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LOC.: A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços devem divulgar, até o fim de julho, o cronograma de início da obrigatoriedade de emissão dos documentos fiscais eletrônicos com destaque do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. 

O calendário será oficializado por meio de um ato conjunto e tem como objetivo orientar contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos de adaptação às novas exigências previstas na Reforma Tributária. 

Além de definir as datas em que cada documento fiscal eletrônico passará a ser obrigatório, o ato também deve informar quando serão disponibilizados os leiautes técnicos dos documentos que ainda não tiveram os padrões técnicos publicados. 

Sempre que possível, esses leiautes serão divulgados com antecedência mínima de 60 dias em relação ao início da obrigatoriedade de utilização dos respectivos documentos fiscais eletrônicos, garantindo mais tempo para adequação dos sistemas. 

O texto também deve prever que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publiquem, em até 30 dias, um programa de estímulo à conformidade para 2026. A iniciativa será voltada ao período de transição da implementação da CBS e do IBS e terá caráter prioritariamente orientador durante a fase inicial de implantação dos novos tributos. 

A expectativa é que o programa inclua medidas de autorregularização para que os contribuintes possam corrigir informações durante a fase de adaptação, respeitados os limites e as condições estabelecidos na legislação. Os detalhes da iniciativa serão apresentados em um ato específico. 

O ato conjunto deve ser publicado até esta sexta-feira (31) no site: gov.br/receitafederal.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O El Niño já provoca impactos significativos em mais de 200 municípios brasileiros. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, os prejuízos somam 3 bilhões e 500 milhões de reais, alta de mais de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Entre 1º e 24 de julho, foram decretadas 240 situações de emergência em 13 estados devido a temporais, inundações, enchentes, secas, estiagens e incêndios florestais. No período, mais de 537,2 mil pessoas foram afetadas. 

A seca e a estiagem responderam por mais de 86% das perdas registradas, com maior concentração no Nordeste. De acordo com a CNM, o El Niño intensificou esses fenômenos climáticos na região, atingindo 53 cidades nordestinas e mais de 30,8 mil pessoas. 

Enquanto o Nordeste enfrenta o agravamento da seca, o Sul do país já sofre com o aumento das chuvas intensas provocado pelo El Niño. O fenômeno favorece a ocorrência de deslizamentos, alagamentos e inundações. 

No Rio Grande do Sul, 69 municípios registraram prejuízos econômicos e impactos sociais, com perdas superiores a 100 milhões de reais. Em Santa Catarina, 53 cidades foram afetadas, acumulando perdas de 23 milhões de reais. 

Na Região Sudeste, 24 municípios decretaram situação de emergência em razão de incêndios florestais em áreas não protegidas, com reflexos significativos na qualidade do ar. 

No Espírito Santo, foram afetadas as cidades de Colatina, Fundão, Ibatiba, Ibiraçu, Laranja da Terra e Marataízes. No Rio de Janeiro, houve registro de prejuízos em Itatiaia, São José de Ubá, Valença e Vassouras. Já em Minas Gerais, 14 municípios decretaram situação de emergência: 12 por seca ou estiagem e dois em decorrência de vendavais e chuvas intensas. 

Para orientar os gestores públicos, a entidade publicou uma nota técnica  com recomendações para a preparação dos municípios diante dos possíveis impactos do El Niño. 

Entre as principais recomendações estão atualização dos planos de contingência; mapeamento detalhado das áreas de risco; organização de abrigos provisórios e definição de rotas de evacuação; fortalecimento dos canais de comunicação com a população.

O documento completo está disponível no site: cnm.org.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Fiscalizações do Tribunal de Contas da União, o TCU, encontraram problemas em 82% de 100 transferências especiais analisadas, chamadas Emendas Pix. O prejuízo potencial é estimado em 49 milhões de reais.

A auditoria examinou CEM transferências especiais, que somam 198 milhões de reais, destinadas a 73 municípios e aos estados do Pará e de São Paulo. A fiscalização abrangeu repasses feitos entre 2020 e 2024.

Entre as principais irregularidades identificadas estão falta de transparência e de rastreabilidade dos recursos, problemas na execução financeira, irregularidades em licitações e falhas na execução de obras e projetos.

Segundo o TCU, foram encontrados casos de movimentação de recursos em contas inadequadas, ausência de relatórios de gestão, pagamentos sem comprovação, despesas incompatíveis com o objetivo das transferências, fraudes em licitações, contratação de empresas impedidas de fechar acordos com o poder público e obras inacabadas ou executadas apenas parcialmente.

Diante das irregularidades, o Tribunal instaurou processos para tentar recuperar os valores que podem ter sido desviados e abriu investigações sobre casos considerados mais graves.

A fiscalização também apontou falhas no Transferegov, plataforma do governo federal que gerencia as transferências de recursos da União. Entre os problemas estão a possibilidade de alterar planos de trabalho com pouca restrição e a falta de atualização dos saldos bancários.

O TCU determinou que o Ministério da Gestão e da Inovação adote medidas para limitar alterações nos planos de trabalho das transferências realizadas entre 2020 e 2024, com o objetivo de aumentar a segurança e a transparência no uso dos recursos públicos.

O relator do processo é o ministro Walton Alencar Rodrigues. O acórdão completo está disponível no portal do Tribunal de Contas da União, em portal.tcu.gov.br.

Com informações do Portal TCU, Bianca Minngote

A confiança da indústria brasileira registrou forte queda em julho, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia, vinculado à Fundação Getulio Vargas. O Índice de Confiança da Indústria recuou 2,9 pontos, para 97,2. Apesar do resultado negativo no mês, a média móvel trimestral avançou 0,4 ponto, para 98,1.

A redução da confiança reflete a piora nas avaliações sobre o cenário atual e nas expectativas para os próximos meses. Entre os fatores estão a recomposição dos estoques, a desaceleração da demanda e o aumento das incertezas relacionadas às tarifas de importação dos Estados Unidos. O cenário também é influenciado pelo debate eleitoral, além dos juros elevados e da inflação pressionada.

A pesquisa mostra ainda que a confiança caiu em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice de Situação Atual ficou em 99,9, enquanto o Índice de Expectativas recuou para 94,6, o menor nível registrado desde dezembro de 2025.

Reportagem, Viviane Bessa.
 

LOC.: O governo brasileiro informou que poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. 

A decisão foi anunciada no último dia 23, após o governo norte-americano aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5%, que, somada à tarifa de 25% em vigor desde o dia anterior, pode elevar para 37,5% a tributação sobre parte das exportações brasileiras. O governo também informou que pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio, a OMC.

A Lei da Reciprocidade Econômica permite ao Brasil adotar medidas em resposta a barreiras comerciais impostas por outros países. Entre os instrumentos previstos estão a aplicação de tarifas adicionais, a suspensão de concessões comerciais e outras contramedidas relacionadas a serviços, investimentos e propriedade intelectual.

Segundo Maurício Manfré, assessor técnico de Relações Comerciais Internacionais da São Paulo Chamber of Commerce e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, a legislação oferece mecanismos para responder a medidas comerciais unilaterais.
 

TEC./SONORA: Maurício Manfré, assessor técnico de Relações Comerciais Internacionais da São Paulo Chamber of Commerce (SP Chamber/ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)

"A Lei da Reciprocidade oferece ao Brasil instrumentos para responder a medidas comerciais unilaterais que prejudicam a competitividade das empresas brasileiras. Entre os possíveis desdobramentos estão a aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos norte-americanos, como a suspensão de concessões comerciais e outras contramedidas relacionadas a serviços, investimentos e até propriedade intelectual. Mas existe uma dificuldade."


LOC.: A nova sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos foi justificada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos com a alegação de falhas do Brasil na fiscalização da importação de produtos feitos com trabalho forçado. A medida foi aplicada sem lista de exceções e se soma à tarifa anterior de 25%.

Para o professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo, despachante aduaneiro e árbitro de comércio internacional, Laércio Munhoz, as novas tarifas atingem principalmente produtos manufaturados.
 

TEC./SONORA: Laércio Munhoz, professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo (FAC), despachante aduaneiro e árbitro de comércio internacional

"Evidente que os Estados Unidos não taxaram aqueles produtos que precisam muito de nós – café, petróleo, aeronaves, celulose, suco de laranja, ferro e aço. Taxaram o outro lado, de calçados, de máquinas industriais, pneu, papel, madeira, tabaco e outros produtos de alumínio. Então, é o primeiro embate que temos, esses 25%. Só que somado a isso tem uma tarifa adicional de 12,5%, chamada de tarifa sobre o trabalho forçado. Saímos dos 25% de aumento para 37,5%.”


LOC.: A eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica seguirá os procedimentos previstos na legislação, enquanto o governo brasileiro também pretende discutir o tema no âmbito da Organização Mundial do Comércio.

Reportagem, Juline Pogorzelski. Locução, Sophia Stein.
 

LOC.: As despesas públicas primárias dos estados da Região Norte somaram R$ 88 bilhões e 600 milhões entre 1º de janeiro e 28 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo. 

O valor representa um gasto de cerca de 5 mil 150 reais por cada um dos 17,2 milhões de habitantes da região e 14% do PIB gerado pelos 7 estados nortistas em 2025.

No Acre, as despesas públicas se aproximaram de R$ 8 bilhões no período. No Amapá, os gastos primários somaram R$ 5 bilhões e 700 milhões. Já no Amazonas, o Gasto Brasil contabilizou mais de R$ 17 bilhões.

O Pará registrou acima de R$ 31 bilhões em despesas públicas. Para Leonardo Pinheiro, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado, o painel tem grande potencial como norteador de políticas públicas eficientes.

TEC./SONORA: Leonardo Pinheiro, presidente da FACIAPA
“É um método de fazer planejamento a longo prazo, eficaz nas definições de prioridades nacionais, estaduais e municipais. E aí nós vamos para vários âmbitos: educação, saúde, infraestrutura, segurança, orçamento baseado em resultado, avaliar programas públicos pelo impacto.”


LOC.: Os gastos em Rondônia contabilizaram R$ 10 bilhões e 600 milhões. Kelly Naahmara, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais rondoniense, aponta que o crescimento do país só será possível com iniciativas como o Gasto Brasil.

TEC./SONORA: Kelly Naahmara, presidente da FACER
“Para que o Brasil avance em uma política de gastos públicos mais eficiente, seria fundamental fortalecer a transparência, o planejamento e a gestão que é baseada em resultados. O cidadão precisa saber como os recursos arrecadados são aplicados, e os gestores públicos devem contar com mecanismos que permitam avaliar a eficiência das despesas.”


LOC.: Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, a divulgação dos dados também deve servir de alerta para a necessidade de equilíbrio das contas públicas.

TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“Esta conta também não é nossa. Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o Governo está gastando mais do que arrecada. É o desequilíbrio das contas públicas. Nós temos que trabalhar para falar para o governo: corte de gastos já! Equilíbrio nas contas. É isso que o povo está pedindo.”


LOC.: Ainda completam a lista do Gasto Brasil no Norte, Roraima, com despesas de pouco mais de R$ 5 bilhões, e o Tocantins, com R$ 11 bilhões gastos.

Análises como essa e muitas outras vão fazer parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades ocorre na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.

Reportagem, Álvaro Couto.

O preço do boi gordo teve declínio de 0,14% nesta sexta-feira (31). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 346,90.

No mercado de frango, os valores apresentam declínio na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,14 e o frango resfriado a R$ 7,16.

A carcaça suína especial também apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,22.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,59.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa
 

O preço do café arábica abre esta sexta-feira (31) com baixa de 0,88%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.746,47 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve aumento de 0,11%, sendo comercializado a R$ 1.080,81.

O preço do açúcar cristal apresenta declínio de 0,57% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,40. 

Em Santos (SP), houve declínio de 1,38%, e a mercadoria é negociada a R$ 105,06 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,30 após declínio de 0,05%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa