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Valor corresponde à terceira parcela de setembro e é cerca de 1% menor que o registrado no mesmo período de 2025
Baixar áudioLer ao vivoData final é adiada para 15 de outubro em meio à cobrança de entidades por definição dos tetos do regime e alíquota dos impostos
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: As prefeituras recebem nesta quarta-feira, dia 30, a terceira parcela de setembro do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, são mais de QUATRO BILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS.
O valor representa uma queda de cerca de UM POR CENTO em relação ao mesmo período do ano passado, quando o repasse ficou em aproximadamente QUATRO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS.
São Paulo é o estado que concentra o maior volume de recursos neste decêndio, com cerca de QUINHENTOS E SESSENTA E DOIS MILHÕES DE REAIS. Entre os municípios que recebem os maiores valores estão São Vicente e São Caetano do Sul, com cerca de DOIS MILHÕES E QUATROCENTOS MIL REAIS cada.
Já Roraima tem o menor repasse entre os estados, com aproximadamente TRÊS MILHÕES E TREZENTOS MIL REAIS. Alto Alegre e Cantá estão entre os municípios que recebem os maiores valores no estado, cerca de DUZENTOS E SETENTA E CINCO MIL REAIS cada.
Para o especialista em orçamento público Cesar Lima, o resultado pode estar relacionado à cautela de consumidores e investidores.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Pode denotar um compasso de espera em relação às eleições que se aproximam ou mesmo uma certa frustração do consumidor em relação à queda de juros, que, apesar de ter acontecido há duas semanas, foi uma coisa bem suave. Eu acho que o mercado esperava uma queda um pouco maior e isso tem realmente deixado uma certa retenção na hora de consumir e fazer investimentos.”
LOC.: Vale destacar que nove municípios estão impedidos de receber o FPM por bloqueios no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, entre eles São Miguel do Araguaia, em Goiás; Petrópolis, no Rio de Janeiro; e Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul.
O FPM é formado por VINTE E DOIS VÍRGULA CINCO POR CENTO da arrecadação da União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados. A distribuição considera critérios como a população de cada município.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Empreendedores que estudam aderir ou não ao Simples Nacional acabam de ganhar mais tempo para a tomada dessa decisão. O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou para 15 de outubro o prazo para a escolha, anteriormente definido para esta quarta-feira, dia 30.
Foi adiada também a data-limite para a definição do modelo de recolhimento do IBS e da CBS. Agora, empresas têm até o dia 30 de outubro para optar entre o regime "puro", pago na guia única do Simples, ou o "híbrido", pelo regime regular.
A prorrogação atende a uma demanda do setor produtivo, que cobra a definição das alíquotas definitivas para o IBS e a CBS, e do reajuste dos limites de faturamento para empresas do Simples. Segundo Anderson Trautman Cardoso, coordenador do Comitê Jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a escolha ficou mais difícil com as mudanças trazidas pela reforma tributária.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, coord. Comitê Jurídico da CACB
"A adesão ao regime do Simples Nacional tornou-se ainda mais complexa no novo sistema decorrente da reforma tributária, na medida em que a definição envolve mais elementos a serem avaliados, incluindo o regime híbrido. Além disso, ainda há pendência em definições, inclusive para o regime geral, como a alíquota da CBS, questões relacionadas ao split payment e ao recolhimento pelo adquirente, chamado RAD."
LOC.: Hoje, o teto do Simples Nacional está fixado, desde 2018, em 81 mil reais
para o MEI, 360 mil para microempresas e 4 milhões e 800 mil para empresas de pequeno porte. A proposta discutida na Câmara dos Deputados prevê elevar o teto do MEI para 140 mil a partir de 2027, mas não tem data para a votação. Já o IBS e da CBS já vêm sendo cobrados desde janeiro de 2026 em caráter de teste, mesmo sem definição quanto às alíquotas. Em julho, o Comitê Gestor do IBS passou a trabalhar, apenas para fins de projeção, com uma alíquota conjunta estimada de 27,91%, 1,4 pp acima do previsto pela Reforma Tributária.
Diante desse cenário de indefinições, Trautman avalia que a prorrogação dos prazos foi essencial para os pequenos negócios.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, coord. Comitê Jurídico da CACB
"Nesse contexto, entendemos como relevantíssimo o acolhimento do pleito de prorrogação desses prazos, para que micro e pequenos empresários possam avaliar a melhor opção, de acordo com o seu modelo de negócio, evitando assim prejuízos a seus empreendimentos."
LOC.: De acordo com o balanço mais recente da Receita Federal, das mais de 370 mil solicitações de opção pelo Simples Nacional, 238 mil foram indeferidas, cerca de 65% do total. As pendências também têm até o dia 30 de outubro para serem regularizadas.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O aumento da escolaridade dos brasileiros nos últimos anos não foi suficiente para acompanhar a demanda por profissionais qualificados, impulsionada pelo avanço tecnológico da indústria. Embora o país tenha ampliado o acesso à Educação Básica e ao Ensino Superior, os baixos níveis de aprendizagem e a limitada produtividade do trabalho ainda representam obstáculos à competitividade da indústria brasileira. É o que revela um estudo da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
O coordenador técnico do estudo, Rafael Grilli Felizardo, destaca o impacto da falta de profissionais qualificados sobre a capacidade de inovação da indústria.
TEC./SONORA: Rafael Grilli Felizardo, coordenador técnico do estudo
“As fábricas estão se automatizando, adotando inteligência artificial e correndo para reduzir suas emissões. Comprar tecnologia é a parte fácil. A questão é que a máquina só traz produtividade se tivermos pessoas preparadas para operar, consertar e melhorar essa tecnologia.”
LOC.: Segundo o estudo, a baixa aprendizagem na Educação Básica é um dos principais entraves para a formação de profissionais qualificados no país. O levantamento mostra que 73% dos brasileiros de 15 anos avaliados ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência em matemática. Em leitura, o índice chega a 50%, e em ciências, 55%.
A análise também mostra que o Brasil ainda forma poucos profissionais em áreas consideradas estratégicas para uma economia cada vez mais tecnológica. No Ensino Superior, o gargalo aparece principalmente nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Para que o país possa avançar em termos de produtividade, inovação e renda, o estudo propõe uma agenda integrada da Educação Básica ao Ensino Superior. Para isso, a CNI organiza as propostas em quatro frentes de atuação, como explica o coordenador do estudo:
TEC./SONORA: Rafael Grilli Felizardo, coordenador técnico do estudo
“Primeiro, garantir que a criança realmente aprenda nos primeiros anos. Segundo, formar bons professores de ciência e matemática, porque hoje o país forma menos docentes nessas áreas do que formava em 2010. Terceiro, ampliar o ensino técnico, que é a ponte mais curta entre a escola e um bom salário. E quarto, organizar o dinheiro público já existente.”
LOC.: O estudo completo está disponível na página de Publicações no portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC: Presidentes de entidades empresariais de todo o país reforçam a cobrança pela atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual, o MEI.
A mobilização, liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, reúne mais de mil e quinhentas federações e associações de todo o país em defesa da correção dos valores, que estão congelados desde 2018.
Na Bahia, o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado, a FACEB, Paulo Cavalcante, afirma que a atualização precisa ser tratada como uma pauta nacional e urgente.
SONORA — PAULO CAVALCANTE, PRESIDENTE DA FACEB
“A Constituição Federal brasileira, quando criou o fundamento, as propostas do meio do ciclo nacional, era para tirar as pessoas da informalidade, formalizá-las e ajudá-las, favorecê-las, para que elas pudessem sobreviver e crescer, gerar emprego e pagar tributos. No momento em que você permite que ela se desenquadre, a sobrevivência dela, em média, não passa de 12 meses. Isto é injusto, isto é contrário a um propósito constitucional".
LOC: Em Rondônia, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ariquemes, Alessandro da Silva, criticou o adiamento da votação do projeto que trata do reajuste e afirmou que a medida demonstra falta de atenção às necessidades dos pequenos negócios.
SONORA — ALESSANDRO DA SILVA, PRESIDENTE DA ACIA
“Esse adiamento da votação só demonstra que o governo não se preocupa com o Simples Nacional, com os pequenos, com o MEI. Isso aí demonstra que realmente eles simplesmente não querem fazer o que precisa ser feito. O comércio sofre, o comércio padece sobre os aumentos de impostos, sobre toda a taxação excessiva que vem prejudicando todo o comércio local, principalmente aqui da nossa região.”
LOC: A proposta de atualização também é defendida pela CACB. O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, afirma que a tabela do Simples Nacional precisa acompanhar a inflação.
SONORA — ALFREDO COTAIT NETO, PRESIDENTE DA CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação.”
LOC: Atualmente, o limite de faturamento anual é de 81 mil reais para o MEI, 360 mil reais para as microempresas e 4 milhões e 800 mil reais para as empresas de pequeno porte.
Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar 108, de 2021, prevê elevar o teto do MEI para 110 mil reais em 2026 e 140 mil reais a partir de 2027. As entidades empresariais defendem uma atualização mais ampla, que contemple também as demais faixas do Simples Nacional.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, dia 29, mostram que a taxa de desocupação no Brasil é de 5,3%. Apesar desse patamar, o analista da PNAD, William Kratochwill, afirma que o resultado não foi suficiente para impulsionar os salários no trimestre encerrado em agosto.
TEC./SONORA: William Kratochwill, analista da PNAD
“Esse aumento do nível da ocupação é importante, no entanto, não foi suficiente para provocar um aumento, no trimestre, nos salários. Com R$ 3.777, esse rendimento médio é estável em relação ao último trimestre.”
LOC.: Já os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, apurados pelo Novo Caged, mostram que o mercado formal — aquele com carteira assinada — abriu 972,2 mil vagas de janeiro a julho deste ano. O número é positivo, mas representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período de 2025.
A geração de empregos formais desacelerou na agropecuária, na indústria e nos serviços. No campo, foram 51,4 mil vagas, 51% a menos. Na indústria, o saldo foi de 154 mil postos, recuo de 40%. Já os serviços abriram 591,5 mil vagas, 15% abaixo do registrado no ano passado.
Para o economista Cesar Bergo, a redução no ritmo de novas vagas não significa que o total de empregos formais esteja diminuindo, mas serve como ponto de atenção.
TEC./SONORA: Cesar Bergo, economista
“Significa que o fluxo de criação [de emprego] está menor em relação ao período de comparação. O estoque acumulado continua crescendo. Agora, houve uma queda na atividade econômica e isso vai refletir na atividade do mercado de trabalho e, consequentemente, nós podemos ter reduções.”
LOC.: A construção civil foi a exceção entre os principais setores. De janeiro a julho, foram 180,4 mil novas vagas formais, alta de 2% na comparação anual.
No comércio, o cenário foi diferente. O varejo teve saldo negativo de 51,7 mil vagas nos sete primeiros meses do ano. No mesmo período de 2025, havia criado 44,1 mil postos com carteira.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A Lei de Arbitragem completou 30 anos recentemente. Apesar da idade, a norma segue sendo considerada uma das mais modernas do mundo sobre o tema, servindo de referência e modelo para outros países. Mas muitos empreendedores acreditam que a ferramenta seja voltada para a resolução de conflitos entre grandes empresas ou contratos de alto valor.
Guilherme Giussani, diretor técnico da CEMAAC, a Câmara Empresarial de Mediação e Arbitragem da Associação Comercial de São Paulo, explica porque essa restrição não existe.
TEC./SONORA: Guilherme Giussani, diretor técnico da CEMAAC
"Toda pessoa física e toda pessoa jurídica pode utilizar do procedimento de arbitragem. Não existe nenhuma limitação em relação à classificação da empresa ou tipo empresarial."
LOC.: A forma mais recomendada de acesso à arbitragem é a inclusão de uma cláusula já no nascimento do contrato. A CEMAAC disponibiliza um modelo de cláusula pronto para uso, o que evita discussões futuras sobre a forma de resolução de eventuais conflitos, mas ainda assim o instrumento pode ser utilizado por meio de um compromisso arbitral.
O único requisito técnico é que o conflito trate de direitos patrimoniais disponíveis. Ou seja, qualquer questão que tenha valor econômico e possa ser negociada entre as partes.
Para o advogado Roberto Mateus Ordine, presidente da CEMAAC e vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, uma das principais diferenças vantagens da arbitragem é o tempo de tramitação em relação a processos judiciais
TEC./SONORA: Roberto Mateus Ordine, presidente da CEMAAC
"Hoje, se o pequeno recorrer ao Judiciário, seja ele em qual escala for, a demora processual é de 5 a 10 anos, porque você tem as várias instâncias e elas são morosas. Na questão da arbitragem, você reduz esse prazo de conflito para 1 ano."
LOC.: A lei sancionada em 1996 também trouxe a mediação como forma de resolução de conflitos contratuais. Enquanto a arbitragem funciona de forma mais próxima a um processo judicial, sem necessariamente buscar uma solução amigável, a mediação costuma ser indicada para conflitos em que existe uma relação duradoura a ser preservada, como disputas societárias em empresas familiares ou contratos de locação e prestação de serviço de longa data.
TEC./SONORA: Guilherme Giussani, diretor técnico da CEMAAC
"A mediação é a busca de um consenso e a arbitragem, via de regra, não busca uma solução amigável. Ela finaliza o procedimento com uma sentença arbitral, que tem força judicial, é reconhecida como um título executivo judicial, mesmo poder que uma sentença dada pelo Estado, e é dada por um árbitro que é escolhido pelas partes. Ou seja, a mediação é a busca de um acordo e a arbitragem é uma decisão definitiva"
LOC.: Com quatro anos de atuação, a CEMAAC já soma 79 unidades de atendimento pelo país e, até 2025, registrou 370 procedimentos de arbitragem e mediação com valores que ultrapassam os 17 milhões de reais.
Reportagem, Álvaro Couto.
Os preços do café e do açúcar começam esta quarta-feira em alta no mercado.
O café arábica registra valorização de zero vírgula quarenta e oito por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil quinhentos e sessenta e quatro reais e dois centavos, em São Paulo.
O café robusta também subiu zero vírgula trinta e nove por cento. A saca está cotada a novecentos e sessenta e sete reais e quatorze centavos.
No mercado de açúcar, o cristal teve alta de zero vírgula oitenta e seis por cento na capital paulista. A saca de cinquenta quilos custa cento e vinte e um reais e vinte e sete centavos.
Em Santos, o açúcar subiu zero vírgula cinquenta e cinco por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a cento e vinte e sete reais e vinte e seis centavos, na média de preços sem impostos.
Já o milho teve baixa de zero vírgula quarenta por cento. A saca de sessenta quilos é vendida a sessenta e nove reais e vinte centavos.
Os dados são do Cepea/Esalq.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de 60 quilos da soja registra queda de preços no interior do Paraná e em Paranaguá nesta quarta-feira.
No interior paranaense, a baixa é de zero vírgula vinte e sete por cento, e a saca está cotada a cento e cinquenta e três reais e noventa centavos.
Em Paranaguá, a redução é de zero vírgula cinquenta e dois por cento, com a saca negociada a cento e sessenta e um reais e vinte e sete centavos.
No mercado de trigo, os preços subiram no Paraná e no Rio Grande do Sul. A tonelada é comercializada a mil quinhentos e trinta e seis reais e setenta e três centavos no Paraná, e a mil quatrocentos e quarenta e sete reais e cinquenta e um centavos no Rio Grande do Sul.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.