Destaques de Quinta-feira, 22 de Outubro

Projeto permite que pequenos municípios inadimplentes mantenham convênios com a União

A proposta, que aguarda análise no Plenário da Câmara dos Deputados, altera a Lei de Responsabilidade Fiscal e abrange cidades com menos de 50 mil habitantes que ultrapassarem os limites de gastos com pessoal ou de endividamento

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Tarifaço dos EUA afeta 1.135 municípios, aponta estudo da CNM

Dados da Confederação Nacional de Municípios mostram que 271 cidades chegaram a zerar vendas para o mercado norte-americano; prejuízos chegam a R$ 66,8 bi para os municípios, com maiores retrações em cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura

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LOC.: Pequenos municípios com pendências fiscais poderão continuar firmando convênios com o governo federal. A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar 190/2019, que aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

A proposta altera a Lei de Responsabilidade Fiscal e abrange cidades com menos de CINQUENTA MIL habitantes que ultrapassarem os limites de gastos com pessoal ou de endividamento.

Pelo texto, a inadimplência não impediria a assinatura de novos convênios. No entanto, o repasse do dinheiro ficaria condicionado à regularização das pendências do município.

O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que a mudança também pode evitar que as cidades percam recursos previstos em orçamentos anteriores.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento

“Hoje, se um ente subnacional fica impedido de conveniar por uma situação de inadimplência, vamos supor que vire o ano e ele perca aquele recurso que ele poderia ter conseguido para a realização de algum projeto, alguma obra no seu território, ele vai ter uma penalização perpétua, porque ele não consegue mais aquele recurso, uma vez que era de um orçamento passado.”
 


LOC.: O projeto também prevê um prazo de um ano antes da inscrição do município no Cadastro Único de Convênios, quando houver descumprimento dos limites fiscais previstos. Nesse intervalo, as transferências voluntárias da União não poderão ser suspensas por essas pendências.

A proposta já passou pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A votação em Plenário ainda é necessária para que o projeto avance no Congresso Nacional.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios, a CNM, aponta ue DUZENTOS E SETENTA E UM municípios chegaram a zerar as vendas para o mercado norte-americano após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Antes da imposição das tarifas, essas cidades registravam receitas de 588 milhões de reais com as exportações para os EUA.

Outros OITOCENTOS E SESSENTA E QUATRO municípios também foram afetados, com queda média de 30% no valor exportado.

O estudo aponta ainda que 657 municípios, o equivalente a 58% do total afetado, não conseguiram compensar as perdas com vendas para outros países. Os impactos foram mais severos, principalmente, em cidades de pequeno porte, que enfrentam mais dificuldades para encontrar novos compradores.

Entre os setores mais prejudicados estão as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. Juntos, esses cinco segmentos acumularam perdas de um bilhão de dólares.

No setor petrolífero, o volume exportado caiu 28%. Já as vendas de café para o exterior tiveram redução de 43% na quantidade embarcada.

No caso do suco de laranja, o preço médio caiu 33,7%, apesar do aumento de 13,6% na quantidade exportada.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alertou em nota, que os efeitos das barreiras comerciais podem comprometer a arrecadação dos municípios e a manutenção dos empregos.

Segundo ele, diversificar os mercados compradores é uma das estratégias para reduzir a dependência dos Estados Unidos e proteger as economias locais.

Para a entidade, ampliar as parcerias comerciais e fortalecer a diversificação produtiva pode ajudar os municípios a enfrentar oscilações no comércio internacional.

Com informações da  Agência CNM de Notícias
 

LOC.: A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva estão separados por apenas um ponto percentual nas intenções de voto. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra o candidato do PL com 45%, contra 44% do petista, configurando empate técnico.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Com isso, a diferença entre os candidatos está dentro do intervalo de variação da pesquisa.

Em relação à sondagem divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro recuou um ponto percentual, enquanto Lula manteve o mesmo percentual. Os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo somam 9%, e os indecisos representam 2%.

Na modalidade espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista prévia com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem empatados numericamente, com 40% das intenções de voto cada.

O levantamento também identificou aumento no percentual de eleitores que ainda não decidiram em quem votar. O índice de indecisos dobrou em relação à pesquisa anterior e chegou a 14%.

A alta foi registrada em diferentes segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, o percentual de indecisas passou de 8% para 17%. Entre os eleitores independentes, que não se identificam com nenhum polo político, subiu de 13% para 31%. Já entre os beneficiários do Bolsa Família, avançou de 7% para 19%.

A pesquisa Quaest também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados desaprovam a gestão Lula, enquanto 46% aprovam. 

O percentual de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder permaneceu em 7%. Na pesquisa realizada às vésperas do primeiro turno, a desaprovação do governo Lula era de 49%.

A Pesquisa Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027. Tem oportunidades em diferentes estados brasileiros, com bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria. Os critérios variam conforme cada departamento regional.

As ofertas abrangem Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Os interessados devem consultar os canais oficiais do SESI em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.

Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.

A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.

Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.

Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.

TEC./SONORA: Wisley Pereira, superintendente de Educação do SESI

“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente.”


LOC.: Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.

A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.

Saiba mais em sesieducacao.com.br, sem til e sem acento… repetindo sesieducacao.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Empresárias do Distrito Federal defendem mais acesso ao crédito e participação na construção de políticas públicas para fortalecer os negócios liderados por mulheres. O tema foi discutido na última terça-feira, em Brasília, durante encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal, o CMEC.

A reunião deu continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que busca aproximar lideranças empresariais e parlamentares para acompanhar projetos de lei e ampliar medidas de apoio ao empreendedorismo feminino.

A presidente nacional do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a importância dessa aproximação.
 

TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente nacional do CMEC

“Para a gente é muito importante essa rede, linkando o setor privado com o setor legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas.”
 


LOC.: A presidente do CMEC Plano Piloto, Aline Castelo, afirmou que a mobilização também incentiva as mulheres a reconhecerem seu papel nas decisões que impactam a economia e seus próprios negócios.

TEC./SONORA: Alíne Castelo, presidente do CMEC Plano Piloto

“A mulher é protagonista, as empresárias são protagonistas, e cada evento desse que acontece fortalece mais essa ideia.”
 


LOC.: Entre os principais desafios estão as dificuldades para obter financiamento, a burocracia e a falta de estrutura para conciliar trabalho e responsabilidades familiares.

A vice-presidente do CMEC Lago Sul, a advogada tributarista Miriam Lavocat, ressaltou que políticas públicas voltadas às empreendedoras são fundamentais para que elas consigam manter e expandir suas empresas.

TEC./SONORA: Miriam Lavocat, advogada tributarista

“Existe uma dificuldade muito grande para a obtenção de crédito, para vencer a burocracia e, acima de tudo, para poder se manter e se estabilizar no mercado.”
 


LOC.: Durante o encontro, o CMEC também entregou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão, uma carta-compromisso para integrar a rede parlamentar. A Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas reúne lideranças empresariais e representantes do Legislativo em torno de pautas como acesso ao crédito, qualificação profissional e proteção patrimonial, com o objetivo de ampliar as oportunidades e fortalecer a autonomia econômica das mulheres.

Reportagem, Juline Pogorzelski.
 

LOC.: O planejamento por microbacia hidrográfica é uma das principais recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, para reduzir os impactos do El Niño 2026/2027 na produção agropecuária da Região Sul.

As projeções indicam chuvas volumosas e concentradas, muitos dias nublados e temperaturas de inverno acima da média. O cenário aumenta os riscos de erosão, perda de nutrientes, encharcamento do solo e redução da qualidade dos produtos colhidos.

O excesso de umidade também pode favorecer doenças nas plantas. Já tempestades, ventos fortes e granizo podem provocar danos às lavouras e aos pomares.

Entre as culturas mais expostas estão os cereais de inverno, como trigo e cevada, além de arroz irrigado, soja, milho, frutas de clima temperado e hortaliças.

Para reduzir os prejuízos, a Embrapa recomenda que os produtores planejem o manejo da água considerando toda a microbacia hidrográfica, e não apenas os limites de cada propriedade. A orientação é adotar práticas de conservação do solo e retenção de água nas áreas mais altas, para reduzir enxurradas e inundações nas baixadas.

Outras medidas incluem manter o solo protegido por cobertura vegetal, melhorar a drenagem, escalonar a semeadura e acompanhar as previsões meteorológicas e as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc.

Para os cereais de inverno, a recomendação é escolher cultivares resistentes a doenças e planejar a colheita antes da chegada de períodos chuvosos, com possibilidade de secagem artificial dos grãos.

No cultivo de soja e milho, a Embrapa orienta reforçar a cobertura vegetal do solo e intensificar o monitoramento de doenças. Já para o arroz irrigado, o planejamento do ciclo da cultura deve considerar a disponibilidade de radiação solar e as condições climáticas.

As orientações fazem parte de notas técnicas elaboradas pela Embrapa sobre os riscos do El Niño para diferentes regiões do país.

O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, também disponibiliza a página especial El Niño Agro, com informações e recomendações para apoiar decisões no campo.

O conteúdo pode ser consultado no portal do Ministério da Agricultura, em gov.br/agricultura.

Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Norte pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.

Reportagem, Bianca Mingote
 

O café arábica sobe zero vírgula sessenta e sete por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a mil seiscentos e vinte reais e noventa e dois centavos, em São Paulo. O robusta registra alta de zero vírgula zero nove por cento, a novecentos e sessenta e oito reais e oitenta e sete centavos.

Já o açúcar cristal cai zero vírgula zero seis por cento na capital paulista, a cento e vinte e cinco reais e cinquenta e nove centavos. Em Santos, a queda é de zero vírgula trinta por cento.

O milho recua zero vírgula zero seis por cento, com a saca de sessenta quilos negociada a sessenta e quatro reais e trinta centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa. 

O boi gordo registra queda de zero vírgula zero um por cento, com a arroba cotada a trezentos e oitenta reais e quarenta centavos, em São Paulo.

O frango congelado custa oito reais e quarenta e nove centavos por quilo, enquanto o resfriado é vendido a oito reais e cinquenta centavos.

Já a carcaça suína especial mantém estabilidade, a dez reais e trinta e oito centavos por quilo. No Rio Grande do Sul, o suíno vivo é comercializado a cinco reais e noventa e dois centavos por quilo.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.