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Estudo da CNM aponta que prefeituras têm complementado com recursos próprios obras e serviços previstos nas emendas impositivas
Baixar áudioLer ao vivoPesquisa BTG-Nexus mostra divisão regional do eleitorado e aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no Sudeste
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Quase metade das prefeituras brasileiras já trabalha com emendas impositivas de vereadores. É o que mostra um levantamento da Confederação Nacional de Municípios, a CNM.
A pesquisa ouviu cerca de TRÊS MIL E DUZENTOS municípios de todo o país e identificou que QUARENTA E SETE POR CENTO dos prefeitos afirmaram ter esse tipo de emenda em suas cidades. A entidade estima que esse percentual possa chegar a SESSENTA POR CENTO nos próximos anos.
O estudo aponta que OITENTA E CINCO POR CENTO dos municípios que adotaram o mecanismo já incluíram as emendas na Lei Orgânica Municipal. Além disso, CINQUENTA E DOIS POR CENTO dos prefeitos disseram que precisam complementar com recursos da própria prefeitura os valores destinados pelos vereadores para garantir a execução de obras e serviços.
Segundo o levantamento, a principal causa desse problema é o fracionamento das emendas em valores pequenos. Esse fator foi citado por CINQUENTA E TRÊS POR CENTO dos gestores entrevistados.
A CNM também estima que cerca de DOIS MIL E SEISCENTOS municípios brasileiros já possuam emendas impositivas de vereadores. Em aproximadamente um terço dessas cidades, os valores destinados superam o limite definido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Outro dado revela que QUARENTA E QUATRO POR CENTO dos gestores consideram insuficientes os recursos previstos nas emendas para executar obras e serviços, o que acaba exigindo investimento adicional das prefeituras.
O levantamento ainda mostra o avanço das emendas parlamentares no país. Somados os recursos federais e estaduais, o volume passou de CINQUENTA E SEIS BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS, em 2024, para SESSENTA E TRÊS BILHÕES DE REAIS em 2026.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A mais recente pesquisa BTG-Nexus sobre a corrida presidencial mostra que as preferências do eleitorado variam de forma significativa entre as regiões do país.
O levantamento indica vantagem de Lula no Nordeste, força da oposição no Sul e no eixo Norte-Centro-Oeste, e um cenário de equilíbrio no Sudeste.
No Nordeste, Lula registra entre CINQUENTA E NOVE e SESSENTA E UM POR CENTO das intenções de voto em cenários de primeiro turno. Flávio Bolsonaro tem VINTE E DOIS POR CENTO. Em uma simulação de segundo turno, o presidente chega a SESSENTA E SEIS POR CENTO, contra VINTE E OITO POR CENTO do adversário.
A região também apresenta os melhores índices de aprovação do governo federal. SESSENTA E CINCO POR CENTO aprovam a gestão, enquanto CINQUENTA E QUATRO POR CENTO a classificam como ótima ou boa.
No Sul, o cenário é diferente. Flávio Bolsonaro lidera com índices entre QUARENTA E TRÊS e QUARENTA E CINCO POR CENTO no primeiro turno. Em uma disputa direta contra Lula, ele alcança CINQUENTA E UM POR CENTO, enquanto o presidente registra TRINTA E OITO POR CENTO.
O Sul também concentra a maior desaprovação ao governo. CINQUENTA E NOVE POR CENTO dos entrevistados avaliam negativamente a gestão federal.
No Sudeste, a disputa aparece praticamente empatada. Lula tem entre TRINTA E OITO e TRINTA E NOVE POR CENTO das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra entre TRINTA E SEIS e TRINTA E SETE POR CENTO. No segundo turno, ambos aparecem com QUARENTA E CINCO POR CENTO.
Já no Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera com índices entre TRINTA E SEIS e TRINTA E OITO POR CENTO. A região também é a que apresenta o melhor desempenho de Ronaldo Caiado, com intenções de voto entre DEZ e DOZE POR CENTO.
A pesquisa ouviu DOIS MIL E DEZESSETE eleitores em todo o país.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O Senado Federal deve decidir, nos próximos dias, o caminho a ser percorrido pela PEC do fim da escala 6x1. Aprovada no fim do mês passado na Câmara dos Deputados, a tendência é que o texto seja avaliado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa antes de ser submetido à votação no plenário.
No texto original, fica estabelecido um período de transição de CATORZE meses para entrada em vigor da jornada máxima de 40 horas e duas folgas remuneradas por semana, sem redução salarial.
Enquanto não há avanços, senadores trabalham pela aprovação de um projeto alternativo: a “PEC do Trabalho Flexível”. De autoria do senador Rogério Marinho, do PL potiguar, ela daria maior autonomia e controle aos trabalhadores sobre a própria jornada de trabalho, podendo adaptá-la de acordo com as necessidades pessoais e profissionais.
Para Juliana Benício, ex-secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia de Niterói e pré-candidata a deputada federal pelo Cidadania fluminense, a opção é muito mais viável, principalmente para a sobrevivência das micro e pequenas empresas.
TEC./SONORA: Juliana Benício, pré-candidata a deputada federal (Cidadania-RJ)
“Quando aperta demais, o pequeno deixa de contratar ou contrata por fora sem carteira. A medida, que era para ajudar o trabalhador, acaba tirando o emprego dele. Por isso, isso não se resolve por decreto da noite por dia, tem que sentar com quem contrata de verdade e construir uma transição que caiba no caixa, senão, a gente aprova uma lei bonita no papel e quem paga a conta é o próprio trabalhador.”
LOC.: Cerca de MIL E DUZENTAS entidades de todas as regiões do Brasil, entre elas a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, assinaram o manifesto em apoio à proposta substitutiva.
Para os empresários, o modelo permitirá ao trabalhador ter mais flexibilidade, é mais adaptável a determinados setores e mantém direitos já adquiridos, como 13º salário, férias, FGTS, aviso prévio e outros.
Igor Baldez, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, instituição que subscreve o documento, concorda que o modelo de jornada de trabalho deve ser revisto.
TEC./SONORA: Igor Baldez, presidente da Acierj
“Nós somos a favor da escala híbrida, a escala que possibilita empregado e empregador a optarem pela livre negociação. E sim, essa é uma lei mais justa, essa é uma prática mais justa que atende ambas as partes. As leis que nós temos, o modelo que nós temos hoje está muito defasado diante das praticadas ao redor do mundo.”
LOC.: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de SP, alerta para a necessidade de aprofundar as discussões sobre o tema.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Encurtar o debate de um assunto complexo com impacto direto na economia, no emprego, na sobrevivência dos negócios, isso não é responsável. Nós estamos falando de decisões que afetam o futuro do país. Isso exige tempo, discussão, equilíbrio, seriedade, não atropelo. Defendo que o Congresso tenha responsabilidade nesse momento, que não aceite essa pressão por prazos artificiais e que coloque o Brasil acima de qualquer interesse imediato. O associativismo segue atento, firme, atuante, porque quem gera emprego precisa ser ouvido.”
LOC.: Para aprovação no Senado, uma PEC precisa receber votos favoráveis de maioria qualificada em dois turnos. Ou seja, QUARENTA E NOVE votos. Caso o texto tenha alterações substanciais, ele volta para deliberação na casa de origem, nesse caso, a Câmara dos Deputados.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: Empresários e parlamentares da Região Sul defendem a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional. O projeto de lei complementar número 108 de 2021, em discussão na Câmara dos Deputados, amplia o teto anual do Microempreendedor Individual, o MEI, dos atuais 81 mil para até 130 mil reais e tem apoio de entidades empresariais de todo o país.
No Paraná, a presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, Giorgia Enrietti Bin Bochenek, afirma que o limite atual do MEI não acompanha a inflação e pode dificultar o crescimento dos pequenos negócios.
Segundo ela, a atualização do teto de faturamento pode incentivar a formalização e a geração de empregos.
TEC./SONORA: Giorgia Enrietti Bin Bochenek, presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (PR)
“A proposta permite a contratação de dois funcionários, aumenta a capacidade de contratação e de desenvolvimento, tendo em vista que o que era 81 mil já estava estagnado há anos, completamente corroído pela inflação, forçando cada pequeno empresário a migrar para regimes tributários mais complexos e isso com prejuízo já muito maior para o seu desempenho.”
LOC.: O deputado federal Ricardo Barros, do PP do Paraná, também defende a atualização dos limites e afirma que os valores atuais não acompanham a realidade econômica do país.
TEC./SONORA: Ricardo Barros, deputado federal (PP-PR)
“As empresas estão faturando mais, estão crescendo, a própria inflação precisa ser equilibrada. O ideal era corrigir todo ano para a gente não se incomodar e as pessoas terem previsibilidade no seu negócio, no seu protagonismo como empreendedor que ajuda a fazer crescer o Brasil.”
LOC.: O deputado federal Afonso Hamm, do PP do Rio Grande do Sul, também defende que a atualização dos limites de enquadramento no MEI incentiva a formalização.
TEC./SONORA: Afonso Hamm, deputado federal (PP - RS)
“Nós precisamos votar, passar dos 80 mil reais para 130 mil reais deveria ser mais isso para o MEI. E, com isso, nós vamos ter um estímulo ainda maior para as famílias de pequenos empresários, microempreendedores que estão esperando pela formalidade.”
LOC.: A pauta é liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e mobiliza entidades empresariais de outros estados.
A entidade defende uma atualização ainda maior, com o teto anual do MEI passando para cerca de 144 mil e 900 reais. Também sugere aumentos dos limites para microempresas e empresas de pequeno porte.
Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a correção dos limites é essencial para evitar que pequenos empreendedores migrem para a informalidade ou para regimes tributários mais caros.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.
O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A alta do petróleo no mercado internacional elevou a arrecadação de royalties no Brasil e reforçou o caixa da União, dos estados e dos municípios produtores.
Em maio, os repasses somaram OITO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS, o maior valor já registrado para o período. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, o resultado representa um aumento de quase SETENTA POR CENTO em relação ao mês de abril.
Os royalties são pagos dois meses depois da produção de petróleo e gás natural. Por isso, os recursos distribuídos em maio refletem a produção de março, quando a cotação internacional do barril de petróleo já estava acima dos CEM DÓLARES.
Entre os maiores beneficiários dos repasses estão a União, que recebeu DOIS BILHÕES E QUINHENTOS E CINQUENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS, e o estado do Rio de Janeiro, com UM BILHÃO E OITOCENTOS E TRINTA E OITO MILHÕES.
Também aparecem entre os principais recebedores os municípios de Maricá, Saquarema, Macaé e Araruama, todos no Rio de Janeiro, além do estado de São Paulo.
Juntos, o governo fluminense e os municípios do estado concentraram quase metade de todos os royalties distribuídos no mês.
Enquanto a arrecadação cresce, o Supremo Tribunal Federal analisa uma disputa que pode alterar a divisão desses recursos. Os ministros julgam a constitucionalidade da lei que ampliou a participação de estados e municípios de todo o país na distribuição dos royalties, reduzindo a fatia destinada aos entes produtores.
O julgamento foi retomado em maio, mas acabou suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até o momento, apenas a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, apresentou voto. Ela defendeu a inconstitucionalidade das mudanças previstas na legislação.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do boi gordo nesta terça-feira (16) apresenta queda de 0,13%; a arroba está sendo negociada a R$ 352,95, no estado de São Paulo.
Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam valorização. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,33, e o frango resfriado a R$ 7,34.
A carcaça suína especial apresenta alta de 0,12%, sendo negociada a R$ 8,47, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O suíno vivo registra elevação na maioria dos estados analisados, com é o caso de Minas Gerais, onde o produto é comercializado a R$ 5,86.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (16) em alta de 0,77%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.427,63 na cidade de São Paulo.
O café robusta, por sua vez, teve desvalorização, com recuo de 0,10%, sendo comercializado a R$ 974,12.
O preço do açúcar cristal apresenta elevação na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 93,63, após alta de 0,85%.
Em Santos (SP), houve redução de 0,73%, e a mercadoria é negociada a R$ 100,08 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 62,97, após queda de 1,93%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Marquezan Araújo