Mineração

29/11/2021 18:30h

Este avanço da tecnologia irá economizar 1.000 toneladas de emissões de carbono por ano

O Grupo Yara lançou o primeiro navio-cargueiro 100% elétrico e autônomo do mundo, o ‘Yara Birkeland’, um avanço tecnológico e ecológico da empresa para contribuir para reduzir o impacto ambiental. 

O navio poderá transportar até 120 contêineres de fertilizantes de uma fábrica na cidade de Porsgrunn até o porto de Brevik, a cerca de 10 km de distância.

Com isso, cerca de 40 mil viagens de caminhão serão evitadas anualmente para o mesmo propósito. "Certamente, houve dificuldades, contratempos, por isso é ainda mais gratificante estar aqui e ver que conseguimos", disse o CEO da Yara, Sveint Tore Holsether.

O ‘Yara Birkeland’ tem 80 metros de comprimento e 3.200 toneladas em peso morto, e iniciará agora uma série de testes no biênio 2022 e 2023. Com isto, a Yara pretende que o navio funcione com cada vez menos tripulantes. A ponte de comando deverá desaparecer dentro de "três, quatro ou cinco anos", detalhou Holsether. Assim, espera-se que o navio consiga percorrer seu trajeto diário de 7,5 milhas náuticas, por seus próprios meios, apenas com a ajuda de sensores. 

"Muitos dos incidentes que ocorrem nos navios são causados por erros humanos, pelo cansaço, por exemplo", explicou o chefe de projetos, Jostein Braaten. "As operações autônomas podem garantir uma viagem segura", acrescentou.

Nos próximos meses, a equipe se dedicará à "aprendizagem" da embarcação, para que ela possa começar a navegar de maneira autônoma. "Em primeiro lugar, temos que detectar que existe algo, entender que é um caiaque e, depois, determinar o que se deve fazer", comentou Braaten.

O setor marítimo é responsável por quase 3% do total das emissões de gases do efeito estufa relacionadas às ações humanas e pretende reduzi-las em 40% até 2030, e em 50% para 2050. 

Segundo os últimos dados disponíveis da Organização Marítima Internacional (OMI), as emissões do setor passaram de 962 milhões de toneladas de gases em 2012 para mais de 1 bilhão de toneladas em 2018. 

O "Yara Birkeland" representará uma economia de 678 toneladas de CO2 por ano, um valor ínfimo para o combate à mudança climática. Além disso, os especialistas acreditam que esse tipo de transporte não poderá ser generalizado.

 "As embarcações não precisarão apenas de autonomia para cobrir grandes distâncias, mas que os terminais portuários também estejam equipados com estações de recarga adaptadas. Por isso, existe um desafio que não é somente tecnológico, mas também de infraestruturas de recarga que requerem coordenação de muitas partes", concluiu Braatern.

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25/11/2021 16:40h

O projeto Boa Esperança está localizado no município de Tucumã, estado do Pará, a cerca de 40km da cidade e pode ser acessado através da rodovia PA-279, que liga as cidades de Xinguara e São Félix do Xingu. Em Xinguara há ligação com a BR-155, que leva à cidade de Marabá

A Ero Copper, através da Mineração Caraíba S.A., deve iniciar, em abril de 2002, a implantação do projeto Boa Esperança, no Pará, para o qual está previsto um investimento de US$ 294 milhões na implantação e mais US$ 196 milhões em sustaining. 

O projeto Boa Esperança está localizado no município de Tucumã, estado do Pará, a cerca de 40km da cidade e pode ser acessado através da rodovia PA-279, que liga as cidades de Xinguara e São Félix do Xingu. Em Xinguara há ligação com a BR-155, que leva à cidade de Marabá. 

O depósito foi adquirido pela Mineração Caraíba S.A. (controlada pela Ero Copper) da Codelco, em 2007 e contém 32,6 milhões t de recursos medidos, sendo 7,117 milhões t com teor de 2,16% Cu mais 25,476 milhões t com teor de 0,60% Cu. Os recursos indicados somam aproximadamente 15,0 milhões t, das quais 1,661 milhão t com teor de 2,27% e 13,433 milhões t com teor de 0,51%. 

Os recursos inferidos alcançam 554 mil t, sendo 40,5 mil t com teor de 2,69% e 514,4 mil t com teor de 0,49%. As reservas totais são de 43,05 milhões t, com teor de 0,83% Cu, totalizando 356,6 mil t de cobre contido. 

A lavra deverá ser feita a céu aberto e o tempo de vida útil previsto para a mina é de 12 anos. O estudo considerou que nos cinco primeiros anos a operação de pré-estriping e lavra seria terceirizada. A partir de então e até o final da vida útil da mina, a operação de lavra seria própria. A escala de produção de ROM (minério bruto) seria de 4 milhões t/ano. 

No processamento, prevê-se sistema de britagem em três estágios, moagem com moinho de bolas, flotação e circuitos de desaguamento tanto para o cobre quanto para os rejeitos de pirita, que serão estocados a seco. 

O suprimento de energia será feito pela Equatorial Energia Pará, que confirmou a viabilidade de atendimento a um pico de demanda de 25MW por meio de uma linha de 138kV entre a subestação principal na mina e a subestação próxima a Tucumã. A linha de transmissão terá 45km e levará 21 meses para ser completada. 

Para embarque do concentrado, a empresa deverá utilizar o porto de Barcarena, sendo o transporte entre a mina e o porto realizado por caminhões. 

O capex previsto de US$ 294,2 milhões está assim distribuído: mina a céu aberto (incluindo aquisição de caminhões) – US$ 55 milhões; manuseio de minério – US$ 22,8 milhões; planta de processamento – US$ 62,6 milhões; instalações para tratamento e disposição de rejeitos – US$ 14,6 milhões; infraestrutura no site – US$ 42,4 milhões; infraestrutura fora do site – US$ 28,7 milhões; custos indiretos (propriedades, contingências e outros) – US$ 68,1 milhões. Já os custos operacionais estão estimados em US$ 74,2 milhões/ano, dos quais os principais são mineração (US$ 37,8 milhões) e processamento (US$ 22,9 milhões).

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24/11/2021 18:32h

A produção projetada pela empresa para estes três anos em todas suas operações de cobre deve ficar entre 258 mil a 282 mil toneladas em 2022, entre 250 mil e 274 mil toneladas em 2023 e de 262 mil a 286 mil toneladas do minério em 2024

A Lundin Mining prevê que a produção na mina de Chapada, localizada em Alto Horizonte no estado de Goiás, deve aumentar e atingir a faixa entre 53 mil e 58 mil toneladas de cobre para o próximo ano e permanecer entre 50 mil toneladas e 55 mil toneladas para o biênio 2023/2024. 

A produção projetada pela empresa para estes três anos em todas suas operações de cobre deve ficar entre 258 mil a 282 mil toneladas em 2022, entre 250 mil e 274 mil toneladas em 2023 e de 262 mil a 286 mil toneladas do minério em 2024. 

Segundo a Lundin Mining, espera-se que a produção de cobre seja modestamente maior no segundo semestre do ano, principalmente devido ao perfil de teor previsto e as considerações operacionais sazonais. A previsão de produção de ouro é de 70.000-75.000 onças para 2022 e, da mesma forma, modestamente ponderada para a segunda metade de 2022 devido ao perfil de teor previsto e considerações operacionais sazonais. 

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Em 2023 e 2024, a produção de ouro deve ser de 65.000-70.000 onças e 60.000-65.000 onças, respectivamente. A produção total de ouro no triênio vai variar de 153.000 a 163.000 onças (2022), 155.000 a 165.00 onças (2023) e 153.000 a 163.000 onças (2024). Em Chapada, os custos de caixa são estimados em aproximadamente US$ 1,60/lb de cobre em 2022, após créditos de subprodutos de ouro não onerados. 

O aumento previsto nos custos de caixa de Chapada calcula os maiores custos com consumíveis e menores valores de estoque. Os efeitos dos contratos de fluxo de cobre são refletidos na receita de cobre realizada. Já os investimentos em Chapada para 2022 são estimados em US$ 65 milhões neste ano, o que inclui aproximadamente US$ 20 milhões para remoção de rejeitos, US$ 20 milhões para TSF (Instalações para estocagem de rejeito) e sistemas de gestão de água e US$ 10 milhões para minas e equipamentos móveis.
 

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22/11/2021 19:20h

As inscrições vão até o dia 16 de dezembro e podem ser feitas pela internet

A Votorantim Cimentos abre inscrições para quatro desafios em sua plataforma de inovação aberta, o VC Connect, que englobam temas estratégicos para o mercado da construção civil: Performance do Varejista, Otimização da Obra e Modulação, Redução de clínquer e Moradia Digna. As inscrições podem ser feitas até 16 de dezembro. https://www.votorantimcimentos.com.br/vc-connect/ 

No Desafio Performance do Varejista, os participantes devem apresentar soluções de digitalização, logística e gestão do negócio para gerar valor para o varejista de materiais de construção, tornando a Votorantim Cimentos seu principal parceiro de negócio. 

Já o Desafio Otimização da Obra e Modulação envolve soluções para o canteiro de obra, sistemas construtivos e de gerenciamento, para a realização de obras mais rápidas, com menos desperdício e menor pegada de carbono, redução de custos e aumento de produtividade. 

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O Desafio clínquer – matéria-prima básica para diversos tipos de cimento e seu processo de produção gera emissão de CO2 – prevê planos para a redução da utilização de clínquer na fabricação do cimento, produzindo um produto mais sustentável. Este é o principal desafio para o tema Redução de clínquer, em linha com os compromissos assumidos pela companhia para reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e de produzir concreto carbono neutro até 2050.

O último Desafio é o Moradia Digna, onde a Votorantim Cimentos procura soluções que contribuam de maneira sustentável para a redução do déficit habitacional e para a melhoria da qualidade de vida de famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade.

“Nosso objetivo em inovação é pavimentar o futuro da construção civil de forma simples, ágil e sustentável. Com esses quatro grandes temas, buscamos estabelecer parcerias sólidas dentro do ecossistema de inovação, conectando nossos desafios com soluções inovadoras apresentadas por startups, centros de pesquisa e universidades, abrindo um grande número de possibilidades para estabelecer novas parcerias com os atores desse ecossistema”, afirma a consultora de Inovação da Votorantim Cimentos, Renata Vinhas. Os projetos selecionados serão divulgados em 16 de janeiro de 2022. 

O propósito da plataforma VC Connect é conectar os desafios da empresa com as soluções inovadoras presentes no ecossistema de startups, centros de pesquisas e universidades. Desde 2017, já foram desenvolvidos desafios para Indústria 4.0, a concreteira Engemix, além de soluções para a operação de agregados e as equipes de finanças e de recursos humanos.
 

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17/11/2021 17:30h

A abertura das propostas acontecerá no dia 22 de dezembro, às 10h

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A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) abriu licitação para empresas interessadas na produção de esmeraldas no município de Pindobaçu (BA). A abertura das propostas acontecerá no dia 22 de dezembro, às 10h. 

“Atualmente a Bahia é o segundo maior produtor de esmeraldas do país. Só este ano já foram assinadas seis licitações e com essa encerraremos o ano de 2021 com sete editais publicados, superando os dois últimos anos”, afirma o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm. 

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Código de mineração: GT deve votar minuta dia 23 de novembro

Neste ano, a CBPM abriu concorrência com sucesso também para produção de níquel, cobre e cobalto, nos municípios Campo Alegre de Lourdes e Pilão Arcado, produção de fosfato, em Campo Alegre de Lourdes e quatro editais para produção de argila, nos municípios de Alagoinhas, São Sebastião do Passé e Camacã. 

Maiores informações sobre o edital para a produção de esmeraldas e esclarecimento de dúvidas pelos telefones: (71) 3115-7493/7589/7469 ou pelo endereço eletrônico: copel@cbpm.ba.gov.br.
 

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16/11/2021 18:30h

GT tem 13 deputados que irão apresentar sugestões ao texto

A deputada Greyce Elias (Avante-MG), relatora do grupo de trabalho criado pela Câmara dos Deputados para elaborar o projeto do novo Código de Mineração, apresentou parecer preliminar com a minuta da proposta. Segundo a relatora, o GT tem 13 deputados que irão apresentar sugestões ao texto, previsto para ser votado pelo colegiado no dia 23 de novembro. A ideia de Greyce é aproveitar este período e pautar a matéria no Plenário da Câmara ainda em dezembro. 

Coordenado pelo deputado Roman (Patriota-PR), o GT realizou 21 reuniões, a primeira em julho deste ano, e ouviu 65 palestrantes, entre acadêmicos, especialistas em mineração, organizações não governamentais (ONGs), pequenos mineradores, além de representantes do governo federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM). O grupo foi criado para debater e elaborar a proposta de alteração do atual Código de Mineração, que é de 1967.

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Cimento: vendas caem 9,5% em outubro

Vale e BNDES fecham parceria para projeto que irá investir R$ 500 milhões em recuperação de florestas

A relatora Greyce Elias prevê que a minuta norteie a preservação do direito de prioridade, considerada "cláusula pétrea" do setor mineral. O objetivo é assegurar a destinação das áreas classificadas como livres a quem primeiro solicitar a autorização de pesquisa, mesmo havendo interesse de outros empreendedores, desde que o interessado atenda aos requisitos legais exigidos. Na prática, esse princípio democratiza o acesso ao direito de exploração de recursos minerais, mantendo a estabilidade regulatória necessária para a atração de investimentos.

Para fortalecer o princípio que pune o agente poluidor, o novo texto deixa clara a responsabilidade civil, penal e administrativa do minerador, que terá a responsabilidade de prevenir, reduzir e compensar os impactos ambientais decorrentes da atividade, incluindo os causados por rejeitos (descarte do processo) e estéreis (material sem valor econômico). Desta forma, os custos da reparação pelos danos ambientais não evitados passam a ser integralmente do minerador.

O Código atual não detalha as esferas de responsabilização do minerador e não trata de rejeitos e estéreis. “Incluímos a responsabilidade pelos rejeitos gerados em atendimento à preocupação com os impactos das barragens de mineração”, diz o parecer. O texto prevê casos de dispensa de licenciamento ambiental para a pesquisa mineral, quando “a tecnologia empregada não provocar impactos ambientais significativos.”

Entre outros pontos, o parecer inova ao permitir que titulares de direitos minerários possam obter certificados de recursos e reservas, regulamentados pelo Ministério de Minas e Energia e que permitirá que o título minerário possa ser usado como garantia em financiamentos ou negociado em bolsa de valores, ampliando as possibilidades de captação de recursos para o desenvolvimento do setor mineral.

Outra inovação permite que o garimpeiro seja equiparado ao Microempreendedor Individual (MEI). Greyce pretende que a medida evite que o pequeno minerador, impedido de emitir documento fiscal, acabe buscando atravessadores para comercializar a produção, ainda que detenha autorização de lavra. “Esperamos fomentar o debate sobre o melhor formato de enquadramento tributário para que o pequeno minerador possa vender o produto de sua lavra sem depender de outros agentes”, diz o texto.

A relatora acredita que a nova redação também fortalece o papel da União, reduz burocracias e simplifica o processo minerário.

O grupo de trabalho possui os seguintes sub-relatores: deputado Nereu Crispim (PSL-RS), sub-relator de agregados da construção civil; deputado ; Joaquim Passarinho (PSD-PA), sub-relator de minerais metálicos ; deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), sub-relator de rochas ornamentais ; deputado Ricardo Izar (PP-SP), sub-relator de minerais não-metálicos e deputado Da Vitória (Cidadania-ES), sub-relator de leilões de áreas.
 

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12/11/2021 16:30h

O projeto irá se desenvolver ao longo de sete anos e a expectativa é reflorestar entre 16 mil e 33 mil hectares com espécies nativas e biodiversidade, podendo capturar cerca de nove milhões de toneladas de CO2 equivalente

A Vale, por meio do Fundo Vale, aderiu à iniciativa Floresta Viva, projeto lançado dia 10 de novembro pelo BNDES na COP26, que visa conceder apoio financeiro a projetos de restauração florestal com espécies nativas e com sistemas agroflorestais (SAFs) nos vários biomas do território brasileiro. A arrecadação do projeto acontecerá via matchfunding, modelo de financiamento que junta recursos não reembolsáveis do BNDES com os de outras instituições apoiadoras. 

Na etapa inicial, o Floresta Viva terá no mínimo R$ 140 milhões, dos quais 50% do BNDES, e que pode chegar a R$ 500 milhões ao final da segunda fase. O projeto irá se desenvolver ao longo de sete anos e a expectativa é reflorestar entre 16 mil e 33 mil hectares com espécies nativas e biodiversidade, podendo capturar cerca de nove milhões de toneladas de CO2 equivalente. “Acreditamos em iniciativas como esta, pois tem o potencial concreto para alavancar recursos para a agenda florestal, impulsionando soluções de impacto socioambiental positivo, que fortaleçam uma economia sustentável, justa e inclusiva”, afirmou o
vice-presidente-executivo de Relações Institucionais e Comunicação da Vale, Luiz Eduardo Osorio. 

O Fundo Vale irá aderir com R$ 5 milhões com uma contrapartida de igual valor feita pelo banco. “A Iniciativa Floresta Viva vai ao encontro da agenda florestal do Fundo Vale, que há mais de 10 anos atua nos biomas brasileiros, especialmente na Amazônia, por meio de arranjos inovadores com parceiros e com especial atenção para os empreendedores de negócios de impacto socioambiental”, explica a diretora do Fundo Vale, Patrícia Daros. 

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O Fundo Vale terá, entre diversas responsabilidades, a implementação da meta florestal da Vale, que prevê recuperar e proteger 500 mil hectares de florestas até 2030. Hoje, a mineradora protege 1 milhão de hectares ao redor do mundo, dos quais 800 mil na Amazônia – uma área equivalente a cinco vezes a cidade de São Paulo. 

“A Iniciativa Floresta Viva sintetiza compromissos concretos dos nossos parceiros e do BNDES, para juntos realizarmos ações de restauração de florestas e de outras fisionomias de vegetação nos biomas brasileiros, o que contribui para a manutenção da sua riqueza em termos de biodiversidade e captura de carbono”, explica Petrônio Cançado, diretor do BNDES responsável pelo Departamento de Relacionamento de Impacto com o Setor Corporativo. 

Um outro ponto que irá receber atenção é a recuperação de bacias hídricas por meio do restauro de mananciais, com o intuito de garantir a segurança de abastecimento das pessoas e dos negócios que empregam milhares de brasileiros. A Iniciativa Floresta Viva ajudará a impulsionar o setor de restauração ecológica e as empresas brasileiras na transição justa para uma economia neutra em carbono.

Por intermédio de chamada pública, será selecionado um parceiro gestor para a iniciativa, o que deverá ocorrer até o final de 2021. Este gestor será responsável pela organização do processo de seleção pública dos projetos a serem apoiados — cuja primeira chamada deve ser realizada no primeiro trimestre de 2022. O gestor parceiro também irá receber os recursos do BNDES e das demais instituições apoiadoras e repassá-los para os projetos contemplados, acompanhar sua aplicação e monitorar os resultados. Serão apoiados projetos que tenham como finalidade a restauração ecológica de áreas enquadradas em uma ou mais destas categorias: Unidade de Conservação da Natureza (UCs), de posse ou domínio públicos; áreas de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), com exceção daquelas constituídas como parte de acordos extrajudiciais, condicionantes/termos de licenciamentos e/ou compensação ambiental ou por determinação judicial; áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL) em assentamentos da reforma agrária e em propriedades privadas de até quatro módulos fiscais, devidamente inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR); e áreas em terras indígenas, territórios quilombolas e de outras comunidades tradicionais.

Cada projeto contemplado receberá um investimento de, no mínimo, R$ 5 milhões, que poderão ser empregados na aquisição de sementes, mudas, insumos, equipamentos e cercas; na implantação ou ampliação de viveiros de mudas; em capacitação profissional; e no pagamento de mão-de-obra, pesquisas, estudos e serviços técnicos necessários à execução do projeto. Entre os itens passíveis de apoio, também estão atividades para elaboração, aprovação, validação, verificação e emissão de créditos de carbono, quando associadas à realização dos objetivos do projeto.

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11/11/2021 14:30h

As vendas globais de cimento da Votorantim somaram 10,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, incremento de 7% em relação aos 9,7 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período de 2020

A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2021, crescimento de 57% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,7 bilhão, crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, e margem Ebitda de 26%, redução de 4 pontos porcentuais sobre o terceiro trimestre de 2020, impactada pela inflação de custos.

A companhia obteve receita líquida global de R$ 6,4 bilhões no terceiro trimestre do ano, aumento de 24% em relação a igual período de 2020, explicado principalmente pelo aumento do volume de vendas e dinâmica de preços favorável.

As vendas globais de cimento da empresa somaram 10,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, crescimento de 7% em relação aos 9,7 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período de 2020. A recuperação da economia global continua, porém em ritmo mais lento, ainda afetada pela pandemia da Covid-19, segundo a empresa.

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“Nossos resultados neste trimestre foram sólidos e em linha com as nossas expectativas, principalmente devido à forte base de comparação com o terceiro trimestre de 2020. Aumentamos a nossa capacidade e seguimos focados em atender os mercados em que atuamos”, diz o CEO Global da Votorantim Cimentos, Marcelo Castelli.

Ele afirma que o cenário é desafiador pela frente por conta da inflação de custos, mas comenta que a companhia está preparada, com boas métricas operacionais e financeiras, para seguir com o seu plano estratégico de longo prazo.

A alavancagem da Votorantim Cimentos, medida pelo índice dívida líquida/Ebitda ajustado, foi de 1,54 vez, queda de 0,42 vez em relação a dezembro de 2020, mantendo-se dentro da política financeira da companhia.

“Nossa alavancagem segue em queda desde o final do ano passado e temos mantido nossa tradicional disciplina financeira e gestão ativa de endividamento, fazendo frente a todas as aquisições internacionais anunciadas durante os nove primeiros meses do ano, como a operação recém-concluída da Cementos Balboa, na Espanha”, afirma o CFO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres Filho.

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10/11/2021 18:00h

Este crescimento ocorreu devido ao aumento do preço do alumínio na London Metal Exchange (LME)

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A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) vendeu 124 mil toneladas de alumínio no terceiro trimestre de 2021, um leve crescimento quando comparado com as 123 mil toneladas no mesmo trimestre do último ano. 

O volume de vendas de produtos primários caiu 4% no trimestre, de 65 a 63 mil toneladas, na comparação com o terceiro trimestre de 2020. Isso se dá em função da redução de 35% no volume vendido de lingote, parcialmente compensada pelo aumento de 30% do volume vendido de VAP (Value Added Products), que são ligas de alumínio, tarugo e vergalhão, em linha com a estratégia da CBA de focar em produtos com maior valor agregado. 

Já o volume de reciclagem ficou estável no trimestre (23 mil t) quando comparado ao mesmo trimestre do último ano, tanto para serviços quanto para vendas, evidenciando a constância de volumes para esse negócio. 

A receita líquida consolidada da CBA atingiu recorde histórico trimestral de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 55% em relação ao terceiro trimestre de 2020 em razão do significativo aumento de 58% na receita líquida do negócio de alumínio, no mesmo período comparado. 

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Este crescimento ocorreu, principalmente, pelo aumento da receita em todos os segmentos, justificado pelo aumento do preço do alumínio na LME, que atingiu um patamar médio de US$ 2.648/tonelada no trimestre (+55% vs. 3T20). 

O Ebitda ajustado consolidado teve expressivo crescimento de R$ 155 milhões, de R$ 159 milhões para R$ 314 milhões (+97%) no trimestre, impulsionado principalmente pela melhora no resultado do negócio alumínio. 

Os maiores impactos ocorreram pelo aumento dos preços de venda praticados, pelo aumento do preço do alumínio na LME, aliado a maiores volumes vendidos, com destaque para o segmento de transformados e VAP, reforçando a estratégia de crescimento da Companhia, através da comercialização de produtos de maior valor agregado. A margem Ebitda ajustada subiu de 11% para 14% na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2021. 

A CBA conseguiu reduzir em 91% seu prejuízo no terceiro trimestre de 2021, para R$ 41 milhões, quando comparado aos R$ 460 milhões de um ano antes. A redução deve-se ao aumento da receita líquida no período, que foi superior ao aumento do custo dos produtos vendidos no período. 

Outro fator foi a melhora de outros resultados operacionais, dos quais teve efeito positivo da Marcação a Mercado dos contratos futuros de energia, além do efeito positivo na constituição de provisão de impairment em Niquelândia e São Miguel Paulista em 2020, com reversão parcial do impairment em 2021 e menor baixa de ativos imobilizados. 

O CAPEX somou R$ 127,7 milhões no trimestre, sendo uma parcela referente a projetos de crescimento e modernização da CBA que foram divulgados no contexto do IPO e mantêm-se alinhados com os negócios atuais da Companhia. A maior parte foi destinada a manutenção (R$ 65,6 milhões). 

Entre os projetos e respectivos status, estão: a Modernização da tecnologia das Salas Fornos: em fase de contratação, com start-up progressivo entre 2023 e 2025; o Projeto de disposição de resíduos a seco: obras civis iniciadas, com start-up previsto para 2024;  Produção adicional de alumínio a partir da reciclagem; Aquisição do forno G da Metalex, em execução, na fase final de montagem; ReAl, aprovado para implantação, em fase inicial de contratação e o aumento de reciclagem; Metalex, em fase FEL 3.
 

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10/11/2021 16:55h

Processo elimina a necessidade de barragens de rejeitos e reduz o uso de água, além de gerar empregos para três municípios mineiros

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A New Steel e o Governo de Minas Gerais, por meio da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas (Indi), assinaram protocolo de intenções com previsão de investimentos de R$ 4,4 bilhões para serem aplicados na implantação de um processo inovador que reduz drasticamente o impacto ambiental da atividade mineral e prolonga a vida útil das minas. A implementação do novo processo promete, ainda, gerar empregos e mais arrecadação em três municípios mineiros.

A chamada “tecnologia de concentração de minério a seco” será aplicada em três plantas da Vale: as minas de Fábrica, em Congonhas; Fazendão, em Mariana; e Vargem Grande, em Itabirito, que já iniciou as obras de implantação e deve começar a funcionar em 2024. As outras duas devem entrar em operação até 2026. 

“Primeiramente, esse método possibilita aproveitar materiais com baixa concentração de ferro, que não são viáveis no processo convencional. A nova tecnologia também praticamente não utiliza água. Nela, os rejeitos são gerados a seco no fim do processo e depositados em pilhas, dispensando o uso de barragens. Além de mais sustentável, esse novo processo ainda tem a capacidade de gerar minérios com grandes teores de ferro, que são mais valorizados no mercado internacional”, disse o gerente de engenharia de projetos da empresa, Henrique Hauck. 

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O planejamento foi detalhado pelos representantes da New Steel junto ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, ao diretor-presidente do Indi, João Paulo Braga, e a outros diretores da agência. Serão cerca de mil empregos diretos gerados na construção das novas plantas industriais. As três unidades terão, somadas, cerca de 550 postos de trabalho permanentes quando estiverem em funcionamento. 

“Esses investimentos são bastante robustos e representam todo o esforço do Governo de Minas para a promoção de uma mineração mais sustentável no estado. Essa tecnologia vai resultar não só na redução dos rejeitos e transformá-los em riqueza. Isso é uma política pública ideal, porque aproxima a sustentabilidade ambiental da sustentabilidade econômica”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

O analista do Indi, Miller Gazola, que participou das articulações para o protocolo de intenções, destaca outra importante consequência da implementação dessa nova tecnologia nas plantas hoje em funcionamento. 

“O processo da New Steel prolonga o período de funcionamento das minas por até 20 anos. Isso evita com que o município sofra um impacto significativo na economia local, mantendo a arrecadação de impostos e os empregos ainda por um bom período. É um projeto que coloca Minas Gerais na liderança da inovação da mineração no mundo”, complementa.

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