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LOC.: A expectativa era de que a última semana antes do recesso parlamentar fosse agitada. Diversos projetos importantes aguardam definição nas duas casas legislativas e, com o segundo semestre tomado pela campanha eleitoral, o dia 18 de julho de 2026 – início da folga de duas semanas no Congresso Nacional –, era visto como um prazo limite para as votações relevantes, já que essas discussões só devem ser retomadas depois do primeiro turno das eleições, no início de outubro.

Mas a realidade deve ser diferente. As presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal liberaram os parlamentares para participarem das sessões plenárias à distância, virtualmente. Com isso, a tendência é que os plenários fiquem esvaziados e nenhuma proposta considerada estratégica seja analisada.

Na Câmara, uma pauta com 19 itens foi publicada para a sessão de terça-feira. A maior parte são medidas provisórias do Executivo que, somadas, desitnam cerca de 1 bilhão e 100 milhões de reais para cinco ministérios diferentes. Outras matérias até podem ser incluídas, o que dificilmente vai ocorrer já que há grandes chances de nem mesmo a reunião de líderes ocorrer. Assim, a regulamentação da inteligência artificial, a criminalização da misoginia e a renegociação das dívidas rurais terão de esperar.

No Senado, como é habitual, foram convocadas sessões plenárias de terça a quinta-feira, mas sem a divulgação da pauta. Matérias como a autonomia financeira ao Banco Central, a aposentadoria especial para agentes de saúde, além do fim da escala de trabalho 6x1 e da reformulação da segurança pública nacional, prioridades do governo federal, ficam para a segunda metade do ano.

A agenda das comissões também reflete o esvaziamento. Pela primeira vez em semanas, a Comissão Especial que analisa a atualização dos limites de faturamento do Microempreendedor Individual e das faixas de enquadramento do Simples Nacional não tem nada previsto. O relator do texto, deputado Jorge Goetten, do Republicanos catarinense, já admite que o cronograma terá de ser revisto para tentar persuadir o governo a incluir a revisão de todo o regime simplificado, não apenas a receita dos MEIs. Com isso, a votação do relatório vai ficar para os próximos meses.

Das 20 reuniões e audiências de comissões previstas na Câmara entre esta segunda e quarta-feira, não há discussões relevantes. Cenário semelhante no Senado, onde dá para destacar a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos que pode votar o projeto que destina para o Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil a renda de um concurso da loteria por ano, ao longo de quatro anos.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: O aumento de cada zero vírgula um grau Celsius na temperatura média do planeta pode custar até 5 bilhões e 600 milhões de reais para a economia brasileira em razão dos desastres naturais. A estimativa consta no Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima, lançado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

A publicação analisa os impactos da crise climática sobre as cadeias produtivas e apresenta estratégias para reduzir os riscos físicos e os desafios da transição para uma economia de baixo carbono.

O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mario Augusto Cardoso, afirma que a crescente frequência dos eventos climáticos extremos exige que as empresas incorporem a adaptação às mudanças do clima às suas estratégias de negócio.

TEC./SONORA: Mario Augusto Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI

“Como a empresa vai lidar, por exemplo, com o corte na cadeia de suprimentos? Como ela vai lidar com o corte no fornecimento de água causado por um evento extremo? E quando há pouca água, há muitas vezes problema de fornecimento de energia. Como a empresa lida com isso? É preciso analisar cada uma das possibilidades de eventos, pensar se a empresa está preparada e ver qual seria o impacto para a atividade.” 


LOC.: Mario Augusto Cardoso explica que a indústria precisa atuar em duas frentes complementares para enfrentar os impactos das mudanças climáticas: reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a adaptação aos eventos extremos. 

TEC./SONORA: Mario Augusto Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI

“Os eventos climáticos vão continuar acontecendo. O que queremos é reduzir sua frequência e intensidade. Por isso, temos que estar preparados para garantir a manutenção da atividade produtiva, dos empregos, da arrecadação e das vidas que estão em risco diante desses eventos climáticos.” 


LOC.: Além dos impactos físicos da mudança do clima, o guia alerta para os riscos da transição regulatória e comercial. Um dos principais marcos desse processo é a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. A norma estabelece diretrizes para a entrada de instalações produtivas no mercado regulado de carbono. 

Diante desse cenário, a CNI recomenda que as empresas antecipem a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e incorporem estratégias de mitigação e adaptação ao planejamento dos negócios. 

A íntegra do Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima está disponível na aba de Publicações no portal da CNI.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC: Moçambique desponta como um mercado estratégico para empresas brasileiras que buscam ampliar negócios no continente africano. Um estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, identificou 144 oportunidades comerciais no país, especialmente em setores como máquinas e equipamentos, alimentos, insumos industriais e bens de consumo.

O levantamento aponta que a proximidade cultural e linguística entre Brasil e Moçambique, aliada a avanços na facilitação do comércio, contribui para ampliar as possibilidades de negócios entre os dois países.

 

A aproximação entre Brasil e África também tem impulsionado novas oportunidades em setores estratégicos. A abertura do mercado moçambicano para produtos agropecuários brasileiros, incluindo material genético avícola, amplia possibilidades para cadeias produtivas ligadas ao agronegócio.

 

Segundo o especialista de agronegócio da ApexBrasil, Alberto Carlos Bicca, já são mais de 5 mil oportunidades mapeadas.

TEC./SONORA: Alberto Carlos Bicca, especialista de agronegócio da ApexBrasil.

“Essa reaproximação entre Brasil e a África já acontece na prática. A gente importa fertilizantes essenciais de lá e exporta bastante tecnologia e inovação. Sabia que a nossa genética bovina é um sucesso no mercado africano? O setor de animais vivos teve um salto de 353% de crescimento recente. Até 2050 é esperado que o continente chegue a 2,5 bilhões de habitantes e o mapa dessa nova Pangeia moderna já está desenhado. São mais de 5 mil oportunidades mapeadas de exportação. Temos espaço de sobra para nossos grãos, proteínas, frutas, castanhas e ração em tecnologia de produção.”


LOC.: Empresas brasileiras interessadas em explorar essas oportunidades podem participar da Missão Empresarial Moçambique/FACIM 2026, promovida pela ApexBrasil. A iniciativa será realizada entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro, em Maputo, durante a Feira Internacional. Nesta edição, o Brasil será o país homenageado da feira, que deve reunir empresas e investidores de diferentes setores. As inscrições para integrar a delegação brasileira seguem abertas até 13 de julho no site da ApexBrasil. O endereço é: apexbrasil.com.br.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski.

O preço do boi gordo terá aumento de 0,60% nesta segunda (13). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 326,65.

No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado e do frango resfriado é vendido a R$ 7,26.

Já a carcaça suína especial também mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,61.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em São Paulo. O animal é comercializado a R$ 5,88 em Minas Gerais.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira
 

O preço do café arábica abre esta segunda com declínio de 2,29%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.722,48 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve baixa de 1,97%, sendo comercializado a R$ 1.087,74.

O preço do açúcar cristal apresenta declínio de 1,08% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 91,21.

Em Santos, houve declínio de 1,86%, e a mercadoria é negociada a R$ 107,38 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,51, após aumento de 0,22%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira