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Além dos municípios, três estados dividiram cerca de R$ 602 milhões; etapas da operacionalização da distribuição de royalties pela ANP foram concluídas em março
Baixar áudioLer ao vivoProjeção do InfoDengue-Mosqlimate aponta cenário ainda epidêmico, mas com menor magnitude
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, concluiu neste mês de março a distribuição dos royalties do petróleo referentes à produção de janeiro de 2026.
Ao todo, QUINHENTOS E QUARENTA E QUATRO municípios brasileiros receberam mais de SETECENTOS E OITENTA MILHÕES DE REAIS. Além disso, TRÊS estados dividiram cerca de SEISCENTOS E DOIS MILHÕES DE REAIS.
Somando todos os repasses — incluindo municípios, estados e também a União — o valor total dos royalties chegou a CINCO VÍRGULA VINTE E DOIS BILHÕES DE REAIS.
Esses recursos são provenientes de diferentes regimes de exploração de petróleo e gás no país, como concessão, partilha de produção e cessão onerosa.
A distribuição dos royalties segue critérios definidos em lei. A parcela de até CINCO POR CENTO é regulamentada por normas específicas, enquanto a parte que ultrapassa esse percentual segue outra legislação, voltada à chamada Lei do Petróleo.
Todo o processo de cálculo, apuração e distribuição dos valores é de responsabilidade da ANP. O órgão também informa que não há uma data fixa para o pagamento dos royalties, já que os repasses dependem da consolidação dos dados de produção.
Já os dados sobre depósitos e datas de pagamento podem ser acessados por meio do site do Banco do Brasil. Nesse caso, é preciso selecionar a opção “Royalties da ANP” no campo indicado.
As informações mais recentes ainda estão em fase de consolidação e devem ser divulgadas nos próximos dias.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O Brasil deve registrar cerca de UM MILHÃO E OITOCENTOS MIL casos prováveis de dengue em 2026.
A projeção é do InfoDengue-Mosqlimate, iniciativa da Fundação Getulio Vargas em parceria com a Fiocruz.
A estimativa considera o período entre 3 outubro de 2025 e 5 outubro de 2026. O cálculo é feito por um modelo estatístico do tipo ensemble — que reúne diferentes métodos de previsão para aumentar a precisão dos resultados.
Segundo o estudo, cerca de CINQUENTA E QUATRO POR CENTO dos casos deve se concentrar em São Paulo, o que representa mais de QUINHENTOS E TRINTA E SEIS MIL registros.
Já Minas Gerais concentra DEZ POR CENTO, com aproximadamente DUZENTOS E SETENTA E QUATRO MIL casos. Na sequência, aparecem Goiás, com CENTO E CINCO MIL, e Paraná, com SETENTA E SETE MIL casos.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2026, o Brasil já registra mais de CENTO E SETENTA E CINCO MIL casos prováveis.
Mesmo com alta incidência, a previsão do InfoDengue indica um cenário epidêmico menos intenso do que o de 2024, quando o país ultrapassou SEIS MILHÕES E QUINHENTAS MIL notificações.
O levantamento também aponta diferenças entre os estados. A tendência é de queda nos casos em locais como Acre, Amapá, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Por outro lado, unidades da federação como Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Tocantins devem registrar aumento.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue consiste em uma doença febril aguda.
Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e manchas na pele.
Em casos mais graves, podem surgir dor abdominal, vômitos, sangramentos e dificuldade para respirar.
Ao apresentar sintomas, o Ministério da Saúde orienta a procurar um serviço de saúde.
Para prevenir a doença, é essencial eliminar água parada em recipientes como garrafas, pneus e caixas d’água. O Brasil também oferece a vacina contra a dengue pelo SUS desde 2023.
Reportagem, Maria Clara Abreu
LOC.: O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, informou que o processo para demolir e reconstruir duas pontes sobre o Rio Itacaiunas, na BR-230, em Marabá, no Pará, está em fase interna de preparação para o procedimento licitatório. As estruturas apresentam risco, e o investimento previsto é de cerca de DUZENTOS E VINTE E NOVE MILHÕES DE REAIS.
De acordo com o órgão, ainda não há data para o início das obras, mas os estudos técnicos já concluíram que será necessária a reconstrução total das pontes.
Atualmente, a ponte mais recente, com cerca de 16 anos, opera com tráfego lento e limite de até quatro toneladas. Já a mais antiga, com mais de quarenta anos, segue liberada, mas também apresenta desgaste e risco estrutural.
A situação preocupa moradores e autoridades. O jornalista Patrick Roberto, morador de Marabá, comenta o impacto da obra e cobra responsabilidades.
TEC./SONORA: Patrick Roberto, jornalista
“Toda essa operação tem um custo, que vai além da construção de uma ponte, mas sim da derrubada dela e a retirada dos escombros de dentro da água. É uma operação que também dá muito trabalho e que custa muito caro. Alguém tem que ser responsabilizado pelo que aconteceu. É um absurdo uma ponte de apenas 15 anos estar passando por essa situação.”
LOC.: A ponte mais recente também é alvo de questionamentos sobre a qualidade da obra. O caso deve ser investigado por órgãos de controle. O vereador de Marabá, Marcelo Alves, defende apuração rigorosa do caso.
TEC./SONORA: Marcelo Alves, vereador
“Foi comunicado que o Ministério Público Federal e outras autoridades competentes vão começar a fazer essa tramitação de investigação, de possível penalização. Precisamos realmente acompanhar isso para deixar as coisas em ordem, para não acontecer uma tragédia na nossa cidade.”
LOC.: Os primeiros problemas na ponte mais nova foram registrados em 2017. Desde então, a estrutura passou por monitoramento, até a restrição de veículos pesados em novembro de 2025. As duas pontes seguem sob acompanhamento técnico enquanto o DNIT avança no processo para as obras.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Avançou na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado o projeto da Nova Lei do Trabalho Rural, que estabelece um novo marco legal para a atividade no país após mais de 50 anos.
Entre outros pontos, a proposta revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas sobre as relações de trabalho no campo. Nos mais de 200 artigos, a matéria trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
O texto, de autoria da senadora Margareth Buzetti, do Progressista mato-grossense, também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.
No relatório, o senador Zequinha Marinho, do Podemos paraense, afirma ter tentado aperfeiçoar a proposta para garantir a aplicação prática no campo. Entre as mudanças, foram retirados ou modificados dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho, indenização ao fim de contratos de safra – por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo –, e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para as comissões de Assuntos Sociais e de Serviços de Infraestrutura. Se aprovada nos dois colegiados, pode ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados, sem necessidade de análise pelo plenário do Senado.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC: A Defesa Civil Nacional reconheceu, nesta terça-feira, 31 de março, a situação de emergência em oito cidades afetadas por desastres. Estão na lista municípios dos estados da Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Para conferir a lista completa, acesse mdr.gov.br. Com o reconhecimento federal, as prefeituras já podem solicitar recursos para ações de defesa civil, como distribuição de cestas básicas, água potável e kits de higiene. A diretora do Departamento de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, Juliana Moretti, explica como os recursos podem ser aplicados.
TEC./SONORA: JULIANA MORETTI
“Os recursos da Defesa Civil podem ser empregados em três frentes: ações emergenciais para socorro e assistência às vítimas de desastres, como por exemplo o fornecimento de kits de alimentos, de higiene e apoio logístico; - restabelecimento de serviços essenciais, como abastecimento de água e a desobstrução de vias; e por fim, na recuperação de áreas afetadas por desastres como por exemplo as ações para a reconstrução de infraestruturas públicas e residenciais atingidas.”
LOC: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em proteção e Defesa Civil, acesse mdr.gov.br.
Reportagem, Thamy Carvalho
LOC.: Divulgado nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE caiu 2,7 pontos em março, alcançando 84,6 pontos, recuando pelo segundo mês consecutivo. Em médias móveis trimestrais, o recuo foi de 1,3 ponto, para 87,7 pontos.
A pesquisa mostrou que houve queda da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor analisados, influenciada, principalmente, pelas expectativas para os próximos meses.
No menor resultado desde setembro de 2025, quando foi de 82,6 pontos, o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,4 pontos, atingindo o patamar de 85,1. Dentre os quesitos que compõem o índice, os resultados seguiram o mesmo sentido. O resultado do indicador que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses mostrou queda de 2,9 pontos, para 89,2 pontos, enquanto o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou em 5,7 pontos, para 81,6 — terceira queda consecutiva e o menor nível desde março de 2021, quando foi de 72,4 pontos.
Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) também mostrou recuo de 0,8 ponto em março, para 84,8 pontos, o menor nível desde abril de 2021. O indicador que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios atingiu 86,3 pontos ao subir 0,1, enquanto o que avalia o volume de demanda atual caiu 1,8 ponto, para 83,6 pontos — menor patamar desde junho de 2020.
Segundo a economista do FGV IBRE Geórgia Veloso, a confiança do comércio em março recuou pelo segundo mês consecutivo, devido, principalmente, à deterioração das expectativas puxadas pela piora nas perspectivas sobre a tendência dos negócios, que passaram a indicar pessimismo para os próximos meses. Além disso, segundo ela, as avaliações sobre a demanda atual também se enfraqueceram para um patamar próximo ao observado em 2020, o que reforça o quadro de pressão sobre a confiança.
A economista explicou que o cenário de política monetária ainda restritiva no curto prazo e de elevado endividamento das famílias fizeram com que o varejo encerrasse o primeiro trimestre de 2026 em um ambiente ainda desafiador. Ela reforça que, mesmo com a resiliência do mercado de trabalho, a renda tem sido insuficiente para aquecer a demanda no setor.
Com informações do FGV IBRE.
Reportagem, Henrique Fregonasse
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta terça-feira (31) em baixa, tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve desvalorização de 0,89% e é negociado a R$ 123,00; na segunda, a mercadoria teve desvalorização de 0,32% e é cotada a R$ 129,59.
O preço do trigo, por sua vez, registra valorização de 0,74% no Paraná e de 1,23% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.278,29, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.150,62.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (31) em baixa de 2,52%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.898,90 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve baixa de 4,89% no preço, sendo comercializado a R$ 966,84.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve valorização de 2,05% e é cotada a R$ 105,41.
Em Santos (SP), a mercadoria teve desvalorização de 1,08%, sendo negociada a R$ 115,13 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,29, após desvalorização de 0,07%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.