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LOC.: Lideranças empresariais e parlamentares lançaram, em São Paulo, a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas. A iniciativa do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura, o CMEC, ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, busca acompanhar e destravar projetos no Congresso Nacional.
Entre as prioridades do grupo estão a ampliação do acesso ao crédito, a criação de fundos de incentivo a negócios liderados por mulheres e a punição à violência patrimonial.
A presidente do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait, destaca que a união do setor produtivo com as parlamentares é o caminho para acelerar pautas paradas no Legislativo.
 

TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do CMEC

“A criação dessa rede é extremamente importante para unir forças por um único propósito. Estamos juntando a classe empresarial de serviços, comércio e livre iniciativa com as parlamentares, para que possamos ter mais força no nosso propósito."  
 


LOC.: No campo legislativo, um dos focos de discussão é o Projeto de Lei 4.248/2025, que trata da responsabilização por crimes patrimoniais no contexto doméstico. Para a deputada federal eleita Júlia Nunes (PSD-AL), é necessário que haja punições mais rígidas e suporte institucional às mulheres.
 

TEC./SONORA: Júlia Nunes, deputada federal PSD-AL)

“Nós, mulheres, precisamos ocupar esses espaços de poder para fazer a diferença nas áreas em que sentimos falta. Precisamos trazer uma penalidade efetiva e trazer políticas públicas que garantam também o acolhimento das mulheres."  
 


LOC.: O acesso ao financiamento e o impacto das taxas bancárias no mercado feminino também entraram na pauta do encontro. A presidente da Faciap Mulher do Paraná, Paola Batistella, questiona as condições atuais de crédito no país.
 

TEC./SONORA: Paola Batistella, presidente da Faciap Mulher do Paraná

"É uma honra estarmos aqui representando o Paraná e o CMEC. Trazemos para este evento grandes pautas do empreendedorismo feminino, como a questão dos juros: por que a mulher paga mais juros hoje no Brasil? Há muitas coisas importantes para serem discutidas."  
 


LOC.: No Brasil, DEZ MILHÕES E QUATROCENTOS MIL negócios são liderados por mulheres, segundo dados do Sebrae. Em 2025, elas foram responsáveis por QUARENTA E UM VÍRGULA SETE POR CENTO das novas micro e pequenas empresas abertas no país.
Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC
 
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que as emendas parlamentares ajudam deputados federais a conquistar votos, principalmente em cidades com até cinco mil habitantes, mas destinar dinheiro aos municípios não garante a reeleição. O documento analisou os resultados das eleições de 2022 e 2026.

Segundo o levantamento, nas cidades menores, os deputados beneficiados pelo envio de emendas registraram um ganho de um vírgula três ponto percentual na votação. Já nos municípios com mais de quinhentos mil habitantes, a vantagem foi de apenas zero vírgula dois ponto.

A explicação, segundo o estudo, é que, nas cidades pequenas, os recursos têm maior impacto e os eleitores conseguem identificar mais facilmente o parlamentar responsável pelo envio do dinheiro.

O estudo também mostra que os parlamentares costumam destinar recursos para municípios onde já possuem uma base eleitoral consolidada.

As chamadas emendas Pix, transferidas diretamente às prefeituras, apresentaram um ganho eleitoral um pouco maior, de aproximadamente um ponto percentual.

Apesar desses resultados, a FGV não encontrou uma relação direta entre o volume de dinheiro enviado e as chances de reeleição.

Entre os quatrocentos e nove deputados que disputaram um novo mandato em 2026, as taxas de reeleição variaram de sessenta e sete a setenta e oito por cento, conforme o grupo de recursos analisado, sem uma relação clara entre mais emendas e mais vitórias.

No total, setenta e dois por cento dos deputados que tentaram a reeleição conseguiram renovar seus mandatos.

Para a FGV, o histórico eleitoral dos candidatos, por exemplo, teve mais peso nesse resultado do que o dinheiro destinado às cidades.

A conclusão é que as emendas podem fortalecer a presença política dos deputados e ajudar a conquistar votos, especialmente nos municípios menores, mas, sozinhas, não são suficientes para garantir uma vitória nas urnas.

Reportagem, Marco Guimarães
 

LOC.: A região Centro-Oeste deve se preparar para os efeitos do El Niño, com previsão de seca severa, atraso no início das chuvas e ondas de calor em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. O alerta é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, que recomenda a adoção antecipada de medidas para reduzir os riscos à produção agropecuária.

O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve provocar impactos diferentes nas regiões do país entre 2026 e 2027.

Segundo a Embrapa, o período mais crítico para o Centro-Oeste deve ocorrer entre novembro deste ano e janeiro de 2027. A probabilidade de chuvas abaixo da média supera 70%  em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

O atraso das primeiras chuvas pode comprometer as condições para a semeadura da safra de verão. Em Mato Grosso e Goiás, também há risco de déficit hídrico e de impactos sobre culturas como o milho e o algodão safrinha

Para reduzir os prejuízos, a Embrapa orienta os produtores a aguardar condições adequadas de umidade do solo antes de semear, manter a cobertura do solo e acompanhar as previsões climáticas. O uso da irrigação também é recomendado, desde que haja segurança hídrica.

Já Mato Grosso do Sul tem uma previsão diferente, com possibilidade de chuvas acima da média histórica na primavera. 

Na pecuária, a orientação é ajustar a quantidade de animais à capacidade das pastagens, manter reservas de forragem e garantir água e sombra para os rebanhos. No Pantanal, também é importante monitorar as chuvas e os níveis dos rios, além de reforçar a prevenção contra incêndios.

Para ajudar os produtores a se prepararem, o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, disponibilizaram uma página especial sobre o El Niño. A plataforma reúne informações sobre os impactos do fenômeno na agricultura e na pecuária, além de orientações para o planejamento do plantio e a contratação de crédito rural.

O conteúdo pode ser acessado no portal do Ministério da Agricultura, no endereço gov.br/agricultura. 

Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Centro-Oeste pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.

Reportagem, Bianca Mingote
 

O boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta Alagoas, Roraima e Sergipe como os três estados do país com crescimento confirmado de casos graves de síndrome respiratória, a SRAG, principalmente entre crianças e adolescentes.

Segundp a publicação, divulgada no dia oito de outubro, esses três estados têm incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e, ao mesmo tempo, sinal de crescimento na tendência das últimas seis semanas. Em Alagoas e em Sergipe, o aumento está ligado à circulação do metapneumovírus. Já em Roraima, o vírus responsável pela alta ainda não foi identificado com clareza.

O boletim também cita outros estados em nível de alerta, mas sem a mesma tendência de crescimento sustentado: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre as capitais, estão nessa situação de alerta com crescimento Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória.

No país como um todo, os casos de síndrome respiratória grave estão estáveis há seis semanas, mas com sinal de alta nas últimas três semanas, puxado por rinovírus, o metapneumovírus e pelo vírus da Covid-19, embora os casos graves de Covid continuem em patamar baixo. Já a gripe do tipo B e o vírus sincicial respiratório, o VSR, seguem em queda.

Diante desse cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 em dia, especialmente nos grupos prioritários. Gestantes também devem tomar a vacina contra o VSR, que protege tanto a mãe quanto o bebê.

Reportagem, Sophia Muniz.

LOC.: Seis anos depois de aprovada, a lei que restringe a utilização de plásticos descartáveis de uso único na cidade de São Paulo ainda aguarda regulamentação da prefeitura. A demora levou a Oceana, o Instituto de Defesa de Consumidores, o Idec, e o Instituto de Direito Coletivo, o IDC, a recorrerem à Justiça.

As entidades apresentaram, em 11 de agosto, um mandado de injunção ao Tribunal de Justiça de São Paulo para cobrar a publicação do decreto.

A Lei Municipal 17.261, de 2020, restringe o fornecimento de produtos como copos, pratos, talheres, mexedores de bebidas e varas para balões feitos de plástico descartável em estabelecimentos comerciais e eventos culturais e esportivos na capital.

Segundo as organizações, sem o decreto, faltam regras para definir como a legislação será aplicada e fiscalizada. Para a diretora de estratégia da Oceana, Lara Iwanicki, a demora também favorece a manutenção do cenário atual de consumo desses produtos.
 

TEC./SONORA: Lara Iwanicki, diretora de estratégia da Oceana

“A ausência do decreto beneficia os interesses de um setor específico, que é justamente o setor que produz esses produtos que são objeto do escopo da lei. Não pegou porque não tem um decreto que regulamente e existe claramente uma omissão da prefeitura. A prefeitura não cumpriu com o papel dela.”
 


LOC.: A cobrança vem de uma série de iniciativas anteriores. Em 2022, 18 organizações socioambientais enviaram uma carta à Prefeitura de São Paulo pedindo a regulamentação. No ano seguinte, o município criou um Grupo de Trabalho para elaborar o decreto, mas a medida ainda não foi publicada.

A coordenadora do Programa de Saúde do Idec, Marina Paullelli, explica o que deve constar na regulamentação.
 

TEC./SONORA: Marina Paullelli, coordenadora do Programa de Saúde do Idec

“O decreto deve indicar qual vai ser o órgão responsável por fiscalizar o tema, quais serão os materiais substitutos do plástico de uso único e os respectivos critérios, mecanismos de controle social e de acompanhamento, dentre outros pontos.”
 


LOC.: Para a presidente do IDC, Tatiana Bastos, a falta de regulamentação afeta também a capacidade de acompanhamento da sociedade.

TEC./SONORA: Tatiana Bastos, presidente do IDC

“Sem isso, é muito difícil para a sociedade civil conseguir fazer o seu papel. Saber o que cobrar, de quem cobrar, como cobrar. Sem esses parâmetros, a gente não tem como demonstrar inclusive o descumprimento.”
 


LOC.: Um levantamento citado pela Oceana mostra que, em 2019, o Brasil produziu cerca de DOIS MILHÕES E NOVECENTAS E CINQUENTA MIL toneladas de plásticos de uso único. Desse total, TREZENTAS E NOVENTA E SEIS MIL toneladas eram de produtos descartáveis, como copos, pratos e talheres.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O governo federal anunciou o pacote Prospera MEI, com medidas para ajudar microempreendedores individuais a regularizar dívidas e investir nos próprios negócios. Entre as iniciativas, está a proposta de perdão de débitos tributários inscritos na Dívida Ativa da União, além de apoio financeiro de até CINCO MIL REAIS, a partir de 2027, para investimentos. As medidas dependem de aprovação do Congresso Nacional.

No setor de turismo, a expectativa é beneficiar guias, motoristas, artesãos e outros profissionais. A proposta é ajudar esses trabalhadores a investir nos negócios, ampliar os serviços e aumentar a renda.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que as medidas podem beneficiar diferentes profissionais que atuam no setor, incluindo guias de turismo, artesãos e outros microempreendedores.
 

TEC./SONORA: Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

“E você, que atua no turismo, que é guia de turismo, artesão, microempreendedor individual, vai ter muito benefício com essas medidas.”
 



LOC.: Para quem trabalha com turismo, a expectativa é que as medidas ajudem a manter os negócios em funcionamento e melhorem os serviços oferecidos aos visitantes.

A proprietária de uma pousada em Rio da Conceição, no Tocantins, Fernanda Tainã Castro, destaca a importância da renegociação de dívidas para os pequenos empreendedores.
 

TEC./SONORA: Fernanda Tainã Castro, proprietária de pousada em Rio da Conceição (TO)

“E realmente essa oportunidade de renegociação de dívidas traz oportunidade de muita gente voltar a respirar e fazer aquilo que ama. Porque não é só trabalhar, é trabalhar naquilo que a gente ama. E o turismo é apaixonante.”
 


LOC.: Já a guia de ecoturismo e astroturismo Jéssica Mesquita, que atua na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, espera usar o recurso para renovar equipamentos de trabalho e testar novos serviços durante a baixa temporada. Para ela, mesmo um investimento pequeno pode fazer diferença na qualidade do atendimento.

TEC./SONORA: Jéssica Mesquita, guia de ecoturismo na Chapada dos Veadeiros (GO)

“Às vezes, a gente não precisa de um grande investimento para comprar algum ativo que a gente precisaria de um valor muito grande ou tem medo de contrair uma dívida, mas às vezes um pequeno aporte já é suficiente para melhoria no próprio negócio.”
 


LOC.: Segundo o governo federal, o perdão de dívidas tributárias poderá beneficiar cerca de TRÊS MILHÕES E SEISCENTOS MIL microempreendedores individuais. Os débitos somam DOZE BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS.

O pacote também prevê a negociação de dívidas bancárias e a criação do PixMEI. A iniciativa prevê apoio de até CINCO MIL REAIS para investimentos no negócio, sem necessidade de devolver o recurso.

No turismo, esse dinheiro poderá ajudar a renovar equipamentos e melhorar a estrutura de pequenos estabelecimentos. Na pousada de Fernanda, no Tocantins, a expectativa é investir na iluminação, na decoração e no paisagismo. Para Jéssica, na Chapada dos Veadeiros, os investimentos também podem beneficiar outros negócios locais, já que o turismo movimenta serviços de alimentação, hospedagem e transporte.

Entre as propostas estão ainda o aumento do limite de faturamento anual do MEI para CENTO E DEZ MIL REAIS, em dois mil e vinte e sete, e CENTO E QUARENTA MIL REAIS, em dois mil e vinte e oito. O governo também propõe permitir a contratação de um segundo funcionário e simplificar a emissão de notas fiscais nas vendas a pessoas físicas.

As mudanças legislativas, incluindo o perdão das dívidas tributárias, ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

Reportagem, Bianca Mingote.

A saca de 60 quilos da soja inicia esta quinta-feira, dia 15, em alta no interior do Paraná e na região de Paranaguá.

No interior paranaense, o grão registra aumento de zero vírgula cinquenta e dois por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e oito reais e setenta e cinco centavos.

Em Paranaguá, a valorização é de zero vírgula zero nove por cento, e o preço chega a cento e cinquenta e quatro reais e vinte e nove centavos.

No mercado do trigo, os preços apresentam movimentos diferentes no Sul do país. No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil quinhentos e setenta reais e trinta e dois centavos. Já no Rio Grande do Sul, o produto é negociado a mil quatrocentos e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos, com redução nos preços.

Reportagem, Sophia Muniz.

O preço do café arábica abre esta quinta-feira, dia 15, em alta de um vírgula cinquenta e cinco por cento, com a saca de 60 quilos negociada a mil quinhentos e setenta e um reais e dezenove centavos, em São Paulo.

O café robusta também registra alta de zero vírgula quinze por cento, com a saca cotada a novecentos e setenta e dois reais e sessenta e quatro centavos.

No mercado do açúcar cristal, o preço sobe zero vírgula treze por cento na capital paulista. A saca de 50 quilos é negociada a cento e vinte e três reais e noventa e quatro centavos.

Em Santos, o açúcar registra queda de zero vírgula setenta e nove por cento, com a saca cotada a cento e trinta e sete reais e quarenta e dois centavos, na média de preços sem impostos.

Já o milho apresenta baixa de zero vírgula vinte e quatro por cento, com a saca de 60 quilos negociada a sessenta e cinco reais e quarenta e três centavos.

Reportagem, Sophia Muniz.