Gripe

11/04/2026 04:00h

Levantamento da Fiocruz aponta queda nos casos de SRAG por influenza A nas regiões Norte e Nordeste, mas reforça importância da vacinação

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A em grande parte da Região Centro-Sul do país.

Segundo o levantamento, o crescimento foi observado em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Nordeste, o avanço da doença também foi identificado em estados como Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Por outro lado, algumas localidades já apresentam sinais de estabilização ou queda nos casos de influenza A. Esse cenário foi observado em estados do Norte Amapá, Pará e Rondônia —, além de estados do Nordeste, como Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, e também no Rio de Janeiro.

“Supergripe” é mais transmissível, mas não mais grave

Apesar do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “supergripe”, estar em circulação no país e ser mais transmissível, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, afirma que a cepa não causa mais óbitos ou casos graves em relação aos outros vírus da gripe.

“O vírus da Influenza A do subclado K, que está circulando agora no Brasil, já circulou no Hemisfério Norte. O que sabemos desse vírus é que é mais transmissível, então causa mais casos de gripe, mas não é mais virulento. Ele não causa mais casos graves ou óbitos em relação aos outros vírus da influenza. O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso que a vacina contra o vírus é atualizada todo ano para proteger contra as subvariantes que mais circulam nos hemisférios Norte e Sul”, destaca Tatiana Portella.

O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso a vacina contra o vírus é atualizada todo ano. A atual vacina da influenza aqui do Brasil é a mais atualizada e protege contra o subclado K.

A pesquisadora da Fiocruz garante que a principal forma de prevenção é a vacinação e que o atual imunizante aplicado no Brasil protege contra a “supergripe”.

Outros vírus respiratórios também preocupam

Além da influenza, o boletim destaca o aumento de casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças de até dois anos.

O crescimento foi registrado em diversos estados do Nordeste — Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia —, além de estados do Centro-Oeste — Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal — e do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em algumas localidades do Norte — Acre, Roraima e Amazonas — já há indicação de queda nos casos associados ao VSR.

Já os casos graves provocados por rinovírus apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país, mas ainda seguem em alta nos estados do Pará, Maranhão, Mato Grosso e Alagoas.

Por outro lado, os casos graves por Covid-19 continuam em níveis baixos em todo o território nacional.

Estados e capitais em alerta

O boletim indica que 13 das 27 unidades federativas apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. Entre elas estão:

  • Norte: Acre, Pará e Tocantins
  • Nordeste: Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia
  • Centro-Oeste: Mato Grosso e Goiás
  • Sudeste: Minas Gerais e Espírito Santo

Entre as capitais, 11 apresentam níveis elevados de atividade de SRAG, também com tendência de crescimento: Palmas (TO), Cuiabá (MT), São Luís (MA), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 30,7% de influenza A
  • 2,0% de influenza B
  • 19,9% de VSR
  • 40,8% de rinovírus
  • 6,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 40,5% de influenza A
  • 3,2% de influenza B
  • 5,5% de VSR
  • 27,3% de rinovírus
  • 25,0% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 13. Confira outros detalhes no link.

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03/04/2026 04:20h

Ministério da Saúde prevê até R$ 150 milhões para reforçar o atendimento a adultos e crianças com SRAG no SUS

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Estados e municípios em situação de emergência em saúde pública devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem solicitar incentivo financeiro do Ministério da Saúde para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).

A medida foi publicada por meio da Portaria nº 10.484 e possui caráter excepcional e temporário. O objetivo é ampliar o atendimento a pacientes adultos e pediátricos com SRAG em estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

O montante anual estimado para a iniciativa é de R$ 150 milhões. De acordo com a norma, o repasse dos recursos aos estados, municípios e ao Distrito Federal dependerá da disponibilidade orçamentária do Ministério da Saúde.

Como solicitar os recursos

Para ter acesso ao incentivo financeiro, gestores municipais e estaduais deverão encaminhar uma série de documentos que comprovem a necessidade de ampliação da estrutura hospitalar, entre eles:

  • Declaração formal de emergência em saúde pública;
  • Informações sobre a capacidade instalada e o número de leitos que serão ampliados ou convertidos;
  • Dados sobre a taxa de ocupação e a fila de espera para leitos de UTI e SVP;
  • Informações sobre a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos necessários ao funcionamento dos leitos;
  • Plano de Ação para enfrentamento da SRAG em adultos e crianças, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite.

A solicitação do incentivo deverá ser enviada juntamente com toda a documentação por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no site www.saips.saude.gov.br.

Aumento dos casos de SRAG no país

De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Grande parte dos casos registrados tem sido associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.

No ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 28.363 casos de SRAG, dos quais 11.597 tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios e 1.451 evoluíram para óbito.

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03/04/2026 04:15h

Boletim da Fiocruz aponta aumento de SRAG em grande parte dos estados e reforça importância da vacinação

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Os casos de influenza A continuam em crescimento em todo o país. Esse é destaque do mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (1º). 

Segundo a análise, a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Grande parte dos casos registrados está associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus — agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.

Diante desse cenário, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a principal forma de prevenção é a vacinação.

“Por isso, é fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma em nota.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe já começou nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a ação segue até 30 de maio

A vacina disponibilizada pelo SUS protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Situação nos estados

Segundo o levantamento, houve sinais de queda nos casos de influenza A no Pará, Ceará e Pernambuco. No entanto, os casos continuam em crescimento na maior parte do Nordeste — incluindo Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia — e em todos os estados do Sudeste. Também há aumento em parte do Norte (Amapá e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e no Paraná.

Os casos de SRAG causados por VSR seguem em alta em diversos estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal). No Sudeste, há sinais iniciais de crescimento em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Já os casos de rinovírus continuam aumentando em estados do Norte (Amapá, Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). Por outro lado, há indícios de interrupção do crescimento em estados do Centro-Oeste e Sul, além de Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe e São Paulo.

Tatiana Portella reforça que pessoas que vivem em estados com alta incidência de SRAG devem utilizar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, especialmente aquelas que fazem parte de grupos de risco. “Além disso, é importante manter a higiene, como lavar sempre as mãos. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento”, recomenda.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,4% de influenza A
  • 1,5% de influenza B
  • 17,7% de VSR
  • 45,3% de rinovírus
  • 7,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 36,9% de influenza A
  • 2,5% de influenza B
  • 5,9% de VSR
  • 30% de rinovírus
  • 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 28 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 12. Confira outros detalhes no link.

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21/03/2026 04:00h

Estudo mostra que o vírus costuma ter maior atividade no outono e inverno, mas dados da Semana Epidemiológica 10 indicam aumento fora do período esperado; vacinação é a principal forma de proteção

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano. 

Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.

A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.

O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.

Regiões em alerta

UFs

Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Alagoas;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Acre;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Pará;
  • Paraíba;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.

Capitais

Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Maceió (AL);
  • Manaus (AM);
  • Natal (RN);
  • Porto Velho (RO);
  • Recife (PE);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Salvador (BA); e
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 13,4%
Influenza A 21,8%
Rinovírus 41,9%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 14,7%
Influenza B 1,5%

Incidência e mortalidade

Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 4,5%
Influenza A 28,6%
Rinovírus 21,8%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 37,3%
Influenza B 2,5%

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17/03/2026 04:35h

Estudo aponta que 25 estados e o Distrito Federal registram aumento nas notificações; cenário está associado, principalmente, à alta de internações por rinovírus

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (13), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 25 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Tocantins não registra aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 9, entre 1 e 7 de março.

Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:

  • rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
  • vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos; e 
  • influenza A na população de jovens, adultos e idosos.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o aumento do VSR já era esperado nesta época do ano. No entanto, o crescimento da influenza A está ocorrendo de forma bastante antecipada em muitos estados, já que o esperado seria verificar um aumento mais expressivo do vírus na maioria dos estados por volta de abril”.

O estudo enfatiza que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados por esses vírus é a vacinação. Segundo Portella, “já está disponível no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que protege o recém-nascido contra o vírus”.

Regiões em alerta

UFs

Doze unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Acre;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Pará;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.

Na maioria das UFs, o rinovírus segue como principal responsável pelo aumento dos casos de SRAG. Já a influenza A tem contribuído para a elevação dos registros em estados da Região Norte (Amapá, Pará e Rondônia) e também no Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), além do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.

O VSR tem impulsionado o crescimento dos casos em crianças menores de 2 anos, especialmente em estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás) e do Nordeste (Paraíba e Sergipe).

A análise aponta ainda um leve aumento dos casos de SRAG associados à covid-19 em São Paulo e Rio de Janeiro, sem impacto relevante nas hospitalizações.

Para a população dos estados que estão em alerta, Portella reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração. “Também é importante que todos fiquem em isolamento em caso de aparecimento de sintomas gripais. Caso não seja possível manter o isolamento, é fundamental usar uma boa máscara ao sair de casa”, afirma.

Capitais

Entre as capitais, 15 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belém (PA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Manaus (AM);
  • Porto Velho (RO); 
  • Recife (PE); e 
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 16,8 mil casos de SRAG, sendo 35,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

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10/03/2026 04:20h

Estudo aponta que 23 estados e DF registram crescimento no número de notificações; crianças e adolescentes são os mais afetados

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (6), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 23 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não registraram aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 8, entre 22 e 28 de fevereiro.

Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:

  • rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
  • vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos; e 
  • influenza A em jovens, adultos e idosos.

De acordo com a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, a alta entre o público infantojuvenil pode estar relacionada ao retorno das aulas

Ela recomenda que “caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula.”

Regiões em alerta

UFs

Dez unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Acre;
  • Amazonas;
  • Pará;
  • Amapá;
  • Rondônia;
  • Mato Grosso;
  • Goiás;
  • Distrito Federal;
  • Maranhão; e 
  • Sergipe.

Capitais

Entre as capitais, 12 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belém (PA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Manaus (AM);
  • Porto Velho (RO); 
  • Rio Branco (AC); e 
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 14,3 mil casos de SRAG, sendo 35% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 13,6%
Influenza A 20%
Rinovírus 40%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 17%
Influenza B 1,7%

Incidência e mortalidade

Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 8,7%
Influenza A 27,5%
Rinovírus 17,4%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 39,1%
Influenza B 3,6%

O estudo aponta que, na análise das últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade por SRAG permanecem mais elevadas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de mortalidade.

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08/02/2026 04:00h

Casos caem no país, mas influenza A cresce no Norte nas últimas semanas, aponta Fiocruz

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A edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para os cuidados que devem ser adotados durante o Carnaval para prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A recomendação é feita apesar da queda dos casos no país, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios como influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).

A exceção é a Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia vêm apresentando incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento nas últimas semanas.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça as orientações que devem ser seguidas durante o Carnaval, especialmente nos estados do Norte. Segundo ela, pessoas com sintomas gripais devem, de preferência, permanecer em casa e em repouso. Caso participem dos festejos, mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar uma boa máscara e priorizar locais bem arejados, para reduzir as chances de transmissão.

Diante do aumento de casos de influenza A no Norte, Tatiana destaca ainda a importância de que os grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes contra o vírus.

Além disso, com a aproximação do período sazonal do VSR, a pesquisadora ressalta que é essencial que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem, garantindo proteção aos bebês após o nascimento.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 19,3% de influenza A
  • 2% de influenza B
  • 11,2% de VSR
  • 32% de rinovírus
  • 22,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 24,3% de influenza A
  • 5,4% de influenza B
  • 1,8% de VSR
  • 16,2% de rinovírus
  • 45% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 31 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 4. Confira outros detalhes no link.

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01/02/2026 04:05h

Fiocruz reforça importância da vacinação para grupos prioritários na Região Norte

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Os estados do Acre e do Amazonas seguem em alerta devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A. De acordo com o Boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doença tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos.

Nessas duas unidades da federação, também foi observado crescimento de casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge sobretudo as crianças pequenas.

Em Roraima, o avanço da SRAG se concentra na população idosa, mas ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar o vírus responsável pelos casos registrados no estado.

O boletim também aponta início ou manutenção do aumento das hospitalizações por VSR na Paraíba, por influenza A no Pará e por Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Apesar disso, os níveis permanecem baixos e ainda não impactam significativamente os indicadores de SRAG nesses estados.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação entre os grupos prioritários da Região Norte. “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região — como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades — se vacine o quanto antes. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, afirma.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, o boletim indica queda nos casos de SRAG, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios na maior parte do país. Ainda assim, a incidência da síndrome segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada, principalmente, entre os idosos.

Nas capitais, Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 20,1% de influenza A
  • 2,3% de influenza B
  • 10,7% de VSR
  • 32,6% de rinovírus
  • 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 28,3% de influenza A
  • 3,5% de influenza B
  • 1,8% de VSR
  • 15,9% de rinovírus
  • 41,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 24 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 3. Confira outros detalhes no link.

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31/01/2026 04:20h

Variante da influenza A (H3N2) não é um vírus novo e está coberta pelas vacinas oferecidas pelo SUS

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Dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) confirmam 17 casos da chamada “gripe K” em seis municípios do estado. De acordo com a pasta, os pacientes — de diferentes faixas etárias — não apresentaram reações graves ao vírus.

Os casos foram identificados em:

  • Florianópolis (11);
  • Tubarão (2);
  • Braço do Norte (1);
  • Palhoça (1);
  • São José (1);
  • São Ludgero (1).

Segundo a SES, os municípios seguem com a investigação epidemiológica dos casos, tanto no âmbito da vigilância da síndrome gripal quanto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, além de Santa Catarina, foram confirmados quatro casos de gripe K em outros estados: um no Pará e três em Mato Grosso do Sul. A pasta foi procurada para atualização dos dados, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

Gripe K

O subclado K é uma variante do vírus influenza A (H3N2) que tem apresentado aumento de circulação, principalmente em países do Hemisfério Norte, desde o fim do ano passado. Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram um alerta para a temporada de gripes de 2026.

Embora ainda não haja evidências de que a variante cause formas mais graves da doença em comparação a outras formas da influenza, autoridades de saúde destacam que a disseminação tem ocorrido de forma mais acelerada em regiões da Europa, Ásia e América do Norte. O comportamento do vírus levanta a preocupação sobre uma possível antecipação e maior intensidade da temporada de gripes em 2026.

O Ministério da Saúde ressalta que o subclado K não se trata de um vírus novo. Por isso, as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seguem eficazes na proteção contra formas graves da doença, inclusive aquelas causadas pela gripe K. Os grupos mais vulneráveis permanecem os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação.

Além da vacinação, o SUS também oferece gratuitamente antivirais específicos para o tratamento da gripe, indicados principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos.

Recomendações

Além da vacinação — especialmente entre idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas — as autoridades de saúde reforçam a adoção de medidas individuais de prevenção, como:

  • higienizar as mãos com frequência;
  • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • utilizar máscara ao apresentar sintomas respiratórios;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver com sintomas.

Os sintomas associados à gripe K são semelhantes aos da gripe sazonal tradicional, como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga, características típicas da infecção por influenza.

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24/01/2026 04:10h

Fiocruz recomenda vacinação nessas regiões, enquanto o cenário nacional é de estabilidade

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Os estados do Acre e do Amazonas seguem com aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pela circulação do vírus influenza A. O crescimento da doença tem refletido em maior número de hospitalizações em todas as faixas etárias, desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos. As informações constam na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, orienta que a população do Amazonas e do Acre redobre os cuidados, adotando medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas.

“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário — a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade — tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, recomenda Portella.

Cenário nacional

Em contrapartida, em nível nacional, o boletim aponta tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias, resultado da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios.

De forma geral, a incidência da SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente na população idosa. Considerando os casos causados por Sars-CoV-2 (Covid-19) e influenza A, a maior incidência ocorre entre crianças e idosos, sendo os mais velhos os mais impactados em termos de óbitos.

Entre os estados, Ceará, Pernambuco e Sergipe já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou início de queda nas hospitalizações por influenza A. Na Paraíba, observa-se um leve aumento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR), ainda sem repercussão no número de casos de SRAG em crianças pequenas.

Nas capitais, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 20,5% de influenza A
  • 2,6% de influenza B
  • 8,5% de VSR
  • 33,2% de rinovírus
  • 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 29,4% de influenza A
  • 3,2% de influenza B
  • 4,8% de VSR
  • 19% de rinovírus
  • 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 17 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 2. Confira outros detalhes no link.

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