Covid-19

24/06/2022 19:16h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (24), o podcast Giro Brasil 61 fala da quarta dose de vacina contra a Covid-19 para maiores de 40 anos e do aumento de problemas respiratórios no inverno. Além disso, as práticas sustentáveis apoiadas pelo governo, a prioridade do Brasil em relação à entrada na OCDE e a parceria do Ministério da Educação com Google e Microsoft.  

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21/06/2022 17:50h

Para o infectologista Hemerson Luz, a melhor forma de se prevenir contra essas doenças é manter a cartão de vacina e uma rotina de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada

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A data de 21 de junho marca o início do inverno no Brasil. A queda nas temperaturas percebidas ao longo da estação cria um ambiente propício ao surgimento de doenças respiratórias e alergias. O infectologista Hemerson Luz afirma que, durante esse período, devem ocorrer mais casos de gripe, de Covid-19 e de algumas alergias, por exemplo. 

“O tempo frio contribui com o aumento do número de casos de doenças infecciosas respiratórias. Isso se dá porque ocorrem alterações no trato respiratório das pessoas, que diminuem as defesas. Ocorrem também os casos de rinite, sinusite ou mesmo asma. As pessoas ficam mais propensas a ficar doentes. Além disso, elas ficam mais próximas, em ambientes fechados, fugindo desse clima frio. Por isso, ocorre maior propagação de vírus e bactérias que são transmitidos pelo ar”, explica. 

Segundo o especialista, a melhor forma de se prevenir contra essas doenças é manter o cartão de vacina em dia, sobretudo com imunização contra gripe e as doses de reforço contra Covid-19, além de outras vacinas que levam em conta o cenário epidemiológico do momento, em cada região do país. 

“Temos que pensar sempre que, uma vida equilibrada também vai melhorar o sistema imunológico. Então, a dica é manter uma alimentação balanceada, dormir pelo menos oito horas por noite e evitar estresse, tanto físico quanto emocional”, destaca Luz. 

Alergias

A chegada do tempo frio também deve ser um sinal de alerta para quem sofre com determinados tipos de alergia.  Segundo o coordenador do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Pedro Bianchi Jr., entre os pacientes mais afetados estão os que sofrem com asma e rinite. 

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Ministério da Saúde anuncia quarta dose de vacina contra Covid-19 para pessoas acima de 40 anos

O especialista destaca que, em todo o mundo, a asma acomete 10% da população, enquanto a rinite, 30%. Ele explica que, durante o inverno, surgem três fatores que levam as pessoas com problemas alérgicos a terem mais crises. 

“Primeiro, que uma das principais causas de exacerbações de asma são as infecções respiratórias, principalmente as virais. Nessa época do ano, no inverno, há uma maior circulação desses vírus entre as pessoas. Uma segunda razão, é que nessa época do ano o ar tende a ficar mais seco e frio, o que provoca irritação em uma via aérea já inflamada. E a terceira está relacionada às inversões térmicas, há um ar mais poluído”, destaca.  

Confira como algumas orientações que podem ajudar evitar doenças como gripe, além de alergias, de acordo publicação do Ministério da Saúde:

  • Devemos usar umidificador, bacia com água ou toalha molhada no quarto para diminuir o ar seco;
  • Estar sempre em ambientes arejados;
  • Evitar o tabagismo; 
  • Se hidratar bastante é primordial para evitar o ressecamento das mucosas; 
  • Lavar as roupas e os cobertores que ficaram muito tempo no armário antes de usar; 
  • Manter os cuidados contra o coronavírus (lavar sempre as mãos, uso de máscaras, distanciamento social e uso de lenços descartáveis).
     
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20/06/2022 20:10h

Quase 9 milhões de pessoas serão beneficiadas com a segunda dose de reforço, que pode ser aplicada quatro meses após a terceira dose, ou primeira dose de reforço

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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (20) a segunda dose de reforço, ou quarta dose, da vacina contra a Covid-19 para pessoas acima de 40 anos. Agora, a população dessa faixa etária pode procurar os pontos de aplicação do imunizante desde que tenha recebido a primeira dose de reforço há, pelo menos, quatro meses. 

A pasta estima que quase 9 milhões de pessoas já estão aptas no Brasil para receber esse novo esquema vacinal. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia são os estados com maior número de pessoas que já podem buscar esse reforço.

Para quem recebeu a primeira dose da vacina da Janssen, o esquema é diferente. Com as novas mudanças divulgadas pela Saúde, as pessoas acima de 18 anos que receberam esse imunizante estão aptas para receber o segundo reforço, ou seja, a terceira aplicação. Aqueles acima de 40 anos podem receber o terceiro reforço, completando então quatro doses totais aplicadas. Confira:

 

 

Cássia Rangel, diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, ressaltou durante o anúncio da ampliação como está o programa vacinal contra a Covid-19 hoje para todas as idades.

“O segundo reforço agora, a partir de hoje, está aberto para a população de 40 a 49 anos, que também vai completar até quatro doses da vacina. De 18 a 39 anos, mantém o primeiro reforço. Ainda tem uma população grande com doses em atraso em relação a esse primeiro reforço. E de 12 a 17 anos, que é a vacinação de adolescentes, continuam duas doses mais uma dose de reforço. E para a população pediátrica, de 5 a 12 anos, ainda o esquema sem nenhum reforço.”

Segundo ela, as análises técnicas da pasta deixaram claros os benefícios da vacina contra o avanço de casos graves do novo coronavírus. “A gente vê claramente que pessoas não vacinadas tiveram risco de ter Covid grave ou de morte de cerca de seis a nove vezes mais do que as pessoas vacinadas, durante os primeiros meses de 2022. De 18 até 59 anos, a gente tem uma proteção de nove vezes mais em relação àquela população que não tomou as vacinas”, disse.

Quem também ressaltou a importância de procurar os postos de vacinação foi Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do ministério. “A vacina boa é aquela que é aplicada no braço. Os trabalhos, os estudos, mostram o efeito protetor que a vacina tem nos casos de complicação, de agravamento, por Covid-19. Os estudos mostram que, independentemente do intervalo etário ao qual foi analisado, a vacina protege com relação aos casos mais graves.”

Uma das pessoas que agora já pode ter essa proteção maior é Eliana Maria de Souza, moradora do Distrito Federal. Com 49 anos, ela entrou no cronograma vacinal da população que vai receber a quarta dose. “Gostei muito do anúncio. É uma maneira da gente se proteger mais, se imunizar mais. Graças a Deus diminuiu bastante as mortes, mas tem muitas pessoas sendo contaminadas ainda. Acho que uma maneira da gente se proteger é tomando essas doses de reforço, super acredito nisso. Vou tomar, vou me proteger, vou proteger a minha família e acho que todos deveriam fazer a mesma coisa”, conta.
 

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17/06/2022 20:30h

Imunizante da Janssen é de dose única, mas doses de reforço também devem ser aplicadas nessa população

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A população brasileira que recebeu a vacina da Janssen contra a Covid-19 deve se atentar para a aplicação das próximas doses. O imunizante é de dose única, mas precisa de um reforço para ampliar a proteção. Para esclarecer possíveis dúvidas, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica detalhando o esquema para esse público.

Quem explica essa orientação é a médica infectologista Ana Helena Germoglio. “A dose de reforço é também recomendada para quem tomou a vacina da Janssen. Só que, diferente das outras, você faz apenas uma dose de reforço a mais. Idealmente, ela deve ser feita com o mesmo imunizante, ou seja, quem tomou Janssen toma dose de reforço com a Janssen. Mas pode, sim, ser feito ou com a vacina da Pfizer ou com a vacina da Astrazeneca”, diz.

O Ministério da Saúde ressalta que não há a aplicação da chamada segunda dose da Janssen. Mas quem se vacinou com esse imunizante deve tomar a dose de reforço dois meses depois da dose única. Para pessoas acima de 50 anos, há ainda mais uma imunização. Esse público deve tomar uma segunda aplicação, quatro meses depois da primeira dose de reforço. Portanto, o esquema vacinal da Jansen é:

  • Dose única inicial + dose de reforço + segunda dose de reforço (que vale para o público prioritário acima de 50 anos)

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A médica pontua que essa imunização precisa de orientações específicas, o que tem confundido algumas pessoas. “Essa questão da vacinação da Janssen sempre despertou um pouco de dúvidas, já que é uma vacina que é considerada em dose única. Uma vez que você faz uma dose, é considerado como se a pessoa já tivesse tomado duas doses das outras vacinas”, esclarece.

Davi Valdez, professor do Distrito Federal, recebeu essa vacina e buscou informações nas fontes oficiais. “Fiquei sim com dúvidas sobre a segunda dose, mas eu me informei no próprio posto, procurei na internet, procurei como era, falei com outros amigos da ciência. Se aparecer outra vacina e uma dose de reforço, eu tomo de novo”, diz. 

Segundo números do governo federal atualizados em 15 de junho, 443 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 foram aplicadas na população. Dessas, 22 milhões são da Janssen. 

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Saúde
16/06/2022 04:45h

Transferência faz parte do processo de desmobilização das unidades de terapia intensiva exclusivas para pacientes com Covid-19

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O Ministério da Saúde anunciou a transferência de mais de R$ 200 milhões para estados e municípios. O valor é destinado ao custeio das diárias de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 e são referentes ao mês de fevereiro. O repasse foi publicado em portaria do Diário Oficial da União no dia 31 de maio. 

Segundo a pasta, o repasse para os estados e municípios leva em conta a quantidade de UTIs em funcionamento no período multiplicado pelo valor da diária de cada leito, que é de R$ 1.600,00. Confira abaixo o valor para cada unidade da federação. 

Carla Pintas, professora do curso de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), explica que a transferência faz parte do processo de pagamento dos leitos voltados exclusivamente para pacientes com Covid-19, que vêm sendo desmobilizados com o arrefecimento da pandemia. 

“Essa transferência que o Ministério da Saúde fez para custear leitos de UTI Covid de estados e municípios diz respeito às diárias até fevereiro de 2022, porque desde aquele mês já começou a desmobilização dos leitos de UTI por parte das unidades hospitalares de estados e municípios”, pontua. 

Desmobilização

Durante a pandemia, o Ministério da Saúde pactuou com estados e municípios a habilitação de leitos para pacientes com Covid-19, além daqueles que já existiam no Sistema Único de Saúde (SUS). Por esses leitos, a pasta repassava o valor de R$ 1.600 pela diária aos entes federativos. 

A desmobilização dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 foi acordada pelo Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) em janeiro deste ano. No dia seguinte à reunião tripartite, o Ministério da Saúde publicou uma portaria regulamentando a medida. 

O documento previa que a pasta continuaria custeando as diárias dos leitos exclusivos para pacientes com Covid-19 até 28 de fevereiro e que as unidades seriam desautorizadas, automaticamente, a partir de março. 

Carla Pintas destaca que a decisão foi tomada em um contexto de diminuição do número de internações pela doença no país. A especialista reforça que o fim dos leitos de UTI Covid não significa que pessoas com complicações graves por causa do novo coronavírus vão ficar sem atendimento. 

“A gente não tem mais novos leitos sendo abertos. Eu não posso mais abrir novos leitos com o nome UTI Covid. Por exemplo, o Distrito Federal não tem mais leitos ativos de Covid no Hospital da Criança de Brasília. Mas isso não quer dizer que se uma criança com Covid precisar de um leito de UTI vai ficar desassistida. Vai internar no leito comum. É apenas para fins de transferência do recurso naquela rubrica orçamentária”, explica. 

Apesar da desmobilização, o Ministério da Saúde incorporou 6.500 novos leitos de UTI de forma definitiva ao SUS. Antes da pandemia, o Conasems estimava pouco mais de 24 mil leitos de UTI em todo o país, número que saltou para cerca de 30,5 mil com a incorporação. 

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08/06/2022 21:00h

Especialistas explicam que autotestes para detectar o coronavírus feitos em casa servem apenas como triagem e podem apresentar falso negativo

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Com o aumento de casos de Covid-19, cresceu também a busca na internet por informações sobre os autotestes. O mecanismo de tendência de buscas Google Trends registrou o aumento do interesse nos últimos dias.

Aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro, muitos ainda se questionam se são suficientes para detectar o Sars-Cov-2. Especialistas explicam que eles não devem ser considerados os únicos dispositivos de diagnóstico por aqueles que pensam estar infectados, principalmente por causa do falso negativo. 

O manuseio errado do teste e as condições em que são feitos também podem atrapalhar o resultado. Segundo a biomédica sanitarista especialista em microbiologia clínica, Fabiana Nunes, há risco de o teste ser mal executado.

“É uma possibilidade que o indivíduo tem de realizar o teste em casa, sem o ambiente laboratorial ou sem a presença de um profissional. Qual é a grande preocupação? É o resultado falso negativo. É o fato de a pessoa realizar o teste, não colher de forma adequada ou não executar de forma adequada. E ter um teste falso negativo significa que ela tem o Sars-CoV-2 e ela transmite o Sars-CoV-2. E não foi detectado porque o teste não foi feito de forma adequada”, destaca a especialista.

Aurineide Santos, 43 anos, doméstica, descobriu que a colega de trabalho testou positivo para Covid-19 e ficou preocupada. O autoteste, comprado em uma farmácia, foi feito por ela em casa e deu negativo, mas a moradora de Planaltina (DF) teve receio de não conseguir realizar, sozinha, os procedimentos de forma correta.

“Fiquei com medo de não conseguir. Li e reli, porque tem de ler bem direitinho as orientações. Aí depois que você faz, espera o resultado, que leva de quinze a vinte minutos. E deu tudo certo, graças a Deus”, relata Aurineide.

O infectologista Hemerson Luz explica que os autotestes foram criados para serem utilizados pelos próprios pacientes como uma maneira de desafogar um pouco a fila nos hospitais, clínicas e laboratórios, mas que não podem ser levados em conta como diagnósticos definitivos. Segundo o especialista, a maior utilização do dispositivo não deve criar problemas de subnotificação e que o correto, caso a pessoa teste positivo, é procurar ajuda de profissionais.

“São exames de triagem. Caso tenham resultado positivo, os pacientes deverão procurar um médico para fazer um exame reconhecido. Não acredito que haja problemas e subnotificação por causa do autoteste. Quando uma pessoa encontra um resultado positivo, ela certamente procurará um médico para fazer o exame que é reconhecido e comprovar junto os seus trabalhos, junto às suas escolas que devem afastados”, destaca.

Como funciona? 

O autoteste vendido nas farmácias é indicado para maiores de 15 anos que apresentem ou não os sintomas da Covid-19. O dispositivo é composto basicamente por uma placa com sensor, um cotonete específico para a coleta de secreção no nariz e um reagente,

Antes de fazer o teste, a pessoa deve higienizar bem as mãos, introduzir o cotonete na narina e rotacionar, de acordo com o manual do teste. O cotonete, então, é mergulhado no reagente, em um recipiente que acompanha a embalagem, e o passo final é pingar algumas gotas desse conteúdo no cartucho com o sensor. O resultado sai em até 20 minutos. Se o display mostrar apenas uma linha, o resultado é negativo para Covid-19. Se mostrar duas linhas, positivo.

Quando é recomendado o autoteste?

Segundo Hemerson Luz, o autoteste é apenas uma forma de triagem, portanto, deve ser utilizado por pessoas que desconfiem de uma infecção, como alguém que tenha tido contato com uma pessoa que testou positivo para Covid ou que identifique sintomas comuns da doença, como febre, tosse, dor de garganta e perda do olfato ou paladar.

Segundo a Anvisa, o autoteste não é indicado para os casos em que os sintomas apresentados são mais graves, como falta de ar. Nestes casos, o paciente deve procurar um serviço de saúde.

Também segundo a Anvisa, é preciso se certificar de que o autoteste vendido foi aprovado pela Agência. A consulta pode ser feita em uma planilha disponibilizada pela Anvisa. 

Ao todo, 32 produtos foram autorizados, sendo um deles realizado por meio da saliva e 31 com swab nasal.

A recomendação também é de que o teste seja feito entre o primeiro e sétimo dia do início dos sintomas leves. Caso a pessoa não apresente sintomas, mas esteja em dúvida por possível contato com infectados, a recomendação é fazer o autoteste a partir do quinto dia de exposição à pessoa que estava infectada com Sars-CoV-2.

Falso negativo

O reagente do autoteste detecta a proteína do Sars-CoV-2 nas secreções nasais, colhida pelo cotonete, mas há a possibilidade de o vírus ainda não ter se replicado em larga escala na pessoa infectada, gerando o falso negativo. Segundo os especialistas, também é possível que o procedimento não tenha sido realizado de forma correta ou que as condições externas não tenham sido favoráveis. Em caso de negativo, a indicação é a realização de outro autoteste nas próximas 48 horas após o primeiro.

O teste RT-PCR, realizado por profissionais e em ambientes laboratoriais, ainda é o método com menor chance de apresentar um resultado falso negativo. Caso o paciente não apresente sintomas, mas permaneça em dúvida, o RT-PCR deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia. Vale ressaltar, ainda, que entre os vacinados, a replicação viral é menor e a detecção da proteína do vírus na região nasal é mais complicada de ser feita com precisão.

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04/06/2022 17:18h

Essa nova fase da imunização também abrange profissionais da saúde, de todas as idades. Até o momento, mais de 4,5 milhões de brasileiros tomaram a segunda dose de reforço

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O Ministério da Saúde liberou a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para pessoas com 50 anos ou mais e trabalhadores da saúde, de todas as idades. A recomendação vale para quem já tomou a primeira dose de reforço há mais de quatro meses.

De acordo com a pasta, há uma necessidade de reforçar a imunização nessa faixa etária. Já no caso dos trabalhadores que estão na linha de frente dos serviços de saúde, o motivo é o maior risco de contaminação. Vale destacar que as vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca podem ser aplicadas, independentemente de qual foi a dose anterior.

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Até o momento, mais de 4,5 milhões de brasileiros tomaram a segunda dose de reforço. Agora, chegou a vez de Wilze da Silva, de 58 anos. Moradora de Brasília, ela conta que se sente feliz por saber que pode aumentar sua imunidade contra a Covid-19. 

“Para mim, vacina é uma coisa muito importante. Eu já tomei as outras doses e estava com uma expectativa muito grande para tomar esta. Fiquei muito contente. Nesta semana mesmo eu vou procurar um pouco de saúde para tomar a vacina”, comemora. 

O governo federal distribuiu, até agora, quase 500 milhões de doses para todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, isso representa a proteção de 77% da população brasileira com duas doses. Além disso, mais de 85,9 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose de reforço.
 

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03/06/2022 19:19h

Brasileiros que tomaram apenas duas doses da Janssen se perguntam sobre a necessidade de mais um reforço, principalmente com a alta de casos. Segundo o Ministério da Saúde e especialistas, as duas doses são suficientes até o momento

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Para os brasileiros entre 18 e 60 anos, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a Covid-19 com duas doses, além do reforço. Mas quem se imunizou com a vacina da Janssen, tomou uma segunda dose do imunizante e não recebeu a terceira. Com o aumento de casos da doença, muitos se perguntam se e quando um novo reforço será autorizado. 

Ana Denise de Sousa, professora da rede pública de ensino no Distrito Federal, observa que o cenário na escola onde trabalha é de temor e o sentimento é de que os profissionais estão desprotegidos.  

“A escola já está em pânico com essa situação de estarmos sem a cobertura da Janssen. Nós tivemos a primeira dose, os colegas tiveram, entre dezembro e fevereiro, a segunda dose, e o que a gente está constatando na escola é que os professores estão bem desesperados, os casos de Covid estão aumentando, tem professores contaminados, uns três colegas”, relata a professora.

Segundo informações do Ministério da Saúde, as diretrizes não mudaram. Assim, as duas doses significam esquema vacinal completo. Em nota, a pasta informou que o esquema vacinal com o imunizante da Janssen é composto pela dose única e a dose de reforço, aplicada dois meses após a primeira. 

O infectologista Hemerson Luz corrobora a informação do Ministério da Saúde e diz que, a não ser que um estudo mude o cenário atual, ainda não há necessidade de uma terceira dose da Janssen. Ele explica que a vacina é considerada um forte indutor de imunidade contra a Covid-19, protegendo contra casos graves da doença com eficácia de até 85%, após a segunda dose.

“Os dados atuais indicam que as pessoas que foram vacinadas com a primeira e segunda doses da vacina da Janssen têm uma proteção muito boa contra a Covid-19, contra as formas mais graves, por isso devem ficar tranquilos e seguir, com certeza, todas as estratégias e medidas preventivas que forem estipuladas pelas autoridades sanitárias”, ressalta o especialista.

Segundo dados do Localiza SUS, quase 20 milhões de doses da vacina da Janssen foram aplicadas durante a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Diferentemente dos imunizantes de outros laboratórios, a vacina é aplicada em apenas uma dose. E quem a tomou precisa de apenas mais uma dose de reforço, segundo as atuais orientações do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), do Ministério da Saúde.

Ainda segundo a pasta, pessoas que receberam dose de reforço com outro imunizante, que não a Janssen, também já estão com o esquema vacinal completo e não devem receber outra dose de Janssen ou de outro imunizante.

No total, mais de 435,3 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas, levando em conta todos os imunizantes disponibilizados. Até o momento,  666,9 mil mortes ocasionadas pela doença foram registradas.
 

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23/05/2022 19:20h

Em entrevista ao portal Brasil61.com, a infectologista Dra. Joana D'arc afirmou que algumas variantes do vírus produzem o chamado escape imunológico. Mesmo que pegou a doença ou tomou a vacina poderá ser novamente acometido, porém, sem maiores complicações

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Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) revelam que o Brasil pode estar passando por um novo avanço na disseminação da Covid-19. De acordo com o órgão, entre a última semana de abril e a primeira semana de maio houve uma tendência de propagação da doença no país.  

Em relação à semana anterior, entre os dias 24 de abril e primeiro de maio, foi notado um salto de 26% no número de exames realizados e de 12,9% na taxa de positividade. Na semana seguinte, de dois a oito de maio, a elevação na quantidade de testes para detecção foi para 8,4% e a taxa de positividade para 17,1%.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, a infectologista Dra. Joana D'arc, afirmou que algumas variantes do vírus produzem o chamado escape imunológico. Isso quer dizer que a pessoa que já tenha pego a doença ou tomado a vacina, terá chances de ser novamente acometida, porém, sem maiores complicações.  

Confira a entrevista

Brasil61: Por que, mesmo depois do avanço da vacinação contra Covid-19, os casos da doença continuam aumentando?

Dra. Joana Dra. Joana D'arc, infectologista: “Sabemos que algumas variantes produzem o que chamamos de escape imunológico. Então, mesmo após você ter se infectado ou ter se vacinado, você pode se infectar outras vezes. A diferença é que a gravidade, letalidade ou possibilidade de hospitalização vão ter reduzido muito, porque seu organismo responde melhor à infecção. Não impede totalmente de se infectar, mas impede de complicações.”

Brasil61: É possível afirmar que essa época do ano é propícia para Covid-19? Ou isso não é algo que temos que levar em conta?

Dra. Joana Dra. Joana D'arc, infectologista: “Em determinadas épocas do ano, principalmente quando faz frio, tendemos a aglomerar mais. Ou seja, preferimos ficar em ambientes mais fechados e a ficar mais próximos uns dos outros, até mesmo quando saímos, vamos a restaurantes ou outros ambientes. Isso predispõe a propagação de todas as doenças respiratórias, não apenas Covid-19. Também temos o caso da influenza, gripe, resfriado e outras doenças que você pode se infectar por proximidade.”

Brasil61: Casos seguidos de adoecimento por covid-19 em um curto intervalo de tempo vêm aparecendo nos últimos meses, em meio à alta de infecções provocada pela chegada da variante Ômicron. Mas, como isso acontece, se, até o ano passado, a literatura dizia que, após ter Covid-19, o corpo produzia anticorpos suficientes para proteger o indivíduo por no mínimo 90 dias? 

Dra. Joana Dra. Joana D'arc, infectologista: “Com relação a esse vírus, temos visto que alguns erros foram cometidos. Vimos em alguns estudos que muita coisa não chegou a se concretizar. O comportamento do vírus não foi o esperado. No início da pandemia achávamos que em três meses estaria tudo bem, e já estamos há mais de dois anos nesse cenário de pandemia. Com relação às novas variantes, elas são mais transmissíveis sim. O nosso organismo consegue produzir uma quantidade de anticorpos, mas não chega a ser protetora por um período prolongado. Essa titulação de anticorpos cai mais rápido que o esperado. As vacinas também não protegem tanto quanto gostaríamos em relação à durabilidade de anticorpos, e o comportamento do vírus é um pouco diferente. Ele tem a capacidade de produzir o que chamamos de escapes imunológicos. Ele vai buscando meios de driblar nossa imunidade, mesmo após a vacina. Ele busca portas onde possa penetrar, escapando dos anticorpos produzidos pelas vacinas. Isso tem feito com que, mesmo vacinados tenhamos um número acentuado de pessoas reinfectadas.”

Brasil61: Ainda mesmo após as inovações dos testes para Covid-19, eles podem testar falso positivo?

Dra. Joana Dra. Joana D'arc, infectologista: “A questão do falso positivo é algo bem raro com os testes que chamamos de padrão ouro, com o PCR. Ele capta, inclusive, fragmentos virais que não necessariamente representam uma infecção. Ou seja, ele capta bem o vírus, mas não significa necessariamente que você está doente. Às vezes, você está portando um vírus, fez o teste e deu positivo, mas não teve nenhum sintoma. Pode ter havido uma colonização transitória sem grandes repercussões para o organismo.” 

Brasil61: Novas variantes sempre podem causar reinfecção?

Dra. Joana Dra. Joana D'arc, infectologista: “Podemos ter sim as reinfecções por essas e por outras mutações. Cada vez que o microrganismo penetra em um organismo novo, em um ser humano, ele pode passar por múltiplas mutações. Algumas são bem relevantes e outras não. Por isso, dividimos em variantes de várias classificações. Essas possibilidades de mudanças são naturais. Quando o microrganismo está se adaptando, normalmente ele não deseja matar o hospedeiro, porque ele busca um mecanismo de sobrevivência. Mas, a possibilidade existe e vamos conviver com esse vírus por um longo período de tempo. Será uma doença a mais como problema de saúde pública para estarmos sempre monitorando, vendo os riscos de infecção, sazonalidade, estudar esse comportamento viral até chegarmos em uma estabilidade.”

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05/05/2022 01:25h

Respirador idealizado por médico cearense ajuda a salvar vidas na pandemia e vence prêmio de inovação

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Chamado de capacete Elmo, o respirador não invasivo idealizado pelo médico pneumo intensivista Marcelo Alcantara ajudou a salvar milhares de vidas durante a pandemia de Covid-19. O dispositivo ajuda a reduzir em 60% a necessidade de intubação em pacientes com pneumonia. 

A inovação, desenvolvida em apenas três meses, ganhou o prêmio do 9º Congresso de Inovação da CNI, promovido em São Paulo, no mês de março. O protótipo foi desenvolvido em parceria com o Instituto SENAI de Tecnologia (IST) do Ceará, universidades, secretaria de saúde estadual, fundo de financiamento de pesquisa do Ceará e uma empresa privada, a Esmaltec. 

“Expliquei que o capacete poderia servir para evitar a intubação e assim não pressionar o sistema de saúde, ao mesmo tempo que dá a chance ao paciente - que está precisando de oxigênio e tem um risco alto de ser entubado - de superar doença sem ser entubado”, lembra o médico Marcelo Alcântara. Ele teve a ideia em 2020, no início da pandemia da Covid-19 frente a um cenário de escassez de respiradores tradicionais. 

O capacete oferece oxigênio combinado com ar comprimido. As trocas gasosas são pressurizadas e controladas por válvulas e filtros. “Com isso você garante essa pressurização, que auxilia na respiração do paciente que tem pneumonia, por exemplo, a pneumonia pela Covid-19”, exemplifica o médico intensivista. 

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Dentre as opções de ventilação, o capacete é a mais confortável. Por ser transparente, permite que o paciente mantenha contato visual com o ambiente. Além disso, evita a contaminação. “Ele protege o ambiente de contaminação. Os vírus que o paciente possa eliminar tossindo, espirrando, falando ficam dentro do capacete. Com isso não contamina o ambiente, nem as pessoas que estão do lado do paciente, incluindo os profissionais de saúde que podem trabalhar com mais segurança nesse momento”, destaca Alcântara. 

O novo produto foi autorizado de forma emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que pudesse ser produzido e comercializado. O deputado federal Eduardo Bismark (PDT-CE) comemorou o reconhecimento do trabalho realizado no Ceará. “É um marco na luta de combate à pandemia. Fico orgulhoso em saber que o equipamento é cearense e fruto de pesquisa e investimento”. 

O deputado, que propôs um projeto de lei que estabelece o Marco da Inteligência Artificial, defende que é urgente que o país olhe para a tecnologia. “Pesquisa e inovação salvam vidas e colaboram com o desenvolvimento nacional”, considera. 

Segundo a Esmaltec, atualmente, quase 10 mil capacetes foram distribuídos pelo país desde o início do projeto até o mês de abril. Quase 2.400 equipamentos foram doados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Ceará e mais de 2.100 profissionais foram capacitados em todo o Brasil pela Escola de Saúde Pública do estado até março deste ano.

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