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LOC.: O Partido Liberal, o PL, elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e do Senado nas eleições 2026. O partido terá 121 deputados federais e 28 senadores na próxima legislatura, que começa em fevereiro do ano que vem.

O cientista político André César atribui a nova composição do Congresso Nacional ao desempenho da direita nas eleições. 

TEC./SONORA: André César, cientista político 

“Não entrando no mérito, mas a direita fez uma campanha muito boa, muito bem colocada, muito bem encaminhada, seja na Câmara, no Senado, nas assembleias legislativas e nos governos estaduais. Isso mostra a força da direita no Brasil e um certo esgarçamento da esquerda, que tem que se repensar.” 


LOC.: O cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Grin, afirma que a predominância de partidos de centro e de direita no Congresso pode impulsionar pautas como mudanças na política fiscal, com uma agenda mais restritiva de gastos, flexibilização de regras ambientais, alterações na regulamentação das bets, entre outras propostas de caráter mais conservador. 

TEC./SONORA: Eduardo Grin, professor da FGV

“Temos um Congresso muito mais à direita e conservador do que já era. Então, podemos esperar que vai aumentar substancialmente as suas iniciativas na chamada agenda de costumes, a pauta conservadora.”


LOC.: Na área de segurança pública, Grin avalia que pode ser retomada a agenda clássica do bolsonarismo, com propostas como a ampliação do porte de armas e a redução da maioridade penal. O especialista também cita a possibilidade de congelamento da tramitação da PEC da Segurança. 

Em relação às políticas sociais, o cientista político avalia que pode haver uma revisão do Bolsa Família em favor de uma agenda voltada ao empreendedorismo. 

Eduardo Grin destaca que, embora o Centrão não tenha apoiado Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a composição formada por essas legendas, somada ao PL, continuará tendo papel central na definição da agenda do Congresso. Para o especialista, esse cenário poderia facilitar a aprovação de pautas mais conservadoras defendidas por um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

O cientista político também acredita que o Congresso poderá discutir mudanças legislativas relacionadas ao funcionamento do Judiciário, como medidas para limitar o poder do STF.

Reportagem, Paloma Custódio


LOC.: Oito dos nove estados do Nordeste já têm governador eleito no primeiro turno das Eleições 2026. Três deles são petistas: Jerônimo Rodrigues, na Bahia, foi reeleito com 55,73% dos votos válidos; Elmano de Freitas, no Ceará, também garantiu mais quatro anos, com 53,16%, e Rafael Fonteles, no Piauí, com 70,9%.

Outras reeleições confirmadas foram as de Lucas Ribeiro, do PP, na Paraíba, com 64,3% dos votos; JHC, do PSDB, em Alagoas, com 52,19%; e três governadores do PSD: Raquel Lyra, em Pernambuco, com 53,26%, Eduardo Braide, no Maranhão, com 54,06%, e Fábio Mitidieri, em Sergipe, com 59,27%.

O único estado nordestino que vai a segundo turno é o Rio Grande do Norte, onde Allyson, do União, obteve 36,94% dos votos válidos, contra 36,16% de Cadu de Lula, do PT.

Para a Presidência, a disputa também segue para o segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,05% dos votos válidos, contra 45,14% do atual presidente Lula.

Reportagem, Álvaro Couto.
 

LOC.: Produtores rurais, agricultores familiares, microempreendedores e empresas buscaram crédito durante duas feiras agropecuárias realizadas no Maranhão e no Pará. Entre as operações, estão contratos na faixa de VINTE MIL REAIS e um financiamento de DUZENTOS E SETENTA E QUATRO MIL REAIS para a compra de um veículo comercial.

Os atendimentos foram realizados pelo Banco da Amazônia durante a Expoema, em São Luís, e a Expoama, em Marabá. Na feira maranhense, realizada entre os dias 6 e 13 de setembro, também houve procura por microcrédito produtivo orientado, inclusive por trabalhadores autônomos e pequenos negócios ainda sem formalização.

Para o gerente-geral do Banco da Amazônia em São Luís, Jorgeanor Reis, a participação na feira ajuda a instituição a conhecer de perto as necessidades de quem atua no setor.
 

TEC./SONORA: Jorgeanor Reis, gerente-geral do Banco da Amazônia em São Luís

"A participação em eventos como esse, como a Expoema, permite ao Banco estar mais perto da realidade do setor, conhecer as necessidades e também conhecer as demandas que o setor possui. A gente acaba ficando mais perto da realidade."
 


LOC.: No crédito rural, o Banco da Amazônia prevê TREZE BILHÕES DE REAIS para o Plano 2026/2027. Desse total, SEIS BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS são para custeio e comercialização, e SEIS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES para investimentos.

A previsão inclui ainda TRÊS BILHÕES DE REAIS para a agricultura familiar, CINCO BILHÕES E CEM MILHÕES para pequenos e médios produtores e QUATRO BILHÕES E NOVECENTOS MILHÕES para a agricultura empresarial.

No Maranhão, segundo o banco, os financiamentos para a agricultura familiar cresceram mais de CINQUENTA POR CENTO em 2026, na comparação com o ano anterior. Na área atendida pela agência de São Luís, mais de DUAS MIL famílias tiveram acesso às operações neste ano.

Já na Expoama, realizada de 15 a 20 de setembro, foram formalizados VINTE E OITO contratos na quarta noite do evento. Houve operações para microempreendedores individuais e empresas, além do financiamento de DUZENTOS E SETENTA E QUATRO MIL REAIS para a compra de um veículo comercial.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

Os microempreendedores individuais, os MEIs, ganharam a partir desta quinta-feira uma nova opção para renegociar dívidas com o governo federal. Começou a adesão ao Desenrola MEI Pequeno Valor, voltado a débitos de até 8.105 reais, o equivalente a cinco salários mínimos.

Pelas regras do programa, o MEI precisa pagar uma entrada de 5% do valor da dívida, sem desconto. O restante tem abatimento de 50% e pode ser parcelado em até 55 vezes. O prazo de adesão vai até 31 de janeiro de 2027.

Segundo o governo, a dívida média do microempreendedor individual gira em torno de 3 mil reais, valor dentro do novo limite da modalidade. Por isso, a expectativa é que o programa consiga atender à maior parte dos mais de 3 milhões de MEIs que hoje têm débitos com a União.

Além dessa nova modalidade, o governo também prorrogou até 29 de janeiro de 2027 o prazo do Desenrola MEI já existente, destinado a dívidas maiores, de até 20 mil reais, com desconto de até 100% sobre juros e multas, sem reduzir o valor principal da dívida.

Quem quiser negociar deve acessar o portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, informar os dados da empresa e consultar os débitos disponíveis para negociação.

Reportagem, Sophia Muniz.

LOC.: O rebanho bovino brasileiro encerrou 2025 com 234 milhões e 300 mil cabeças, queda de 1,7% em relação a 2024. É a segunda retração anual seguida e o menor efetivo desde 2022, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo IBGE. O país havia batido recorde em 2023, com mais de 238 milhões de cabeças, antes de iniciar a trajetória de queda.

Segundo o IBGE, a redução está ligada ao aumento do abate nos últimos quatro anos, sobretudo de fêmeas, que pela primeira vez desde 1997 superou o abate de machos no país. A prática reduz a base de matrizes para reposição e deve diminuir a oferta de bezerros nos próximos anos, o que já é apontado por especialistas como fator de pressão para a valorização da arroba do boi em 2026, mas ganhos de produtividade devem amenizar os efeitos e manter os preços mais estáveis tanto no mercado interno quanto externo.

Mesmo com menos animais, o valor da produção pecuária brasileira bateu recorde em 2025, somando 141 bilhões e 200 milhões de reais, impulsionado principalmente pela produção de leite. Os frigoríficos também tiveram o melhor ano comercial da história: as exportações superaram 3 milhões e 800 mil toneladas, alta de quase 21% sobre 2024, com receita de 18 bilhões e 365 milhões de dólares, mesmo com a sobretaxa dos Estados Unidos.

Entre as regiões, o Centro-Oeste segue com o maior rebanho do país, mas teve o terceiro recuo anual seguido, de 3,7%. O Nordeste foi a única região a crescer, com alta de 2,2%. São Félix do Xingu, no Pará, continua como o município com mais bovinos do Brasil, com 2 milhões e 700 mil cabeças.

Apesar da queda no rebanho bovino, outros efetivos do país bateram recorde em 2025, como os de galináceos, caprinos e ovinos, enquanto o rebanho suíno permaneceu estável.

Reportagem, Álvaro Couto.

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostra que a seca já afetou mais de 426 mil pessoas na Região Norte entre 1º de julho e 15 de setembro deste ano. No período, foram registradas 35 decretações de anormalidade por seca ou estiagem em 33 municípios da região.

O Acre é o estado mais afetado, concentrando 24 dos 35 registros, quase 70% do total, indicando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. O Amazonas aparece em segundo lugar, com seis registros, seguido pelo Pará, com três casos. Roraima e Rondônia tiveram um registro cada.

Segundo a CNM, os prejuízos econômicos provocados pela estiagem somam 632 milhões de reais na Região Norte, com perdas de quase 47 milhões de reais na agricultura, 32 milhões e meio na pecuária, e 17 milhões relacionados ao abastecimento de água potável.

O cenário faz parte de um alerta mais amplo da entidade sobre os efeitos do El Niño 2026 e 2027 no Brasil. Segundo a Noaa, agência climática dos Estados Unidos, há cerca de 69% de chance de o fenômeno atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro deste ano, podendo superar até eventos registrados desde 1950.

Diante disso, a CNM recomenda que os municípios atualizem planos de contingência, mapeiem áreas de risco e reforcem as equipes de Defesa Civil para os próximos meses.

Reportagem, Sophia Muniz

As cotações do café, do açúcar e do milho registram variações no estado de São Paulo nesta segunda-feira.

O café arábica abriu o dia em leve baixa de 0,34 por cento. A saca de 60 quilos é negociada a 1.572 reais e 1 centavo na capital. Em sentido inverso, o café robusta subiu 2,05 por cento, comercializado a 992 reais e 41 centavos.

O açúcar cristal opera em alta. Na cidade de São Paulo, a valorização é de 1,77 por cento, com a saca de 50 quilos cotada a 123 reais e 37 centavos. Em Santos, o aumento chega a 3,92 por cento, elevando o preço médio sem impostos para 137 reais e 34 centavos.

O mercado do milho registra ligeiro recuo de 0,07 por cento. A saca de 60 quilos é vendida a 68 reais e 53 centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.