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LOC.: A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, dia 14, o aumento do limite de faturamento do microempreendedor individual, o MEI, o perdão de dívidas e a ampliação da contratação de funcionários. Foram QUATROCENTOS E SESSENTA E UM votos a favor e QUATRO contrários. A proposta segue para análise do Senado.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, apoia as medidas, mas defende que a votação também incluísse a atualização dos limites do Simples Nacional, que atende micro e pequenas empresas.

O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, comemorou o reajuste para os micro empreendedores, mas destacou a importância de se caminhar ainda mais para incluir todo o Simples. 
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto,presidente da CACB

"Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação.”
 


LOC.: A tramitação e a falta de estudos detalhados sobre os impactos financeiros foram criticadas por parlamentares da oposição. A deputada Adriana Ventura, do Novo de São Paulo, questionou a rapidez da votação.
 

TEC./SONORA: Adriana Ventura, deputada federal (NOVO-SP)

“Eu acho lamentável que um debate que deveria ser feito com toda a calma e de uma maneira estruturada, ouvindo a sociedade, ouvindo o setor produtivo, com respeito, com responsabilidade, tenha sido atropelado. Um desrespeito com a sociedade de uma maneira açodada e sem nenhuma noção de impacto o que isso vai gerar.”
 


LOC.: Já a deputada Soraya Santos, do PL do Rio de Janeiro, fez críticas à exclusão das demais empresas do Simples Nacional e questionou a justificativa de falta de previsão orçamentária.

TEC.SONORA: Soraya Santos, deputada federal (PL-RJ)

“Qualquer país sério fortalece o pequeno. Agora, vem uma iniciativa do governo para separar o pequeno empresário, o Simples Nacional, aquele cara do armazém, a padaria, ou seja, o comerciante que sustenta os municípios todos. O que é que ele faz? Ele exclui. E mais, para o MEI, ele perdoa a dívida e diz que não aceita o Simples Nacional nem as pequenas empresas com base na falta de previsão orçamentária. Ora, como é que tem falta de previsão orçamentária se nós não votamos o orçamento?”
 


LOC.: Pelo projeto, o limite anual de faturamento do MEI sobe de OITENTA E UM MIL REAIS para CENTO E DEZ MIL REAIS em 2027 e CENTO E QUARENTA MIL REAIS em 2028.

A proposta também prevê o perdão de dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. Para manter o benefício, será necessário pagar as contribuições em dia durante os SEIS meses seguintes à entrada em vigor da futura lei. Outra mudança permite contratar até DOIS empregados, desde que recebam um salário mínimo ou o piso da categoria. Atualmente, o limite é de um funcionário.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC
 
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que as emendas parlamentares ajudam deputados federais a conquistar votos, principalmente em cidades com até cinco mil habitantes, mas destinar dinheiro aos municípios não garante a reeleição. O documento analisou os resultados das eleições de 2022 e 2026.

Segundo o levantamento, nas cidades menores, os deputados beneficiados pelo envio de emendas registraram um ganho de um vírgula três ponto percentual na votação. Já nos municípios com mais de quinhentos mil habitantes, a vantagem foi de apenas zero vírgula dois ponto.

A explicação, segundo o estudo, é que, nas cidades pequenas, os recursos têm maior impacto e os eleitores conseguem identificar mais facilmente o parlamentar responsável pelo envio do dinheiro.

O estudo também mostra que os parlamentares costumam destinar recursos para municípios onde já possuem uma base eleitoral consolidada.

As chamadas emendas Pix, transferidas diretamente às prefeituras, apresentaram um ganho eleitoral um pouco maior, de aproximadamente um ponto percentual.

Apesar desses resultados, a FGV não encontrou uma relação direta entre o volume de dinheiro enviado e as chances de reeleição.

Entre os quatrocentos e nove deputados que disputaram um novo mandato em 2026, as taxas de reeleição variaram de sessenta e sete a setenta e oito por cento, conforme o grupo de recursos analisado, sem uma relação clara entre mais emendas e mais vitórias.

No total, setenta e dois por cento dos deputados que tentaram a reeleição conseguiram renovar seus mandatos.

Para a FGV, o histórico eleitoral dos candidatos, por exemplo, teve mais peso nesse resultado do que o dinheiro destinado às cidades.

A conclusão é que as emendas podem fortalecer a presença política dos deputados e ajudar a conquistar votos, especialmente nos municípios menores, mas, sozinhas, não são suficientes para garantir uma vitória nas urnas.

Reportagem, Marco Guimarães
 

LOC.: O futuro da indústria brasileira passa por inovação, energia limpa, qualificação profissional e acesso a novos mercados. Esses foram alguns dos temas discutidos no Encontro Nacional dos Jovens Industriais, realizado em Natal, no Rio Grande do Norte, neste mês de outubro.

Durante TRÊS DIAS, empresários e novas lideranças da indústria participaram de debates sobre gestão, inteligência artificial, liderança feminina, descarbonização e exportações.

Na área de tecnologia, especialistas destacaram aplicações da inteligência artificial no controle de qualidade, na manutenção e no planejamento industrial. Já no debate sobre energia, a avaliação foi de que fontes renováveis e outras tecnologias de baixo carbono precisam oferecer viabilidade econômica para ampliar sua participação no setor.

A internacionalização também esteve na pauta. Representantes de empresas discutiram a diversificação dos mercados e a preparação necessária para exportar.

O encerramento também marcou a mudança de nome do encontro, que, a partir de 2027, será chamado Encontro Nacional das Novas Lideranças Industriais.

O presidente da FIERN Jovem, Djalma Júnior, destacou a importância da troca de experiências entre os estados.
 

TEC./SONORA: Djalma Júnior, presidente da FIERN

“O ENAJI é um momento de conexão, de buscar conhecimento e, naturalmente, disseminar o desenvolvimento da indústria brasileira. Evidentemente que nenhuma empresa se desenvolve se não tiver todo um trabalho desenvolvido pela formação da governança, mas também com novas tecnologias, com incremento do seu parque fabril e, naturalmente, com o desenvolvimento das pessoas.”
 


LOC.: A próxima edição será realizada em Cuiabá, em Mato Grosso. A presidente do Fórum Nacional dos Novos Líderes Industriais, Diana Castro, ressaltou o papel da integração na preparação de quem vai conduzir o setor nos próximos anos.

TEC./SONORA: Diana Castro, presidente do Fórum Nacional dos Novos Líderes Industriais

“É um momento de construção coletiva com novas lideranças de todo o Brasil, onde a gente tem muitos momentos de troca de experiências e de fortalecimento dessas novas lideranças que vão ser as responsáveis por desenvolver a indústria brasileira nas próximas décadas.”
 


LOC.: A proposta do movimento é ampliar a conexão entre lideranças e compartilhar experiências para fortalecer a indústria brasileira.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Lideranças femininas e empresariais entregaram um manifesto ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro com pautas para o empreendedorismo no país. O documento, repassado na terça-feira (13), foi apresentado pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, o CMEC, ligado à Confederação das Associações Comerciais do Brasil, a CACB.  

A presidente do conselho, Ana Cláudia Badra Cotait, cobrou ações concretas do poder público. Segundo ela, o intuito é garantir que as demandas do setor deixem de ser apenas promessas e se convertam em entregas reais.
 

TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do CMEC

“É extremamente importante porque políticas públicas é uma coisa que é muito falada, mas não é executada. Nós temos vários projetos que estão parados no Congresso e que a gente precisa botar para andar, porque é desses projetos que nascem as leis e essas leis que protegem as pessoas.”  
 


LOC.: O texto reúne eixos com foco na autonomia econômica, ampliação do acesso a crédito, simplificação tributária e defesa do Microempreendedor Individual, o MEI. O grupo também pede prioridade para projetos que combatam a violência patrimonial.  

A conselheira do CMEC no Ceará, Hortência Sucupira, destacou as dificuldades enfrentadas por quem está na base dos pequenos negócios.
 

TEC./SONORA: Hortência Sucupira, conselheira do CMEC-CE

“A maioria delas não tem registro, não tem CNPJ, e isso prejudica muito o desenvolvimento da pessoa como empresária... Difícil o acesso a recursos, à tentativa de negociação, de capital de giro, de compra de equipamentos. Elas não têm nem essa noção.”
 


LOC.: A porta-voz da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, ressaltou que a prioridade é garantir independência financeira e prosperidade para as famílias brasileiras.

TEC./SONORA: Daniella Marques, porta-voz econômica

“Nós mulheres não estamos em competição com os homens. Nós queremos falar de prosperidade. Prosperidade não tem gênero. É para isso que a gente trabalha.”
 


LOC.: A iniciativa integra uma mobilização nacional que também articula projetos junto ao Congresso Nacional para destravar o financiamento e proteger os negócios liderados por mulheres.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Seis anos depois de aprovada, a lei que restringe a utilização de plásticos descartáveis de uso único na cidade de São Paulo ainda aguarda regulamentação da prefeitura. A demora levou a Oceana, o Instituto de Defesa de Consumidores, o Idec, e o Instituto de Direito Coletivo, o IDC, a recorrerem à Justiça.

As entidades apresentaram, em 11 de agosto, um mandado de injunção ao Tribunal de Justiça de São Paulo para cobrar a publicação do decreto.

A Lei Municipal 17.261, de 2020, restringe o fornecimento de produtos como copos, pratos, talheres, mexedores de bebidas e varas para balões feitos de plástico descartável em estabelecimentos comerciais e eventos culturais e esportivos na capital.

Segundo as organizações, sem o decreto, faltam regras para definir como a legislação será aplicada e fiscalizada. Para a diretora de estratégia da Oceana, Lara Iwanicki, a demora também favorece a manutenção do cenário atual de consumo desses produtos.
 

TEC./SONORA: Lara Iwanicki, diretora de estratégia da Oceana

“A ausência do decreto beneficia os interesses de um setor específico, que é justamente o setor que produz esses produtos que são objeto do escopo da lei. Não pegou porque não tem um decreto que regulamente e existe claramente uma omissão da prefeitura. A prefeitura não cumpriu com o papel dela.”
 


LOC.: A cobrança vem de uma série de iniciativas anteriores. Em 2022, 18 organizações socioambientais enviaram uma carta à Prefeitura de São Paulo pedindo a regulamentação. No ano seguinte, o município criou um Grupo de Trabalho para elaborar o decreto, mas a medida ainda não foi publicada.

A coordenadora do Programa de Saúde do Idec, Marina Paullelli, explica o que deve constar na regulamentação.
 

TEC./SONORA: Marina Paullelli, coordenadora do Programa de Saúde do Idec

“O decreto deve indicar qual vai ser o órgão responsável por fiscalizar o tema, quais serão os materiais substitutos do plástico de uso único e os respectivos critérios, mecanismos de controle social e de acompanhamento, dentre outros pontos.”
 


LOC.: Para a presidente do IDC, Tatiana Bastos, a falta de regulamentação afeta também a capacidade de acompanhamento da sociedade.

TEC./SONORA: Tatiana Bastos, presidente do IDC

“Sem isso, é muito difícil para a sociedade civil conseguir fazer o seu papel. Saber o que cobrar, de quem cobrar, como cobrar. Sem esses parâmetros, a gente não tem como demonstrar inclusive o descumprimento.”
 


LOC.: Um levantamento citado pela Oceana mostra que, em 2019, o Brasil produziu cerca de DOIS MILHÕES E NOVECENTAS E CINQUENTA MIL toneladas de plásticos de uso único. Desse total, TREZENTAS E NOVENTA E SEIS MIL toneladas eram de produtos descartáveis, como copos, pratos e talheres.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O governo federal anunciou o pacote Prospera MEI, com medidas para ajudar microempreendedores individuais a regularizar dívidas e investir nos próprios negócios. Entre as iniciativas, está a proposta de perdão de débitos tributários inscritos na Dívida Ativa da União, além de apoio financeiro de até CINCO MIL REAIS, a partir de 2027, para investimentos. As medidas dependem de aprovação do Congresso Nacional.

No setor de turismo, a expectativa é beneficiar guias, motoristas, artesãos e outros profissionais. A proposta é ajudar esses trabalhadores a investir nos negócios, ampliar os serviços e aumentar a renda.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que as medidas podem beneficiar diferentes profissionais que atuam no setor, incluindo guias de turismo, artesãos e outros microempreendedores.
 

TEC./SONORA: Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

“E você, que atua no turismo, que é guia de turismo, artesão, microempreendedor individual, vai ter muito benefício com essas medidas.”
 



LOC.: Para quem trabalha com turismo, a expectativa é que as medidas ajudem a manter os negócios em funcionamento e melhorem os serviços oferecidos aos visitantes.

A proprietária de uma pousada em Rio da Conceição, no Tocantins, Fernanda Tainã Castro, destaca a importância da renegociação de dívidas para os pequenos empreendedores.
 

TEC./SONORA: Fernanda Tainã Castro, proprietária de pousada em Rio da Conceição (TO)

“E realmente essa oportunidade de renegociação de dívidas traz oportunidade de muita gente voltar a respirar e fazer aquilo que ama. Porque não é só trabalhar, é trabalhar naquilo que a gente ama. E o turismo é apaixonante.”
 


LOC.: Já a guia de ecoturismo e astroturismo Jéssica Mesquita, que atua na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, espera usar o recurso para renovar equipamentos de trabalho e testar novos serviços durante a baixa temporada. Para ela, mesmo um investimento pequeno pode fazer diferença na qualidade do atendimento.

TEC./SONORA: Jéssica Mesquita, guia de ecoturismo na Chapada dos Veadeiros (GO)

“Às vezes, a gente não precisa de um grande investimento para comprar algum ativo que a gente precisaria de um valor muito grande ou tem medo de contrair uma dívida, mas às vezes um pequeno aporte já é suficiente para melhoria no próprio negócio.”
 


LOC.: Segundo o governo federal, o perdão de dívidas tributárias poderá beneficiar cerca de TRÊS MILHÕES E SEISCENTOS MIL microempreendedores individuais. Os débitos somam DOZE BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS.

O pacote também prevê a negociação de dívidas bancárias e a criação do PixMEI. A iniciativa prevê apoio de até CINCO MIL REAIS para investimentos no negócio, sem necessidade de devolver o recurso.

No turismo, esse dinheiro poderá ajudar a renovar equipamentos e melhorar a estrutura de pequenos estabelecimentos. Na pousada de Fernanda, no Tocantins, a expectativa é investir na iluminação, na decoração e no paisagismo. Para Jéssica, na Chapada dos Veadeiros, os investimentos também podem beneficiar outros negócios locais, já que o turismo movimenta serviços de alimentação, hospedagem e transporte.

Entre as propostas estão ainda o aumento do limite de faturamento anual do MEI para CENTO E DEZ MIL REAIS, em dois mil e vinte e sete, e CENTO E QUARENTA MIL REAIS, em dois mil e vinte e oito. O governo também propõe permitir a contratação de um segundo funcionário e simplificar a emissão de notas fiscais nas vendas a pessoas físicas.

As mudanças legislativas, incluindo o perdão das dívidas tributárias, ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

Reportagem, Bianca Mingote.

A saca de 60 quilos da soja inicia esta quinta-feira, dia 15, em alta no interior do Paraná e na região de Paranaguá.

No interior paranaense, o grão registra aumento de zero vírgula cinquenta e dois por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e oito reais e setenta e cinco centavos.

Em Paranaguá, a valorização é de zero vírgula zero nove por cento, e o preço chega a cento e cinquenta e quatro reais e vinte e nove centavos.

No mercado do trigo, os preços apresentam movimentos diferentes no Sul do país. No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil quinhentos e setenta reais e trinta e dois centavos. Já no Rio Grande do Sul, o produto é negociado a mil quatrocentos e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos, com redução nos preços.

Reportagem, Sophia Muniz.

O preço do café arábica abre esta quinta-feira, dia 15, em alta de um vírgula cinquenta e cinco por cento, com a saca de 60 quilos negociada a mil quinhentos e setenta e um reais e dezenove centavos, em São Paulo.

O café robusta também registra alta de zero vírgula quinze por cento, com a saca cotada a novecentos e setenta e dois reais e sessenta e quatro centavos.

No mercado do açúcar cristal, o preço sobe zero vírgula treze por cento na capital paulista. A saca de 50 quilos é negociada a cento e vinte e três reais e noventa e quatro centavos.

Em Santos, o açúcar registra queda de zero vírgula setenta e nove por cento, com a saca cotada a cento e trinta e sete reais e quarenta e dois centavos, na média de preços sem impostos.

Já o milho apresenta baixa de zero vírgula vinte e quatro por cento, com a saca de 60 quilos negociada a sessenta e cinco reais e quarenta e três centavos.

Reportagem, Sophia Muniz.