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LOC.: O Congresso Nacional deve concentrar as votações, nesta semana, em cinco temas que estão na agenda acordada entre o governo e as presidências da Câmara e do Senado.

A programação está prevista para o período de 31 de agosto a 4 de setembro.

Entre as propostas está a que prevê mudanças na jornada de trabalho e pode acabar com a escala 6x1. A matéria já passou pela Câmara e agora é analisada pelo Senado.

Também está na lista a PEC da Segurança Pública. O texto altera a distribuição de competências entre União, estados e municípios na área.

Outra prioridade é a Medida Provisória que suspende a cobrança do Imposto de Importação de VINTE POR CENTO sobre compras internacionais de até CINQUENTA DÓLARES. É a chamada taxa das blusinhas.

A medida precisa ser aprovada pelo Congresso para continuar em vigor. O prazo de validade termina em OITO DE SETEMBRO.

Os parlamentares também devem analisar o projeto que cria um regime tributário específico para serviços de data centers. A proposta é conhecida como Redata.

Segundo o governo, o programa pode estimular até QUINHENTOS BILHÕES DE REAIS em investimentos no setor.

Fecha a lista o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta estabelece regras para a exploração desses recursos e define critérios para a participação do Brasil nesse mercado.

As cinco matérias devem ser analisadas ao longo desta semana, mas o cronograma das votações ainda pode sofrer alterações durante a tramitação no Congresso.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC: O setor produtivo quer que a discussão sobre o fim da escala 6x1 seja adiada para depois das eleições. A PEC 221 de 2019, que prevê mudanças na jornada de trabalho, pode avançar nesta semana no Senado Federal. A proposta está pronta para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ.

 

A possibilidade de avanço da proposta mobilizou a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB. Em nota divulgada nesta segunda-feira, dia 31, a CACB afirma que o ritmo de tramitação da PEC no Senado não foi acompanhado de uma discussão suficiente com os setores diretamente afetados.

 

A entidade questiona a ausência de novas audiências públicas e defende que estudos técnicos e dados econômicos sejam considerados antes de uma eventual votação.

 

A Confederação também manifesta preocupação com a proximidade do período eleitoral e afirma que uma mudança constitucional com impacto sobre milhões de negócios não deve ter seu ritmo determinado pelo calendário das eleições.

 

Para o presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, o adiamento permitiria ampliar o diálogo entre trabalhadores, empresas e governo.

 

 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O posicionamento do setor produtivo, das micro e pequenas empresas, é para que a discussão do fim da jornada 6x1 seja adiada para após as eleições dando tempo para que empresas, governo e trabalhadores possam sentar, discutir e encontrar o melhor caminho e o melhor modelo para a jornada de trabalho aqui no Brasil.”


LOC: Cotait defende que o debate seja retomado em 2027, fora do período eleitoral, e questiona a necessidade de uma mudança constitucional diante da possibilidade de negociação entre trabalhadores e empregadores prevista na legislação trabalhista.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP)

“Nossa proposta é termos o debate de fato, ele vale a pena o debate, porém, vamos discutir isso em 2027, fora do período eleitoral, fora dessa eventual interferência eleitoreira. Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual é a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão.”
 


LOC: A posição da CACB será encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente da CCJ, Otto Alencar, e ao relator da PEC, Omar Aziz. A entidade afirma que não é contrária à discussão sobre a jornada de trabalho, mas defende que uma eventual mudança seja precedida por amplo debate, participação dos setores envolvidos e avaliação dos impactos econômicos e sociais.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski

LOC.: Das 315 candidaturas para o Senado Federal nas eleições deste ano registradas no Tribunal Superior Eleitoral, 121 têm 60 anos ou mais. 38% do total.

Em 2018, quando também havia 54 vagas em disputa, os candidatos idosos correspondiam a 35,8% do total de concorrentes, ou 126 de 352 pessoas.

Dos 121 candidatos que estão na faixa etária no dia da eleição, 4 de outubro, 103 são homens e 18 são mulheres. A mais velha na disputa é Marlene Soccas do UP catarinense, com 92 anos no dia do pleito. Entre os homens, o mais velho é Carlos Sodré, do Mobiliza da Bahia: 80 anos.

O cenário reflete o envelhecimento da população brasileira e a maior participação política de idosos. De acordo com a projeção do IBGE, cerca de 36,6 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, o equivalente a 17,1% da população projetada.

Na outra ponta da pirâmide etária, 21 candidatos terão entre 35 e 39 anos, sendo  15 homens e seis mulheres.

Uma vez que a Constituição Federal estabelece como idade mínima para senadores os 35 anos, esta será também a primeira eleição para o Senado em que pessoas nascidas depois da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, poderão disputar o cargo. Doze pessoas nessa condição estão concorrendo: sete homens e cinco mulheres.

Além de dois senadores por estado ou no Distrito Federal, os eleitores poderão votar também para deputado estadual ou distrital, deputado federal, governador e presidente e vice.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC: O possível fim da chamada “taxa das blusinhas” acendeu um alerta entre representantes do setor produtivo brasileiro. A cobrança corresponde a uma alíquota de 20% do Imposto de Importação aplicada a compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas.

Criada em 2024, a cobrança foi zerada em maio deste ano pela Medida Provisória 1.357/2026, que perde a validade no dia 8 de setembro. Contudo, a expectativa é que o texto seja analisado pelo Congresso Nacional durante o esforço concentrado, previsto para o período entre 31 de agosto e 4 de setembro.

Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, manter a isenção dos importados sem uma medida equivalente para os produtos brasileiros prejudica a concorrência.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança. Porém, se o governo não quer que volte a cobrança para atender o seu público, eventualmente o seu eleitorado, então dê o mesmo direito para as empresas brasileiras também poderem vender os seus produtos de 50 dólares para baixo, ou seja, 250 reais, com a mesma isenção de impostos. O que nós pedimos é isonomia.”
 


LOC: Para o economista sênior do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses Ruiz de Gamboa, o fim da tarifa também pode afetar o emprego e a arrecadação.

TEC./SONORA: Ulisses Ruiz de Gamboa, economista sênior do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo

“O emprego, principalmente no setor de comércio, mas também na indústria, deveria diminuir e a arrecadação tributária também, inclusive no momento em que as contas públicas estão se deteriorando. Então, o governo precisa dessa arrecadação e o comércio brasileiro, como a gente falou, perde competitividade. Ele já não é competitivo mesmo com a cobrança cheia da taxa das blusinhas e agora, essa competitividade diminui ainda mais. Essa isonomia tributária fica ainda mais ferida, digamos assim.”
 


LOC: Levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que a cobrança contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e manter quase 20 bilhões de reais na economia brasileira.

Reportagem, Juline Pogorzelski
 

LOC.: No segundo semestre, startups brasileiras terão duas oportunidades de apresentarem suas soluções ao mercado internacional e se conectarem a alguns dos principais ecossistemas globais de tecnologia e empreendedorismo. É o Web Summit Lisboa 2026 e a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

As iniciativas fazem parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, para aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de mercados internacionais. 

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destaca que a participação nesses eventos pode abrir portas para além da captação de investimentos. 

TEC./SONORA: Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

"Você sabe o que todo investidor procura quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem."


LOC.: O Web Summit Lisboa será realizado entre 9 e 12 de novembro, na capital portuguesa. A conferência reunirá startups, investidores, empresas e especialistas para discutir tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Nesta edição, cada ambiente de inovação selecionado deverá indicar cinco startups de seu ecossistema para participar da missão. Juntos, ambiente e empresas terão um dia de exposição no Pavilhão Brasileiro, formando uma vitrine para apresentar ao público internacional diferentes polos de desenvolvimento tecnológico existentes no país. 

Já entre 5 e 15 de dezembro, a ApexBrasil promoverá a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. 

A iniciativa selecionará 30 startups brasileiras para passarem por uma etapa de preparação. Além disso, as empresas também terão espaço no Pavilhão do Brasil e serviço de matchmaking com potenciais clientes, investidores e parceiros estratégicos. A agenda também inclui visitas técnicas ao ecossistema de inovação dos Emirados Árabes Unidos. 

Saiba mais em apexbrasil.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Marquezan Araújo.

 

LOC.: A CAIXA paga, nesta segunda-feira, 31 de agosto, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de novembro e dezembro. Além da parcela mensal, estudantes da modalidade EJA aprovados no primeiro semestre de 2026 também recebem a parcela do Incentivo Conclusão. 

O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem. 

O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.

Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.

Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.

O preço do café arábica abre esta segunda-feira, trinta e um de agosto, com baixa de zero vírgula oitenta e um por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil setecentos e vinte e oito reais e sessenta e um centavos, na cidade de São Paulo.

O café robusta, por outro lado, teve alta de zero vírgula cinquenta e cinco por cento, sendo comercializado a mil e vinte e sete reais e cinquenta e cinco centavos.

No mercado de açúcar cristal, o preço subiu um vírgula trinta e três por cento na capital paulista. A saca de cinquenta quilos está cotada a cento e doze reais e seis centavos.

Em Santos, o açúcar apresentou baixa de um vírgula oitenta e seis por cento, com a mercadoria negociada a cento e vinte e cinco reais e setenta centavos, na média de preços sem impostos.

Já a saca de sessenta quilos do milho é vendida a sessenta e nove reais e cinquenta e um centavos, após alta de zero vírgula sessenta e sete por cento.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz

A saca de sessenta quilos da soja inicia esta segunda-feira, trinta e um de agosto, com alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.

No mercado paranaense, a soja registra aumento de um vírgula quarenta e um por cento, com a saca negociada a cento e cinquenta e um reais e trinta e dois centavos.

Em Paranaguá, a alta foi ainda maior, de três vírgula zero quatro por cento, levando a cotação para cento e cinquenta e nove reais e setenta e seis centavos.

No mercado de trigo, também houve aumento de preços nos dois estados analisados.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil quatrocentos e cinquenta e dois reais e cinquenta e cinco centavos. Já no Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil trezentos e quarenta e sete reais e trinta e cinco centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz