Saúde

09/02/2026 04:55h

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O molusco contagioso é uma infecção dermatológica viral consideravelmente comum e altamente contagiosa. A doença é causada por um vírus da família poxvírus e se caracteriza por aparecimento de pequenas lesões elevadas e arredondadas, que podem ser da cor da pele, rosadas ou esbranquiçadas. Têm aparência de pequenas “pérolas” ou “bolinhas” e possuem depressão central ou “umbilicação” no meio da lesão. Geralmente não coçam e não causam dor. 

“Apesar de poder desaparecer espontaneamente em alguns meses a anos, costumamos indicar tratamento, pois se trata de uma condição contagiosa. O tratamento pode incluir curetagem, que é a remoção mecânica das lesões, crioterapia com nitrogênio líquido e pomadas específicas. Mais de uma sessão pode ser necessária, dependendo do número de lesões. Nunca esprema ou cutuque as lesões. Isso espalha o vírus e pode causar infecção. Tratamentos caseiros geralmente não funcionam”, comenta Dra. Vivian Loureiro, dermatologista.

Para prevenir, evite contato direto com pessoas infectadas, não compartilhe toalhas ou roupas, mantenha boa higiene após piscina e academias. Evite coçar e procure um dermatologista ou pediatra para confirmação do diagnóstico e orientação adequada. Lembre-se, é uma condição benigna com excelente prognóstico.

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09/02/2026 04:25h

Ministério da Saúde confirma 42 casos e quatro mortes na cidade; especialistas da Fiocruz descartam epidemia e sugerem que gestões municipais apoiem vigilância epidemiológica para evitar novos surtos pelo país

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No ano passado, 774 casos da doença de Chagas foram notificados no Brasil. Só no município de Ananindeua (PA), até o momento, foram confirmados 42 casos e quatro óbitos. Apesar de o Ministério da Saúde decretar surto no município, especialistas da Fiocruz descartam o risco de epidemia no país e alertam que a doença permanece ativa no Brasil, sendo impulsionada, principalmente, pela transmissão oral.

Os dados de 2025 são preliminares e foram enviados ao Brasil 61 pelo Ministério da Saúde. Segundo o órgão, as informações sobre os óbitos em 2025 no país ainda estão em consolidação – já que as secretarias têm até o final do ano para enviar as informações à pasta.

Conforme a Agência Brasil, o número de casos em Ananindeua (PA) supera em 30% os notificados no município no mesmo período do ano passado.

O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, explica a classificação de surto:

“Foi classificado como um surto porque houve um aumento dos números de casos em relação ao que costuma acontecer no município, mas não há riscos de epidemia no Brasil”, diz Saraiva.

Já o farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, destaca que o Brasil tem registrado diversos surtos esporádicos, com maior frequência na Região Metropolitana de Belém “devido ao consumo artesanal de açaí e outros produtos locais”, menciona.

Como a doença segue ativa no país, Fred avalia que há um risco de ocorrência de novos surtos. “Especialmente em áreas com condições sanitárias mais precárias, com produção artesanal de alimentos e sem fiscalização adequada”, completa.

A situação no Pará conta com a investigação de vários órgãos, como a Secretaria Estadual de Saúde do Pará, a Anvisa e o os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.

Surto e contaminação oral

A transmissão da doença de Chagas por via oral possui relação direta com o consumo de alimentos contaminados pelo protozoário trypanosoma cruzi – causador da doença. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí – que pode esmagar o inseto. 

O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, destaca que a principal preocupação hoje é a transmissão oral. 

“Essa via de transmissão tem sido apontada como a principal causa de surtos recentes no Brasil, especialmente relacionada ao consumo de alimentos preparados e consumidos in natura ou preparados de forma artesanal, como açaí, caldo de cana, suco de frutas ou água contaminada”, pontua Fred.

Para evitar esse tipo de transmissão, a população deve consumir produtos de origem confiável. É indicado observar a adoção de boas práticas de higiene, como pontua Saraiva. 

“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas  através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, salienta Saraiva.

O Setor Casa do Açaí, do Departamento de Vigilância Sanitária de Belém (PA), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Devisa/Sesma), capacita os batedores de açaí profissionais na região. Em Ananindeua (PA), o projeto Casa do Açaí capacitou 840 pessoas em 2025 e outras 130 em 2026.

Outra medida voltada a garantir boas práticas práticas de manipulação do açaí é o decreto estadual (n° 326/2012), cujo cumprimento é fiscalizado pelas autoridades competentes.

A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão de sangue, doação de órgãos ou de forma congênita – de mãe para filho, durante a gestação. No entanto, Fred ressalta que o rastreio sorológico e o exame pré-natal têm combatido essas vias de transmissão de forma eficiente no Brasil.

Desigualdade social

Os pesquisadores destacam que os casos da doença de Chagas têm diminuído ao longo dos anos em função das campanhas de combate e da melhoria das condições de vida da população.

Em contrapartida, os casos ainda ocorrem com maior frequência em áreas rurais, remotas e de preparação artesanal de alimentos.

A permanência da contaminação ocorre em locais com pouco acesso a saneamento básico e serviço de saúde. Nesse cenário, a população fica vulnerável tanto ao inseto quanto à dificuldade de diagnóstico. 

“É uma doença que está intrinsecamente relacionada com condições sociais, ambientais e de moradia da população. Em muitas regiões do Brasil ainda existem  casas fabricadas com parede de barro, com frestas, telhados improvisados e pouca infraestrutura – o que facilita com que o barbeiro se esconda e se reproduza nesses ambientes”, explica Fred.

O pesquisador da FioCruz Bahia avalia que a doença de Chagas é uma “doença negligenciada que nunca deixou de existir”. Para ele, o enfrentamento à enfermidade deve ser priorizado com políticas públicas eficientes e voltadas a:

  • Fortalecer a vigilância sanitária;
  • Oportunizar o diagnóstico precoce;
  • Melhorar as condições de vida da população;
  • Capacitar profissionais de saúde; e
  • Orientar a população sobre como prevenir a contaminação pela doença.

Vigilância epidemiológica 

A vigilância epidemiológica reúne um conjunto de ações do SUS que investiga os focos de doenças para planejar e adotar medidas de prevenção e controle.  

“A vigilância epidemiológica precisa ser contínua. E é de extrema importância que a população fique atenta, que avise a equipe de saúde se encontrar barbeiros em suas residências e que os municípios também executem atividades, ações regulares de monitoramento, controle e também de melhoria das condições de moradia”, pondera Fred.

Diagnóstico e tratamento precoce

A doença de Chagas apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar de maneira assintomática, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.

Entre as consequências da doença estão a insuficiência cardíaca, dificuldade de engolir e prisão de ventre. Na fase crônica, os problemas cardíacos ou digestivos podem permanecer pelo resto da vida.

Confira os principais sintomas na fase aguda:

  • Febre prolongada (mais de 7 dias);
  • Dor de cabeça;
  • Fraqueza intensa;
  • Inchaço no rosto e pernas. 

O tratamento deve ser indicado por um médico. O SUS fornece o medicamento benzonidazol gratuitamente. 

Conforme os especialistas, o diagnóstico e o tratamento precoce evitam a evolução para formas graves da doença e até mesmo o óbito.

Confira o mapa da Incidência da doença de Chagas (aguda) no Brasil

Doença de Chagas no Brasil

Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) uma certificação internacional pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans – popularmente chamado de barbeiro.

Porém, dois focos permanecem no país no estado da Bahia – em Tremedal e Novo Horizonte. Nos municípios, o Projeto Oxente Chagas da Fiocruz tem atuado com o rastreamento sorológico em toda a população urbana e rural com vistas a combater e controlar a doença.

A expectativa é de que cerca de 30 mil habitantes sejam testados nas duas cidades até 2027.

Já no Rio de Janeiro, o LaPClin Chagas acompanha cerca de 800 pacientes com doença de Chagas crônica, com a oferta de diagnóstico, tratamento e suporte.

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08/02/2026 04:00h

Casos caem no país, mas influenza A cresce no Norte nas últimas semanas, aponta Fiocruz

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A edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para os cuidados que devem ser adotados durante o Carnaval para prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A recomendação é feita apesar da queda dos casos no país, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios como influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).

A exceção é a Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia vêm apresentando incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento nas últimas semanas.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça as orientações que devem ser seguidas durante o Carnaval, especialmente nos estados do Norte. Segundo ela, pessoas com sintomas gripais devem, de preferência, permanecer em casa e em repouso. Caso participem dos festejos, mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar uma boa máscara e priorizar locais bem arejados, para reduzir as chances de transmissão.

Diante do aumento de casos de influenza A no Norte, Tatiana destaca ainda a importância de que os grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes contra o vírus.

Além disso, com a aproximação do período sazonal do VSR, a pesquisadora ressalta que é essencial que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem, garantindo proteção aos bebês após o nascimento.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 19,3% de influenza A
  • 2% de influenza B
  • 11,2% de VSR
  • 32% de rinovírus
  • 22,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 24,3% de influenza A
  • 5,4% de influenza B
  • 1,8% de VSR
  • 16,2% de rinovírus
  • 45% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 31 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 4. Confira outros detalhes no link.

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07/02/2026 04:55h

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O diagnóstico de câncer do peritônio começa com uma história clínica detalhada e exame físico. Exames iniciais incluem ultrassonografia de abdômen e tomografias de tórax, abdômen e pelve, que mostram o espessamento do peritônio, nódulos e líquidos na barriga. 

“Pode ser necessário colher o líquido acumulado ou uma biópsia do peritônio para chegar ao diagnóstico do tipo específico de tumor. Marcadores tumorais, como o CA -125 para ovário, CEA para tumor no intestino, também ajudam, além de outros. Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia por laparoscopia, passar uma pequena câmera para examinar o peritônio e colher biópsias”, diz o Dr. Abner Jorge Jácome Barrozo, cirurgião oncológico. 

O tratamento varia conforme o tipo, a extensão da doença e a saúde do paciente. Para a mesotelioma peritoneal, por exemplo, a cirurgia de citorredução, que é a remoção de todas as massas visíveis, é indicada. Há também a quimioterapia aquecida no peritônio, chamada de HIPEC, aplicada diretamente na cavidade durante a cirurgia e tratamento sistêmico. 

“Para carcinomatose peritoneal, o tratamento depende do tumor primário e pode incluir tratamentos medicamentosos como quimioterapia, imunoterapia e a cirurgia pode ser um tratamento curativo em casos bem selecionados. Em casos avançados, foca-se nos controles dos sintomas com a drenagem do líquido aberto, controle da dor e suporte nutricional. O prognóstico varia muito, indo desde tratamentos de intenção curativa a opções para controlar a doença ou, em casos mais avançados, em pacientes frágeis, cuidados adequados dos sintomas. Não são casos simples”, comenta o médico. 

Se você foi diagnosticado com câncer envolvendo peritônio, é fundamental buscar atendimento em centros especializados com equipe multidisciplinar com experiência nesses tumores complexos. 

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06/02/2026 04:20h

México, Estados Unidos e Canadá concentram a maioria dos casos; Brasil segue sem circulação endêmica

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu um alerta diante do aumento acentuado dos casos de sarampo na Região das Américas. Após cinco anos de baixa circulação, a doença voltou a apresentar persistência de casos e surtos em diversos países ao longo de 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.

No ano anterior, foram confirmados 14.891 casos, dos quais 29 evoluíram para óbito. México, Canadá e Estados Unidos concentraram cerca de 95% das notificações, com um total de 14.106 casos.

Confira a distribuição das incidências de sarampo nas Américas em 2025:

País Casos notificados Óbitos
Argentina 36 -
Belize 44 -
Bolívia (Estado Plurinacional) 597 -
Brasil 38 -
Canadá 5.436 2
Costa Rica 1 -
El Salvador 1 -
Estados Unidos da América 2.242 3
Guatemala 1 -
México 6.428 24
Paraguai 49 -
Peru 5 -
Uruguai 13 -

Fonte: OPAS

Aumento acentuado em 2026

Em 2026, entre a Semana Epidemiológica (SE) 1 e a SE 3, foram confirmados 1.031 casos da doença na Região das Américas, sem registro de óbitos até o momento. O número representa um aumento de 45 vezes em relação aos 23 casos registrados no mesmo período de 2025. Os países com notificações no início deste ano foram:

País Casos confirmados
Bolívia 10
Canadá 67
Chile 1
Estados Unidos da América 171
Guatemala 41
México 740
Uruguai 2

Fonte: OPAS

De acordo com a OPAS, entre os casos confirmados com informações disponíveis, 78% não estavam vacinados.

Brasil

Apesar do aumento de casos em países das Américas, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo no país, registrados no Distrito Federal (1) e em seis estados: 

  • Maranhão (1);
  • Mato Grosso (6);
  • Rio de Janeiro (2);
  • São Paulo (2);
  • Rio Grande do Sul (1); e 
  • Tocantins (25). 

Do total, dez registros foram importados — contraídos no exterior —, 25 estiveram relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida. Em relação ao histórico vacinal, 94,7% das ocorrências envolveram pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Segundo o Alerta Epidemiológico, a distribuição etária evidencia maior impacto em crianças menores de 5 anos, que concentraram 30,6% dos casos (11 registros). Pessoas entre 5 e 19 anos representaram 22,2% (8 casos), enquanto adultos com mais de 20 anos corresponderam a 50% (19 casos).

Recomendações OPAS

Diante do cenário, a OPAS/OMS “insta os Estados Membros a reforçarem, com caráter prioritário, as atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos”. Entre as recomendações estão:

  • o fortalecimento da vigilância epidemiológica; 
  • a ampliação da vacinação de rotina; e 
  • a resposta rápida a casos suspeitos.

Quais os sintomas e como se proteger do sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.

Conforme a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para vacinação. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a imunização conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.

VEJA MAIS: 

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06/02/2026 04:15h

Instituto Nacional de Câncer aponta que dados orientam planejamento de políticas públicas e ações no SUS

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A publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. A projeção cai para 518 mil casos anuais quando excluídos os tumores de pele não melanoma, de alta incidência, mas baixa letalidade. Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, no edifício-sede do Instituto, no centro do Rio de Janeiro.

Conforme o INCA, as previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil. Os dados demonstram, ainda, que os casos de câncer se aproximam dos registros de doenças cardiovasculares e pode seguir como desafio central para o SUS nas próximas décadas.

O Instituto afirma que os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios que persistem em relação ao acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

A Estimativa é elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA a cada três anos. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo. Na avaliação do INCA, os dados da pesquisa orientam o planejamento de políticas públicas e de ações a serem realizadas no âmbito do SUS.

Os dados focam nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.

Diagnósticos de câncer mais incidentes

Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral.

Confira a incidência entre os homens:

  • Próstata (30,5%)
  • Cólon e reto (10,3%)
  • Pulmão (7,3%)
  • Estômago (5,4%)
  • Cavidade oral (4,8%)

Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

Confira a incidência entre as mulheres:

  • Mama (30,0%)
  • Cólon e reto (10,5%)
  • Colo do útero (7,4%)
  • Pulmão (6,4%)
  • Tireoide (5,1%)

Em ambos os sexos, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente. Os dados desse tipo de câncer são apresentados separadamente em função da alta incidência de casos e baixa letalidade.

Pela publicação, os cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce são do colo do útero e o colorretal

Estimativas mostram também diferenças regionais em relação à incidência de diagnósticos. De acordo com o INCA, as diferenças observadas refletem desigualdades nos padrões de comportamento dos indivíduos, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

A análise considerou fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.

Confira o recorte regional de indecência:

  • Câncer do colo do útero está entre os mais incidentes no Norte e Nordeste;
  • Câncer de estômago tem maior incidência entre os homens no Norte e Nordeste;
  • Tumores associados ao tabagismo (pulmão e cavidade oral) são mais frequentes no Sul e Sudeste.

Em nota, o chefe da Divisão de Vigilância e Análise de Situação da Conprev, Luís Felipe Martins, destacou que  as estimativas publicadas em diferentes edições não devem ser comparadas diretamente entre si. A justificativa é de que as informações não se destinam à construção de séries históricas de incidência, já que as fontes de informação, como os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vêm apresentando avanços em cobertura, qualidade dos dados e redução de sub-registros. 

Dicas de prevenção e diagnóstico precoce

O INCA orienta que a população tome algumas inciativas para a prevenção contra o câncer, com chance de aumentar as possibilidades de cura e redução da mortalidade. Por exemplo, a vacinação contra o HPV – que previne câncer do colo do útero.

O controle do tabagismo também é indicado como como uma das medidas mais eficazes de prevenção de diferentes tipos de câncer, além de evitar o consumo de álcool.

Veja mais orientações do INCA:

  • Alimentação saudável;
  • Atividade física.
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05/02/2026 04:45h

Saiba as causas comuns e sinais de alerta

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Você conhece uma criança que voltou a fazer xixi na roupa, reclama de dor ou vai ao banheiro muitas vezes? Pode ser infecção urinária, a segunda infecção mais comum na infância.

Segundo a urologista Dra. Lorena Marçalo, a infecção urinária em crianças pode ser mais grave, pois o sistema urinário ainda está em desenvolvimento.

Em bebês os sinais incluem febre sem causa aparente, irritabilidade, recusa alimentar e choro inconsolável. Em crianças maiores, fique atento a:

  • Dor ou ardor para urinar;
  • Vontade constante de fazer xixi;
  • Urina com cheiro forte, cor escura ou presença de sangue;
  • Dor abdominal ou nas costas;
  • Perda de urina na roupa (em crianças que já estavam desfraldadas).

Meninas têm mais risco a partir dos 6 meses. Já em meninos, é mais comum nos primeiros meses de vida.

Se notar algum desses sintomas, procure um pediatra ou urologista o quanto antes.

Veja o vídeo com a explicação do especialista:

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03/02/2026 04:50h

Saiba o que pode ser e os tratamentos

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A coceira anal, conhecida como prurido anal, é comum, mas poucas pessoas falam sobre o assunto. “As principais causas vão desde má higiene, verminose (como oxiúros), hemorroidas e fissuras até infecções fúngicas,” explica a coloproctologista Dra. Beatriz Azevedo.

O uso excessivo de papel higiênico e pomadas sem orientação pode piorar ainda mais a situação. Para aliviar e prevenir:

  • Evite papel higiênico, prefira água e sabonete ou lenço sem álcool;
  • Mantenha a região seca;
  • Evite coçar;
  • Tenha uma alimentação rica em fibras e evite pimenta.

Se o problema persistir, procure um coloproctologista para avaliação adequada.

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02/02/2026 04:55h

Saiba os 5 principais sintomas do bicho geográfico

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Você notou linhas vermelhas que se movem na pele e coçam muito? Isso pode ser bicho geográfico, uma infecção causada por larvas de vermes presentes nas fezes de cães e gatos.

“Os principais sintomas são coceira intensa, lesões em forma de mapas e movimento visível da linha na pele,” explica o especialista. A contaminação acontece ao andar descalço ou deitar na areia ou terra contaminada.

O tratamento é simples e eficaz, feito com medicamentos antiparasitários. Para prevenir, use calçados, toalhas na areia e vermifugue seus animais.

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01/02/2026 04:05h

Fiocruz reforça importância da vacinação para grupos prioritários na Região Norte

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Os estados do Acre e do Amazonas seguem em alerta devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A. De acordo com o Boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doença tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos.

Nessas duas unidades da federação, também foi observado crescimento de casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge sobretudo as crianças pequenas.

Em Roraima, o avanço da SRAG se concentra na população idosa, mas ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar o vírus responsável pelos casos registrados no estado.

O boletim também aponta início ou manutenção do aumento das hospitalizações por VSR na Paraíba, por influenza A no Pará e por Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Apesar disso, os níveis permanecem baixos e ainda não impactam significativamente os indicadores de SRAG nesses estados.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação entre os grupos prioritários da Região Norte. “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região — como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades — se vacine o quanto antes. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, afirma.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, o boletim indica queda nos casos de SRAG, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios na maior parte do país. Ainda assim, a incidência da síndrome segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada, principalmente, entre os idosos.

Nas capitais, Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 20,1% de influenza A
  • 2,3% de influenza B
  • 10,7% de VSR
  • 32,6% de rinovírus
  • 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 28,3% de influenza A
  • 3,5% de influenza B
  • 1,8% de VSR
  • 15,9% de rinovírus
  • 41,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 24 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 3. Confira outros detalhes no link.

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