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LOC: A maioria dos estados brasileiros continua em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, segundo o mais recente boletim InfoGripe, da Fiocruz. Apesar de o cenário nacional indicar estabilização dos casos, quase todo o país ainda registra incidência elevada da doença. Apenas Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins ficaram fora dos níveis de alerta nas últimas duas semanas. Já Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima seguem com aumento dos casos.

O principal responsável pelas internações continua sendo o vírus sincicial respiratório, o VSR, que responde por mais da metade dos casos positivos de SRAG e afeta principalmente crianças pequenas. Também circulam os vírus influenza A e B, especialmente na região Centro-Sul, enquanto a Covid-19 apresenta crescimento localizado em alguns estados, mas ainda com baixa incidência no cenário nacional.

Entre os óbitos por SRAG com identificação viral, a influenza A lidera as ocorrências, seguida pelo VSR e pelo rinovírus. Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância da vacinação contra gripe e Covid-19, além da adoção de medidas de prevenção, como o uso de máscaras em ambientes fechados e unidades de saúde e o isolamento de pessoas com sintomas respiratórios.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

 

O Ministério da Saúde prorrogou a estratégia nacional de vacinação contra o HPV voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não têm registro de imunização. A campanha seguirá até 31 de dezembro de 2026 em todo o país.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa já resultou na aplicação de quase 300 mil doses desde seu lançamento. Desse total, mais de 124 mil foram administradas em meninas e cerca de 163 mil em meninos da faixa etária contemplada.

Com a prorrogação, estados e municípios deverão reforçar as ações para identificar e vacinar quem ainda não recebeu a dose. A orientação é que a imunização também ocorra fora das unidades básicas de saúde, com atividades em escolas, universidades e outros locais frequentados pelo público-alvo.

A vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção contra o HPV, vírus relacionado ao câncer do colo do útero e a outras doenças associadas à infecção, incluindo diferentes tipos de câncer. 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer indicam que o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no período entre 2026 e 2028, reforçando a importância da ampliação da cobertura vacinal.

Pelo SUS, a vacinação contra o HPV integra o calendário de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Excepcionalmente, até o fim de 2026, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade de se imunizar também poderão receber a vacina gratuitamente.

O imunizante continua disponível para grupos com indicação específica, entre eles pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes em tratamento oncológico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

Quem deseja verificar se já recebeu a vacina pode consultar o histórico de imunização pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Reportagem, Viviane Oliveira 

LOC.: Municípios que recebem grande número de turistas podem ganhar mais recursos com a Reforma Tributária. A mudança está relacionada ao novo modelo de cobrança de impostos, que passa a considerar o local onde o serviço é consumido, e não mais onde a empresa está sediada.

Na prática, isso significa que cidades com forte atividade turística poderão ficar com uma parcela maior da arrecadação gerada por gastos em hotéis, restaurantes, transporte, eventos e outros serviços utilizados pelos visitantes.

Segundo a Confederação Nacional de Municípios, a CNM, a mudança deve beneficiar destinos turísticos porque a tributação passará a ocorrer no destino final do consumo. Além disso, o atual Imposto Sobre Serviços será substituído gradualmente pelo Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS.

A entidade avalia que a medida corrige uma distorção do sistema tributário, que muitas vezes concentrava a arrecadação em municípios onde as empresas estavam registradas, mesmo quando a atividade econômica ocorria em outras cidades.

A transição para o novo modelo será gradual e contará com mecanismos para reduzir impactos sobre estados e municípios. Durante esse período, a distribuição das receitas levará em conta critérios de compensação e o histórico de arrecadação.

A reforma também exigirá adaptações das administrações municipais. Será necessário aprimorar cadastros, reforçar a fiscalização e ampliar o acompanhamento das atividades econômicas para garantir participação adequada na divisão dos recursos.

Outra medida prevista é a devolução de tributos sobre determinadas compras feitas por turistas estrangeiros. A proposta busca aumentar a competitividade do Brasil no mercado internacional de turismo.

Embora os principais efeitos devam aparecer ao longo dos próximos anos, a orientação é que os municípios iniciem desde já os preparativos para o novo sistema.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: O governo federal lançou uma calculadora oficial para ajudar brasileiros endividados a simularem a renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil – Famílias, conhecido como Desenrola 2.0.

A ferramenta permite estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS antes de procurar o banco para fechar um acordo.

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa foi criada para ajudar pessoas com renda de até CINCO salários mínimos – o equivalente a R$ 8.105 – a renegociar dívidas em melhores condições.

Para utilizar a ferramenta, é necessário que a dívida tenha sido contratada antes de 31 de janeiro de 2026 e esteja atrasada entre 91 dias e dois anos.

A calculadora considera fatores como valor da dívida, tempo de atraso, descontos mínimos exigidos e possibilidade de uso do FGTS.

Pelas regras do programa, o consumidor pode utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS ou até MIL REAIS – sendo que o maior valor é o válido.

A possibilidade de uso do fundo deve ser confirmada diretamente com o banco.

A Fazenda alerta que a ferramenta serve apenas para simulação. Ou seja, os valores apresentados são estimativas e não incluem possíveis tarifas ou impostos adicionais, sendo necessário procurar diretamente a instituição financeira credora para efetuar o acordo, a qual deve ser participante do programa.

A simulação considera taxa máxima de juros de 1,99% ao mês.

O Desenrola 2.0 prevê descontos de até 90%, além de parcelamento entre 12 e 48 meses.

Segundo o governo federal, a ferramenta busca ampliar o acesso à informação e ajudar famílias a organizarem melhor o orçamento antes de assumir uma renegociação.

Para usar o simulador, basta acessar a plataforma oficial, informar os dados da dívida, escolher o número de parcelas e simular o uso do FGTS.

As condições finais de renegociação devem ser confirmadas diretamente com os bancos participantes. 

O simulador já está disponível gratuitamente no site simuladordesenrola.fazenda.gov.br.

Reportagem, Bianca Mingote

LOC.: Sondagem da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que 97% das indústrias brasileiras seriam impactadas por uma eventual redução da jornada de trabalho. Além disso, 73% dos empresários do setor são contrários à adoção da medida por lei. 

Entre as principais preocupações apontadas pelas empresas estão o aumento dos custos, a perda de competitividade e a redução da capacidade produtiva. 

A sondagem também mostra ampla resistência às propostas em discussão no Congresso Nacional. Três em cada quatro indústrias são contrárias à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas; e seis em cada dez empresas rejeitam o fim da escala 6x1.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que a discussão sobre a redução da jornada e o fim da escala 6x1 seja conduzida com profundidade, responsabilidade e com base em dados técnicos, para que eventuais mudanças gerem benefícios para trabalhadores, empresas e para o país. 
 

TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI

“Todo o setor produtivo também tem interesse que isso seja uma conquista. Também tem interesse que o nosso trabalhador possa ter mais tempo, até mesmo para consumir. Mais tempo para a sua família, mais tempo para o seu lazer, mais tempo para a sua cultura.” 
 


LOC.: O presidente da CNI ressalta que o debate deve considerar o atual cenário econômico e geopolítico para evitar efeitos adversos sobre a atividade produtiva. 

TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI

“Não estamos nas mesmas variáveis que existiam quando foi reduzido de 48 horas para 44. As variáveis econômicas e a conjuntura geopolítica são outras. Então nós temos que trabalhar com responsabilidade para que essa conquista aconteça da forma certa, no tempo certo.”
 


LOC.: Segundo Alban, a CNI tem levado a visão da indústria aos diferentes fóruns de debate e diálogo sobre o tema. 

Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Bianca Mongote.
 

 

O preço do boi gordo teve redução de 0,76% nesta sexta-feira (3). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 332,75.

No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,20, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,20.

Já a carcaça suína especial também mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,53.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra elevação nos preços em algumas praças. Em Minas Gerais, o preço permanece estável, o animal é comercializado a R$ 5,89.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira

 

O preço do café arábica abre esta sexta-feira (3) com queda de 0,53%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.656,79 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve alta de 1,66%, sendo comercializado a R$ 1.089,06.

O preço do açúcar cristal apresenta um pequeno aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,23.

Em Santos (SP), houve uma redução de 1,43%, e a mercadoria é negociada a R$ 109,20 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,13, após aumento de 0,17%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira