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Estudo da FGV-Agro aponta efeitos em cadeia desde o encarecimento das apólices ao agravamento do endividamento no campo
Baixar áudioLer ao vivoLevantamento contabiliza mais de 537 mil pessoas atingidas e alerta para a necessidade de reforçar ações de prevenção
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Ministério da Agricultura e Pecuária está atrasado com o pagamento de cerca de R$ 141 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural às seguradoras referentes a apólices contratadas em 2025. É o que aponta uma nota técnica de julho do Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, braço da Fundação Getúlio Vargas voltado à análise do agronegócio.
O estudo aponta que os atrasos nos pagamentos pode colocar em risco o funcionamento do programa. Quando um produtor rural contrata um seguro pelo PSR, o governo arca, em média, com 30% do prêmio das apólices.
Em 2025, mais de 64 mil contratos foram fechados pelo programa, mas os valores podem levar até 180 dias para serem repassados às seguradoras, que acabam precisando arcar com as despesas, ainda que temporárias, da operação.
Como resultado, o esutdo explica que as empresas do ramo acabam revendo suas estratégias de negócio. As diferentes práticas acabam impactando principalmente o cliente final, ou seja, os produtores, como o encarecimento dos seguros, limitação da cobertura e endurecimento dos critérios de aceitação, por exemplo.
Para piorar, o desenho contratual do PSR permite que as seguradoras cobrem dos agropecuaristas os valores que competem ao governo. A FGV-Agro destaca que os cortes orçamentários realizados neste ano para o programa, de mais de R$ 530 milhões, dificulta ainda mais a quitação dos pagamentos pendentes.
A Frente Parlamentar da Agropecuária avalia que o panorama tende a agravar um momento já bastante delicado para o agronegócio nacional. Além do endividamento rural e das margens de produção comprimidas, as projeções climáticas indicam a possibilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade muito forte nos próximos meses. Com os produtores dessegurados, a perspectiva de perdas aumenta ainda mais.
Para reduzir o risco institucional do PSR, a FGV Agro recomenda:
regularizar os pagamentos pendentes das apólices de 2025;
divulgar um cronograma público dos pagamentos;
aumentar a transparência sobre a execução orçamentária do programa;
revisar as regras contratuais para tornar os prazos de pagamento mais objetivos;
recompor o orçamento do seguro rural e fortalecer os recursos destinados ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático.
Na conclusão, o Observatório afirma que a previsibilidade é fundamental para manter a confiança no programa e garantir que o seguro rural continue sendo um instrumento de gestão de risco para o produtor, em vez de ampliar a insegurança financeira em anos de maior ocorrência de eventos climáticos.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O El Niño já provoca impactos significativos em mais de 200 municípios brasileiros. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, os prejuízos somam 3 bilhões e 500 milhões de reais, alta de mais de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre 1º e 24 de julho, foram decretadas 240 situações de emergência em 13 estados devido a temporais, inundações, enchentes, secas, estiagens e incêndios florestais. No período, mais de 537,2 mil pessoas foram afetadas.
A seca e a estiagem responderam por mais de 86% das perdas registradas, com maior concentração no Nordeste. De acordo com a CNM, o El Niño intensificou esses fenômenos climáticos na região, atingindo 53 cidades nordestinas e mais de 30,8 mil pessoas.
Enquanto o Nordeste enfrenta o agravamento da seca, o Sul do país já sofre com o aumento das chuvas intensas provocado pelo El Niño. O fenômeno favorece a ocorrência de deslizamentos, alagamentos e inundações.
No Rio Grande do Sul, 69 municípios registraram prejuízos econômicos e impactos sociais, com perdas superiores a 100 milhões de reais. Em Santa Catarina, 53 cidades foram afetadas, acumulando perdas de 23 milhões de reais.
Na Região Sudeste, 24 municípios decretaram situação de emergência em razão de incêndios florestais em áreas não protegidas, com reflexos significativos na qualidade do ar.
No Espírito Santo, foram afetadas as cidades de Colatina, Fundão, Ibatiba, Ibiraçu, Laranja da Terra e Marataízes. No Rio de Janeiro, houve registro de prejuízos em Itatiaia, São José de Ubá, Valença e Vassouras. Já em Minas Gerais, 14 municípios decretaram situação de emergência: 12 por seca ou estiagem e dois em decorrência de vendavais e chuvas intensas.
Para orientar os gestores públicos, a entidade publicou uma nota técnica com recomendações para a preparação dos municípios diante dos possíveis impactos do El Niño.
Entre as principais recomendações estão atualização dos planos de contingência; mapeamento detalhado das áreas de risco; organização de abrigos provisórios e definição de rotas de evacuação; fortalecimento dos canais de comunicação com a população.
O documento completo está disponível no site: cnm.org.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Brasil e Coreia do Sul deram mais um passo para ampliar as relações comerciais e os investimentos entre os dois países. Em São Paulo, empresários e autoridades brasileiras e sul-coreanas participaram do Brazil-Korea Business Roundtable, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, em parceria com a Federação de Indústrias Coreanas.
O encontro discutiu oportunidades para ampliar as exportações brasileiras e diversificar mercados em setores estratégicos da economia.
A Coreia do Sul é atualmente a 13ª maior economia do mundo e importa cerca de 600 bilhões de dólares por ano. Apesar desse potencial, o Brasil responde por apenas 1% das importações sul-coreanas, cenário que, segundo a ApexBrasil, representa espaço para ampliar a participação brasileira no mercado asiático.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou as oportunidades para aumentar as exportações brasileiras.
TEC./SONORA: LAUDEMIR MÜLLER, presidente da ApexBrasil
"No setor do agronegócio, no anúncio da abertura do mercado de carnes, vamos continuar com as frutas, com o café, com as nossas outras proteínas. Forte também na área de minerais raros, eles são o segundo maior produtor de semicondutores que a gente vai avançar muito com eles. E também na área de indústria, o setor farmacêutico, o setor de TI e também, principalmente, o setor da nossa indústria aeronáutica e também na indústria de defesa. Então foi um grande fórum empresarial realizado pela ApexBrasil pra gente diversificar ainda mais as exportações do nosso país."
LOC.: Além das oportunidades para ampliar as vendas de produtos brasileiros, o encontro resultou na assinatura de seis memorandos de entendimento entre empresas e instituições dos dois países nas áreas de comércio, inovação, saúde, tecnologia, agronegócio e defesa.
O diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, afirmou que o diálogo entre governos e empresas contribui para fortalecer o ambiente de negócios e ampliar investimentos.
TEC./SONORA: RODRIGO MOCCIA, diretor de Relações Institucionais da Ambev
"É uma alegria para a Ambev, uma empresa brasileira que tem operação no mundo inteiro, que gera emprego e renda localmente, poder discutir com governo de outros países, com outros empresários, um pouco dos desafios que as empresas brasileiras enfrentam fora do país. Foi mais um sucesso. O presidente da Coreia esteve reunido conosco por mais de uma hora falando um pouco sobre as oportunidades de investimento lá e os desafios que a gente pode superar."
LOC.: O fórum integrou a agenda da visita oficial do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ao Brasil, e reuniu o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de representantes do governo e lideranças empresariais dos dois países.
A expectativa é ampliar o comércio bilateral, atrair investimentos e fortalecer a presença dos produtos brasileiros no mercado sul-coreano.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: Empresárias, executivas e profissionais que desejam alcançar cargos de liderança poderão participar, no próximo dia 4 de agosto, às sete horas da noite, do primeiro Bate-papo com Elas, webinar gratuito e ao vivo voltado promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi, o IEL. A iniciativa busca fortalecer a liderança feminina na indústria, ampliar redes de relacionamento e incentivar o desenvolvimento profissional das participantes.
O tema desta primeira edição é "Acelerando carreiras femininas: preparando mulheres para a alta liderança".
Segundo a superintendente do IEL, Sarah Saldanha, a proposta é criar um espaço de diálogo, inspiração e troca de experiências.
TEC./SONORA: Sarah Saldanha, superintendente do IEL
"O Bate-papo com Elas tem o objetivo de conectar, inspirar e fortalecer uma rede de mulheres que já estejam em posição de liderança ou que estejam direcionando suas carreiras para essas posições. A ideia é compartilhar experiências, desafios e aprendizados que fazem parte do dia a dia da mulher no mundo corporativo."
LOC.: Além da troca de experiências, o webinar pretende estimular o networking entre as participantes, favorecendo novas oportunidades de negócios e ampliando o protagonismo feminino nos espaços de decisão.
O evento é voltado tanto para mulheres que já ocupam cargos de liderança — como executivas, empresárias e proprietárias de negócios — quanto para profissionais que estão em processo de transição de carreira ou que almejam assumir funções de gestão.
TEC./SONORA: Sarah Saldanha, superintendente do IEL
“Ao longo dos encontros, vamos debater temas como carreira, gestão, inovação, o papel do empreendedorismo e da diversidade no desenvolvimento de negócios, assim como o desenvolvimento de redes de apoio que fortalecem as competências femininas. Portanto, este webinar é voltado a mulheres em qualquer um dos momentos da carreira.”
LOC.: A primeira edição contará com a participação da executiva e palestrante Maiara Liberato, profissional com mais de 26 anos de experiência. Pesquisadora, mentora, inventora, comunicadora e consultora, ela já impactou mais de seis milhões de pessoas por meio de projetos, palestras e mentorias.
A mediação será feita pela diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Danusa Lima. O webinar terá duração aproximada de uma hora.
As inscrições estão abertas até 3 de agosto e podem ser feitas por meio do preenchimento de formulário disponível no site: portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: As despesas públicas primárias dos estados da Região Norte somaram R$ 88 bilhões e 600 milhões entre 1º de janeiro e 28 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo.
O valor representa um gasto de cerca de 5 mil 150 reais por cada um dos 17,2 milhões de habitantes da região e 14% do PIB gerado pelos 7 estados nortistas em 2025.
No Acre, as despesas públicas se aproximaram de R$ 8 bilhões no período. No Amapá, os gastos primários somaram R$ 5 bilhões e 700 milhões. Já no Amazonas, o Gasto Brasil contabilizou mais de R$ 17 bilhões.
O Pará registrou acima de R$ 31 bilhões em despesas públicas. Para Leonardo Pinheiro, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado, o painel tem grande potencial como norteador de políticas públicas eficientes.
TEC./SONORA: Leonardo Pinheiro, presidente da FACIAPA
“É um método de fazer planejamento a longo prazo, eficaz nas definições de prioridades nacionais, estaduais e municipais. E aí nós vamos para vários âmbitos: educação, saúde, infraestrutura, segurança, orçamento baseado em resultado, avaliar programas públicos pelo impacto.”
LOC.: Os gastos em Rondônia contabilizaram R$ 10 bilhões e 600 milhões. Kelly Naahmara, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais rondoniense, aponta que o crescimento do país só será possível com iniciativas como o Gasto Brasil.
TEC./SONORA: Kelly Naahmara, presidente da FACER
“Para que o Brasil avance em uma política de gastos públicos mais eficiente, seria fundamental fortalecer a transparência, o planejamento e a gestão que é baseada em resultados. O cidadão precisa saber como os recursos arrecadados são aplicados, e os gestores públicos devem contar com mecanismos que permitam avaliar a eficiência das despesas.”
LOC.: Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, a divulgação dos dados também deve servir de alerta para a necessidade de equilíbrio das contas públicas.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“Esta conta também não é nossa. Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o Governo está gastando mais do que arrecada. É o desequilíbrio das contas públicas. Nós temos que trabalhar para falar para o governo: corte de gastos já! Equilíbrio nas contas. É isso que o povo está pedindo.”
LOC.: Ainda completam a lista do Gasto Brasil no Norte, Roraima, com despesas de pouco mais de R$ 5 bilhões, e o Tocantins, com R$ 11 bilhões gastos.
Análises como essa e muitas outras vão fazer parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades ocorre na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.
Reportagem, Álvaro Couto.
O preço do boi gordo teve declínio de 0,14% nesta sexta-feira (31). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 346,90.
No mercado de frango, os valores apresentam declínio na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,14 e o frango resfriado a R$ 7,16.
A carcaça suína especial também apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,22.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,59.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (31) com baixa de 0,88%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.746,47 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve aumento de 0,11%, sendo comercializado a R$ 1.080,81.
O preço do açúcar cristal apresenta declínio de 0,57% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,40.
Em Santos (SP), houve declínio de 1,38%, e a mercadoria é negociada a R$ 105,06 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,30 após declínio de 0,05%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa