Imagem: Brasil 61
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FPM: municípios recebem R$ 5,3 bilhões no 3° decêndio de junho; valor será repassado nesta terça-feira (30)

Repasse é cerca de 2% maior que o do mesmo período de 2025; 21 municípios seguem com bloqueio nos recursos

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Os municípios brasileiros recebem, nesta terça-feira (30), R$ 5,3 bilhões referentes ao terceiro decêndio de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante é cerca de 2% superior ao repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 5,1 bilhões.

A evolução dos repasses mantém uma trajetória de crescimento, mas a análise dos resultados deve levar em conta os efeitos da inflação sobre o poder de compra dos recursos. É o que explica o especialista em orçamento público Cesar Lima.

“Mantém nosso FPM num indicativo de aumento. Contudo, devemos também colocar nessa conta que houve um processo inflacionário nos últimos meses, principalmente devido a conflitos internacionais e que ao final deste período poderemos fazer um cálculo de crescimento real ou não dos recursos referentes ao FPM”, destaca.

O FPM é abastecido por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão dos recursos entre os municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados principalmente com base na população de cada cidade, conforme dados oficiais.

Maiores valores por estado

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste terceiro decêndio de junho, com aproximadamente R$ 654 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Atibaia, Bauru e Campinas, cada um com valores superiores a R$ 2,8 milhões.

Na sequência aparece Minas Gerais, com cerca de R$ 650 milhões. No estado, Araxá, Conselheiro Lafaiete e Esmeraldas estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2 milhões.

 

 

FPM: Municípios bloqueados

Até o dia 26 de junho de 2026, 21 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:

  1. Conceição da Barra (ES)
  2. São Francisco do Brejão (MA)
  3. Alfenas (MG)
  4. Ingaí (MG)
  5. Paraisópolis (MG)
  6. Passos (MG)
  7. Armação de Búzios (RJ)
  8. Petrópolis (RJ)
  9. Porto Real (RJ)
  10. Seropédica (RJ)
  11. Capela de Santana (RS)
  12. Pantano Grande (RS)
  13. Santo Antônio do Planalto (RS)
  14. Veranópolis (RS)
  15. Itapoá (SC)
  16. Santo Amaro da Imperatriz (SC)
  17. Feira Nova (SE)
  18. Monte Alegre de Sergipe (SE)
  19. Pirambu (SE)
  20. Pongaí (SP)
  21. Esperantina (TO)

Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes razões, entre elas a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

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A suspensão dos repasses é temporária. Depois que o município regulariza a pendência, a transferência dos recursos é restabelecida. O dinheiro do FPM costuma ser utilizado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são realizados a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.

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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta terça-feira, dia 30, o terceiro repasse de junho do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor distribuído pela União soma cerca de CINCO BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS, montante aproximadamente DOIS POR CENTO superior ao transferido no mesmo decêndio do ano passado.

Os recursos do FPM são formados pela arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, e representam uma das principais fontes de receita para grande parte das prefeituras.

Entre os estados, São Paulo lidera o volume de recursos, com cerca de SEISCENTOS E CINQUENTA E QUATRO MILHÕES DE REAIS. Municípios como Atibaia, Bauru e Campinas recebem repasses superiores a DOIS MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS cada. 

Minas Gerais também está entre os estados com maior participação, somando aproximadamente SEISCENTOS E CINQUENTA MILHÕES DE REAIS. No estado, cidades como Araxá, Conselheiro Lafaiete e Esmeraldas recebem mais de DOIS MILHÕES DE REAIS.

Apesar do crescimento nas transferências, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que ainda é preciso cautela para medir os ganhos reais, por causa da inflação acumulada nos últimos meses.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público 

“Mantém nosso FPM num indicativo de aumento. Contudo, devemos também colocar nessa conta que houve um processo inflacionário nos últimos meses, principalmente devido a conflitos internacionais e que ao final deste período poderemos fazer um cálculo de crescimento real ou não dos recursos referentes ao FPM.”
 


LOC.: Até o dia 26 de junho, VINTE E UM municípios estavam impedidos de receber recursos do fundo. Entre eles estão Alfenas, em Minas Gerais; Petrópolis, no Rio de Janeiro; Itapoá, em Santa Catarina; e Esperantina, no Tocantins.

Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por pendências como débitos previdenciários, falta de recolhimento ao Pasep, inscrição na dívida ativa da União ou ausência de informações obrigatórias ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde. Depois da regularização, os repasses são retomados.

Reportagem, Marquezan Araújo