Eleições 2026

28/10/2026 04:30h

Com oposição fortalecida na Câmara e no Senado, presidente reeleito dependerá de negociações com partidos de centro para aprovar projetos e garantir a governabilidade a partir de 2027

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A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu ao petista mais quatro anos no Palácio do Planalto, mas não uma maioria no Congresso Nacional. A partir de fevereiro de 2027, Lula terá pela frente um Legislativo mais à direita, com a oposição fortalecida e maior capacidade de dificultar a aprovação de propostas do governo.

Nesse cenário, o presidente precisará intensificar as negociações com partidos de centro e centro-direita, além de fazer concessões políticas para conseguir apoio a projetos considerados prioritários.

O resultado das urnas dá a dimensão desse desafio. O PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e terá 121 parlamentares na próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027. O partido conquistou 24 cadeiras a mais do que em 2022. Já a federação PT-PCdoB-PV terá a segunda maior bancada, com 88 deputados eleitos, seis a mais do que na eleição anterior.

Em seu primeiro discurso após a proclamação do resultado das eleições, Lula reconheceu a necessidade de diálogo com o Legislativo e afirmou que pretende trabalhar com os parlamentares escolhidos pelos eleitores.

"Eu não escolhi o Congresso, foi o povo quem escolheu, e é com ele que eu vou votar, trabalhar e aprovar as coisas", disse Lula.

Eleições no Congresso serão decisivas para a governabilidade

Para Guilherme Mazieiro, consultor executivo da Oficina Consultoria, a definição dos próximos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado será um dos primeiros testes políticos do novo mandato de Lula. As eleições para o comando das duas Casas, previstas para fevereiro de 2027, devem indicar o espaço que o governo terá para negociar e avançar com sua agenda.

“Agora que a eleição acabou e a gente têm Lula reeleito e Flávio Bolsonaro derrotado, começa uma nova disputa, mas dentro do Congresso: a gente tem a eleição da Câmara e do Senado, que acontece em fevereiro, e os partidos já começam a se movimentar e o governo também. Essa eleição é fundamental para entender as condições de governabilidade que o presidente Lula vai ter no seu quarto mandato”, explica.

Segundo o especialista, o resultado das eleições também alterou a distribuição de forças entre os partidos, criando uma nova dinâmica de negociação. Embora a direita tenha ampliado sua presença no Congresso, o avanço ocorreu principalmente sobre legendas de centro e centro-direita, o que pode abrir espaço para novas alianças.

“O resultado das urnas no primeiro turno mostrou um avanço do bolsonarismo não sobre as cadeiras da esquerda, mas sim dos partidos de centro e centro-direita. A gente ainda tem o centrão sendo o fiel da balança, só que com menos poder. Diante desse aumento do bolsonarismo, é possível que os partidos de centro busquem apoio com os partidos de esquerda e centro-esquerda” diz.

“O governo, em via de regra, não se intromete nas eleições do Congresso, mas sinaliza apoio a algum candidato a partir de orientação da base. Isso pode acontecer para ajudar a enfraquecer o bolsonarismo dentro da Câmara e do Senado e ter condição de governar o país”, conclui Mazieiro.

Senado será um dos principais obstáculos

Assim como na Câmara, o PL terá a maior bancada do Senado a partir de 2027. O partido elegeu 19 senadores, o equivalente a 35,2% das 54 cadeiras em disputa neste ano. Somados aos parlamentares que ainda têm mandato, os eleitos devem elevar a bancada da legenda para 29 integrantes.

O desempenho do PL também foi marcado pela eleição de dois representantes em cinco unidades da Federação: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e Distrito Federal. As chamadas "dobradinhas" contribuíram para ampliar a presença do partido na Casa.

Na sequência, aparecem o PT, que deverá contar com 10 senadores após a vitória de Omar Aziz (PSD) na disputa pelo governo do Amazonas, e o MDB, com oito parlamentares.

O fortalecimento da direita no Senado representa um desafio que vai além da votação de projetos de lei. A Casa também é responsável por analisar indicações feitas pelo presidente da República para cargos estratégicos, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dirigentes de agências reguladoras e outras autoridades. Com uma oposição mais numerosa, essas escolhas poderão enfrentar maior resistência e exigir negociações ainda mais complexas.

Para Guilherme Mazieiro, as dificuldades de Lula não estarão restritas à nova composição do Congresso. O presidente também terá de lidar com um ambiente de tensão entre as instituições e uma série de temas políticos e econômicos que dependem, em diferentes graus, de entendimento com o Legislativo.

“A gente tem uma disputa entre as instituições que já está acontecendo há alguns anos no Brasil e várias crises já contratadas. Eu lembro aqui do caso Master, reforma do judiciário, impeachment de ministros do Supremo, anistia de Bolsonaro, implementação do fim da escala seis por um, reforma tributária, questões de tarifa com os Estados Unidos e a própria condução econômica e fiscal do país. Tudo isso vai andar em maior ou menor escala dependendo desse acordo e das negociações que forem feitas com o Congresso. O desafio para o presidente Lula é muito grande”, finaliza.

A nova configuração do Congresso reforça uma tendência que se consolidou na política brasileira nos últimos anos: o fortalecimento do Legislativo diante do Executivo. Se, em seus primeiros mandatos, Lula encontrou um cenário em que o governo tinha maior capacidade de conduzir a agenda política, agora terá de lidar com um Parlamento mais independente, com maior controle sobre o Orçamento e uma oposição numericamente fortalecida. Nesse contexto, a experiência do presidente como articulador político será colocada à prova. 
 

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27/10/2026 04:25h

Bahia, Pernambuco e São Paulo lideram a diminuição no número de eleitores ausentes. Em todo o país, a abstenção recuou 1,9 ponto percentual em relação ao primeiro turno

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O segundo turno das eleições de 2026 registrou uma redução na abstenção eleitoral em relação ao primeiro turno. O percentual de eleitores que não compareceram às urnas caiu 1,9 ponto percentual, o que representa aproximadamente 3 milhões de eleitores a mais participando da votação. A queda foi registrada em 18 das 27 unidades da Federação, enquanto outras nove apresentaram aumento no índice de ausências.

Bahia, Pernambuco e São Paulo lideraram a queda da abstenção no país. A maior redução foi registrada na Bahia, com 3,26 pontos percentuais, seguida por Pernambuco, com 2,99 pontos, e São Paulo, com 2,73 pontos percentuais.

Além desses três estados, a abstenção também diminuiu em Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.

Por outro lado, nove estados tiveram aumento no percentual de eleitores que deixaram de votar: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Queda histórica supera resultado de 2022

A redução da abstenção em 2026 superou o recorde registrado nas eleições presidenciais de 2022. Naquele ano, o percentual de eleitores ausentes foi menor no segundo turno do que no primeiro, com queda de 0,5 ponto percentual.

Até então, em todas as eleições presidenciais que tiveram segundo turno, a abstenção havia aumentado na votação decisiva.

Em 2026, a queda de 1,9 ponto percentual foi quase quatro vezes maior que a registrada quatro anos antes, consolidando um novo recorde de redução das ausências entre os dois turnos.

Nordeste concentra as maiores quedas de abstenção

O Nordeste se destacou na redução da abstenção eleitoral. Além de Bahia e Pernambuco, que lideraram o ranking nacional, outros cinco estados da região tiveram maior comparecimento às urnas no segundo turno.

As quedas foram registradas no Rio Grande do Norte (2,32 pontos percentuais), na Paraíba (1,84), no Ceará (1,63), em Sergipe (1,59) e em Alagoas (0,55). Maranhão e Piauí foram as únicas exceções na região, com aumento da abstenção de 0,63 e 0,04 ponto percentual, respectivamente.

No Sudeste, os quatro estados registraram queda. São Paulo apresentou a maior redução, de 2,73 pontos percentuais, seguido por Minas Gerais (2,48), Espírito Santo (1,9) e Rio de Janeiro (1,7).

O mesmo ocorreu no Sul, onde todos os estados tiveram maior participação dos eleitores. O Paraná liderou a queda na região, com 2,53 pontos percentuais, seguido pelo Rio Grande do Sul (2,19) e por Santa Catarina (1,99).

No Centro-Oeste, a abstenção também diminuiu em todas as unidades da Federação. Mato Grosso do Sul registrou a maior redução, de 2,63 pontos percentuais. Na sequência aparecem o Distrito Federal (1,6), Goiás (1,49) e Mato Grosso (1,25).

Norte registra aumento da abstenção em todos os estados

Na contramão das demais regiões, o Norte registrou aumento da abstenção em todos os sete estados.

O Amapá apresentou a maior alta do país, de 8,06 pontos percentuais, seguido por Roraima (6,03) e Acre (5,65). Também houve crescimento das ausências no Amazonas (1,51), Pará (1,22), Tocantins (0,89) e Rondônia (0,21).

Apesar das diferenças regionais, o resultado nacional mostra que mais brasileiros compareceram às urnas no segundo turno de 2026, em um movimento que contrariou o padrão histórico de aumento da abstenção na votação decisiva.
 

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25/10/2026 23:30h

Candidata recebeu 57,2% dos votos válidos contra 42,8% de Leandro Grass (PT)

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A candidata Celina Leão (PP) foi reeleita governadora do Distrito Federal no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 987.142 votos, ela obteve 57,18% dos votos válidos e garantiu mais quatro anos à frente do estado.

O candidato Leandro Grass (PT) ficou em segundo lugar, com 739.130 votos, o que corresponde a 42,82% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 55.771 votos brancos (3,01%) e 72.280 votos nulos (3,9%). A abstenção foi de 389.853 eleitores, o equivalente a 17,37% do eleitorado apto a votar no estado.

Natural de Goiânia (GO), Celina Leão tem 49 anos e é a atual governadora do Distrito Federal. Assumiu definitivamente o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha. Antes disso, foi deputada distrital e deputada federal.

Com informações da Agência Brasil.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Celina recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos. Grass obteve 569.930 votos, ou 34,47% dos votos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

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25/10/2026 23:00h

Candidato recebeu 50,8% dos votos válidos contra 49,2% de Allyson Bezerra (União)

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O candidato Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com mais de 99,9% das urnas apuradas até o momento, o petista obteve 1.072.217 votos, 50,8% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

O candidato Allyson Bezerra (União) foi derrotado com 1.039.489 votos, o que corresponde a 49,2% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 35,8 mil votos brancos (1,6%) e 80,1 mil votos nulos 3,6%. A abstenção foi de 426,5 mil eleitores, o equivalente a 16% do eleitorado apto a votar no estado.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Allyson terminou na frente com  733.809 votos, o equivalente a 36,94% dos votos válidos. Cadu de Lula obteve 718.300 votos, ou 36,16% dos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Carlos Eduardo Xavier é auditor fiscal de carreira e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN). Aos 48 anos, disputou pela primeira vez um cargo eletivo.

Com informações da Agência Brasil

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25/10/2026 22:22h

Ex-prefeito de Vitória recebeu 52,2% dos votos válidos contra 47,8 do atual governador Ricardo Ferraço (MDB)

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O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi eleito governador do Espírito Santo no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 1.151.621 votos, ele obteve 52,2% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, foi derrotado com 1.056.026 votos, o que corresponde a 47,83% dos válidos.

No segundo turno, foram registrados 64,9 mil votos brancos (2,7%) e 132,8 mil votos nulos (5,5%). A abstenção foi de 581,9 mil eleitores, o equivalente a 19,5% do eleitorado apto a votar no estado.

Natural da capital capixaba, tem 44 anos, já foi deputado estadual e é delegado de polícia.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Pazolini terminou na frente com 1.048.633 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos. Ferraço obteve 719.397 votos, ou 34,06% dos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Com informações da Agência Brasil

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25/10/2026 22:00h

Candidato recebeu 64,5% dos votos válidos contra 35,5% da senadora Professora Dorinha (União)

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O candidato Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 562.083 votos, ele obteve 64,52% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

A senadora Professora Dorinha (União Brasil) ficou em segundo lugar, com 309.076 votos, o que corresponde a 35,48% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 20.323 votos brancos (2,13%) e 61.903 votos nulos (6,49%). A abstenção foi de 227.081 eleitores, o equivalente a 19,24% do eleitorado apto a votar no estado.

Vicentinho Júnior exerce o terceiro mandato como deputado federal pelo Tocantins. Empresário, já atuou como secretário estadual no governo de Wanderley Barbosa, que comanda o estado atualmente. Tem 41 anos e é natural de Goiânia (GO).

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Dorinha terminou na frente com  386.260 votos, o equivalente a 45,53% dos votos válidos. Vicentinho obteve 372.848 votos, ou 43,94% dos votos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Com informações da Agência Brasil

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25/10/2026 21:51h

Com 100% das seções apuradas, Lula alcançou 51,79% dos votos válidos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 48,21%

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou a vitória no segundo turno das Eleições 2026 e garantiu o seu quarto mandato presidencial. Com 100% das seções apuradas, Lula alcançou 51,79% dos votos válidos (64.256.232 votos), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 48,21% (59.826.041 votos).

Em pronunciamento após o resultado final, Lula atribuiu a virada nas urnas à mobilização dos apoiadores.  "Não fui eu e o Alckmin que ganhamos essas eleições. Essas eleições foram a honradez, o nacionalismo, a democracia e o futuro que vocês querem para os filhos de vocês que fez a gente virar. Foi a primeira vez que a gente virou. É importante saber", disse. 

O pleito foi marcado por uma apuração acirrada. No início da divulgação dos dados, Flávio Bolsonaro chegou a liderar a contagem parcial, mas a apuração das regiões com forte base eleitoral do PT e o avanço da totalização nos grandes centros urbanos garantiram a virada e a consolidação do resultado a favor do atual presidente.

Durante seu pronunciamento após a apuração, o senador Flávio Bolsonaro declarou ser "impossível reconhecer o resultado das eleições", classificando como "inaceitável" a atuação de um ministro da Suprema Corte ao "dar uma canetada e mudar a regra do jogo". O posicionamento ocorre em um contexto de forte contestação do pleito, no qual tanto a campanha de Flávio quanto a de Lula chegaram a formalizar pedidos pela prorrogação do processo eleitoral.

Com base nos dados informados, o total de votos válidos somou 124.082.273, representando a expressiva maioria do pleito. Além disso, foram registrados 1.430.496 votos em branco (1,12%) e 2.723.305 votos nulos (2,12%). 

Desempenho Regional e Principais Colégios Eleitorais

A definição do resultado final refletiu divisões entre as regiões do país e nos maiores colégios eleitorais. O Nordeste foi mantido como o principal ambiente eleitoral do Partido dos Trabalhadores, registrando amplas margens de vantagem que compensaram as perdas do candidato do PT no Centro-Sul.

Quanto ao Sudeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro manteve a liderança de votos, enquanto Minas Gerais confirmou a tradição histórica de acompanhar a tendência da apuração nacional, apresentando votação extremamente equilibrada.

Já o eleitorado das regiões Sul e Centro-Oeste deu maioria expressiva a Flávio Bolsonaro, impulsionado pela força do agronegócio e pelo eleitorado conservador.

Nordeste:

  • Lula: 69,37%
  • Flávio Bolsonaro: 30,63%

Norte:

  • Flávio Bolsonaro:49,99%
  • Lula: 50,01%

Sudeste:

  • Flávio Bolsonaro: 52,76%
  • Lula: 47,24%

Sul:

  • Flávio Bolsonaro: 62,30%
  • Lula: 37,70%

Centro-Oeste:

  • Flávio Bolsonaro: 62,58%
  • Lula: 37,42%

Primeiro Turno x Segundo Turno

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia ficado em primeiro lugar com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. No segundo turno, o petista reverteu a desvantagem inicial e alcançou a vitória com 51,76% dos votos.O processo eleitoral foi encerrado com 100% das seções utilizando votação eletrônica, ou seja, sem uso de cédulas de papel. No total, foram substituídas apenas 1.551 urnas com falhas técnicas em todo o país (0,31% do total), utilizando a reserva de contingência da Justiça Eleitoral sem prejuízo ao pleito.

Prorrogação da votação pelo STF 

A divulgação da apuração do segundo turno sofreu um atraso de cerca de duas horas no início da noite devido a uma intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em decisão tomada pelo ministro Cristiano Zanin após pedidos encaminhados por relatórios de transporte, o horário de encerramento das seções eleitorais foi estendido até as 19h nas urnas que se mantinham abertas pelo país.

"As duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual concedi a medida liminar", destacou Zanin.

A medida atendeu a alegações de problemas logísticos e gargalos na frota do transporte público municipal durante a tarde, como os casos apurados no transporte público de Salvador e em áreas de São Paulo. 

Como o TSE determina que haja o encerramento prévio do envio de boletins em seções ativas para o início da contagem dos votos, o sistema de divulgação de resultados parciais teve que ser suspenso até a consolidação da nova marca estipulada pela Justiça.
 

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25/10/2026 20:41h

Determinação de estender o pleito até as 19h paralisou temporariamente a totalização de dados pelo TSE e adiou a divulgação dos resultados parciais em todo o país

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A prorrogação do horário de votação e a interrupção temporária da divulgação dos resultados marcaram o segundo turno das Eleições 2026, realizado em 25 de outubro. Após denúncias de dificuldades no transporte público, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu a votação até as 19h, no horário de Brasília, nas seções cujas urnas ainda estavam abertas. A apuração foi retomada após o encerramento do prazo adicional.

A medida alterou o cronograma previsto, que estabelecia o fim da votação às 17h. Quando a determinação foi comunicada, a Justiça Eleitoral já havia iniciado a totalização dos votos. Para cumprir a decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu temporariamente a divulgação dos resultados, que estava em 0,25% das urnas apuradas.

"As duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual concedi a medida liminar", destacou Zanin.

O ministro também determinou como a medida deveria ser aplicada às seções eleitorais, diferenciando aquelas que ainda não haviam encerrado a votação das que já tinham fechado as urnas.

"Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados," complementou.

Diante do caso, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho, criticou o que chamou de “impressionante o nível de intervenção” de alguns magistrados. Sem mencionar diretamente a decisão do ministro Cristiano Zanin, o senador fez críticas nas redes sociais.

Segundo o Metrópoles, Marinho, que lidera a oposição no Senado, afirmou esperar que “qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia” e defendeu o que classificou como “bom senso”.

De acordo com a Agência Brasil, a determinação do ministro Cristiano Zanin chegou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) após as 17h, quando diversas seções já haviam encerrado os trabalhos e emitido os boletins de urna.

Em pronunciamento de encerramento do segundo turno, Nunes afirmou que essa movimentação afetou os sistemas e as rotinas de apuração da Justiça Eleitoral, que tiveram que ser reestruturados.

"Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura. Tivemos que promover o bloqueio do recebimento dos Boletins de Urna a fim de assegurar absoluta segurança que as informações nele constantes não fossem de conhecimento nem do próprio TSE. Contudo, em razão do bloqueio, enfrentamos a maior fila de Boletins de Urna já registrada sem saber ao certo se teríamos capacidade de armazenar tantos dados em fila. Somente por este fato poderia ter havido comprometimento de toda a eleição brasileira", disse.

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Em locais onde não havia filas, a votação foi encerrada no horário previsto, e os registros das urnas já haviam sido encaminhados ao TRE. Com a mudança, mesários e presidentes de seção ficaram sem orientação sobre como proceder. Algumas equipes, inclusive, já tinham sido desmobilizadas.

Redução na frota de ônibus

A oferta de transporte público tornou-se foco de apuração após representação da coligação Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que apontou redução de frota em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. O Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou a requisição de informações urgentes à Presidência do TRE-BA. Em coletiva, o presidente do TSE explicou a tramitação do caso.

"Em relação ao transporte de eleitores, nós estamos recebendo periodicamente relatórios do Tribunal Regional Eleitoral do Estado da Bahia, que já diligenciou, inclusive in loco, para detectar qual o nível de ausência dos ônibus que obrigatoriamente deveriam estar circulando hoje. Então, primeiro essa análise é feita pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e posteriormente repassada ao TSE. Eu soube que já há demanda no TSE nesse sentido, e isso certamente, como toda e qualquer ação, será analisada a seu tempo", afirmou Nunes Marques.

Além da Bahia, o Ministério da Justiça também identificou falhas na oferta de ônibus para São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Pará, Piauí, Alagoas e Paraíba. 

Ocorrências

Além do monitoramento do TSE, as forças de segurança acompanharam as ocorrências policiais pelo país. Foram registradas 413 ocorrências e 43 prisões em flagrante no boletim das 15h, com a seguinte distribuição estadual:

  • Minas Gerais: 50 ocorrências
  • Rio Grande do Sul: 47 ocorrências
  • Goiás: 28 ocorrências
  • Mato Grosso: 26 ocorrências
  • Paraíba: 24 ocorrências

"Os órgãos de segurança pública estão mobilizados em todo o país, em atuação coordenada com a Justiça Eleitoral, para assegurar a tranquilidade do pleito e o livre exercício do voto. Nosso objetivo é garantir a apuração regular e o respeito entre todos", declarou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

Substituição de urnas 

Segundo o balanço do Centro de Divulgação das Eleições (CDE) com dados até as 20h, 1.551 urnas eletrônicas foram substituídas por equipamentos de contingência devido a falhas operacionais, o que representa 0,31% do total de 499.248 urnas. 

O Estado de São Paulo liderou o ranking de trocas com 295 substituições, seguido pelo Rio de Janeiro (159), Paraná (140) e Minas Gerais (136). A Justiça Eleitoral reforçou que manteve 48.815 urnas de contingência em reserva e confirmou que nenhuma secção eleitoral precisou de votação manual em papel

Integridade do sistema de votação 

O presidente do TSE reforçou o acompanhamento sobre a auditoria do sistema. "As cidadãs e os cidadãos do nosso país podem ter a certeza de que, ao comparecerem às seções eleitorais e pressionarem a tecla 'Confirma', seu voto será registrado, preservado e totalizado com integridade e transparência", pontuou o ministro.
Indicadores e serviço ao eleitor 

Com mais de 158,7 milhões de eleitores aptos, os dados finais de comparecimento e abstenção serão consolidados ao término da apuração. No e-Título, foram registradas mais de 2,5 milhões de justificativas até o meio-dia.
 

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25/10/2026 20:30h

Senador recebeu 61,4% dos votos válidos contra 38,6% da Professora Maria do Carmo (PL)

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O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com mais de 99,8% das urnas apuradas até o momento, ele obteve 1.272.169 votos, 61,41% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

A candidata Professora Maria do Carmo (PL) ficou em segundo lugar, com 799.649 votos, o que corresponde a 38,59% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 39,6 mil votos brancos (1,8%) e 75,9 mil votos nulos (3,5%). A abstenção foi de 605,3 mil eleitores, o equivalente a 21,7% do eleitorado apto a votar no estado.

Natural de Garça (SP), Omar Aziz tem 68 anos e é engenheiro civil. Atual senador pelo Amazonas, Aziz já foi deputado estadual, vice-prefeito de Manaus, vice-governador e governador do estado. Está no segundo mandato no Senado.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Aziz terminou na frente com 841.846 votos, o equivalente a 40,63% dos votos válidos. Do Carmo obteve 507.335 votos, ou 24,49% dos votos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Com informações da Agência Brasil.

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25/10/2026 20:00h

Candidata recebeu 66,2% dos votos válidos contra 33,8% do senador Alan Rick (Republicanos)

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A candidata Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora do Acre no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 272.635 votos, ele obteve 66,21% dos votos válidos e garantiu mais quatro anos à frente do estado.

O senador Alan Rick (Republicanos) acabou vencido, com 139.108 votos, o que corresponde a 33,79% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 11.979 votos brancos (2,64%) e 29.612 votos nulos (6,53%). A abstenção foi de 160.002 eleitores, o equivalente a 26,09% do eleitorado apto a votar no estado.

A governadora reeleita Mailza Assis é natural de Mundo Novo (MS) e tem 49 anos. Chegou ao cargo em abril deste ano, após a renúncia de Gladson Cameli, de quem era vice. 

Foi eleita em 2014 para o Senado como primeira suplente na chapa de Cameli e assumiu como titular do mandato em 2018. Em 2022, foi eleita vice-governadora na chapa de Cameli e assumiu o governo em abril, com a renúncia do governador para concorrer ao Senado. 

Com informações da Agência Brasil

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Mailza recebeu 218.760 votos, o equivalente a 49,76% dos votos válidos. Rick terminou com 141.859 votos, 32,27% dos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

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