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Em evento na ACSP, Geraldo Melo Filho apresentou os números do agronegócio paulista e comparou as ações estaduais de apoio ao setor com a redução de recursos federais para crédito e seguro rural
Baixar áudioLer ao vivoData final é adiada para 15 de outubro em meio à cobrança de entidades por definição dos tetos do regime e alíquota dos impostos
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O agronegócio brasileiro enfrenta aumento do endividamento e da pressão sobre o crédito. Em 2025, o setor registrou MIL NOVECENTOS E NOVENTA pedidos de recuperação judicial, alta acima de CINQUENTA E SEIS POR CENTO em relação ao ano anterior. Os dados são da Serasa Experian.
No primeiro trimestre de 2026, os pedidos já estavam mais que VINTE E UM POR CENTO acima do registrado no mesmo período de dois mil e vinte e cinco.
A situação também aparece no crédito rural. Dados do Banco Central, analisados pelo BTG Pactual, mostram que mais de DUZENTOS E SETE BILHÕES DE REAIS estavam em um quadro preocupante em julho. O valor representa cerca de VINTE E TRÊS POR CENTO de uma carteira de OITOCENTOS E OITENTA E UM BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS.
Diante desse cenário, durante reunião do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo, a ACSP, o secretário estadual de Agricultura, Geraldo Melo Filho, defendeu mais previsibilidade para o produtor.
TEC./SONORA: Geraldo Melo Filho, secretário estadual de Agricultura de São Paulo
“O que a gente precisa é regra clara, segurança jurídica, segurança institucional e que a tenhamos o mínimo de previsibilidade, que a gente não durma com uma regra e acorde com outra.”
LOC.: O coordenador do Conselho do Agro da ACSP, Cesário Ramalho, cobrou mais proteção financeira para o setor.
TEC./SONORA: Cesário Ramalho, coordenador do Conselho do Agro da ACSP
“Não pode o agronegócio brasileiro não ter seguro. Aqui nós estamos para resolver a dívida. O país não pode isso. O agricultor não pode sofrer essa humilhação.”
LOC.: Já o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues defendeu uma estratégia que reúna diferentes medidas de apoio ao campo.
TEC./SONORA: Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura
“É uma estratégia integrada, que contemple temas como logística e estrutura, o pedido de renda para o campo, cujo fator central é o seguro rural, acordos comerciais que gerem mercados tecnologia e, sobretudo, sustentabilidade.”
LOC.: São Paulo reúne mais de VINTE cadeias do agronegócio com movimentação superior a UM BILHÃO DE REAIS por ano. Entre elas estão cana-de-açúcar, carne bovina, laranja, frango, café e soja.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: Empreendedores que estudam aderir ou não ao Simples Nacional acabam de ganhar mais tempo para a tomada dessa decisão. O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou para 15 de outubro o prazo para a escolha, anteriormente definido para esta quarta-feira, dia 30.
Foi adiada também a data-limite para a definição do modelo de recolhimento do IBS e da CBS. Agora, empresas têm até o dia 30 de outubro para optar entre o regime "puro", pago na guia única do Simples, ou o "híbrido", pelo regime regular.
A prorrogação atende a uma demanda do setor produtivo, que cobra a definição das alíquotas definitivas para o IBS e a CBS, e do reajuste dos limites de faturamento para empresas do Simples. Segundo Anderson Trautman Cardoso, coordenador do Comitê Jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a escolha ficou mais difícil com as mudanças trazidas pela reforma tributária.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, coord. Comitê Jurídico da CACB
"A adesão ao regime do Simples Nacional tornou-se ainda mais complexa no novo sistema decorrente da reforma tributária, na medida em que a definição envolve mais elementos a serem avaliados, incluindo o regime híbrido. Além disso, ainda há pendência em definições, inclusive para o regime geral, como a alíquota da CBS, questões relacionadas ao split payment e ao recolhimento pelo adquirente, chamado RAD."
LOC.: Hoje, o teto do Simples Nacional está fixado, desde 2018, em 81 mil reais
para o MEI, 360 mil para microempresas e 4 milhões e 800 mil para empresas de pequeno porte. A proposta discutida na Câmara dos Deputados prevê elevar o teto do MEI para 140 mil a partir de 2027, mas não tem data para a votação. Já o IBS e da CBS já vêm sendo cobrados desde janeiro de 2026 em caráter de teste, mesmo sem definição quanto às alíquotas. Em julho, o Comitê Gestor do IBS passou a trabalhar, apenas para fins de projeção, com uma alíquota conjunta estimada de 27,91%, 1,4 pp acima do previsto pela Reforma Tributária.
Diante desse cenário de indefinições, Trautman avalia que a prorrogação dos prazos foi essencial para os pequenos negócios.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, coord. Comitê Jurídico da CACB
"Nesse contexto, entendemos como relevantíssimo o acolhimento do pleito de prorrogação desses prazos, para que micro e pequenos empresários possam avaliar a melhor opção, de acordo com o seu modelo de negócio, evitando assim prejuízos a seus empreendimentos."
LOC.: De acordo com o balanço mais recente da Receita Federal, das mais de 370 mil solicitações de opção pelo Simples Nacional, 238 mil foram indeferidas, cerca de 65% do total. As pendências também têm até o dia 30 de outubro para serem regularizadas.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: O aumento da escolaridade dos brasileiros nos últimos anos não foi suficiente para acompanhar a demanda por profissionais qualificados, impulsionada pelo avanço tecnológico da indústria. Embora o país tenha ampliado o acesso à Educação Básica e ao Ensino Superior, os baixos níveis de aprendizagem e a limitada produtividade do trabalho ainda representam obstáculos à competitividade da indústria brasileira. É o que revela um estudo da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
O coordenador técnico do estudo, Rafael Grilli Felizardo, destaca o impacto da falta de profissionais qualificados sobre a capacidade de inovação da indústria.
TEC./SONORA: Rafael Grilli Felizardo, coordenador técnico do estudo
“As fábricas estão se automatizando, adotando inteligência artificial e correndo para reduzir suas emissões. Comprar tecnologia é a parte fácil. A questão é que a máquina só traz produtividade se tivermos pessoas preparadas para operar, consertar e melhorar essa tecnologia.”
LOC.: Segundo o estudo, a baixa aprendizagem na Educação Básica é um dos principais entraves para a formação de profissionais qualificados no país. O levantamento mostra que 73% dos brasileiros de 15 anos avaliados ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência em matemática. Em leitura, o índice chega a 50%, e em ciências, 55%.
A análise também mostra que o Brasil ainda forma poucos profissionais em áreas consideradas estratégicas para uma economia cada vez mais tecnológica. No Ensino Superior, o gargalo aparece principalmente nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Para que o país possa avançar em termos de produtividade, inovação e renda, o estudo propõe uma agenda integrada da Educação Básica ao Ensino Superior. Para isso, a CNI organiza as propostas em quatro frentes de atuação, como explica o coordenador do estudo:
TEC./SONORA: Rafael Grilli Felizardo, coordenador técnico do estudo
“Primeiro, garantir que a criança realmente aprenda nos primeiros anos. Segundo, formar bons professores de ciência e matemática, porque hoje o país forma menos docentes nessas áreas do que formava em 2010. Terceiro, ampliar o ensino técnico, que é a ponte mais curta entre a escola e um bom salário. E quarto, organizar o dinheiro público já existente.”
LOC.: O estudo completo está disponível na página de Publicações no portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC: Presidentes de entidades empresariais de todo o país reforçam a cobrança pela atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual, o MEI.
A mobilização, liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, reúne mais de mil e quinhentas federações e associações de todo o país em defesa da correção dos valores, que estão congelados desde 2018.
Na Bahia, o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado, a FACEB, Paulo Cavalcante, afirma que a atualização precisa ser tratada como uma pauta nacional e urgente.
SONORA — PAULO CAVALCANTE, PRESIDENTE DA FACEB
“A Constituição Federal brasileira, quando criou o fundamento, as propostas do meio do ciclo nacional, era para tirar as pessoas da informalidade, formalizá-las e ajudá-las, favorecê-las, para que elas pudessem sobreviver e crescer, gerar emprego e pagar tributos. No momento em que você permite que ela se desenquadre, a sobrevivência dela, em média, não passa de 12 meses. Isto é injusto, isto é contrário a um propósito constitucional".
LOC: Em Rondônia, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ariquemes, Alessandro da Silva, criticou o adiamento da votação do projeto que trata do reajuste e afirmou que a medida demonstra falta de atenção às necessidades dos pequenos negócios.
SONORA — ALESSANDRO DA SILVA, PRESIDENTE DA ACIA
“Esse adiamento da votação só demonstra que o governo não se preocupa com o Simples Nacional, com os pequenos, com o MEI. Isso aí demonstra que realmente eles simplesmente não querem fazer o que precisa ser feito. O comércio sofre, o comércio padece sobre os aumentos de impostos, sobre toda a taxação excessiva que vem prejudicando todo o comércio local, principalmente aqui da nossa região.”
LOC: A proposta de atualização também é defendida pela CACB. O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, afirma que a tabela do Simples Nacional precisa acompanhar a inflação.
SONORA — ALFREDO COTAIT NETO, PRESIDENTE DA CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação.”
LOC: Atualmente, o limite de faturamento anual é de 81 mil reais para o MEI, 360 mil reais para as microempresas e 4 milhões e 800 mil reais para as empresas de pequeno porte.
Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar 108, de 2021, prevê elevar o teto do MEI para 110 mil reais em 2026 e 140 mil reais a partir de 2027. As entidades empresariais defendem uma atualização mais ampla, que contemple também as demais faixas do Simples Nacional.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, dia 29, mostram que a taxa de desocupação no Brasil é de 5,3%. Apesar desse patamar, o analista da PNAD, William Kratochwill, afirma que o resultado não foi suficiente para impulsionar os salários no trimestre encerrado em agosto.
TEC./SONORA: William Kratochwill, analista da PNAD
“Esse aumento do nível da ocupação é importante, no entanto, não foi suficiente para provocar um aumento, no trimestre, nos salários. Com R$ 3.777, esse rendimento médio é estável em relação ao último trimestre.”
LOC.: Já os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, apurados pelo Novo Caged, mostram que o mercado formal — aquele com carteira assinada — abriu 972,2 mil vagas de janeiro a julho deste ano. O número é positivo, mas representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período de 2025.
A geração de empregos formais desacelerou na agropecuária, na indústria e nos serviços. No campo, foram 51,4 mil vagas, 51% a menos. Na indústria, o saldo foi de 154 mil postos, recuo de 40%. Já os serviços abriram 591,5 mil vagas, 15% abaixo do registrado no ano passado.
Para o economista Cesar Bergo, a redução no ritmo de novas vagas não significa que o total de empregos formais esteja diminuindo, mas serve como ponto de atenção.
TEC./SONORA: Cesar Bergo, economista
“Significa que o fluxo de criação [de emprego] está menor em relação ao período de comparação. O estoque acumulado continua crescendo. Agora, houve uma queda na atividade econômica e isso vai refletir na atividade do mercado de trabalho e, consequentemente, nós podemos ter reduções.”
LOC.: A construção civil foi a exceção entre os principais setores. De janeiro a julho, foram 180,4 mil novas vagas formais, alta de 2% na comparação anual.
No comércio, o cenário foi diferente. O varejo teve saldo negativo de 51,7 mil vagas nos sete primeiros meses do ano. No mesmo período de 2025, havia criado 44,1 mil postos com carteira.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A Lei de Arbitragem completou 30 anos recentemente. Apesar da idade, a norma segue sendo considerada uma das mais modernas do mundo sobre o tema, servindo de referência e modelo para outros países. Mas muitos empreendedores acreditam que a ferramenta seja voltada para a resolução de conflitos entre grandes empresas ou contratos de alto valor.
Guilherme Giussani, diretor técnico da CEMAAC, a Câmara Empresarial de Mediação e Arbitragem da Associação Comercial de São Paulo, explica porque essa restrição não existe.
TEC./SONORA: Guilherme Giussani, diretor técnico da CEMAAC
"Toda pessoa física e toda pessoa jurídica pode utilizar do procedimento de arbitragem. Não existe nenhuma limitação em relação à classificação da empresa ou tipo empresarial."
LOC.: A forma mais recomendada de acesso à arbitragem é a inclusão de uma cláusula já no nascimento do contrato. A CEMAAC disponibiliza um modelo de cláusula pronto para uso, o que evita discussões futuras sobre a forma de resolução de eventuais conflitos, mas ainda assim o instrumento pode ser utilizado por meio de um compromisso arbitral.
O único requisito técnico é que o conflito trate de direitos patrimoniais disponíveis. Ou seja, qualquer questão que tenha valor econômico e possa ser negociada entre as partes.
Para o advogado Roberto Mateus Ordine, presidente da CEMAAC e vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, uma das principais diferenças vantagens da arbitragem é o tempo de tramitação em relação a processos judiciais
TEC./SONORA: Roberto Mateus Ordine, presidente da CEMAAC
"Hoje, se o pequeno recorrer ao Judiciário, seja ele em qual escala for, a demora processual é de 5 a 10 anos, porque você tem as várias instâncias e elas são morosas. Na questão da arbitragem, você reduz esse prazo de conflito para 1 ano."
LOC.: A lei sancionada em 1996 também trouxe a mediação como forma de resolução de conflitos contratuais. Enquanto a arbitragem funciona de forma mais próxima a um processo judicial, sem necessariamente buscar uma solução amigável, a mediação costuma ser indicada para conflitos em que existe uma relação duradoura a ser preservada, como disputas societárias em empresas familiares ou contratos de locação e prestação de serviço de longa data.
TEC./SONORA: Guilherme Giussani, diretor técnico da CEMAAC
"A mediação é a busca de um consenso e a arbitragem, via de regra, não busca uma solução amigável. Ela finaliza o procedimento com uma sentença arbitral, que tem força judicial, é reconhecida como um título executivo judicial, mesmo poder que uma sentença dada pelo Estado, e é dada por um árbitro que é escolhido pelas partes. Ou seja, a mediação é a busca de um acordo e a arbitragem é uma decisão definitiva"
LOC.: Com quatro anos de atuação, a CEMAAC já soma 79 unidades de atendimento pelo país e, até 2025, registrou 370 procedimentos de arbitragem e mediação com valores que ultrapassam os 17 milhões de reais.
Reportagem, Álvaro Couto.
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,34% nesta quinta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 364,30.
No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,30 e o do resfriado a R$ 8,31.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,50.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,25.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.
A saca de 60 quilos da soja inicia a quinta-feira em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta alta de 0,66%, com a saca negociada a R$ 154,91. Em Paranaguá, alta de 0,18%, levando a cotação para R$ 161,56.
Preço do trigo avança no Rio Grande do Sul e no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.544,33. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.450,60.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.