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Texto aprovado pela Câmara também estabelece licitação obrigatória e isenção de pedágio para ônibus do transporte coletivo; projeto vai à sanção
Baixar áudioLer ao vivoAnalista da CNI afirma que é cedo para falar em reversão definitiva do pessimismo do setor
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano. O texto também autoriza o uso de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, a Cide-Combustíveis, para subsidiar tarifas do transporte público. A matéria segue agora para sanção presidencial.
A Cide é uma contribuição incidente sobre atividades de importação e comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível. Com o uso desses recursos para subsidiar tarifas do transporte coletivo urbano, os municípios terão um auxílio para manterem as passagens com preços mais acessíveis para a população.
O projeto de lei também prevê a gratuidade no transporte coletivo para grupos específicos, como idosos e estudantes. Para garantir o benefício sem impacto no valor das passagens pagas pelos demais usuários, União, estados, Distrito Federal e municípios terão prazo de até cinco anos para adequar suas legislações e prever fontes de custeio.
O texto estabelece ainda isenção de pedágio para ônibus do transporte público coletivo urbano em rodovias administradas por qualquer ente federativo, incluindo serviços intermunicipais, interestaduais e internacionais.
O marco legal determina que a exploração do serviço de transporte público coletivo deverá ocorrer obrigatoriamente por meio de licitação. No entanto, o ente federativo responsável poderá contratar serviços complementares de transporte sob demanda, conforme regulamentação local.
O texto ainda proíbe formas consideradas precárias de delegação do serviço, como contratos de programa, convênios, termos de parceria ou autorizações para empresas não estatais.
Outro ponto previsto no projeto de lei é o fim da relação direta entre a tarifa paga pelo usuário e a remuneração das empresas operadoras. Caso as receitas alternativas previstas em contrato superem o valor necessário para remunerar o operador, o excedente deverá ser revertido em melhorias no serviço.
Em relação ao transporte clandestino de passageiros, o projeto autoriza o poder público a aplicar multas e apreender veículos utilizados irregularmente. As multas poderão chegar a 15 mil reais. O recolhimento dos veículos deverá seguir as normas do Código de Trânsito Brasileiro, e a perda poderá ocorrer em casos de reincidência no período de um ano.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Índice de Confiança do Empresário Industrial avançou 2 pontos em maio e atingiu 47,2 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha dos 50 pontos — patamar que separa confiança de falta de confiança — e mantém o setor industrial em terreno pessimista há 17 meses consecutivos.
Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ainda não dá para prever que essa alta possa reverter o cenário de pessimismo.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“É cedo para dizer se essa alta que aconteceu em maio vai reverter totalmente esse movimento que vinha acontecendo, trazendo novas altas da confiança, capazes até de levar novamente o empresário para um campo de confiança.”
LOC.: O ICEI é composto por dois indicadores: o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre a economia brasileira e as próprias empresas nos últimos seis meses, e o Índice de Expectativas, que avalia as perspectivas para o semestre seguinte. Ambos registraram avanço em maio.
O Índice de Condições Atuais subiu 2,4 pontos e alcançou 42,9 pontos. Mesmo com a alta, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários ainda consideram a situação econômica e empresarial pior do que há seis meses.
Já o Índice de Expectativas avançou 1,7 ponto e chegou a 49,3 pontos. Com isso, o indicador se aproximou da faixa de neutralidade, indicando uma percepção menos negativa para os próximos seis meses.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“Quando se fala de condições atuais, tanto a avaliação com relação à empresa, como aquela com relação à economia brasileira, elas melhoraram, mas ainda estão no campo negativo. Então, os empresários ainda percebem piores as condições correntes, seja da sua empresa, seja da economia brasileira, mas essa percepção é menos negativa do que em abril. Falando de expectativas, com relação à economia brasileira se tornaram menos negativas. Já as expectativas com relação à própria empresa, elas se tornaram mais positivas.”
LOC.: O levantamento completo pode ser consultado no site portaldaindustria.com.br/estatisticas.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Especialistas consideram o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado na última terça-feira pelo governo federal com previsão de R$ 11 bilhões em investimentos, consistente do ponto de vista jurídico e relevante na ótica operacional. No entanto, alertam que os resultados das medidas dependem de integração real entre forças de segurança, Judiciário e estados e municípios.
O pacote prevê ações de inteligência, integração entre forças de segurança e fortalecimento do sistema prisional.
Entre os eixos do programa estão o combate ao tráfico de armas, a asfixia financeira das facções criminosas, a qualificação das investigações de homicídios e o endurecimento do controle nas penitenciárias.
O especialista em processo penal e organizações criminosas, William Pimentel, avalia que o pacote tem base técnica. Entretanto, alerta para o risco de as medidas ficarem apenas no discurso caso não haja execução efetiva.
TEC./SONORA: William Pimentel, especialista em processo penal e organizações criminosas
“Falta uma legislação que trate a evolução de uma gangue para uma facção, para uma máfia, de uma organização criminosa, até mesmo de um cartel criminoso. Com a legislação atual passa-se a enfrentar parte desse vácuo ao instituir um marco legal para organizações criminosas ultra-violentas, que poderíamos entender aqui como organizações criminosas, subgeneres, que têm atos de terrorismo, como a doutrina chama do tipo mafioso, seriam muito mais interessantes do que apenas defini-la como ultra violentas. Para mim parece muito mais retórica legislativa.”
LOC.: Já o delegado de Polícia do Estado de São Paulo e presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, André Santos Pereira, afirma que a legislação brasileira já possui instrumentos suficientes para enfrentar o crime organizado. Segundo ele, o desafio está em colocar as medidas em prática.
TEC./SONORA: André Santos Pereira, delegado de Polícia do Estado de São Paulo e presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo
“O que precisamos para enfrentar as organizações, o crime organizado de âmbito transnacional, é muito mais no campo da execução, ou seja, da realização daquilo que já está previsto na lei, do que em alterações legislativas que, realizadas apenas no campo da tese, sem a execução, são medidas inócuas.”
LOC.: O Programa Brasil Contra o Crime Organizado foi formalizado por decreto presidencial e quatro decretos. A previsão é de cerca de R$ 11,1 bilhões em investimentos, com R$ 1 bilhão vindo do orçamento deste ano e outros R$ 10 bilhões disponibilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A medida prevê a adesão dos estados para acesso aos recursos federais. A expectativa do governo é implementar as ações ao longo de 2026.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: Goiânia recebe, a partir desta quinta-feira, dia 14, a 79ª Exposição Agropecuária de Goiás, um dos principais eventos do setor no estado. A programação segue até o dia 24 de maio e deve atrair mais de SEISCENTAS MIL pessoas, com estimativa de movimentar cerca de CEM MILHÕES DE REAIS em negócios.
A abertura foi realizada no Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, no setor Vila Nova, com participação do governador Daniel Vilela. Ele comentou as ações de segurança durante o evento.
TEC./SONORA: Daniel Vilela, governador de Goiás
“Nós estamos muito felizes de poder estarmos aqui com a garantia de tranquilidade para toda a população. As nossas forças de segurança estão aqui presentes para reafirmar a garantia de um planejamento adequado para que todos possam vir confraternizar, festejar com toda a segurança, com toda a tranquilidade e ao mesmo tempo poderem movimentar a economia da nossa cidade e do nosso estado ao longo dos próximos dias.”
LOC.: Pela primeira vez, o evento utiliza reconhecimento facial integrado ao sistema de monitoramento das forças de segurança. A operação envolve Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros durante todo o evento.
A programação inclui cerca de QUINHENTOS animais em exposição, entre bovinos e equinos, além de atividades técnicas como palestras e cursos ligados ao setor agropecuário.
A entrada é gratuita mediante doação de UM QUILO de alimento não perecível. O público também encontra shows, atividades para crianças e ações voltadas ao campo.
O governo de Goiás mantém estande com serviços de órgãos estaduais como Seapa, Emater, Ceasa e Agrodefesa, com orientações sobre crédito rural e programas de apoio ao produtor.
A Polícia Civil participa por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais, com atendimento ao público e atividades educativas.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, aposta no mercado chinês e iniciou nesta quinta-feira, dia 14, uma missão oficial no país asiático com agendas previstas até o próximo dia 22 de maio nas cidades de Chongqing, Shenzhen, Xangai e Pequim.
O principal compromisso da delegação brasileira será a participação na SIAL China 2026, feira do setor de alimentos e bebidas da Ásia. Nesta edição, o Brasil terá presença recorde, com OITENTA E DUAS empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões. No ano passado, participaram CINQUENTA E QUATRO empresas.
A expectativa da ApexBrasil é movimentar TRÊS VÍRGULA TRÊS BILHÕES DE DÓLARES em negócios imediatos e futuros.
A missão é liderada pelo presidente da Agência, Laudemir Muller. Segundo ele, as ações são voltadas à ampliação do comércio com a China, principal parceiro comercial do Brasil.
TEC./SONORA: Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil
“Ano passado, nós fechamos com 170 bilhões de dólares. Na carne, há pouco mais de 10 anos, a gente era menos de 100 mil toneladas. E, ano passado, nós fomos em torno de 1,7 milhões de toneladas. Os números mostram e revelam o quanto essa relação econômica importante com a China cresceu e o quanto que nós temos de parceria estratégica.”
LOC.: Um dos destaques da agenda é a chegada do programa Cooperar para Exportar ao mercado chinês. O projeto terá um espaço voltado à agricultura familiar brasileira, reunindo DEZ cooperativas de várias regiões do país.
Entre os produtos apresentados estão cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos da sociobiodiversidade brasileira.
A programação também inclui a participação da ApexBrasil no roadshow “The Beef and Road”, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, na cidade de Chongqing. A iniciativa busca ampliar a presença da carne bovina brasileira no interior da China.
Em Shenzhen, o grupo fará visita a uma loja da Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China, que mantém parceria com a ApexBrasil para promoção do café brasileiro no país asiático.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos cofres dos municípios. O diagnóstico é apontado em estudo técnico da Confederação Nacional de Municípios (CNM).O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que estão em análise no Congresso Nacional.
A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Além do impacto estimado de quase CINQUENTA bilhões de reais nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais para manter o atual nível de prestação de serviços públicos.
Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cautela e merecem discussão aprofundada, já que os reflexos seriam sentidos pela população.
Já os reflexos financeiros com a aprovação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada de 40 horas, seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de masi de SETE MIL novos servidores.
O estudo da CNM aponta, ainda, que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos.
Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem.
Com informações da Confederação Nacional de Municípios, Bianca Mingote
LOC.: O mercado de grãos inicia esta sexta-feira com movimentações nos preços da soja e do trigo, segundo dados do Cepea.
A soja apresenta queda tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá. No interior do estado, a saca de 60 quilos recuou 0,99% e está sendo negociada a R$ 122,32. Já em Paranaguá, a baixa foi de 1,70%, com a saca cotada a R$ 128,33.
No mercado do trigo, o cenário é de estabilidade e leve alta. No Paraná, a tonelada teve valorização de 0,08% e está sendo vendida a R$ 1.353,53. No Rio Grande do Sul, os preços permaneceram estáveis, com a tonelada negociada a R$ 1.295,10.
E para quem acompanha o mercado agrícola, vale lembrar: a chamada “saca” é a principal unidade de comercialização de grãos no Brasil. Tanto para a soja quanto para o trigo, cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Conab, o Ministério da Agricultura e o Cepea.
Reportagem, Juline Pogorzelski
LOC.: O mercado do café abriu esta sexta-feira com queda nos preços das principais variedades negociadas no país.
O café arábica registrou baixa de 2,40 por cento, com a saca de 60 quilos cotada a mil 646 reais e 98 centavos, em São Paulo.
Já o café robusta teve recuo de 1,72 por cento e está sendo comercializado a 952 reais e 98 centavos.
No mercado do açúcar cristal, os preços também apresentaram queda nas principais praças paulistas.
Na capital, a saca de 50 quilos caiu 1,34 por cento e é negociada a 95 reais e 23 centavos.
Em Santos, no litoral paulista, a baixa foi de 0,72 por cento, com a saca cotada a 104 reais e 80 centavos, sem impostos.
O milho seguiu em movimento contrário e apresentou leve alta de 0,11 por cento. A saca de 60 quilos está sendo vendida a 65 reais e 42 centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Juline Pogorzelski.