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LOC.: Na última sexta-feira (28), o IBGE publicou uma portaria com as novas estimativas populacionais dos municípios brasileiros. Os números são utilizados como parâmetro pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo das quotas do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM.

Como a portaria não estabelece um prazo específico para contestação, a Confederação Nacional dos Municípios, a CNM, recomenda que, em caso de inconsistências, a administração municipal apresente pedido administrativo de revisão ao IBGE no prazo de dez dias corridos, conforme a legislação que regulamenta o processo no âmbito da Administração Pública Federal. 

A contagem do prazo começa a partir da publicação da portaria no Diário Oficial da União, em 28 de agosto.

As inconsistências identificadas devem ser encaminhadas para o e-mail contestacao@ibge.gov.br, aos cuidados da Gerência de Atendimento do IBGE. 

Segundo a CNM, o pedido de revisão deve apresentar fundamentação técnica e dados oficiais consolidados que demonstrem a divergência na estimativa populacional. Entre os documentos e informações que podem ser utilizados estão: dados de matrículas do Censo Escolar das redes pública e privada; cadastro atualizado da Justiça Eleitoral; informações dos cadastros da Atenção Primária e do e-SUS; dados sobre o aumento de ligações ativas de água, esgoto e energia elétrica; registros civis de nascimentos e óbitos e informações sobre novos loteamentos habitacionais regularizados.

A CNM ressalta que o simples crescimento de um indicador não é suficiente para garantir a revisão da estimativa populacional. O município precisa demonstrar, de forma objetiva e tecnicamente fundamentada, que os dados utilizados pelo IBGE apresentam divergências. 

O pedido administrativo de revisão também não impede o município de recorrer à Justiça, caso a divergência persista e resulte em possíveis prejuízos financeiros ou jurídicos ao ente federativo. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC: O setor produtivo quer que a discussão sobre o fim da escala 6x1 seja adiada para depois das eleições. A PEC 221 de 2019, que prevê mudanças na jornada de trabalho, pode avançar nesta semana no Senado Federal. A proposta está pronta para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ.

 

A possibilidade de avanço da proposta mobilizou a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB. Em nota divulgada nesta segunda-feira, dia 31, a CACB afirma que o ritmo de tramitação da PEC no Senado não foi acompanhado de uma discussão suficiente com os setores diretamente afetados.

 

A entidade questiona a ausência de novas audiências públicas e defende que estudos técnicos e dados econômicos sejam considerados antes de uma eventual votação.

 

A Confederação também manifesta preocupação com a proximidade do período eleitoral e afirma que uma mudança constitucional com impacto sobre milhões de negócios não deve ter seu ritmo determinado pelo calendário das eleições.

 

Para o presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, o adiamento permitiria ampliar o diálogo entre trabalhadores, empresas e governo.

 

 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O posicionamento do setor produtivo, das micro e pequenas empresas, é para que a discussão do fim da jornada 6x1 seja adiada para após as eleições dando tempo para que empresas, governo e trabalhadores possam sentar, discutir e encontrar o melhor caminho e o melhor modelo para a jornada de trabalho aqui no Brasil.”


LOC: Cotait defende que o debate seja retomado em 2027, fora do período eleitoral, e questiona a necessidade de uma mudança constitucional diante da possibilidade de negociação entre trabalhadores e empregadores prevista na legislação trabalhista.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP)

“Nossa proposta é termos o debate de fato, ele vale a pena o debate, porém, vamos discutir isso em 2027, fora do período eleitoral, fora dessa eventual interferência eleitoreira. Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual é a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão.”
 


LOC: A posição da CACB será encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente da CCJ, Otto Alencar, e ao relator da PEC, Omar Aziz. A entidade afirma que não é contrária à discussão sobre a jornada de trabalho, mas defende que uma eventual mudança seja precedida por amplo debate, participação dos setores envolvidos e avaliação dos impactos econômicos e sociais.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski

LOC.: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera as simulações de segundo turno nas regiões Nordeste e Sudeste, mas fica atrás dos adversários no Norte, Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, divulgada na última segunda-feira, 31 de agosto.

Em um eventual 2° turno contra Flávio Bolsonaro, do PL, Lula tem 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Flávio aparece com 35% e 43%, respectivamente. Já no Norte/Centro-Oeste, o senador lidera com 52%, contra 38% de Lula. No Sul, a vantagem do candidato do PL é ainda maior: 62% a 32%.

Contra Ronaldo Caiado, do PSD, Lula também lidera no Nordeste, com 56%, e no Sudeste, com 46%. No Norte/Centro-Oeste, Caiado aparece com 55%, contra 35% de Lula. No Sul, são 52% contra 32% do petista.

Na disputa com Romeu Zema, do Novo, Lula tem 58% no Nordeste e 46% no Sudeste. Zema lidera no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

Já no cenário entre Lula, do PT, e Renan Santos, do Missão, o petista aparece com 58% no Nordeste e 48% no Sudeste, contra 30% e 38% do adversário. Renan lidera no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. O senador caiu quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Já o candidato Augusto Cury, do Avante, aparece em terceiro, com 11%, após crescer nove pontos.

A pesquisa também mostra que 86% dos eleitores que se identificam como lulistas e 86% dos bolsonaristas afirmam estar convictos do voto nas eleições de 2026.

O levantamento BTG/Nexus ouviu DOIS MIL E CINCO eleitores por telefone, entre 28 e 30 de agosto, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.

Reportagem, Bianca Mingote
 

LOC: O possível fim da chamada “taxa das blusinhas” acendeu um alerta entre representantes do setor produtivo brasileiro. A cobrança corresponde a uma alíquota de 20% do Imposto de Importação aplicada a compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas.

Criada em 2024, a cobrança foi zerada em maio deste ano pela Medida Provisória 1.357/2026, que perde a validade no dia 8 de setembro. Contudo, a expectativa é que o texto seja analisado pelo Congresso Nacional durante o esforço concentrado, previsto para o período entre 31 de agosto e 4 de setembro.

Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, manter a isenção dos importados sem uma medida equivalente para os produtos brasileiros prejudica a concorrência.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança. Porém, se o governo não quer que volte a cobrança para atender o seu público, eventualmente o seu eleitorado, então dê o mesmo direito para as empresas brasileiras também poderem vender os seus produtos de 50 dólares para baixo, ou seja, 250 reais, com a mesma isenção de impostos. O que nós pedimos é isonomia.”
 


LOC: Para o economista sênior do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses Ruiz de Gamboa, o fim da tarifa também pode afetar o emprego e a arrecadação.

TEC./SONORA: Ulisses Ruiz de Gamboa, economista sênior do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo

“O emprego, principalmente no setor de comércio, mas também na indústria, deveria diminuir e a arrecadação tributária também, inclusive no momento em que as contas públicas estão se deteriorando. Então, o governo precisa dessa arrecadação e o comércio brasileiro, como a gente falou, perde competitividade. Ele já não é competitivo mesmo com a cobrança cheia da taxa das blusinhas e agora, essa competitividade diminui ainda mais. Essa isonomia tributária fica ainda mais ferida, digamos assim.”
 


LOC: Levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que a cobrança contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e manter quase 20 bilhões de reais na economia brasileira.

Reportagem, Juline Pogorzelski
 

LOC.: No segundo semestre, startups brasileiras terão duas oportunidades de apresentarem suas soluções ao mercado internacional e se conectarem a alguns dos principais ecossistemas globais de tecnologia e empreendedorismo. É o Web Summit Lisboa 2026 e a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

As iniciativas fazem parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, para aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de mercados internacionais. 

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destaca que a participação nesses eventos pode abrir portas para além da captação de investimentos. 

TEC./SONORA: Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

"Você sabe o que todo investidor procura quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem."


LOC.: O Web Summit Lisboa será realizado entre 9 e 12 de novembro, na capital portuguesa. A conferência reunirá startups, investidores, empresas e especialistas para discutir tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Nesta edição, cada ambiente de inovação selecionado deverá indicar cinco startups de seu ecossistema para participar da missão. Juntos, ambiente e empresas terão um dia de exposição no Pavilhão Brasileiro, formando uma vitrine para apresentar ao público internacional diferentes polos de desenvolvimento tecnológico existentes no país. 

Já entre 5 e 15 de dezembro, a ApexBrasil promoverá a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. 

A iniciativa selecionará 30 startups brasileiras para passarem por uma etapa de preparação. Além disso, as empresas também terão espaço no Pavilhão do Brasil e serviço de matchmaking com potenciais clientes, investidores e parceiros estratégicos. A agenda também inclui visitas técnicas ao ecossistema de inovação dos Emirados Árabes Unidos. 

Saiba mais em apexbrasil.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Marquezan Araújo.

 

LOC.: O Brasil tem  mais de 214 milhões de habitantes e 5.570 municípios, mas mais de 20% da população está concentrada em apenas 15 cidades. É o que mostram os números das Estimativas da População do IBGE.

De acordo com o levantamento, São Paulo aparece com folga como a cidade mais populosa do país: quase 12 milhões de habitantes. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro, mais de 6 milhões e 700 mil pessoas, e Brasília, 3 milhões de moradores.

Das 15 cidades mais populosas, 13 são capitais. As exceções são duas cidades paulistas: Guarulhos, na região metropolitana da capital, com 1 milhão e 350 mil habitantes; e Campinas, no interior, com aproximadamente 1 milhão e 200 mil pessoas.

Somadas, as 27 capitais da federação concentram uma população de mais de 49 milhões de habitantes, 23% da população total. Dentre elas, apenas em dois estados a capital não é a cidade mais habitada: em Santa Catarina, Joinville supera a população da capital Florianópolis em mais de 75 mil pessoas. Já no Espírito Santo, as cidades de Serra, Vila Velha e Cariacica possuem mais habitantes que Vitória.

Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2026. O estudo é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Reportagem, Álvaro Couto.

O preço do café arábica abre esta terça-feira com alta de 1,15%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.748,44 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve recuo de 0,53%, sendo comercializado a R$ 1.022,13.

O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 113,75. 

Em Santos (SP), houve aumento de 1,74%, e a mercadoria é negociada a R$ 127,89 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,23 após alta de 1,04%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa 
 

O preço do boi gordo apresenta baixa de 0,28% nesta terça-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 344,40.

No mercado de frango, os preços apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado é vendido a R$ 7,32, enquanto o frango resfriado custa R$ 7,29.

A carcaça suína especial apresenta baixa de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,31.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,49.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa