Segmento de bens duráveis foi o mais impactado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segmento de bens duráveis foi o mais impactado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Confiança do comércio inicia 2026 pressionada pela Selic em 15%, aponta CNC

Índice mostra queda na percepção dos empresários, impacto maior em bens duráveis e sinais de recuperação gradual no curto prazo

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou a primeira edição de 2026 do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). O levantamento revela que o varejo brasileiro ainda sente os efeitos do ambiente monetário restritivo, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano.

Apesar de uma leve recuperação mensal, a percepção dos comerciantes sobre as condições atuais da economia e do setor caiu 6,1% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2025. O recuo foi puxado pelo indicador específico das condições econômicas, que registrou retração de 8,1% na base anual. Segundo a CNC, o patamar elevado dos juros encarece o crédito e desestimula o consumo de bens de maior valor.

“O ciclo de endividamento e inadimplência do consumidor têm efeito no bolso das famílias brasileiras e no planejamento do investimento por parte do empresário. Precisamos fazer um esforço para ter taxas de juros menores, devolvendo poder de compra ao trabalhador, e assim avançarmos em 2026”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Impacto dos juros 

O segmento de bens duráveis — como eletrônicos, eletrodomésticos e veículos — foi o mais impactado, com queda de 7,6% na percepção atual. Apesar disso, o relatório da CNC aponta expectativa de redução da Selic a partir do segundo trimestre, fator que sustenta o otimismo em relação às intenções de investimento, mesmo que ainda negativas no comparativo anual.

“Para que a população tenha poder de compra de bens duráveis e semiduráveis, ela precisa de acesso saudável ao crédito para desfrutar do parcelamento. Nestes setores do comércio, mesmo com a recente queda do dólar, dependemos de uma taxa Selic mais amena e de juros menos agressivos”, explica o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

Recuperação gradual do varejo

No curto prazo, o comércio apresenta sinais de recuperação. Com o ajuste sazonal, o Icec avançou 0,9% em janeiro em relação a dezembro e atingiu 103 pontos. O resultado representa o maior nível desde julho de 2025 e a terceira alta consecutiva.

Outros indicadores reforçam essa tendência:

  • Intenção de contratação: alta de 1,8%, sinal de dinamismo no mercado de trabalho;
  • Consumo das famílias: avanço de 0,8%, impulsionado pela percepção positiva sobre o emprego atual; e
  • Gestão de estoques: único subindicador com crescimento anual (+0,2%), evidência de maior planejamento dos varejistas.

Com informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

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LOC.: A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, divulgou o primeiro Índice de Confiança do Empresário do Comércio, o Icec, de 2026. 

O levantamento mostra que o varejo brasileiro ainda sente os efeitos da Selic em QUINZE POR CENTO ao ano.

Em janeiro, a percepção dos comerciantes sobre a economia caiu SEIS VÍRGULA UM POR CENTO em relação ao mesmo mês do ano passado, puxada pelo indicador das condições econômicas, que recuou OITO VÍRGULA UM POR CENTO. 

De acordo com a CNC, os juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo de bens de maior valor. O presidente da entidade, José Roberto Tadros, afirmou que é preciso reduzir os juros para devolver poder de compra ao trabalhador e estimular os investimentos. 

Segundo a análise, o maior impacto foi sentido no setor de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos, que registrou queda de SETE VÍRGULA SEIS POR CENTO na confiança. Apesar disso, a CNC aponta que há expectativa de redução da Selic a partir do segundo trimestre, o que pode melhorar as intenções de investimento.

No curto prazo, o comércio apresenta sinais de recuperação. Com ajuste sazonal, o índice avançou ZERO VÍRGULA NOVE POR CENTO em janeiro frente a dezembro e atingiu CENTO E TRÊS pontos, maior nível desde julho de 2025 e terceira alta consecutiva. 

Outros dados reforçam essa tendência: a intenção de contratação subiu UM VÍRGULA OITO POR CENTO; o consumo das famílias avançou ZERO VÍRGULA OITO POR CENTO; e a gestão de estoques teve crescimento anual de ZERO VÍRGULA DOIS POR CENTO, evidência de maior planejamento dos varejistas.

Com informações da CNC

Reportagem, Maria Clara Abreu