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TEC./SONORA: Edson Fachin, presidente do STF
“O protagonismo tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional. Os ministros respondem pelas escolhas que fazem, as decisões que nós todos tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos, tudo isso importa.”
LOC.: Foi com essa declaração que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, deu início ao ano judiciário em 2026. A fala ocorre em meio às acusações de parcialidade e decisões contraditórias de alguns integrantes da Suprema Corte brasileira, principalmente dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, envolvidos nas investigações da fraude bilionária relacionada ao Banco Master, liquidado no fim do ano passado pelo Banco Central.
Diante desse panorama, Fachin defendeu publicamente a criação do Código de Ética e de Conduta para o STF. Segundo o ministro, esse é o projeto central de sua gestão à frente da Corte, que terá a relatoria da ministra Cármen Lúcia, e é essencial para arrefecer a disputa entre os Poderes da República.
TEC./SONORA: Edson Fachin, presidente do STF
“A questão é a de saber se chegou a hora de o Tribunal sinalizar, por seus atos próprios, que o momento é outro. Minha convicção é que esse momento chegou. A fase agora é a da retomada plena da construção institucional de longo prazo. Cabe então refletir sobre a causa, e não apenas quanto aos sintomas.”
LOC.: As eleições de 2026 também ganharam menção do magistrado. Fachin finalizou o discurso exaltando a condução dos últimos pleitos pela Justiça Eleitoral, com foco no combate às informações falsas, e instruiu a Justiça a se manter equidistante de quaisquer posições políticas.
TEC./SONORA: Edson Fachin, presidente do STF
“Se os tempos exigirem mais de nós, sejamos maiores que os desafios. Enquanto a magistratura brasileira permanecer íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé com plena legitimidade.”
LOC.: A cerimônia contou com a presença de todos os chefes dos poderes federais, os demais 9 ministros titulares do STF, e de Jorge Messias, indicado por Lula para substituir o aposentado Luís Roberto Barroso e que deve ser sabatinado pelo Senado nas próximas semanas.
Reportagem, Álvaro Couto.