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LOC.: O terceiro decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios será transferido nesta terça-feira (30), com valor total de R$ 4,6 bilhões. Porém, oito cidades brasileiras não poderão acessar os recursos do fundo, já que estão com o repasse bloqueado pelo Tesouro Nacional.
Quando o município passa a integrar a lista no Siafi como bloqueado, a prefeitura fica impedida de receber transferências da União – independentemente da modalidade de apoio.
O assessor de orçamento Cesar Lima reforça a importância da identificação da causa da restrição, de forma rápida, pelos gestores.
Lima afirma que, assim, o gestor pode adotar as medidas necessárias para restabelecer o recebimento dos repasses.
TEC./SONORA: Cesar Lima, assessor de orçamento
“Em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, esses entes devem procurar a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente.”
LOC.: O bloqueio do FPM tem impacto direto nas administrações municipais. A restrição impede o repasse de recursos federais fundamentais para a manutenção de serviços básicos – como saúde, educação e transporte.
Entre os municípios com repasses bloqueados, quatro estão localizados na região Sudeste, nos estados do Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
Os municípios que estão com repasse bloqueado são: Pancas (ES),Luis Domingues (MA), Francisco Santos e Porto (PI), Arapongas (PR), Cabo Frio, Carmo e Conceição de Macabu (RJ).
Cabo Frio, no Rio de Janeiro, integra a lista desde janeiro; já todos os demais municípios estão bloqueados há menos de um mês.
Estar bloqueado não significa perda definitiva dos recursos. Os valores ficam apenas retidos enquanto as pendências não forem resolvidas pelo município.
Reportagem, Bianca Mingote