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LOC: O estudo “Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025”, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, mostra que, apesar da desigualdade regional e das dificuldades financeiras enfrentadas por boa parte dos municípios, algumas cidades conseguiram registrar avanços na ampliação do acesso a serviços de saneamento.
Curitiba é a capital que mais se destaca nos índices das capitais, registrando 100% de cobertura de abastecimento de água, coleta de esgoto e 97,14% em tratamento de esgoto. Outras capitais que também marcam 100% em abastecimento de água são Vitória e Porto Alegre.
A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, explica que muitos municípios se encontram em situação irregular em relação a contratos. Segundo ela, o investimento médio por habitante nos municípios irregulares é “bastante inferior”.
Para ela, um caminho para municípios que se encontram muito distantes da meta do marco legal é a regionalização.
TEC./SONORA: Presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto.
“A gente tem um investimento de R$ 53 por ano por habitante, quando a média necessária seria de R$ 223 por ano por habitante. São municípios também que, infelizmente, possuem indicadores bastante ruins. Apenas 63% da população faz acesso à água, 27% de coleta de esgoto. E, nesses locais, é necessário que busquem a regionalização, para que haja a união de municípios e a elaboração da modelagem de um projeto.”
LOC 2: Como o Brasil conta com 5.570 municípios e muitos não enviaram dados ao estudo, a análise concentrou-se nas 27 capitais, pela relevância populacional e econômica do grupo.
No caso do abastecimento de água, Belém foi a capital com melhor desempenho, alcançando avanço de 23,12 pontos percentuais, o equivalente a 5,78 pontos por ano. Em contrapartida, 14 capitais registraram queda no indicador, no período analisado.
Quanto à coleta de esgoto, apenas seis cidades não registraram aumento no período: Palmas, João Pessoa, Recife, Maceió, Rio Branco e Macapá. Aracaju é a líder, com salto de 20,63 pontos percentuais de evolução. No sentido oposto, Maceió apresentou a maior retração, com queda de 8,63%.
E no tratamento de esgoto, o destaque positivo foi o Rio de Janeiro, que apresentou crescimento superior a 20 pontos percentuais. Já Vitória seguiu na direção contrária, com retração de quase 14 pontos no mesmo período.
A meta que orienta a universalização do abastecimento de água no Brasil, prevista no Novo Marco Legal do Saneamento, é garantir que 99% da população tenha acesso à água tratada, até 31 de dezembro de 2033.
Reportagem, Deborah Souza.