Ministério da Saúde

27/09/2021 19:40h

Campanha do Ministério da Saúde destaca que doadores de órgãos devem expressar o desejo da doação aos entes mais próximos

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Entre as mais de 2 mil famílias que perderam entes próximos em 2021, 38% recusaram a doação de órgãos. Os dados são do Ministério da Saúde, que aproveitou o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado no dia 27 de setembro, para lançar a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos. A ideia é conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

Presente na coletiva, o ministro substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, se declarou como um doador de órgãos e destacou a importância de se ter uma conversa aberta com a família sobre esse desejo:

“A legislação brasileira determina que a palavra final da doação de órgãos é da família, a campanha vem nesse sentido. Porque é importante destacar que, não basta você externar a sua vontade, é importante que a família dê o sim na hora da doação dos órgãos. Então, sim, sou doador de órgãos e já estendi essa vontade e já conversei com a minha família”, destacou Cruz.

Entre os motivos que podem levar a essa alta taxa de recusa no Brasil e no mundo são: incompreensão da morte encefálica, falta de preparo da equipe para fazer a comunicação sobre a morte e religião. As informações são de estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Atualmente, o Brasil tem o maior sistema público de saúde do mundo em números de transplantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 648 hospitais habilitados e mais de 1,6 mil equipes de profissionais especializados pelo país. Nos últimos 20 anos, mais de 412 mil transplantes foram realizados em todas as modalidades, sendo a maioria de rim, córnea e medula óssea.

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Continuidade à vida

“Deixa o mundo todo saber, deixa a vida continuar”. As palavras são cantadas pela cantora Naiara Azevedo em vídeo de divulgação da campanha.

Gabriela Gonçalves passou por um transplante de rim em 2014, após passar três anos na hemodiálise e à espera de um órgão. Para ela, o fato de ser uma transplantada não define o modo que leva a sua vida. Desde o transplante, ela encontrou na atividade física e na corrida uma forma de se manter saudável.

“O transplante é eficaz, eu sou a maior prova de que o transplante traz qualidade de vida para o paciente. Chega de gente falando do transplantado como coitadinho. Nós somos saudáveis, nós podemos dar continuidade ao transplante e manter que ele seja vivo, mas sempre com alegria”, declarou.

Gabriela ainda ressalta a importância de acabar com a polêmica sobre o assunto: “Quando tem alguém doente, a família também adoece. Mas quando o paciente recebe o transplante e recupera a saúde, a família também recupera. Cuidar do órgão transplantado é uma forma de agradecer a família e também ao doador.”

Pandemia

Apesar dos impactos da pandemia de Covid-19, o Brasil registrou menor queda na realização de transplantes de órgãos quando comparado a alguns países europeus como França, Espanha, Croácia e Portugal.

Atualmente, 53.218 pacientes aguardam por um transplante no Brasil. Entre os principais órgãos necessitados estão o rim, fígado e pâncreas. Até o momento, neste ano, foram realizados 5.626 transplantes no País, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

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Saúde
26/09/2021 17:50h

No total, 123.352 pessoas foram imunizadas nos postos da cidade

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A prefeitura da cidade do Rio de Janeiro bateu um recorde positivo na pandemia: 123.352 pessoas foram vacinadas no último sábado (25). Foram aplicadas 53.306 primeiras doses, 57.734 segundas doses e 12.312 doses de reforço. Com isso, 98,2% das pessoas acima de 12 anos foram vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19. No geral, 62,1% já estão totalmente imunizados com a segunda dose ou dose única.

 

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, comentou que a vacinação em ritmo intenso tem diminuído o número de infectados. “As pessoas, nessas últimas quatro semanas, têm ido aos postos de saúde para receber a vacina contra a Covid-19 e isso tem reduzido o número de internações, de óbitos e de casos leves da doença”, comemora.

 

Vacinação

Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, foram aplicadas 230,5 milhões de doses no Brasil, sendo 144,4 milhões de primeiras doses e 86 milhões de segundas doses e doses únicas.

 

Também foram aplicadas 26,7 mil doses adicionais em imunossuprimidos e 461,6 mil doses de reforço. No total, foram aplicadas nas últimas 24 horas, segundo o boletim, 1,18 milhão de doses.

 

Até agora foram distribuídas para as unidades da Federação 284,6 milhões de doses, sendo que 273,1 foram entregues aos estados e ao Distrito Federal há mais de sete dias e 11,5 milhões foram enviadas e estão em processo de distribuição.

 

Dados Covid-19

O Brasil registrou 15.688 novos casos e 537 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 210.145.125 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é 594.200 mil. Mais de 20.333.908 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 415.196 casos ainda estão em acompanhamento. 

 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

 

 

Taxa de letalidade nos estados

  • SP - 3,42%
  • PE - 3,18%
  • AM - 3,22%
  • MA - 2,86%
  • PA - 2,82%
  • RJ - 5,13%
  • GO - 2,72%
  • CE - 2,62%
  • AL - 2,60%
  • PR - 2,59%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,55%
  • RO - 2,46%
  • RS - 2,42%
  • PI - 2,19%
  • BA - 2,18%
  • SE - 2,16%
  • ES - 2,15%
  • DF - 2,11%
  • PB - 2,11%
  • AC - 2,09%
  • RN - 2,85%
  • TO - 1,69%
  • SC - 1,61%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,58%
  • Brasil - 2,8%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

 

 

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25/09/2021 18:02h

Será adotada nessa nova etapa a vacina da Pfizer ou, na falta dela, os imunizantes da AstraZeneca e da Janssen

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Com objetivo de ampliar a imunidade de quem está na linha de frente do combate à Covid-19, o Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (24), a inclusão dos profissionais da saúde no grupo de pessoas que vão receber a dose de reforço da vacina contra a doença. Segundo informações da pasta, essa nova etapa da imunização deve ser realizada com a vacina da Pfizer ou, na falta dela, os imunizantes da AstraZeneca e da Janssen.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), Carlos Eduardo Lula, esse reforço vai ser para todos os profissionais da área. “Essa nova dose irá contemplar, prioritariamente, todos os profissionais que estejam no exercício de sua função dentro das unidades de saúde, alcançando quem atua na rede pública estadual, municipal e particular”, explicou. 

Além disso, o grupo vai ser imunizado com a nova dose seis meses depois de o profissional ter completado o ciclo vacinal. Essa orientação do Ministério da Saúde já estava valendo para idosos acima dos 70 anos e imunossuprimidos - o que quer dizer pessoas transplantadas, com câncer e outros tipos de doenças graves. Durante a semana passada, o Ministério da Saúde distribuiu um lote de 2,2 milhões de doses para o reforço de idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos. Esse foi o público prioritário determinado pela pasta até o momento para receber o reforço na imunização.

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Em uma postagem, nas redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que com esse anúncio das doses de reforço, “essa é a maior campanha de vacinação da história do Brasil: já são quase 230 milhões de doses aplicadas. Brasil unido por uma #PátriaVacinada”, destacou.

Até o momento, o governo federal já distribuiu mais de 287 milhões de doses de vacina Covid-19. Desses, 229 milhões foram aplicadas, sendo 143,9 milhões de primeiras doses e 85,2 milhões de segundas doses ou dose única do imunizante. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, 91% da população adulta do Brasil foi vacinada com a primeira dose e 53% já tomaram as duas doses do esquema vacinal.

Dados Covid

O Brasil registrou 19.438 novos casos e 699 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, em 24 de setembro. Ao todo, mais de 210.147.125 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 593.663. Mais de 20.326.408 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 407.545 casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. São Paulo é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 3,42%. Em seguida estão Pernambuco, Amazonas e Maranhão.

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23/09/2021 12:20h

O município de Aricanduva (MG) tem conseguido manter índice zero de mortes desde o início da pandemia de Covid-19. Prefeitura diz que a meta é não perder nenhum cidadão para a doença

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Durante toda a pandemia de Covid-19, até o fechamento desta reportagem, às 16h30 do dia 22/09, Aricanduva, em Minas Gerais, não registrou nenhuma morte por decorrência do vírus. Segundo o atual Boletim Covid-19 do município, desde o dia 27/03/2020, quando o governo federal passou a registrar os casos da doença, Aricanduva teve 501 notificações, sendo 153 casos confirmados – atualmente 4 pessoas estão em isolamento domiciliar –, 149 recuperados, 14 em investigação e 334 casos suspeitos com investigação concluída que não deram positivo para Sars-Cov-2. 

O Ministério da Saúde confirmou que o município não tem nenhum óbito por Covid-19. Com uma população de 5.231 habitantes, dois postos de saúde e uma unidade de urgência e emergência para suprir as demandas da comunidade, as pessoas que se infectaram com o vírus são atendidas em uma tenda especializada para casos da doença. Caso precisem de internação ou intubação, são encaminhadas para o município vizinho de Capelinha (MG), a 25 km de Aricanduva. O secretário de saúde municipal, Felisberto Santos Oliveira, no entanto, garante que nenhum aricanduvense foi a óbito.  

“Nós tivemos a internação do prefeito e outros cidadãos, mas não tivemos nenhuma perda. Mesmo que a internação seja feita em outro município, nós conseguimos registrar por aqui. Elas entram no registro de moradores de Aricanduva”, explica Felisberto.

De acordo com o prefeito de Aricanduva, Valdeir Santos Coimbra (Republicanos), algumas estratégias foram estabelecidas para que nenhuma vida fosse perdida durante a pandemia. “Nós aderimos ao Minas Consciente, fechamos os comércios, colocamos barreiras na entrada e saída da cidade e a população ajudou bastante. Colocamos moto e som na rua [alertando sobre o risco da doença] o dia inteiro e funcionou”, relata.  

Ainda segundo o prefeito, a fiscalização foi bastante incisiva sobre aqueles que não queriam seguir as regras de segurança. “A população aceitou bem e aqueles que não quiseram aderir nós acionamos a vigilância sanitária e a polícia militar para fechar alguns comércios que desrespeitavam o decreto municipal”. 

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O plano “Minas Consciente”, citado pelo prefeito Valdeir, é uma iniciativa criada pelo Governo de Minas Gerais para que o comércio, serviços e outros setores retornem suas atividades econômicas de forma segura e gradual. O protocolo sanitário do plano reúne também orientações para empregadores, trabalhadores, turistas e para a população em geral sobre práticas adequadas ao enfrentamento da disseminação da Covid-19.

Com o andamento da vacinação e para manter o município com o índice zero de mortes, o secretário de saúde de Aricanduva detalha as estratégias atuais. “Com o retorno das aulas, conversei com a Secretaria de Educação do município e também do estado para que as normas de segurança sejam passadas. Mantemos também as orientações aos comerciantes para que usem máscara, disponibilizem álcool em gel e mantenham o distanciamento social”, explica Felisberto.

Segundo o último boletim de vacinação do município, referente ao dia 22 de setembro, 3.465 pessoas tomaram a primeira dose, 1.707 a segunda, 75 pessoas foram imunizadas com dose única e 17 idosos acima dos 70 anos com a dose de reforço. Segundo a Secretaria de Saúde de Aricanduva, a atual fase de vacinação é para adolescentes a partir dos 13 anos. 

Para saber mais detalhes sobre a Covid-19 nos municípios, acesse o portal Brasil61.com. Nossa reportagem elaborou matérias municipalizadas sobre várias localidades. E para acompanhar as informações gerais sobre a doença, acesse brasil61.com/painelcovid
 

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21/09/2021 20:12h

Pesquisadores estimaram procedimentos eletivos e de emergência que, em situação normal, aconteceriam entre março e dezembro do ano passado

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Mais de um milhão de cirurgias eletivas e emergenciais podem não ter ocorrido no Brasil em 2020 devido à pandemia da Covid-19. É o que estima uma pesquisa do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicada pela revista The Lancet Regional Health - Americas
 
Com base no número de cirurgias feitas no país de 2016 a 2020, a partir do DataSUS, do Ministério da Saúde, os pesquisadores projetaram a quantidade de procedimentos cirúrgicos esperada entre março — mês em que começou a pandemia — e dezembro do ano passado. 
 
Os pesquisadores compararam essa expectativa com os dados fornecidos pelos estados e concluíram que houve acúmulo de 1,1 milhão de cirurgias no ano passado. Dessas, 928.728 são consideradas eletivas, ou seja, não urgentes. 
 
Dário Frederico Pasche, professor de saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aponta quatro fatores que contribuíram para que tantos procedimentos se amontoassem.
 
“Sobretudo num primeiro momento, as pessoas evitaram ir ao serviço de saúde, por razões óbvias. Por outro lado, muitos serviços de saúde fecharam ou tornaram-se inviabilizados, porque alas importantes foram programadas para virarem leitos de Covid. E, por fim, em alguma medida, a gente produziu o que eu tenho chamado de “desassistência programada”, em que médicos e enfermeiros diziam às pessoas para não irem ao posto de saúde, cujos reflexos a gente sente agora nesses números”, destaca. 

Desafio para os gestores

O especialista destaca que os gestores de saúde de estados e municípios devem se programar para atender às pessoas com procedimentos represados. “É óbvio que protelar isso por mais tempo, essas [cirurgias] eletivas acabam virando, de alguma forma, de urgência. E isso deve ser objeto de avaliação de cada um dos sistemas estaduais e municipais de saúde: quem são esses pacientes que estão na fila, fazer busca ativa, e as equipes de atenção básica da saúde têm um papel estratégico”, recomenda. 

Covid-19 no Brasil

O Brasil registrou 485 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Com isso, o número de brasileiros que morreram por causa da doença chegou a 591.440. Até às 20h40 desta terça, a plataforma do Ministério da Saúde apresentava erro e não disponibilizava o número de casos confirmados no último dia. Até segunda-feira, mais de 21,2 milhões de brasileiros haviam sido infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. 
 
Ainda segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20,2 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Cerca de 425 mil estão em acompanhamento.

Vacina brasileira entra na fase testes clínicos em outubro

Dose de reforço: capital paulista inicia aplicação em idosos acima de 80 anos e imunossuprimidos

Conass pede prioridade para vacinação da 3ª dose

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,11%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados  

Rio de Janeiro – 5,11%
São Paulo – 3,41%
Amazonas – 3,22%
Pernambuco – 3,19%
Maranhão – 2,86%
Pará – 2,82%
Goiás – 2,74%
Alagoas – 2,60%
Ceará – 2,58%
Paraná – 2,58%
Minas Gerais – 2,56%
Mato Grosso do Sul – 2,56%
Mato Grosso – 2,55%
Rondônia – 2,46%
Rio Grande do Sul – 2,42%
Piauí – 2,19%
Bahia – 2,18%
Sergipe – 2,16%
Espírito Santo – 2,16%
Distrito Federal – 2,12%
Paraíba – 2,11%
Acre – 2,09%
Rio Grande do Norte – 1,99%
Tocantins – 1,68%
Santa Catarina – 1,63%
Amapá – 1,61%
Roraima – 1,58%          
 
Para saber mais sobre os municípios que apresentam alta taxa de letalidade, acesse o portal Brasil61.com. Nossa reportagem elaborou matérias municipalizadas sobre várias localidades.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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20/09/2021 20:40h

Imunização iniciou nesta segunda (20). A expectativa é que 18 mil imunossuprimidos e 144.415 idosos recebam a dose de reforço contra a Covid-19 na capital de São Paulo

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Nesta segunda-feira (20), a capital paulista iniciou a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 em idosos com mais de 80 anos e em pessoas com alto grau de imunossupressão acima dos 18 anos. A estimativa é que 144.415 idosos e 18 mil imunossuprimidos compareçam aos pontos de vacinação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, só poderão se imunizar com a dose de reforço os idosos que completaram o esquema vacinal (segunda dose ou dose única) há mais de seis meses. Já o público imunossuprimido precisa ter tomado a segunda dose ou dose única há, pelo menos, 28 dias. 

A aplicação da dose de reforço para o atual público alvo não tem data limite para encerrar, como explica a secretária executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, Sandra Sabino. “Vamos aplicar as doses de reforço até completarmos 100% dessa população. Lembrando que tem muitas pessoas acamadas e, portanto, estamos fazendo [a vacinação] em domicílio”, diz.

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Com relação ao atendimento em domicílio, a secretaria de saúde do município explicou que a vacinação é feita pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente, assim como nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e população indígena aldeada na cidade de São Paulo. 

Sobre a fabricante da dose de reforço que está sendo aplicada, Sandra Sabino informou que a imunização está sendo realizada com a vacina disponível em estoque. “A orientação que nós temos do Programa Estadual de Imunização é para se dar com o imunizante que temos disponível. Então, nós iniciamos o processo de vacinação com a Coronavac, que era o imunizante disponível. E desde 15 de setembro nós iniciamos com a Pfizer. Então, atualmente, essa dose adicional está sendo feita com Pfizer.”

Para consultar os locais de vacinação do atual público alvo e disponibilidade de doses no município de São Paulo clique aqui

Covid-19 

De acordo com o balanço divulgado nesta segunda (20) pelo Ministério da Saúde, o Brasil soma 21.247.667 casos de Covid-19 e 590.955 mortes em decorrência da doença. Deste total, 203 foram registrados nas últimas 24 horas. 

O número de pessoas recuperadas ultrapassa 20.230.891, o que representa 95,2% do total de casos. Existem, ainda, 425.821 pessoas sob acompanhamento e 3.343 óbitos estão em investigação, que são os casos em que exames de diagnóstico são feitos após a morte do paciente.

O estado do Rio de Janeiro segue superando a média nacional com a maior taxa de letalidade do País (5,11%). Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados  

  • Rio de Janeiro – 5,11% 
  • São Paulo – 3,40%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Alagoas – 2,60%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,11%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%      

Para saber mais sobre os municípios que apresentam alta taxa de letalidade acesse o portal Brasil61.com. Nossa reportagem elaborou matérias municipalizadas sobre cada localidade.

Os números são atualizados com base no repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid. 
 

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20/09/2021 18:00h

Município ficou cinco meses sem testar população para Covid-19, registrando, no período, apenas os óbitos como casos positivos. Isso fez aumentar a taxa de letalidade na cidade, que está em 16,17% de acordo com MS

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Localizado na região norte do Maranhão, Paço do Lumiar ficou cinco meses sem testar a população para casos de Covid-19. De outubro de 2020 a fevereiro de 2021, apenas os óbitos foram computados como casos positivos no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), aumentado a taxa de letalidade no município. 

Configurando na terceira posição entre todos os municípios do País, segundo dados do Ministério da Saúde, Paço do Lumiar apresenta taxa de letalidade de 16,17%. Entretanto, os números mostram diferença de 10% em relação à taxa divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, de 6%.

“No controle interno do município, a nossa taxa de letalidade configura 6%. Ficamos cerca de 5 meses sem testar e, com uma nova demanda da Organização Pan-Americana da Saúde para testagem, nós conseguimos achar novos casos positivos. Com isso, o número de casos aumentou e a nossa taxa de letalidade, proporcionalmente, diminuiu”, explica Thalles de Almeida, responsável técnico pelo e-SUS Notifica e Sistemas de Notificação COVID-19 da Secretaria Municipal de Saúde de Paço do Lumiar.

Segundo Thalles, a cidade, que tem cerca de 125 mil habitantes, recebeu 25 mil testes da Organização Pan-Americana da Saúde nesse ano e também abriu um Centro de Testagem Rápida, na Unidade de Educação Básica José Maria Ramos Martins, realizando de 100 a 110 testes por dia.

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Quando questionada sobre a divergência de dados, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, além dos novos números gerados pela testagem em massa, os boletins epidemiológicos estão passando por uma auditoria para identificar casos de duplicação. 

“Alguns pacientes fazem o que a gente chama de ‘retestagem’. Ele vai um dia e testa positivo, as vezes estão assintomáticos, aí ele é medicado e faz o tratamento. Mas aí ele volta, talvez ali no 15º dia, e testa positivo novamente [para mesma carga viral]. Esse paciente acaba indo duas vezes no sistema, pois nem o sistema do estado e nem o do Ministério da Saúde tem um filtro para notificar a duplicada”, esclarece Thalles.

De acordo com o Ministério da Saúde, o painel geral da Covid-19, disponibilizado por meio do LocalizaSUS, é composto por dados repassados pelos estados que colhem as informações particularmente com seus respectivos municípios. Assim, a plataforma apenas disponibiliza o compilado, sem controle sobre o seu preenchimento.

A expectativa é que até final deste mês os boletins do município passem por refinamentos, atualizando os dados e refazendo a taxa de letalidade. A reportagem tentou contato com a prefeitura, mas não recebeu resposta concreta sobre o assunto.

Vacinação

Cerca de 100 mil doses de vacina contra Covid-19 já foram aplicadas em Paço do Lumiar, sendo 72 mil primeira dose e 27 mil segunda dose. Outras 1.163 doses são da Janssen, vacina que é de dose única. Assim, aproximadamente 33% da população luminense está imunizada com duas doses ou dose única. 

Rafisa Diniz é modelo fotográfica e moradora de Paço do Lumiar, ela já está vacinada e acredita que as autoridades da saúde conseguiram controlar bem o número de casos no município. “Acho que o governo tomou medidas apropriadas, até então, para o controle do avanço da pandemia [no município]. A vacinação, na minha opinião, está correndo muito bem. Isso significa um avanço”, afirma.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, o município possui 17 postos de saúde e 4 pontos fixos de vacinação contra Covid-19, sendo eles:

  • Quadra Poliesportiva do IESF, no bairro Maiobão
  • Clube da Assembleia Legislativa, no bairro Maiobão
  • UEB Maria de Lourdes, na sede do município
  • Drive-thru do Shopping Pátio Norte, na MA 201

Paço do Lumiar pertence à Região Metropolitana de São Luís e junto com Raposa, São José de Ribamar, Alcântara, Santa Rita, Rosário, Bacabeira e a capital São Luís formam a chamada Grande São Luís. 

Pela taxa de letalidade calculada com dados do Ministério da Saúde, São José de Ribamar apresenta o segundo pior índice (7,85%) do grupo. Enquanto Bacabeira, munícipio que tem apenas 16 mil habitantes, configura o menor índice, com 2,51%.

Nesses municípios, a vacina Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz, foi a mais aplicada e Alcântara possui maior número de moradores imunizados com duas doses ou dose única, com índice de 81%.

Taxa de Letalidade por estado 

Maranhão apresenta taxa de letalidade de 2,87% e está na quinta posição entre todos os estados do Brasil, atrás de Pernambuco (3,19%), Amazonas (3,22%), São Paulo (3,40%) e Rio de Janeiro, que ocupa primeira posição com 5,12%. No panorama da Região Nordeste, o estado está na segunda posição do ranking.

Você pode conferir a taxa de letalidade por cada município ou estado no Painel Covid-19 do Brasil61.

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19/09/2021 16:26h

Estratégia foi lançada pelo Ministério da Saúde. Teste de antígeno dá resultado de contaminação em 15 minutos

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Municípios brasileiros deverão montar pontos de triagem em locais de grande circulação para testagem de Covid-19. Nos locais, a população será convidada a realizar um teste rápido voluntariamente. Com isso, vai ser possível identificar pessoas com e sem sintomas do vírus e promover o isolamento daqueles que forem testados positivo.

A estratégia faz parte do Plano Nacional de Expansão da Testagem para Covid-19, lançado pelo Ministério da Saúde. O objetivo é distribuir cerca de 60 milhões de testes de antígeno para todo o País até o fim de 2021. O teste em questão é capaz de detectar se a pessoa está contaminada pela Covid-19 em apenas 15 minutos.

Só em setembro serão 9 milhões de testes entregues. Nesta primeira etapa, o critério de distribuição será populacional e, em seguida, cenários epidemiológicos de cada cidade também serão considerados.

Todos os estados e Distrito Federal receberão os testes. As capitais Natal (RN), Campo Grande (MS), Macapá (AP), Porto Velho (RO), Belo Horizonte (MG) e a cidade de Foz do Iguaçu (PR) já tiveram os pontos de testagem instalados.

Em evento realizado simultaneamente em todas as regiões brasileiras, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comemorou a iniciativa.

“O vírus é o nosso único inimigo, nós estamos conseguindo vencer vacinando a população. Agora, ampliando a nossa capacidade de testagem. Todos lembram que no começo da pandemia era difícil realizar os testes, porque a infraestrutura não só do Brasil, mas do mundo todo não existia. Hoje, os nossos sistemas foram aprimorados com investimento do Ministério da Saúde para realizar testes. E a tecnologia evoluiu, agora nós temos os testes rápidos de antígenos que em 15 minutos nos dão resultados”, disse.

Como funciona?

O teste de antígeno funciona a partir de uma amostra coletada pelo swab (cotonete) nasal e chegam a 98% de eficácia. Por não necessitar de um laboratório para ser processado, o teste é de fácil manipulação e pode ficar em temperatura até 30º C. Para quem estiver com sintomas da Covid-19 e testar negativo, a recomendação é para que uma nova amostra seja coletada e enviada à um laboratório de referência, para realização do RT-PCR e confirmação do diagnóstico.

Dados Covid

Nas últimas 24 horas, o Brasil registou 150.106 novos casos e 935 óbitos de Covid-19, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 590.508. Mais de 20,2 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 359 mil casos ainda estão em acompanhamento.

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,12%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.

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17/09/2021 18:40h

Atualmente vinte e nove municípios têm taxa de letalidade em 0%. Apesar de não ser o caso da cidade, que fez parte desta lista durante muito tempo, o assessor técnico do Conasems apontou que o indicador pode não corresponder à realidade local

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Com mais de um ano e meio desde o início da pandemia, o município de Benjamin Constant do Sul, na região Norte do Rio Grande do Sul, registrou, no último fim de semana, a primeira morte pela Covid-19. Até então, a cidade com cerca de 1,9 mil habitantes estava no ranking dos municípios com taxa de letalidade em 0%.
 
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a vítima foi uma indígena de 54 anos que tinha comorbidades, como diabetes e pressão alta. Ela estava internada no Hospital Santa Terezinha, em Erechim, a 43 quilômetros de distância. A mulher veio a óbito mesmo após a imunização com as duas doses da vacina.
 
A cidade era uma das duas que ainda não tinham registros de óbito no painel da Secretaria Estadual da Saúde (SES). Com a morte notificada, Novo Tiradentes, na mesma região, passou a ser o único dos 497 municípios do estado a não ter vítimas do coronavírus.


 
O vice-prefeito e secretário municipal de saúde, Márcio Capellari, destacou que a morte foi um caso isolado e a vítima teve o quadro agravado pelas comorbidades. Segundo ele, desde o início da sua gestão, iniciada em janeiro, foram adotadas medidas especiais para o combate à pandemia. Uma delas foi o atendimento 24h na principal Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.
 
Além disso, foi adotado atendimento de forma diferenciada, com pacientes suspeitos e confirmados atendidos em alas separadas. “Casos especiais, com sintomas mais fortes, são acompanhados nas residências, como é o caso de pacientes com idade mais avançada ou com comorbidades”, disse. 
 
O município, que está localizado no território da reserva indígena de Votouro, conta com duas UBS no total, uma no centro e outra situada dentro da reserva. “Nas aldeias indígenas, as lideranças trabalham seriamente no sentido de orientar e alertar a todos. Seguindo os costumes, ainda são usadas ervas medicinais para prevenir e também para amenizar os sintomas, comando as orientações e cuidados dos médicos”, contou Capellari.

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Os números da pandemia seguem controlados na localidade, que tem apenas seis casos ativos, sendo que dois desses pacientes estão internados, mas estáveis. No total, 493 pessoas já foram infectadas pelo vírus desde o início da pandemia. Outro destaque é a cobertura vacinal: 1619 pessoas já tomaram a primeira dose e 1429 já concluíram a imunização com a segunda dose ou dose única. 

Taxa de letalidade

Atualmente, vinte e nove municípios brasileiros têm taxa de letalidade cravada em zero, de acordo com os dados do Ministério da Saúde. Apesar de não ser o caso de Benjamin Constant do Sul, que fez parte desta lista durante muito tempo, o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) Alessandro Chagas, apontou que esse indicador pode não corresponder à realidade local. 

“Em municípios muito pequenos pode ter ocorrido que não houve óbito mesmo. Mas uma coisa mais provável é que quando o quadro se agrava você vai encaminhar o cidadão para uma referência e essa referência não é município pequeno”, disse. 

De acordo com o especialista, muitas vezes os dados são olhados por ocorrência, neste caso, não aparece o município, e o correto seria avaliar por residência. Sobre possíveis erros de registro, Chagas destacou que de maneira geral são residuais, visto que o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona de maneira descentralizada. “Não acho que seja um problema de erro de registro, mas pode ser um problema de erro no sistema mesmo ou uma pesquisa equivocada.”

O painel geral da Covid-19, disponibilizado pelo Ministério da Saúde por meio do LocalizaSUS, é composto por dados repassados pelos estados que colhem as informações particularmente com seus respectivos municípios. De acordo com a pasta, a plataforma apenas disponibiliza o compilado, sem controle sobre o seu preenchimento. Neste sentido, o técnico reconheceu que os sistemas de saúde no País são arcaicos e, muitas vezes, não conversam entre si. 

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