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Julho registrou maior volume de recursos, enquanto março o menor valor distribuído no período; parcela do 1° decêndio de agosto já está disponível
Baixar áudioLer ao vivoPesquisa BTG/Nexus mostra mudanças na disputa regional e aponta Sudeste como principal reduto de “bolsonaristas convictos”
Baixar áudioLer ao vivoLOC: Os municípios brasileiros receberam quase 120 bilhões de reais do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, até o mês de julho de 2026.
Foram MAIS DE CENTO E DEZENOVE BILHÕES, NOVECENTOS E OITENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS partilhados pelos entes de janeiro a julho deste ano. O valor é 7,8% maior do que o repassado no mesmo período de 2025, quando as transferências somaram pouco mais de CENTO E ONZE BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS.
O período considera os repasses feitos desde o primeiro decêndio de janeiro até o terceiro decêndio de julho.
Em relação ao volume de recursos mensal, julho foi o mês com o maior montante distribuído aos municípios, sendo mais de VINTE E UM BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES. Já março teve o menor valor, com pouco mais de DOZE BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS partilhados entre os municípios.
Para o especialista em orçamento público Cesar Lima, o FPM mantém uma trajetória positiva em 2026. Segundo ele, o resultado foi influenciado pelo desempenho da economia no primeiro trimestre e pelo cenário internacional, que contribuiu para a alta dos preços do petróleo.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Um resultado que vem seguindo positivo, realmente temos que tirar esses eventos adversos desse valor, mas muito provavelmente ainda teremos o resultado positivo retirando a inflação em relação ao ano passado. Então, teremos ainda um resultado positivo em relação ao ano de 2025.”
LOC: Na segunda-feira, dia 10 de agosto, os municípios já receberam o primeiro repasse do FPM deste mês. Foram distribuídos mais de OITO BILHÕES E NOVECENTOS MILHÕES. O valor é cerca de 17% maior do que o repassado no primeiro decêndio de agosto de 2025.
Na avaliação de Cesar Lima, mesmo com a inflação e a alta dos preços dos combustíveis, o resultado do primeiro decêndio de agosto mostra um cenário positivo para os municípios neste ano.
O FPM é uma transferência obrigatória da União para as prefeituras, formada por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI.
Os recursos são distribuídos aos municípios a cada dez dias e podem ser usados pelas prefeituras em áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O atual presidente Lula voltou a ampliar a vantagem sobre Flávio Bolsonaro no Nordeste, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (10).
No Nordeste, Lula aparece com 53% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, o petista também lidera com 59% das intenções de voto, contra 34% de Flávio.
Já o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro registra a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL aparece com 44% das intenções de voto, contra 33% do petista. Apesar da liderança, a diferença diminuiu 13 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro amplia a vantagem e chega a 54% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40%.
Nas pesquisas anteriores, o Sul apresentava a maior proporção de eleitores que se declaravam “bolsonaristas convictos”. Porém, no atual levantamento, a região perdeu a liderança para o Sudeste: 32% dos entrevistados no Sudeste se identificam dessa forma, contra 29% no Sul.
No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro tem uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre Lula, com 38% das intenções de voto, contra 34% do atual presidente. Em um eventual segundo turno, a diferença aumenta: Flávio registra 48%, ante 42% de Lula. No levantamento anterior, era o petista que tinha a vantagem na região.
No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado aparece na terceira posição, com 13%.
Já em um eventual segundo turno, a disputa é mais apertada: o petista registra 47%, contra 43% de Flávio. No levantamento anterior, Bolsonaro liderava a simulação na região.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: A reunião de instituições globais para debater desafios, soluções e oportunidades da transição climática marcou a programação da Climate Week São Paulo 2026. O evento reuniu representantes dos setores público e privado, especialistas, investidores e empresários para discutir temas como bioeconomia, transição energética, adaptação às mudanças climáticas e novos modelos de financiamento para pequenos negócios.
Durante o evento Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade, promovido pelo Times Brasil | CNBC, o Banco da Amazônia participou de debates sobre a relação entre financiamento climático e atividade produtiva na Região Norte.
A gerente executiva de Sustentabilidade do Banco da Amazônia, Samara Farias, destacou que as mudanças climáticas exigem novas estratégias de financiamento para a agricultura e para atividades de baixo carbono.
ABRE ASPAS – “Estamos diante de uma nova realidade no campo, principalmente quando falamos de linhas de sustentabilidade e de baixo carbono. [...] não é possível dissociar a relevância dessas duas frentes para a sustentabilidade da indústria, que precisa de recursos para produzir com qualidade e segurança.” – FECHA ASPAS.
Além da participação no painel, representantes do Banco da Amazônia acompanharam encontros com discussões que abordaram mecanismos de financiamento para pequenos negócios da bioeconomia, inclusão produtiva, crédito de carbono, transição energética e adaptação às mudanças climáticas.
A programação da Climate Week São Paulo 2026 terminou na sexta-feira, 7 de agosto, reunindo lideranças para discutir caminhos para ampliar investimentos e fortalecer o desenvolvimento sustentável no Brasil.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC: A Agência Nacional de Mineração, ANM, prorrogou para 28 de setembro de 2026 o prazo para divulgação da lista provisória anual dos cálculos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, a CFEM.
A medida foi oficializada pela Resolução n° 246 de 2026. Segundo a Confederação Nacional de Municípios, a lista é importante para que os municípios possam conferir as informações utilizadas pela ANM nos cálculos e, depois da publicação, solicitar eventuais correções ou revisão dos valores.
A resolução também prorrogou prazos de processos afetados pela indisponibilidade dos sistemas Protocolo Digital, Dados Cadastrais e Dados Minerários, entre 2 de abril e 13 de julho deste ano.
Os prazos que terminariam nesse período e que dependiam desses sistemas foram prorrogados até 28 de setembro, às 23 horas, 59 minutos e 59 segundos.
A medida alcança, entre outros casos, novos requerimentos minerários sujeitos ao direito de prioridade, prazos relacionados ao Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração, o SIGBM, o Relatório Anual de Lavra, conhecido como RAL, e a Declaração de Investimento em Pesquisa Mineral, a DIPEM.
A ANM ressalta que a prorrogação não vale para obrigações cujo descumprimento possa gerar riscos à saúde, à vida, ao meio ambiente ou ao patrimônio. A medida também não afasta a responsabilidade dos titulares de direitos minerários pela segurança das operações e estruturas.
A CFEM é uma compensação financeira paga pelas empresas mineradoras pela exploração econômica de recursos minerais.
Os recursos recebidos pelos entes federativos têm regras específicas para utilização. A legislação, por exemplo, proíbe o uso da CFEM para pagamento de dívidas, com exceção das contraídas com a União ou entidades federais, e também para pagamento de salários do quadro permanente de pessoal.
Com informações da Agência Nacional de Mineração e da Agência CNM de Notícias, Bianca Mingote
A inflação medida pelo IPC-S caiu zero vírgula zero cinco por cento na primeira quadrissemana de agosto.
Segundo o FGV IBRE, o indicador acumula alta de quatro vírgula vinte e sete por cento nos últimos 12 meses. O grupo Alimentação teve a maior contribuição para o resultado, com a taxa passando de menos zero vírgula oitenta e sete para menos zero vírgula cinquenta e dois por cento.
Também houve alta nas taxas de Despesas Diversas, Comunicação e Habitação. Na direção contrária, Educação, Vestuário, Transportes e Saúde e Cuidados Pessoais registraram desaceleração.
Reportagem, Sophia Muniz
LOC: Mais de 1.400 municípios brasileiros participaram das exportações do agronegócio em julho. Juntas, as vendas externas do setor movimentaram 16 bilhões e 340 milhões de dólares, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os dados são da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O principal destaque municipal foi o município de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, que exportou cerca de 256 milhões de dólares, impulsionado principalmente pela celulose.
Entre os estados, Mato Grosso do Sul liderou, com 2 bilhões e 960 milhões de dólares em exportações. Ao todo, 77 municípios sul-mato-grossenses venderam produtos do agro para o exterior.
A soja continuou como principal produto do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Foram 5 bilhões e 870 milhões de dólares exportados em julho, com participação de 153 municípios. O valor representa 36% de todas as vendas externas do agro no período. Na sequência aparecem a carne bovina in natura e a celulose.
A China permaneceu como principal destino dos produtos do agro brasileiro. O país asiático recebeu produtos de 257 municípios brasileiros.
No acumulado de 2026, as exportações do agronegócio somam mais de 103 bilhões de dólares. O saldo positivo da balança comercial do setor chega a 91 bilhões e 680 milhões de dólares.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
O preço do café arábica abre esta terça-feira, onze de agosto, com alta de 1,05%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.750,23, em São Paulo.
O café robusta também registra alta de 0,30%, com a saca cotada a R$ 1.092,38.
No mercado de açúcar, a cotação em São Paulo registra alta de 1,55%, com a mercadoria negociada a R$ 97,51.
Já o milho apresenta queda de 0,94%, com a saca de 60 quilos vendida a R$ 65,63.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz
O preço do trigo permanece estável nesta terça-feira, onze de agosto, no Paraná. A tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.414,49.
No Rio Grande do Sul, o trigo registra redução no preço. A tonelada do produto é vendida a R$ 1.310,28.
Com isso, o mercado apresenta comportamentos diferentes entre os dois principais estados produtores acompanhados pelo indicador.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz