Destaques de Sexta-feira, 23 de Outubro

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LOC.: A média das pesquisas de segundo turno reunidas pelo Opinião Inteligência Política dá a Flávio Bolsonaro 51,2% de intenção dos votos válidos, contra 48,8% de Lula. O agregador soma 26 pesquisas de 14 institutos feitas desde o primeiro turno, e Flávio aparece à frente em 23 delas. É a menor diferença média da série e corresponde a cerca de 2 milhões e 800 mil votos.

A aproximação acontece às vésperas do segundo turno. Na pesquisa divulgada na véspera do primeiro turno, o Datafolha havia dado vantagem a Lula. Nas urnas, Flávio terminou com 47% dos votos válidos e Lula com 45%, diferença de 1,9 ponto, ou pouco mais de 2 milhões e 200 mil votos.

Para Alexandre Garcia, CEO do Opinião, o cenário é de poucas mudanças, mesmo com debate, propaganda e novos apoios.

TEC./SONORA: Alexandre Garcia, CEO do Opinião Inteligência Política
"O eleitor já chegou para o segundo turno com o voto praticamente definido. São dois nomes muito conhecidos, dois projetos que o país já experimentou nos últimos anos e a maioria já decidiu faz tempo de que lado estaria."


LOC.: O estudo recebeu o título de voto estável, rejeição em movimento. A variável de Lula foi o único indicador a se mover na última semana: segundo a Quaest, caiu de 53 para 47%, abaixo da de Flávio, ainda que em outros institutos registraram quedas menores ou estabilidade. Mas apesar da oscilação, Garcia observa que esse movimento ainda não se refletiu em maior intenção de voto para o petista, o que não está descartado, a depender do debate da Globo nesta sexta-feira, última oportunidade de grande audiência para os candidatos, e do maior comparecimento dos eleitores às urnas.

TEC./SONORA: Alexandre Garcia, CEO do Opinião Inteligência Política
"Com uma diferença tão pequena, a eleição pode ser decidida por quem sai de casa no domingo, mais do que quem muda de voto nessa reta final"


LOC.: O que mais pesa contra Lula é o histórico. Segundo Garcia, as pesquisas captam um resultado inferior dos adversários do PT ao que de fato foi observado nas últimas seis eleições. Com isso, a estimativa do instituto dá a Flávio de 71% a 79% de probabilidade de vitória, contra 21 a 29% de Lula.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios, a CNM, aponta ue DUZENTOS E SETENTA E UM municípios chegaram a zerar as vendas para o mercado norte-americano após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Antes da imposição das tarifas, essas cidades registravam receitas de 588 milhões de reais com as exportações para os EUA.

Outros OITOCENTOS E SESSENTA E QUATRO municípios também foram afetados, com queda média de 30% no valor exportado.

O estudo aponta ainda que 657 municípios, o equivalente a 58% do total afetado, não conseguiram compensar as perdas com vendas para outros países. Os impactos foram mais severos, principalmente, em cidades de pequeno porte, que enfrentam mais dificuldades para encontrar novos compradores.

Entre os setores mais prejudicados estão as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. Juntos, esses cinco segmentos acumularam perdas de um bilhão de dólares.

No setor petrolífero, o volume exportado caiu 28%. Já as vendas de café para o exterior tiveram redução de 43% na quantidade embarcada.

No caso do suco de laranja, o preço médio caiu 33,7%, apesar do aumento de 13,6% na quantidade exportada.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alertou em nota, que os efeitos das barreiras comerciais podem comprometer a arrecadação dos municípios e a manutenção dos empregos.

Segundo ele, diversificar os mercados compradores é uma das estratégias para reduzir a dependência dos Estados Unidos e proteger as economias locais.

Para a entidade, ampliar as parcerias comerciais e fortalecer a diversificação produtiva pode ajudar os municípios a enfrentar oscilações no comércio internacional.

Com informações da  Agência CNM de Notícias
 

LOC.: A insatisfação dos empresários industriais com a lucratividade dos negócios atingiu o pior nível desde a pandemia. Segundo a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, o índice de satisfação com a margem de lucro recuou no terceiro trimestre de 2026 para 42,2 pontos. É o menor patamar desde o segundo trimestre de 2020.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribui o resultado à pressão dos custos de produção e à redução da demanda.

TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI

“Isso é o resultado do acúmulo de uma pressão de custos, entre algumas razões está a guerra no Oriente Médio. E, adicionalmente, há uma redução da demanda e, naturalmente, uma redução do faturamento das empresas, o que afeta a saúde financeira e a lucratividade.”


LOC.: A insatisfação também aumentou em relação ao acesso ao crédito e à situação financeira das empresas, cujos índices recuaram para 39,4 e 47,4 pontos, no terceiro trimestre.

Pelo terceiro mês consecutivo, o índice que compara o nível efetivo dos estoques ao planejado pelos empresários avançou. Em setembro, o indicador subiu para 50,8 pontos.

Segundo Azevedo, o resultado reflete a frustração dos industriais com a demanda. As empresas esperavam manter ou reduzir a produção, mas as vendas ficaram abaixo do previsto, dificultando o escoamento dos produtos armazenados.

TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI

“O problema é que normalmente, para se ter um avanço ou retomada da produção, primeiramente o empresário vai precisar queimar esses estoques. E é custoso manter os estoques, para que, até lá, haja uma melhora eventual da demanda e comece a refletir de fato em aumento da atividade industrial.”


LOC.: Outros indicadores também apontam para o enfraquecimento da atividade industrial. Em setembro, o índice de evolução da produção ficou em 46,7 pontos e o indicador de evolução do número de empregados fechou em 48 pontos.

Na contramão dos demais indicadores, a Utilização da Capacidade Instalada aumentou para 70%.

Os índices de expectativas dos industriais apresentaram poucas mudanças na passagem de setembro para outubro. Apesar das pequenas variações, todos permaneceram abaixo das respectivas médias históricas.

O levantamento completo está disponível no site cni.portaldaindustria.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027. Tem oportunidades em diferentes estados brasileiros, com bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria. Os critérios variam conforme cada departamento regional.

As ofertas abrangem Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Os interessados devem consultar os canais oficiais do SESI em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.

Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.

A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.

Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.

Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.

TEC./SONORA: Wisley Pereira, superintendente de Educação do SESI

“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente.”


LOC.: Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.

A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.

Saiba mais em sesieducacao.com.br, sem til e sem acento… repetindo sesieducacao.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Empresárias do Distrito Federal defendem mais acesso ao crédito e participação na construção de políticas públicas para fortalecer os negócios liderados por mulheres. O tema foi discutido na última terça-feira, em Brasília, durante encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal, o CMEC.

A reunião deu continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que busca aproximar lideranças empresariais e parlamentares para acompanhar projetos de lei e ampliar medidas de apoio ao empreendedorismo feminino.

A presidente nacional do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a importância dessa aproximação.
 

TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente nacional do CMEC

“Para a gente é muito importante essa rede, linkando o setor privado com o setor legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas.”
 


LOC.: A presidente do CMEC Plano Piloto, Aline Castelo, afirmou que a mobilização também incentiva as mulheres a reconhecerem seu papel nas decisões que impactam a economia e seus próprios negócios.

TEC./SONORA: Alíne Castelo, presidente do CMEC Plano Piloto

“A mulher é protagonista, as empresárias são protagonistas, e cada evento desse que acontece fortalece mais essa ideia.”
 


LOC.: Entre os principais desafios estão as dificuldades para obter financiamento, a burocracia e a falta de estrutura para conciliar trabalho e responsabilidades familiares.

A vice-presidente do CMEC Lago Sul, a advogada tributarista Miriam Lavocat, ressaltou que políticas públicas voltadas às empreendedoras são fundamentais para que elas consigam manter e expandir suas empresas.

TEC./SONORA: Miriam Lavocat, advogada tributarista

“Existe uma dificuldade muito grande para a obtenção de crédito, para vencer a burocracia e, acima de tudo, para poder se manter e se estabilizar no mercado.”
 


LOC.: Durante o encontro, o CMEC também entregou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão, uma carta-compromisso para integrar a rede parlamentar. A Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas reúne lideranças empresariais e representantes do Legislativo em torno de pautas como acesso ao crédito, qualificação profissional e proteção patrimonial, com o objetivo de ampliar as oportunidades e fortalecer a autonomia econômica das mulheres.

Reportagem, Juline Pogorzelski.
 

LOC.: O planejamento por microbacia hidrográfica é uma das principais recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, para reduzir os impactos do El Niño 2026/2027 na produção agropecuária da Região Sul.

As projeções indicam chuvas volumosas e concentradas, muitos dias nublados e temperaturas de inverno acima da média. O cenário aumenta os riscos de erosão, perda de nutrientes, encharcamento do solo e redução da qualidade dos produtos colhidos.

O excesso de umidade também pode favorecer doenças nas plantas. Já tempestades, ventos fortes e granizo podem provocar danos às lavouras e aos pomares.

Entre as culturas mais expostas estão os cereais de inverno, como trigo e cevada, além de arroz irrigado, soja, milho, frutas de clima temperado e hortaliças.

Para reduzir os prejuízos, a Embrapa recomenda que os produtores planejem o manejo da água considerando toda a microbacia hidrográfica, e não apenas os limites de cada propriedade. A orientação é adotar práticas de conservação do solo e retenção de água nas áreas mais altas, para reduzir enxurradas e inundações nas baixadas.

Outras medidas incluem manter o solo protegido por cobertura vegetal, melhorar a drenagem, escalonar a semeadura e acompanhar as previsões meteorológicas e as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc.

Para os cereais de inverno, a recomendação é escolher cultivares resistentes a doenças e planejar a colheita antes da chegada de períodos chuvosos, com possibilidade de secagem artificial dos grãos.

No cultivo de soja e milho, a Embrapa orienta reforçar a cobertura vegetal do solo e intensificar o monitoramento de doenças. Já para o arroz irrigado, o planejamento do ciclo da cultura deve considerar a disponibilidade de radiação solar e as condições climáticas.

As orientações fazem parte de notas técnicas elaboradas pela Embrapa sobre os riscos do El Niño para diferentes regiões do país.

O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, também disponibiliza a página especial El Niño Agro, com informações e recomendações para apoiar decisões no campo.

O conteúdo pode ser consultado no portal do Ministério da Agricultura, em gov.br/agricultura.

Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Norte pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.

Reportagem, Bianca Mingote
 

O café arábica sobe zero vírgula sessenta e sete por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a mil seiscentos e vinte reais e noventa e dois centavos, em São Paulo. O robusta registra alta de zero vírgula zero nove por cento, a novecentos e sessenta e oito reais e oitenta e sete centavos.

Já o açúcar cristal cai zero vírgula zero seis por cento na capital paulista, a cento e vinte e cinco reais e cinquenta e nove centavos. Em Santos, a queda é de zero vírgula trinta por cento.

O milho recua zero vírgula zero seis por cento, com a saca de sessenta quilos negociada a sessenta e quatro reais e trinta centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa. 

O boi gordo registra queda de zero vírgula zero um por cento, com a arroba cotada a trezentos e oitenta reais e quarenta centavos, em São Paulo.

O frango congelado custa oito reais e quarenta e nove centavos por quilo, enquanto o resfriado é vendido a oito reais e cinquenta centavos.

Já a carcaça suína especial mantém estabilidade, a dez reais e trinta e oito centavos por quilo. No Rio Grande do Sul, o suíno vivo é comercializado a cinco reais e noventa e dois centavos por quilo.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.