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Baixar áudioOs recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) mais que dobraram desde a recriação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), em 2011. As aplicações saltaram de R$ 6 bilhões para R$ 14,6 bilhões em 2026, consolidando a política de crédito promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) como instrumento de crescimento econômico e enfrentamento das desigualdades sociais na região.
Durante painel realizado no Fórum Regional de Integração e Desenvolvimento do Centro-Oeste, nesta quarta-feira (10), o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, destacou que os principais marcos da evolução econômico-social no Centro-Oeste aconteceram a partir de 2023, com a criação de novas linhas de financiamento voltadas para a inclusão social e o fortalecimento da governança na Sudeco. “É a primeira superintendência que está conseguindo romper a barreira de desigualdade entre as regiões prioritárias (da Política Nacional de Desenvolvimento Regional – PNDR) das regiões mais desenvolvidas no Brasil. Temos que parabenizar porque são muitos motivos para celebrar”, ressaltou o secretário.
Para promover um desenvolvimento mais igualitário e sustentável, a atual gestão do MIDR implementou uma série de soluções de financiamento ao setor produtivo e, mais especificamente, destinados aos micro, pequenos e mini empreendedores urbanos e rurais, que têm condições facilitadas. Tavares citou a estruturação da operação do Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), também chamado Microcrédito Pertinho da Gente, destinado aos agricultores familiares. “Até 2023, não se fazia microcrédito nem no Centro-Oeste, nem no Norte. O ministro Waldez Góes, sendo amazônida, tomou isso como missão e conseguimos estruturar. No Centro-Oeste, saímos de zero e, no ano passado, fechamos contrato com mais de 3 mil famílias, o que movimentou aproximadamente R$ 42 milhões”, afirmou o secretário.
Como mediadora do painel Instrumentos de Financiamento ao Desenvolvimento, a superintendente da Sudeco, Luciana Barros, destacou que a implementação de linhas de financiamento, como FCO Mulheres Empreendedoras, FCO Pantanal e Cerrado, FCO Armazenagem, FCO Quilombo, FCO Jovens Empreendedores e FCO Turismo Agroecológico demonstra a capacidade do fundo de se modernizar. “Não se faz política pública sem instrumentos de financiamento”, observou a superintendente. “Os micro e pequenos negócios absorvem aproximadamente 76% dos recursos do FCO”, concluiu.
A gerente geral da Unidade de Estratégia Governo do Banco do Brasil, Michele Alencar, citou o impacto do FCO Mulheres Empreendedoras, que apesar de ter sido criado em 2023, já possibilitou a contratação de R$ 5 bilhões. “Estamos falando de uma linha que tem dois anos e meio, mais ou menos, ativa. Recurso que está indo na mão de empreendedoras femininas e que faz a diferença viabilizando novos empregos e a geração de renda”, pontuou a gerente.
Como uma das principais operadoras dos recursos do FDCO, a Caixa Econômica Federal reforçou a relevância desse instrumento, que registrou um investimento de R$ 3 bilhões entre 2014 e 2025, impulsionando mais de R$ 15 bilhões em novos investimentos na região Centro-Oeste. O superintendente de Rede da Caixa, Danilo Tangerino, destacou a consolidação dessa parceria histórica e o fortalecimento do diálogo com o setor empresarial. “O desenvolvimento que a gente teve de linhas para investimento específico tem sido muito oportuno junto com os clientes e tem tido o apoio da Sudeco no enquadramento e no auxílio nesses enquadramentos e na própria assessoria junto aos clientes. A gente enxerga que o potencial é muito grande. A gente sabe que tem grandes projetos estruturantes do próprio Governo Federal que estão aqui na região, que têm sido olhados pelas instituições financeiras como todo o mercado e isso conversa demais com o objetivo da Sudeco, com o porquê de existir”, concluiu.
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Baixar áudioO Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reuniu nesta quarta-feira (10) órgãos federais e instituições de monitoramento para avaliar os cenários climáticos previstos para os próximos meses e alinhar ações de preparação e resposta a possíveis eventos extremos associados ao fenômeno El Niño.
Durante o encontro, especialistas apresentaram os prognósticos climáticos mais recentes para o país e discutiram os possíveis impactos do fenômeno em diferentes regiões brasileiras. A Sedec acompanha a evolução do cenário e coordena estratégias para apoiar estados e municípios diante de eventuais ocorrências associadas ao El Niño.
Conforme reforçou o coordenador-geral de Gerenciamento de Riscos da Sedec, Leno Rodrigues de Queiroz, as consequências do El Niño mudam de região para região no Brasil, exigindo planejamento adequado. “Estamos olhando cuidadosamente para possibilidades de estiagem, incêndios e chuvas. A Defesa Civil Nacional está pronta e em contato permanente com órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil para orientar os estados e munícipios e garantir apoio nas estratégias de enfrentamento ao El Niño”, afirmou.
Os impactos esperados para o trimestre de junho, julho e agosto apontam para tendência de chuvas acima da média no centro-sul do país, com o Rio Grande do Sul sendo apontado como o estado potencialmente mais impactado; e expectativa de seca severa nas regiões Norte e Nordeste, com riscos de incêndios florestais e ondas de calor a partir de agosto e setembro.
Segundo Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagens do Cemaden, os órgãos competentes já trabalham com a certeza de ocorrência do fenômeno. “Temos condições de afirmar que o El Niño vai chegar, mas ainda não há previsões confiáveis sobre a intensidade do fenômeno”, afirmou.
O meteorologista da Divisão de Previsão de Tempo e Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Fábio Rocha, destacou que a expectativa para a intensidade do El Niño varia de moderada a forte, com maior robustez prevista para o período da primavera. “Já conseguimos observar o progressivo aquecimento das águas do Oceano Pacífico indicando a ocorrência do fenômeno e temos previsão de aumento na temperatura da superfície do mar até o final do ano”, detalhou.
O monitoramento contínuo é uma das ferramenta para o enfrentamento ao El Niño. Para garantir essa vigilância constante, a Sedec realiza um briefing diário de acompanhamento da evolução do fenômeno. “Precisamos nos antecipar aos cenários prováveis, acompanhando de perto os relatórios e as notas técnicas emitidas pelos institutos de pesquisa", acrescentou o coordenador-geral de Gerenciamento de Desastres da Sedec, Tiago Schnorr.
O enfrentamento aos efeitos do El Niño será interministerial. A reunião contou com a articulação de pastas estratégicas, como o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Ministério da Saúde (MS), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Defensoria Pública da União (DPU), garantindo que as populações historicamente mais vulneráveis recebam a devida assistência.
O INPE, o INMET, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) publicaram, na última segunda-feira, uma nota técnica conjunta com as análises mais recentes sobre a possível evolução do fenômeno El Niño ao longo de 2026. O documento aponta cerca de 60% de chance de formação do fenômeno ao longo do segundo semestre, com possível atuação até o início de 2027.
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Baixar áudioA construção de soluções para ampliar a segurança hídrica no semiárido piauiense avançou mais uma etapa nesta quarta-feira (10), com a realização, em Teresina (PI), da Oficina Participativa do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEAS) do Projeto de Integração Hídrica do Semiárido Piauiense. Promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a iniciativa dá continuidade ao processo iniciado em Brasília, em abril, e reforça o compromisso do Governo Federal com a participação social e a articulação institucional.
Realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), a oficina foi planejada como um espaço de trabalho cooperativo, indo além do formato tradicional de consulta pública, com foco na integração de iniciativas e no fortalecimento da articulação institucional. O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais, entidades técnicas, instituições públicas e organizações da sociedade civil.
O diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do MIDR, Bruno Cravo, destacou a importância da participação ativa dos diversos atores envolvidos no processo. “A oficina realizada hoje aqui no Estado é uma oportunidade das diversas entidades técnicas, secretarias de governo e instituições da organização civil, enfim, não só tomarem conhecimento do andamento do nosso estudo, mas principalmente contribuírem, agregando as iniciativas individuais de cada órgão e de cada secretaria, podendo tornar a integração, que é o cerne da proposição do nosso estudo, ainda mais efetiva”, afirmou.
A oficina é parte fundamental da elaboração do EVTEAS, estudo que avalia alternativas para ampliar as disponibilidades hídricas em municípios das bacias dos rios Canindé e Piauí, a partir da captação no Lago de Sobradinho, na Bahia. A programação incluiu apresentações técnicas, debates orientados e trabalhos em grupo, com foco na coleta de contribuições e no alinhamento entre os diversos entes envolvidos.
Durante a programação, os participantes tiveram acesso às informações atualizadas sobre o andamento do EVTEAS e puderam apresentar contribuições técnicas que serão analisadas e consideradas na consolidação final do estudo. O projeto tem como objetivo avaliar alternativas para complementar a disponibilidade hídrica de municípios piauienses, majoritariamente localizados nas bacias dos rios Canindé e Piauí, a partir da captação de água no Lago de Sobradinho, na Bahia.
“Um evento como esse é extremamente enriquecedor para o Estado do Piauí. Trata-se de um debate necessário, que traz para o centro das discussões temas fundamentais, como novas fontes de abastecimento hídrico e educação ambiental. A população piauiense só tem a ganhar com iniciativas como essa, que são de grande valia para o semiárido e para o desenvolvimento do turismo no estado. Acredito que esse processo resultará em ações muito positivas para o Piauí”, afirmou Joquebede Benvindo, diretora de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí.
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Baixar áudioO Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) realiza, nesta quarta-feira (10), às 10h, no Auditório Celso Furtado, em Brasília (DF), o Seminário Internacional de Lançamento dos Planos de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (PDIFFs) do Arco Norte e de Rondônia. O evento contará com a presença do ministro Waldez Góes e reunirá representantes dos governos estaduais, organismos internacionais, corpo diplomático e autoridades federais para debater estratégias de desenvolvimento para a Faixa de Fronteira brasileira.
Os planos funcionam como instrumentos de planejamento, gestão e orientação de investimentos voltados à redução das desigualdades regionais e à promoção do desenvolvimento sustentável em áreas de fronteira marcadas por desafios logísticos, sociais e ambientais. Durante a programação, será assinada simbolicamente a Portaria MIDR nº 1.773/2026, que estabelece diretrizes para a criação e o funcionamento dos Núcleos Estaduais de Fronteira (NEFs), além da entrega de um manual técnico para apoiar os estados na estruturação de suas governanças territoriais.
Além do lançamento dos documentos-base dos PDIFFs, o seminário marcará a divulgação de estudos sobre fluxos migratórios na Amazônia e sobre deslocamento, imobilidade e migração em áreas sujeitas a enchentes. Também será realizada a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o MIDR e a Agência da ONU para as Migrações (OIM), além de painéis voltados à integração regional, governança e inovação. O evento será realizado em formato híbrido, com transmissão pelo canal do MIDR no YouTube.
Seminário Internacional de Lançamento dos Planos de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (PDIFFs)
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Baixar áudioReforçar a integração entre o Governo Federal, o governo do Estado do Amapá e os governos dos municípios de Macapá e Oiapoque. Esse é o objetivo das ações e entregas realizadas, nesta segunda-feira (8), por uma comitiva liderada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em conjunto com os ministérios do Turismo (MTur) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). As iniciativas integradas buscam promover o acesso ao microcrédito rural, fortalecer a agricultura familiar, estimular o turismo nas regiões de fronteira e reforçar as políticas de assistência social e segurança alimentar no estado.
A primeira etapa das atividades ocorreu pela manhã, em Oiapoque, onde foi organizado o Mutirão do Microcrédito Pertinho da Gente, na Escola Estadual Joaquim Caetano da Silva. A iniciativa fortalece a economia local financiando a compra de equipamentos e melhorias relacionadas às atividades produtivas de agricultores familiares, pescadores, artesãos e indígenas. Na modalidade destinada aos pequenos produtores, o microcrédito segue uma trajetória de ascensão na região Norte em ritmo recorde. Empregando recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o MIDR injetou R$ 455 milhões na região por meio das contratações de microcrédito.
Os resultados alcançados no Amapá demonstram a dimensão da demanda pública por programas de crédito subsidiados pelo Governo Federal. Em seis meses, o estado soma 2.421 contratos celebrados, totalizando R$ 31,2 milhões em recursos liberados. Em 2025, foram 2.786 contratos consolidados e R$ 34 milhões investidos.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ressaltou que a ampliação da política de crédito representa o compromisso da gestão federal em criar sinergia com os governos estadual e municipal. “Isso representa bem o estilo do Presidente Lula e do Governo do Brasil em relação ao compromisso com todos os lugares onde as pessoas vivem, têm oportunidade e precisam da política pública presente”, destacou o ministro. “Não é falta de dinheiro ou de programa, mas muitas vezes é falta de criar sinergia entre os poderes constituídos e aqueles que geram emprego e renda para acessar os recursos e preparar o Oiapoque cada vez mais para quem está aqui.”
Além do fomento ao crédito, o MIDR, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), realizou a entrega de um conjunto de maquinários para a Prefeitura Municipal de Oiapoque, somando um investimento total de R$ 3,5 milhões. Para estruturar as vias públicas, vilas e apoiar a produção rural, o município terá à sua disposição:
O ministro Waldez Góes também destacou que há ações de segurança hídrica em andamento na região, com a escavação de dez poços profundos (de até 150 metros) para captação de água, além da articulação com o MDS para a disponibilização de sistemas de água tratada para as comunidades indígenas locais.
Essa articulação se soma ao anúncio do ministro do MDS, Wellington Dias, que confirmou a liberação de R$ 32 milhões para sistemas de abastecimento de água em comunidades ribeirinhas e indígenas no Amapá, incluindo R$ 3 milhões para o Programa Cisternas em Oiapoque, em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Além disso, o ministério prevê injetar R$ 1,69 bilhão no estado este ano por meio do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), sendo cerca de R$ 170 milhões destinados diretamente a Oiapoque para fortalecer a proteção social na fronteira.
Na área de segurança alimentar, o MDS também anunciou o aporte de R$ 2,9 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade Compra com Doação Simultânea. O ministro Wellington Dias frisou a complementaridade entre garantir a infraestrutura hídrica e assegurar a segurança alimentar na região. “O nosso papel é garantir que pessoas que estão na insegurança alimentar possam ter segurança na alimentação, tanto na produção quanto no consumo, trabalhando também para a qualificação voltada para o emprego, para o empreendedorismo urbano e rural”, declarou o ministro.
Para encerrar as entregas no Oiapoque, o Ministério do Turismo (MTur) apresentou estratégias para transformar a região em um polo internacional. O ministro do Turismo Gustavo Feliciano anunciou o direcionamento de R$ 800 milhões em recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para que empreendedores com cadastro ativo no Cadastur possam acessar linhas de crédito para obras e capital de giro, impulsionando o setor em uma região que possui a única fronteira física do Brasil com a União Europeia. “Fizemos um recorte de R$ 100 milhões para atender exclusivamente os microempreendedores individuais (MEIs). Seguindo a premissa do presidente Lula de descentralizar as ações, estamos fomentando a economia não apenas nas grandes capitais, mas em cidades remotas como Oiapoque”, explicou o ministro.
Além do fomento ao crédito, foi anunciado um edital para diagnóstico e plano de ação sobre o turismo fronteiriço do Amapá e do Pará com a Guiana Francesa e o Suriname. Realizada em cooperação técnica internacional com a UNESCO, a iniciativa contratará consultorias especializadas para identificar gargalos de infraestrutura e propor soluções práticas de integração cultural e econômica. O trabalho está alinhado ao Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Ao todo, são 5 estudos sobre turismo fronteiriço nas regiões Norte e Sul do país.
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Baixar áudioUm passo decisivo para o fortalecimento do desenvolvimento regional do estado do Acre: Nesta sexta-feira (05), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) realizou a primeira entrega de máquinas e equipamentos do Programa Inova, iniciativa coordenada pela pasta. A ação inaugura, no Acre, a fase de concretização da política pública voltada à modernização da infraestrutura produtiva, com foco especial na agricultura familiar, no escoamento da produção e na melhoria de estradas vicinais. Ao todo, 324 equipamentos começam a ser entregues nesta primeira etapa, beneficiando os 22 municípios acreanos e diversas entidades locais.
O ministro Waldez Góes destacou o alcance nacional do Programa Inova e o papel decisivo da articulação com o Congresso Nacional para viabilizar as entregas. “Esse é um programa que pode servir do Amapá ao Rio Grande do Sul, beneficiando as 27 unidades da Federação com inovação tecnológica em máquinas e equipamentos. Nós oferecemos o programa às bancadas federais, dialogamos no Congresso e a bancada do Acre, assim como outras, acreditou e aportou recursos. Só no Acre, foram cerca de R$ 200 milhões em emenda de bancada para a aquisição de aproximadamente 1.600 equipamentos. Hoje, iniciamos aqui a primeira entrega, com 324 máquinas, o que representa quase R$ 60 milhões já em execução”, afirmou.
Segundo o ministro, a iniciativa fortalece estados e municípios e se integra a outras políticas públicas. “Isso é transformador, porque melhora a capacidade das prefeituras cuidarem das áreas urbanas e rurais e dá melhores condições para os agricultores produzirem. Equipamento e tecnologia caminham junto com assistência técnica, microcrédito e com o fortalecimento do Plano Safra. É a demonstração de um governo comprometido, presente em todos os territórios, liderado pelo presidente Lula, e de um esforço coletivo que faz as políticas públicas chegarem mais rápido à população”, concluiu.
Com investimento de R$ 59,7 milhões nesta primeira etapa, o Programa Inova começa a deixar sua marca. O secretário nacional substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial, Edgar Caetano, destacou o simbolismo da iniciativa para a política pública construída de forma integrada. “Hoje nós estamos consolidando o Inova, materializando uma política pública inovadora, concebida a partir da demanda do presidente Lula e do ministro Waldez Góes. Trouxemos maquinários inovadores, como os triciclos, que são únicos, e damos concretude a uma política que vai alcançar todo o estado do Acre”, observou Caetano.
O secretário substituto ressaltou ainda que o programa reúne equipamentos de diferentes portes, capazes de atender desde grandes intervenções até demandas mais simples do cotidiano dos produtores. “Estamos levando modernização, mecanização e facilitação para a vida dos produtores. Esses equipamentos ajudam no escoamento da produção, na melhoria das vias e na geração de renda, promovendo o desenvolvimento regional, que é o nosso principal foco”, completou.
Para a superintendente substituta do Mapa no Acre, Kajeanne Pereira, a entrega representa um marco histórico para o estado. “Esse é um momento que vai ficar na história do Acre. Essa parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional vai fazer uma diferença gigantesca para as prefeituras, cooperativas e associações. A região Norte ainda é muito carente de tecnologia, e muitos produtores ainda trabalham com ferramentas manuais. Esses equipamentos vão alavancar a produção e o desenvolvimento”, ressaltou a superintendente.
Kajeanne ressaltou ainda que a chegada das máquinas amplia as perspectivas de crescimento sustentável. “É um diferencial enorme para os produtores rurais e para o estado como um todo. A gente espera que mais emendas sejam destinadas para que o Acre continue se desenvolvendo”, completou.
A avaliação positiva também foi compartilhada pelos gestores municipais. Para o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, a entrega é a maior da história do estado em volume de máquinas pesadas. “É um impacto super positivo e um momento histórico. Os 22 municípios do Acre estão sendo contemplados, e isso vai impactar diretamente a vida da população, principalmente no setor rural”, comemorou o prefeito.
Segundo o prefeito, os equipamentos permitirão avanços concretos na infraestrutura produtiva. “Estamos recebendo máquinas para recuperação e abertura de estradas vicinais, construção de tanques, açudes e barragens para a piscicultura, além de equipamentos para melhorar o solo. O fortalecimento da agricultura é uma das principais saídas para gerar emprego e renda no Acre”, finalizou.
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Baixar áudioO Banco da Amazônia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma carteira de crédito de R$ 68,2 bilhões. O montante equivale a um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados integram o Relatório da Administração 1T26, divulgado pela instituição financeira, que também aponta avanço das receitas operacionais, fortalecimento patrimonial e ampliação das ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da Região Amazônica.
Segundo o balanço, as receitas de intermediação financeira alcançaram R$ 1,66 bilhão no trimestre – alta de 16,5% na comparação com 1T25. O resultado foi impulsionado principalmente pela expansão das operações de crédito, aumento do volume de contratos e diversificação das atividades financeiras do banco. As outras receitas operacionais somaram R$ 872,2 milhões, o equivalente a um avanço de 20,2% no período.
O montante de R$ 68,2 bilhões na carteira de crédito é composto pela Carteira do FNO - Fundo Constitucional de Financiamento do Norte, Carteira Comercial e pela Carteira dos Demais Fundos.
O documento pontua que o período foi marcado pela continuidade das adaptações regulatórias iniciadas no ano passado, além de um cenário macroeconômico que ainda pressiona segmentos da economia regional, como o agropecuário.
“Mesmo diante dos efeitos sobre a nossa rentabilidade no curto prazo, mantemos nosso compromisso inabalável com o fomento à economia da Amazônia, com a sustentabilidade dos nossos negócios e com a disciplina na gestão de riscos, preservando a resiliência operacional do Banco”, diz um trecho do relatório.
Já o patrimônio líquido do banco atingiu R$ 7,2 bilhões. O valor representa um crescimento de 7,3% em relação a março de 2025. Já o índice de Basileia, que mede a saúde financeira de um banco, ficou em 13% – patamar considerado acima do mínimo exigido pelo sistema financeiro nacional.
O balanço indica, ainda, que o lucro líquido registrado no trimestre foi de R$ 47,5 milhões. O montante representa uma retração referente ao mesmo período de 2025. De acordo com o Banco da Amazônia, o resultado foi impactado, principalmente, pelo aumento das despesas com provisão para perdas associadas ao risco de crédito, que somaram R$ 737,1 milhões neste primeiro trimestre. Segundo a instituição, a pressão econômica sobre o agronegócio também impactou o resultado.
Em relação à contratação de crédito, no período, o Banco da Amazônia priorizou a preservação da qualidade dos ativos e a sustentabilidade da carteira no médio e longo prazo. A postura foi adotada diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador, na avaliação da instituição, o que resultou na redução no volume de contratações de crédito. Foram contratados R$ 4 bilhões, representando redução de 5,8% em relação ao 1T25.
Apesar do resultado, foram formalizados 38,7 mil operações, o que representa uma elevação de 48,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
As operações vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) avançaram 38,9% no período, com um total de R$ 713,5 milhões.
O relatório analisa que o desempenho reflete a implementação do novo modelo de segmentação, do fortalecimento da atuação comercial e da ampliação das estratégias de inclusão produtiva na Região Amazônica pelo Banco da Amazônia.
Os contratos totalizaram 22,1 mil operações – avanço de 113,0% em comparação às 10,4 mil operações realizadas no mesmo período de 2025. Pelo balanço, o crescimento nas operações do PRONAF demonstram maior pulverização do crédito e ampliação do acesso aos recursos por pequenos produtores rurais.
No primeiro trimestre deste ano, 10,5 mil clientes foram alcançados pelo PRONAF. Além disso, houve a inclusão de 3,9 mil novos clientes no trimestre, crescimento de 42,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em relação à cobertura operacional, o programa alcançou 525 municípios, frente a 447 municípios no 1T25.
O Programa BASA Acredita, voltado ao Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), ampliou a atuação no primeiro trimestre de 2026 e reforçou o apoio do Banco da Amazônia aos pequenos empreendedores da Amazônia. Conforme os dados do Relatório da Administração 1T26, as contratações do programa somaram R$ 322,1 milhões no período. O resultado representa um crescimento de 108,8% em comparação ao mesmo trimestre de 2025.
O avanço foi impulsionado principalmente pela expansão das operações financiadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Apenas nessa modalidade, os contratos alcançaram R$ 172,5 milhões no trimestre, alta de 220,9% na comparação anual. O desempenho evidencia o fortalecimento das políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo, geração de renda e inclusão produtiva na Amazônia.
As operações realizadas com recursos próprios do banco também apresentaram crescimento expressivo. No primeiro trimestre deste ano, o volume contratado chegou a R$ 149,5 milhões, avanço de 48,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reforça a estratégia institucional de ampliar o acesso ao crédito orientado para micro e pequenos negócios da região.
Segundo o Banco da Amazônia, o BASA Acredita vem se consolidando como um dos principais instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia. A publicação destaca que o programa contribui para ampliar a formalização de empreendedores, gerar oportunidades econômicas na Região Norte e o desenvolvimento sustentável da região.
A instituição encerrou o primeiro trimestre deste ano com uma estrutura de rede de atendimento formada por 124 agências, sendo 95 tradicionais e 29 de negócios. Pelo relatório, a mudança resultou em mais eficiência, redução de custos e modernização da estrutura de atendimento aos clientes.
“O movimento, caracterizado pela redução de agências tradicionais e pela expansão de unidades no modelo de agências de negócios, está alinhado ao reposicionamento institucional para um formato mais eficiente, digital e centrado na experiência do cliente”, diz um trecho do relatório.
Além disso, a rede de atendimento do Banco da Amazônia conta com 76 Unidades de Microfinanças (UMF) do Programa BASA Acredita.
Para saber mais acesse: www.bancoamazonia.com.br.
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Baixar áudioO Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), abriu edital para contratação de consultoria técnica especializada. O objetivo é fortalecer a coordenação estratégica e técnica do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS).
Sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, o FDIRS é um fundo de natureza privada voltado para a estruturação de projetos de concessão e de parcerias público-privadas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Entre os resultados esperados estão o aprimoramento da governança, a ampliação do uso estratégico do fundo e a criação de ferramentas de monitoramento baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O edital está disponível no Portal Quantum, do PNUD. Para os interessados, o prazo máximo para envio das propostas é 23 de outubro de 2025, às 17h (horário de Brasília).
A contratação da consultoria para o FDIRS integra as atividades do Projeto BRA/20/008, uma cooperação do MIDR com o PNUD que busca ampliar a capacidade institucional do Ministério na formulação e implementação de políticas públicas alinhadas à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).
Antes do encerramento da etapa de recebimento das propostas, será realizada uma Audiência Prévia para que os interessados possam esclarecer dúvidas sobre os termos da contratação e apresentar contribuições.
Mais informações, incluindo o Termo de Referência completo e as condições de participação, estão disponíveis no portal oficial do PNUD.
Copiar o textoUm dos estados mais afetados pelo fenômeno é o Rio Grande do Sul, com tempestades e inundações
Baixar áudioO planejamento de ações de preparação para possíveis desastres naturais devido à atuação do El Niño foi tema do Bate-Papo com a Defesa Civil nesta quinta-feira (28). O encontro virtual também abordou as características do fenômeno e as previsões climáticas para os próximos meses. Assista aqui.
Mediador do evento, o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Tiago Schnorr, iniciou o bate-papo destacando a necessidade de fortalecimento dos órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil diante do cenário, priorizando a proteção da população. “Fazemos uma reunião diária com representantes desses órgãos para debater informações atualizadas sobre as previsões climáticas no País. Com muita frequência, também abordamos todas as questões relacionadas ao El Niño e seus impactos. O monitoramento da situação é constante”, afirmou.
No encontro desta quinta, especialistas trouxeram uma explicação técnica sobre o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), um dos principais fenômenos com influência no clima global. Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases.
“É um fenômeno natural, percebido há mais de cem anos. De maneira geral, quando há o aumento da temperatura média do Pacífico Tropical persistente por alguns meses, cinco ou seis, o El Niño está configurado. É necessário que tenhamos, pelo menos, meio grau acima da média em toda a região central do Pacífico”, completou o coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mozar Salvador.
O meteorologista do Grupo de Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fábio Rocha, alertou para o cenário atual. “Já estamos presenciando o aquecimento gradativo das águas do Pacífico Tropical, mas o fenômeno ainda não está estabelecido”, esclareceu Fábio, ressaltando o grande impacto nas condições climáticas do planeta.
No Brasil, um dos lugares mais impactados pela atuação do ENOS é o Rio Grande do Sul. O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações. “Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste”, acrescentou o meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem substituto do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Giovanni Dolif.
O coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Coronel Luciano Chaves Boeira, compartilhou o que tem sido feito no estado para aumentar a proteção das pessoas. “A pauta do El Niño traz uma angústia enorme ao povo gaúcho. O Rio Grande do Sul tem se preparado para possíveis desastres a partir do fortalecimento e ampliação das estruturas, com a criação de novos cargos e a chegada de especialistas. São profissionais da engenharia, arquitetura, hidrologia, meteorologia, geologia, geoprocessamento, entre outros. Isso vai aumentar nossa capacidade de preparação, resposta e suporte aos municípios”, concluiu.
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Baixar áudioEntre os dias 18 e 19 de maio, o Conexa 2026 reuniu representantes do associativismo de todo o país em Florianópolis (SC) para articular pautas empresariais e discutir o cenário político, com foco nas eleições de 2026. Promovido pela Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), com participação da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o evento concentrou discussões sobre redução da jornada de trabalho, reforma tributária e inteligência artificial.
A proposta foi aproximar empresários, especialistas e lideranças políticas para discutir inovação, competitividade e os desafios regulatórios que impactam o ambiente de negócios.
O encontro promoveu a interlocução entre empresários, empreendedores e líderes de variados setores empresariais do país. Segundo o presidente da ACIF, Célio Bernardi, o momento foi oportuno para a troca de ideias entre os participantes, além da capacitação e expansão das redes de conexão.
“Estamos reunidos em um ambiente com mais de 4 mil pessoas, lideranças, mais de 100 presidentes de associações empresariais, para capacitação, encontros e oportunidades para os empresários. Vamos trabalhar marketing, vendas e inteligência artificial para que o participante possa colocar em prática. É um time completo para que o empresário saia com aprendizado e aplique no dia seguinte no seu negócio”, afirmou Célio Bernardi, durante a reunião.
Para o presidente da ACIF, o Conexa é um espaço relevante para a articulação de pautas que impactam o associativismo, como a redução da jornada de trabalho e a atualização do Simples Nacional. Na avaliação dele, a presença da CACB no evento reforçou o compromisso das associações no engajamento das pautas.
“Por isso que nós vamos ter aqui a reunião da nossa CACB, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, justamente para isso, com grandes lideranças, mais de 100 presidentes do Brasil inteiro, com essa pauta de discutir a política, qual é o rumo do Brasil que nós queremos”, disse.
A programação do Conexa 2026 reuniu nomes do empreendedorismo, tecnologia e análise política, com conteúdo exclusivo para impulsionar carreira e negócios. Entre os painelistas, Thaís Martan apresentou aplicações práticas de inteligência artificial nos negócios. Já o comentarista político Caio Coppolla analisou os impactos do cenário político na economia. E o painel sobre investimento e crescimento empresarial foi comandado pela coordenadora do Comitê de Tecnologia e Inovação da CACB, Camila Farani.
Os painéis foram voltados a empreendedores que buscavam capacitação estratégica. O evento promoveu, ainda, rodadas de negócios destinadas à geração de novas oportunidades.
A participação de representantes nacionais e do grupo “G50+”, que reúne algumas das principais associações empresariais do país, ampliou a troca de experiências entre os participantes e reforçou a articulação do associativismo empresarial brasileiro.
Além de reunir lideranças do associativismo para discutir pautas econômicas consideradas estratégicas para o setor produtivo, o evento também teve como foco ampliar o diálogo entre empresários e personalidades políticas.
Com o painel “Para onde caminha o Brasil”, o Conexa 2026 abriu espaço para discussões entre presidenciáveis. O debate contou com a participação dos pré-candidatos à presidência da República Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais (MG), e do ex-governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD/GO).
A participação de presidenciáveis reforçou o papel do Conexa 2026 como espaço de aproximação entre o setor produtivo e lideranças políticas em meio às articulações para as eleições presidenciais de 2026.
Os pré-candidatos à presidência do Brasil, Caiado e Zema, defenderam uma agenda econômica liberal, com menos tributos e mais incentivo ao setor produtivo e ao fortalecimento da segurança jurídica para investimentos.
Segundo Ronaldo Caiado, o cooperativismo ainda enfrenta barreiras tributárias que limitam sua expansão no país. Ele defendeu o potencial da união do cooperativismo para conquistar medidas que favoreçam a competitividade e a produtividade dos negócios.
“Sobre o ato cooperativo, você não pode criar a incidência tributária como se fosse numa operação de uma pessoa física ou uma pessoa jurídica. Mas nós nunca conseguimos até hoje ter um resultado que fosse abrangente para que nós pudéssemos dar ao cooperativismo a dimensão que ele precisa ter no país. É a única forma capaz de enfrentar cartéis e enfrentar estrutura que hoje torna impossível o cidadão individualmente ter poder e, ao mesmo tempo, capacidade de pressão como se tem no cooperativismo”, afirmou Caiado.
Caiado também associou a pauta ao debate presidencial de 2026 e disse que pretende levar propostas voltadas ao fortalecimento do cooperativismo para uma eventual chegada ao Palácio do Planalto.
“Este é um assunto que eu conheço bem e pretendo, sem dúvida nenhuma, chegando à presidência da República, trazer aquilo que eu fiz durante meus 24 anos no Congresso como uma proposta vinda do presidente da República para cumprir a regra da Constituição Brasileira”, frisou.
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