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Governo estadunidense anunciou tarifa adicional de 12,5% sobre exportações brasileiras; medida se soma à sobretaxa de 25% que já entrou em vigor
Baixar áudioLer ao vivoDecisão atinge 46 municípios de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará, Paraná e Rio de Janeiro e reforça exigências de prestação de contas para liberação de recursos federais
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Diante da escalada das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Ricardo Alban, afirmou que a principal estratégia para reduzir os impactos sobre a indústria nacional é manter as negociações entre os dois países.
Depois de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), uma nova tarifa adicional de 12,5%, sob a alegação de falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado.
Após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, Alban reforçou — em entrevista coletiva — que o setor produtivo continuará apoiando os esforços do governo brasileiro para buscar uma solução negociada.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando.”
LOC.: Segundo Alban, governo e setor produtivo definiram uma estratégia em duas frentes: medidas emergenciais para apoiar as empresas afetadas e ações estruturantes voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Começamos uma discussão de — dentro da política industrial — constituir uma sétima missão voltada para as cadeias produtivas internacionais, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias no Brasil.”
LOC.: A proposta da CNI é criar uma sétima missão, de caráter transitório, destinada a apoiar os setores industriais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e fortalecer a competitividade da indústria brasileira nos mercados internacionais.
Para isso, segundo Alban, será criado um grupo de trabalho coordenado pela CNI, reunindo os setores industriais mais impactados e as federações estaduais da indústria com atuação no comércio exterior. O MDIC ficará responsável por articular os órgãos públicos que participarão da iniciativa.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC: O Supremo Tribunal Federal suspendeu a execução de mais de 125 milhões de reais em emendas parlamentares destinadas a 46 municípios de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
A decisão, do ministro Flávio Dino, atinge recursos para áreas como saúde, turismo e desenvolvimento urbano e foi motivada pelo descumprimento de exigências de transparência e prestação de contas.
Após a decisão, a Confederação Nacional de Municípios orientou prefeitos e equipes técnicas a reforçarem os mecanismos de controle e a manterem atualizadas as informações sobre a aplicação dos recursos em plataformas oficiais.
Segundo a entidade, falhas na prestação de contas podem levar ao bloqueio de novos repasses e comprometer investimentos e serviços públicos financiados por emendas parlamentares.
A decisão do STF reforça que a transparência é um requisito para garantir a correta aplicação do dinheiro público e permitir a fiscalização dos recursos pela sociedade.
As hospitalizações por vírus respiratórios começam a apresentar sinais de queda em grande parte do Brasil. O dado é do mais recente boletim InfoGripe, da Fiocruz, que aponta redução dos casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório e pelas influenzas A e B.
Apesar da melhora no cenário nacional, especialistas alertam que alguns estados ainda registram níveis elevados de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com destaque para Acre, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a tendência de crescimento permanece.
O boletim também reforça que a população deve manter a vacinação em dia contra a influenza, a Covid-19 e, no caso das gestantes, contra o Vírus Sincicial Respiratório. Além disso, medidas como higienizar as mãos, usar máscaras em unidades de saúde e evitar contato com pessoas gripadas continuam sendo importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.
Os dados mostram ainda que as crianças de até dois anos seguem sendo as mais afetadas pelos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, enquanto a mortalidade continua maior entre pessoas com 65 anos ou mais, principalmente em decorrência da influenza A.
Segundo o InfoGripe, mais de 120 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave já foram notificados em 2026, reforçando a importância da vigilância epidemiológica, da imunização e da prevenção para evitar novas internações.
Nas últimas quatro semanas, o vírus sincicial respiratório respondeu pela maior parte dos casos positivos, enquanto a Covid-19 manteve baixa circulação em todas as faixas etárias.
As informações são do Boletim InfoGripe, da Fiocruz.
Reportagem, Viviane Bessa.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social publicou novas regras para a atualização do Cadastro Único. A principal mudança adia para primeiro de julho de 2027 a obrigatoriedade de entrevistas domiciliares para famílias de uma só pessoa. A medida ocorre após um acordo entre o ministério, o INSS e a Defensoria Pública da União, homologado pela Justiça Federal.
Com a decisão, a falta da visita domiciliar não vai impedir a inscrição no cadastro, nem o recebimento do Bolsa Família ou do BPC. Até lá, o atendimento para esse público pode continuar sendo feito presencialmente nos postos de cadastramento.
A nova portaria mantém a exigência de atualizar os dados a cada vinte e quatro meses para garantir a continuidade dos benefícios. O cronograma completo deste processo deve ser publicado pelas secretarias locais até trinta e um de dezembro deste ano. Além disso, a visita em casa poderá ser dispensada para famílias em áreas de violência, locais de difícil acesso, municípios em situação de calamidade, pessoas em situação de rua, indígenas e quilombolas.
Por outro lado, a entrevista domiciliar segue obrigatória para novas inclusões no Bolsa Família e para casos com indícios de irregularidades. O governo federal também terá que revisar normas internas para evitar que a falta da visita provoque o bloqueio automático dos pagamentos.
A Confederação Nacional de Municípios avalia que a mudança alivia a pressão sobre as prefeituras e evita cortes imediatos. No entanto, a entidade alerta que a solução é temporária, já que a lei de atualização periódica continua em vigor e as cidades ainda enfrentam desafios operacionais e financeiros.
As informações são do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Reportagem, Viviane Bessa.
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (24) com recuo de 0,51%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.692,59 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve recuo de 1,48%, sendo comercializado a R$ 1.066,24.
O preço do açúcar cristal apresenta queda de 0,21% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 91,49.
Em Santos (SP), houve recuo de 0,17%, e a mercadoria é negociada a R$ 105,90 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,55 após aumento de 0,43%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
A saca de 60 quilos da soja inicia esta sexta-feira (24) em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta aumento de 1,04%, com a saca negociada a R$ 139,28. Em Paranaguá, o aumento foi de 1,39%, levando a cotação para R$ 147,47.
O trigo mantém aumento de preço no Rio Grande do Sul e recuo no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.394,69. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.304,86.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa