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A coordenadora do Conselho Estratégico Trabalhista (Conet) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a advogada Gilda Figueiredo, afirma que norma demanda maior preparo das lideranças, além de defender atuação preventiva das empresas para reduzir afastamentos, ações judiciais e perdas de produtividade
Baixar áudioLer ao vivoDevido ao dia de Corpus Christi, Câmara dos Deputados e Senado Federal não terão sessões plenárias e nem de comissões a partir de quinta-feira (4)
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: As novas regras da Norma Regulamentadora número um, a NR-1, do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre saúde mental no trabalho já estão em vigor. A atualização obriga empresas a identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como sobrecarga, assédio moral, pressão excessiva e adoecimento emocional dos colaboradores.
A medida amplia as exigências relacionadas à saúde mental no trabalho e reforça a necessidade de mudanças na cultura das organizações.
Para a coordenadora do Conselho Estratégico Trabalhista da Associação Comercial de São Paulo, vinculada à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a advogada Gilda Figueiredo, as empresas precisam deixar de agir apenas de forma reativa e investir em prevenção.
A advogada Gilda Figueiredo analisa que as novas regras devem ser vistas pelos empresários como uma oportunidade de avançar na gestão de pessoas.
TEC./SONORA: advogada Gilda Figueiredo
“Em vez de resistir, o setor produtivo deveria enxergar a NR1 como uma espécie de oportunidade de profissionalização da gestão de pessoas. A atualização da NR1 trouxe uma mudança de paradigma importante. A saúde mental deixa de ser um tema, entre aspas, soft do RH, e passa a ser parte obrigatória da gestão da segurança e saúde do trabalho. No entanto, mudar a cultura organizacional é muito mais difícil do que alterar uma norma.”
LOC.: Segundo a especialista, a atualização da NR-1 representa um avanço importante na gestão de pessoas e na proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ela afirma que a prevenção deve ser encarada como investimento estratégico, capaz de reduzir afastamentos, ações judiciais e perdas de produtividade.
A nova regulamentação também prevê fiscalização das empresas. Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, as organizações terão noventa dias para adaptação às novas exigências. Após esse período, o descumprimento das regras poderá gerar penalidades e multas.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: Após semanas de debates intensos, com destaque para a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC que acaba com a escala 6x1, deputados e senadores terão um descanso prolongado. O feriado de Corpus Christi esfria as coisas nos próximos dias e esvazia os corredores do Congresso Nacional. A tendência, aliás, é que o mês de junho seja mais monótono, devido às festas juninas, importante período para os parlamentares, principalmente do Nordeste, estarem próximos de suas bases eleitorais, mas isso será assunto para uma futura reportagem…
No Plenário da Câmara desta semana, estão previstas sessões terça e quarta-feira. São 14 as matérias incluídas na pauta, com proeminência para projetos da área da saúde, mas considerados de baixa relevância pelos deputados, tanto que nem está prevista a reunião de líderes para definição das prioridades.
No plenário azul, as sessões também ocorrem nos mesmos dias. A principal matéria listada é a que cria a política de governança da administração pública federal, determinando que os três poderes e demais órgãos da esfera federal implementem e mantenham práticas como o acompanhamento de resultados, soluções para a melhoria do desempenho das organizações e decisões fundamentadas em evidências.
Quanto à PEC da escala 6x1, agora no Senado, não há previsão de movimentações. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não deu seguimento ao projeto, ao contrário de uma alternativa ao texto aprovado pela Câmara, apresentado pelo líder da oposição, que foi enviado à Comissão de Constituição e Justiça. O senador Rogério Marinho (PL-RN) propõe livre negociação entre empregadores e trabalhadores para a definição da carga horária e escala.
Devido a semana encurtada, o trabalho das comissões que terão sessão ficam concentrados nos próximos dias. Nesta segunda, o grupo que analisa a atualização do faturamento das empresas enquadradas no Simples Nacional vai a Porto Alegre (RS) debater a proposta com o setor produtivo. Mesmo objetivo da comissão especial sobre o aumento do Fundo de Participação do Municípios e criação do Fundo Constitucional do Sul e Sudeste, que discute a matéria com empresários em Santa Catarina.
Ainda nesta segunda, mas no Senado, as eleições entram na mira do Conselho de Comunicação Social do Congresso. O colegiado conversa com especialistas sobre o risco de desinformação e de influência da inteligência artificial nas campanhas deste ano.
Na terça, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vai ser ouvido na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. A presença dele estava prevista para a semana passada mas, como faltou ao encontro, o convite foi transformado em convocação, quando há a obrigatoriedade de comparecimento. Silveira deve detalhar a proposta do governo de antecipar a entrada em operação de termelétricas contratadas no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026.
No mesmo dia, a Comissão de Relações Exteriores do Senado também quer ouvir representantes de ministérios do governo federal. Foram convidados para a sessão integrantes do Itamaraty e de Minas e Energia para explicarem as perspectivas para a regulação do setor de minerais críticos no Brasil. Até o momento da publicação desta reportagem, o convite ainda não havia sido respondido.
REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO.
LOC.: A Agência Nacional de Mineração definiu um novo entendimento sobre a distribuição dos royalties da mineração no país. A decisão foi aprovada por unanimidade pela Diretoria Colegiada da ANM durante a OCTOGÉSIMA QUINTA Reunião Ordinária Pública da agência, realizada na última quarta-feira, dia 27 de maio.
Com a medida, os repasses da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, a CFEM, vão seguir as regras em vigor na data em que os valores forem efetivamente arrecadados pelo poder público.
Na prática, isso significa que estados e municípios só passam a ter direito aos recursos quando o dinheiro entra nos cofres públicos, e não no momento da exploração mineral.
O entendimento foi consolidado por meio de uma súmula administrativa aprovada pela agência. O texto estabelece que a CFEM aos entes beneficiários “submete-se ao regime de caixa, aplicando-se a legislação vigente na data em que os valores são efetivamente arrecadados.”
A mudança pode afetar a divisão dos royalties em situações em que houver alteração nas regras de distribuição entre o período da exploração mineral e o recolhimento dos valores.
A decisão teve como base um parecer jurídico da Procuradoria Federal junto à ANM, que considera que o direito ao repasse dos royalties só se concretiza após a arrecadação dos recursos.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Mais de um reconhecimento marcou os últimos dias do Banco da Amazônia. A instituição foi premiada por iniciativas nas áreas de inclusão financeira, comunicação institucional e promoção da igualdade no ambiente de trabalho.
Um dos destaques veio da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento, a ALIDE. O banco recebeu o Prêmio ALIDE Verde pelo programa Amazônia Pra Elas, criado para ampliar o acesso de mulheres empreendedoras ao crédito na Região Norte.
A iniciativa busca reduzir dificuldades históricas enfrentadas por mulheres na hora de conseguir financiamento, como menor acesso a patrimônio, histórico financeiro limitado e falta de informação.
Atualmente, o programa atende mais de CINQUENTA E SEIS MIL mulheres empreendedoras e já soma mais de DUZENTOS E TRINTA E QUATRO MILHÕES E MEIO DE REAIS em operações contratadas.
O Banco da Amazônia também conquistou destaque no Prêmio Colunistas Norte/Nordeste 2025. A instituição recebeu Ouro nas categorias Relações Públicas e Promo & Live Marketing com a campanha “A Moeda Mais Valiosa do Mundo”.
Além disso, o banco teve quatro indicações como finalista e nove shortlists em categorias como filme institucional, rádio, mídia integrada e mídia impressa.
Outro reconhecimento recebido foi o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pelo Ministério das Mulheres. Esta é a primeira vez que o Banco da Amazônia integra o grupo de instituições certificadas.
Nesta edição, OITENTA organizações receberam o selo após dois anos de avaliação e adoção de medidas voltadas à diversidade, ao aumento da presença feminina em cargos de liderança e à redução das desigualdades no ambiente profissional.
O Banco da Amazônia também foi reconhecido no II Prêmio de Inclusão Socioeconômica, promovido pelo MDS, por ações voltadas à inclusão produtiva e geração de renda na Amazônia Legal. Entre janeiro e abril de 2026, a instituição atuou com mais de QUATROCENTOS E VINTE assessores e formalizou cerca de QUATRO MIL contratos, ampliando o acesso ao crédito e apoiando pequenos empreendedores em diferentes territórios da região.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC 1: Afetados por desastres, trinta municípios vão receber recursos federais para ações de resposta e recuperação.
O repasse de mais de dezessete milhões de reais foi autorizado, nesta segunda-feira, primeiro de junho, pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Receberão recursos cidades de Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Amazonas, Maranhão, Pará, Minas Gerais, Piauí e Bahia. Confira a lista completa no site do ministério em gov.br/mdr .
Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, explica como os valores podem ser aplicados.
TEC./SONORA: Waldez Goes
“Os recursos da Defesa Civil podem ser empregados naquele primeiro momento que acontece o desastre pra fazer assistência humanitária, pra dar kits de higiene, alimentação para as pessoas que foram atingidas, que enfrentam as consequências daquele desastre, bem como pra restabelecimento dos serviços essenciais, como, por exemplo, abastecimento de água e desobstrução de vias públicas. Além disso, nós também podemos utilizar os recursos da Defesa Civil pra fazer reconstrução de infraestruturas públicas destruídas pelo desastre ou ainda de habitações destruídas pelo desastre.”
LOC 2: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em proteção e defesa civil, acesse gov.br/mdr
Reportagem, Manuela Rolim
LOC.: A CAIXA paga, nesta segunda-feira, 1º de junho, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de novembro e dezembro.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos da rede pública.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia .
LOC:
O preço do boi gordo iniciou esta segunda-feira com alta de 0,13% no estado de São Paulo. A arroba é negociada a R$ 349,70, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea.
Já o mercado de frango apresentou recuo. O frango congelado caiu 4,87% e é vendido a R$ 7,03 o quilo. O frango resfriado também registrou baixa, de 4,73%, com cotação de R$ 7,05 o quilo na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado.
No setor suinícola, a carcaça suína especial teve valorização de 0,70% e está cotada a R$ 8,63 por quilo nos atacados da Grande São Paulo. Os levantamentos apontam alta nos preços em todos os estados analisados.
Os dados são do Cepea.
LOC:
O café arábica inicia a semana em forte queda, com recuo de 2,85%, e a saca de 60 quilos negociada a 1.555 reais e 67 centavos em São Paulo. O café robusta também registra baixa, de 1,81%, cotado a 952 reais e 56 centavos.
No açúcar cristal, o cenário é misto. Em São Paulo, a saca de 50 quilos cai 0,90%, sendo vendida a 93 reais. Já em Santos, o produto sobe 1,38%, alcançando 102 reais e 84 centavos.
O milho praticamente se mantém estável, com leve queda de 0,02%, e a saca de 60 quilos é negociada a 64 reais e 91 centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Juline Pogorzelski.