Vacina

24/09/2021 20:40h

Governo planeja lançar ferramenta digital que contenha informações sobre a data de vacinação do usuário

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Com a liberação de shows e festivais na capital federal e a vacinação chegando aos jovens de 12 anos na próxima terça-feira (28), o Governo do Distrito Federal pretende lançar um “passaporte digital”, em forma de aplicativo de celular, com informações sobre as imunizações. A ideia do governo local é facilitar a apresentação e a entrada em estabelecimentos onde o comprovante da vacina seja obrigatório.

A novidade, que ainda está em processo de desenvolvimento, foi anunciada pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero, em uma coletiva de imprensa na última quinta-feira (23).  Segundo ele, o assunto já está sendo discutido.

"A gente pretende construir em breve. Neste exato momento, estamos fazendo uma discussão técnica sobre de que forma vamos apresentar", afirmou o subsecretário.

O GDF quer juntar dados que constam na plataforma ConecteSUS, do Ministério da Saúde. A ferramenta mostra um certificado digital de imunização com uma foto da pessoa para garantir a informação.

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Primavera e crise hídrica, vacinação de adolescentes e recursos para desastres naturais

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Dados da Covid-19

O Brasil registrou 19.438 novos casos e 699 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, em 24 de setembro. Ao todo, mais de 210.147.125 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 593.663. Mais de 20.326.408 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 407.545 casos ainda estão em acompanhamento. 

Taxa de letalidade nos estados

  • SP    3,42%
  • PE    3,18%
  • AM    3,10%
  • MA    2,86%
  • PA    2,82%
  • RJ    2,78%
  • GO    2,73%
  • CE    2,62%
  • AL    2,60%
  • PR    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,55%
  • RO    2,46%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,15%
  • DF    2,11%
  • PB    2,11%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,68%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,58%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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22/09/2021 18:16h

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) foi escolhido como centro para produção de vacinas na América Latina. Objetivo da iniciativa é ampliar acesso aos imunizantes na região

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou, nesta terça-feira (21), o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz para ser um dos centros de produção de vacinas na América Latina. A tecnologia utilizada no imunizante contra a Covid-19 será a de RNA mensageiro, cujo estudo já vem sendo desenvolvido e está na fase pré-clínica.

A Fiocruz informou que a vacina de mRNA é baseada na tecnologia de RNA auto-replicativo e expressa não somente a proteína Spike, chamada proteína “S”, mas também a proteína “N” do coronavírus, o que resulta em uma melhor resposta imunológica. “Essa tecnologia demanda menos necessidades produtivas, atingindo uma escala em termos de doses superior à de outras vacinas de mRNA. Isto permite que o seu custo seja inferior ao de outras vacinas semelhantes, possibilitando a ampliação ao seu acesso”, informou a Fundação por nota.

O diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, afirma que essa é mais uma importante conquista para o Instituto. “Essa é uma vacina que está sendo desenvolvida internamente e contará com apoio de especialistas, indicados pela a OMS e pela OPAS [Organização Pan-Americana de Saúde]. Assim, vamos poder continuar apoiando o acesso mais equitativo às vacinas no âmbito mundial”. Ele também enfatizou que ter o domínio sobre a plataforma de última tecnologia, como é a do RNA mensageiro, vai permitir elaborar imunizantes para outras doenças futuramente.

A OMS lançou chamada mundial em de abril de 2021 para ampliar a capacidade de produção e o acesso às vacinas contra a Covid-19 nas Américas. Além da Fiocruz, uma instituição de imunobiologia argentina também foi escolhida pelo comitê de especialistas da OPAS. Mais de 30 instituições científicas latino-americanas participaram da seleção.

Tecnologia para América Latina e Caribe

Finalizado os estudos e testes da vacina contra a Covid-19, ela passará pelo processo de análise da OMS, que determinará se está dentro dos padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. Em seguida, o imunizante será oferecido aos estados-membros e territórios da América Latina e Caribe que fazem parte da OPAS. 

A Fiocruz esclareceu que o projeto da vacina contou com recursos do Ministério da Saúde e de emendas parlamentares. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos - Bio-Manguinhos já dispõe de aparato e instalações suficientes para a produção do imunizante, não sendo necessária a construção de uma nova fábrica. 

Covid no Brasil

O País registrou 876 mortes nas últimas 24h e 36.473 novos casos confirmados, segundo último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.295.538. 

Taxa de Letalidade por Estado

  • Rio de Janeiro - 5,12%
  • São Paulo - 3,41%
  • Amazonas - 3,22%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,86%
  • Pará - 2,82%
  • Goiás - 2,74%
  • Ceará - 2,61%
  • Alagoas - 2,60%
  • Paraná - 2,58%
  • Minas Gerais - 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,56%
  • Mato Grosso - 2,55%
  • Rondônia - 2,46%
  • Rio Grande do Sul - 2,42%
  • Piauí - 2,19%
  • Bahia - 2,18%
  • Sergipe - 2,16%
  • Espírito Santo - 2,16%
  • Distrito Federal - 2,11%
  • Paraíba - 2,11%
  • Acre - 2,09%
  • Rio Grande do Norte -1,99%
  • Tocantins - 1,68%
  • Santa Catarina - 1,62%
  • Amapá - 1,61%
  • Roraima - 1,58%
  • Brasil -  2,78%
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21/09/2021 13:00h

O imunizante contra Covid-19, desenvolvido pelo SENAI Cimatec, inicia a fase de testes em humanos no próximo mês e terá financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia

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A Fase I dos testes clínicos da vacina brasileira, contra Covid-19, RNA MCTI CIMATEC HDT, desenvolvida no Senai Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (SENAI Cimatec), terá início no próximo mês de outubro. A autorização pela Anvisa saiu no final de agosto e os pesquisadores já estão no processo de pré-triagem para o recrutamento dos voluntários. “O indivíduo tem que ter idade entre 18 e 55 anos, não possuir doenças crônicas e, no caso de mulheres, não estar grávida. Serão selecionados 90 participantes que serão divididos em cortes de dose (grupo de menor dose, dose média e maior dose)”, explica a pesquisadora Bruna Machado. Veja abaixo o cronograma de estudos da Fase I:

Nesta primeira fase, o estudo clínico tem como objetivo principal investigar a segurança e a capacidade da vacina em gerar resposta imunológica em humanos. O acompanhamento de todos os voluntários acontecerá em visitas pré-agendas, será uma avaliação completa, com a realização de 10 visitas presenciais. A pesquisadora enfatiza que não existe a necessidade de hospitalização em nenhuma dessas visitas e os participantes também receberão ligações (chamadas) de segurança, para o acompanhamento caso algum evento adverso aconteça.

Este é o primeiro imunizante com a tecnologia de RNA a ter uma fase de estudos realizados no Brasil. “Em contato com o organismo, o replicon de RNA tem a capacidade de se autorreproduzir, gerando, então, o RNA mensageiro que ensina o corpo humano a produzir os anticorpos específicos e de interesse contra o SARCOV-2, ou seja, o novo coronavírus. Diante dessa plataforma tecnológica, o que a gente espera é que essa seja uma vacina de dose única, já que pequenas concentrações delas se mostraram capazes de promover uma resposta imune, robusta e duradoura”, explica a coordenadora da pesquisa, Bruna Machado.

A nova candidata à vacina faz parte de um plano de desenvolvimento global que está sendo realizado em três países: Brasil, nos Estados Unidos e Índia, em parceria do Senai Cimatec com a empresa norte-americana HDT Biocorpia e a Biofarmacêutica indiana, Gennova. Além disso, o projeto foi um dos selecionados para receber financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e até fevereiro de 2022 devem iniciar os estudos clínicos da Fase II.

Outras Vacinas Brasileiras

Outras três vacinas contra a Covid-19 foram qualificadas através de chamamento público, do Ministério da Ciência e Tecnologia, para receberem financiamento. Pesquisadores tiveram de 2 de julho até 9 de agosto para submeter os projetos que podem ter parceria internacional, mas obrigatoriamente devem ser desenvolvidos no Brasil.

O imunizante UFRJVAC, desenvolvido pela pesquisadora Leda Castilho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), deve iniciar testes em voluntários ainda em 2021. O pedido foi enviado à Anvisa no início de agosto e está em análise. “A vacina UFRJ está passando pelos últimos estágios de estudos em animais, que são os estudos que a gente chama de pré-clínicos. Se isso tudo der certo, ela deve entrar em ensaios clínicos, que são os ensaios em humanos, até o final deste ano”, conta a pesquisadora.

Leda Castilho explica que a tecnologia aplicada na UFRJVAC é utilizada também na vacina da gripe, da hepatite B e HPV, porque é facilmente aplicável a outras variantes do coronavírus e a outros vírus. “A vacina é baseada no uso de uma cópia da proteína que recobre a superfície do vírus, então, é uma proteína que a gente chama de proteína recombinante e tem outras vacinas, já há muitos anos, sendo usadas que também são baseadas nessa tecnologia. Mas para cada vírus a gente vai ter que entender e pesquisar qual é a melhor proteína viral que seria usada como componente ativo,” explica a professora.

O projeto coordenado pelo pesquisador Ricardo Tostes Gazinelli, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi outro contemplado pelo chamamento público. O estudo é desenvolvido pela Fiocruz Minas e pelo CTVacinas, que será transformado e expandido em um centro nacional de vacinas, com financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A vacina Spin-Tec UFMG também utiliza a plataforma vacinal de proteínas recombinantes e protocolou, em julho, o pedido para dar início aos testes clínicos em humanos. A fase I contará com 40 voluntários, a Fase II terá aproximadamente entre 150 e 300 voluntários, e serão realizados em indivíduos que estão vacinados com as duas doses da Coronavac. O objetivo é observar a resposta imunológica em relação à terceira dose de outro imunizante, informou a Universidade por nota.

A quarta e última proposição de vacina selecionada foi a Versmanume, da Farmacore, que iniciou as pesquisas em abril de 2020 e, dois meses depois, convidou a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FRMP- USP) para coordenar os estudos pré-clínicos, que é supervisionado pelo pesquisador Célio Lopes.  Com o método de proteína recombinante, “a tecnologia ativa especificamente vias imunológicas críticas necessárias para respostas de células e anticorpos neutralizantes”, diz nota da empresa de biotecnologia.

Administrada em duas doses, com espaço de 21 dias entre elas, o imunizante ainda não recebeu autorização da Anvisa para iniciar a testagem em humanos, que terá 360 participantes ao todo. A primeira fase é destinada a pessoas com idade entre 18 e 55 anos, e a segunda, a voluntários com idade entre 55 e 75 anos. A depender dos resultados das fases iniciais, o estudo pode avançar para a fase 3, que contará com 10 mil entes. Segundo a Farmacore, os estudos, até então, não apresentaram efeitos tóxicos em animais.

Processo para a liberação de testes clínicos

Em decorrência da pandemia da Covid-19, a Anvisa criou o Comitê de Avaliação de Estudos Clínicos, com o objetivo de dar celeridade aos pedidos de análise de medicamentos e vacinas para prevenção do coronavírus. Para protocolar a solicitação, a empresa ou universidade primeiro envia e-mail à Agência com dados da pesquisa e documentação completa do Dossiê Específico de Ensaio Clínico (DEEC) e do Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM), que são os estudos preliminares.

Feito isso, o Comitê verifica a documentação e retorna, por e-mail, questionamentos em relação aos DDCM e DEEC. As respostas são enviadas pelo requerente e, assim que o Comitê sinalizar, é permitido submeter os dossiês formalmente para o sistema. Se estiverem de acordo com as normas da Anvisa, são aprovados.  O Comitê pode solicitar, em alguns casos, reunião com o solicitante do protocolo para esclarecer as questões pendentes em relação ao estudo e a documentação. Confira abaixo o status da solicitação de testes clínicos das quatro vacinas selecionadas para o chamamento público:

O Ministério da Ciência e Tecnologia informou que o valor total do financiamento é de R$ 150 milhões, mas não especificou quanto cada projeto receberá. A data em que a verba estará disponível também não foi divulgada.

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20/09/2021 20:40h

Imunização iniciou nesta segunda (20). A expectativa é que 18 mil imunossuprimidos e 144.415 idosos recebam a dose de reforço contra a Covid-19 na capital de São Paulo

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Nesta segunda-feira (20), a capital paulista iniciou a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 em idosos com mais de 80 anos e em pessoas com alto grau de imunossupressão acima dos 18 anos. A estimativa é que 144.415 idosos e 18 mil imunossuprimidos compareçam aos pontos de vacinação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, só poderão se imunizar com a dose de reforço os idosos que completaram o esquema vacinal (segunda dose ou dose única) há mais de seis meses. Já o público imunossuprimido precisa ter tomado a segunda dose ou dose única há, pelo menos, 28 dias. 

A aplicação da dose de reforço para o atual público alvo não tem data limite para encerrar, como explica a secretária executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, Sandra Sabino. “Vamos aplicar as doses de reforço até completarmos 100% dessa população. Lembrando que tem muitas pessoas acamadas e, portanto, estamos fazendo [a vacinação] em domicílio”, diz.

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Com relação ao atendimento em domicílio, a secretaria de saúde do município explicou que a vacinação é feita pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente, assim como nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e população indígena aldeada na cidade de São Paulo. 

Sobre a fabricante da dose de reforço que está sendo aplicada, Sandra Sabino informou que a imunização está sendo realizada com a vacina disponível em estoque. “A orientação que nós temos do Programa Estadual de Imunização é para se dar com o imunizante que temos disponível. Então, nós iniciamos o processo de vacinação com a Coronavac, que era o imunizante disponível. E desde 15 de setembro nós iniciamos com a Pfizer. Então, atualmente, essa dose adicional está sendo feita com Pfizer.”

Para consultar os locais de vacinação do atual público alvo e disponibilidade de doses no município de São Paulo clique aqui

Covid-19 

De acordo com o balanço divulgado nesta segunda (20) pelo Ministério da Saúde, o Brasil soma 21.247.667 casos de Covid-19 e 590.955 mortes em decorrência da doença. Deste total, 203 foram registrados nas últimas 24 horas. 

O número de pessoas recuperadas ultrapassa 20.230.891, o que representa 95,2% do total de casos. Existem, ainda, 425.821 pessoas sob acompanhamento e 3.343 óbitos estão em investigação, que são os casos em que exames de diagnóstico são feitos após a morte do paciente.

O estado do Rio de Janeiro segue superando a média nacional com a maior taxa de letalidade do País (5,11%). Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados  

  • Rio de Janeiro – 5,11% 
  • São Paulo – 3,40%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Alagoas – 2,60%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,11%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%      

Para saber mais sobre os municípios que apresentam alta taxa de letalidade acesse o portal Brasil61.com. Nossa reportagem elaborou matérias municipalizadas sobre cada localidade.

Os números são atualizados com base no repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid. 
 

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16/09/2021 21:55h

O Sotrovimabe é um anticorpo monoclonal, que atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2, e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorização temporária de uso emergencial (AUE), em caráter experimental, do medicamento Sotrovimabe, um anticorpo monoclonal para tratamento da Covid-19. Indicado para casos leves e moderados, ele deve ser utilizado em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais (que pesem pelo menos 40 kg) e que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença.

O medicamento atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2 e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas. O diretor geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explicou sua ação. “É um anticorpo, que é fabricado em laboratório para fazer a mesma função que um anticorpo produzido naturalmente, ou seja, neutralizar o vírus. E a proposta da empresa é que esse anticorpo consiga prevenir a hospitalização e mortes”, disse. 

Os anticorpos são proteínas produzidas no organismo que ajudam o sistema imunológico a combater vírus, bactérias e câncer por meio do reconhecimento de antígenos. Com o avanço da biotecnologia, foi possível produzir em laboratório anticorpos monoclonais, ou seja, específicos para uma única região do antígeno. 

A biotecnologia farmacêutica do Sotrovimabe cria ainda uma barreira para a seleção de variantes resistentes e permite que o medicamento mantenha a atividade in vitro contra cepas mutantes do vírus. O medicamento é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias e drogarias. A dose recomendada é uma dose única de 500 mg, administrada por infusão intravenosa.

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Análise

O pedido de autorização emergencial foi protocolado em 19 de julho deste ano pela empresa GlaxoSmithKline (GSK) Brasil Ltda. A análise foi feita pela Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) e pela Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON). 

Fora do Brasil, a agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) e a agência canadense Health Canadá também já haviam autorizado o uso emergencial do medicamento. Além disso, a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) emitiu um parecer científico apoiando o uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para a Covid-19.

Outros medicamentos

Esse é o quinto medicamento autorizado no Brasil para tratamento do vírus, sendo o quarto em uso emergencial. “A Anvisa aprovou mais de cem estudos de medicamentos, vacinas e produtos biológicos, e tem acompanhado de perto todos os resultados que são gerados para que, quando um novo medicamento ou uma nova proposta terapêutica apresente o benefício maior que o risco e que possa auxiliar no enfrentamento da pandemia, possamos disponibilizar o quanto antes para a população”, destacou Gustavo Mendes.

Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com Covid-19: o antiviral Remdesivir. Já em abril, outro medicamento foi aprovado em caráter emergencial. O coquetel contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche.

Em maio, a Anvisa aprovou o uso emergencial da combinação de dois anticorpos monoclonais: o banlanivimabe e etesevimabe. Assim como o Sotrovimabe, eles são versões das defesas naturais do corpo fabricadas em laboratório, com o objetivo de combater infecções. Em agosto foi aprovado ainda o uso emergencial do regdanvimabe, que auxilia na reprodução de anticorpos que ajudam no combate a alguma doença específica, contudo o uso do medicamento não previne a doença.

Dados do Covid-19

O Brasil registrou 34.407 novos casos e 643 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última a atualização do Ministério da Saúde, em 16 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.240. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 323 mil casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,52%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,55%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Rio Grande do Sul – 3,03%
  • Alagoas – 3,00%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%                 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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15/09/2021 21:00h

Conselho Nacional de Secretários de Saúde pede suspensão da vacina em adolescentes para priorizar reforço da imunização da população idosa

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O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) enviou, na segunda-feira (13), um ofício ao Ministério da Saúde em que pede prioridade para a vacinação da terceira dose em todo País, devido ao aumento no número de casos graves entre pessoas idosas já vacinadas. O Conass também pede a suspensão da imunização de adolescentes sem comorbidades.

O documento solicita que além de idosos acima de 70 anos, a população acima de 60 anos, em especial a que vive em instituições de longa permanência e imunossuprimidos, sejam incluídos com urgência no calendário de vacinação da dose reforço, reduzindo de 6 para 5 meses o intervalo em relação à última vacina aplicada, “visando dar prioridade à estratégia de mitigação da persistência de internações e óbitos em todo o País”.

Além disso, o Conselho pede ao Ministério da Saúde autorização imediata para que os estados utilizem o esquema de vacinação heterólogo para aplicação da segunda dose, sistema permitido pela pasta até então apenas para terceira dose. O motivo seria a indisponibilidade da vacina Astrazeneca em algumas unidades federativas, impossibilitando, assim, a vacinação homóloga. Confira aqui o documento na íntegra.

O ministério informou em nota que recomenda a intercambialidade de vacinas Covid-19 apenas para grávidas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e devem completar o esquema vacinal, e também em casos excepcionais como “quando não for possível administrar a segunda dose com imunizante do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência do imunizante no País. Cabe esclarecer que não há falta de nenhum imunizante no Brasil atualmente.”

A pasta anunciou a necessidade da terceira dose em agosto, porém, informou que ainda não enviou para nenhum estado doses destinadas para este fim. Os locais que já deram início à imunização o fazem por conta própria, e isso influencia na falta de vacinas para aplicação da segunda dose. “Foi recomendado o início da vacinação da dose de reforço apenas quando 100% da população adulta, acima de 18 anos, estiver vacinada. Como ainda não foram enviados lotes para aplicação da terceira dose, a pasta não possui dados em relação a quais estados já deram início à imunização, mas acredito que, em breve, estaremos contabilizando”, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde por telefone. Em relação aos demais requerimentos feitos pelo Conass, a pasta disse que estão sob análise técnica.

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde divulgou nota nesta quarta-feira esclarecendo que o pedido de priorização à dose de reforço de todos idosos com 60 anos ou mais não exclui a vacinação da população com menos de 18 anos, mas que ela deve "priorizar neste momento aqueles com comorbidade, deficiência permanente e vulneráveis como os privados de liberdade e em situação de rua. Havendo quantitativo de doses suficientes para atender a estas prioridades, deve imediatamente ser iniciada a vacinação dos demais adolescentes”.

Terceira Dose Estados

O portal Brasil61.com apurou com as Secretarias Estaduais de Saúde a situação dos estados em relação à vacinação da 3ª dose. Confira:

As Secretarias de Saúde de Alagoas, Distrito Federal, Piauí e Rio Grande do Norte informaram por nota que ainda não deram início à vacinação da dose de reforço porque aguardam as doses enviadas pelo Governo Federal.

No Amazonas, a vacinação começou na capital nesta quarta-feira pela manhã, e os contemplados foram os idosos da Fundação de Apoio ao Idoso Doutor Thomas. A secretária Municipal de Saúde de Manaus, Shádia Fraxe, informou uma estimativa de quantas pessoas receberão a terceira dose. “Nós temos uma média de 300 idosos que vivem nessas casas de longa permanência e um público estimado, de 70 anos ou mais, de 68 mil idosos”. O estado possui 27,50% da população totalmente vacinada (com segunda dose e dose única, a depender do fabricante).

Vacinação no País

O Brasil possui 139.273.434 vacinados com a 1ª dose, que representam 65,29% da população. 75.579.345 é o número de pessoas totalmente imunizadas, 35,43% da população brasileira. O número de doses aplicadas ao todo é de 214.852.779.
Covid no Brasil

O País registrou 731 mortes nas últimas 24h e 13.406 novos casos confirmados, ao todo são 587.797 óbitos, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.108.417.

Taxa de Letalidade por Estado 

  • Rio de Janeiro - 5,54%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,22%
  • Pernambuco - 3,19%
  • Maranhão - 2,87%
  • Pará - 2,82%
  • Goiás - 2,74%
  • Alagoas - 2,59%
  • Ceará - 2,58%
  • Paraná - 2,58%
  • Minas Gerais - 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,55%
  • Mato Grosso - 2,55%
  • Rondônia - 2,46%
  • Rio Grande do Sul - 2,43%
  • Piauí - 2,19%
  • Bahia - 2,17%
  • Sergipe - 2,16%
  • Espírito Santo - 2,16%
  • Distrito Federal - 2,12%
  • Paraíba - 2,12%
  • Acre - 2,07%
  • Rio Grande do Norte - 1,99%
  • Tocantins -1,68%
  • Santa Catarina - 1,63%
  • Amapá - 1,60%
  • Roraima - 1,55%
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05/09/2021 16:00h

A cidade com cerca de 8.494 moradores apresenta letalidade de 26,67%, segundo Ministério da Saúde

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O município de Boa Vista do Gurupi, localizado no oeste maranhense, tem a maior taxa de letalidade pela Covid-19 do estado e a terceira maior do País. A cidade com cerca de 8.494 moradores, de acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta letalidade de 26,67%. O índice consta na última atualização do Ministério da Saúde, divulgada na noite de sábado (4).
 
Segundo a pasta, a população vacinável do município é composta por 5.903 pessoas. Dessas, 2.829 tomaram a primeira dose e outras 1.274 já concluíram a imunização com as duas doses ou a dose única. De acordo com o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), do DataSus, a cidade conta com um Hospital Municipal, além de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e um Posto de Saúde Militar.
 
A reportagem do portal Brasil61.com tentou contato com a prefeitura e a secretaria de Saúde de Boa Vista do Gurupi neste domingo (5) para entender os motivos que levaram a um índice de letalidade alto e como está a imunização na cidade, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.  

Serrana (SP) será o primeiro município a aplicar 3ª dose da vacina em idosos acima de 60 anos

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Balanço nacional

O Brasil registrou 21.804 casos e 692 óbitos pela Covid-19 entre sexta-feira e sábado. Ao todo, mais de 20,8 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 582.670. 
 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, ficou em 609, a menor marca desde 7 de dezembro. Em comparação à média de 14 dias atrás, houve uma queda de 20% no índice, que deve seguir esta tendência. Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 19,8 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 455 mil estão em acompanhamento. 
 
O estado do Rio de Janeiro segue superando a média nacional com a maior taxa de letalidade do país, com 5,56%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados  

Rio de Janeiro – 5,56%
São Paulo – 3,42%
Amazonas – 3,22%
Pernambuco – 3,19%
Maranhão – 2,87%
Pará – 2,82%
Goiás – 2,74%
Ceará – 2,58%
Alagoas – 2,58%
Paraná – 2,57%
Minas Gerais – 2,57%
Mato Grosso – 2,55%
Mato Grosso do Sul – 2,54%
Rondônia – 2,46%
Rio Grande do Sul – 2,43%
Piauí – 2,19%
Espírito Santo – 2,17%
Bahia – 2,17%
Sergipe – 2,16%
Distrito Federal – 2,13%
Paraíba – 2,11%
Acre – 2,06%
Rio Grande do Norte – 1,99%
Tocantins – 1,68%
Santa Catarina – 1,62%
Amapá – 1,60%
Roraima – 1,57%          
 
Entre os municípios, Janduís (RN) tem a maior taxa de letalidade do País em 70%. Em seguida vêm São Luiz do Paraitinga (SP), com 31,33%; Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), que registra 20%; e Ribeirão (PE), Paço do Lumiar (MG), cujo índice é de 16,15%.
 
Trinta e um municípios têm taxas de letalidade em 0%, ou seja, não houve nenhum óbito pela doença confirmado até o momento. Entre eles estão Taipas do Tocantins (TO), Serra Azul de Minas (MG) e Santa Filomena do Maranhão (MA).

Vacina

O Brasil ultrapassou a marca de 200 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas, informou o Ministério da Saúde. Até agora, são 134 milhões de pessoas com a primeira dose e mais 66,5 milhões com a imunização completa.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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03/09/2021 18:15h

O Projeto S, estudo pioneiro do Instituto Butantan em Serrana, fez da cidade um “laboratório epidemiológico” de vacinação em massa. Nova etapa da ação será feita após ter sido observada uma queda na proteção do público idoso

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Após vacinar quase toda a população adulta em apenas três meses, o município de Serrana, em São Paulo, será o primeiro do Brasil a aplicar a 3ª dose da vacina contra a Covid-19 em todos os residentes idosos acima de 60 anos. A partir da próxima segunda-feira (6), o público alvo receberá o reforço do imunizante Coronavac. A ação se dá por meio do Projeto S, estudo de análise de efetividade vacinal, criado pelo Instituto Butantan.

Mesmo após terem completado o esquema vacinal das duas doses – ou dose única no caso da Janssen – cientistas notaram uma queda na imunidade adquirida pelos idosos. Isso ocorre devido à imunossenescência, ou seja, o envelhecimento natural do sistema de defesa. Por conta disso, o reforço passou a ser discutido e recomendado por especialistas, principalmente após o aumento de casos de Covid-19 por conta da variante indiana Delta.

“Quanto maior a circulação viral, maior a probabilidade de o vírus sofrer mutação. Se essa mutação for benéfica para o vírus e não para nós, ele se perpetua e é assim que nasce uma nova variante”, explica a infectologista Ana Helena Germoglio. “Com pouca circulação viral, nós podemos avaliar a penetração da variante Delta nos locais com alta incidência de pessoas vacinadas”, completa.

Berenice Alves da Rocha é assistente social e moradora de Serrana. Com 63 anos recém completados, ela se sente grata por participar do Projeto S e comemora a chance de tomar o reforço da vacina.

“Ela [a vacina] tem o objetivo de garantir maiores e melhores resultados quanto à doença. Eu tenho mais de 60 anos e estou muito feliz por poder tomar a terceira dose, com certeza vai me trazer mais tranquilidade e confiança para nossa faixa etária”, diz.

Vacinação através do Projeto S em Serrana, na presença do governador de São Paulo, João Dória. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Por que Serrana?

A escolha de um município para o estudo era baseada em três critérios: precisaria ser pequeno; possuir taxa de infecção elevada para que o efeito de vacinação fosse avaliado mais rapidamente; e estar próximo ou conter um centro de pesquisa. Serrana foi escolhida por reunir os três fatores e ter números elevados de Covid-19 comparados a todos os municípios do entorno.

A imunização através do projeto teve início em fevereiro deste ano em Serrana. Em abril, a população serranense completou o esquema vacinal, alcançando uma cobertura de 97,9% em relação à primeira dose. Segundo pesquisadores do Projeto S, durante coletiva de imprensa em maio, a imunização do município com a Coronavac fez os casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações 86%, e as mortes 95%. Ali começava a se consolidar um estudo pioneiro no Brasil e no mundo.

Infectologista do Hospital Brasília, a dra. Ana Helena Germoglio destaca qual a importância de um estudo como o Projeto S para o enfrentamento da pandemia: “Esse estudo de Serrana é interessantíssimo porque ele conseguiu vacinar uma população inteira praticamente em um curto espaço de tempo. E com isso, a gente tenta chegar mais próximo de uma imunidade coletiva em pouco espaço de tempo e realmente saber se a gente vai ou não conseguir extrapolar isso na proporção do País, talvez até para o mundo inteiro. E se realmente essa imunidade coletiva é alcançável.”

Terceira dose

Segundo o Instituto Butantan, a previsão é que cerca de 5 mil idosos recebam a dose de reforço através desta nova etapa do estudo. A ação tem sido realizada nas seguintes escolas localizadas em Serrana:

  • EE Jardim das Rosas
  • EE Professora Neusa Maria do Bem
  • EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França
  • EMEF Professor Edésio Monteiro de Oliveira
  • EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello
  • EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis
  • EMEF Professora Dalzira Barros Martins
  • EMEF Jardim Dom Pedro I

Apesar da alta adesão pelos mais velhos, a imunização do público jovem também é crucial para o número de casos de idosos infectados. É o que aponta a dra. Ana Helena Germoglio:

“Todos os elegíveis à vacinação precisam estar vacinados para que todos se tornem seguros. E aí vai independer se tive duas, três ou quatro doses, enquanto tiver um que ainda não esteja protegido, todos estaremos desprotegidos.”

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Brasil

Outros municípios brasileiros também estão dando início à aplicação do reforço vacinal. Os estados de Mato Grosso do Sul e Maranhão já estão realizando o procedimento em idosos em instituições de longa permanência e acima de 70 anos. No Rio de Janeiro, o reforço começou no último dia 1° de setembro, mas para pessoas a partir de 90 anos moradores de asilos.

Já no estado de São Paulo, por uma decisão fundamentada no comitê científico do estado, a vacinação de reforço ocorre para os idosos acima de 60 anos, diferentemente da faixa dos 70 anos definida pelo Ministério da Saúde. Por último, o governo de Goiás também confirmou que fará a aplicação da terceira dose, mas ainda não forneceu maiores detalhes.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também chegou a confirmar a aplicação do reforço pelo País para meados de setembro.

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02/09/2021 10:15h

Alguns municípios anteciparam a terceira dose da vacina, prevista pelo Ministério da Saúde para o dia 15. A capital goiana começa nesta quinta-feira (2) a aplicação da dose de reforço em idosos que vivem em abrigos

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O Brasil registrou 737 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados do Ministério da Saúde reunidos no Painel Covid-19 do portal Brasil 61.com. A média móvel de mortes completou uma semana abaixo de 700, entre os melhores patamares do ano. 

Dezessete estados tiveram tendência de queda no índice que mede a mortalidade, enquanto outros sete e o Distrito Federal tiveram estabilidade. Apenas Rio de Janeiro e Sergipe mantiveram a tendência de aceleração que apresentavam há uma semana.

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Foram notificados 27.345 novos casos, com isso, o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia superou 20,8 milhões, o número de recuperados somam 19.775.873. Outros 447.192 quadros ainda estão em acompanhamento. O total de vidas perdidas chegou a 581.150. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O estado do Rio de Janeiro segue superando a média nacional com a maior taxa de letalidade do país, com 5,54%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão. 

Taxa de letalidade nos estados

  • Rio de Janeiro – 5,54%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Ceará – 2,58%
  • Alagoas – 2,58%
  • Paraná – 2,57%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Mato Grosso – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,54%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,19%
  • Espírito Santo – 2,18%
  • Bahia – 2,17%
  • Sergipe – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,13%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,62%
  • Amapá – 1,60%
  • Roraima – 1,57%

Entre os municípios,  Janduís (RN) é recorde na taxa de letalidade pela Covid-19 em 87,50%. Em seguida vem São Luiz do Paraitinga (SP) com 31,33% e Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%.  Trinta e um municípios têm taxas de letalidade em 0%, ou seja, não houve nenhum óbito pela doença confirmado até o momento. Entre eles estão Taipas do Tocantins (TO), Serra Azul de Minas (MG) e Santa Filomena do Maranhão (MA).

Vacinação

Com o avanço do número de casos da variante Delta, o Ministério da Saúde decidiu iniciar o calendário da terceira dose da vacina contra a Covid-19. A pasta definiu que o imunizante seria aplicado a partir do dia 15 de setembro, mas alguns estados e municípios anteciparam a data e já estão aplicando a terceira dose.

A capital goiana começa nesta quinta-feira (2) com a vacinação de  idosos que vivem em abrigos. No município de Luziânia, no Entorno Sul do estado, desde terça-feira (31) estão aplicando a 3ª dose em idosos acima de 70 anos, convocados por faixa etária definida pelo município, e pacientes imunodeprimidos a partir dos 18 anos.

Ao todo dez estados já têm planos para realizar a vacinação de reforço de seus cidadãos. Oito deles iniciam a campanha da terceira dose em setembro. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Maranhão, Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina.

Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal Brasil61.com/painelcovid.   

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01/09/2021 14:00h

O estado prevê iniciar a imunização contra a Covid-19 no início do mês de setembro

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Após o Ministério da Saúde confirmar, na última quarta-feira (25), a necessidade da terceira dose da vacina contra a Covid-19, estados já se mobilizam para iniciar a imunização. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou, por nota, que a vacinação começará em setembro para idosos acima de 90 anos, para idosos que vivem em asilos, e também para imunossuprimidos, ou seja, pessoas que possuem sistema imunológico com baixa atividade. O esquema de vacinação será heterólogo, o que significa que a vacina usada não será a mesma das doses anteriores, como foi recomendado pelo Ministério da Saúde.

O carioca Miguel Felice, de 94 anos, recebeu com alegria a notícia da dose de reforço. “Que venha depressa! Isso [a vacina] me traz alegria, fico feliz em saber que vou tomar outra vacina, para mim foi uma tranquilidade. Estou até emocionado, obrigado pela terceira dose.”

A cidade do Rio de Janeiro já divulgou o cronograma de vacinação que inicia no dia 1º de setembro, paralelamente à vacinação de adolescentes. Do dia 1º ao dia 10, idosos que vivem em instituições de longa permanência receberão a terceira dose, a partir do dia 13 de setembro a vacinação segue até outubro, confira abaixo os calendários:

O município de Resende saiu na frente e deu início a imunização ainda no dia 30 de agosto. Os idosos residentes do Asilo Nicolino Gulhot receberam a dose de reforço nesta segunda-feira. A Secretaria Municipal informou que a dose utilizada foi a Pfizer e aguarda a chegada novas remessas de vacinas para divulgar informações sobre os próximos grupos que serão contemplados com a terceira dose.

Terceira dose em outros estados

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a vacinação de reforço está prevista para o início do mês de setembro, mas enfatiza que o cronograma só será divulgado posteriormente porque depende da disponibilidade de doses enviadas pelo Governo Federal. “De acordo com a NOTA TÉCNICA Nº 27/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, a administração de dose de reforço de vacinas contra a Covid-19 contemplará os idosos que deverão ser imunizados 6 meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), independente do imunizante aplicado”, afirmou a pasta.

O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a vacinação seguirá o esquema heterólogo da seguinte forma, "quem tomou Coronavac seu reforço vai ser ou com Astrazeneca ou com Janssen ou com Pfizer. Quem tomou Astrazeneca o reforço poderá ser dado ou por Coronavac ou com Pfizer."

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O Rio Grande do Sul deve iniciar a nova etapa de vacinação ainda na primeira quinzena de setembro, no dia 15. O estado estima que 1 milhão de idosos acima de 70 anos, e pessoas com alto grau de imunossupressão, receberão a dose de reforço. “Estão incluídos na nova vacinação: pacientes com imunodeficiência primária grave, em quimioterapia para câncer, transplantados com uso de drogas imunossupressoras, portadores de HIV com uma contagem de células CD4 abaixo de 200 por milímetro cúbico, usuários do corticóide prednisona ou equivalente em doses acima de 20m por dia por mais de duas semanas, usuários de drogas modificadoras da resposta imune, pacientes em hemodiálise, pacientes com doenças reumatológicas, auto inflamatórias e intestinais inflamatórias graves". Detalhou a Secretaria de Saúde por nota.

Na Paraíba ainda não foi definido o início da vacinação, apenas o público-alvo, ou seja, idosos maiores de 70 anos. “A Paraíba segue rigorosamente as orientações do Programa Nacional de Imunização (PNI), por isso ainda aguardamos informações detalhadas a respeito da aplicação da dose de reforço”. Informou a Secretaria de Saúde da Paraíba.

Porque doses de vacinas diferentes?

O infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, esclarece que o intercâmbio de vacinas heterólogas é seguro e pode ser ainda mais eficaz, de acordo com estudos. “Esquemas alternativos podem se traduzir por respostas imunes mais robustas, em função de um estímulo no sistema imunológico por mais uma via diferente através dessas vacinas de plataformas diferentes”.

Em relação às reações que a vacina pode provocar, o infectologista disse que são semelhantes aos que se sente quando a imunização é feita por doses iguais e garante “não há porque temer efeitos colaterais mais importantes”.

Ele também afirma que estudos com a vacina da Pfizer e Astrazeneca não demonstraram respostas inferiores em relação aos esquemas de vacinação homólogos. “Temos a necessidade de revacinação de boa parte da população, mais imunossuprimida ou idosa, e essas vacinas de plataforma de RNA mensageiro, como a Pfizer, se mostraram mais imunogênicas, ou seja, com uma resposta imune melhor, então ela tem sido a opção para esse grupo que vai receber a dose de reforço."

Em nota publicada na última quarta-feira (25), o Ministério da Saúde afirmou que a dose reforço vale para “quem tomou qualquer vacina contra a Covid-19 no Brasil e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. Na falta desse imunizante, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou Astrazeneca”. O ministério também definiu que a dose de reforço para idosos acima de 70 anos precisa ter um intervalo de 6 meses desde a última dose (segunda dose ou dose única em casa da vacina Janssen). Para imunossuprimidos o intervalo deve ser de pelo menos 28 dias.

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