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LOC.: Estados, Distrito Federal e municípios produtores de minérios receberam mais de QUATROCENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS em royalties da mineração. O dinheiro é referente à Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, arrecadada em setembro. O valor foi transferido na última quinta-feira, dia 15. 

Do total, mais de NOVENTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios receberam mais de TREZENTOS E SETENTA E DOIS MILHÕES.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, os recursos podem ajudar a financiar serviços e melhorias para a população dos entes beneficiados.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“São recursos que certamente poderão ser usados para alguma melhoria, algum custeio. Como são recursos livres, não há uma amarração para esses recursos, mas com certeza serão usados com sabedoria para a melhoria da qualidade de vida da população desses municípios.”
 


LOC.: Este foi o segundo repasse realizado pela Agência Nacional de Mineração, a ANM, por meio da nova Plataforma de Gestão de Recursos Minerais. O sistema começou a operar a arrecadação da CFEM em julho deste ano e foi responsável por NOVENTA E NOVE VÍRGULA SESSENTA E DOIS POR CENTO do total arrecadado.

Entre os estados, Minas Gerais recebeu cerca de trinta e nove milhões de reais, enquanto o Pará ficou com aproximadamente trinta e seis milhões, levando em conta os repasses previstos na nova plataforma. 

Vale destacar que os recursos não podem ser usados para pagar dívidas, com exceção daquelas com a União e seus órgãos. Também não podem custear despesas fixas com pessoal. Contudo, a legislação permite o pagamento de despesas com educação, inclusive salários de professores da rede pública.

A orientação é que, preferencialmente, pelo menos VINTE POR CENTO dos recursos sejam aplicados na diversificação da economia, na exploração mineral sustentável e na pesquisa científica e tecnológica.

Os entes beneficiados também devem divulgar anualmente como utilizaram o dinheiro. Os relatórios estão disponíveis no site da Agência Nacional de Mineração.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC

Flávio Bolsonaro lidera a disputa presidencial no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país. Já o presidente Lula tem vantagem no Nordeste. É o que mostra a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, dia 15. Apesar das diferenças regionais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados no cenário nacional.

Considerando apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro, do PL, tem 51% das intenções de voto, contra 49% de Lula, do PT. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, já que a margem de erro nacional é de dois pontos para mais ou para menos.

O levantamento mostra uma divisão entre os eleitores do interior e das regiões metropolitanas. No interior, Flávio tem 54% dos votos válidos, contra 46% de Lula. Nas regiões metropolitanas, o resultado se inverte: o presidente aparece com 54%, diante de 46% do senador.

Na análise regional, Lula registra sua maior vantagem no Nordeste, com 66% dos votos válidos, contra 34% de Flávio.

No Sul, o candidato do PL lidera com 62%, diante de 38% do presidente. No Sudeste, Flávio tem 56%, contra 44% de Lula. Já no conjunto formado pelo

Centro-Oeste e Norte, o senador aparece com 58%, enquanto o petista registra 42%.

A pesquisa também aponta vantagem de Flávio Bolsonaro entre os eleitores que não se identificam nem com o petismo nem com o bolsonarismo. Nesse grupo, o candidato do PL tem 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.

As diferenças aparecem ainda no perfil dos eleitores. Lula lidera entre as mulheres, com 55%, enquanto Flávio tem 56% entre os homens.

Na divisão por renda familiar, o presidente alcança 58% entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos. Flávio tem 58% entre aqueles com renda de mais de dois até cinco salários mínimos e 63% entre os que ganham acima de cinco salários.

A escolaridade também revela diferenças. Lula registra 61% entre os eleitores com ensino fundamental. Flávio lidera entre aqueles com ensino médio, com 55%, e superior, com 56%.

Por idade, a maior vantagem do senador aparece entre os eleitores de 35 a 44 anos, com 59% dos votos válidos, contra 41% do presidente.

O Datafolha ouviu duas mil quinhentas e vinte pessoas, em 153 municípios, nos dias 13 e 14 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026. 

Reportagem, Marco Guimarães.
 

LOC.: Flávio Bolsonaro, do PL, lidera 12 das 13 pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno das eleições presidenciais. Segundo estudo da Opinião Inteligência Política, o candidato tem 51,8% dos votos válidos na média dos levantamentos, contra 48,2% do presidente Lula, do PT.

A análise também aponta Flávio com 82% de probabilidade de vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Lula tem 18% de chance de vencer.

A projeção considera os resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto. A empresa ressalta que os números são estimativas estatísticas e não significam que a eleição esteja decidida.

O estudo reúne 13 pesquisas de 11 institutos, realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro.

Apesar do favoritismo, a vantagem de Flávio diminuiu nos últimos dias. A média do candidato caiu de 52,2% para 51,8%, o menor percentual desde o início da série.

Outro ponto destacado pela análise é a relação entre a aprovação do governo e a intenção de voto em Lula. A aprovação do presidente permanece praticamente estável, sem sinais de crescimento que indiquem uma possível virada.

Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, a abstenção não tende a decidir o segundo turno.

TEC./SONORA: ALEXANDRE GARCIA, CEO OPINIÃO INTELIGÊNCIA POLÍTICA

“Muita gente aposta que abstenção vai decidir esse segundo turno, mas os números não sustentam isso. Desde 2006 o maior saldo que ela deu a um candidato foi de 876 mil votos. E hoje a vantagem do Flavio nas pesquisas equivale a mais ou menos uns 4 milhões de votos. Então a eleição só fica aberta se a abstenção vier junto com outras duas coisas: se houver uma migração dos eleitores do Cury, Renan e Caiado menor do que projetamos para o Flávio e se aprovação do governo ela subir”
 


LOC.: Ele explica, também, a importância das pesquisas da próxima semana para a análise do cenário eleitoral.

 

TEC./SONORA 2: ALEXANDRE GARCIA, CEO OPINIÃO INTELIGÊNCIA POLÍTICA

"Por isso as pesquisas da próxima semana, que vão medir também as promessas de campanha do atual presidente, o real impacto delas no eleitorado, elas são fundamentais para a gente avaliar como esses fatores vão se movimentar junto ao eleitor"
 


LOC.: A rejeição também é elevada para os dois candidatos: 48,7% para Lula e 46% para Flávio.

Segundo a Opinião Inteligência Política, para que os dois candidatos tenham a mesma probabilidade de vitória, a média de Flávio nas pesquisas precisaria cair para 49,5%.

A conclusão do estudo é que Flávio Bolsonaro é favorito, mas a disputa continua aberta.

Reportagem: Marco Guimarães
 

LOC.: O Brasil participa, de 17 a 21 de outubro, da SIAL Paris, considerada a maior feira profissional do setor agroalimentar do mundo. A delegação tem 156 empresas, o maior número da história, coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e pelas associações de exportadores de carnes e de proteína animal. 

A expectativa é alcançar 3 bilhões e 500 milhões de dólares em negócios imediatos e contratos futuros.

A grande novidade é a estreia de dez cooperativas da agricultura familiar, que terão estandes próprios pela primeira vez, com apoio da ApexBrasil. Elas levam produtos ligados à biodiversidade, à sustentabilidade e ao comércio justo, e a ideia é aproximar os produtores de compradores internacionais.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o Brasil leva para um dos principais palcos mundiais de alimentos produtos que expressam a diversidade e a biodiversidade brasileiras dentro das tendências globais de consumo. 

ABRE ASPAS – “É uma oportunidade para mostrar que a agricultura familiar brasileira pode e deve ocupar espaços cada vez maiores no comércio global, com produtos de qualidade, origem, sustentabilidade e valor agregado, além de aproximar essas cooperativas de compradores internacionais e gerar negócios" – FECHA ASPAS.

Esta é a primeira edição desde a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Entre maio e setembro, as exportações brasileiras ao bloco somaram 27 bilhões e 200 milhões de dólares, alta de 30,6%, e o saldo da balança foi positivo em 4 bilhões e 700 milhões de dólares.

Só a França, sede da feira, oferece 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros, segundo levantamento da ApexBrasil. O país importou 762 bilhões de dólares em bens em 2024, e o comércio bilateral somou 10 bilhões e 300 milhões de dólares em 2025.

A feira deve reunir cerca de 295 mil profissionais de 194 países. O Brasil participa desde 2008, quando levou 80 empresas, e o valor de negócios gerados saltou de 603 milhões de dólares naquele ano para 3 bilhões e 200 milhões em 2024.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: A escassez de água está entre os principais riscos do El Niño para a produção agropecuária da Região Norte. As projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, indicam que a seca e as chuvas abaixo da média podem se estender até março de 2027. O cenário exige atenção dos produtores dos estados da região, com medidas para reduzir os impactos sobre as lavouras e na psicultura.

O manejo da água é uma das principais medidas para reduzir os impactos do El Niño na produção agropecuária da Região Norte. Projeções da Embrapa indicam que a seca e as chuvas abaixo da média podem se estender até março de 2027.

Os efeitos podem atingir os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, com déficits hídricos mais severos e redução dos níveis dos rios. Já no Pará, no Amapá e nas áreas de transição do Maranhão e de Mato Grosso, a preocupação é com o atraso das chuvas.

No Amazonas, a redução dos níveis dos rios também pode comprometer a navegação, o transporte de alimentos e insumos, o abastecimento de água e atividades como a pesca e a aquicultura. Em Roraima, a Embrapa estima perdas de 30% a 50% na safra de 2026.

Entre as recomendações para os produtores estão proteger nascentes e igarapés, economizar água, evitar queimadas e seguir o calendário de plantio indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc.

As orientações também variam conforme a cultura. Para o açaí, a indicação é utilizar gotejamento em áreas de terra firme e evitar desbastes drásticos nas áreas de várzea. No cultivo do cacau, a recomendação é manter o sombreamento e a cobertura do solo.

Na piscicultura, a recomendação é monitorar a temperatura e o oxigênio da água. Para a pesca artesanal, a orientação é proteger poços profundos de rios e lagos, que servem de refúgio para os peixes.

As medidas fazem parte das orientações técnicas da Embrapa para ajudar os produtores a reduzir os riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.

O Ministério da Agricultura, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, também disponibiliza uma plataforma com informações sobre o El Niño e seus possíveis impactos no campo. O conteúdo pode ser acessado no portal gov.br/agricultura. Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Norte pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.

Reportagem, Bianca Mingote
 

O café arábica inicia esta sexta-feira em alta de zero vírgula trinta e oito por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a mil quinhentos e setenta e sete reais e vinte e um centavos, em São Paulo.

O café robusta apresenta queda de zero vírgula quarenta e sete por cento, com a saca negociada a novecentos e sessenta e oito reais e dez centavos.

O açúcar cristal registra alta de zero vírgula sessenta por cento na capital paulista, com a saca de cinquenta quilos cotada a cento e vinte e quatro reais e sessenta e oito centavos. Em Santos, no litoral de São Paulo, o produto sobe zero vírgula oitenta e nove por cento, com preço médio de cento e trinta e oito reais e sessenta e quatro centavos, sem impostos.

Já o milho apresenta queda de zero vírgula noventa e cinco por cento, com a saca de sessenta quilos comercializada a sessenta e quatro reais e oitenta e um centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa. 

O preço do boi gordo registra alta de zero vírgula vinte e um por cento nesta sexta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e oitenta reais e vinte centavos.

No mercado de frango, o quilo do produto congelado custa oito reais e quarenta e nove centavos, enquanto o resfriado é cotado a oito reais e cinquenta e um centavos. Os valores são observados na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado.

A carcaça suína especial mantém estabilidade nos preços praticados nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo comercializado a nove reais e noventa e sete centavos.

Entre os estados analisados, o Rio Grande do Sul registra o menor preço para o suíno vivo, com o quilo negociado a cinco reais e setenta e sete centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.