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Repasse é cerca de 9% maior que o do mesmo período de 2025; 16 municípios seguem com bloqueio nos recursos
Ler ao vivoPainel da CACB e ACSP reúne gastos da União, estados, DF e municípios com base em dados do Tesouro Nacional e ganhará novas funcionalidades em agosto
Baixar áudioLer ao vivoTEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Muito propiciado pela alta do PIB neste primeiro trimestre e também por um processo inflacionário, que temos visto no contexto internacional, por conta da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Um resultado que vem seguindo positivo, realmente temos que tirar esses eventos adversos desse valor, mas muito provavelmente ainda teremos o resultado positivo retirando a inflação em relação ao ano passado. Uma vez que a inflação hoje está na casa dos 5% previsto para o final no final do ano. Então, teremos ainda um resultado positivo em relação ao ano de 2025”, destaca.
LOC.: Cento e setenta e oito reais e 92 centavos por segundo. Foi nesse ritmo com que cresceram os gastos dos governos federal, estaduais, distrital e municipais no Brasil em 2026. O levantamento teve como base a plataforma Gasto Brasil, que contabilizou 3 trilhões e 200 bilhões de reais nos 207 dias transcorridos até quando a marca foi atingida, na segunda-feira dia 27 de julho.
Desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo, o painel apresenta os gastos públicos primários de todas as esferas de governo. Ou seja, aquilo que foi realmente pago pelas administrações públicas.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, alertou para a necessidade urgente de uma reforma fiscal nas contas do país.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“Esta conta também não é nossa. Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o Governo está gastando mais do que arrecada. É o desequilíbrio das contas públicas. Nós temos que trabalhar para falar para o governo: corte de gastos já! Equilíbrio nas contas. É isso que o povo está pedindo.”
LOC.: De forma acessível, integrada e gratuita, o sistema fornece informações das despesas de diferentes áreas de todos os poderes. Os indicadores contabilizam automaticamente informações a partir da base de dados da Secretaria do Tesouro Nacional ao longo do ano.
Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, destaca que o objetivo é ampliar a transparência das contas públicas brasileiras e facilitar a tomada de decisões baseada em evidências e não fazer uma análise qualitativa desses gastos.
TEC./SONORA: Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil
“É uma ferramenta que ela vem para unificar informações. Ela vem de base oficial, onde nós pegamos informações específicas e trazemos uma informação um pouco mais ‘clean’ para que qualquer cidadão consiga entrar e navegar no nosso Gasto Brasil para poder visualizar como está o governo federal, os estados, o município que ele reside.”
LOC.: Nesse ritmo de gastos, segundo análises da Instituição Fiscal Independente do Senado, o Brasil deve completar o 13º ano consecutivo com déficit primário nas contas públicas. Isso significa que, mesmo sem contabilizar o pagamento dos juros das dívidas para investidores, o país fecha o ano com mais despesas do que receitas.
Para Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI, esse é um cenário preocupante.
TEC./SONORA: Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI
“Isso traz preocupações enormes, porque a dívida pública brasileira cresce em ritmo de bola de neve apontando para um percentual proporcional ao PIB, as riquezas geradas pela sociedade brasileira no ano, muito preocupante para um país emergente.”
LOC.: Como resultado de uma parceria entre a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o “Painel Gasto Brasil”, em funcionamento desde 2025, será lançado nacionalmente em solenidade na Câmara dos Deputados. A iniciativa busca potencializar a divulgação das informações e estimular o debate sobre responsabilidade fiscal.
O evento está marcado para o dia 11 de agosto, quando serão divulgadas novas funcionalidades na plataforma, com recortes econômicos, valores mais detalhados por população e índice de qualidade da informação.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC: O presidenciável Ronaldo Caiado, do PSD, participou nesta quarta-feira de uma reunião com representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e da Associação Nacional de Jornais, em Brasília. Ao fim do encontro, o candidato concedeu entrevista coletiva à imprensa, quando respondeu a perguntas sobre inteligência artificial, soberania nacional e segurança pública.
Questionado sobre o uso da inteligência artificial, Caiado defendeu uma regulamentação que puna o uso indevido da tecnologia sem comprometer o desenvolvimento de soluções nacionais.
"O mau uso da plataforma deve ser duramente punido. Você quer penalizar a inteligência no sentido de produzir aplicativos que facilitem a vida da pessoa, a melhoria da saúde, da educação, da segurança pública e do desenvolvimento de tecnologias? Ou o Brasil quer ficar apenas importando os chips produzidos lá fora?”
LOC: Durante a coletiva, o presidenciável também comentou os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que pretende priorizar o diálogo diplomático e fortalecer as relações comerciais internacionais.
SONORA – RONALDO CAIADO
"O Brasil hoje é dominante em várias áreas. Como hoje a riqueza em termos de energia renovável, combustível renovável, água doce, terras raras pesadas e também minerais críticos. E uma agricultura cada vez mais pujante para alimentar também quase um bilhão de pessoas fora do Brasil. É assim que se discute o Brasil. E é assim que se discute a soberania do Brasil."
LOC.: Na área da segurança pública, Caiado defendeu o endurecimento das penas para crimes como feminicídio e pedofilia e apresentou propostas para ampliar a proteção às vítimas. Governador de Goiás em segundo mandato, Ronaldo Caiado é o candidato do PSD à Presidência da República nas eleições de outubro. A chapa é composta por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro das Cidades, como candidato a vice-presidente.
Reportagem, Juline Pogorzelski e Bianca Mingote
Locução, Juline Pogorzelski.
LOC.: Entregadores de motoapp e mototaxistas já podem financiar sua moto nova na CAIXA pelo Programa Move Brasil. A iniciativa oferece condições diferenciadas, ampliando o acesso a veículos mais modernos, eficientes e adequados à atividade profissional. Também podem ser financiados ciclomotores, motonetas e bicicletas elétricas.
A linha de crédito atende entregadores, motofretistas e mototaxistas, incluindo trabalhadores de plataformas digitais e empregados com vínculo formal.
Podem ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores de até 160 cilindradas produzidos no Brasil e cadastrados no programa, além de bicicletas elétricas e motocicletas elétricas que atendam aos critérios da iniciativa.
Para contratar o financiamento, é necessário comprovar experiência na atividade. Quem optar pelo financiamento de motocicleta deve apresentar Carteira Nacional de Habilitação na categoria A válida.
O financiamento contempla veículos novos de até R$ 30 mil, prazo de até 48 meses para pagamento, além de carência de dois meses para começar a quitar as parcelas. As taxas são de 0,97% ao mês para homens e 0,90% ao mês para mulheres.
Para participar, o trabalhador deve acessar o portal do Move Brasil na internet e fazer o cadastro. O interessado receberá a confirmação da elegibilidade ao programa pela plataforma gov.br.
Após a aprovação, o profissional deve procurar uma agência da CAIXA para análise de crédito.
Além da modalidade para entregadores, o Programa Move Brasil também oferece condições especiais de financiamento para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros, que seguem vigentes.
Saiba mais em www.caixa.gov.br.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O governo brasileiro informou que poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A decisão foi anunciada no último dia 23, após o governo norte-americano aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5%, que, somada à tarifa de 25% em vigor desde o dia anterior, pode elevar para 37,5% a tributação sobre parte das exportações brasileiras. O governo também informou que pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio, a OMC.
A Lei da Reciprocidade Econômica permite ao Brasil adotar medidas em resposta a barreiras comerciais impostas por outros países. Entre os instrumentos previstos estão a aplicação de tarifas adicionais, a suspensão de concessões comerciais e outras contramedidas relacionadas a serviços, investimentos e propriedade intelectual.
Segundo Maurício Manfré, assessor técnico de Relações Comerciais Internacionais da São Paulo Chamber of Commerce e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, a legislação oferece mecanismos para responder a medidas comerciais unilaterais.
TEC./SONORA: Maurício Manfré, assessor técnico de Relações Comerciais Internacionais da São Paulo Chamber of Commerce (SP Chamber/ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)
"A Lei da Reciprocidade oferece ao Brasil instrumentos para responder a medidas comerciais unilaterais que prejudicam a competitividade das empresas brasileiras. Entre os possíveis desdobramentos estão a aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos norte-americanos, como a suspensão de concessões comerciais e outras contramedidas relacionadas a serviços, investimentos e até propriedade intelectual. Mas existe uma dificuldade."
LOC.: A nova sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos foi justificada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos com a alegação de falhas do Brasil na fiscalização da importação de produtos feitos com trabalho forçado. A medida foi aplicada sem lista de exceções e se soma à tarifa anterior de 25%.
Para o professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo, despachante aduaneiro e árbitro de comércio internacional, Laércio Munhoz, as novas tarifas atingem principalmente produtos manufaturados.
TEC./SONORA: Laércio Munhoz, professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo (FAC), despachante aduaneiro e árbitro de comércio internacional
"Evidente que os Estados Unidos não taxaram aqueles produtos que precisam muito de nós – café, petróleo, aeronaves, celulose, suco de laranja, ferro e aço. Taxaram o outro lado, de calçados, de máquinas industriais, pneu, papel, madeira, tabaco e outros produtos de alumínio. Então, é o primeiro embate que temos, esses 25%. Só que somado a isso tem uma tarifa adicional de 12,5%, chamada de tarifa sobre o trabalho forçado. Saímos dos 25% de aumento para 37,5%.”
LOC.: A eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica seguirá os procedimentos previstos na legislação, enquanto o governo brasileiro também pretende discutir o tema no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
Reportagem, Juline Pogorzelski. Locução, Sophia Stein.
O Ministério da Saúde ampliou a recomendação da vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A imunização será oferecida para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos durante a Campanha de Multivacinação, entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão do vírus nas três cidades.
Para garantir o atendimento da população, o governo federal reforçou o envio de vacinas. Neste ano, mais de 7,2 milhões de doses da tríplice viral já foram distribuídas aos estados e municípios, e cerca de 2,9 milhões foram aplicadas em todo o país. A vacina é gratuita e está disponível pelo Sistema Único de Saúde.
Além do esquema regular, o Ministério da Saúde recomenda a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses em locais onde há circulação do vírus, aumentando a proteção desse grupo, que é mais vulnerável às formas graves da doença.
Em 2026, o Brasil confirmou 14 casos de sarampo. Desses, 11 fazem parte de um surto em investigação, com registros na capital paulista e em São Bernardo do Campo. Segundo o Ministério da Saúde, manter a caderneta de vacinação em dia é a principal forma de prevenir a doença e evitar novos surtos.
As informações são do Ministério da Saúde.
Reportagem, Viviane Bessa.
O café arábica abre esta quinta-feira, trinta de julho, com queda de 1,13%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.761,96 na cidade de São Paulo.
O café robusta também registra baixa. A saca é comercializada a R$ 1.079,57, após recuo de 3,09%.
O açúcar cristal apresenta alta de 0,58% na capital paulista, onde a saca de 50 quilos é vendida a R$ 92,93. Em Santos, o produto também registra valorização, de 0,03%, com cotação de R$ 106,53.
Já a saca de 60 quilos do milho é negociada a R$ 65,33, após alta de 0,17%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz