Destaques de Domingo, 14 de Junho

InfoGripe alerta para aumento das internações por VSR e influenza A e B

Levantamento da Fiocruz mostra aumento dos casos graves de SRAG e reforça importância da vacinação entre os grupos prioritários

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Simples Nacional: mulheres defendem atualização dos limites para fortalecer empreendedorismo feminino

Cristiane Britto (Republicanos - DF) e Beatriz Guimarães, presidente do CMEC-DF e vice-presidente Nacional Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, destacam desafios como acesso ao crédito, sobrecarga de responsabilidades e defasagem dos limites do MEI; setor produtivo cobra correção do teto para estimular formalização, renda e geração de empregos

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LOC.: A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz indica aumento do número de hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório, o VSR, e pela influenza A e B em diversas regiões do país.

Segundo o levantamento, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, associados ao VSR continuam em crescimento na maioria dos estados do Nordeste, do Sudeste e do Sul, além de Amapá e Roraima, no Norte.

Mesmo com sinais de estabilização ou queda, os níveis de infecção por VSR continuam altos em toda a Região Centro-Oeste, além do Acre, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco.

As hospitalizações por influenza A também seguem em alta em toda a Região Sul, além de Roraima e Rio Grande do Norte. Já os casos graves de influenza B apresentam crescimento mais acentuado em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas preventivas, como lavar frequentemente as mãos; usar máscara em unidades de saúde e em ambientes fechados e aglomerados, com pouca circulação de ar; manter isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado;  e — quando o isolamento não for possível — sair de casa utilizando máscaras de alta filtragem.

Portella também reforça a importância dos grupos prioritários tomarem a vacina contra a influenza e o VSR para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus.

O boletim também verificou que 15 capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Entre elas estão Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Macapá, Maceió, Porto Alegre, Rio Branco e Salvador.

Na maior parte dessas capitais, o avanço da SRAG ocorre principalmente entre crianças menores de dois anos e crianças e adolescentes de até 14 anos. Em Curitiba e Rio Branco também há aumento dos casos de SRAG entre os idosos.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Mulheres que empreendem no Brasil ainda enfrentam dificuldades para fazer seus negócios crescerem. 

Entre os principais desafios estão o acesso ao crédito, a sobrecarga de tarefas e regras tributárias que não acompanham a realidade do mercado. 

Por isso, representantes do setor defendem a atualização dos limites do Simples Nacional, como uma medida para permitir que essas empresas continuem crescendo, gerando renda e empregos.

A proposta está em análise no Congresso Nacional por meio do projeto de lei complementar número 108 de 2021, que prevê a atualização dos limites de faturamento anual do MEI – desatualizados desde 2018 – para até 130 mil reais.

A secretária-geral da executiva nacional do Mulheres Republicanas, Cristiane Britto, afirma que a mudança é necessária para acompanhar a realidade econômica do país.
 

TEC./SONORA: Cristiane Britto, secretária-geral da executiva nacional do Mulheres Republicanas (Republicanos - DF)
“Essa atualização não é um privilégio, na verdade é uma medida de justiça econômica, exatamente para preservar competitividade, para estimular a formalização e permitir que milhares de pequenos negócios continuem gerando emprego e renda.”
 


LOC.: Beatriz Guimarães, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal,  órgão vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, também defende a medida.

Beatriz Guimarães destaca que o teto atual do MEI prejudica justamente as empreendedoras que conseguem expandir a atividade. 
 


TEC./SONORA: Beatriz Guimarães, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal
“O limite atual já não reflete a realidade econômica do país, marcada pela inflação e pelo aumento dos custos operacionais. Para as mulheres, esse impacto é ainda mais significativo. Quando o faturamento ultrapassa o teto vigente, a mudança para outro regime tributário pode representar um aumento brusco de custos e burocracia, desestimulando o crescimento.”
 


LOC.: A CACB defende uma correção de cerca de 83% nos limites atuais. A entidade também lidera o movimento em prol do aumento para todas as faixas enquadradas.

O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, alerta que a falta de atualização dos limites pode levar empresas à informalidade ou a regimes tributários mais complexos.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”


LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.

O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.

Reportagem, Bianca Mingote

 

O fenômeno climático El Niño está oficialmente de volta e já desperta atenção de meteorologistas em todo o mundo, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia. 

As condições características do fenômeno já estão presentes no Oceano Pacífico Equatorial e devem persistir até o verão austral de 2026 a 2027.

A confirmação foi divulgada nesta quinta-feira, 11 de junho, pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, que prevê a permanência do fenômeno ao longo dos próximos meses. 

No Brasil, os efeitos costumam variar de acordo com a região. Historicamente, episódios de El Niño favorecem períodos mais secos em áreas do Norte e Nordeste, aumentando o risco de estiagens, redução da umidade do solo e pressão sobre os reservatórios de água.

Por outro lado, a Região Sul frequentemente registra volumes de chuva acima da média durante a atuação do fenômeno. Esse cenário pode contribuir para a ocorrência de alagamentos, enchentes e elevação dos níveis dos rios, especialmente em períodos de precipitação intensa.

O ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reuniu na última quarta-feira (10), diversos órgãos federais para alinhar ações preventivas, de mitigação e de resposta ao fenômeno. Durante o encontro, especialistas apresentaram os prognósticos mais recentes para o país. A Sedec acompanha a evolução do cenário e coordena estratégias para apoiar estados e municípios diante dos possíveis impactos. 

De acordo com a meteorologista da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Cátia Valente, existem 63% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte em diferentes regiões do Brasil entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O período 

Com alta probabilidade de formação em 2026, o El Niño deve exigir atenção redobrada no estado gaúcho durante o segundo semestre, especialmente entre o final do inverno e a primavera. De acordo com a meteorologista Cátia Valente, os impactos do fenômeno ainda não podem ser definidos com precisão, pois dependem da atuação conjunta de diversos sistemas atmosféricos. Por isso, o momento é de planejamento e preparação para diferentes cenários. 

Reportagem Viviane Oliveira

LOC.: A plataforma de cursos gratuitos voltada aos trabalhadores da cultura alcançou a marca de 300 mil inscritos. //

Idealizada pelo Ministério da Cultura, a Escult oferece cursos de formação para a cultura e economia criativa. //

Há dois anos a iniciativa do MinC amplia o acesso à qualificação profissional para o setor cultural em todo o país e no mundo. //

A Escult está presente em 3.958 municípios brasileiros atuando em todos os estados e no Distrito Federal. //

O site também apresenta acessos em mais de 40 países e em mais de 100 cidades fora do Brasil. //

A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, fala sobre o crescimento da plataforma. //
 

TEC./SONORA: SECRETÁRIA CLÁUDIA

“Temos alunos na África, temos alunos da América Latina, alunos da Europa, alunos em vários continentes e temos mais de 300 mil matriculados e matriculadas, o que demonstra que o nosso crescimento nos próximos 2 anos, nos próximos 5 anos, nos próximos 10 anos será exponencial”. 


LOC.: Acesse o site www.escult.cultura.gov.br e conheça os cursos que são ofertados gratuitamente. //

Desde o lançamento, em janeiro de 2024, a plataforma ultrapassou a marca de 4 milhões de acessos e visitas. / Até o momento, 65.908 certificados foram emitidos. //

Além dos cursos livres, na Escult tem curso de Formação Inicial e Continuada (FIC); cursos técnicos; e de pós-graduação. //

Entre os cursos com maior número de participantes matriculados estão: Edição de vídeo; Analista e Parecerista de Projetos Culturais; Animação Digital; e Produção Audiovisual. //

A plataforma reforça o papel estratégico da formação profissional para o fortalecimento do setor cultural brasileiro. / Destaca a secretária Cláudia Leitão. // 
 

TEC./SONORA: SECRETÁRIA CLÁUDIA 

"Precisamos formar pessoas para o novo trabalho. Precisamos formar técnicos, precisamos formar pessoas que vão trabalhar cada vez mais dentro do chamado segmentos culturais e criativos que compõem a economia criativa”.


LOC.: Para saber mais acesse o site www.escult.cultura.gov.br

LOC.: O Brasil segue apresentando diferenças regionais importantes quando o assunto é qualidade de vida entre os municípios. É o que mostra um levantamento divulgado nesta quarta-feira, dia 20, pelo Instituto Imazon e instituições parceiras, com base no Índice de Progresso Social, o IPS.

O resultado mostra forte concentração regional. Entre os VINTE municípios com melhor desempenho, DEZOITO estão no Sul e Sudeste. Já entre os VINTE últimos colocados, DEZENOVE ficam no Norte e Nordeste.

Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, aparece na primeira colocação. A cidade, que tem cerca de QUATRO MIL E OITOCENTOS habitantes, marcou SETENTA E TRÊS VÍRGULA DEZ pontos em uma escala que vai de ZERO a CEM.

Na outra ponta do ranking está Uiramutã, em Roraima, com QUARENTA E DOIS VÍRGULA QUARENTA E QUATRO pontos.

Entre as capitais, Curitiba lidera com SETENTA E UM VÍRGULA VINTE E NOVE pontos, seguida por Brasília e São Paulo.

Na parte inferior da lista entre as capitais estão Macapá e Porto Velho.

A média nacional do IPS em 2026 ficou em SESSENTA E TRÊS VÍRGULA QUARENTA pontos, com leve variação em relação aos anos anteriores.

O IPS difere do PIB porque não mede apenas riqueza, mas também como as condições sociais e ambientais se refletem na vida da população.

O estudo avaliou os CINCO MIL QUINHENTOS E SETENTA municípios do país. O indicador considera CINQUENTA E SETE critérios sociais e ambientais, a partir de dados de órgãos como IBGE, DataSUS e Inep.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: A produção industrial de Goiás voltou a crescer e apresentou resultado acima da média nacional em abril deste ano. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, mostram que a indústria goiana registrou crescimento de SEIS VÍRGULA DOIS POR CENTO na comparação com abril de 2025.

O desempenho foi o terceiro melhor entre os estados brasileiros. No mesmo período, a indústria nacional cresceu DOIS VÍRGULA SETE POR CENTO.

Na comparação entre março e abril deste ano, com ajuste sazonal, Goiás apresentou elevação de UM VÍRGULA SETE POR CENTO. O resultado corresponde a mais que o dobro da média do país, que ficou em ZERO VÍRGULA SETE POR CENTO. Com isso, o estado alcançou a quinta posição do ranking nacional e marcou o segundo mês seguido de crescimento da atividade industrial.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a produção industrial goiana teve salto de UM VÍRGULA UM POR CENTO. Já no acumulado dos últimos doze meses, a alta chegou a DOIS VÍRGULA SEIS POR CENTO, o quinto melhor resultado do país.

Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho da indústria goiana estão a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com crescimento de SETENTA E SETE POR CENTO.

Além desses, se destacaram a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com avanço de SETENTA E QUATRO POR CENTO; a produção de produtos de metal, que cresceu VINTE E OITO VÍRGULA QUATRO POR CENTO; e a indústria farmoquímica e farmacêutica, com alta de VINTE E CINCO VÍRGULA TRÊS POR CENTO.

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho, os resultados atestam a expansão da atividade industrial goiana. Segundo o gestor, o estado tem ampliado sua capacidade produtiva em setores estratégicos e colhido os resultados de uma política voltada à atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da indústria. 

A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE acompanha, todos os meses, o comportamento das indústrias extrativas e de transformação no Brasil, permitindo analisar a evolução da produção industrial nos estados e no país.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (12) em alta no interior do Paraná e queda no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão registra elevação de 0,18% e é negociado a R$ 125,73; na segunda, a mercadoria tem redução de 0,34% e é cotada a R$ 131,78.

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.377,98, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.325,29.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (12) em alta de 1,01%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.412,22 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve valorização, com elevação de 1,28%, sendo comercializado a R$ 967,40.

O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 92,18, após baixa de 0,18%.

Em Santos (SP), houve redução de 1,07%, e a mercadoria é negociada a R$ 102,45 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,03, após queda de 0,09%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo