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Baixar áudioEm 2026, nove dos dez feriados nacionais cairão em dias úteis. Um exemplo é o Dia do Trabalhador, em maio, que será celebrado em uma sexta-feira. Os chamados “feriadões” acendem um alerta no setor produtivo, sobretudo pelos desafios logísticos e de gestão de pessoal. Segundo o vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Márcio Luís, a indústria tende a ser o segmento mais impactado.
De acordo com o dirigente, as interrupções na jornada de trabalho resultam em perda de produtividade e exigem atenção por parte do setor produtivo para evitar a fragilização da economia.
“É importante destacar que a média da produção brasileira já é bem abaixo do que se apresenta em economias tidas como de primeiro mundo. A partir do momento que há interrupção na jornada de trabalho, essa produção com certeza também vai reduzir. Sem dúvida alguma, o segmento que mais vai sofrer são as indústrias, que dependem de escala, de uma produtividade ininterrupta”, afirma Márcio Luís.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, estima que o brasileiro terá cerca de 45 dias de folga – somando os 30 dias de férias e o período de feriados. Na avaliação dele, isso deve impactar a concorrência da indústria no mercado internacional.
“A gente concorre internacionalmente. Então, o nosso par está trabalhando, produzindo, sendo mais produtivo, e a gente está aqui com as exceções de trabalho que os feriados geram, ou o período alongado de férias”, aponta Flávio Roscoe.
Como a maioria dos feriados cairá em dias úteis, haverá maior possibilidade de emendar as folgas. Algumas datas ocorrerão em segundas ou sextas-feiras, o que pode resultar em até três dias consecutivos sem trabalho. Nesse cenário, o comércio local tende a ser prejudicado, já que parte dos trabalhadores aproveita o período para viajar. Em contrapartida, segundo Márcio Luís, os setores hoteleiro e de turismo devem ser beneficiados.
O setor produtivo, no entanto, pode enfrentar impactos ainda mais significativos em 2026, ano que também terá eleições presidenciais no Brasil e a realização da Copa do Mundo. Na avaliação de Márcio Luís, o contexto exigirá planejamento mais rigoroso por parte dos empresários.
“A complexidade aqui é que não só nós vamos ter feriados prolongados a nível nacional, como temos inúmeros feriados estaduais e municipais. Vai ser um ano também desafiador por conta de eventos esportivos, como a Copa do Mundo, bem como as eleições. Tudo isso num único ano vai exigir, por parte do setor produtivo, toda uma engenharia para conseguir manter o seu nível de produção”, aponta.
O vice-presidente da CACB ressalta a importância do diálogo entre o setor produtivo e as entidades representativas, inclusive as que representam os trabalhadores, como forma de buscar soluções que minimizem os impactos na atividade econômica.
“Sem dúvida alguma, o diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores vai ser importante, até para destacar que uma economia fragilizada é ruim para todo mundo”, diz.
Ele alerta, ainda, que os comerciantes devem ficar atentos ao planejamento e à logística. “A criação de escalas, os empreendedores também focarem na gestão do estoque, a logística – todos os fatores vão ser preponderantes para tentar amenizar o impacto que vai ocorrer por conta dessa quantidade de feriados, que nós vamos ter em 2026.”
Confira os dias em que o Brasil terá feriados em 2026:
1º de janeiro (quinta-feira) – Confraternização Universal;
Algumas associações comerciais já definiram e divulgaram seus calendários para 2026. É o caso da Associação Comercial e Industrial de Garça (ACIG), no interior de São Paulo.
Entre as principais alterações, foram incluídos dois feriados municipais: 5 de maio, data do aniversário da cidade, e 29 de junho, Dia de São Pedro, padroeiro de Garça. Nesses dias, o comércio local permanecerá fechado.
Segundo o Portal Garça Online, o calendário também prevê horários especiais de funcionamento em 8 de maio, 11 de junho, 7 de agosto, 9 de outubro e 27 de novembro, quando as lojas poderão abrir até as 22h. A medida busca atender ao aumento da demanda dos consumidores.
De acordo com o portal, a divulgação antecipada do calendário tem como objetivo facilitar o planejamento de colaboradores e consumidores ao longo do próximo ano.
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Baixar áudioA partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a Lei nº 15.270/2025, que isenta do Imposto de Renda pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil. A nova legislação também reduz as alíquotas para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, medida apresentada pelo governo como forma de corrigir a defasagem histórica da tabela do IRPF.
Para compensar a perda de arrecadação, o Brasil volta a tributar a distribuição de lucros e dividendos, encerrando quase três décadas de isenção. Desde 1996, os valores pagos pelas empresas a sócios e acionistas estavam livres de Imposto de Renda na pessoa física, sob o argumento de que o lucro já havia sido tributado na esfera empresarial. Com a nova norma, essa lógica passa a ser parcialmente revista.
A partir do próximo ano, lucros e dividendos voltam a ser tributados por meio do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Para pessoas físicas residentes no Brasil, a alíquota será de 10% sobre os valores distribuídos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais — ou R$ 600 mil por ano — por empresa. No caso de beneficiários domiciliados no exterior, a alíquota de 10% incidirá sobre os dividendos pagos ou remetidos, independentemente do valor.
Há, ainda, regras de transição. Lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecem isentos, desde que tenham sido formalmente aprovados até essa data, mesmo que a distribuição ocorra posteriormente. O objetivo é evitar a tributação retroativa de resultados acumulados sob o regime anterior.
Entidades empresariais, como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a FecomercioSP, reconhecem que a medida corrige uma distorção histórica da tabela do IRPF, mas alertam para riscos à atividade econômica. Segundo as instituições, o retorno da tributação sobre dividendos pode gerar insegurança jurídica, estimular a evasão fiscal e aumentar a litigiosidade, além de comprometer investimentos e empregos.
As entidades afirmam que, hoje, as empresas já arcam com uma carga de 34% sobre o lucro (IRPJ e CSLL), além de PIS, Cofins, ISS e ICMS. A tributação adicional sobre dividendos, segundo o manifesto divulgado, “contraria os princípios de simplicidade e transparência tributária” e coloca em risco especialmente micro, pequenas e médias empresas — responsáveis por boa parte da geração de empregos e inovação no país.
“Utilizar o aumento da carga tributária para viabilizar a medida, na nossa ótica, significa tirar competitividade das empresas brasileiras, especialmente dos pequenos negócios”, reforça o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman.
Especialistas também apontam possíveis impactos negativos sobre os investimentos produtivos, com redução da atratividade do Brasil no cenário internacional e criação de novos obstáculos ao crescimento econômico.
Na avaliação do advogado tributarista Matheus Almeida, a nova tributação tende a afetar diretamente a formação de poupança e o reinvestimento por parte da classe empreendedora, que já convive com elevada carga tributária.
“Além de onerar excessivamente aquela pessoa que já ostenta um risco próprio de empreender no nosso país, que é o risco Brasil, a carga tributária, esses 10% a mais, vão afetar a poupança e o reinvestimento, porque são 10% a menos que ficam no mercado circulando. Quem empreende, por si só, já toma riscos, já busca outros negócios para investir”, pontua.
Segundo ele, empresas capazes de distribuir mais de R$ 600 mil em dividendos por ano geralmente possuem faturamento entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, mantêm dezenas de funcionários e já suportam uma pesada cadeia de tributos na pessoa jurídica. “Sobrecarregar esse empreendedor é uma medida que, lá na frente, vai cobrar um preço muito caro. Não faz sentido onerar quem já foi onerado, para compensar uma medida que também já deveria ter sido feita.” complementa Almeida.
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Baixar áudioO Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal (STF), para impedir que dispositivos da Reforma Tributária sejam aplicados a empresas optantes do Simples Nacional. A iniciativa busca preservar a isenção do Imposto de Renda sobre a distribuição de lucros e dividendos dessas empresas — entre elas, pequenos escritórios de advocacia — e evitar a criação de uma nova tributação sobre valores já alcançados pelo regime simplificado.
A contestação tem como alvo a Lei nº 15.270/2025, que restabelece a tributação sobre lucros e dividendos no Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2026, após quase 30 anos de isenção. Embora a norma tenha como foco a tributação de altas rendas, a OAB afirma que a legislação vem sendo interpretada como aplicável também a micro e pequenas empresas, o que viola o regime jurídico do Simples Nacional e desrespeita garantias constitucionais.
Segundo a entidade, os optantes do Simples já recolhem seus tributos de forma unificada e definitiva por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), o que esgota a base econômica dos lucros distribuídos. Assim, a incidência adicional de Imposto de Renda sobre esses valores configura dupla tributação.
O texto também aponta violação a princípios constitucionais, como a isonomia tributária, a capacidade contributiva e a vedação ao confisco.
Diante da iminente entrada em vigor das novas regras, prevista para janeiro de 2026, a OAB pede a concessão de medida cautelar. Para a entidade, a falta de regulamentação específica amplia a insegurança jurídica e pode resultar em autuações fiscais, inscrições em dívida ativa, bloqueio de contas e outras sanções capazes de comprometer o funcionamento de pequenos negócios jurídicos e a prestação de serviços advocatícios, especialmente em regiões mais vulneráveis.
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Baixar áudioA Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou, entre os dias 10 e 12 de dezembro, em Salvador (BA), uma edição especial do programa Exporta Mais Brasil, dedicada exclusivamente ao fortalecimento das cooperativas brasileiras no comércio exterior.
Mais de 200 cooperativas de todos os estados brasileiros participaram do encontro, que teve como objetivo promover mecanismos de qualificação por meio do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX Agro), desenvolvido em parceria com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).
Denominado Exporta Mais Cooperativas 2025, o evento ocorreu paralelamente à 16ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária e reuniu mais de 31 compradores internacionais, provenientes de 22 países, além de parceiros institucionais e autoridades governamentais.
Para o gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Laudemir André Muller, iniciativas como essa contribuem para o fortalecimento do setor ao ampliar a visibilidade dos negócios no mercado internacional e facilitar o acesso a mercados de exportação.
“Essa é uma iniciativa para incentivar e inserir a agricultura, especialmente a agricultura familiar, na exportação. A forma de colocar os pequenos agricultores no comércio exterior é por meio das cooperativas, gerando oportunidades para esse público”, destacou.
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Durante os três dias de programação, os cooperados participaram de rodadas de negócios com compradores estrangeiros e tiveram acesso a mentorias voltadas à prática da exportação, estratégias de acesso a mercados, inteligência comercial, ferramentas de promoção internacional e alternativas de financiamento.
Estiveram presentes compradores convidados dos seguintes países: Portugal, Bélgica, França, Países Baixos, Itália, México, Canadá, Estados Unidos, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Armênia, Rússia, China, Indonésia, Peru, Chile, Argentina, Moçambique, Panamá, Israel e Índia.
O encontro apoiou cooperativas de diferentes portes e segmentos. Entre os setores contemplados estavam arroz e pulses, artesanato, cacau e chocolate, cachaça, café, castanha, doces, geleias e compotas, farinha, frutas e açaí, mel e proteína animal.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o objetivo foi ampliar a presença das cooperativas brasileiras no mercado global de forma competitiva e sustentável.
“Nosso compromisso é ampliar o alcance das cooperativas brasileiras e demonstrar como elas podem ganhar escala, agregar valor e conquistar novos mercados. O cooperativismo é fundamental para o desenvolvimento regional, a inclusão produtiva e a diversificação da pauta exportadora”, afirmou.
Durante a programação, foram abertas 250 vagas exclusivas para cooperativas em ações promovidas pela ApexBrasil, como rodadas de negócios com compradores internacionais, participação em feiras e missões comerciais a partir de 2026.
O evento também promoveu atividades voltadas ao empreendedorismo feminino, atendimentos especializados para diagnóstico da maturidade exportadora, orientações jurídicas e regulatórias, além da apresentação dos programas da ApexBrasil e apoio a estratégias de promoção internacional.
Criado em 2023, o programa Exporta Mais Brasil tem como objetivo aproximar o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país, ampliando exportações e oportunidades de negócios. A iniciativa permite que empresas de diferentes setores produtivos participem de reuniões com compradores internacionais.
Esta edição especial voltada às cooperativas foi a última do ano dentro do programa. Até o momento, o Exporta Mais Brasil já realizou 41 edições em todas as regiões do país, conectando 1.413 empresas a 441 compradores estrangeiros de 118 países. Ao todo, foram realizadas 8.387 reuniões, com expectativa de R$901,27 milhões em negócios gerados.
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Baixar áudioApós três altas consecutivas, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou queda de 0,3 ponto em dezembro. Com isso, o levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) fechou 2025 em 48 pontos, abaixo da linha 50 pontos, sinalizando falta persistente de confiança entre os empresários industriais.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, avalia que o resultado é um reflexo tanto do cenário atual quanto das perspectivas futuras. “Certamente as taxas de juros elevadas tiveram uma influência muito grande sobre essa percepção dos empresários. A própria economia brasileira também mostrando um desempenho pior ao longo do ano, isso também se refletiu tanto na avaliação das condições da própria economia brasileira, quanto na empresa”, afirma o executivo.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve fechar o ano em 2,2%, menor taxa desde 2020, ano em que estourou a pandemia do coronavírus. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, maior patamar desde 2006. Uma reversão da política restritiva da instituição, no entanto, pode fazer o cenário para 2026 mudar as expectativas da indústria.
“Isso, com o tempo, deve trazer uma melhora da expectativa do empresário. Consequentemente, uma melhora da confiança, especialmente se isso começar a se reverter na avaliação das condições correntes, se elas passarem a mostrar uma melhora na visão dos empresários tanto da economia brasileira quanto das empresas”, analisa Azevedo.
A piora do ICEI em dezembro de 2025 foi generalizada entre todos os marcadores do levantamento. O Índice de Condições Atuais caiu 0,5 ponto, de 44,3 pontos para 43,8 pontos em dezembro, retração puxada principalmente pela queda de 0,7 ponto na avaliação das condições atuais das empresas, para 46,2 pontos.
A avaliação do momento atual da economia brasileira pouco mudou, seguindo bastante negativa com 39,1 pontos, apesar da alta de 0,1 ponto.
Já as expectativas dos industriais para a economia brasileira se tornaram ainda mais negativas no mês. O marcador registrou queda de 0,4 ponto, terminando o ano em 42,9 pontos e mantendo a tendência de pessimismo no segmento. As expectativas das empresas ficaram ligeiramente menos positivas em dezembro: -0,3 ponto, saindo de 53,9 para 53,6 pontos.
Com esse resultado, o Índice de Expectativas alcançou 50 pontos em dezembro, interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas. Ao se posicionar exatamente sobre a linha divisória, o resultado indica que as expectativas dos empresários industriais para os próximos seis meses são neutras – sem perspectiva de melhora ou piora.
O levantamento contou com a contribuição de 1.120 empresas entre os dias 1º e 5 de dezembro. Desse total, 466 são companhias de pequeno porte, 412 de médio porte e 242 de grande porte.
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Baixar áudioEntre 11 e 12 de dezembro, Salvador (BA) será sede do Encontro Nacional de Cooperativas – Exporta Mais Brasil Cooperativas 2025, realizado durante a 16ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária.
O evento reunirá cooperativas de todas as regiões do país, além de compradores internacionais e autoridades. O objetivo é apresentar o potencial exportador dessas organizações e ampliar sua inserção no mercado global.
A iniciativa é coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e integra uma estratégia para fortalecer as exportações, a economia solidária e a geração de renda, além de valorizar a agricultura familiar.
O evento conta com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Governo do Estado da Bahia e de parceiros institucionais do cooperativismo nacional, reforçando a atuação articulada da ApexBrasil para expandir oportunidades internacionais para pequenos produtores.
Podem participar cooperativas dos seguintes segmentos: artesanato, cacau e chocolate, arroz e pulses, geleias, cachaça, café, castanha, doces, farinha, frutas, proteína animal e mel.
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A participação é gratuita para as cooperativas selecionadas. A ApexBrasil enviará os resultados diretamente às cooperativas selecionadas e também publicará as informações em seu site oficial. Clique aqui para mais informações.
Durante a programação, as empresas terão acesso a matchmaking internacional, com encontros de negócios com compradores de diversos países promovidos pela ApexBrasil, que atua como ponte direta entre cooperativas brasileiras e o mercado global
Haverá, ainda, trilha de aprendizagem, com capacitações sobre práticas e estratégias de exportação, além de orientação técnica sobre promoção internacional com foco na ampliação de resultados, um dos pilares do programa Exporta Mais Brasil.
Acesse a programação completa clicando aqui
A agenda inclui as seguintes atividades:
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Baixar áudioA Jornada Nacional de Inovação da Indústria se aproxima do fim do ano com perspectivas positivas. Iniciado em julho de 2025, o movimento já percorreu cidades das regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Até o primeiro semestre de 2026, ainda estão previstos encontros em municípios do Norte e do Sudeste.
A iniciativa é desenvolvida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Segundo o superintendente de Projetos de Inovação da CNI, Carlos Bork, a Jornada tem garantido contato direto com os empreendimentos de cada região, permitindo resultados mais assertivos. Para ele, trata-se de um mecanismo relevante para o desenvolvimento empresarial do país.
"Em cada um dos estados identificamos coisas fantásticas, desde o levantamento da bionatureza dos recifes até o desenvolvimento de processos para terras raras. Nesse contato com os ecossistemas de inovação, vemos que as oportunidades estão aí – basta atacarmos os grandes desafios”, destaca.
“E o que ainda não for levantado pode se tornar um desafio a ser superado, com propostas da CNI, do Congresso, do Senado e do governo para políticas que incentivem nossas empresas a serem mais criativas, competitivas e eficientes”, complementa.
No Sul do Brasil, a caravana iniciou por São Leopoldo (RS) e percorreu municípios como Porto Alegre (RS), Caxias do Sul (RS) e Passo Fundo (RS). Em Santa Catarina, esteve em Criciúma (SC), Joinville (SC) e Chapecó (SC); no Paraná, em Curitiba (PR) e Londrina (PR).
No dia 2 de outubro, especialistas, empresários e autoridades dos três estados se reuniram em Florianópolis (SC) para fazer um balanço da passagem do projeto pela região. A ideia era levantar as principais oportunidades e desafios das empresas em torno das transições ecológica e digital.
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Foram elencados dez temas de relevância e observadas quantas vezes cada um se destacou percentualmente.
Para três temas importantes (incentivo a ações sustentáveis, colaboração entre universidade, indústria e governo; e fortalecimento de gestão e políticas públicas), houve consensos acerca de superá-los, no sentido de alavancar incentivos e aprimorar políticas de inovação. O resultado obtido foi o seguinte:
Entre as empresas que foram destaque na Jornada, em meio ao circuito no Rio Grande do Sul, está a Globus Eletronics. Com sede em São Leopoldo, a companhia é líder em controladores para veículos de grande porte e soluções inteligentes para o mercado automotivo B2B.
A empresa conta com uma base de mais de 2,2 mil clientes em 45 países, mas o principal mercado está concentrado na América do Norte. As tecnologias da Globus têm aplicações para veículos comerciais, aeronaves, barcos, vans, ônibus, caminhões, motorhomes, trens, ambulâncias, veículos de resgate, militares e máquinas agrícolas e de construção.
No Centro-Oeste brasileiro, a Jornada passou pelas quatro unidades da federação. Em Mato Grosso, as apresentações foram feitas em cidades como Sinop (MT) e Cuiabá (MT). Em Goiás, a caravana passou por Rio Verde (GO), Anápolis (GO) e Goiânia (GO). Já em Mato Grosso Sul, o evento foi realizado em Campo Grande (MS). Brasília (DF) também recebeu o movimento.
De acordo com a CNI, boa parte do potencial inovador da região está ligado à agroindústria. Para se ter uma ideia, até 2027, o setor deve criar 207 mil empregos, com destaque para segmentos como agritechs, biotechs e nanotechs.
Entre 1996 e 2022, o Centro-Oeste registrou um salto de 173% no Valor de Transformação Industrial (VTI) – a maior taxa do país – impulsionado pela modernização da agricultura e pecuária.
A programação do Centro-Oeste também revelou casos de sucesso na região, como o da Nutribras Alimentos – empresa mato-grossense que começou com a suinocultura, mas evoluiu para a produção agrícola, frigorífica e geração de energia.
A partir de 2011, implantou um ciclo autossustentável de produção, incluindo biodigestores para tratamento de dejetos e geração de biogás.
Hoje, a empresa tem mais de 1,7 mil funcionários, abate 600 mil animais ao ano e exporta 10% de sua produção para América do Sul, Ásia e Leste Europeu. Também reutiliza biofertilizantes e iniciou a produção de biometano para uso veicular – incluindo o primeiro caminhão a biometano da suinocultura. O desafio atual é converter toda a produção de biogás (30 mil m³/dia) em combustível sustentável.
O Centro-Oeste também conta com desafios que, ao fim da etapa regional da Jornada, foram divididos em cinco temáticas:
O resultado mostrou equilíbrio em relação às oportunidades:
A Jornada também revelou as potencialidades do Nordeste nas transições ecológica e digital. Segundo a CNI, a região concentra 93% da capacidade eólica e 20% da capacidade solar instalada do Brasil.
O potencial eólico offshore é estimado em 700 GW, equivalente a 3,6 vezes a capacidade instalada do país.
A caravana também mostrou que o Nordeste se destaca no cenário nacional em outras áreas estratégicas:
Entre as empresas da região que se destacaram na Jornada está a Microciclo, deep tech fundada em agosto de 2019, em Natal (RN), voltada para a área de biotecnologia. A missão da companhia, é ajudar as indústrias a terem um tratamento mais sustentável para os resíduos oleosos, como explica a CEO da empresa, Carolina Minnicelli.
Segundo Carolina, iniciativas como a Jornada contribuem para o fortalecimento do empreendedorismo, pois ajudam a identificar os principais desafios e como superá-los.
“A visibilidade que esse tipo de evento gera para nossa empresa é muito importante. Mas, mais importante são os contatos que a gente faz, as conexões que a gente faz. Tomamos conhecimento dos nossos parceiros locais e nacionais, compartilhamos dificuldades e desafios que a gente vive, e possíveis soluções. Eventos como esse são essenciais para fomentar o empreendedorismo e a inovação”, avalia.
Para reduzir a carga de óleo, a empresa usa biorremediadores, que são produtos compostos por bactérias não patogênicas e degradadoras de frações do petróleo. A solução é mais econômica e ambientalmente responsável para tratamento direto dos efluentes, como também reduz a dependência de transporte dos resíduos para descarte.
A história da Microciclo começou com uma equipe multidisciplinar do laboratório de Biologia Molecular e Genômica (LBMG) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que, por 15 anos, esteve dedicada a desenvolver novas técnicas de genética ambiental, microbiologia de petróleo, biologia molecular, bioquímica e bioinformática.
Ao longo de seis anos, a companhia conquistou oito programas de aceleração/editais, R$ 800 mil de investimento e quatro prêmios, sendo três internacionais. Além disso, a empresa validou a solução com 15 diferentes tipos de resíduos.
No Nordeste, os eventos da Jornada foram realizados nas cidades baianas de Vitória da Conquista (BA) e Salvador (BA). No Piauí, a programação ocorreu em Teresina (PI) e Parnaíba (PI). No Maranhão, a caravana passou por São Luís (MA), enquanto no Rio Grande do Norte e na Paraíba, passou por Natal (RN) e João Pessoa (PB), respectivamente. Outras duas cidades que contaram com o movimento foram Aracaju (SE) e Recife (PE).
Após a passagem da Jornada por todas as regiões do país, os organizadores vão apresentar o resultado do trabalho no 11º Congresso de Inovação da Indústria, previsto para março de 2026, em São Paulo.
“A expectativa é que consigamos trabalhar projetos estruturantes a partir dos insumos que saíram da Jornada por estados e regiões e deixar um legado real da Jornada. Além dos aprendizados e conexões, teremos uma plataforma digital que vai reunir soluções, desafios e oportunidades identificadas ao longo do percurso”, projeta a analista de desenvolvimento industrial da CNI, Marilene Castro.
O objetivo da Jornada é promover a articulação do ecossistema de inovação em torno dos temas inteligência artificial, economia circular, transição energética e deep techs.
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Baixar áudioEmpresas brasileiras dos mais variados setores foram reconhecidas pela relevância da atuação no mercado global ao conquistarem o Prêmio ApexBrasil-Exame: Melhores dos Negócios Internacionais 2025. Ao todo, 19 categorias foram analisadas.
O evento, realizado no Teatro B32, em São Paulo, contou com a presença de empresários, gestores públicos e investidores. A celebração foi realizada na quarta-feira (3) e organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Revista Exame.
Além de reunir lideranças empresariais e especialistas em comércio exterior, o evento também contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que enalteceu o trabalho desempenhado pelos empreendedores.
“Nós tivemos mais de 350 empresas inscritas, graças também a essa sinergia criada com quem trabalha, com as empresas, com os empreendedores, com o Brasil voltando a ter protagonismo no mundo. A ApexBrasil talvez seja a métrica de que as coisas aconteceram. A Apex nunca trabalhou com 20 mil empresas por ano. Ano passado alcançamos, mas este ano, antes do ano terminar, já temos quase 21 mil empresas apoiadas”, pontuou.
De acordo com a ApexBrasil, a premiação concentrou iniciativas nacionais com elevado grau de maturidade institucional, arquitetura técnica robusta e impacto mensurável sobre a inserção global dos setores representados.
Entre as companhias premiadas, está a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), que conquistou o Prêmio na categoria Destaque Projeto Setorial Agro. A diretora de Relações Internacionais e Comunicação da UNEM, Andréa Veríssimo, agradeceu pelo reconhecimento e afirmou que a premiação é um incentivo à manutenção do trabalho feito pela companhia.
“A recente continuidade da nossa parceria com a ApexBrasil, agora com um investimento 40% maior, evidencia o quanto a agência valoriza a relevância desse setor para a segurança energética e alimentar do Brasil e do mundo. Esse novo ciclo abre perspectivas de desenvolvimento contínuo para um segmento em plena expansão, que já contribui de forma significativa para a bioeconomia brasileira”, destacou.
A categoria Destaque Projeto Setorial Agro é exclusiva para entidades setoriais e reuniu projetos voltados à promoção comercial, construção de reputação internacional e abertura de mercados para o agronegócio brasileiro.
A trajetória que levou à conquista do prêmio pela UNEM parte da assinatura, em 2023, de um convênio de lançamento do Projeto Setorial de Promoção das Exportações de Farelo de Milho DDG/DDGS – 2023-2025.
O intuito dessa parceria era promover o farelo de milho, chamado de “Brazilian Distillers Grains” no exterior. Trata-se de um coproduto da cadeia de etanol de milho e componente com valor nutricional da alimentação animal.
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Por meio do convênio, foi possível estruturar ações para ampliar as exportações, com o alcance de 27 mercados importadores de DDG/DDGS. Entre 2017 e 2024, o valor das exportações aumentou de aproximadamente US$3,5 milhões para mais de US$190 milhões.
Em novembro de 2025, a ApexBrasil inaugurou um novo escritório em Cuiabá (MT). No evento de inauguração, foi formalizada a renovação do convênio com a UNEM como parte de um pacote de acordos que somaram R$42,62 milhões.
O acordo também integra a Associação Brasileira dos Produtos de Algodão (ABRAPA) e o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE). O valor será aplicado na promoção de exportações e inteligência de mercado para cadeias estratégicas do agronegócio.
Durante o evento, ainda foi destacada uma Menção Honrosa a outras duas empresas. A InputPost recebeu o reconhecimento pela promoção da diversidade racial nos negócios internacionais. Já a Lotus foi premiada pela excelência de concepção e implementação do projeto Lotus 903, premiado pelo Iconis Awards 2025 e German Design Awards 2025.
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Baixar áudioA partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas brasileiras, independentemente do porte ou da região, deverão usar o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como canal exclusivo de comunicação com a Receita Federal.
Com a mudança, toda notificação, intimação ou aviso fiscal passará a ser enviada eletronicamente pela Caixa Postal do portal e-CAC. A leitura da mensagem será considerada como ciência oficial da comunicação. Mesmo que a empresa não acesse a Caixa Postal, os prazos legais começarão a contar a partir do envio, o que pode gerar penalidades em caso de desatenção.
A mudança está respaldada pela Lei Complementar 214/2025, no âmbito da reforma tributária do consumo (RTC), e regulamentada pelo Decreto 70.235/1972.
Empresários e escritórios contábeis precisam estar atentos desde já para evitar surpresas, afinal, a omissão no acompanhamento da DTE poderá resultar em multas ou outros prejuízos fiscais.
As informações são da Receita Federal.
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Baixar áudioA Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) vai realizar, no dia 3 de dezembro, a entrega do Prêmio ApexBrasil–Exame: Melhores dos Negócios Internacionais 2025. A cerimônia será realizada no Teatro B32, em São Paulo, às 18h.
O evento vai contar com a presença de líderes empresariais, especialistas em comércio internacional e autoridades. Esta será a segunda edição da iniciativa, que premia em reconhecimento às companhias e instituições que fortalecem a presença do Brasil no mercado internacional.
Durante a cerimônia, serão reconhecidas as empresas nacionais e os investidores estrangeiros que se destacaram ao longo de 2025. Ao todo, foram 352 inscritos, distribuídos em 18 categorias diferentes.
Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, o momento será de valorização do talento, da inovação e do compromisso com o desenvolvimento sustentável do país.
“Este ano, tivemos mais de 350 inscrições de empresas que fazem o comércio exterior acontecer no Brasil. Esse número é 70% maior do que as inscrições que a gente teve no ano passado. Mostra como a gente tem um número cada vez maior de empresas batalhando, conquistando o mundo e levando a imagem e os produtos brasileiros para o mundo todo”, pontua.
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O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destaca que o prêmio vai além de uma celebração de resultados, pois permite a criação de um espaço de diálogo, que promove um esforço coletivo de empresas que acreditam no potencial global do Brasil.
“O que nos interessa aqui é premiar aqueles que se destacaram, criando uma marca nova para quem trabalha com o comércio exterior no Brasil, de poder participar de um reconhecimento pela luta dos seus colaboradores, pela disputa que fazem tentando levar o nome do Brasil, os produtos brasileiros para o mundo”, afirma.
De acordo com a ApexBrasil, a cerimônia promove uma oportunidade única de conexão entre empresários, startups, investidores, cooperativas, entidades setoriais e gestores públicos, interessados em ampliar parcerias e explorar novas oportunidades no mercado internacional.
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