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Aprovado pelo Senado, projeto de lei que cria Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024) segue para a sanção presidencial
Baixar áudioLer ao vivoAtos ocorreram em diferentes cidades e tiveram reivindicações distintas, com oposição ao governo Lula e ao STF, além de apelo trabalhistas e sociais
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Senado aprovou o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê até SETE BILHÕES de reais em incentivos governamentais para estimular investimentos na pesquisa, extração, beneficiamento e transformação desses minerais no país.
Do total, até DOIS bilhões de reais serão destinados ao Fundo Garantidor da Atividade Mineral, o FGAM. O fundo vai oferecer garantias a projetos considerados prioritários e também poderá receber recursos de outros cotistas, incluindo estados e municípios.
Outros CINCO bilhões de reais estão previstos para o beneficiamento e a transformação de minerais críticos e estratégicos em território nacional.
A política tem como foco ampliar o processamento desses minerais no Brasil, além de estimular a rastreabilidade, a inovação e o fortalecimento da governança do setor mineral.
Pelo texto, minerais críticos são aqueles cuja disponibilidade está em risco por limitações na cadeia de suprimento ou cuja escassez pode afetar setores prioritários, como a transição energética, a segurança alimentar e a soberania nacional.
Já os minerais estratégicos são aqueles considerados importantes para o país por causa das reservas significativas e da relevância para a balança comercial, o desenvolvimento tecnológico e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O Brasil possui grandes reservas de minerais críticos e estratégicos, utilizados em tecnologias como painéis solares, smartphones, notebooks e carros elétricos, além de terem importância para a indústria militar.
Segundo a revista Brasil Mineral, a medida busca enfrentar um problema da cadeia mineral brasileira: o país possui grandes reservas de minerais como nióbio, lítio, grafita, cobre, níquel e terras-raras, mas parte da produção é exportada como concentrado, enquanto produtos com maior grau de transformação são importados.
A expectativa é estimular etapas como separação, refino, produção de ligas metálicas e manufatura no Brasil, agregando valor à produção e fortalecendo a cadeia produtiva nacional.
O Instituto Brasileiro de Mineração, o Ibram, considera a aprovação um avanço para as políticas públicas voltadas aos minerais críticos e estratégicos.
Já a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores, a AMIG Brasil, questiona se os investimentos previstos vão, de fato, permanecer nos municípios onde ocorre a exploração. A entidade afirma que não há clareza suficiente sobre a permanência dos investimentos e dos empregos qualificados nas regiões produtoras.
O projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos é de autoria do deputado Zé Silva, do Solidariedade de Minas Gerais, e foi relatado no Senado pelo senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas.
A proposta segue agora para sanção presidencial.
Com informações da Agência Senado, da revista Brasil Mineral, da AMIG e do Ibram, Bianca Mingote
LOC.: Manifestações de grupos de direita e de esquerda movimentaram cidades brasileiras neste 7 de Setembro. Os atos tiveram pautas diferentes. Grupos de oposição ao governo Lula fizeram críticas ao presidente e ao Supremo Tribunal Federal. Já movimentos ligados à esquerda defenderam temas como o fim da escala de trabalho 6X1.
Em São Paulo, a Avenida Paulista concentrou uma das principais manifestações da direita. O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participou do ato com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas.
Alexandre de Moraes foi um dos principais alvos das críticas. Flávio abriu o discurso com o grito de “Fora Lula e fora Moraes” e afirmou que pretende retirar o ministro do cargo.
Outros candidatos à Presidência participaram de atos. Renan Santos, do Missão, esteve no Obelisco do Ibirapuera e criticou as elites, que, segundo ele, deixam o país “destruído” e se conformam com a corrupção e a violência urbana. Romeu Zema, do Novo, participou de uma caminhada na Paulista e prometeu acabar com as decisões monocráticas do STF.
No Rio de Janeiro, Augusto Cury, do Avante, fez uma caminhada em Copacabana e defendeu “transparência” e “independência” no Supremo. Em Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, acompanhou o desfile em Goiânia e criticou a política de segurança do governo Lula. Segundo ele, o presidente “entregou” o país às facções criminosas.
Em Brasília, atos de oposição ocorreram paralelamente ao desfile na Esplanada dos Ministérios. Os participantes pediram a saída de Lula e de Alexandre de Moraes e criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Também foram registrados protestos em cidades como Recife, Salvador, Maceió, Natal, Teresina, João Pessoa, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Já os movimentos de esquerda se concentraram, em São Paulo, na Praça da Sé. Entre as reivindicações estavam a defesa do SUS, o combate ao feminicídio e o fim da escala 6X1.
O Grito dos Excluídos e Excluídas também realizou manifestações em diferentes regiões do país, com pautas como moradia, trabalho e educação.
Enquanto os atos políticos aconteciam, Lula participou do desfile de 7 de Setembro em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin. Em pronunciamento oficial pelo Dia da Independência, o presidente destacou a soberania nacional e defendeu a autonomia do Brasil nas relações com outros países.
A cerimônia começou pouco depois das nove da manhã e teve como temas a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: As tarifas impostas pelos Estados Unidos já provocaram queda nos pedidos recebidos por quase SETE em cada DEZ indústrias paulistas que exportam para o mercado norte-americano. A informação consta em pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP.
Entre as indústrias que registraram redução nas encomendas, QUARENTA E DOIS VÍRGULA NOVE POR CENTO tiveram uma queda superior a VINTE E CINCO POR CENTO.
Para enfrentar o impacto das tarifas, VINTE E OITO VÍRGULA SEIS POR CENTO das empresas reduziram as próprias margens de lucro. Outras VINTE E SEIS VÍRGULA DOIS POR CENTO mantiveram os preços e repassaram o custo adicional aos compradores americanos.
Segundo o levantamento, a produção também foi afetada. QUARENTA E UM VÍRGULA QUATRO POR CENTO das indústrias reduziram o uso da capacidade instalada. O mesmo percentual informou ter renegociado preços com clientes.
Apesar disso, mais da metade das empresas, CINQUENTA E CINCO VÍRGULA DOIS POR CENTO, ainda não mudou a quantidade de funcionários.
A pesquisa também mostra que substituir os Estados Unidos por outros mercados não tem sido simples. QUARENTA E CINCO VÍRGULA DOIS POR CENTO das empresas não pretendem buscar novos destinos para os produtos.
O mercado brasileiro aparece como uma alternativa. Cerca de QUARENTA POR CENTO das indústrias já redirecionaram parte da produção para o país. Mas, entre elas, TRINTA E SEIS POR CENTO disseram não encontrar compradores no mercado interno.
Outra possibilidade seria produzir em outros países. Seis em cada dez empresas, porém, não consideram essa estratégia. VINTE E UM VÍRGULA QUATRO POR CENTO já possuem unidades no exterior que poderiam atender a esse objetivo.
Para enfrentar as tarifas, quase SETENTA POR CENTO das empresas apontaram como prioridade a negociação entre Brasil e Estados Unidos. A busca por novos acordos comerciais foi citada por QUARENTA VÍRGULA OITO POR CENTO.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: São Paulo registra mais de CINQUENTA E OITO MIL casos de dengue desde o início de 2026. Segundo as autoridades de saúde, QUARENTA E DUAS pessoas morreram pela doença e outros TRINTA óbitos estão em investigação.
Taubaté é o município com o maior número de mortes por dengue no estado. A cidade registrou SETE óbitos de pacientes entre 10 e 79 anos e QUATRO entre pessoas com mais de 80 anos.
Dos CINQUENTA E OITO MIL, SEISCENTOS E OITENTA E TRÊS casos registrados em São Paulo, CINQUENTA E SETE MIL, QUATROCENTOS E DOIS foram classificados como dengue, MIL CENTO E OITENTA como dengue com sinais de alarme e CENTO E UM como casos graves.
Entre os sinais de alarme estão vômitos, dor abdominal e sangramento de mucosas. Nos casos graves, o paciente pode apresentar choque, dificuldade para respirar, sangramento intenso ou comprometimento de órgãos.
Para tentar conter o avanço da doença, a Secretaria da Saúde mantém o acompanhamento dos casos e reforça a atenção entre outubro e maio, período de maior transmissão.
A pasta também lançou um plano estadual de preparação e resposta aos efeitos do fenômeno El Niño. O documento prevê ações diante da possibilidade de aumento dos casos de dengue.
Segundo o plano, mudanças de temperatura, chuva e umidade podem alterar a distribuição de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
Entre os municípios paulistas considerados prioritários estão Araçatuba, Araraquara, São José do Rio Preto, Barretos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Marília, Bauru, Franca, São João da Boa Vista e Piracicaba.
O alerta é para o aumento da transmissão das arboviroses, com possibilidade de sobrecarga dos serviços de saúde, mais internações e mortes por formas graves, principalmente entre grupos vulneráveis.
Com informações da Agência Brasil, Bianca Mingote
LOC.: Brasil e Índia querem ampliar a relação comercial e atrair novos investimentos. Um memorando de entendimento foi assinado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e a Confederação das Indústrias Indianas.
O acordo prevê troca de informações sobre os mercados, aproximação entre empresas e ações para estimular o comércio e os investimentos entre os dois países. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, explica o objetivo da atuação brasileira.
TEC./SONORA: Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil
“Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil.”
LOC.: A parceria ocorre em um momento de crescimento das relações comerciais. Nos primeiros sete meses de 2026, a corrente de comércio chegou a DEZ VÍRGULA UM BILHÕES DE DÓLARES, crescimento de TRINTA E DOIS VÍRGULA NOVE POR CENTO.
As exportações brasileiras para a Índia somaram quase CINCO VÍRGULA OITENTA E NOVE BILHÕES DE DÓLARES, avanço de OITENTA E DOIS VÍRGULA UM POR CENTO.
Além do comércio, os dois países discutem oportunidades de investimento em áreas como saúde, minerais críticos, biocombustíveis, bioenergia e economia circular.
O governo brasileiro também apresentou aos empresários indianos as condições do país para receber investimentos, como o tamanho do mercado consumidor e a participação das fontes renováveis na geração de energia.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou alguns dos fatores que, segundo ele, podem favorecer a entrada de investimentos no país.
TEC./SONORA: Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
“O Brasil é um país que tem indicadores econômicos e sociais capazes de favorecer o investimento seguro. Há características muito presentes. Uma delas é a segurança jurídica. O segundo é a previsibilidade econômica. Não é possível você gerir a macroeconomia decidindo do dia para a noite uma iniciativa nova, transformadora. É preciso que saibamos quais os capítulos dessa grande novela que é a relação com o poder público.”
LOC.: A transição energética é outro campo de aproximação entre os países. A agenda também prevê a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial entre Mercosul e Índia. Atualmente, o tratado contempla QUATROCENTAS E CINQUENTA linhas tarifárias.
Reportagem, Marquezan Araújo
A saca de 60 quilos da soja registrou alta nesta sexta-feira (4), tanto no interior do Paraná quanto na região litorânea de Paranaguá.
No interior do Paraná, a soja registrou alta de 0,28%, com a saca negociada a R$ 152,10. Em Paranaguá, no litoral do estado, o preço avançou 0,46%, chegando a R$ 160,87.
O preço do trigo apresentou movimentos distintos nesta sexta-feira (4), com recuo no Rio Grande do Sul e alta no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.457,55. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.355,06.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do boi gordo registrou leve alta de 0,03% nesta sexta-feira (4). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 347,70.
No mercado de frango, os preços apresentaram aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado é vendido a R$ 7,61, enquanto o frango resfriado custa R$ 7,61.
A carcaça suína especial também apresentou aumento no preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,20.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registrou o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,42.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa