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Quase metade das cidades estão localizadas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que contam com quatro entes impedidos cada; confira a lista completa
Baixar áudioLer ao vivoManifesto entregue aos participantes reune 14 eixos estratégicos; CACB defendeu atenção às micro e pequenas empresas e prioridade para a reforma administrativa
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Até o último dia 17 de agosto, VINTE E SETE municípios brasileiros estavam bloqueados para recebimento do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. A maioria dessas cidades está localizada nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que contam com quatro entes impedidos cada. Na sequência aparece Tocantins e Sergipe, com três cidades cada. O próximo repasse está previsto para esta quinta-feira, 20 de agosto.
As prefeituras de todo o país partilham, neste decêndio, a segunda parcela de agosto do FPM. O total é de R$ 1,8 bilhão.
O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que o bloqueio pode ocorrer por diferentes motivos, como dívidas com a União, parcelas atrasadas de empréstimos ou a falta de prestação de contas. Ele orienta que as prefeituras busquem saber o que motivou bloqueio para normalizar o repasse.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Para aqueles municípios que estiverem bloqueados, é importante que o gestor procure inicialmente saber qual o motivo do bloqueio, que pode ser o não pagamento de algum empréstimo feito com o aval da União, a não entrega dos relatórios exigidos pela lei de responsabilidade fiscal, e também pode ser o não cumprimento dos mínimos constitucionais em saúde ou educação. Cabe ao gestor tentar descobrir junto ao Tesouro Nacional qual o motivo do seu bloqueio para que possa realizar os ajustes necessários.”
LOC.: Entre os municípios que estão impedidos de receber os repasses estão Maragogi, em Alagoas; Taperoá, na Bahia; Domingos Martins, no Espírito Santo; Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso; Prainha, no Pará; Piratuba, em Santa Catarina.
Também integram a lista Alfenas, Cantagalo, Itambé do Mato Dentro e Unaí, em Minas Gerais.
Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, precisa conhecer o motivo e regularizar a situação.
Em caso de inclusão na lista de bloqueadas do FPM, a prefeitura não perde os recursos de forma definitiva, os quais ficam apenas congelados enquanto as pendências não são regularizadas.
A lista completa de entes impedidos de receber recursos da União pode ser acessada em www.tesourotransparente.gov.br ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC: Representantes dos setores de comércio e serviços apresentaram, nesta terça-feira, dia 18, em Brasília, propostas aos pré-candidatos à Presidência da República.
O encontro, promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços, a UNECS, discutiu temas como crescimento econômico, competitividade, segurança jurídica e ambiente de negócios.
A entidade também entregou um manifesto com 14 eixos estratégicos, com propostas relacionadas à redução do Custo Brasil, empreendedorismo, ambiente regulatório, geração de empregos e investimentos.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, que integra a UNECS, levou ao encontro pautas relacionadas ao associativismo empresarial e às micro e pequenas empresas. O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, destacou a possibilidade de apresentar sugestões para os programas de governo.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
"A CACB está muito preocupada com o encaminhamento do eventual presidente da República no próximo mandato, com respeito ao crescimento econômico, ao desenvolvimento econômico do país e o cuidado com as micro e pequenas empresas. A gente poderia enumerar aqui vários temas, e um deles é a reforma administrativa, que nós achamos que deve ser prioritária para que no dia 1º de fevereiro, quem estiver no comando já estabeleça, junto com o Congresso Nacional a pauta da discussão da reforma administrativa."
LOC.: O presidente da UNECS, Leonardo Miguel Severini, destacou a participação do comércio e dos serviços na economia brasileira. Segundo ele, o encontro foi realizado em conversas individuais com os pré-candidatos, sem formato de debate.
TEC./SONORA: Leonardo Miguel Severini, presidente da UNECS
“Nós representamos quase 70% do PIB, e é através da UNECS que a gente estimula e subsidia a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço nas pautas. A gente procura promover uma conversa com cada um dos candidatos. Não é um debate, mas é uma conversa específica com cada um separadamente, onde a gente procura extrair deles o melhor para efeito de entender qual se encaixa nas nossas pautas que são liberdade econômica, segurança jurídica, isonomia regulatória, tudo que faz com que a economia e o dinheiro circulem.”
LOC: O encontro ‘Diálogo pelo Futuro do Brasil’ aconteceu em Brasília. Participaram da programação Augusto Cury, do Avante; Renan Santos, do Missão; o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, do PL; e Ronaldo Caiado, do PSD.
Reportagem, Juline Pogorzelski, locução, Paloma Custódio
LOC.: A implementação da Reforma Tributária sobre o Consumo vai remodelar todo o sistema econômico brasileiro. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, alerta que as entidades empresariais sem fins lucrativos devem se preparar para revisar as receitas, estatutos, contratos, escrituração contábil e procedimentos fiscais.
A principal fonte de renda dessas instituições é a contribuição associativa, que está isenta da cobrança dos novos impostos: o IBS e a CBS, que passam a incidir a partir de 2027.
Entretanto, as associações desenvolvem outras atribuições que geram receitas, chamadas de atividades contraprestacionais. São serviços como proteção ao crédito, locações, eventos, cursos, treinamentos, intermediação de negócios.
Nesses casos, a perspectiva é que haja incidência de tributos, o que demanda adequação setorial, como destaca Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente e coordenador do Comitê Jurídico da CACB.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente e coordenador do Comitê Jurídico da CACB
“Isso traz um desafio que é, obviamente, tratar adequadamente as receitas que não serão tributadas, especialmente as mensalidades estatutárias, devidamente previstas, então, nos estatutos sociais das demais receitas dessas entidades que passarão a ser tributadas no novo regime.”
LOC.: A CACB também destacou a necessidade de que os documentos fiscais referentes a reembolsos não sejam emitidos em nome da entidade.
Os contratos também deverão ser revisados durante a transição para o novo modelo tributário, com especial atenção às cláusulas de preço, à incidência dos novos tributos, aos créditos decorrentes das operações e à definição do responsável pelo recolhimento das tarifas.
Fernando Canutto, advogado especialista em Direito Empresarial, destaca que o modelo exige a profissionalização da gestão das associações.
TEC./SONORA: Fernando Canutto, advogado sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Empresarial
“Não representa só uma mudança de como recolher tributos. Isso é uma mudança cultural, de governança corporativa. De fato, agora todo e cada centavo, que entra ou que sai, vai estar muito bem lastreado, assim como a decisão de como usar ou como receber esse dinheiro também. Então, a mentalidade, a cultura vai ter que ser alterada.”
LOC.: Para facilitar o entendimento dos gestores associativos ao novo sistema tributário, a CACB elaborou uma cartilha com orientações. O documento explicativo sobre os principais pontos da reforma tem oito páginas e está disponível no site da confederação: www.cacb.org.br.
Reportagem, Álvaro Couto. Locução, Marquezan Araújo.
LOC.: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que vai encaminhar três propostas consideradas prioritárias para análise das comissões, entre elas a que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.
No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, não é razoável levar o tema à votação em meio ao período eleitoral. A entidade defende que uma eventual mudança nas regras trabalhistas deve ser discutida com base em critérios técnicos e com a participação dos diferentes setores envolvidos.
Segundo o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, uma decisão dessa dimensão deve considerar os impactos econômicos, sociais e produtivos da medida, sem a influência do calendário eleitoral e da polarização política.
TEC./SONORA: Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI
“O Brasil possui uma economia diversificada, e as relações de trabalho não são iguais em todos os setores. A realidade da indústria é diferente da realidade do comércio, da saúde, dos serviços, da agricultura ou de tantas outras atividades. Existem diferentes jornadas, modelos de operação, níveis de produtividade e necessidades específicas que precisam ser considerados.”
LOC.: Furlan defende a ampliação do debate, com a participação dos diferentes setores envolvidos e uma análise detalhada dos possíveis efeitos sobre emprego, produtividade, custos, competitividade e organização da produção.
TEC./SONORA: Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI
“O objetivo deve ser encontrar uma solução equilibrada e sustentável para o país. Uma mudança estrutural das relações de trabalho não pode ser transformada em instrumento de disputa eleitoral. Deve ser resultado de um debate técnico, responsável e plural, capaz de considerar a complexidade e a diversidade do mundo do trabalho brasileiro.”
LOC.: Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até 267 bilhões de reais por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas.
Projeções da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O efeito cascata decorrente da aplicação do piso nacional do magistério a diferentes níveis da carreira pode pressionar os orçamentos dos municípios brasileiros. O alerta é da Confederação Nacional de Municípios, a CNM.
Segundo a entidade, a aplicação automática dos reajustes pode ainda interferir na autonomia dos entes federativos para estruturar as carreiras e definir a política remuneratória de seus servidores.
A discussão tem origem em um processo envolvendo uma professora aposentada do estado de São Paulo. O Tribunal de Justiça do estado reconheceu o direito de aplicar, sobre a remuneração da servidora, os reajustes anuais concedidos à classe inicial da carreira do magistério, ainda que ela estivesse posicionada na última classe.
A Fazenda Pública de São Paulo recorreu ao Supremo Tribunal Federal. O estado defende que o reajuste do piso deve beneficiar apenas os profissionais cuja remuneração esteja abaixo do valor mínimo estabelecido.
A controvérsia está justamente na possibilidade de o reajuste aplicado ao piso se estender automaticamente aos demais níveis da carreira. Nesse cenário, um aumento concedido à classe inicial repercutiria sobre toda a estrutura remuneratória, elevando também os salários dos professores que ocupam posições superiores.
Como o STF reconheceu a repercussão geral do processo, a decisão deverá ser observada em casos semelhantes em todo o país.
Para o especialista em orçamento público Cesar Lima, a discussão sobre pisos profissionais tem provocado debates entre as diferentes esferas de governo, uma vez que a despesa é criada pelo Congresso Nacional, mas o Poder Executivo não disponibiliza aos estados e municípios novas fontes de receita para financiá-las.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Não é só o piso do magistério, que é muito justo, mas também o piso da enfermagem, dos profissionais da saúde, do pessoal da saúde da família. Tudo isso impacta diretamente os orçamentos municipais. Isso inclusive tem gerado discussões a respeito do Pacto Federativo, sobre a criação de despesas sem uma fonte de receita que possa cobri-la.”
LOC.: De acordo com a CNM, as despesas com o magistério correspondem a 29% dos gastos municipais com pessoal. Em mais de 4 mil e 700 municípios, pelo menos 85% dos recursos do Fundeb são destinados à remuneração dos profissionais da educação. Dessa forma, a elevação da folha de pagamento pode reduzir a margem de recursos disponíveis para outras políticas educacionais.
Reportagem, Paloma Custódio
O Valor Bruto da Produção Agropecuária foi estimado em um trilhão e 390 bilhões de reais em julho deste ano, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
A lavoura representa a maior parte desse valor, com 893 bilhões e 300 milhões de reais. A soja lidera entre os produtos agrícolas, com 336 bilhões de reais, seguida pelo milho, cana-de-açúcar e café.
Na pecuária, a carne bovina tem faturamento projetado de 246 bilhões e 500 milhões de reais, enquanto a carne de frango soma 106 bilhões e 200 milhões.
Entre os estados, Mato Grosso apresenta o maior VBP, com 216 bilhões de reais, seguido por Minas Gerais e São Paulo.
Reportagem, Sophia Muniz
O preço do boi gordo registra redução nesta quarta-feira, dezenove de agosto. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e quarenta e quatro reais e oitenta centavos.
No mercado de frango, os preços permanecem estáveis na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a sete reais e dezessete centavos, enquanto o frango resfriado custa sete reais e dezoito centavos.
Já a carcaça suína especial registra alta nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo comercializado a sete reais e trinta e oito centavos.
Entre os estados pesquisados, o suíno vivo apresenta queda em Santa Catarina, onde o quilo é negociado a quatro reais e sessenta e um centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de sessenta quilos da soja inicia esta quarta-feira, dezenove de agosto, com alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão registra valorização de um vírgula zero sete por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e três reais e vinte e um centavos.
Em Paranaguá, a alta foi de zero vírgula oitenta e um por cento, e a saca é comercializada a cento e cinquenta e um reais e trinta e seis centavos.
No mercado de trigo, o preço permanece estável no Paraná, com a tonelada negociada a mil quatrocentos e dezenove reais e doze centavos.
Já no Rio Grande do Sul, o trigo registra alta, com a tonelada comercializada a mil trezentos e vinte reais e quatro centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.