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LOC.: Ainda que em período de testes e adaptação, a Reforma Tributária está deixando o setor de abastecimento hídrico e de saneamento básico receoso quanto a possíveis impactos econômicos. Diante das preocupações, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico iniciou o processo para elaboração de uma norma de referência que permita a revisão de contratos firmados.

Atualmente, a alíquota que incide sobre o segmento é de cerca de 9,74% da receita bruta das concessionárias privadas ou companhias estaduais. Ainda não há definição da taxa que incidirá sobre a atividade a partir de 2033, mas a intenção da agência é criar uma diretriz para que os órgãos regionais possam reequilibrar as contas dos acordos.

Segundo o superintendente de Regulação de Saneamento Básico da agência, Silvano Silvério, a iniciativa visa dar previsibilidade e diminuir os litígios em possíveis revisões contratuais.

TEC./SONORA: Silvano Silvério, superintendente de Regulação de Saneamento Básico da ANA
“O objetivo da norma de referência é reduzir a insegurança jurídica, estabelecer um entendimento único e procedimentos e critérios mínimos para que as entidades reguladoras infra nacionais tratem pedidos de revisão tarifária e reequilíbrio contratual de maneira mais previsível.”


LOC.: A minuta da norma de referência está disponível para consulta pública até o dia 17 setembro. A previsão da diretoria da ANA é que as novas regras sejam publicadas até o final deste ano.

Uma das premissas centrais da Reforma Tributária é que não haja elevação da carga tributária. Isso, no entanto, não é linear, já que alguns setores serão beneficiados e outros prejudicados.

No setor de abastecimento de água e saneamento básico, não dá para afirmar se os operadores serão onerados e se isso refletirá no aumento da tarifa para os consumidores. Até porque, como aponta Silvério, a regulamentação do sistema tributário nacional prevê mecanismos de descontos, como o acúmulo de créditos durante a aquisição de bens e serviços de fornecedores.

TEC./SONORA: Silvano Silvério, superintendente de Regulação de Saneamento Básico da ANA
“Mesmo que haja, eventualmente, o aumento de tributos, os créditos presumidos podem atenuar esse impacto dos tributos. E é neste contexto que a norma de referência busca oferecer segurança regulatória para que eventuais desequilíbrios decorrentes da reforma [tributária] sejam analisados de forma estruturada, transparente e compatível com a legislação aplicável.”


LOC.: Ainda assim, a publicação da norma de referência não significa uma revisão automática de todos os contratos assinados antes da Reforma Tributária. Cada caso terá que ser analisado pelas entidades estaduais e municipais.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC: Cerca de 5 mil e 300 empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos Estados Unidos poderão receber apoio para buscar compradores e ampliar as vendas para outros países.

O Plano de Diversificação de Exportações – de iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil - prevê 210 milhões de reais em investimentos e ações em 36 mercados considerados prioritários.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, cerca de 5 mil e 600 empresas brasileiras foram diretamente atingidas pelas novas barreiras comerciais norte-americanas.

O apoio inclui participação em feiras internacionais, reuniões com compradores estrangeiros e consultorias especializadas para ajudar as empresas a entrar em novos mercados.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, explica que as empresas afetadas poderão ter custos de algumas dessas ações cobertos.

"Se ela for uma empresa que exporta para os Estados Unidos e está no tarifaço, ela vai participar de uma feira ou em Paris ou na Tailândia, a depender de qual for o mercado dela, com uma isenção total de qualquer taxa de pagamento da Apex. Ela só tem que ir. Mas, se ela falar que precisa ter uma nova certificação, a ApexBrasil vai ressarcir essa despesa desta empresa impactada até um limite de R$ 40 mil."


LOC: A estratégia prevê 2 mil e 300 vagas para reuniões de negócios com compradores internacionais e mil e 400 para feiras no exterior. Outras mil e 200 empresas poderão receber consultoria especializada. Também há mil vagas para o Bolsa Exportação.

As ações serão realizadas em mercados como Canadá, México, Alemanha, Turquia, China e Índia, entre outros.

Para participar, a empresa deverá informar que exporta para os Estados Unidos e foi afetada pelas tarifas, identificar o produto comercializado e indicar o tipo de apoio necessário. As inscrições podem ser feitas pelo site da ApexBrasil em www.apexbrasil.com.br.

Reportagem, Juline Pogorzelski

LOC.: O Senado aprovou um projeto de lei que busca modernizar as regras para a solução de conflitos entre o Fisco e os contribuintes. A principal proposta é criar novos mecanismos para resolver essas disputas — seja por meio de transação, mediação ou arbitragem — e evitar que o contribuinte precise recorrer à Justiça para ter reconhecido um direito já garantido por tribunais superiores. 

A matéria foi aprovada pelo Senado no fim de 2024 e enviada à Câmara dos Deputados, onde recebeu o aval dos parlamentares em novembro de 2025. Como o texto foi alterado pelos deputados, precisou ser novamente analisado pelo Senado. A proposta segue agora para sanção presidencial. 

Outro ponto de destaque do projeto é a redução das multas para o contribuinte que regularizar a dívida tributária. Os descontos serão maiores para quem quitar o débito mais rapidamente. 

Se pagar integralmente o tributo dentro do prazo para apresentação da primeira defesa — a chamada impugnação —, o contribuinte terá direito a 50% de desconto na multa. Se optar pelo parcelamento no mesmo período, a redução será de 40%. 

Depois desse prazo, mas antes da inscrição do débito em dívida ativa, o desconto será de 30% para quem quitar a dívida integralmente e de 20% para quem optar pelo parcelamento. 

As reduções poderão ser ainda maiores para contribuintes que aderirem a um programa de conformidade tributária, que prevê mecanismos de cooperação com o Fisco. Nesses casos, os descontos poderão chegar a 60% para pagamento à vista, 50% para parcelamento dentro do prazo da primeira defesa, 40% para pagamento à vista após esse prazo e 30% para parcelamento. 

Já para o devedor contumaz, não haverá graduação, redução ou eliminação da penalidade tributária. As multas poderão, ainda, ser agravadas em situações previstas no texto, como fraude, sonegação, conluio ou reincidência. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O Índice de Confiança do Empresário Industrial, o ICEI, avançou 1,9 ponto em agosto e atingiu 46,3 pontos. Apesar da alta, o indicador está abaixo da linha de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. 

Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os dois componentes do ICEI — a avaliação das condições atuais dos negócios, em comparação com os meses anteriores, e as expectativas para os próximos seis meses — vêm apresentando oscilações nos últimos meses, o que ajuda a explicar a variação do indicador ao longo do ano. 

TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI

“A avaliação das condições correntes vem oscilando e aprofundando essa percepção de piora. Já as expectativas — até por ser uma visão mais próxima do futuro, em um cenário de bastante incertezas — vêm mostrando uma oscilação um pouco maior, fazendo com que a expectativa com relação à empresa chegue no campo negativo e, às vezes, como agora em agosto, volte para o campo positivo.”


LOC.: O Índice de Condições Atuais avançou em agosto de 2026 e atingiu 42,7 pontos. Apesar da alta, o índice continua abaixo da linha de 50 pontos. Segundo a CNI, isso indica que, na avaliação dos empresários industriais, as condições da economia e das próprias empresas ainda estão piores do que há seis meses. No entanto, essa percepção negativa se tornou menos intensa e disseminada. 

O Índice de Expectativas também registrou alta em agosto e marcou 48,1 pontos. Apesar da melhora, ele permanece abaixo da linha de 50 pontos. 

Segundo a CNI, o avanço foi impulsionado pela melhora dos dois componentes do indicador. O índice de expectativas em relação à economia brasileira subiu para 39,7 pontos, sinalizando uma redução do pessimismo. 

TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI

“Mesmo com a melhora, as expectativas com relação à economia brasileira seguem em campo negativo. Apesar dessa alta ocorrida agora em agosto, é uma expectativa ainda negativa, mas menos disseminada entre os empresários.”


LOC.: Já o índice de expectativas em relação às próprias empresas avançou para 52,3 pontos, indicando a retomada do otimismo dos empresários.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Os indicadores da indústria brasileira registraram, em sua maioria, resultados positivos em junho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. No entanto, as altas foram pequenas na comparação com maio e não mudaram o cenário predominante no primeiro semestre, no qual a maioria dos indicadores apresentou queda, refletindo o desaquecimento da atividade industrial. 

Somente a massa salarial e o rendimento médio avançaram na comparação semestral, impulsionados pelo aquecimento do mercado de trabalho que pressiona os rendimentos.

Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, a indústria permaneceu praticamente estável, devido ao patamar elevado dos juros. 

TEC./SONORA: Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI

“Isso se deve muito ao contexto de juros elevados, em um ambiente em que o patamar de endividamento da população se encontra muito alto, tanto das famílias quanto das empresas. Isso contribui muito para uma desaceleração da demanda e para um comportamento mais comedido dos investimentos e da expansão de plantas produtivas.” 


LOC.: Outro fator de pressão, segundo Nocko, é a forte entrada de produtos importados, especialmente de bens de consumo, no mercado brasileiro. 

TEC./SONORA: Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI

“Essa forte entrada de bens de consumo, e de outros bens também, acaba pressionando a capacidade dos empresários industriais de repassarem seus custos. Então, é um ambiente de bastante pressão sobre margens que os empresários também seguem enfrentando ao longo desse semestre.” 


LOC.: O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,8% na passagem de maio para junho de 2026. Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi de 7,3%. 

Apesar do desempenho positivo, o indicador acumulou queda de 1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. 

O número de horas trabalhadas na produção industrial registrou leve alta de 0,2% entre maio e junho de 2026, mantendo-se praticamente estável no período. Em relação a junho de 2025, o indicador cresceu 0,7%. 

Já no acumulado do primeiro semestre, as horas trabalhadas recuaram 1,1% na comparação com igual período do ano passado. 

Reportagem, Paloma Custódio

O setor de serviços no Brasil ficou estável em junho, na comparação com maio, segundo dados do IBGE. O resultado ficou abaixo da projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, que esperava alta de 0,2%.

Das cinco grandes atividades pesquisadas, quatro registraram queda. A exceção foi o segmento de informação e comunicação, que avançou 1,8%. No primeiro semestre, os serviços acumulam crescimento de 2% e, em 12 meses, alta de 2,6%.

Já o turismo recuou 3,4% em junho, na segunda queda consecutiva, e caiu 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi influenciado principalmente pelo transporte aéreo de passageiros.

Reportagem, Viviane Bessa.
 

O preço do café arábica abre esta sexta-feira (14) com um aumento de 0,47%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.779,40 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve queda de 1,16%, sendo comercializado a R$ 1.064,62.

O preço do açúcar cristal apresenta alta de 0,92% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 98,31. 

Em Santos (SP), houve aumento de 1,67%, e a mercadoria é negociada a R$ 120,89 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,09 após queda de 0,09%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa 
 

O preço do boi gordo apresenta alta de 0,07% nesta sexta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 346,75.

No mercado de frango, os preços apresentam estabilidade para o frango resfriado na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. 

Já o frango congelado registrou leve alta de 0,14%, com o quilo comercializado a R$ 7,20. O frango resfriado é vendido a R$ 7,21 o quilo. 

A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,33.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,53.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa