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Baixar áudioO teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em 26 estados e no Distrito Federal, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (28). A implementação ocorre de forma gradual, e a tecnologia permite identificar infecções pelo papilomavírus humano (HPV) associadas à doença antes do surgimento de lesões.
De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas entre 2025 e 2026. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, das quais 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.
O exame molecular identifica a presença do vírus, incluindo os tipos 16 e 18 do HPV, associados a um risco maior de desenvolvimento da doença. A detecção permite o acompanhamento das pacientes e o encaminhamento para investigação e cuidados de saúde, quando necessário.
A coleta do teste DNA-HPV é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após orientação de um profissional de saúde.
Para saber se o exame já está disponível no município, a orientação é procurar a UBS de referência e consultar a equipe de saúde sobre a oferta do teste e os critérios para realização.
Todas as unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado capixaba, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio dos materiais ainda em 2026.
O teste molecular DNA-HPV identifica a presença do vírus associado ao câncer do colo do útero. Após um resultado negativo, o intervalo previsto até a próxima coleta é de cinco anos, conforme as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
O exame preventivo Papanicolau continua disponível no SUS e permanece como uma ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia é incorporada gradualmente à rede pública de saúde.
A ampliação do rastreamento também conta com ações do programa Agora Tem Especialistas, que busca contribuir para aumentar a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados necessários ao diagnóstico e acompanhamento das pacientes.
A vacinação contra o HPV também integra as estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. Em 2025, o Brasil alcançou 87% de cobertura vacinal entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.
A recomendação é manter o acompanhamento de saúde e procurar atendimento diante de sinais suspeitos. A vacinação contra o HPV e a realização dos exames de rastreamento conforme as orientações de saúde são medidas importantes para prevenir a doença e favorecer o diagnóstico precoce.
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Baixar áudioO estado de São Paulo registrou quatro casos confirmados de hantavirose e uma morte pela doença até setembro de 2026. O alerta foi divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Desde 2007, o estado contabiliza 199 casos e 101 óbitos, com letalidade de aproximadamente 51% no período.
A hantavirose é uma doença infecciosa grave, transmitida principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Os sintomas iniciais podem incluir febre, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos. A doença pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios graves.
Por conta da rápida evolução da doença, a secretaria de saúde do estado reforçou, em nota, que é importante a identificação precoce dos casos suspeitos e começar a investigação epidemiológica de forma imediata.
Segundo a instituição, no Brasil, a doença geralmente se manifesta como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode provocar comprometimento respiratório e cardíaco e evoluir para quadros graves.
Para prevenir a infecção, o Ministério da Saúde recomenda evitar o contato com roedores e suas secreções, manter ambientes limpos e ventilados e armazenar alimentos em recipientes fechados. Locais fechados que possam estar contaminados devem ser ventilados e higienizados adequadamente antes da entrada e da limpeza.
Ao apresentar sintomas após possível exposição a ambientes com presença de roedores silvestres, a orientação é procurar atendimento médico e informar sobre o contato.
O período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias.
O diagnóstico precoce é fundamental para o início rápido do atendimento, já que não há tratamento antiviral específico para a hantavirose.
Hoje, os exames laboratoriais para diagnóstico específico da hantavirose são realizados em laboratórios de referência e disponibilizados na rede pública. O diagnóstico é feito sorologia, com disponibilização de kits pelo Ministério da Saúde.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização começou nesta semana e contempla 13 indicações terapêuticas, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pacientes. Os tratamentos abrangem diferentes tipos de câncer, incluindo os de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e tumores neuroendócrinos.
Nesta primeira etapa, os medicamentos serão disponibilizados em 20 centros de tratamento distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. A expectativa é ampliar a oferta para todos os demais centros oncológicos do país até o fim de 2026.
De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão dos novos fármacos representa uma ampliação de 35% nas alternativas de tratamento oncológico disponíveis na rede pública. A previsão é chegar a 23 novos medicamentos até dezembro, com atendimento de 100% da demanda pelos produtos contemplados. O investimento anual estimado para a aquisição dos nove medicamentos desta etapa é de R$ 155,4 milhões.
Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama precoce ou avançado. Segundo a pasta, o produto pode custar R$ 366 mil na rede privada. A lista também contempla o pazopanibe, para pacientes com câncer renal metastático, e amplia as indicações do trastuzumabe, que passa a ser ofertado também para o tratamento do câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
Os demais medicamentos são acetato de lanreotida, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina (TSH recombinante) e sunitinibe. As indicações variam conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente.
Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos podem contribuir para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. Algumas indicações também são destinadas ao período após a cirurgia, quando não há sinais visíveis do tumor, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência do câncer.
A implementação faz parte da Assistência Farmacêutica Oncológica, criada no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. Para viabilizar a oferta dos 23 medicamentos previstos, o governo federal assumiu a compra direta de dez fármacos, organizou mecanismos para aquisição de outros nove pelos estados e ampliou os repasses destinados ao custeio dos quatro restantes. O impacto financeiro estimado para o conjunto das medidas é de R$ 4 bilhões por ano.
Além da ampliação dos tratamentos, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início previsto para novembro nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos e utiliza o teste para identificar quem precisa realizar colonoscopia para confirmação diagnóstica.
As medidas integram um conjunto de ações voltadas à ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer pelo SUS.
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Baixar áudioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 28 de setembro, o registro da vacina Capvaxive, um novo imunizante contra 21 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo. A vacina é indicada para adultos a partir de 18 anos e tem como objetivo prevenir a pneumonia e a doença pneumocócica invasiva.
A bactéria pode provocar diferentes tipos de infecção. Entre os quadros mais leves estão a otite média e a sinusite. Em situações mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia bacteriana, meningite e sepse, condições que podem colocar a vida do paciente em risco.
A Capvaxive é uma vacina pneumocócica conjugada 21-valente, desenvolvida pela farmacêutica MSD, também conhecida como Merck Sharp & Dohme. Segundo as informações divulgadas sobre o imunizante, a aplicação é feita em dose única, conforme a indicação aprovada.
O registro foi concedido pela Anvisa após uma análise regulatória que utilizou o procedimento de confiança regulatória, conhecido como reliance. Nesse modelo, a agência considera avaliações realizadas por autoridades sanitárias estrangeiras de referência.
No caso da Capvaxive, o processo teve como referência a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos. A aprovação brasileira permite o registro do imunizante para as indicações autorizadas pela Anvisa.
Apesar da aprovação, ainda não há previsão divulgada para a comercialização da Capvaxive nas clínicas privadas nem para sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o SUS já oferece vacinas pneumocócicas previstas no calendário e nos programas de imunização, conforme as indicações específicas para cada público. A aprovação de um novo imunizante não significa que ele estará imediatamente disponível na rede pública.
A vacinação deve seguir as recomendações das autoridades de saúde e a orientação de profissionais habilitados, que podem avaliar a indicação de acordo com a idade, o histórico vacinal e os fatores de risco de cada pessoa.
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Baixar áudioA Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (15), o Projeto de Lei 1.123/2025, que altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990) para que as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) passem a aceitar exames realizados em clínicas, laboratórios e outros serviços privados. A votação foi simbólica, sem registro de placar. O projeto agora segue para o Senado, que atuará como Casa revisora.
A proposta, apresentada em março de 2025 pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), busca evitar que o paciente tenha de refazer, na rede pública, um exame que já pagou na rede privada. Na avaliação do autor, a recusa desses exames por hospitais públicos atrasa tratamentos, inclusive cirúrgicos, e gera duplicidade de procedimentos e uso ineficiente de recursos. A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou que a medida desburocratiza o acesso e evita que exames percam a validade, o que obrigaria o paciente a pagar de novo do próprio bolso.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, Rodrigo Valadares (PL-SE), construído após negociação com o governo. Pela versão aprovada, os exames privados só serão aceitos se respeitarem os prazos de validade, os requisitos técnicos e os padrões de qualidade definidos pelo SUS. Os critérios detalhados dependerão de regulamentação posterior.
O governo havia se oposto inicialmente ao projeto, sob o argumento de que a medida poderia beneficiar quem tem condições de pagar e, com isso, furar a fila do SUS. A exigência de padrões definidos pelo próprio sistema foi uma sugestão do governo, acolhida pelo relator. O líder da federação PT, PV e PCdoB, Pedro Uczai (PT-SC), chegou a propor que a aceitação ficasse a critério da equipe médica, mas o relator manteve a obrigatoriedade, argumentando que ela não impede o médico de pedir novos exames. Segundo Uczai, a bancada votou a favor do texto porque a regulação, o controle técnico e a fiscalização seguem sob responsabilidade do SUS.
No Senado, o projeto será analisado pelas comissões e depois pelo Plenário. Se os senadores alterarem o texto, ele volta à Câmara; se o aprovarem sem mudanças, segue para sanção presidencial. Enquanto isso, as regras atuais continuam valendo em todas as unidades do SUS.
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Baixar áudioAprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados (CFT), o Projeto de Lei 1559/21 que fixa o piso salarial de R$ 6.500 para os farmacêuticos pode impactar os municípios em R$ 309 milhões por ano. O alerta é da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade aponta que a proposta não apresenta fonte de custeio adequada para financiar o piso salarial da categoria.
A confederação pondera que a ausência de fonte de custeio da medida contraria o disposto na Emenda Constitucional nº 128/2022, que veda a transferência de despesas relacionadas à prestação de serviços públicos aos entes federativos sem a correspondente previsão de recursos.
Segundo a entidade, cerca de oito a cada dez ocupações (82%) serão afetadas pela proposta. “A medida é especialmente grave diante de um cenário de aprovação de diversas pautas-bomba que têm asfixiado os entes locais”, avalia a confederação, em nota.
Após aprovação da CFT da Câmara, o texto seguiu para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Casa.
A CNM destaca que os Farmacêuticos integram equipes em todos os níveis de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A categoria realiza ações de assistência farmacêutica e dispensação de medicamentos, como nas farmácias básicas e de medicamentos especializados.
O texto garante adicional de 10% sobre o piso para quem atua como responsável técnico e estabelece o reajuste anual do valor com base na inflação (INPC). A CFT acolheu a versão aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família, que estendeu o benefício ao serviço público.
A CNM afirma que tem se mobilizado e alertado os parlamentares sobre o risco de aprovação do projeto para os cofres públicos municipais.
Copiar o textoSaiba as causas e 7 sinais de alerta
Baixar áudioSentir cansaço nas pernas após esforço físico é comum, mas alguns sinais merecem atenção. Segundo o cirurgião vascular Dr. Vitor Cervantes Gornati (CRM: 135.129/SP), "pernas que incham ao longo do dia podem indicar problemas no coração ou nos rins".
Varizes sugerem distúrbios circulatórios. Já formigamento ou dormência pode apontar para alterações nos nervos, como hérnia de disco.
Com o envelhecimento, também há perda de massa muscular, cerca de 3% a 4% a cada 10 anos após os 40 anos. Outros sinais de alerta são: pele escurecida ou avermelhada nas pernas, feridas que não cicatrizam (especialmente no tornozelo) e cansaço generalizado.
Se você percebeu algum desses sintomas, procure um clínico geral, cardiologista ou cirurgião vascular para uma avaliação.
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Copiar o textoInflação acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE
Baixar áudioO Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, após queda de 0,32% em agosto. A variação representa um avanço de 1,14 ponto percentual em relação ao mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses, acima dos 4,22% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, o índice havia sido de 0,48%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta de preços em setembro. O grupo Habitação registrou a maior variação, de 2,31%, e o maior impacto sobre o índice geral, com contribuição de 0,35 ponto percentual. Na sequência, apareceram Transportes, com alta de 0,89%, e Alimentação e bebidas, com avanço de 0,83%. Ambos contribuíram com 0,18 ponto percentual para o resultado do mês.
A energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro de 2026, tornando-se o item com maior impacto individual sobre o IPCA, com contribuição de 0,32 ponto percentual. O aumento ocorreu no contexto do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto, e da continuidade da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
Também foram incorporados reajustes nas tarifas de energia elétrica em Belém (6,63%), São Luís (5,42%) e Vitória (6,89%). Em sentido contrário, houve redução nas tarifas em Rio Branco (-5,20%) e Fortaleza (-6,65%), a partir de 26 de agosto. Segundo o IBGE, as quedas estão relacionadas à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Ainda no grupo Habitação, o gás encanado registrou alta de 0,05%, influenciado pelos reajustes de 10,21% em Curitiba e de 1,80% no Rio de Janeiro, ambos vigentes desde 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto subiu 0,13%, refletindo o reajuste de 6,94% em Vitória, em vigor desde 1º de setembro.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83% em setembro, após três meses consecutivos de recuo. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, pressionada principalmente pelo aumento do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).
Entre os produtos que ficaram mais baratos, destacaram-se o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).
A alimentação fora do domicílio também apresentou aceleração, passando de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. O item refeição subiu de 0,18% para 0,49% no período. Já o lanche desacelerou, passando de 0,62% para 0,47%.
O grupo Transportes registrou alta de 0,89% em setembro, influenciado pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas e pela elevação de 1,41% nos combustíveis.
Entre os combustíveis, os maiores aumentos foram observados no etanol (3,16%), no óleo diesel (1,69%), na gasolina (1,21%) e no gás veicular (0,10%). O subitem táxi teve variação de 0,20%, considerando o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte, vigente desde 8 de agosto.
Nos demais grupos pesquisados, Vestuário registrou alta de 0,71%; Comunicação, de 0,64%; Artigos de residência, de 0,27%; e Despesas pessoais, de 0,26%. As menores variações foram observadas em Saúde e cuidados pessoais (0,08%) e Educação (0,04%).
Entre as regiões pesquisadas, a cidade de Vitória apresentou a maior variação do IPCA em setembro, com alta de 1,08%. O resultado foi influenciado pelo aumento de 10,85% na energia elétrica residencial e de 43,19% no tomate.
A menor variação foi registrada em Rio Branco (0,53%), onde as quedas nas passagens aéreas (-14,13%) e nos ovos de galinha (-7,40%) contribuíram para conter o índice.
Nas demais regiões, as variações foram de 1,07% em Goiânia, 1,05% em Belo Horizonte, 0,96% em Porto Alegre, 0,89% em Brasília, 0,83% em São Paulo, 0,82% em São Luís, 0,77% no Rio de Janeiro, 0,74% em Salvador, 0,65% em Recife, 0,64% em Campo Grande, 0,63% em Curitiba, 0,62% em Belém, 0,57% em Fortaleza e 0,55% em Aracaju.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimentos monetários de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Para o cálculo de setembro de 2026, foram comparados os preços coletados entre 1º e 29 de setembro de 2026 com os preços vigentes entre 31 de julho e 31 de agosto de 2026.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, avanço de 1,14 ponto percentual em relação à queda de 0,32% observada em agosto. O indicador acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, a taxa havia sido de 0,52%.
Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 0,80% em setembro. Já os produtos não alimentícios saíram de -0,31% para 0,83% no mesmo período.
Regionalmente, a maior variação do INPC foi registrada em Belo Horizonte (1,09%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (6,53%) e da gasolina (3,79%). A menor variação ocorreu em Fortaleza (0,59%), onde as quedas do frango inteiro (-6,44%) e da roupa feminina (-2,39%) contribuíram para o resultado.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e considera famílias com rendimentos monetários de um a cinco salários mínimos, cujo responsável pelos rendimentos é assalariado. A coleta de preços para o índice de setembro ocorreu entre 1º e 29 de setembro de 2026.
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Baixar áudioO Brasil registrou uma queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis da doença no país, contra 1,5 milhão registrados até a mesma data de 2025.
Também houve redução nos casos de chikungunya e Zika. Em 2026, foram registrados 67.902 casos prováveis de chikungunya, número 43% menor que os 118.885 casos contabilizados no mesmo período de 2025. Já os casos de Zika somaram 2.141, uma queda de 35% em relação aos 3.724 registros do ano anterior.
Os dados constam no 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde. Também é possível acompanhar o levantamento dos casos pelo Painel de Monitoramento das Arboviroses.
Segundo o Ministério da Saúde, os resultados do LIRAa reforçam a importância da manutenção das medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. O levantamento também permite que os gestores locais direcionem as ações de acordo com a situação identificada em cada município.
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com a identificação e o tratamento de criadouros, além da orientação da população sobre medidas de prevenção. Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde prevê a formação de mais de 300 mil profissionais.
Entre as estratégias de controle do Aedes aegypti estão a Borrifação Residual Intradomiciliar em imóveis especiais — como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação —, as Estações Disseminadoras de Larvicida, e o método Wolbachia, que utiliza uma bactéria para reduzir a capacidade de transmissão de vírus pelo mosquito.
Outra ferramenta são as ovitrampas, dispositivos que permitem monitorar a presença do Aedes aegypti por meio da coleta de ovos do mosquito. A estratégia contribui para identificar áreas com maior presença do vetor e está presente em aproximadamente 2 mil municípios, fornecendo informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa.
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção durante o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti.
A pasta destaca que a participação da população é fundamental para evitar a formação de criadouros. A recomendação é realizar vistorias regulares dentro de casa e nas áreas externas para identificar e eliminar locais que possam acumular água.
Entre as principais orientações estão:
Mais informações estão disponíveis no Portal do Ministério da Saúde.
VEJA MAIS:
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Baixar áudioO Ministério da Saúde divulgou o resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Dos 3.732 municípios que informaram os dados epidemiológicos à pasta, 49,2% estão em situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.
Realizado entre maio e agosto de 2026, o levantamento aponta que a maior parte dos criadouros está em recipientes presentes no cotidiano da população. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água representam 42,3% dos focos identificados.
Na sequência, aparecem os reservatórios de água, como caixas-d’água e tonéis, com 26,1%, e pneus e resíduos sólidos, como garrafas PET, latas e entulho, que correspondem a 23% dos criadouros.
O tipo de criadouro encontrado varia de acordo com a região do país.
Segundo o Ministério da Saúde, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com a identificação e o tratamento de criadouros, além da orientação da população sobre medidas de prevenção. Até o fim deste ano, está prevista a formação de mais de 300 mil profissionais.
Entre as estratégias de controle do Aedes aegypti estão a Borrifação Residual Intradomiciliar em imóveis especiais — como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação —, as Estações Disseminadoras de Larvicida e o método Wolbachia.
Também são utilizadas as ovitrampas, dispositivos que permitem monitorar a presença do Aedes aegypti por meio da coleta de ovos do mosquito. A estratégia pode ajudar a identificar áreas com maior presença do vetor e está presente em aproximadamente 2 mil municípios, fornecendo informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa.
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção durante o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti.
A pasta destaca que a participação da população é fundamental para evitar a formação de criadouros. A recomendação é realizar vistorias regulares dentro de casa e nas áreas externas para identificar e eliminar locais que possam acumular água.
Entre as principais orientações estão:
Mais informações estão disponíveis no Portal do Ministério da Saúde.
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