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LOC.: A transição para uma economia de baixo carbono precisa sair do campo das metas e se transformar em projetos, investimentos e tecnologias capazes de manter a competitividade da indústria brasileira.

Essa foi uma das principais mensagens do evento Pré-COP31, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, nesta quarta-feira, dia 7, em Brasília.

O vice-presidente da entidade, Marcelo Thomé, defendeu que a agenda climática também seja tratada como uma estratégia de desenvolvimento econômico.
 

TEC./SONORA: Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI

"A transição para uma economia de baixo carbono não deve ser compreendida apenas como uma agenda ambiental. Ela é, também, uma agenda de desenvolvimento econômico, de competitividade, de inovação e de inserção internacional do Brasil."
 


LOC.: Durante o encontro, representantes de diferentes setores também discutiram os obstáculos para colocar essa transição em prática.

Na agropecuária, por exemplo, uma das preocupações é garantir que os pequenos produtores tenham acesso a crédito e assistência técnica. A diretora de Sustentabilidade da JBS, Liege Correia, afirmou que a regularização ambiental é uma das etapas necessárias para que o produtor consiga financiamento.
 

TEC./SONORA: Liege Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS

"Tem uma fase antes do crédito, que é a fase de o produtor estar regularizado. Se ele não tem um Cadastro Ambiental Regularizado, não consegue acessar o crédito."
 


LOC.: Na mineração, o debate foi sobre como reduzir as emissões sem comprometer a produção de minerais necessários para a transição energética.

O diretor do Instituto Brasileiro de Mineração, Pablo Cesário, defendeu mecanismos de mercado para estimular mudanças em larga escala.
 

TEC./SONORA: Pablo Cesário, diretor do Instituto Brasileiro de Mineração

"Mudanças de grande escala requerem mudanças de comportamento, e mudanças de comportamento na maior parte das vezes acontecem por mecanismos de mercado. O incentivo de preço continua sendo um dos incentivos mais fundamentais."
 


LOC.: O evento também discutiu financiamento climático, saneamento, saúde, digitalização e tecnologias para reduzir custos e emissões.

A programação faz parte da preparação do setor produtivo brasileiro para a COP31, que será realizada em novembro, na Turquia. A CNI pretende apresentar projetos voltados à economia de baixo carbono durante a conferência.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A primeira pesquisa PoderData/Aya para o segundo turno da eleição presidencial mostra o senador Flávio Bolsonaro, do PL, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

De acordo com o levantamento, Flávio tem cinquenta e três por cento dos votos válidos, contra quarenta e sete por cento de Lula. O segundo turno está marcado para o dia vinte e cinco de outubro.

O resultado mostra uma mudança em relação à pesquisa anterior do instituto, realizada antes do primeiro turno. Flávio avançou três pontos percentuais, enquanto Lula recuou três.

No primeiro turno, realizado no último domingo, Flávio terminou na liderança, com quarenta e sete vírgula zero três por cento dos votos válidos. Lula teve quarenta e cinco vírgula dezesseis por cento.

A diferença foi de um vírgula oitenta e sete ponto percentual.

Regionalmente, Flávio tem as maiores vantagens no Sul, onde aparece com cinquenta e oito por cento das intenções de voto, contra trinta e seis por cento de Lula; e no Centro-Oeste, com cinquenta e quatro por cento contra trinta e nove.

No Sudeste, o senador também lidera: são cinquenta e um por cento contra quarenta e um por cento do presidente.

Lula mantém vantagem no Nordeste, principal reduto eleitoral do petista, com cinquenta e dois por cento contra quarenta e um de Flávio. No Norte, o presidente tem quarenta e oito por cento, contra quarenta e três do senador.

A pesquisa também mostra diferenças por perfil do eleitor. Entre os homens, Flávio lidera por cinquenta e sete a trinta e sete. Entre as mulheres, Lula aparece na frente com cinquenta a quarenta e dois.

Entre os eleitores de dezesseis a vinte e quatro anos, Lula tem cinquenta e dois por cento, contra quarenta de Flávio. Nas demais faixas etárias, o senador lidera.

A pesquisa ouviu três mil eleitores entre os dias cinco e sete de outubro, em setecentos e cinco municípios das vinte e sete unidades da Federação. A margem de erro é de um vírgula oito ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de noventa e cinco por cento. 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.
 

Reportagem, Marco Guimarães

LOC.: No último domingo (4), os brasileiros elegeram 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um único pleito desde a redemocratização. Com o resultado das eleições, a bancada feminina no Senado deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027. 

Na Câmara dos Deputados, a presença feminina também aumentou. A bancada passará de 90 para 109 parlamentares em 2027, um aumento de 21%.

Apesar do avanço do número de mulheres eleitas como deputadas e senadoras, a representatividade também precisa se refletir na participação nas decisões do Congresso. É o que avalia Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura, o CMEC, — vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB.

TEC./SONORA: Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC

“As mulheres que chegam agora na Câmara e no Senado precisam estar no centro das discussões que definem o futuro do país, do orçamento às políticas econômicas, do emprego ao empreendedorismo. Mais do que ocupar cadeiras, é preciso ocupar espaços de liderança e transformar presença em influência.” 


LOC.: Para a professora de sociologia da Universidade de Brasília, Débora Messenberg, a presença de mulheres de diferentes partidos também pode favorecer o diálogo em torno de pautas comuns, mesmo diante de divergências ideológicas. 

TEC./SONORA: Débora Messenberg, professora de sociologia da UnB

“Mesmo que tenham divergências muito grandes, em termos mais amplos, de uma mulher do PSOL para conversar com uma do PL, por exemplo, existem pautas que elas conseguem encontrar um consenso.”


LOC.: Para a senadora Damares Alves, partido Republicanos do DF, a implementação da Política Nacional do Cuidado deve ser uma das prioridades do próximo Congresso. 

TEC./SONORA: Damares Alves, senadora 

“Nós aprovamos, nessa legislatura, a Política Nacional do Cuidado e nós vamos ter que fazer ela ser realidade em todo o país, com regulamentação nos estados, e lutar por orçamento para essa política. Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Todos os direitos conquistados estão aí.” 


LOC.: Para Ana Claudia Cotait, a atuação das parlamentares não deve ficar restrita às chamadas “pautas de mulheres”. Ela defende maior participação feminina em temas como educação, segurança, emprego, crédito, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento econômico.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O Tribunal Superior Eleitoral anulou os votos de Anthony Garotinho, do Republicanos, na eleição para o governo do Rio de Janeiro.

A decisão pode mudar o resultado da disputa e fazer com que Douglas Ruas, do PL, seja declarado governador eleito já no primeiro turno.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro marcou para este sábado a retotalização dos votos.

Na eleição do último domingo, Douglas Ruas teve quatro milhões, duzentos e setenta e um mil votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes, do PSD, ficou em segundo, com 42,76%.

Garotinho recebeu mais de 274 mil votos, mas concorreu sub judice, depois que o TRE do Rio indeferiu o registro de sua candidatura.

Nesta quinta-feira, o TSE confirmou a decisão e determinou que os votos recebidos por Garotinho sejam retirados da base de cálculo da eleição.

O julgamento terminou em cinco votos a dois. A maioria entendeu que os votos de Garotinho são nulos e determinou a realização de uma nova totalização no estado. 

Com a retirada desses votos, Douglas Ruas passa da marca necessária para obter mais de 50% dos votos válidos. A confirmação, no entanto, depende da retotalização oficial feita pelo TRE.

A coligação de Eduardo Paes recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar suspender os efeitos da decisão da Justiça Eleitoral.

A definição ocorre em meio a um prazo apertado para a Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que esta quinta-feira era o último dia para solucionar pendências que pudessem interferir na definição dos segundos turnos.

Reportagem, Marco Guimarães.
 

LOC.: O Ministério da Saúde registrou 52 casos de sarampo no Brasil em 2026, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Segundo a pasta, todos os casos foram importados de outros países. 

Para conter a transmissão, as equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. A vacinação também foi intensificada em espaços públicos e locais de grande circulação nessas regiões. 

Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 3 mil e 800 casos de sarampo foram notificados neste ano. Desse total, 2 mil e 300 foram descartados e cerca de mil e 400 permanecem em investigação. 

Apesar dos registros, a pasta ressalta que o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo. Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o país registrou mais de 20 mil casos da doença. Após mais de 12 meses de transmissão, o Brasil perdeu a certificação internacional de eliminação do vírus. 

Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. 

O Ministério da Saúde também reforça o alerta para o risco de transmissão no Brasil diante do avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas. 

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o país registra o maior número anual de casos de sarampo em mais de 35 anos. Mais de 90% dos casos correspondem a pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida. 

Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo SUS. Pessoas com doses em atraso devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O Banco da Amazônia reforça as ações de solidariedade durante a preparação para o Círio de Nazaré 2026, em Belém, no Pará. Entre as iniciativas estão o tradicional Jantar de Adesão do Círio, que reúne clientes e parceiros do banco, e a Gincana Social, realizada entre os colaboradores da instituição.

A 19ª edição do Jantar de Adesão foi realizada nesta quarta-feira, dia 7, no Hangar Centro de Convenções, em Belém. O evento reuniu convidados, clientes e parceiros do banco e arrecadou recursos destinados às obras sociais da Arquidiocese de Belém.

Durante a programação, o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, fez a entrega simbólica de um pix ao arcebispo de Belém, Dom Júlio Endi Akamine.

Luiz Lessa destaca que a iniciativa, realizada há 19 anos, demonstra que é uma ação permanente de solidariedade.

ABRE ASPAS – “ A cada edição, renovamos uma parceria construída com base na confiança e transformamos a participação dos convidados em apoio às ações que atendem a população paraense” – FECHA ASPAS.

LOC.: Outra iniciativa promovida pelo Banco da Amazônia para o Círio é a Gincana Social do Círio, realizada há cerca de 15 anos entre os funcionários da instituição. A mobilização arrecada alimentos e produtos de higiene e limpeza para a Casa de Plácido, que acolhe romeiros durante as celebrações.

Neste ano, foram arrecadados quase 11 mil quilos de alimentos, mais de DOIS MIL E TREZENTOS itens de higiene e limpeza e outros 124 itens.

A programação do banco também acompanha as celebrações religiosas. 

Na quinta-feira, dia 8, a sede da instituição recebeu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, com missa celebrada pelo arcebispo de Belém, às oito da manhã.

No sábado, durante a Trasladação, e no domingo, na grande procissão do Círio, o banco prepara homenagens à Nossa Senhora de Nazaré, com apresentações musicais e a tradicional chuva de pétalas sobre a Berlinda. Neste ano, serão utilizados 450 quilos de pétalas.

As homenagens do Banco da Amazônia serão transmitidas ao vivo pelo canal da instituição no YouTube, para quem estiver fora de Belém acompanhar a programação do Círio de Nazaré.

Reportagem, Bianca Mingote

O preço do boi gordo abriu o dia com estabilidade e leve alta de 0,05 por cento. Em São Paulo, a arroba é negociada a 376 reais e 30 centavos.

No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a 8 reais e 38 centavos. Já o frango resfriado sai por 8 reais e 33 centavos.

A carcaça suína especial subiu 0,86 por cento no atacado da Grande São Paulo, cotada a 9 reais e 33 centavos o quilo. Entre os estados pesquisados, o menor valor para o suíno vivo foi registrado em Santa Catarina, onde o quilo do animal é comercializado a 5 reais e 60 centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.
 

O preço do café iniciou o dia em queda. O café arábica recuou 1,38 por cento, com a saca de 60 quilos cotada a 1.544 reais e 99 centavos na capital paulista. O café robusta também caiu, 1,46 por cento, negociado a 955 reais e 89 centavos.

O milho teve uma variação negativa de 0,09 por cento, com a saca vendida a 67 reais e 18 centavos.

No mercado do açúcar cristal, os preços registraram estabilidade com leve alta de 0,02 por cento em São Paulo, cotado a 122 reais e 60 centavos a saca de 50 quilos. Já em Santos, houve recuo de 2,38 por cento, com a mercadoria comercializada a 133 reais e 25 centavos, na média sem impostos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.