Saúde

27/01/2026 12:00h

Ação dos Ministérios das Comunicações e da Saúde permite a conexão entre bases regionais de saúde e facilita a assistência médica

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O programa Wi-Fi Brasil, iniciativa do Ministério das Comunicações em parceria com a Telebras e o Ministério da Saúde, é responsável pela instalação de internet em mais de 60 Unidades Básicas de Saúde (UBS) indígenas somente no estado de Mato Grosso (MT). Estão previstas as instalações em mais de 1.100 UBS remotas em todo país. As ações priorizam comunidades indígenas, rurais e regiões de difícil acesso, reforçando o uso da conectividade como ferramenta de inclusão e cidadania.

O projeto visa aprimorar o atendimento e democratizar o direito à saúde pública, como informa o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho: 

“Conectar uma UBS remota significa ampliar o acesso da população indígena a serviços de saúde que antes estavam distantes. A internet hoje é indispensável para a saúde pública, sobretudo em áreas isoladas. Esse processo de inclusão digital fortalece o atendimento local e beneficia não apenas a aldeia, mas todo o entorno”, afirma o ministro.

A mudança na rotina

A chegada da internet à UBS da aldeia indígena Piebágas, em Santo Antônio de Leverger (MT) transformou a dinâmica do socorro, como relata a moradora, Leidiane Araro: 

“A internet virou uma ponte para melhorias. Agora, conseguimos acionar os médicos rapidamente, muitas vezes para que eles venham até a aldeia, em vez de precisarmos deslocar o paciente para longe”, contou.

Cacica da aldeia Piebágas desde 2021, Rose Waigarureudo relata que a chegada da internet mudou a forma como a comunidade lida com situações de saúde. “Sempre temos um final feliz e nenhum caso de saúde agora vira tragédia”. Segundo ela, a conectividade permite contato rápido e direto com profissionais do Polo Base de Rondonópolis, principalmente em casos envolvendo crianças e idosos, que exigem resposta imediata.

As informações são do Ministério das Comunicações.

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26/01/2026 04:50h

Saiba quando o cansaço pode ser falta de ferro?

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Você anda muito cansado, com queda de cabelo ou unhas fracas, mesmo dormindo bem? Pode ser anemia por falta de ferro, a deficiência nutricional mais comum no mundo.

“O ferro é essencial para levar oxigênio às células. Sem ele, o corpo não consegue produzir hemoglobina direito, e surgem sintomas como cansaço, palidez, dor de cabeça e até vontade de comer gelo ou terra,” explica a hematologista Dra. Fernanda Santos.

O diagnóstico é simples e feito com exame de sangue. Se tiver sintomas persistentes, procure um médico.

Veja o vídeo com a explicação da especialista clicando aqui.

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24/01/2026 04:55h

Saiba o que realmente causa e como resolver?

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Você tem mau hálito e não sabe por quê? Em 90% dos casos, a origem está na boca e pode ser resolvida com higiene adequada.

“A causa número 1 é a má escovação. Mas, também podem contribuir a saburra lingual (aquela camada branca na língua), gengivite, cáries ou próteses mal ajustadas,” explica o otorrinolaringologista Dr. Ali Mahmoud. Só 10% dos casos vêm de doenças como diabetes, refluxo ou problemas renais.

A dica é: escove bem os dentes, use fio dental e limpe a língua com escova ou raspador. Se o problema persistir, procure um dentista ou médico.

Veja o vídeo com a explicação do especialista clicando aqui.

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24/01/2026 04:10h

Fiocruz recomenda vacinação nessas regiões, enquanto o cenário nacional é de estabilidade

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Os estados do Acre e do Amazonas seguem com aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pela circulação do vírus influenza A. O crescimento da doença tem refletido em maior número de hospitalizações em todas as faixas etárias, desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos. As informações constam na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, orienta que a população do Amazonas e do Acre redobre os cuidados, adotando medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas.

“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário — a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade — tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, recomenda Portella.

Cenário nacional

Em contrapartida, em nível nacional, o boletim aponta tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias, resultado da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios.

De forma geral, a incidência da SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente na população idosa. Considerando os casos causados por Sars-CoV-2 (Covid-19) e influenza A, a maior incidência ocorre entre crianças e idosos, sendo os mais velhos os mais impactados em termos de óbitos.

Entre os estados, Ceará, Pernambuco e Sergipe já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou início de queda nas hospitalizações por influenza A. Na Paraíba, observa-se um leve aumento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR), ainda sem repercussão no número de casos de SRAG em crianças pequenas.

Nas capitais, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 20,5% de influenza A
  • 2,6% de influenza B
  • 8,5% de VSR
  • 33,2% de rinovírus
  • 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 29,4% de influenza A
  • 3,2% de influenza B
  • 4,8% de VSR
  • 19% de rinovírus
  • 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 17 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 2. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

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24/01/2026 04:05h

Resolução do Cofen detalha regras, amplia rastreabilidade e reforça a prescrição baseada em protocolos no SUS e na rede privada

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A prescrição de medicamentos por enfermeiros, já prevista na legislação brasileira desde 1986, foi reforçada e detalhada com a Resolução nº 801/2026 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). A norma não amplia o rol de prescrições, mas estabelece critérios técnicos, éticos e legais, além de padronizar modelos de receituário e exigir a identificação dos protocolos que fundamentam a prescrição. A mudança têm respaldo do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A resolução determina que a prática ocorra no âmbito da consulta de enfermagem, com base em protocolos institucionais ou programas de saúde pública, como os da Atenção Primária do SUS. O objetivo é garantir maior segurança ao profissional e ao paciente, ampliar a resolutividade do atendimento e assegurar rastreabilidade das prescrições, inclusive com a possibilidade de receitas eletrônicas.

A norma também consolida a atuação do enfermeiro como profissional estratégico na gestão do cuidado, especialmente na atenção básica. Além disso, a atualização do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) pela Anvisa permite o registro de prescrições feitas por enfermeiros em farmácias públicas e privadas, superando uma limitação histórica do setor.

O que traz a norma

  • Organiza e detalha regras já existentes;
  • Exige identificação do protocolo, instituição responsável e dados completos do profissional e do paciente;
  • Padroniza modelos de receituário comum e especial;
  • Autoriza o uso de receitas eletrônicas com certificação digital;
  • Reforça a prescrição baseada em evidências científicas e protocolos institucionais;
  • Garante maior segurança jurídica e técnica para o enfermeiro e mais acesso ao tratamento para o paciente.

Medicamentos e áreas contempladas

  • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs): sífilis, gonorreia e clamídia;
  • HIV: profilaxia pré e pós-exposição (PrEP e PEP);
  • Saúde sexual e reprodutiva: contracepção;
  • Saúde da mulher: pré-natal e puerpério;
  • Saúde da criança;
  • Doenças crônicas: diabetes, hipertensão e cardiovasculares;
  • Tuberculose e hanseníase;
  • Tabagismo, dengue e arboviroses.

Classes de medicamentos: antibióticos, anticoncepcionais, antirretrovirais, insulinas, anti-hipertensivos e analgésicos, sempre conforme protocolos oficiais.

Mais informações no site do Cofen.

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23/01/2026 04:50h

Saiba o que é, os sintomas e complicações

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Você sabia que a caxumba pode causar complicações nos testículos, ovários e até meningite? Embora geralmente seja leve, a doença viral é altamente contagiosa e exige atenção.

“Ela causa inchaço no pescoço, dor ao mastigar, febre e mal-estar. Em homens, pode inflamar os testículos, e em gestantes, até provocar aborto,” explica a infectologista Dra. Juliana Framil. O tratamento é sintomático, com repouso e hidratação.

A melhor forma de prevenção é a vacina tríplice viral, disponível gratuitamente no SUS. Mantenha sua vacinação em dia.

Veja o vídeo com a explicação da especialista:

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22/01/2026 04:55h

Saiba os tipos e principais sintomas

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Você já acordou com manchas vermelhas que coçam muito e somem em poucas horas? Pode ser urticária, que atinge 1 em cada 5 pessoas em algum momento da vida.

“Ela pode ser causada por alimentos, picadas de insetos, medicamentos ou até mudanças de temperatura,” explica a dermatologista Dra. Paula Sanches (CRM: 144.418/SP).

Os sinais são manchas avermelhadas e inchadas que coçam muito e mudam de lugar rapidamente. Mas, se houver inchaço nos lábios ou olhos (angioedema), procure atendimento urgente, pode haver risco de obstrução das vias aéreas. O tratamento envolve antialérgicos e evitar os gatilhos.

Veja ao vídeo com a explicação da especialista:

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20/01/2026 04:20h

Enquanto Justiça Eleitoral, Saúde e Educação têm aumentos bilionários, especialista aponta incoerência entre saneamento básico e meio ambiente

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Com previsão total de R$ 6,54 trilhões, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê R$ 3 bilhões a mais para a Justiça Eleitoral, em relação a 2025. Esse acréscimo foi dado devido às eleições gerais previstas para outubro deste ano, o que demandará um volume maior de recursos para essa área. Este ano, cerca de R$ 5 bilhões são reservados para o Fundo Eleitoral.

A norma também registrou aumento para áreas como Saúde e Educação. Na primeira, a elevação foi de R$ 19,5 bilhões, enquanto, na segunda, de R$ 35,9 bilhões, na comparação com o orçamento estabelecido para o ano passado.

De acordo com o texto, a área da Saúde contará com recursos totais de R$ 271,3 bilhões, enquanto a Educação terá R$ 233,7 bilhões.

Saneamento Básico e Meio Ambiente

Quanto às áreas de saneamento básico e meio ambiente, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que há uma inconsistência estratégica. Segundo ele, são áreas relacionadas, e o texto prevê a valorização de uma delas, ao passo que a outra conta com redução de recursos.

“Enquanto o orçamento para a área de saneamento diminuiu quase R$ 0,5 bilhão, tivemos R$ 16 bilhões a mais na área ambiental. Então, temos uma ambiguidade por parte do governo que, de um lado, aumenta o orçamento para a gestão ambiental e, de outro, diminui o orçamento para o saneamento básico, muito importante, já que impacta diretamente também o meio ambiente”, destaca.

Confira a distribuição dos recursos por órgão

 

 

A LOA de 2026 foi sancionada no último dia 14 de janeiro pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). O texto conta com meta de superávit primário de R$ 34,2 bilhões.

Confira a distribuição orçamentária por Função

 

 

Dívida pública

De maneira geral, a norma estabelece as despesas públicas e apresenta a estimativa de receitas ao longo de 2026. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 2024.

Pelos termos da LOA 2026, R$ 1,8 trilhão é destinado ao refinanciamento da dívida pública. Vale destacar que, quando descontada a despesa com a dívida pública, o Orçamento conta com R$ 4,7 trilhões. Desse valor, R$ 4,5 trilhões são destinados aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social e R$ 197,9 bilhões ao Orçamento de Investimento.

Em relação a programas sociais, foram destinados R$ 158,63 bilhões para o Bolsa Família e R$ 11,47 bilhões para o programa de incentivo financeiro a estudantes do ensino médio, conhecido como Pé-de-Meia.

Além disso, R$ 4,7 bilhões estão previstos para o programa que garante acesso ao botijão de gás a famílias de baixa renda.

Vetos

Ao alegar inconformidades legais, o presidente vetou dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Segundo o governo, os trechos foram adicionados durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional e não constavam na programação orçamentária enviada pelo Poder Executivo, conforme estabelece a Lei Complementar nº 210/24.

FPM: 2° decêndio de janeiro soma R$ 2,6 bi; valor será transferido ao municípios na terça-feira (20)

Serviços lideram como principal setor entre os municípios bilionários do Brasil

Esses vetos ainda serão analisados por deputados e senadores, que poderão mantê-los ou derrubá-los.

O texto aprovado também prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse montante, aproximadamente R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas (de pagamento obrigatório).

As emendas individuais somam R$ 26,6 bilhões, enquanto as emendas de bancada, destinadas às bancadas estaduais, totalizam R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, chegam a R$ 12,1 bilhões.
 

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18/01/2026 04:20h

Portaria detalha valores que serão repassados mensalmente para as cidades planejarem a compra de medicamentos e insumos básicos

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O Ministério da Saúde oficializou o repasse de R$ 1,78 bilhão para o financiamento do Componente Básico da Assistência Farmacêutica Básica (CBAF) em 2026, por meio da Portaria GM/MS nº 9.887, de 29 de dezembro de 2025. Os recursos serão transferidos mensalmente do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais e estaduais. O objetivo da medida é garantir a compra de remédios e insumos básicos na Atenção Primária à Saúde para a população local.

A pasta afirma que o montante representa um aumento de R$ 80 milhões em comparação ao ano anterior. 

Pela Portaria, os critérios de repasse consideram dados populacionais estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de dezembro de 2024. Além disso, a classificação dos municípios segundo o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) também é considerada.

Os valores per capita variam entre R$ 8,20 e R$ 9,05. O ministério afirma que os critérios asseguram o princípio da equidade no SUS. 

A Portaria detalha os valores totais mensais e anuais para cada município. Clique aqui e confira.

Proteção financeira para os municípios

A Portaria também prevê uma cláusula de proteção financeira para os municípios que estabelece que, mesmo nos casos em que houve redução populacional segundo estimativas oficiais, o valor nominal do repasse realizado em 2025 será mantido em 2026. 

A medida busca evitar que quedas demográficas reduzam o orçamento municipal para a compra de medicamentos. A ideia é garantir a continuidade do abastecimento nas farmácias dos serviços públicos de saúde.

Integração de município 

A partir do exercício de 2026, o município de Boa Esperança do Norte (MT) - o mais novo do país - passa a ser oficialmente reconhecido e integrado ao CBAF. Com a inclusão, a população local terá acesso regular aos recursos federais para a compra de remédios. Pela tabela oficial, o município mato-grossense terá um repasse total anual de R$ 49.351,20, com repasse total mensal no valor de R$ 4.112,60.

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17/01/2026 04:55h

Sarampo voltou? Como identificar e se proteger da doença

Você sabia que o sarampo é tão contagioso que uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas não vacinadas ao redor?

“O sarampo pode causar complicações graves como pneumonia, perda auditiva e até a morte,” explica a infectologista Dra. Juliana Framil (CRM: 151.988/SP).

A vacinação é segura e eficaz, e foi responsável por eliminar a doença do Brasil no passado. Mas com a queda na cobertura vacinal, o vírus voltou a circular. A proteção começa aos 12 meses com a tríplice viral e segue com a tetraviral aos 15 meses. Quem não foi vacinado deve tomar duas doses com 30 dias de intervalo.

Veja ao vídeo com a explicação da especialista:

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