Voltar
Entidade estima que retirada do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 também reduzirá em R$ 21,8 bilhões a produção doméstica
Baixar áudioLer ao vivoMais metade das cidades estão localizadas nos estados de Minas Gerais e de Mato Grosso, que juntos somam 12 entes impedidos; confira a lista completa
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O fim da “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 109 mil empregos e reduzir em cerca de 21 bilhões e 800 milhões de reais a produção doméstica. O alerta é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Segundo o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, antes da retirada do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, parte do consumo, que hoje é destinado a produtos estrangeiros por meio do Programa Remessa Conforme, seria direcionada a produtos e serviços produzidos no Brasil.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“A retirada do Imposto de Importação sobre o Programa Remessa Conforme, a ‘taxa das blusinhas’, acelera o aumento do volume importado pelo programa. Esse crescimento já vinha acontecendo: um número maior de compras de pequeno valor vem sendo importado e mais dinheiro é enviado para fora. Com a retirada do imposto, esse movimento é acelerado.”
LOC.: Azevedo destaca ainda que os produtos nacionais estão sujeitos a uma carga tributária maior do que os importados, o que amplia a diferença de competitividade entre eles. Na avaliação do economista, a “taxa das blusinhas” contribui para reduzir parte dessa assimetria.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“Por isso, a retirada do imposto torna ainda mais explícita essa diferença entre a taxação imposta aos produtos nacionais e aquela incidente sobre os importados. Sem isso, há um incentivo maior à compra de produtos importados — em razão dessa diferença de tributos e, consequentemente, de preços, que muitas vezes é considerável. Isso contribui para o crescimento cada vez maior do volume de importações pelo Programa Remessa Conforme.”
LOC.: De acordo com o levantamento, para cada um real importado por meio do Programa Remessa Conforme, deixam de ser gerados 3 reais e 11 centavos ao longo das cadeias produtivas no país.
O impacto se concentra principalmente na indústria de transformação. Como boa parte dos produtos adquiridos pelo programa — como eletrônicos, vestuário e outros bens de consumo — concorre diretamente com itens fabricados no Brasil, cerca de dois terços do efeito total recaem sobre o segmento.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Até o último dia 26 de agosto, VINTE E UM municípios brasileiros estavam bloqueados para recebimento do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. A maioria dessas cidades está localizada nos estados de Minas Gerais e de Mato Grosso, que juntos somam 12 entes impedidos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro e Tocantins, com três cidades cada. O próximo repasse está previsto para esta sexta-feira, 28 de agosto.
As prefeituras de todo o país partilham, neste decêndio, a terceira parcela de agosto do FPM. O total é de R$ 4,6 bilhões.
O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que o bloqueio dos repasses está relacionado a dívidas com a União ou atrasos na prestação de contas.
Ele orienta que as prefeituras averiguem o que motivou o bloqueio para solucionar o problema e normalizar o recebimento das parcelas.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“É muito importante que os gestores procurem saber, inicialmente, o motivo do bloqueio, se algum débito previdenciário com o regime geral ou próprios de previdência, se deixou de entregar para o Tesouro Nacional os relatórios exigidos pela lei de responsabilidade fiscal, ou mesmo se não pagou algum empréstimo cuja a União seja avalista. O gestor resolvendo, os valores serão imediatamente desbloqueados na conta do município.”
LOC.: Entre os municípios que estão impedidos de receber os repasses estão Domingos Martins, no Espírito Santo; Piratuba, em Santa Catarina; Campos de Júlio, em Mato Grosso; Petrópolis, no Rio de Janeiro e Sacramento, em Minas Gerais.
Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, precisa conhecer o motivo e regularizar a situação.
Em caso de inclusão na lista de bloqueadas do FPM, a prefeitura não perde os recursos de forma definitiva. Os valores ficam apenas congelados enquanto as pendências não são regularizadas.
A lista completa de entes impedidos de receber recursos da União pode ser acessada em www.tesourotransparente.gov.br ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O governo brasileiro pagou cerca de um trilhão 160 bilhões de reais em juros no acumulado de 12 meses até junho deste ano. O dado é de um estudo encomendado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA.
O levantamento alerta para um cenário de crise fiscal, marcado também pelo crescimento da dívida pública. Historicamente, a Dívida Bruta do Governo Geral oscilava entre 60% e 70% do PIB. Mas, em junho de 2026, o valor alcançou 10 trilhões e 800 bilhões de reais, o equivalente a quase 82% do PIB. Mantido esse ritmo, o estudo projeta que a dívida chegue a 95,7% do PIB em 2030.
O levantamento também destaca que o aumento da arrecadação nos últimos anos não tem sido suficiente para reverter o desequilíbrio das contas públicas. Em 2025, a carga tributária passou dos 34% do PIB, sendo 21,6% correspondente à esfera federal. O percentual federal cresceu mais de 2 pontos percentuais em dois anos. Ainda assim, os resultados primários do governo federal têm permanecido recorrentemente deficitários.
Além do crescimento das despesas, o estudo aponta problemas relacionados à qualidade da aplicação dos recursos públicos. Entre os principais pontos estão a falta de avaliação e de indicadores de resultados para políticas e programas públicos; a sobreposição de ações e a baixa integração entre União, estados e municípios; a baixa execução e a priorização inadequada de investimentos; e a manutenção de recursos por inércia, e não com base nos resultados.
A CNA defende que as regras fiscais devem garantir a sustentabilidade da dívida pública e propõe medidas como a simplificação das regras de despesas; a redução das exceções; mecanismos mais efetivos de correção de desvios; maior foco na sustentabilidade da dívida no médio prazo; e mais transparência na padronização das estatísticas fiscais.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC: A Associação Comercial de São Paulo, a ACSP, destaca a atuação no agronegócio e aproxima micro e pequenas empresas das oportunidades geradas pela cadeia produtiva do setor. O tema foi destaque em reunião do Conselho do Agronegócio da ACSP, realizada na quinta-feira, dia 27, em São Paulo.
O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, defendeu uma maior integração entre o agronegócio, o comércio e a indústria.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP
“Acho que o tema do agronegócio tem que ser cada vez mais desenvolvido, para que a gente possa também ter uma participação dessa cadeia que o agronegócio produz, fazendo com que as pequenas empresas também possam ter uma participação mais efetiva.”
LOC: O encontro teve como palestrante Plínio Nastari, presidente do Instituto Brasileiro de Bioenergia e Bioeconomia e CEO da Datagro. Ele destacou que a industrialização das matérias-primas do agro tem impacto direto sobre o comércio, a indústria e o desenvolvimento das economias regionais.
TEC./SONORA: Plínio Nastari, presidente do Instituto Brasileiro de Bioenergia e Bioeconomia e CEO da Datagro
“A renda gerada pela produção e pela industrialização das matérias-primas do agro tem sido fundamental para o desenvolvimento do comércio e indústria em todo o país. Então, mais do que energia e alimento, nós estamos falando de desenvolvimento e sustentabilidade.”
LOC: Durante a apresentação, Nastari mostrou que as fontes renováveis representaram 49,5% da matriz energética brasileira em 2025. A média mundial foi de 14,5%. A cana-de-açúcar respondeu por 15,8% por cento da matriz brasileira e teve participação superior à energia eólica e à solar fotovoltaica.
Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Sérgio Bortolozzo, o potencial brasileiro nessa área precisa ser acompanhado por uma regulação que favoreça toda a cadeia produtiva.
TE./SONORA:Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira
“Eu acho que a produção de biocombustíveis, em especial o etanol, está totalmente dentro do contexto. A Rural continua trabalhando muito forte junto com a nossa frente parlamentar, trabalhando nesses projetos para que a gente procure trazer uma regulação mais eficiente, mais proativa e benéfica.”
LOC: O Conselho do Agronegócio da ACSP reúne representantes do setor para discutir desafios e oportunidades e formular propostas relacionadas às cadeias de alimentos, fibras e energia renovável.
Reportagem, Juline Pogorzelski
LOC: O Banco da Amazônia apresentou o Programa Agência 201 durante o Febraban Tech 2026, em São Paulo. A iniciativa da instituição financeira faz parte da transformação tecnológica da instituição e busca modernizar os serviços, além de ampliar o acesso ao crédito na Amazônia Legal.
O presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, destacou a implementação do novo Banco Digital e do novo Core da instituição. Segundo ele, as ferramentas devem ampliar as possibilidades de negócios e tornar a oferta de produtos e serviços mais ágil e adequada aos clientes.
TEC./SONORA: Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia
“Neste mês, estamos terminando a implementação do Banco Digital do novo Core. Essas duas ferramentas vão abrir um leque de negócios e de possibilidades para o banco, para que a gente possa, definitivamente, voltar a ser um banco de expressão nacional, forte, voltado para o cliente com o suporte digital de primeira linha, com uma forma de construir produtos muito mais ágil, com a usabilidade para o cliente muito mais assertiva e disruptiva, atendendo aquilo que tem de mais moderno hoje do mundo.”
LOC: Ao longo da programação, representantes do Banco também participaram de debates sobre experiência digital, inclusão financeira e crédito inteligente.
O diretor de crédito do Banco da Amazônia, Roberto Batista, destacou o uso da Inteligência Artificial e de ferramentas mais sofisticadas para aprimorar a análise de crédito na região.
Já o superintendente executivo de estratégia de clientes e negócios do Banco da Amazônia, Nélio Gusmão, ressaltou que o Banco da Amazônia tem implementado a transformação digital para oferecer serviços adequados à realidade amazônica.
TEC./SONORA: Nélio Gusmão, superintendente executivo de estratégia de clientes e negócios do Banco da Amazônia
“A gente está aqui na Febraban Tech 2026 apresentando para o Brasil uma transformação digital que o Banco da Amazônia vem passando e vem implementando para poder transformar a realidade do cliente em jornadas muito mais fluidas, uma experiência digital muito mais convidativa e resolvendo problemas que são os desafios regionais que a gente tem nessa Amazônia Continental.”
LOC: O Febraban Tech 2026 foi realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, e reuniu líderes, executivos e especialistas para discutir tecnologia, inovação e as transformações do setor financeiro. A programação terminou na quarta-feira (26).
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A CAIXA paga, nesta sexta-feira, 28 de agosto, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de setembro e outubro. Além da parcela mensal, estudantes da modalidade EJA aprovados no primeiro semestre de 2026 também recebem a parcela do Incentivo Conclusão.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
O preço do café arábica abre esta sexta-feira, 28 de agosto, com recuo de 3,22%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.742,74 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve recuo de 1,37%, sendo comercializado a R$ 1.021,90.
O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 110,59.
Em Santos (SP), o aumento foi de 2,13%, e a mercadoria é negociada a R$ 128,08 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,05 após alta de 0,38%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,58% nesta sexta-feira, 28 de agosto. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 344,50.
No mercado de frango, os preços apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado é vendido a R$ 7,30, enquanto o frango resfriado custa R$ 7,27.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,38.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,53.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa