no segundo turno, contra 3,7 milhões de Flávio Bolsonaro

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O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou 74% do crescimento líquido dos votos recebidos pelos dois candidatos que disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo divulgado pela Opinião Inteligência Política, Lula conquistou 10.376.694 votos a mais em relação ao primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou um aumento de 3.721.538 votos, equivalente a 26% do crescimento conjunto.

A análise, elaborada com base nos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que os dois candidatos somaram 14.098.232 votos adicionais entre os turnos. Esse crescimento, segundo o estudo, corresponde exatamente à soma dos votos destinados aos candidatos eliminados na primeira etapa da eleição, da redução dos votos brancos e nulos e do aumento do comparecimento às urnas.

De acordo com a Opinião Inteligência Política, os números demonstram como as mudanças na participação do eleitorado contribuíram para o resultado final da disputa. O levantamento ressalta, porém, que os dados representam variações nos totais de votos e não permitem identificar individualmente a escolha de cada eleitor entre os dois turnos.

Lula ganhou mais de 10 milhões de votos no segundo turno

Segundo o estudo, Lula recebeu 53.879.538 votos no primeiro turno e chegou a 64.256.232 no segundo, quando foi reeleito presidente da República. O crescimento foi de aproximadamente 10,4 milhões de votos.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 56.104.503 votos para 59.826.041, um aumento de aproximadamente 3,7 milhões.

A diferença entre os ganhos dos dois candidatos, aponta a análise, mostra que Lula concentrou quase três quartos do crescimento líquido conjunto registrado na segunda etapa da eleição.

Queda da abstenção contribuiu para o aumento dos votos

A redução da abstenção foi um dos fatores que contribuíram para o crescimento do número de votos recebidos pelos candidatos no segundo turno.

De acordo com o levantamento, 33.469.244 eleitores deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno. No segundo, esse número caiu para 30.509.005, uma diferença de 2.960.239 eleitores.

O estudo também identificou uma diminuição expressiva dos votos brancos e nulos

No primeiro turno, foram registrados 2.300.798 votos brancos e 3.674.249 nulos, totalizando 5.975.047. Já no segundo turno, os brancos caíram para 1.430.496 e os nulos para 2.723.305, somando 4.153.801.

Com isso, destaca o material, houve uma redução de 870.302 votos brancos e 950.944 votos nulos, o equivalente a 1.821.246 votos a menos nessas duas categorias.

Votos dos candidatos eliminados também entram na conta

Outro componente analisado pelo estudo é o total de 9.316.747 votos recebidos pelos candidatos que não avançaram ao segundo turno.

Ao considerar esse volume, o aumento líquido de 2.960.239 eleitores que compareceram às urnas e a redução de 1.821.246 votos brancos e nulos, chega-se a 14.098.232 votos.

O resultado, aponta o material, corresponde exatamente à soma dos votos adicionais recebidos por Lula e Flávio Bolsonaro.

Para realizar a comparação, a Opinião Inteligência Política utilizou a mesma base de seções eleitorais instaladas nos dois turnos, que reuniam 158.745.079 eleitores em cada votação.

O levantamento informa que o TSE também registrou 423 seções não instaladas, que não foram consideradas nessa base comparável.

Pesquisa apontava preferência por Flávio entre eleitores de outros candidatos

O estudo também analisou dados de uma pesquisa Datafolha divulgada em 17 de outubro, que investigou as intenções de voto no segundo turno entre eleitores que haviam escolhido Cury, Renan, Caiado e Zema na primeira etapa da disputa.

Segundo o levantamento, 46% desses entrevistados declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 27% indicaram preferência por Lula.

Outros 23% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 5% estavam indecisos. A soma chega a 101%, segundo o estudo, devido aos arredondamentos.

A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 13 e 14 de outubro, com 2.520 entrevistas presenciais em 153 municípios. O levantamento teve margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e foi registrado no TSE sob o número BR-00466/2026.
 

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27/10/2026 04:25h

Bahia, Pernambuco e São Paulo lideram a diminuição no número de eleitores ausentes. Em todo o país, a abstenção recuou 1,9 ponto percentual em relação ao primeiro turno

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O segundo turno das eleições de 2026 registrou uma redução na abstenção eleitoral em relação ao primeiro turno. O percentual de eleitores que não compareceram às urnas caiu 1,9 ponto percentual, o que representa aproximadamente 3 milhões de eleitores a mais participando da votação. A queda foi registrada em 18 das 27 unidades da Federação, enquanto outras nove apresentaram aumento no índice de ausências.

Bahia, Pernambuco e São Paulo lideraram a queda da abstenção no país. A maior redução foi registrada na Bahia, com 3,26 pontos percentuais, seguida por Pernambuco, com 2,99 pontos, e São Paulo, com 2,73 pontos percentuais.

Além desses três estados, a abstenção também diminuiu em Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.

Por outro lado, nove estados tiveram aumento no percentual de eleitores que deixaram de votar: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Queda histórica supera resultado de 2022

A redução da abstenção em 2026 superou o recorde registrado nas eleições presidenciais de 2022. Naquele ano, o percentual de eleitores ausentes foi menor no segundo turno do que no primeiro, com queda de 0,5 ponto percentual.

Até então, em todas as eleições presidenciais que tiveram segundo turno, a abstenção havia aumentado na votação decisiva.

Em 2026, a queda de 1,9 ponto percentual foi quase quatro vezes maior que a registrada quatro anos antes, consolidando um novo recorde de redução das ausências entre os dois turnos.

Nordeste concentra as maiores quedas de abstenção

O Nordeste se destacou na redução da abstenção eleitoral. Além de Bahia e Pernambuco, que lideraram o ranking nacional, outros cinco estados da região tiveram maior comparecimento às urnas no segundo turno.

As quedas foram registradas no Rio Grande do Norte (2,32 pontos percentuais), na Paraíba (1,84), no Ceará (1,63), em Sergipe (1,59) e em Alagoas (0,55). Maranhão e Piauí foram as únicas exceções na região, com aumento da abstenção de 0,63 e 0,04 ponto percentual, respectivamente.

No Sudeste, os quatro estados registraram queda. São Paulo apresentou a maior redução, de 2,73 pontos percentuais, seguido por Minas Gerais (2,48), Espírito Santo (1,9) e Rio de Janeiro (1,7).

O mesmo ocorreu no Sul, onde todos os estados tiveram maior participação dos eleitores. O Paraná liderou a queda na região, com 2,53 pontos percentuais, seguido pelo Rio Grande do Sul (2,19) e por Santa Catarina (1,99).

No Centro-Oeste, a abstenção também diminuiu em todas as unidades da Federação. Mato Grosso do Sul registrou a maior redução, de 2,63 pontos percentuais. Na sequência aparecem o Distrito Federal (1,6), Goiás (1,49) e Mato Grosso (1,25).

Norte registra aumento da abstenção em todos os estados

Na contramão das demais regiões, o Norte registrou aumento da abstenção em todos os sete estados.

O Amapá apresentou a maior alta do país, de 8,06 pontos percentuais, seguido por Roraima (6,03) e Acre (5,65). Também houve crescimento das ausências no Amazonas (1,51), Pará (1,22), Tocantins (0,89) e Rondônia (0,21).

Apesar das diferenças regionais, o resultado nacional mostra que mais brasileiros compareceram às urnas no segundo turno de 2026, em um movimento que contrariou o padrão histórico de aumento da abstenção na votação decisiva.
 

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25/10/2026 20:41h

Determinação de estender o pleito até as 19h paralisou temporariamente a totalização de dados pelo TSE e adiou a divulgação dos resultados parciais em todo o país

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A prorrogação do horário de votação e a interrupção temporária da divulgação dos resultados marcaram o segundo turno das Eleições 2026, realizado em 25 de outubro. Após denúncias de dificuldades no transporte público, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu a votação até as 19h, no horário de Brasília, nas seções cujas urnas ainda estavam abertas. A apuração foi retomada após o encerramento do prazo adicional.

A medida alterou o cronograma previsto, que estabelecia o fim da votação às 17h. Quando a determinação foi comunicada, a Justiça Eleitoral já havia iniciado a totalização dos votos. Para cumprir a decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu temporariamente a divulgação dos resultados, que estava em 0,25% das urnas apuradas.

"As duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual concedi a medida liminar", destacou Zanin.

O ministro também determinou como a medida deveria ser aplicada às seções eleitorais, diferenciando aquelas que ainda não haviam encerrado a votação das que já tinham fechado as urnas.

"Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados," complementou.

Diante do caso, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho, criticou o que chamou de “impressionante o nível de intervenção” de alguns magistrados. Sem mencionar diretamente a decisão do ministro Cristiano Zanin, o senador fez críticas nas redes sociais.

Segundo o Metrópoles, Marinho, que lidera a oposição no Senado, afirmou esperar que “qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia” e defendeu o que classificou como “bom senso”.

De acordo com a Agência Brasil, a determinação do ministro Cristiano Zanin chegou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) após as 17h, quando diversas seções já haviam encerrado os trabalhos e emitido os boletins de urna.

Em pronunciamento de encerramento do segundo turno, Nunes afirmou que essa movimentação afetou os sistemas e as rotinas de apuração da Justiça Eleitoral, que tiveram que ser reestruturados.

"Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura. Tivemos que promover o bloqueio do recebimento dos Boletins de Urna a fim de assegurar absoluta segurança que as informações nele constantes não fossem de conhecimento nem do próprio TSE. Contudo, em razão do bloqueio, enfrentamos a maior fila de Boletins de Urna já registrada sem saber ao certo se teríamos capacidade de armazenar tantos dados em fila. Somente por este fato poderia ter havido comprometimento de toda a eleição brasileira", disse.

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Em locais onde não havia filas, a votação foi encerrada no horário previsto, e os registros das urnas já haviam sido encaminhados ao TRE. Com a mudança, mesários e presidentes de seção ficaram sem orientação sobre como proceder. Algumas equipes, inclusive, já tinham sido desmobilizadas.

Redução na frota de ônibus

A oferta de transporte público tornou-se foco de apuração após representação da coligação Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que apontou redução de frota em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. O Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou a requisição de informações urgentes à Presidência do TRE-BA. Em coletiva, o presidente do TSE explicou a tramitação do caso.

"Em relação ao transporte de eleitores, nós estamos recebendo periodicamente relatórios do Tribunal Regional Eleitoral do Estado da Bahia, que já diligenciou, inclusive in loco, para detectar qual o nível de ausência dos ônibus que obrigatoriamente deveriam estar circulando hoje. Então, primeiro essa análise é feita pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e posteriormente repassada ao TSE. Eu soube que já há demanda no TSE nesse sentido, e isso certamente, como toda e qualquer ação, será analisada a seu tempo", afirmou Nunes Marques.

Além da Bahia, o Ministério da Justiça também identificou falhas na oferta de ônibus para São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Pará, Piauí, Alagoas e Paraíba. 

Ocorrências

Além do monitoramento do TSE, as forças de segurança acompanharam as ocorrências policiais pelo país. Foram registradas 413 ocorrências e 43 prisões em flagrante no boletim das 15h, com a seguinte distribuição estadual:

  • Minas Gerais: 50 ocorrências
  • Rio Grande do Sul: 47 ocorrências
  • Goiás: 28 ocorrências
  • Mato Grosso: 26 ocorrências
  • Paraíba: 24 ocorrências

"Os órgãos de segurança pública estão mobilizados em todo o país, em atuação coordenada com a Justiça Eleitoral, para assegurar a tranquilidade do pleito e o livre exercício do voto. Nosso objetivo é garantir a apuração regular e o respeito entre todos", declarou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

Substituição de urnas 

Segundo o balanço do Centro de Divulgação das Eleições (CDE) com dados até as 20h, 1.551 urnas eletrônicas foram substituídas por equipamentos de contingência devido a falhas operacionais, o que representa 0,31% do total de 499.248 urnas. 

O Estado de São Paulo liderou o ranking de trocas com 295 substituições, seguido pelo Rio de Janeiro (159), Paraná (140) e Minas Gerais (136). A Justiça Eleitoral reforçou que manteve 48.815 urnas de contingência em reserva e confirmou que nenhuma secção eleitoral precisou de votação manual em papel

Integridade do sistema de votação 

O presidente do TSE reforçou o acompanhamento sobre a auditoria do sistema. "As cidadãs e os cidadãos do nosso país podem ter a certeza de que, ao comparecerem às seções eleitorais e pressionarem a tecla 'Confirma', seu voto será registrado, preservado e totalizado com integridade e transparência", pontuou o ministro.
Indicadores e serviço ao eleitor 

Com mais de 158,7 milhões de eleitores aptos, os dados finais de comparecimento e abstenção serão consolidados ao término da apuração. No e-Título, foram registradas mais de 2,5 milhões de justificativas até o meio-dia.
 

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22/10/2026 21:30h

Levantamento da Serasa Experian mostra alta de 14,3% em um ano; São Paulo tem 3,2 milhões de empresas negativadas, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul

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O número de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 9,3 milhões em agosto, o maior patamar da série histórica da Serasa Experian. O total é 14,3% maior do que o registrado em agosto de 2025. As dívidas negativadas somam R$ 244,4 bilhões, divididas em 68,2 milhões de operações.

Cada empresa inadimplente tem, em média, 7,4 contas negativadas, com passivo médio de R$ 26.355,13 por CNPJ. O valor médio de cada dívida é de R$ 3.583,96.

Sul e Sudeste lideram

O Sudeste concentra o maior número de empresas inadimplentes do país. São Paulo lidera, com 3.173.156 CNPJs negativados, número que equivale a cerca de um terço do total nacional. Na sequência vêm Minas Gerais, com 927.374, e Rio de Janeiro, com 879.915.

No Sul, os maiores volumes estão no Paraná, com 613.012 empresas inadimplentes, e no Rio Grande do Sul, com 539.319. Os cinco estados citados reúnem, juntos, cerca de dois terços das empresas inadimplentes do país.

Quem mais deve

As micro e pequenas empresas respondem por 8,8 milhões dos CNPJs inadimplentes. Esse grupo acumula 61,4 milhões de dívidas, que somam R$ 211 bilhões, com média de 7 contas negativadas por empresa e dívida média de R$ 23.902,98.

Por setor, serviços respondem por 56% das empresas negativadas, seguidos por comércio (32%), indústria (8%) e setor primário (0,9%). Outros segmentos somam 3,1%.

Em relação à origem das dívidas, serviços lideram, com 31,7% do total negativado, seguidos por bancos e cartões (19,7%), cooperativas (8,5%), serviços básicos como energia e água (6,7%) e telefonia (6,2%). Os setores não financeiros respondem por 75,6% do passivo negativado.

Crédito em alta

Segundo a Serasa Experian, a demanda das empresas por crédito subiu 11,2% no acumulado de 12 meses. A alta da inadimplência ocorre mesmo com a redução da taxa Selic ao longo do ano, que ainda não alterou a dinâmica financeira das empresas.

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21/10/2026 04:20h

Projeções da Embrapa indicam chuvas acima da média em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais entre outubro e dezembro de 2026; já norte de Minas Gerais, do Espírito Santo e fluminense tendem a enfrentar seca

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O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve afetar o Brasil de formas diferentes no período entre 2026/2027. Segundo projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fenômeno também deve impactar a Região Sudeste com um recorte regional definido, com chuvas acima da média no sul e condições mais secas no norte. Em nota técnica, a instituição recomenda medidas para conservar a água e reduzir os efeitos do estresse hídrico e térmico.

As previsões da Embrapa apontam que, entre outubro e dezembro de 2026, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e a região centro-sul de Minas Gerais devem ter chuvas acima da média. Apesar de maior tendência a um período mais chuvoso, as localidades também podem permanecer expostas a picos pontuais de calor.   

Já o norte de Minas Gerais, do Espírito Santo e fluminense tendem a enfrentar seca, com temperaturas acima da média. Nessas localidades mais secas, a instituição prevê um reflexo no aumento da evaporação e a perda de umidade do solo. Essa porção da região poderá enfrentar estiagens prolongadas, ondas de calor e acentuado déficit hídrico.   

Entre os principais riscos à produção agropecuária do Sudeste estão os impactos à cafeicultura, por conta do déficit hídrico no enchimento de frutos; além de reflexos na pecuária leiteira e de corte, influenciados pelo estresse térmico.

As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027. 

Impactos à agropecuária 

Conforme a Embrapa, os principais riscos para a agropecuária são o déficit hídrico, as ondas de calor e o estresse térmico.

Considerando os períodos em que as produções podem estar mais vulneráveis ao fenômeno climático, a orientação é de que o planejamento da propriedade rural considere espaços de maior vulnerabilidade ao longo do evento, cujo pico do fenômeno vai de agosto a outubro de 2026.

A janela crítica do café vai do final de 2026 até o início de 2027, que é o momento decisivo para a floração e o enchimento dos grãos. Já a janela crítica dos grãos de verão abrange desde o quarto trimestre de 2026, afetando o estabelecimento e o desenvolvimento da soja e do milho da safra de verão.

No caso do milho safrinha, sendo a segunda safra 2027, é esperado que haja um efeito neutro favorável na janela de abril a maio de 2027. Nesse período, a instituição menciona que o fenômeno deverá estar em fase de dissipação.

Nos locais onde a chuva fica acima da média, a semeadura e o estabelecimento da soja e do milho de primeira safra podem ser favorecidos, assim como a formação dos frutos do café e a brotação da cana-de-açúcar.

Em relação ao Espírito Santo, o maior risco se concentra no café conilon das regiões Noroeste e Litoral Norte. Nesses locais, a previsão indica intensificação do déficit hídrico, além de risco de incêndios florestais e pressão sobre o abastecimento de água. 

Em Minas Gerais e São Paulo, o calor também pode provocar estresse térmico na pecuária leiteira. Para o Rio de Janeiro, a Embrapa informa que há menos dados específicos. Nesse caso, a recomendação é intensificar o monitoramento das condições locais.

Principais recomendações para mitigar e gerir riscos

Segundo a Embrapa, o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país – resultando em riscos específicos e recomendações particularizadas.

Confira as principais recomendações para o Sudeste:

  • Conservação da umidade do solo;
  • Manejo biológico, com emprego de bioinsumos e inoculantes;
  • Eficiência e conservação da água, com uso do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI), entre outras medidas; barragens subterrâneas;
  • Adoção da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A Embrapa destaca, ainda, que é importante seguir obrigatoriamente as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a tomada de decisões, por meio do aplicativo Plantio Certo para definição das datas de semeadura. A instituição lembra que a utilização da tecnologia é pré-requisito para acesso ao Proagro e ao Seguro Rural.

Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Sudeste:

Cafeicultura

  • Condicionamento de solo: aplicar condicionadores biológicos para melhorar a retenção hídrica nas raízes e amenizar os efeitos do estresse térmico;
  • Manejo hídrico: monitorar a umidade do solo e adotar irrigação suplementar nas etapas críticas de floração e granação;

Milho, sorgo e soja

  • Inoculantes biológicos: aplicação de produtos à base de Bacillus sp. para a solubilização de fósforo e promoção de maior tolerância à seca.   
  • Sistema Antecipe (Soja/Milho): intercalar semeadura antecipada do milho nas entrelinhas da soja em até 20 dias, reduzindo a exposição a adversidades climáticas no final do verão.   
  • Suplementação forrageira: uso de sorgo forrageiro (como a cultivar BRS 661) como opção rústica e resiliente para a alimentação animal;

Pecuária leiteira e de corte

  • Proteção contra o calor: garantir o sombreamento (natural ou artificial), ampliar a oferta de água potável nos pastos e adequar a taxa de lotação animal;
  • Planejamento alimentar com auxílio do aplicativo App BRS Capiaçu.   

Plataforma El Niño

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizou uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.

O objetivo é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.

A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é dar suporte à tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima. 

A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura. 
 

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20/10/2026 08:30h

Levantamento da Opinião Inteligência Política mostra Flávio com 51,2% dos votos válidos, menor percentual desde o início da série

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém a liderança na disputa pela Presidência da República, mas sua vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuiu nos últimos dias. Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (19) pela Opinião Inteligência Política, Flávio aparece com 51,2% dos votos válidos na média de 26 pesquisas nacionais realizadas após o primeiro turno, contra 48,8% de Lula.

O percentual do candidato do PL é o menor registrado desde o início da série, em 8 de outubro. Em 11 de outubro, a média apontava 52,2% para Flávio. Apesar da redução, o senador continua numericamente à frente em 23 dos 26 levantamentos analisados, realizados por 14 institutos.

A análise também apresenta uma estimativa estatística para o resultado do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). De acordo com o modelo desenvolvido pela Opinião, Flávio tem entre 71% e 79% de probabilidade de vitória, dependendo dos ajustes utilizados no cálculo. Já Lula aparece com chances entre 21% e 29%.

A empresa ressalta, no entanto, que essas probabilidades não representam resultados de pesquisas eleitorais, mas projeções baseadas nos levantamentos disponíveis e em hipóteses sobre o comportamento do eleitorado até a votação.

Vantagem diminui nas pesquisas mais recentes

As 15 pesquisas divulgadas entre os dias 15 e 19 de outubro apresentaram resultados para Flávio Bolsonaro entre 49% e 52% dos votos válidos.

Entre os levantamentos mais recentes, o Nexus/BTG, divulgado nesta segunda-feira (19), apontou Flávio com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. Na rodada anterior do instituto, o senador tinha 51,6%.

O AtlasIntel/Bloomberg registrou 51,1% para Flávio, ante 52,8% na pesquisa anterior. O Datafolha também identificou recuo, de 52% para 51,1%, enquanto o Ipespe/Abrapel mostrou queda de 52,7% para 51,2%.

Por outro lado, o PoderData apresentou recuperação do candidato do PL em sua pesquisa mais recente, passando de 50% para 52%.

Dos 26 levantamentos analisados, apenas dois, ambos realizados pelo Vox Brasil, colocaram Lula numericamente à frente. Uma rodada do PoderData apontou empate em 50% para cada candidato.

A Opinião destaca que a redução da média não comprova, isoladamente, uma mudança consolidada no comportamento dos eleitores. Isso porque o cálculo reúne pesquisas de diferentes institutos, metodologias e períodos de coleta.

Lula ainda tem chances de vitória, aponta projeção

Embora Flávio Bolsonaro apareça como favorito, a análise considera que o resultado da eleição permanece em aberto.

No cenário que utiliza apenas a média atual das pesquisas, sem correções históricas, o senador tem 51,2% dos votos válidos e 71% de probabilidade de vitória. Lula aparece com 29% de chances.

No modelo principal da Opinião, que acrescenta 0,5 ponto percentual à média de Flávio com base em diferenças observadas entre pesquisas e resultados eleitorais anteriores, o candidato do PL alcança uma estimativa de 51,7% dos votos válidos, com 79% de probabilidade de vitória.

O estudo também apresenta cenários alternativos. Caso seja aplicado um ajuste histórico maior, Flávio chegaria a 52,3% dos votos válidos e 86% de probabilidade de vitória.

Em uma hipótese contrária, na qual as pesquisas estejam superestimando o desempenho do senador em um ponto percentual, a estimativa cairia para 50,2%, com 53% de chances de vitória, contra 47% de Lula.

A faixa de incerteza de 90% do modelo vai de 48,2% a 55,2% dos votos válidos para Flávio, incluindo, portanto, resultados em que o atual presidente seria reeleito.

Segundo a Opinião, as projeções dependem de premissas estatísticas e de padrões observados em eleições anteriores, que podem não se repetir em 2026.

Pesquisas presenciais mostram disputa mais apertada

Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha, Quaest e CNT/MDA, Flávio Bolsonaro registra média de 50,4% dos votos válidos, resultado mais próximo de um empate.

Nos levantamentos feitos por telefone automático, a média do senador sobe para 51,5%. Nas entrevistas telefônicas conduzidas por entrevistadores, o percentual é de 51%. Já nas pesquisas online, chega a 50,8%.

A análise lembra que, no primeiro turno, os levantamentos presenciais apresentaram as maiores diferenças em relação ao resultado das urnas, ao indicar vantagem de Lula de 2,7 pontos percentuais. Na votação, Flávio terminou 1,9 ponto à frente do presidente.

A empresa pondera, porém, que o comportamento observado no primeiro turno não significa que as diferenças serão repetidas na segunda votação.

Aprovação do governo pode ser decisiva para Lula

Outro ponto destacado pela Opinião Inteligência Política é a proximidade entre a avaliação do governo federal e o desempenho eleitoral do presidente Lula.

Nas 18 pesquisas que apresentaram dados de aprovação do governo, a média entre os entrevistados que manifestaram opinião foi de 47,6%. Nesses mesmos levantamentos, Lula registrou média de 48,4% dos votos válidos.

No PoderData, a aprovação do governo passou de 44% para 46% entre as pesquisas realizadas de 5 a 7 de outubro e de 13 a 15 de outubro. A desaprovação recuou de 50% para 49%.

Já a pesquisa CNT/MDA registrou crescimento numérico da avaliação positiva do governo, considerada ótima ou boa, de aproximadamente 35% para 38%.

O Datafolha, por sua vez, mostrou estabilidade na aprovação, em 48%, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%.

Rejeição de Flávio também apresenta aumento

No Datafolha, o percentual de eleitores que afirmam não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro passou de 43% para 44% entre as rodadas de 6 a 8 e de 13 a 15 de outubro. No PoderData, a rejeição do senador subiu de 43% para 45% entre as pesquisas de 5 a 7 e de 13 a 15 de outubro.

No levantamento mais recente do Nexus/BTG, a rejeição de Lula ficou em 47,8%, enquanto a de Flávio foi de 46,8%.

O que precisa mudar até o segundo turno

Segundo a Opinião Inteligência Política, para que os candidatos cheguem a uma situação de igualdade de chances no modelo principal, a média das pesquisas de Flávio Bolsonaro precisaria cair de 51,2% para 49,5%.

Uma redução para 50,6% diminuiria a probabilidade de vitória do senador para 70%, mantidas as premissas atuais do modelo.

A empresa destaca que, desde o início da série, a média de Flávio oscilou entre 51,2% e 52,5%, sem atingir o patamar necessário para igualar as probabilidades de vitória.

A seis dias da eleição, o estudo considera importante acompanhar as próximas rodadas dos institutos, especialmente para verificar se a redução da vantagem do candidato do PL continuará ou se haverá estabilização dos resultados.

Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, os números atuais apontam favoritismo de Flávio Bolsonaro, mas não permitem considerar a eleição decidida. 

“A vantagem é pequena e deixa espaço para uma virada. Nós temos um percentual de indecisos que precisa ser trabalhado pelos dois candidatos. As pesquisas estão mostrando claramente, para nós, que a disputa está muito apertada para alguém comemorar antes da hora. Na quarta-feira saem novas pesquisas, com as entrevistas que vão pegar efetivamente o resultado do debate. Elas sim vão nos mostrar se Lula continua se aproximando, ou se Flávio conseguiu segurar a vantagem e pode permanecer na liderança até o fim dessas eleições”.
 

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20/10/2026 04:25h

Levantamento mostra Lula com 48% no segundo turno. Pesquisa também revela diferenças regionais na intenção de voto, alto interesse dos brasileiros na eleição e consolidação das escolhas dos eleitores

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O candidato Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa pela Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026, com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta terça-feira (13). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Os candidatos, portanto, estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro. 

Na intenção de voto estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 48% e Lula com 45%. Outros 5% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

Já na pesquisa espontânea, em que os entrevistados indicam sua preferência sem a apresentação dos nomes, Flávio Bolsonaro registra 46%, ante 44% de Lula. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam.

Flávio lidera em três regiões; Lula tem vantagem no Nordeste

O recorte regional da intenção de voto estimulada mostra Flávio Bolsonaro à frente no Norte/Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Lula lidera no Nordeste, onde registra sua maior vantagem.

No Sul, Flávio Bolsonaro tem 57% das intenções de voto, contra 36% de Lula. No Norte/Centro-Oeste, o candidato registra 56%, ante 41% do presidente.

Já no Sudeste, Flávio aparece com 51%, enquanto Lula soma 41%.

O Nordeste apresenta cenário inverso: Lula lidera com 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro.

Os percentuais consideram todos os entrevistados de cada região, e não apenas os votos válidos. A pesquisa apresenta Norte e Centro-Oeste de forma agrupada.

Interesse no segundo turno chega a 85%

O levantamento aponta que 85% dos brasileiros demonstram interesse no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Desse total, 67% afirmam ter muito interesse e 18% dizem ter interesse razoável.

Outros 7% declaram pouco interesse e 7% não têm nenhum interesse. Os que não sabem ou não responderam representam 2%.

Regionalmente, o Norte/Centro-Oeste registra o maior percentual de eleitores interessados, com 91%, considerando a soma de muito interesse e interesse razoável. O Sul aparece com 88%, seguido pelo Nordeste, com 86%, e pelo Sudeste, com 81%.

O Sul apresenta o maior percentual de eleitores com muito interesse, 70%. Já o Sudeste registra o maior índice de pessoas sem nenhum interesse, 11%.

Decisão de voto está consolidada para 92% dos eleitores

A pesquisa revela que 92% dos brasileiros afirmam que sua decisão de voto para o segundo turno já está tomada e não vai mais mudar. Apenas 7% admitem a possibilidade de alterar a escolha até a votação, enquanto 1% não sabe ou não respondeu.

Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro e em Lula, 95% de cada grupo afirmam que não pretendem mudar de candidato. A possibilidade de mudança é mencionada por 4% dos eleitores de Flávio e 5% dos eleitores de Lula.

O levantamento também mostra que, entre os entrevistados com voto consolidado, 90% decidiram antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Outros 9% definiram sua escolha depois da primeira votação, e 1% não soube ou não respondeu.

O Norte/Centro-Oeste apresenta o maior percentual de decisões tomadas antes do primeiro turno, com 92%. No Nordeste e no Sul, o índice é de 90%, enquanto no Sudeste chega a 89%.

Intenção de comparecimento às urnas chega a 95%

A disposição declarada para participar do segundo turno também é elevada. Segundo a Nexus, 89% dos eleitores já decidiram comparecer às urnas, enquanto outros 6% afirmam que provavelmente votarão, totalizando 95%.

Na outra ponta, 3% já decidiram não comparecer ou justificar a ausência, e 1% provavelmente não votará ou justificará. Outro 1% não soube responder.

O Norte/Centro-Oeste registra 97% de intenção de comparecimento, somando respostas definitivas e prováveis. No Sul, o percentual também chega a 97%. No Nordeste e no Sudeste, é de 95%.

Rejeição a Lula é maior no Sul; Flávio enfrenta maior resistência no Nordeste

A pesquisa também mediu o potencial de voto e a rejeição dos dois candidatos. Nacionalmente, 51% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

Entre os entrevistados, 42% afirmaram que Lula é o único candidato em quem votariam e 7% consideraram votar nele, mas ainda não estão totalmente certos. Para Flávio Bolsonaro, os percentuais são de 43% e 7%, respectivamente.

Regionalmente, a rejeição a Lula é maior no Sul, com 60%, seguido pelo Norte/Centro-Oeste e pelo Sudeste, ambos com 55%. No Nordeste, 35% afirmam que não votariam no presidente.

Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição no Nordeste, com 62%. No Sudeste, o índice é de 44%, no Norte/Centro-Oeste, 39%, e no Sul, 35%.

O Nordeste também concentra o maior percentual de eleitores que consideram Lula sua única opção de voto, com 56%. Para Flávio Bolsonaro, esse indicador é mais elevado no Sul, com 53%.

Desaprovação ao governo Lula chega a 50%

A pesquisa mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 5% não sabem ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 34% classificam o governo como ótimo (15%) ou bom (19%). Outros 20% consideram a administração regular. Já a avaliação negativa soma 45%, resultado dos 7% que avaliam o governo como ruim e dos 38% que o classificam como péssimo.

O Nordeste é a única região em que a aprovação supera a desaprovação: 61% aprovam o governo e 34% desaprovam.

No Sul, a desaprovação chega a 59%, contra 36% de aprovação. No Norte/Centro-Oeste, 57% desaprovam e 39% aprovam. Já no Sudeste, a desaprovação é de 54%, ante 42% de aprovação.

A pesquisa

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 10 e 12 de outubro, por telefone, em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.
 

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18/10/2026 04:10h

Análise da Opinião Inteligência Política mostra o candidato do PL com 51,8% dos votos válidos na média dos levantamentos. Apesar do favoritismo, vantagem diminuiu nos últimos dias e Lula ainda tem chances de reverter o resultado

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O candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 das 13 pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo da Opinião Inteligência Política, Flávio tem 51,8% dos votos válidos na média dos levantamentos. Apesar da vantagem, a análise aponta que a disputa ainda não está decidida.

O estudo, atualizado nesta quinta-feira (15), reúne pesquisas de 11 institutos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro.

Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória. Lula tem 18% de chance de vencer.

A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais são estimativas estatísticas, e não resultados de pesquisas eleitorais. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar até o dia da votação.

Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, três movimentos podem mudar o segundo turno até 25 de outubro. 

“O primeiro é a aprovação do governo. As pesquisas com campo a partir de 17/10 vão dizer se a alta se confirma. O segundo é o destino de quem votou em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no 1º turno. O terceiro é o eleitor de ensino médio que ganha de 2 a 5 salários mínimos. Ali, a rejeição de Lula salta para 57%, contra 41% entre quem ganha até 2 salários. Se houver virada, ela passa por esse eleitor, que é o trabalhador com carteira assinada”, explica Garcia.

Vantagem de Flávio diminuiu nos últimos dias

De acordo com a análise, a média das pesquisas, que estava em 52,2% no dia 11 de outubro, caiu para 51,8% no dia 15. É o menor percentual registrado desde o início da série, em 8 de outubro.

As três pesquisas mais recentes consideradas no estudo, divulgadas em 15 de outubro, apresentaram resultados abaixo da média anterior. Na Palver, Flávio aparece com 50,5% dos votos válidos. Na Indexa/Broadcast, tem 51,2%, enquanto no Datafolha registra 51,1%.

Dos 13 levantamentos analisados pela empresa, apenas a pesquisa Vox Brasil, realizada entre 5 e 7 de outubro, apontou vantagem para Lula.

Pesquisas presenciais mostram disputa mais apertada

Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com média de 50,4% dos votos válidos, considerando a rodada mais recente de cada instituto.

Já nas pesquisas feitas por telefone com entrevistadores, a média do candidato chega a 52,6%. Nos levantamentos por telefone automático, o percentual é de 52%, enquanto nas pesquisas online fica em 51,6%.

A análise da empresa destaca que, no primeiro turno de 2026, os institutos que realizaram entrevistas presenciais apresentaram resultados mais favoráveis a Lula do que o observado nas urnas.

A Opinião Inteligência Política ressalta, porém, que isso não significa que a diferença vá se repetir no segundo turno, já que o comportamento dos eleitores pode ser diferente nesta etapa da eleição.

Aprovação do governo é apontada como fator importante para Lula

Na média das 13 pesquisas analisadas, a aprovação do governo entre os entrevistados que manifestaram uma opinião chega a 47,3%. O percentual é próximo dos 48,1% de votos válidos atribuídos a Lula na mesma análise.

Segundo a empresa, essa proximidade indica que a disputa presidencial está fortemente associada à avaliação que os brasileiros fazem do atual governo.

O estudo mostra ainda que a aprovação de Lula permaneceu praticamente estável nos institutos que realizaram mais de uma rodada de entrevistas.

No Datafolha, por exemplo, a aprovação ficou em 48% nas duas pesquisas de outubro, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%. No PoderData, os percentuais também permaneceram estáveis: 44% de aprovação e 50% de desaprovação.

Rejeição é elevada para os dois candidatos

Segundo o estudo, na média das 11 pesquisas que divulgaram esse indicador, 48,7% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro.

A análise também identificou situações em que Flávio aparece com rejeição superior à de Lula e, mesmo assim, mantém a liderança na intenção de voto.

Na Quaest, por exemplo, 54% dos entrevistados rejeitam Flávio, contra 53% que rejeitam Lula. Ainda assim, o candidato do PL aparece com 51,1% dos votos válidos.

O estudo aponta ainda que, no Datafolha e no PoderData, a rejeição a Flávio aumentou um ponto percentual entre as rodadas analisadas. A Opinião Inteligência Política considera o movimento pequeno, mas destaca que ele representa um sinal desfavorável ao candidato.

Projeção aponta favoritismo, mas não descarta vitória de Lula

Na projeção principal da empresa, que considera um ajuste baseado na diferença observada entre pesquisas anteriores e resultados das urnas, Flávio aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória.

Sem esse ajuste, considerando apenas a média atual dos levantamentos, a probabilidade de vitória do candidato cai para 76%, enquanto a de Lula sobe para 24%.

Em outro cenário apresentado no estudo, no qual as pesquisas estejam superestimando Flávio em um ponto percentual, a probabilidade de vitória do candidato do PL seria de 62%, contra 38% de Lula.

Já em uma hipótese de diferença maior entre as pesquisas e o resultado das urnas, favorável a Flávio, a chance de vitória do candidato chegaria a 88%.

A empresa também calcula uma faixa de resultados possíveis, com 90% de abrangência na estimativa, que vai de 48,2% a 56,4% dos votos válidos para Flávio. Segundo a análise, isso significa que o modelo ainda considera possíveis resultados favoráveis a Lula.

O que pode mudar o cenário?

De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que os dois candidatos passassem a ter a mesma probabilidade de vitória no modelo utilizado, a média das pesquisas de Flávio Bolsonaro precisaria cair de 51,8% para 49,5% dos votos válidos. Em treze pesquisas depois do 1º turno, a média ficou entre 51,8% e 52,5%.

A empresa destaca que uma pesquisa isolada tende a provocar poucas mudanças na estimativa. Para identificar uma possível alteração mais consistente na disputa, seria necessário observar uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência.

“Devemos ficar de olho no calendário. Ipespe e Verità saem em 17 de outubro. PoderData, DataTrends e AtlasIntel, em 19 e 20. São as primeiras com campo depois da aprovação do fim da escala 6x1 no Senado e do início do pagamento do Bolsa Família reajustado, e vão dizer se a alta da aprovação que só o PoderData mediu aparece em outros institutos”, frisa Alexandre Garcia.
 

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