Voltar
Mecanismo que entra em vigor em 2027 vai separar automaticamente os tributos no momento do pagamento; confira recomendações para seu negócio
Baixar áudioLer ao vivoLevantamento da Abes mostra que só 3,67% das cidades avaliadas alcançaram os indicadores mais próximos das metas previstas para 2033
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A partir de janeiro de 2027, entra em vigor o split payment, mecanismo de arrecadação que separa automaticamente o valor dos tributos do montante pago pela mercadoria ou serviço no momento da transação. A mudança pode afetar o fluxo de caixa de empresas que utilizam o intervalo entre o recebimento da venda e o recolhimento dos impostos como uma espécie de capital de giro.
Segundo o advogado tributarista Guilherme Gabriel Cesco, os empresários precisam se preparar desde já para reduzir os impactos da reforma tributária.
TEC./SONORA: Guilherme Gabriel Cesco, advogado tributarista
“[Parte] do dinheiro que hoje passa pelo caixa da empresa vai diretamente para o Fisco, impedindo, por exemplo, que o tributo não seja pago para depois ser parcelado. Então o split payment é bom, por um lado, por garantir o crédito para as empresas adquirentes, mas, por outro lado, impacta o fluxo de caixa das empresas fornecedoras. O ponto central é preparar o caixa para assimilar essa diferença de ingressos de receitas. Não existe mágica: é necessário planejamento financeiro.”
LOC.: A Emenda Constitucional 132 de 2023 prevê a adoção do split payment de forma ampla e irrestrita para todas as atividades econômicas. No entanto, segundo Cesco, há a expectativa de que a ferramenta não seja disponibilizada para todos os setores e atividades econômicas logo no início.
TEC./SONORA: Guilherme Gabriel Cesco, advogado tributarista
“É possível que o sistema comece por determinados ramos de atividade ou operações B2B, ou seja, entre empresas. Pode ser, inclusive, que tenhamos algum atraso no lançamento, fazendo com que o mecanismo passe a valer somente no segundo semestre de 2027 ou mais tardar em 2028.”
LOC.: Na última semana, a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços divulgaram o manual técnico do split payment. O documento reúne as especificações necessárias para o desenvolvimento de uma plataforma que fará a integração entre instituições financeiras e meios de pagamento com o sistema do IBS-CBS, atualmente em construção.
Também foi disponibilizado o Swagger, ferramenta que permite documentar, descrever e testar aplicações de forma interativa, facilitando a integração dos sistemas das instituições financeiras com a futura plataforma do split payment.
Os documentos podem ser consultados no portal consumo.tributos.gov.br, por meio do menu lateral da página.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A poucos anos do prazo definido para a universalização do saneamento básico no Brasil, os indicadores mostram que o desafio ainda está longe de ser superado na maior parte do país.
Levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, a Abes, revela que apenas NOVENTA E QUATRO das DUAS MIL QUINHENTAS E CINQUENTA E OITO cidades analisadas apresentam condições compatíveis com a meta de ampliar o acesso à água e ao esgoto. O número corresponde a apenas TRÊS VÍRGULA SESSENTA E SETE POR CENTO dos municípios avaliados.
O estudo considerou cinco critérios: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento do esgoto gerado, coleta de lixo domiciliar e destinação adequada dos resíduos sólidos.
Entre as capitais, Curitiba foi a única a atingir pontuação suficiente para integrar a categoria mais alta do ranking. Já entre os municípios de grande porte, os melhores resultados ficaram com Leme, em São Paulo, Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e Santa Bárbara d'Oeste, também no estado paulista.
No Norte do país, o cenário ainda preocupa. Belém, Macapá, Manaus e Porto Velho aparecem entre as capitais com os piores resultados do levantamento, indicando que os avanços seguem em ritmo insuficiente para o cumprimento das metas.
Para o presidente nacional da Abes, Marcel Sanches, o país precisa enfrentar o problema de forma ampla. ABRE ASPAS: "A universalização não será alcançada se o país olhar apenas para uma parte do problema". FECHA ASPAS.
O marco legal do saneamento, sancionado em junho de 2020, prevê que, até 2033, NOVENTA E NOVE POR CENTO da população tenha acesso à água potável e NOVENTA POR CENTO seja atendida por coleta e tratamento de esgoto.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A cobrança por mais transparência na aplicação das chamadas emendas Pix ganhou um novo capítulo no Supremo Tribunal Federal. Estados e municípios que não apresentarem informações sobre recursos destinados à realização de eventos poderão ser multados, conforme decisão do ministro Flávio Dino.
A medida prevê multa diária equivalente a UM POR CENTO do valor de cada emenda para os entes que deixarem de apresentar planos de trabalho, complementação de cadastros ou relatórios de gestão referentes a recursos transferidos entre 2020 e 2024. A cobrança será mantida até a regularização das pendências.
O Ministério do Turismo terá DEZ dias para identificar e notificar os gestores que estiverem em situação irregular. No mesmo prazo, a pasta deverá atualizar os dados sobre emendas destinadas a eventos que ainda não tiveram a prestação de contas concluída.
Segundo o ministério, existem CENTO E VINTE E SEIS planos de trabalho cadastrados. Do total, CINQUENTA E QUATRO estão em fase de complementação e SETENTA E DOIS já foram aprovados. Também foram incorporados VINTE E NOVE novos relatórios de gestão.
Ao justificar a medida, Flávio Dino afirmou que ainda existem falhas na transparência e no acompanhamento da aplicação desses recursos.
Além das multas, o STF determinou que a Controladoria-Geral da União realize auditorias nos entes que já apresentaram documentação. A fiscalização vai analisar contratos, valores pagos, preços praticados e a compatibilidade dos gastos com o porte dos eventos realizados.
A Confederação Nacional de Municípios orienta os gestores a cumprirem os prazos e reforça que o preenchimento dos relatórios de gestão continua obrigatório.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A plataforma de cursos gratuitos voltada aos trabalhadores da cultura alcançou a marca de 300 mil inscritos. //
Idealizada pelo Ministério da Cultura, a Escult oferece cursos de formação para a cultura e economia criativa. //
Há dois anos a iniciativa do MinC amplia o acesso à qualificação profissional para o setor cultural em todo o país e no mundo. //
A Escult está presente em 3.958 municípios brasileiros atuando em todos os estados e no Distrito Federal. //
O site também apresenta acessos em mais de 40 países e em mais de 100 cidades fora do Brasil. //
A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, fala sobre o crescimento da plataforma. //
TEC./SONORA: SECRETÁRIA CLÁUDIA
“Temos alunos na África, temos alunos da América Latina, alunos da Europa, alunos em vários continentes e temos mais de 300 mil matriculados e matriculadas, o que demonstra que o nosso crescimento nos próximos 2 anos, nos próximos 5 anos, nos próximos 10 anos será exponencial”.
LOC.: Acesse o site www.escult.cultura.gov.br e conheça os cursos que são ofertados gratuitamente. //
Desde o lançamento, em janeiro de 2024, a plataforma ultrapassou a marca de 4 milhões de acessos e visitas. / Até o momento, 65.908 certificados foram emitidos. //
Além dos cursos livres, na Escult tem curso de Formação Inicial e Continuada (FIC); cursos técnicos; e de pós-graduação. //
Entre os cursos com maior número de participantes matriculados estão: Edição de vídeo; Analista e Parecerista de Projetos Culturais; Animação Digital; e Produção Audiovisual. //
A plataforma reforça o papel estratégico da formação profissional para o fortalecimento do setor cultural brasileiro. / Destaca a secretária Cláudia Leitão. //
TEC./SONORA: SECRETÁRIA CLÁUDIA
"Precisamos formar pessoas para o novo trabalho. Precisamos formar técnicos, precisamos formar pessoas que vão trabalhar cada vez mais dentro do chamado segmentos culturais e criativos que compõem a economia criativa”.
LOC.: Para saber mais acesse o site www.escult.cultura.gov.br
LOC.: O Ministério da Agricultura e Pecuária instalou, em Brasília, a Câmara Temática das Mulheres Rurais. O novo colegiado foi criado para ampliar a participação feminina no campo e contribuir para a elaboração de políticas públicas voltadas às trabalhadoras e produtoras rurais.
A Câmara será vinculada ao Conselho Nacional de Política Agrícola e vai reunir representantes do governo, universidades, cooperativas, entidades do setor produtivo, organismos internacionais e movimentos sociais.
Entre as atribuições do grupo estão identificar desafios enfrentados pelas mulheres no meio rural, propor ações para ampliar oportunidades, incentivar o empreendedorismo feminino e fortalecer o acesso a mercados.
Atualmente, o Brasil possui mais de CINCO MILHÕES de estabelecimentos agropecuários. Desse total, aproximadamente NOVECENTOS E QUARENTA E SETE MIL são dirigidos por mulheres, o que representa DEZENOVE POR CENTO das propriedades rurais do país.
Em comparação com o Censo Agropecuário de 2006, o número de mulheres na direção de estabelecimentos rurais cresceu QUARENTA E QUATRO VÍRGULA DOIS POR CENTO.
Durante a cerimônia, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o avanço da presença feminina em cargos de liderança.
TEC./SONORA: André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária
“Hoje, as mulheres são ministras do Planejamento, da Saúde, da Fazenda; são presidente da República. Elas, hoje, ocupam, de forma crescente e muito eficiente, espaços importantes de poder. Quero dizer que estou muito feliz por viver esse momento.”
LOC.: A presidente da Câmara, Ângela Peres, afirmou que o colegiado terá a missão de acompanhar e propor políticas voltadas à inclusão produtiva, à autonomia econômica e à ampliação das oportunidades para as mulheres do campo.
A Câmara Temática das Mulheres Rurais reúne VINTE E TRÊS instituições dos setores público e privado e realizará reuniões periódicas para discutir ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na agropecuária brasileira.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A produção industrial de Goiás voltou a crescer e apresentou resultado acima da média nacional em abril deste ano. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, mostram que a indústria goiana registrou crescimento de SEIS VÍRGULA DOIS POR CENTO na comparação com abril de 2025.
O desempenho foi o terceiro melhor entre os estados brasileiros. No mesmo período, a indústria nacional cresceu DOIS VÍRGULA SETE POR CENTO.
Na comparação entre março e abril deste ano, com ajuste sazonal, Goiás apresentou elevação de UM VÍRGULA SETE POR CENTO. O resultado corresponde a mais que o dobro da média do país, que ficou em ZERO VÍRGULA SETE POR CENTO. Com isso, o estado alcançou a quinta posição do ranking nacional e marcou o segundo mês seguido de crescimento da atividade industrial.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a produção industrial goiana teve salto de UM VÍRGULA UM POR CENTO. Já no acumulado dos últimos doze meses, a alta chegou a DOIS VÍRGULA SEIS POR CENTO, o quinto melhor resultado do país.
Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho da indústria goiana estão a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com crescimento de SETENTA E SETE POR CENTO.
Além desses, se destacaram a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com avanço de SETENTA E QUATRO POR CENTO; a produção de produtos de metal, que cresceu VINTE E OITO VÍRGULA QUATRO POR CENTO; e a indústria farmoquímica e farmacêutica, com alta de VINTE E CINCO VÍRGULA TRÊS POR CENTO.
Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho, os resultados atestam a expansão da atividade industrial goiana. Segundo o gestor, o estado tem ampliado sua capacidade produtiva em setores estratégicos e colhido os resultados de uma política voltada à atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da indústria.
A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE acompanha, todos os meses, o comportamento das indústrias extrativas e de transformação no Brasil, permitindo analisar a evolução da produção industrial nos estados e no país.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (12) em alta no interior do Paraná e queda no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão registra elevação de 0,18% e é negociado a R$ 125,73; na segunda, a mercadoria tem redução de 0,34% e é cotada a R$ 131,78.
O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e no Rio Grande do Sul.
No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.377,98, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.325,29.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (12) em alta de 1,01%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.412,22 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve valorização, com elevação de 1,28%, sendo comercializado a R$ 967,40.
O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 92,18, após baixa de 0,18%.
Em Santos (SP), houve redução de 1,07%, e a mercadoria é negociada a R$ 102,45 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,03, após queda de 0,09%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo