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LOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta quarta-feira o primeiro repasse de junho do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor total ultrapassa SETE BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS, resultado cerca de TREZE POR CENTO maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

São Paulo concentra a maior parcela dos recursos, com aproximadamente NOVECENTOS E CINQUENTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS destinados às prefeituras do estado. Já Roraima fica com o menor volume de repasses, cerca de CINCO MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS.

Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, a inflação e o cenário internacional podem ter contribuído para esse crescimento.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Não podemos esquecer que estamos num processo inflacionário, um aumento generalizado de preços, principalmente por conta da geopolítica internacional, o que pode ter contribuído para esse aumento nessa proporção. Vamos aguardar os próximos meses a resolução desses conflitos internacionais para saber se vamos voltar a patamares normais, na faixa dos 5, 4% maior que o ano passado, que tinha sido até o último decêndio a média do ano de 2026.”
 


LOC.: Apesar do aumento nos repasses, nem todos os municípios poderão receber os recursos neste momento. Dados atualizados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal mostram que OITO municípios estão bloqueados para o recebimento do FPM.

Entre eles estão Itabuna, na Bahia; Paraisópolis, em Minas Gerais; Porto Real, no Rio de Janeiro; e Pedrinhas, em Sergipe.

O Fundo de Participação dos Municípios é formado por recursos arrecadados pela União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados. A distribuição leva em conta critérios como o tamanho da população de cada cidade.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.:

O Projeto de Lei que reformula a política agrícola e o Prêmio do Seguro Rural, aprovado há cerca de duas semanas na Câmara dos Deputados, não deve demorar a ser votado no Senado Federal. 

Essa é a expectativa das lideranças da bancada do agronegócio no Congresso Nacional, para que as mudanças estejam aprovadas antes do lançamento do Plano Safra 2026-2027.

O texto trouxe novidades, como taxas de juros menores e prioridade em operações de crédito rural quando elas estiverem seguradas, com o prêmio bancado pelo “Fundo Catástrofe”, abastecido com recursos públicos, o que deve garantir a execução dos contratos e tornar o modelo mais atrativo. 

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion, do Republicanos paranaense, admitiu ter negociado as modificações com a autora original da redação, a senadora Tereza Cristina, do PP sul-mato-grossense. Mas lamentou a manutenção do Ministério da Agricultura como fonte da despesa ao invés do Ministério da Fazenda, por entender que seria mais difícil de ser bloqueado ou contingenciado.

TEC./SONORA: Pedro Lupion, deputado federal (Republicanos-PR)
“Ele ficou muito mais abrangente no texto da Câmara, a gente precisava disso, principalmente para ele ter uma eficácia mais rápida. A questão do fundo, acho que é o ponto principal e ele sim está sendo bem constituído ali pelo projeto. Agora, claro que a origem dos recursos que é a grande discussão.”


LOC.: A expectativa de maior disponibilidade de recursos não está somente nos corredores do Congresso Nacional. O setor produtivo compartilha da perspectiva de que, com a subvenção do seguro rural com verbas de fundos públicos, haja maior segurança nas operações e maior procura por apólices.

Anderson Sabadin, diretor de agro e conselheiro da Associação Comercial e Empresarial de Toledo, no Paraná, e que também atua como diretor-presidente da Primato, uma das maiores cooperativas agroindustriais do estado, avalia que o incentivo e ampliação da adesão à securitização agrícola tende a ter um efeito multiplicador. 

Com menos riscos na operação, o produtor rural consegue reduzir os custos de produção e diminuir a inadimplência de toda a atividade, criando um ciclo virtuoso.

TEC./SONORA: Anderson Sabadin, diretor de agro da ACIT
“Você tende a diminuir também essa questão de exposição ao risco, onde nós vemos vários produtores em dificuldade, ficando inadimplentes ou até mesmo algumas RJs [recuperações judiciais], que vem prejudicando em si a imagem do agro. Isso tudo muda, uma vez que o produtor está mais protegido, a tendência é cair o custo das operações financeiras.”


LOC.: Originalmente, a proposta foi apresentada no Senado e aprovada em dezembro do ano passado, quando seguiu para a Câmara. Diante das mudanças, a matéria retorna para a casa de origem, que deve votar se mantém as alterações ou se retoma o primeiro formato.

A expectativa é de retomada da relevância do Prêmio do Seguro Rural. Dados do Ministério da Agricultura demonstram que o valor executado pela política caiu QUARENTA E NOVE POR CENTO em relação a 2021, e a área coberta teve o pior desempenho nos últimos DEZ anos, com TRÊS MILHÕES E DUZENTOS MIL hectares assegurados em 2025.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: O governo de Goiás sancionou duas leis que criam a empresa pública Goiás Tecnologia, a GOtech, e a plataforma financeira digital Pequi Bank. As iniciativas buscam modernizar os serviços públicos estaduais, ampliar o uso de inteligência artificial e facilitar o acesso a crédito para servidores públicos e microempreendedores goianos. 

Durante a cerimônia de sanção das leis, realizada em Goiânia, o governador Daniel Vilela destacou que a GOtech nasce com a missão de desenvolver soluções tecnológicas para melhorar a gestão pública e simplificar a vida da população. 

TEC./SONORA: Daniel Vilela, governador de Goiás

“É uma empresa que nasce enxuta, com o objetivo de ser independente financeiramente, mas com o principal objetivo de facilitar a vida do cidadão, oferecendo soluções tecnológicas para a gestão pública do estado e dos municípios.”


LOC.: A GOtech é uma empresa de economia mista aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás, com o objetivo de ampliar a transformação digital, gerar empregos e atrair investimentos para o território goiano.

Segundo o presidente da empresa, João Grego, a GOtech não representa a criação de uma nova estatal. 

TEC./SONORA: João Grego, presidente da GOtech

“Ela é resultado da incorporação da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park, derivada da CelgPAR. Isso significa um enxugamento na estrutura governamental, otimização de recursos físicos e humanos, racionalização e economia também.”


LOC.: Também sancionada pelo governo estadual, a lei que cria o Pequi Bank estabelece uma plataforma digital de multisserviços financeiros voltada a micro e pequenos empreendedores. Desenvolvida pela GoiásFomento em parceria com a Stark Bank S.A., a ferramenta pretende ampliar o acesso a produtos financeiros e estimular o desenvolvimento econômico. 

A expectativa é atender cerca de 660 mil clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, movimentando aproximadamente 16 bilhões de reais por ano em negócios. 

O presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar, destacou o desafio de colocar o projeto em prática em curto prazo. 

TEC./SONORA: Rivael Aguiar, presidente da GoiásFomento

“Fizemos praticamente uma operação de guerra na GoiásFomento para fazer o Pequi Bank sair do papel em tempo recorde. E estamos aqui agora concretizando isso, e na semana que vem teremos entrega do primeiro módulo.”


LOC.: Além da oferta de serviços financeiros, o governo aposta no Pequi Bank como ferramenta de gestão e operacionalização de programas sociais, como Mães de Goiás, Aprendiz do Futuro e Crédito Social. 

A plataforma também oferecerá crédito privado para empresas e servidores, crédito consignado, recarga de celular, seguros, títulos de capitalização e comercialização de produtos. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Investimentos em armazenagem de produtos agropecuários podem ganhar impulso com uma mudança nas regras do setor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei que torna voluntária a certificação de unidades armazenadoras no país.

A partir de agora, a certificação deixa de ser uma exigência obrigatória e passa a ser opcional. O procedimento continuará disponível para empresas que desejem comprovar o cumprimento de requisitos técnicos e operacionais relacionados ao armazenamento de produtos agropecuários.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a medida deve reduzir a burocracia e incentivar investimentos no setor.

A mudança ocorre em um cenário de expansão da produção agrícola e de déficit na capacidade de armazenagem. Dados da Conab mostram que, nos últimos DEZ anos, a produção de grãos cresceu, em média, SEIS VÍRGULA SETENTA E DOIS POR CENTO ao ano. Já a capacidade de armazenamento avançou apenas DOIS VÍRGULA TRINTA E OITO POR CENTO no mesmo período.

Atualmente, o Brasil tem capacidade para armazenar entre SESSENTA e SESSENTA E TRÊS POR CENTO da produção anual de grãos, acumulando um déficit superior a CENTO E TRINTA MILHÕES de toneladas.

A medida também visa reduzir custos para empresas e produtores. Até então, a certificação obrigatória era realizada por organismos privados credenciados pelo Inmetro, o que gerava despesas adicionais para parte da cadeia produtiva.

O Ministério da Agricultura ressalta que a nova lei não altera os mecanismos de fiscalização sanitária nem as exigências para exportação. A qualidade dos produtos continua sendo garantida por instrumentos como certificações fitossanitárias, auditorias e sistemas de rastreabilidade.

Em 2025, o agronegócio brasileiro registrou exportações superiores a CENTO E SESSENTA E NOVE BILHÕES de dólares e superávit comercial próximo de CENTO E QUARENTA E NOVE BILHÕES de dólares.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, está no Amapá, participando de uma série de ações que têm o objetivo de fortalecer o setor.

Em seu discurso, ele falou sobre o bom momento vivido pelo turismo brasileiro e as iniciativas do ministério e do governo do Brasil, no Oiapoque.

 

TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
"O turismo do Brasil tem vivido um extraordinário momento. Batemos recordes de turistas estrangeiros no nosso país, batemos recordes na atração de investimentos, batemos recordes no gasto dos turistas estrangeiros aqui e também nos turistas domésticos. Mas isso não faz sentido se a gente não puder alcançar tudo e a todo mundo. Então, uma das premissas do governo federal é poder descentralizar as ações. E hoje, na condição do Ministro do Turismo, a gente está podendo trazer aqui para o município do Oiapoque a linha 'Brasil Mais Crédito para o Turismo'. Nós temos no nosso Fungetur um fundo geral do turismo que aporta 826 milhões de reais para o empreendedor, o dono de hotel, o dono da pousada, o dono de restaurante, condições de crédito inigualáveis para quem atua no turismo. E hoje, nós estamos podendo trazer um anúncio especial para aquele micro empreendedor individual. Vocês aqui do norte, aquele vendedor de açaí que precisa de uma oportunidade, que precisa de um apoio, que precisa de um crédito para que possa ter acesso ao alineio de financiamento tão junto do nosso governo federal, o governo está entrando como parceiro, como fundo garantidor para que essas pessoas tenham crédito assistido e que possam fazer bem uso desse crédito em parceria também com o nosso acredita que pode conduzir muito bem essa assistência do crédito às pessoas que precisam do nosso crédito do turismo."


LOC.: Gustavo Feliciano comentou, ainda, sobre o papel do setor como gerador de emprego e renda para o povo brasileiro.
 

TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
“O turismo, minha gente, é um setor de inclusão social enorme. A gente emprega e gera renda e dignidade para as pessoas. Temos trabalhado, às vezes, lá no nosso Ministério, o apoio e o suporte para que as comunidades quilombolas e os povos indígenas possam produzir e acolher o turismo. É o turismo que tem crescido muito e a quero aqui disponibilizar o Ministério do Turismo para que as comunidades, os povos indígenas e quilombolas que queiram aproveitar esse ferramenta que é o turismo nessas ações e das experiências que são poder fazer a sua qualificação, o seu treinamento.”


LOC.: O ministro também citou o potencial turístico do oiapoque e do estado do amapá. e falou sobre o anúncio de um estudo, que vai traçar um planejamento para impulsionar o turismo na região.
 

TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
“O município de Oiapoque tem uma vocação, temos aqui movimentação turística já e a gente espera poder trabalhar isso e de maneira planejada, já surtindo frutos da visita do prefeito Inácio, do ministro Valdez. Nós estamos aqui anunciando um edital de estudos junto da UNESCO para a produção do turismo fronteiriço da região do Amapá e do Pará, para que a gente possa produzir os estudos e assim transformar em políticas públicas para que essa região não seja apenas conhecida como a terra do petróleo que está se avistando, mas que adentro também possa conhecer o município de Oiapoque como destino turístico desses que vocês viram aqui no Rio. São ações como essa que o governo presidente Lula trabalha para fortalecer os quatro cantos do Brasil e a gente espera poder logo em breve. Depois que esse estudo estiver pronto, anunciar o estudo, poder trazer para o treino turístico, o setor turístico, eu vejo aqui guias, associação comercial, para que possam promover ações e efetivamente poder transformar essa realidade.”


LOC.: Além do Oiapoque, o ministro cumpre agenda nesta segunda-feira, também, em Macapá, ao lado dos ministros, Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional e Wellington dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

LOC.: O Ministério da Saúde iniciou a distribuição das primeiras 514 mil doses da nova vacina pneumo 20. O imunizante será oferecido gratuitamente pelo SUS para crianças de até cinco anos e amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria pneumocócica — como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações e óbitos.

A vacinação começará de forma gradual, conforme os estados recebem as doses e concluem o repasse aos municípios. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é que a aplicação nas unidades básicas de saúde tenha início na segunda quinzena de junho. Até o fim do ano, o governo federal prevê a distribuição de mais de 6 milhões e 100 mil doses. 

Além das crianças menores de cinco anos, a pneumo 20 será destinada a povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou mais acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

O principal diferencial da pneumo 20 é a proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumocócica, incluindo variantes associadas a formas mais graves da doença. A vacina também ajuda a prevenir casos de otite média, infecção que pode evoluir para complicações severas, incluindo perda auditiva e infecção generalizada. 

A vacina recebeu registro da Anvisa em dezembro de 2023 e passou a ser comercializada na rede privada em 2025, com custo médio de cerca de 500 reais. Com a incorporação ao SUS, o imunizante passa a ser oferecido gratuitamente à população. 

Atualmente, o SUS oferece as vacinas pneumo10, pneumo13 e pneumocócica polissacarídica 23. Essas formulações estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a chegada da pneumo 20, o Ministério da Saúde dará início a uma transição gradual para ampliar a proteção. A estratégia será mantida até o esgotamento dos estoques da pneumo 10 e, depois disso, o calendário passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O preço do boi gordo nesta terça-feira (9) apresenta queda de 0,18%; a arroba está sendo negociada a R$ 353,15, no estado de São Paulo.

Em São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam valorização. O frango congelado teve alta de 0,70%, negociado a R$ 7,18. Já o frango resfriado teve aumento de 0,70%, vendido a R$ 7,19.

A carcaça suína especial também apresenta elevação no preço, sendo negociada a R$ 8,73, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

Já o suíno vivo apresenta queda nos preços na maioria dos estados analisados, como é o caso de São Paulo, onde o valor é de R$ 5,25

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (9) em baixa de 2,68%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.395,16 na cidade de São Paulo.

Já o café robusta teve valorização, com alta de 2,92%, sendo comercializado a R$ 948,38.

O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 91,36, após queda de 2,02%.

Em Santos (SP), houve aumento de 1,31%, e a mercadoria é negociada a R$ 104,93 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,54, após alta de 0,06%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo