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México, Estados Unidos e Canadá concentram a maioria dos casos; Brasil segue sem circulação endêmica
Baixar áudioLer ao vivoCoalizão dos Biocombustíveis reúne lideranças políticas e empresariais em prol do protagonismo do Brasil na transição energética
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A Organização Pan-Americana da Saúde, a OPAS, vinculada à Organização Mundial da Saúde, alerta para o aumento expressivo dos casos de sarampo nas Américas. Após cinco anos de baixa circulação, a doença voltou a registrar surtos em diversos países ao longo de 2025, cenário que se mantém neste início de 2026.
No ano passado, aproximadamente QUINZE MIL casos e VINTE E NOVE mortes foram confirmados na região. México, Canadá e Estados Unidos concentraram cerca de 95% das notificações.
Em 2026, já foram confirmados mais de MIL casos de sarampo nas Américas, número QUARENTA E CINCO vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025. México, Estados Unidos e Canadá seguem à frente nas ocorrências. Segundo a OPAS, 78% das pessoas infectadas não estavam vacinadas.
Apesar do aumento da doença na região, o Brasil segue sem circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da entidade regional. Em 2025, foram confirmados TRINTA E OITO casos em SEIS estados e no Distrito Federal. A maioria das ocorrências foi registrada no Tocantins e envolveu pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
Diante do cenário, a OPAS recomenda o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a ampliação da vacinação de rotina e a resposta rápida a casos suspeitos.
O sarampo é uma doença altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse seca, coriza e conjuntivite. A vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.
Reportagem, Maria Clara Abreu
LOC.: Lançada na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, a Coalizão dos Biocombustíveis surge como um espaço de articulação entre o Legislativo e o setor produtivo para fortalecer os biocombustíveis como eixo central da transição energética brasileira. A coalizão é formada inicialmente pelas frentes parlamentares da Agropecuária (FPA), do Biodiesel (FPBio), do Etanol (FPEtanol) e da Economia Verde.
Com atuação junto ao Executivo, o grupo recém inaugurado pretende contribuir para a formulação de políticas, metas e instrumentos que consolidem o Brasil como referência global em energia limpa, conciliando desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental.
A coordenação da bancada ficou com o deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania paulista, que já acumula as funções de coordenador das frentes parlamentares do Cooperativismo e da Economia Verde, além da Comissão de Transição Energética da Câmara dos Deputados. Ele foi o relator da Lei dos Combustíveis do Futuro, um dos principais impulsionadores do movimento, responsável por direcionar cerca de 260 bilhões de reais de investimento.
Entre os princípios defendidos pela coalizão estão o reconhecimento dos biocombustíveis como política de Estado, a integração entre energia, indústria, agropecuária e meio ambiente, o estímulo à produção nacional, à valorização da economia circular e ao uso de resíduos na geração de energia limpa. A iniciativa também destaca a importância da Avaliação do Ciclo de Vida como critério técnico para mensurar o impacto ambiental dos combustíveis.
Além disso, o grupo defende um planejamento estruturado para a substituição gradual dos combustíveis fósseis, com metas claras, instrumentos de financiamento e a discussão sobre a criação de um Fundo Nacional para a Transição Energética. Para os participantes, o Brasil reúne condições únicas para liderar a economia de baixo carbono, com impactos positivos ambientais, sociais e econômicos.
Um dos primeiros desafios do bloco será barrar a possibilidade de importação de biodiesel, tema que entrou em debate após a abertura de consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia. O setor argumenta que a produção nacional é suficiente para atender à demanda interna e que a importação pode prejudicar as indústrias brasileiras.
Um dos principais resultados da COP 30, realizada em Belém do Pará no ano passado, foi o compromisso assumido pelo governo federal de criar um mapa do caminho para a descarbonização energética, com os biocombustíveis ganhando destaque na tarefa de substituir a utilização de combustíveis fósseis, mais nocivos ao meio ambiente.
Eles são produzidos a partir de rejeitos ou dejetos de origem animal e vegetal, como o bagaço de cana ou fezes suínas. Dessas biomassas surgem o etanol, o biodiesel e o biogás, capazes de fazer mover veículos à combustão, com a vantagem de emitir menos gases poluentes, e ainda aproveitam matérias que antes eram descartadas na natureza.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O crescimento de 0,6% da produção industrial em 2025, segundo o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (3), representa uma forte desaceleração em comparação a 2024, período em que o setor apresentou alta de 3,1%. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que relaciona a perda de ritmo da atividade industrial no último ano ao alto patamar dos juros, à demanda interna insuficiente e ao aumento das importações.
Segundo a CNI, a desaceleração industrial observada em 2025 teve início ainda no segundo semestre de 2024, convergindo com o período em que o Banco Central iniciou o ciclo de aumento da taxa Selic. A indústria de transformação, que cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2024, subiu somente 1,8% no semestre seguinte e continuou a ser pressionada pelo aumento dos juros — que chegaram ao patamar atual de 15% ao ano na metade de 2025 —, caindo 0,4% no primeiro semestre e 0,8% no segundo semestre de 2025.
O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica que a manutenção da Selic em patamares que chamou de “punitivos” encareceu o crédito ao setor produtivo, o que resultou na retenção de investimentos e redução do apetite dos consumidores por produtos industriais.
A CNI reforça que esse enfraquecimento da demanda encontra respaldo nos dados da Sondagem Industrial da confederação. Empresários industriais argumentam que os estoques ficaram acima do planejado durante o segundo semestre de 2025.
Junto aos juros e à demanda enfraquecida, a CNI destaca o desafio do aumento das importações para a indústria. As compras de bens de consumo, bens de capital e bens intermediários saltaram 15,6%, 7,8% e 5,6%, respectivamente, em 2025, capturando parcela relevante do mercado interno.
Esse cenário adverso retratado teria impactado o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da confederação, que teve o pior resultado para janeiro em 10 anos e completou 13 meses abaixo da linha de 50 pontos — o que caracteriza quadro persistente de falta de confiança.
A CNI reforça, ainda, que a falta de confiança prejudica a indústria em 2026, pois leva empresários a deixar de investir, produzir e contratar, tendo impacto consequencial na economia brasileira.
Reportagem, Henrique Fregonasse
LOC.: Cada vez mais presente na vida dos brasileiros, o Open Finance avança para uma nova etapa.
Agora, os correntistas já podem solicitar a portabilidade de crédito de forma totalmente digital, diretamente pelos aplicativos dos bancos. A medida permite transferir empréstimos entre instituições com mais rapidez, transparência e poder de escolha.
Antes, o processo podia levar até vinte e cinco dias. Com o Open Finance, o prazo cai para até cinco dias úteis, com acompanhamento pelo aplicativo.
Neste primeiro momento, a funcionalidade vale apenas para crédito pessoal sem consignação, o chamado crédito sem garantia. A expectativa é que outras modalidades sejam incorporadas gradualmente.
A troca padronizada de dados financeiros fortalece a concorrência entre os bancos e pode ajudar na redução das taxas de juros, que hoje variam bastante nesse tipo de crédito.
Segundo o Banco Central, todo o processo é seguro, digital e dispensa a entrega de documentos ou a ida a agências.
Na próxima fase, o BC deve discutir a portabilidade do crédito consignado, começando pelos servidores públicos federais, com previsão a partir de novembro de dois mil e vinte e seis.
O Open Finance já soma cerca de cem milhões de consentimentos ativos, envolvendo aproximadamente trinta milhões de brasileiros.
Reportagem, Jullya Borges.
LOC.: Deputados, senadores e lideranças empresariais participaram da primeira reunião do ano da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, a FCS, nesta quarta-feira, em Brasília.
O assunto do encontro foi os impactos dos pacotes de mudanças na jornada de trabalho no país. O encontro reforçou o consenso de que eventuais mudanças no modelo atual precisam ser discutidas com todos os setores da economia.
Ao menos três projetos relacionados ao tema estão em tramitação na Câmara dos Deputados: o PL dos Feriados, para suspender a portaria do Ministério do Trabalho e Emprego que torna obrigatória a autorização de convenção coletiva para expediente no comércio aos domingos e feriados – publicada em 2023, os efeitos da portaria estão suspensos até março deste ano –; e as propostas de emendas à Constituição da Livre Contratação e do Fim da Escala 6x1.
O presidente da FCS, senador Efraim Filho, do União Brasil da Paraíba, garantiu que o setor produtivo enxerga a legitimidade dos debates, mas defendeu cautela para evitar impactos negativos às empresas.
LOC.: A proposta mais avançada no Congresso Nacional é a do Fim da Escala 6x1. A PEC altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas, com quatro dias de trabalho, sem redução salarial.
O relator da matéria, deputado federal do PSD cearense, Luiz Gastão, avaliou que a urgência à proposição é precoce por carecer de aprofundamento e defende o substitutivo apresentado pelo seu gabinete.
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, participou da reunião. Na avaliação da entidade, o país ainda não está preparado para uma redução formal da jornada.
O tema é especialmente sensível para as micro e pequenas empresas, como destacou o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman.
LOC.: Para a CACB, o momento é de investir prioritariamente em educação, qualificação profissional, infraestrutura e acesso à tecnologia, criando condições para elevar a produtividade e fortalecer o ambiente de negócios, antes de avançar em uma redução generalizada da jornada de trabalho.
Reportagem, Álvaro Couto. Narração, Marquezan Araújo
LOC.: Um levantamento do governo federal revela que TRÊS MIL, DUZENTOS E CINQUENTA E CINCO municípios – o que representa quase 60% do total – estão em estágios iniciais ou embrionários de gestão de riscos de desastres. Os dados são do Indicador de Capacidade Municipal (ICM), referentes a 2024.
O estado de Minas Gerais se destaca como a unidade da federação com o maior número de cidades com baixa capacidade de resposta a desastres.
O ICM é utilizado para monitorar a preparação dos munícipios para enfrentar deslizamentos, enxurradas e inundações. A ferramenta é composta por 20 variáveis, divididas em três dimensões.
O indicador analisa se as cidados possuem um plano diretor, incluindo proteção e defesa civil, bem como o plano municipal de redução de riscos. A dotação orçamentária para proteção e defesa civil também é considerada.
A partir das análises, os resultados ICM são divididos em quatro faixas, sendo A, B, C e D.
Os municípios são classificados por perfil de risco, considerados prioritários e não prioritários e pelo porte do município.
Conforme o Indicador de Capacidade Municipal (ICM), MIL, CENTO E TRINTA E CINCO municípios integram a faixa C, ou seja, possuem ações de gestão de riscos e de desastres em estágio intermediário inicial.
Já as cidades com ações de gestão de riscos e de desastres em estágio embrionário, na faixa ,) somam DOIS MIL, CENTO E VINTE.
A lista completa dos estados que integram as faixas C e D pode ser acessada em Brasil61.com.
A previsão é de que a próxima atualização dos dados do ICM ocorra entre abril e junho de 2026, com a divulgação dos resultados prevista para ocorrer na 2ª quinzena de julho de 2026, conforme o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDIR).
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O preço do boi gordo abre esta sexta-feira (6) em alta de 0,87%. A arroba é negociada a R$ 336,15, no estado de São Paulo.
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 6,96, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,02.
A carcaça suína especial também volta a apontar queda de 1,11% no preço, sendo negociada a R$ 10,69 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.
O preço do suíno vivo registra estabilidade em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em SãoPaulo, e desvalorização de 0,30% no Paraná e de 0,45% em Santa Catarina. As mercadorias variam entre R$ 6,61 e R$ 6,94.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (6) em queda de 0,79%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.916,31 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve baixa de 0,53% no preço, sendo comercializado a R$ 1.073,36.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 1,03% e é cotada a R$ 101,76.
Em Santos (SP), a mercadoria teve desvalorização de 0,66%, sendo negociada a R$ 107,68 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,49, após alta de 0,08%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.