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LOC.: As despesas públicas do Brasil neste ano já ultrapassaram os 3 trilhões de reais. Os gastos do governo federal, estados, Distrito Federal e municípios são registrados em tempo real pela plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo.

De acordo com o levantamento, entre 1º de janeiro e 15 de julho, os gastos do governo federal somaram cerca de 1 trilhão e 400 bilhões de reais. No mesmo período, os municípios responderam por 829 bilhões de reais em despesas, enquanto os estados e o DF consumiram 811 bilhões. 

Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, destaca que o ano eleitoral pode estar influenciando para o atingimento da marca de R$ 3 trilhões, que chegou cerca de 20 dias antes do que no ano passado, e deve deixar a vida daqueles que serão eleitos mais complicada.

TEC./SONORA: Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil
“Entendo que pode ser, sim, uma probabilidade de os gastos serem um pouco maiores e mais populistas este ano e trazendo um reflexo no exercício seguinte. Seja qual for o governo que for assumir, ele vai ter que apagar um incêndio que já começou.”


LOC.: Ainda de acordo com dados da plataforma, os gastos com Previdência, nas três esferas de gestão, alcançaram o valor de 858 bilhões de reais. 

Para Queiroz, o crescimento de despesas dessa natureza indica que todas as camadas governamentais devem revisar os gastos.

TEC./SONORA: Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil
“Só isso representa uma despesa de aproximadamente 74% do total da despesa primária. Isso implica uma má gestão que o governo está tendo. Então, nós estamos tendo gastos diretamente em linhas que não estão trazendo benefício direto para nós.”


LOC.: Criada em 2025, a plataforma apresenta os gastos públicos primários de todas as esferas de governo. A ferramenta facilita a análise de dados e a tomada de decisões a fim de contribuir para o fortalecimento da transparência, da gestão fiscal e da tomada de decisões baseada em evidências. O objetivo do painel é ampliar a transparência das contas públicas brasileiras e não fazer uma análise qualitativa desses gastos.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: O Senado aprovou nesta terça-feira a Medida Provisória que altera as regras de cálculo dos valores mínimos do frete rodoviário. Pelo texto, o piso da atividade deve refletir os custos operacionais reais e os descumprimentos passam a gerar sanções.

A ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, passa a ser responsável por atualizar os pisos periodicamente e sempre que houver variações relevantes no preço do combustível, em parceria com a Infra S.A. – empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes.

O piso mínimo salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros que percorrem longas distâncias, incluído em outras fases da análise, foi retirado pelos senadores. A avaliação é que o dispositivo seria inconstitucional. Para evitar o retorno da proposta à Câmara, a exclusão não foi tratada como alteração do texto, e sim como supressão.

Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade do registro de todas as operações de transporte. A medida estabelece também multas de até R$ 1 milhão para quem contratar frete abaixo do mínimo legal, suspensão ou cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas em caso de reincidência e anistia das multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022.

Criada para atender a uma das principais reivindicações dos caminhoneiros durante a greve nacional de 2018, a política de preços mínimos determina que a tabela seja reajustada sempre que o gatilho de 5% na variação no valor do combustível for atingido, para mais ou para menos.

A análise no plenário do Senado ocorreu após paralisação de caminhoneiros autônomos no Porto de Santos, em São Paulo, que pressionavam pela apreciação do texto. Diante da pressão, o governo federal conseguiu um acordo para viabilizar a votação.

Apesar das alterações, que fizeram a MP se transformar no projeto de lei de conversão (PLV) 6/2026, a proposta segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que, por ter preservado muitas das ideias do Executivo, o texto seja sancionado quase na íntegra, com exceção do trecho da anistia das multas nas últimas eleições.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que 94% das indústrias que recorreram aos Fundos Constitucionais de Financiamento, entre 2022 e 2025, apontaram os juros mais baixos como a principal motivação para solicitar os recursos.

A analista de Políticas e Indústria da CNI, Julia Dias, afirma que o elevado patamar das taxas de juros continua sendo um dos principais entraves ao acesso ao crédito convencional no país. Segundo ela, os resultados da pesquisa indicam que os Fundos Constitucionais têm cumprido o papel de reduzir essa dificuldade. 

TEC./SONORA: Julia Dias, analista de Políticas e Indústria da CNI

“Contudo, é preciso fazer uma ponderação, porque, quando olhamos as taxas de juros da indústria em comparação com as do setor rural, ainda há uma discrepância. As do setor rural são bem menores. Então, ainda existe abertura para melhoria e equalização dessas taxas de juros.”


LOC.: O levantamento mostra que os recursos dos Fundos Constitucionais foram utilizados, sobretudo, para investimentos estruturantes: 56% buscaram recursos para compra de máquinas e equipamentos; 22% pretendiam construir, fazer manutenção, modernizar ou instalar fábricas, plantas industriais ou armazéns; e 18% solicitaram crédito para capital de giro, destinado ao financiamento das operações do dia a dia, como pagamento de salários, fornecedores e tributos. 

Para Julia Dias, os resultados demonstram que os Fundos Constitucionais estão sendo utilizados conforme o propósito para o qual foram criados. 

TEC./SONORA: Julia Dias, analista de Políticas e Indústria da CNI

“Isso demonstra que há um alinhamento com o objetivo final da política pública, porque esse crédito mais estruturante vai ser utilizado para a melhoria da produtividade das empresas, para incorporação de novas tecnologias e, de forma geral, um aumento da sua competitividade.”


LOC.: Apesar das vantagens, o estudo aponta que quase 40% das empresas industriais afirmaram não conhecer os Fundos Constitucionais de Financiamento. 

Entre as empresas que conheciam os fundos, mas não solicitaram financiamento, 38,5% apontaram a percepção de excesso de burocracia ou da demora na análise dos pedidos como principal motivo para desistir. 

Já entre aquelas que buscaram crédito, 38% consideraram que as instituições financeiras foram excessivamente rigorosas quanto às exigências de garantias.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC: A aprovação, pelo Senado da proposta que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias pode pressionar as contas das prefeituras. O alerta é da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, que estima que a medida poderá gerar um impacto de SETENTA BILHÕES DE REAIS nas contas municipais. 

Na avaliação da CNM, além do impacto econômico, a proposta também apresenta vícios de inconstitucionalidade, ao impor aos municípios regras previdenciárias e funcionais com elevado impacto financeiro. 

Para a entidade, as mudanças interferem na autonomia administrativa, orçamentária e previdenciária dos entes locais e comprometem o equilíbrio federativo.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou, em nota, que a aprovação da proposta pode comprometer as finanças dos municípios caso não haja definição de uma fonte de custeio.

Entre outros pontos, o texto estabelece regras de transição para a aposentadoria da categoria, reconhece a atividade como essencial ao Sistema Único de Saúde e restringe a contratação temporária e terceirizada desses profissionais, salvo em situações de emergência em saúde pública.

Em nota, a Confederação alertou que entende que, ao reduzir requisitos para aposentadoria, a PEC estabelece hipóteses de integralidade e de paridade, ampliando obrigações dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) sem observar o equilíbrio financeiro e atuarial exigido pela Constituição de forma adequada. 

A proposta que prevê aposentadoria diferenciada para agentes de saúde agora aguarda promulgação.

Com informações da Agência Senado e da Agência CNM de Notícias, Bianca Mingote
 

 O Instituto Nacional de Meteorologia confirmou o início da influência do El Niño sobre o regime de chuvas na Região Sul do Brasil.
Segundo o Inmet, padrões atmosféricos típicos do fenômeno já foram identificados e favorecem a ocorrência de chuvas mais frequentes nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O El Niño é provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e costuma alterar o clima em diferentes partes do mundo. No Brasil, os principais efeitos são o aumento das chuvas na Região Sul e a redução das precipitações em áreas das regiões Norte e Nordeste.
A previsão é de que a influência do fenômeno aumente ao longo do segundo semestre de dois mil e vinte e seis. Por isso, o Inmet seguirá monitorando as condições climáticas para orientar ações de prevenção e minimizar possíveis impactos sobre a população, a agricultura e os recursos hídricos.
Reportagem, Sophia Muniz
 

O café arábica abre esta quinta-feira, dezesseis de julho, com queda de zero vírgula noventa e sete por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil setecentos e trinta e oito reais e vinte e seis centavos.
O café robusta registra alta de zero vírgula vinte e quatro por cento, com a saca cotada a mil cento e sete reais e sessenta e oito centavos.
O açúcar cristal apresenta baixa de zero vírgula cinquenta e oito por cento na capital paulista, onde a saca de cinquenta quilos é vendida a noventa e um reais e cinquenta e oito centavos. Em Santos, o produto também recua, com queda de zero vírgula trinta e seis por cento e cotação de cento e seis reais e cinquenta e um centavos.
Já a saca de sessenta quilos do milho é comercializada a sessenta e quatro reais e setenta e sete centavos, após alta de zero vírgula vinte por cento.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz
 

A saca de 60 quilos da soja abre esta quinta-feira, dezesseis de julho, com alta no mercado paranaense e queda em Paranaguá.
No Paraná, o grão registra valorização de zero vírgula quinze por cento, com a saca negociada a cento e trinta e três reais e quatorze centavos. Já em Paranaguá, a cotação recua zero vírgula quarenta e seis por cento, para cento e trinta e nove reais e noventa e nove centavos.
O trigo apresenta queda no Paraná, onde a tonelada é comercializada a mil trezentos e noventa e dois reais e sessenta e cinco centavos. No Rio Grande do Sul, o cereal mantém estabilidade, com a tonelada cotada a mil trezentos e doze reais e trinta e oito centavos.
Os dados são do Cepea. 
Reportagem, Sophia Muniz