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LOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta quinta-feira, 10 de agosto, os recursos do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O repasse inclui R$ 4,9 bilhões referentes ao primeiro decêndio de setembro – parcela 4% superior ao repassado no mesmo período de 2025. Junto com a parcela deste decêndio, os municípios também recebem mais de R$ 9,7 bilhões da parcela adicional de 1% do FPM, prevista pela Emenda Constitucional 112/2021.

O especialista em orçamento público Cesar Lima destaca que o resultado confirma um cenário positivo para o FPM e lembra que os recursos podem ser usados livremente pelas prefeituras.
 

 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Esperamos que os gestores possam fazer um bom uso desses recursos. Ambos os recursos não têm nenhuma vinculação. Então, eles podem ser aplicados em qualquer um dos serviços públicos mantidos pelos municípios.”

 

   


LOC.: São Paulo recebe o maior volume do primeiro decêndio, com quase SEISCENTOS E DEZ MILHÕES de reais. Minas Gerais aparece em seguida, com mais de SEISCENTOS E SEIS milhões.

Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Franca, Itu e Pindamonhangaba, cada um com valores superiores a R$ 2,6 milhões. Já entre as cidades mineiras estão Betim, Contagem e Ibirité, que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,8 milhões. 

Na parcela extra de 1%, São Paulo também lidera, com quase 1 bilhão e 200 milhões de reais, seguido por Minas Gerais, que recebe mais de 1 bilhão e 100 milhões.

Segundo a Confederação Nacional de Municípios, o repasse adicional chega, em 2026, ao primeiro ano de aplicação integral do percentual de 1% sobre os 12 meses de arrecadação considerados no cálculo.

Ainda de acordo com a CNM, o recurso representa um reforço importante para o caixa das prefeituras e contribui para a manutenção dos serviços públicos.

O recurso extra não sofre retenção do Fundeb e integra a Receita Corrente Líquida dos municípios. Os gestores, no entanto, devem considerar os valores no cumprimento das obrigações fiscais, incluindo a aplicação constitucional em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

Os recursos do FPM são distribuídos aos municípios a cada dez dias e podem ser usados pelas prefeituras em áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

Reportagem, Bianca Mingote
 

LOC.: Duas mil setecentas e cinquenta e sete entidades empresariais assinaram um manifesto divulgado nesta quarta-feira, dia 9, com críticas à condução de questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

O documento, articulado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, pede que o Plenário do STF analise, em sessão pública, fatos que, segundo as entidades, estão relacionados à crise institucional no país.

Entre os signatários está a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB. O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, que também está à frente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, afirma que a iniciativa busca cobrar transparência da Corte.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, ASP e FACESP

“Estamos surpresos e indignados com a situação que o país está nesse momento. O STF é o órgão que tem como função defender a Constituição e ela precisa ter, nesta sua prerrogativa, uma condição de isenção, de transparência, de equilíbrio. Nós fazemos parte da sociedade civil e a sociedade civil quer respostas.”
 


LOC.: O manifesto também relaciona a situação institucional à segurança jurídica e ao ambiente de negócios. O grupo afirma que a perda de confiança pode afetar investimentos e a atividade econômica.

O cientista político da Universidade de Brasília, Murilo Medeiros, avalia que a preocupação já ultrapassa o campo político e chega ao setor produtivo.
 

TEC./SONORA: Murilo Medeiros, cientista político

“O investidor procura estabilidade, previsibilidade e instituições que funcionem normalmente. Caso a crise persista, pode haver aumento da percepção de risco e também uma cobrança de um custo financeiro maior para aplicar investimentos no país. A transparência e a rapidez na resposta institucional são valiosas do ponto de vista econômico.”  
 


LOC.: A manifestação ocorre em meio a episódios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal divulgou mensagens atribuídas a Vorcaro, com referências a Moraes e ao escritório de advocacia da esposa do ministro.

Outro episódio ocorreu nesta semana, quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

As entidades afirmam que o manifesto busca abrir espaço para uma análise pública dos fatos e reforçam que o STF, como guardião da Constituição, também deve prestar contas à sociedade. O documento sustenta que a legitimidade do Judiciário depende de transparência, imparcialidade e decisões fundamentadas.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: As exportações do agronegócio brasileiro movimentaram QUINZE BILHÕES E CEM MILHÕES DE DÓLARES em agosto, com participação de MIL  QUATROCENTOS E CINQUENTA E TRÊS MUNICÍPIOS. O valor representa 45,8% de tudo o que o Brasil exportou no mês e é 6,7% maior que o registrado em agosto de 2025.

Entre os estados, Mato Grosso liderou as exportações do agronegócio, com DOIS BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE DÓLARES movimentados. O estado respondeu por 14,6% das vendas do setor para fora e teve 78 municípios exportadores.

São Paulo aparece em seguida, com DOIS VÍRGULA ZERO TRÊS BILHÕES DE DÓLARES em exportações. Ao todo, TREZENTOS E TRINTA E QUATRO municípios paulistas registraram embarques no mês.

A soja foi o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro em agosto. Foram QUATRO BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE DÓLARES, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025. A cultura foi também o principal produto exportado por CENTO E VINTE E SEIS municípios.

Na sequência, aparecem a carne bovina in natura e o café verde.

A China foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com QUATRO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE DÓLARES em compras. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com mais de NOVECENTOS E CINCO MILHÕES DE DÓLARES.

Já as importações de produtos agropecuários cresceram 5% em agosto, com o trigo sendo o principal produto importado.

Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destacou a importância do resultado positivo para a geração de emprego e renda nas economias locais. 

Segundo a entidade, os dados do levantamento foram fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), já a lista de produtos  foi disponibilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 


Com informações da CNM , Bianca Mingote

A Meta apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral um plano de atuação para as Eleições de 2026. A proposta reúne medidas para combater a desinformação, conteúdos violentos e outras publicações consideradas nocivas durante o período eleitoral.

De acordo com o TSE, entre as ações previstas estão a remoção de conteúdos, regras de transparência para publicidade política e restrições a anúncios eleitorais. O documento também estabelece medidas para o uso de inteligência artificial generativa e para a proteção de dados pessoais.

Para reduzir a circulação de informações falsas, a empresa pretende utilizar rótulos e informações de contexto, além de diminuir o alcance de determinadas publicações. No WhatsApp, conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial poderão ser identificados por meio de metadados.

As regras também atingem ameaças, assédio e incitação à violência, incluindo apelos à violência eleitoral e ataques contra pessoas, instituições democráticas e o Estado de Direito.

Durante as eleições, as plataformas poderão ser responsabilizadas civil e administrativamente caso deixem de retirar conteúdos previstos nas normas do TSE. A regra inclui condutas antidemocráticas, informações notoriamente falsas que afetem a integridade do processo eleitoral e materiais produzidos por inteligência artificial em desacordo com as determinações da Justiça Eleitoral. 

Reportagem, Viviane Bessa.
 

LOC.: Transformar as novas regras do Acordo Mercosul-União Europeia em oportunidades reais para pequenos negócios é um dos desafios discutidos por representantes do Brasil e do bloco europeu.

O assunto foi tratado em Brasília, durante evento promovido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Entre os pontos debatidos estavam as exigências para exportação, o acesso a informações e a preparação das empresas para atuar no mercado europeu.

Até junho deste ano, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, havia apoiado OITO MIL TREZENTAS E SETENTA E DUAS micro e pequenas empresas. O número representa CINQUENTA E CINCO VÍRGULA OITO POR CENTO das empresas atendidas pela agência no período.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destacou que o acordo pode abrir espaço para mais empresas brasileiras no comércio internacional.
 

TEC./SONORA: Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

“Vai ser possível demonstrar todas as oportunidades voltadas também para micro e pequenas empresas. O próprio acordo tem um capítulo dedicado às MPEs, que é o capítulo 14, e é fundamental um trabalho coordenado de governo entre as instituições e todos os parceiros, para que possamos apresentar para as empresas as oportunidades de negócio. As MPEs são fundamentais nesse processo. Então, precisamos trazer informações e capacitar essas empresas para aumentar cada vez mais a participação delas no comércio internacional.”
 


LOC.: O Capítulo 14 do Acordo Provisório de Comércio é dedicado às pequenas e médias empresas e prevê mecanismos para facilitar o acesso a informações e reduzir dificuldades para esses negócios.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que MIL QUINHENTAS E TRÊS microempresas e MEIs exportaram para a União Europeia em 2025. Juntas, essas empresas movimentaram CENTO E SETE VÍRGULA CINCO MILHÕES DE DÓLARES.

Representantes que participaram do debate ressaltaram, porém, que a existência do acordo não garante, por si só, que as empresas consigam vender para o mercado europeu. É necessário conhecer tarifas, normas técnicas e procedimentos de exportação.

Para ajudar nesse processo, a ApexBrasil mantém ações em parceria com o Sebrae para empresas em diferentes estágios de internacionalização. Entre as iniciativas estão o PEIEX e os eventos Conexões Produtivas.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

O Tribunal Superior Eleitoral já aprovou o envio de forças federais para pelo menos oito estados no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.

A medida autoriza a atuação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para reforçar a segurança da votação e da apuração, em localidades indicadas pelos tribunais regionais eleitorais.

Entre os estados já contemplados estão Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo o TSE, novos pedidos ainda podem ser apresentados pelos tribunais regionais eleitorais até a data da votação.

Reportagem, Sophia Muniz.

O preço do café arábica abre esta quinta-feira em alta de 0,72%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.647,29 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve aumento de 1,64%, sendo comercializado a R$ 996,90.

O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 118,28. 

Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,52 após recuo de 0,54%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa 
 

O preço do boi gordo apresenta alta de 0,33% nesta quinta-feira (10). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,50.

No mercado de frango, os preços apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado e o frango resfriado custam R$ 7,69.

A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,27.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,43.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa