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Estimativa apresentada em debate organizado pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta impacto sobre capital de giro durante a transição para a reforma tributária
Baixar áudioLer ao vivoContrato foi assinado nesta quinta-feira (10), durante encontro técnico na Universidade Federal do Piauí. Na ocasião, foram apresentadas aos MEIs e empresários do setor de turismo local as condições da linha de financiamento e o passo a passo para contratação dos recursos
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LOC.: A implementação do split payment, mecanismo da reforma tributária que prevê o recolhimento dos tributos no momento da liquidação financeira das operações, pode reduzir o fluxo financeiro das empresas em até 12% no início da transição para a reforma tributária e chegar a 28% ao final do processo.
A estimativa é da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, a CACB. Com a reforma tributária, as empresas não receberão mais o valor integral de cada venda para recolher os tributos posteriormente. A parcela correspondente ao imposto será destinada diretamente ao Fisco no momento do pagamento.
A mudança ganha relevância a partir de 2027, quando a CBS substituirá PIS e Cofins, enquanto a transição para o IBS ocorrerá de forma gradual até a implantação integral do novo modelo, em 2033.
O tema foi discutido nesta quinta-feira, em Brasília, durante a Sala Fechada: Split Payment, promovida pela CACB e pela Associação Comercial de São Paulo, em parceria com a Fin, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras.
Para o vice-presidente da CACB, Anderson Trautman, a mudança pode retirar das empresas um recurso que hoje permanece temporariamente disponível entre o recebimento da venda e o recolhimento dos tributos. O efeito é especialmente relevante para a gestão do fluxo de caixa e do capital de giro.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente da CACB
“Esse período de fluxo de caixa financiado por valores de tributos, ele é retirado a partir desta mudança que começa em 2027 com a CBS. Então, se estima ali entre 9% e 12%, mas temos a expectativa de 28% ao final da transição do encerramento da extinção do ISS e do ICMS.”
LOC.: A implementação, no entanto, será gradual. Segundo Cristiane Coelho, diretora-presidente da Fin, a primeira funcionalidade apresentada está concentrada nas operações entre empresas, no chamado B2B opcional. Nesse primeiro escopo, a escolha poderá ser feita a cada transação.
TEC./SONORA: Cristiane Coelho, diretora-presidente da Fin
“Uma funcionalidade inicial vai ser voltada para transações feitas entre empresas, apenas transações entre empresas. Não vai afetar, portanto, transações feitas com o consumidor final. E a importância de que ela será opcional a cada transação feita. Terá a opção de escolher com split ou sem split.”
LOC.: A recomendação da CACB é que empresas de todos os portes comecem a se preparar para a transição, revisando sistemas, processos, contratos e a própria gestão financeira. A entidade alerta que a mudança tributária também terá reflexos sobre a cadeia produtiva e sobre a rotina dos pequenos negócios.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: Uma empresária de Teresina, no Piauí, é a primeira microempreendedora individual do país, inscrita no Cadastro Único a assinar um contrato do Fungetur, o Fundo Geral de Turismo.
Maria do Perpétuo Socorro Medeiros recebeu a liberação de 21 mil reais em crédito para capital de giro e vai usar o recurso na expansão da empresa de eventos que mantém há 14 anos.
O contrato foi assinado nesta quinta-feira, durante um encontro técnico do Ministério do Turismo na Universidade Federal do Piauí. Na ocasião, foram apresentadas aos MEIs e empresários do setor de turismo as condições da linha de financiamento e o passo a passo para contratação dos recursos.
O financiamento da Maria do Perpétuo Socorro foi concedido pela Agência de Fomento e Desenvolvimento do Piauí, a Badespi. O prazo é de 24 meses, com três meses de carência e 21 parcelas.
Para ela, esse crédito chegou no momento certo:
TEC.SONORA: Maria do Perpétuo Socorro Medeiros, empresária de Teresina (PI)
"Conseguir esse crédito me ajudou num momento em que estava realmente precisando, para adquirir insumos. Procuro estruturar melhor o meu negócio, para atender o cliente bem.
LOC.: No evento, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, explicou como a linha pretende facilitar o acesso ao crédito para os MEIs do CadÚnico.
TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
“Com a parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, a gente fez um trabalho para que os microempreendedores individuais do CadÚnico, ou seja, que estão procurando uma alternativa, pudessem, junto do Programa Acredita, aderir a um financiamento que possa dar uma oportunidade para as pessoas que têm efetivamente uma necessidade de crédito e, muitas vezes, têm dificuldade da garantia e do avalista.”
LOC.: A modalidade do Fungetur para MEIs é destinada para empreendedores que atuam na cadeia do turismo, inscritos no Cadastro Único e com cadastro ativo no Cadastur.
Podem acessar a linha profissionais como guias de turismo, motoristas, artesãos e comerciantes de alimentos e bebidas.
Os financiamentos têm garantia do Fundo Garantidor de Operações, o FGO, por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo. Com isso, não é exigida garantia patrimonial do MEI pelos bancos.
Para solicitar o crédito, é preciso estar com o CadÚnico ativo, ter registro como MEI e cadastro regular no Cadastur.
O empreendedor também deve procurar o Sebrae para receber orientação técnica e elaborar a proposta de financiamento.
No Piauí, os pedidos podem ser apresentados à Badespi, à CAIXA ou ao Banco do Nordeste.
Segundo o Ministério do Turismo, o Fungetur tem um bilhão e 33 milhões de reais disponíveis para concessão de crédito em todo o país em 2026.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A suspensão das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia deve gerar um prejuízo de 16 milhões e 800 mil dólares por mês para os exportadores goianos. A projeção é da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, a Fieg.
Segundo a entidade, em 2025, o estado exportou 190 milhões de dólares em produtos de origem animal para o mercado europeu. As carnes bovinas responderam por 90% dessas exportações, o equivalente a 171 milhões de dólares.
A análise da Fieg estima que o potencial de exportação perdido entre setembro e dezembro de 2026 seja de 3,83 milhões de dólares por mês. Para 2027, a projeção é de 11,5 milhões mensais. Somados, os valores indicam um impacto potencial de 16 milhões e 800 mil dólares por mês, o equivalente a 8% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal.
Entre os frigoríficos que devem ser mais afetados estão unidades da JBS, em Mozarlândia, e da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. Segundo a Fieg, as duas empresas têm produção destinada ao mercado europeu de maior valor agregado.
Desde 3 de setembro, produtos brasileiros como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo, mel, equinos, ovos e tripas estão restritos de entrar no mercado europeu. A medida decorre da aplicação da legislação europeia, que estabelece restrições ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal, incluindo antibióticos.
Como alternativa, a Fieg recomenda que os exportadores goianos busquem diversificar os mercados de destino e redirecionem parte da produção para a China, maior compradora de carne bovina brasileira, além dos Estados Unidos, que vêm ampliando as importações.
A Fieg também cita oportunidades em mercados asiáticos, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, como alternativas para reduzir a dependência do mercado europeu.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Até o dia 14 de setembro, a Embarcação Saúde Conectada SESI – Copaíba realiza atendimentos na região do Rio Maúba, entre os municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, no nordeste do Pará. A iniciativa leva serviços de atenção primária à saúde a comunidades ribeirinhas que vivem em áreas de difícil acesso e distantes dos centros urbanos.
Com uma estrutura adaptada para navegação pelos rios e equipamentos de conectividade que permitem a realização de consultas por telemedicina, a embarcação amplia o acesso à assistência médica e aproxima os serviços de saúde dos moradores da região.
O superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, afirma que a embarcação conta com uma estrutura completa com apoio de tecnologias de saúde.
TEC./SONORA: Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde da Indústria
“Temos toda uma estrutura de equipamentos de telemedicina para apoiar as empresas no cuidado remoto de profissionais de saúde. Aqui pode-se fazer testes e exames básicos, teleconsultas médicas e outros profissionais de saúde, fazendo com que — em um processo de linhas de cuidado, onde se tem as condições mais prevalentes de doenças da população — possamos ter todo um sistema montado para prestar o melhor serviço.”
LOC.: O atendimento começa com o acolhimento e a triagem realizados pela equipe de enfermagem. Após a avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para uma consulta médica por telemedicina. Conforme a necessidade identificada, a equipe pode solicitar exames, emitir prescrições e orientações e realizar os encaminhamentos necessários para garantir a continuidade do cuidado na rede municipal de saúde.
O acesso aos serviços é orientado por técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atuam nas próprias comunidades.
TEC./SONORA: Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde da Indústria
“Ao adentrar nessas estações, temos todos os recursos de tecnologias para testes, teleatendimento de profissionais de saúde, médicos e outros, para que façam a melhor jornada, a melhor experiência de atendimento para a população, agregando tecnologia e resultados em saúde para as pessoas.”
LOC.: A ação faz parte do trabalho desenvolvido pelo SESI Pará em parceria com a Hidrovias do Brasil. A iniciativa também conta com a participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, que acompanha a ação no território. A expectativa é atender cerca de 200 pessoas na região do Rio Maúba, até o fim da ação, que teve início em 2 de agosto.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Transformar as novas regras do Acordo Mercosul-União Europeia em oportunidades reais para pequenos negócios é um dos desafios discutidos por representantes do Brasil e do bloco europeu.
O assunto foi tratado em Brasília, durante evento promovido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Entre os pontos debatidos estavam as exigências para exportação, o acesso a informações e a preparação das empresas para atuar no mercado europeu.
Até junho deste ano, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, havia apoiado OITO MIL TREZENTAS E SETENTA E DUAS micro e pequenas empresas. O número representa CINQUENTA E CINCO VÍRGULA OITO POR CENTO das empresas atendidas pela agência no período.
A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destacou que o acordo pode abrir espaço para mais empresas brasileiras no comércio internacional.
TEC./SONORA: Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil
“Vai ser possível demonstrar todas as oportunidades voltadas também para micro e pequenas empresas. O próprio acordo tem um capítulo dedicado às MPEs, que é o capítulo 14, e é fundamental um trabalho coordenado de governo entre as instituições e todos os parceiros, para que possamos apresentar para as empresas as oportunidades de negócio. As MPEs são fundamentais nesse processo. Então, precisamos trazer informações e capacitar essas empresas para aumentar cada vez mais a participação delas no comércio internacional.”
LOC.: O Capítulo 14 do Acordo Provisório de Comércio é dedicado às pequenas e médias empresas e prevê mecanismos para facilitar o acesso a informações e reduzir dificuldades para esses negócios.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que MIL QUINHENTAS E TRÊS microempresas e MEIs exportaram para a União Europeia em 2025. Juntas, essas empresas movimentaram CENTO E SETE VÍRGULA CINCO MILHÕES DE DÓLARES.
Representantes que participaram do debate ressaltaram, porém, que a existência do acordo não garante, por si só, que as empresas consigam vender para o mercado europeu. É necessário conhecer tarifas, normas técnicas e procedimentos de exportação.
Para ajudar nesse processo, a ApexBrasil mantém ações em parceria com o Sebrae para empresas em diferentes estágios de internacionalização. Entre as iniciativas estão o PEIEX e os eventos Conexões Produtivas.
Reportagem, Marquezan Araújo
O Tribunal Superior Eleitoral já aprovou o envio de forças federais para pelo menos oito estados no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
A medida autoriza a atuação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para reforçar a segurança da votação e da apuração, em localidades indicadas pelos tribunais regionais eleitorais.
Entre os estados já contemplados estão Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo o TSE, novos pedidos ainda podem ser apresentados pelos tribunais regionais eleitorais até a data da votação.
Reportagem, Sophia Muniz.
O preço do café arábica abre esta quinta-feira em alta de 0,72%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.647,29 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve aumento de 1,64%, sendo comercializado a R$ 996,90.
O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 118,28.
Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,52 após recuo de 0,54%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,33% nesta quinta-feira (10). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,50.
No mercado de frango, os preços apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado e o frango resfriado custam R$ 7,69.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,27.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,43.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa