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LOC.: A alta do petróleo no mercado internacional elevou a arrecadação de royalties no Brasil e reforçou o caixa da União, dos estados e dos municípios produtores.

Em maio, os repasses somaram OITO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS, o maior valor já registrado para o período. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, o resultado representa um aumento de quase SETENTA POR CENTO em relação ao mês de abril.

Os royalties são pagos dois meses depois da produção de petróleo e gás natural. Por isso, os recursos distribuídos em maio refletem a produção de março, quando a cotação internacional do barril de petróleo já estava acima dos CEM DÓLARES.

Entre os maiores beneficiários dos repasses estão a União, que recebeu DOIS BILHÕES E QUINHENTOS E CINQUENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS, e o estado do Rio de Janeiro, com UM BILHÃO E OITOCENTOS E TRINTA E OITO MILHÕES.

Também aparecem entre os principais recebedores os municípios de Maricá, Saquarema, Macaé e Araruama, todos no Rio de Janeiro, além do estado de São Paulo.
Juntos, o governo fluminense e os municípios do estado concentraram quase metade de todos os royalties distribuídos no mês.

Enquanto a arrecadação cresce, o Supremo Tribunal Federal analisa uma disputa que pode alterar a divisão desses recursos. Os ministros julgam a constitucionalidade da lei que ampliou a participação de estados e municípios de todo o país na distribuição dos royalties, reduzindo a fatia destinada aos entes produtores.

O julgamento foi retomado em maio, mas acabou suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até o momento, apenas a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, apresentou voto. Ela defendeu a inconstitucionalidade das mudanças previstas na legislação.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Após uma semana de aprovação de ‘pautas-bomba’ – se confirmadas podem inviabilizar financeiramente a operação estatal –, o Senado deve frear a ofensiva contra o governo. Se nas sessões passadas foram aprovadas matérias cujo impacto fiscal somado supera os R$ 260 bilhões, a expectativa é que esta semana seja marcada por votações menos expressivas e controversas.

Na Câmara dos Deputados, há apenas uma sessão prevista para terça-feira. Os parlamentares devem analisar o Projeto de Lei 1.838 de 2023, enviado pelo governo federal para regulamentar a chamada PEC do fim da jornada 6x1.

A proposta tramita em regime de urgência constitucional. Por isso, a pauta da Câmara poderá ficar trancada após 45 dias do recebimento do texto.

Para evitar o bloqueio das votações, o presidente da Casa, Hugo Motta, escolheu como relator o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia. Segundo Motta, a medida busca liberar a pauta para a análise de outros projetos, como o Marco Legal da Inteligência Artificial e a ampliação do limite de faturamento do Microempreendedor Individual.

A reunião de líderes, marcada para a manhã de terça-feira, deve definir os próximos passos da sessão.

Nas comissões, a semana começa com um seminário em Florianópolis para discutir a atualização dos limites de faturamento do MEI e das faixas do Simples Nacional.

Também na terça-feira, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve votar o projeto que obriga a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, a apresentar relatórios semestrais ao Senado.

Já na quarta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara. No Senado, o ministro André de Paula deve comparecer à Comissão de Agricultura para prestar informações sobre políticas voltadas ao setor agropecuário.

REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO.

LOC.: O Senado Federal deve decidir, nos próximos dias, o caminho a ser percorrido pela PEC do fim da escala 6x1. Aprovada no fim do mês passado na Câmara dos Deputados, a tendência é que o texto seja avaliado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa antes de ser submetido à votação no plenário.

No texto original, fica estabelecido um período de transição de CATORZE meses para entrada em vigor da jornada máxima de 40 horas e duas folgas remuneradas por semana, sem redução salarial.

Enquanto não há avanços, senadores trabalham pela aprovação de um projeto alternativo: a “PEC do Trabalho Flexível”. De autoria do senador Rogério Marinho, do PL potiguar, ela daria maior autonomia e controle aos trabalhadores sobre a própria jornada de trabalho, podendo adaptá-la de acordo com as necessidades pessoais e profissionais.

Para Juliana Benício,  ex-secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia de Niterói e pré-candidata a deputada federal pelo Cidadania fluminense, a opção é muito mais viável, principalmente para a sobrevivência das micro e pequenas empresas.

TEC./SONORA: Juliana Benício, pré-candidata a deputada federal (Cidadania-RJ)
“Quando aperta demais, o pequeno deixa de contratar ou contrata por fora sem carteira. A medida, que era para ajudar o trabalhador, acaba tirando o emprego dele. Por isso, isso não se resolve por decreto da noite por dia, tem que sentar com quem contrata de verdade e construir uma transição que caiba no caixa, senão, a gente aprova uma lei bonita no papel e quem paga a conta é o próprio trabalhador.”


LOC.: Cerca de MIL E DUZENTAS entidades de todas as regiões do Brasil, entre elas a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, assinaram o manifesto em apoio à proposta substitutiva. 

Para os empresários, o modelo permitirá ao trabalhador ter mais flexibilidade, é mais adaptável a determinados setores e mantém direitos já adquiridos, como 13º salário, férias, FGTS, aviso prévio e outros.

Igor Baldez, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, instituição que subscreve o documento, concorda que o modelo de jornada de trabalho deve ser revisto.

TEC./SONORA: Igor Baldez, presidente da Acierj
“Nós somos a favor da escala híbrida, a escala que possibilita empregado e empregador a optarem pela livre negociação. E sim, essa é uma lei mais justa, essa é uma prática mais justa que atende ambas as partes. As leis que nós temos, o modelo que nós temos hoje está muito defasado diante das praticadas ao redor do mundo.”


LOC.: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de SP, alerta para a necessidade de aprofundar as discussões sobre o tema.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Encurtar o debate de um assunto complexo com impacto direto na economia, no emprego, na sobrevivência dos negócios, isso não é responsável. Nós estamos falando de decisões que afetam o futuro do país. Isso exige tempo, discussão, equilíbrio, seriedade, não atropelo. Defendo que o Congresso tenha responsabilidade nesse momento, que não aceite essa pressão por prazos artificiais e que coloque o Brasil acima de qualquer interesse imediato. O associativismo segue atento, firme, atuante, porque quem gera emprego precisa ser ouvido.”
 


LOC.: Para aprovação no Senado, uma PEC precisa receber votos favoráveis de maioria qualificada em dois turnos. Ou seja, QUARENTA E NOVE votos. Caso o texto tenha alterações substanciais, ele volta para deliberação na casa de origem, nesse caso, a Câmara dos Deputados.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Empresários e parlamentares da Região Sul defendem a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional. O projeto de lei complementar número 108 de 2021, em discussão na Câmara dos Deputados, amplia o teto anual do Microempreendedor Individual, o MEI, dos atuais 81 mil para até 130 mil reais e tem apoio de entidades empresariais de todo o país. 
No Paraná, a presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, Giorgia Enrietti Bin Bochenek, afirma que o limite atual do MEI não acompanha a inflação e pode dificultar o crescimento dos pequenos negócios.
Segundo ela, a atualização do teto de faturamento pode incentivar a formalização e a geração de empregos.
 

TEC./SONORA: Giorgia Enrietti Bin Bochenek, presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (PR)
“A proposta permite a contratação de dois funcionários, aumenta a capacidade de contratação e de desenvolvimento, tendo em vista que o que era 81 mil já estava estagnado há anos, completamente corroído pela inflação, forçando cada pequeno empresário a migrar para regimes tributários mais complexos e isso com prejuízo já muito maior para o seu desempenho.”


LOC.: O deputado federal Ricardo Barros, do PP do Paraná, também defende a atualização dos limites e afirma que os valores atuais não acompanham a realidade econômica do país. 
 

TEC./SONORA: Ricardo Barros, deputado federal (PP-PR)
“As empresas estão faturando mais, estão crescendo, a própria inflação precisa ser equilibrada. O ideal era corrigir todo ano para a gente não se incomodar e as pessoas terem previsibilidade no seu negócio, no seu protagonismo como empreendedor que ajuda a fazer crescer o Brasil.”
 


LOC.: O deputado federal Afonso Hamm, do PP do Rio Grande do Sul, também defende que a atualização dos limites de enquadramento no MEI incentiva a formalização.

TEC./SONORA: Afonso Hamm, deputado federal (PP - RS)
“Nós precisamos votar, passar dos 80 mil reais para 130 mil reais deveria ser mais isso para o MEI. E, com isso, nós vamos ter um estímulo ainda maior para as famílias de pequenos empresários, microempreendedores que estão esperando pela formalidade.”
 


LOC.: A pauta é liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e mobiliza entidades empresariais de outros estados.

A entidade defende uma atualização ainda maior, com o teto anual do MEI passando para cerca de 144 mil e 900 reais. Também sugere aumentos dos limites para microempresas e empresas de pequeno porte. 

Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a correção dos limites é essencial para evitar que pequenos empreendedores migrem para a informalidade ou para regimes tributários mais caros.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”


LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.

O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.
Reportagem, Bianca Mingote
 

Os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos nascidos em julho e agosto recebem, a partir desta segunda-feira, 15 de junho, uma nova parcela do abono salarial PIS/Pasep 2026.
O benefício é referente ao ano-base 2024 e o valor varia conforme a quantidade de meses trabalhados com carteira assinada. Quem trabalhou durante todo o ano pode receber até R$1.621.
Para ter direito ao pagamento, é necessário estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias em 2024, recebido remuneração média mensal de até dois salários mínimos e ter os dados corretamente informados pelo empregador.
A consulta pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital, pelo portal Gov.br, pelo telefone 158 e pelos canais de atendimento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Os valores estarão disponíveis para saque até o dia 30 de dezembro de 2026.
 

LOC.: A produção industrial de Goiás voltou a crescer e apresentou resultado acima da média nacional em abril deste ano. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, mostram que a indústria goiana registrou crescimento de SEIS VÍRGULA DOIS POR CENTO na comparação com abril de 2025.

O desempenho foi o terceiro melhor entre os estados brasileiros. No mesmo período, a indústria nacional cresceu DOIS VÍRGULA SETE POR CENTO.

Na comparação entre março e abril deste ano, com ajuste sazonal, Goiás apresentou elevação de UM VÍRGULA SETE POR CENTO. O resultado corresponde a mais que o dobro da média do país, que ficou em ZERO VÍRGULA SETE POR CENTO. Com isso, o estado alcançou a quinta posição do ranking nacional e marcou o segundo mês seguido de crescimento da atividade industrial.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a produção industrial goiana teve salto de UM VÍRGULA UM POR CENTO. Já no acumulado dos últimos doze meses, a alta chegou a DOIS VÍRGULA SEIS POR CENTO, o quinto melhor resultado do país.

Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho da indústria goiana estão a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com crescimento de SETENTA E SETE POR CENTO.

Além desses, se destacaram a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com avanço de SETENTA E QUATRO POR CENTO; a produção de produtos de metal, que cresceu VINTE E OITO VÍRGULA QUATRO POR CENTO; e a indústria farmoquímica e farmacêutica, com alta de VINTE E CINCO VÍRGULA TRÊS POR CENTO.

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho, os resultados atestam a expansão da atividade industrial goiana. Segundo o gestor, o estado tem ampliado sua capacidade produtiva em setores estratégicos e colhido os resultados de uma política voltada à atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da indústria. 

A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE acompanha, todos os meses, o comportamento das indústrias extrativas e de transformação no Brasil, permitindo analisar a evolução da produção industrial nos estados e no país.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (12) em alta no interior do Paraná e queda no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão registra elevação de 0,18% e é negociado a R$ 125,73; na segunda, a mercadoria tem redução de 0,34% e é cotada a R$ 131,78.

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.377,98, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.325,29.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (12) em alta de 1,01%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.412,22 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve valorização, com elevação de 1,28%, sendo comercializado a R$ 967,40.

O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 92,18, após baixa de 0,18%.

Em Santos (SP), houve redução de 1,07%, e a mercadoria é negociada a R$ 102,45 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,03, após queda de 0,09%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo