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Entidade defende discussão em 2027, fora do período eleitoral, e alerta para possíveis impactos sobre empresas, emprego e produtividade
Baixar áudioLer ao vivoEntidade afirma que regras claras podem reduzir incertezas, estimular investimentos e ampliar a oferta de produtos biológicos no país
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A tramitação da PEC do fim da escala 6x1 chegou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta sexta-feira, após despacho da Presidência da Casa. A proposta, aprovada pela Câmara no fim de maio, reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada máxima, sem redução salarial.
O governo articula a votação da proposta no esforço concentrado da primeira semana de setembro, em meio à campanha eleitoral. A expectativa de aprovação preocupa o setor produtivo, que defende mais tempo para avaliar os impactos da mudança sobre empresas, emprego e produtividade.
Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait Neto defende o adiamento da discussão.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Vale a pena o debate, porém, vamos discutir isso em 2027, fora do período eleitoral, fora dessa eventual interferência eleitoreira. Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual é a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado.”
LOC.: Fernando Queiroz Filho, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, alerta que a medida pode acrescentar ainda mais dificuldades para o empreendedorismo no país, já bastante prejudicado pelas altas taxas de juros e carga tributária.
TEC./SONORA: Fernando Queiroz Filho, presidente da ACESAJ
“É uma ingenuidade imaginar que a gente vai diminuir a carga de trabalho sem impactar na produção. Isso não existe em nenhum lugar do mundo. A produção, ela é diretamente determinada, é uma relação do período de trabalho com a mão de obra. Então, a gente não pode imaginar que isso não vai ter impacto.”
LOC.: Edmilson Iareski, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu, garante que não se trata de insensibilidade dos empresários quanto a melhores condições de vida dos funcionários.
TEC./SONORA: Edmilson Iareski, presidente da ACIFI
“Não somos contrários à modernização das relações de trabalho ou à busca por melhor qualidade de vida. A preocupação é que uma alteração definida por lei, sem considerar as diferenças entre setores e tamanhos de empresas, possa produzir efeitos contrários aos desejados, especialmente sobre emprego, renda e competitividade.”
LOC.: Como ocorre com qualquer outra proposta de emenda constitucional, a CCJ do Senado tem até 30 dias para apresentar o relatório da PEC que, para ser aprovada, precisa de maioria simples dos parlamentares presentes na sessão para votação.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, enviou uma carta à Casa Civil da Presidência da República pedindo celeridade na regulamentação do Marco Legal dos Bioinsumos. O documento destaca que a definição de critérios claros, proporcionais e adequados às diferentes categorias de bioinsumos, “contribuirá para reduzir incertezas, estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação; e ampliar a oferta de produtos biológicos no mercado”.
O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mario Cardoso, afirma que a regulamentação do marco legal é urgente para garantir segurança jurídica e previsibilidade à cadeia produtiva.
TEC./SONORA: Mario Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI
“Sem regras claras, empresas enfrentam barreiras para investir em pesquisa, inovação e escalonamento industrial. A indústria brasileira precisa dessa base legal para acelerar a produção de soluções sustentáveis, reduzir a dependência de insumos importados e ampliar a competitividade internacional.”
LOC.: Na agricultura, a aplicação dos bioinsumos pode reduzir a dependência de defensivos químicos e contribuir para uma produção mais sustentável, além de agregar valor aos produtos brasileiros destinados à exportação.
Mas, para a CNI, os benefícios da regulamentação vão além do setor agropecuário e alcançam segmentos industriais, como os de produtos químicos e farmacêuticos.
TEC./SONORA: Mario Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI
“Microrganismos e derivados biológicos são usados para desenvolver medicamentos, cosméticos e materiais biodegradáveis. Além disso, os bioinsumos contribuem para a produção de biocombustíveis, ajudando a diversificar a matriz energética e diminuir as emissões de carbono. Para a indústria nacional como um todo, adotar bioinsumos significa reduzir custos, inovar em processos e conquistar mercados internacionais cada vez mais exigentes em sustentabilidade.”
LOC.: Na avaliação da CNI, o principal desafio é transformar o marco legal em um sistema regulatório funcional, capaz de favorecer a escalabilidade das soluções e ampliar a competitividade internacional do Brasil.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Brasil quer aumentar a participação de empresas nacionais nos mercados do Sudeste Asiático e ampliar as relações comerciais com os países da região.
O tema foi discutido recentemente, em Brasília, durante uma reunião entre o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, Laudemir Muller, e o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático, a ASEAN, Kao Kim Hourn.
A conversa tratou de oportunidades para ampliar o comércio, os investimentos e a atuação de empresas brasileiras nos países do bloco.
Um dos próximos passos será um evento em novembro, em Singapura, organizado em parceria entre a ApexBrasil e a ASEAN. A iniciativa deve reunir entidades de diferentes setores da economia brasileira para aproximar empresas dos mercados asiáticos.
Segundo Laudemir Muller, a região também pode ajudar o Brasil a diversificar os destinos de suas exportações.
TEC./SONORA: Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil
“Para nós que estamos trabalhando para diversificar os mercados, a ASEAN é uma grande oportunidade e a gente vai, inclusive, ampliar a nossa atuação lá. O Brasil já está exportando 25 bilhões de dólares para eles. O Sudeste Asiático, aqueles países que têm bastante população, estão crescendo rápido e eu acho que a gente pode exportar ainda mais para eles.”
LOC.: A ASEAN mantém, desde 2023, uma Parceria de Diálogo Setorial com o Brasil. Durante a reunião, Kao Kim Hourn afirmou que o comércio entre as duas partes está crescendo e que há espaço para ampliar os investimentos nos dois sentidos.
A agenda, segundo ele, não deve ficar restrita às relações comerciais. A intenção é ampliar a cooperação entre o Brasil e os países do bloco em outras áreas.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A falta de atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional tem aumentado a pressão sobre micro e pequenas empresas. No Pará, cerca de 25% dos associados da Associação Comercial de Belém, o equivalente a aproximadamente 300 empresas, enfrentam dificuldades para permanecer no regime simplificado.
Segundo o presidente da entidade, Isan Palmeira, o problema é que o aumento do faturamento, muitas vezes provocado pela inflação, pode fazer a empresa ultrapassar o limite do Simples e passar a pagar mais impostos.
TEC./SONORA: Isan Palmeira, presidente da Associação Comercial de Belém
“25% dos nossos associados, que são mais ou menos 300 empresas, que são pequenas e micro, estão sofrendo, estão com a corda no pescoço, não estão aguentando essa falta de atualização desses valores, que sai do Simples e começa a pagar uma carga tributária maior ainda.”
LOC.: O projeto em discussão no Congresso prevê aumentar o limite anual de faturamento do MEI, dos atuais 81 mil reais para 110 mil em 2026 e 140 mil a partir de 2027.
As entidades empresariais também defendem a atualização das demais faixas do Simples. Hoje, o teto é de 360 mil reais por ano para microempresas e de 4 milhões e 800 mil reais para empresas de pequeno porte.
A proposta enfrenta resistência do Ministério da Fazenda. A equipe econômica estima impacto de cerca de 50 bilhões de reais nas contas públicas caso o teto das empresas de pequeno porte passe para até 8 milhões de reais.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, defende uma correção de aproximadamente 83% nos limites. Com isso, o teto do MEI chegaria a cerca de 144 mil e 900 reais, e o das pequenas empresas, a 8 milhões e 690 mil reais.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, afirma que a falta de atualização pode levar empresas a mudar de regime tributário ou até deixar a formalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: A votação do projeto perdeu força no Congresso e deve ficar para depois das eleições.
Reportagem, Marquezan Araújo. Locução, Álvaro Couto
LOC.: A CAIXA paga, nesta terça-feira, 25 de agosto, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de março e abril. Além da parcela mensal, estudantes da modalidade EJA aprovados no primeiro semestre de 2026 também recebem a parcela do Incentivo Conclusão.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia .
LOC.: A CAIXA paga, nesta segunda-feira, 24 de agosto, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de janeiro e fevereiro. Além da parcela mensal, estudantes da modalidade EJA aprovados no primeiro semestre de 2026 também recebem a parcela do Incentivo Conclusão.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
O preço do café arábica abre esta terça-feira, vinte e cinco de agosto, com alta de um vírgula vinte e sete por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil oitocentos e vinte e seis reais e cinquenta e oito centavos, em São Paulo.
O café robusta também registra alta, de zero vírgula sessenta e quatro por cento, com a saca comercializada a mil e cinquenta e oito reais e setenta e um centavos.
No mercado do açúcar cristal, a alta é de um vírgula zero nove por cento na capital paulista. A saca de cinquenta quilos custa cento e cinco reais e cinquenta e um centavos.
Em Santos, o açúcar registra queda de zero vírgula sessenta e quatro por cento, com a mercadoria negociada a cento e vinte e cinco reais e oitenta e sete centavos, na média de preços sem impostos.
Já a saca de sessenta quilos do milho é vendida a sessenta e oito reais e dezenove centavos, após alta de zero vírgula quarenta e três por cento.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de sessenta quilos da soja inicia esta terça-feira, vinte e cinco de agosto, com alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão registra valorização de zero vírgula vinte e sete por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e seis reais e trinta e um centavos.
Em Paranaguá, a alta foi de zero vírgula doze por cento, levando a cotação para cento e cinquenta e três reais e oitenta e seis centavos.
No mercado de trigo, os preços registram redução nos dois estados pesquisados.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil quatrocentos e trinta e oito reais e noventa e nove centavos. Já no Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil trezentos e vinte e três reais e noventa e três centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.