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O montante a ser partilhado entre as prefeituras é 1,9% maior que o repassado no mesmo decêndio do ano passado
Baixar áudioLer ao vivoReceita Federal registrou mais de 917 mil solicitações em balanço divulgado em outubro; escolha afeta o recolhimento dos tributos no primeiro semestre de 2027
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: As prefeituras brasileiras recebem, nesta sexta-feira, dia 30, cerca de QUATRO BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor corresponde ao terceiro decêndio de outubro e é quase DOIS POR CENTO maior que o repassado no mesmo período do ano passado, quando a transferência somou QUATRO BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS.
O especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que o resultado pode indicar uma recuperação da arrecadação. Ele também destaca a necessidade de atenção em relação aos entes que estão na lista de bloqueados para recebimento dos recursos.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
"Reflete um exercício com resultados positivos em quase todos os decêndios. Contudo, temos que aguardar o fechamento do exercício para podermos calcular a inflação do período e saber o crescimento real do fundo em relação a 2025. Para aqueles entes que não receberem agora, indico que procurem saber os motivos do bloqueio, que pode ser desde o não pagamento de um empréstimo com aval da União, até mesmo, o não envio dos relatórios obrigatórios pela Lei de Responsabilidade Fiscal.”
LOC.: Na distribuição regional, São Paulo recebe SEISCENTOS E DOIS MILHÕES DE REAIS. Americana e Araçatuba estão entre os municípios paulistas com as maiores cotas, de cerca de DOIS MILHÕES E SEISCENTOS MIL REAIS cada.
Na Bahia, o repasse ultrapassa TREZENTOS E NOVENTA E UM MILHÕES DE REAIS. Alagoinhas e Barreiras estão entre as cidades com maiores valores. Já no Rio Grande do Sul, o montante supera TREZENTOS E OITO MILHÕES, com repasses acima de DOIS MILHÕES para municípios como Alvorada e Canoas.
Até esta segunda-feira, dia 26, DEZOITO municípios estavam bloqueados para receber o FPM. Entre eles, Nova Viçosa e Prado, na Bahia; Petrópolis e Saquarema, no Rio de Janeiro; e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
Para regularizar a situação, os gestores precisam identificar o órgão responsável pelo bloqueio e resolver as pendências.
O FPM é uma transferência constitucional formada por recursos da arrecadação federal do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. O fundo é uma das principais fontes de receita para cerca de Oitenta Por Cento dos municípios brasileiros.
Reportagem, Marquezan Araújo
Termina nesta sexta-feira, dia trinta, o prazo para as empresas do Simples Nacional escolherem se querem pagar o IBS e a CBS pelo regime regular. Quem não quer perder a chance precisa se organizar agora.
A informação é da Receita Federal. Quem faz essa opção passa a recolher os dois novos tributos fora do Simples, entre janeiro e junho de dois mil e vinte e sete. Os outros impostos continuam sendo pagos no regime simplificado. A escolha é feita no Portal do Simples Nacional.
Até meados de outubro, a Receita já tinha registrado mais de novecentas e dezessete mil solicitações de opção pelo regime regular.
O balanço também mostra o movimento de quem quer entrar no Simples Nacional em dois mil e vinte e sete. Foram mais de seiscentos e cinquenta e sete mil pedidos. Desses, cerca de duzentos e cinquenta e seis mil e seiscentos foram aprovados, e mais de quatrocentos e um mil, negados. O prazo para pedir ingresso no Simples já terminou, no dia quinze de outubro. Mas empresas que tiveram o pedido negado por pendências podem regularizar a situação até esta sexta-feira.
Quem fizer a opção pelo regime regular poderá cancelar a decisão entre três de novembro e vinte de dezembro, mas o cancelamento não pode ser desfeito.
Contadores recomendam simular os dois cenários antes de decidir, porque a vantagem depende do perfil de cada negócio. Em geral, o regime regular costuma ser mais interessante para empresas que vendem para outras empresas.
Reportagem, Sophia Muniz.
LOC
O segundo turno das eleições de 2026 registrou uma redução na abstenção eleitoral em relação ao primeiro turno. Em comparação com o primeiro turno, o percentual de eleitores que não compareceram às urnas caiu 1,9 ponto percentual. Isso representa cerca de três milhões de brasileiros a mais votando na etapa decisiva da eleição.
A redução da abstenção foi registrada em 18 das 27 unidades da Federação. Bahia, Pernambuco e São Paulo lideraram a queda no número de eleitores ausentes.
Na Bahia, a diminuição foi de 3,26 pontos percentuais. Em Pernambuco, chegou a quase três pontos. Já em São Paulo, a redução foi de 2,73 pontos percentuais.
O resultado nacional superou o recorde das eleições de 2022, quando a abstenção caiu meio ponto percentual entre os dois turnos. Até aquele ano, o número proporcional de eleitores ausentes sempre aumentava na votação decisiva.
Em 2026, o Nordeste concentrou algumas das maiores reduções. Além de Bahia e Pernambuco, outros cinco estados da região registraram maior comparecimento às urnas.
No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a abstenção diminuiu em todos os estados e no Distrito Federal.
Já o Norte apresentou um cenário diferente. Nos sete estados da região, o percentual de eleitores ausentes aumentou.
O Amapá teve a maior alta do país, de pouco mais de oito pontos percentuais. Em seguida aparecem Roraima, com seis pontos, e Acre, com cinco pontos e meio.
Maranhão e Piauí também registraram aumento da abstenção.
Apesar dessas diferenças regionais, o resultado de 2026 marca uma mudança histórica no comportamento do eleitorado brasileiro, com maior participação no segundo turno do que no primeiro.
Reportagem: Marco Guimarães
LOC.: A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027. Tem oportunidades em diferentes estados brasileiros, com bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria. Os critérios variam conforme cada departamento regional.
As ofertas abrangem Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Os interessados devem consultar os canais oficiais do SESI em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.
Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.
A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.
Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.
Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.
TEC./SONORA: Wisley Pereira, superintendente de Educação do SESI
“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente.”
LOC.: Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.
A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.
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Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Empresárias do Distrito Federal defendem mais acesso ao crédito e participação na construção de políticas públicas para fortalecer os negócios liderados por mulheres. O tema foi discutido na última terça-feira, em Brasília, durante encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal, o CMEC.
A reunião deu continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que busca aproximar lideranças empresariais e parlamentares para acompanhar projetos de lei e ampliar medidas de apoio ao empreendedorismo feminino.
A presidente nacional do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a importância dessa aproximação.
TEC./SONORA: Ana Cláudia Badra Cotait, presidente nacional do CMEC
“Para a gente é muito importante essa rede, linkando o setor privado com o setor legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas.”
LOC.: A presidente do CMEC Plano Piloto, Aline Castelo, afirmou que a mobilização também incentiva as mulheres a reconhecerem seu papel nas decisões que impactam a economia e seus próprios negócios.
TEC./SONORA: Alíne Castelo, presidente do CMEC Plano Piloto
“A mulher é protagonista, as empresárias são protagonistas, e cada evento desse que acontece fortalece mais essa ideia.”
LOC.: Entre os principais desafios estão as dificuldades para obter financiamento, a burocracia e a falta de estrutura para conciliar trabalho e responsabilidades familiares.
A vice-presidente do CMEC Lago Sul, a advogada tributarista Miriam Lavocat, ressaltou que políticas públicas voltadas às empreendedoras são fundamentais para que elas consigam manter e expandir suas empresas.
TEC./SONORA: Miriam Lavocat, advogada tributarista
“Existe uma dificuldade muito grande para a obtenção de crédito, para vencer a burocracia e, acima de tudo, para poder se manter e se estabilizar no mercado.”
LOC.: Durante o encontro, o CMEC também entregou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão, uma carta-compromisso para integrar a rede parlamentar. A Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas reúne lideranças empresariais e representantes do Legislativo em torno de pautas como acesso ao crédito, qualificação profissional e proteção patrimonial, com o objetivo de ampliar as oportunidades e fortalecer a autonomia econômica das mulheres.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: O planejamento por microbacia hidrográfica é uma das principais recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, para reduzir os impactos do El Niño 2026/2027 na produção agropecuária da Região Sul.
As projeções indicam chuvas volumosas e concentradas, muitos dias nublados e temperaturas de inverno acima da média. O cenário aumenta os riscos de erosão, perda de nutrientes, encharcamento do solo e redução da qualidade dos produtos colhidos.
O excesso de umidade também pode favorecer doenças nas plantas. Já tempestades, ventos fortes e granizo podem provocar danos às lavouras e aos pomares.
Entre as culturas mais expostas estão os cereais de inverno, como trigo e cevada, além de arroz irrigado, soja, milho, frutas de clima temperado e hortaliças.
Para reduzir os prejuízos, a Embrapa recomenda que os produtores planejem o manejo da água considerando toda a microbacia hidrográfica, e não apenas os limites de cada propriedade. A orientação é adotar práticas de conservação do solo e retenção de água nas áreas mais altas, para reduzir enxurradas e inundações nas baixadas.
Outras medidas incluem manter o solo protegido por cobertura vegetal, melhorar a drenagem, escalonar a semeadura e acompanhar as previsões meteorológicas e as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc.
Para os cereais de inverno, a recomendação é escolher cultivares resistentes a doenças e planejar a colheita antes da chegada de períodos chuvosos, com possibilidade de secagem artificial dos grãos.
No cultivo de soja e milho, a Embrapa orienta reforçar a cobertura vegetal do solo e intensificar o monitoramento de doenças. Já para o arroz irrigado, o planejamento do ciclo da cultura deve considerar a disponibilidade de radiação solar e as condições climáticas.
As orientações fazem parte de notas técnicas elaboradas pela Embrapa sobre os riscos do El Niño para diferentes regiões do país.
O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, também disponibiliza a página especial El Niño Agro, com informações e recomendações para apoiar decisões no campo.
O conteúdo pode ser consultado no portal do Ministério da Agricultura, em gov.br/agricultura.
Já a nota completa com orientações ao setor agropecuário do Norte pode ser acessada em www.embrapa.br ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
O preço do café arábica abre esta terça-feira, dia vinte e sete, em alta de um vírgula cinquenta e nove por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil seiscentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos, em São Paulo.
O café robusta também registra valorização, de um vírgula noventa e um por cento, com a saca comercializada a novecentos e cinquenta e quatro reais e sessenta e quatro centavos.
No mercado de açúcar, a saca de cinquenta quilos do cristal branco apresenta alta de um vírgula vinte e oito por cento na capital paulista, cotada a cento e vinte e sete reais e cinco centavos.
Em Santos, o açúcar registra aumento de três vírgula cinquenta por cento, com a saca negociada a cento e trinta e oito reais e noventa e dois centavos, na média de preços sem impostos.
Já o milho apresenta queda de zero vírgula zero cinco por cento. A saca de sessenta quilos é comercializada a sessenta e quatro reais e vinte e quatro centavos.
As informações são do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de sessenta quilos da soja inicia esta terça-feira, dia vinte e sete, em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão registra aumento de um vírgula setenta por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e nove reais e dezoito centavos. Em Paranaguá, a valorização é de dois vírgula zero seis por cento, e a cotação chega a cento e cinquenta e cinco reais e cinquenta e cinco centavos.
No mercado de trigo, a tonelada do cereal apresenta alta no Paraná, sendo comercializada a mil quinhentos e sessenta e três reais e cinquenta e oito centavos.
No Rio Grande do Sul, o preço permanece estável, com a tonelada negociada a mil quinhentos e três reais e seis centavos.
As informações são do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Reportagem, Sophia Muniz.