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Baixar áudioFlávio Bolsonaro (PL) tem 52,8% dos votos válidos na disputa presidencial contra 47,2% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9). A diferença é de 5,6 pontos percentuais no cenário de segundo turno. Considerando o total das intenções de voto, incluindo brancos, nulos e indecisos, o senador registra 51,1%, enquanto o petista aparece com 45,7%. Esses eleitores somam 3,2% da amostra.
A diferença de 5,6 pontos percentuais nos votos válidos é superior à margem de erro da pesquisa, de um ponto percentual para mais ou para menos.
Diferenças regionais
Os recortes regionais mostram Flávio Bolsonaro à frente no Centro-Oeste, com 65,7% contra 33,6% de Lula, no Sul, com 64,5% contra 34,3%, e no Sudeste, com 54,4% contra 42,9% do atual presidente. Já Lula lidera no Nordeste, onde registra 57,6% das intenções de voto, contra 36,2% de Flávio Bolsonaro, e no Norte, com 51,1% contra 48,5% do senador.
Homens e evangélicos concentram as maiores diferenças
Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 57,7% das intenções de voto, ante 36,9% de Lula. Lula, por sua vez, aparece à frente entre as mulheres, com 53,6%, contra 45,2% de Flávio.
Já entre os eleitores evangélicos, o senador alcança 72,7%, enquanto o presidente tem 23,5%. Entre os católicos, há um empate técnico: Lula tem 49% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 48,7%.
Renda familiar também com diferenças
Entre os eleitores com renda familiar mensal de até R$ 2 mil, Lula aparece na frente, segmento no qual obtém 55% das intenções de voto. Já Flávio Bolsonaro aparece com 39,9%. Na faixa dos eleitores com renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, Lula também aparece na frente de Flávio Bolsonaro, com 52,8% frente a 45,3%. Nos segmentos de R$ 3 mil a R$ 5 mil, R$ 5 mil a R$ 10 mil e acima, Flávio Bolsonaro aparece na frente, com 57% a 40,6%, 56,5% contra 39,9% e 50,3% contra 47,1%, respectivamente.
Transferência de votos favorece candidato do PL
A pesquisa também avaliou como os eleitores de candidatos que não avançaram ao segundo turno se posicionam na disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno, 54,9% declaram preferência por Flávio, enquanto 26,9% optaram por Lula. O senador também reúne 40,3% dos eleitores de Renan Santos (Missão). Lula recebe 28,1% deste eleitorado.
Lula tem vantagem entre os eleitores de Augusto Cury (Avante): 50,4% desse grupo optam pelo presidente, contra 38,9% que preferem Flávio. Entre os entrevistados que não votaram no primeiro turno, o petista registra 63,1%.
Flávio lidera em 11 das 13 áreas de governo avaliadas
O levantamento investigou ainda em qual dos dois candidatos os eleitores confiam mais para administrar 13 áreas de governo. Flávio Bolsonaro aparece à frente em 11 delas (educação, política externa, promoção da democracia, saúde, geração de empregos, infraestrutura, economia e inflação, impostos e carga tributária, combate à corrupção, criminalidade e tráfico de drogas, equilíbrio fiscal e controle de gastos).
As maiores vantagens do senador, de dez pontos percentuais, são registradas nos temas de criminalidade, tráfico de drogas e equilíbrio fiscal. Em economia e inflação, a diferença a seu favor é de sete pontos.
Nos temas pobreza e desigualdade social e meio ambiente, os dois candidatos aparecem empatados, segundo os dados divulgados.
Como foi feita a pesquisa
A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 eleitores pela internet entre 3 e 8 de outubro. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi custeada pelo próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.
Copiar o textoNa região onde tem a maior vantagem, presidente lidera com 61% contra 28% de Bolsonaro
Baixar áudioNo Nordeste, o presidente Lula (PT) mantém a liderança folgada sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em todos os recortes da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados citam o nome do candidato sem que lhes sejam apresentadas opções, Lula aparece com 54% das menções na região, contra 22% de Flávio — uma vantagem de 32 pontos percentuais.
Mesmo na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a distância se mantém: Lula tem 56% do total de votos no Nordeste, ante 26% de Flávio. Quando são descontados os votos em branco, nulos e indecisos — o chamado recorte de votos válidos —, a vantagem do petista cresce ainda mais, com 61% das intenções de voto na região, contra 28% do candidato do PL.
No cenário de segundo turno simulado entre os dois principais nomes, Lula também amplia sua margem no Nordeste em relação ao primeiro turno, somando 62% das intenções de voto regionais, ante 31% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem de 31 pontos, a maior registrada entre as quatro regiões pesquisadas nesse cenário.
A força eleitoral de Lula na região é um padrão observado ao longo de toda a pesquisa: o levantamento também mostra que o petista tem desempenho mais forte entre eleitores de menor renda e menor escolaridade, perfil socioeconômico com peso proporcionalmente maior no Nordeste em relação a outras regiões do país, o que ajuda a explicar a disparidade regional nas intenções de voto.
Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o cenário que se desenha não é de tranquilidade na região para o petista. “O Nordeste ainda aparece como uma dificuldade, por incrível que pareça, para Lula. Lula tem uma vantagem muito expressiva na região e ainda segue com essa vantagem Porém, a Bahia é um dos estados que Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, alerta.
Os 9 estados formam a segunda região mais populosa do país com 43.529.845 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 27% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
Copiar o textoPresidente aparece com 43% das intenções de votos válidos contra 41% do senador carioca
Baixar áudioNa Região Sudeste, a mais populosa do país, a disputa presidencial aparece tecnicamente empatada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, Lula tem 36% das menções na região, contra 31% de Flávio — distância de cinco pontos, dentro da margem de erro regional.
Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a proximidade se mantém: Lula soma 40% do total de votos no Sudeste, ante 39% de Flávio, uma diferença de apenas um ponto percentual. Entre os votos válidos, Lula amplia ligeiramente a distância, com 43% das intenções de voto na região, contra 41% do candidato do PL — ainda assim, um empate técnico considerando a margem de erro de 3 pontos para o recorte regional.
É no cenário de segundo turno simulado que o quadro se inverte: Flávio Bolsonaro passa à frente de Lula no Sudeste, com 48% das intenções de voto regionais, contra 45% do petista — a única região, além do Sul, em que o candidato do PL supera Lula nesse cenário, ainda que dentro da margem de erro.
O equilíbrio no Sudeste reflete o próprio resultado nacional da pesquisa: no recorte por religião, por exemplo, Lula e Flávio aparecem com desempenhos mais próximos entre católicos e evangélicos nessa região do que em outras partes do país, e a renda familiar intermediária, mais presente no Sudeste urbano, tende a dividir o eleitorado entre os dois principais candidatos.
Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o cenário se mostra preocupante para a campanha do candidato do PL. “Hoje, se analisarmos a candidatura de Flávio Bolsonaro, ainda segue a tendência de vantagem para o candidato bolsonarista, porém, ainda aquém da vantagem de quase nove pontos que seu pai obteve. O mesmo vale para o estado de São Paulo. O maior colégio eleitoral do país também aparece como um estado de vantagem de Flávio, mas ainda abaixo dos 10,5 pontos percentuais que Jair obteve em 2022”, alerta.
Região mais populosa do país, o Sudeste concentra os três maiores colégios eleitorais do país (SP, RJ e MG) e possui também o maior peso eleitoral: são 43.529.845 pessoas aptas a votarem neste domingo (4), 42% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
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Baixar áudioNa Região Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com folga as intenções de voto para presidente, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, Flávio soma 40% das menções na região, contra 24% de Lula (PT) — vantagem de 16 pontos para o candidato do PL.
Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a distância se mantém: Flávio tem 50% do total de votos no Sul, ante 30% de Lula. Entre os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a vantagem do candidato do PL cresce ainda mais, somando 55% das intenções de voto na região, contra 32% do petista.
No cenário de segundo turno simulado, a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no Sul também se amplia: são 59% das intenções de voto regionais para o candidato do PL, contra 34% para o atual presidente — a maior margem registrada entre as quatro regiões nesse cenário, de 25 pontos percentuais.
A pesquisa mostra que esse padrão regional está associado a características sociodemográficas que têm peso proporcionalmente maior no Sul, como a presença de eleitores evangélicos e de renda familiar mais alta — segmentos em que Flávio Bolsonaro também lidera no recorte nacional, com 52% e 47% das intenções de voto, respectivamente, ante 26% e 34% de Lula nesses mesmos grupos.
Apesar da grande desvantagem, o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, percebe um ganho de desempenho do petista em relação às últimas eleições na região, o que não quer dizer que o pleito está decidido. “A, digamos, polarização geográfica, ela tem sido mais achatada. No geral, o presidente Lula aparece melhor do que em 2022 em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até mesmo em Santa Catarina, reduzindo um pouco a vantagem. Mas, por outro lado, o nordeste ainda aparece como uma dificuldade: por incrível que pareça Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, avalia.
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 22.861.012 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 14% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
Copiar o textoSenador carioca atinge 45% das intenções de votos válidos, contra 37% do presidente
Baixar áudioNo agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) na disputa pela presidência da República. Na pesquisa espontânea, os dois aparecem tecnicamente empatados, com Flávio somando 36% das menções, contra 35% de Lula.
Já na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, Flávio assume a liderança: são 43% do total de votos na região para o candidato do PL, contra 35% de Lula — distância de 8 pontos percentuais. Entre os votos válidos, a vantagem do candidato do PL se mantém, com 45% das intenções de voto na região, contra 37% do petista.
No cenário de segundo turno simulado, Flávio Bolsonaro amplia sua vantagem sobre Lula na região, somando 50% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente — um dos cenários mais favoráveis ao candidato do PL entre as quatro regiões pesquisadas, atrás apenas do Sul.
O cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, percebe um ganho de desempenho do petista em relação às últimas eleições na região, o que não quer dizer que o pleito está decidido. “A, digamos, polarização geográfica, ela tem sido mais achatada. No geral, o presidente Lula aparece melhor do que em 2022 em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até mesmo em Santa Catarina, reduzindo um pouco a vantagem. Mas, por outro lado, o nordeste ainda aparece como uma dificuldade: por incrível que pareça Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, avalia.
A pesquisa tem margem de erro de 5 pontos percentuais para esse recorte regional — a maior entre as quatro regiões identificadas pelo levantamento —, o que reflete o tamanho menor da amostra na região em comparação a Sudeste e Nordeste, e reforça a necessidade de cautela na leitura de variações pontuais nesse recorte específico.
Os 11 estados das duas regiões somam 25.106.355 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 16% do total de brasileiro nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
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Baixar áudioO Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), lançou uma nova chamada do Smart Factory. A iniciativa oferece apoio técnico e financeiro para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) voltados ao aumento da produtividade e da eficiência de micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs).
Ao todo, serão disponibilizados mais de R$ 47,5 milhões em recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de tecnologias destinadas à indústria. O edital poderá financiar até 70% do valor dos projetos. Os 30% restantes deverão ser investidos pelas empresas participantes como contrapartida, conforme as regras estabelecidas no regulamento.
Segundo o especialista em Desenvolvimento Industrial do SENAI Inovação, Gabriel Bertholdo Vargas, os recursos poderão ser utilizados para custear horas de desenvolvimento, máquinas, softwares e equipamentos.
“Muitas empresas têm dificuldade de encontrar especialistas nas áreas de automação e robótica para apoiá-las até formar sua equipe. E o SENAI disponibiliza especialistas de seus Institutos de Tecnologia e Inovação para atuarem no desenvolvimento desses projetos em conjunto com essas empresas”, afirma.
Esta é a 11ª chamada do Smart Factory, iniciativa que integra o programa Brasil Mais Produtivo (B+P), na modalidade de transformação digital. A principal novidade desta edição é a divisão dos projetos em três categorias: software, hardware e soluções integradas.
Entre as tecnologias que poderão ser contempladas estão:
Segundo Vargas, a expectativa é que a chamada resulte na estruturação de mais de 90 projetos de soluções de transformação digital.
As inscrições podem ser feitas pela Plataforma Inovação para a Indústria. Pela primeira vez, a chamada poderá contar com quatro janelas de avaliação de propostas, previstas até março de 2027, condicionadas à disponibilidade de recursos. A primeira janela está aberta e recebe inscrições até 16 de outubro.
As propostas devem apresentar soluções em estágio avançado de maturidade tecnológica e demonstrar potencial para aprimorar processos produtivos. Além disso, cada projeto deverá ser apresentado em parceria com um Instituto SENAI coordenador.
Os projetos também deverão passar por uma etapa de validação da solução em desenvolvimento em pelo menos oito micro, pequenas e médias indústrias.
“A empresa poderá levar essa solução, instalar em um chão de fábrica real, testar, medir indicadores e, a partir disso, eventualmente gerar negócios, tanto para essas empresas que estão validando, quanto para essa empresa que detém a solução e que agora está levando ela para o mercado”, explica Vargas.
O Smart Factory conecta empresas fornecedoras de tecnologia aos Institutos SENAI de Inovação e Institutos SENAI de Tecnologia para desenvolver soluções voltadas às necessidades da indústria.
Na prática, o programa apoia empresas de tecnologia no desenvolvimento e na validação de soluções, com acesso a especialistas e à infraestrutura dos laboratórios do SENAI, com o objetivo de levá-las ao mercado.
Entre as tecnologias que já integram o portfólio do Smart Factory estão sistemas de monitoramento de máquinas, soluções de inteligência artificial para controle de qualidade, ferramentas para segurança do trabalho e equipamentos destinados à automação de processos industriais.
O programa tem como meta desenvolver 360 novos fornecedores de tecnologia e alcançar 8.400 indústrias até o fim de 2027. Atualmente, contabiliza 279 projetos, dos quais mais de 80 já foram concluídos. A expectativa é que as iniciativas desenvolvidas alcancem 7.098 indústrias.
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Baixar áudioOs brasileiros com 60 anos ou mais têm papel cada vez maior na gestão dos lares. Com renda média mensal de R$ 3.865,00, a mais alta do país, essa parcela da população chefia cerca de 21,6 milhões de domicílios. O número representa 32% dos lares brasileiros. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
O estudo identificou que o papel dos 60+ no orçamento familiar vem, em muitos casos, acompanhado de sobrecarga familiar. Além disso, há informalidade entre aqueles que trabalham.
Apesar da maior renda, o grupo não ganhou mais nos últimos anos. O levantamento aponta que entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais. Em contrapartida, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865,00 por mês, a Geração 60+ segue com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas.
Segundo a Nexus, as pessoas com 60 anos ou mais são responsáveis pela chefia ou gestão compartilhada do orçamento doméstico em 87% dos lares em que vivem.
O levantamento mostra, ainda, o papel da Geração 60+ na organização financeira das famílias. No estudo, o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destacou que a participação desse grupo na manutenção dos lares vai além dos benefícios, previdenciários ou não.
“A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observou Tokarski.
De acordo com a Nexus, 8,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estão no mercado de trabalho. O número representa 24,4%. Do total, mais da metade é empreendedora (50,6%) – equivalente a 4,3 milhões de pessoas.
O relatório evidencia que a maior parte das atividades acontece sem formalização. Considerando trabalhadores por conta própria e empregadores, 72% dos empreendedores 60+ atuavam sem CNPJ em 2025, totalizando 3,1 milhões de pessoas.
Em uma década, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais vivendo sozinhas cresceu 75%. O movimento é liderado pelas mulheres, que representam 62% do total.
Os dados identificaram que a maior parcela dos chefes de domicílio da Geração 60+ não mora sozinha. Apenas 32% das pessoas dessa faixa etária que chefiam seus domicílios vivem por conta própria, já nos outros 68%, há duas ou mais pessoas morando na mesma residência.
No recorte regional, o maior número de 60+ que moram sozinhas está concentrado nas regiões Sudeste e Nordeste, 4,7 milhões de pessoas – o equivalente a 72,6% do grupo.
As mulheres são maioria em praticamente todas as regiões e chegam a representar 67% das pessoas 60+ que vivem sozinhas no Sul. A única exceção é a Região Norte, onde há equilíbrio entre homens e mulheres: cada grupo representa 50% das pessoas 60+ que moram sozinhas.
Entre as unidades da Federação, as mulheres são maioria em 23 das 27 UFs. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 45% desse contingente – o que representa 2,89 milhões de pessoas.
O levantamento foi baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A análise da Nexus considerou dados de 2015 a 2025 sobre renda, composição e chefia dos domicílios, arranjos de moradia e participação da população com 60 anos ou mais no mercado de trabalho.
Copiar o textoGestores devem apresentar fundamentação técnica e dados oficiais que comprovem divergências
Baixar áudioOs municípios têm dez dias para contestar as estimativas populacionais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A orientação é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base na legislação que regulamenta o processo no âmbito da Administração Pública Federal.
Na última sexta-feira (28), o IBGE publicou a Portaria nº 1.649/2026 com as novas estimativas populacionais dos municípios brasileiros. Os números são utilizados como parâmetro pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo das quotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e também servem de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.
Como a portaria não estabelece um prazo específico para contestação, a CNM recomenda que, em caso de inconsistências, a administração municipal apresente pedido administrativo de revisão ao IBGE no prazo de dez dias corridos, conforme as regras da Lei nº 9.784/1999, que trata do processo administrativo no âmbito federal.
A contagem do prazo começa a partir da publicação da portaria no Diário Oficial da União (DOU), em 28 de agosto. Pela legislação, deve ser excluído o dia do início da contagem e incluído o dia do vencimento.
As inconsistências identificadas devem ser encaminhadas para o e-mail contestacao@ibge.gov.br, aos cuidados da Gerência de Atendimento do IBGE.
Segundo a CNM, o pedido de revisão deve apresentar fundamentação técnica e dados oficiais consolidados que demonstrem a divergência na estimativa populacional. Entre os documentos e informações que podem ser utilizados estão:
A CNM ressalta que o simples crescimento de um indicador não é suficiente para garantir a revisão da estimativa populacional. O município precisa demonstrar, de forma objetiva e tecnicamente fundamentada, que os dados utilizados pelo IBGE apresentam divergências.
O pedido administrativo de revisão também não impede o município de recorrer à Justiça, caso a divergência persista e resulte em possíveis prejuízos financeiros ou jurídicos ao ente federativo.
Segundo o levantamento do IBGE, a população estimada do Brasil em 1º de julho de 2026 (data de referência) era de 214,2 milhões de pessoas.
Os cinco municípios mais populosos do país concentram, juntos, 12,5% da população brasileira. São eles:
As 27 capitais concentram 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população brasileira. Entre elas, Palmas (TO) é a menos populosa, com 333.154 habitantes, seguida por Vitória (ES), com 343.935, e Rio Branco (AC), com 390.038.
Regionalmente, o Sudeste concentra 41,6% da população brasileira, seguido pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%).
A pesquisa também mostra que os municípios com até 10 mil habitantes representam 44,3% do total de municípios brasileiros, ou 2.467 cidades. Juntos, eles concentram cerca de 12,8 milhões de pessoas, o equivalente a 6% da população do país.
Confira outros detalhes da estimativa populacional no portal do IBGE.
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Baixar áudioO programa Inova Talentos, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), está com 312 bolsas de até R$ 12 mil para pesquisadores interessados em desenvolver projetos estratégicos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em empresas e indústrias nacionais e multinacionais.
As oportunidades são destinadas a profissionais com diferentes níveis de formação, de graduandos a doutores, e abrangem diversas áreas do conhecimento. As bolsas têm duração de até 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, e contemplam vagas nos formatos presencial, híbrido e remoto, em diferentes estados do país.
Entre as áreas com oportunidades estão engenharias, desenvolvimento de inteligência artificial (IA), farmácia, química, tecnologia da informação, ciência da computação, análise de sistemas, administração, cosmetologia, agronomia e estatística, entre outras.
Os interessados devem entrar em contato com o IEL do próprio estado para verificar as etapas dos processos seletivos e as vagas disponíveis na região. Todas as informações e outras oportunidades podem ser consultadas no site de vagas do IEL – Inova Talentos.
O instituto oferece mais de 50 oportunidades para pesquisadores com graduação, mestrado ou doutorado, em andamento ou concluídos. As vagas são remotas e oferecem bolsas entre R$ 7 mil e R$ 12 mil.
As oportunidades abrangem áreas como ciências exatas, engenharias, ciência da computação, sistemas de informação, ciência de dados, estatística, matemática aplicada, tecnologia da informação e inteligência artificial.
A empresa busca pesquisadores das áreas de engenharia de minas, de materiais, metalúrgica, química, e áreas correlatas para atuação híbrida no Rio de Janeiro. Há oportunidades para especialista 2, com bolsa de R$ 10 mil; especialista 3, de R$ 12 mil; e mestre, de R$ 5,6 mil. Todas têm carga horária de 40 horas semanais e duração de 12 meses.
Também estão disponíveis seis vagas para automação de testes de controles SOX — quatro destinadas a mestres, com bolsas de R$ 9 mil, e duas para doutores, com bolsas de R$ 11 mil.
Outra oportunidade é o Projeto Cora, voltado ao desenvolvimento de um agente de IA generativa, com uma vaga para graduado, com bolsa de R$ 7 mil, e outra para mestre, com bolsa de R$ 9 mil. As vagas têm carga horária de 40 horas semanais e duração de 12 meses.
A empresa procura pesquisadores graduados em ciência da computação, engenharia da computação, sistemas de informação, engenharia de software, engenharia elétrica e áreas correlatas para atuar em um projeto de inteligência artificial aplicada a transformadores.
A vaga é híbrida, em Jundiaí (SP), e oferece bolsa de R$ 7 mil, com carga horária de 40 horas semanais e duração de 12 meses.
A empresa busca pesquisadores graduados em administração, logística, engenharia e áreas correlatas para atuação presencial ou híbrida. São duas oportunidades: uma voltada ao uso de machine learning para a predição de emissões gasosas e particuladas, com bolsa de R$ 4 mil, e outra para o desenvolvimento de uma control tower logística, com bolsa de R$ 3,5 mil.
Ambas têm carga horária de 40 horas semanais e duração de 12 meses.
O Inova Talentos é uma iniciativa do IEL em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que auxiliam na seleção e capacitação dos profissionais.
A superintendente do IEL, Sarah Saldanha, explica que o objetivo do Inova Talentos é fazer a ponte entre a academia e o setor produtivo.
“Se há um desafio de inovação de um lado, e de outro, um profissional capacitado, nós do IEL somos a ponte que conecta a indústria a esses talentos. Sua empresa recebe talentos preparados com formação adequada para desenvolver projetos de inovação dentro da sua empresa. É o IEL trabalhando na aproximação do conhecimento que está na academia, nas universidades, nos centros de conhecimento da própria indústria brasileira”, afirma.
Segundo o gerente de Inovação do Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), Enzo Scivittaro, o programa aproxima os bolsistas aos desafios reais das empresas.
“Iniciativas como o Inova Talentos contribuem para fortalecer a capacidade de inovação nacional ao criar oportunidades para pesquisadores atuarem em projetos de alto impacto no setor produtivo. E é uma forma de transformar conhecimento científico em resultados concretos para a sociedade e para a competitividade nas empresas brasileiras”, destaca.
Scivittaro ressalta que, embora a bolsa não tenha vínculo empregatício, o programa permite que os participantes demonstrem suas competências e construam relações profissionais com equipes altamente especializadas. “Na prática, muitos bolsistas passam a ser reconhecidos pelo valor que geram ao longo do programa e podem, posteriormente, ser considerados para futuras oportunidades profissionais”, pontua.
O diretor de Operações do Ceará Tech Park SENAI/CE e bolsista expert do IEL, Rodrigo Pastl Pontes, destaca que a atuação dos pesquisadores também envolve conectar diferentes atores do ecossistema de inovação — como empresas, universidades, institutos de pesquisa, governo e ambientes de inovação — e transformar essas conexões em projetos, parcerias e oportunidades concretas.
“Muitas vezes, inovar não significa apenas desenvolver uma nova tecnologia, mas saber onde está o conhecimento, quem possui determinada competência e como transformar essas capacidades em soluções para o mercado”, enfatiza.
Para Rodrigo Pastl Pontes, o Inova Talentos está alinhado às tendências globais da inovação industrial ao promover uma conexão direta entre conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e demandas do mercado.
“Na minha atuação, vejo justamente o papel de ajudar a construir essas conexões. Em um ecossistema de alta tecnologia, não basta ter boas universidades, bons institutos de pesquisa ou boas empresas de forma isolada. É preciso criar os mecanismos para que esses atores trabalhem juntos e consigam transformar ciência e tecnologia em novos produtos, empresas e oportunidades para o Brasil”, afirma.
Enzo Scivittaro afirma que, no ICTi, os bolsistas atuam em frentes relacionadas à inteligência artificial, à computação quântica, à experiência do usuário, à prevenção a fraudes e a outras tecnologias emergentes — áreas que ocupam posição central nas agendas globais de inovação e competitividade.
Segundo ele, além de acelerar o desenvolvimento de projetos estratégicos, o Inova Talentos também contribui para o fortalecimento da soberania tecnológica brasileira ao formar profissionais qualificados, estimular a retenção de conhecimento no país e ampliar a capacidade nacional de desenvolver soluções próprias para desafios complexos.
“Quanto mais fortalecemos esse elo entre ciência e mercado, maior a capacidade do Brasil de gerar inovação, propriedade intelectual e vantagens competitivas sustentáveis”, conclui.
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Baixar áudioOs indicadores da indústria brasileira registraram, em sua maioria, resultados positivos em junho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, as altas foram pequenas na comparação com maio e não mudaram o cenário predominante no primeiro semestre. Em relação ao mesmo período de 2025, a maioria dos indicadores apresentou queda, refletindo o desaquecimento da atividade industrial.
Somente a massa salarial e o rendimento médio avançaram na comparação semestral, impulsionados pelo aquecimento do mercado de trabalho que pressiona os rendimentos.
Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, a indústria permaneceu praticamente estável, devido ao elevado patamar dos juros.
“Isso se deve muito ao contexto de juros elevados, em um ambiente em que o patamar de endividamento da população se encontra muito alto, tanto das famílias quanto das empresas. Isso contribui muito para uma desaceleração da demanda e para um comportamento mais comedido dos investimentos e da expansão de plantas produtivas”, afirma.
Outro fator de pressão, segundo Nocko, é a forte entrada de produtos importados, especialmente de bens de consumo, no mercado brasileiro.
“Essa forte entrada de bens de consumo, e de outros bens também, acaba pressionando a capacidade dos empresários industriais de repassarem seus custos. Então, é um ambiente de bastante pressão sobre margens que os empresários também seguem enfrentando ao longo desse semestre”, destaca.
O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,8% na passagem de maio para junho de 2026, completando oito meses consecutivos sem resultados negativos. Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi de 7,3%.
Apesar do desempenho positivo no mês e na comparação interanual, o indicador acumulou queda de 1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
O número de horas trabalhadas na produção industrial registrou leve alta de 0,2% entre maio e junho de 2026, mantendo-se praticamente estável no período. Em relação a junho de 2025, o indicador cresceu 0,7%.
Já no acumulado do primeiro semestre, as horas trabalhadas recuaram 1,1% na comparação com igual período do ano passado.
Para Larissa Nocko, os resultados positivos registrados em junho ainda não são suficientes para indicar uma retomada da atividade industrial.
“Quando a gente olha o contexto geral, é um contexto em que a indústria segue andando de lado. Na comparação do primeiro semestre de 2026 contra o primeiro semestre de 2025, esses indicadores de atividade industrial seguem mostrando queda”, afirma.
O emprego industrial avançou 0,2% em junho, na comparação com maio. No entanto, o resultado não foi suficiente para reverter as perdas observadas em períodos mais longos.
Na comparação com junho de 2025, o emprego industrial recuou 0,4%. Já no acumulado do primeiro semestre de 2026, a queda foi de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, a massa salarial apresentou desempenho positivo. O indicador cresceu 0,9% entre maio e junho, avançou 0,5% na comparação com junho de 2025 e acumulou alta de 0,8% no primeiro semestre, frente a igual período do ano passado.
O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria cresceu 0,6% na passagem de maio para junho de 2026.
Na comparação com junho de 2025, a alta foi de 0,9%. No acumulado do primeiro semestre, o avanço chegou a 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria de transformação caiu de 77,4% em maio para 76,8% em junho de 2026, uma redução de 0,6 ponto percentual.
Na comparação com junho de 2025, a queda foi de 2,3 pontos percentuais. Já na média do primeiro semestre de 2026, a UCI ficou 1 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
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