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LOC.: Municípios que recebem grande número de turistas podem ganhar mais recursos com a Reforma Tributária. A mudança está relacionada ao novo modelo de cobrança de impostos, que passa a considerar o local onde o serviço é consumido, e não mais onde a empresa está sediada.
Na prática, isso significa que cidades com forte atividade turística poderão ficar com uma parcela maior da arrecadação gerada por gastos em hotéis, restaurantes, transporte, eventos e outros serviços utilizados pelos visitantes.
Segundo a Confederação Nacional de Municípios, a CNM, a mudança deve beneficiar destinos turísticos porque a tributação passará a ocorrer no destino final do consumo. Além disso, o atual Imposto Sobre Serviços será substituído gradualmente pelo Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS.
A entidade avalia que a medida corrige uma distorção do sistema tributário, que muitas vezes concentrava a arrecadação em municípios onde as empresas estavam registradas, mesmo quando a atividade econômica ocorria em outras cidades.
A transição para o novo modelo será gradual e contará com mecanismos para reduzir impactos sobre estados e municípios. Durante esse período, a distribuição das receitas levará em conta critérios de compensação e o histórico de arrecadação.
A reforma também exigirá adaptações das administrações municipais. Será necessário aprimorar cadastros, reforçar a fiscalização e ampliar o acompanhamento das atividades econômicas para garantir participação adequada na divisão dos recursos.
Outra medida prevista é a devolução de tributos sobre determinadas compras feitas por turistas estrangeiros. A proposta busca aumentar a competitividade do Brasil no mercado internacional de turismo.
Embora os principais efeitos devam aparecer ao longo dos próximos anos, a orientação é que os municípios iniciem desde já os preparativos para o novo sistema.
Reportagem, Marquezan Araújo