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Baixar áudioSegundo recorte regional da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), 64% dos eleitores respondentes da pesquisa da Região Nordeste afirmam que votariam em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que alcaçou 25% das intenções. Já no cenário nacional, Lula também lidera a disputa, com 44% das intenções de voto, contra 39% do candidato do PL.
Ainda seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente: marca 44% contra 40% de Lula no Norte/Centro-Oeste e 40% a 38% no Sudeste. Já a maior vantagem do candidato do PL aparece no Sul, com 56% das intenções de voto, ante 29% do petista.
No cenário nacional, a diferença entre os dois é de 5 pontos percentuais. No levantamento realizado em julho, Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 37% – uma vantagem de oito pontos para o presidente.
Em relação ao balanço nacional de segundo turno testado, Lula tem 46% contra 34% de Romeu Zema (Novo), 45% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD) e 45% contra 35% de Renan Santos (Missão).
Um dos recortes analisados pela pesquisa Genial/Quaest para identificar a intenção de voto dos brasileiros considera os segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, idade e gênero dos eleitores. Além disso, a região também é considerada. Na pesquisa, a divisão regional é feita da seguinte forma: Nordeste, Sudeste, Norte/Centro-Oeste e Sul.
Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno contra Ronaldo Caiado (PSD), 64% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 25% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 40% ante 38% do adversário.
Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 46% das intenções de voto, contra 41% de Lula, e também no Sul, onde marca 46%, ante 32% do petista.
No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste, segundo o recorte por segmentos sociais da Genial/Quaest. Além disso, os candidatos empatam com 39% das intenções de voto na Região Sudeste.
Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:
Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional no Nordeste e no Sudeste, conforme o recorte por segmentos sociais.
No Nordeste, o petista registra 65% das intenções de voto, contra 23% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 39%, ante 35% do candidato do Novo. Renan Santos, por sua vez, lidera no Norte/Centro-Oeste, com 43% contra 40% de Lula, e tem vantagem no Sul, onde soma 45%, ante 32% do petista.
Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de forma presencial em todo o país, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e está registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%.
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Baixar áudioNas eleições gerais deste ano, cada eleitor brasileiro votará para deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Embora o voto individual tenha o mesmo valor jurídico, o peso do voto varia conforme o estado, especialmente nas disputas para a Câmara dos Deputados e o Senado.
Ao todo, serão eleitos 513 deputados federais. Porém, a Constituição Federal fixa um piso de oito e um teto de 70 cadeiras por estado, independentemente do tamanho do eleitorado. Com isso, estados menos populosos ficam sobre-representados em relação ao número de eleitores, enquanto os mais populosos têm uma representação proporcionalmente menor.
Em 2022, Roraima tinha cerca de 45,8 mil eleitores para cada cadeira na Câmara dos Deputados. Em São Paulo, eram 495,3 mil — uma diferença de 10,8 vezes. Na prática, Silvia Waiãpi (PL), eleita pelo Amapá, foi a deputada federal com a menor votação do país, com 5.435 votos. Ao mesmo tempo, candidatos que receberam mais de 100 mil votos em estados do Sudeste não conseguiram uma cadeira.
No Senado, a lógica é diferente, mas a desigualdade de representação entre os estados é ainda mais acentuada. Cada estado e o Distrito Federal têm exatamente três senadores, independentemente do tamanho da população ou do eleitorado. Ao todo, são 81 cadeiras na Casa.
Assim, Roraima, que terá pouco mais de 400 mil eleitores aptos a votar em 2026, e São Paulo, com mais de 34 milhões, têm direito ao mesmo número de senadores: três.
A conta é simples: divide-se o eleitorado do estado pelo número de deputados federais e senadores que ele elege. Na Câmara, cada uma das oito vagas de Roraima representa cerca de 45,8 mil eleitores. Em São Paulo, cada uma das 70 cadeiras corresponde a aproximadamente 495,3 mil.
Essa diferença, no entanto, não significa que um candidato precise receber esse número de votos individualmente para ser eleito. Nas eleições para deputado federal, o sistema é proporcional. Para definir a distribuição das cadeiras entre os partidos e as federações, é calculado o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa.
Depois de definidas as cadeiras de cada partido ou federação, elas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada legenda, observadas as regras eleitorais. É por isso que candidatos podem conquistar uma vaga com uma votação individual muito inferior ao número de eleitores correspondente a cada cadeira.
No Amapá, por exemplo, Dr. Pupio (MDB) conseguiu uma cadeira com 5.787 votos — a segunda menor votação entre os deputados federais eleitos em 2022.
No outro extremo, em São Paulo, o deputado federal eleito com a menor votação foi Tiririca (PL), com 71.754 votos. Ainda assim, candidatos que receberam votações muito superiores em números absolutos não conseguiram se eleger.
No Senado, a diferença representativa é ainda maior. Como cada estado possui três cadeiras, cada uma delas corresponde, em média, a cerca de 133 mil eleitores em Roraima. Em São Paulo, são mais de 11 milhões de eleitores por cadeira.
| Eleitorado por estado, em 2026 | Número de cadeiras na Câmara dos Deputados | Peso do voto por estado na Câmara | Número de cadeiras no Senado | Peso do voto por estado no Senado | |
| Acre | 614.375 | 8 | 76.796 | 3 | 204.791 |
| Alagoas | 2.441.794 | 9 | 271.310 | 3 | 813.931 |
| Amazonas | 2.801.182 | 8 | 350.147 | 3 | 933.727 |
| Amapá | 577.534 | 8 | 72.191 | 3 | 192.511 |
| Bahia | 11.321.005 | 39 | 390.282 | 3 | 3.773.668 |
| Ceará | 6.998.494 | 22 | 318.113 | 3 | 2.332.831 |
| Distrito Federal | 2.253.132 | 8 | 281.641 | 3 | 751.044 |
| Espírito Santo | 2.990.490 | 10 | 299.049 | 3 | 996.830 |
| Goiás | 5.080.755 | 17 | 298.867 | 3 | 1.693.585 |
| Maranhão | 5.186.562 | 18 | 288.142 | 3 | 1.728.854 |
| Minas Gerais | 16.377.659 | 53 | 309.012 | 3 | 5.459.219 |
| Mato Grosso | 2.638.230 | 8 | 32.903 | 3 | 879.410 |
| Mato Grosso do Sul | 2.024.884 | 8 | 253.110 | 3 | 674.961 |
| Pará | 6.265.355 | 17 | 368.550 | 3 | 2.088.451 |
| Paraíba | 3.247.397 | 12 | 270.616 | 3 | 1.082.465 |
| Pernambuco | 7.225.744 | 25 | 289.029 | 3 | 2.408.581 |
| Piauí | 2.708.160 | 10 | 270.816 | 3 | 902.720 |
| Paraná | 8.609.026 | 30 | 286.967 | 3 | 2.869.675 |
| Rio de Janeiro | 12.857.000 | 46 | 279.500 | 3 | 4.275.666 |
| Rio Grande do Norte | 2.660.565 | 8 | 332.570 | 3 | 886.855 |
| Rondônia | 1.267.105 | 8 | 158.388 | 3 | 422.368 |
| Roraima | 401.496 | 8 | 50.187 | 3 | 133.832 |
| Rio Grande do Sul | 8.526.233 | 31 | 275.039 | 3 | 2.842.077 |
| Santa Catarina | 5.725.753 | 16 | 357.859 | 3 | 1.908.584 |
| Sergipe | 1.740.124 | 8 | 217.515 | 3 | 580.041 |
| São Paulo | 34.104.226 | 70 | 487.203 | 3 | 11.368.075 |
| Tocantins | 1.182.307 | 8 | 147.788 | 3 | 394.102 |
Fonte: Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Para o cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, essa desigualdade entre os estados produz uma distorção na representação democrática.
“No Brasil, nós temos uma distorção muito grande, porque o estado de São Paulo, o maior da federação, é claramente penalizado. O problema não é ter algum tipo de regra que reduza o peso dos maiores estados. O problema é que a distorção deste princípio é muito elevada, e acaba favorecendo de maneira artificial a construção de representação de pequenos estados”, afirma.
Segundo Grin, estados menos populosos ficam sobre-representados em relação ao número de eleitores, enquanto os mais populosos são sub-representados.
“Estados como Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, que têm uma sobre-representação, todos eles somados acabam criando obstáculos. Porque, na hora de produzir decisões legislativas — seja projetos de lei ordinária, projetos de lei complementar e emendas constitucionais —, esses estados acabam criando alianças que podem influenciar a decisão do Congresso Nacional”, explica.
O cientista político ressalta, porém, que uma distribuição de cadeiras estritamente proporcional ao número de eleitores de cada estado também poderia prejudicar as unidades federativas menos populosas.
“Toda democracia tem sempre algum mecanismo de balanceamento. As democracias não fazem valer a premissa de ‘uma pessoa, um voto’, porque isso geraria maiorias nos estados com mais eleitores e poderia gerar o que a ciência política chama de ‘tirania da maioria’”, destaca.
Grin avalia que o eleitor brasileiro, em geral, não tem consciência de que a representação proporcionada pelo voto para deputado federal e senador varia conforme o estado onde vota.
“É um assunto muito distante do cotidiano da população, muito difícil de explicar, e que gera muitas rivalidades estaduais. Além disso, não vai alterar o fato de que uma reforma política, que poderia incluir esse tema na pauta, não tem a menor chance de prosperar. Os menores partidos e os menores estados têm votos suficientes para obstaculizar uma emenda constitucional nesse sentido”, avalia.
Segundo Grin, uma mudança na distribuição das cadeiras do Parlamento exigiria uma emenda à Constituição, aprovada por três quintos dos deputados e dos senadores, em dois turnos de votação em cada Casa.
“Mas não há votos suficientes. Se pegar os menores estados e até mesmo estados maiores, como Pará e Piauí, por exemplo, todos estariam envolvidos, de alguma maneira, em uma recalibragem dessa contagem de deputados. Isso tornaria os estados do Sul e do Sudeste — que são os mais populosos e teriam interesse em ampliar essa representação — isolados para fazer esse tipo de debate”, afirma.
Para o cientista político, o tema pode continuar sendo discutido nas esferas pública e acadêmica, mas dificilmente deverá sensibilizar o Parlamento a ponto de produzir uma mudança na atual regra de distribuição das cadeiras.
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Baixar áudioTermina nesta quarta-feira (5) o prazo para os partidos políticos realizarem convenções partidárias e oficializarem candidaturas às eleições de 2026. O prazo marca 60 dias antes da realização do 1° turno do pleito. Com o encerramento dessa etapa prevista no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passam a valer, a partir de quinta-feira (6), as restrições impostas pela legislação à programação de emissoras de rádio e televisão durante o período eleitoral.
Também chega ao fim nesta quarta (5) o prazo para que os Juízes Eleitorais publiquem edital com o nome das pessoas nomeadas como mesárias e mesários e para prestar apoio logístico, no primeiro e no eventual segundo turno de votação.
As convenções partidárias são o momento em que partidos e federações escolhem oficialmente os candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais, ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, além de deliberarem sobre coligações. O prazo para a realização desses eventos começou em 20 de julho.
Na disputa pelo Poder Executivo, parte das chapas já foi oficializada. No domingo (2), o PT confirmou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente como candidato a vice. A coligação tem ainda PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PV, Rede e Avante.
Também já oficializaram candidaturas para presidente o PL, com o senador Flávio Bolsonaro; o PSD, com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado; o Novo, com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema; o Avante, com o escritor Augusto Cury; e o Missão, com Renan Santos.
Foram oficializadas, ainda, as candidaturas do economista Edmilson Costa (PCB), da dentista do SUS Samara Martins (UP), do presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, do professor Hertz Dias (PSTU) e do advogado Leonardo Avalanche (PRTB).
Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não definiram os nomes dos respectivos candidatos à vice em suas chapas e articulam com outros partidos a composição.
Até esta quarta-feira (5), os partidos que ainda não realizaram convenções nacionais precisam oficializar seus candidatos à presidência e definir eventuais alianças, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.
Quando as convenções estiverem encerradas, os partidos poderão registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto no calendário oficial das eleições.
Já a partir de quinta-feira (6), entram em vigor restrições previstas na legislação eleitoral para emissoras de rádio e televisão.
O Calendário das Eleições 2026, previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece que a partir de 6 de agosto as emissoras de rádio e de televisão devem seguir uma série de regras em relação à programação normal e ao noticiário.
Confira as proibições:
As medidas fazem parte do calendário eleitoral aprovado pelo TSE para garantir igualdade de condições entre os concorrentes durante a disputa eleitoral.
Pelo calendário eleitoral, as chapas e coligações podem ser definidas até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Já a propaganda eleitoral passa a ser permitida logo em seguida, a partir de 16 de agosto, inclusive na internet.
O 1º turno está marcado para o dia 4 de outubro e o 2º turno, se houver, para o dia 25 de outubro de 2026.
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Baixar áudioA edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (3), aponta mudanças no comportamento do eleitorado em diferentes regiões do país, especialmente no Nordeste, Sudeste e no conjunto formado por Norte e Centro-Oeste.
Principal base eleitoral do atual presidente Lula (PT), o Nordeste registra redução da vantagem do petista, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) avança na região. No Sudeste, onde a disputa vinha se mostrando mais equilibrada, Lula ampliou a vantagem no primeiro turno. O atual presidente também passou a liderar no primeiro turno no Norte e Centro-Oeste.
No Nordeste, Lula aparece com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Os demais pré-candidatos não ultrapassam 5%. Apesar da liderança, a vantagem do atual presidente diminuiu em relação aos levantamentos anteriores.
Em um eventual segundo turno, a diferença também diminuiu. Lula registra 52% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. O petista, no entanto, ainda venceria a disputa na região.
O Nordeste apresenta os indicadores mais favoráveis ao governo federal. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados aprovam a gestão Lula, índice que representa uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Além disso, 43% classificam o governo como ótimo ou bom.
Nas pesquisas anteriores, o Nordeste apresentava a maior proporção de eleitores que se declaravam “lulistas convictos”. Porém, no atual levantamento, a região perdeu a liderança para o Sudeste, onde 27% dos entrevistados se identificam dessa forma, contra 26% no Nordeste.
Ao mesmo tempo, o Nordeste passou a registrar uma proporção ligeiramente maior de “bolsonaristas convictos”: 28% dos eleitores da região se identificam dessa maneira.
Na Região Sul, o cenário continua favorável a Flávio Bolsonaro. Na simulação para o primeiro turno, o candidato do PL registra 51% das intenções de voto, contra 27% de Lula. Em um eventual segundo turno, a vantagem aumenta: Flávio chega a 57%, enquanto o atual presidente soma 32%.
A região também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 63%, enquanto 56% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo.
O Sul reúne ainda a maior parcela de eleitores que se identificam como “bolsonaristas convictos”, com 35%. A rejeição a Lula também supera 50% na região.
No Sudeste, Lula amplia a vantagem no primeiro turno e aparece com 42% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro. No entanto, em um eventual segundo turno, a disputa fica mais equilibrada. Lula registra 47% das intenções de voto, contra 42% do adversário.
Na avaliação do governo, 48% dos entrevistados aprovam a gestão federal, enquanto 47% a desaprovam. Outros 38% classificam o governo como ótimo ou bom, e 43% como ruim ou péssimo.
A região também reproduz a polarização observada no cenário nacional. Ao todo, 27% dos entrevistados se declaram “lulistas convictos”, enquanto 29% se identificam como “bolsonaristas convictos”.
No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, o cenário se inverteu em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro, que liderava no primeiro turno, agora aparece atrás de Lula.
O atual presidente registra 40% das intenções de voto, contra 34% de Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 10%.
Já em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro retoma a liderança, com 48% das intenções de voto, contra 44% de Lula.
Na avaliação do governo federal, 49% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 46% a desaprovam. A região também apresenta a maior proporção de eleitores classificados como não polarizados, grupo que representa 26% dos entrevistados.
No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada no final de julho, Lula registrou uma queda de um ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro avançou um ponto. As duas variações estão dentro da margem de erro da pesquisa.
Os demais pré-candidatos aparecem com índices de um dígito: Ronaldo Caiado registra 5% das intenções de voto, Renan Santos (Missão) soma 4% e Romeu Zema (Novo), 3%.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário também permaneceu tecnicamente equilibrado. O atual presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% do adversário. Lula caiu um ponto percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos, diferenças que permanecem dentro da margem de erro da pesquisa.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
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Baixar áudioPesquisa Datafolha mostra que as mulheres brasileiras declaram sofrer menos influência de pessoas próximas na decisão de voto do que os homens. Segundo o levantamento, 31% das eleitoras dizem que a opinião de amigos exerce algum grau de influência sobre seu voto. Entre os homens, o percentual é de 40%.
Considerando o eleitorado brasileiro como um todo, 36% afirmam que a opinião de outras pessoas influencia sua decisão nas urnas. Desse total, 16% dizem sofrer muita influência e 20%, pouca influência. A maioria, porém, 62%, afirma que a opinião de amigos próximos não interfere no voto.
A influência dos amigos é maior entre os eleitores mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, 44% afirmam sofrer algum grau de influência. O índice cai para 31% entre aqueles de 35 a 44 anos e fica em 33% entre os eleitores com 60 anos ou mais.
A opinião de companheiros de relacionamento — como maridos, esposas, namorados e namoradas — exerce algum grau de influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Para 20%, a influência é alta; para 18%, é baixa. Entre os homens, 40% afirmam que o voto é influenciado pelo companheiro ou companheira. Entre as mulheres, o percentual é de 36%.
Entre os eleitores que têm filhos com 16 anos ou mais, 36% dizem que os filhos exercem algum grau de influência sobre sua decisão de voto. O percentual inclui 21% que relatam muita influência e 15% pouca influência. Novamente, a taxa é maior entre homens (40%) do que entre mulheres (33%).
A influência também varia conforme a escolaridade: chega a 44% entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 39% entre aqueles com ensino médio e 30% entre os que têm ensino superior.
Jornalistas e outras pessoas da imprensa exercem influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Para 17%, a influência é muita; para 21%, é pouca.
O efeito é mais significativo entre os jovens. Entre eleitores de 16 a 24 anos, 54% dizem sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O percentual cai para 45% na faixa de 25 a 34 anos e fica entre 32% e 35% nas faixas etárias mais avançadas.
Também há diferenças de acordo com o posicionamento político declarado. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 33% afirmam sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O índice sobe para 41% entre os petistas e chega a 44% entre os eleitores que não se identificam com nenhum dos dois polos.
Pessoas que os eleitores acompanham nas redes sociais influenciam o voto de 32% dos entrevistados — 15% relatam muita influência e 17% pouca influência. Nesse caso, o percentual é maior entre homens (36%) do que entre mulheres (29%).
A influência das redes também é mais expressiva entre os jovens: chega a 39% nas faixas de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos.
Líderes de igrejas apresentam o menor nível de influência entre os fatores analisados pela pesquisa. Ao todo, 23% dos eleitores dizem sofrer algum grau de influência dessas lideranças: 13% apontam muita influência e 10% pouca influência.
A escolaridade é um dos fatores que mais diferenciam os resultados. Entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 30% afirmam que líderes religiosos influenciam sua decisão de voto. O percentual cai para 22% entre aqueles com ensino médio e para 15% entre os que têm ensino superior.
A diferença também é pequena entre católicos e evangélicos: 24% dos católicos dizem sofrer influência de líderes religiosos, ante 28% dos evangélicos.
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Baixar áudioA edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (27), reforça as diferenças no comportamento do eleitorado entre as regiões do país.
Enquanto o Nordeste permanece como a principal base de apoio do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Sul e o conjunto formado por Norte e Centro-Oeste concentram o maior apoio aos candidatos da oposição. Já o Sudeste segue como a região mais equilibrada da disputa.
No Nordeste, Lula lidera com ampla vantagem no primeiro turno, ao registrar 57% das intenções de voto, contra 24% de Flávio Bolsonaro (PL). Os demais pré-candidatos não ultrapassam os 5%.
Em uma eventual disputa de segundo turno, o presidente amplia a vantagem e alcança 62% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 30%.
A região também apresenta os indicadores mais favoráveis ao governo federal. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, e 47% a classificam como ótima ou boa.
O Nordeste reúne ainda a maior proporção de eleitores que se declaram "lulistas convictos", com 27%, além da menor taxa de rejeição ao presidente, de 33%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registra na região seu maior índice de rejeição, de 43%.
O cenário se inverte na Região Sul, onde Flávio Bolsonaro lidera a disputa de primeiro turno com 47% das intenções de voto. Em uma eventual segunda etapa da eleição, ele amplia a vantagem sobre Lula e alcança 57%, enquanto o presidente registra 36%.
A região também concentra os piores indicadores para o atual governo federal. A desaprovação à gestão chega a 64%, e 57% dos entrevistados a classificam como ruim ou péssima.
O Sul reúne ainda a maior parcela de eleitores que se identificam como "bolsonaristas convictos", com 33%. Já a rejeição a Lula supera 50%.
No Sudeste, Lula aparece à frente no primeiro turno, com 41% das intenções de voto, diante de 32% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual disputa de segundo turno, a diferença diminui: o presidente tem 45%, contra 43% do adversário.
Na avaliação do governo, 44% aprovam a gestão federal, enquanto 51% a desaprovam. Outros 33% classificam o governo como ótimo ou bom, e 44% como ruim ou péssimo.
A região também espelha a polarização observada no cenário nacional: 24% dos entrevistados se declaram "lulistas convictos" e outros 24%, "bolsonaristas convictos".
No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido por Lula, com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 11%.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 41% de Lula.
Na avaliação do governo federal, 51% desaprovam a gestão, enquanto 44% a aprovam. A região também apresenta o maior percentual de eleitores classificados como não polarizados, com 23%.
No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada em meados de julho, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 34% para 33%, variação dentro da margem de erro.
Os demais pré-candidatos aparecem com índices de um dígito: Ronaldo Caiado registra 6% das intenções de voto, Renan Santos (Missão) soma 5% e Romeu Zema (Novo), 3%.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário também permaneceu estável. O presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Os percentuais são os mesmos da rodada anterior, mantendo uma vantagem de quatro pontos percentuais para Lula, diferença que permanece dentro da margem de erro da pesquisa.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01489/2026.
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Baixar áudioO eleitorado da Região Norte registrou o maior crescimento proporcional para as Eleições 2026. O número de pessoas aptas a votar passou de 12.560.410, em 2022, para 13.109.354 neste ano, um avanço de 4,37%. Com isso, a região passa a concentrar 8,26% do eleitorado nacional, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na sequência aparece o Centro-Oeste, onde o eleitorado cresceu 3,97%, passando de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores. A região responde por 7,56% do total de votantes do país.
O Nordeste registrou alta de 2,69% em relação às últimas eleições gerais, saindo de 42.390.976 para 43.529.845 eleitores. A região reúne 27,42% do eleitorado brasileiro.
No Sul, o número de pessoas aptas a votar aumentou 1,34% nos últimos quatro anos, passando de 22.558.759 para 22.861.012 eleitores. A região representa 14,40% do eleitorado nacional.
Já o Sudeste, embora continue reunindo a maior parcela de eleitoras e eleitores do país, foi a única região a registrar queda no período. O eleitorado passou de 66.707.465 para 66.329.375 pessoas, uma redução de 0,56%. Com isso, sua participação no eleitorado nacional recuou de 42,64% para 41,78%.
Em todo o país, 158.745.463 eleitoras e eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos em 2026. O total representa um crescimento de 1,46% em relação às eleições de 2022, quando 156.454.011 pessoas estavam aptas a votar.
Entre as unidades da Federação, Roraima registrou a maior expansão do eleitorado, com alta de 9,63%. Na sequência aparecem Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%).
Em números absolutos, São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores, o equivalente a 21,48% do total nacional. Na sequência estão:
Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais concentram 83.268.916 eleitoras e eleitores, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro.
Outro destaque é o crescimento do eleitorado residente no exterior. Em 2026, 918.876 brasileiros aptos a votar vivem fora do país, um aumento de 31,82% em relação a 2022, quando esse contingente somava 697.078 pessoas.
Os dados do TSE mostram que as mulheres continuam sendo maioria no eleitorado brasileiro. Em 2026, elas somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022, eram 82.373.164 (52,65%).
Entre os homens, o crescimento foi mais modesto: o eleitorado masculino aumentou 1,08% no período, passando de 74.044.065 para 74.845.001 eleitores.
A distribuição por faixa etária revela um eleitorado concentrado nas idades adultas e com aumento da participação dos grupos mais velhos. O maior contingente está entre pessoas de 40 a 44 anos, que somam 15.994.391 eleitores, ou 10,08% do total nacional. Em seguida aparecem as faixas de:
No recorte por grandes grupos etários, os brasileiros com 60 anos ou mais representam 23,6% do eleitorado, totalizando 37.457.537 pessoas. Já a população entre 21 e 34 anos reúne 41.037.601 eleitores, o equivalente a 25,85% do total.
Entre os mais jovens, com até 18 anos, o cadastro eleitoral reúne 3.571.159 pessoas, correspondentes a 2,25% do eleitorado nacional. O Nordeste concentra o maior contingente dessa faixa etária, com 1.315.104 eleitores, o equivalente a 3,02% do eleitorado regional. Em seguida aparecem o Sudeste, com 1.074.280 jovens; o Norte, com 478.070; o Sul, com 410.993; e o Centro-Oeste, com 283.436.
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Baixar áudioA partir desta segunda-feira (20), começa o período para realização das convenções partidárias para as Eleições Gerais de 2026. Até 5 de agosto, partidos políticos e federações partidárias poderão realizar encontros presenciais, virtuais ou híbridos para definir seus candidatos e candidatas e formalizar as coligações para as disputas majoritárias e proporcionais.
As convenções devem seguir as regras previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e na Resolução nº 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para que a convenção seja válida, a legenda ou federação precisa estar com a situação jurídica regular na data do evento. No caso dos partidos políticos, é necessário que o órgão de direção tenha sido devidamente escolhido de acordo com o estatuto da sigla e do respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Já as federações devem contar com pelo menos um partido integrante que atenda a esses requisitos.
Após a realização da convenção, a ata do encontro e a lista de presença dos participantes deverão ser registradas obrigatoriamente no Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex). Os dados devem ser enviados à Justiça Eleitoral pela internet até o dia seguinte ao evento.
Entre as novidades das eleições deste ano está a modernização do sistema. O CANDex passa a operar integralmente em plataforma web, permitindo acesso por qualquer dispositivo conectado à internet, sem necessidade de instalação ou atualização manuais de software pelas legendas.
A mudança traz uma série de impactos práticos para partidos e federações.
Na área de segurança, presidentes e delegados partidários deverão acessar o sistema por meio das credenciais do aplicativo e-Título ou da conta gov.br, com autenticação em dois fatores. Segundo o TSE, o procedimento aumenta a segurança e garante a rastreabilidade das ações realizadas no sistema.
Outra novidade é a integração direta com o cadastro eleitoral. Assim que o nome de um candidato for incluído na ata da convenção, o CANDex preencherá automaticamente os dados pessoais disponíveis. Caberá aos partidos conferir e validar as informações antes do envio, permanecendo responsáveis pelo conteúdo registrado.
Também deixa de existir o livro físico de atas rubricado. A ata passará a ser preenchida diretamente no sistema, enquanto a presença dos convencionais poderá ser registrada de forma digital ou híbrida, por meio de assinatura eletrônica ou de registro biométrico e de imagem que identifique os participantes.
Após o recebimento dos pedidos de registro de candidatura apresentados por partidos, federações ou coligações, a Justiça Eleitoral encaminhará automaticamente os dados à Secretaria da Receita Federal para emissão do CNPJ de campanha. O órgão terá o prazo de até três dias úteis para concluir o procedimento.
O TSE também chama a atenção para as regras específicas das federações partidárias. Diferentemente das coligações, que existem apenas durante o processo eleitoral, as federações funcionam como uma única associação por um período mínimo de quatro anos.
Por isso, não serão aceitas atas de convenção apresentadas isoladamente por partidos que integrem uma federação. As decisões sobre escolha de candidatos e distribuição de vagas deverão constar em um único documento, elaborado e transmitido pela própria federação.
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Copiar o textoMedida busca equilibrar a cobrança de dívidas previdenciárias com a manutenção dos serviços públicos
Baixar áudioO Senado aprovou um projeto de lei que limita a 5% a parcela que a União poderá reter dos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para quitar dívidas previdenciárias de estados e municípios. O Projeto de Lei (PL) 4.275/2021 segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A proposta busca preservar a capacidade financeira dos entes federativos, garantindo recursos para a manutenção de serviços públicos como saúde, educação e infraestrutura, sem impedir o pagamento dos débitos previdenciários.
Segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), as retenções de recursos ultrapassaram R$ 5 bilhões em 2020 e 2021, afetando cerca de um quarto dos municípios brasileiros.
O projeto é de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE) e teve como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O parecer foi lido em Plenário pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
No relatório, a senadora afirma que a limitação das retenções é necessária diante dos impactos que esses descontos têm sobre a disponibilidade financeira de estados e municípios.
O FPE e o FPM são mecanismos pelos quais a União distribui parte da arrecadação de impostos aos estados e municípios. Esses recursos são uma das principais fontes de financiamento das administrações locais e ajudam a custear despesas em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Atualmente, quando um estado ou município possui dívidas previdenciárias com a União, parte dos repasses desses fundos pode ser retida para quitar os débitos.
Se o projeto for aprovado também pela Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente da República, esses descontos ficarão limitados a 5% do valor de cada repasse. A expectativa é evitar que retenções elevadas comprometam o caixa dos entes federativos, preservando sua capacidade de manter os serviços públicos enquanto as dívidas continuam sendo quitadas.
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Baixar áudioA edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (13), evidencia diferenças na opinião do eleitorado entre as regiões do país.
Enquanto o Nordeste segue como principal base de apoio do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Sul e o conjunto formado por Norte e Centro-Oeste concentram maior apoio aos candidatos da oposição. Já o Sudeste apresenta um cenário mais equilibrado da disputa.
No Nordeste, Lula lidera com folga no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que soma 25%. Os demais pré-candidatos aparecem com menos de 5%.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Lula mantém vantagem, com 59% das intenções de voto, contra 35% do adversário.
A região também registra os melhores índices de avaliação do governo federal. Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 43% a classificam como ótima ou boa.
O Nordeste reúne ainda a maior proporção de eleitores que se declaram "lulistas convictos", com 30%, além da menor taxa de rejeição ao presidente, de 38%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registra na região seu maior índice de rejeição, de 42%.
No Sul, o cenário é inverso. Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 47% das intenções de voto. Em um eventual segundo turno contra Lula, ele amplia a vantagem e alcança 58%, enquanto o presidente soma 34%.
A região também concentra os piores indicadores para o atual governo federal. A desaprovação chega a 58%, e 54% dos entrevistados avaliam a gestão como ruim ou péssima.
O Sul registra ainda a maior proporção de eleitores que se identificam como "bolsonaristas convictos", com 29%. Já a rejeição a Lula supera os 41%.
No Sudeste, a disputa se mostra mais equilibrada. No primeiro turno, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%.
Em um eventual segundo turno, o presidente teria 46%, contra 42% do adversário.
Na avaliação do governo, aprovação e desaprovação aparecem tecnicamente empatadas: 49% aprovam a gestão federal e 49% a desaprovam. Entre os entrevistados, 35% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 43% o consideram ruim ou péssimo.
A região também reflete a polarização observada no cenário nacional, com 26% de eleitores que se declaram "lulistas convictos" e 24% de "bolsonaristas convictos".
No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, a disputa é mais acirrada no primeiro turno. Flávio Bolsonaro lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Lula, com 32%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 12%.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 50%, contra 42% de Lula.
Na avaliação da gestão federal, 51% desaprovam o governo e 40% aprovam. A região registra ainda o maior percentual de eleitores considerados não polarizados, com 26%.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. A amostra foi composta por 43% de entrevistados do Sudeste, 26% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 15% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026.
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