Aeroporto

14/01/2022 04:45h

Na Azul, houve aumento de 400% de dispensas médicas entre a tripulação. Gol e LATAM também registram aumento de afastamentos por motivos de saúde dos funcionários

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Centenas de voos foram cancelados nos aeroportos brasileiros, em janeiro, em decorrência do aumento de casos de gripe e Covid-19 entre os funcionários e tripulação das companhias aéreas. 

Em nota, a LATAM confirmou 44 voos cancelados, só na última quarta-feira (12), e um total de 183 entre o último domingo (9) e o próximo (16). O número representa cerca de 1% do total de voos domésticos e internacionais programados pela LATAM Brasil durante todo o mês de janeiro.

Também por meio de nota, a Azul afirma que “registrou um aumento no número de dispensas médicas entre seus tripulantes – casos esses que, em sua totalidade, apresentaram um quadro com sintomas leves – e tem acompanhado o crescimento do número de casos de gripe e Covid-19 no Brasil e no mundo”. 

A Azul ressalta ainda que “mais de 90% das operações da companhia estão funcionando normalmente e que os clientes impactados estão sendo notificados das alterações, reacomodados em outros voos da própria companhia e recebendo toda a assistência necessária conforme prevê a resolução 400 da Anac”. 

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Ondino Dutra, na primeira semana de janeiro, houve um aumento de 400% de apresentação de dispensa médica dos tripulantes da Azul, especialmente entre os comissários de bordo, em relação à média dos últimos 12 meses.

“Mas nós temos a informação dada pelas outras empresas, Gol e LATAM, que de fato o número de afastamentos por dispensa médica aumentou bastante.”

A Gol informou, também através de nota, que “houve nos últimos dias um aumento dos casos positivos entre colaboradores, mas nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança”.

O presidente do SNA recomenda que as companhias deem suporte aos tripulantes em situação de dispensa médica.

“As nossas recomendações são dar todo o suporte necessário para tripulante em dispensa médica e também ter rigor no cumprimento da regulamentação das jornadas de trabalho e também dos descansos, dos repousos e das folgas que são parte importante na manutenção do equilíbrio físico e emocional de todos os tripulantes.”

O que diz a Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que está monitorando os casos de doenças respiratórias em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo e reforça que as medidas de segurança recomendadas pela Anvisa vêm sendo cumpridas desde o início da pandemia.

As medidas e orientação podem ser encontradas no site da Anac

A agência também informou, por meio de nota, que “monitora as medidas operacionais que vêm sendo adotadas pelas companhias aéreas para minimizar os impactos causados pelos atrasos e cancelamentos de voos, bem como o cumprimento da prestação de assistência aos passageiros, determinadas pela Resolução ANAC 400/2016”.

Direito do passageiro

Quem estiver com voo atrasado ou cancelado tem direito à prestação de assistência pelas companhias aéreas, conforme prevê a Resolução 400/2016. 
Segundo o artigo 12, as alterações realizadas de forma programada pelo transportador, em especial quanto ao horário e itinerário originalmente contratados, deverão ser informadas aos passageiros com antecedência mínima de 72 horas. Para isso, o transportador deverá oferecer as alternativas de reacomodação e reembolso integral.

Caso o passageiro compareça ao aeroporto em decorrência de falha na prestação da informação, o transportador deverá oferecer assistência material, bem como as seguintes alternativas à escolha do passageiro: 

  1. reacomodação;
  2. reembolso integral; 
  3. execução do serviço por outra modalidade de transporte

A Anac também recomenda que os passageiros acompanhem a confirmação do voo pelos serviços disponíveis pela empresa aérea, como aplicativos, site e central de atendimento. 

Para saber mais sobre os direitos e deveres do passageiro, acesse o site da Anac.

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01/01/2022 03:00h

A meta estabelecida é de R$ 260 bilhões contratados em quatro anos

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Pelo menos 50 novos certames foram projetados para 2022, a fim de melhorar a infraestrutura do Brasil. O que é considerado o maior programa de concessões do mundo inclui o leilão dos aeroportos Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), e de mais de 13 mil quilômetros de rodovias, além de desestatizações portuárias. 

Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, há ativos disponíveis em todos os modos de transportes. A meta estabelecida é de R$ 260 bilhões contratados em quatro anos de Governo Federal.

“Temos o maior programa de concessão da nossa história. Sem dúvida nenhuma é um dos maiores do mundo. Temos percebido isso nas conversas com investidores. Eles falam que nosso programa está melhor do que o da Austrália, do México e do Peru. Eles afirmam que o Brasil é uma nova fronteira de investimento. E realmente nos convencemos de que quem quer investir em infraestrutura e está com pensamento a longo prazo, tem que olhar para o Brasil”, destaca.  

Novo marco legal das ferrovias é sancionado

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Até o momento, 34 aeródromos que eram administrados pela Infraero já foram repassados aos principais operadores do mundo. A medida assegurou mais de R$ 9 bilhões em melhorias, tanto para usuários quanto para movimentação de cargas. 

Portos

No setor portuário, mais de 20 terminais devem ir a leilão na carteira de ativos do Ministério da Infraestrutura em 2022. A expectativa, porém, está voltada para o início das desestatizações e concessões de portos. 

O projeto deve ser iniciado pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que administra os portos de Vitória e Barra do Riacho – com leilão em data ainda a ser definida. A vigência do contrato será de 35 anos, prorrogável por mais cinco. A previsão de investimentos privados chega a R$ 335 milhões.

Rodovias

Em relação às rodovias, o portfólio do ministério estabelece a transferência de mais de 13 mil quilômetros de estrada para a iniciativa privada durante 2022. A medida pode render mais de R$ 108 bilhões em investimentos para o setor. Uma parcela desse valor está sendo estruturada pela pasta em parceria com o Banco

Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para futuros projetos de concessão. Um dos leilões mais aguardados envolve os seis lotes rodoviários no Paraná, que somam mais de R$ 44 bilhões em aportes privados. 

Ferrovias

Neste setor, o governo avança com projetos de renovações com a MRS Logística e a Ferrovia Centro Atlântica. Para a primeira, com 1,6 mil quilômetros de trilhos no Sudeste, são esperados R$ 16,7 bilhões em novos investimentos. O objetivo é movimentar minério de ferro, produtos siderúrgicos, açúcar, carvão e containeres. 

Para a FCA, por sua vez, são previstos R$ 13,8 bilhões em aportes para a melhoria no escoamento de soja, minério, açúcar, granéis minerais e produtos siderúrgicos, em uma malha de mais de 7 mil quilômetros de trilhos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Goiânia e Distrito Federal.

“Teremos próximos anos de transformação, em que o Brasil vai ser um canteiro de obras. Nós teremos um crescimento dos valores investidos. Vamos perceber esse incremento de investimento no setor de infraestrutura e o investimento baseado em capital privado. Isso vai nos blindar das variações e das vulnerabilidades do orçamento público”, projeta Tarcísio Gomes de Freitas. 
 

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24/12/2021 13:15h

As rodoviárias do país também devem receber milhares de viajantes no período

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O Ministério do Turismo estima que cerca de 6,7 milhões de pessoas devem movimentar os aeroportos do Brasil durante as semanas do Natal e do Réveillon. O número é aproximadamente 55% maior do que o registrado em 2020, quando o número chegou a 4,3 milhões. 

No Sudeste do país, os terminais com maior circulação serão o de Congonhas, com 844,6 mil passageiros, e o de Viracopos, com 634 mil ambos localizados no estado de São Paulo, estima a pasta. Já no Aeroporto de Guarulhos, também na capital paulista, a expectativa é de alta de 8% em comparação ao fim de novembro e início de dezembro.

Na região Nordeste, as praias pernambucanas parecem ser o destino mais procurado. Somente o Aeroporto de Recife, na capital, deve receber mais de 406 mil pessoas no período, segundo o Ministério. 

No Centro-Oeste, o Aeroporto de Brasília espera um tráfego mais intenso de 27 a 30 de dezembro, com uma média de 44 mil passageiros por dia. No Norte, a capital amazonense, Manaus, espera receber cerca de 172,1 mil pessoas. 

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Na estrada

A pasta também lembra que as rodoviárias do país devem receber milhares de viajantes no período. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, a estimativa é de que 409 mil passageiros embarquem e desembarquem em ônibus rumo a outras cidades mineiras e a destinos como a capital Rio de Janeiro, Cabo Frio, também no Rio, e Porto Seguro, na Bahia. 

Em Brasília, 81,8 mil pessoas devem passar pelo terminal rodoviário com destino a Goiânia (GO), Cuiabá (MT), São Paulo (SP) e Campo Grande (MS). Em Campinas, interior paulista, são esperados mais de 121 mil turistas, e os destinos mais buscados são cidades do litoral paulista, Curitiba (PR), Rio de Janeiro e Brasília.

No Nordeste, as rodoviárias de Teresina, no Piauí, e de João Pessoa, na Paraíba, esperam um aumento de 70% e 30%, respectivamente, no fluxo de passageiros durante o fim de ano. Já em Natal, capital potiguar, a estimativa é que passem mais de 55 mil pessoas pelo local.

Nas rodovias do país, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já está realizando a Operação Natal 2021, para reforçar o policiamento e promover ações de segurança nas estradas do país.  

A concessionária NovaDutra, que administra a Via Dutra - trecho da BR-116 que liga o Rio de Janeiro a São Paulo e é uma das mais movimentadas nesse período - também já começou uma operação especial de orientação e atendimento ao motorista que estiver de passagem.

A previsão de saída da capital fluminense é de 187 mil veículos para o feriado do Natal, entre quinta-feira (23) e sexta-feira (24), e de 192 mil veículos para o Réveillon, entre quinta (30) e sexta (31).

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Brasil
19/12/2021 17:51h

Em entrevista ao portal Brasil61.com, Dario Rais Lopes, disse que pandemia, dificuldades financeiras e inexperiência da companhia aérea compunham roteiro previsível

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A suspensão das operações da ITA, companhia aérea da Itapemirim, e o cancelamento de mais de 500 voos que a empresa faria até o fim de dezembro eram previsíveis, afirmou Dario Rais Lopes, ex-secretário de Aviação Civil do governo Temer, em entrevista ao portal Brasil61.com, neste domingo (19). 

O grupo Itapemirim, dono da ITA, está em processo de recuperação judicial desde 2016 e, segundo revelou o portal UOL, devia cerca de R$ 253 milhões aos seus credores em setembro, além de mais de R$ 2 bilhões em impostos. Apesar disso, a empresa decidiu operar também no transporte aéreo, atividade que teve início em junho deste ano. 

Para Dario, as dificuldades financeiras e a inexperiência do grupo no mercado de aviação, aliadas à pandemia da Covid-19, ajudam a explicar porquê a interrupção das atividades pela ITA compunham um roteiro anunciado. “O desfecho era algo que a gente esperava. Não se esperava algo diferente, porque é um setor de alto investimento e se trata de um player que não tinha fôlego para tocar o negócio. Era uma questão de tempo isso que aconteceu”, avalia. 

“Num momento em que se está rediscutindo a organização da economia do pós-pandemia, em que o setor mais afetado foi o da aviação civil, me aparece uma empresa, cujo lastro é um grupo em operação judicial. Tem tudo pra dar errado”, completa. 

Após ser informada da suspensão das operações pela Itapemirim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a licença da companhia, o chamado Certificado de Operador Aéreo. A Anac também determinou que a ITA prestasse atendimento a todos os passageiros de forma imediata e comunicasse, individualmente, sobre os cancelamentos de voos, reacomodação e reembolso dos bilhetes. 

A interrupção das atividades da companhia aérea pegou muitos passageiros de surpresa. No Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, pessoas aguardavam a hora do embarque quando receberam a informação do cancelamento das viagens. Segundo o site da Anac, a Ita faria mais de 500 voos até dezembro. Às vésperas do Natal e do Ano Novo, milhares de passageiros ficaram sem saber o que fazer. 

Segundo Dario, do ponto de vista da regulação e até da atuação da Anac após o comunicado da ITA, os usuários do transporte aéreo estão bem protegidos contra essas situações, pois as normas garantem a reacomodação ou reembolso do valor gasto pelos passageiros. 

No entanto, ele acredita que o problema envolvendo a Itapemirim e outras companhias no passado, como a Varig e a Transbrasil, evidencia a necessidade de processos mais criteriosos no momento em que as empresas tentam obter a licença para operar no mercado doméstico de aviação. 

“Eu acho que a Anac está trabalhando corretamente. O problema tem um vício de origem. O que tem de ser revisto é o processo de autorização. Ele tem de ser mais seletivo, tem de incluir, na sua origem, já os compromissos, talvez um fundo, alguma coisa que permita minimizar esse tipo de problema. Eu penso que o foco da questão não seja a proteção do passageiro, mas sim você permitir que quem entre no mercado já entre com fôlego e reserva para mitigar esse tipo de problema”, afirma. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Anac para saber o que a agência fez no período que antecedeu a suspensão das operações pela Itapemirim, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta. 

Cancelamento de voos da Itapemirim pode afetar até 80 mil passageiros

Atendimento

Na tarde de sábado, o grupo Itapemirim comunicou que ampliou os canais de atendimento aos passageiros prejudicados pela suspensão das atividades da companhia aérea. Além do e-mail falecomaita@voeita.com.br, os usuários podem tentar contato, das 6h às 21h, pelo telefone 0800 723 2121 e pelo chat do site www.voeita.com.br

A empresa orienta que apenas os clientes que estão fora de sua cidade de domicílio, e precisam retornar para casa, entrem em contato pelos canais de atendimento para conseguirem a reacomodação em outra companhia. 

Aqueles que estão com passagens de ida e volta compradas vão receber o reembolso integral dos valores, promete a empresa. Neste caso, o passageiro deve procurar a sua agência de viagem, enviar um e-mail para reembolso@voeita.com.br com o nome completo e número do localizador da reserva ou fazer uma solicitação pelo site da companhia, o www.voeita.com.br.

Confira o passo a passo abaixo:

  • Clique em “Meus Voos”;
  • Faça o login com o seu usuário e senha;
  • Clique na opção "Reemissão/Remarcação/Reembolso";
  • Selecione o seu ticket;
  • Selecione a opção “Reembolso”. 

O grupo Itapemirim orienta aos passageiros que têm viagens programadas para não tentarem fazer check-in online, nem comparecer aos aeroportos sem entrar em contato com a empresa. 

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01/11/2021 03:00h

O estado tem uma estrutura portuária responsável por 25% do comércio exterior do Brasil, setor que será fortemente impulsionado pela eficiência da rede móvel

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A chegada da internet 5G no Espírito Santo deve mudar a perspectiva de conectividade dentro e fora das empresas. Tudo o que é ligado a automação, como centros de distribuição (CD), logística e movimentação mecânica, deve ganhar velocidade. A estrutura portuária do estado é responsável por 25% do comércio exterior do Brasil, setor que deve ser fortemente impulsionado pela eficiência da rede móvel 5G, que é 20 vezes mais rápida.

Segundo o deputado federal Evair Melo (PP-ES), essa característica comercial do estado deve ser diretamente beneficiada, permitindo reduzir as distância e otimizar o tempo. “Essa conexão de máquinas vai trazer a tecnologia para relação direta na vida das pessoas. O Espírito Santo vai poder a partir da capital Vitória, que será uma das primeiras capitais contempladas, ter a tecnologia e naturalmente vai disponibilizar para a maioria das pessoas. Com certeza o nosso estado será ainda mais competitivo”, disse.

Tráfego de carga coordenado e autônomo para passageiros, logística totalmente automatizada e controle nos portos são alguns pontos que a digitalização trará ao tráfego hidroviário, se tornando um impulso ao setor de infraestrutura.

O deputado destacou, ainda, que a tecnologia deve trazer naturalmente um grande número de oportunidades, pois o investimento em infraestrutura é uma maneira eficaz de impulsionar o crescimento econômico, já que, além de incentivar a criação de postos de trabalho, reduz também os custos operacionais e deve fomentar o desenvolvimento urbano dos municípios do estado a médio e longo prazo.

Para o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira Calvet, a revolução tecnológica causada pelo 5G deve impactar sobretudo o setor produtivo. “Terá um impacto, creio eu, até muito maior para as empresas. Porque o 5G é uma tecnologia que vai permitir a comunicação não somente entre as pessoas, mas sobretudo, entre máquinas. É máquina conversando com máquina, é máquina conversando com a infraestrutura”, afirmou.

Para chegar a toda a população, a nova tecnologia de transmissão ainda vai demandar das empresas de telefonia investimentos em equipamentos para que o sinal chegue em todo o país. O planejamento do Governo Federal é alcançar todas as capitais brasileiras até meados de 2022 e o país inteiro até 2028.

Leilão de frequências 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) marcou para 4 de novembro o leilão das faixas de frequência do 5G no Brasil, que deve movimentar R$ 49,7 bilhões. Desse total, R$ 10,6 bilhões devem ser desembolsados pelas empresas vencedoras para pagamento das outorgas (direito de explorar comercialmente o 5G). Esse valor irá para o caixa do governo, se todos os lotes ofertados forem arrematados. E outros R$ 39,1 bilhões terão que ser investidos pelas empresas vencedoras para cumprir as contrapartidas, ou seja, as exigências previstas no edital.

No leilão, serão ofertadas quatro faixas de frequência: 700 MHz; 2,3 GHz; 26 GHz; e 3,5 GHz. A faixa de 3,5 GHz é a que desperta mais interesse das empresas de telefonia, por exigir menos investimentos para a implantação da tecnologia. 

O edital prevê, para cada uma das quatro faixas, exigências que terão que ser cumpridas pelas empresas vencedoras do leilão, como disponibilizar 5G nas capitais do país até julho de 2022, levar internet 4G para as rodovias e a construção de uma rede privativa de comunicação para a administração federal.

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24/10/2021 17:20h

Governo Federal repassou à iniciativa privada a administração dos aeroportos de Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís (MA), Teresina (PI), Imperatriz (MA) e Petrolina (PE)

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A última rodada de concessões de aeroportos realizada pelo Governo Federal pode gerar investimentos de cerca de R$ 1,8 bilhões nos terminais de Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís (MA), Teresina (PI), Imperatriz (MA) e Petrolina (PE), nos próximos anos. Os aeroportos do chamado Bloco Central foram concedidos à iniciativa privada na última quarta-feira (20). 

A medida é analisada como positiva pelo especialista em Concessões e PPPs, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Maurício Portugal Ribeiro.  “O programa de concessões federais de aeroportos é um dos programas com maior sucesso no País. Ele, de fato, atingiu o objetivo de a iniciativa privada fazer novos investimentos, com foco no bem-estar do usuário e na operação eficiente do aeroporto”, disse. 

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As empresas administradoras terão de investir em melhorias da infraestrutura dos aeroportos, como reformas e ampliação das pistas de aproximação, dos pátios de aeronaves e, além disso, disponibilizar canais de atendimento por meio da internet aos usuários, e ampliar a capacidade de passageiros e bagagens dos terminais, por exemplo. 

O valor do recurso que deverá ser aplicado pelas empresas na infraestrutura de cada aeroporto não é fixo, sendo determinado por índices de serviços prestados e pela quantidade de pessoas em trânsito nos terminais, em dias e horários de pico. Entretanto, Maurício Portugal Ribeiro alerta que as melhorias não podem ser feitas de forma paliativa ou apenas para cumprimento das obrigações legais, já que a empresa vai operar o aeroporto por muitos anos. 

“Ele [concessionário] só pesa os impactos do ‘barateamento’ do investimento ao longo prazo. Porque, ao longo prazo, é ele quem vai ser o responsável de lidar com as consequências”, explica. 

A Infraero estima aumento na movimentação de passageiros de cerca de 30% após o primeiro ano de administração privada nos seis aeroportos concedidos este mês, passando de 7,3 milhões para 9.5 milhões. Até o final do contrato, ou seja, em 30 anos, os aeroportos integrantes do Bloco Central administrados por empresas privadas devem ter estrutura operante para atender 22,5 milhões de passageiros, por ano. 

O secretário da Comissão de Políticas Públicas da OAB de Goiás, Eliseu Silveira, acredita que o possível aumento de usuários nos aeroportos pode gerar aumento da economia local nos setores dependentes do transporte aéreo, como o turismo e, ainda, promover o crescimento do comércio e prestadores de serviços e, por consequência, aumento de emprego e da renda dos trabalhadores das cidades.

“Todo investimento é geração de riquezas, traz novos empregos, gerando movimentação, circulação de mercadorias e, consequentemente, melhoria da condição de vida dos cidadãos”, lembra. 

Aeroportos 

O aeroporto Santa Genoveva, de Goiânia (GO), opera com capacidade para atender mais de 6 milhões de passageiros por ano. O pátio de aeronaves é capaz de receber cerca de 60 mil pousos e decolagens por ano. O terminal de passageiros tem 34 mil m² e o local conta com 970 vagas de estacionamento. 

Em Palmas (TO), o aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues atende 2,1 milhões de passageiros, com cerca de 12 mil pousos e decolagens, por ano. O terminal de passageiros tem 12,3 mil m² e o aeroporto oferece 257 vagas de estacionamento para veículos. 

O terminal do aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina (PI), tem movimentação de cerca de 1,7 milhões de passageiros por ano, em 4,4 mil m². Diariamente, o aeroporto registra mais de 50 voos, com transporte de cerca de 8,7 toneladas de carga 

Em São Luís (MA), o aeroporto Marechal Cunha Machado tem capacidade para atender 5,1 milhões de passageiros por ano. A área do terminal é de 10,7 mil m² e o estacionamento de automóveis tem capacidade para 525 veículos. O aeroporto de Imperatriz (MA) opera com atendimento a 2,1 milhões de passageiros por ano e o terminal tem 2,2 mil m². 

O aeroporto Senador Nilo Coelho, de Petrolina (PE), opera em uma área de 4,1 mil m², com capacidade de atender mais de 1,5 milhões de passageiros e realizar mais de 6 mil voos, por ano. 

Os dados são da Infraero e são de 2016. 

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03/08/2021 18:00h

Terminal terá nova sinalização e pista de pouso ampliada

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O Aeroporto de Bom Jesus do Gurguéia, no Piauí, passará por reformas, ganhará nova sinalização e uma pista de pousos e decolagens com capacidade ampliada, podendo receber voos com até 45 lugares. Os serviços foram autorizados semana passada pelo governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura (SAC/MInfra).

Com a permissão, a Secretaria de Transportes do Piauí poderá emitir a ordem de serviço para o início das obras, que incluem ainda a instalação de auxílios visuais à navegação noturna. Essa fase dos trabalhos tem investimento previsto de mais de R$ 17 milhões, verba do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

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Do ponto de vista econômico, o investimento é estratégico para impulsionar o desenvolvimento da Matopiba, região majoritariamente de cerrado composta pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, na qual ocorre grande expansão agrícola.

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03/08/2021 13:00h

Na última semana, o Brasil distribuiu 10,2 milhões de vacinas para reforçar a imunização em todo o Brasil. Foram entregues 4,8 milhões de doses da AstraZeneca, 3,3 milhões de Coronavac e 2,1 milhões de vacinas da Pfizer

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Na última semana, o Brasil distribuiu 10,2 milhões de vacinas contra a Covid-19 para reforçar a imunização em todo o País. Foram entregues 4,8 milhões de doses da AstraZeneca, 3,3 milhões de Coronavac e 2,1 milhões de vacinas da Pfizer. Com a distribuição, o País chega a mais de 174 milhões de doses distribuídas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, a estratégia de distribuição das vacinas é definida semanalmente entre União, estados e municípios, quando é traçada a estratégia de vacinação, o público alvo, o percentual para primeira e segunda dose e quantitativo para cada estado.


 
Segundo o médico sanitarista e ex-coordenador do Plano Nacional de Imunização (PNI), Gonzalo Vecina, o País conta com três grandes centros de armazenamento nos aeroportos de Viracopos, Cumbica e no Galeão. “O primeiro passo (da distribuição), geralmente, é por via aérea e, depois disso, quando chega aos estados, é responsabilidade deles encaminhar até os municípios. Então, estados grandes em população geralmente tem sub-armazéns e onde ficam essas doses antes de chegarem aos municípios”, explicou. 

Enquanto estão no Centro de Distribuição, as vacinas passam por um processo de triagem e rotulagem, no menor tempo possível. Quando a estratégia é definida e as doses são liberadas para distribuição, a operação logística é montada e os lotes chegam aos estados em até 48 horas, que repassam aos municípios.
 
Os gestores locais devem seguir o que é recomendado no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), para garantir a cobertura vacinal de todos os grupos.
 
Gonzalo Vecina destacou a importância de manter as condições de temperatura durante esse processo de distribuição. “É uma logística que precisa ser muito bem preparada, para não perder tempo com medicamentos parados em estoque esperando a chegada de um avião ou de caminhões que vão fazer o transporte das vacinas”, disse.

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Diante do contexto mundial, a remessa distribuída na última semana representa um grande montante que poderia vacinar toda a população de países como a Grécia ou Portugal, que tem cerca de 10 milhões de habitantes. Até agora, o Brasil já distribuiu mais de 176,5 milhões de doses para todo o país, 47,64% da população maior de 18 anos já recebeu a primeira dose do imunizante e 19,59% concluiu a imunização com as duas doses ou com dose única.
 
A distribuição para estados e municípios leva em consideração o quantitativo de doses disponibilizadas pelos laboratórios que fabricam os imunizantes a cada semana e segue critérios populacionais, além do percentual de doses enviadas que já foram aplicadas.

Terceirização da distribuição

Milhares de pessoas fazem parte da logística de distribuição, que atualmente é administrada por uma empresa privada, a VTCLog, do grupo Voetur. Anteriormente, era o Ministério da Saúde quem realizava esta tarefa, mas desde 2019 o processo foi terceirizado por meio de uma licitação.
 
Procurada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que a logística de distribuição não é uma competência da agência. Já o Ministério da Saúde informou que está sem agenda com porta-voz para repercutir o assunto no momento e esclareceu que não há atrasos na distribuição de vacinas.
 
Confira a nota no MS na íntegra:
 
Agradecemos o convite, mas infelizmente estamos sem agenda no momento. 

O Ministério da Saúde informa que está distribuindo, nesta semana, mais de 10,2 milhões de doses da vacina Covid-19 para todos os estados e Distrito Federal. Até agora, a pasta já distribuiu mais de 176,5 milhões de doses para todo o país. Cabe ressaltar que os estados são responsáveis pela distribuição das doses aos municípios.

É importante esclarecer que não há atrasos na distribuição de vacinas. Para concretizar o envio semanal de doses, a pasta coordena uma reunião tripartite, entre União, estados e municípios, quando é definida a estratégia de vacinação, o público alvo, o percentual para primeira e segunda dose e quantitativo para cada estado. Enquanto isso, as vacinas passam por um processo de triagem e rotulagem no Centro de Distribuição da pasta, no menor tempo possível. Quando a estratégia é definida e as doses são liberadas para distribuição, a operação logística é montada e os lotes chegam aos estados em até 48 horas.

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19/07/2021 11:00h

A mudança foi autorizada pela Corregedoria Nacional de Justiça e vale para os casos em que não é necessária a autorização judicial

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A autorização de viagem para crianças e adolescentes ficará mais fácil, agora por meio de uma simples videoconferência do pai e da mãe com o cartório, será possível emitir um documento eletrônico com um QR Code a ser usado no embarque nos aeroportos de todo o país. A mudança foi autorizada pela Corregedoria Nacional de Justiça e vale para os casos em que não é necessária a autorização judicial.

A única exigência é a utilização de certificado digital para fazer a assinatura eletrônica do documento. A emissão da Autorização Eletrônica de Viagem (AEV) deve ser feita exclusivamente por intermédio do Sistema de Atos Notariais Eletrônicos (e-Notariado). 

Campanha ABC estimula cuidados na primeira infância

“É um equívoco vacinar adolescentes saudáveis antes de vacinar o último adulto”, diz diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações

Caso os pais não consigam fazer a videoconferência, poderão ainda fazer a solicitação do documento no site e se dirigir ao cartório indicado pelo sistema para assinar o documento. 

A autorização eletrônica de viagem possui a mesma validade do instrumento particular emitido de forma física e deve ser apresentada à Polícia Federal e às empresas de transporte. Ela contém a chave de acesso e QR Code para consulta e verificação da autenticidade, que poderá ser validado sem a necessidade de conexão com a internet. Ela é expedida pelo prazo ou evento a ser indicado pelos pais ou responsáveis da criança ou adolescente, até o limite de dois anos.

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24/06/2021 18:00h

Brasileiros em viagem de retorno precisam cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque

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Foi publicada nesta quinta-feira (24), no Diário Oficial da União, a portaria que restringe, em caráter temporário e excepcional, a entrada de estrangeiros no País, conforme recomendação feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Covid-19: 40% da população adulta já foi vacinada com a 1ª dose

Municípios aplicaram 11,3 mi de vacinas em moradores de outras cidades

Com o objetivo de impedir a entrada de pessoas contaminadas por variantes do coronavírus, a decisão acata as sugestões enviadas pela Anvisa aos ministérios da Casa Civil, da Justiça e da Saúde para regulamentação de medidas de contenção. Além de restringir a entrada de estrangeiros de qualquer nacionalidade, a portaria proíbe, em caráter temporário, voos internacionais tanto com destino quanto com origem ou passagem pelo Reino Unido, a Irlanda do Norte, África do Sul e Índia.

Os estrangeiros procedentes desses países ficam impedidos de entrar no Brasil, caso não cumpram determinados protocolos e requisitos, e os brasileiros em viagem de retorno desses países precisam necessariamente cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque.

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Brasil 61