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LOC.: O governo federal deve enviar ao Congresso, até esta quarta-feira, uma proposta para aumentar o limite de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com integrantes do governo. A proposta será analisada por uma comissão especial criada para discutir o tema.
A atualização dos limites é defendida por parlamentares e entidades empresariais. O deputado Luiz Carlos Hauly, do Podemos paranaense, afirmou que há avanço nas negociações.
 

TEC./SONORA: Luiz Carlos Hauly, deputado federal (Pode-PR)
“Já estamos avançando bem na aprovação do teto do MEI, da Micro Empresa Individual, do pequeno empresário, e acredito que deva ser votado esse teto de 140 mil reais.”
 


LOC.: O atual limite de faturamento do microempreendedor individual é de 81 mil reais anuais. Já o Projeto de Lei Complementar 108 de 2021 propõe elevar esse valor para 130 mil reais e permitir a contratação de até dois funcionários.
Representantes do setor produtivo afirmam que os limites atuais estão defasados. Segundo eles, a inflação e o aumento dos custos operacionais reduziram o poder de compra dos valores definidos para o enquadramento das empresas.
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, defendeu a atualização para evitar que pequenos negócios deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade. 
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”


LOC.: Para o membro do diretório nacional do PSD, José Augusto Viana Neto, a falta de atualização pressiona empresas a deixarem o regime simplificado sem terem crescido de forma significativa.
 

TEC./SONORA: Dr. José Augusto, membro do diretório nacional do PSD
“Na prática, muitas empresas acabam sendo penalizadas não porque cresceram de forma significativa, mas porque os valores de faturamento ficaram defasados ao longo do tempo. Isso gerou uma distorção que precisa ser corrigida e, a meu ver, o principal benefício é a promoção da justiça fiscal.”
 


LOC.: O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.

Reportagem, Bianca Mingote. Locução, Álvaro Couto.

LOC.: A partir de 3 de agosto de 2026, empresas enquadradas no regime regular não terão mais permissão para emitir documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento dos campos referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e à Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. Todas as notas fiscais deverão conter as novas informações, incluindo a alíquota de teste de 1%.

As novas regras da reforma tributária sobre o consumo ainda não estão sendo aplicadas devido à flexibilização concedida pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços por meio do Ato Conjunto nº 01 de 2025. 

A norma adia o início da aplicação de penalidades para empresas e profissionais autônomos que deixarem de destacar IBS e CBS nos documentos fiscais até o primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação dos regulamentos do IBS e da CBS. 

Apesar da dispensa temporária de multas, a obrigatoriedade de preenchimento dos campos passa a ter caráter operacional. A partir de agosto, documentos fiscais emitidos sem as informações de IBS e CBS serão automaticamente rejeitados pelos sistemas, impedindo a emissão da nota. 

A reforma tributária sobre o consumo prevê a substituição gradual de cinco tributos — IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS — pelo modelo de IVA dual. 

No entanto, os tributos antigos não serão extintos de imediato e a cobrança da alíquota de teste de 1% não representa aumento da carga tributária. De acordo com a legislação, os valores recolhidos a título de IBS e CBS poderão ser integralmente compensados com os montantes pagos de PIS e Cofins. 

Na prática, o contribuinte recolhe os novos tributos, mas desconta esse valor das contribuições federais já devidas, mantendo inalterado o desembolso total. 

O objetivo dessa fase é testar, em ambiente real, o funcionamento do novo sistema de arrecadação e repartição de receitas entre União, estados e municípios, sem gerar impacto financeiro relevante para os contribuintes.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O Projeto de Lei Complementar número 114 de 2026, que autoriza o governo federal a usar receitas extraordinárias do setor de petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis, está em tramitação na Câmara dos Deputados.

A proposta cria um mecanismo para compensar perdas de arrecadação causadas pela redução dos impostos. Para isso, o governo poderá utilizar recursos adicionais não previstos inicialmente no Orçamento.

O objetivo é reduzir os efeitos da alta do petróleo sobre os combustíveis, os fretes, a produção e os preços ao consumidor.

A relatora do projeto, deputada federal Marussa Boldrin, do Republicanos de Goiás, explica que a arrecadação extra gerada pelo próprio setor poderá ser usada para compensar a redução dos tributos.

Segundo a parlamentar, a medida busca aliviar os impactos econômicos sem comprometer a responsabilidade fiscal.
 

TEC./SONORA:  Marussa Boldrin, deputada federal (Republicanos-GO)
“Como relatora do projeto, o objetivo é garantir que essa medida chegue na ponta, o que quer dizer isso, que vai lá no bolso da população podendo deixar mais dinheiro com as pessoas, para que possa ajudar nos recursos. O conflito é no Oriente Médio, mas atinge a gente aqui diretamente, aumentando o preço do petróleo e isso tem um impacto aqui no nosso combustível, no frete, na produção e isso chega na mesa, na forma do preço dos alimentos.”
 


LOC.: Representantes do setor produtivo avaliam que a proposta pode reduzir custos para empresas, principalmente em regiões com forte atividade industrial e logística.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, em Goiás, Luiz Claudio Ledra, afirma que a alta dos combustíveis afeta toda a cadeia produtiva e chega ao consumidor por meio do aumento dos custos.
Segundo ele, a redução dos tributos pode contribuir para preservar empregos, investimentos e competitividade.
 

TEC./SONORA: Luiz Claudio Ledra, presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis
“Em Anápolis, isso tem um peso ainda maior, pela nossa vocação industrial logística. Grande parte da movimentação de matérias-primas, produtos e mercadorias depende desse transporte rodoviário. Quando o combustível aumenta, o frete sobe e aumenta os custos operacionais das empresas e esse impacto acaba chegando também para o consumidor. Por isso, uma redução bem planejada pode ajudar a preservar empregos, investimentos e competitividade das empresas.”
 


LOC.: O projeto de lei complementar que autoriza o governo federal a usar receitas extraordinárias do setor de petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis, está em tramitação na Câmara dos Deputados e aguarda deliberação pelo Plenário.

Reportagem, Bianca Mingote. Locução, Sophia Stein.
 

LOC.: Na última segunda-feira (22), a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, apresentou aos pré-candidatos à Presidência da República uma agenda de propostas voltadas à retomada do crescimento sustentável da economia brasileira. 

As recomendações buscam enfrentar dois dos principais desafios ao desenvolvimento do país: o desequilíbrio das contas públicas e as dificuldades de acesso ao crédito enfrentadas pelo setor produtivo.

O diretor-adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, afirma que o crescimento contínuo dos gastos públicos compromete o equilíbrio das contas e dificulta a redução dos juros. 

TEC./SONORA: Mario Sergio Telles, diretor-adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI

“Os gastos [públicos] não param de crescer, e isso leva ao desequilíbrio das contas públicas e ao aumento da taxa de juros para conter a inflação. Com esse cenário, não tem política de desenvolvimento produtivo ou de redução do Custo Brasil que faça com que o Brasil cresça.”


LOC.:  Entre as medidas propostas para reverter esse cenário estão a revisão de programas e benefícios; a eliminação de mecanismos que promovem o crescimento automático das despesas e a criação de um plano plurianual de consolidação fiscal, com metas para resultado primário, despesas, receitas e dívida pública.

O segundo eixo da proposta é a ampliação do financiamento ao setor produtivo. Embora reconheça avanços recentes, a CNI avalia que o crédito no Brasil continua caro e insuficiente. 

Segundo Mario Sergio Telles, ampliar o acesso ao crédito exige avanços em duas frentes.

TEC./SONORA: Mario Sergio Telles, diretor-adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI

“Primeiro, é necessária uma mudança na agenda macroeconômica que permita uma taxa básica de juros mais baixa. Segundo, é preciso reduzir o spread bancário por meio do aumento da competição no sistema financeiro — que é baixa. É preciso reduzir a insegurança na concessão de crédito, além de melhorar as condições de garantia e reduzir os impostos sobre a intermediação financeira.” 


LOC.: Entre as propostas da entidade está a autorização para que recebíveis de Pix sejam utilizados como garantia em operações de crédito, nos moldes do que já ocorre com recebíveis de cartões de crédito. A CNI também defende a implementação da duplicata escritural, mecanismo que facilita o uso de recebíveis como garantia e reduz riscos de fraude. 

O documento completo com as propostas está disponível no portal da CNI. O endereço é: www.cni.portaldaindustria.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Três pré-candidatos à Presidência da República participaram do evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, nesta segunda-feira (22), em Brasília. No encontro, receberam demandas do setor e debateram propostas para o desenvolvimento econômico e o fortalecimento da competitividade nacional.

Participaram Romeu Zema, do Novo, Flávio Bolsonaro, do PL, e Ronaldo Caiado, do PSD. 

Antes das apresentações, o presidente da CNI, Ricardo Alban, entregou aos convidados o documento "Construindo o Brasil 2050", com propostas voltadas ao crescimento econômico, ao desenvolvimento produtivo e à competitividade do país.

Entre os temas destacados pelos pré-candidatos estiveram ajuste fiscal, redução da burocracia, mudanças nas regras trabalhistas, corte de tributos e investimentos em tecnologia e inovação.

O primeiro a falar foi Romeu Zema. O ex-governador de Minas Gerais defendeu a redução dos gastos públicos, o combate à corrupção e a flexibilização das relações de trabalho.

TEC./SONORA: Romeu Zema, pré-candidato à presidência (Novo)
“Quero criar uma opção, regime de trabalho por hora, como acontece em todo país desenvolvido. Isso vai formalizar milhões de brasileiros que hoje não conseguem um contrato de trabalho formal.”


LOC.: Na sequência, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende reduzir a carga tributária, simplificar a legislação e combater fatores que aumentam o chamado Custo Brasil. 

TEC./SONORA: Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência (PL)
“A gente tem que recuperar, resgatar essa confiança, essa credibilidade. Se nós conseguirmos reduzir a carga tributária, simplificar a legislação, a gente vai reduzir esse custo do Brasil. As empresas nacionais vão ficar mais competitivas.”


LOC.: Encerrando o evento, Ronaldo Caiado defendeu uma política industrial de longo prazo, com foco em inovação, tecnologia e equilíbrio fiscal. 

 

TEC./SONORA: Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência (PSD)
“Precisamos de ter uma política industrial. Uma política plurianual da indústria, da mineração, da agropecuária, dos avanços nossos na área de tecnologia e inovação. O Brasil já perdeu todas as janelas, até agora, todas as oportunidades. Nós viramos um país acanhado com tanta riqueza e tanto potencial.”


LOC.: Realizado desde 1994, o encontro é promovido pela CNI para aproximar o setor industrial dos candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Renan Santos, do partido Missão, também foram convidados, mas não participaram.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal já podem receber a nova vacina pneumo 20 na rede pública de saúde. A estratégia nacional foi lançada no último sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

O imunizante oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves, como pneumonia e meningite. Na rede privada, a vacina pode custar até 500 reais. Em comparação às formulações anteriores, a pneumo 20 amplia a cobertura contra os sorotipos mais associados à doença pneumocócica invasiva. 

Além disso, a vacina também contribui para a prevenção da otite média, infecção que pode evoluir para complicações mais graves, como perda auditiva e infecção generalizada. 

Desde maio de 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570 mil doses da pneumo 20 para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a expectativa é que mais de 6 milhões de doses sejam enviadas às unidades da federação. 

Além das crianças menores de cinco anos, a pneumo 20 será destinada a povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou mais acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Atualmente, o SUS oferece as vacinas pneumo10, pneumo13 e pneumocócica polissacarídica 23. Essas formulações estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a chegada da pneumo 20, o Ministério da Saúde dará início a uma transição gradual para ampliar a proteção. A estratégia será mantida até o esgotamento dos estoques da pneumo 10 e, depois disso, o calendário passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20.

Pais e responsáveis poderão acompanhar o histórico de vacinação das crianças por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O preço do café arábica inicia esta quarta-feira (24) com alta de 1,33%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.491,84 na capital paulista.

O açúcar cristal apresenta aumento no mercado de São Paulo. A saca de 50 quilos está cotada a R$ 94,07, após alta de 2,70%. 

Em Santos (SP), houve elevação de 1,03%, com a mercadoria negociada a R$ 102,41, considerando a média de preços sem impostos.

O milho também registra leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 63,12, após salto de 0,13%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do boi gordo registra recuo nesta quarta-feira (24). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 340,50, após queda de 0,99%.

No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,29.

Já a carcaça suína especial teve desvalorização de 0,12% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo passou a custar R$ 8,60.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra avanço em algumas praças. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 5,03.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo