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LOC.: LOC: A sequência de interdições de pontes em rodovias federais tem chamado a atenção para as condições da infraestrutura viária, principalmente na região da bacia Araguaia-Tocantins. Nos últimos meses, estruturas no Pará e no Tocantins foram bloqueadas após inspeções apontarem riscos à segurança.

O caso mais recente ocorreu na ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, totalmente interditada pelo DNIT no dia 19 de junho.

Em Marabá, no Pará, duas pontes sobre o Rio Itacaiunas também apresentaram problemas estruturais. Uma delas, construída há cerca de DEZESSEIS anos, seria implodida. A outra, com mais de QUARENTA anos de uso, operava acima da capacidade prevista em projeto.

Apesar desse cenário, para o doutor em Estruturas pela USP, Leandro Moreira, cada situação precisa ser avaliada separadamente.
 

TEC./SONORA: Leandro Moreira, doutor em Estruturas pela USP

"Cada ponte precisa de fato ser investigada individualmente. Nós temos falhas congênitas. Normalmente, essas falhas congênitas estariam ocorrendo num período curto ou mesmo na fase ainda de construção. Depois você tem falhas adquiridas durante a construção, como falta de controle de qualidade da própria execução em si. Você tem falhas por causas acidentais, sobrecargas, impactos, enchentes, erosão da fundação. E falhas, vamos dizer assim, de tempo de exposição mesmo."
 


LOC: Outro bloqueio ocorreu em maio, na Ponte Transaraguaia, entre Pará e Tocantins. Após ensaios e provas de carga, técnicos identificaram deterioração em pilares e fundações da estrutura.

O cenário reforça um problema nacional. Segundo o Panorama Geral das Pontes Rodoviárias Brasileiras, o país tem cerca de CENTO E TREZE MIL pontes. No entanto, pouco menos de QUINZE MIL contam com inventário e histórico de inspeções. Entre elas, mais de ONZE MIL estão classificadas em condição crítica ou ruim.

Além disso, uma consulta pública do Tribunal de Contas da União também apontou reclamações recorrentes de usuários, como falta de manutenção, rachaduras, buracos, problemas de sinalização e iluminação insuficiente.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O Supremo Tribunal Federal suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções previstas nas novas regras de saúde mental no ambiente de trabalho, em vigor desde maio deste ano.

A decisão é do ministro André Mendonça e envolve a Norma Regulamentadora número 1, a NR-1, que passou a exigir que empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais, como excesso de carga de trabalho, pressão constante e assédio no ambiente de trabalho.

Segundo o ministro, os critérios para aplicação das penalidades ainda não estão esclarecidos objetivamente. Por isso, foi aberto um período de diálogo para definir como será feita a fiscalização das regras.

A decisão atendeu uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, a Confenen, que questiona a falta de parâmetros objetivos para orientar empresas e fiscalizadores.

Conforme o ministro, mesmo com a suspensão das multas, as empresas continuam obrigadas a adotar medidas para prevenir riscos psicossociais e proteger a saúde dos trabalhadores. Nesse caso, apenas a aplicação de penalidades está suspensa.

O tema será discutido pelo Núcleo de Solução Consensual de Conflitos do STF. Após 90 dias, o processo volta para análise do relator.

A decisão ainda será avaliada pelo Plenário do Supremo. A sessão virtual está prevista para ser realizada entre os dias 7 e 18 de agosto de 2026.

Com informações do Supremo Tribunal Federal, Bianca Mingote
 

LOC.: Agricultores familiares da Amazônia Legal já podem aderir ao Desenrola Rural. O programa permite renegociar dívidas com descontos de até 80% e ajuda produtores a regularizar financiamentos e voltar a investir no campo. 

A iniciativa é uma parceria entre o Governo Federal e o Banco da Amazônia e oferece condições especiais para agricultores que querem quitar pendências e voltar a investir na produção.

O presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, destacou que os pequenos produtores estão entre os principais focos de atuação da instituição.
 

TEC./SONORA: Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia

“Isso é um mantra aqui para nós gente: que os pequenos portes são prioridades do banco.”


LOC.: Podem aderir ao programa agricultores familiares, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

As condições especiais podem ser aplicadas a dívidas do Pronaf, operações de crédito rural e outras linhas contratadas por beneficiários de programas como do Crédito Fundiário e da Reforma Agrária.

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, explicou em uma rede social que o programa foi ampliado, com prazo maior para negociação e possibilidade de regularização de contratos mais antigos.
 

TEC./SONORA: Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
“Agora, o Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com ainda maior abrangência. O prazo para fazer essas negociações foi estendido até o dia 20 de dezembro de 2026. Os contratos que podem ser renegociados agora começam lá em 2012. É para você estar com seu nome limpo, é para você dormir tranquilo, para você que trabalha duro saber que agora você pode estar com a sua família, com as suas contas organizadas.”
 


LOC.: Além dos descontos de até 80%, o programa Desenrola Rural no Banco da Amazônia permite condições diferenciadas de pagamento, com possibilidade de parcelamento dos débitos em até dez anos, conforme cada contrato.

Para participar, o produtor deve procurar uma agência do Banco da Amazônia ou acessar o formulário eletrônico disponibilizado pela instituição.

As adesões e assinaturas dos acordos podem ser feitas até o dia 20 de dezembro de 2026.

Mais informações sobre as linhas de crédito do Banco da Amazônia voltadas aos agricultores familiares podem ser acessadas em: www.bancoamazonia.com.br.

Reportagem, Bianca Mingote
 

LOC.: O Brasil perde, em média, 106 reais por segundo devido a ineficiências na sua infraestrutura logística. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Infraestrutura, que projeta que, só em 2026, o país vai acumular mais de 3 bilhões de reais em custos extras por utilizar o modal rodoviário em corredores que poderiam ser operados por ferrovias, como a Ferrogrão e a EF-118.

Para reverter esse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária e a Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos assinaram a Carta de Compromissos do Movimento AgroPorto. A iniciativa suprapartidária estabelece diretrizes voltadas ao fortalecimento da logística brasileira.

O documento foi assinado durante evento realizado na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, em Curitiba. O acordo abrange temas como melhoria dos acessos portuários, integração multimodal, segurança jurídica para investimentos, modernização do licenciamento ambiental e expansão da infraestrutura portuária.

Criado em abril, o movimento surge em um contexto crítico. O Brasil investe cerca de 2% do PIB em infraestrutura, menos da metade do mínimo de 4,5% que especialistas consideram necessários para sustentar o crescimento econômico.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: O som da sanfona, da zabumba e do triângulo já dita o ritmo para o coração bater mais forte! No quinto e último episódio da série especial do Ministério do Turismo sobre os destinos juninos, desembarcamos em Maracanaú, no Ceará. Aqui, o São João ganha grandes proporções. É uma verdadeira imersão em cores, luzes e sabores. Mas, para que esse espetáculo encante multidões na arena, a preparação começa muito antes de as fogueiras serem acesas.

Nos bastidores, o brilho das quadrilhas ganha forma nas mãos de talentos como a costureira Leide Ferreira. Meses antes do primeiro acorde tocar, ela já costurava os sonhos que iriam para a arena. Só nesta edição, foram cerca de 200 peças produzidas — e a agenda para o ano que vem já está cheia! Leide não esconde a emoção ao ver a própria arte ganhando vida.

TEC./SONORA: LEIDE FERREIRA 

"Mas é como te disse, é prazeroso quando eu vejo aquela alegria das meninas. Todo mundo ali feliz, vestindo a sua roupa. E é mais prazeroso ainda quando elas sabem que quem fez foi eu. Eu fico muito feliz. Elas me abraçam, dizem que a roupa está linda. Eu fico muito feliz com isso".


LOC.: E o trabalho minucioso da Leide é apenas uma das engrenagens desta megaestrutura. Paulo Salomão, coordenador do Quadrilhódromo – que é o grande palco dos festivais –, explica que a festa exige uma mobilização que o público muitas vezes nem imagina.

TEC./SONORA: PAULO SALOMÃO MATARAZZO

"Direta e indiretamente mais de mil pessoas. Porque a gente vem desde as pessoas que produzem estrutura, as seguranças, a equipe que mora distante, a que monta paliódromo, que monta palco, que monta a cidade cenográfica e toda a logística de trabalhadores, de empresas, de fornecedores que ficam aqui durante três meses, porque o São João não é só um mês que ele acontece, ele é antes, durante e depois. A gente só sai daqui quando tira a última estrutura que a gente deixa a arena e até dois 2027"


LOC.: Quando a festa começa, o resultado de tanto esforço é imediato. A turista Natália Matos saiu de Fortaleza para curtir o São João de Maracanaú pelo segundo ano consecutivo. Ela conta que a infraestrutura impecável foi o que a fez voltar.
 

TEC./SONORA: NATÁLIA MATOS

"Sempre é impactante, né? Sempre é muito mais bonito no ano seguinte. Então, ano passado eu vim, vi quadrilhas, comi, aproveitei tudo, mas esse ano me surpreendeu ainda mais. Tá muito lindo, a gente acabou de ver uma quadrilha linda, perfeita. Então assim, eu acho que todo ano o evento cresce ainda mais e ano que vem eu quero trazer mais gente".


LOC.: E ela não está sozinha. Em 30 dias de festa, nesta edição de 2026, Maracanaú reuniu cerca de 450 atrações culturais, 250 quadrilhas divididas em sete festivais e um público impressionante: 2 milhões e 700 mil visitantes. O reflexo disso? Mais de 110 milhões de reais injetados direto na economia local.

Com a beleza do interior cearense, chegamos ao fim da série Destino: Festas Juninas. Ao longo de cinco reportagens, viajamos por Campina Grande, na Paraíba; Caruaru e Petrolina, em Pernambuco; Mossoró, no Rio Grande do Norte; e, agora, Maracanaú. Mostramos que o São João é muito mais que uma celebração: é a alma nordestina mantendo viva a sua cultura, gerando oportunidades, impulsionando o turismo e transformando a realidade de quem faz a festa acontecer.

Reportagem, Marco Guimarães.

LOC.: Apoiar a participação de profissionais brasileiros em festivais, mostras, eventos de mercado e seminários internacionais do setor audiovisual. //

Essa é a proposta do Edital de Intercâmbio Cultural – Circulação e Participação Audiovisual no Exterior. //
Até o dia 6 de novembro de 2026, o Ministério da Cultura estará com inscrições abertas. //
A iniciativa, promovida pela Secretaria do Audiovisual, tem como objetivo ampliar a presença da produção brasileira no exterior e fortalecer a inserção de profissionais do país nos principais espaços de circulação, formação e negócios da área. //

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, na plataforma Mapa da Cultura. / Acesse: https://mapa.cultura.gov.br/
Com investimento de um milhão de reais, a seleção pública, vai conceder auxílios financeiros para viabilizar a participação dos selecionados em atividades realizadas fora do Brasil. //
O valor do apoio será calculado de acordo com a cidade de saída e o destino internacional do evento. //

Os interessados devem se inscrever pelo site https://mapa.cultura.gov.br/. O prazo para envio das propostas começa no dia 15 de junho e segue até as 18 horas do dia 6 de novembro de 2026. //
Podem participar pessoas físicas brasileiras, natas ou naturalizadas, maiores de 18 anos e com atuação comprovada no setor audiovisual há pelo menos um ano. //
Para mais informações, acesse a página do MinC: https://www.gov.br/cultura/
 

LOC.: O preço do boi gordo registra estabilidade nesta terça-feira (30). Em São Paulo, a arroba ainda é negociada a R$ 338,65.

No mercado de frango, os valores também apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,29.

Já a carcaça suína especial teve redução de 0,47% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,56.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra elevação nos preços em algumas praças. No Paraná, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 4,68.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (30) em queda de 0,19%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.514,13 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve desvalorização, com recuo de 3,03%, sendo comercializado a R$ 1.017,39.

O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,69, após alta de 0,41%.

Em Santos (SP), houve salto de 0,94%, e a mercadoria é negociada a R$ 107,92 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 63,40, após queda de 0,08%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo