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Manifesto liderado pela CACB alerta para a defasagem do teto do faturamento dos MEIs, micros e empresas de pequeno porte
Baixar áudioBaixar áudioLer ao vivoEntidades defendem correção pela inflação e regra permanente de atualização
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Entidades empresariais brasileiras cobraram dos candidatos às eleições deste ano um posicionamento sobre a atualização dos limites do Simples Nacional e do MEI. O manifesto, liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, já conta com a adesão de cerca de mil e quatrocentas federações e associações nacionais, destaca que os pequenos negócios representam 24 milhões de empresas no país e respondem por 26,5% do PIB e 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.
Os limites de faturamento do Simples estão congelados desde 2018, sem correção pela inflação acumulada no período. A CACB defende reajuste de cerca de 83% em todo o regime além de uma regra permanente de correção automática pela inflação.
A Câmara dos Deputados discute o reajuste do MEI para 110 mil reais neste ano e 140 mil a partir de 2027, mas a votação deve ficar para depois das eleições. Para o economista Sillas Souza Cezar, pesquisador do Laboratório de Governo da USP, o obstáculo hoje é político, não mais procedimental.
TEC./SONORA: Sillas Souza Cezar, economista e pesquisador do LabGov/USP
"É preciso encontrar um texto. Esse texto depende de negociação entre as lideranças, que vão ouvir as suas bases, os empresários, incluir isso na pauta e negociar, porque tem setor que quer uma coisa, tem setor que quer outra coisa. Tecnicamente dá, politicamente, eu acho um pouco difícil."
LOC.: No manifesto, a CACB pontua que corrigir o Simples Nacional não é conceder privilégio, mas reparar uma defasagem que penaliza quem gera trabalho e renda no país, e pede aos futuros governantes: “o pequeno empreendedor não pode ser lembrado apenas na eleição — precisa estar no centro da agenda econômica do Brasil”.
O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, defende a atualização da tabela do Simples Nacional pela inflação. Segundo ele, a medida pode evitar que pequenos negócios sejam desenquadrados do regime.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios.”
LOC.: O impasse fiscal é o principal entrave: o Ministério da Fazenda estima impacto de 50 bilhões de reais nas contas públicas caso todas as faixas sejam corrigidas. Para Cezar, a indefinição sobre o perfil fiscal do próximo governo também pesa nessa decisão.
TEC./SONORA: Sillas Souza Cezar, economista e pesquisador do LabGov/USP
"Para o próximo ano, a gente não sabe se a gente vai ter um governo mais gastão ou menos gastão. A gente não sabe se o Flávio vai ser mais ou menos gastão, uma vez que o Bolsonaro, apesar do discurso de reduzir gasto, expandiu. E a gente também não sabe se o Lula, se ganhar, vai manter o ritmo. Então, há uma incerteza aí."
LOC.: Criado para simplificar o recolhimento de tributos, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia. Os limites atuais de faturamento são de oitenta e um mil reais por ano para o MEI, trezentos e sessenta mil reais para microempresas e quatro milhões e oitocentos mil reais para empresas de pequeno porte.
Reportagem, Álvaro Coutro; locução, Marquezan Araújo
LOC: A defasagem dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual, o MEI, pode afetar o planejamento financeiro e as decisões de expansão dos pequenos negócios. Os valores estão sem atualização desde 2018.
Segundo o diretor-geral da Faculdade do Comércio de São Paulo e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Wilson Victorio Rodrigues, as empresas podem ter aumento nominal de faturamento apenas para acompanhar a inflação e, ainda assim, ultrapassar as faixas de enquadramento do regime.
TEC/SONORA: WILSON VICTORIO, diretor-geral da FAC
“Existe uma injustiça, porque ao longo dos últimos anos a gente testemunhou tudo sendo reajustado no Brasil. Salário de servidor público, enfim, os juros aumentando, a inflação aumentando, tudo no Brasil aumenta. E esse reajuste agora, com quem gera a riqueza, com quem produz, a gente não vê esse tipo de reajuste incentivando, na verdade, a quem empreende”.
LOC.: A atualização dos valores é defendida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publicaram o manifesto Um Brasil que não pode ser esquecido nesta segunda-feira (22).
O documento reúne cerca de mil e quatrocentas entidades do sistema associativista e cobra dos candidatos à Presidência da República a atualização imediata dos limites e a criação de uma regra permanente de correção pela inflação.
A CACB propõe elevar o teto anual do MEI de 81 mil para 144 mil e 900 reais. No Simples Nacional, a proposta é passar o limite das microempresas de 360 mil para 869 mil e 400 reais, e o das empresas de pequeno porte de 4 milhões e 800 mil para 8 milhões e 690 mil reais.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait, ressalta a necessidade da atualização:
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios.”
LOC:
A discussão ocorre paralelamente à tramitação de propostas no Congresso Nacional para ampliar o limite do MEI. O governo federal apoia uma proposta que prevê teto de 110 mil reais em 2027 e de 140 mil reais em 2028.
O manifesto também aborda os impactos da Reforma Tributária sobre as micro e pequenas empresas e defende condições que preservem a competitividade desses negócios.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico apresentou um plano para enfrentar os impactos do El Niño sobre os recursos hídricos do Brasil até março de 2027. Segundo projeções da agência americana Noaa, divulgadas em agosto, é praticamente certo que o fenômeno continue até o fim do ano, com chance acima de 90% de chegar a uma intensidade classificada como muito forte.
Os efeitos do El Niño não devem ser os mesmos em todo o país. No Sul, o aumento das chuvas eleva o risco de cheias, exigindo atenção redobrada ao monitoramento de barragens e rios. No Sudeste e no Centro-Oeste, a preocupação é com ondas de calor mais longas. Já no Norte, o acompanhamento se concentra nos níveis dos rios da bacia amazônica.
No Nordeste, o principal risco é a seca. A ANA já trabalha com cenários de distribuição de água para os açudes do Semiárido, já que a próxima estação chuvosa pode render menos do que o esperado o que ameaça a irrigação, o abastecimento das cidades e pode exigir reforço no bombeamento de água pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco.
O comportamento diferente das chuvas em cada região também preocupa o setor elétrico, que vai precisar equilibrar a geração de energia nas hidrelétricas com o controle de cheias e os demais usos da água nos reservatórios.
Para colocar o plano em prática, a ANA poderá declarar situação de escassez hídrica em rios e reservatórios federais, negociar condições especiais de operação de reservatórios e estabelecer regras diferenciadas de uso da água em dezenas de sistemas hídricos do Semiárido nordestino. A agência também vai instalar salas de crise regionalizadas e divulgar boletins mensais para acompanhar a evolução do fenômeno.
Reportagem, Sophia Muniz
LOC.: A CAIXA inicia nesta segunda-feira (21), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de setembro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 3.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
LOC.: A arrecadação federal somou DUZENTOS E TRINTA E CINCO BILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS em agosto, segundo a Receita Federal. O resultado representa crescimento real de 8,25% na comparação com agosto de 2025 e é o maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995.
Um dos destaques foi o setor de extração de petróleo e gás natural. A arrecadação do segmento passou de OITOCENTOS E SETENTA E UM MILHÕES DE REAIS, em agosto do ano passado, para mais de QUATORZE BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS neste ano.
No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação federal chegou a DOIS TRILHÕES E CENTO E DOZE BILHÕES DE REAIS, alta real de 7,12%.
Entre os principais tributos, Imposto de Renda das empresas e a contribuição paga pelas empresas sobre seus lucros, a CSLL, tiveram crescimento real de 13,09%. Já as receitas previdenciárias avançaram 4,3% e chegaram a SESSENTA E TRÊS BILHÕES DE REAIS.
A Receita também destacou um ganho não recorrente de um BILHÃO E NOVECENTOS E QUARENTA E QUATRO MILHÕES DE REAIS com o imposto de exportação de óleo bruto, relacionado a mudanças na legislação.
Os dados foram divulgados pela Receita Federal, na última terça-feira (22)
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: Quem está de viagem pelo Brasil pode ajudar a entender melhor o comportamento dos turistas.
O Ministério do Turismo e o Itaipu Parquetec realizam uma pesquisa em CINQUENTA municípios das cinco regiões do país.
A previsão é fazer cerca de VINTE E DUAS MIL E QUINHENTAS entrevistas presenciais até o dia 3 de outubro.
A pesquisa vai reunir informações sobre os motivos das viagens, meios de transporte, hospedagem, tempo de permanência, atividades realizadas e gastos dos visitantes.
Também serão avaliados aspectos como infraestrutura, qualidade dos serviços, acessibilidade, segurança, conectividade e preços.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirma que o levantamento ocorre em um momento de crescimento do setor e deve ajudar na formulação de políticas públicas.
TEC./SONORA: ministro do Turismo, Gustavo Feliciano
“A pesquisa se dá exatamente para que a gente possa, recolhendo os dados mais apurados e fiéis do momento turístico que nós estamos fazendo, implementar políticas públicas consistentes para desenvolver o turismo em todas as regiões do Brasil.”
LOC.: A escolha dos municípios levou em conta o Mapa do Turismo Brasileiro e indicadores relacionados à atividade turística. A seleção reúne cidades como Ananindeua, no Pará; Salvador, na Bahia; Fortaleza, no Ceará; Foz do Iguaçu, no Paraná; Brasília, no Distrito Federal; e Cuiabá, em Mato Grosso.
O ministro destaca que a abrangência nacional busca considerar as diferentes características dos destinos brasileiros.
TEC./SONORA: ministro do Turismo, Gustavo Feliciano
“É importante destacar que é uma pesquisa nacional. O Brasil é um país continental, com várias demandas, belezas naturais, vários tipos de turismo, então é uma pesquisa bastante abrangente.”
LOC.: A pesquisa integra as ações do Observatório Nacional de Turismo Sustentável e é coordenada pela Rede Brasileira de Observatórios de Turismo. Os resultados devem ser disponibilizados até abril de 2027 e a expectativa do Ministério do Turismo é usar os dados para orientar ações de desenvolvimento dos destinos e fortalecer a cadeia produtiva do setor.
O ministério também aponta a pesquisa como instrumento para apoiar o desenvolvimento econômico dos destinos e a preservação do patrimônio natural e cultural do país.
A lista completa com os municípios onde as pesquisas serão aplicadas pode ser acessada em www.gov.br/turismo ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
O café arábica abre esta quinta-feira com alta de zero vírgula onze por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil quinhentos e treze reais e um centavo, em São Paulo.
O café robusta também subiu, zero vírgula quinze por cento. A saca é comercializada a novecentos e trinta e oito reais e quarenta centavos.
No mercado de açúcar, o cristal teve queda de zero vírgula cinquenta e nove por cento na capital paulista. A saca de cinquenta quilos é cotada a cento e vinte reais e oito centavos.
Em Santos, o açúcar registrou alta de zero vírgula noventa e um por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a cento e vinte e seis reais e oitenta e dois centavos, na média de preços sem impostos.
Já o milho subiu zero vírgula onze por cento. A saca de sessenta quilos é vendida a sessenta e nove reais e oitenta e dois centavos.
Os dados são do Cepea/Esalq.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de sessenta quilos da soja inicia esta quinta-feira com movimentos diferentes no Paraná.
No interior do estado, o preço subiu zero vírgula vinte e oito por cento. A saca é negociada a cento e cinquenta e cinco reais e sete centavos.
Em Paranaguá, houve queda de zero vírgula dezessete por cento. A cotação ficou em cento e sessenta e um reais e sessenta e cinco centavos.
No mercado de trigo, o preço caiu no Paraná e subiu no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada é comercializada a mil quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e cinco centavos.
No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil quatrocentos e dezoito reais e trinta e quatro centavos.
Os dados são do Cepea/Esalq.
Reportagem, Sophia Muniz.