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LOC.: O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira, a proposta que acaba com a escala de trabalho SEIS por UM. O texto reduz a jornada semanal de QUARENTA E QUATRO para QUARENTA  horas.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, alerta para os impactos da medida, principalmente sobre as pequenas empresas.

O presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, afirmou que a redução da jornada pode elevar os custos do comércio e aumentar o risco de demissões e do fechamento de estabelecimentos.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB**

“Sabemos que haverá um aumento de custo aproximado de R$ 3 bilhões para as empresas dentro do total que é pago na folha para os comerciantes do Brasil. É um impacto grande. Quem conseguir repassar esses custos sobrevive, e quem paga é a sociedade. Agora, quem não conseguir, provavelmente gera desemprego e fechamento de empresas.”
 


LOC.: O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no início do ano e recebeu o aval do plenário do Senado Federal na última quarta-feira, dia 15. Foram SETENTA E CINCO votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão, do PL do Rio Grande do Sul.

A nova regra prevê DOIS dias de descanso remunerado por semana, com preferência para que um deles seja aos domingos. A proposta também proíbe a redução salarial dos trabalhadores em razão da diminuição da jornada.

Ao discursar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que deve manter o diálogo com o setor. Lula ainda disse que discutirá eventuais problemas com categorias específicas e disse que ninguém quer que empresas quebrem.
 

TEC./SONORA: Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

⁠“A lei aprovada é tão clara e tão decente que ela, que qualquer problema será discutido e resolvido. Apareceu um problema em uma categoria especial, discute com aquela categoria especial. Ninguém quer que a empresa quebre, mas também ninguém quer que o trabalhador morra por falta de descanso.”
 


LOC: A implementação das mudanças será gradual, ao longo dos próximos QUATORZE meses, conforme o modelo aprovado. A transição tem o objetivo de dar tempo para que empresas da indústria, do comércio e dos serviços se adaptem às novas regras.

LOC

Uma análise de dez pesquisas nacionais, realizada pela Opinião Inteligência Política, aponta que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) mantém a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026. O documento mostra Flávio com 52,2% dos votos válidos, contra 47,8% de Lula.

Dos dez levantamentos considerados, nove colocam Flávio Bolsonaro à frente. Apenas a pesquisa da Vox Brasil aponta vantagem para Lula.

Entre os resultados mais recentes, a Gerp apresenta o maior percentual para Flávio, com 54,6% dos votos válidos. Na Nexus, ele aparece com 52%. Já a Quaest registra 51,1%, e o PoderData, 51%.

Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o dia da eleição.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro teria 52,7% dos votos válidos e 86% de probabilidade de vitória. Para Lula, a probabilidade seria de 14%.

A empresa ressalta, porém, que esses números são estimativas estatísticas, e não resultados de uma nova pesquisa. Isso significa que a projeção pode mudar até o dia da votação.

O estudo também mostra que os resultados variam conforme a forma de entrevistar os eleitores. Nas pesquisas presenciais, Flávio aparece com média de 50,7% dos votos válidos. Já nas entrevistas por telefone com entrevistador, o percentual chega a 53,1%.

Mesmo em um cenário em que as pesquisas estejam superestimando a votação de Flávio em um ponto percentual, ele ainda teria 68% de probabilidade de vitória, contra 32% de Lula.

Segundo a Opinião Inteligência Política, para que a disputa volte a uma situação de equilíbrio na projeção, a média de Flávio nas pesquisas precisaria cair 2,7 pontos percentuais, chegando a 49,5%.

A análise reúne pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, realizadas entre os dias 3 e 13 de outubro.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.

Reportagem, Marco Guimarães.

LOC.: Gestores de 21 estados se reuniram na última semana, durante o Encontro Nacional de Gestores do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias, o Procompi. A iniciativa é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, e do Sebrae, em parceria com as federações estaduais.

O encontro ocorreu durante a transição entre o encerramento do ciclo atual do programa e a estruturação de sua próxima fase. Nesse contexto, um dos principais desafios é adaptar a iniciativa à realidade de empresas que cresceram, incorporaram novas tecnologias e passaram a enfrentar demandas diferentes das que tinham quando ingressaram no programa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Ricardo Cavalcante, defendeu que as instituições mantenham o foco nas necessidades reais do setor produtivo. Segundo ele, mesmo diante das dificuldades, a indústria está crescendo. E é preciso colocar nas prateleiras o que o mercado procura, além de criar soluções novas para problemas novos.

A especialista de Política Industrial da CNI, Suzana Peixoto, destacou que a troca de experiências entre os gestores permite disseminar soluções e acelerar a adoção de boas práticas nos estados.

TEC./SONORA: Suzana Peixoto, especialista de Política Industrial da CNI

“Quando trazemos diversos gestores do Brasil todo contando sobre as experiências com o trabalho de diferentes setores, com características bem peculiares, podemos aprender e trazer essas inovações para a nossa indústria, para a nossa cidade. Podemos fazer a gestão do conhecimento e encurtar cada vez mais o caminho dos nossos aprendizados.”


LOC.: A nova fase do Procompi será estruturada em sintonia com o movimento Juntos pela Indústria, aliança estratégica entre o Sebrae e o Sistema Indústria voltada ao enfrentamento de desafios relacionados à competitividade empresarial.

A iniciativa contempla cinco frentes: produtividade, transformação digital e inovação; sustentabilidade; desenvolvimento humano e bem-estar; acesso a mercados; e ambiente de negócios e econômico.

Para Fábio Krieger, do Sebrae Nacional, o Procompi precisa ser reforçado nas necessidades específicas, nos fatores críticos e nos gargalos de cada cadeia produtiva, sindicato e território, em vez de focar apenas em frentes nacionais e comuns onde já existem programas estruturados.

Desde o início da iniciativa, nos anos 2000, o Procompi investiu quase 104 milhões de reais em cerca de 8 mil e 900 empresas. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A atualização das tabelas do Simples Nacional precisa ser votada ainda em 2026. O alerta é da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, que criticou a decisão da Câmara de revisar apenas as regras do Microempreendedor Individual, o MEI, adiando a pauta para micro e pequenas empresas.

Nesta quinta-feira, dia 15, a entidade publicou um posicionamento no qual classificou como inaceitável o adiamento da pauta relacionada à atualização das tabelas do regime simplificado. 

A confederação reconheceu o progresso conquistado com a elevação do teto para o MEI, mas alertou que a medida é insuficiente se não contemplar também as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Na carta, a CACB relembrou o acordo firmado com a presidência da Câmara para votar todo o regime em conjunto e prometeu mobilizar federações estaduais para cobrar o prazo.

O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, reforça que a correção de todas as faixas é indispensável para o setor produtivo.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

"No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios."
 


LOC.: A proposta do MEI foi aprovada pelos deputados nesta quarta-feira, dia 14. O texto traz mudanças relevantes para a categoria. O limite de faturamento anual, por exemplo, congelado em OITENTA E UM MIL REAIS desde 2016, sobe para CENTO E DEZ MIL REAIS em 2027 e para CENTO E QUARENTA MIL REAIS em 2028.

Para quem abrir empresa a partir desses anos, o teto mensal será de NOVE MIL CENTO E SESSENTA E SEIS REAIS em 2027 e ONZE MIL SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS REAIS em 2028.

O texto autoriza ainda a contratação de até DOIS empregados com um salário mínimo ou piso da categoria e garante a remissão total de débitos inscritos na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026, desde que as contribuições dos seis meses seguintes sejam pagas em dia. A matéria do MEI agora segue para votação no Senado Federal.

Reportagem, Marquezan Araújo

LOC.: O fenômeno El Niño pode elevar as temperaturas e alterar a distribuição das chuvas no Nordeste, com riscos para a agricultura e a pecuária. Projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, indicam que os produtores devem reforçar as medidas de prevenção para reduzir os prejuízos.

O último quadrimestre de 2026 tem maior probabilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas na região. O cenário aumenta os riscos de déficit hídrico, ondas de calor e queimadas.

Os impactos mais significativos sobre a produção são esperados no primeiro semestre de 2027, período decisivo para a agricultura e a pecuária no Semiárido.

Entre os principais riscos estão danos a culturas perenes e semiperenes, redução da reprodução do rebanho por causa da falta de pastagem, perdas de safras e comprometimento da renda dos produtores. A seca também pode reduzir a água disponível para os animais e a irrigação.

Para diminuir os prejuízos, a Embrapa recomenda antecipar a formação de reservas de água, ampliar a captação e o armazenamento e adotar práticas de conservação do solo, como a manutenção da cobertura vegetal. 

A principal orientação é que os produtores antecipem as decisões para reduzir os riscos climáticos e preservar a produção.

Na agricultura, a orientação é seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc, priorizar cultivares adaptadas e ajustar a área plantada à disponibilidade de água. Em regiões com maior risco de seca, o sorgo pode ser uma alternativa ao milho.

Na pecuária, a recomendação é planejar a alimentação dos animais com antecedência e manter reservas de forragem.

O Ministério da Agricultura, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, também disponibiliza uma plataforma com informações sobre o El Niño e seus possíveis impactos no campo. O conteúdo pode ser acessado no portal gov.br/agricultura.Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Centro-Oeste pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.

Reportagem, Bianca Mingote

 

O café arábica inicia esta sexta-feira em alta de zero vírgula trinta e oito por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a mil quinhentos e setenta e sete reais e vinte e um centavos, em São Paulo.

O café robusta apresenta queda de zero vírgula quarenta e sete por cento, com a saca negociada a novecentos e sessenta e oito reais e dez centavos.

O açúcar cristal registra alta de zero vírgula sessenta por cento na capital paulista, com a saca de cinquenta quilos cotada a cento e vinte e quatro reais e sessenta e oito centavos. Em Santos, no litoral de São Paulo, o produto sobe zero vírgula oitenta e nove por cento, com preço médio de cento e trinta e oito reais e sessenta e quatro centavos, sem impostos.

Já o milho apresenta queda de zero vírgula noventa e cinco por cento, com a saca de sessenta quilos comercializada a sessenta e quatro reais e oitenta e um centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa. 

O preço do boi gordo registra alta de zero vírgula vinte e um por cento nesta sexta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e oitenta reais e vinte centavos.

No mercado de frango, o quilo do produto congelado custa oito reais e quarenta e nove centavos, enquanto o resfriado é cotado a oito reais e cinquenta e um centavos. Os valores são observados na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado.

A carcaça suína especial mantém estabilidade nos preços praticados nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo comercializado a nove reais e noventa e sete centavos.

Entre os estados analisados, o Rio Grande do Sul registra o menor preço para o suíno vivo, com o quilo negociado a cinco reais e setenta e sete centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.