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Medida foi aprovada no Senado e segue para sanção presidencial
Baixar áudioLer ao vivoO adiamento para o período pós-eleitoral é uma demanda do setor produtivo desde que a proposta estava em tramitação na Câmara dos Deputados. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende mais debate sobre os impactos da mudança para empresas e trabalhadores
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Senado aprovou a medida provisória que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, a chamada “taxa das blusinhas”. A proposta segue para sanção presidencial.
Para a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a medida é um retrocesso econômico, já que o fim da taxa sobre as compras de pequeno valor concede vantagem competitiva para as indústrias estrangeiras em relação ao setor produtivo nacional.
O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, afirma que a cobrança do imposto é uma questão de isonomia concorrencial.
TEC./SONORA: Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI
“A questão da taxa das blusinhas não era uma condição de diferenciação ou privilégio, mas de isonomia para tornar a competição mais efetiva. Com a queda da taxa, coloca-se em risco vários setores industriais e a continuidade de 100 mil empregos industriais, à medida que essas importações comecem a ingressar no país com uma velocidade muito grande. Ou seja, coloca-se em risco a indústria nacional.”
LOC.: Um levantamento da CNI estima que o fim da “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 109 mil empregos e reduzir em quase 22 bilhões de reais a produção doméstica.
Segundo Marcio Guerra, os setores mais expostos à concorrência das plataformas digitais são os que tendem a sentir os maiores efeitos da mudança, especialmente os segmentos têxtil e de confecções.
TEC./SONORA: Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI
“A profusão de vários tipos de materiais vendidos faz com que mais setores sejam impactados. Hoje, equipamentos eletrônicos e produtos de higiene pessoal também estão disponíveis nessas plataformas. Então, à medida que essa condição de concorrência passa por essa transformação, cada vez mais setores são afetados pela entrada de importados, colocando em risco os empregos e a produção nacional.”
LOC.: Na avaliação da CNI, a criação da “taxa das blusinhas”, em junho de 2024, representou uma conquista para o setor produtivo nacional. Desde então, as plataformas de comércio eletrônico estrangeiras passaram a recolher 20% de Imposto de Importação sobre compras de pequeno valor, além do ICMS estadual, que já incidia sobre essas operações desde 2023.
Segundo pesquisa da CNI, desde a entrada em vigor da cobrança, a medida evitou a entrada de 4 bilhões e meio de reais em produtos importados no país, contribuindo para preservar mais de 135 mil empregos e quase 20 bilhões de reais na economia brasileira.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Senado decidiu adiar para depois das eleições a votação em Plenário da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1. A proposta chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Casa na quarta-feira, mas o presidente Davi Alcolumbre, do União amapaense, anunciou na quinta que a análise pelo Plenário só vai ocorrer depois do pleito.
A decisão satisfaz o setor produtivo. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, que reúne mais de 2,3 mil associações e representa mais de 2 milhões de empreendedores, já havia manifestado publicamente a necessidade de discussões mais aprofundadas.
O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de SP, Alfredo Cotait Neto, entende que é possível encontrar uma solução equilibrada para todos.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão.”
LOC.: O adiamento ocorre a um mês do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A intenção do Palácio do Planalto era usar a possível aprovação da matéria como trunfo político durante a campanha, dada a popularidade do tema.
Lideranças governistas atribuíram o adiamento a uma articulação da oposição "para esvaziar o Plenário".
Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o resultado das urnas pode mudar a relação de forças na Casa Alta e, com isso, o adiamento reduz as chances de aprovação da PEC, apesar do otimismo entre parlamentares governistas.
TEC./SONORA: Bruno Rizzi, cientista político
“Isso porque, pela tendência, veremos um Senado com uma base muito mais de oposição ao atual governo. Portanto, pautas encabeçadas pelo atual governo, independentemente se reeleito ou não, devem ficar para depois ou mesmo ficar na gaveta por algum período”.
LOC.: Além de extinguir o regime de seis dias de trabalho e apenas um de descanso, o projeto limita a jornada de trabalho em 40 horas semanais sem redução salarial. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e tem apoio expressivo: segundo pesquisas recentes, chega à casa dos 70% entre a população.
A CACB reafirmou a disposição permanente para o diálogo, mas alertou em relação aos possíveis impactos sobre a iniciativa privada, especialmente os pequenos negócios, em um cenário em que o país já soma 8,5 milhões de micro, pequenas e médias empresas inadimplentes e mais de R$ 178 bilhões em dívidas.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: A Polícia Rodoviária Federal, PRF, começou a Operação Independência na última sexta-feira, 4 de setembro, para reforçar a fiscalização nas rodovias federais de todo o país durante o feriado.
A operação segue até segunda-feira, dia 7, dia da Independência do Brasil.
O principal foco da PRF é o combate à embriaguez ao volante, com o objetivo de reduzir acidentes e evitar mortes nas rodovias.
Entre janeiro e julho deste ano, dirigir após consumir álcool foi apontado como a principal causa de mais de DOIS MIL acidentes nas estradas. Ao todo, CENTO E VINTE E SETE pessoas morreram e mais de MIL E SETECENTAS ficaram feridas.
No período, a PRF realizou mais de DOIS MILHÕES DUZENTOS E CINQUENTA E CINCO MIL testes de alcoolemia, número 5,33% maior que o registrado no mesmo período de 2025.
Mesmo com o aumento da fiscalização, pouco mais de 25 mil motoristas se recusaram a fazer o teste e mais de 4 mil foram flagrados dirigindo após consumir álcool ou apresentando sinais de embriaguez.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob influência de álcool ou se recusar a fazer o teste de alcoolemia são infrações gravíssimas.
Além de multa, o motorista pode ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses.
Durante o feriado, a PRF recomenda que os motoristas façam a revisão do veículo, descansem antes da viagem e acompanhem as condições das rodovias e do tempo.
Também é importante não consumir bebidas alcoólicas antes de dirigir, usar o cinto de segurança, respeitar os limites de velocidade, não utilizar o celular ao volante e fazer ultrapassagens somente em locais permitidos.
Com informações da PRF, Bianca Mingote
LOC.: O Serviço Social da Indústria, o SESI, lançou a Academia da Saúde da Indústria, uma plataforma voltada à capacitação, articulação e desenvolvimento de lideranças na área de saúde do setor. A iniciativa busca transformar a gestão da saúde em um ativo estratégico para a indústria brasileira, com foco em educação executiva, inteligência estratégica, networking e inovação.
Segundo o superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, a Academia da Saúde será o braço educacional do Movimento Empresarial pela Saúde e pretende atender à necessidade de qualificação de gestores de saúde, benefícios e recursos humanos das empresas industriais.
TEC./SONORA: Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde da Indústria
“A partir de um processo de experiências práticas, a ideia é que a gente leve uma melhor gestão do benefício e da saúde e impacte positivamente na vida de milhares de pessoas que estão trabalhando na indústria ou são dependentes de trabalhadores da indústria.”
LOC.: A plataforma oferece formação e experiências imersivas para lideranças industriais; acesso a dados, evidências e tendências para apoiar decisões relacionadas à gestão da saúde; além de soluções práticas voltadas à geração de resultados para os negócios.
A metodologia da Academia da Saúde da Indústria é estruturada em quatro etapas. A primeira consiste na identificação dos desafios reais enfrentados na gestão da saúde. Em seguida, a iniciativa conecta os participantes a especialistas e referências na área. A terceira etapa envolve a participação em imersões e fóruns, além do acesso a conteúdos personalizados. Por fim, o conhecimento adquirido é aplicado na implementação de soluções e práticas capazes de gerar impacto nos negócios.
A iniciativa é destinada a empresas de médio e grande porte integrantes do Movimento Empresarial pela Saúde, além de executivos C-Level, gestores e especialistas em saúde, representantes do governo, operadoras, instituições de ciência e tecnologia e universidades.
Para participar dos programas, capacitações e imersões da Academia da Saúde da Indústria, a empresa precisa primeiro aderir ao Movimento Empresarial pela Saúde por meio do formulário oficial de inscrição disponível no site: sesi.portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Brasil e Índia querem ampliar a relação comercial e atrair novos investimentos. Um memorando de entendimento foi assinado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e a Confederação das Indústrias Indianas.
O acordo prevê troca de informações sobre os mercados, aproximação entre empresas e ações para estimular o comércio e os investimentos entre os dois países. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, explica o objetivo da atuação brasileira.
TEC./SONORA: Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil
“Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil.”
LOC.: A parceria ocorre em um momento de crescimento das relações comerciais. Nos primeiros sete meses de 2026, a corrente de comércio chegou a DEZ VÍRGULA UM BILHÕES DE DÓLARES, crescimento de TRINTA E DOIS VÍRGULA NOVE POR CENTO.
As exportações brasileiras para a Índia somaram quase CINCO VÍRGULA OITENTA E NOVE BILHÕES DE DÓLARES, avanço de OITENTA E DOIS VÍRGULA UM POR CENTO.
Além do comércio, os dois países discutem oportunidades de investimento em áreas como saúde, minerais críticos, biocombustíveis, bioenergia e economia circular.
O governo brasileiro também apresentou aos empresários indianos as condições do país para receber investimentos, como o tamanho do mercado consumidor e a participação das fontes renováveis na geração de energia.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou alguns dos fatores que, segundo ele, podem favorecer a entrada de investimentos no país.
TEC./SONORA: Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
“O Brasil é um país que tem indicadores econômicos e sociais capazes de favorecer o investimento seguro. Há características muito presentes. Uma delas é a segurança jurídica. O segundo é a previsibilidade econômica. Não é possível você gerir a macroeconomia decidindo do dia para a noite uma iniciativa nova, transformadora. É preciso que saibamos quais os capítulos dessa grande novela que é a relação com o poder público.”
LOC.: A transição energética é outro campo de aproximação entre os países. A agenda também prevê a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial entre Mercosul e Índia. Atualmente, o tratado contempla QUATROCENTAS E CINQUENTA linhas tarifárias.
Reportagem, Marquezan Araújo
A soja inicia esta sexta-feira, dia quatro, em queda no Paraná e na região de Paranaguá. No interior do estado, a saca de sessenta quilos teve baixa de zero vírgula sessenta e um por cento e está cotada, em média, a cento e cinquenta e um reais e sessenta e oito centavos.
Em Paranaguá, a redução foi de zero vírgula cinquenta e três por cento. Com isso, a saca de sessenta quilos está sendo negociada a cento e sessenta reais e quatorze centavos.
No mercado do trigo, os preços tiveram comportamentos diferentes. No Paraná, a tonelada do cereal registrou aumento e está comercializada a mil quatrocentos e cinquenta e seis reais e cinquenta e dois centavos. Já no Rio Grande do Sul, houve redução, com a tonelada negociada a mil trezentos e cinquenta e nove reais e trinta e oito centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.
O preço do café arábica abre esta quinta-feira, 3 de setembro, com recuo de 1,96%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.696,62 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve recuo de 1,55%, sendo comercializado a R$ 991,71.
O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 115,41.
Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,94 após leve recuo de 0,03%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa