Voltar
Estudo da CNI estima impacto sobre US$ 14,9 bilhões em exportações e alerta para prejuízos às cadeias produtivas dos dois países
Baixar áudioLer ao vivoDecisões do Executivo e Legislativo, entre janeiro de 2023 e maio de 2026, provocarão custos extras estimados em cerca de R$ 985 bilhões até 2050, aponta Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE)
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Cerca de 4 mil e duzentos produtos brasileiros poderão ser afetados, caso o governo dos Estados Unidos confirme novas tarifas de importação sobre o Brasil — o equivalente a quase 15 bilhões de dólares em exportações. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Antes de decidir sobre novas medidas, o governo dos Estados Unidos realizará, nesta semana, audiências públicas para discutir duas propostas que podem ampliar a tributação sobre produtos brasileiros. A primeira decorre da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação comercial americana e prevê uma tarifa adicional de 25%. A segunda faz parte de uma investigação sobre trabalho forçado, que abrange diversos países, incluindo o Brasil, e propõe uma sobretaxa de 12,5%.
Atualmente, esses produtos já estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%. Se ambas forem implementadas, os produtos sujeitos às duas medidas passarão a enfrentar uma tarifa total de 37,5%.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que a medida atingirá principalmente produtos manufaturados, com impactos sobre a indústria brasileira e também sobre empresas norte-americanas que utilizam esses bens.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Repor produtos manufaturados sempre é muito mais complexo do que repor commodities no mercado internacional, porque tem especificações de cada país, de cada região e de cada demanda. Isso nos preocupa bastante e, por isso, estamos colocando todos os esforços possíveis para termos o melhor resultado.”
LOC.: Entre os 13 principais produtos brasileiros que poderão ser atingidos pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil é o principal fornecedor do mercado norte-americano em 11 deles.
Para Alban, isso demonstra que as medidas também poderão prejudicar a economia dos Estados Unidos.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“O Brasil é deficitário na balança comercial com os Estados Unidos. Nós temos uma relação de complementaridade importante para ambos os lados. Em 11 dos 13 maiores produtos de exportação que serão afetados, o Brasil é o principal fornecedor para os Estados Unidos. Ou seja, a medida também afeta os interesses norte-americanos.”
LOC.: Alban defende que o governo brasileiro conduza as negociações com base em critérios técnicos, evitando a politização do tema. A expectativa é que a decisão final seja anunciada até 15 de julho.
Mesmo em caso de resultado desfavorável, ele afirma que a CNI continuará atuando junto ao governo brasileiro e às autoridades americanas para revisar as medidas e ampliar a lista de produtos isentos das tarifas.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Os brasileiros poderão pagar quase UM TRILHÃO DE REAIS a mais na conta de luz até 2050, por conta de medidas aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional entre janeiro de 2023 a maio de 2026.
A estimativa compõe um levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, a FNCE, que reúne organizações dos segmentos de consumo de energia no Brasil e discute principalmente temas ligados ao setor elétrico do país.
Segundo o estudo, as decisões tomadas pelos poderes Executivo e do Legislativo devem gerar custos extras de cerca de NOVECENTOS E OITENTA E CINCO BILHÕES DE REAIS para os consumidores.
A entidade afirma que entram nesse cálculo medidas provisórias, novas leis, leilões de energia, acordos com empresas e também os chamados "jabutis", que são dispositivos incluídos em projetos de lei sem relação direta com o tema principal.
De acordo com a FNCE, o impacto será sentido por consumidores residenciais, comércio e indústria, tanto no mercado livre quanto entre os atendidos pelas distribuidoras de energia. A exceção é o público de baixa renda inscrito no Cadastro Único.
A Frente avalia que o aumento de contratações e de novos encargos compromete a sustentabilidade do setor elétrico e defende uma ampla reforma do sistema a partir do próximo ano. Segundo a entidade, sem mudanças, há risco de colapso do sistema elétrico.
Entre as medidas que mais pesam na projeção estão os leilões para contratação de hidrelétricas, térmicas a gás, biometano e carvão para reserva de capacidade, com impacto estimado em mais de QUINHENTOS E QUINZE BILHÕES DE REAIS; os dispositivos incluídos na lei das eólicas offshore, com custo previsto de CENTO E NOVENTA E SETE BILHÕES; e as medidas provisórias 1300 e 1304, que somam mais de CENTO E QUATORZE BILHÕES DE REAIS em despesas ao longo dos próximos vinte e cinco anos.
Com informações da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Bianca Mingote
LOC: O número de empresas inadimplentes no Brasil atingiu um novo patamar recorde. Dados da Serasa Experian, divulgados em julho com base em maio de 2026, mostram que mais de 9 milhões de CNPJs estavam negativados. O estoque de dívidas chegou a R$ 229,9 bilhões, o maior da série histórica. Em média, cada empresa acumulava 7,3 contas em atraso e dívida de R$ 25,5 mil.
O setor de serviços concentrou mais da metade das empresas inadimplentes, com 55,6% do total, seguido pelo comércio, com 32,3%. A região Sudeste lidera o número de empresas negativadas, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre as micro e pequenas empresas, 8,5 milhões estavam com restrições de crédito.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o aumento do endividamento mostra que muitas empresas enfrentam dificuldades para reduzir o passivo acumulado. Juros elevados, crédito mais restrito e a desaceleração da atividade econômica continuam dificultando a recuperação financeira dos negócios, principalmente dos pequenos empreendedores.
Segundo a Serasa Experian, o crescimento do volume de dívidas indica que a recuperação financeira das empresas ainda segue lenta. Em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito, a pressão continua maior sobre as micro e pequenas empresas, que concentram a maior parte dos CNPJs inadimplentes no Brasil.
Reportagem, Juline Pogorzelski, Locução, Sophia Stein.
LOC.: A CAIXA paga, nesta segunda-feira, 06 de julho, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de novembro e dezembro.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio da rede pública.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
LOC.: A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, concluiu a distribuição de royalties referentes à produção de abril de 2026 nos contratos sob o regime de concessão, cessão onerosa e partilha.
Os repasses totalizaram 2 bilhões e 350 milhões de reais para os estados e pouco mais de 3 bilhões de reais para os municípios, beneficiando 945 cidades e dez unidades federativas. Com a operação, foram concluídos todos os pagamentos relativos à produção do período.
Além dos estados e municípios, parte dos royalties foi destinada à União e ao Fundo Especial, de acordo com a legislação vigente.
Considerando os três regimes de exploração — concessão, cessão onerosa e partilha de produção —, o total distribuído em royalties referente à produção de abril alcançou 8 bilhões e 910 milhões de reais, destinados à União, aos estados e aos municípios.
Os valores detalhados por beneficiário, bem como as séries históricas dos repasses, estão disponíveis na página Royalties da ANP. As informações referentes ao mês corrente ainda estão em fase de consolidação e serão publicadas em breve.
Cabe à ANP calcular, apurar e distribuir os royalties de acordo com as regras estabelecidas pelas Leis nº 7.990 de 1989 e 9.478 de 1997, além dos decretos que regulamentam a divisão dos recursos.
Embora não exista uma data fixa para os depósitos, a agência informa que busca dar celeridade ao processo de distribuição. Os beneficiários podem consultar valores, datas de pagamento e demais informações no portal do Banco do Brasil na internet, na opção "Royalties da ANP".
Reportagem, Paloma Custódio
O preço do café arábica abre esta terça-feira com alta de nove vírgula vinte e quatro por cento, com a saca de sessenta quilos negociada a mil, setecentos e oitenta e sete reais e quarenta e oito centavos na cidade de São Paulo.
O café robusta teve alta de quatro vírgula trinta e sete por cento, sendo comercializado a mil, cento e dezessete reais e trinta e três centavos.
O preço do açúcar cristal apresenta declínio de um vírgula setenta e seis por cento na capital de São Paulo. A saca de cinquenta quilos é cotada a noventa e um reais e noventa e quatro centavos.
Em Santos, houve um aumento de um vírgula noventa e sete por cento, e a mercadoria é negociada a cento e dez reais e noventa e sete centavos na média de preços sem impostos.
A saca de sessenta quilos do milho, por sua vez, é vendida a sessenta e quatro reais, após declínio de zero vírgula zero oito por cento.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Oliveira
O preço do boi gordo teve redução de um vírgula zero três por cento nesta terça-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e vinte e seis reais e quarenta e cinco centavos.
No mercado de frango, os valores apresentam leve declínio na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a sete reais e dezoito centavos, enquanto o frango resfriado também está cotado a sete reais e dezoito centavos.
A carcaça suína especial mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa oito reais e sessenta e um centavos.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a quatro reais e noventa e sete centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Oliveira