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Projeto de Lei 1845/25 altera a Lei do Saneamento Básico para estabelecer que cobrança seja composta por uma tarifa básica fixa e uma parcela variável, calculada com base no consumo efetivo; texto segue para análise do Senado
Baixar áudioLer ao vivoEntidades sugerem agenda de curto e longo prazo para ampliar a cooperação bilateral
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei n°1845 de 2025 que acaba com a cobrança da tarifa mínima de consumo nos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A proposta altera a Lei do Saneamento Básico.
Se o texto virar lei, a cobrança passará a ser composta por duas partes: uma tarifa básica fixa, para cobrir os custos de disponibilidade da infraestrutura do serviço, e uma parcela variável, calculada de acordo com o consumo efetivo de cada consumidor.
O relator da proposta, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), afirmou que a mudança busca tornar a cobrança mais justa. Segundo ele, a tarifa mínima pode penalizar usuários de baixo consumo, como pessoas que moram sozinhas e famílias de baixa renda.
O projeto também determina que a nova estrutura tarifária seja implantada de forma gradual. Antes da mudança, será necessário um estudo de impacto socioeconômico e a aprovação de planos de transição pelos órgãos reguladores, para preservar o equilíbrio financeiro dos contratos de concessão.
Pela proposta, a regulamentação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a ANA, deverá ser observada para bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido, ou seja, a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Já a parcela variável seguirá sendo cobrada conforme o volume efetivamente consumido.
Nos condomínios com hidrômetro único, a tarifa fixa será cobrada por unidade habitacional ou comercial, enquanto a parcela variável será calculada com base no consumo total registrado.
O texto prevê um período de transição de quatro anos para a adaptação dos contratos e estabelece que, se a proposta for aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente da República, a nova regra entrará em vigor 180 dias após a publicação da lei.
A proposta segue agora para análise do Senado Federal.
Com informações da Agência Câmara de Notícias, Bianca Mingote
LOC.: Carta conjunta assinada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil e pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos propõe uma agenda de negociação em duas etapas para evitar a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
A primeira etapa é voltada para medidas de curto prazo, como ampliar o acesso ao mercado para determinados produtos; intensificar a cooperação regulatória; ter maior agilidade na análise de pedidos de patente; entre outras. A outra etapa é ampliar o diálogo para temas estruturais de longo prazo.
Em junho deste ano, o Representante Comercial dos Estados Unidos concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio dos Estados Unidos.
Como consequência, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, contesta os fundamentos da investigação e afirma que não há evidências de discriminação contra os Estados Unidos.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
"Um dos pontos levantados é o desmatamento. Em 2025, o Brasil registrou uma redução de cerca de 61% no desmatamento. É óbvio que, lamentavelmente, poderá ter um contexto geopolítico envolvido nessa decisão. Por isso, esperamos que nossos representantes consigam sensibilizar [as autoridades americanas] com argumentos técnicos."
LOC.: Paralelamente, os Estados Unidos concluíram uma investigação sobre trabalho forçado envolvendo quase 90 países. O Brasil foi incluído entre as nações que, segundo o órgão, não adotam ou não aplicam de forma efetiva restrições à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Nesse caso, a proposta é aplicar uma tarifa adicional de 12,5%.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
"Queremos que o governo brasileiro faça sua parte de forma competente e técnica, sem envolver aspectos políticos, para que possamos manter uma relação comercial normal, estável e crescente com os Estados Unidos."
LOC.: A expectativa é de que a decisão final seja anunciada até 15 de julho. Mesmo em caso de resultado desfavorável, Alban afirma que a CNI continuará atuando junto ao governo brasileiro e às autoridades americanas para revisar as medidas e ampliar a lista de produtos isentos das tarifas.
Reportagem, Paloma Custódio
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“É um resultado muito positivo, mas temos que lembrar que temos uma inflação acumulada de praticamente 5% no período. Então, o crescimento real ainda teria que ser calculado, uma vez que os preços foram bastante majorados, o que impacta diretamente as contas dos municípios. Mesmo assim, é um recurso que vem em boa hora e que será de grande valia para os municípios brasileiros.”
TEC./SONORA: Guilherme Gabriel Cesco, advogado tributarista
“[Parte] do dinheiro que hoje passa pelo caixa da empresa vai diretamente para o Fisco, impedindo, por exemplo, que o tributo não seja pago para depois ser parcelado. Então o split payment é bom, por um lado, por garantir o crédito para as empresas adquirentes, mas, por outro lado, impacta o fluxo de caixa das empresas fornecedoras. O ponto central é preparar o caixa para assimilar essa diferença de ingressos de receitas. Não existe mágica: é necessário planejamento financeiro.”
TEC./SONORA: Guilherme Gabriel Cesco, advogado tributarista
“É possível que o sistema comece por determinados ramos de atividade ou operações B2B, ou seja, entre empresas. Pode ser, inclusive, que tenhamos algum atraso no lançamento, fazendo com que o mecanismo passe a valer somente no segundo semestre de 2027 ou mais tardar em 2028.”
LOC.: Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave apresentam início de queda após quase cinco meses consecutivos de alta no Brasil. É o que aponta a mais recente edição do Boletim InfoGripe divulgada pela Fiocruz.
A redução nacional é explicada, principalmente, pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório, o VSR, e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B.
Ainda assim, o levantamento alerta que o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país. Os casos de SRAG associados ao VSR continuam em alta em todos os estados da Região Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Roraima. No restante do país, a Fiocruz já identifica estabilização ou redução das ocorrências.
Em relação à influenza A, o estudo mostra que o período de maior circulação do vírus já terminou. Mesmo assim, os casos graves ainda permanecem em níveis elevados no Acre, em Minas Gerais, no Paraná, em Roraima e em São Paulo.
Já a influenza B segue em crescimento em diversos estados do Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos.
O boletim também destaca a situação do Amazonas, onde o aumento das ocorrências de SRAG entre idosos está, provavelmente, relacionado ao crescimento das hospitalizações por Covid-19.
Mesmo com o início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores recomendam a manutenção das medidas de prevenção, entre elas: cobrir boca e nariz com o braço ao tossir ou espirrar; lavar as mãos com frequência; permanecer em isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado; usar máscara caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas; e manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos de maior risco.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC: A saca de 60 quilos da soja abre esta sexta-feira, dez de julho, com alta no Paraná e leve queda em Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão registra valorização de zero vírgula treze por cento, com a saca negociada a cento e trinta e dois reais e sessenta e nove centavos. No litoral paranaense, em
Paranaguá, a cotação recua zero vírgula onze por cento, para cento e quarenta reais e vinte e cinco centavos.
Já o trigo mantém queda no Paraná, onde a tonelada é comercializada a mil trezentos e setenta e cinco reais e sessenta e oito centavos. No Rio Grande do Sul, o cereal registra alta, com a tonelada vendida a mil trezentos e doze reais e quarenta e oito centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz
LOC: O preço da arroba do boi gordo abre esta sexta-feira, dez de julho, sem variação. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e vinte e quatro reais e setenta centavos.
No mercado do frango, os preços registram leve queda na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado e do frango resfriado é vendido a sete reais e dezenove centavos.
A carcaça suína especial segue estável nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo cotado a oito reais e sessenta e um centavos.
Já o suíno vivo apresenta queda em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a quatro reais e oitenta e cinco centavos o quilo.
Os dados são do Cepea
Reportagem, Sophia Muniz