ApexBrasil

15/02/2026 04:05h

Juntas, BUY BRAZIL e Brasil Exportação formam um ecossistema digital que apoia empresas nacionais desde a preparação para exportar até a efetiva geração de negócios no exterior

Baixar áudio

Empresas brasileiras que desejam exportar seus produtos passaram a contar com novas ferramentas que auxiliam na preparação e na exposição de seus negócios no ambiente internacional. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) disponibiliza duas plataformas estratégicas com esse objetivo.

Uma delas é a BUY BRAZIL, voltada à promoção de negócios no exterior. Até 31 de janeiro de 2026, a ferramenta contabilizava 1.530 empresas com vitrines ativas e 13.173 produtos cadastrados, além de 48 mil usuários únicos.

De acordo com a ApexBrasil, a plataforma já registrou acessos provenientes de 179 países. Na América do Norte, por exemplo, os mercados de maior destaque foram Estados Unidos e Canadá. Na América do Sul, sobressaem Argentina e Colômbia.

Outros países também apresentaram desempenho relevante em número de acessos, como Angola, África do Sul, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Holanda, China, Índia, Japão, Cingapura e Emirados Árabes Unidos.

Além de funcionar como vitrine permanente para produtos nacionais, a BUY BRAZIL atua como catálogo digital oficial em feiras internacionais, rodadas de negócios e missões comerciais promovidas pela Agência.

Somente em janeiro deste ano, a plataforma esteve integrada a eventos realizados nos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Bolívia, incluindo iniciativas como Lightovation, RESI, AEEDC, Gulfood, IPPE e Lineapelle NY.

VEJA MAIS:

ApexBrasil cria ferramenta interativa gratuita para impulsionar o comércio exterior de serviços

ApexBrasil registra recorde de participação em exportações em 2025

Para fevereiro, a projeção é que a ferramenta esteja vinculada a pelo menos 15 eventos internacionais, que utilizarão a plataforma como catálogo digital das empresas participantes. Esses eventos ocorrerão em países como Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, República Tcheca, Rússia, Colômbia, Paraguai, Equador e Holanda.

Brasil Exportação

Outra ferramenta que contribui para ampliar a exposição de empresas brasileiras no cenário internacional é a Brasil Exportação, apontada como a maior plataforma de serviços de comércio exterior do país, por conectar companhias nacionais a prestadores públicos e privados especializados.

Até o fim de janeiro de 2026, a Brasil Exportação registrou 190.918 acessos únicos. Ao todo, reúne 823 serviços disponíveis, com a participação de 3.498 empresas.

A ferramenta apoia tanto empresas que pretendem iniciar sua trajetória no mercado externo quanto aquelas que buscam diversificar seus mercados de atuação.

Juntas, as duas iniciativas formam um ecossistema digital que apoia empresas brasileiras desde a preparação para exportar até a efetiva geração de negócios no exterior.
 

Copiar textoCopiar o texto
06/02/2026 16:05h

Objetivo da iniciativa fortalecer a cooperação econômica, intensificar o comércio bilateral e aproximar empresas brasileiras de mercados estratégicos do continente africano

Baixar áudio

As relações entre o Brasil e a África têm passado por um momento de fortalecimento do diálogo, cooperação e relações econômico-comerciais. Na última semana, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exterior (MRE),  concluiu missões empresariais a 04 países africanos (Benim, Quênia, Ruanda e Etiópia), em que, além de colocar em contato empresários brasileiros e africanos, se anunciou novo programa para apoiar as exportações brasileiras ao continente africano.  

O programa tem como objetivo fortalecer a cooperação econômica, intensificar o comércio bilateral e aproximar empresas brasileiras de mercados estratégicos do continente africano. 

As missões, por si só, são marcos nos relacionamentos bilaterais com os países do continente. A missão em Nairóbi, por exemplo, contou com a participação de 26 empresas e cooperativas nacionais, além de instituições parceiras como Sebrae, Anvisa e Embrapa. Em Nairóbi, foram realizadas 230 reuniões de negócios.

Cooperar para Exportar: iniciativa da ApexBrasil estreia na Gulfood 2026 e projeta expansão do cooperativismo nacional

Parceria ApexBrasil–SIAESP impulsiona internacionalização do audiovisual brasileiro

O Brasil enfatiza que o fortalecimento dos laços comerciais com a África esteja relacionado com segurança alimentar, desenvolvimento de cadeias agroindustriais e fortalecimento do complexo industrial da saúde, com ênfase também na transferência de tecnologia.

Entre as empreendedoras presentes estava Mariane Alves, representante da Pajuçara Alimentos, uma indústria alagoana que produz massas e biscoitos há 50 anos. Para ela, o envolvimento da ApexBrasil nas relações comerciais dá mais garantia a quem pretende exportar.

“Estamos tendo a honra de estar hoje em Nairóbi, no Quênia. É uma expectativa de um evento de grande magnitude. Ter a parceria da ApexBrasil é fundamental para podermos entender esse mercado e fazer negócios com segurança, com todo o apoio que eles sempre nos dão”, relatou.

Jorge Viana destacou que a ApexBrasil já realizou sete missões empresariais em 16 países africanos, além de participar de feiras e ações no Quênia, Angola, Moçambique, África do Sul e Egito. Segundo ele, a nova ação atende à necessidade de construir parcerias para impulsionar ainda mais o comércio na região.

“Algo que precisamos também é retomar o financiamento para exportações. Já tivemos, e foi um erro ter acabado. É uma iniciativa que traz benefícios tanto para o Brasil quanto para os países africanos”, afirmou.

“Nós vamos materializar mais rapidamente, porque tudo o que um país precisava fazer para estabelecer parceria, para estabelecer projetos comerciais, eu acho que já foi feito aqui, desde o ambiente da cidade, da segurança necessária, do preparo das pessoas e, obviamente, do ambiente de negócio”, complementou.

Aporte de recursos e regionalização

O programa contará com aportes de recursos, colaboração de parceiros e atuação regionalizada, atendendo às demandas específicas de cada mercado no continente africano. As regiões abrangidas incluem África Setentrional, África Ocidental, África Oriental e Sul Austral. 

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, ressaltou que as áreas de saúde e segurança alimentar seriam tratados como prioritárias .

“Temos aqui um debate qualificado de ambas as partes, com grande potencial para parcerias, principalmente na transferência de tecnologia no setor agropecuário e no compartilhamento de experiências em toda a cadeia de valor de insumos farmacêuticos, desde a matéria-prima até o produto finalizado”, destacou.

A CEO da KEPROBA (Kenya Export Promotion and Branding Agency), Floyce Mukabana, enfatizou os fortes laços diplomáticos entre os dois países:

“O Brasil se destaca no cenário internacional em agricultura, energia e manufatura, e podemos explorar essa parceria em prol de ambos os países”.
 

Copiar textoCopiar o texto
03/02/2026 15:45h

Ao longo de 2026, o Programa Cooperar para Exportar estima atender cerca de 450 cooperativas em todo o país; objetivo é ampliar inserção dessa categoria de empresa no mercado internacional

Baixar áudio

O Programa Cooperar para Exportar, lançado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), foi destaque na Gulfood 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio. A participação no evento marcou a estreia internacional da iniciativa.

Apresentado inicialmente durante o Exporta Mais Cooperativas, em dezembro de 2025, em Salvador (BA), o programa tem como objetivo ampliar a inserção do cooperativismo brasileiro no mercado externo por meio de ações estruturadas de capacitação, promoção comercial e geração de negócios.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, avalia que a presença brasileira na Gulfood representa um avanço estratégico para o cooperativismo nacional. Segundo ele, o Brasil vem ampliando de forma significativa o número de empresas participantes da feira, o que demonstra a expansão das oportunidades de negócios no exterior.

“Trouxemos quase 200 empresas — antes, a média era de 90. A novidade nesta edição é a presença das cooperativas. Com o novo programa da ApexBrasil, o Cooperar para Exportar, realizado em parceria com o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, vamos fazer com que o Brasil venda ainda mais”, destacou.

Viana também projetou que os negócios gerados ao longo da feira devem alcançar cerca de US$3,5 bilhões em 2026, reforçando a relevância do evento como plataforma estratégica para a expansão das exportações brasileiras no Oriente Médio.

A Gulfood 2026 foi realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026. Pela primeira vez, o evento ocorreu simultaneamente em dois locais: o Dubai World Trade Centre (DWTC) e o Dubai Exhibition Centre (DEC), localizado na Expo City Dubai.

A feira foi organizada por setores. Carnes, proteínas e bebidas ficaram concentradas no DWTC, enquanto grãos, pulses, world food e segmentos emergentes de alto valor agregado foram apresentados no DEC.

Cooperar para Exportar

Em 2026, o Programa Cooperar para Exportar estima atender cerca de 450 cooperativas em todo o país. As ações incluem qualificação para exportação, participação em feiras internacionais, missões comerciais e rodadas de negócios.

Brasil projeta US$ 950 milhões em negócios na Gulfood 2026; ApexBrasil coordena participação de 97 empresas nacionais

Presidente da ApexBrasil destaca otimismo com futuro do Acordo Mercosul–UE e promoção do Brasil na Europa

Na Gulfood, nove cooperativas integraram a delegação brasileira, representando diferentes regiões e cadeias produtivas. Na ocasião, o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Muller, destacou o papel do programa no fortalecimento dos pequenos negócios e da agricultura familiar.

“Estamos na primeira grande ação internacional do Cooperar para Exportar. Aqui na Gulfood contamos com a presença de nove cooperativas. Estamos apresentando ao público internacional a agricultura familiar e o cooperativismo do Brasil. Também mostramos a integração da Apex com órgãos e instituições parceiras do governo”, afirmou.

Participaram da feira as seguintes cooperativas:

  • Amazonbai (AP)
  • Bio + Açaí (AP)
  • Coopemapi (MG)
  • Cooperativa Grande Sertão (MG)
  • Coopercarajás (DF)
  • Coopercuc (BA)
  • Eldorado Foods Amidos (MS)
  • Unicafes (DF)
  • Unicafes Bahia (BA)

Para a ApexBrasil, a presença dessas cooperativas evidencia a diversidade e o potencial competitivo do cooperativismo brasileiro no mercado internacional, com produtos que vão do açaí amazônico a frutas do semiárido, além de mel, cafés especiais e derivados de mandioca.

Entre os destaques está a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), da Bahia. A fundadora Jussara Dantas apresentou o umbu, fruta típica do semiárido ainda pouco conhecida no mercado internacional.

“Já exportamos para França, Áustria, Itália, Alemanha e agora estamos enviando para o Reino Unido”, relatou.
Segundo a empreendedora, a cooperativa reúne 298 agricultores familiares de três municípios, sendo 70% mulheres.

Oportunidades de negócio nos Emirados Árabes Unidos

O Perfil de Comércio e Investimentos da ApexBrasil identificou 446 oportunidades para produtos brasileiros nos Emirados Árabes Unidos. Entre os setores mais representativos estão os de produtos alimentícios — como castanha de caju, cevada e extratos — além de artigos manufaturados, como vidros, pneus, couros e peles.
 

Copiar textoCopiar o texto
30/01/2026 04:50h

Para Jorge Viana, o tratado representa um avanço importante para empresas brasileiras que pretendem ampliar sua presença no mercado internacional

Baixar áudio

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, avaliou como positiva a perspectiva de implementação do Acordo Mercosul–União Europeia e seus impactos para a inserção do Brasil no mercado internacional.

A União Europeia é o maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque superior a US$ 464 bilhões em Investimento Direto Estrangeiro (IED), o equivalente a mais de 40% do total recebido pelo país. Diante desse cenário, Viana destacou que o acordo amplia a previsibilidade econômica e favorece novos fluxos de investimento.

“O acordo não trata apenas de comércio. Estamos falando da retomada de um ambiente de previsibilidade capaz de atrair mais investimentos, melhorar a inserção estratégica do Brasil em cadeias globais de valor e incentivar fluxos de investimento”, afirmou Viana durante entrevista coletiva realizada na sede da agência, em Brasília.

O tratado foi politicamente concluído em 2024 e assinado em 17 de janeiro de 2026. Segundo Viana, o acordo amplia as oportunidades para empresas brasileiras interessadas em acessar mercados internacionais.

“O Brasil voltou a ter um protagonismo muito forte e embasado para fazer a coisa certa. O agro do brasileiro está cada vez mais sustentado, a agricultura brasileira. Estamos, de fato, com a nova indústria, que está voltando com muita força", considerou.

Apesar da apreensão momentânea causada pela judicialização do texto no Parlamento Europeu, o clima geral é de confiança em sua futura ratificação. “Foi uma manobra política dos que eram contra, e isso faz parte do jogo da política”, disse ele aos jornalistas.

Trabalho em conjunto para aprovação do Acordo

No contexto do avanço do acordo, a ApexBrasil tem intensificado esforços junto ao Congresso Nacional para fortalecer o diálogo diplomático entre os blocos. Nesse esforço, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Nelsinho Trad, passaram a integrar uma comitiva que ampliará as conversas com o Parlamento Europeu sobre a matéria.

“A missão agora é também do Congresso Nacional ajudar na interlocução com os outros parlamentos aqui do Mercosul para aprovar o quanto antes o acordo”, destacou Viana.

Segundo o presidente da ApexBrasil, a agência também planeja reforçar sua estratégia de comunicação no continente europeu para melhorar a percepção sobre o Brasil, especialmente junto à iniciativa privada. “Vamos mostrar que o Brasil não é um bicho-papão.” Estão previstos ainda encontros, missões e reuniões com empresários e parlamentares europeus.

Benefícios Econômicos

Levantamento da ApexBrasil aponta que o acordo cria um mercado integrado de cerca de 720 milhões de consumidores. O estudo identificou 543 oportunidades imediatas de exportação em quatro regiões da Europa.

Esses produtos representam um mercado potencial de US$ 43,9 bilhões em importações anuais da União Europeia. Atualmente, o Brasil exporta cerca de US$ 1,1 bilhão desses itens ao bloco.

ApexBrasil registra recorde de participação em exportações em 2025

Brasil projeta US$ 950 milhões em negócios na Gulfood 2026; ApexBrasil coordena participação de 97 empresas nacionais

As oportunidades estão distribuídas em 25 dos 27 países da União Europeia, com maior concentração na Europa Ocidental. O acordo permitirá a criação de um PIB agregado estimado em US$ 22 trilhões, reposicionando o Brasil no maior mercado importador do mundo e promovendo a eliminação tarifária imediata para muitos setores, além de maior segurança jurídica para investimentos.

Para apoiar a adaptação das empresas aos padrões técnicos e de sustentabilidade exigidos pela UE, a ApexBrasil mapeou oportunidades estratégicas em todo o bloco, com o objetivo de aumentar a competitividade e diversificar a pauta exportadora nacional.

Setores Mais Promissores

Entre os setores com maior potencial estão máquinas e equipamentos de transporte, artigos manufaturados, produtos químicos, materiais em bruto e alimentos. Também se destacam motores, geradores elétricos, aeronaves, peças automotivas e produtos de base agrícola.

No agronegócio, Viana afirmou que a redução de tarifas e a ampliação de cotas tendem a favorecer a complementaridade entre os blocos. “Será um fluxo complementar e não concorrencial entre os blocos”, pontuou.

Por fim, Viana reforçou que a ApexBrasil trabalhará para garantir que as empresas brasileiras estejam preparadas para atuar com eficiência nesta nova fase de negócios.

“O que a gente faz aqui, pode ser complementar àquilo que eles têm no ambiente temperado, de clima temperado, que também tem limitações, e tem vantagens para a produção. Eles estão do lado do consumidor. Essa vantagem deles é uma logística extraordinária”, disse.

“Temos condições concretas de transformar o potencial mapeado em resultados reais. O Brasil está diante de uma das maiores janelas estratégicas para ampliar exportações das últimas décadas, e o cenário, embora às vezes turbulento, segue favorável para o avanço das negociações”, concluiu.
 

Copiar textoCopiar o texto
26/01/2026 04:55h

Ganharam protagonismo mulheres; micro e pequenas empresas; e regiões Norte e Nordeste

Baixar áudio

O Brasil encerrou 2025 com US$629,1 bilhões na corrente de comércio internacional, considerado o maior valor já registrado desde 1989. As importações atingiram US$280,4 bilhões, com superávit de US$68,3 bilhões, enquanto as exportações alcançaram US$348,7 bilhões. Desse total, 44% correspondem a empresas apoiadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) – cerca de US$153,2 bilhões.
 
O recorde brasileiro é também um recorde para a ApexBrasil. No ano passado, a Agência apoiou 23.386 empresas, o que representa crescimento 13,5% em relação às 20.596 atendidas em 2024. Dessas, 12.828 participaram pela primeira vez de iniciativas da Agência. O aumento anual de novas empresas foi de 54,9%. Entre as apoiadas, 12.084 eram micro e pequenas empresas, aproximadamente 8,2% a mais do que no ano anterior.

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, os resultados estão baseados nas parcerias estratégicas firmadas entre a Agência e entidades privadas sem fins lucrativos, como associações e federações. 

“Temos convênios com 52 setores da economia. São convênios entre R$10 milhões e R$40 milhões. O setor põe a metade, a Apex põe a outra metade. E aí a gente leva as empresas e esse setor para o mundo. Onde tem feira, onde tem eventos, a gente leva. É isso o que a gente faz: trabalha com a promoção”, explicou.

Segundo Viana, apenas em 2024, a ApexBrasil firmou R$250 milhões em convênios com dezenas de parceiros. Os convênios têm duração de dois anos. 

Outro fator relacionado ao crescimento das exportações, destacado pelo presidente, foi o aumento no número de escritórios da ApexBrasil, tanto interna, quanto externamente. No país, o número de escritórios passou de cinco para oito, incluindo a nova sede em São Paulo. No exterior, foi de 10 para 19, com perspectiva de inauguração de mais um em Nova Delhi, na Índia, ainda em 2026. 

A representatividade feminina nos negócios internacionais também cresceu. Das empresas apoiadas, 5.244 são lideradas por mulheres, número 29,4% superior ao registrado em 2024. Paralelamente, 4.859 empresas apoiadas realizaram exportações, um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. Além disso, do total das empresas atendidas pela ApexBrasil, 4.892 são das regiões Norte e Nordeste, um aumento de 20,9% em comparação a 2024.

ApexBrasil em Números | Resultados 2025
 
●    US$ 153,2 Bi exportados em 2025
●    43,9% do total do Brasil
●    23.386 empresas apoiadas em 2025 (+ 13,5% vs 2024)
●    12.828 novos atendimentos (54,9% não atendidas em 2024)
●    MPEs: 12.084 empresas (+ 8,2% crescimento)

Norte + Nordeste
●    4.892 Empresas
●    20,9% do total
●    Crescimento de 20,9% vs 2024

Exportadoras
●    Quase 5 mil empresas exportadoras apoiadas em 2025
●    Crescimento de 4,6% em relação a 2024
●    4.859 exportaram

Indicadores de Performance
●    396 convertidas em exportadoras -> US$ 93,3 Mi em vendas
●    61,4% aumentaram exportação (2.689 empresas)
●    45,1% diversificaram produtos (1.978 empresas)
●    48,5% diversificaram mercados (2.126 empresas)

Programas e Liderança
●    Exporta Mais Brasil: 14 edições em 2025 | 688 Empresas | 5.313 reuniões | R$ 386,7 Mi
●    Liderança Feminina: 5.244 empresas

Investimentos
●    365 Investidores Atendidos (Crescimento de 50,6% em relação a 2024)
●    US$ 9,92 Bi Em investimentos (69 Projetos | 15 regiões)

Copiar textoCopiar o texto
23/01/2026 14:35h

Na edição de 2025, realizada em Dubai, o Brasil registrou mais de US$ 3,5 bilhões em negócios fechados e previstos para os 12 meses seguintes

Baixar áudio

Uma delegação formada por 97 empresas brasileiras participará da Gulfood 2026, considerada a maior feira global de alimentos e bebidas do Oriente Médio. O evento será realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 26 e 30 de janeiro deste ano.

A participação do Brasil é coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e será distribuída em quatro pavilhões. O objetivo é fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor global de alimentos, bebidas e ingredientes de alto valor agregado. A projeção é de que, durante o evento e ao longo do ano, sejam gerados US$950 milhões em negócios.

O gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirma que essa participação é um passo importante para que a trajetória de expansão das exportações brasileiras de alimentos e bebidas seja mantida.

“Cada vez mais as empresas e o mundo do consumo e das compras do agronegócio estão indo para aquela região. Lá, encontramos cada vez mais compradores. Os africanos estão indo para a feira, os europeus vão para a feira, os asiáticos vão para a feira, assim como o pessoal das américas. Por isso a ApexBrasil faz um grande esforço de levar as empresas brasileiras para lá”, considera.

A expectativa é de que a Gulfood 2026 reúna mais de 5 mil expositores de 120 países e receba cerca de 150 mil visitantes qualificados, entre compradores, formadores de opinião e líderes do setor.

Brasil alcança US$ 629 bi na corrente de comércio em 2025; ApexBrasil avalia cenário favorável para exportadores

ApexBrasil cria ferramenta interativa gratuita para impulsionar o comércio exterior de serviços

Na edição de 2025 — apontada como a participação brasileira mais bem-sucedida até hoje — foram registrados mais de US$3,5 bilhões em negócios fechados e previstos para os 12 meses seguintes, superando o US$1,9 bilhão obtido em 2024.

Organização do evento

Pela primeira vez, a Gulfood será promovida simultaneamente em dois locais: o Dubai World Trade Centre (DWTC) e o Dubai Exhibition Centre (DEC), localizado na Expo City Dubai. A feira será dividida por setores: carnes, proteínas e bebidas estarão concentradas no DWTC, enquanto grãos, pulses, world food e segmentos emergentes de alto valor agregado estarão no DEC.

O Pavilhão do Brasil estará presente em ambos os locais:

  • Alimentos Mundiais — 51 empresas (Dubai Expo City)
  • Grãos e Pulses — 20 empresas (Dubai Expo City)
  • Bebidas — 13 empresas (Dubai World Trade Centre)
  • Carne e Aves — 13 empresas (Dubai World Trade Centre)

Oportunidades de negócio

A Gulfood ganha destaque na medida em que o Brasil amplia mercados para seus produtos. De acordo com a ApexBrasil, a região do Golfo é caracterizada por alto volume de importação de alimentos. Além disso, sua posição geográfica oferece proximidade estratégica com a Ásia, a Europa e a África, o que a torna um importante hub comercial.

O Perfil de Comércio e Investimentos da ApexBrasil identificou 446 oportunidades para produtos brasileiros nos Emirados Árabes Unidos. Entre os setores mais representativos na região estão os de produtos alimentícios, como castanha de caju, cevada e extratos, além de artigos manufaturados, como vidros, pneus, couros e peles.
 

Copiar textoCopiar o texto
15/01/2026 17:30h

Resultados do convênio Cinema do Brasil foram essenciais para ampliar presença, competitividade e acesso das empresas brasileiras aos principais mercados e festivais do exterior

Baixar áudioBaixar áudio

O audiovisual brasileiro voltou a ser destaque internacional este ano após receber duas premiações do Globo de Ouro pelo filme O Agente Secreto. A conquista reforça a relevância dos resultados do convênio Cinema do Brasil, firmado há dois anos entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP).

A iniciativa tem se mostrado essencial para ampliar a presença, a competitividade e o acesso das empresas brasileiras aos principais mercados e festivais internacionais.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirma que a parceria é uma medida estratégica para a internacionalização do setor e para o fortalecimento da identidade nacional no exterior.

“Com ótimos resultados em negócios, reconhecimento artístico e fortalecimento institucional, o Brasil reafirma seu papel como uma potência criativa global, ampliando sua presença tanto nos grandes festivais quanto nos principais mercados internacionais. Essa parceria segue como um instrumento estratégico para a internacionalização do setor e a valorização da identidade nacional”, destaca.

Na avaliação do presidente do SIAESP, André Sturm, as premiações no Globo de Ouro reforçam a importância do cinema brasileiro no cenário internacional.

“São dois anos consecutivos de premiações no Globo de Ouro, o que demonstra o reconhecimento internacional do cinema brasileiro. Esse resultado está diretamente ligado ao trabalho que o Cinema do Brasil desenvolve há quase vinte anos, em parceria com a ApexBrasil, na promoção do audiovisual nacional no exterior.”

Conforme dados do Ministério da Cultura, a produção contou com um investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para sua realização e R$ 750 mil para a etapa de comercialização.

Destaque no Festival de Cannes

Entre os principais resultados do período está a missão brasileira de 2025 ao Festival de Cannes e ao Marché du Film. Pela primeira vez, o Brasil foi homenageado como País de Honra do Marché du Film, reconhecimento que integrou as celebrações dos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e França.

A delegação brasileira reuniu mais de 120 empresas, sendo 99 associadas ao Cinema do Brasil, incluindo produtoras, distribuidoras, agentes de vendas, festivais, film commissions e prestadoras de serviços.

Os resultados consolidados representam um crescimento de aproximadamente 25% em relação ao ano anterior, evidenciando o impacto direto das ações de promoção comercial internacional:

  • 93 empresas brasileiras associadas ao Cinema do Brasil integraram a delegação
  • 864 reuniões realizadas ao longo do mercado
  • 31 encontros promovidos no estande do Cinema do Brasil
  • USD 14.732.416,00 em volume de negócios gerados durante o evento
  • USD 44.230.916,00 em expectativas de negócios para os 12 meses seguintes

Reconhecimento artístico e articulação institucional

No campo artístico e cultural, a presença brasileira em Cannes também foi considerada histórica. O país contou com um filme selecionado para a Competição Oficial, outros três em mostras paralelas, além da realização de um showcase de curtas-metragens e outro dedicado a filmes de gênero em fase de finalização. Ao todo, o Brasil conquistou cinco premiações.

Segundo a ApexBrasil, essa visibilidade fortalece as ações de promoção comercial coordenadas pelo Cinema do Brasil, que liderou uma articulação multissetorial envolvendo instituições das três esferas de governo.

“As ações contaram com o apoio da Spcine e da RioFilme, no âmbito municipal; da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, no âmbito estadual; e do Ministério da Cultura e da Secretaria do Audiovisual, no âmbito federal”, pontua a entidade.

Retorno do BrBoutique

Outro destaque de 2025 foi o retorno do BrBoutique, iniciativa voltada à promoção de obras brasileiras em ambiente fechado, conectando produtores nacionais às principais agências de vendas do mercado internacional.

Um dos filmes exibidos na edição de 2025 integrará a programação da Berlinale 2026, na seção Generation, reforçando a capacidade do projeto de gerar visibilidade, circulação e oportunidades para as produções brasileiras.

Brasil alcança US$ 629 bi na corrente de comércio em 2025; ApexBrasil avalia cenário favorável para exportadores

ApexBrasil cria ferramenta interativa gratuita para impulsionar o comércio exterior de serviços

Ao longo do biênio, o convênio Cinema do Brasil, parceria entre ApexBrasil e SIAESP, viabilizou uma presença consistente e estratégica do audiovisual brasileiro em importantes plataformas internacionais.

Confira as ações internacionais do biênio

  • Marché du Film – Festival de Cannes
  • European Film Market e Berlinale
  • Festival de Guadalajara
  • Festival de Locarno e Industry Pro
  • Festival e Indústria de San Sebastián
  • Festival de Rotterdam e Cinemart
  • Festival de Busan e Asian Contents Film Market
  • Ventana Sur
  • BAM – Bogotá Audiovisual Market
  • Conecta Fiction & Entertainment

Confira as ações nacionais do biênio

  • Festival de Gramado e Gramado Film Market
  • BrLab
  • SAPI
  • Nordeste Lab
  • BrBoutique

Ainda segundo o Ministério da Cultura, no ano passado, 368 filmes brasileiros foram exibidos nas salas de cinema do país. Ao todo, o público chegou a 11,11 milhões de espectadores. A renda adquirida foi de R$214,97 milhões e o market share do cinema nacional fechou o ano em 9,9%.
 

Copiar textoCopiar o texto
14/01/2026 17:00h

Superávit da balança comercial chega a US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da história

Baixar áudio

O Brasil encerrou o ano de 2025 com recorde de US$629,1 bilhões na corrente de comércio internacional, o maior valor já registrado na série histórica. As exportações totalizaram US$348,7 bilhões e as importações somaram US$280,4 bilhões em 2025, ambos também recordes.

Com esses resultados, o superávit da balança comercial fechou o ano em US$68,3 bilhões, consolidando-se como o terceiro maior saldo da história do país.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, avaliou que o desempenho reforça a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no comércio global, destacando a competitividade das empresas brasileiras no exterior.

“O Brasil pode ter um fluxo de comércio perto de 700 bilhões de dólares, com um crescimento nas exportações e, obviamente, uma presença maior no comércio internacional. Esse saldo na balança comercial de quase 70 bilhões de dólares é o terceiro maior da história e vai ajudar, inclusive, a ampliar mais ainda as reservas internacionais do Brasil”, considerou.

Viana também afirmou que o crescimento do fluxo comercial brasileiro (5,7%) superou o crescimento médio do comércio mundial, projetado em cerca de 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC), demonstrando resiliência em um ano marcado por desafios globais.

“Teve tarifaço e, mesmo com o tarifaço, o Brasil quebrou recorde. O mês de dezembro foi extraordinário, um saldo de 9 bilhões de dólares na balança comercial”, pontuou.

Recorde nas exportações brasileiras

Mais de 40 mercados registraram recordes de compras de produtos brasileiros ao longo de 2025, com destaque para países como Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Marca de 500 mercados internacionais alcançada pelo Brasil fortalece atividade empresarial exportadora, diz presidente da ApexBrasil

Imposto de Renda: confira as mudanças após isenção para salários até R$ 5 mil

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que, apesar de um cenário composto por dificuldades geopolíticas, os resultados foram satisfatórios.

“O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo federal para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”, destacou Alckmin.

Exportações por setor, produto e destino

No acumulado de 2025, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, impulsionadas por um aumento de 6% em volume, atingindo um total de US$189 bilhões. Entre os principais produtos estão:

  • Carne bovina: US$ 16,6 bi
  • Carne suína: US$ 3,4 bi
  • Alumina: US$ 3,4 bi
  • Veículos automóveis para transporte de mercadorias: US$ 3,1 bi
  • Caminhões: US$ 1,8 bi

A indústria extrativa apresentou um crescimento de 8% no volume exportado, com embarques recordes de minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas). Os bens agropecuários tiveram alta de 3,4% em volume e 7,1% em valor.

Quanto aos principais destinos, as exportações para a China somaram US$100 bilhões, com alta de 6%. As vendas para a União Europeia aumentaram 3,2%.

Já as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, sobretudo entre agosto e dezembro, em decorrência de tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.

Importações por setor e país de origem

No lado das importações, os bens de capital registraram o maior aumento (23,7%), seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). Em contraste, as importações de combustíveis caíram 8,6%.

As importações provenientes da China cresceram 11,5%, dos Estados Unidos 11,3%, e da União Europeia 6,4%. Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.
 

Copiar textoCopiar o texto
12/01/2026 15:00h

A nova ferramenta da Agência, o chamado Guia de Priorização para Exportação de Serviços (GPS), identifica oportunidades de negócios em mercados estrangeiros. Estados Unidos, Índia e China destacam-se segundo diversos indicadores

Baixar áudio

Com o objetivo de identificar oportunidades de negócios em mercados internacionais, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) disponibilizou ao público, em dezembro de 2024, o Guia de Priorização para Exportação de Serviços (GPS). A ferramenta permite o cruzamento de dados de competitividade do Brasil com informações sobre a demanda de serviços em outros países.

A iniciativa busca mapear possibilidades para os serviços brasileiros e avaliar o posicionamento por mercado, de acordo com cada setor de exportação. Neste primeiro momento, o GPS apresenta dados dos setores de Franquias, Softwares e Games, com previsão de inclusão de outros segmentos.

O gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, Gustavo Ribeiro, avalia que o GPS preenche uma lacuna existente no que se refere à disponibilidade de dados e ferramentas voltadas aos exportadores de serviços.

“Já existem muitas ferramentas que cobrem produtos, inclusive da ApexBrasil, como o Mapa de Oportunidades, no qual o exportador informa ou descreve seu produto, e a plataforma identifica mercados potenciais. No entanto, para serviços, até então, isso não existia. Trata-se de um painel extremamente inovador, que levou cerca de um ano e meio a dois anos para ser desenvolvido”, explica.

No setor de Games, os Estados Unidos aparecem como o mercado mais atrativo, seguidos por China, Índia, Reino Unido e Austrália, considerando a pontuação dos indicadores analisados. No setor de Softwares, a Índia lidera o ranking, com a maior pontuação geral.

No caso das Franquias, o ranking dos países mais bem posicionados é o seguinte:

  1. Estados Unidos
  2. Emirados Árabes Unidos
  3. China
  4. Arábia Saudita
  5. Canadá
  6. Turquia
  7. Espanha
  8. Singapura
  9. Alemanha
  10. Dinamarca

Por meio do painel, empresas brasileiras interessadas em exportar serviços podem avaliar a atratividade dos países para suas estratégias de negócio. Ao selecionar o setor de interesse, o painel apresenta o ranqueamento dos mercados com base em uma pontuação consolidada, utilizando conjuntos diversos de dados, cujos pesos podem ser decididos, de forma interativa, pelo próprio usuário.

MME mantém leilão de baterias para abril após conclusão da consulta pública

PPPs em saneamento podem levar R$ 20,3 bilhões a mais de 470 municípios em 2026

Segundo Ribeiro, o Guia utiliza um número significativo de bases de dados, tanto públicas quanto privadas, a partir das quais foi possível extrair indicadores específicos para cada setor. “No caso do setor de software, por exemplo, são analisados indicadores como a disponibilidade de Wi-Fi em cada país, o número de jogadores de jogos eletrônicos, entre outros dados relevantes para esse segmento específico de serviços”, detalha.

A análise dos setores foi realizada com base na metodologia de Priorização de Mercados da ApexBrasil, que considera dezenas de variáveis e indicadores provenientes de fontes públicas e de consultorias contratadas pela Agência. 

Ainda de acordo com o gerente, a ferramenta pode contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil ao fornecer informações estratégicas que apoiam a expansão de um setor que atualmente apresenta déficit no balanço de pagamentos. 

“O Brasil exporta cerca de US$ 350 bilhões em bens e algo entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões em serviços. Enquanto a balança comercial de bens é superavitária, a de serviços apresenta um déficit em torno de US$ 50 bilhões. Nesse sentido, a ferramenta pode ajudar a ampliar as exportações de serviços e, consequentemente, reduzir esse desequilíbrio”, conclui.

Clique aqui para acessar o Guia de Priorização para Serviços

Internacionalização do setor de Franquias

Uma parceria entre a ApexBrasil e a Associação Brasileira de Franchising (ABF) tem como objetivo ampliar a internacionalização de empresas brasileiras ligadas ao setor de Franquias. Por meio do programa Franchising Brasil, as entidades buscam atrair marcas interessadas em expandir suas operações para mercados internacionais.

Apenas em julho de 2025, seis novas empresas passaram a integrar o projeto, com foco na identificação e exploração de oportunidades no exterior. Entre elas está a Cozil, firma especializada na fabricação de cozinhas profissionais.

A Cozil oferece soluções completas para estabelecimentos como restaurantes, hotéis e hospitais, entre outros segmentos que demandam alto desempenho na produção de alimentos. A empresa atua com a combinação de tecnologia e inovação para desenvolver equipamentos adaptados às necessidades específicas de cada cliente.

Além da Cozil, o grupo de empresas que ingressaram recentemente no programa é composto por Berry Consultoria Empresarial, Datta Business, Encontre sua Franquia, Afferolab e Grupo RV.

O Franchising Brasil tem como objetivo apoiar a estratégia de internacionalização das redes brasileiras de franquias, bem como promover sua inserção comercial nos principais mercados internacionais.

Desempenho do setor de serviços brasileiro no cenário internacional

Dados da ApexBrasil indicam que, em 2024, as exportações brasileiras de serviços somaram US$ 48,1 bilhões, enquanto a corrente de comércio de serviços alcançou US$ 151,3 bilhões.

Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), no terceiro trimestre do ano passado, as exportações de serviços cresceram 16% na Ásia, 8% na Europa e 7% na América do Norte, América do Sul, América Central e Caribe.

O relatório anual do Comércio Exterior Brasileiro de Serviços, referente a 2023, aponta que o comércio mundial de serviços atingiu US$ 7,5 trilhões, o equivalente a quase um terço do comércio global de bens. Na última década, o setor de serviços cresceu cerca de 50%, ao passo que o comércio de bens avançou aproximadamente metade desse percentual.

Dados do governo federal mostram que o grupo de atividades que inclui serviços financeiros, pesquisa e desenvolvimento, serviços profissionais e culturais totalizou US$ 4,3 trilhões em 2023, quase o dobro do registrado dez anos antes.

A União Europeia permanece como a principal exportadora mundial de serviços, com 36,5% das vendas externas globais, seguida pela Ásia, com 24,3%. O Oriente Médio respondeu por 5,2% das exportações mundiais em 2023. Já a América do Sul, América Central e Caribe registraram participação de 2,6%, com crescimento de 15,9% em relação ao ano anterior.
 

Copiar textoCopiar o texto
10/01/2026 04:05h

Dos US$ 348 bilhões faturados no comércio exterior no ano passado, US$ 169 bilhões vieram de produtos produzidos no campo

Baixar áudio

Tarifaço dos Estados Unidos, conflitos no leste europeu ou oriente médio, enfraquecimento do multilateralismo global e até mesmo um surto de gripe aviária em granja comercial. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas em 2025, o setor agropecuário teve um desempenho histórico no mercado internacional, com crescimento de 3% nas vendas e US$ 169,2 bilhões em receitas com exportações.

O valor corresponde a 48,5% dos US$ 348,7 bilhões de faturamento do país no ano passado. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos enviados ao exterior, desempenho que compensou a queda de 0,6% nos preços médios.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a colheita recorde de grãos na safra 2024/2025, a expansão da produtividade das proteínas animais, com o Brasil se tornando o maior produtor mundial de carne bovina, e a diversificação de mercados para essa produção foram essenciais na superação dos empecilhos. “525 novos mercados abertos. É emprego, renda, oportunidade. Inflação dos alimentos aqui controlada. Produzimos tanto, o preço cai aqui dentro, sobra excedente para exportar, o Brasil cresce e o trabalho não para”, exaltou. 

A contagem dos novos destinos remete a 2023, em estratégia coordenada pelo governo federal, com ações entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a ApexBrasil.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, a iniciativa trouxe sozinha US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais, com benefícios para toda a gama de produtos brasileiros, não somente os mais tradicionais em que o país já se destaca. “Carne bovina aumentando 40%, o café 31%, as frutas aumentando 12%. Mas mais importante ainda, os produtos menos tradicionais, aqueles que a gente tá começando a exportar e que dado o trabalho de abertura de mercados, incrementamos 15%. Veja o exemplo do gergelim para China, que a gente abriu no final de 2024, já exportou 170 milhões”, destacou Rua.

Ranking de mercados

Os principais compradores de produtos agropecuários brasileiros foram:

  1. China:  US$ 55,3 bilhões, 32,7% das exportações e crescimento de 11% em relação a 2024; 
  2. União Europeia: US$ 25,2 bilhões, 14,9% das exportações e aumento de 8,6%; 
  3. Estados Unidos: US$ 11,4 bilhões, 6,7% das exportações e queda de 5,6% em relação a 2024.

Destaque ainda para mercados que expandiram suas compras de produtos agropecuários brasileiros: Paquistão (US$ 895,6 milhões; +122%), Argentina (US$ 573,79 milhões; +29%), Filipinas (US$ 332,6 milhões; +9,18%), Bangladesh (US$ 256,75 milhões; +4,64%), Reino Unido (US$ 231,5 milhões; +3%) e México (US$ 217 milhões; +2%).

Principais produtos

Entre os principais produtos da pauta exportadora, a soja em grãos manteve-se como o principal item, gerando US$ 43,5 bilhões em receitas cambiais (+1,4%), com volume embarcado recorde de 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5%. A carne bovina também registrou recorde, com receitas de US$ 17,9 bilhões (+39,9%) e incremento de 20,4% em volume. Durante o ano de 2025, foram abertos 11 mercados para a carne bovina brasileira. As miudezas de carne bovina também tiveram expansão, com incremento de 20,6% em valor (US$ 605 milhões) e de 16,9% em volume (267 mil toneladas), e aberturas comerciais relevantes, como Indonésia e Filipinas.

Ainda no setor de proteínas animais, destaque para o incremento de 19,6% no valor e de 12,5% no volume exportado de carne suína, tornando o Brasil, pela primeira vez, o terceiro maior exportador mundial do produto, e para o aumento de 0,6% no volume exportado de carne de frango, mesmo diante de um cenário desafiador no ano anterior, em função do primeiro e único caso registrado de influenza aviária em granjas comerciais.

O café, outro produto tradicional da pauta exportadora, apresentou crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais que atingiram níveis históricos, tanto para o café verde quanto para o café solúvel. Destaque também para o incremento no valor e no volume exportado de frutas (+12,8% e +19,7%, respectivamente), além da abertura de 26 mercados nos últimos três anos, e para os pescados (+2,6% em valor e +17% em volume).

O DDG de milho (grãos secos de destilaria), coproduto da produção de etanol, também apresentou crescimento de 4,3% em volume (825 mil toneladas). Como exemplo, a Turquia passou de US$ 35,6 milhões para US$ 62,7 milhões em compras desse produto (+76,1%). Já os feijões tiveram desempenho recorde em 2025, com aumento de 32% em valor (US$ 443 milhões) e de 55,5% em volume (533 mil toneladas), em comparação com o ano anterior.

Diversos itens que não compõem o grupo principal de commodities alcançaram marcas históricas em 2025, quando comparados a 2024:

  • Pimenta piper seca ou triturada: US$ 517,81 milhões em valor (+81,1%) e 803 mil toneladas (+34,6%)
  • Amendoim: US$ 366,9 milhões em valor (+1,9%) e 311,5 mil toneladas (+37,3%)
  • Óleo de amendoim: US$ 264,6 milhões em valor (+147,4%) e 173 mil toneladas (+180,4%)
  • Melões frescos: US$ 231,5 milhões em valor (+24,9%) e 283,4 mil toneladas (+16,4%)
  • Castanha de caju: US$ 75,8 milhões em valor (+72,7%) e 16,6 mil toneladas (+120,2%)
  • Importações, balança e superávit

As importações de produtos agropecuários no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, um aumento de 4,4% em relação a 2024. Com isso, a corrente de comércio agropecuário no último ano foi de US$ 189,4 bilhões, e o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, fechou o ano com um superávit de US$ 149,07 bilhões.

Copiar textoCopiar o texto