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LOC.: Quanto é o peso do seu voto para deputado federal e senador? Depende do estado onde você mora. Embora o voto individual tenha o mesmo valor jurídico, o peso do voto varia conforme o estado.

Nas eleições em outubro serão eleitos 513 deputados federais. Porém, a Constituição Federal fixa um piso de oito e um teto de 70 cadeiras por unidade federativa, independentemente do tamanho do eleitorado. Com isso, estados menos populosos ficam sobre-representados, enquanto os mais populosos têm uma representação proporcionalmente menor. 

Em 2022, Roraima tinha cerca de 45 mil e 800 eleitores para cada cadeira na Câmara. Em São Paulo, eram mais de 495 mil  — uma diferença de quase 11 vezes. 

Para o cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Grin, essa desigualdade entre os estados produz uma distorção na representação democrática.

TEC./SONORA: Eduardo Grin, cientista político e professor da FGV EAESP

“No Brasil, nós temos uma distorção muito grande, porque o estado de São Paulo, a maior da federação, é claramente penalizado. O problema não é ter algum tipo de regra que reduza o peso dos maiores estados. O problema é que a distorção deste princípio é muito elevada, e acaba favorecendo de maneira artificial a construção de representação de pequenos estados.”


LOC.: Segundo Grin, estados menos populosos ficam sobre-representados em relação ao número de eleitores, enquanto os mais populosos são sub-representados. 

TEC./SONORA: Eduardo Grin, cientista político e professor da FGV EAESP

“Estados como Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, que têm uma sobre-representação, todos eles somados acabam criando obstáculos. Porque, na hora de produzir decisões legislativas — seja projetos de lei ordinária, projetos de lei complementar e emendas constitucionais —, esses estados acabam criando alianças que podem influenciar a decisão do Congresso Nacional.”


LOC.: Segundo Grin, uma mudança na distribuição das cadeiras do Parlamento exigiria uma emenda à Constituição, aprovada por três quintos dos deputados e dos senadores, em dois turnos de votação em cada Casa.

Mas, na avaliação do cientista político, dificilmente haveria votos suficientes no Congresso para aprovar a medida. Para ele, o tema pode continuar em debate nas esferas pública e acadêmica, mas não deverá sensibilizar o Parlamento a ponto de produzir uma mudança na atual regra de distribuição das cadeiras. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra que Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera as intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, do PL, no cenário nacional e também entre os eleitores do Nordeste.

De acordo com o recorte regional do levantamento, 64% dos entrevistados no Nordeste afirmam que votariam em Lula, contra 25% em Flávio Bolsonaro, em eventual segundo turno entre os dois candidatos. 

No resultado geral do país, o petista aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o candidato do PL tem 39%.

Nas demais regiões, Flávio Bolsonaro aparece à frente. No Norte/Centro-Oeste, o senador soma 44%, contra 40% de Lula. No Sudeste, a diferença é menor: 40% para Flávio Bolsonaro e 38% para o petista. A maior vantagem regional de Flávio está no Sul, onde alcança 56%, ante 29% de Lula.

A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno. No balanço nacional, contra Ronaldo Caiado, do PSD, Lula lidera com 45% das intenções de voto, contra 37% do adversário. No recorte regional, o presidente tem vantagem no Nordeste, com 64%, e no Sudeste, onde aparece com 40%. O candidato do PSD lidera no Norte/Centro-Oeste e no Sul, com 46% das intenções de voto dos respondentes da pesquisa.

Contra Romeu Zema, do Novo, Lula também aparece na frente no cenário nacional, com 46%, contra 34% de Zema. Regionalmente, o petista lidera no Nordeste, com 65%, e no Norte/Centro-Oeste, com 43%. No Sudeste, há empate em 39%. No Sul, Zema aparece à frente, com 43%, contra 35% de Lula.

Já contra Renan Santos, do Missão, Lula tem 45% das intenções de voto, contra 35% do adversário. No recorte regional, o petista lidera no Nordeste, com 65%, e no Sudeste, com 39%, contra 35%. Renan Santos aparece à frente no Norte/Centro-Oeste, com 43%, e no Sul, com 45%.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente em todo o país entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.

A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Reportagem, Bianca Mingote


 

LOC.: O Tribunal de Contas da União, o TCU, encaminhou à Justiça Eleitoral uma lista com mais de SEIS MIL responsáveis que tiveram contas julgadas irregulares para fins eleitorais nos últimos oito anos. A maior concentração de nomes está nas regiões Nordeste e Sudeste.

Segundo o Tribunal, as duas regiões reúnem cerca de TRÊS MIL E OITOCENTAS pessoas incluídas no cadastro. A maioria dos responsáveis são prefeitos e vereadores de municípios de pequeno porte, mas a relação também inclui outros agentes públicos, como deputados, secretários de Estado e senadores.

A lista reúne decisões definitivas do TCU, ou seja, processos em que não cabem mais recursos dentro do Tribunal. Para as eleições de 2026, são consideradas decisões tomadas desde 2018.

O levantamento é encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral e serve de apoio à análise de possíveis casos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A inclusão de um nome na lista, no entanto, não significa impedimento automático para disputar uma eleição. A decisão final cabe à Justiça Eleitoral.

As contas são consideradas irregulares quando o TCU identifica problemas graves na aplicação de recursos públicos, como falta de prestação de contas, atos ilegais ou antieconômicos, prejuízo aos cofres públicos, desvio de valores ou descumprimento de determinações do Tribunal.

A relação não inclui pessoas falecidas, responsáveis que ainda não foram comunicados da decisão, casos em que houve apenas aplicação de multa ou processos que ainda permitem recurso. Também ficam de fora decisões anuladas ou suspensas pelo próprio TCU ou pela Justiça.

A lista completa dos responsáveis com contas julgadas irregulares está disponível na Plataforma de Certidões do Portal do TCU, no site: portal.tcu.gov.br.

 

Com informações do Portal TCU, Bianca Mingote
 

LOC: Símbolo da cultura brasileira e produzida exclusivamente no país, a cachaça deve ganhar mais espaço no mercado internacional. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e o Instituto Brasileiro da Cachaça, o IBRAC, assinaram um convênio de R$ 2,63 milhões para ampliar a promoção da bebida em mercados estratégicos, como México, Canadá e países da Europa.

 

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a iniciativa busca diversificar mercados e ampliar as oportunidades de exportação diante do atual cenário do comércio internacional.

 

TEC./SONORA: Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil

 

“Nós vamos investir R$ 2,6 milhões, atender 75 empresas e empreendimentos do setor e diversificar mercados, porque a cachaça, infelizmente, também está tarifada pelos Estados Unidos, que é um mercado muito importante; nós vamos trabalhar muito a diversificação, e especialmente na Europa, que é um dos grandes mercados consumidores, que a gente tem agora essa novidade boa para o setor, que é o Acordo Mercosul-União Europeia.”


LOC: O novo projeto prevê ações de promoção comercial, participação em feiras internacionais e aproximação com compradores estrangeiros. A expectativa é atender entre 70 e 80 empresas do setor. Durante a cerimônia, também foram celebrados os dez anos do acordo entre Brasil e México que reconhece e protege as indicações geográficas da cachaça e da tequila. Para o presidente do IBRAC, Vicente Bastos, a iniciativa fortalece o reconhecimento da bebida brasileira no exterior.

TEC./SONORA: Vicente Bastos, presidente do IBRAC

 

“Nós estamos iniciando, faz pouco tempo, o projeto setorial da cachaça com a ApexBrasil. Então a gente tem essa esperança de poder aumentar pelo menos em 20%  as exportações de cachaça através desse projeto.”


LOC: Entre os produtores beneficiados pelas ações está a Cachaça Palmeira, do Tocantins. O produtor Paulo Palmeira afirma que o apoio da ApexBrasil tem sido fundamental para preparar pequenos empreendedores para exportar.

TEC./SONORA: Paulo Palmeira, produtor de cachaça artesanal
“A ApexBrasil é a que pode, no momento, me ajudar e que está abrindo as portas. E acredito que vai me levar muito longe. Estou de braços abertos, acolhendo o que a ApexBrasil pode me oferecer. Sou um pequeno empreendedor que está iniciando. Então, preciso de uma instituição de nome, uma instituição que tem credibilidade, uma instituição que sabe orientar o pequeno empreendedor.”


 

LOC: Além de ampliar as exportações, a iniciativa busca consolidar a cachaça como um símbolo da cultura brasileira no mercado internacional, agregando valor ao produto e criando novas oportunidades para produtores de diferentes regiões do país.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski

LOC.: Se você é entregador parceiro do iFood e está pensando em comprar uma moto ou bicicleta elétrica para trabalhar, fique atento a essa novidade.

A CAIXA e o iFood firmaram uma parceria para facilitar a aquisição de veículos novos. A linha de crédito contempla motos e bicicletas elétricas, com financiamento de até TRINTA MIL REAIS.

Para participar, o entregador precisa autorizar o compartilhamento do histórico de ganhos e de atuação na plataforma do iFood. As informações vão contribuir para uma avaliação de crédito mais completa e compatível com a realidade financeira do trabalhador, além de tornar o processo mais simples e ágil.

A iniciativa é voltada aos parceiros elegíveis da plataforma e busca ampliar o acesso ao crédito para quem utiliza o veículo como principal ferramenta de trabalho.

Além do financiamento, a parceria também oferece conteúdos de educação financeira, com orientações sobre o uso consciente do crédito, respostas para as principais dúvidas e um passo a passo para solicitar o financiamento.

Para saber mais, basta acessar o site da parceria, procurar uma agência do banco ou entrar em contato pelo WhatsApp CAIXA.
 

O preço do boi gordo apresenta queda de 0,47% nesta quinta-feira (6). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 348,55.

No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,13 e o frango resfriado a R$ 7,15.

A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,53.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,50.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa
 

O preço do café arábica abre esta quinta-feira com um pequeno aumento de 0,02%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.730,24 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve alta de 1,53%, sendo comercializado a R$ 1.111,86.

O preço do açúcar cristal apresenta alta de 0,63% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,47. 

Em Santos (SP), houve aumento de 0,51%, e a mercadoria é negociada a R$ 109,32 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,86 após declínio de 0,48%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa