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LOC.: As novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central (BC), entraram em vigor no início de fevereiro e tem como foco a recuperação mais ágil dos valores transferidos de forma indevida.
A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passou a permitir o acompanhamento mais eficiente do percurso do dinheiro. A ferramenta passa a ser obrigatória a todos os bancos e instituições de pagamento que operam o Pix.
Conforme o Banco Central , as contas com denúncia de fraude podem ser bloqueadas imediatamente, antes mesmo da conclusão da análise.
A expectativa do Banco Central é aumentar a taxa de recuperação dos valores e reduzir o sucesso das fraudes.
A integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança também foi reforçada. Também foi ampliado o uso do autoatendimento nos aplicativos com o objetivo de agilizar a contestação para o usuário.
A estimativa do Banco Central é de que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação.
Em caso de golpe, o correntista deve contestar a transação o mais rápido possível pelos canais oficiais do banco. Se confirmada a fraude, o valor é devolvido.
Em análise no Senado, o Projeto de Lein° 133 de 2022, do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), cria a Lei de Segurança do Pix. A proposta estabelece mecanismos para recuperar valores transferidos em fraudes e exige uma atuação mais ativa das instituições financeiras contra os criminosos.
O texto já foi aprovado pela CCJ e aguarda designação de relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado.
Reportagem, Bianca Mingote