Foto: José Cruz - Agência Brasil
Foto: José Cruz - Agência Brasil

Pequenos empresários seguem com dificuldades de acesso ao crédito

Exigências bancárias são as maiores queixas dos micros e pequenos empresários diante da necessidade de empréstimo


A burocracia e as altas exigências dos bancos ainda são apontadas pelos micros e pequenos empresários como entraves significativas para acesso ao crédito nas instituições financeiras. 32% dos donos de pequenos negócios, que buscaram empréstimos nos bancos do país, em maio deste ano, não tiveram respostas positivas. 

O dado, levantado pelo Sebrae e FGV, é menor em comparação a quantidade de empresários frustrados com as exigências bancárias em abril, quando as imposições foram condenadas por quase 50% dos empreendedores que buscaram empréstimos. 

“Temos constatado de um ano para cá que os empresários ainda consideram os bancos muito exigentes para emprestar dinheiro e, por isso, é tão importante o desenvolvimento de políticas públicas que facilitem o uso de garantias”, alerta Carlos Melles, presidente do Sebrae. 

Créditos

No início de julho os bancos passaram a conceder novos créditos aos pequenos empresários por meio do Pronampe. Cerca de 5 milhões de pequenos negócios terão acesso a créditos que, de acordo com a expectativa do governo federal, podem ultrapassar mais de R$ 25 bilhões até o fim de 2021. 

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Os juros dos contratos não poderão passar de 6% ao ano, mais a taxa Selic, que é de 4,25% atualmente. O prazo de carência, ou seja, de quando a empresa começará a pagar o empréstimo, subiu de oito para 11 meses e o financiamento pode ser parcelado em até 48 meses. 

Confiança

O aumento de linhas de crédito é importante para elevar a confiança do MPE para o crescimento dos negócios nos próximos meses e a boa expectativa já é percebida. Em maio, o índice que mede a confiança dos pequenos empresários, o IC-MPE, nos setores de Serviços, Comércio e Indústria, subiu 5,4 pontos e ultrapassou 93,5 pontos, o melhor resultado desde 2020. 

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De acordo com análise da Sondagem Econômica da MPE, realizada pelo Sebrae, o aumento do ritmo da vacinação contra a Covid-19, a extensão do auxílio emergencial e a MP do BEm contribuem para a recuperação dos setores econômicos. Além disso, a expectativa de crescimento do PIB brasileiro, estimada entre 4% e 5%, também está sendo capaz de melhorar o ‘humor' dos empresários. 

“A indústria está se recuperando. Ela teve um ano difícil em 2020 e agora ela vem se recuperando. E isso tem a ver com o crédito? Sim, mas não só isso. Você tem a própria melhora do cenário da pandemia, do cenário sanitário, que induz a esse crescimento. Isso tudo tem contribuído para que a indústria possa apresentar melhor desempenho nesse restante de ano”, acredita Benito Salomão, especialista em Economia e doutorando da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

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LOC:  A burocracia e as altas exigências dos bancos ainda são apontadas como entraves significativos para acesso ao crédito nas instituições financeiras. 32% dos micros e pequenos empresários do país, que buscaram empréstimos nos bancos em maio deste ano, não tiveram respostas positivas. 

O dado, levantado pelo Sebrae e FGV, é menor em comparação a quantidade de empresários frustrados com as exigências bancárias em abril, quando as imposições foram condenadas por quase 50% dos empreendedores que buscaram empréstimos. 

No início de julho, os bancos passaram a conceder novos créditos aos pequenos empresários por meio do Pronampe. Cerca de 5 milhões de pequenos negócios terão acesso a créditos que, de acordo com a expectativa do governo federal, podem ultrapassar mais de R$ 25 bilhões até o fim de 2021. 

O dinheiro é importante para elevar a confiança do pequeno empresário e gera boas expectativas para retomada do crescimento dos negócios do país, como explica o especialista em Economia e doutorando da Universidade Federal de Uberlândia, Benito Salomão. 

TEC/SONORA: Benito Salomão, especialista em Economia  
 

“A indústria está se recuperando sim. Ela teve um ano muito difícil em 2020 e agora ela vem se recuperando. E, isso tem a ver com o crédito? Sim, mas não só isso.”

LOC: De acordo com análise da Sondagem Econômica da MPE, realizada pelo Sebrae em maio, a extensão do auxílio emergencial, a MP do BEm e o aumento do ritmo da vacinação contra a Covid-19, contribuem para a recuperação dos setores econômicos, como lembra Benito Salomão.

TEC/SONORA: Benito Salomão, especialista em Economia  

“Você tem a própria melhora do cenário de pandemia, do cenário sanitário, que induz a esse crescimento. Isso tudo tem contribuído para que a indústria possa apresentar melhor desempenho nesse restante de ano.”

LOC: O Pronampe tem linhas de créditos voltadas para os micros e pequenos negócios com juros de 6% ao ano, mais a taxa Selic, que hoje é de 4,25%. O prazo de carência, ou seja, de quando a empresa começará a pagar o empréstimo, subiu de oito para 11 meses e o financiamento pode ser parcelado em até 48 meses. 

Reportagem, Cristiano Ghorgomillos
 

NOTA

LOC: A burocracia e as altas exigências dos bancos ainda são apontadas como entraves significativos para acesso ao crédito nas instituições financeiras. 32% dos micros e pequenos empresários do país, que buscaram empréstimos nos bancos em maio deste ano, não tiveram respostas positivas. 

O dado, levantado pelo Sebrae e FGV, é menor em comparação a quantidade de empresários frustrados com as exigências bancárias em abril, quando as imposições foram condenadas por quase 50% dos empreendedores que buscaram empréstimos. 

No início de julho, os bancos passaram a conceder novos créditos aos pequenos empresários por meio do Pronampe. Cerca de 5 milhões de pequenos negócios terão acesso a créditos que, de acordo com a expectativa do governo federal, podem ultrapassar mais de R$ 25 bilhões até o fim de 2021. 

O Pronampe tem linhas de créditos voltadas para os micros e pequenos negócios com juros de 6% ao ano, mais a taxa Selic, que hoje é de 4,25%. O prazo de carência, ou seja, de quando a empresa começará a pagar o empréstimo, subiu de oito para 11 meses e o financiamento pode ser parcelado em até 48 meses. 

Reportagem, Cristiano Ghorgomillos