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Baixar áudioA moda praia brasileira voltou a ocupar espaço no mercado internacional durante a Miami Swim Week, realizada nos Estados Unidos. Ao longo do evento, encerrado na última segunda-feira (1º), 46 marcas nacionais apresentaram suas coleções a compradores, distribuidores e especialistas do setor, em uma vitrine voltada aos segmentos de beachwear, resortwear e lifestyle.
A participação brasileira ocorreu com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e integrou ações voltadas à ampliação dos negócios da indústria da moda no exterior. As empresas estiveram presentes em algumas das principais plataformas comerciais da programação, levando produtos que apostam em design próprio, inovação e práticas sustentáveis.
“É uma oportunidade de mostrar ao mercado internacional a força da nossa moda praia, que vai muito além da estética. Através dos programas Texbrasil e Fashion Label Brasil, a ApexBrasil apoia um setor que combina criatividade, autenticidade, inovação e sustentabilidade, atributos cada vez mais valorizados pelos consumidores e compradores globais”, destaca a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso.
A presença brasileira na Miami Swim Week contou com o suporte de dois programas voltados à internacionalização da moda nacional. O Texbrasil, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e o Fashion Label Brasil, realizado em conjunto com a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST), atuam para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao mercado internacional.
No evento, as ações do Texbrasil levaram marcas nacionais à SwimShow e à Curve Miami. Já o Fashion Label Brasil apoiou a participação de empresas na Cabana Show, feira voltada ao segmento premium. Além dessas iniciativas, a marca Borana representou o Brasil na Colombiamoda Miami como convidada internacional, em uma ação inédita organizada pelo Texbrasil.
“A ApexBrasil apoia a moda brasileira por meio dos nossos projetos setoriais. Das 46 marcas selecionadas, temos 25 na Cabana Show, com uma curadoria bem rigorosa. Tem marcas que participam pela primeira vez e outras que vêm se consolidando nesse mercado. Na SwimShow, estamos levando 21 marcas para que possamos promover a moda brasileira mundo afora”, complementou Maria Paula Velloso.
Outra iniciativa ocorreu na Colombiamoda Miami. Pela primeira vez, a marca Borana participou como convidada internacional em uma ação promovida pelo Texbrasil.
A Plié, especializada em moda íntima, esteve entre as marcas brasileiras que participaram da Miami Swim Week. O gerente Nacional de Treinamentos e Produtos da empresa, Rodrigo Lopes, destacou a importância do apoio institucional para ampliar a presença em mercados internacionais.
“A Plié é uma indústria 100% brasileira e, com esse orgulho que nós temos, também agradecemos a ApexBrasil e a Abit por nos proporcionarem a oportunidade de estarmos juntos nesta feira e, com certeza, em outras que virão”, destacou.
A presença brasileira em Miami refletiu o esforço do setor para ampliar sua atuação em mercados consolidados, como o norte-americano. Nos últimos anos, a moda nacional tem buscado espaço no exterior apoiada em atributos como identidade de marca, qualidade e diferenciação de produto.
Para Cecília Prado, proprietária da marca Cecília, especializada em moda feminina em tricô, a participação no evento representou um marco na trajetória da empresa e uma oportunidade de apresentar o trabalho da marca ao mercado internacional. “É muito tempo de dedicação, de entrega, de trabalho duro. E, aqui a gente vê toda essa concretização de sucesso e êxito”, enfatizou.
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Entre as empresas ligadas ao Fashion Label Brasil, cerca de 85% são lideradas por mulheres. O programa reúne aproximadamente 180 marcas e atua há mais de duas décadas na promoção do design brasileiro fora do país. Segundo os dados da iniciativa, cerca de 40% das participantes já incorporaram práticas sustentáveis e ecológicas em seus processos produtivos.
No caso do Texbrasil, a atuação voltada à internacionalização da indústria têxtil e de confecção soma mais de 25 anos. Ao longo desse período, o programa apoiou cerca de duas mil marcas brasileiras e contribuiu para a geração de mais de US$ 11 bilhões em negócios internacionais.
Considerada uma das principais agendas globais do setor, a Miami Swim Week reuniu centenas de expositores de diferentes países e atraiu compradores, varejistas, distribuidores e jornalistas especializados.
Para as empresas brasileiras, a participação representou uma oportunidade de ampliar contatos comerciais, prospectar novos mercados e fortalecer sua presença internacional. A iniciativa também fez parte da estratégia da ApexBrasil de estimular a inserção de produtos brasileiros em mercados externos e ampliar a competitividade das empresas nacionais no comércio global.
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Baixar áudioAuditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família e apontou diferenças entre regiões e municípios na execução da política pública. Entre os principais problemas estão a dificuldade de localizar beneficiários, a desatualização de cadastros, a demora na aplicação de sanções e limitações na atuação da rede de assistência social.
Relançado em 2023, o Bolsa Família atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa inscritas no Cadastro Único. Em 2024, o programa movimentou mais de R$ 170 bilhões e beneficiou 20,8 milhões de famílias. Além da transferência de renda, a iniciativa envolve o acompanhamento de 19,2 milhões de crianças e adolescentes na educação e de 25,1 milhões de mulheres na área da saúde.
Ao analisar a execução do programa, o TCU constatou diferenças expressivas entre municípios e regiões no monitoramento das exigências relacionadas à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde.
Segundo a auditoria, parte dos beneficiários deixa de ser acompanhada em razão da falta de atualização cadastral, da dificuldade dos municípios em localizar as famílias e da ausência de ações voltadas à conscientização sobre a importância dessas obrigações. O cenário compromete a efetividade da política pública e contribui para a manutenção de desigualdades territoriais.
A fiscalização também verificou que um número significativo de beneficiários não é localizado pelos sistemas de controle, dificultando tanto a verificação do cumprimento das regras quanto o acesso dessas famílias aos serviços públicos. Entre os fatores apontados estão a alta mobilidade das famílias, informações desatualizadas no Cadastro Único e falhas na integração entre bases de dados.
O relatório ainda destaca problemas de coordenação entre diferentes áreas e esferas de governo. De acordo com o TCU, poucos municípios mantêm comissões formais para acompanhar a execução do programa. Atualmente, 35,8% das crianças monitoradas na área da saúde e 13,7% dos beneficiários acompanhados na educação permanecem invisíveis aos sistemas de controle. Mesmo assim, as famílias continuam recebendo os benefícios, já que não é possível verificar se as condicionalidades estão sendo cumpridas.
As desigualdades regionais também aparecem nos índices de acompanhamento. A auditoria aponta que não existem metas específicas para diferentes contextos regionais nem estratégias direcionadas aos municípios com desempenho mais baixo. Para o tribunal, a adoção dessas medidas poderia contribuir para melhores resultados.
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Outro ponto identificado foi a demora na aplicação das consequências previstas para casos de descumprimento das regras, especialmente na área da saúde. Segundo o TCU, essa lentidão reduz o efeito pedagógico das medidas e pode comprometer o acesso de crianças beneficiárias aos serviços de saúde e educação.
O trabalho social voltado às famílias que descumprem as exigências do programa também foi considerado insuficiente. O tribunal verificou sobrecarga nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), escassez de profissionais qualificados e subnotificação dos atendimentos realizados. Na avaliação da auditoria, esses fatores limitam a capacidade do programa de promover inclusão social e contribuir para a superação da pobreza entre gerações.
Diante dos resultados, o TCU determinou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apresente, em até 90 dias, um plano de ação para enfrentar o problema dos beneficiários não localizados, incentivar a atualização cadastral e acelerar a aplicação das medidas previstas nos casos de descumprimento das condicionalidades.
O tribunal também recomendou que o MDS atue em conjunto com os Ministérios da Educação e da Saúde na implementação das melhorias apontadas pela auditoria.
Segundo o TCU, a adoção dessas medidas pode fortalecer a gestão do Bolsa Família, ampliar a integração entre os órgãos envolvidos, reforçar a capacidade técnica dos municípios e melhorar o acesso das famílias vulneráveis aos serviços de saúde e educação. O objetivo é aumentar a efetividade do programa e ampliar sua contribuição para a interrupção do ciclo de pobreza.
Copiar o textoDesse total, R$ 976,2 milhões foram destinados a três estados e R$ 1,29 bilhão a 534 municípios
Baixar áudioA distribuição dos royalties referentes à produção de petróleo e gás natural de março de 2026 alcançou R$ 8,2 bilhões destinados à União, estados e municípios. O montante reúne os repasses realizados nos regimes de concessão, cessão onerosa e partilha de produção.
Desse total, R$ 976,2 milhões foram destinados a três estados e R$ 1,29 bilhão a 534 municípios. Com a conclusão dessa etapa, foram encerrados os repasses relativos à produção de março de 2026 em todos os regimes de exploração.
A distribuição referente aos contratos de concessão e cessão onerosa havia sido finalizada anteriormente.
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Os valores detalhados por beneficiário, assim como as séries históricas de distribuição, podem ser consultados na página de Royalties da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados do mês corrente são publicados após o processo de consolidação das informações.
A ANP é responsável pelo cálculo, pela apuração e pela distribuição dos royalties arrecadados com a produção de petróleo e gás natural. A divisão dos recursos segue critérios definidos em legislação específica, entre elas a Lei nº 7.990/1989, o Decreto nº 1/1991, a Lei nº 9.478/1997 e o Decreto nº 2.705/1998.
As regras variam conforme a parcela dos royalties distribuída e estabelecem os percentuais destinados à União, aos estados e aos municípios beneficiados pela atividade de exploração e produção.
A legislação não fixa uma data específica para o pagamento dos royalties. Ainda assim, a ANP realiza os procedimentos necessários para que os recursos sejam transferidos aos beneficiários o mais rapidamente possível após a arrecadação.
Os valores depositados, as datas de repasse e a identificação dos beneficiários também podem ser consultados no portal do Banco do Brasil, na opção “ANP – Royalties da ANP”.
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Baixar áudioA ampliação dos sistemas construtivos industrializados pode ser um dos caminhos para aumentar a produtividade da construção civil brasileira, reduzir o tempo de execução de obras e ampliar a oferta de moradias no país. A avaliação faz parte do estudo “Construção no Brasil: Agenda para Modernização do Setor”, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O levantamento defende a expansão de modelos conhecidos como construção off-site, nos quais partes de edifícios e obras são produzidas em ambiente industrial e posteriormente montadas nos canteiros.
Segundo a entidade, a adoção dessas tecnologias pode trazer ganhos de eficiência semelhantes aos observados na indústria de transformação e ajudar a enfrentar desafios como o déficit habitacional e a necessidade de ampliação da infraestrutura nacional.
Para acelerar esse processo, o estudo sugere que o poder público utilize seu poder de compra para estimular a adoção de métodos industrializados. Entre as propostas está a criação de uma cota de unidades produzidas por esses sistemas no programa Minha Casa, Minha Vida, medida que também poderia contribuir para reduzir o tempo de entrega dos empreendimentos habitacionais.
Para o especialista de Políticas e Indústria da CNI, Inacio Cozendey, a construção industrializada permite incorporar ao setor práticas já consolidadas na manufatura.
"Esse cenário ajuda a explicar o déficit habitacional de quase 6 milhões de unidades que o Brasil tem, e também uma infraestrutura carente de investimentos. A gente aponta que a construção industrializada, isso é, a construção em indústrias de partes de edifícios e de obras com ambientes controlados e repetição de processos, permitiria ganhos semelhantes aos da manufatura quando tratamos de produtividade, pois isso permite melhorias importantes trazidas por técnicas de manufatura enxuta e digitalização dos processos produtivos", considera.
O diagnóstico apresentado pela CNI mostra que a produtividade da construção civil brasileira vem perdendo força nas últimas décadas. Entre 1995 e 2024, a produtividade da população ocupada no setor recuou 20,4%. Em 2024, cada trabalhador gerou, em média, R$ 41,3 mil por ano, ante mais de R$ 50 mil anuais observados em meados da década de 1990.
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Ainda segundo o levantamento, a produtividade do trabalhador da construção corresponde atualmente à metade da registrada na indústria de transformação. Em comparação internacional, o trabalhador brasileiro produz o equivalente a apenas 7% do registrado nos Estados Unidos.
De acordo com o estudo, uma das principais razões para essa diferença é o predomínio do modelo tradicional de construção, baseado em atividades executadas diretamente nos canteiros de obras e com baixa participação da indústria no processo produtivo.
“Isso permite melhorias importantes trazidas por técnicas de manufatura enxuta e digitalização dos processos produtivos. Desse modo, o canteiro de obras funcionaria montando peças já construídas, mais ou menos que nem um lego, aumentando consideravelmente a produtividade”, explica Cozendey.
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Baixar áudioA menos de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, especialistas e autoridades defendem que o torneio seja usado como uma oportunidade para ampliar direitos, fortalecer a presença das mulheres em espaços de liderança e deixar mudanças permanentes em áreas como turismo, segurança e mobilidade.
O tema foi discutido nesta quarta-feira (3), durante o Fórum Internacional de Turismo para Mulheres, realizado em João Pessoa (PB), evento realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo e que segue até esta quinta-feira (4).
Em painel, a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina de 2027, Juliana Agatte, afirmou que os preparativos para o Mundial já estão sendo pensados para além da realização dos jogos, com foco na construção de políticas e protocolos que possam permanecer após a competição.
“Não estamos falando apenas dos 50 dias da competição. Queremos que as medidas construídas para a Copa permaneçam como legado para as mulheres dentro e fora dos estádios, ampliando o acesso, a segurança e a participação feminina nesses espaços”, destacou.
Ainda segundo Agatte, temas como sustentabilidade, turismo, mobilidade urbana e segurança estão sendo discutidos a partir das experiências e necessidades das mulheres. Ela também afirmou que a construção desse legado depende da participação feminina nos espaços de decisão e da incorporação dessa perspectiva nas políticas públicas.
A secretária também apontou a segurança como uma das prioridades do planejamento do evento.
“Da mesma forma, a segurança deve ocupar lugar central. Temos dialogado com todas as forças envolvidas para assegurar um olhar diferenciado para as mulheres, com protocolos específicos dentro dos estádios e medidas que garantam ambientes seguros dentro e fora deles”, afirmou.
Ao abordar os impactos da competição, Juliana Agatte avaliou que o Mundial também pode contribuir para ampliar o reconhecimento da trajetória das mulheres no esporte. Na avaliação dela, espaços culturais, museus, escolas, estádios e roteiros turísticos podem incorporar essa história e torná-la mais conhecida do público.
“É uma super janela de oportunidades. Já recepcionamos muitos turistas no Brasil. E a Copa, pelo turismo esportivo, pode alavancar ainda mais a presença desses turistas. Vai ser um período de férias escolares para nós, o que também trará a oportunidade de as mulheres, das famílias assistirem uma Copa, um jogo de futebol", considerou.
A discussão ocorre em um contexto simbólico para o país. Durante quase quatro décadas, o futebol feminino foi proibido no Brasil e só voltou a ser autorizado em 1983. Nesse mesmo período, a seleção masculina conquistou três Copas do Mundo e o país chegou a sediar uma edição do torneio masculino. Em 2027, pela primeira vez, a Copa do Mundo Feminina será realizada na América do Sul.
A dimensão do evento também aparece nos investimentos previstos. A FIFA estima aplicar cerca de R$ 4,2 bilhões na edição brasileira, valor que representa o dobro dos recursos destinados à Copa realizada na Austrália e na Nova Zelândia. Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) projeta investir R$ 685 milhões nas competições femininas nacionais.
Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, a realização da Copa pode acelerar iniciativas voltadas à autonomia econômica e à ampliação de oportunidades para mulheres em diferentes áreas.
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Para ela, os benefícios podem alcançar trabalhadoras do turismo, empreendedoras e também meninas que passarão a ter mais referências femininas em posições de destaque.
“Estamos falando de ampliar o acesso a crédito, capacitação e mercados, fortalecer negócios liderados por mulheres, valorizar o artesanato, a gastronomia, o turismo comunitário e criar ambientes mais seguros para turistas e trabalhadoras. Mas também estamos falando de inspiração. Quando meninas veem mulheres ocupando espaços de liderança, elas passam a acreditar que também podem chegar lá”, disse.
A jornalista Alicia Klein destacou que a forma como o torneio será comunicado terá influência direta sobre o legado deixado pela competição. Para ela, a Copa não deve ser vista como um evento de interesse exclusivo das mulheres, mas como um acontecimento capaz de mobilizar diferentes públicos.
“A Copa tem o poder de mobilizar pessoas muito além de quem acompanha futebol. É um evento esportivo, cultural e turístico. Quanto mais tratarmos o futebol feminino com a relevância que ele merece, maior será sua capacidade de inspirar meninas, criar referências para os meninos e ampliar o espaço das mulheres dentro e fora dos estádios”, afirmou.
“A Copa do Mundo de 2027 pode ajudar não só a movimentar o turismo, a economia, mas pode finalmente destituir as pessoas da ideia de que futebol é coisa de homem. A gente tem uma oportunidade histórica no Brasil de mostrar um entretenimento onde as mulheres se sentem mais seguras, onde o ambiente é mais acolhedor e onde a gente pode realmente mostrar toda a nossa força”, complementou.
O painel reuniu representantes de diferentes áreas para discutir a preparação do Brasil para receber o Mundial, os desafios relacionados à igualdade de gênero e aos direitos humanos e a contribuição da comunicação para ampliar a presença feminina no esporte e no turismo.
Ao final da conversa, as participantes foram convidadas a apontar qual legado gostariam que a Copa deixasse para o país. Nesse caso, houve convergência em torno da necessidade de ampliar oportunidades para as mulheres como atletas, profissionais, empreendedoras, turistas e lideranças.
Juliana Agatte defendeu que o torneio gere resultados concretos em áreas como turismo, geração de renda, segurança e ocupação de espaços de poder.
Gallianne Palayret, por sua vez, destacou a importância de ampliar horizontes para meninas e mulheres e consolidar o futebol feminino como uma paixão nacional.
Já Alicia Klein afirmou que o principal legado será superar a ideia de que o futebol é um território masculino. “O futebol precisa ser entendido como algo de todos. Essa transformação beneficia não apenas o esporte, mas a sociedade como um todo”, disse.
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Baixar áudioO debate sobre segurança, liderança feminina e oportunidades de negócios no turismo ganhou destaque nesta quarta-feira (3), com a abertura do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, realizado no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB).
Promovido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a ONU Turismo, o encontro reúne representantes do setor público, empresárias, pesquisadoras, especialistas e organismos internacionais para discutir o papel das mulheres na atividade turística.
Entre os destaques da programação está o lançamento das versões em inglês e espanhol do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Unesco.
“A importância desse guia é, sobretudo, tratar sobre a segurança das mulheres, o acolhimento das mulheres. A vinda das mulheres para o destino brasileiro precisa ser encarada com muita seriedade e esse guia é uma orientação do Ministério para todo o setor, para toda a cadeia do turismo, de como atender bem as mulheres, acolhê-las e tratá-las com proteção”, explicou Fernanda Norat, secretária-executiva do Ministério do Turismo.
A publicação reúne orientações para mulheres que viajam desacompanhadas, abordando planejamento, hospedagem, deslocamentos, segurança, comportamento preventivo e canais de apoio. O material também é direcionado aos prestadores de serviços turísticos, incentivando práticas voltadas à recepção e à assistência das viajantes.
A iniciativa é apresentada pelo MTur como exemplo de ação voltada à proteção e ao acolhimento de mulheres viajantes, estimulando a troca de experiências entre os países participantes.
Atualmente, as mulheres representam 52,5% da força de trabalho do turismo, e seis em cada dez negócios do setor são liderados por elas.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o fórum reforça a relevância da participação feminina em uma atividade econômica estratégica para o país.
“A liderança da mulher é fundamental para o sucesso do turismo, no qual elas conduzem a maioria dos negócios. Este evento joga luz sobre esse protagonismo e amplia o debate sobre desafios e oportunidades, em um setor que gera renda, riqueza para o país e emprego para o nosso povo. Ao mesmo tempo, discute o que fazer para que as viajantes se sintam acolhidas e tenham liberdade para visitar qualquer lugar do país”, afirmou.
“Estamos unindo o poder público e a iniciativa privada para garantir cada vez mais autonomia financeira às mulheres, segurança para as turistas e a inclusão definitiva delas nos espaços de poder e de altas decisões”, complementou o ministro.
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A percepção internacional sobre os destinos brasileiros também esteve entre os temas debatidos. Segundo o diretor do escritório da ONU Turismo para as Américas e Caribe, Heitor Cadri, o país tem avançado na estruturação do setor e na qualificação dos serviços oferecidos aos visitantes.
"O Brasil é considerado de forma global como um destino bastante seguro. Como qualquer país em desenvolvimento, temos nossos desafios, mas os próprios resultados dos últimos anos têm mostrado que o Brasil tem caminhado para ser um conjunto de destinos cada vez melhor estruturado, melhor organizado e temos vários locais que a gente pode realmente considerar que são bem seguros para os turistas", pontuou.
O fortalecimento das políticas de proteção às mulheres também foi destacado durante o evento. De acordo com a primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, o estado tem ampliado mecanismos de apoio e atendimento para moradoras e visitantes.
"O compromisso do Estado é oferecer para essas mulheres a segurança pública e a gente já mostra isso com o resultado de um trabalho que vem sendo feito há muito tempo na Paraíba, não somente de proteção às mulheres que já foram vítimas, mas aquelas mulheres que podem chegar aqui e ter a segurança de que aqui elas terão canais de denúncia e proteção", destacou.
O painel "Ultrapassando Barreiras" discute direitos e desafios enfrentados pelas mulheres na busca por cargos de alta gestão. Além disso, um debate sobre a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 aborda os preparativos para receber visitantes, os impactos para as cidades-sede e a geração de empregos.
A diversidade de experiências no setor está no centro do painel "Diversidade, Pertencimento e Experiências", que trata da participação feminina no afroturismo, no turismo comunitário, no turismo 60+ e no etnoturismo indígena.
A programação também conta com a terceira edição do “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, com rodadas de negócios do Novo Fungetur, programa de financiamento voltado aos empreendedores do setor.
O espaço também oferece orientações sobre o Cadastur, cadastro oficial do Ministério do Turismo para prestadores de serviços turísticos, além de consultorias do Sebrae destinadas aos microempreendedores individuais (MEI).
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Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, apresentou nesta terça-feira (2), em São Paulo, as principais ações do governo voltadas ao agronegócio. Durante reunião aberta do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ele abordou temas como o Plano Safra 2026/2027, a ampliação de mercados para produtos brasileiros, a política de fertilizantes e os investimentos em pesquisa agropecuária.
Com o tema “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, o encontro reuniu empresários, representantes de entidades do setor, lideranças agropecuárias e autoridades. Participantes de associações comerciais de diferentes regiões do país também acompanharam os debates de forma virtual.
Ao longo da apresentação, André de Paula ressaltou a importância econômica do agronegócio e defendeu a cooperação entre o poder público e o setor produtivo.
“O agro é um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional, gera milhões de empregos e é responsável por metade das exportações brasileiras. Por isso, é fundamental que governo e setor produtivo caminhem juntos, construindo soluções que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam mais competitividade para o Brasil”, destacou.
André de Paula afirmou que sua atuação à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem sido marcada pela continuidade de políticas já em curso e pela interlocução com diferentes segmentos ligados à atividade agropecuária.
Segundo ele, a construção de soluções para o setor passa pela escuta de produtores rurais, cooperativas, entidades representativas e parlamentares. O ministro também destacou a participação em fóruns e reuniões desde que assumiu a pasta, defendendo o diálogo permanente como instrumento para enfrentar os desafios do campo.
Durante o encontro, o ministro voltou a enfatizar o papel estratégico da agropecuária para a economia nacional. Ele citou a contribuição do setor para o Produto Interno Bruto (PIB), para a geração de empregos e para o desempenho econômico do país nos últimos anos.
Segundo André de Paula, os resultados recentes da economia brasileira tiveram participação relevante do agronegócio.
"São números que dispensam qualquer comentário, porque falam muito eloquentemente sobre a importância do setor, o papel que o setor cumpre, o muito que ele está crescendo e o muito que vai crescer", enfatizou.
Um dos principais temas da apresentação foi a preparação do Plano Safra 2026/2027, cujo lançamento está previsto para 1º de julho. De acordo com o ministro, a proposta é ampliar os recursos destinados ao crédito rural e buscar condições de financiamento mais acessíveis para os produtores.
André de Paula lembrou que os três primeiros Planos Safra do atual governo somam R$ 1,547 trilhão em recursos para o setor. Na gestão anterior, o volume totalizou R$ 713 bilhões ao longo de quatro anos.
“Queremos construir um Plano Safra robusto, mas também assegurar que a taxa de juros caiba no bolso do produtor rural", defendeu o ministro.
A ampliação da presença dos produtos brasileiros no exterior também esteve entre os assuntos abordados.
Segundo o ministro, desde o início do atual governo foram abertas 616 oportunidades de mercado em 88 destinos internacionais. A meta da pasta é alcançar 700 aberturas até o fim deste ano.
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Ele afirmou que a estratégia tem contribuído para diversificar os mercados compradores e ampliar as oportunidades para diferentes cadeias produtivas do agronegócio.
Ao tratar do comércio internacional, André de Paula destacou a China como principal parceiro do agronegócio brasileiro.
O ministro mencionou avanços recentes nas negociações bilaterais e destacou o reconhecimento, pelas autoridades chinesas, do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.
Também ressaltou a estrutura de defesa agropecuária do país, apontando a capacidade de resposta a emergências sanitárias e a credibilidade conquistada junto aos mercados importadores.
A redução da dependência externa de fertilizantes foi outro tema abordado. André de Paula afirmou que o governo tem buscado ampliar a segurança do abastecimento por meio de negociações com países fornecedores, como China e Nigéria, além de incentivar a retomada da produção nacional com a reativação de fábricas no país.
O ministro lembrou que o Brasil ainda depende majoritariamente de fertilizantes importados e afirmou que a reabertura dessas unidades industriais deve elevar gradualmente a produção interna.
Em meio à agenda em São Paulo, André de Paula participou da inauguração do novo escritório da Embrapa na capital paulista e da assinatura de um acordo de cooperação entre a empresa e o Carrefour Brasil voltado à qualificação de produtores rurais.
O ministro destacou o papel da Embrapa no desenvolvimento da agropecuária brasileira e citou medidas adotadas pelo governo para fortalecer a instituição.
Entre elas estão o aumento dos recursos destinados à pesquisa, a realização de concurso público para recomposição do quadro técnico e investimentos em infraestrutura.
"O respeito pela Embrapa é tão grande que estamos triplicando os investimentos em pesquisa. Retomamos a realização de concursos públicos após 15 anos e estamos fortalecendo a estrutura da empresa para que ela continue impulsionando o desenvolvimento da agropecuária brasileira", pontuou o ministro.
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Baixar áudioEnquanto cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, o país perde 39,53% da água tratada durante o processo de distribuição. Isso significa que quase quatro em cada dez litros produzidos não chegam aos consumidores.
Os dados fazem parte do "Estudo de Perdas de Água 2026 (SINISA, 2024): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil", elaborado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a consultoria GO Associados.
Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira (2), as perdas físicas registradas em 2024 alcançaram aproximadamente 4,4 bilhões de metros cúbicos de água. O volume equivale ao desperdício diário de 4,8 mil piscinas olímpicas.
Em outra comparação, representa 16,2 milhões de caixas d'água suficientes para abastecer uma família de cinco pessoas por dia ou, ainda, 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano.
Durante o abastecimento, a água pode ser perdida por diferentes fatores, entre eles vazamentos nas redes, falhas de medição e consumos não autorizados.
Considerando apenas as perdas físicas, como os vazamentos, o volume desperdiçado seria suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de brasileiros durante um ano.
O número corresponde a mais de um quarto da população do país em 2024 e supera em mais de duas vezes o contingente de pessoas sem acesso à água tratada, estimado em cerca de 33 milhões de habitantes.
O estudo também aponta que o mesmo volume poderia garantir abastecimento por dois anos aos 17,2 milhões de brasileiros que vivem em comunidades vulneráveis. Do ponto de vista ambiental, a redução dessas perdas permitiria ampliar a disponibilidade de recursos hídricos sem a necessidade de captar água em novos mananciais.
Apesar de uma leve melhora nos últimos anos, os índices de perdas seguem distantes da meta nacional de 25%. Em 2020, o percentual era de 40,14%. Em 2024, chegou a 39,53%.
Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a evolução ocorre em ritmo insuficiente diante dos desafios enfrentados pelo país.
“No ano passado tínhamos uma perda de 40,3%, mas esse número tem reduzido numa velocidade muito lenta, o que demonstra que a gente precisa ser mais eficiente e priorizar mais esse tema da redução de perdas de água, principalmente num cenário onde a gente tem crise hídrica, onde a gente tem ondas de calores, secas cada vez mais recorrentes”, considera.
As diferenças regionais continuam expressivas. O estudo mostra que as regiões Norte e Nordeste concentram os maiores desafios tanto na redução das perdas quanto nos indicadores de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Entre 2020 e 2024, a região Nordeste registrou a maior piora, com aumento de 0,46 ponto percentual. Já a região Norte apresentou a maior redução no período, com queda de 1,79 ponto percentual.
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Segundo Luana Pretto, o combate às perdas gera benefícios que vão além da preservação dos recursos hídricos.
“Quando a gente reduz a perda, por exemplo, física, a gente capta menos água no rio, a gente usa menos produto químico para o tratamento, a gente usa menos energia elétrica para esse bombeamento da água, o que faz com que haja uma redução no custo operacional e uma melhor tarifa também paga pelo cidadão”, destaca.
A comparação entre os estados evidencia desigualdades regionais e estruturais nos sistemas de abastecimento.
Os maiores índices de perdas estão concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Alagoas lidera o ranking, com 66,90%, seguida por Roraima (65,97%), Pará (57,33%), Maranhão (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%). Todos os percentuais estão bem acima da média nacional de 39,53%.
Na outra ponta aparecem estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O menor índice do país foi registrado no Piauí, com 24,61%. Em seguida aparecem Goiás (27,13%), Mato Grosso do Sul (30,60%), Distrito Federal (31,55%), Tocantins (31,58%), São Paulo (32,15%) e Paraná (33,40%).
Entre os municípios analisados, o índice médio de perdas foi de 35,56% em 2024, acima dos 31,09% registrados em 2023. Dos 99 municípios considerados, apenas 20 apresentaram perdas inferiores a 25%, enquanto 14 registraram índices superiores a 50%.
Os melhores resultados concentram-se principalmente no Sudeste, que reúne 12 dos 20 municípios com menores perdas na distribuição. Suzano, em São Paulo, registrou apenas 1,27%, enquanto Santos ficou em 5,35%, ambos muito abaixo da média nacional.
Já entre os piores desempenhos predominam cidades das regiões Norte e Nordeste. O destaque negativo é Parauapebas (PA), com 70,68%, seguida por Maceió, com 64,05%. Outras cidades também registram índices elevados, como Belo Horizonte (68,29%) e Várzea Grande (MT), com 59,03%.
O levantamento mostra ainda que apenas 12 dos 100 municípios mais populosos do país cumpriam simultaneamente, em 2024, as metas estabelecidas pela Portaria 788/2024 para redução de perdas. São eles:
Entre as capitais brasileiras, apenas quatro ficaram abaixo da meta de 25% definida pela Portaria 788/2024: Goiânia, São Paulo, Campo Grande e Teresina. A média das 27 capitais foi de 39,30%.
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Baixar áudioO Vale do São Francisco registrou o primeiro embarque de uvas frescas brasileiras para a União Europeia (UE) com tarifa zerada. A possibilidade de exportação com desagravação tarifária total para esses bens à UE, deve ampliar a competitividade da fruticultura nacional no mercado europeu, principal destino das exportações da região.
O marco foi celebrado durante a iniciativa, concebida pela ApexBrasil, Caravana Frutas – Do Vale para o Mundo, realizada em Petrolina (PE), reunindo produtores, representantes do setor e autoridades públicas.
Participaram da abertura o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Waldir Promicia; e a presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza.
Também estiveram presentes a prefeita de Lagoa Grande (PE), Catharina Garziera; o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca de Pernambuco, Cícero Moraes; o deputado federal Fernando Monteiro; o vice-prefeito de Petrolina, Ricardo Coelho; e o presidente do Conselho de Administração da Embrapa (Consad), Guilherme Coelho.
Durante o evento, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, destacou o potencial econômico do mercado europeu e o crescimento das exportações brasileiras de frutas nos últimos anos a partir da parceria com a ABRAFRUTAS.
“O resultado está aqui. Estamos exportando diretamente do Vale do São Francisco cada vez mais uva para a Europa. Esse carregamento vai beneficiar toda a região. A Europa importa 7 trilhões de dólares; só de fora do bloco são 3 trilhões de dólares. O Mercosul importa 342 bilhões. Então é nesse mercado que nós vamos entrar sem tarifa. Alguns mais rápido, como a uva, que já é zero agora, e outros que lá para frente vão cair a tarifa. A fruticultura vai ser uma das grandes beneficiadas”, afirmou.
“Quando começamos a parceria da ApexBrasil com a Abrafrutas em 2014, o Brasil exportava 413 milhões de dólares de frutas. Ano passado exportamos 1 bilhão e 450 milhões. Em 10 anos, nós trouxemos ao Brasil 1 bilhão de dólares a mais dessa fruticultura”, complementou Muller.
O ministro André de Paula afirmou que a retirada da tarifa pode aumentar a competitividade das exportações do Nordeste, principalmente no Vale do São Francisco, onde a maior parte da produção destinada ao exterior segue para a Europa.
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“É a luta de muita gente que acreditou que isso fosse possível. E esse acordo que vai beneficiar cerca de 5.000 itens, a grande maioria desses produtos vem do Agro. É um exemplo muito claro, até porque esse é um exemplo de algo que já acontece agora a partir do primeiro momento, está aqui nas nossas uvas que antes eram taxadas com 12% e agora terão uma taxação de zero”, disse.
“Isso faz diferença quando a gente sabe que 75% do que a gente exporta aqui vai para a Europa. A gente agora vai exportar sem esse ônus, com melhores condições de competitividade e com maior retorno para o produtor”, enfatizou o ministro.
Além da abertura comercial, a programação abordou o uso de tecnologias e práticas sustentáveis para atender às exigências sanitárias e ambientais do mercado europeu.
A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, destacou o avanço dos bioinsumos no país e o crescimento do setor na fruticultura.
“O Brasil é hoje o país que mais adota bioinsumos em suas culturas, com crescimento de 21% na adoção em relação a 2024. Esse é um mercado que movimentou R$ 6,2 bilhões de reais em 2025 com crescimento de 28% da área tratada. São 194 milhões de hectares tratados com bioinsumos no Brasil e boa parte dessa área voltada para fruticultura”, destacou.
A expectativa do setor é que a redução das tarifas e o avanço de tecnologias sustentáveis ampliem a presença das frutas brasileiras no mercado europeu e fortaleçam a geração de emprego e renda no Nordeste.
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Baixar áudioA CAIXA paga, nesta segunda-feira, 1º de junho, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de novembro e dezembro.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos da rede pública.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
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