Política

09/10/2026 04:25h

Retotalização será feita neste sábado (10) e deve levar Douglas Ruas a mais de 50% dos votos válidos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro. A decisão determina a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e pode alterar o resultado do primeiro turno: com a exclusão dos votos de Garotinho, Douglas Ruas (PL) deve ultrapassar 50% dos votos válidos e ser declarado eleito.

Agora, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deve realizar, neste sábado (10), a retotalização dos votos para governador.

Garotinho recebeu cerca de 270 mil votos, pouco mais de 3% dos votos válidos. Ele disputou a eleição sub judice, depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) considerá-lo inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa.

O ex-governador só desistiu do recurso que o mantinha na disputa após a realização do primeiro turno. O relator do caso no TSE, ministro Floriano de Azevedo Marques, entendeu que o pedido de desistência não deveria ser aceito, mas também rejeitou os argumentos apresentados pela defesa.

O voto do relator foi acompanhado por outros quatro ministros. Dois integrantes da Corte, porém, defenderam que os votos de Garotinho fossem considerados para o cálculo do segundo turno.

Retotalização pode mudar resultado

Com a decisão, os votos da eleição para o governo do Rio deverão ser novamente totalizados. A retirada dos votos de Garotinho pode alterar a distribuição percentual entre os candidatos e levar Douglas Ruas a superar a marca de 50% dos votos válidos.

Se isso ocorrer, Ruas será considerado eleito já no primeiro turno, eliminando a necessidade de uma segunda votação.

A coligação do candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão da Justiça Eleitoral. 

Prazo apertado para o TSE

A decisão também ocorre em meio a uma corrida contra o tempo no calendário eleitoral. Na abertura da sessão desta quinta-feira, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o dia era o prazo final para o tribunal solucionar pendências e definir os candidatos que disputarão eventuais segundos turnos em todo o país.

Segundo o presidente da Corte, decisões tomadas após esse prazo poderiam comprometer etapas da preparação das urnas, incluindo o carregamento dos dados dos candidatos e a distribuição dos equipamentos para os locais de votação.

Com informações da Agência Brasil. 
 

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09/10/2026 04:15h

Senador aparece com 53% dos votos válidos contra 47% do presidente. Levantamento mostra Lula à frente no Nordeste e no Norte, enquanto Flávio lidera no Sul, Centro-Oeste e Sudeste

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A primeira pesquisa PoderData/Aya para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 53% dos votos válidos contra 47%. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (8). O primeiro turno foi realizado no último domingo (4). 

O recorte regional revela os diferentes cenários no país. Flávio lidera no Sul, com 58% contra 36% de Lula; no Centro-Oeste, Flávio tem 54% contra 39% de Lula; e no Sudeste, o senador aparece com 51% contra 41% do presidente.

Lula, por sua vez, mantém vantagem no Nordeste, onde registra 52% contra 41% de Flávio, e também no Norte, com 48% contra 43%.

Os números indicam que o Nordeste continua sendo o principal reduto eleitoral do presidente, enquanto Flávio apresenta vantagem mais expressiva no Sul, região em que abre uma diferença de 22 pontos percentuais sobre o petista.

Vantagem de seis pontos no cenário nacional

A diferença de seis pontos percentuais coloca Flávio Bolsonaro na dianteira da primeira sondagem do segundo turno.

Na comparação com a rodada anterior do instituto, realizada antes do primeiro turno, Flávio avançou três pontos percentuais, enquanto Lula recuou três pontos. A nova pesquisa também ocorre após

Flávio ter terminado a primeira etapa da eleição na liderança.

No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual.

Divisão por gênero mostra contraste entre homens e mulheres

O levantamento também aponta uma diferença no comportamento eleitoral de homens e mulheres.

Entre os homens, Flávio tem 57% das intenções de voto, contra 37% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente aparece com 50%, contra 42% do senador.

Lula lidera entre os mais jovens

A faixa etária também apresenta diferenças. Entre eleitores de 16 a 24 anos, Lula registra 52%, enquanto Flávio tem 40%. Nas demais faixas, o senador aparece numericamente à frente.

Flávio alcança 50% entre eleitores de 25 a 44 anos, 49% entre aqueles de 45 a 59 anos e 52% entre os eleitores com 60 anos ou mais. Lula registra, respectivamente, 43%, 44% e 42% nesses grupos.

Escolaridade e renda favorecem Flávio

A pesquisa também mostra as intenções de voto conforme a escolaridade. Lula tem seu melhor resultado entre os eleitores com ensino fundamental, grupo no qual aparece com 53%, contra 39% de

Flávio. Entre os que possuem ensino médio, o senador lidera por 55% a 38%. No ensino superior, Flávio tem 51%, contra 45% do presidente.

Na divisão por renda, Lula aparece à frente entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, com 48% contra 42% de Flávio.

Já nas faixas de renda superiores, a vantagem é do senador. Entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio tem 57% contra 39% de Lula. Na parcela com renda acima de cinco salários mínimos, o placar é de 55% a 43%.

Rejeição de Flávio cai, mas Lula continua com índice maior

A pesquisa PoderData/Aya mostra ainda que 43% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, uma queda de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado uma semana antes. Já 46% declaram rejeitar Lula, índice que oscilou 1 ponto para baixo no período.

Aprovação do governo é negativa

A pesquisa também detalha que 50% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula, enquanto 44% aprovam. 6% não souberam responder.

A pesquisa

O levantamento PoderData/Aya foi realizado entre 5 e 7 de outubro, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram entrevistados 3.000 eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.
 

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08/10/2026 07:00h

Documento defende superação da polarização, respeito entre os Poderes e melhores condições para empreender

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O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, convoca as entidades do sistema associativista e sociedade civil a aderirem ao manifesto “Rede Pauta Brasil: Pela reconciliação, pela liberdade e por um Brasil governado para todos”.

O documento propõe a superação da polarização política e reúne princípios considerados fundamentais pelo Sistema do Associativismo para o próximo ciclo de governo. 

“Queremos o maior número de adesões para mostrar representatividade do nosso sistema. Vamos dar as mãos e somar esse esforço. Quanto mais entidades assinarem o manifesto, mais força ganhamos para o futuro diálogo com o governo”, afirma. 

Segundo o presidente da CACB, o manifesto também defende a independência e o respeito às atribuições de cada Poder da República como forma de criar melhores condições para o ambiente de negócios e o desenvolvimento econômico. 

“Pedimos também para que as instituições se reorganizem, para que o governo governe, que o Legislativo legisle e que o Judiciário julgue, cada um na sua competência e na sua função. Queremos que o país volte a ser um lugar mais tranquilo para trabalhar, para que o empreendedorismo cresça e tenhamos segurança jurídica, segurança pública e condições para que os empreendedores possam gerar renda e empregos”, disse. 

Para Cotait, o próximo governo precisa ser um “governo da união, do crescimento do país e da paz”. 

Mobilização do setor produtivo

Na última terça-feira (6), a CACB reuniu cerca de 330 presidentes de federações e associações comerciais de todo o país para o lançamento do manifesto. Durante o encontro, o presidente emérito da CACB, Guilherme Afif Domingos, destacou a importância da mobilização do setor produtivo diante das mudanças políticas e econômicas em curso. 

Segundo Afif, além da disputa presidencial, o setor produtivo precisa acompanhar a composição e a atuação do Congresso Nacional e organizar suas posições em torno de princípios comuns. 

“Todo mundo está concentrado na eleição do presidente, mas nós temos que olhar a representação no Congresso. Portanto, será um momento muito importante, em que vamos ter que nos mobilizar em torno de ideias e propostas, daquilo que pensamos para o Brasil”, afirmou. 

Afif também chamou atenção para temas diretamente relacionados aos pequenos negócios, especialmente o Simples Nacional e a Reforma Tributária. 

“O que vai acontecer com o Simples Nacional, que está sendo destratado dentro daquilo que está sendo discutido nas hostes burocráticas do país. Nós temos uma Reforma Tributária e sabemos que, para o comércio e serviço, ela vai ser desastrosa”, disse. 

Participação das mulheres

Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) — vinculado à CACB —, destacou a adesão das mulheres ao manifesto e a ampliação da participação feminina na representação política e institucional. 

“Eu estou muito feliz com a rede toda unida. Nós vamos também postar na rede inteira do CMEC esse manifesto para as pessoas aderirem”, afirmou. 

Ana Cláudia também ressaltou o resultado das eleições para o Legislativo e o aumento da presença feminina nas novas bancadas. 

Agenda para os pequenos negócios

O manifesto coloca o trabalho, a liberdade de empreender e o desenvolvimento econômico no centro da agenda defendida pelo Sistema do Associativismo. O documento afirma que a geração de riqueza está diretamente relacionada à atividade de trabalhadores, pequenos comerciantes, produtores rurais, profissionais liberais e empreendedores. 

A CACB representa cerca de 2,3 mil associações comerciais e empresariais em todo o país. O peso dos pequenos negócios na economia reforça a importância da agenda defendida pela entidade. 

Segundo o Sebrae, o Brasil tinha 24,1 milhões de pequenos negócios com CNPJ ativo no segundo trimestre de 2026. Em 2025, micro e pequenas empresas responderam por 80,5% do saldo de empregos formais, de acordo com levantamento do Sebrae, com dados do Novo Caged.

Nesse contexto, o manifesto defende um ambiente de negócios em que o pequeno empresário não seja pressionado por impostos e burocracia. O documento também reforça a necessidade de regras claras, segurança jurídica e liberdade para trabalhar e empreender. 

A proposta também defende que o Estado deve estar a serviço do cidadão e que o desenvolvimento econômico depende da capacidade de trabalhadores e empresas de produzir, investir, inovar e gerar oportunidades. 

O manifesto pode ser assinado por pessoas físicas e empresas, mediante CPF ou CNPJ, por meio do site da Rede Pauta Brasil. 

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08/10/2026 04:55h

Senado registra recorde de 12 senadoras eleitas em um único pleito, enquanto bancada feminina na Câmara terá aumento de 21%

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No último domingo (4), os brasileiros elegeram 12 mulheres para o Senado Federal, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um único pleito desde a redemocratização. 

Com o resultado das eleições de 2026, a bancada feminina no Senado deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato. O número corresponde a 22,2% das 81 cadeiras da Casa. 

Na Câmara dos Deputados, a presença feminina também aumentou. A bancada passará de 90 para 109 parlamentares a partir de 1º de fevereiro de 2027. As 19 cadeiras adicionais representam crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura. 

Para a socióloga Débora Messenberg, professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), o aumento da presença feminina no Congresso Nacional é importante para ampliar a representatividade política de uma população majoritariamente composta por mulheres. 

“Mas ainda estamos muito aquém de outros países em termos de representatividade feminina no parlamento. Muitos países, inclusive latino-americanos, estão muito na nossa frente. Isso é um traço da nossa sociedade; a política não é algo que as mulheres tenham como uma participação tão ativa”, afirma. 

Presença feminina precisa se transformar em influência

Apesar do avanço do número de mulheres eleitas como deputadas e senadoras, Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) — vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) —, avalia que a representatividade também precisa se refletir na participação nas decisões do Congresso. 

“As mulheres que chegam agora na Câmara e no Senado precisam estar no centro das discussões que definem o futuro do país, do orçamento às políticas econômicas, do emprego ao empreendedorismo. Mais do que ocupar cadeiras, é preciso ocupar espaços de liderança e transformar presença em influência”, destaca. 

Para Débora Messenberg, a presença de mulheres de diferentes partidos também pode favorecer o diálogo em torno de pautas comuns, mesmo diante de divergências ideológicas. “Mesmo que tenham divergências muito grandes, em termos mais amplos, de uma mulher do PSOL para conversar com uma do PL, por exemplo, existem pautas que elas conseguem encontrar um consenso”. 

Pautas do próximo Congresso

Ana Claudia Cotait avalia que o próximo Congresso será marcado por debates sobre orçamento, contas públicas e regras que definirão o ambiente de negócios nos próximos anos. 

Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), entre as pautas que podem unir as parlamentares está a pauta do cuidado. Para ela, a implementação da Política Nacional do Cuidado deve ser uma das prioridades do próximo Congresso. 

“Nós aprovamos, nessa legislatura, a Política Nacional do Cuidado e nós vamos ter que fazer ela ser realidade em todo o país, com regulamentação nos estados, e lutar por orçamento para essa política. Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Todos os direitos conquistados estão aí”, pontua. 

Segundo Damares, o Senado deve priorizar pautas capazes de reunir parlamentares de diferentes partidos e correntes ideológicas em torno de objetivos comuns. Entre os temas citados pela senadora estão o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, a participação feminina no mercado de trabalho e o empreendedorismo feminino. 

Atuação das parlamentares não deve se restringir às “pautas de mulheres”

Embora haja uma expansão da presença feminina no Congresso, Débora Messenberg avalia que as parlamentares ainda são frequentemente associadas a temas ligados à reprodução do cuidado e à assistência social. 

“Elas são eleitas, inclusive, porque o eleitorado espera que elas reproduzam o cuidado no parlamento. A sua relação com o eleitorado é de demonstrar sempre uma perspectiva familiar, de assistência, de benefícios, e pouca produção relacionada a temas tidos ‘masculinos’”, avalia. 

No entanto, para Ana Claudia Cotait, a atuação das parlamentares não deve ficar restrita às chamadas “pautas de mulheres”. Ela defende maior participação feminina em temas econômicos e estruturais. 

“Educação, segurança, emprego, crédito, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento econômico estarão entre os assuntos centrais do próximo Congresso. As mulheres precisam estar presentes nessas discussões não como espectadoras, mas como protagonistas.” 

A presidente do CMEC lembra que milhões de brasileiras são empreendedoras, empregadoras e responsáveis por pequenos negócios e enfrentam desafios como juros elevados, burocracia e dificuldade de acesso ao crédito. 

“São problemas econômicos, não questões de gênero. Uma política que favoreça o crescimento dessas empresas beneficia toda a economia”, conclui. 

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07/10/2026 04:55h

Documento aberto à assinatura de pessoas e empresas defende Estado a serviço do cidadão, liberdade econômica e geração de empregos

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O sistema do associativismo brasileiro, liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), lançou um manifesto em defesa da superação da polarização política e da construção de um governo voltado para “todos”. 

O documento pode ser assinado por pessoas físicas e empresas, mediante CPF ou CNPJ, por meio do site da Rede Pauta Brasil. A plataforma também reúne a relação de signatários que aderiram ao manifesto e autorizaram a divulgação dos nomes. 

Entre os apoiadores estão a Federação das Associações Empresariais do Maranhão (FAEM), a Associação Comercial e Empresarial do Espírito Santo (ACE-ES), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo (Faciapes), a Associação das Empresas de Micro, Pequeno e Médio Porte do Estado do Rio Grande do Sul (Microempa), a Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA), além de outras associações, empresas e pessoas físicas de todas as regiões do Brasil. 

O presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, convocou as entidades do sistema associativista a aderirem ao manifesto. 

“Queremos o maior número de adesões para mostrar representatividade do nosso sistema. Vamos dar as mãos e somar esse esforço. Quanto mais entidades assinarem o manifesto, mais força ganhamos para o futuro diálogo com o governo”, afirmou. 

O presidente emérito da CACB, Guilherme Afif Domingos, classificou o documento como uma carta de princípios compartilhada pelo sistema associativista. 

“O sistema de associativismo e as entidades que participam dele pensam desta forma. São os princípios que norteiam a nossa ação”, destacou. 

Manifesto propõe união e defesa da liberdade econômica

O manifesto defende a superação da polarização política e a construção de um Brasil mais unido, com diálogo entre diferentes grupos da sociedade. O texto argumenta que as divisões políticas não contribuíram para resolver problemas como desemprego, custo de vida, educação e segurança, e afirma que o país deve priorizar o interesse coletivo.

A proposta apresentada coloca o cidadão no centro das ações do Estado e valoriza o trabalho, o empreendedorismo, a liberdade econômica, a propriedade privada e a geração de empregos. O manifesto destaca trabalhadores, pequenos empresários, produtores rurais e profissionais liberais como importantes agentes do desenvolvimento econômico.

O texto também ressalta a importância da independência e do respeito às atribuições de cada Poder da República. Defende que Executivo, Legislativo e Judiciário atuem dentro dos limites constitucionais, como forma de fortalecer as instituições e aumentar a confiança da população e dos investidores.

Outro ponto central é a defesa de um governo que represente todo o país, independentemente de região, classe social ou grupo político. O manifesto convoca lideranças que compartilham os valores de liberdade, responsabilidade e trabalho a se unirem em torno de um projeto comum e atribui ao próximo presidente o papel de conduzir essa convergência.

Por fim, o documento descreve o país que pretende construir: um Brasil com mais oportunidades de emprego, segurança, valorização do trabalho, melhores condições para pequenos empresários e respeito às diferenças de opinião. 

O texto completo pode ser conferido na íntegra no site da Rede Pauta Brasil.

Entidades reforçam apoio ao manifesto 

O presidente da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), Leonardo Miguel Severini, afirmou que a entidade, da qual a CACB é signatária, está à disposição para contribuir com o encaminhamento de pautas de interesse do setor produtivo. 

“Principalmente o aumento da produtividade, que vai pelos alicerces da infraestrutura, da capacitação e da desburocratização do nosso país. Nossos princípios são básicos: liberdade econômica, segurança jurídica e, acima de tudo, segurança pública”, destacou.

A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à CACB, Ana Cláudia Badra Cotait, também celebrou a mobilização das entidades e manifestou apoio ao documento. Segundo ela, o CMEC pretende ampliar a divulgação do manifesto para estimular novas adesões. 

“Eu estou muito feliz com a rede toda unida. Nós vamos também postar na rede inteira do CMEC esse manifesto para as pessoas aderirem”, ressaltou.

O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Márcio Luís, destacou a importância de o setor produtivo defender os interesses de trabalhadores, empresários e empreendedores. 

“Nós temos que ter uma postura muito firme também a favor de quem trabalha, de quem produz, de quem empreende. Nós temos que ter essa representatividade”, afirmou. 

O presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Elson Otto, também manifestou apoio às diretrizes do documento e afirmou que a entidade pretende ampliar a divulgação do manifesto no estado. 

“Nós temos um papel muito importante e nós vamos difundir e propagar esse manifesto por toda Santa Catarina”, afirmou. 

Já o presidente da Associação Comercial de Maceió (ACMaceió), Kennedy Calheiros, destacou o princípio de união defendido pelo manifesto e ressaltou a importância da contribuição de trabalhadores e empresários para o desenvolvimento do país. 

“O Brasil é um só, o Brasil é nosso, é de quem faz. O empresário que põe o dinheiro não é diferente do trabalhador que põe o seu suor. Todos são empreendedores; um empreende com suas próprias mãos de trabalho e outros empreendem com os seus recursos”, afirmou. 

Entidades demonstram preocupação com a Reforma Tributária

Durante a apresentação do documento às entidades associativistas, o vice-presidente da CACB e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Valmir Rodrigues, alertou para os impactos da implementação da Reforma Tributária sobre micro e pequenas empresas. 

Segundo ele, ainda faltam sistemas, alíquotas e condições adequadas para que as empresas realizem a transição sem riscos de multas e prejuízos. 

“É impossível as micro e pequenas empresas aplicarem a Reforma Tributária a partir de janeiro. Ou essa reforma vai ter que ser prorrogada no mínimo um ano ou nós vamos ver um número enorme de micro e pequenas empresas sendo fechadas”, afirmou. 

O diretor-geral e fundador da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Paulo de Tarso Petroni, também demonstrou preocupação com atrasos no cronograma, indefinições sobre alíquotas e impactos da implementação da reforma, especialmente para pequenas empresas.

“Na última sexta-feira (2), houve novamente um adiamento da definição das alíquotas do Imposto Seletivo, o que impacta a partir de janeiro, não apenas as empresas e os setores alocados no Imposto Seletivo, mas toda a economia”, destacou. 

Em outra avaliação, o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Acre (Federacre), Rubenir Nogueira Guerra, defendeu a continuidade da implementação da Reforma Tributária. Para ele, mudanças no sistema tributário são discutidas e adiadas há décadas e eventuais problemas identificados durante a implementação poderão ser corrigidos posteriormente.

“Essa mudança pode não ser a melhor, mas tá aí e vamos fazer. Tudo no começo vai trazer um trauma, mas depois vai se ajustando. Vamos colocar essa reforma tributária para funcionar”, afirmou. 

Associativismo prepara propostas para o próximo governo

Após o resultado do segundo turno das eleições, o sistema associativista pretende apresentar ao próximo presidente da República um documento com propostas para diferentes áreas de interesse do setor. 

Segundo Afif Domingos, as entidades pretendem utilizar sua articulação com o Congresso Nacional para defender mudanças e acelerar a tramitação de reformas consideradas prioritárias. 

“Utilizaremos a nossa força e influência perante os parlamentares, para facilitar o processo de reformas. E reformas se fazem no primeiro ano de governo. Se passar um ano de governo, as coisas ficam mais difíceis. Então, nós precisamos saber o que queremos logo de saída, para que a gente possa ter as modificações”, concluiu. 

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05/10/2026 22:05h

PL e PSD ampliam espaço nos governos e Assembleias, enquanto PT mantém posições estratégicas e partidos tradicionais perdem terreno

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O primeiro turno das eleições de 2026 produziu uma mudança importante no mapa político dos estados.  Dos 27 governos estaduais, 20 foram definidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Os outros sete — Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Paraíba e Alagoas — serão decididos no segundo turno, marcado para 25 de outubro. 

Entre os governos já definidos, o Partido Liberal conquistou cinco, contra dois em 2022. O partido elegeu Sergio Moro no Paraná, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Marcos Rogério em Rondônia, Arthur Henrique em Roraima e Jorginho Mello em Santa Catarina. O resultado representa, por enquanto, um ganho de três governos em relação à eleição anterior.

O PSD aparece em segundo, com quatro governadores eleitos — Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Em 2022, a legenda havia conquistado dois governos. O PT, por sua vez, elegeu três governadores no primeiro turno — Bahia, Ceará e Piauí —, um a menos que os quatro governos obtidos em 2022. 

O Republicanos também soma três governos, incluindo os dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, além de Mato Grosso. A legenda havia conquistado dois governos em 2022. Já o Progressistas manteve dois governos, enquanto MDB, PSDB e Podemos têm, cada um, um governador eleito até agora. No caso de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel trocou o PSDB pelo PP e foi eleito pela nova legenda.

Em 2022, PT e União Brasil haviam sido os partidos com maior número de governos, com quatro cada. MDB, PSB e PSDB conquistaram três governos cada. O cenário de 2026, ainda incompleto, mostra uma inversão: PL e PSD passam a ocupar o centro do mapa estadual, enquanto União, PSB, PSDB e MDB perderam espaço.

Legislativos estaduais e do DF

A mudança de correlação de forças aparece também na eleição proporcional. As Assembleias Legislativas dos 26 estados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal somam 1.059 cadeiras — 1.035 estaduais e 24 distritais.

Na apuração de 2026, o PL aparece como a maior bancada entre as cadeiras definidas, com 212 parlamentares, seguido por PT, com 141, MDB, com 112, PSD, com 103, e PP, com 81 no total. Em 2022, o PL conquistou 129 cadeiras, o PT, 118, o MDB, 95, o PSD, 78, e o PP, 87, mostrando o rearranjo do tabuleiro político. 

“Para a gente entender esse recorte estadual, a gente precisa entender algumas condicionantes para isso. No caso de São Paulo e Santa Catarina, por exemplo, eram governadores muito bem avaliados, com eleitor fiel da direita e da direita conservadora”, destaca Guilherme Mazieiro, consultor executivo da Oficina Consultoria.

“É importante observar, também, o que os partidos consideraram como estratégia para esse período eleitoral. Todos os outros partidos da direita e do “centrão” estavam muito focados nas eleições do congresso e com mais candidatos também nas assembleias”, conclui. 

Onde ocorreram as principais mudanças

O avanço do PL é especialmente visível em estados de grande peso eleitoral. Em São Paulo, por exemplo, o partido elegeu 27 dos 94 deputados estaduais, formando a maior bancada da Assembleia Legislativa. O PT ficou com 16, enquanto PSD e PSOL elegeram nove cada.

Em Minas Gerais, o PL também conquistou a maior bancada da Assembleia, com 21 cadeiras, reforçando a presença da direita no maior colégio eleitoral do país depois de São Paulo. Na Bahia, porém, o PT manteve forte presença e elegeu a maior bancada estadual, com 14 deputados. 

O contraste entre os partidos tradicionais e as legendas que cresceram nos últimos anos é um dos principais sinais da eleição. O PSDB, que já teve uma posição dominante em Assembleias como a de São Paulo, chegou a apenas uma cadeira na Alesp em 2026. Em 2022, havia elegido nove deputados no estado.
 

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05/10/2026 18:50h

Partido elege 121 deputados e 19 senadores; especialistas avaliam impactos da nova composição do Legislativo

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O Partido Liberal (PL) elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo (4) e terá 121 parlamentares na próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027. A legenda elegeu 24 deputados a mais do que em 2022, segundo levantamento da Agência Câmara com base nos resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A segunda maior bancada será a da federação PT-PCdoB-PV, que elegeu 88 deputados, seis a mais do que na eleição anterior. 

Com isso, a nova composição partidária da Câmara dos Deputados, em comparação com o resultado das eleições de 2022, ficou da seguinte forma: 

Bancadas eleitas 2026 2022
PL 121 97
PT/PCdoB/PV 88 82
União/PP 87 105
PSD 43 42
Republicanos 41 40
MDB 36 41
Pode 27 20
PSB 15 15
Psol/Rede 15 15
PSDB/Cidadania 11 18
NOVO 10 3
PRD/Solidariedade 7 12
PDT 6 16
Avante 5 7
Missão 1 0

PL também deve liderar bancada no Senado

Assim como na Câmara, o PL deverá ter a maior bancada do Senado a partir do início de 2027. A legenda elegeu 19 senadores nas eleições deste domingo, o equivalente a 35,2% das 54 cadeiras que estavam em disputa neste ano. Com os parlamentares eleitos e os senadores que ainda estão em mandato, a bancada do PL deverá chegar a 28 integrantes.

A legenda também fez cinco “dobradinhas”, ao eleger os dois senadores de um mesmo estado: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina, além do Distrito Federal. 

Segundo a Agência Senado, nenhuma outra legenda deverá alcançar um terço do tamanho da bancada do PL. Na sequência aparecem o PT, com nove senadores, e o MDB, com oito. 

Caso os números se confirmem em fevereiro, quando os novos senadores tomarem posse, o PL também terá a maior bancada partidária do Senado no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. O recorde anterior era do MDB, então PMDB, que iniciou a legislatura de 1999 com 27 senadores. 

No entanto, os números ainda podem sofrer alterações. Tanto os parlamentares eleitos quanto os senadores que já possuem mandato podem trocar de partido ou assumir ministérios antes do início da próxima legislatura, em fevereiro. Por isso, a projeção considera a composição partidária a partir dos resultados das eleições. 

O cálculo também leva em conta que dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos para governos estaduais e deixarão as cadeiras para os respectivos suplentes: 

  • Cleitinho (Republicanos-MG): o primeiro suplente é Alex Diniz (PL);
  • Sergio Moro (PL-PR): o primeiro suplente é Luís Felipe Cunha (União).

Além disso, o Senado tem atualmente um parlamentar sem partido: Romário (RJ). 

A composição partidária do Senado também indica uma redução no número de legendas responsáveis pela eleição dos novos parlamentares. Em 2018, 20 partidos diferentes elegeram senadores. Oito anos depois, 13 legendas elegeram os novos integrantes da Casa. 

Eleições 2018 Senadores eleitos Eleições 2026 Senadores eleitos
MDB 7 PL 19
PP 5 MDB 7
Rede 5 PT 6
DEM 4 Novo 3
PSD 4 PP 3
PSDB 4 PSB 3
PSL 4 UNIÃO 3
PT 4 Podemos 2
PDT 2 PSDB 2
PHS 2 PSD 2
PPS 2 Republicanos 2
PSB 2 PDT 1
PTB 2 Rede 1
Podemos 1 - -
PR 1 - -
PRB 1 - -
PROS 1 - -
PRP 1 - -
PSC 1 - -
Solidariedade 1 - -

Avanço da direita no Congresso

O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, atribui a nova composição do Congresso Nacional ao desempenho da direita nas eleições. 

“Não entrando no mérito, mas a direita fez uma campanha muito boa, muito bem colocada, muito bem encaminhada, seja na Câmara, no Senado, nas assembleias legislativas e nos governos estaduais. Isso mostra a força da direita no Brasil e um certo esgarçamento da esquerda, que tem que se repensar”, destaca. 

Segundo o especialista, a predominância de um partido ou de uma determinada corrente ideológica no Congresso tende a influenciar áreas como economia, segurança pública e políticas sociais. 

“A privatização de várias empresas estatais entra na pauta e a questão social pode voltar para trás”, avalia.

O cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, afirma que a predominância de partidos de centro e de direita no Congresso pode impulsionar pautas como mudanças na política fiscal, com uma agenda mais restritiva de gastos, flexibilização de regras ambientais, alterações na regulamentação das bets, entre outras propostas de caráter mais conservador. 

“Temos um Congresso muito mais à direita e conservador do que já era. Então, podemos esperar que vai aumentar substancialmente as suas iniciativas na chamada agenda de costumes, a pauta conservadora”, afirma.

Na área de segurança pública, Grin avalia que pode ser retomada a agenda clássica do bolsonarismo, com propostas como a ampliação do porte de armas e a redução da maioridade penal. O especialista também cita a possibilidade de congelamento da tramitação da PEC da Segurança. 

Em relação às políticas sociais, o cientista político avalia que pode haver uma revisão do Bolsa Família em favor de uma agenda voltada ao empreendedorismo. 

Cenários para o próximo governo

André César avalia que Lula terá dificuldades para vencer o segundo turno. O petista terminou o primeiro turno com 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro liderou com 47,03%. 

Caso esse resultado se confirme no segundo turno, o cientista político acredita que os partidos de direita no Congresso terão maior facilidade para negociar com o próximo presidente, que também é do PL. 

“Acho altamente improvável que o presidente Lula consiga reverter esse jogo. Então, partidos como o PL — que é o do Flávio Bolsonaro —, PP, União Brasil, Republicanos e outros vão conseguir negociar mais, vão ganhar mais protagonismo ainda”, afirma. 

Eduardo Grin destaca que, embora o Centrão não tenha apoiado Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a composição formada por essas legendas, somada ao PL, continuará tendo papel central na definição da agenda do Congresso. 

“Em um provável governo de Flávio Bolsonaro, o Centrão certamente estará do lado dele, inclusive porque vários parlamentares do Centrão, como Ciro Nogueira, que não se reelegeu senador, devem ser chamados para ser ministros.” 

Na avaliação de Grin, esse cenário poderia facilitar a aprovação de pautas mais conservadoras defendidas por um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Já no caso da reeleição de Lula, André César prevê dificuldades para o presidente governar diante do fortalecimento do Congresso Nacional de oposição. “Com as emendas e tudo mais, a força do Congresso hoje bota o Executivo na parede. E o governo já começaria emparedado, em uma eventual reeleição do presidente Lula”, afirma.  

Relação entre Congresso e STF

Para André César, o Supremo Tribunal Federal (STF) também deverá enfrentar um novo cenário diante do fortalecimento do Congresso, especialmente do Senado, que tem competência constitucional para processar e julgar ministros da Corte em crimes de responsabilidade. 

O cientista político também cita as discussões envolvendo ministros do STF e o caso do Banco Master como um dos fatores que podem pressionar por mudanças na relação entre os Poderes. 

“O Congresso vem mais forte. Inclusive, no caso do Senado especificamente, os senadores podem ir para cima e pedir impeachment de ministro. Uma coisa nova, inédita, que pode acontecer”, afirma. 

Por outro lado, Eduardo Grin avalia que a direita no Senado não deve avançar necessariamente para o impeachment de ministros do STF, mas prevê uma relação mais conflituosa com a Corte, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, em razão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Acho que o Xandão, sim, vai estar em maus lençóis”, avalia.

O cientista político também acredita que o Congresso poderá discutir mudanças legislativas relacionadas ao funcionamento do Judiciário, como medidas para reduzir o alcance de decisões monocráticas e limitar o poder do STF.

“Se o Senado não vai levar adiante efetivamente o impeachment de ministros do STF, como eu acho que é o caso, várias medidas legislativas serão feitas no sentido de coibir e reduzir o grande poder hoje que o STF tem”, conclui.

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05/10/2026 17:00h

Mato Grosso do Sul teve a maior taxa de eleitores que não compareceram às urnas, com 23,87%, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo

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Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo registraram as maiores taxas de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 e tiveram Flávio Bolsonaro (PL) como o candidato mais votado para presidente. O senador superou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados.

Mato Grosso do Sul teve o maior percentual de eleitores que não compareceram às urnas, com 23,87%. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 23,32%; Minas Gerais, com 22,79%; e São Paulo, com 22,54%.

No país, cerca de 21,08% dos eleitores aptos não votaram, o equivalente a mais de 33 milhões de pessoas.

A maior vantagem ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde Flávio obteve 58,60% dos votos válidos, contra 34,68% de Lula. No Rio de Janeiro, os percentuais foram de 53,01% e 39,41%, respectivamente. 

Em São Paulo, Flávio alcançou 51,93%, ante 38,20% do petista. Já em Minas Gerais, a disputa foi mais equilibrada: 48,24% para Flávio e 43,33% para Lula.

Abstenção por estado

(Com 99,5% das urnas apuradas, em %)

  • Mato Grosso do Sul: 23,87%
  • Rio de Janeiro: 23,32%
  • Minas Gerais: 22,79%
  • São Paulo: 22,54%
  • Mato Grosso: 22,20%
  • Goiás: 21,83%
  • Rondônia: 21,71%
  • Espírito Santo: 21,37%
  • Rio Grande do Sul: 21,35%
  • Alagoas: 20,61%
  • Paraná: 20,57%
  • Acre: 20,43%
  • Amazonas: 20,16%
  • Bahia: 19,97%
  • Maranhão: 19,74%
  • Pará: 19,11%
  • Santa Catarina: 18,95%
  • Distrito Federal: 18,90%
  • Rio Grande do Norte: 18,38%
  • Tocantins: 18,34%
  • Pernambuco: 18,16%
  • Amapá: 17,41%
  • Paraíba: 17,38%
  • Sergipe: 17,30%
  • Piauí: 17,16%
  • Roraima: 17,12%
  • Ceará: 15,52%

Na apuração nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Como nenhum dos dois ultrapassou 50% dos votos válidos, a disputa pela Presidência será definida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Eleições 2026

A votação do primeiro turno ocorreu no domingo (4), com 158.745.463 eleitores aptos a participar. Além da escolha do presidente da República, os eleitores votaram para governador, senador e deputado federal, estadual ou distrital.

Nas disputas para presidente e governador, a eleição termina no primeiro turno quando um dos candidatos supera 50% dos votos válidos. Se nenhum alcançar esse resultado, os dois primeiros colocados voltam às urnas no segundo turno.

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Para o Senado, cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes, somando 54 vagas. Os candidatos com o maior número de votos em cada unidade da Federação ficam com as cadeiras.

Já as eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal seguem o sistema proporcional. Ao todo, são 513 vagas para deputado federal, 1.035 para deputado estadual e 24 para deputado distrital.

A definição das cadeiras leva em conta a votação obtida por partidos e federações, conforme as regras previstas na legislação eleitoral.
 

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04/10/2026 22:50h

Ministro Kassio Nunes Marques afirma que checagens dos sistemas demandaram mais tempo

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou atrasos na divulgação dos resultados das urnas neste domingo (4). Segundo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o tribunal manteve o controle da situação e seguiu os protocolos de segurança previstos para o processo de apuração. 

De acordo com o ministro, a apuração e a totalização dos votos envolvem diferentes etapas e sistemas, como transmissão e recebimento dos boletins de urna, processamento, totalização, divulgação dos resultados e sustentação dos softwares. 

Nunes Marques afirmou que houve um congestionamento de dados no sistema responsável pela divulgação dos resultados, o que segundo ele, é algo natural na rotina de operação de sistemas complexos. 

“Antes da eficiência ou da rapidez, prezamos pela segurança. Havia a necessidade de checagem de todos esses sistemas em uma ordem que demandava um tempo significativo. No que é essencial, nosso sistema mais uma vez mostrou-se absolutamente confiável. E, como sempre, os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura”, afirmou em coletiva de imprensa. 

Segundo a apuração final do TSE, 1.904 urnas precisaram ser substituídas neste domingo, o equivalente a 0,35% do total de equipamentos disponibilizados para a votação. 

Crimes eleitorais

Até as 20h30 deste domingo (4), a Polícia Federal informou que 194 pessoas haviam sido conduzidas por crimes eleitorais. Também foram apreendidos R$ 1.828.366,58 em bens e valores, sendo R$ 493.569,50 em dinheiro em espécie. 

Ao todo, foram instaurados 35 inquéritos policiais e lavrados 97 termos circunstanciados de ocorrência para apurar possíveis práticas ilegais. Entre os principais crimes investigados estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos. 

As ocorrências foram registradas na Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.

As ações da Polícia Federal podem ser acompanhadas em tempo real pelo painel de acompanhamento dos casos de combate a crimes eleitorais. 

Aplicativo e-Título

Pela primeira vez, o e-Título foi utilizado no próprio dia do pleito com as funcionalidades disponibilizadas para as Eleições 2026. Segundo o TSE, o aplicativo contabilizou mais de 8,6 milhões de emissões, além de 22 milhões de consultas aos locais de votação e mais de 4,3 milhões de justificativas eleitorais. 

Para o presidente do TSE, a possibilidade de realizar serviços eleitorais pelo aplicativo contribui diretamente para a redução das filas nos locais de votação. "As pessoas não precisam ir até o local de votação ou a seção eleitoral para fazer a justificativa. Isso pode ser feito através do e-Título", destacou. 

Monitoramento das condições climáticas

Kassio Nunes Marques também destacou a atuação da Sala Nacional de Situação Climática, criada para monitorar condições meteorológicas que pudessem afetar as eleições. A estrutura havia sido anunciada pelo TSE antes do pleito com o objetivo de integrar informações e apoiar os tribunais regionais na prevenção e na resposta a eventos climáticos. 

Segundo o ministro, o Paraná concentrou as maiores dificuldades neste domingo em razão das fortes chuvas, dos ventos e de problemas no fornecimento de energia. O estado iniciou o dia com quase 140 municípios afetados e, até o início da tarde, aproximadamente 94 ainda registravam algum problema relacionado ao abastecimento. 

“As urnas eletrônicas no estado do Paraná funcionaram com energia gerada por bateria nessas localidades em que houve tanto oscilação quanto a falta de energia. Não tivemos nenhum problema em decorrência disso”, informou. 

Sem indicativos de interferência estrangeira

Questionado sobre a possibilidade de interferência internacional nas eleições, o presidente do TSE afirmou que não havia indicativo concreto de atuação estrangeira. Segundo ele, as equipes do tribunal responsáveis pelo monitoramento do tema não haviam identificado esse tipo de interferência. 

“Os nossos indicativos das equipes que monitoram riscos internacionais não apontam qualquer tipo de risco. Nós não temos nenhum relatório da Polícia Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), de nenhum setor que trabalha em parceria com o TSE, indicando qualquer tipo de risco.” 

O ministro também citou o trabalho desenvolvido em parceria com as plataformas digitais. Segundo ele, medidas como o plano de conformidade e a adequação das empresas à legislação brasileira contribuíram para reduzir os riscos e evitar problemas durante o período eleitoral. 

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04/10/2026 21:39h

Candidato do PL liderou na maioria dos estados de quatro regiões, enquanto petista teve maioria no Nordeste

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A escolha do próximo presidente da República será definida em segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. 

Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) ficou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,16%. 

Ao todo, Flávio Bolsonaro recebeu 56.102.126 votos, enquanto Lula somou 53.866.947 votos. Na sequência, ficaram: 

  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3.448.364 votos (2,89%)
  • Renan Santos (Missão): 2.675.790 votos (2,24%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.009 votos (2,18%)

Os demais candidatos registraram menos de 1% dos votos válidos.

Ao todo, 2.300.616 eleitores votaram em branco (1,84%), enquanto 3.673.648 votos foram anulados (2,93%). A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado apto, o equivalente a 33.465.745 eleitores que não compareceram às urnas. 

Os votos brancos e nulos não são considerados votos válidos para a definição do resultado eleitoral, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Votos por estados e regiões

Na distribuição regional dos votos, Flávio Bolsonaro liderou na maioria dos estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, Lula ficou à frente em todos os estados. 

Norte

  • Acre: Lula — 28,73% | Flávio Bolsonaro — 64,56%
  • Amapá: Lula — 45,71% | Flávio Bolsonaro — 45,67%
  • Amazonas: Lula — 48,16% | Flávio Bolsonaro — 45,06%
  • Pará: Lula — 49,90% | Flávio Bolsonaro — 44,50%
  • Rondônia: Lula — 25,89% | Flávio Bolsonaro — 67,45%
  • Roraima: Lula — 22,86% | Flávio Bolsonaro — 71,06%
  • Tocantins: Lula — 43,42% | Flávio Bolsonaro — 50,44%

Nordeste

  • Alagoas: Lula — 54,73% | Flávio Bolsonaro — 40,45%
  • Bahia: Lula — 66,16% | Flávio Bolsonaro — 28,55%
  • Ceará: Lula — 63,29% | Flávio Bolsonaro — 31,27%
  • Maranhão: Lula — 63,98% | Flávio Bolsonaro — 30,90%
  • Paraíba: Lula — 61,31% | Flávio Bolsonaro — 33,07%
  • Pernambuco: Lula — 63,45% | Flávio Bolsonaro — 31,03%
  • Piauí: Lula — 70,99% | Flávio Bolsonaro — 24,09%
  • Rio Grande do Norte: Lula — 59,75% | Flávio Bolsonaro — 34,77%
  • Sergipe: Lula — 62,75% | Flávio Bolsonaro — 30,63%

Centro-Oeste

  • Distrito Federal: Lula — 38,11% | Flávio Bolsonaro — 51,31%
  • Goiás: Lula — 31,06% | Flávio Bolsonaro — 53,60%
  • Mato Grosso: Lula — 29,18% | Flávio Bolsonaro — 65,15%
  • Mato Grosso do Sul: Lula — 34,68% | Flávio Bolsonaro — 58,60%

Sudeste

  • Espírito Santo: Lula — 37,76% | Flávio Bolsonaro — 54,78%
  • Minas Gerais: Lula — 43,32% | Flávio Bolsonaro — 48,24%
  • Rio de Janeiro: Lula — 39,41% | Flávio Bolsonaro — 53,01%
  • São Paulo: Lula — 38,20% | Flávio Bolsonaro — 51,93%

Sul

  • Paraná: Lula — 31,20% | Flávio Bolsonaro — 59,91%
  • Santa Catarina: Lula — 25,04% | Flávio Bolsonaro — 66,65%
  • Rio Grande do Sul: Lula — 35,73% | Flávio Bolsonaro — 55,64%

Votação no exterior

Entre os eleitores brasileiros que votaram no exterior, Lula liderou, com 47,57% dos votos válidos, contra 43,49% de Flávio Bolsonaro. 

Segundo o TSE, 916.534 eleitores estavam aptos a votar no exterior, o equivalente a cerca de 0,5% do eleitorado brasileiro. 

As urnas eletrônicas foram distribuídas em seções eleitorais de 186 cidades, em 134 países. Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros fora do país, com cerca de 265 mil. Em seguida aparecem Portugal, com pouco mais de 134 mil, e o Japão, com aproximadamente 88 mil eleitores. 

O número de brasileiros aptos a votar no exterior supera o eleitorado de estados como Roraima, Amapá e Acre.

A apuração completa das Eleições Gerais de 2026 pode ser consultada no portal do TSE. 

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