Política

12/08/2026 04:25h

Candidato recebeu 243 mil votos em São Paulo, mas ficou fora da Câmara; sistema proporcional considera também o desempenho dos partidos

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Nas eleições gerais de 2022, Pablo Marçal, então filiado ao PROS, foi o candidato a deputado federal mais votado que não se elegeu. Em São Paulo, ele recebeu 243.037 votos, mas ficou de fora. No mesmo estado, o deputado Tiririca (PL) foi eleito com 71.754 votos — menos de um terço da votação de Marçal. 

A diferença se explica pelas regras do sistema proporcional, que considera não apenas a votação individual dos candidatos e candidatas, mas também o desempenho dos partidos e das federações

Quociente eleitoral

O primeiro cálculo é o do quociente eleitoral, obtido pela divisão do número de votos válidos para determinado cargo pelo total de vagas disponíveis

Por exemplo, em 2022, São Paulo registrou 34.667.793 votos válidos para preencher 70 cadeiras na Câmara dos Deputados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Portanto, o quociente eleitoral foi de aproximadamente 495.254 votos

O resultado serve como referência para a distribuição das vagas entre os partidos. Na etapa de distribuição das vagas pelo quociente partidário, também é necessário observar a votação mínima individual dos candidatos: para ocupar uma cadeira, o candidato precisa ter recebido pelo menos 10% do quociente eleitoral

Quociente partidário

O segundo cálculo é o quociente partidário, que determina quantas vagas cada partido terá direito a ocupar. Para isso, divide-se o número de votos válidos dados para o mesmo partido político ou federação pelo quociente eleitoral.

Só então as vagas são preenchidas pelos candidatos mais votados daquela legenda que cumprirem os requisitos de votação individual. 

É por isso que um candidato pode receber uma votação expressiva e, ainda assim, não ser eleito. Se o partido não obtiver votos suficientes para conquistar uma cadeira, a votação individual do candidato não garante a eleição

Foi o que ocorreu com Pablo Marçal em 2022. Apesar dos 243.037 votos, o desempenho do PROS em São Paulo não foi suficiente para assegurar uma vaga pelo quociente partidário.

O caso ganhou destaque porque, naquele ano, já estava em vigor a proibição das coligações partidárias nas eleições proporcionais, ou seja, para disputar vagas de deputados federais, estaduais e vereadores. Com isso, a votação obtida individualmente por cada legenda passou a ter peso ainda maior na distribuição das cadeiras.

Marçal não foi o único

O fenômeno também ocorreu em outros estados. Em Mato Grosso, a Professora Rosa Neide (PT) recebeu 124.671 votos e não foi eleita. No Ceará, Denis Bezerra (PSB) teve 118.822 votos. Em Pernambuco, Daniel Coelho (Cidadania) somou 110.511

Nos três casos, a votação individual superou a de candidatos que conseguiram uma vaga, mas o desempenho das respectivas legendas não foi suficiente para garantir a eleição na primeira etapa da distribuição.

Cálculo das sobras

Depois da distribuição das vagas pelo quociente partidário, podem restar cadeiras que ainda não foram preenchidas. É nesse momento que entra o cálculo das médias, utilizado para distribuir as chamadas sobras eleitorais

A média de cada partido ou federação é calculada pela divisão do número de votos válidos que o partido recebeu para determinado cargo pelo quociente partidário, acrescido de 1. A vaga é destinada à legenda que apresentar a maior média, seguindo-se novo cálculo até que todas as cadeiras sejam preenchidas. 

Nas eleições de 2022, para disputar as vagas pelo cálculo das médias, as legendas precisavam cumprir dois requisitos: 

  • o partido ou federação deveria ter obtido votos equivalentes a pelo menos 80% do quociente eleitoral
  • o candidato ou candidata precisava alcançar votação nominal mínima correspondente a 20% do quociente eleitoral.

Ainda poderiam restar vagas depois dessa etapa. São as chamadas “sobras das sobras”. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que todos os partidos e federações poderiam participar dessa última etapa da distribuição, independentemente de terem alcançado a cláusula de desempenho prevista para a fase anterior. 

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11/08/2026 04:20h

Pesquisa BTG/Nexus mostra mudanças na disputa regional e aponta Sudeste como principal reduto de “bolsonaristas convictos”

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O atual presidente Lula (PT) voltou a ampliar a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (10). 

Apesar de Flávio ainda liderar no Sul, a vantagem sobre Lula diminuiu 13 pontos percentuais no primeiro turno em relação ao levantamento anterior. Já o Sudeste passou a concentrar a maior proporção de eleitores que se identificam como “bolsonaristas convictos”

Nordeste 

No Nordeste, Lula ampliou novamente a vantagem e aparece com 53% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. O candidato do PL recuou seis pontos percentuais em relação à semana anterior. Os demais pré-candidatos não ultrapassaram 4%

Em um eventual segundo turno, Lula também lidera com 59% das intenções de voto, contra 34% de Flávio

O Nordeste apresenta os indicadores mais favoráveis ao governo federal. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados aprovam a gestão Lula. Além disso, 42% classificam o governo como ótimo ou bom, resultado um ponto percentual inferior ao registrado no levantamento anterior. 

A região também voltou a apresentar a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 27%, além da menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%

Sul

O Sul é a região onde Flávio Bolsonaro registra a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL aparece com 44% das intenções de voto, contra 33% do petista. Apesar da liderança, a diferença diminuiu 13 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. 

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro amplia a vantagem e chega a 54% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40%

A região também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 57%, enquanto 52% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo

Nas pesquisas anteriores, o Sul apresentava a maior proporção de eleitores que se declaravam “bolsonaristas convictos”. Porém, no atual levantamento, a região perdeu a liderança para o Sudeste: 32% dos entrevistados no Sudeste se identificam dessa forma, contra 29% no Sul

Sudeste

No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro tem uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre Lula, com 38% das intenções de voto, contra 34% do atual presidente. Em um eventual segundo turno, a diferença aumenta: Flávio registra 48%, ante 42% de Lula

No levantamento anterior, era o petista que tinha a vantagem na região.

Na avaliação do governo federal, a desaprovação supera a aprovação no Sudeste: a gestão é aprovada por 41% dos entrevistados e desaprovada por 54%. Outros 31% classificam o governo como ótimo ou bom, e 50% como ruim ou péssimo

O Sudeste também registrou aumento na proporção de eleitores que se identificam como “bolsonaristas convictos”. O grupo representa 32% dos entrevistados, enquanto 24% se declaram “lulistas convictos”

Norte e Centro-Oeste

No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 13%

Já em um eventual segundo turno, a disputa é mais apertada: o petista registra 47%, contra 43% de Flávio. No levantamento anterior, Bolsonaro liderava a simulação na região.

Em relação à pesquisa da semana passada, a avaliação do governo federal melhorou. A aprovação chegou a 52%, enquanto 43% dos entrevistados desaprovam a gestão. 

Cenário nacional

No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Em relação à rodada anterior, Lula recuou um ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro caiu dois pontos. Com isso, a diferença entre os dois permanece em cinco pontos percentuais. 

Os demais pré-candidatos aparecem com índices de um dígito: Ronaldo Caiado registra 5% das intenções de voto, Renan Santos (Missão) soma 4% e Romeu Zema (Novo), 3%

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário também permanece tecnicamente equilibrado. O atual presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% do adversário. Em relação à rodada anterior, Lula avançou um ponto percentual, enquanto Flávio recuou um ponto, diferenças que permanecem dentro da margem de erro da pesquisa. 

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026

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08/08/2026 04:20h

Valor contempla despesas do TSE e dos tribunais regionais eleitorais, além de repasses do Fundo Partidário

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A Justiça Eleitoral prevê um orçamento de R$ 13,9 bilhões para 2027. A proposta foi aprovada por unanimidade pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (6) e agora será encaminhada ao Ministério do Planejamento e Orçamento para consolidação no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

 

O montante reúne os recursos previstos para o funcionamento do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em todo o país. Estão incluídas despesas obrigatórias e discricionárias, além do repasse destinado ao Fundo Partidário.

 

De acordo com o TSE, o planejamento orçamentário considera a manutenção das estruturas administrativas da Justiça Eleitoral e o atendimento de demandas consideradas estratégicas e prioritárias, respeitando os limites constitucionais e legais aplicáveis ao orçamento público.

 

Relator do processo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a elaboração da proposta está relacionada à autonomia administrativa e financeira assegurada ao Poder Judiciário pela Constituição Federal.

 

"Respeitado o equilíbrio entre os diferentes grupos de despesas que compõem o orçamento da Justiça Eleitoral, foram realizados os ajustes necessários para preservar a correção monetária e a variação real dos recursos destinados ao custeio dos tribunais eleitorais. Assim, todas as despesas primárias submetidas ao limite individualizado previsto na Lei Complementar nº 200/2023 foram atualizadas com base nos valores de 2026", afirmou. Marques.

 

O que acontece agora com a proposta?

 

A aprovação pelo TSE é uma das etapas da elaboração do orçamento da Justiça Eleitoral e não significa que os R$ 13,9 bilhões já estejam definitivamente autorizados para 2027.

 

A proposta será encaminhada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, por meio do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), para ser consolidada no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027.

 

Depois dessa etapa, o PLOA será submetido à análise do Congresso Nacional, responsável por discutir e votar a proposta orçamentária antes da definição do Orçamento da União para o próximo ano.

 

O orçamento previsto para a Justiça Eleitoral contempla tanto os recursos necessários para a manutenção das atividades do TSE e dos TREs quanto despesas obrigatórias e discricionárias e os valores destinados ao Fundo Partidário.

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06/08/2026 04:20h

Já no cenário nacional, presidente aparece com 44% das intenções de voto, ante 39% do candidato do PL. Lula também é testado contra Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos

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Segundo recorte regional da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), 64% dos eleitores respondentes da pesquisa da Região Nordeste afirmam que votariam em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que alcaçou 25% das intenções. Já no cenário nacional, Lula também lidera a disputa, com 44% das intenções de voto, contra 39% do candidato do PL.

Ainda seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente: marca 44% contra 40% de Lula no Norte/Centro-Oeste e 40% a 38% no Sudeste. Já a maior vantagem do candidato do PL aparece no Sul, com 56% das intenções de voto, ante 29% do petista.

No cenário nacional, a diferença entre os dois é de 5 pontos percentuais. No levantamento realizado em julho, Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 37% – uma vantagem de oito pontos para o presidente.

Em relação ao balanço nacional de segundo turno testado, Lula tem 46% contra 34% de Romeu Zema (Novo), 45% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD) e 45% contra 35% de Renan Santos (Missão).

Cenários regionais

Um dos recortes analisados pela pesquisa Genial/Quaest para identificar a intenção de voto dos brasileiros considera os segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, idade e gênero dos eleitores. Além disso, a região também é considerada. Na pesquisa, a divisão regional é feita da seguinte forma: Nordeste, Sudeste, Norte/Centro-Oeste e Sul.

Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno contra Ronaldo Caiado (PSD)64% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 25% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 40% ante 38% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 46% das intenções de voto, contra 41% de Lula, e também no Sul, onde marca 46%, ante 32% do petista.

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste, segundo o recorte por segmentos sociais da Genial/Quaest. Além disso, os candidatos empatam com 39% das intenções de voto na Região Sudeste. 

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:

  • Nordeste: petista registra 65% das intenções dos participantes ouvidos pela Genial/Quaest, contra 20% de Zema;
  • Norte/Centro-Oeste: Lula aparece com 43%, ante 38% do candidato do Novo;
  • Sudeste: empate de 39% das intenções de voto;
  • Sul: Zema lidera, somando 43%, ante 35% de Lula.

Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional no Nordeste e no Sudeste, conforme o recorte por segmentos sociais.

No Nordeste, o petista registra 65% das intenções de voto, contra 23% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 39%, ante 35% do candidato do Novo. Renan Santos, por sua vez, lidera no Norte/Centro-Oeste, com 43% contra 40% de Lula, e tem vantagem no Sul, onde soma 45%, ante 32% do petista.

Pesquisa Genial/Quaest

Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de forma presencial em todo o país, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e está registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%.

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06/08/2026 04:15h

Em 2022, cada cadeira da Câmara correspondia a 45,8 mil eleitores em Roraima e a 495,3 mil em São Paulo

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Nas eleições gerais deste ano, cada eleitor brasileiro votará para deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Embora o voto individual tenha o mesmo valor jurídico, o peso do voto varia conforme o estado, especialmente nas disputas para a Câmara dos Deputados e o Senado

Ao todo, serão eleitos 513 deputados federais. Porém, a Constituição Federal fixa um piso de oito e um teto de 70 cadeiras por estado, independentemente do tamanho do eleitorado. Com isso, estados menos populosos ficam sobre-representados em relação ao número de eleitores, enquanto os mais populosos têm uma representação proporcionalmente menor

Em 2022, Roraima tinha cerca de 45,8 mil eleitores para cada cadeira na Câmara dos Deputados. Em São Paulo, eram 495,3 mil  — uma diferença de 10,8 vezes. Na prática, Silvia Waiãpi (PL), eleita pelo Amapá, foi a deputada federal com a menor votação do país, com 5.435 votos. Ao mesmo tempo, candidatos que receberam mais de 100 mil votos em estados do Sudeste não conseguiram uma cadeira

No Senado, a lógica é diferente, mas a desigualdade de representação entre os estados é ainda mais acentuada. Cada estado e o Distrito Federal têm exatamente três senadores, independentemente do tamanho da população ou do eleitorado. Ao todo, são 81 cadeiras na Casa

Assim, Roraima, que terá pouco mais de 400 mil eleitores aptos a votar em 2026, e São Paulo, com mais de 34 milhões, têm direito ao mesmo número de senadores: três

Quantos eleitores correspondem a cada cadeira? 

A conta é simples: divide-se o eleitorado do estado pelo número de deputados federais e senadores que ele elege. Na Câmara, cada uma das oito vagas de Roraima representa cerca de 45,8 mil eleitores. Em São Paulo, cada uma das 70 cadeiras corresponde a aproximadamente 495,3 mil

Essa diferença, no entanto, não significa que um candidato precise receber esse número de votos individualmente para ser eleito. Nas eleições para deputado federal, o sistema é proporcional. Para definir a distribuição das cadeiras entre os partidos e as federações, é calculado o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa

Depois de definidas as cadeiras de cada partido ou federação, elas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada legenda, observadas as regras eleitorais. É por isso que candidatos podem conquistar uma vaga com uma votação individual muito inferior ao número de eleitores correspondente a cada cadeira

No Amapá, por exemplo, Dr. Pupio (MDB) conseguiu uma cadeira com 5.787 votos — a segunda menor votação entre os deputados federais eleitos em 2022. 

No outro extremo, em São Paulo, o deputado federal eleito com a menor votação foi Tiririca (PL), com 71.754 votos. Ainda assim, candidatos que receberam votações muito superiores em números absolutos não conseguiram se eleger.

No Senado, a diferença representativa é ainda maior. Como cada estado possui três cadeiras, cada uma delas corresponde, em média, a cerca de 133 mil eleitores em Roraima. Em São Paulo, são mais de 11 milhões de eleitores por cadeira. 

Peso do voto por estado

  Eleitorado por estado, em 2026 Número de cadeiras na Câmara dos Deputados Peso do voto por estado na Câmara Número de cadeiras no Senado Peso do voto por estado no Senado
Acre 614.375 8 76.796 3 204.791
Alagoas 2.441.794 9 271.310 3 813.931
Amazonas 2.801.182 8 350.147 3 933.727
Amapá 577.534 8 72.191 3 192.511
Bahia 11.321.005 39 390.282 3 3.773.668
Ceará 6.998.494 22 318.113 3 2.332.831
Distrito Federal 2.253.132 8 281.641 3 751.044
Espírito Santo 2.990.490 10 299.049 3 996.830
Goiás 5.080.755 17 298.867 3 1.693.585
Maranhão 5.186.562 18 288.142 3 1.728.854
Minas Gerais 16.377.659 53 309.012 3 5.459.219
Mato Grosso 2.638.230 8 32.903 3 879.410
Mato Grosso do Sul 2.024.884 8 253.110 3 674.961
Pará 6.265.355 17 368.550 3 2.088.451
Paraíba 3.247.397 12 270.616 3 1.082.465
Pernambuco 7.225.744 25 289.029 3 2.408.581
Piauí 2.708.160 10 270.816 3 902.720
Paraná 8.609.026 30 286.967 3 2.869.675
Rio de Janeiro 12.857.000 46 279.500 3 4.275.666
Rio Grande do Norte 2.660.565 8 332.570 3 886.855
Rondônia 1.267.105 8 158.388 3 422.368
Roraima 401.496 8 50.187 3 133.832
Rio Grande do Sul 8.526.233 31 275.039 3 2.842.077
Santa Catarina 5.725.753 16 357.859 3 1.908.584
Sergipe 1.740.124 8 217.515 3 580.041
São Paulo 34.104.226 70 487.203 3 11.368.075
Tocantins 1.182.307 8 147.788 3 394.102

Fonte: Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Distorção na representação democrática

Para o cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, essa desigualdade entre os estados produz uma distorção na representação democrática.

“No Brasil, nós temos uma distorção muito grande, porque o estado de São Paulo, o maior da federação, é claramente penalizado. O problema não é ter algum tipo de regra que reduza o peso dos maiores estados. O problema é que a distorção deste princípio é muito elevada, e acaba favorecendo de maneira artificial a construção de representação de pequenos estados”, afirma.

Segundo Grin, estados menos populosos ficam sobre-representados em relação ao número de eleitores, enquanto os mais populosos são sub-representados

“Estados como Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, que têm uma sobre-representação, todos eles somados acabam criando obstáculos. Porque, na hora de produzir decisões legislativas — seja projetos de lei ordinária, projetos de lei complementar e emendas constitucionais —, esses estados acabam criando alianças que podem influenciar a decisão do Congresso Nacional”, explica.

O cientista político ressalta, porém, que uma distribuição de cadeiras estritamente proporcional ao número de eleitores de cada estado também poderia prejudicar as unidades federativas menos populosas

Toda democracia tem sempre algum mecanismo de balanceamento. As democracias não fazem valer a premissa de ‘uma pessoa, um voto’, porque isso geraria maiorias nos estados com mais eleitores e poderia gerar o que a ciência política chama de ‘tirania da maioria’”, destaca.

Eleitor desconhece diferença na representação 

Grin avalia que o eleitor brasileiro, em geral, não tem consciência de que a representação proporcionada pelo voto para deputado federal e senador varia conforme o estado onde vota

“É um assunto muito distante do cotidiano da população, muito difícil de explicar, e que  gera muitas rivalidades estaduais. Além disso, não vai alterar o fato de que uma reforma política, que poderia incluir esse tema na pauta, não tem a menor chance de prosperar. Os menores partidos e os menores estados têm votos suficientes para obstaculizar uma emenda constitucional nesse sentido”, avalia.

Segundo Grin, uma mudança na distribuição das cadeiras do Parlamento exigiria uma emenda à Constituição, aprovada por três quintos dos deputados e dos senadores, em dois turnos de votação em cada Casa. 

“Mas não há votos suficientes. Se pegar os menores estados e até mesmo estados maiores, como Pará e Piauí, por exemplo, todos estariam envolvidos, de alguma maneira, em uma recalibragem dessa contagem de deputados. Isso tornaria os estados do Sul e do Sudeste — que são os mais populosos e teriam interesse em ampliar essa representação — isolados para fazer esse tipo de debate”, afirma.

Para o cientista político, o tema pode continuar sendo discutido nas esferas pública e acadêmica, mas dificilmente deverá sensibilizar o Parlamento a ponto de produzir uma mudança na atual regra de distribuição das cadeiras

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05/08/2026 04:15h

A partir de quinta-feira (6), emissoras de rádio e TV devem seguir restrições da legislação eleitoral, com proibição de propaganda política e de conteúdos que possam favorecer ou prejudicar candidaturas

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Termina nesta quarta-feira (5) o prazo para os partidos políticos realizarem convenções partidárias e oficializarem candidaturas às eleições de 2026. O prazo marca 60 dias antes da realização do 1° turno do pleito. Com o encerramento dessa etapa prevista no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passam a valer, a partir de quinta-feira (6), as restrições impostas pela legislação à programação de emissoras de rádio e televisão durante o período eleitoral.

Também chega ao fim nesta quarta (5) o prazo para que os Juízes Eleitorais publiquem edital com o nome das pessoas nomeadas como mesárias e mesários e para prestar apoio logístico, no primeiro e no eventual segundo turno de votação.

As convenções partidárias são o momento em que partidos e federações escolhem oficialmente os candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais, ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, além de deliberarem sobre coligações. O prazo para a realização desses eventos começou em 20 de julho.

Candidaturas oficializadas 

Na disputa pelo Poder Executivo, parte das chapas já foi oficializada. No domingo (2), o PT confirmou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente como candidato a vice. A coligação tem ainda PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PV, Rede e Avante.

Também já oficializaram candidaturas para presidente o PL, com o senador Flávio Bolsonaro; o PSD, com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado; o Novo, com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema; o Avante, com o escritor Augusto Cury; e o Missão, com Renan Santos.

Foram oficializadas, ainda, as candidaturas do economista Edmilson Costa (PCB), da dentista do SUS Samara Martins (UP), do presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, do professor Hertz Dias (PSTU) e do advogado Leonardo Avalanche (PRTB). 

Chapas indefinidas

Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não definiram os nomes dos respectivos candidatos à vice em suas chapas e articulam com outros partidos a composição.

Até esta quarta-feira (5), os partidos que ainda não realizaram convenções nacionais precisam oficializar seus candidatos à presidência e definir eventuais alianças, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.

Quando as convenções estiverem encerradas, os partidos poderão registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto no calendário oficial das eleições.

Restrições para emissoras de rádio e TV

Já a partir de quinta-feira (6), entram em vigor restrições previstas na legislação eleitoral para emissoras de rádio e televisão. 

O Calendário das Eleições 2026, previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece que a partir de 6 de agosto as emissoras de rádio e de televisão devem seguir uma série de regras em relação à programação normal e ao noticiário.

Confira as proibições:

  • Veicular propaganda política;
  • Tratamento privilegiado a candidatos, partidos, federações ou coligações;
  • Transmitir imagens de pesquisas em formatos que identifiquem participantes ou manipulem dados;
  • Exibir filmes, novelas ou programas satíricos que contenham alusões negativas ou positivas a candidatos.

As medidas fazem parte do calendário eleitoral aprovado pelo TSE para garantir igualdade de condições entre os concorrentes durante a disputa eleitoral. 

Eleições 2026

Pelo calendário eleitoral, as chapas e coligações podem ser definidas até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Já a propaganda eleitoral passa a ser permitida logo em seguida, a partir de 16 de agosto, inclusive na internet.

O 1º turno está marcado para o dia 4 de outubro e o 2º turno, se houver, para o dia 25 de outubro de 2026.  
 

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04/08/2026 04:15h

Flávio Bolsonaro mantém liderança no Sul e reduz distância para o petista entre os eleitores nordestinos

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A edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (3), aponta mudanças no comportamento do eleitorado em diferentes regiões do país, especialmente no Nordeste, Sudeste e no conjunto formado por Norte e Centro-Oeste

Principal base eleitoral do atual presidente Lula (PT), o Nordeste registra redução da vantagem do petista, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) avança na região. No Sudeste, onde a disputa vinha se mostrando mais equilibrada, Lula ampliou a vantagem no primeiro turno. O atual presidente também passou a liderar no primeiro turno no Norte e Centro-Oeste

Nordeste 

No Nordeste, Lula aparece com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Os demais pré-candidatos não ultrapassam 5%. Apesar da liderança, a vantagem do atual presidente diminuiu em relação aos levantamentos anteriores. 

Em um eventual segundo turno, a diferença também diminuiu. Lula registra 52% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. O petista, no entanto, ainda venceria a disputa na região. 

O Nordeste apresenta os indicadores mais favoráveis ao governo federal. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados aprovam a gestão Lula, índice que representa uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Além disso, 43% classificam o governo como ótimo ou bom

Nas pesquisas anteriores, o Nordeste apresentava a maior proporção de eleitores que se declaravam “lulistas convictos”. Porém, no atual levantamento, a região perdeu a liderança para o Sudeste, onde 27% dos entrevistados se identificam dessa forma, contra 26% no Nordeste

Ao mesmo tempo, o Nordeste passou a registrar uma proporção ligeiramente maior de “bolsonaristas convictos”: 28% dos eleitores da região se identificam dessa maneira. 

Sul

Na Região Sul, o cenário continua favorável a Flávio Bolsonaro. Na simulação para o primeiro turno, o candidato do PL registra 51% das intenções de voto, contra 27% de Lula. Em um eventual segundo turno, a vantagem aumenta: Flávio chega a 57%, enquanto o atual presidente soma 32%

A região também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 63%, enquanto 56% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo

O Sul reúne ainda a maior parcela de eleitores que se identificam como “bolsonaristas convictos”, com 35%. A rejeição a Lula também supera 50% na região. 

Sudeste

No Sudeste, Lula amplia a vantagem no primeiro turno e aparece com 42% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro. No entanto, em um eventual segundo turno, a disputa fica mais equilibrada. Lula registra 47% das intenções de voto, contra  42% do adversário.  

Na avaliação do governo, 48% dos entrevistados aprovam a gestão federal, enquanto 47% a desaprovam. Outros 38% classificam o governo como ótimo ou bom, e 43% como ruim ou péssimo

A região também reproduz a polarização observada no cenário nacional. Ao todo, 27% dos entrevistados se declaram “lulistas convictos”, enquanto 29% se identificam como “bolsonaristas convictos”

Norte e Centro-Oeste

No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, o cenário se inverteu em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro, que liderava no primeiro turno, agora aparece atrás de Lula

O atual presidente registra 40% das intenções de voto, contra 34% de Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 10%

Já em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro retoma a liderança, com 48% das intenções de voto, contra 44% de Lula

Na avaliação do governo federal, 49% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 46% a desaprovam. A região também apresenta a maior proporção de eleitores classificados como não polarizados, grupo que representa 26% dos entrevistados. 

Cenário nacional

No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada no final de julho, Lula registrou uma queda de um ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro avançou um ponto. As duas variações estão dentro da margem de erro da pesquisa. 

Os demais pré-candidatos aparecem com índices de um dígito: Ronaldo Caiado registra 5% das intenções de voto, Renan Santos (Missão) soma 4% e Romeu Zema (Novo), 3%

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário também permaneceu tecnicamente equilibrado. O atual presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% do adversário. Lula caiu um ponto percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos, diferenças que permanecem dentro da margem de erro da pesquisa. 

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026

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03/08/2026 04:15h

Opinião de pessoas próximas influencia 31% das eleitoras, contra 40% dos eleitores; diferença também aparece na influência de companheiros e filhos

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Pesquisa Datafolha mostra que as mulheres brasileiras declaram sofrer menos influência de pessoas próximas na decisão de voto do que os homens. Segundo o levantamento, 31% das eleitoras dizem que a opinião de amigos exerce algum grau de influência sobre seu voto. Entre os homens, o percentual é de 40%

Considerando o eleitorado brasileiro como um todo, 36% afirmam que a opinião de outras pessoas influencia sua decisão nas urnas. Desse total, 16% dizem sofrer muita influência e 20%, pouca influência. A maioria, porém, 62%, afirma que a opinião de amigos próximos não interfere no voto

A influência dos amigos é maior entre os eleitores mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, 44% afirmam sofrer algum grau de influência. O índice cai para 31% entre aqueles de 35 a 44 anos e fica em 33% entre os eleitores com 60 anos ou mais

Companheiros, filhos e escolaridade

A opinião de companheiros de relacionamento — como maridos, esposas, namorados e namoradas — exerce algum grau de influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Para 20%, a influência é alta; para 18%, é baixa. Entre os homens, 40% afirmam que o voto é influenciado pelo companheiro ou companheira. Entre as mulheres, o percentual é de 36%

Entre os eleitores que têm filhos com 16 anos ou mais, 36% dizem que os filhos exercem algum grau de influência sobre sua decisão de voto. O percentual inclui 21% que relatam muita influência e 15% pouca influência. Novamente, a taxa é maior entre homens (40%) do que entre mulheres (33%)

A influência também varia conforme a escolaridade: chega a 44% entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 39% entre aqueles com ensino médio e 30% entre os que têm ensino superior

Influência de jornalistas e pessoas das redes sociais

Jornalistas e outras pessoas da imprensa exercem influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Para 17%, a influência é muita; para 21%, é pouca

O efeito é mais significativo entre os jovens. Entre eleitores de 16 a 24 anos, 54% dizem sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O percentual cai para 45% na faixa de 25 a 34 anos e fica entre 32% e 35% nas faixas etárias mais avançadas

Também há diferenças de acordo com o posicionamento político declarado. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 33% afirmam sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O índice sobe para 41% entre os petistas e chega a 44% entre os eleitores que não se identificam com nenhum dos dois polos

Pessoas que os eleitores acompanham nas redes sociais influenciam o voto de 32% dos entrevistados — 15% relatam muita influência e 17% pouca influência. Nesse caso, o percentual é maior entre homens (36%) do que entre mulheres (29%)

A influência das redes também é mais expressiva entre os jovens: chega a 39% nas faixas de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos

Líderes religiosos

Líderes de igrejas apresentam o menor nível de influência entre os fatores analisados pela pesquisa. Ao todo, 23% dos eleitores dizem sofrer algum grau de influência dessas lideranças: 13% apontam muita influência e 10% pouca influência

A escolaridade é um dos fatores que mais diferenciam os resultados. Entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 30% afirmam que líderes religiosos influenciam sua decisão de voto. O percentual cai para 22% entre aqueles com ensino médio e para 15% entre os que têm ensino superior

A diferença também é pequena entre católicos e evangélicos: 24% dos católicos dizem sofrer influência de líderes religiosos, ante 28% dos evangélicos

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28/07/2026 04:20h

Lula domina no Nordeste, Flávio Bolsonaro lidera no Sul e no Norte/Centro-Oeste, enquanto Sudeste concentra a disputa mais equilibrada

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A edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (27), reforça as diferenças no comportamento do eleitorado entre as regiões do país. 

Enquanto o Nordeste permanece como a principal base de apoio do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Sul e o conjunto formado por Norte e Centro-Oeste concentram o maior apoio aos candidatos da oposição. Já o Sudeste segue como a região mais equilibrada da disputa

Nordeste 

No Nordeste, Lula lidera com ampla vantagem no primeiro turno, ao registrar 57% das intenções de voto, contra 24% de Flávio Bolsonaro (PL). Os demais pré-candidatos não ultrapassam os 5%.

Em uma eventual disputa de segundo turno, o presidente amplia a vantagem e alcança 62% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 30%

A região também apresenta os indicadores mais favoráveis ao governo federal. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, e 47% a classificam como ótima ou boa

O Nordeste reúne ainda a maior proporção de eleitores que se declaram "lulistas convictos", com 27%, além da menor taxa de rejeição ao presidente, de 33%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registra na região seu maior índice de rejeição, de 43%

Sul

O cenário se inverte na Região Sul, onde Flávio Bolsonaro lidera a disputa de primeiro turno com 47% das intenções de voto. Em uma eventual segunda etapa da eleição, ele amplia a vantagem sobre Lula e alcança 57%, enquanto o presidente registra 36%

A região também concentra os piores indicadores para o atual governo federal. A desaprovação à gestão chega a 64%, e 57% dos entrevistados a classificam como ruim ou péssima

O Sul reúne ainda a maior parcela de eleitores que se identificam como "bolsonaristas convictos", com 33%. Já a rejeição a Lula supera 50%

Sudeste

No Sudeste, Lula aparece à frente no primeiro turno, com 41% das intenções de voto, diante de 32% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual disputa de segundo turno, a diferença diminui: o presidente tem 45%, contra 43% do adversário

Na avaliação do governo, 44% aprovam a gestão federal, enquanto 51% a desaprovam. Outros 33% classificam o governo como ótimo ou bom, e 44% como ruim ou péssimo

A região também espelha a polarização observada no cenário nacional: 24% dos entrevistados se declaram "lulistas convictos" e outros 24%, "bolsonaristas convictos"

Norte e Centro-Oeste

No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido por Lula, com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 11%

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 41% de Lula

Na avaliação do governo federal, 51% desaprovam a gestão, enquanto 44% a aprovam. A região também apresenta o maior percentual de eleitores classificados como não polarizados, com 23%

Cenário Nacional

No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada em meados de julho, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 34% para 33%, variação dentro da margem de erro. 

Os demais pré-candidatos aparecem com índices de um dígito: Ronaldo Caiado registra 6% das intenções de voto, Renan Santos (Missão) soma 5% e Romeu Zema (Novo), 3%

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário também permaneceu estável. O presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Os percentuais são os mesmos da rodada anterior, mantendo uma vantagem de quatro pontos percentuais para Lula, diferença que permanece dentro da margem de erro da pesquisa. 

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01489/2026

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22/07/2026 04:20h

Dados do TSE mostram que o Sudeste é a única região a perder votantes em relação a 2022; RR, TO e MT registram as maiores altas estaduais

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O eleitorado da Região Norte registrou o maior crescimento proporcional para as Eleições 2026. O número de pessoas aptas a votar passou de 12.560.410, em 2022, para 13.109.354 neste ano, um avanço de 4,37%. Com isso, a região passa a concentrar 8,26% do eleitorado nacional, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na sequência aparece o Centro-Oeste, onde o eleitorado cresceu 3,97%, passando de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores. A região responde por 7,56% do total de votantes do país.  

O Nordeste registrou alta de 2,69% em relação às últimas eleições gerais, saindo de 42.390.976 para 43.529.845 eleitores. A região reúne 27,42% do eleitorado brasileiro.

No Sul, o número de pessoas aptas a votar aumentou 1,34% nos últimos quatro anos, passando de 22.558.759 para 22.861.012 eleitores. A região representa 14,40% do eleitorado nacional.

Já o Sudeste, embora continue reunindo a maior parcela de eleitoras e eleitores do país, foi a única região a registrar queda no período. O eleitorado passou de 66.707.465 para 66.329.375 pessoas, uma redução de 0,56%. Com isso, sua participação no eleitorado nacional recuou de 42,64% para 41,78%.

Recorte nacional

Em todo o país, 158.745.463 eleitoras e eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos em 2026. O total representa um crescimento de 1,46% em relação às eleições de 2022, quando 156.454.011 pessoas estavam aptas a votar.

Entre as unidades da Federação, Roraima registrou a maior expansão do eleitorado, com alta de 9,63%. Na sequência aparecem Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%).

Em números absolutos, São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores, o equivalente a 21,48% do total nacional. Na sequência estão:

  • Minas Gerais: 16.377.659 eleitores (10,32%);
  • Rio de Janeiro: 12.857.000 (8,10%);
  • Bahia: 11.321.005 (7,13%);
  • Paraná: 8.609.026 (5,42%).

Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais concentram 83.268.916 eleitoras e eleitores, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro.

Outro destaque é o crescimento do eleitorado residente no exterior. Em 2026, 918.876 brasileiros aptos a votar vivem fora do país, um aumento de 31,82% em relação a 2022, quando esse contingente somava 697.078 pessoas. 

Perfil do eleitorado

Os dados do TSE mostram que as mulheres continuam sendo maioria no eleitorado brasileiro. Em 2026, elas somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022, eram 82.373.164 (52,65%). 

Entre os homens, o crescimento foi mais modesto: o eleitorado masculino aumentou 1,08% no período, passando de 74.044.065 para 74.845.001 eleitores

A distribuição por faixa etária revela um eleitorado concentrado nas idades adultas e com aumento da participação dos grupos mais velhos. O maior contingente está entre pessoas de 40 a 44 anos, que somam 15.994.391 eleitores, ou 10,08% do total nacional. Em seguida aparecem as faixas de: 

  • 45 a 49 anos: 15.271.754 eleitores;
  • 35 a 39 anos: 15.262.815;
  • 30 a 34 anos: 15.178.204;
  • 25 a 29 anos: 14.990.259.

No recorte por grandes grupos etários, os brasileiros com 60 anos ou mais representam 23,6% do eleitorado, totalizando 37.457.537 pessoas. Já a população entre 21 e 34 anos reúne 41.037.601 eleitores, o equivalente a 25,85% do total

Entre os mais jovens, com até 18 anos, o cadastro eleitoral reúne 3.571.159 pessoas, correspondentes a 2,25% do eleitorado nacional. O Nordeste concentra o maior contingente dessa faixa etária, com 1.315.104 eleitores, o equivalente a 3,02% do eleitorado regional. Em seguida aparecem o Sudeste, com 1.074.280 jovens; o Norte, com 478.070; o Sul, com 410.993; e o Centro-Oeste, com 283.436

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