Voltar
Decreto nº 13.80/2026 permite parcelamento em até 360 parcelas mensais sucessivas, com redução de juros; regras servem apenas para dívidas administradas pelo Tesouro
Baixar áudioLer ao vivoBrasil registrou de 19,3 mil estupros e quase 65 mil casos de estupro de vulnerável em 2025; Roraima apresentou a maior taxa do país, seguido por Rondônia e Acre
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: As prefeituras já podem solicitar o parcelamento de dívidas com a União, previsto na Emenda Constitucional nº 136 de 2025. Os municípios interessados têm até o dia 9 de setembro para manifestar interesse junto à Secretaria do Tesouro Nacional. Os débitos poderão ser pagos em até trezentas e sessenta parcelas mensais.
O decreto que regulamenta a medida também prevê redução de juros e atualização das dívidas pelo IPCA. As regras, no entanto, valem apenas para débitos contratuais administrados pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Entre as opções, o município pode optar pela amortização de percentual do saldo devedor, com transferência de valores, bens móveis ou imóveis, créditos junto ao setor privado ou União.
Também é possível optar pela compensação financeira da exploração de gás, petróleo, recursos hídricos ou minerais, entre outros. Para algumas opções, é preciso uma lei municipal específica.
O parcelamento pode ser cancelado em casos como atraso no pagamento das parcelas, contratação de empréstimos para quitar a dívida, desistência do programa ou falta de comprovação dos investimentos obrigatórios. Se isso ocorrer, o município perde os benefícios financeiros e o saldo devedor é recalculado.
Para aderir ao parcelamento de dívidas, o município deve enviar um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do e-mail ec136@tesouro.gov.br, até o dia 9 de setembro.
A manifestação da prefeitura deve conter as respectivas leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município.
O site do Tesouro disponibiliza uma página com respostas para sanar dúvidas das prefeituras sobre a aplicação do decreto, no site: www.tesourotransparente.gov.br. Na mesma página, também é possível acessar um quadro com todas as combinações possíveis de juros a serem pagos à União, percentuais de amortização extraordinária e de investimento.
Com informações da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e do Tesouro Nacional, Bianca Mingote
LOC.: O Brasil registrou DEZENOVE MIL, TREZENTOS E NOVENTA E OITO CASOS de estupro e SESSENTA E QUATRO MIL, NOVECENTOS E NOVENTA CASOS DE estupro de vulnerável em 2025. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento mostra que sete dos oito estados com as maiores taxas de estupro do país integram a Amazônia Legal. Roraima lidera o ranking nacional, com 127,1 casos por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Rondônia, com taxa de 97,1, e Acre, com 96,6.
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Boa Vista, em Roraima, e Ariquemes, em Rondônia, registraram as maiores taxas de violência sexual do país. Também aparecem entre os dez primeiros Porto Velho, em Rondônia; Rio Branco, no Acre; Macapá, no Amapá; Itaituba e Abaetetuba, no Pará; Dourados, em Mato Grosso do Sul; Araucária, no Paraná, e Sinop, em Mato Grosso.
O estudo aponta que a violência sexual atinge principalmente meninas e mulheres. Em 2025, elas representaram nove em cada dez vítimas. Além disso, os casos de estupro de vulnerável, que envolvem menores de 14 anos, corresponderam a 77% de todos os registros de violência sexual no país.
Segundo o anuário, em comparação com 2024, 21 estados registraram queda no número de casos. Já Pará, Amazonas, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro apresentaram aumento nos registros.
O documento completo pode ser acessado em www.forumseguranca.org.br.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A educação é o fator mais associado à ascensão de renda no Brasil. A conclusão é do Atlas da Mobilidade Social, desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab.
O estudo mostra que municípios com melhores indicadores educacionais, como maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, e menor distorção entre idade e série, oferecem maiores chances de mobilidade social para jovens de famílias de baixa renda.
As maiores oportunidades de ascensão econômica estão concentradas nas regiões Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste. Já as menores taxas de mobilidade foram registradas nas regiões Norte e Nordeste, onde a pobreza tende a se manter entre gerações.
O levantamento mostra, por exemplo, que em Assis Brasil, no Acre, 84,4% dos jovens nascidos entre os 25% mais pobres permanecem nesse mesmo grupo de renda quando adultos. Em Ponte Serrada, em Santa Catarina, esse percentual é de apenas 2,13%.
O Atlas ainda aponta que gênero, raça e origem familiar influenciam as oportunidades de ascensão econômica. Entre jovens brancos oriundos das famílias mais pobres, 36,3% permanecem nesse grupo de renda na vida adulta. Entre os não brancos, a proporção sobe para 51,6%.
A desigualdade também aparece no recorte por gênero. Entre homens que nasceram nos 25% mais pobres da população, 32,9% permanecem nessa faixa de renda quando adultos. Entre as mulheres, o percentual chega a 65,1%.
As estimativas foram elaboradas com base em dados da Receita Federal, dos ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social, além de pesquisas do IBGE.
O Atlas da Mobilidade Social pode ser acessado em atlasmobilidadesocial.org.br/atlas.
Com informações do Atlas da Mobilidade Social e da Agência Brasil, Bianca Mingote
LOC.: Empresárias, executivas e profissionais que desejam alcançar cargos de liderança poderão participar, no próximo dia 4 de agosto, às sete horas da noite, do primeiro Bate-papo com Elas, webinar gratuito e ao vivo voltado promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi, o IEL. A iniciativa busca fortalecer a liderança feminina na indústria, ampliar redes de relacionamento e incentivar o desenvolvimento profissional das participantes.
O tema desta primeira edição é "Acelerando carreiras femininas: preparando mulheres para a alta liderança".
Segundo a superintendente do IEL, Sarah Saldanha, a proposta é criar um espaço de diálogo, inspiração e troca de experiências.
TEC./SONORA: Sarah Saldanha, superintendente do IEL
"O Bate-papo com Elas tem o objetivo de conectar, inspirar e fortalecer uma rede de mulheres que já estejam em posição de liderança ou que estejam direcionando suas carreiras para essas posições. A ideia é compartilhar experiências, desafios e aprendizados que fazem parte do dia a dia da mulher no mundo corporativo."
LOC.: Além da troca de experiências, o webinar pretende estimular o networking entre as participantes, favorecendo novas oportunidades de negócios e ampliando o protagonismo feminino nos espaços de decisão.
O evento é voltado tanto para mulheres que já ocupam cargos de liderança — como executivas, empresárias e proprietárias de negócios — quanto para profissionais que estão em processo de transição de carreira ou que almejam assumir funções de gestão.
TEC./SONORA: Sarah Saldanha, superintendente do IEL
“Ao longo dos encontros, vamos debater temas como carreira, gestão, inovação, o papel do empreendedorismo e da diversidade no desenvolvimento de negócios, assim como o desenvolvimento de redes de apoio que fortalecem as competências femininas. Portanto, este webinar é voltado a mulheres em qualquer um dos momentos da carreira.”
LOC.: A primeira edição contará com a participação da executiva e palestrante Maiara Liberato, profissional com mais de 26 anos de experiência. Pesquisadora, mentora, inventora, comunicadora e consultora, ela já impactou mais de seis milhões de pessoas por meio de projetos, palestras e mentorias.
A mediação será feita pela diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Danusa Lima. O webinar terá duração aproximada de uma hora.
As inscrições estão abertas até 3 de agosto e podem ser feitas por meio do preenchimento de formulário disponível no site: portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: As despesas públicas primárias dos estados da Região Norte somaram R$ 88 bilhões e 600 milhões entre 1º de janeiro e 28 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo.
O valor representa um gasto de cerca de 5 mil 150 reais por cada um dos 17,2 milhões de habitantes da região e 14% do PIB gerado pelos 7 estados nortistas em 2025.
No Acre, as despesas públicas se aproximaram de R$ 8 bilhões no período. No Amapá, os gastos primários somaram R$ 5 bilhões e 700 milhões. Já no Amazonas, o Gasto Brasil contabilizou mais de R$ 17 bilhões.
O Pará registrou acima de R$ 31 bilhões em despesas públicas. Para Leonardo Pinheiro, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado, o painel tem grande potencial como norteador de políticas públicas eficientes.
TEC./SONORA: Leonardo Pinheiro, presidente da FACIAPA
“É um método de fazer planejamento a longo prazo, eficaz nas definições de prioridades nacionais, estaduais e municipais. E aí nós vamos para vários âmbitos: educação, saúde, infraestrutura, segurança, orçamento baseado em resultado, avaliar programas públicos pelo impacto.”
LOC.: Os gastos em Rondônia contabilizaram R$ 10 bilhões e 600 milhões. Kelly Naahmara, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais rondoniense, aponta que o crescimento do país só será possível com iniciativas como o Gasto Brasil.
TEC./SONORA: Kelly Naahmara, presidente da FACER
“Para que o Brasil avance em uma política de gastos públicos mais eficiente, seria fundamental fortalecer a transparência, o planejamento e a gestão que é baseada em resultados. O cidadão precisa saber como os recursos arrecadados são aplicados, e os gestores públicos devem contar com mecanismos que permitam avaliar a eficiência das despesas.”
LOC.: Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, a divulgação dos dados também deve servir de alerta para a necessidade de equilíbrio das contas públicas.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“Esta conta também não é nossa. Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o Governo está gastando mais do que arrecada. É o desequilíbrio das contas públicas. Nós temos que trabalhar para falar para o governo: corte de gastos já! Equilíbrio nas contas. É isso que o povo está pedindo.”
LOC.: Ainda completam a lista do Gasto Brasil no Norte, Roraima, com despesas de pouco mais de R$ 5 bilhões, e o Tocantins, com R$ 11 bilhões gastos.
Análises como essa e muitas outras vão fazer parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades ocorre na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.
Reportagem, Álvaro Couto.
O preço do boi gordo teve declínio de 0,14% nesta sexta-feira (31). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 346,90.
No mercado de frango, os valores apresentam declínio na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,14 e o frango resfriado a R$ 7,16.
A carcaça suína especial também apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,22.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,59.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (31) com baixa de 0,88%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.746,47 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve aumento de 0,11%, sendo comercializado a R$ 1.080,81.
O preço do açúcar cristal apresenta declínio de 0,57% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,40.
Em Santos (SP), houve declínio de 1,38%, e a mercadoria é negociada a R$ 105,06 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,30 após declínio de 0,05%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa