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LOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta sexta-feira, dia 8, a primeira parcela de maio do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor total do repasse chega a cerca de NOVE BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS, resultado aproximadamente OITO POR CENTO maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

O pagamento foi antecipado porque o dia dez cairá em um domingo. Tradicionalmente, os recursos do FPM são transferidos nos dias dez, vinte e trinta de cada mês.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o fundo continua apresentando um cenário positivo para as prefeituras, apesar das oscilações observadas nos últimos meses. 
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Vem confirmando uma certa estabilidade, na qual nós temos o primeiro e o terceiro decêndio com valores melhores em relação ao exercício passado e o segundo decêndio com valores um pouco mais abaixo do que foi apresentado no ano passado. Contudo, o resultado deste ano ainda se encontra favorável para os municípios.”
 


LOC.: Entre os estados com maiores volumes de recursos nesta primeira parcela de maio, o destaque no Nordeste é a Bahia, com mais de SETECENTOS E CINQUENTA MILHÕES DE REAIS destinados aos municípios. No Sul, o Rio Grande do Sul lidera a região com mais de QUINHENTOS E NOVENTA MILHÕES DE REAIS em repasses.

No Centro-Oeste, Goiás concentra cerca de TREZENTOS E DOIS MILHÕES DE REAIS. Já no Norte, o Pará soma aproximadamente DUZENTOS E SESSENTA E SEIS MILHÕES DE REAIS. No Sudeste, São Paulo aparece com o maior valor do país: cerca de UM BILHÃO E CEM MILHÕES DE REAIS.

Até o momento, sete municípios brasileiros estão bloqueados para receber os recursos do FPM por pendências administrativas. Entre eles estão Porto Real, no Rio de Janeiro; Guamaré, no Rio Grande do Norte; e Camboriú, em Santa Catarina. Os valores permanecem retidos até que a situação seja regularizada.

O FPM é uma das principais fontes de receita para grande parte das cidades brasileiras e é formado por recursos arrecadados pela União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Quatro empresas venceram o leilão da faixa de SETECENTOS MEGAHERTZ, realizado pela Anatel na última segunda-feira, dia 4. A disputa, que tem como objetivo ampliar a cobertura de internet no país, foi encerrada com cerca de VINTE E TRÊS MILHÕES DE REAIS em lances.

Os lotes foram divididos entre diferentes operadoras. A Brisanet ficou com os lotes A02 e A03. A Unifique levou o lote A04, enquanto a iez! arrematou o lote A05. Já o lote A01, destinado à região da Amazônia, ficou com a operadora Amazônia.

O governo destaca que a iniciativa deve fortalecer a inclusão digital e ampliar o acesso à informação, principalmente em regiões mais afastadas, além de gerar impacto no desenvolvimento econômico e social.

O investimento total previsto é de cerca de DOIS BILHÕES DE REAIS. A expectativa é atender mais de OITOCENTAS E SESSENTA E QUATRO localidades, com foco em áreas rurais e de difícil acesso.

O projeto também deve levar internet a aproximadamente SEIS MIL E QUINHENTOS QUILÔMETROS de rodovias federais em DEZESSEIS estados, onde ainda há falta de cobertura.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, os efeitos devem começar a ser sentidos já em DOIS MIL E VINTE E SEIS.
 

TEC./SONORA: Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações

"A ideia é que o Brasil possa ter mais infraestrutura digital, através desses investimentos que as operadoras vão fazer, levando mais conectividade para as rodovias federais, para as zonas rurais e distritos que, até então, não têm nada de cobertura móvel, viabilizando cada vez mais entretenimento, qualidade de vida e cidadania para essa população.”
 


LOC.: A faixa de SETECENTOS MEGAHERTZ é considerada estratégica porque permite maior alcance de sinal com menos torres, o que facilita a expansão da rede, especialmente em áreas mais isoladas. É o que destaca o secretário de Telecomunicações, do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius.
 
 

TEC./SONORA: Hermano Tercius, secretário de Telecomunicações, do Ministério das Comunicações

"Com essa frequência, as prestadoras podem colocar uma estação só e ter 25, 30 quilômetros de alcance entre uma estação e outra, permitindo, então, usar menos estações, gastar menos recursos para dar uma maior cobertura. É bom se dizer também que ela é uma faixa complementar a outras faixas que dão mais capacidade.”
 


LOC.: Agora, o processo segue para as fases de adjudicação e homologação, antes da assinatura dos termos de autorização, prevista para o fim de julho deste ano.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, o setor produtivo voltou a defender mais segurança jurídica e menos burocracia. A afirmação foi feita em audiência pública na Câmara dos Deputados destinada a discutir fatores estruturais que impactam a economia brasileira.

Representantes empresariais afirmaram que a insegurança jurídica, os gastos públicos elevados e o excesso de burocracia dificultam investimentos e reduzem a competitividade das empresas.

O vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e integrante do Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Roberto Ordine, afirmou que a constante mudança de regras prejudica quem empreende no país.

Ele defendeu políticas de simplificação tributária, menos intervenção do Estado e mais liberdade para empreender.
 

TEC./SONORA: Roberto Ordine, vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e integrante do Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

“Nós temos que ter um conjunto de regras que não fiquem alterando periodicamente. É preciso que o empreendedor tenha liberdade de trabalhar, de empreender e não ficar ficar preocupado com o excesso de obrigações trabalhistas ou sociais. E isto, sempre imposto de cima para baixo, não permite que se gaste o tempo na produção, na produtividade, e sim, nas obrigações.”


LOC.: Os participantes do debate também destacaram a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela CACB e pela Associação Comercial de São Paulo. A ferramenta monitora, em tempo real, os gastos públicos no país. Segundo a entidade, as despesas dos governos já somam cerca de R$ 1,9 trilhão em 2026.

O consultor-executivo do Gasto Brasil, Claudio Queiroz, destacou que a ferramenta ajuda a população a acompanhar os gastos públicos e cobrar medidas de contenção.
 

TEC./SONORA:  Claudio Queiroz, consultor-executivo do Gasto Brasil

“Essa ferramenta traz transparência para que a população possa acompanhar e cobrar prefeitos, governadores e gestores públicos. Os dados são obtidos em fontes oficiais do Tesouro Nacional e organizados em categorias que permitem aos cidadãos acompanhar a evolução dos gastos primários.”


LOC.: A audiência pública foi solicitada pela deputada Adriana Ventura, do Novo de São Paulo. Segundo a parlamentar, o chamado Custo Brasil compromete a competitividade das empresas e afeta o crescimento econômico do país.

Para acessar a plataforma Gasto Brasil e acompanhar as despesas do governo federal em tempo real acesse: www.gastobrasil.com.br.

Reportagem, Bianca Mingote
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento 

“De maneira geral, vai impactar em todos os serviços que o município presta, como nas áreas de saúde e educação. Alguns já prestam segurança pública através de suas guardas civis municipais. Então, isso, com certeza, vai fazer falta para os municípios, o que muito provavelmente pode preceder de bloqueios orçamentários nos municípios.”
 


TEC./SONORA: Dalmo Palmeira, especialista em orçamento 

“Isso aí envolve saúde, educação, infraestrutura, mas, inclusive, outras áreas também podem ser atingidas. A depender da estrutura do financiamento do orçamento de cada município, pode, inclusive, afetar a dificuldade para o pagamento da folha de pessoal por conta dessa redução da receita.”
 


LOC.: O Rio Grande do Sul passa a contar com uma estrutura mais moderna de monitoramento do clima. Nesta quinta-feira, dia 7, foram inauguradas NOVENTA E OITO estações meteorológicas automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET, ampliando a cobertura em todo o estado.

A iniciativa tem como objetivo melhorar a precisão das previsões do tempo, reforçar a prevenção de eventos climáticos extremos e dar mais suporte ao setor agrícola, especialmente após os impactos causados pelas enchentes recentes.

Segundo o governo federal, parte das estações substitui equipamentos antigos e outra parte foi instalada em regiões que ainda não tinham nenhum tipo de monitoramento. O investimento total foi de DOZE MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS.

Durante a cerimônia de entrega, em Porto Alegre, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a importância da nova estrutura para a população e para o campo.
 

TEC./SONORA: André de Paula, o ministro da Agricultura e Pecuária

“Essas novas estações automáticas vão ser muito importantes tanto do ponto de vista do apoio à segurança civil e às comunidades, quanto, sobretudo, no apoio aos nossos agricultores.”
 


LOC.: O diretor do INMET, Carlos Alberto Jurgielewicz, também ressaltou os avanços tecnológicos e o impacto direto na qualidade das informações meteorológicas.

TEC./SONORA: Carlos Alberto Jurgielewicz, diretor do INMET

“Nossa previsão meteorológica para o Rio Grande do Sul terá mais precisão e mais interação com a população. Todas as novas estações têm sensor de temperatura e umidade do solo, o que vai dar previsibilidade sobre as condições do solo e auxiliar diretamente a agricultura.”
 


LOC.: Com a expansão da rede, o monitoramento agora cobre diversas regiões do estado, incluindo cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana, Bagé, Santa Rosa, Alegrete e Torres.

Os dados passam a ser coletados em tempo real e ajudam tanto na previsão do tempo quanto no planejamento agrícola e na prevenção de desastres climáticos.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Microempreendedores individuais que atuam no turismo passam a contar com uma nova linha de crédito voltada ao fortalecimento dos pequenos negócios e estímulo ao empreendedorismo.

O programa “Do Lado do Turismo Brasileiro” vai oferecer até vinte e um mil reais por operação, com juros de cinco por cento ao ano, mais INPC, e carência de seis meses.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante a abertura do décimo Salão do Turismo, em Fortaleza, no Ceará.

A iniciativa é direcionada aos profissionais inscritos no CadÚnico e no Cadastur, como guias de turismo, artesãos, motoristas e vendedores ambulantes.
Segundo o ministro, a proposta busca atender trabalhadores que enfrentam dificuldades para acessar crédito no sistema financeiro tradicional.
 

TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
“[A linha de crédito] é uma condição para aquelas pessoas que, às vezes, ficam à margem do sistema financeiro do nosso país, mas que têm um papel importantíssimo no setor do turismo. São os micro e pequenos empreendedores individuais: a mulher que vende acarajé, o vendedor de coco, o carrinho de picolé. Essas pessoas têm muita dificuldade para contratar crédito, se inserir no mercado e melhorar o ambiente de trabalho. Por isso, lançamos, junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, um aporte de R$ 100 milhões para oferecer crédito exatamente a essas pessoas que têm essa necessidade, que estão no Cadastur, mas ainda não têm acesso às linhas de financiamento das instituições financeiras do país.”
 


LOC.: Nesta fase inicial, o crédito será destinado apenas a empreendedores da Região Nordeste, mas a iniciativa será ampliada para todo o país. Para participar, é necessário estar inscrito no CadÚnico, ter registro ativo no Cadastur e atuar em áreas ligadas ao turismo, como hospedagem, alimentação, transporte ou eventos.

Os recursos são do Fundo Geral de Turismo, o novo Fungetur, com garantia do Fundo de Garantia de Operações, o que dispensa a apresentação de garantias reais por parte do microempreendedor.

O financiamento poderá ser usado para compra de equipamentos, aquisição de ferramentas e pequenas reformas. O prazo total para pagamento é de até vinte e quatro meses.

O processo de solicitação será feito de forma virtual pelo Banco do Nordeste. Após a manifestação de interesse, um agente de crédito fará uma entrevista para avaliar a viabilidade do negócio e a finalidade do recurso.

Atualmente, mais de quarenta e seis mil microempreendedores registrados no Cadastur podem ser beneficiados pela iniciativa.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/turismo.
 

LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quarta-feira (6) em queda no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão registra redução de 0,33% e é negociado a R$ 122,51; na segunda, a mercadoria tem recuo de 0,18% e é cotada a R$ 128,91.

O preço do trigo, por sua vez, registra diminuição de 0,39% no Paraná e alta de 0,33% no Rio Grande do Sul. 

No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.338,20, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.264,00.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta quarta-feira (6) em queda de 0,06%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.758,67 na cidade de São Paulo.

Já o café robusta teve elevação de 1,57% no preço, sendo comercializado a R$ 924,65.

O preço do açúcar cristal apresenta redução nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve recuo de 0,41% e é cotada a R$ 97,43.

Em Santos (SP), houve recuo de 0,56% e a mercadoria é negociada a R$ 107,43 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,73, após diminuição de 0,48%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo