Imagem: Brasil 61
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Bloqueio do FPM atinge oito municípios; cidades ficam sem repasse até regularização

A maioria das cidades está localizada na Região Sudeste, em estados como RJ e ES; confira lista completa

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O terceiro decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será transferido nesta terça-feira (30), totalizando R$ 4,6 bilhões. No entanto, oito cidades brasileiras (ver lista abaixo) estão suspensas para receberem os recursos, já que estão com o repasse bloqueado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Tesouro Nacional.  

Quando o município passa a integrar a lista no Siafi como bloqueado, a prefeitura fica impedida de receber transferências da União – independentemente da modalidade de apoio.

O assessor de orçamento Cesar Lima reforça a importância da identificação da causa da restrição, de forma rápida, pelos gestores. Dessa forma, o gestor pode adotar as medidas necessárias para restabelecer o recebimento dos repasses.

“Em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, esses entes devem procurar a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente”, afirma.

O bloqueio do FPM tem impacto direto nas administrações municipais. A restrição impede o repasse de recursos federais fundamentais para a manutenção de serviços básicos – como saúde, educação e transporte.  

Municípios bloqueados

Até 28 de setembro, oito cidades estavam impedidas de receber os valores do fundo, sendo que a metade está localizada na região Sudeste – no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. 

Confira a lista completa:  

  • Pancas (ES)
  • Luis Domingues (MA)
  • Francisco Santos (PI)
  • Porto (PI)
  • Arapongas (PR)
  • Cabo Frio (RJ)
  • Carmo (RJ)
  • Conceição de Macabu (RJ)

Com exceção de Cabo Frio (RJ), todos os municípios entraram na condição de bloqueio há menos de um mês. 

A cidade fluminense está impedida de receber os recursos desde janeiro. Mesmo que tenha uma receita significativa proveniente dos royalties do petróleo, a retenção do FPM pressiona o equilíbrio financeiro do município. 

Desbloqueio

O bloqueio não acarreta na perda definitiva dos recursos. Os montantes ficam retidos até que as pendências sejam resolvidas. Para reverter a situação, a prefeitura deve identificar, junto ao órgão responsável — Receita Federal, INSS ou tribunais —, a causa do impedimento e regularizar sua situação.

O Tesouro Nacional afirma que, mesmo após a resolução das pendências, o desbloqueio não é imediato: o prazo pode chegar a até três dias úteis. 

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 LOC.: O terceiro decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios será transferido nesta terça-feira (30), com valor total de R$ 4,6 bilhões. Porém, oito cidades brasileiras não poderão acessar os recursos do fundo, já que estão com o repasse bloqueado pelo Tesouro Nacional.

Quando o município passa a integrar a lista no Siafi como bloqueado, a prefeitura fica impedida de receber transferências da União – independentemente da modalidade de apoio.

O assessor de orçamento Cesar Lima reforça a importância da identificação da causa da restrição, de forma rápida, pelos gestores. 

Lima afirma que, assim, o gestor pode adotar as medidas necessárias para restabelecer o recebimento dos repasses.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, assessor de orçamento

“Em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, esses entes devem procurar a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente.”
 


LOC.: O bloqueio do FPM tem impacto direto nas administrações municipais. A restrição impede o repasse de recursos federais fundamentais para a manutenção de serviços básicos – como saúde, educação e transporte.  

Entre os municípios com repasses bloqueados, quatro estão localizados na região Sudeste, nos estados do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. 

Os municípios que estão com repasse bloqueado são: Pancas (ES),Luis Domingues (MA), Francisco Santos e Porto (PI), Arapongas (PR), Cabo Frio, Carmo e Conceição de Macabu (RJ).

Cabo Frio, no Rio de Janeiro, integra a lista desde janeiro; já todos os demais municípios estão bloqueados há menos de um mês.

Estar bloqueado não significa perda definitiva dos recursos. Os valores ficam apenas retidos enquanto as pendências não forem resolvidas pelo município.

Reportagem, Bianca Mingote