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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira, dia 18, o segundo repasse de setembro do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor distribuído pela União soma cerca de DOIS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS.

Os recursos do FPM são formados pela arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, e representam uma das principais fontes de receita para grande parte das prefeituras.

Entre os estados, São Paulo lidera o volume de recursos com MAIS DE TREZENTOS E CINQUENTA E DOIS MILHÕES DE REAIS. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Itu, Cotia e Taubaté, cada um com valores superiores a R$ 1,5 milhão.

Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de MAIS TREZENTOS E CINQUENTA  MILHÕES. No estado, Governador Valadares, Juiz de Fora e Pouso Alegre estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 1,6 milhão.

O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que, apesar de o segundo decêndio normalmente ter valores menores, o repasse deste mês está acima do registrado no mesmo período de 2025, especialmente pela alta do preço do petróleo, que ajudou a aumentar a arrecadação federal.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Primeiro, o ano passado foi um ano bem atípico, com um péssimo resultado para o FPM, o que levou até a algumas medidas legislativas para compensação desse resultado tão ruim quanto foi ano passado. E um outro [fator] é a alta do preço do petróleo, que tem aumentado a arrecadação do governo federal, com um impacto direto no imposto de renda das pessoas jurídicas desse segmento.”
 


LOC.: Até o dia 15 de setembro, 24 municípios estavam impedidos de receber recursos do fundo. Entre eles estão Santo Antônio de Jesus (BA), Várzea Alegre (CE) e Madeiro (PI).

Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por pendências como débitos previdenciários, falta de recolhimento ao Pasep, inscrição na dívida ativa da União ou ausência de informações obrigatórias ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde. Após a regularização, os repasses são retomados aos municípios.

Reportagem, Bianca Mingote


 

LOC.: Produtores rurais devem enfrentar condições climáticas diferentes nas regiões do país entre setembro e novembro. É o que aponta o Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet.

A previsão indica redução das chuvas e temperaturas elevadas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No Sul, o cenário é de chuvas acima da média e excesso de umidade no solo.

Na Região Norte, a restrição hídrica pode aumentar o estresse das culturas. No Marajó, no Pará, o alerta é para as lavouras de arroz de várzea, principalmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Em Roraima, por outro lado, o tempo seco deve favorecer a colheita do milho de terceira safra.

No Nordeste, a deficiência hídrica e o calor podem reduzir a oferta e a qualidade das pastagens, especialmente em áreas de sequeiro. Segundo o Inmet, o cenário pode afetar o ganho de peso dos bovinos e aumentar os custos com suplementação alimentar.

No Centro-Oeste, a estiagem deve favorecer a colheita de algodão, milho de segunda safra e sorgo em setembro. Já as chuvas acima da média no sul de Mato Grosso do Sul podem dificultar a colheita de milho e trigo.

Em outubro, a falta de água no solo e as altas temperaturas no sudoeste de Mato Grosso podem prejudicar a germinação e o estabelecimento da soja, com risco de falhas e necessidade de replantio.

No Sul, as chuvas acima da média devem provocar os maiores excedentes de água em outubro. O excesso de umidade pode dificultar a semeadura do arroz irrigado e atrasar a colheita em algumas áreas.

O Boletim Agroclimatológico Mensal é referente ao trimestre de setembro a novembro de 2026. O documento completo está disponível em portal.inmet.gov.br ou em Brasil61.com.

Com informações do Instituto Nacional de Meteorologia, Bianca Mingote

LOC.: Nesta quinta-feira (17), 71 jovens brasileiros de 18 e 24 anos embarcam para a China para representar o país na WorldSkills Shanghai 2026, a maior competição de educação profissional do mundo. O evento será realizado entre 22 e 27 de setembro e reunirá mais de 1.400 competidores de 70 países, em 64 ocupações.

Preparados pelo SENAI e pelo SENAC, esses jovens integram a maior delegação brasileira da história da competição, com representantes em todas as ocupações disputadas.

Ao todo, a comitiva brasileira é composta por 209 pessoas entre competidores, experts, team leaders, tradutores, além de equipes de apoio técnico e comunicação. 

O gerente de Soluções Educacionais do SENAI, Luiz Eduardo Leão, afirma que a delegação está preparada para representar o Brasil em Xangai.

TEC./SONORA: Luiz Eduardo Leão, gerente de Soluções Educacionais do SENAI

“Investimos muito forte para que o Brasil tivesse essa representação massiva mesmo. Estamos muito motivados e esperançosos de alcançar excelentes resultados em Xangai. Eu acho que levamos uma delegação grande e que representa a grandiosidade do nosso país. É representar a indústria, o comércio, a área de serviços também. Então eu entendo que o SENAI e o SENAC vão fazer um excelente trabalho em Xangai.”


LOC.: Cerca de 66% dos competidores são beneficiários da gratuidade regimental, que garante vagas gratuitas em cursos de educação profissional financiados pelo SENAI. Além disso, 76% vieram da rede pública de ensino e 18% são mulheres. 

O competidor Lucas Eduardo Mortari, de Bauru, São Paulo, foi aluno de um curso técnico do SENAI e recebeu dos professores de funilaria o convite para participar da WorldSkills. Depois de seis meses de treinamento, ele se destacou na etapa nacional e garantiu a vaga na equipe brasileira. 

TEC./SONORA: Lucas Eduardo Mortari, competidor

“A expectativa para Xangai está bem alta. Os treinamentos foram bem intensos, os simulados também foram bem intensos para a gente conseguir atingir o maior nível de perfeição dentro da nossa modalidade. Então, a nota já está bem boa e acho que o pensamento positivo é para trazer o ouro para o Brasil.”


LOC.: Esta será a edição de número 48 da WorldSkills. O Brasil participou de 20 edições da competição e já conquistou 130 medalhas e 187 certificados de reconhecimento. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho podem aumentar os custos e exigir mudanças na organização das empresas. É o que aponta uma pesquisa da Carreira Muller com QUATROCENTAS E OITENTA E SEIS companhias. Desse montante, 90% esperam ser impactadas pela PEC 221 de 2019, enquanto o aumento dos custos trabalhistas é a principal preocupação, citado por 82,96% das empresas.

Segundo o levantamento, 72,83% das companhias consideram o impacto da possível mudança alto ou muito alto. Além dos custos, 77,63% apontam a necessidade de adequar escalas e turnos. A dificuldade para manter o nível operacional aparece em 44,75% das respostas, enquanto 38,36% citam o risco de queda de produtividade. Já a necessidade de novas contratações é apontada por 33,30%.

A pesquisa mostra, ainda, que operações e produção estão entre as áreas que podem ser mais afetadas. Logística aparece em seguida, seguida por atendimento ao cliente, manutenção e áreas administrativas e financeiras.

A PEC prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, a CCJ, no início de setembro. Agora, o texto aguarda votação em plenário.

Segundo a Carreira Muller, pequenas e médias empresas enfrentam um desafio adicional, considerando que muitas ainda não dispõem de estruturas de Recursos Humanos preparadas para reorganizar jornadas, escalas e equipes.

Reportagem, Bianca Mingote

LOC.: A CAIXA inicia nesta quinta-feira (17), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de setembro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
 

Pesquisa da Nexus mostra que o Centro-Oeste é a região do Brasil que mais sente os efeitos da estiagem. Quatro em cada dez moradores citam a seca prolongada e a falta de água como um dos principais impactos climáticos do último ano, quase o dobro da média nacional, que é de 22%.

O calor extremo também marca o dia a dia da região: 63% dos entrevistados relataram ondas de calor intenso, o efeito mais citado por quem vive no Centro-Oeste. Chuvas excessivas e alagamentos foram apontados por 20% dos moradores, e 14% relataram tempestades de vento e granizo.

Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o Centro-Oeste é um forte produtor agrícola e tem biomas como o Cerrado e o Pantanal, e sentir a seca com o dobro da intensidade da média nacional é um alerta tanto para a segurança hídrica quanto para a economia da região.

Apesar dos efeitos sentidos no dia a dia, o levantamento mostra que quatro em cada dez moradores do Centro-Oeste não conhecem o El Niño, o maior índice de desconhecimento do país. Ainda assim, ao serem informados sobre os efeitos do fenômeno, mais da metade dos entrevistados passou a demonstrar alto grau de preocupação.

A pesquisa também revela desconfiança na resposta do poder público: 61% dos moradores consideram que sua cidade está despreparada para lidar com crises climáticas, e apenas 2% avaliam que os governos locais estão totalmente prontos para isso.

Reportagem, Sophia Muniz

Os preços de importantes produtos agrícolas registraram queda nesta quarta-feira, dia dezesseis.

O café arábica recuou zero vírgula quarenta por cento, com a saca de sessenta quilos negociada a mil quinhentos e oitenta e oito reais e quarenta e três centavos, em São Paulo.

O café robusta teve baixa de zero vírgula sessenta e seis por cento e está cotado a novecentos e oitenta e cinco reais e setenta e oito centavos.

No mercado de açúcar, a saca de cinquenta quilos do cristal apresentou queda de um vírgula zero seis por cento na capital paulista e é negociada a cento e dezoito reais e quinze centavos. Em Santos, recuou um vírgula sessenta e um por cento, com preço médio de cento e vinte e sete reais e quarenta e sete centavos por saca de sessenta quilos, sem impostos.

Já o milho teve baixa de zero vírgula dezessete por cento. A saca de sessenta quilos é vendida a sessenta e nove reais e trinta e nove centavos.
Os dados são do Cepea/Esalq.

Reportagem, Sophia Muniz.

A saca de sessenta quilos da soja inicia esta quarta-feira, dia dezesseis, com alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão registra aumento de zero vírgula quarenta e cinco por cento, com a saca negociada a cento e cinquenta e três reais e cinquenta e nove centavos.

Em Paranaguá, a valorização é de zero vírgula zero nove por cento, levando a cotação para cento e sessenta reais e cinquenta e nove centavos.

No mercado de trigo, os preços também subiram em dois estados. No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil quinhentos e nove reais e cinquenta e oito centavos. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil trezentos e sessenta e um reais e trinta e dois centavos.

Os dados são do Cepea/Esalq.

Reportagem, Sophia Muniz.