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Estudo da CNM aponta que das mais de 1,8 mil cidades que perderam população, 31 podem perder coeficiente; em Aldeias Altas (MA), apenas um habitante a mais seria suficiente para elevar a faixa de repasse
Baixar áudioLer ao vivoEstudo da CNI estima que produtividade teria de crescer até 8,5% para manter a produção com menos horas trabalhadas
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Mais de TRÊS MIL E DUZENTOS municípios brasileiros tiveram aumento populacional entre 2025 e 2026. Mesmo assim, apenas QUARENTA E NOVE cidades devem ganhar coeficiente no Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, em 2027. Os dados são de um estudo da Confederação Nacional de Municípios, a CNM.
Segundo o levantamento, MIL OITOCENTOS E QUARENTA E UM municípios perderam população. Desses, TRINTA E UM podem ter redução no coeficiente do FPM. A maior parte está no Amazonas. Coari, por exemplo, pode ter o coeficiente reduzido de 4 para 2,6; já Benjamin Constant pode passar de 3 para 2.
Conforme a CNM, o aumento da população não significa, necessariamente, mais repasse do FPM. Isso só acontece quando o município muda de faixa populacional e conquista um coeficiente maior. Em Aldeias Altas, no Maranhão, por exemplo, apenas um morador a mais seria suficiente para elevar o coeficiente de 1,2 para 1,4.
Ao todo, DUZENTOS E QUARENTA E UM municípios estão a até 500 habitantes de uma mudança de faixa. Em 50 deles, a diferença é inferior a 100 moradores.
A CNM ressalta que os dados são preliminares. Os coeficientes definitivos do FPM para 2027 serão calculados pelo Tribunal de Contas da União, o TCU, ao longo do segundo semestre.
Os municípios podem contestar as estimativas populacionais do IBGE até 9 de setembro, por meio do e-mail contestacao@ibge.gov.br.
A lista dos municípios que podem ganhar ou perder coeficiente em 2027 pode ser acessada no site da CNM em cnm.org.br/ ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O Brasil pode levar de 17 a 30 anos para acumular o ganho de produtividade necessário para compensar uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
A projeção considera um cenário em que as empresas mantêm os empregos e os salários e absorvem a redução das horas trabalhadas sem diminuir a remuneração. Nesse cenário, o total de horas trabalhadas cairia cerca de 7,8%, enquanto a produtividade por hora precisaria aumentar até 8,5% para compensar a redução.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que a discussão sobre a redução da jornada para 40 horas semanais, associada ao fim da escala 6x1, seja feita sem a influência do calendário eleitoral.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“É muito difícil para os senadores e os deputados tomarem decisões racionais e equilibradas com a motivação eleitoral. Isso não vai ser prudente, nem bom para o país no médio e longo prazo. Então reitero esse apelo para que deixemos essa discussão para depois das eleições. Nós precisamos fazê-la de forma responsável e, garanto, o setor produtivo não fugirá dessa mesa.”
LOC.: Alban afirma que, embora milhões de trabalhadores possam ser diretamente beneficiados pela redução da jornada, os efeitos econômicos poderiam atingir toda a população.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Nós temos cerca de 14, 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que poderão ser beneficiados por essa redução da jornada. Mas são cerca de 12, 14% da população. Toda a população vai pagar por um aumento do custo de vida, quer seja de serviços, quer seja de produtos.”
LOC.: Segundo o levantamento da CNI, a jornada de trabalho aparece em mais de 80% dos acordos e convenções coletivas analisados. Do total, cerca de 62% tratam diretamente da distribuição do tempo de trabalho, como horas extras, compensação, carga horária, intervalos, descansos, turnos, domingos e feriados.
Outros 31% abordam os efeitos da jornada sobre diferentes condições de trabalho, incluindo adicional noturno, vale-transporte, participação nos lucros e resultados e outros benefícios.
Para a CNI, os dados mostram que a negociação coletiva não trata apenas da duração da jornada, mas também da forma como o tempo de trabalho é organizado e de seus impactos sobre outras condições e direitos negociados.
O levantamento completo está disponível no site portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
Começou nesta terça, primeiro de setembro, o prazo para micro e pequenas empresas pedirem adesão ao Simples Nacional em 2027.
Por causa da reforma tributária, o governo antecipou essa escolha em quatro meses. Antes, a opção era feita em janeiro. Agora, o pedido tem que ser protocolado até o dia 30 de setembro.
A mudança também define como as empresas optantes do Simples vão recolher os novos tributos sobre o consumo, o IBS e a CBS. Quem já está no regime não precisa pedir de novo, mas é recomendado checar a situação fiscal da empresa ainda este mês.
Quem perder o prazo de setembro só vai poder optar pelo Simples Nacional novamente em setembro de 2027, com efeitos a partir de 2028.
Com informações da Agência Brasil.
Reportagem, Sophia Muniz
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, entregou a parlamentares, na última segunda-feira, uma nota pública pela rejeição ou tratamento isonômico em relação à isenção da chamada “Taxa das Blusinhas”.
O documento pede ao Congresso Nacional para derrubar a MP e restabelecer o regime aprovado pelo Legislativo e sancionado pela presidência da República. Caso o Congresso mantenha a isenção aos produtos importados, o setor produtivo solicita que a desoneração seja estendida, em igualdade de condições, à mercadoria idêntica vendida pelo comércio brasileiro.
O conteúdo da carta foi lido no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, dia 1°, pela deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP).
TEC./SONORA: Adriana Ventura, deputada federal (NOVO-SP)
“O que a CACB pede é tratamento igual, não proteção. Se o governo entende que a compra de até US$ 50 merece desoneração, que estenda o mesmo benefício à mesma mercadoria vendida pelo comércio nacional. Aprovada, a medida consagrará uma distorção inaceitável: o Estado brasileiro cobrando do seu próprio empreendedor o imposto que dispensa da mercadoria idêntica vendida de fora do país.”
LOC.: A entidade representa mais de 2.300 associações comerciais e de 2 milhões de empreendedores. Sem esse mecanismo, Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de SP, teme que o setor produtivo nacional não seja capaz de enfrentar a concorrência internacional e pede por uma contramedida que reequilibre o mercado.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança.”
LOC.: Diante das reações e pressões do setor produtivo, parlamentares governistas prometeram inserir no relatório um dispositivo que permita a compensação à indústria e varejo nacionais. A ideia é determinar a reavaliação da medida periodicamente pelo Ministério da Fazenda para constatar os impactos e, em caso de prejuízos consideráveis, disponibilizar formas de ressarcimento.
A previsão é que o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) fosse lido na comissão na segunda-feira. No entanto, após impasses e dois adiamentos, uma nova sessão do colegiado foi marcada para a manhã desta quarta-feira (2) para que o parecer seja discutido.
Se não for votada até o dia 8 de setembro, a Medida Provisória, que zera a alíquota de importação para compras de até 50 dólares em plataformas de e-commerce, perde a validade e a taxa de 20% sobre o preço do produto volta a ser cobrada.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: No segundo semestre, startups brasileiras terão duas oportunidades de apresentarem suas soluções ao mercado internacional e se conectarem a alguns dos principais ecossistemas globais de tecnologia e empreendedorismo. É o Web Summit Lisboa 2026 e a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
As iniciativas fazem parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, para aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de mercados internacionais.
A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destaca que a participação nesses eventos pode abrir portas para além da captação de investimentos.
TEC./SONORA: Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil
"Você sabe o que todo investidor procura quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem."
LOC.: O Web Summit Lisboa será realizado entre 9 e 12 de novembro, na capital portuguesa. A conferência reunirá startups, investidores, empresas e especialistas para discutir tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Nesta edição, cada ambiente de inovação selecionado deverá indicar cinco startups de seu ecossistema para participar da missão. Juntos, ambiente e empresas terão um dia de exposição no Pavilhão Brasileiro, formando uma vitrine para apresentar ao público internacional diferentes polos de desenvolvimento tecnológico existentes no país.
Já entre 5 e 15 de dezembro, a ApexBrasil promoverá a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A iniciativa selecionará 30 startups brasileiras para passarem por uma etapa de preparação. Além disso, as empresas também terão espaço no Pavilhão do Brasil e serviço de matchmaking com potenciais clientes, investidores e parceiros estratégicos. A agenda também inclui visitas técnicas ao ecossistema de inovação dos Emirados Árabes Unidos.
Saiba mais em apexbrasil.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Marquezan Araújo.
LOC.: Empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas participam de uma das principais feiras do segmento em Miami, nos Estados Unidos. O evento será realizado entre os dias 14 e 16 de setembro e a comitiva de empresários brasileiros é organizada pelo projeto Brazilian Suppliers, do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, o CECIEx, e a ApexBrasil.
A viagem é realizada anualmente desde 2023 e providencia um estande próprio para empresas brasileiras. Este ano, 12 empresas estarão presentes, sendo 2 indústrias e 10 companhias exportadoras, que vão expor os mais variados produtos nacionais.
Para Victor Mellão, diretor no CECIEx, essa gama de itens tende a dar ainda mais destaque para a participação do grupo na feira.
TEC./SONORA: Victor Mellão, diretor no CECIEx
“Além das empresas filiadas – as comerciais exportadoras –, também abriu espaço para indústrias, propiciou esse ambiente de integração, de aproximação entre os dois perfis empresariais. Então você tem uma multiplicidade significativa de produtos presentes, já que as comerciais, muitas vezes, trabalham em rede com diversos empreendimentos do setor de alimentos e bebidas.”
LOC.: A feira é considerada estratégica por abarcar consumidores e fornecedores norte-americanos e caribenhos. Mellão acredita que a integração de diferentes regiões do Ocidente e as experiências anteriores vão contribuir para o fechamento de mais acordos este ano.
TEC./SONORA: Victor Mellão, diretor no CECIEx
“Muitas dessas empresas já se conhecem e têm a oportunidade da feira para atualizar amostras, para conhecer novos produtos, para avançar em uma negociação que já vem de outrora. Então, acredito que a expectativa é muito grande, até porque, além desses contatos prévios, tem sempre público novo. É uma feira que leva bastante público não só da Flórida, dos estados vizinhos e de outros estados mais distantes dos Estados Unidos, mas também empresas da América Central, do Caribe.”
LOC.: Nas últimas três edições, a participação brasileira contou com 35 empresas e ultrapassou a marca de mais de US$ 5,5 bilhões em negócios fechados.
A iniciativa também visa promover o aumento das exportações de micros, pequenas e médias empresas e conta com o apoio do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, ligado à Associação Comercial de São Paulo.
Reportagem, Álvaro Couto, narração, Marquezan Araújo
O café arábica abriu esta quarta-feira, dia dois, em alta de um vírgula quinze por cento. A saca de sessenta quilos está sendo negociada a mil setecentos e quarenta e oito reais e quarenta e quatro centavos, na cidade de São Paulo. Já o café robusta teve queda de zero vírgula cinquenta e três por cento, com a saca comercializada a mil e vinte e dois reais e treze centavos.
No mercado de açúcar, o cristal subiu um vírgula cinquenta e um por cento em São Paulo, chegando a cento e treze reais e setenta e cinco centavos pela saca de cinquenta quilos. Em Santos, o produto recuou um vírgula setenta e quatro por cento e ficou em cento e vinte e sete reais e oitenta e nove centavos pela saca de sessenta quilos, na média de preços sem impostos.
O milho também abriu o dia em alta de um vírgula zero quatro por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a setenta reais e noventa e seis centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.
A soja inicia esta quarta-feira, dia dois, em alta no Paraná e na região de Paranaguá. No interior do estado, a saca de sessenta quilos teve valorização de um vírgula dezesseis por cento e está cotada, em média, a cento e cinquenta e três reais e seis centavos.
Em Paranaguá, a alta foi de um vírgula zero sete por cento. Com isso, a saca de sessenta quilos é negociada a cento e sessenta e um reais e quatorze centavos.
No mercado do trigo, os preços tiveram movimentos diferentes. No Paraná, a tonelada do cereal registrou aumento e está comercializada a mil quatrocentos e cinquenta e sete reais e noventa e dois centavos. No Rio Grande do Sul, houve redução, e a tonelada é vendida a mil trezentos e quarenta e oito reais e vinte e nove centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.