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LOC.: Profissionais brasileiros valorizam mais salários altos, estabilidade e perspectivas de crescimento na carreira do que trabalho remoto e jornada reduzida. É o que revela pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: futuro profissional, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

O levantamento investigou quais características os trabalhadores consideram mais importantes para a ocupação que desejam exercer nos próximos cinco anos. Entre os principais diferenciais apontados estão salário mais alto, com 28,7%; estabilidade no emprego, 22,4%; perspectiva de crescimento profissional, com 20,1%; flexibilidade de horário, com 19,3%; possibilidade de trabalhar de casa/home office 15,9%; e jornada reduzida, com 9,8%.

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, fatores tradicionalmente associados à segurança profissional continuam orientando as escolhas dos trabalhadores. 
 

TEC./SONORA: Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Apesar do crescimento da discussão sobre benefícios não pecuniários — como home office e teletrabalho —, os elementos mais tradicionais continuam sendo valorizados e orientando o trabalhador na consolidação de seus planos de carreira a médio e longo prazo.”
 


LOC.: A brasiliense Gabriela Vale, de 29 anos, representa o perfil identificado pela pesquisa. Em 2024, ela trabalhava remotamente em uma assessoria de comunicação. Em maio deste ano, porém, decidiu trocar o home office por uma vaga presencial com carteira assinada. 

TEC./SONORA: Gabriela Vale, assessora de comunicação
“O salário seria pouca coisa maior do que eu estava recebendo, mas teria os benefícios da CLT, que, para mim, são atrativos maravilhosos. Apesar de ser um trabalho 100% presencial, só pelo fato de ter os benefícios da CLT e ganhar um pouco a mais, eu optei por aceitar essa oportunidade.”
 


LOC.: De acordo com o levantamento, 43% dos brasileiros não sabem dizer em qual profissão estarão trabalhando daqui a cinco anos. A insegurança é ainda maior entre os trabalhadores mais velhos. Segundo Claudia Perdigão, as rápidas transformações tecnológicas — especialmente o avanço da inteligência artificial — ajudam a explicar esse cenário. 

Entre os entrevistados que conseguiram projetar o futuro, 13,9% afirmaram que pretendem ter o próprio negócio, principalmente em atividades ligadas ao comércio varejista e ao setor de serviços, como salões de beleza, bares e restaurantes. 

Reportagem, Paloma Custódio, narração, Marquezan Araújo
 

LOC.: CENTO E CONQUENTA DIAS trabalhados em 2026 foram destinados exclusivamente ao pagamento de tributos, segundo dados do  Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o IBPT.

Pelo levantamento, os brasileiros precisaram trabalhar até o dia 30 de maio deste ano apenas para pagar impostos, taxas e contribuições.

Segundo o estudo, a carga tributária efetiva sobre renda, consumo e patrimônio chegou a 41,1% em 2026. Conforme o IBPT, oO resultado mantém o Brasil em um dos mais altos patamares de carga tributária das últimas décadas.

Os dados mostram que a carga tributária vem crescendo nas últimas décadas. Em 2003, o índice era de 36,98%. Em 2007, passou para 40,01% e, desde então, permaneceu próximo ou acima dos 40%.

O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, afirma que a alta arrecadação continua sem retorno proporcional em serviços públicos de qualidade para a população.

O levantamento também revela que a quantidade de dias trabalhados para pagar tributos praticamente dobrou nas últimas décadas. Em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para quitar os impostos. Em 2001, esse número chegou a 130 dias. Nos últimos anos, o período tem variado entre 140 e 150 dias.

Segundo o Instituto, fatores como o aumento de alíquotas do ICMS em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí, a manutenção da tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares, a elevação do IOF e mudanças na tributação de apostas online, fintechs e produtos de tecnologia contribuíram para manter a carga tributária em patamar elevado.

O estudo considera o período entre maio de 2025 e abril de 2026 e inclui tributos federais, estaduais e municipais. Além disso, para chegar aos resultados, o estudo utilizou, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00; de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 e acima de R$ 10.000,00.

Reportagem, Bianca Mingote

TEC./SONORA: Gina Marques, CEO da EAF

“Não deixe para a última hora. Garanta uma imagem melhor, com mais qualidade de som e continue conectado pela via aberta digital. Vamos juntos construir um Brasil cada vez mais antenado.”


TEC./SONORA: Gina Marques Duarte, CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF)

“A televisão segue sendo, para milhões de brasileiros, uma das principais portas de entrada para conteúdos educativos, promoção à saúde pública, orientação cidadã e informação de qualidade. O Programa Brasil Antenado atua diretamente nessa questão, ao garantir o acesso à TV aberta para famílias de baixa renda que vivem em áreas com sinal precário, assegurando o direito à informação, cultura e comunicação.”


LOC.: O crescimento das emendas parlamentares no financiamento da saúde pública brasileira acende um sinal de alerta. Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios mostra que a Lei Orçamentária Anual de 2026 reserva um volume significativo de recursos cuja destinação depende diretamente de decisões políticas.

Ao todo, estão previstos SESSENTA E UM VÍRGULA OITO BILHÕES DE REAIS em transferências discricionárias. Desse montante, QUARENTA E NOVE VÍRGULA NOVE BILHÕES vêm de emendas parlamentares — sejam elas individuais, de bancada ou de comissão — enquanto ONZE VÍRGULA NOVE BILHÕES correspondem a despesas de caráter mais amplo.

Segundo o estudo, a presença dessas emendas no orçamento da saúde cresceu de forma contínua nos últimos anos. Entre 2016 e 2025, a participação saltou de CINCO POR CENTO para DEZESSETE POR CENTO, chegando a VINTE E UM VÍRGULA CINCO BILHÕES DE REAIS no ano passado.

O problema, de acordo com a entidade, é que os parlamentares definem para onde vai esse dinheiro, o que pode gerar distorções e priorizar critérios políticos e não necessidades técnicas.

Diante desse cenário, a confederação propõe a criação de um fundo de equalização. A ideia é separar três por cento dessas transferências, incluindo as emendas, para redistribuir entre municípios que receberam pouco ou nenhum recurso, com base em indicadores como renda por habitante e índice de desenvolvimento humano.

Em meio a esse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu a abertura de auditoria para analisar como esses recursos vêm sendo distribuídos nos últimos três anos. A solicitação inclui a verificação de possíveis irregularidades e até questionamentos sobre a legalidade do uso dessas emendas para cumprir o mínimo constitucional de investimentos em saúde.

No ano passado, a União aplicou DUZENTOS E TRINTA E QUATRO VÍRGULA CINCO BILHÕES DE REAIS na área para atingir o piso exigido. Desse total, ONZE POR CENTO — o equivalente a VINTE E CINCO VÍRGULA SEIS BILHÕES — tiveram origem em emendas parlamentares.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: As micro e pequenas empresas são responsáveis por quase 80% do saldo de empregos gerados no Brasil desde 2023.

De acordo com levantamento do Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o país criou 4 milhões e 400 mil vagas nos últimos três anos. Desse total, 3 milhões e 400 mil foram abertas por pequenos negócios.

Apenas no acumulado de 2025, o saldo positivo já passa de 1 milhão e 200 mil empregos. As micro e pequenas empresas respondem por 80,5% dessas vagas, o segundo melhor desempenho do segmento no período.

Em 2024, o saldo foi de 1 milhão e 600 mil empregos, com 73% das vagas geradas pelas MPEs. Já em 2023, foram 1 milhão e 400 mil postos de trabalho, sendo mais de 81% criados por pequenos negócios.

Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números reforçam a importância dos pequenos empreendedores para a economia nacional.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que, em 2025, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, a menor da série histórica.

Entre os setores que mais geraram empregos nas micro e pequenas empresas desde 2023 estão serviços, comércio e construção.

Reportagem, Jullya Borges.

LOC.: A análise desta semana do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, em todo o país. Segundo o levantamento, o avanço está relacionado principalmente ao crescimento das hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório, o VSR, pela influenza A e pelo rinovírus. 

Atualmente, todas as unidades da federação apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Em 18 estados, também há sinais de crescimento na tendência de longo prazo.

De acordo com o boletim, os casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta na maior parte das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. Mesmo onde já há sinais de estabilização ou queda, os níveis de circulação do VSR ainda permanecem elevados. É o caso do Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Paraíba.

Em relação à influenza A, o estudo mostra que a doença tem provocado maior incidência de casos graves entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. 

Segundo a Fiocruz, as hospitalizações por influenza A apresentam tendência de queda ou estabilização em níveis baixos na maior parte do país. No entanto, os registros continuam crescendo em todos os estados da Região Sul, além de São Paulo, Minas Gerais, Roraima, Acre e no Rio Grande do Norte. 

O rinovírus também tem contribuído para o aumento dos casos de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes. O crescimento é observado em Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe; em Minas Gerais e Rio de Janeiro; em Santa Catarina e Rio Grande do Sul; além de Goiás. 

Já os casos de SRAG associados à Covid-19 permanecem em queda na maior parte do território nacional, embora ainda apresentem tendência de crescimento no Ceará, Maranhão e Pará. 

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir casos graves e mortes causados pelos vírus respiratórios. 

Reportagem, Paloma Custódio, narração, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do boi gordo nesta segunda (8) apresenta alta de 0,08%; a arroba está sendo negociada a R$ 353,80, no estado de São Paulo.

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam estabilidade. O frango congelado segue negociado a R$ 7,13, e o frango resfriado ainda é vendido a R$ 7,14.

A carcaça suína especial também apresenta estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 8,71, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

Já o suíno vivo apresenta queda nos preços na maioria dos estados analisados, como é o caso de São Paulo e Minas Gerais, com valores de R$ 5,26 e R$ 5,58, respectivamente. 

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta segunda-feira (8) em baixa de 3,74%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.433,64 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve desvalorização, com recuo de 1,23%, sendo comercializado a R$ 921,46.

O preço do açúcar cristal apresenta estabilidade na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 93,24.

Em Santos (SP), houve valorização de 0,48%, e a mercadoria é negociada a R$ 103,57 na média de preços sem impostos.

 A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,50, após queda de 0,02%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo