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LOC.: Às vésperas da corrida presidencial, a redução dos impostos e a consolidação da reforma tributária despontam como as principais demandas da indústria para o próximo presidente eleito. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que 29% dos empresários apontam essa agenda como prioridade para os próximos quatro anos. 

Na sequência, aparecem o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, apontados por 22% dos entrevistados. Medidas de incentivo à indústria e à produção ocupam a terceira posição, sendo consideradas prioritárias por 21% dos empresários.

O superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra, destaca que, entre as prioridades para a melhoria do ambiente de negócios e para as próprias empresas, predominam fatores associados ao chamado Custo Brasil — conjunto de entraves estruturais, burocráticos e econômicos que elevam os custos de produção no país.

TEC./SONORA: Márcio Guerra, superintendente de Economia da CNI

“Há preocupações relacionadas a emprego, segurança, gastos públicos, juros, crédito, e como isso tem impactado a dinâmica dos negócios. Em outras palavras, trata-se do Custo Brasil e de fatores relacionados ao ambiente de negócios.” 


LOC.: Os resultados da pesquisa reforçam as propostas que a CNI apresentou nesta segunda-feira (22) a pré-candidatos à Presidência da República e lideranças empresariais durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis.

Segundo Márcio Guerra, o encontro permite aproximar os pré-candidatos das demandas do setor industrial e apresentar as prioridades consideradas fundamentais para a construção de um país mais competitivo e desenvolvido nas próximas décadas. 

TEC./SONORA: Márcio Guerra, superintendente de Economia da CNI

“Essa pesquisa tem como objetivo dar voz ao empresário industrial. Ali tem uma fotografia muito importante para que os pré-candidatos leiam o que o empresário industrial espera deles nesse próximo mandato.” 


LOC.: As sugestões integram o documento Construindo o Brasil 2050, que reúne recomendações para áreas estratégicas, como agenda macroeconômica, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário, segurança jurídica, entre outros temas essenciais para o fortalecimento da economia e a competitividade do Brasil.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A partir de 3 de agosto de 2026, empresas enquadradas no regime regular não terão mais permissão para emitir documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento dos campos referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e à Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. Todas as notas fiscais deverão conter as novas informações, incluindo a alíquota de teste de 1%.

As novas regras da reforma tributária sobre o consumo ainda não estão sendo aplicadas devido à flexibilização concedida pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços por meio do Ato Conjunto nº 01 de 2025. 

A norma adia o início da aplicação de penalidades para empresas e profissionais autônomos que deixarem de destacar IBS e CBS nos documentos fiscais até o primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação dos regulamentos do IBS e da CBS. 

Apesar da dispensa temporária de multas, a obrigatoriedade de preenchimento dos campos passa a ter caráter operacional. A partir de agosto, documentos fiscais emitidos sem as informações de IBS e CBS serão automaticamente rejeitados pelos sistemas, impedindo a emissão da nota. 

A reforma tributária sobre o consumo prevê a substituição gradual de cinco tributos — IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS — pelo modelo de IVA dual. 

No entanto, os tributos antigos não serão extintos de imediato e a cobrança da alíquota de teste de 1% não representa aumento da carga tributária. De acordo com a legislação, os valores recolhidos a título de IBS e CBS poderão ser integralmente compensados com os montantes pagos de PIS e Cofins. 

Na prática, o contribuinte recolhe os novos tributos, mas desconta esse valor das contribuições federais já devidas, mantendo inalterado o desembolso total. 

O objetivo dessa fase é testar, em ambiente real, o funcionamento do novo sistema de arrecadação e repartição de receitas entre União, estados e municípios, sem gerar impacto financeiro relevante para os contribuintes.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A escolha sobre como um bebê vai nascer deveria ser da gestante e sua rede de apoio, com informação de qualidade e orientação médica. Mas, no Brasil, essa decisão nem sempre segue esse caminho.

Embora SETE em cada DEZ brasileiras digam, no início da gravidez, que preferem o parto normal, a maioria dos nascimentos ainda acontece por cesariana. 

Em 2023, quase SESSENTA POR CENTO dos partos no país eram realizados por cirurgia, de acordo com relatório do Ministério das Mulheres.

O número chama atenção porque o Brasil está entre os países que mais fazem cesarianas no mundo. E isso acontece mesmo com os benefícios já conhecidos do parto normal.

Diante desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, o UNICEF, recomenda o parto normal e ressalta que quando não há contraindicação médica, o procedimento favorece uma recuperação mais rápida da mãe. Além disso, facilita a amamentação e contribui para a adaptação do bebê após o nascimento.

É o que destaca a chefe de Saúde e Nutrição do UNICEF no Brasil, Luciana Phebo:
 

TEC./SONORA: Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do UNICEF no Brasil

“O parto normal tem muitas vantagens, tanto para a gestante, para a mãe, quanto para o bebê. A recuperação materna é muito mais rápida. Isso, muitas vezes, é um fator extremamente importante para mulheres que não possam ter uma rede de apoio muito grande e precisam rapidamente estar ali, inclusive, para o cuidado do seu bebê.”
 


LOC.: Para ampliar o acesso à informação e combater mitos sobre o tema, o UNICEF lançou a campanha "Parto normal. Uma escolha que merece respeito".

Com o slogan "Opinião não é informação", a iniciativa alerta para um problema comum durante a gestação: a pressão de familiares, conhecidos e até desconhecidos sobre a forma como o bebê deve nascer. 

A campanha é composta por filmes, spot de rádio e peças para TV, redes sociais e internet. Os filmes, por exemplo, retratam situações comuns do dia a dia. Nas peças, mulheres grávidas recebem comentários e opiniões de desconhecidos sobre a escolha pelo parto normal. A proposta é mostrar como essas interferências podem gerar dúvidas e inseguranças durante a gestação.

Luciana Phebo explica que o objetivo da campanha não é opor uma forma de parto à outra, mas garantir que as escolhas sejam feitas de maneira informada e respeitosa.
 

TEC./SONORA: Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do UNICEF no Brasil

“O que nós queremos alcançar é que partos normais, quando indicados, deve ser a preferência no Brasil. E nós queremos que isso aconteça a partir de uma maior autonomia da gestante. E que essa autonomia não seja interferida por opiniões, por mitos, por pressões sociais, por pressões institucionais.”
 


LOC.: Além das peças publicitárias, a iniciativa oferece uma página com orientações para gestantes, familiares e profissionais de saúde. O conteúdo reúne informações sobre os direitos da mulher, o trabalho de parto, formas de alívio da dor, a importância do pré-natal e esclarecimentos sobre mitos relacionados à cesariana, sempre com base em evidências científicas.

Para acessar os materiais da campanha e mais informações, acesse: www.unicef.org/brazil/parto.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Prefeitos ligados à Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, a FNP, intensificaram a articulação com o governo federal e com o Congresso para tentar acelerar medidas de prevenção e resposta aos efeitos do El Niño nos municípios brasileiros.

A mobilização ocorreu depois da primeira reunião da Comissão Permanente de Adaptação, Mitigação e Prevenção de Desastres da entidade. A comitiva foi liderada pelo prefeito de Porto Alegre e presidente da FNP, Sebastião Melo, e teve reuniões com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e com o deputado federal Léo Prates, da Bahia.

Ao Ministério do Meio Ambiente, os prefeitos levaram uma lista de pedidos para reforçar a preparação das cidades diante do fenômeno climático. Entre as propostas estão a participação mais efetiva dos municípios na formulação e no monitoramento de políticas ambientais e climáticas, a facilitação do acesso das prefeituras ao Fundo Clima e a ampliação do apoio técnico para cidades com menor capacidade institucional ou com menos recursos.

Os gestores também defenderam a redução da burocracia para o acesso a recursos, a capacitação permanente de equipes municipais e o fortalecimento do chamado federalismo climático, com maior articulação entre União, estados e municípios.

Durante o encontro, o Ministério apresentou programas em andamento, como o ArborizaCidades, o AdaptaCidades e o Cidades Verdes Resilientes, além de informar a instalação de uma Sala de Situação, coordenada pela Casa Civil, para acompanhar os efeitos do El Niño.

Na agenda com o Congresso, a comitiva discutiu projetos considerados prioritários para melhorar a resposta a desastres. Entre eles, o PLP 50/2025, que flexibiliza exigências para o repasse de recursos da União a estados e municípios em situações de emergência e calamidade; a PEC 44/2023, que reserva parte das emendas parlamentares e do orçamento para ações de prevenção e recuperação; e o PL 1542/2024, que permite o compartilhamento de máquinas e equipamentos entre prefeituras em casos de desastre.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: Três pré-candidatos à Presidência da República participaram do evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, nesta segunda-feira (22), em Brasília. No encontro, receberam demandas do setor e debateram propostas para o desenvolvimento econômico e o fortalecimento da competitividade nacional.

Participaram Romeu Zema, do Novo, Flávio Bolsonaro, do PL, e Ronaldo Caiado, do PSD. 

Antes das apresentações, o presidente da CNI, Ricardo Alban, entregou aos convidados o documento "Construindo o Brasil 2050", com propostas voltadas ao crescimento econômico, ao desenvolvimento produtivo e à competitividade do país.

Entre os temas destacados pelos pré-candidatos estiveram ajuste fiscal, redução da burocracia, mudanças nas regras trabalhistas, corte de tributos e investimentos em tecnologia e inovação.

O primeiro a falar foi Romeu Zema. O ex-governador de Minas Gerais defendeu a redução dos gastos públicos, o combate à corrupção e a flexibilização das relações de trabalho.

TEC./SONORA: Romeu Zema, pré-candidato à presidência (Novo)
“Quero criar uma opção, regime de trabalho por hora, como acontece em todo país desenvolvido. Isso vai formalizar milhões de brasileiros que hoje não conseguem um contrato de trabalho formal.”


LOC.: Na sequência, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende reduzir a carga tributária, simplificar a legislação e combater fatores que aumentam o chamado Custo Brasil. 

TEC./SONORA: Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência (PL)
“A gente tem que recuperar, resgatar essa confiança, essa credibilidade. Se nós conseguirmos reduzir a carga tributária, simplificar a legislação, a gente vai reduzir esse custo do Brasil. As empresas nacionais vão ficar mais competitivas.”


LOC.: Encerrando o evento, Ronaldo Caiado defendeu uma política industrial de longo prazo, com foco em inovação, tecnologia e equilíbrio fiscal. 

 

TEC./SONORA: Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência (PSD)
“Precisamos de ter uma política industrial. Uma política plurianual da indústria, da mineração, da agropecuária, dos avanços nossos na área de tecnologia e inovação. O Brasil já perdeu todas as janelas, até agora, todas as oportunidades. Nós viramos um país acanhado com tanta riqueza e tanto potencial.”


LOC.: Realizado desde 1994, o encontro é promovido pela CNI para aproximar o setor industrial dos candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Renan Santos, do partido Missão, também foram convidados, mas não participaram.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal já podem receber a nova vacina pneumo 20 na rede pública de saúde. A estratégia nacional foi lançada no último sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

O imunizante oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves, como pneumonia e meningite. Na rede privada, a vacina pode custar até 500 reais. Em comparação às formulações anteriores, a pneumo 20 amplia a cobertura contra os sorotipos mais associados à doença pneumocócica invasiva. 

Além disso, a vacina também contribui para a prevenção da otite média, infecção que pode evoluir para complicações mais graves, como perda auditiva e infecção generalizada. 

Desde maio de 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570 mil doses da pneumo 20 para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a expectativa é que mais de 6 milhões de doses sejam enviadas às unidades da federação. 

Além das crianças menores de cinco anos, a pneumo 20 será destinada a povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou mais acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Atualmente, o SUS oferece as vacinas pneumo10, pneumo13 e pneumocócica polissacarídica 23. Essas formulações estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a chegada da pneumo 20, o Ministério da Saúde dará início a uma transição gradual para ampliar a proteção. A estratégia será mantida até o esgotamento dos estoques da pneumo 10 e, depois disso, o calendário passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20.

Pais e responsáveis poderão acompanhar o histórico de vacinação das crianças por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O preço do café arábica inicia esta quarta-feira (24) com alta de 1,33%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.491,84 na capital paulista.

O açúcar cristal apresenta aumento no mercado de São Paulo. A saca de 50 quilos está cotada a R$ 94,07, após alta de 2,70%. 

Em Santos (SP), houve elevação de 1,03%, com a mercadoria negociada a R$ 102,41, considerando a média de preços sem impostos.

O milho também registra leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 63,12, após salto de 0,13%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do boi gordo registra recuo nesta quarta-feira (24). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 340,50, após queda de 0,99%.

No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,29.

Já a carcaça suína especial teve desvalorização de 0,12% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo passou a custar R$ 8,60.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra avanço em algumas praças. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 5,03.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo