Saúde

10/08/2022 18:20h

Documento reúne informações estratégicas para contenção e controle da monkeypox, além de orientar as ações a serem definidas pelos estados e municípios brasileiros

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O Ministério da Saúde lançou o Plano de Contingência Nacional para Monkeypox, a varíola dos macacos. O documento reúne informações estratégicas para contenção e controle da doença, que já infectou 2.293 pessoas no Brasil até esta quarta-feira (10), segundo a pasta. O material contém orientações assistenciais, epidemiológicas e laboratoriais para a gestão dos casos de monkeypox, além de orientar as ações a serem definidas pelos estados e municípios brasileiros.

O infectologista Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), avalia que é fundamental que o governo direcione todas as ações para o controle da varíola símia.

“Esse plano é muito importante, porque estabelece uma cadeia de comando de todas as ações pelo governo federal, estadual, distrital e municipal, visando ter ações coordenadas no diagnóstico clínico laboratorial, na prevenção e, sobretudo, no controle da doença monkeypox.”

O documento também apresenta as definições de caso suspeito, provável, confirmado e descartado da varíola dos macacos, além do modo de transmissão e os grupos vulneráveis. A doutora Natalia Pasternak, bióloga e pesquisadora da Universidade de Columbia, destaca a importância do compartilhamento dessas informações.

“O mais importante para a varíola símia é que as pessoas estejam informadas de como se dá o contato, como é a maior probabilidade de contágio, o que fazer se eu estou infectado. Tudo isso tem que ficar muito claro. Lembrando que qualquer um pode pegar essa doença.”

Nível de Emergência

Conforme classificação utilizada internacionalmente, o plano apresenta três níveis de emergência baseados na avaliação do risco da doença, na situação epidemiológica e no impacto para a saúde pública e os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, o Brasil encontra-se no nível III, que é estabelecido quando há transmissão comunitária de casos, os insumos para tratamento e prevenção não estão disponíveis e o impacto sobre o SUS exige ampla resposta governamental.

“É muito importante este nível três, que eleva o nível de emergência para a doença monkeypox, para se buscar mais recursos e distribuição de mais kits para o diagnóstico da doença feito por laboratórios públicos ou privados. Além de aplicar as medidas preventivas para controlar a doença”, ressalta o infectologista Julival Ribeiro.

O nível I é usado para  classificar locais que não possuem todos os recursos necessários, requerem orientação técnica e mobilização de recursos, com possibilidade de envio de equipe. Já o nível II é para localidades com risco significativo, superando a capacidade de resposta local, necessitando de recursos adicionais e apoio complementar da esfera federal, com envio de equipe de resposta à Emergência em Saúde Pública.

Vacinas contra a varíola símia

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “o controle da varíola dos macacos é prioridade para a pasta, que está em constante monitoramento da situação epidemiológica para orientar ações de vigilância e resposta à doença no Brasil. A pasta aguarda tratativas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) junto ao fabricante para aquisição de medicamento e também da vacina contra a varíola dos macacos”.

Segundo a doutora Natalia Pasternak, a vacina contra a varíola humana deve proteger contra a símia, mas a comunidade científica ainda tem poucos dados sobre a dimensão dessa proteção.

“A vacina para varíola humana oferece o que chamamos de proteção cruzada. Como são vírus parecidos, ela deve proteger contra a varíola símia. Mas não sabemos dizer exatamente o quanto ela protege, porque isso nunca foi efetivamente testado em um grande número de pessoas. Mas acreditamos, por alguns experimentos menores que foram feitos no passado com profissionais de saúde e por causa dos anticorpos produzidos com a vacina de varíola humana, que ela oferece uma proteção cruzada.”

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Sintomas, contágio e prevenção

A varíola dos macacos, ou monkeypox, é uma doença viral, causada por um vírus semelhante ao da varíola humana. O sintoma mais conhecido é o surgimento de pústulas ou lesões pelo corpo, mas o paciente também pode sentir febre alta, dor no corpo e de cabeça, náusea, cansaço e o aparecimento de gânglios, ou ínguas, que podem acometer a região do pescoço, axila e perigenital.

O contágio ocorre pelo contato, seja por pele, secreções ou objetos pessoais do paciente infectado. 

“Ela é uma doença contagiosa que passa de pessoa para pessoa, por contato íntimo prolongado. Então, contato de pele: se você abraça, beija, tem contato sexual, qualquer tipo de contato íntimo e prolongado, demorado - não é uma coisa rapidinha -, você pode pegar a varíola símia”, explica a doutora Pasternak.

A principal forma de prevenção é evitar contato direto com pessoas contaminadas ou com objetos pessoais desses pacientes.

O Ministério da Saúde orienta procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas da doença.

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Dr. Ajuda
10/08/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Fabricio Witzel dá mais detalhes sobre o assunto

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Conversaremos hoje sobre uma das doenças mais graves relacionadas ao olho que existem: o descolamento de retina. Fique atento ao que conversaremos porque isto pode ser muito importante na prevenção desta doença. Neste episódio o Dr. Fabricio Witzel dá mais detalhes sobre o assunto.

A retina é o tecido que está no fundo de olho. É ela que capta as imagens e as leva para o cérebro. Ela age como um filme fotográfico e, se não estiver bem colada no fundo do olho, não funcionará.

É isto que acontece no descolamento de retina por diversos motivos, ela se solta daquela posição normal que ocupa dentro dos olhos.

O descolamento de retina acomete aproximadamente 1 caso em cada 10.000 pessoas no mundo por ano, e é mais comum em indivíduos jovens e míopes. 

Por que a miopia é um fator de risco?

O olho miope é maior em tamanho, e com isso, a retina é esticada para cobrir todo o fundo do olho, ficando fina e frágil, favorecendo o aparecimento do que chamamos de roturas retinianas, que são áreas de falha, buracos na retina. Com esta área de falha, o líquido de dentro do olho, chamado de humor vítreo, entra por dentro desta rotura, descolando a retina. Alguns trabalhos científicos mostram que 70% dos miopes tem alguma lesão que pode se tornar uma rotura e consequentemente evoluir para descolamento de retina.

Outras causas que levam a quebra da retina são traumas como boladas, socos, ou procedimentos cirúrgicos oculares. Existem também descolamentos de retina que aparecem em doenças inflamatórias e infecciosas, bem mais raros, e que precisam do diagnóstico correto da causa para se definir o tratamento. 

Mas aqui vou chegar ao ponto mais importante quando conversamos sobre descolamento de retina. Chama-se prevenção. Existe uma queixa muito comum no consultório do oftalmologista que se chama mosca volante. Isso mesmo, mosca volante, o que é isso? 

Inúmeros pacientes reclamam que vêem pontos escuros voando no campo de visão, especialmente em ambientes claros  Estes pontos são pequenas opacidades que estão presentes no vítreo que está balançando dentro do olho. Quando isto ocorre, é porque o gel, esse vítreo, está solto, ou se soltando dentro do olho. E este gel pode puxar a retina e rasgá-la, provocando aquelas roturas das quais conversamos agora há pouco. Quando o vítreo está puxando a retina inclusive, podemos ver pontos luminosos, como se fossem pequenos raios de luz, relâmpagos. São as chamadas fotopsias.

Por isso, se você vê estes pontos escurecidos flutuando de um lado para o outro no campo de visão, ou raios de luz, procure imediatamente seu oftalmologista. Ele deve dilatar suas pupilas pra fazer o exame de mapeamento de retina, investigando se você tem roturas na retina, que podem, como discutimos, levar ao descolamento de retina e a cegueira.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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10/08/2022 04:30h

63% acham necessário diminuir os gastos e 49% enfrentam dificuldades econômicas, segundo levantamento do Instituto FSB encomendado pela SulAmérica

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A saúde financeira é o principal motivo de preocupação dos brasileiros. Uma pesquisa feita pelo Instituto FSB, encomendada pela SulAmérica, revela que, em 2022, 63% das pessoas entrevistadas acham necessário diminuir os gastos, e 49% enfrentam dificuldades econômicas.

A diretora de Marketing da SulAmérica, Simone Cesena, avalia que o cenário reforça a importância de as pessoas passarem a se programar melhor financeiramente, com um orçamento equilibrado entre a renda e a despesa. Para ela, contextos como o da pandemia podem agravar ainda mais a saúde financeira dos indivíduos. 

“Antigamente, quando falávamos em ter saúde, vinha muito na nossa cabeça a questão de não estar doente. Depois de tudo o que viemos passando, queremos muito mais do que só não estar doente. Quanto à saúde financeira, vemos os desafios que o mundo está enfrentando. E percebemos que, hoje, a educação financeira e de saúde, é algo que está sendo levado mais a sério. Por exemplo, fomos pegos de surpresa pela pandemia. Imagina a situação para quem não tinha reserva financeira”, considera.  

A pesquisa revela, ainda, que, em 2021, 4 em cada 10 brasileiros estavam mais preocupados com a saúde financeira do que com as saúdes física e emocional. 

Saúde emocional preocupa mais do que a saúde física

Mesmo com saúde financeira em destaque entre as preocupações, existe também um sinal de alerta para a saúde emocional. A pesquisa mostra que, a cada 10 brasileiros, 6 dizem que agora estão cuidando mais da saúde e do bem-estar do que durante o auge da pandemia. No entanto, a saúde emocional piorou para 48% dos entrevistados, devido aos efeitos da pandemia, e 54% afirmam que a saúde emocional é a segunda maior causa de preocupação. 

VARÍOLA DOS MACACOS: Drª Natalia Pasternak esclarece dúvidas sobre a doença

Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação começa nesta segunda-feira (8)

De acordo com a pesquisa, a chamada geração Z (nascidos entre 1990 e 2010) foi a que se mostrou mais vulnerável quanto ao surgimento de sintomas e sentimentos no último ano. A ansiedade faz parte do cotidiano de 62% dos jovens em 2022, aumento de 6% em relação a 2021 (56%). A insônia também é uma realidade para 45% dos jovens.

“A geração Z está sofrendo um pouco mais do que as outras. Então, vemos que existe uma diferença geracional de comportamento em relação à saúde emocional. Por outro lado, está muito mais no nosso cotidiano falar sobre esse assunto. Logo, percebemos que todos os tratamentos, como os terapêuticos, em todas as gerações, viraram algo que está mais no nosso dia a dia”, avalia Simone Cesena. 

A estudante Victoria de Arruda tem 21 anos e mora em São Paulo. Ela sofre de ansiedade desde muito nova, e faz tratamento com psiquiatra há um ano e meio. Ela afirma que a internet, principalmente as redes sociais, potencializam as crises. 

“Além do fato de a ansiedade ser uma preocupação constante, acaba sendo cansativo emocionalmente, e também fico fisicamente cansada. Então, muitas vezes não consigo me concentrar nas coisas que tenho que fazer, porque tive uma crise de ansiedade ou os sintomas estão muito fortes. Tudo isso acaba me esgotando física e emocionalmente”, relata. 

O levantamento também mostra que a saúde física aparece em terceiro lugar entre as principais preocupações de 51% dos brasileiros entrevistados. 

“Percebemos um impacto grande no sobrepeso e obesidade das pessoas. Além disso, a própria ansiedade e a insônia também foram problemas identificados relacionados aos demais. Quando se fala em sobrepeso, é importante se cuidar mais, ficar atento à alimentação e praticar exercícios físicos, por exemplo. Tudo isso vai impactar positivamente nas saúdes física e mental”, destaca Simone Cesena. 

Com o intuito de cuidar da saúde mental e emocional, mais de 60% dos que responderam à pesquisa têm como hábito ouvir música, 45% fazem atividades relacionadas à espiritualidade ou religião, enquanto 42% descansam ou fazem relaxamento. Somente 9% disseram fazer terapia. Ao serem questionados acerca de hábitos regulares de cuidados com a saúde física, 62% revelaram ter baixa ou nenhuma frequência de atividades.

A pesquisa foi realizada no mês de maio. A amostra contou com duas mil entrevistas por abordagem online, nas 27 unidades federativas. O levantamento avaliou questões referentes às saúdes física, emocional e financeira dos participantes. A margem de erro no total da amostra é de 2 pp, com intervalo de confiança de 95%.  
 

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Dr. Ajuda
08/08/2022 17:00h

Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que já teve câncer de boca? Sabe como reconhecer e se prevenir dessa doença? Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto.

A primeira informação que você deve saber é: quando suspeitar que sua ferida na boca pode ser um câncer de boca?

Principais sinais e sintomas

  • Feridas na boca (que inclui língua, gengiva e palato, popularmente conhecido por céu da boca) e também nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias e que tenham crescimento progressivo ou sangramentos.
  • Manchas vermelhas ou esbranquiçadas persistentes;
  • Dor ou dificuldade para falar, mastigar ou engolir;
  • Nódulos no pescoço. 

Se tiver qualquer um desses sintomas você deve procurar um médico, principalmente se fizer parte dos grupos de risco para ter a doença, que são os fumantes, os consumidores frequentes de bebida alcoólica e as pessoas que se expõem ao sol sem proteção.

Diagnóstico

A suspeita diagnóstica é feita durante o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia. A biópsia consiste em retirar um pedaço pequeno do lugar suspeito e enviar esse tecido para o médico patologista. O patologista olha as células desse tecido e emite o diagnóstico de câncer ou outra lesão. Na grande maioria das vezes esse procedimento pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local. Certos exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância nuclear magnética, são importantes principalmente para avaliar a extensão do tumor. Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento, melhores são as chances de cura!

Tratamento

Na grande maioria das vezes o tratamento é cirúrgico, tanto para lesões menores como para tumores maiores. A cirurgia contempla a retirada do tumor e linfonodos da região do pescoço. Em uma parcela dos casos, haverá a necessidade de algum tipo de reconstrução do defeito cirúrgico, visando a funcionalidade da região acometida. Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária a realização de radioterapia (com ou sem quimioterapia), após a ressecção do tumor, para complementar o tratamento e obter melhor taxa de cura.

O risco de desenvolver esta neoplasia pode ser reduzido atuando junto aos seguintes fatores de risco:

  • Suspender ou limitar o fumo e o álcool
  • Realizar higiene oral com frequência 
  • Usar dentaduras bem adaptadas: as próteses (ou dentaduras) que não se encaixam corretamente levam a áreas de trauma contínuo na mucosa oral. Este fator aumenta o risco de desenvolver câncer de boca. 
  • Reduzir a exposição à luz ultravioleta. A radiação ultravioleta é um fator de risco importante e evitável para o câncer de lábio. Diminuir o tempo de exposição aos raios ultravioleta, procurar usar chapéu, protetor solar e protetor labial com FPS 30 ou superior são medidas protetivas importantes.
  • Tratar lesões pré-cancerígenas. Áreas de leucoplasia (mancha branca) ou eritroplasia (mancha avermelhada) na boca são consideradas lesões pré-cancerígenas. A remoção dessas áreas diminui o risco de desenvolvimento de um câncer em alguma outra área da boca, mas não impede. 

Portanto, se você tiver qualquer um dos sintomas que eu falei, e principalmente se fizer parte do grupo de risco, não deixe de procurar um médico, de preferência um cirurgião de cabeça e pescoço.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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07/08/2022 18:30h

No lançamento da campanha neste domingo (7), ministro da Saúde lembrou que a vacinação tem diminuído e que casos de poliomielite vêm surgindo em outros países. Queiroga avaliou como urgente redobrar coberturas vacinais

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação de 2022 foi lançada neste domingo (7). O Ministério da Saúde divulgou as ações da pasta para incentivar a imunização e traçou metas. O objetivo principal é alcançar cobertura vacinal igual ou maior que 95% para a vacina contra a poliomielite entre crianças de até 5 anos. O governo federal ainda busca reduzir o número de não vacinados de crianças e adolescentes menores de 15 anos e melhorar as coberturas vacinais do Calendário Nacional de Vacinação. A campanha começa nesta segunda-feira (8) e vai até 9 de setembro.

A Fiocruz define a poliomielite como uma doença contagiosa aguda causada por vírus que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, gerar paralisia nos membros inferiores. A vacinação é a única forma de prevenção e todas as crianças menores de 5 anos devem ser imunizadas. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ressaltou que o último caso desta doença ocorreu em 1989, na Paraíba, mas que novos diagnósticos vêm surgindo em outros países, como Estados Unidos e Israel. 

“Pode acontecer a poliomielite no Brasil. Embora não tenhamos uma urgência em função de casos de poliomielite, é urgente que consigamos redobrar as nossas coberturas vacinais. Então, é premente recuperar a cobertura vacinal contra a pólio e contra outras doenças que são evitadas por vacina. É a melhor forma de protegermos a nossa sociedade”, afirmou Queiroga.

Serão cerca de 40 mil postos de vacinação abertos para aplicar doses das 18 imunizações do Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério,  Arnaldo Medeiros, ressaltou que é preciso resgatar a consciência de imunização.

“Neste ano, nós estamos convocando a população brasileira, pais e responsáveis, para levarem seus filhos, menores de cinco anos, para se vacinarem contra a poliomielite. A poliomielite foi erradicada da nossa região há muitos anos. Talvez muitos de nós aqui nunca vimos um paciente com pólio, mas precisamos garantir que a cobertura vacinal, que vem caindo a cada ano, possa ser recuperada”, disse.

A atualização da situação vacinal aumenta a proteção contra doenças e diminui os  riscos de surtos, hospitalizações, sequelas, tratamentos de reabilitação e óbitos. Quem detalhou os pontos da ação foi o Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde de São Paulo.

“A campanha começará em todos os postos de vacinação nesta segunda-feira, sendo o dia 20 de agosto, sábado, o dia D, de divulgação e mobilização nacional com a abertura de todas as salas de vacina da cidade. O nosso público alvo são 2.355.626 [pessoas] melhores de quinze anos de idade.”

As vacinas do Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente são:

  • Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Também vão estar disponíveis para os adolescentes as vacinas:

  • HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada).

O Ministério da Saúde ressalta que todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 

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06/08/2022 16:40h

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que planos de saúde não podem mais limitar consultas com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas

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Pacientes com planos de saúde que se consultam com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas podem fazer sessões ilimitadas. É isso que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu recentemente e aprovou oficialmente neste mês de agosto. 

A norma altera as regras antigas dos planos de saúde, que estabeleciam, em média, até dez sessões por ano de algumas dessas especialidades. A medida vale para clientes de planos com qualquer doença e condição de saúde listadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Pessoas com depressão, paralisia cerebral, síndrome de down e esquizofrenia, por exemplo, podem ser beneficiadas. Pedro Lacerda, advogado mestrando em Transformações na Ordem Social e Econômica e Regulação pela Universidade de Brasília, comenta a norma lembrando ainda que ela alcança aqueles contratos de coberturas ambulatoriais.

“A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começou a valer desde o dia 1º, para todos os planos de saúde regulamentados que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, cobertura de consultas e exames”, diz.

Segundo a ANS, a nova decisão tem como objetivo promover a igualdade de direitos aos usuários da saúde suplementar e padronizar o formato dos procedimentos atualmente assegurados, relativos a essas categorias profissionais.

Uma das pessoas que pode ser beneficiada com a norma é a estudante de Brasília Júlia Valdez. Ela estava realizando sessões com psicólogo, mas teve o número de atendimentos limitado e agora aguarda que a clínica e o plano contratado se adequem.

“Para quem reconhece que psicólogo é um atendimento muito importante, que seria importante ter esse acompanhamento sempre, dez sessões é muito pouco. E foi muito pouco mesmo, eu já fiz minhas dez. É bem ruim e eu acho que isso limita demais o tratamento. Então, essa mudança é muito boa, porque vai poder permitir que a gente tenha um acompanhamento mais estável, mais duradouro e contínuo, o que vai ajudar muito”, opina.

Fernanda Varella, advogada especialista em direito à saúde, explica o que o paciente pode fazer caso a resolução ainda não esteja sendo cumprida pelas clínicas ou planos. “Caso ocorra o descumprimento da decisão da ANS, os pacientes podem fazer uma reclamação com a ouvidoria das empresas, com a própria ANS ou ainda chamar o Poder Judiciário", pontua.
 

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06/08/2022 16:35h

Colesterol alto pode causar doenças graves, mas não apresenta sintomas e deve ser controlado com uma série de hábitos de vida

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Esta segunda-feira marca a data da conscientização sobre o colesterol. O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, lembrado em todo 8 de agosto, alerta para essa condição que pode resultar na principal causa de morte em todo o mundo, que são as doenças cardiovasculares. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardíacas em decorrência do colesterol alto tiram 100 mil vidas de brasileiros por ano. Apesar de todas as preocupações, os médicos ressaltam que o colesterol é um composto químico essencial ao organismo e presente na estrutura de todas as células, formando ácidos biliares que atuam na digestão e fazendo parte da composição dos hormônios e de algumas vitaminas. 

"O colesterol é muito importante para o nosso organismo, porque ele é a matéria prima pra formação de vários hormônios. Hormônio sexual masculino, hormônio sexual feminino. Ele atua na formação da vitamina D, atua na formação dos sais biliares também e faz parte da nossa membrana constituinte de várias células do nosso organismo", explica a doutora Tainã Aci, endocrinologista.

É a falta de controle dele que pode causar complicações, como cita o médico Marco Lourenço, especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e Associação Médica Brasileira (AMB).

“Ele pode causar entupimentos da circulação, consequentemente, a falta de circulação em diversos órgãos ou membros, podendo levar ao AVC, falta de circulação nas pernas, dificuldade de de angulação, perda de membro”, exemplifica. Um dos efeitos mais conhecidos são as doenças nas artérias que podem gerar infartos. 

Hábitos de vida

Outro alerta vem do fato de que o colesterol alto não traz sintomas. Ele é diagnosticado avaliando níveis sanguíneos por meio de exames. Mas há muitas formas de prevenção, como levar uma vida saudável e observar histórico familiar, por exemplo, como lembra Andrea Pereira, médica nutróloga e cofundadora da ONG Obesidade Brasil.

“Antigamente, nós achávamos que a alimentação era a causa do aumento do colesterol. Só ela. Hoje, a gente sabe que o colesterol aumentado tem relação com um histórico familiar, uma relação genética, tem uma relação com a obesidade, tem uma relação com diabetes, com a idade, principalmente das pessoas acima de 60 anos”, pontua.

Os três principais fatores de risco para o colesterol alto são o histórico familiar, o sedentarismo e a dieta inadequada. A médica lembra que a alimentação, apesar de não ser um dos únicos fatores que pode provocar a condição, é de extrema importância. “É importante evitar uma alimentação gordurosa. Então, se a pessoa tem uma tendência ao colesterol alto, obesidade, diabetes, você pode estimular essa tendência e isso aparecer mais cedo. Alimentação com poucas fibras, a gente tem também o sedentarismo”, cita.

O administrador Marcelo Marquezini, 50 anos, que mora no Distrito Federal, descobriu o colesterol alto há um mês, a partir de exames. “Vou procurar o médico para iniciar um tratamento, talvez uma dieta. Acho que o colesterol veio por conta de uma vida sedentária. Não faço exercício nenhum”, comenta.

Estudos mostram que a atividade física ajuda a queimar o chamado colesterol ruim, que é o LDL (sigla do inglês low density lipoprotein), e a aumentar o bom HDL (do inglês high density lipoprotein). Em relação à alimentação, diminuir gorduras e carboidratos e melhorar o consumo de fibras e alimentos antioxidantes são essenciais para prevenção e controle. 

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04/08/2022 18:55h

A imunização pode reduzir o número de mortes, conter as complicações das doenças e a contaminação

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As campanhas de vacinação contra gripe e covid-19 estão ativas por todo Brasil. Seis em cada dez mortos e internados por covid-19 no país não tomaram a terceira dose da vacina entre março e junho deste ano, segundo dados da plataforma de monitoramento da pandemia ligada à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Info Tracker

A infectologista Dra. Joana D’arc destaca a eficácia da imunização para reduzir o número de mortes, conter as complicações das doenças e a contaminação. “No caso da covid-19, reduziu a mortalidade, letalidade, questões da circulação viral, a questão de aquisição das novas variantes. Na vacina da gripe, a gente tem a questão de cepas virais muito agressivas, como H1N1, que também já foi causa de epidemias e de grande mortalidade. Então, quando a gente imuniza para as duas, reduz possibilidades de adoecimento, facilita para os serviços de saúde no momento de fazer um diagnóstico e diminui a superposição de doenças infecciosas”, afirma.

A médica alerta ainda para a importância de tomar as vacinas de reforço de acordo com a frequência indicada: após quatro meses para covid-19 e a cada ano para a gripe. “As vacinas que nós temos disponíveis atualmente não dão uma imunidade tão duradoura quanto gostaríamos. E quando você faz o reforço, é como se fosse uma amplificação da sua imunidade e com isso a gente reduz a possibilidade de novos surtos de novas epidemias e seleção de novas variantes. A vacina da gripe, assim como o vírus da covid, passa por mutações muito frequentes e todos os anos a vacina tem uma composição diferente”, explica. 

João Luiz, 23, estudante, tomou três doses da vacina contra covid-19, mas ainda assim foi infectado com a doença. Ele teve apenas sintomas leves: “eu estava sentindo o corpo mole, a  garganta estava inflamada e o nariz entupido, então eu estava tossindo muito. Senti um pouco de febre nos primeiros dias, mas depois passou”. João se recuperou após duas semanas em casa, e continua com cuidados como uso de máscara e álcool gel. A infectologista Joana D’arc esclarece que, apesar de a vacina não bloquear a infecção, os casos de pacientes imunizados com as doses de reforço são os que menos complicam. 

Anvisa recebe pedido de ampliação para faixa etária da Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária analisa possibilidade de inclusão da faixa etária de 6 meses a 4 anos de idade na indicação da vacina Pfizer contra covid-19. Atualmente, ela é recomendada a partir dos 5 anos. O início do prazo de análise da solicitação é de 30 dias e começou a contar nessa segunda-feira (1º). O período para análise pode ser alterado, caso haja necessidade de complementar dados e informações pelo laboratório.

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Dr. Ajuda
03/08/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Manoel Lobato dá mais detalhes sobre o assunto

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Você sabe o que é um aneurisma? Muitas pessoas já ouviram essa palavra e associam a uma doença potencialmente grave, e é mesmo. Quer entender quando você deve suspeitar, como é feito o diagnóstico e tratamento de um aneurisma? Neste episódio o Dr. Manoel Lobato dará mais detalhes sobre o assunto.

Um aneurisma é uma dilatação de uma parte de um vaso sanguíneo. Geralmente, na região em que há um aumento do tamanho do vaso sanguíneo, a parede desse vaso fica mais fina; é como uma bexiga: quanto mais você enche, maior ela fica, mais fina fica a sua parede e maior a chance de ela estourar. E esse é o maior risco dos aneurismas: estourar e provocar hemorragias que podem ser fatais.

Essa dilatação, ou seja, os aneurismas podem acontecer em qualquer vaso sanguíneo do corpo, os mais comuns são os aneurismas cerebrais e os aneurismas de aorta.

À medida que dilatação da artéria vai aumentando a parede do vaso vai ficando mais fina, mais fina até que estoura. Como tem muito sangue passando pela aorta esse rompimento causa um sangramento ou hemorragia muito grande com risco de morte superior a 90%.

“Então”, quando você deve suspeitar de aneurisma de aorta? Quais são os sintomas?

Esse é um dos pontos mais importantes, porque geralmente o aneurisma não tem nenhum sintoma, e é isso que torna essa doença extremamente perigosa. Ou seja, ela é uma doença silenciosa e que muitas vezes só é descoberta com a rotura do aneurisma. Algumas pessoas mais magras percebem uma bola que pulsa no abdome e acabam fazendo o diagnóstico do aneurisma quando mostram esse achado para o médico. 

Outros recebem o diagnóstico de aneurisma quando fazem exames de ultrassom e tomografia de tórax e abdome para pesquisar outras doenças. Ou seja, não apresentam sintoma nenhum e recebem o diagnóstico do aneurisma por acaso. Já outros pacientes sentem dores abdominais intensas dias ou horas antes do rompimento do aneurisma. Nessa situação, é muito importante procurar imediatamente atendimento médico e, infelizmente, o que acontece com muita gente é a descoberta do aneurisma só quando esse rompe. 

Os sintomas que indicam a rotura do aneurisma são dor súbita que acontece de repente na barriga ou nas costas, pele úmida ou suada, batimento cardíaco acelerado, queda de pressão, desmaios, perda de consciência e até morte súbita.

Qualquer pessoa pode ter aneurisma de aorta, mas se a pessoa tiver alguns fatores esse risco aumenta muito são os chamados fatores de risco. Eu vou destacar 4 deles:

  • Tabagismo. Quem fuma tem 7 vezes mais risco de ter aneurisma do que quem não fuma
  • Pressão alta, principalmente a não controlada 
  • Idade avançada acima de 50 anos 
  • Antecedente familiar de aneurisma. Se você tem ou teve pai, mãe, irmãos ou outros familiares próximos que tiveram aneurisma seu risco é maior.

Na presença de qualquer um desses fatores de risco você deve sempre falar ao médico. Ele irá avaliar a necessidade de exames complementares para o diagnóstico aneurisma. Se tiver antecedente familiar com aneurisma você já deve procurar um Cirurgião Vascular para essa investigação.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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Dr. Ajuda
02/08/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Wellington Andraus dá mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que descobriu um nódulo no fígado? O que esse nódulo pode ser e o que fazer? Neste episódio o Dr. Wellington Andraus dá mais detalhes sobre o assunto.

Nódulo no fígado é um problema muito mais frequente do que as pessoas imaginam. Só para você ter uma ideia, estima-se que 15 a 30% da população tenha algum nódulo no fígado. Esse nódulo pode ser um Câncer? Pode ser metástase de um outro tumor?

A resposta é sim. tumores do fígado e mesmo metástases de outros tumores que aparecem no fígado podem se apresentar como nódulo, mas aqui cabe um esclarecimento: na imensa maioria das vezes o nódulo não é câncer! É um nódulo benigno!

Como saber se o nódulo no fígado é benigno ou maligno?

O recomendado é procurar um médico especialista em fígado para essa investigação. Além da história clínica normalmente se faz exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética e exames laboratoriais. Em poucos casos é necessária uma biópsia do nódulo para o diagnóstico.

O que fazer após o diagnóstico?

Eu vou começar falando dos tumores benignos. Dentre esses temos 4 mais importantes:

  1. os cistos simples que são nódulos que possuem uma cápsula e conteúdo líquido em seu interior. Esses cistos são normalmente de evolução benigna e só necessitam cirurgia em poucos casos em que se tornam muito grandes.
  2. os hemangiomas que nada mais são que um enovelado de vasos desorganizados. Se for esse o seu caso, saiba que normalmente o tratamento também é a observação, sem necessidade de cirurgia. 
  3. A hiperplasia nodular focal, que é como se fosse um tecido hepático normal, porém desorganizado, como se fosse uma cicatriz no fígado, esse também só necessita observação.
  4. O adenoma que é um nódulo das células do fígado, os hepatócitos e pode estar associado ao uso de anticoncepcional. O adenoma tem um risco de sangramento e também de malignizar, principalmente quando for maior que 5 cm, por isso que o tratamento para os adenomas depende da avaliação caso a caso, mas se tiver mais do que 5 cm de tamanho o tratamento geralmente é cirúrgico.

E se o nódulo for maligno?

Nesse caso é importante saber se é um tumor do próprio fígado que é o que chamamos de hepatocarcinoma, ou se é uma metástase, ou seja, se é tumor originado em outro órgão e que se espalhou para o fígado. 

Não sei se você sabe, mas existem diferentes tipos de tumores que dão metástase para o fígado como estômago, pâncreas, intestino, mama, entre outros.

Para fazer essa diferenciação podem ser necessários exames de sangue e exames de imagem como tomografia e ressonância. Em alguns casos também pode precisar de endoscopia e colonoscopia. Uma vez feito esse diagnóstico deve-se avaliar a extensão da doença (se ela está restrita ao fígado) e o tratamento pode ser desde a ressecção por videolaparoscopia ou cirurgia robótica até o transplante de fígado.  

Sendo metástase o tratamento vai depender do local de origem do tumor. Assim se for um tumor de colón, por exemplo, com metástase para o fígado tem um tratamento, se for do pulmão com metástase para o fígado outro e assim por diante.

Diante dessa diversidade de diagnósticos e de possibilidades de tratamento quero reforçar a importância do diagnóstico correto e acompanhamento do nódulo no fígado.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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