Foto: Wenderson Araujo/CNA
Foto: Wenderson Araujo/CNA

Projeto que repactua repasses da atividade pecuarista entre municípios avança na Câmara

Texto prevê novo rateio de imposto arrecadado pelos estados, com metade destinada para municípios fornecedores e a outra metade para onde insumos são processados

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 267/2019, que repactua repasses da produção pecuária, e que agora segue para análise do Plenário. A proposta altera as regras de repartição de recursos entre os municípios que compartilham atividades econômicas ligadas à criação de suínos, aves, bovinos, peixes e ao cultivo de espécies florestais.

Pela legislação, 25% da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos estados devem ser destinados às cidades. O texto aprovado regulamenta o rateio do Valor Adicionado Fiscal (VAF) entre os municípios fornecedores de insumos e os que sediam as agroindústrias processadoras.

O texto divide o VAF dessas atividades econômicas da seguinte forma:

  • 50% para o município que sedia a unidade da agroindústria;
  • 50% para os municípios fornecedores, de forma proporcional ao volume ou peso entregue por cada cidade.

Justificativa

De acordo com o autor da matéria e coordenador da Comissão Tributária da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sergio Souza (MDB-PR), a medida traz mais justiça e equilíbrio na distribuição dos recursos, além de diminuir a quantidade de disputas judiciais.

Pós-Reforma Tributária

A Reforma Tributária sobre o consumo, aprovada em 2023 e regulamentada ao longo dos últimos anos, muda a lógica da cobrança da tributos. Agora, o recolhimentos ocorre principalmente onde o produto é consumido, ao invés de onde era produzido, como ocorria antes. Além disso, com a unificação de tributos, o ICMS foi substituído pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Dessa forma, a distribuição entre os municípios também vai mudar. O peso maior será para municípios consumidores, ou seja, que têm uma população maior. Essa transição do ICMS para o IBS começa em 2029. O ICMS, assim como as regras relacionadas a ele, deixam de valer em 2033, quando a reforma deve estar totalmente implementada.

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LOC.: Municípios que compartilham atividades econômicas ligadas à criação e ao processamento de suínos, aves, bovinos, peixes e ao cultivo de espécies florestais estão mais próximos de conseguir mais recursos para investir em políticas públicas. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que determina a repartição de 25% do ICMS entre as cidades fornecedoras e a que sediam a agroindústria.

O texto aprovado regulamenta o rateio do Valor Adicionado Fiscal das atividades econômicas pecuaristas, sendo que metade fica para o município que sedia a unidade da agroindústria e a outra metade para os municípios fornecedores, de forma proporcional ao volume ou peso entregue por cada cidade.

De acordo com o autor da matéria e coordenador da Comissão Tributária da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Sérgio Souza, do MDB paranaense, a medida traz mais justiça e equilíbrio na distribuição dos recursos, além de diminuir a quantidade de disputas judiciais.

O projeto agora segue para análise do plenário da Câmara, ainda sem data para votação. Se aprovado, ainda terá de ser avaliado no Senado Federal antes de passar a valer.

Reportagem, Álvaro Couto.