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LOC: Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, aponta que propostas em análise no Congresso Nacional que alteram pisos salariais para servidores municipais podem gerar um impacto superior a 100 bilhões de reais por ano nos cofres das prefeituras, caso sejam aprovadas.

Os dados foram apresentados ao Tribunal de Contas da União, o TCU, durante uma reunião realizada no dia 4 de agosto. Segundo a CNM, são 56 propostas relacionadas ao piso de 33 carreiras exclusivas do funcionalismo municipal.

 A entidade também informou que outras três propostas que tratam de aposentadorias especiais e benefícios podem representar um custo superior a 100 bilhões de reais. Já projetos que reduzem a jornada de trabalho podem elevar as despesas municipais em até 10 bilhões de reais por ano.

Durante o encontro, a Confederação apresentou ainda a plataforma Observa Políticas Públicas, que reúne análises sobre os impactos das políticas públicas federais nos municípios, disponível aos entes filiados à entidade.

Segundo a Agência CNM de Notícias, a reunião também reforçou a parceria entre a CNM e o Tribunal de Contas da União, que já mantêm um Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer a gestão pública municipal desde fevereiro de 2026.

Com informações da Agência CNM de Notícias, Bianca Mingote

LOC.: Quatro em cada dez empresas industriais projetam aumentar a dívida bancária nos próximos três meses. É o que mostra uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. A expectativa é influenciada pelos juros altos e pela necessidade de financiar despesas do dia a dia, como compra de matérias-primas, pagamento de salários e tributos. 

Para a analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virginia Colusso, apesar de três cortes de juros realizados em 2026, a taxa Selic — atualmente em 14,25% ao ano — permanece em nível elevado e continua pressionando a atividade industrial. 

TEC./SONORA: Maria Virginia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI

“Uma boa parte dessas empresas que esperam ter que buscar mais crédito, também esperam ter que fazer essa operação a um custo mais elevado. Isso mostra uma maior pressão, não só sobre o caixa, mas também para que elas consigam honrar seus compromissos financeiros e operacionais. Esse cenário tende a se refletir no endividamento e na rentabilidade das empresas.”


LOC.: Segundo o levantamento, 53% das empresas consultadas acreditam que precisarão aumentar a busca por crédito para financiar contas a pagar. A estratégia é utilizada para cumprir compromissos com fornecedores, pagar tributos e outras despesas operacionais. Além disso, 38% dos empresários esperam contratar esses recursos a juros mais altos. 

A pesquisa também revela uma percepção predominantemente negativa dos empresários em relação à rentabilidade no curto prazo. Mais da metade dos entrevistados prevê redução da margem de lucro líquida nos próximos três meses. Maria Virginia Colusso avalia que esse cenário leva os empresários a projetarem  encolhimento da rentabilidade.

TEC./SONORA: Maria Virginia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI

“Além de as empresas estarem esperando um maior endividamento, quase 58% delas também estão esperando um achatamento da sua rentabilidade. Elas estão imaginando, então, uma compressão na sua margem financeira e isso pode se refletir nos próprios preços de vendas.”


LOC.: Diante desse cenário, 37% das empresas pretendem aumentar os preços de venda nos próximos três meses, enquanto 51% esperam mantê-los estáveis. 

O levantamento completo está disponível na aba Publicações do site: portaldaindustria.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC: Termina nesta quarta-feira, 5 de agosto, o prazo para que os partidos políticos realizem convenções e oficializem as candidaturas às eleições de 2026. 
As convenções definem os candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados, além das coligações.
Com o fim dessa etapa do calendário eleitoral, entram em vigor, a partir de quinta-feira, 6 de agosto, as regras para emissoras de rádio e televisão durante o período eleitoral.
Pela legislação, ficam proibidos a veiculação de propaganda política, o tratamento privilegiado a candidatos, partidos, federações ou coligações, a transmissão de imagens de pesquisas que permitam identificar entrevistados ou manipulem dados e a exibição de programas de entretenimento com alusões ou críticas direcionadas a candidaturas.
O calendário do Tribunal Superior Eleitoral prevê, ainda, que o registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto. 
O cronograma também estabelece que a propaganda eleitoral comece no dia 16 de agosto. 
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e, se necessário, o segundo turno está marcado para 25 de outubro de 2026.
As regras completas do calendário eleitoral estão disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral, no site: www.tse.jus.br/eleicoes.

Reportagem, Bianca Mingote

A Região Norte foi a que menos investiu em saneamento básico no Brasil nos últimos cinco anos. O dado é de um levantamento do Instituto Trata Brasil, com base em informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.
Entre dois mil e dezenove e dois mil e vinte e três, a região recebeu cerca de oito bilhões e seiscentos milhões de reais em investimentos, o equivalente a apenas cinco por cento do total aplicado no país.
Segundo o estudo, o baixo volume de recursos contribui para que o Norte continue apresentando alguns dos piores indicadores nacionais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, dificultando o cumprimento das metas de universalização previstas para dois mil e trinta e três.
O Instituto Trata Brasil destaca que ampliar os investimentos é fundamental para melhorar a saúde pública, reduzir desigualdades e garantir mais qualidade de vida para a população.
Reportagem, Sophia Muniz
 

LOC.: As despesas públicas primárias dos estados da Região Sul somaram quase R$ 140 bilhões entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil em parceria com a Associação Comercial de São Paulo. 

Com mais de 11 milhões de habitantes, os gastos do Paraná alcançaram R$ 51,5 bilhões no período. O total corresponde a 7,4% do PIB estadual em 2025, e equivale a uma despesa per capita de aproximadamente R$ 12,3 mil.

Para Vera Antunes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, acompanhar a destinação do dinheiro público é uma conquista para toda a população.

TEC./SONORA: Vera Antunes, presidente da Acil
“Verificando como o dinheiro é utilizado, saberemos onde é possível exercer um controle maior, estimulando também a participação pública junto à gestão. Poderemos, como cidadãos e empresários, exercer uma fiscalização mais eficiente sobre a utilização do dinheiro público pelos nossos representantes.”


LOC.: No Rio Grande do Sul, as despesas somaram R$ 54,2 bilhões, o equivalente a 8% do PIB estadual do ano passado. Já em Santa Catarina, os pagamentos atingiram R$ 34 bilhões, 6,4% do PIB do estado no ano passado.

Rita Conti, vice-presidente da Federação das Associações Empresariais catarinense, entende que as entidades empresariais possuem importante papel na transparência do trato dos recursos estatais.

TEC./SONORA: Rita Conti, vice-presidente da Facisc
“É fundamental que todos os nossos recursos arrecadados, principalmente os tributos que hoje no Brasil são tão caros, retornem realmente para a sociedade com serviços públicos de qualidade, com infraestrutura e investimentos, principalmente, que estimulem o nosso desenvolvimento”


LOC.: Na opinião de Francisco Tavares Junior, presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, o panorama demonstrado pela plataforma Gasto Brasil deixa claro a urgência de uma reestruturação completa no sistema fiscal brasileiro.

TEC./SONORA: Francisco Tavares Junior, presidente da ACIJS
“É fundamental aprovar reformas estruturais, como administrativa e orçamentária, e garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. Também é imprescindível trabalhar na digitalização da gestão pública, reduzindo burocracia, modernizando processos e também revisar gastos ineficientes ou desalinhados com as prioridades estratégicas do país para o momento.”


LOC.: Somando União, DF, estados e municípios, a despesa governamental ultrapassou a marca de R$ 3,2 trilhões desde o início de 2026. A diferença entre o total de pagamentos e o valor arrecadado com impostos se aproxima de R$ 900 bilhões, de acordo com dados da plataforma Impostômetro. 

Análises como essa e muitas outras vão fazer parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades, uma parceria entre a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, ocorre na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Um estudo do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, identificou 16 perfis profissionais que devem ganhar relevância até 2035 diante do avanço da transição para uma economia de baixo carbono. 

O levantamento mostra que a transformação da indústria vai além da adoção de novas tecnologias. O processo exige profissionais com conhecimentos técnicos atualizados, capacidade de inovação e competências em sustentabilidade, além de habilidades para desenvolver soluções voltadas à descarbonização, economia circular, digitalização e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o especialista em Política e Indústria da CNI, Marcello Pio, embora a oferta de cursos no país tenha avançado em áreas como energias renováveis e gestão ESG, ainda existem lacunas em áreas emergentes e estratégicas para a economia verde. 

Entre elas estão inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, rastreabilidade ambiental, gestão de riscos climáticos, armazenamento de energia, hidrogênio de baixo carbono, mercados de carbono e economia circular.

TEC./SONORA: Marcello Pio, especialista em Política e Indústria da CNI

“Para esse estudo, nós aplicamos um modelo que o Observatório já utiliza há mais de 20 anos, que é o Modelo de Prospectiva Industrial. Ele identifica exatamente as demandas que esse processo de transição verde — que o Brasil já tem passado — identificaria em termos de demandas para a formação profissional. E dessas competências surgiram os novos profissionais que, ao longo desses próximos cinco e dez anos — se a megatendência à transição verde avançar rapidamente — a indústria vai precisar ter.”


LOC.: As 16 profissões identificadas pelo estudo são: Gestor de Descarbonização Corporativa; Especialista em Economia Circular e Valorização de Recursos; Analista de Dados para Sustentabilidade; Especialista em Cadeias de Suprimentos Sustentáveis; Gestor de Riscos Climáticos e Resiliência; Especialista em Tecnologias para Transição Energética; Gestor de Hidrogênio Verde e Combustíveis de Baixo Carbono; Especialista em IA para Sustentabilidade; Arquiteto de Sistemas de Rastreabilidade Ambiental; Especialista em Finanças Verdes e Investimentos Sustentáveis; Gestor de Transformação Verde Organizacional; Especialista em Materiais Sustentáveis e Química Verde; Especialista em Eficiência Energética Industrial; Engenheiro de Soluções de Armazenamento de Energia; Consultor ESG e de Sustentabilidade; e Educador e Facilitador para Cultura da Sustentabilidade.

A identificação dos perfis deve subsidiar o SENAI na atualização do portfólio de cursos para atender às novas demandas do setor. 

Reportagem, Paloma Custódio

A saca de 60 quilos da soja abre esta quarta-feira, cinco de agosto, com queda de 0,46% no interior do Paraná, onde é negociada a R$ 136,03.
No porto de Paranaguá, a cotação registra alta de 0,06%, com a saca vendida a R$ 144,12.
Já o trigo apresenta alta no Paraná, onde a tonelada custa R$ 1.413,21, e baixa no Rio Grande do Sul, com o produto negociado a R$ 1.324,52.
Os dados são do Cepea. 
Reportagem, Sophia Muniz
 

O preço do café arábica abre esta quarta-feira, cinco de agosto, com alta de 1,03%. A saca de 60 kg é negociada a R$ 1.729,84, em São Paulo.
O café robusta também registra alta, de 0,69%, com a saca cotada a R$ 1.095,15.
O açúcar cristal sobe 1,18% na capital paulista, onde a saca de 50 kg custa R$ 91,89. Em Santos, a mercadoria também apresenta alta e é negociada a R$ 108,76.
Já a saca de 60 kg do milho registra baixa de 0,11%, sendo vendida a R$ 65,17.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz