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LOC.: As prefeituras brasileiras recebem nesta terça-feira, dia 20, DOIS BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM.

O valor é referente à segunda parcela de outubro de 2026 e é QUINZE POR CENTO MAIOR que o repassado no mesmo período do ano passado, quando a transferência foi de UM BILHÃO E NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS.

São Paulo concentra a maior parte dos recursos entre os estados, com cerca de DUZENTOS E SETENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS. Já Roraima recebe aproximadamente UM MILHÃO E SEISCENTOS MIL.

No Nordeste, a Bahia conta com CENTO E OITENTA E UM MILHÕES DE REAIS. No Sul, o Rio Grande do Sul recebe CENTO E QUARENTA E DOIS MILHÕES. Em Goiás, o repasse soma SETENTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, os repasses do FPM apresentam um cenário positivo, mas será importante acompanhar os efeitos iniciais da reforma tributária sobre os recursos destinados aos municípios.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

"Tudo indica que teremos um ano que vai fechar positivamente os valores da FPM em relação ao ano passado, consolidando uma boa evolução do FPM até o momento. Vamos aguardar, a partir de janeiro, a entrada parcial em funcionamento da reforma tributária e ver quais serão os efeitos dela sobre o Fundo de Participação dos Municípios." 
 


LOC.: Algumas prefeituras, no entanto, estão impedidas de receber os recursos por causa de bloqueios no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, o SIAFI. A lista é composta por cidades como Vitória do Jari, no Amapá; Caturama, na Bahia; Rio Verde, em Goiás; Itatiaiuçu, em Minas Gerais; e Itaguajé, no Paraná.

O FPM é uma transferência constitucional formada por parte da arrecadação federal com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados. A distribuição leva em conta, entre outros critérios, a população de cada município.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O fim da escala de trabalho 6x1 para trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios pode gerar um impacto de 5 bilhões, 140 milhões de reais por ano nos cofres municipais. A estimativa é da Confederação Nacional de Municípios, a CNM.

Segundo a entidade, o custo anual total da redução da jornada de trabalho pode chegar a 6 bilhões e 600 milhões de reais, incluindo um bilhão e meio em despesas com a contratação direta de servidores.

O levantamento considera o texto da Proposta de Emenda à Constituição 221 de 2019, que prevê a redução do limite da jornada semanal de 44 para 40 horas.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, avalia que a mudança exigirá a ampliação das equipes das empresas terceirizadas para manter o atual nível de prestação dos serviços públicos. Segundo ele, esses custos adicionais deverão ser repassados às prefeituras, pressionando os orçamentos municipais.

Segundo a pesquisa, do total de participantes, 75% afirmaram contratar serviços terceirizados. No entanto, a dependência desse modelo de contratação varia conforme o porte do município. Com base nessa diferença, a CNM estima que a redução da jornada poderá gerar uma despesa adicional média anual de 447 mil reais para cidades de pequeno porte. Nos municípios de médio porte, o impacto chega a 2 milhões e 200 mil, enquanto nas grandes cidades pode alcançar 28 milhões e 800 mil reais por ano.

Entre os serviços terceirizados mais comuns estão conservação, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; manutenção de prédios, equipamentos e instalações; informática; segurança e vigilância.

Diante da dependência desse modelo de contratação, a entidade avalia que a redução da jornada poderá pressionar os contratos com as empresas prestadoras de serviços e gerar despesas adicionais bilionárias para as prefeituras. Segundo a CNM, a falta de recursos para absorver esses custos pode comprometer a continuidade e a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Duas em cada três indústrias que buscaram crédito entre fevereiro e julho de 2026 recorreram a bancos comerciais tradicionais para obter financiamento de curto e médio prazo. No financiamento de longo prazo, essas instituições também foram a principal fonte de recursos, citadas por quase metade das empresas industriais que buscaram essa modalidade de crédito. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

Para a analista de Políticas e Indústria da entidade, Maria Virgínia Colusso, recorrer aos bancos comerciais tradicionais não é um problema, por si só. O desafio é encontrar financiamentos com custos, volumes e prazos compatíveis com as necessidades das empresas.

TEC./SONORA: Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI

“O ideal é que as empresas tenham acesso a diferentes fontes de financiamento para financiar suas atividades. Isso permitiria a elas encontrarem, com um pouco mais de facilidade, fontes de financiamento que atendam de fato às suas necessidades em relação a prazo, custo e montante desses financiamentos, permitindo não só o pagamento de despesas correntes, mas também a expansão da capacidade produtiva.”


LOC.: A análise por porte mostra que as pequenas empresas enfrentam as maiores dificuldades para obter o volume de crédito necessário. Nessa categoria, 33% receberam recursos inferiores às suas necessidades no financiamento de curto e médio prazo. No longo prazo, o percentual foi de 34%.

Entre as médias e grandes empresas, os percentuais de insuficiência dos valores aprovados variaram de 21% a 27,7%, conforme o porte e a modalidade de financiamento.

Colusso ressalta que as empresas menores enfrentam obstáculos tanto para conseguir crédito quanto para obter o montante considerado adequado ao financiamento de suas atividades.

TEC./SONORA: Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI

“Essas dificuldades podem estar relacionadas ao fato de as pequenas empresas terem maiores dificuldades de apresentar as garantias exigidas pelas instituições financeiras para conceder o crédito, comprovar capacidade de pagamento, além de terem menor poder de barganha para negociar as condições de financiamento.”


LOC.: A pesquisa aponta ainda que o capital próprio foi a segunda fonte de financiamento de curto e médio prazo mais citada pelas empresas industriais que buscaram crédito no período. Os bancos de desenvolvimento ficaram em terceiro lugar. No crédito de longo prazo, a ordem foi inversa: os bancos de desenvolvimento foram citados por 29% das empresas, enquanto o capital próprio foi mencionado por 23%.

Segundo Colusso, o uso de recursos próprios pode representar uma decisão estratégica, mas merece atenção quando ocorre por falta de alternativas de financiamento.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O Ecossistema Dakila apresentou, no último domingo, o Multigerador de Energia Quântica, desenvolvido em parceria com a S&S Tecnologia. O lançamento ocorreu na Cidade Zigurats, em Corguinho, em Mato Grosso do Sul, e reuniu mais de mil pessoas. A demonstração foi conduzida pelo presidente do ecossistema, Urandir Fernandes de Oliveira, com participação do coordenador do projeto, Helton Marques.

Segundo a desenvolvedora, o equipamento usa uma energia inicial armazenada em capacitores para ligar um motor elétrico, que aciona um gerador. O diferencial apresentado é a retroalimentação: parte da energia produzida volta ao próprio sistema para manter o funcionamento. A equipe resume a ideia com o slogan “energia que gera mais energia”.

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, Helton Marques diz que a grande novidade está no que a equipe chama de placas solares virtuais.

TEC./SONORA: Helton Marques, coordenador
“A grande virada de chave tecnológica do projeto, fruto de décadas de estudos, foi a capacidade de desenvolver uma técnica na qual o inversor detecta placas solares virtuais. Enquanto os sistemas fotovoltaicos tradicionais dependem de inversores conectados a painéis solares físicos instalados nos telhados, o Multigerador gera e simula a presença dessas placas virtualmente, diretamente no sistema, eliminando a dependência de painéis físicos, espaços no telhado e incidência de luz solar.”


LOC.: Segundo a equipe, o protótipo exibido teria capacidade para abastecer de oito a quinze residências, e também estão previstas versões compactas, do tamanho de um frigobar. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61, o coordenador afirma que o potencial da invenção é revolucionar o sistema de energia elétrica, com alcance global.

TEC./SONORA: Helton Marques, coordenador
“Eliminando a dependência de concessionárias de energia, reduzindo drasticamente custos operacionais e residenciais, e oferecendo uma solução sustentável de impacto ambiental zero. O potencial é de alcance global, milhões de pessoas, desde residências urbanas e isoladas até comunidades remotas, hospitais, escolas e operações militares.”


LOC.: Marques diz que o projeto está em fase avançada de consolidação tecnológica e jurídica, e que o cronograma comercial e a tabela de preços ainda estão sendo definidos. A comercialização está prevista para março de 2027. As características e os benefícios citados refletem informações dos desenvolvedores, ainda sujeitas a validação técnica.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: O Brasil participa, de 17 a 21 de outubro, da SIAL Paris, considerada a maior feira profissional do setor agroalimentar do mundo. A delegação tem 156 empresas, o maior número da história, coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e pelas associações de exportadores de carnes e de proteína animal. 

A expectativa é alcançar 3 bilhões e 500 milhões de dólares em negócios imediatos e contratos futuros.

A grande novidade é a estreia de dez cooperativas da agricultura familiar, que terão estandes próprios pela primeira vez, com apoio da ApexBrasil. Elas levam produtos ligados à biodiversidade, à sustentabilidade e ao comércio justo, e a ideia é aproximar os produtores de compradores internacionais.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o Brasil leva para um dos principais palcos mundiais de alimentos produtos que expressam a diversidade e a biodiversidade brasileiras dentro das tendências globais de consumo. 

ABRE ASPAS – “É uma oportunidade para mostrar que a agricultura familiar brasileira pode e deve ocupar espaços cada vez maiores no comércio global, com produtos de qualidade, origem, sustentabilidade e valor agregado, além de aproximar essas cooperativas de compradores internacionais e gerar negócios" – FECHA ASPAS.

Esta é a primeira edição desde a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Entre maio e setembro, as exportações brasileiras ao bloco somaram 27 bilhões e 200 milhões de dólares, alta de 30,6%, e o saldo da balança foi positivo em 4 bilhões e 700 milhões de dólares.

Só a França, sede da feira, oferece 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros, segundo levantamento da ApexBrasil. O país importou 762 bilhões de dólares em bens em 2024, e o comércio bilateral somou 10 bilhões e 300 milhões de dólares em 2025.

A feira deve reunir cerca de 295 mil profissionais de 194 países. O Brasil participa desde 2008, quando levou 80 empresas, e o valor de negócios gerados saltou de 603 milhões de dólares naquele ano para 3 bilhões e 200 milhões em 2024.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Estados, Distrito Federal e municípios produtores de minérios receberam mais de QUATROCENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS em royalties da mineração. O dinheiro é referente à Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, arrecadada em setembro. O valor foi transferido na última quinta-feira, dia 15. 

Do total, mais de NOVENTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios receberam mais de TREZENTOS E SETENTA E DOIS MILHÕES.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, os recursos podem ajudar a financiar serviços e melhorias para a população dos entes beneficiados.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“São recursos que certamente poderão ser usados para alguma melhoria, algum custeio. Como são recursos livres, não há uma amarração para esses recursos, mas com certeza serão usados com sabedoria para a melhoria da qualidade de vida da população desses municípios.”
 


LOC.: Este foi o segundo repasse realizado pela Agência Nacional de Mineração, a ANM, por meio da nova Plataforma de Gestão de Recursos Minerais. O sistema começou a operar a arrecadação da CFEM em julho deste ano e foi responsável por NOVENTA E NOVE VÍRGULA SESSENTA E DOIS POR CENTO do total arrecadado.

Entre os estados, Minas Gerais recebeu cerca de trinta e nove milhões de reais, enquanto o Pará ficou com aproximadamente trinta e seis milhões, levando em conta os repasses previstos na nova plataforma. 

Vale destacar que os recursos não podem ser usados para pagar dívidas, com exceção daquelas com a União e seus órgãos. Também não podem custear despesas fixas com pessoal. Contudo, a legislação permite o pagamento de despesas com educação, inclusive salários de professores da rede pública.

A orientação é que, preferencialmente, pelo menos VINTE POR CENTO dos recursos sejam aplicados na diversificação da economia, na exploração mineral sustentável e na pesquisa científica e tecnológica.

Os entes beneficiados também devem divulgar anualmente como utilizaram o dinheiro. Os relatórios estão disponíveis no site da Agência Nacional de Mineração.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

O preço do café arábica abre esta segunda-feira, dia 19, em alta de um vírgula cinquenta e dois por cento, com a saca de 60 quilos negociada a mil seiscentos e um reais e vinte e cinco centavos, em São Paulo.

Já o café robusta registra queda de zero vírgula cinquenta por cento, com a saca cotada a novecentos e sessenta e três reais e vinte e oito centavos.

No mercado do açúcar cristal, o preço sobe zero vírgula oitenta e cinco por cento na capital paulista. A saca de 50 quilos é comercializada a cento e vinte e cinco reais e setenta e quatro centavos.

Em Santos, o açúcar registra queda de zero vírgula dez por cento, com a saca negociada a cento e trinta e oito reais e cinquenta centavos, na média de preços sem impostos.

Já o milho apresenta alta de zero vírgula zero seis por cento, com a saca de 60 quilos cotada a sessenta e quatro reais e oitenta e cinco centavos.

Reportagem, Sophia Muniz.

A saca de 60 quilos da soja inicia esta segunda-feira, dia 19, com alta no interior do Paraná e queda na região litorânea de Paranaguá.

No interior paranaense, o grão registra aumento de zero vírgula zero quatro por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e oito reais e setenta e sete centavos.

Em Paranaguá, a cotação recua zero vírgula zero seis por cento, e a saca é comercializada a cento e cinquenta e quatro reais e sessenta e um centavos.

No mercado do trigo, os preços apresentam movimentos diferentes nos dois estados. No Paraná, a tonelada do cereal é negociada a mil quinhentos e setenta e um reais e dezoito centavos, após redução.

Já no Rio Grande do Sul, o trigo registra aumento, com a tonelada cotada a mil quatrocentos e oitenta e dois reais e setenta e dois centavos.

Reportagem, Sophia Muniz.