Destaques de Sexta-feira, 24 de Abril

Escala 6x1: CCJ aprova admissibilidade da PEC; texto segue para comissão especial

Após análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), PEC 221/2019 é encaminhada para apreciação de uma comissão especial, cujo texto será votado em Plenário; Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende discussão apenas após as Eleições de 2026.

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Hidrogênio verde ganha escala industrial no Brasil

Expansão do setor é impulsionada por grandes projetos industriais e expectativa de liderança global até 2030

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LOC.: A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 221 de 2019, que trata do fim da escala 6x1.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a matéria seguirá para apreciação de uma comissão especial da Casa.

Apesar de o Governo Federal ter encaminhado ao Congresso um projeto de lei, com regime de urgência, que acaba com a escala 6x1, Motta afirmou que a medida seguirá sendo analisada como PEC. 

A estratégia do Executivo visa facilitar a aprovação. No entanto, os dois textos vão tramitar de forma paralela.

Diante desse cenário, representantes do setor produtivo defendem mais tempo para discussão. 

O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, avalia que a proposta do governo desconsidera o diálogo com o setor produtivo.

Para Cotait Neto, a votação do projeto deveria ocorrer apenas após as eleições de 2026. Na avaliação dele, o assunto deve contar com debates aprofundados e envolver trabalhadores, setor produtivo e Congresso.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“Encurtar o debate de um assunto complexo com impacto direto na economia, no emprego, na sobrevivência dos negócios, isso não é responsável. Nós estamos falando de decisões que afetam o futuro do país. Isso exige tempo, discussão, equilíbrio, seriedade, não atropelo. Defendo que o Congresso tenha responsabilidade nesse momento, que não aceite essa pressão por prazos artificiais e que coloque o Brasil acima de qualquer interesse imediato. O associativismo segue atento, firme, atuante, porque quem gera emprego precisa ser ouvido.”
 


LOC.: A proposta do fim da jornada 6x1 foi incluída por Hugo Motta entre os temas que ele espera ver aprovados ainda no primeiro semestre de 2026. A ação reforça a expectativa de votação nas próximas semanas e intensifica a mobilização em torno da pauta.

Reportagem, Bianca Mingote
 

LOC.: O Brasil avança na consolidação do hidrogênio verde como uma alternativa estratégica dentro da transição energética mundial. O país já conta com mais de VINTE projetos anunciados nessa área que, juntos, representam cerca de CENTO E OITENTA E OITO BILHÕES DE REAIS em investimentos.

Um dos destaques mais recentes é a nova planta da White Martins, inaugurada em Jacareí, no interior de São Paulo. A unidade é considerada a primeira produção em escala industrial de hidrogênio verde no Brasil, com capacidade de até OITOCENTAS toneladas por ano. 

A operação utiliza eletrólise da água a partir de fontes renováveis, como energia solar e eólica, e deve funcionar com uma equipe reduzida, de cerca de 15 trabalhadores diretos. Parte da produção já tem destino definido, como o fornecimento para a Cebrace, além de indústrias dos setores químico, metalúrgico e alimentício.

O projeto também se destaca pelo modelo de autoprodução de energia, em que a eletricidade utilizada vem de usinas renováveis dedicadas, o que ajuda a reduzir custos e aumenta a viabilidade econômica da operação.

Paralelamente a isso, o desenvolvimento do setor no país também está fortemente ligado à criação de polos portuários voltados ao hidrogênio de baixo carbono. Esses hubs devem integrar toda a cadeia, desde a produção até o armazenamento e a exportação. 

Entre os principais projetos estão o Porto do Pecém, no Ceará, que lidera em volume de investimentos, o Porto de Parnaíba, no Piauí, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

Apesar do avanço, especialistas apontam que o custo de produção ainda é o maior desafio para a expansão do hidrogênio verde, além das dificuldades logísticas para transporte e armazenamento.

O engenheiro químico e doutor pela Universidade de São Carlos, João Guilherme Vicente, detalha os usos possíveis do hidrogênio.
 

TEC./SONORA: João Guilherme Vicente, engenheiro químico e doutor pela Universidade Federal de São Carlos

“O hidrogênio pode ser aplicado em várias áreas e processos industriais. Ele vem sendo cada vez mais considerado um vetor de energia limpa, principalmente no uso em células de combustível. Também tem papel importante na indústria química, por exemplo na produção de amônia, usada em fertilizantes. No setor de transportes, pode ser utilizado como combustível com emissão apenas de vapor de água, sem gases poluentes.”
 


LOC.: Com base em sua matriz energética renovável e em projetos de grande escala, o Brasil busca se posicionar entre os principais produtores de hidrogênio verde do mundo até 2030.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um novo marco legal para o mercado de ouro no Brasil. O projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, cria normas para a comercialização do metal precioso e institui um sistema nacional de rastreabilidade, com marcação física obrigatória do metal e registro digital de todas as operações, sob responsabilidade da Casa da Moeda do Brasil.

Com as novas regras, o ouro extraído em garimpos só poderá ser vendido a instituições autorizadas pelo Banco Central. Até a primeira venda, o ouro será considerado ativo financeiro ou instrumento cambial.

A transação deverá ser feita exclusivamente pelo titular da lavra ou por mandatário legalmente constituído, sem possibilidade de subdelegação. O pagamento será obrigatório em reais, por meio de crédito em conta de depósito ou de pagamento. Também fica vedada a possibilidade de cooperativas ou pessoas físicas realizarem a primeira aquisição do ouro garimpado.

O texto cria um sistema obrigatório de rastreamento que abrange toda a cadeia produtiva, da extração à comercialização, incluindo transporte, custódia, beneficiamento e exportação. Todos os envolvidos nessas etapas deverão utilizar o sistema.

Além disso, a marcação física do ouro será considerada requisito essencial para comprovar a regularidade da mercadoria. Em caso de ausência do registro, o metal pode ser apreendido pela Receita Federal, bem como aberto processos administrativos e penais.

Para custear o sistema, o projeto criou a Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro, com valor de 2 reais por guia de transporte e de 5 reais por grama de ouro marcada.

A proposta foi enviada pelo Executivo após decisão do Supremo Tribunal Federal em 2023 que derrubou regra de “boa-fé” na compra de ouro. O dispositivo agora revogado estava previsto em lei de 2013, que permitia a compra de ouro com base apenas na presunção de boa-fé do vendedor.

Para o Supremo, as transações de ouro com base apenas na declaração de origem incentivavam o garimpo ilegal. Dados da Polícia Federal indicam a instauração de 1.527 inquéritos entre 2021 e 2022 em áreas onde a atividade é proibida.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Goiás anunciou um pacote de medidas para modernizar o comércio eletrônico e ampliar a infraestrutura logística do estado. A proposta busca atrair investimentos, facilitar a vida de empresas e fortalecer a economia digital, com impacto direto na geração de empregos.

Entre as principais mudanças está a simplificação das regras para operações de e-commerce. A partir de agora, empresas de outros estados que utilizam centros de distribuição em Goiás não precisam mais ter inscrição estadual. A medida reduz burocracia e custos, principalmente para pequenos empreendedores.

O pacote foi apresentado pelo governador Daniel Vilela, que destacou o potencial do estado como polo logístico e econômico da região Centro-Norte. Segundo ele, as mudanças ajudam a impulsionar o empreendedorismo e a modernizar o ambiente de negócios.

Outro destaque é a parceria firmada com a Shopee, que prevê a ampliação das operações da empresa no estado. Segundo o governador, o plano inclui a criação de centros de armazenamento e distribuição, além da expansão da malha logística nos próximos anos.
 

TEC./SONORA: Daniel Vilela, governador de Goiás

“95% dos fornecedores da Shopee são brasileiros, são empreendedores brasileiros. Então, esses pequenos fornecedores, segundo a legislação tributária do estado, até então, tinham a obrigação de ter uma inscrição estadual no local em que eles enviavam o seu produto para ser armazenado e, posteriormente, distribuído. Agora, essa exigência não mais será necessária."
 


LOC.: A iniciativa deve facilitar as entregas e fortalecer a conexão entre vendedores e consumidores em todo o país. A head de relações governamentais da empresa, Luciana Hachmann, explicou que Goiás tem papel estratégico nessa expansão.

TEC./SONORA: Luciana Hachmann, head de relações governamentais da Shopee

“Nosso objetivo é conectar vendedores e consumidores em todo o Brasil. Estamos muito empenhados em garantir que o vendedor consiga realmente levar seus pacotes, com nosso apoio, para todas as cidades do país. Essa expansão no estado de Goiás é estratégica, porque a gente consegue conectar nossa malha na região Centro-Oeste, por ser um hub logístico.”
 


LOC.: As mudanças não trazem redução de impostos nem perda de arrecadação para o estado. O governo garante que a iniciativa apenas reorganiza e simplifica as regras, mantendo a cobrança do ICMS nas operações interestaduais. Na prática, a proposta busca equilibrar modernização e responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo que prepara Goiás para um cenário cada vez mais digital na economia brasileira.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, lidera uma missão empresarial à Alemanha entre os dias 19 e 24 de abril, reunindo mais de 260 representantes da indústria brasileira, entre empresários e executivos. A iniciativa inclui a participação na Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, e a realização do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha.
A empreitada ocorre em um contexto de fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha. Segundo levantamento da CNI, em 2025 o comércio bilateral entre os países chegou a quase 21 bilhões de dólares.

Durante a missão, a CNI apresentou a proposta de intensificar esforços para dobrar o volume do comércio entre os países nos próximos cinco anos.

O presidente da entidade, Ricardo Alban, disse que o Brasil pode se consolidar como parceiro estratégico da Alemanha ao oferecer previsibilidade, estabilidade democrática e segurança energética. Segundo ele, os brasileiros buscam ampliar sua participação na cadeia produtiva, deixando de atuar apenas como fornecedor de insumos e passando a se posicionar como parceiro na agregação de valor e no desenvolvimento tecnológico.

Nesse contexto, Alban destacou a matriz energética brasileira como um diferencial importante para a descarbonização da indústria europeia. Entre os destaques, está o potencial dos biocombustíveis produzidos a partir de fontes diversificadas e sustentáveis.
 

TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI

“O biocombustível é o caminho do Brasil para atender a uma demanda mundial. É algo que nos aproxima do mercado e dos parceiros alemães, na qual podemos e devemos agregar valor. O Brasil não pode mais repetir a política anterior, em que atuava apenas como exportador de commodities. Queremos continuar exportando commodities, mas queremos agregar valor a elas.”


LOC.: Na terça-feira (21), foi assinado o acordo para criação do empreendimento Morro Pintado, da empresa Brasil Green Energy. O projeto prevê a instalação de uma fábrica de produção de hidrogênio verde e amônia no estado do Rio Grande do Norte.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, destacou a importância do acordo para a relação bilateral entre os países.
 

TEC./SONORA: Roberto Serquiz, presidente da FIERN

“A relação com a Alemanha, um dos líderes na industrialização mundial, traz confiança, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nós temos esse olhar muito positivo para essas parcerias, sobretudo com países como a Alemanha.”


LOC.: Segundo a CNI, a iniciativa representa um exemplo concreto do potencial de expansão dos negócios entre Brasil e Alemanha e reforça a meta de duplicar o comércio bilateral em cinco anos.

Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Sophia Stein.
 

LOC.: A CAIXA inicia nesta quinta-feira (23), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de abril para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 5. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (24) em alta de 2,67%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.817,26 na cidade de São Paulo.

Já o café robusta teve salto de 0,91% no preço, sendo comercializado a R$ 941,63.

O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve recuo de 3,01% e é cotada a R$ 96,06.

Em Santos (SP), a mercadoria teve elevação de 0,12%, sendo negociada a R$ 100,21 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,36, após aumento de 0,03% no preço.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (24) em queda tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o valor do grão teve redução de 0,11% e é negociado a R$ 120,49; na segunda, a mercadoria recuou 0,42% e é cotada a R$ 126,90.

O preço do trigo, por sua vez, registra queda de 0,30% no Paraná; e valorização de 0,70% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.338,21, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.244,12.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo