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Segundo a CNI, proposta em discussão na Câmara pode aumentar custo das empresas e impactar preços ao consumidor
Baixar áudioLer ao vivoProposta em discussão na Câmara prevê redução gradual da jornada semanal e reacende debate sobre renda, produtividade e impactos econômicos
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LOC.: A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, criticou o prazo previsto para a transição das novas regras propostas para o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Na última segunda-feira (25), o relator da comissão especial criada para discutir o tema, o deputado federal Léo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou o relatório da proposta.
O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses, da seguinte forma: após a promulgação da PEC, em 60 dias, passaria a valer a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso; e a jornada seria reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais. Depois de um ano, a jornada cairia de 42 para 40 horas semanais.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, no entanto, defende um prazo maior para a adaptação das empresas. Segundo ele, o período previsto no relatório compromete a previsibilidade e a segurança jurídica, especialmente para pequenos e médios negócios.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Nós precisamos fazer com que essa transição seja minimamente absorvida pelos setores produtivos para que o impacto não seja um revés para os próprios trabalhadores e para a própria sociedade como um todo, com pressão sobre inflação e custos.”
LOC.: Segundo o dirigente, a adoção acelerada das novas regras poderá elevar custos de produção e serviços, com reflexo direto no bolso do consumidor.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“A partir do momento em se estabelece um prazo de 60 dias para a implantação — para que seja feito antes das eleições —, é quase impossível que esses custos adicionais de uma forma tão abrupta não repercutam nos preços. E, infelizmente, esses preços vão ser sentidos logo imediatamente após as eleições.”
LOC.: O presidente da CNI ressalta que o setor industrial reconhece a relevância e necessidade da modernização da jornada de trabalho, mas defende que a discussão seja conduzida com profundidade técnica e fora de um contexto eleitoral.
O dirigente afirma ainda que o setor industrial continuará dialogando com deputados e senadores para apresentar os impactos da proposta e discutir um prazo maior de transição.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não elimina o regime de horas extras previsto na CLT. No entanto, na avaliação da especialista em Direito e Processo do Trabalho, Juliana Mendonça, a aprovação da mudança poderá reduzir o tempo disponível em horas adicionais e limitar a ampliação da carga horária por meio de trabalho extra.
TEC./SONORA: Juliana Mendonça, especialista em Direito e Processo do Trabalho
“Hoje, a lógica constitucional celetista parte de limites máximos de jornada, justamente para proteger a saúde, a segurança e a convivência social do trabalhador. Mesmo havendo interesse do empregado em trabalhar mais, a autonomia individual não é absoluta em matéria de duração do trabalho.”
LOC.: Segundo a advogada, caso a Proposta de Emenda à Constituição seja aprovada, as horas extras continuarão permitidas dentro dos parâmetros legais e das regras definidas em negociação coletiva. No entanto, o recurso não poderá ser utilizado de forma constante para manter, na prática, a mesma carga horária atual.
Na última segunda-feira (25), o relator da comissão especial criada para discutir o tema, o deputado federal Léo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou o relatório da proposta.
O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses, da seguinte forma: após a promulgação da PEC, em 60 dias, passaria a valer a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso; e a jornada seria reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais. Depois de um ano, a jornada cairia de 42 para 40 horas semanais.
Entidades do setor produtivo alertam que a redução da jornada de trabalho pode aumentar os gastos das empresas com empregados formais.
TEC./SONORA: Juliana Mendonça, especialista em Direito e Processo do Trabalho
“O impacto tende a variar conforme o setor econômico e o modelo operacional adotado. Há segmentos com funcionamento contínuo, como a indústria, comércio ampliado — shoppings, supermercados, serviços essenciais — que provavelmente enfrentarão aumento de custos e necessidade de reorganização das escalas e contratação de pessoal.”
LOC.: Por outro lado, Mendonça ressalta que também existe na literatura econômica e experiências internacionais indicando que jornadas menores podem gerar ganhos indiretos em produtividade, redução de afastamentos e maior engajamento.
Segundo ela, uma mudança dessa dimensão exige transição regulatória, segurança jurídica e espaço para negociação coletiva.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira, dia 29, o terceiro decêndio de maio do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão repassados CINCO BILHÕES E NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS às prefeituras de todo o país.
O valor é cerca de TRÊS POR CENTO maior do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando os municípios dividiram CINCO BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS.
Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, o resultado também está relacionado às mudanças recentes na política tributária do governo federal. De acordo com ele, a arrecadação tem conseguido compensar os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Isso se deve, em grande parte, à arrecadação sobre grandes fortunas por parte do governo federal, que, até o momento, tem conseguido compensar a diferença gerada pela isenção do Imposto de Renda para contribuintes que recebem até R$ 5 mil, em vigor desde 2026, além das alíquotas diferenciadas para quem ganha até R$ 7.350.”
LOC.: Entre os estados que recebem os maiores volumes de recursos, São Paulo lidera no Sudeste, com mais de SETECENTOS E TRINTA E QUATRO MILHÕES DE REAIS destinados aos municípios paulistas.
No Nordeste, a Bahia aparece na primeira posição, com mais de QUATROCENTOS E SETENTA E SETE MILHÕES DE REAIS em repasses.
Já no Norte, o Pará vai receber cerca de CENTO E SESSENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS.
No Sul, o Rio Grande do Sul concentra mais de TREZENTOS E SETENTA E SEIS MILHÕES DE REAIS.
E no Centro-Oeste, Goiás lidera a distribuição regional, com mais de CENTO E NOVENTA E DOIS MILHÕES DE REAIS.
Até o dia 26 de maio, DOZE municípios estavam com os repasses do FPM bloqueados por pendências administrativas ou fiscais. Os recursos ficam congelados até que a situação seja regularizada.
O FPM é formado por parte da arrecadação da União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI. A divisão dos valores leva em conta, entre outros fatores, o número de habitantes de cada cidade.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Um incêndio atingiu a Igreja Matriz de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, na segunda-feira, dia 25. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e ninguém ficou ferido. As causas ainda serão investigadas.
As equipes de segurança orientaram a população a evitar circulação nas proximidades da igreja até a conclusão dos trabalhos. Segundo os bombeiros, ainda há materiais com temperatura elevada dentro do templo.
O comandante da companhia responsável pelo atendimento no município, capitão Sanhudo, afirmou que o trabalho continua para evitar novos focos de incêndio.
TEC./SONORA: Sanhudo, capitão do Corpo de Bombeiros
“Os nossos bombeiros continuam os trabalhos justamente para que a gente consiga diminuir por completo a chance de reemissão de fogo. Porque existe muito material que ainda está bem quente, e para a gente conseguir sanar por completo esse incidente.”
LOC.: O vigário-geral da Diocese de Caxias do Sul, padre Leonardo Inácio, também se manifestou e disse acreditar na recuperação da igreja com apoio da comunidade.
TEC./SONORA: Padre Leonardo Inácio, vigário-geral da Diocese de Caxias do Sul
“Assim como este povo construiu essa Igreja e alimentou a sua fé, nós temos certeza absoluta que a comunidade vai estar muito presente na reconstrução desta Igreja.”
LOC.: Em nota, a Prefeitura de Flores da Cunha informou que acompanha a situação e prestou solidariedade à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.
A Igreja Matriz começou a ser construída em MIL NOVECENTOS E QUATRO e foi concluída em MIL NOVECENTOS E QUATORZE. O templo é um dos mais antigos do Rio Grande do Sul em estilo gótico.
A programação de Corpus Christi será avaliada entre a prefeitura e a paróquia. As missas e demais atividades da igreja estão temporariamente canceladas.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A CAIXA paga, nesta quarta-feira, 27 de maio, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de maio e junho.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos da rede pública.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
LOC.: O projeto de concessão da BR-020, no trecho entre Brasília e Barreiras, segue em fase de estruturação. A previsão é de que os estudos sejam concluídos no segundo semestre de 2026.
Segundo o Ministério dos Transportes, ainda não há definição sobre o volume de obras ou o total de investimentos. Essas informações devem ser detalhadas após a modelagem técnica da Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário.
A estimativa atual é de que o leilão da concessão ocorra em agosto de 2027, com possibilidade de antecipação para março do mesmo ano.
O deputado federal José Nelto, que articula o projeto, afirma que a BR-020 é uma via estratégica para o escoamento da produção e o transporte entre Goiás e Bahia, porém com problemas que precisam ser sanados.
TEC./SONORA: José Nelto, deputado federal (UNIÃO-GO)
“Hoje, é considerada a BR da morte. É um trânsito violento, pesado. Como relator da infraestrutura no Brasil, meu relatório foi acertado com toda a equipe do governo. Fizemos o orçamento e era a necessidade do Brasil.”
LOC.: Em audiência no Ministério dos Transportes, o parlamentar discutiu o projeto com o ministro George Santoro e prefeitos de municípios goianos. A proposta envolve a duplicação e adequação de cerca de MIL TREZENTOS E NOVENTA E CINCO quilômetros de rodovias.
A rodovia também é alvo de reclamações de usuários, que relatam problemas no tráfego e no tempo de deslocamento. Morador do bairro Florias Leia, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, o contador Diego Alves, de 38 anos, afirma que o aumento no tempo de viagem e as condições da rodovia afetam a rotina de quem depende da estrada para trabalhar e circular entre os municípios da região.
TEC./SONORA: Diego Alves, morador de Luís Eduardo Magalhães
“A gente levava em torno de uma hora para chegar em Barreiras. Hoje, a gente leva em torno de uma hora e meia, duas horas para rodar 90 quilômetros. Então, para nós vai ter um grande benefício aqui na nossa cidade. Se isso realmente acontecer, a gente vê que vai trazer esse grande benefício e, claro, vai também preservar muitas vidas”.
LOC.: A BR-020 tem aproximadamente DOIS MIL quilômetros de extensão, ligando Brasília a Fortaleza. Em alguns trechos, há obras de recuperação em andamento, enquanto outros seguem em condições consideradas críticas por moradores e autoridades locais, como é o caso de um ponto de aproximadamente OITENTA quilômetros, dentro do município piauiense de São Raimundo Nonato, da sede, à divisa com a Bahia.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC:
O mercado do café inicia esta quarta-feira, dia 27, com movimentos distintos entre os principais tipos comercializados no país.
O café arábica abriu o dia em baixa. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.637,80 na cidade de São Paulo, com recuo de 0,36%.
Já o café robusta registrou valorização de 2,58%, com a saca cotada a R$ 961,86.
No setor açucareiro, o açúcar cristal apresentou queda nas principais praças paulistas. Na capital, a saca de 50 quilos caiu 0,64% e é negociada a R$ 93,09.
Em Santos, no litoral de São Paulo, a baixa foi ainda maior, de 1,21%, com a mercadoria cotada a R$ 104,03, na média de preços sem impostos.
O milho também apresentou leve retração. A saca de 60 quilos é vendida a R$ 64,99, após queda de 0,06%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC:
O mercado do boi gordo iniciou esta quarta-feira (27) em alta. A arroba está sendo negociada a R$ 347,80 no estado de São Paulo, com avanço de 0,46%, segundo dados do Cepea.
Já o mercado do frango apresentou recuo nos preços. O frango congelado caiu 0,67% e segue vendido a R$ 7,41 o quilo. O frango resfriado também teve queda de 0,67%, com o quilo negociado a R$ 7,42 nos mercados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado.
No setor suíno, a carcaça especial registrou baixa de 1,04% e está cotada a R$ 8,57 por quilo nos atacados da Grande São Paulo. O suíno vivo também apresentou queda em todos os estados analisados.
Reportagem, Juline Pogorzelski.