Educação

25/06/2022 17:20h

Inep lança relatório bienal com dados para monitorar cumprimento do PNE. Relatório subsidia políticas públicas na área

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançou um relatório para avaliar o cumprimento de 20 metas pedagógicas no país. O Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE) é voltado para gestores municipais, estaduais e federais, permitindo uma visão detalhada sobre as tendências de cada uma das metas estabelecidas em lei.

O documento é bienal, e a última edição foi divulgada pelo Inep na última sexta-feira (24). “O Instituto cumpre mais uma missão institucional com a publicação de estudo que subsidia o cumprimento dos objetivos estabelecidos no plano nacional de educação, o PNE. Somos responsáveis pela publicação de relatórios bienais, além de dar transparência ao processo de evolução do cumprimento das metas, por meio do painel de monitoramento”, explicou Danilo Dupas Ribeiro, presidente do Inep.

O relatório detalha as metodologias de cálculo e os resultados de 56 indicadores de todas etapas e modalidades da educação brasileira. “Eles reúnem dados e informações para cada uma das 20 metas e monitoram a execução dos objetivos estabelecidos no plano”, levanta.

Retrocesso na educação infantil 

Entre as informações da educação básica, por exemplo, o documento traz que a crise causada pela pandemia de Covid-19 fez o Brasil retroceder na cobertura educacional da população de 6 a 14 anos de idade, passando de 98% em 2020 para 95,9% em 2021, “o que representa um recuo de cerca de dez anos no indicador, visto que, para 2011, ele foi estimado em 96,1%”, como aponta o texto.

Sobre a educação de jovens e adultos, o relatório aponta uma elevação da escolaridade média da população de 18 a 29 anos de idade. Esse índice tem passado por ampliação ao longo das análises, de 10,8 anos em 2013, para 11,5 em 2019 e chegando a 11,7 anos em 2021. 

Para Luís Filipe de Miranda, diretor de Estudos Educacionais do Inep, dados concretos como esse, analisados sob a ótica das metas estabelecidas no PNE, permitem o avanço da educação pública de qualidade.

“O relatório do Plano Nacional de Educação é de extrema importância para os gestores educacionais, tanto nas esferas federal, estadual e municipal, por permitir o monitoramento das metas do plano por meio de um conjunto de 56 indicadores, construídos utilizando metodologias robustas a partir de bases de dados consolidados. Isso garante aos gestores educacionais um panorama evidenciado da realidade dos desafios que ainda possuem a frente para continuar buscando o alcance das metas do PNE em suas respectivas regiões e no país”, ressalta.

O Plano Nacional de Educação estabelece 20 metas a serem atingidas em dez anos a partir da instituição, em 2014. Esses 56 indicadores mostram um panorama atual da taxa de cumprimento das metas. Segundo o Inep, “os objetivos são direcionados à garantia do direito à educação com qualidade, assegurando o acesso, a universalidade do ensino obrigatório e a ampliação das oportunidades educacionais”. 

O documento ainda traz objetivos voltados para a redução das desigualdades, promoção da diversidade, valorização dos profissionais da educação e ampliação do investimento em educação.
 

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24/06/2022 19:16h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (24), o podcast Giro Brasil 61 fala da quarta dose de vacina contra a Covid-19 para maiores de 40 anos e do aumento de problemas respiratórios no inverno. Além disso, as práticas sustentáveis apoiadas pelo governo, a prioridade do Brasil em relação à entrada na OCDE e a parceria do Ministério da Educação com Google e Microsoft.  

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23/06/2022 04:30h

Alunos e professores terão acesso gratuito a ferramentas educacionais das duas empresas. Censo Escolar de 2021 aponta que ensino básico ainda tem deficiências na área tecnológica

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O Ministério da Educação (MEC) anunciou parcerias com o Google e com a Microsoft. Alunos e professores da educação básica no país poderão acessar ferramentas das empresas voltadas à educação e compartilhamento de conhecimento e informações de maneira gratuita. Os acordos fechados fazem parte de um programa para recuperação das aprendizagens na Educação Básica, área que passou por grandes dificuldades durante a pandemia da Covid-19. 

Segundo dados coletados pelo Inep para a elaboração do Censo Escolar 2021, 99,3% das escolas no país, tanto públicas quanto particulares, tiveram de suspender as aulas presenciais. Na rede pública, apenas 5% das escolas conseguiram retornar às atividades presenciais, índice que foi bem mais alto nas escolas privadas, com 29% retomando as atividades in loco. Em relação às estratégias digitais para tentar manter as atividades letivas, 88% das escolas públicas adotaram reuniões virtuais para planejar e monitorar as atividades, mas o número de escolas públicas que fizeram uso das plataformas do Google ou da Microsoft cai para 31% e 35%, respectivamente. Os meios mais usados foram WhatsApp, Zoom e semelhantes, adotados por 85% das escolas da rede pública.

O acordo com o Google permite que quatro plataformas voltadas à educação possam ser usadas, incluindo um pacote de ferramentas com planos de aulas e atividades. A parceria com a Microsoft, por sua vez, permite o acesso gratuito ao pacote de programas disponíveis on-line. 

O professor pesquisador Instituto Expert Brasil, Afonso Galvão, apontou que a ampliação do acesso a essas ferramentas é, de fato, desejável, mas o problema que antecede a implantação desse tipo de solução é de ordem material. 

“Há um problema aí que é de ordem material e anterior. As escolas precisam de acesso à internet, de acesso de qualidade à internet. Os estudantes precisam de acesso à internet e precisam também de instrumentos, né, capazes de prover esse acesso. De celulares, de notebooks, de tablets, de instrumentos capazes desse acesso”, afirmou. 

Sisu: já está liberada a consulta às vagas oferecidas pelas instituições públicas no segundo semestre

Aplicativo auxilia jovens a escolher a profissão

O ministro da Educação, Victor Godoy, reconheceu que há dificuldade no acesso a essas tecnologias e a dispositivos digitais pelos alunos mais vulneráveis da rede pública de educação e disse que o problema precisa ser enfrentado em conjunto com estados e municípios. O Censo Escolar de 2021, mostra que a região Norte do país tem menos escolas com internet disponível. A proporção é inferior a 60% das escolas com conectividade nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Roraima e Amapá. Os percentuais variam entre 70% e 100% nas demais regiões do país.

"Qualquer desafio de infraestrutura, de conectividade, passa, necessariamente, por uma articulação União, estados e municípios. O que estamos fazendo nessa perspectiva é fortalecer a colaboração, levando aos entes processos estruturados de implantação de tecnologia”, disse ele. 

O pesquisador Afonso Galvão também destacou que é necessário qualificar os professores para que as plataformas sejam usadas, uma vez que elas não são as responsáveis por formular e aplicar os conteúdos. "Para saber se isso vai funcionar ou não, temos que esperar e ver como as primeiras iniciativas de fato ocorrerão”, completou.
 

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Educação
13/06/2022 01:36h

Flexibilização já está prevista na legislação, mas voltou a ser discutida com o novo marco legal das garantias, aprovado pela Câmara dos Deputados na última semana

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A aprovação do marco legal das garantias (PL 4188/21) pela Câmara dos Deputados não altera apenas a legislação das operações de crédito. Um dos dispositivos do projeto de lei permite a estados e municípios transferirem para outras instituições bancárias, além de Banco do Brasil e Caixa Econômica, os recursos oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O texto prevê a flexibilização apenas para o pagamento de salários, vencimentos e benefícios aos profissionais da educação. 

Em contrapartida, o PL exige que essas outras instituições financeiras que estados e municípios contratarem deverão receber os recursos em uma conta específica para o Fundeb e disponibilizar na internet os extratos bancários, com informações sobre movimentação, responsável legal, data de abertura, agência e número da conta bancária do fundo. 

A deputada federal Luisa Canziani (PSD-PR), que faz parte da Comissão de Educação da Câmara, diz que a medida é benéfica para os gestores municipais. “Ao possibilitarmos a quebra do monopólio, certamente a proposta vai permitir que os estados e municípios possam utilizar qualquer instituição financeira para fazer o pagamento de professores e demais profissionais da educação. Dessa forma, a tendência é a de que haja uma ampliação da competição no sistema financeiro, permitindo um maior desenvolvimento econômico em todos os aspectos”, acredita. 

Câmara dos Deputados aprova novo marco legal das garantias

MARCO DAS GARANTIAS: PL pode aumentar oferta de crédito e baratear juros

Entenda
A Lei 14.113/2020, que regulamentou o Fundeb, proibiu o gerenciamento das folhas de pagamento dos servidores da educação por instituições bancárias que não o BB ou a Caixa. No ano seguinte, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei 14.276/2021, que passou a permitir que os entes federativos contratassem outros bancos para gestão da folha apenas quando o objetivo fosse o pagamento dos professores e outros profissionais da educação. 

O presidente Jair Bolsonaro vetou a flexibilização sob o argumento de que a transparência do uso dos recursos do fundo seria prejudicada. Mas o veto do Executivo foi derrubado pelo Congresso Nacional em março deste ano. Ou seja, desde então os estados e municípios podem movimentar os recursos em contas de outras instituições além de BB ou Caixa. 
 
Na prática, o marco legal das garantias reforça algo que já está previsto na legislação. É o que explica o deputado federal Luizão Goulart (Solidariedade-PR), relator do texto na Comissão de Educação. “Essa questão dos recursos do Fundeb já estava regulamentada. O marco das garantias acabou trazendo essa questão novamente”, concorda. 

Alessio Costa Lima, vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretário de Educação de Ibaretama (CE), destaca que, antes da lei que regulamentou o Fundeb, os estados e municípios tinham autonomia para escolher qual instituição financeira iria gerenciar a folha de pagamento dos servidores da educação. Por conta disso, ele explica, era comum os entes buscarem vantagens nas negociações. 

“O município ou estado escolhe [por meio de licitação] aquela instituição financeira que, de fato, apresenta maiores vantagens. Vantagem não só de cunho prático e operacional, mas inclusive de caráter financeiro, de ganho financeiro que é oferecido por essas instituições para terem a possibilidade de fazer a gestão das folhas de pagamento”, lembra. 

Com a proibição expressa na Lei 14.113, Alessio explica que muitas prefeituras foram pegas de surpresa e que as consequências seriam negativas tanto para os municípios quanto para os profissionais da educação. “Legalmente, eles [os entes] teriam que mudar de instituições financeiras e esse procedimento, à priori, implicaria no cancelamento de contratos de licitação com agências financeiras que concorreram para operacionalizar as folhas de pagamento desses entes”. 

Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 3.825 prefeituras apontou que a restrição prejudicaria 1.471 municípios, que tinham contratos em andamento com bancos que não eram BB ou Caixa. Já os professores e demais trabalhadores da educação que tinham conta em outros bancos teriam que se deslocar para outras cidades para movimentar seus salários. 

“A maioria dos municípios são de pequeno porte e, em boa parte, não existe agência do Banco do Brasil, tampouco da Caixa. Ao terem que fazer o gerenciamento da folha exclusivamente com essas duas entidades financeiras, isso gerava enorme transtorno para o usuário, porque no momento em que ele precisasse resolver qualquer questão relacionada à sua conta, teria que se deslocar para o município sede dessas agências”, explica Alessio. 

O secretário afirma que a flexibilização do gerenciamento das folhas de pagamento com recursos do Fundeb é positiva para os servidores da educação, que vão continuar movimentando seus salários com mais conforto, e para os entes federativos, que terão autonomia para selecionar as instituições que oferecem as condições mais vantajosas. 

O marco legal das garantias está em tramitação no Senado. 

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09/06/2022 19:30h

SouTEC é o novo aplicativo que auxilia jovens a escolherem a qualificação profissional de acordo com o perfil de cada estudante. O app já está disponível gratuitamente para Android e IOS

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O SouTEC, aplicativo lançado pelo Ministério da Educação (MEC), visa auxiliar os estudantes que estão no final do ensino fundamental e início do ensino médio a conseguirem encontrar uma qualificação profissional de acordo com seu perfil. 

O aplicativo é composto por 72 questões que avaliam as preferências do aluno. Após todas as questões respondidas, o estudante terá acesso a um resumo e um relatório completo sobre o seu perfil profissional. O programa também disponibiliza, a partir das respostas dos alunos, roteiros de estudo e indica cursos técnicos para que possam se preparar para a vida profissional.

Para utilizar o aplicativo, não é necessário ter acesso à internet. O estudante consegue responder às perguntas e ter acesso ao relatório mesmo estando offline. A internet é necessária apenas para o download do programa.

Segundo o ministro da Educação, Victor Godoy, o programa está passando por um processo de implantação, juntamente com o novo ensino médio e o Ministério da Educação tem trabalhado para que esse seja um processo tranquilo. “O que nós estamos fazendo aqui, é deixar um pouquinho mais de segurança para vocês fazerem as escolhas das profissões”, completou o ministro.

Ana Heloísa Dantas tem 13 anos e é estudante do 8° ano do Centro de Ensino Fundamental 26 de Ceilandia. A estudante disse que quando soube do aplicativo achou a ideia bastante interessante, pois esse é um recurso a mais na hora de escolher uma profissão.  “O aplicativo vai ser muito bom para os outros estudantes, pois eles terão menos dificuldade e será mais prático para escolher uma profissão”, acredita Ana. 

O aplicativo já está disponível para download gratuito nas lojas Google Play e Apple Store.

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05/06/2022 17:15h

Número de inscrições confirmadas chega a 3,3 milhões. A prova será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nos dias 13 e 20 de novembro

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Os participantes que solicitaram atendimento especializado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão conferir o resultado do pedido a partir desta terça-feira (7). A data será a mesma para o início do período de recursos para quem tiver as solicitações indeferidas. Já os pedidos para tratamento por nome social podem ser feitos entre 23 e 28 de junho. 

O Enem 2022 já conta com 3.396.597 inscrições confirmadas, até o momento. O total corresponde a um salto de 11,6% na comparação com a edição de 2021. No ano passado, o total de inscrições chegou a 3.040.908. 

Os dados são considerados preliminares até a apuração definitiva. As inscrições terminaram em 21 de maio, mas parte não foi confirmada devido ao processamento dos pagamentos pelas instituições bancárias, processos judiciais, comissão de demandas, além de outras situações excepcionais. 

A verificação da situação da inscrição pode ser feita na Página do Participante. Para isso, é necessário ter o login único dos portais gov.br. Os inscritos também podem acompanhar o andamento das solicitações no mesmo ambiente virtual.  

A prova será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nos dias 13 e 20 de novembro. Dos inscritos, 3.331.531 farão a versão em papel e 65.066, em computador.

O estudante Vanutti Galvão, de 24 anos, é um dos participantes que fará a prova no formato impresso. O morador de Independência, no Ceará, já fez a prova anteriormente e conseguiu uma vaga para o curso de engenharia civil, o qual deve concluir ainda este ano. 

Mesmo com tantos méritos, Vanutti não cessa os esforços até conseguir realizar seu maior sonho: passar no Enem com pontuação suficiente para cursar medicina. Em outras edições, ele já havia conseguido pontuação para cursos na área da saúde e agora espera alcançar a meta.

“Continuo tentando medicina porque, para mim, é um grande sonho e acredito que tenho vocação para a área. Deus deve ter um propósito na minha vida, pois, se fosse pra eu já ter desistido, Ele já teria colocado no meu coração para eu não tentar mais o Enem. Mas, não é isso que acontece. O sentimento em relação ao curso de medicina é presente, é real. E, apesar de eu estar me formando em engenharia civil, curso que eu aprendi a amar, não consigo abrir mão do curso de medicina”, afirma. 

Dos participantes que farão a prova este ano, 2.028.353, ou seja, 59,72%, são isentos da taxa de inscrição. Já 1.368.244, ou 40,28%, são pagantes. 

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio tem como objetivo avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova também se tornou uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni), ambas ações do Ministério da Educação (MEC).

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O Enem também é utilizado por instituições de ensino públicas e privadas para fazer seleção de estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
 

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30/05/2022 18:00h

O Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp), conhecido como “Refis do Simples” vai até terça-feira (31). É possível obter até 90% de desconto sobre multas e juros

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Na Região Sul existem pouco mais de 3,3 milhões empreendedores, donos de micro e pequenas empresas, ou microempreendedores individuais (MEI).  Desses, pouco mais de 56 mil estavam em débito com o Fisco em janeiro de 2022. Até o dia 31 de maio, eles podem renegociar os débitos por meio do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp), conhecido como “Refis do Simples”. Mas cerca de 52% dos inadimplentes ainda não aderiram ao parcelamento. 

“O Relp possibilita aos empreendedores fazer a negociação de dívidas tributárias com condições muito boas. Como por exemplo parcelamentos em até 15 anos de débitos fiscais e possibilidade de 90% de descontos em multas e juros de 100% em encargos de honorários advocatícios”, explicita Lilian Toledo, analista de políticas públicas do Sebrae Nacional. 

Baixa Adesão

Apesar da oportunidade, a adesão na Região Sul ainda é baixa. Até o último dia 27 de maio, pouco mais de 52% dos empresários elegíveis haviam feito a renegociação. 

Estado

Podem aderir

Já aderiram ao RELP

PR

21808

8946

RS

18471

8206

SC

15954

9625

Total

56233

26777

Refis do Simples: como saber se seu CNPJ pode se beneficiar? 

O Relp é destinado a empresas optantes pelo Simples, inclusive aquelas que foram desenquadradas do sistema, ou que pediram retorno ao regime até janeiro deste ano. Também podem participar empresas que já tinham feito renegociações de débitos anteriores. 

A situação fiscal de cada um pode ser consultada por meio do Portal do Simples Nacional, do Portal e-CAC ou pelo site Regularize, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para quem está na dívida ativa. Todo o processo pode ser feito pela internet. 

Não há limite para a renegociação, ou seja, toda a dívida pode ser renegociada. O empresário tem até 15 anos para pagar as dívidas.  Mas a parcela mínima para ME e EPP é de R$ 300,00; para MEI de R$ 50,00. O desconto sobre os juros e multas vão de 65% a 90% e variam de acordo com a perda de arrecadação, quando comparada com 2019. O próprio empresário deve marcar a opção que melhor se enquadra a sua realidade. Confira a progressão dos descontos na tabela: 

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26/05/2022 03:37h

Os inscritos não isentos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 têm até sexta-feira, 27 de maio, para realizar o pagamento da taxa de inscrição do exame. O valor cobrado é de R$ 85 reais e pode ser pago por meio de boleto, cartão de crédito ou pix.

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Os inscritos não isentos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 têm até sexta-feira, 27 de maio, para realizar o pagamento da taxa de inscrição do exame. O valor cobrado é de R$ 85 reais e pode ser pago por meio de boleto, cartão de crédito ou pix. Vale ressaltar que, após escolher o método de pagamento, o participante não poderá alterar a opção. Para selecionar a forma de pagamento, o estudante deve acessar a Página do Participante com login e senha únicos, selecionar a aba "Pagamentos/Isenção" e escolher a opção que julgar mais adequada. 

Aqueles que optarem pelo pagamento da taxa por meio do PIX poderão realizar a operação financeira por QR code ou código gerado na Página. Já o pagamento pelo cartão crédito será efetuado mediante prestador de pagamento (Mercado Pago ou PicPay) e terá cobrança de taxa administrativa no valor de R$ 2,54 (2,99%), por parte das operadoras.


O Inep recebe o valor da taxa de inscrição à vista (R$ 85), em uma única parcela. O pagamento via cartão de crédito poderá ser parcelado, pois é uma opção gerenciada pelas prestadoras de serviço que realizam o repasse do valor. A  operação será feita mediante prestador de pagamento e há incidência dos juros cobrados pelas financeiras. 

Já o pagamento do boleto pode ser efetuado em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários. A inscrição dos participantes não isentos no Enem 2022 só será concretizada mediante confirmação do pagamento da taxa. 

A estudante Karolina Peres, tem 25 anos e mora em Taguatinga - DF. Ela irá prestar o Enem neste ano. Karolina avalia que a taxa de inscrição cobrada está muito alta comparada à dos anos anteriores. “Fiz a inscrição para o Enem desse ano e o valor cobrado é bastante injusto, por ser muito alto, nem todo mundo tem condições de pagar”, completa a estudante.

ENEM: Inscrições para o exame se encerram neste sábado (21)
 

ENEM: prazo para envio de recurso sobre isenção termina nesta sexta (29)
 

Enem 

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. O programa se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Catarina de Almeida é professora na UNB e explica a importância do Enem e dos estudantes não perderem o prazo de pagamento da taxa de inscrição para realizar o exame. “A forma de ingresso na educação superior utilizada majoritariamente pelas instituições públicas e privadas tem sido por meio do Enem. O exame se tornou a forma mais democrática, pois o estudante faz a prova e pode utilizar essa nota em diferentes instituições. É importante que os alunos que se inscreveram  não percam as datas de pagamento” , explica a professora de Políticas Educacionais.   

As instituições  públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos e como parâmetro para acesso aos auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
 

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23/05/2022 02:00h

Do total, 7,6 milhões são profissionais que já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

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O Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. É o que conclui o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria. Desse total, 2 milhões deverão se capacitar em formação inicial, para repor os profissionais inativos e preencher as novas vagas, e 7,6 milhões em formação continuada, para os trabalhadores que precisam se aperfeiçoar. 

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a importância da formação continuada em um mercado de trabalho concorrido.

“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante concorrido.”

Além disso, o estudo estima que o país deve criar 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais nesse período, alcançando 12,8 milhões de empregos no setor. O crescimento na demanda por trabalhadores será de:

  • 2,4% em nível de qualificação com menos de 200 horas: 208 mil vagas
  • 3,2% em nível de qualificação com mais de 200 horas: 64 mil vagas
  • 6,3% em nível técnico: 136 mil vagas
  • 8,7% em nível superior: 90 mil vagas

O estudo revela que, em número de vagas, ainda prevalecem as ocupações de nível de qualificação (272 mil vagas). Contudo, o crescimento da demanda por profissionais de nível técnico e superior é maior. De acordo com o levantamento, isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais mais qualificados.

Áreas de formação

As áreas com maior demanda por formação são: Transversais; Metalmecânica; Construção; Logística e Transporte; e Alimentos e Bebidas. 

Formação inicial  

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317)

O estudo aponta que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor a mão de obra inativa. 

Márcio Guerra destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada à automação de processos industriais.”

Mapa do Trabalho Industrial

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, explica que o Mapa do Trabalho Industrial é uma projeção que considera o contexto econômico, político e tecnológico. 

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o SENAI, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho.”

Segundo Guerra, a partir dos dados existentes sobre o mercado de trabalho, o mapa apresenta projeção da demanda de profissionais nos níveis nacional, regional, setorial e ocupacional. 

“Esse dado serve de orientação para construção de políticas, mas sobretudo para o planejamento da oferta de educação profissional. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

Para acessar o Mapa do Trabalho Industrial na íntegra, clique no link.

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20/05/2022 15:19h

Vestibular é uma das principais portas de entrada para universidades de todo o Brasil. Neste ano, provas serão aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro

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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 se encerram neste sábado (21), às 23h59 (horário de Brasília), tanto da versão impressa quanto da digital. As inscrições devem ser realizadas na Página do Participante para todos os interessados. Em 2022, as provas serão aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro.

Após a realização da inscrição, o participante não isento do pagamento deve acessar mais uma vez a Página do Participante com login e senha cadastrados na página oficial do governo federal (gov.br) para escolher a forma de pagamento da taxa de inscrição, que em 2022, tem o valor de R$ 85. Pela primeira vez na história, o pagamento da taxa será possível através do cartão de crédito e também do PIX, além do boleto bancário.

O prazo final para pagamento da taxa de inscrição é na próxima sexta-feira (27). O estudante que realizar o pagamento via PIX deve, obrigatoriamente, fazer a operação através do QR code ou código gerado na Página do Participante. Pelo cartão de crédito, o participante efetuará a quitação da taxa mediante as operadoras de pagamento e, além disso, terá a cobrança de taxa administrativa de 2,99% do valor da inscrição por parte das operadoras. Já o pagamento via boleto bancário pode ser efetuado em qualquer banco, casas lotéricas ou aplicativos bancários. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por sua vez, não aceitará o pagamento do boleto por meio de cartão de crédito.
 

Como se preparar

Mesmo antes da prova a ansiedade toma conta da estudante Isabela Luna Oliveira, de 17 anos, que já fez a inscrição e quer ser aprovada no curso de medicina. “O sentimento que define esse momento é ansiedade. Estou estudando desde o início do ano com bastante foco, mas como eu quero um curso bastante concorrido, com nota bastante alta, mesmo que eu estude bastante ainda tem a incerteza, que a gente tem que aprender a lidar e acreditar no nosso potencial”, afirma.

Dutra destaca ainda que há tempo para os alunos organizarem seus estudos. “Levando em conta, claro, uma organização, temos metade de um ano até o dia da prova. O aluno tem como fazer um planejamento, embora o conteúdo seja grande, ele tem seis meses, simplesmente para treinar redação, levando em conta que redação é uma nota que tem um peso imenso, é um tempo suficiente”, comenta. 


Já o professor de matemática da escola preparatória do Enem, Filipe Pacheco, sugere aos alunos que façam exercícios de provas anteriores. “Sempre vão ser uma boa alternativa para estudar. Se o aluno estiver preparado, confiante, nada vai o atrapalhar. Fazer uma boa alimentação e beber bastante água também é importante”, declara.

Nome social

O participante ou a participante que quer ser identificado por sua identidade de gênero e que já tem o respectivo cadastro na Receita Federal será reconhecido pelo nome social no momento da inscrição. Todavia, será necessária a confirmação na Página do Estudante entre os dias 23 e 28 de junho. 

Já as pessoas que ainda não conseguiram o cadastro na Receita deverão realizar a solicitação de tratamento após a inscrição, também no período de 23 a 28 de junho, na Página do Estudante. Para esse procedimento será necessário apresentar foto atual e cópia digitalizada, frente e verso, de documento de identificação oficial com foto.
 

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Brasil 61