Covid-19

25/01/2022 20:00h

Em portaria assinada junto à pasta do Trabalho e Previdência, órgão atualizou normas que tratam sobre protocolo contra o novo coronavírus no ambiente de trabalho

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Uma portaria dos ministérios da Saúde e do Trabalho e Previdência publicada nesta terça-feira (25) reduz de 15 dias para 10 dias o tempo em que os trabalhadores devem ficar afastados do trabalho após testarem positivo para o novo coronavírus. Os órgãos recomendam que pessoas com contato próximo de casos confirmados de Covid-19 e os casos suspeitos da infecção também fiquem isolados pelo mesmo período. 

O texto altera uma portaria publicada em junho de 2020, que estabelece as medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do coronavírus em ambientes de trabalho. Segundo a portaria, as empresas podem diminuir o afastamento dos empregados que testaram positivo ou são suspeitos de Covid-19 para sete dias caso estejam sem febre há 24 horas, sem uso de antitérmicos, e com melhora dos sintomas. 

A redução do período de isolamento para uma semana também vale para quem for contatante de caso confirmado de Covid-19. Nessa situação, o funcionário tem que realizar o teste molecular (RT-PCR, RT-LAMP) ou teste de antígeno a partir do quinto dia após o contato, com resultado negativo. 

O infectologista Hemerson Luz diz que a decisão do Ministério da Saúde segue tendência mundial de estudos científicos que comprovaram que o período de 14 ou 15 dias de isolamento era superior ao tempo de transmissão da Covid-19. O especialista diz que os órgãos não se pautaram apenas por aspectos econômicos, forçando uma volta precipitada dos recuperados ao trabalho, mas também porque há respaldo médico. 

“Basicamente, oficializou uma observação dos médicos, dos profissionais que, com 10 dias, pacientes que estão num bom estado geral, que tiveram um quadro leve, eles não transmitem mais. O paciente assintomático, no sétimo dia, aguarda 24 horas e também já pode sair do isolamento. Isso é baseado em estudos e certamente vai melhorar bastante a questão do retorno ao trabalho, da falta de pessoas em setores essenciais ou mesmo aquele que se autossustenta voltar logo ao trabalho”, avalia. 

Vale lembrar que, recentemente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos diminuiu para cinco dias a recomendação de isolamento para assintomáticos que testaram positivo para Covid-19. Segundo Hemerson, a portaria segue tendência de redução do período necessário de afastamento, mas mantém uma sobra de dois dias. 

“Algumas instituições já estão seguindo os cinco dias, mas isso exige um exame no quinto dia do assintomático. Como não há exame para todos e essa falta de insumos para fazer exames é mundial, sete dias é uma medida interessante para liberar os os trabalhadores para voltar a essa atividade”, destaca. 

A norma também reforça que as empresas devem orientar os trabalhadores afastados a permanecerem em casa e assegurar a manutenção do salário durante a quarentena. A portaria também diz que o empregador pode adotar o teletrabalho ou trabalho remoto como medida para evitar a propagação do novo coronavírus. 

Em relação aos trabalhadores do grupo de risco, como pessoas com 60 anos ou mais ou que apresentem condições clínicas de risco para o desenvolvimento de complicações pela doença (diabetes e cardiopatias, por exemplo), a portaria diz que a empresa, a seu critério, pode aplicar o teletrabalho ou trabalho remoto. A portaria de 2020 pedia que esse regime de trabalho fosse priorizado nos casos dos trabalhadores do grupo de risco. 

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Medidas de segurança

O documento reforça medidas já conhecidas para tentar evitar a propagação do novo coronavírus no ambiente de trabalho, e pede que as empresas disponibilizem água, sabonete líquido, toalha de papel descartável, lixeira que não demande abertura manual ou álcool 70% para correta higiene das mãos. 

Segundo a portaria, deve ser mantida distância mínima de um metro entre os trabalhadores e entre estes e o público, além do uso de máscaras.

As organizações também devem prestar informações sobre formas de prevenção da Covid-19 e reforçar a necessidade de higienização correta e frequente das mãos. Além disso, os empregadores devem manter registro atualizado, junto aos órgãos de fiscalização, acerca dos trabalhadores por faixa etária; dos empregados com condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações que podem estar relacionadas a quadros mais graves da Covid-19; dos casos suspeitos, confirmados e contactantes próximos afastados por causa do novo coronavírus; e medidas tomadas para a adequação dos ambientes de trabalho para a prevenção da Covid-19.

Dono da Aritana, uma loja de utilidades em Brasília-DF, Rubem de Lima acredita que a redução do período de isolamento para quem confirmou positivo para a Covid-19 é positiva, porque traz alívio às empresas que têm sofrido com desfalques de funcionários. Com quatro empregados, ele diz que segue o protocolo sanitário na empresa, prezando pela saúde dos trabalhadores.

“Quem está resfriado ou com sintoma de gripe a empresa afasta o funcionário para fazer o teste da Covid. Eu já tive funcionária que no horário do trabalho, pedi para fazer o teste, para não contaminar o restante. Inclusive eu e minha esposa, que trabalha comigo, também já fizemos o teste”, diz. 

O empresário diz que o afastamento de funcionários nos últimos meses não se dá apenas por causa do novo coronavírus. A gripe, cujos sintomas são bem parecidos, causou baixas na equipe. “Desde o final do ano passado tive muita dificuldade com pessoas que estavam com sintomas de gripe. Eu tive uma funcionária afastada com atestado médico de uma semana devido à H3N2. Está difícil. Eu falo sobre o comércio em geral. Eu estou tendo dificuldade com isso de, como é gripe e Covid ao mesmo tempo, a gente não sabe o que é, e está desfalcando”, relata. 

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25/01/2022 13:30h

Além disso, 78% da população com 12 anos ou mais já está imunizada com duas doses ou recebeu a dose única

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O estado do Rio de Janeiro já vacinou mais de 2,7 milhões de pessoas com a dose de reforço contra a Covid-19. A dose adicional pode ser aplicada no prazo de quatro meses após a segunda imunização ou da dose única. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pede que a população busque os postos de saúde para completar o calendário vacinal.
 
“Meus amigos do Rio de Janeiro, peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado.”

O empresário Sérgio Alexandre Ferreira, de 58 anos, já está imunizado com a dose de reforço e se diz mais tranquilo, mesmo com o aparecimento de novas variantes.

“Diante da nova variante da Covid, a gente se sente mais tranquilo. A gente se sente menos vulnerável ao vírus. A gente sabe que pode pegar, mas já não se tem tanto medo porque a gente sabe que se pegar, as complicações são menores".

O Rio de Janeiro conta com 78% da população com 12 anos ou mais vacinada com duas doses ou a dose única. São mais de 13 milhões de pessoas imunizadas. Em toda a região, o número de doses aplicadas ultrapassa os 27,4 milhões. Os dados são do vacinômetro do estado e foram atualizadas no dia 20 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

 

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25/01/2022 12:00h

O estado pede para que os moradores se atentem ao cartão de vacinação e busquem as unidades de saúde

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O Espírito Santo tem cerca de 130 mil pessoas com a terceira dose da vacina contra a Covid-19 atrasada. Já o número de pessoas com a segunda dose em atraso ultrapassa os 320 mil. Completar o esquema vacinal é importante no combate à doença. O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, faz um apelo à população.  

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado".

Mara Ventura, de 39 anos, trabalha como auxiliar de serviços gerais e já garantiu as duas doses da vacina e afirma que se imunizar faz parte da vida dos brasileiros. 

"Desde criança tomamos as vacinas, não é agora que vamos nos descuidar. Trouxe a sensação de gratidão".

O Espírito Santo já aplicou mais de 6,9 milhões de vacinas contra a doença. E 2,8 milhões de moradores já receberam duas doses ou dose única contra a doença. Os dados são do vacinômetro do estado e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Complete seu esquema vacinal e fique protegido! Vá até a unidade de saúde mais próxima e tome a 2° dose ou a dose de reforço.

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25/01/2022 05:00h

Moradores do Ceará devem completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço após quatro meses

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Os moradores do Ceará que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisam completar o esquema vacinal. E quem já pode tomar a dose de reforço também deve buscar o local de vacinação mais próximo o quanto antes. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Olá, meus amigos do Ceará. Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procurem um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos aqui no estado.”

O reforço é aplicado quatro meses depois da segunda dose. O autônomo Romário Bezerra, de 29 anos, que mora no município de Quiterianópolis, conta que demorou para se vacinar, mas agora aguarda ansioso para tomar a segunda dose do imunizante.

“Tomei a primeira dose recentemente, justamente para ter minha liberdade de viajar para outros estados, ter acesso a locais particulares e públicos, além de poder confraternizar com os amigos. E pretendo tomar a segunda dose.”

Até o momento, o número de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas no Ceará ultrapassa 15 milhões. Desse total, cerca de 178 mil correspondem à dose única. Foram mais de 7 milhões de vacinas aplicadas como primeira dose e outros 6 milhões como segunda. Já as doses de reforço superam 2 milhões. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde e foram atualizados no dia 23 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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25/01/2022 04:45h

Estado conta com 83% da população vacinável imunizada. Autoridades pedem atenção aos prazos

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O número de vacinados com a terceira dose contra a Covid-19 no estado de Santa Catarina já ultrapassa 1 milhão de pessoas. A imunização é feita após quatro meses da aplicação da segunda dose da vacina. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pede que a população fique atenta aos prazos.

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

O estado conta com mais de 86,93% da população vacinada com ao menos duas doses contra a Covid-19 ou com a dose única. Uma delas é a moradora de Florianópolis Priscilla Kovacs Efigenio, de 28 anos.

"A gente que vive aqui, precisa ir no mercado, precisa ir trabalhar, pegar uma transporte público, sem dúvidas me sinto muito aliviada de ser tido o privilégio de ter sido vacinada.”

Santa Catarina já aplicou mais de 13 milhões de doses. Os dados são do vacinometro do estado e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Complete seu esquema vacinal e fique protegido! Vá até a unidade de saúde mais próxima e tome a 2° dose ou a dose de reforço.

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25/01/2022 04:30h

Todos os postos de saúde da cidade estão preparados para completar o esquema vacinal

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Cerca de 2,6 milhões de pessoas estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada no estado de São Paulo. Os postos de saúde estão preparados para receber quem ainda não completou o esquema vacinal. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esse passo é importante para vencer a pandemia.

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

Mais de 14,6 milhões de doses de reforço já foram aplicadas em todo o estado. Thyago Cezar  é advogado e não vê hora de receber a terceira dose. Morador da cidade de Bauru, ele diz que receber o imunizante foi uma alegria.

"Eu não vejo a hora de tomar a dose de reforço porque é uma oportunidade [..] de poder reencontrar as pessoas que a gente ama, poder abraçar. E a dose de reforço é uma esperança ”

O estado conta com cerca de 80,2% da população com o esquema vacinal completo. Mais de 35,9 milhões de imunizantes foram aplicados em todo o estado como segunda dose. Os dados são do vacinômetro e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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25/01/2022 04:15h

Mais de 2,4 milhões de pessoas já receberam a dose adicional do imunizante

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No Rio Grande do Sul, 86% da população maior de 12 anos já está com o esquema vacinal completo. Agora, as autoridades pedem para que a população fique atenta no prazo para receber a dose de reforço. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

Mais de 2,4 milhões de pessoas já receberam a dose adicional do imunizante no estado. Leonardo Petersen tem 25 anos e espera o prazo para comparecer ao posto de saúde. Ele já tomou as duas primeiras doses.

"Me sinto muito aliviado e feliz de ver que a ciência conseguiu avançar tão rapidamente no combate à uma pandemia global e também me sinto seguro em relação a minha família.”

O número de imunizados com ao menos duas doses ou a dose única já ultrapassa 8,2 milhões de pessoas. Os dados são do vacinômetro da cidade e foram atualizados no dia 22 de janeiro. 

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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25/01/2022 04:00h

Autoridades pedem que a população fique atenta aos prazos e que complete o esquema vacinal

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O número de vacinados no estado do Paraná já passa de 9,3 milhões de pessoas. Mas quem ainda não tomou a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisa completar o esquema vacinal. E aquelas pessoas que já podem tomar a dose de reforço também devem buscar o local de vacinação mais próximo o quanto antes. O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, ressalta a importância de se cumprir os prazos. 

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

Em todo o estado, mais de 17,8 milhões de doses foram aplicadas para proteger a população. A moradora de Curitiba Gisele Pozavski, de 34 anos, afirma que a vacina tira um pouco do medo da doença.

"Traz uma sensação de liberdade e aquela coisa que dá um quentinho no coração, um conforto que a gente vai ter uma vida normal muito em breve"

No estado, 7,5 milhões de pessoas estão com a segunda dose e 324 mil receberam a imunização em dose única. Os dados são do vacinômetro do estado e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Complete seu esquema vacinal e fique protegido! Vá até a unidade de saúde mais próxima e tome a 2° dose ou a dose de reforço.

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24/01/2022 18:05h

Moradores do DF devem completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço após quatro meses

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Os moradores do Distrito Federal que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisam completar o esquema vacinal. E quem já pode tomar a dose de reforço também deve buscar o local de vacinação mais próximo o quanto antes. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 
“Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procurem um posto de vacinação quando chegar a vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos.”

O reforço é aplicado quatro meses depois da segunda dose. Uma das contempladas com a vacina foi a atendente comercial Graziela Mendes, de 19 anos. Moradora de Brasília, ela destaca a importância da vacina

“Eu já tomei as duas doses da vacina contra a covid, aqui em casa minha irmã e meus pais também já se vacinaram, e é de extrema importância que todos se vacinem, porque é um ato de amor a você e aquele que está ao seu lado, é algo que salva vidas, que faz muita diferença.”

Até o momento, o número de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas no Distrito Federal ultrapassa 5 milhões. Desse total, cerca de 58 mil correspondem à dose única. Foram 2,3 milhões de vacinas aplicadas como primeira dose e outras 2,1 milhões como segunda. Já as doses de reforço totalizam mais de 640 mil. Os dados são da Secretaria de Saúde do DF e foram atualizados no dia 23 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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24/01/2022 04:45h

Médico defende a adoção de testes e autotestes, a telemedicina e a boa orientação aos pacientes para evitar a demanda concentrada nos postos de saúde e a circulação do coronavírus

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“É um ponto fundamental: separar a testagem do atendimento médico”, afirma o cardiologista Fabrício da Silva,  especialista em emergências clínicas que atua na linha de frente na assistência às vítimas da Covid-19, desde março de 2020. Os testes e a telemedicina seriam a alternativa para aliviar a sobrecarga nos sistemas público e privado de saúde por conta da coincidência, no Brasil, do surto de influenza com a disseminação da variante ômicron do coronavírus, altamente contagiosa, mas menos letal. 

O cardiologista Fabrício Silva se tornou um estudioso da Covid-19, publicou artigos sobre a doença e acompanha pacientes internados de perfis variados, inclusive autoridades públicas em Brasília (DF). O especialista recomenda a adoção em larga escala da testagem e do autoteste para que as pessoas contaminadas pelo coronavírus iniciem o quanto antes o isolamento. A telemedicina também serviria como solução para aliviar a busca por atendimento presencial nas redes pública ou particular. 

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Atestados e colapso no sistema de saúde

Para o médico, a exigência por atestados, para formalizar afastamentos do trabalho, agrava o risco de colapso.

“Um dos motivos da sobrecarga no serviço de saúde é a necessidade de o indivíduo apresentar um exame médico no trabalho quando apresenta sintomas gripais”, argumenta Fabrício. “Isso gera um grande impacto econômico e financeiro, que tem que ser levado em consideração, mas, mais do que isso, essa dinâmica da obrigatoriedade de apresentação do atestado médico acaba sobrecarregando ainda mais o serviço de saúde que, hoje, já se encontra saturado nas emergências.”

A crítica à burocracia vai adiante. “A gente atrelando a testagem a uma prescrição médica e a uma avaliação médica, afunila e cria um gargalo em relação à acessibilidade, sobrecarrega o serviço de saúde e faz com que aqueles indivíduos que realmente precisam de um atendimento médico emergencial tenham maior dificuldade para conseguir e isso faz com que a testagem não seja tão ampla como nós gostaríamos”, analisa o médico formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com especializações pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.

Telemedicina

A telemedicina, que prevê consultas com o uso de tecnologias digitais e que ganhou regulamentação do Conselho Federal de Medicina em setembro último, também aparece como indicação de ferramenta útil para diminuir a circulação do vírus e reduzir o risco de colapso. “O indivíduo que é positivo deveria ter um acesso precoce a informações e isso poderia ser feito por meio do teleatendimento, e não necessariamente por meio do atendimento médico”, diz o doutor Fabrício da Silva, que inclusive defende a prestação desse serviço por outros profissionais da saúde, enfermeiros e fisioterapeutas.

Com a pandemia perto de completar dois anos e as seguidas mutações do coronavírus, que ameaçam a efetividade das vacinas, o fantasma da sobrecarga no serviço de saúde se faz presente. Mas o cardiologista distingue problemas na testagem para identificação da contaminação pela Covid-19 de crise no sistema de saúde. “Isso é fato, há locais com carência de testes, mas não é necessariamente um colapso no atendimento”, explica o médico. “Na hora que conseguirmos separar e flexibilizar a forma de atendimento, as novas possibilidades vão reduzir a chance de colapso.”

Sintomas Covid-19

Feito o diagnóstico e confirmada a contaminação pela Covid-19, a preocupação quanto à correta e precisa orientação ao paciente está presente no discurso do especialista. “Sabendo dessa curva da evolução da doença, é importante que, logo na fase inicial, depois do diagnóstico, o indivíduo consiga acesso a informações, que entenda detalhes sobre o seu autocuidado, saiba quais são os sinais e sintomas de alerta”, diz Silva. O objetivo é evitar que a doença afete com gravidade os pulmões e torne a internação inevitável.

“No sexto ou sétimo dia, ele (o doente) precisa de uma avaliação médica para definição se há a necessidade de uma investigação mais a fundo, investigação com exame de imagem, tomografia para documentar que o paciente está entrando na fase da pneumonia”, comenta Silva. “Isso muda o tratamento, a abordagem clínica do paciente e faz com que a evolução, se evoluir para a pneumonia, seja mais branda.” Esse cuidado, segundo o médico, continua válido mesmo que a evolução para a forma mais grave da doença seja menos comum com a variante ômicron. “Precisamos de vigilância.”

Silva explica que a Covid-19 tem se manifestado nos pacientes em duas fases bem demarcadas. A primeira, que dura de três a cinco dias, podendo se estender a até sete dias, é o período gripal. Geralmente depois de uma semana desde o início dos sintomas, pode ocorrer a evolução para uma pneumonia causada pela contaminação com o coronavírus. E os infectados têm sofrido mais intensamente entre o décimo e o 13º dias, sempre contando da data de percepção dos primeiros incômodos.

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