Voltar
Empresas do regime regular já devem informar os tributos nos documentos fiscais; transição prevê substituição gradual de PIS, Cofins, ICMS e ISS
Baixar áudioLer ao vivoAtos de Lula, Flávio, Caiado, Zema, Renan e Cury serão realizados no domingo (16) em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Desde 3 de agosto de 2026, as empresas enquadradas no regime regular passaram a ser obrigadas a preencher o IBS e a CBS nos documentos fiscais eletrônicos. Mas o que são esses novos impostos criados pela reforma tributária?
A partir de 1º de janeiro de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, substituirá integralmente dois impostos de competência federal — o PIS e a Cofins, — que serão completamente extintos. Com isso, o novo imposto passará a ser cobrado com alíquota cheia, estimada em 9,21% pelo Comitê Gestor do IBS.
Além disso, o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, será zerado para a maioria dos produtos, com exceção dos fabricados na Zona Franca de Manaus.
Já o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, terá alíquota de 0,1% em 2027 e 2028, durante a fase inicial de transição. Entre 2029 e 2032, o novo tributo substituirá gradualmente o ISS, de competência municipal, e o ICMS, de âmbito estadual.
Essa substituição ocorrerá de forma gradual entre 2029 e 2032. Nesse período, as alíquotas dos atuais impostos serão reduzidas progressivamente, enquanto a participação do IBS aumentará.
Em 2033, o novo modelo de tributação sobre o consumo entrará em vigor integralmente, com a extinção do ICMS e do ISS e a adoção plena do IBS. Para esse ano, a estimativa mais recente utilizada pelo Comitê Gestor do IBS aponta para uma alíquota conjunta de 27,91% para IBS e CBS.
Em 2026, primeiro ano de implementação, as notas fiscais devem trazer as novas informações, inclusive as alíquotas de teste de 1%, sendo 0,1% de IBS e 0,9% de CBS.
O advogado tributarista e sócio do Tax Group, Luís Garcia, explica que os valores correspondentes às alíquotas de teste serão integralmente compensados.
TEC./SONORA: Luís Garcia, advogado tributarista e sócio do Tax Group
“Todo o valor que, eventualmente, viria a ser recolhido por meio dessa alíquota, será integralmente compensado e abatido do que a empresa deve pagar de PIS e Cofins no mesmo período. Temos essa iniciativa para calibrar a tecnologia e o sistema de apuração do governo e das empresas para esses novos tributos.”
LOC.: Segundo o tributarista, a ausência do destaque do IBS e da CBS nos documentos fiscais eletrônicos em 2026 não resulta, de forma imediata, na aplicação de multas ou outras penalidades financeiras.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Os candidatos à Presidência da República iniciam oficialmente a campanha eleitoral neste domingo. Os cinco nomes com mais intenções de voto nas pesquisas escolheram como palco do pontapé inicial da corrida presidencial locais ligados às suas trajetórias políticas.
O presidente Lula fará um ato no estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. O local é um dos principais redutos da militância do petista, com destaque para o fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, onde foram realizadas manifestações sindicalistas.
Já Flávio Bolsonaro, do PL, optou por um evento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Num passado próximo, o bairro recebeu os eventos de maior público de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O mineiro Romeu Zema, do Partido Novo, dará início à campanha em Montes Claros, no interior de Minas Gerais. Augusto Cury (Avante) marcou o início da campanha no mesmo estado, porém com um ato na praça Getúlio Vargas, no município de Santa Luzia.
Ronaldo Caiado, do PSD, fará uma carreata percorrendo cidades de Goiás e do entorno do DF, desde Águas Lindas até Luziânia. Renan Santos, do Missão, decidiu fazer um ato no Largo São Francisco, em São Paulo, onde foi aluno da Faculdade de Direito da USP.
Dia 16 marca a data na qual os candidatos ficam autorizados a pedir votos explicitamente, fazer lives que promovam a candidatura e organizar comícios. No dia 28 de agosto começa a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão.
O cumprimento às regras é fiscalizado pelo Ministério Público Eleitoral. Mas a população pode participar da supervisão e apresentar denúncias por meio do aplicativo Pardal, disponível nas lojas dos principais sistemas operacionais. O programa permite o envio de queixas de propaganda eleitoral irregular.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O Brasil já registrou quase 30 mil focos de incêndio em 2026.
Segundo dados da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, o país contabiliza VINTE E NOVE MIL SEISCENTOS E DEZOITO focos entre primeiro de janeiro e 12 de agosto deste ano.
Mato Grosso lidera o ranking, com mais de QUATRO MIL E QUINHENTOS focos. Na sequência aparecem Tocantins, Bahia, Maranhão e Pará.
O cenário preocupa por conta do fortalecimento do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial.
Segundo boletim divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno tem mais de 90% de chance de ser muito forte até dezembro.
No Brasil, os efeitos do El Niño são diferentes entre as regiões. A meteorologista Andrea Ramos aponta que o fenômeno tende a alterar tanto a temperatura quanto a distribuição das chuvas.
TEC./SONORA: Andrea Ramos, meteorologista
“Para o Brasil, isso tende a aumentar a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do território e de uma distribuição mais irregular de chuvas. De modo geral, o Sul apresenta uma maior tendência de chuvas acima da média, enquanto que setores do Norte, Nordeste e parte central do país podem enfrentar períodos mais secos ou com precipitação irregular.”
LOC.: Segundo a especialista, o El Niño não provoca diretamente as queimadas. Na maioria dos casos, a ignição está relacionada à ação humana.
O fenômeno, porém, pode contribuir para um ambiente mais quente e seco, deixando a vegetação mais inflamável e facilitando a propagação do fogo.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima alertou, em julho, para um aumento do perigo de incêndios entre agosto e outubro, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga.
O consultor climático e meteorologista Francisco de Assis destaca que o risco de queimadas ao longo do trimestre não está restrito a uma única região.
TEC./SONORA: Francisco de Assis, consultor climático e meteorologista Francisco de Assis
“Condições de queimadas podem ocorrer tanto no centro do Brasil, como também em parte da Região Norte, no interior do Nordeste, na Bahia. Além de Minas Gerais, Tocantins, Amazônia, Rondônia, Acre e Mato Grosso, são estados propícios às condições de queimadas e incêndios durante esse período do segundo semestre.”
LOC.: Os especialistas apontam que o cenário evidencia atenção especial para o Centro-Oeste e áreas do Nordeste, além do Cerrado, e as regiões leste e sul da Amazônia, sobretudo durante a fase mais crítica da estação seca – entre agosto e outubro.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) apresenta tendência de queda ou estabilização em 23 das 27 Unidades da Federação. É o que aponta o mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz.
Os dados mostram, ainda, que apenas Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe mostram um leve sinal de crescimento.
A análise é referente à semana epidemiológica 31, de 2 a 8 de agosto.
Já em relação ao nível de risco, ainda existem 14 das 27 UFs com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, sendo: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
A FioCruz destaca que o período da sazonalidade da influenza A já se encerrou, porém, mesmo com sinal de recuo, os casos graves pelo vírus seguem altos em Minas Gerais e Roraima.
Já os casos graves por influenza B permanecem aumentando em alguns estados do Centro-Sul, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Em nota, os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e Covid-19.
A recomendação dos especialistas é de que os os moradores dos estados com alta de SRAG sigam com cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas.
Em 2026, já foram notificados CENTO E TRINTA E TRÊS MIL E SETECENTOS E NOVE casos de SRAG, 53,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: Os indicadores da indústria brasileira registraram, em sua maioria, resultados positivos em junho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. No entanto, as altas foram pequenas na comparação com maio e não mudaram o cenário predominante no primeiro semestre, no qual a maioria dos indicadores apresentou queda, refletindo o desaquecimento da atividade industrial.
Somente a massa salarial e o rendimento médio avançaram na comparação semestral, impulsionados pelo aquecimento do mercado de trabalho que pressiona os rendimentos.
Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, a indústria permaneceu praticamente estável, devido ao patamar elevado dos juros.
TEC./SONORA: Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Isso se deve muito ao contexto de juros elevados, em um ambiente em que o patamar de endividamento da população se encontra muito alto, tanto das famílias quanto das empresas. Isso contribui muito para uma desaceleração da demanda e para um comportamento mais comedido dos investimentos e da expansão de plantas produtivas.”
LOC.: Outro fator de pressão, segundo Nocko, é a forte entrada de produtos importados, especialmente de bens de consumo, no mercado brasileiro.
TEC./SONORA: Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Essa forte entrada de bens de consumo, e de outros bens também, acaba pressionando a capacidade dos empresários industriais de repassarem seus custos. Então, é um ambiente de bastante pressão sobre margens que os empresários também seguem enfrentando ao longo desse semestre.”
LOC.: O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,8% na passagem de maio para junho de 2026. Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi de 7,3%.
Apesar do desempenho positivo, o indicador acumulou queda de 1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
O número de horas trabalhadas na produção industrial registrou leve alta de 0,2% entre maio e junho de 2026, mantendo-se praticamente estável no período. Em relação a junho de 2025, o indicador cresceu 0,7%.
Já no acumulado do primeiro semestre, as horas trabalhadas recuaram 1,1% na comparação com igual período do ano passado.
Reportagem, Paloma Custódio
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (14) com um aumento de 0,47%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.779,40 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve queda de 1,16%, sendo comercializado a R$ 1.064,62.
O preço do açúcar cristal apresenta alta de 0,92% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 98,31.
Em Santos (SP), houve aumento de 1,67%, e a mercadoria é negociada a R$ 120,89 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,09 após queda de 0,09%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,07% nesta sexta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 346,75.
No mercado de frango, os preços apresentam estabilidade para o frango resfriado na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado.
Já o frango congelado registrou leve alta de 0,14%, com o quilo comercializado a R$ 7,20. O frango resfriado é vendido a R$ 7,21 o quilo.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,33.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,53.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa