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Estudo da FGV-Agro aponta efeitos em cadeia desde o encarecimento das apólices ao agravamento do endividamento no campo
Baixar áudioLer ao vivoOpinião de pessoas próximas influencia 31% das eleitoras, contra 40% dos eleitores; diferença também aparece na influência de companheiros e filhos
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Ministério da Agricultura e Pecuária está atrasado com o pagamento de cerca de R$ 141 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural às seguradoras referentes a apólices contratadas em 2025. É o que aponta uma nota técnica de julho do Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, braço da Fundação Getúlio Vargas voltado à análise do agronegócio.
O estudo aponta que os atrasos nos pagamentos pode colocar em risco o funcionamento do programa. Quando um produtor rural contrata um seguro pelo PSR, o governo arca, em média, com 30% do prêmio das apólices.
Em 2025, mais de 64 mil contratos foram fechados pelo programa, mas os valores podem levar até 180 dias para serem repassados às seguradoras, que acabam precisando arcar com as despesas, ainda que temporárias, da operação.
Como resultado, o esutdo explica que as empresas do ramo acabam revendo suas estratégias de negócio. As diferentes práticas acabam impactando principalmente o cliente final, ou seja, os produtores, como o encarecimento dos seguros, limitação da cobertura e endurecimento dos critérios de aceitação, por exemplo.
Para piorar, o desenho contratual do PSR permite que as seguradoras cobrem dos agropecuaristas os valores que competem ao governo. A FGV-Agro destaca que os cortes orçamentários realizados neste ano para o programa, de mais de R$ 530 milhões, dificulta ainda mais a quitação dos pagamentos pendentes.
A Frente Parlamentar da Agropecuária avalia que o panorama tende a agravar um momento já bastante delicado para o agronegócio nacional. Além do endividamento rural e das margens de produção comprimidas, as projeções climáticas indicam a possibilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade muito forte nos próximos meses. Com os produtores dessegurados, a perspectiva de perdas aumenta ainda mais.
Para reduzir o risco institucional do PSR, a FGV Agro recomenda:
regularizar os pagamentos pendentes das apólices de 2025;
divulgar um cronograma público dos pagamentos;
aumentar a transparência sobre a execução orçamentária do programa;
revisar as regras contratuais para tornar os prazos de pagamento mais objetivos;
recompor o orçamento do seguro rural e fortalecer os recursos destinados ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático.
Na conclusão, o Observatório afirma que a previsibilidade é fundamental para manter a confiança no programa e garantir que o seguro rural continue sendo um instrumento de gestão de risco para o produtor, em vez de ampliar a insegurança financeira em anos de maior ocorrência de eventos climáticos.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: Pesquisa Datafolha mostra que as mulheres declaram sofrer menos influência de pessoas próximas na decisão de voto do que os homens. Segundo o levantamento, 31% das eleitoras dizem que a opinião de amigos exerce algum grau de influência sobre seu voto. Entre os homens, o percentual é de 40%.
Considerando o eleitorado brasileiro como um todo, 36% afirmam que a opinião de outras pessoas influencia sua decisão nas urnas. Desse total, 16% dizem sofrer muita influência e 20%, pouca influência. A maioria, porém, 62%, afirma que a opinião de amigos próximos não interfere no voto.
A influência dos amigos é maior entre os eleitores mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, 44% afirmam sofrer algum grau de influência. O índice cai para 31% entre aqueles de 35 a 44 anos e fica em 33% entre os eleitores com 60 anos ou mais.
A opinião de companheiros de relacionamento — como maridos, esposas, namorados e namoradas — exerce algum grau de influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Entre os homens, 40% afirmam que o voto é influenciado pelo companheiro ou companheira. Entre as mulheres, o percentual é de 36%.
Entre os eleitores que têm filhos com 16 anos ou mais, 36% dizem que os filhos exercem algum grau de influência sobre sua decisão de voto. Novamente, a taxa é maior entre homens do que entre mulheres.
A influência também varia conforme a escolaridade: chega a 44% entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 39% entre aqueles com ensino médio e 30% entre os que têm ensino superior.
Jornalistas e outras pessoas da imprensa exercem influência sobre o voto de 38% dos brasileiros. Pessoas que os eleitores acompanham nas redes sociais influenciam o voto de 32% dos entrevistados.
Líderes de igrejas apresentam o menor nível de influência entre os fatores analisados pela pesquisa. Ao todo, 23% dos eleitores dizem sofrer algum grau de influência dessas lideranças.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC: Começa na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, a Campanha Nacional de Multivacinação 2026. A mobilização segue até 1º de setembro e tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. O Dia D de vacinação será realizado em 22 de agosto, em todos os municípios brasileiros.
Pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima levando a caderneta de vacinação e um documento de identificação da criança ou do adolescente. As equipes de saúde vão verificar o histórico vacinal e aplicar as doses que estiverem em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
A mobilização será realizada em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, os 79 municípios participam da campanha. Já em São Paulo, a ação envolve os 645 municípios e também reforça a vacinação contra o sarampo. Em Foz do Iguaçu, no Paraná, a campanha será realizada nas 28 unidades básicas de saúde do município.
A coordenadora do Programa Municipal de Imunização de Foz do Iguaçu, Adriana Izuka, reforça a importância de manter a caderneta de vacinação em dia.
ABRE ASPAS "A Campanha de Multivacinação é uma oportunidade para que pais e responsáveis atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Muitas vezes, uma dose fica em atraso sem que a família perceba. Por isso, orientamos que todos procurem a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e proteger não apenas cada criança e adolescente, mas toda a comunidade". FECHA ASPAS
LOC: A campanha é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, e busca ampliar a cobertura vacinal e prevenir o retorno de doenças imunopreveníveis.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: A obrigatoriedade de emissão de CNPJ para pessoas físicas que exercem determinadas atividades econômicas e precisam emitir documentos fiscais foi adiada para 1º de janeiro de 2027. A decisão, já anunciada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, foi oficializada por decreto.
A mudança não significa que toda pessoa física será obrigada a abrir um CNPJ. A exigência se aplica apenas aos contribuintes que exerçam determinadas atividades econômicas e que, pelas regras da reforma tributária, estejam sujeitos à emissão de documentos fiscais para recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, e do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS.
Entre os grupos que podem ser impactados estão: profissionais autônomos e liberais que ganham mais de 40 mil e 500 reais mil por ano; prestadores de serviços que ganham mais de 40 mil e 500 reais por ano; produtores rurais com renda bruta acima de 3 milhões e 600 mil reais por ano; e pessoas que atuam como fornecedores de bens ou serviços.
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS também divulgaram o cronograma para o início da obrigatoriedade de emissão dos documentos fiscais eletrônicos com destaque do IBS e da CBS.
O calendário orienta contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos para adequação às novas exigências da reforma tributária.
Além de definir as datas em que cada documento fiscal eletrônico passará a ser obrigatório, o ato também informa quando serão disponibilizados os leiautes técnicos dos documentos que ainda não tiveram os padrões técnicos publicados.
Segundo os órgãos, determinadas datas poderão sofrer ajustes pontuais em razão de necessidades técnicas ou operacionais que surjam durante a implementação.
Ainda na primeira quinzena de agosto, será divulgado o cronograma de disponibilização dos ambientes para emissão dos documentos fiscais.
O cronograma completo para a emissão dos documentos fiscais eletrônicos pode ser consultado no site gov.br/receitafederal.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: As prefeituras já podem solicitar o parcelamento de dívidas com a União, previsto na Emenda Constitucional nº 136 de 2025. Os municípios interessados têm até o dia 9 de setembro para manifestar interesse junto à Secretaria do Tesouro Nacional. Os débitos poderão ser pagos em até trezentas e sessenta parcelas mensais.
O decreto que regulamenta a medida também prevê redução de juros e atualização das dívidas pelo IPCA. As regras, no entanto, valem apenas para débitos contratuais administrados pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Entre as opções, o município pode optar pela amortização de percentual do saldo devedor, com transferência de valores, bens móveis ou imóveis, créditos junto ao setor privado ou União.
Também é possível optar pela compensação financeira da exploração de gás, petróleo, recursos hídricos ou minerais, entre outros. Para algumas opções, é preciso uma lei municipal específica.
O parcelamento pode ser cancelado em casos como atraso no pagamento das parcelas, contratação de empréstimos para quitar a dívida, desistência do programa ou falta de comprovação dos investimentos obrigatórios. Se isso ocorrer, o município perde os benefícios financeiros e o saldo devedor é recalculado.
Para aderir ao parcelamento de dívidas, o município deve enviar um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do e-mail ec136@tesouro.gov.br, até o dia 9 de setembro.
A manifestação da prefeitura deve conter as respectivas leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município.
O site do Tesouro disponibiliza uma página com respostas para sanar dúvidas das prefeituras sobre a aplicação do decreto, no site: www.tesourotransparente.gov.br. Na mesma página, também é possível acessar um quadro com todas as combinações possíveis de juros a serem pagos à União, percentuais de amortização extraordinária e de investimento.
Com informações da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e do Tesouro Nacional, Bianca Mingote
O preço da arroba do boi gordo abre esta segunda-feira, três de agosto, com queda de 0,10%. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 346,55.
No mercado do frango, os preços seguem em leve baixa. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,14, enquanto o frango resfriado custa R$ 7,15.
Já a carcaça suína especial registra alta nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo é comercializado a R$ 8,22.
Entre os estados pesquisados, o suíno vivo apresenta queda em Santa Catarina, com o quilo negociado a R$ 4,85.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz