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Minas Gerais lidera os repasses da CFEM, seguida por Pará e Goiás; Canaã dos Carajás recebe o maior valor entre os municípios
Baixar áudioLer ao vivoEntidade aponta queda de 8,7% nas vendas de produtos industriais aos Estados Unidos e alerta para perdas industriais decorrentes da nova tarifa adicional
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Estados e municípios receberam mais de 461 milhões de reais da Agência Nacional de Mineração, a ANM. O valor corresponde à Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, arrecadada em junho e repassada ao longo do mês de julho.
Do total, cerca de 92 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios receberam aproximadamente 368 milhões.
Minas Gerais foi o estado que recebeu a maior quantia — mais de 42 milhões de reais. Na sequência aparecem Pará, com cerca de 34 milhões; e Goiás, com pouco mais de 3 milhões de reais.
Já entre os municípios produtores, os maiores repasses foram feitos para três cidades paraenses: Canaã dos Carajás, com quase 61 milhões de reais; Parauapebas, com 34 milhões; e Marabá, com pouco mais de 21 milhões de reais.
A legislação determina que os valores não podem ser usados para o pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou com entidades federais. Também é proibido utilizar os recursos para custear despesas permanentes com pessoal.
A principal exceção é a área da educação. Nesse caso, os recursos podem financiar despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, especialmente os que atuam na educação básica em tempo integral.
A ANM ressalta que estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar anualmente a destinação dos valores recebidos. Além disso, pelo menos 20% da receita da CFEM deve ser aplicada em ações voltadas para diversificação da economia; exploração mineral sustentável; e pesquisa científica e tecnológica.
Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o site do Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: No primeiro semestre de 2026, 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos, reflexo das tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano desde o ano passado. A retração foi impulsionada pela redução de 8,7% nas vendas de produtos industriais, sobretudo de semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e semimanufaturados de outras ligas de aço. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Os estados impactados são: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pará, Bahia, Ceará, Maranhão, Sergipe, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Norte, Tocantins, Alagoas, Piauí, Amapá, Acre e Roraima.
Na última quarta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que passa a valer a partir do próximo dia 22 de julho, decorre de uma investigação iniciada em julho de 2025 com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, alerta que os impactos das tarifas adicionais vão além do comércio exterior.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
“Se levarmos em consideração que as exportações brasileiras para os Estados Unidos são aquelas que mais geram emprego no Brasil, estamos diante de um cenário no qual a competitividade da indústria brasileira será colocada em risco e sob uma pressão adicional.”
LOC.: Para a gerente da CNI, a prioridade deve ser intensificar o diálogo entre os dois países para buscar uma solução negociada.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
"É necessário intensificar o diálogo para se atingir um consenso com os Estados Unidos, para que possa ser revertido esse cenário atual, onde são gerados prejuízos para o lado brasileiro e os Estados Unidos.”
LOC.: Negri acrescenta que a indústria brasileira segue atuando em parceria com o governo federal, fornecendo análises técnicas sobre os impactos das tarifas e discutindo alternativas para reduzir os efeitos da medida sobre a competitividade das exportações brasileiras.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Senado aprovou um projeto de lei que limita a 5% a parcela que a União poderá reter dos repasses do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios para quitar dívidas previdenciárias de entes federativos. O PL 4.275 de 2021 segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
O objetivo da proposta é preservar a capacidade financeira dos estados e municípios, garantindo recursos para a manutenção de serviços públicos, sem impedir o pagamento dos débitos previdenciários.
Segundo dados da Confederação Nacional de Municípios, as retenções de recursos ultrapassaram 5 bilhões de reais em 2020 e 2021, afetando cerca de um quarto dos municípios brasileiros.
O projeto é de autoria do senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, e teve como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins. No relatório, a senadora afirma que a limitação das retenções é necessária diante dos impactos que esses descontos têm sobre a disponibilidade financeira de estados e municípios.
Os fundos de participação são mecanismos pelos quais a União distribui parte da arrecadação de impostos aos estados e municípios. Esses recursos são uma das principais fontes de financiamento das administrações locais e ajudam a custear despesas em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Atualmente, quando um estado ou município possui dívidas previdenciárias com a União, parte dos repasses desses fundos pode ser retida para quitar os débitos.
Se o projeto for aprovado também pela Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente da República, esses descontos ficarão limitados a 5% do valor de cada repasse. A expectativa é evitar que retenções elevadas comprometam o caixa dos entes federativos, preservando sua capacidade de manter os serviços públicos enquanto as dívidas continuam sendo quitadas.
Reportagem, Paloma Custódio
A atividade econômica brasileira teve crescimento de zero vírgula um por cento em maio, na comparação com abril. Os dados são do Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central.
O resultado foi impulsionado pela indústria, que avançou zero vírgula quatro por cento, e pelos serviços, com alta de zero vírgula um por cento. A agropecuária, por outro lado, recuou um por cento no período.
Conhecido como uma prévia do Produto Interno Bruto, o IBC-Br mostrou ainda que a atividade econômica está zero vírgula oito por cento acima do nível registrado em maio do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses, o crescimento é de um vírgula quatro por cento. O indicador é um dos principais parâmetros utilizados pelo mercado para acompanhar o desempenho da economia brasileira.
Reportagem, Sophia Muniz
O preço do boi gordo teve aumento de 0,59% nesta sexta-feira (17). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 331,15.
No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,32 e o frango resfriado a R$ 7,34.
Já a carcaça suína especial também mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,40.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra aumento no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,98.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (17) com recuo de 1,81%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.706,75 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve recuo de 1,37%, sendo comercializado a R$ 1.092,56.
O preço do açúcar cristal apresenta queda de 0,47% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 91,15.
Em Santos (SP), houve declínio de 1,57%, e a mercadoria é negociada a R$ 106,51 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,87, após aumento de 0,15%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa