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Desaceleração da indústria de transformação e dos serviços deve limitar a expansão da economia, apesar do avanço da agropecuária e da indústria extrativa
Baixar áudioLer ao vivoDecisão determina que estados e municípios que ainda não pagam o piso a esses profissionais adotem a medida a partir de 1º de janeiro de 2027; Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para possíveis impactos nos orçamentos municipais
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto, o PIB brasileiro, em 2026 caiu de 2 para 1,6%, segundo análises do terceiro trimestre da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. De acordo com o levantamento, a revisão reflete, principalmente, as perspectivas menos favoráveis para a indústria, especialmente a de transformação, e para o setor de serviços. O desempenho desses segmentos deve se sobrepor às contribuições positivas da agropecuária e da indústria extrativa.
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, avalia que os setores com perspectivas de crescimento mais favoráveis são menos dependentes da demanda interna e, consequentemente, menos sensíveis à política monetária e às taxas de juros.
TEC./SONORA: Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI
“Por outro lado, os setores mais dependentes, mais sensíveis aos juros — que é o caso da indústria de transformação, do comércio e dos serviços — têm um movimento contrário. Então, quem está mais dependente de mercado interno está sendo muito afetado por conta da taxa de juros.”
LOC.: A CNI também prevê aceleração dos preços nos últimos meses de 2026, influenciada pela alta dos alimentos, dos preços administrados — como energia elétrica e combustíveis — e dos serviços. Nesse cenário, a projeção é que o IPCA acumule alta de 5,15% em 2026.
A persistência da inflação deve limitar o ritmo de flexibilização da política monetária. A CNI projeta que o Banco Central reduza a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes do ano, encerrando 2026 em 13,25% ao ano.
Apesar disso, a entidade avalia que há espaço para cortes mais rápidos dos juros.
TEC./SONORA: Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI
“Juros a 13,25% ao fim do ano, dadas as expectativas de inflação 12 meses à frente, ainda representa uma taxa de juros real de 9%. Isso é quase o dobro da taxa neutra, que é de 5%, que não estimula um crescimento forte nem uma contração da economia. Por todo o desaquecimento do mercado interno, a taxa de juros deveria e poderia estar mais baixa sem que o Banco Central abrisse mão da convergência da inflação para a meta.”
LOC.: Ainda de acordo com o relatório, a balança comercial deve registrar superávit de 77 bilhões e 300 milhões de dólares, quase 30% acima do resultado de 2025. As exportações devem crescer 10,3% em relação ao ano passado, enquanto as importações devem avançar 6,4% na comparação anual.
Em relação à política fiscal, a CNI projeta que as despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais. Já a receita líquida deve aumentar 5,9%
Apesar do aumento das receitas, o governo federal deve encerrar o ano com déficit primário de 54 bilhões e 600 milhões de reais, o equivalente a 0,4% do PIB projetado pela CNI.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Supremo Tribunal Federal, o STF, definiu que estados e municípios que ainda não pagam o piso salarial nacional do magistério aos professores temporários da rede pública de educação básica terão que implementar a medida a partir de primeiro de janeiro de 2027.
A decisão foi tomada por unanimidade, em julgamento virtual encerrado no dia 23 de outubro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, estabeleceu que a aplicação não terá efeitos retroativos para os entes federativos que ainda não pagam o piso.
O entendimento do STF reconhece que a valorização dos profissionais da educação também se aplica aos professores contratados temporariamente, e não apenas aos servidores efetivos.
A Confederação Nacional de Municípios, a CNM, alerta para os impactos da medida nos cofres municipais. Segundo a entidade, as despesas com o magistério representam 29% dos gastos das prefeituras com pessoal.
Além disso, em QUATRO MIL SETECENTOS E SETENTA E OITO municípios, pelo menos 85% dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, são destinados à remuneração dos profissionais da educação.
A CNM também alerta para o risco de aumento das despesas caso o reajuste seja estendido automaticamente a outros níveis da carreira, provocando o chamado efeito cascata.
O piso nacional do magistério está em CINCO MIL CENTO E TRINTA REAIS E SESSENTA E TRÊS CENTAVOS em 2026. A entidade estima que a alteração nas regras de reajuste tenha um impacto de OITO BILHÕES DE REAIS nas contas públicas somente neste ano.
A recomendação da CNM é que os gestores municipais avaliem os impactos financeiros da medida, adequem a legislação local sobre contratações temporárias e verifiquem os efeitos sobre os limites de despesas com pessoal.
Com informações da Agência CNM de Notícias e do STF, Bianca Mingote
A Justiça Federal liberou cerca de dois bilhões e novecentos milhões de reais para o pagamento de atrasados do INSS e de benefícios assistenciais.
Segundo o Conselho da Justiça Federal, os recursos contemplam mais de cento e noventa e três mil beneficiários com processos judiciais relacionados a aposentadorias, auxílio-doença, pensões e outros benefícios.
O pagamento é destinado a quem tem valores reconhecidos pela Justiça e está incluído no lote de Requisições de Pequeno Valor.
Para consultar se tem dinheiro a receber, o beneficiário deve acessar o portal do Tribunal Regional Federal responsável pelo processo.
As datas de depósito e de liberação para saque variam conforme o calendário de cada tribunal.
As informações são do Conselho da Justiça Federal.
Reportagem, Viviane Bessa.
LOC.: A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027. Tem oportunidades em diferentes estados brasileiros, com bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria. Os critérios variam conforme cada departamento regional.
As ofertas abrangem Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Os interessados devem consultar os canais oficiais do SESI em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.
Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.
A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.
Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.
Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.
TEC./SONORA: Wisley Pereira, superintendente de Educação do SESI
“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente.”
LOC.: Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.
A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.
Saiba mais em sesieducacao.com.br, sem til e sem acento… repetindo sesieducacao.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Empresárias do Distrito Federal defendem mais acesso ao crédito e participação na construção de políticas públicas para fortalecer os negócios liderados por mulheres. O tema foi discutido na última terça-feira, em Brasília, durante encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal, o CMEC.
A reunião deu continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que busca aproximar lideranças empresariais e parlamentares para acompanhar projetos de lei e ampliar medidas de apoio ao empreendedorismo feminino.
A presidente nacional do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a importância dessa aproximação.
TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente nacional do CMEC
“Para a gente é muito importante essa rede, linkando o setor privado com o setor legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas.”
LOC.: A presidente do CMEC Plano Piloto, Aline Castelo, afirmou que a mobilização também incentiva as mulheres a reconhecerem seu papel nas decisões que impactam a economia e seus próprios negócios.
TEC./SONORA: Alíne Castelo, presidente do CMEC Plano Piloto
“A mulher é protagonista, as empresárias são protagonistas, e cada evento desse que acontece fortalece mais essa ideia.”
LOC.: Entre os principais desafios estão as dificuldades para obter financiamento, a burocracia e a falta de estrutura para conciliar trabalho e responsabilidades familiares.
A vice-presidente do CMEC Lago Sul, a advogada tributarista Miriam Lavocat, ressaltou que políticas públicas voltadas às empreendedoras são fundamentais para que elas consigam manter e expandir suas empresas.
TEC./SONORA: Miriam Lavocat, advogada tributarista
“Existe uma dificuldade muito grande para a obtenção de crédito, para vencer a burocracia e, acima de tudo, para poder se manter e se estabilizar no mercado.”
LOC.: Durante o encontro, o CMEC também entregou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão, uma carta-compromisso para integrar a rede parlamentar. A Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas reúne lideranças empresariais e representantes do Legislativo em torno de pautas como acesso ao crédito, qualificação profissional e proteção patrimonial, com o objetivo de ampliar as oportunidades e fortalecer a autonomia econômica das mulheres.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: O planejamento por microbacia hidrográfica é uma das principais recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, para reduzir os impactos do El Niño 2026/2027 na produção agropecuária da Região Sul.
As projeções indicam chuvas volumosas e concentradas, muitos dias nublados e temperaturas de inverno acima da média. O cenário aumenta os riscos de erosão, perda de nutrientes, encharcamento do solo e redução da qualidade dos produtos colhidos.
O excesso de umidade também pode favorecer doenças nas plantas. Já tempestades, ventos fortes e granizo podem provocar danos às lavouras e aos pomares.
Entre as culturas mais expostas estão os cereais de inverno, como trigo e cevada, além de arroz irrigado, soja, milho, frutas de clima temperado e hortaliças.
Para reduzir os prejuízos, a Embrapa recomenda que os produtores planejem o manejo da água considerando toda a microbacia hidrográfica, e não apenas os limites de cada propriedade. A orientação é adotar práticas de conservação do solo e retenção de água nas áreas mais altas, para reduzir enxurradas e inundações nas baixadas.
Outras medidas incluem manter o solo protegido por cobertura vegetal, melhorar a drenagem, escalonar a semeadura e acompanhar as previsões meteorológicas e as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc.
Para os cereais de inverno, a recomendação é escolher cultivares resistentes a doenças e planejar a colheita antes da chegada de períodos chuvosos, com possibilidade de secagem artificial dos grãos.
No cultivo de soja e milho, a Embrapa orienta reforçar a cobertura vegetal do solo e intensificar o monitoramento de doenças. Já para o arroz irrigado, o planejamento do ciclo da cultura deve considerar a disponibilidade de radiação solar e as condições climáticas.
As orientações fazem parte de notas técnicas elaboradas pela Embrapa sobre os riscos do El Niño para diferentes regiões do país.
O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, também disponibiliza a página especial El Niño Agro, com informações e recomendações para apoiar decisões no campo.
O conteúdo pode ser consultado no portal do Ministério da Agricultura, em gov.br/agricultura.
Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Norte pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
O preço do café arábica abre esta quinta-feira, dia vinte e nove, em queda de um vírgula zero um por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil quinhentos e noventa e três reais e oitenta e nove centavos, em São Paulo.
O café robusta também apresenta baixa, de zero vírgula oitenta e um por cento, com a saca comercializada a novecentos e sessenta reais e dez centavos.
No mercado de açúcar, o cristal permanece estável na capital paulista, com a saca de cinquenta quilos cotada a cento e vinte e oito reais e setenta e quatro centavos.
Em Santos, o açúcar registra alta de três vírgula cinquenta por cento, com a saca negociada a cento e trinta e seis reais e cinquenta e nove centavos, na média de preços sem impostos.
Já o milho apresenta queda de zero vírgula vinte e dois por cento. A saca de sessenta quilos é comercializada a sessenta e quatro reais e setenta e três centavos.
As informações são do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de 60 quilos da soja inicia esta quinta-feira, dia vinte e nove, em alta no interior do Paraná e na região de Paranaguá.
No interior paranaense, a alta é de zero vírgula trinta e quatro por cento, com a saca negociada a cento e cinquenta e um reais e oitenta e nove centavos. Em Paranaguá, o avanço é de zero vírgula zero um por cento, e a saca chega a cento e cinquenta e sete reais e quarenta e dois centavos.
Já o trigo apresenta alta no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. No mercado paranaense, a tonelada do cereal é comercializada a mil quinhentos e setenta e um reais e trinta centavos. No Rio Grande do Sul, o preço permanece em mil e quinhentos reais e setenta e quatro centavos por tonelada.
As informações são do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Reportagem, Sophia Muniz.