Gripe

21/05/2022 17:20h

Campanha nacional de vacinação contra a gripe segue até 3 de junho para todos os grupos prioritários

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A campanha nacional de vacinação contra a gripe imunizou apenas 50% dos idosos e 44% dos trabalhadores da saúde, público-alvo da primeira etapa de imunização. Os números correspondem a 15,1 milhões de pessoas com mais de 60 anos e 2,6 milhões de profissionais da saúde. As informações foram compiladas pelo Ministério da Saúde, com base nos dados mais recentes enviados pelas secretarias municipais e estaduais até este sábado (21), e estão disponíveis na plataforma LocalizaSus.

O infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Julival Ribeiro, destaca um dos motivos para a baixa cobertura vacinal.

“Infelizmente, com a chegada da Covid-19, sabemos que houve lockdown e essa problemática toda que estamos vivendo. Portanto, muitas pessoas - quer adultos, quer crianças - não tomaram as vacinas que seriam necessárias.”

Dona Carmen de Castro, costureira de 62 anos, moradora de Brasília, já garantiu sua imunização contra a gripe em 2022.

“Logo na primeira semana da campanha eu já tomei a dose deste ano. Já tem uns 10 anos que eu tomo todos os anos. Eu tomei a primeira vez em função de um prolapso da válvula mitral que eu tinha. Todas as vacinas são importantes, mas a da gripe, em especial, evita uma gripe mais forte. Às vezes eu tenho um resfriado, uma dorzinha de cabeça, mas gripe de derrubar e ficar com febre nunca mais [tive].”

A segunda etapa da imunização contra a Influenza começou no dia 2 de maio e segue até 3 de junho em todos os 50 mil postos de vacinação espalhados pelo país. Segundo a pasta, os idosos e os trabalhadores da saúde que não se vacinaram na primeira etapa serão atendidos na segunda fase.

Os grupos prioritários da segunda etapa de vacinação são:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) - sarampo e influenza;
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

O objetivo do Ministério da Saúde é imunizar os 77,9 milhões de brasileiros que fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação. Para isso, a pasta enviou mais de 80 milhões de doses do imunizante da gripe aos estados e ao Distrito Federal.

Cobertura vacinal por estado

  • AC: 17,5%
  • AL: 41,3%
  • AM: 28,4%
  • AP: 15,4%
  • BA: 31,0%
  • CE: 36,6%
  • DF: 34,3%
  • ES: 40,9%
  • GO: 50,3%
  • MA: 32,4%
  • MG: 46,2%
  • MS: 32,8%
  • MT: 29,9%
  • PA: 20,5%
  • PB: 43,0%
  • PE: 45,3%
  • PI: 46,9%
  • PR: 41,8%
  • RJ: 24,8%
  • RN: 17,5%
  • RO: 57,5%
  • RR: 8,7%
  • RS: 45,1%
  • SC: 40,6%
  • SE: 45,4%
  • SP: 48,6%
  • TO: 28,5%

Segundo a infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, qualquer pessoa acima dos seis meses de idade pode tomar a vacina da gripe.

“A vacina contra a influenza é importante e segura. E todos aqueles que estão contemplados na campanha devem ser vacinados. Aqueles que quiserem também fazer a vacina, não estando nos grupos do Ministério da Saúde, podem fazer nas clínicas privadas.”

Segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Gripe começa nesta segunda (2)

GRIPE E SARAMPO: Campanha nacional pretende imunizar 96 milhões de pessoas

Vacina da gripe

O infectologista Julival Ribeiro explica porque é necessário tomar a vacina da gripe todos os anos.

“Os vírus da gripe passam por mutações frequentes, por isso, anualmente, a Organização Mundial da Saúde faz uma previsão de quais são os vírus da Influenza que devem circular no inverno, no hemisfério norte e no hemisfério sul, com base em amostras coletadas em vários centros [de saúde] distribuídos em todo o mundo.”

Ele explica que o vírus da gripe circula o ano inteiro, mas a maior prevalência da influenza ocorre nos meses do inverno.

“A gripe tem uma sazonalidade e geralmente acontece muito mais durante o período de inverno, quando ocorre maior concentração de pessoas e o vírus pode se espalhar facilmente entre elas, sobretudo em ambientes fechados.”

Segundo Julival Ribeiro, o imunizante de 2022 oferecido pelo Ministério da Saúde protege contra três cepas da Influenza: H1N1, H3N2 e B Victoria. Já a vacina oferecida na rede particular é a tetravalente, que protege também contra o subtipo B Yamagata. “Ambas as vacinas são eficazes para prevenir, sobretudo nas pessoas mais vulneráveis, casos graves e mortes”, ressalta.

A infectologista Raquel Stucchi afirma que é seguro tomar a vacina da gripe junto com o imunizante contra a Covid-19.

“A vacina da gripe e a da Covid-19 podem ser aplicadas ao mesmo tempo, com exceção das crianças entre 5 e 12 anos. A recomendação é que se elas forem tomar as duas vacinas, que tenham um intervalo de 15 dias entre elas. Todos aqueles acima de 12 anos, podem fazer as duas vacinas ao mesmo tempo, inclusive os idosos e aqueles com comorbidade”, explica.

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Saúde
01/05/2022 18:30h

Crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes e puérperas, professores, pessoas com deficiência e comorbidades, caminhoneiros e indígenas estão entre os grupos prioritários atendidos nesta etapa

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A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Gripe começa nesta segunda-feira (2). De acordo com o Ministério da Saúde, 14 grupos prioritários podem procurar um dos mais de 50 mil postos de vacinação para se protegerem contra o vírus da Influenza.  

Esses grupos se juntam aos idosos com 60 anos ou mais e profissionais da saúde, que foram o público-alvo da primeira etapa. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo para que todos os grupos incluídos na campanha de vacinação contra a gripe procurem as unidades básicas de saúde para tomar a vacina. 

“Há cerca de uma década a cobertura vacinal no mundo vem caindo. Isso é um fenômeno até paradoxal, porque como nós tivemos sucesso no enfrentamento a essas doenças evitáveis, nós temos uma falsa segurança de que estamos livres dessas doenças, mas não estamos e, para isso, temos que buscar as unidades básicas de saúde para atualizar o calendário vacinal todos os anos”, disse. 

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O Ministério da Saúde reforça que as crianças que tenham entre seis meses e cinco anos e os trabalhadores da saúde também devem tomar a vacina contra o sarampo. “Não basta a vacinação contra a Covid-19. Precisamos também cuidar de várias outras doenças que são absolutamente imunopreviníveis”, destacou Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde. 

O secretário disse que o Ministério da Saúde investiu R$ 1,2 bilhão para comprar as mais de 80 milhões de doses do imunizante contra o Influenza, causador da gripe. Já para a vacinação contra o sarampo, a pasta gastou R$ 270 milhões. 

“É fundamental que você venha tomar a sua vacina para que tenhamos o controle de doenças que são absolutamente preveníveis. Vacina salva vidas, é um ato de amor. Vacina é uma preocupação sua e da nossa coletividade. Venha tomar essa vacina”, convidou o secretário.  

Desta segunda-feira (2/05) até o dia 3 de junho, a vacina contra a gripe vai estar disponível para os seguintes grupos, segundo a pasta:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores da rede pública e privada;
  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Profissionais das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.
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Saúde
22/04/2022 18:30h

Em contrapartida, boletim da fundação aponta uma maior incidência de casos relacionados ao vírus sincicial respiratório (VSR), mais comum e perigoso para crianças muito pequenas

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A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre crianças mostra sinais de queda no Brasil, segundo boletim da Fundação Oswaldo Cruz. Depois de números preocupantes na última semana epidemiológica, a tendência de queda foi confirmada pela Fiocruz no último dia 20, em boletim que corresponde aos dias 10 e 16 de abril.

Segundo os dados da Semana Epidemiológica 15, foram registrados 3,7 mil casos de SRAG em todo o Brasil, sendo que aproximadamente 1,8 mil acometeram crianças de 0 a 4 anos. De acordo com a Fiocruz, a síndrome respiratória aguda grave em crianças teve uma alta incidência no mês de fevereiro, mas, agora, chegou a um platô e começa a apresentar queda no número de casos.

O infectologista Werciley Júnior explica que a SRAG em crianças naturalmente é uma síndrome mais grave porque pode ser causada tanto por Covid-19 quanto por qualquer outro vírus respiratório. Segundo o especialista, felizmente já existem vacinas contra a Covid-19 para crianças a partir de 5 anos.

“Uma das mudanças é que a vacinação entre crianças deu uma evoluída, mas ainda aquém do que a gente esperava, e ainda não entramos no período do frio. É no frio que acontece a evolução da SRAG, então a gente pode sofrer ainda algumas oscilações”, destaca Werciley.

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Síndrome Sincicial Respiratória – VSR

Apesar de noticiar a queda de casos de SRAG, a Fiocruz emitiu alerta para um aumento considerável no percentual de casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O vírus, responsável por causar infecções nas vias respiratórias e bronquite, foi responsável por 41,5% do total de casos de SRAG registrados nas últimas quatro semanas, mesmo a doença sendo observada fundamentalmente nas crianças.

Nos pequenos de até 4 anos, os novos dados laboratoriais indicaram presença de 66,4% de VSR. Já em crianças entre 5 e 11 anos a porcentagem cai para 23%. Com relação ao rinovírus, o predomínio de casos foi de 36% e o de Sars-CoV-2 (Covid-19) foi de 28%.

O vírus sincicial respiratório é bastante comum e prolifera-se em ambientes pouco ventilados e com muita gente, provocando uma doença altamente contagiosa. Um dos principais agentes de infecção aguda nas vias respiratórias, o VSR pode afetar os brônquios e os pulmões, causar inflamação dos brônquios e alvéolos pulmonares, além de pneumonia, especialmente em bebês prematuros e aqueles no primeiro ano de vida. Até mesmo os bebês que receberam anticorpos das mães durante a gestação são vulneráveis à infecção.

O infectologista explica que o número de casos do vírus sincicial respiratório permaneceu baixo durante a pandemia porque o distanciamento social e os cuidados realizados pelas mães protegeram os pequenos, mas que, à medida que todos estão retornando à vida cotidiana, a atenção deve ser retomada.

“O vírus sincicial é o mais comum, que já causa alterações em crianças. Há dois anos nós tivemos um baixo volume porque a maioria das crianças não estava se deslocando e, principalmente, estava usando máscara. Agora, com a retomada das atividades, começa a aumentar novamente”, destaca Werciley, que ressalta a necessidade de vacinar as crianças para que os números de SRAG continuem baixando: “Temos aumento do vírus sincicial, mas temos também a Influenza. Está tendo vacinação de Influenza, então tem de vacinar as crianças, e a vacinação de Covid, apesar de ter diminuído as SRAGs, ainda é uma necessidade de evoluir [a vacinação] nessa população.”

O vírus sincicial respiratório penetra no organismo saudável através das mucosas da boca, do nariz ou dos olhos. O período de transmissão começa dois dias antes de aparecerem os sintomas e só termina quando a infecção está completamente controlada. O contágio se dá pelo contato direto com as secreções eliminadas pela pessoa infectada quando fala, tosse ou espirra e, de forma indireta, pelo contato com superfícies e objetos contaminados, como brinquedos, corrimão e maçaneta de portas.

Caso o bebê apresente secreção nasal, espirros, tosse seca, febre baixa, dor de garganta e dor de cabeça, a família deve procurar atendimento em uma unidade de saúde. A atenção deve ser redobrada caso a criança apresente febre alta, muita tosse e dificuldade para respirar.

Regiões em alerta

Segundo a Fiocruz, entre as 27 unidades da federação, oito apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo de SRAG: Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraná, Roraima e Rio Grande do Sul. Alagoas e Paraíba estão com indicativo de crescimento no curto prazo. Todos eles com incidência principalmente na população infantil.

Já oito capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), e Rio Branco (AC).

Ainda de acordo com os dados do InfoGripe, nas últimas quatro semanas epidemiológicas a prevalência foi 1,6% para Influenza A, 0,2% para Influenza B, 41,5% para VSR e 37,4% para Sars-CoV-2.
 

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05/04/2022 02:51h

Campanha começou nesta segunda-feira (4)

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Com um dos sistemas mais eficientes de vacinação do mundo, o Brasil começou nesta segunda-feira a campanha de vacinação contra a gripe e o sarampo. As campanhas vão até o mês de junho e pretendem atingir pouco mais de 96 milhões de pessoas. 

“Nós temos vacinas, temos uma capacidade sem precedentes de aplicar essas vacinas graças aos vacinadores que estão nas mais de 38 mil salas de vacinação do Brasil. Outro ponto é a conscientização da nossa população que busca as salas de vacina, uma vez que já pagamos um preço muito alto no passado com pessoas que morreram por doenças que seriam evitadas com campanhas de vacinação eficientes”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no evento de lançamento das campanhas que ocorreu na tarde desta segunda-feira (4).

No caso da campanha contra a gripe, são quase 78 milhões de brasileiros divididos em 16 grupos prioritários. A primeira etapa vai até o final de abril e visa imunizar os idosos com mais de 60 anos e os profissionais da área de saúde. Em maio, serão vacinadas os demais grupos como  crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, grávidas, pessoas com comorbidades, professores, etc. A meta é imunizar, pelo menos, 90% desse grupo. 

A vacina contra a gripe foi adquirida por meio de um convênio com o Instituto Butantã. Foram empregados R$ 1,2 bilhões em 80 milhões de doses que possuem proteção contra três tipos virais que mais circularam em 2021: H1N1, H3N2 e Influenza B.  O diferencial neste ano é que as vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe, podem ser ministradas simultaneamente em pessoas com mais de 12 anos. 

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CADERNETA DA CRIANÇA: quais novidades e como conseguir

1ª etapa - de 04/04 a 02/05

  • idosos com 60 anos ou mais;
  • trabalhadores da saúde;

2ª etapa - de 02/05 a 03/06

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

Sarampo

A campanha contra o sarampo pretende aplicar 18,8 milhões de doses em profissionais da saúde e crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos. “O grande objetivo da campanha contra o sarampo é interromper a circulação ativa do sarampo no país, minimizar a carga de doença, proteger a população, além de reduzir a sobrecarga do sistema de saúde em decorrência de mais esse agravo”, comentou o secretário de Vigilância à Saúde, Arnaldo Medeiros. 

Para a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, o país é um exemplo de eficiência na aplicação de imunizantes. Ela destacou o fato de mais de 75% da população brasileira estar imunizada, o que a encorajou a falar sem máscara, pela primeira vez desde o início da pandemia, em um evento público. “Porque um país pode ter vacina, pode ter programa, mas se a população não acredita nós não temos as coberturas que hoje o Brasil tem”, reforçou.
 

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02/04/2022 16:30h

Campanha deste ano visa crianças de 6 meses a menores de 5 anos, além de profissionais da saúde

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo neste ano será voltada a crianças de seis meses a menores de 5 anos e trabalhadores da saúde. A mobilização começa nesta segunda-feira (4), em conjunto com a Campanha de Vacinação contra a Influenza, vírus causador de gripes.

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus, além de ser potencialmente mortal para crianças. Antes da introdução da vacina, em meados da década de 1960, as epidemias da doença matavam cerca de 2,6 milhões ao ano. E mesmo com a vacina, o sarampo continua a ser uma das principais causas de morte entre crianças em todo o mundo. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, em 2017 aproximadamente 110 mil pessoas morreram por causa do vírus, a maioria delas crianças com menos de cinco anos.

O infectologista Hemerson Luz explica que a questão do sarampo no Brasil é complicada porque o vírus foi quase erradicado com boas campanhas de vacinação, mas, nos últimos anos, o país voltou a registrar casos. Isso  pode se tornar um problema, se a cobertura não alcançar a maioria da população.

“O sarampo é uma situação até especial porque ele já estava quase erradicado no Brasil e ele voltou a ter caso. Nós voltamos a ter casos de sarampo porque diminuiu a cobertura vacinal. O sarampo é altamente transmissível e caso a cobertura esteja abaixo de 90% ele pode se disseminar. Uma das últimas coberturas vacinais, dependendo da localidade, tem cidades do interior que não chegaram a 50%”, alerta o infectologista.

As crianças brasileiras de seis meses a menores de 5 anos totalizam um público de 12,9 milhões e a meta do Ministério da Saúde é vacinar, no mínimo, 95% desse público, ou seja, cerca de 12,3 milhões. O intuito é atualizar as doses que ainda estejam atrasadas, além de proteger esse público contra a doença, considerando o risco diante da maior exposição nos serviços de saúde. Nesta estratégia, as vacinas tríplice viral e influenza serão ofertadas para administração na mesma visita ao serviço de saúde. A Pasta ressalta que a vacinação simultânea é uma atividade recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para redução de oportunidades perdidas de vacinação.

Hermerson Luz explica que os pais não devem temer a vacina ou dar ouvidos às notícias falsas sobre os imunizantes que circularam ultimamente, principalmente por causa da pandemia. O infectologista ressalta que a vacina é segura e na última década evitou milhões de mortes. “As pessoas estão com receio da vacina, por muitas notícias que acabaram sendo veiculadas relacionando a vacina com outros problemas de saúde que não são verdadeiros. Vacina não se relaciona com o autismo e algumas pessoas estão considerando isso uma verdade. Diminuiu, inclusive, a cobertura vacinal da poliomielite. O Brasil entrou agora na lista de países com risco de ter casos de poliomielite porque a cobertura vacinal também baixou. É de suma importância que os pais responsáveis levem suas crianças para vacinar porque o sarampo é uma doença potencialmente grave”, aponta o infectologista.

Karoline Pereira da Silva, professora, 39 anos, foi mãe pela primeira vez há sete meses e sabe a importância que tem as vacinas na saúde de uma criança. Ela entende que, ao vacinar Eduarda contra o sarampo, não estará protegendo apenas a filha, mas também outras crianças.

“Eu vou estar protegendo minha filha contra o vírus, e como é um vírus que é passado de pessoa para pessoa, eu vou estar evitando que esse vírus vire uma pandemia. Porque vai dissipando essa doença. Estou evitando que minha filha fique doente com esse vírus e evitando com que a população também pegue”, destaca Karoline.

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HPV: quais doenças está associado e como prevenir
 

Calendário

Além das crianças, os trabalhadores da saúde serão convocados para atualizar a situação vacinal. Confira o calendário da 8ª Campanha Nacional de Seguimento e Vacinação de Trabalhadores da Saúde contra o Sarampo

  • De 4 de abril a 2 de maio: vacinação dos trabalhadores da saúde - juntamente com a primeira etapa da vacinação contra influenza;
  • De 3 de maio a 3 de junho de 2022: campanha de seguimento contra o Sarampo para crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) – juntamente com a segunda etapa da vacinação contra influenza.

Sarampo

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.
O sintoma mais característico são as manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta.
A maior preocupação do sarampo está direcionada a crianças pequenas e pacientes imunocomprometidos, pois o vírus pode causar graves problemas de saúde:

  • diarreia intensa
  • infecção de ouvido
  • perda da visão
  • pneumonia
  • encefalite (inflamação do cérebro)

A maioria dos casos de mortes decorrem de complicações no trato respiratório ou de encefalite.

A pessoa que tem sarampo pode começar a transmitir a doença cerca de cinco dias antes de aparecerem as manchas na pele. Além disso, ela continua transmitindo o vírus quatro dias depois de as erupções terem desaparecido. A vacina é a única forma de prevenção.
 

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14/01/2022 18:00h

Infectologistas orientam a não tomar o imunizante enquanto estiver com sintomas gripais ou infectado com a Covid-19

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde registrou 112.286 novos casos de infecção pelo coronavírus, um aumento de 2.840%, em relação ao dia 14 de dezembro, quando foram notificados 3.817 casos.

Paulo Henrique Carvalho, morador de Brasília (DF), faz parte dessa estatística e está com Covid-19. “Eu tive sintomas de gripe, febre alta e tosse. Testei e acabou sendo positivo o teste para Covid-19”. Preocupado, ele quer saber se pode tomar a vacina da Covid-19.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, responde: “Não pode tomar a vacina da Covid-19 gripado. [Para] toda e qualquer vacina, devemos aguardar a pessoa estar sem nenhum sintoma de qualquer doença para ser vacinado. Tomar a vacina em vigência de um quadro febril e de tosse pode atrapalhar, depois, o acompanhamento da doença que a pessoa está”.

O doutor Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, acrescenta que “é contra indicado [tomar a vacina da Covid-19] se estiver com sintomas gripais. O sistema imune pode não responder”.

A Fundação Oswaldo Cruz orienta, em sua página de Perguntas e Respostas sobre a Vacinação, que quem já teve Covid-19 deve aguardar um mês para tomar a vacina contra o coronavírus. A contagem vale a partir do primeiro dia de sintoma ou, em caso de assintomáticos, após o resultado positivo do exame RT-PCR.

RETROSPECTIVA: Quanto tempo devo ficar sem ingerir álcool após tomar vacina contra Covid-19?

É dengue ou Covid (Ômicron)? Saiba diferenciar os sintomas

Gripe e Covid-19 são responsáveis por centenas de voos cancelados, em janeiro, nos aeroportos brasileiros

Recomendações Pós-Vacina contra Covid-19

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que após tomar a vacina contra a Covid-19, não é necessário fazer repouso ou evitar pegar peso. No entanto, é preciso ficar atento caso apareçam efeitos adversos.

“Você deve respeitar se tiver algum evento adverso: se tiver febre, se tiver mal-estar; tratando os sintomas. O mesmo vale para quem tem comorbidade: dedicar atenção e o cuidado específico a sua comorbidade”, explica. 

Além disso, os cuidados contra o coronavírus devem continuar mesmo após a vacinação, já que os imunizados ainda são capazes de transmitir o vírus. A vacina garante que as pessoas que contraiam a Covid-19 não evoluam para o estágio mais grave da doença.

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14/01/2022 03:45h

Na Azul, houve aumento de 400% de dispensas médicas entre a tripulação. Gol e LATAM também registram aumento de afastamentos por motivos de saúde dos funcionários

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Centenas de voos foram cancelados nos aeroportos brasileiros, em janeiro, em decorrência do aumento de casos de gripe e Covid-19 entre os funcionários e tripulação das companhias aéreas. 

Em nota, a LATAM confirmou 44 voos cancelados, só na última quarta-feira (12), e um total de 183 entre o último domingo (9) e o próximo (16). O número representa cerca de 1% do total de voos domésticos e internacionais programados pela LATAM Brasil durante todo o mês de janeiro.

Também por meio de nota, a Azul afirma que “registrou um aumento no número de dispensas médicas entre seus tripulantes – casos esses que, em sua totalidade, apresentaram um quadro com sintomas leves – e tem acompanhado o crescimento do número de casos de gripe e Covid-19 no Brasil e no mundo”. 

A Azul ressalta ainda que “mais de 90% das operações da companhia estão funcionando normalmente e que os clientes impactados estão sendo notificados das alterações, reacomodados em outros voos da própria companhia e recebendo toda a assistência necessária conforme prevê a resolução 400 da Anac”. 

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Ondino Dutra, na primeira semana de janeiro, houve um aumento de 400% de apresentação de dispensa médica dos tripulantes da Azul, especialmente entre os comissários de bordo, em relação à média dos últimos 12 meses.

“Mas nós temos a informação dada pelas outras empresas, Gol e LATAM, que de fato o número de afastamentos por dispensa médica aumentou bastante.”

A Gol informou, também através de nota, que “houve nos últimos dias um aumento dos casos positivos entre colaboradores, mas nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança”.

O presidente do SNA recomenda que as companhias deem suporte aos tripulantes em situação de dispensa médica.

“As nossas recomendações são dar todo o suporte necessário para tripulante em dispensa médica e também ter rigor no cumprimento da regulamentação das jornadas de trabalho e também dos descansos, dos repousos e das folgas que são parte importante na manutenção do equilíbrio físico e emocional de todos os tripulantes.”

O que diz a Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que está monitorando os casos de doenças respiratórias em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo e reforça que as medidas de segurança recomendadas pela Anvisa vêm sendo cumpridas desde o início da pandemia.

As medidas e orientação podem ser encontradas no site da Anac

A agência também informou, por meio de nota, que “monitora as medidas operacionais que vêm sendo adotadas pelas companhias aéreas para minimizar os impactos causados pelos atrasos e cancelamentos de voos, bem como o cumprimento da prestação de assistência aos passageiros, determinadas pela Resolução ANAC 400/2016”.

Direito do passageiro

Quem estiver com voo atrasado ou cancelado tem direito à prestação de assistência pelas companhias aéreas, conforme prevê a Resolução 400/2016. 
Segundo o artigo 12, as alterações realizadas de forma programada pelo transportador, em especial quanto ao horário e itinerário originalmente contratados, deverão ser informadas aos passageiros com antecedência mínima de 72 horas. Para isso, o transportador deverá oferecer as alternativas de reacomodação e reembolso integral.

Caso o passageiro compareça ao aeroporto em decorrência de falha na prestação da informação, o transportador deverá oferecer assistência material, bem como as seguintes alternativas à escolha do passageiro: 

  1. reacomodação;
  2. reembolso integral; 
  3. execução do serviço por outra modalidade de transporte

A Anac também recomenda que os passageiros acompanhem a confirmação do voo pelos serviços disponíveis pela empresa aérea, como aplicativos, site e central de atendimento. 

Para saber mais sobre os direitos e deveres do passageiro, acesse o site da Anac.

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Saúde
01/01/2022 11:00h

Previsão é de que vacina para H3N2 chegue ao país a partir da campanha de vacinação contra gripe de 2022, segundo Ministério da Saúde

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O Brasil tem vivido, nos últimos dias, uma epidemia de gripe causada pelo vírus Influenza A. Com isso, o brasileiro está correndo atrás de imunização contra a doença. O que muita gente não sabe é que não existe, no momento, vacina para a cepa H3N2. O Brasil possui vacinas que protegem contra os vírus Influenza A e B. No entanto, elas não são específicas para a variante que está atingindo o país. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento do número de casos está sendo acompanhado  em alguns estados. Neste momento, a pasta avalia as evidências científicas em relação à eficácia da vacina utilizada na campanha deste ano para a prevenção da nova cepa circulante. 

A pasta informa, ainda, que já iniciou as tratativas para aquisição de vacinas para a campanha de 2022. O imunizante encomendado é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul e contempla em sua composição o vírus H3N2, circulante no país neste momento.

Durante viagem com a família no litoral nordestino, Gabriel Estrela sentiu fraqueza no corpo, dores de cabeça, coriza, febre e tosse. “Suspeitei que era essa virose porque estava em uma praia e soube que a UPA estava cheia de casos de Influenza.”

Pessoas que sentirem sintomas gripais devem procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde mais próxima. Mesmo com letalidade menor que a Covid-19, o H3N2 tem mais chances de evoluir para casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades). 

O H3N2 é uma variante do vírus Influenza A, que é um dos principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados. Ele pode ser transmitido entre pessoas por meio de gotículas liberadas no ar quando a pessoa gripada tosse ou espirra, explica a infectologista Joana Darc da Silva.

“Os sintomas são bem acentuados, muito intensos,  muita dor no corpo, febre que incide de forma súbita, coriza, dor de garganta, que pode complicar com falta de ar que a gente chama de síndrome respiratória que pode levar a óbito.”

Vacinas existentes

A campanha de imunização contra a gripe foi lançada em março pelo Ministério da Saúde e deveria durar até julho. Inicialmente, seriam vacinadas somente as pessoas de grupo prioritário, mas diante da baixa procura da população, a campanha foi estendida para todas as faixas etárias.

Com óbitos confirmados por H3N2 em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, recomendou  que a população mantenha os protocolos de biossegurança usados para a Covid-19, para diminuir a disseminação do vírus da Influenza H3N2. Conforme o Boletim Epidemiológico da Influenza, referente a semana epidemiológica 51, divulgado na terça-feira (28), a SES registrou 44 casos positivos para H3N2, além de duas mortes ocorridas em Campo Grande e Corumbá. 

De acordo com a secretaria, é importante que a população se vacine, pois, com as comemorações e as férias, a população precisa estar atenta, e quem apresentar os sintomas deve evitar comparecer aos locais de festividades e procurar uma unidade de saúde.

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30/12/2021 19:40h

De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro são os estados mais afetados, com 151, 107 e 55 casos confirmados, respectivamente

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Dados incluídos por estados e municípios no sistema SIVEP-Gripe revelam que, até o momento, foram registrados 456 casos de gripe pelo vírus H3N2 no Brasil. A informação foi repassada pelo Ministério da Saúde. A infectologista Helena Rangel Esper explica que o H3N2 é um subtipo de Influenza A – um vírus respiratório causador da gripe. De acordo com a médica, os sintomas são basicamente os mesmos provocados por uma gripe sazonal. 

“Podemos ter o que chamamos de síndrome gripal, que é quando temos sintomas como febre, tosse, dor de garganta, coriza, nariz entupido, associado a dor no corpo, dor de cabeça, dores nas juntas. Isso pode ou não evoluir, em uma porcentagem pequena dos casos, para síndrome respiratória aguda grave, que é quando precisamos de suporte, ou seja, de oxigênio”, pontua. 

RETROSPECTIVA: Quanto tempo devo ficar sem ingerir álcool após tomar vacina contra Covid-19?

É Covid-19 ou H3N2? Especialistas falam sobre diferenças entre as doenças

Existem três tipos de vírus influenza, conhecidos como A, B e C. Os dois primeiros são mais propícios a provocar epidemias sazonais em várias partes do mundo. Já o último costuma provocar alguns casos mais leves. O tipo A da influenza é classificado em subtipos, como o A(H1N1) e o A(H3N2). O tipo B, por sua vez, é dividido em duas linhagens: Victoria e Yamagata.

Segundo Helena Rangel, o H3N2 se tornou evidente no Brasil porque houve um aumento significativo no número de casos em um momento atípico.

“Geralmente, a Influenza sazonal circula nos meses de inverno, entre julho e setembro. E, observamos casos nesse momento, detectando um grande aumento no número de pessoas infectadas, num período em que também se espera um aumento no número de casos de Covid-19, devido à variante Ômicron”, avalia. 

Casos por Unidade da Federação 

  • Amazonas (19)
  • Bahia (107) 
  • Distrito Federal (6) 
  • Espírito Santo (18)
  • Goiás (7)
  • Minas Gerais (20)
  • Mato Grosso do Sul (35) 
  • Pará (2)
  • Pernambuco (6) 
  • Paraná (15) 
  • Rio de Janeiro (55) 
  • Roraima (1) 
  • Rio Grande do Sul (9) 
  • Santa Catarina (1) 
  • Sergipe (4) 
  • São Paulo (151)
     
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29/12/2021 17:55h

Especialista explica os diferentes tipos da doença que fez o sertanejo cancelar shows dos próximos dias

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Após ser diagnosticado com pneumonia viral, o cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo, cancelou os shows que faria nos dias 30 e 31 de dezembro e 1º de janeiro. 

Causada pelos vírus que provocam gripe, varicela, sarampo e Covid-19, a pneumonia viral tem gerado dúvidas no Brasil, principalmente pelo momento pandêmico que vive o país. O portal Brasil61.com conversou com Margareth Dalcolmo, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e pesquisadora da Fiocruz no Rio de Janeiro sobre a doença.

O que é Pneumonia?

“Pneumonia é uma doença infecciosa e inflamatória que atinge o pulmão, seja nos alvéolos ou no tecido intersticial e pode ter origem bacteriana ou viral. A origem viral tem sido cada vez mais frequente, dada a frequência maior de vírus, sobretudo depois da epidemia de vírus de transmissão respiratória, como H1N1, H3N2 e Covid-19.” 

Quais as principais diferenças entre os tipos de pneumonia?

“A diferença é na manifestação por imagem. Umas podem ter um padrão mais alveolar, outras com um padrão que os especialistas chamam de vidro fosco, que são opacidades, no qual o pulmão fica branco. Neste caso, ele fica mais comprometido, com caso de síndrome respiratória aguda grave. Esses casos levam o paciente à terapia intensiva e eventualmente à necessidade de ventilação mecânica. As diferenças são basicamente clínicas, radiológicas ou tomográficas. Clinicamente, o resultado depende muito das condições da pessoa hospedeira. Isso está relacionado à idade, doenças cardiovasculares e obesidade.”

Como um paciente adquire pneumonia?

“Se for uma pneumonia viral epidêmica ela vai contagiando de uma pessoa para outras, depende da taxa de transmissibilidade. As pneumonias bacterianas não são contagiosas de uma pessoa para outra. É um fenômeno de natureza individual. Algumas pneumonias virais são de alta contagiosidade e outras não. Depende de qual é o fator epidêmico, qual é o agente causador, se é transmissível e o quanto é transmissível.” 

Existe tratamento para a doença?

“O tratamento é completamente diferente. Uma pneumonia bacteriana se trata com antibiótico, e depende da gravidade. Existem dois tipos de pneumonia bacteriana, as que são adquiridas nas comunidades e as hospitalares. Dependendo da gravidade de cada uma delas, são tratadas com medicamentos antimicrobianos, antibióticos, na maioria das vezes via oral. Mas isso pode evoluir para uso de ventilação mecânica e as chamadas boas práticas de terapia intensiva. Para as pneumonias virais evitamos o uso de antibióticos. São normalmente tratadas com uso de oxigênio, quando o paciente tem queda na oxigenação do sangue, além dos cuidados para o paciente não transmitir a doença, como adotar o isolamento.”

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da pneumonia são:

  • febre alta
  • tosse
  • dor no tórax
  • alterações da pressão arterial
  • confusão mental
  • mal-estar generalizado
  • falta de ar
  • secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada
  • toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue)
  • prostração (fraqueza)
     
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Brasil 61