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Renan Santos acionou a Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (18), depois que ação de Zé Trovão foi extinta sem análise do mérito. Para especialista em Direito Eleitoral, o reajuste pode gerar questionamentos com base na legislação eleitoral.
Baixar áudioLer ao vivoMonitor do PIB-FGV mostra crescimento de 1,3% na comparação anual, mas aponta dificuldade de manter taxas mais elevadas até o fim de 2026
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O governo federal anunciou, na última quinta-feira, o reajuste de 15% no valor do Bolsa Família. O decreto assinado pelo presidente Lula eleva o piso do benefício de 600 para 691 reais por família, e o valor médio sobe de cerca de 678 para 777 reais. Os novos valores, inclusive para benefícios adicionais, começam a ser pagos em outubro para mais de 19 milhões de famílias.
O Executivo alega que a atualização corresponde à recomposição da inflação acumulada desde março de 2023. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o impacto extra da medida será de quase 6 bilhões de reais neste ano e de aproximadamente 22 bilhões em 2027, e que o custo será absorvido dentro do espaço fiscal já existente, sem aumento do limite global de despesas.
O anúncio, feito a 17 dias do primeiro turno das eleições, foi rapidamente contestado. O deputado federal Zé Trovão apresentou representação no TSE pedindo a suspensão do reajuste, mas o ministro André Mendonça extinguiu o processo sem analisar o mérito, por entender que o deputado não tinha legitimidade para questionar atos relacionados à disputa presidencial. No dia seguinte, o candidato à Presidência Renan Santos apresentou nova representação contra o reajuste, o que elimina a barreira processual.
O advogado Alberto Rollo, especialista em Direito Eleitoral, destaca que a lei eleitoral proíbe a criação de benefícios sociais em ano de eleição, mas permite reajustes de programas que já existiam no ano anterior, como o Bolsa Família.
TEC./SONORA: Alberto Rollo, advogado especialista em Direito Eleitoral
"O problema é o aumento de valor, aumento de 15%, ou mesmo aumento de quantitativo de pessoas atendidas. Sobre aumento, a lei eleitoral não fala nada."
LOC.: Rollo lembra que o governo se apoia em outro dispositivo da mesma lei, que autoriza a recomposição da inflação para servidores públicos, mas apenas no primeiro semestre do ano eleitoral. Para ele, esse é um argumento frágil.
TEC./SONORA: Alberto Rollo, advogado especialista em Direito Eleitoral
“Não pode fazer aumento real, a não ser a recomposição da inflação, e mesmo assim ao longo do ano da eleição só até três meses antes do pleito, no primeiro semestre. Agora não pode de jeito nenhum. E mesmo assim, quando fala em recomposição de inflação, é recomposição do ano, não é recomposição de três anos atrás.”
LOC.: O advogado cita ainda o precedente da chamada "PEC Kamikaze", de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro aumentou o então Auxílio Brasil de 400 para 600 reais. Dois anos depois, o STF considerou inconstitucional o aumento do às vésperas da eleição.
TEC./SONORA: Alberto Rollo, advogado especialista em Direito Eleitoral
"Eu acho que tem margem, espaço, sim, para entender, como foi lá com o Bolsonaro, que esse aumento é inconstitucional. A medida do governo é eleitoreira, sim. O curioso é que o mesmo Lula que hoje faz isso, reclamou lá em 2022 do Bolsonaro. Isso é exploração política. Do ponto de vista jurídico, os dois estão errados: o Bolsonaro estava errado em 22 — e o STF reconheceu isso —, e o Lula está errado agora."
LOC.: Paralelamente, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União também pediu a suspensão cautelar do decreto, questionando a falta de estimativa de impacto financeiro e de indicação da fonte de custeio, além de apontar risco de desvio de finalidade político-eleitoral.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: A economia brasileira recuou 0,4% em julho, na comparação com junho. O resultado foi influenciado pela queda da agropecuária e pela estabilidade da indústria e dos serviços. Os dados são do Monitor do PIB-FGV, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o resultado indica dificuldade para a economia manter taxas mais elevadas de crescimento nos próximos meses.
O consumo das famílias avançou 0,4% no trimestre móvel até julho, impulsionado principalmente pelos produtos duráveis. Já as exportações cresceram 0,3%, enquanto as importações tiveram alta de 3,9%.
Os dados mostram, ainda, que na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia cresceu 1,3% em julho e 1,6% no trimestre concluído em julho. Já a taxa acumulada em 12 meses até julho foi de 1,8%.
A estimativa é de que o PIB acumulado até o sexto mês de 2026 tenha alcançado R$ 7,853 trilhões em valores correntes.
A publicação completa pode ser acessada em portalibre.fgv.br ou em Brasil 61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O Tribunal de Contas da União identificou falhas de transparência no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias da União para 2027. O relatório aponta ainda uma insuficiência projetada de QUATROCENTOS E NOVE BILHÕES DE REAIS para o cumprimento da chamada Regra de Ouro no próximo ano. O Tribunal também aponta que os valores permanecem elevados nos anos seguintes.
A Regra de Ouro impede que o governo contraia dívidas para financiar despesas correntes, como pagamento de pessoal, benefícios sociais e custeio da administração pública.
O relatório identificou ainda falta de informações detalhadas sobre a trajetória da dívida pública, além de explicações insuficientes para R$ 65,7 bilhões em deduções fiscais.
Outro ponto destacado é a falta de rastreabilidade na previsão de R$ 21,17 bilhões destinados à continuidade de investimentos em andamento.
O TCU também apontou informações insuficientes sobre mudanças na tributação, despesas obrigatórias e riscos fiscais.
O PLDO estabelece as regras e metas que vão orientar a elaboração do Orçamento da União para 2027. A análise considera uma previsão de DOIS TRILHÕES, SETECENTOS E SESSENTA E OITO BILHÕES DE REAIS em receitas primárias líquidas e DOIS TRILHÕES, SETECENTOS E SESSENTA BILHÕES em despesas primárias.
O relator do processo no TCU é o ministro Antonio Anastasia.
A análise foi comunicada à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional para subsidiar a apreciação do projeto.
Com informações do Tribunal de Contas da União, Bianca Mingote
LOC.: Consumidores de todo país estão mais protegidos na hora de comprar ingressos para shows e festivais.
O Governo Federal anunciou novas normas que ampliam a proteção do público que frequenta apresentações artísticas.
As diretrizes também garantem acesso gratuito à água potável em grandes eventos.
São regras que visam combater a venda de ingressos por cambistas no ambiente digital, aumentar a transparência nas vendas e reforçar o direito à meia-entrada.
As normas resultam de discussões que reuniram órgãos públicos, representantes da sociedade civil, integrantes do setor cultural e comunidades de fãs.
As plataformas deverão adotar mecanismos para impedir compras massivas e abusivas de ingressos.
Nas filas virtuais, o consumidor deverá receber informações sobre sua posição e o tempo aproximado de espera.
Preços e taxas adicionais também deverão ser apresentados de forma clara durante a compra.
As novas regras reforçam ainda a garantia da meia-entrada e asseguram opções ao consumidor em caso de cancelamento ou adiamento do evento, incluindo a devolução total do dinheiro.
Outro decreto determina a oferta gratuita de água potável em eventos com público superior a mil pessoas, realizados em espaços abertos ou fechados.
Também será permitida a entrada com água para consumo pessoal, respeitadas as condições de segurança.
A definição inclui diferentes modalidades de eventos, como festivais, congressos, conferências, feiras e shows.
O Ministério da Cultura participou da elaboração das novas normas, que entram em vigor a partir do dia 29 de setembro de 2026.
Quem planeja viajar em grupo por meio de transporte fretado deve ficar atento às normas estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. A modalidade atende circuitos fechados, como passeios turísticos, eventos ou viagens corporativas, e opera sob regras distintas das linhas regulares de ônibus.
No fretamento, a legislação veda a venda individual de passagens e o embarque de passageiros ao longo do trajeto. Todos os ocupantes do veículo precisam constar previamente na lista oficial da viagem, documento que fica com o condutor junto à licença emitida pelo órgão regulador.
A orientação ao consumidor é verificar a situação cadastral da empresa pelo CNPJ no portal da Agência Nacional de Transportes Terrestres antes de viajar. No momento da partida, vale conferir a presença do adesivo com o número de registro na lataria, além do estado de conservação de pneus e cintos de segurança.
Irregularidades contratuais e administrativas podem ser registradas na Ouvidoria da ANTT pelo telefone 166. Já para situações de emergência ou desrespeito às normas de trânsito em rodovias federais, o contato deve ser feito com a Polícia Rodoviária Federal pelo número 191.
Reportagem, Viviane Bessa.
Quem faz cultura no Brasil também pode participar e decidir os caminhos das políticas culturais do país.
Artistas, produtores, agentes culturais, pesquisadores e outros integrantes do setor da região Nordeste e de todo país têm até o dia 22 de setembro de 2026 para participar da eleição do Conselho Nacional de Política Cultural, o CNPC.
É possível se inscrever para votar ou para concorrer a uma vaga de representante da sociedade civil.
As inscrições devem ser feitas pela plataforma Vota Cultura, pelo endereço votacultura.cultura.gov.br com autenticação pela conta Gov.br.
Os eleitos terão mandato de 2026 a 2029 e poderão contribuir para a formulação, o acompanhamento e a avaliação das políticas públicas de cultura.
O Conselho é formado por 21 Colegiados Nacionais de Participação Social reunindo representantes de diferentes áreas e segmentos culturais.
Para garantir a diversidade de vozes e territórios, cada colegiado poderá eleger até 14 representantes titulares e 14 suplentes da sociedade civil.
O processo prevê representação das cinco regiões do país, participação mínima de 50% de mulheres e ações afirmativas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência.
Guias e tutoriais com orientações sobre como acessar a plataforma Vota Cultura e realizar a inscrição estão disponíveis na página do CNPC no site do Ministério da Cultura. Acesse www.gov.br/cultura/.
As inscrições seguem até as 23 horas e 59 minutos do dia 22 de setembro de 2026.
Mais informações e dúvidas podem ser enviadas para o e-mail vota.cnpc@cultura.gov.br.
Participar é uma forma de fazer com que as necessidades e experiências de quem vive e produz cultura nos diferentes territórios cheguem ao debate nacional.
O preço do café arábica abre esta sexta-feira, dia dezoito, com baixa de um vírgula cinquenta e seis por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil quinhentos e quarenta e um reais e noventa e sete centavos, na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve queda, de um vírgula vinte e seis por cento, e está cotado a novecentos e sessenta e cinco reais e dois centavos.
No mercado de açúcar, o cristal apresentou alta de zero vírgula vinte e cinco por cento na capital paulista. A saca de cinquenta quilos é negociada a cento e dezenove reais e cinquenta e oito centavos. Em Santos, o açúcar teve baixa de dois vírgula dez por cento, com a mercadoria cotada a cento e vinte e cinco reais e quatorze centavos, na média de preços sem impostos.
Já o milho registrou alta de zero vírgula zero sete por cento. A saca de sessenta quilos é vendida a sessenta e nove reais e vinte e cinco centavos.
Os dados são do Cepea/Esalq.
Reportagem, Sophia Muniz.
A soja inicia esta sexta-feira, dia dezoito, com movimentos diferentes nos mercados do Paraná.
No interior do estado, a saca de sessenta quilos registra alta de zero vírgula vinte e quatro por cento e é negociada a cento e cinquenta e quatro reais e noventa e cinco centavos.
Já em Paranaguá, na região litorânea, a cotação recua zero vírgula zero nove por cento, para cento e sessenta e dois reais e dois centavos.
No mercado do trigo, o preço apresenta redução no Paraná e aumento no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada é comercializada a mil quinhentos e nove reais e setenta e quatro centavos. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil trezentos e oitenta e cinco reais e nove centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.