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CACB espera cumprimento do acordo com lideranças congressistas enquanto governo articula com a Câmara novas medidas
Baixar áudioLer ao vivoPesquisa avalia reservas, capacidade de extração e desafios industriais para orientar políticas públicas e estimular a agregação de valor à produção nacional
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O setor produtivo cobra a atualização dos limites do Simples Nacional ainda este ano e a correção anual dos valores pela inflação. Ao mesmo tempo, comemora o aumento do teto de faturamento do MEI, sancionado pelo presidente Lula nesta semana.
A Lei Complementar 238, de 2026, eleva o teto do MEI para 110 mil reais em 2027 e para 140 mil reais em 2028, e sobe para dois o número de empregados permitidos, desde que recebam um salário mínimo ou o piso da categoria.
Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, a mudança é uma conquista, apesar do contexto eleitoral.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“É uma conquista, mesmo sabendo que foi feito por causa do aspecto eleitoral, entretanto, nós estamos há 8 anos brigando por esta correção, então de alguma forma, esse projeto eleitoral ajudou a nós termos a correção do limite do MEI.”
LOC.: A CACB representa 2.300 associações comerciais e empresariais em todo o país, com 2 milhões de empresas vinculadas. Cotait destacou, no entanto, que a lei não tratou de outros dois pontos prioritários para o setor produtivo: a correção automática anual do teto dos MEIs pela inflação, e nem a reforma do faturamento do Simples Nacional, hoje de 360 mil reais para microempresas e 4 milhões e 800 mil reais para empresas de pequeno porte.
Segundo Cotait, há um acordo com lideranças do Congresso para votar a atualização ainda este ano.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Vamos continuar nossa luta. Temos que tentar ainda nesta legislatura, para cumprir o compromisso do presidente Hugo Motta, para aprovação também da correção dos limites da microempresa e da pequena empresa que fazem parte do Simples Nacional.”
LOC.: Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o calendário para votação da reforma do Simples foi discutido nesta sexta-feira em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula à reeleição.
TEC./SONORA: Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo
“A ideia é buscar também um reajuste desse modelo, criar uma sofisticação, montar rampas que permitam que o crescimento seja melhor aproveitado pelas empresas e pensar as reformas que esse modelo precisa.”
LOC.: A promessa do governo é publicar, nos próximos dias, uma linha de crédito do BNDES para apoiar pequenas empresas na transição da escala 6x1 para a 5x2 e o perdão de dívidas de empresas do Simples dos setores de eventos, bares e restaurantes.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: Um estudo da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, busca identificar oportunidades para ampliar a participação do Brasil na cadeia produtiva de baterias elétricas, a partir do diagnóstico da capacidade nacional de extração e processamento de minerais críticos. A análise, ainda em andamento, mapeia os segmentos em que o país já é competitivo, aqueles em que sua inserção ainda é nascente e os que enfrentam desafios mais profundos.
A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação técnica entre a CNI, o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins, e o Instituto E+ Transição Energética.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rodrigo Curi, explica que o trabalho começou com a análise de dados e o diagnóstico dos diferentes elos da cadeia produtiva de baterias no Brasil. A próxima etapa envolve entrevistas com representantes de diversos segmentos do setor.
TEC./SONORA: Rodrigo Curi, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Essa entrevista tende a enriquecer o trabalho, porque, no final, o que se propõe é que consigamos estabelecer uma série de recomendações de políticas e instrumentos para o desenvolvimento dessa cadeia, a partir da visão dos próprios participantes dessa cadeia.”
LOC.: Os minerais críticos têm aplicações em setores considerados estratégicos para a economia, como transição energética, digitalização, defesa e alta tecnologia. Esses recursos são utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, semicondutores, turbinas eólicas, painéis solares, entre outros equipamentos e produtos industriais.
Rodrigo Curi destaca que a importância desses minerais cresce à medida que avança a transição energética global. Segundo ele, o desenvolvimento das cadeias produtivas associadas a esses recursos pode gerar efeitos positivos em diferentes segmentos da indústria.
TEC./SONORA: Rodrigo Curi, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Eles representam insumos para diversos equipamentos que fazem parte da transição energética, como as baterias elétricas. Então, o desenvolvimento dos diversos setores que dependem dos minerais críticos pode gerar efeitos encadeados em outros setores industriais, além de ganhos para a sociedade. Não é à toa que o mundo inteiro tem olhado para eles como importantes instrumentos para essa transformação industrial.”
LOC.: As instituições parceiras foram selecionadas pela experiência em projetos relacionados à transição energética e à política industrial. Com a cooperação, a CNI também pretende abrir novas frentes de trabalho, com o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional nas diferentes etapas de produção, aumentando a integração entre fornecedores, fabricantes e setores consumidores.
A iniciativa também está alinhada à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída pela Lei 15.506 de 2026. A CNI integra o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, com direito a voto como representante do setor privado.
Reportagem, Paloma Custódio
A Justiça Eleitoral mantém o monitoramento das condições climáticas para o segundo turno das Eleições 2026, neste domingo, dia 25 de outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral vai reunir os 27 tribunais regionais eleitorais e seis instituições parceiras para identificar riscos que possam comprometer a votação.
A previsão indica possibilidade de temporais principalmente na Região Sul, onde os acumulados de chuva podem ultrapassar 200 milímetros em cinco dias. No Sudeste, os maiores volumes são esperados em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, com acumulados entre 30 e 80 milímetros.
O monitoramento busca identificar áreas vulneráveis e avaliar possíveis impactos nos locais de votação e nas rotas de transporte das urnas eletrônicas. A estrutura também acompanha alertas de desastres e auxilia na elaboração de medidas para situações de emergência.
No primeiro turno, foram registradas ocorrências relacionadas a temporais e interrupções no fornecimento de energia elétrica, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o TSE, as medidas adotadas permitiram manter a votação sem interrupções significativas.
As informações são do Tribunal Superior Eleitoral e do Instituto Nacional de Meteorologia.
Reportagem, Viviane Bessa
LOC.: A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027. Tem oportunidades em diferentes estados brasileiros, com bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria. Os critérios variam conforme cada departamento regional.
As ofertas abrangem Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Os interessados devem consultar os canais oficiais do SESI em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.
Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.
A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.
Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.
Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.
TEC./SONORA: Wisley Pereira, superintendente de Educação do SESI
“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente.”
LOC.: Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.
A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.
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Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Empresárias do Distrito Federal defendem mais acesso ao crédito e participação na construção de políticas públicas para fortalecer os negócios liderados por mulheres. O tema foi discutido na última terça-feira, em Brasília, durante encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal, o CMEC.
A reunião deu continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que busca aproximar lideranças empresariais e parlamentares para acompanhar projetos de lei e ampliar medidas de apoio ao empreendedorismo feminino.
A presidente nacional do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a importância dessa aproximação.
TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente nacional do CMEC
“Para a gente é muito importante essa rede, linkando o setor privado com o setor legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas.”
LOC.: A presidente do CMEC Plano Piloto, Aline Castelo, afirmou que a mobilização também incentiva as mulheres a reconhecerem seu papel nas decisões que impactam a economia e seus próprios negócios.
TEC./SONORA: Alíne Castelo, presidente do CMEC Plano Piloto
“A mulher é protagonista, as empresárias são protagonistas, e cada evento desse que acontece fortalece mais essa ideia.”
LOC.: Entre os principais desafios estão as dificuldades para obter financiamento, a burocracia e a falta de estrutura para conciliar trabalho e responsabilidades familiares.
A vice-presidente do CMEC Lago Sul, a advogada tributarista Miriam Lavocat, ressaltou que políticas públicas voltadas às empreendedoras são fundamentais para que elas consigam manter e expandir suas empresas.
TEC./SONORA: Miriam Lavocat, advogada tributarista
“Existe uma dificuldade muito grande para a obtenção de crédito, para vencer a burocracia e, acima de tudo, para poder se manter e se estabilizar no mercado.”
LOC.: Durante o encontro, o CMEC também entregou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão, uma carta-compromisso para integrar a rede parlamentar. A Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas reúne lideranças empresariais e representantes do Legislativo em torno de pautas como acesso ao crédito, qualificação profissional e proteção patrimonial, com o objetivo de ampliar as oportunidades e fortalecer a autonomia econômica das mulheres.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: O planejamento por microbacia hidrográfica é uma das principais recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, para reduzir os impactos do El Niño 2026/2027 na produção agropecuária da Região Sul.
As projeções indicam chuvas volumosas e concentradas, muitos dias nublados e temperaturas de inverno acima da média. O cenário aumenta os riscos de erosão, perda de nutrientes, encharcamento do solo e redução da qualidade dos produtos colhidos.
O excesso de umidade também pode favorecer doenças nas plantas. Já tempestades, ventos fortes e granizo podem provocar danos às lavouras e aos pomares.
Entre as culturas mais expostas estão os cereais de inverno, como trigo e cevada, além de arroz irrigado, soja, milho, frutas de clima temperado e hortaliças.
Para reduzir os prejuízos, a Embrapa recomenda que os produtores planejem o manejo da água considerando toda a microbacia hidrográfica, e não apenas os limites de cada propriedade. A orientação é adotar práticas de conservação do solo e retenção de água nas áreas mais altas, para reduzir enxurradas e inundações nas baixadas.
Outras medidas incluem manter o solo protegido por cobertura vegetal, melhorar a drenagem, escalonar a semeadura e acompanhar as previsões meteorológicas e as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc.
Para os cereais de inverno, a recomendação é escolher cultivares resistentes a doenças e planejar a colheita antes da chegada de períodos chuvosos, com possibilidade de secagem artificial dos grãos.
No cultivo de soja e milho, a Embrapa orienta reforçar a cobertura vegetal do solo e intensificar o monitoramento de doenças. Já para o arroz irrigado, o planejamento do ciclo da cultura deve considerar a disponibilidade de radiação solar e as condições climáticas.
As orientações fazem parte de notas técnicas elaboradas pela Embrapa sobre os riscos do El Niño para diferentes regiões do país.
O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, também disponibiliza a página especial El Niño Agro, com informações e recomendações para apoiar decisões no campo.
O conteúdo pode ser consultado no portal do Ministério da Agricultura, em gov.br/agricultura.
Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Norte pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
O café arábica sobe zero vírgula sessenta e sete por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a mil seiscentos e vinte reais e noventa e dois centavos, em São Paulo. O robusta registra alta de zero vírgula zero nove por cento, a novecentos e sessenta e oito reais e oitenta e sete centavos.
Já o açúcar cristal cai zero vírgula zero seis por cento na capital paulista, a cento e vinte e cinco reais e cinquenta e nove centavos. Em Santos, a queda é de zero vírgula trinta por cento.
O milho recua zero vírgula zero seis por cento, com a saca de sessenta quilos negociada a sessenta e quatro reais e trinta centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.
O boi gordo registra queda de zero vírgula zero um por cento, com a arroba cotada a trezentos e oitenta reais e quarenta centavos, em São Paulo.
O frango congelado custa oito reais e quarenta e nove centavos por quilo, enquanto o resfriado é vendido a oito reais e cinquenta centavos.
Já a carcaça suína especial mantém estabilidade, a dez reais e trinta e oito centavos por quilo. No Rio Grande do Sul, o suíno vivo é comercializado a cinco reais e noventa e dois centavos por quilo.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.