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LOC.: Estados e municípios podem ter menos recursos transferidos pela União em 2027, levando-se em conta previsão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, o PLDO. A proposta de Orçamento prevê SEISCENTOS E DEZ BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS para transferências constitucionais e legais, valor equivalente a QUATRO VÍRGULA UM POR CENTO do PIB.

O montante fica abaixo do previsto no PLDO, enviado em abril. Na época, a estimativa era de QUATRO VÍRGULA QUATRO POR CENTO do PIB. Em junho, a Instituição Fiscal Independente, a IFI, calculava que os repasses chegariam a SEISCENTOS E SETENTA E QUATRO BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS, ou QUATRO VÍRGULA SEIS POR CENTO do PIB.

A redução pode afetar os principais fundos de participação. A estimativa é de uma queda de QUINZE BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS no FPM, que beneficia os municípios, e de cerca de TREZE BILHÕES DE REAIS no FPE, destinado aos estados.

O especialista em orçamento público Cesar Lima chama atenção para o comportamento dos repasses a esses entes, principalmente com efeito da inflação sobre esses recursos.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

"Nessa dotação, estão contidas todas as transferências dos fundos de participação tanto dos municípios quanto dos estados, e também outras transferências legais e constitucionais. É uma coisa bem preocupante, uma vez que este ano, apesar de um resultado ligeiramente positivo em relação ao ano passado, o FPM vem se mantendo em níveis muito baixos quando descontada a inflação."
 


LOC.: Os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação do Orçamento. Se a previsão for mantida, estados e municípios terão de trabalhar com um volume menor de transferências da União no próximo ano.

A IFI também projeta um déficit primário de OITENTA E SEIS BILHÕES E CEM MILHÕES DE REAIS em 2027. Para cumprir a meta fiscal, a instituição estima que será necessário contingenciar TRINTA E CINCO BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS em despesas.

A projeção da IFI contrasta com a do governo, que prevê superávit de DEZOITO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS. A diferença entre as duas estimativas chega a CENTO E QUATRO BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Eleitoras e eleitores devem ficar atentos às regras sobre a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no domingo, dia 4 de outubro, quando será realizado o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. A chamada Lei Seca não terá uma regra única em todo o país: as restrições variam entre estados e, em alguns casos, entre zonas eleitorais.

Ao menos 12 estados terão algum tipo de proibição. Em sete deles — Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Piauí, Pará e Maranhão — a medida vale para todo o território estadual. Já na Bahia, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso e Goiás, as restrições ficam limitadas a determinadas zonas eleitorais.
No Amazonas, por exemplo, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos e locais abertos ao público começa às 2 horas da madrugada e segue até as 5 da tarde de domingo.

No Acre, a proibição vale da meia-noite às 4 da tarde do domingo e inclui a venda, o fornecimento gratuito e o consumo, além de entregas de bebidas em domicílio.

Em estados como Bahia, Tocantins e Goiás, a regra varia conforme a zona eleitoral, porque as regras não valem para todo o território. No Tocantins, por exemplo, a restrição será aplicada à 7ª Zona Eleitoral, que reúne municípios –como Divinópolis do Tocantins e Marianópolis do Tocantins.

Já 11 estados não devem ter restrições à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas: Alagoas, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Ceará e Rio Grande do Norte aparecem, segundo a Agência Brasil, como estados com informações ainda indefinidas ou sem resposta sobre a aplicação da Lei Seca.

Por isso, antes de comprar ou comercializar bebidas no domingo de eleição, é importante verificar a regra estabelecida para o município e a zona eleitoral.

Com informações da Agência Brasil e do portal bahia.ba, Bianca Mingote 
 

LOC.: Apenas 20% dos principais candidatos aos governos estaduais têm planos abrangentes para o saneamento básico, segundo estudo do Instituto Trata Brasil. O levantamento analisou SESSENTA E DOIS candidatos com maior probabilidade de serem eleitos ou de disputar o segundo turno e identificou que desses, apenas 13 apresentaram propostas com os quatro eixos considerados pela pesquisa: planejamento e regionalização; investimentos; governança e regulação; e metas concretas.

Apesar de 87% dos planos mencionarem a universalização do saneamento, apenas 26% estabelecem metas objetivas para ampliar o acesso aos serviços.

O levantamento também mostra que o nível de comprometimento dos candidatos não acompanha, necessariamente, a situação dos indicadores de saneamento nos estados.

Um dos exemplos citados pela presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, é o Maranhão. O estado teve a menor média de comprometimento entre as 27 unidades da Federação, com 1,5. Também apresentou o menor percentual de esgoto tratado do país, de 12,24%.

Luana destaca que o comprometimento dos candidatos nas UFs com saneamento básico mais deficitário deveria ser maior.
 

TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil

“Ou seja, os estados que têm indicadores piores em relação ao saneamento básico deveriam estar mais comprometidos em relação a esse tema, mas não é isso que a gente identificou em relação ao estudo.”
 


LOC.: Na análise regional, o Nordeste apresentou a maior média de comprometimento dos candidatos, já o Centro-Oeste, a menor.

No recorte estadual, Pernambuco alcançou a maior média de comprometimento e o Maranhão ficou com a menor.

Para Luana Pretto, os próximos governos estaduais precisam avançar em políticas, como a regionalização dos serviços.
 

TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil

“É importante que caso não haja a regionalização dos serviços de saneamento no estado, que se busque essa regionalização para que municípios grandes e pequenos sejam incluídos nesse processo de universalização.”
 


LOC.:  O estudo comparou a média de comprometimento dos planos de governo com indicadores do SINISA de 2024, como atendimento de água, coleta e tratamento de esgoto e investimento por habitante.

A análise considera os planos de governo disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral até 15 de setembro e chama atenção para o período de 2027 a 2030, que antecede o prazo de 2033 para a universalização dos serviços de saneamento.

Para Luana Pretto, os próximos quatro anos devem envolver medidas como a ampliação dos investimentos, fortalecimento da regulação e inclusão de populações vulneráveis e rurais.

Reportagem, Bianca Mingote

Os microempreendedores individuais, os MEIs, ganharam a partir desta quinta-feira uma nova opção para renegociar dívidas com o governo federal. Começou a adesão ao Desenrola MEI Pequeno Valor, voltado a débitos de até 8.105 reais, o equivalente a cinco salários mínimos.

Pelas regras do programa, o MEI precisa pagar uma entrada de 5% do valor da dívida, sem desconto. O restante tem abatimento de 50% e pode ser parcelado em até 55 vezes. O prazo de adesão vai até 31 de janeiro de 2027.

Segundo o governo, a dívida média do microempreendedor individual gira em torno de 3 mil reais, valor dentro do novo limite da modalidade. Por isso, a expectativa é que o programa consiga atender à maior parte dos mais de 3 milhões de MEIs que hoje têm débitos com a União.

Além dessa nova modalidade, o governo também prorrogou até 29 de janeiro de 2027 o prazo do Desenrola MEI já existente, destinado a dívidas maiores, de até 20 mil reais, com desconto de até 100% sobre juros e multas, sem reduzir o valor principal da dívida.

Quem quiser negociar deve acessar o portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, informar os dados da empresa e consultar os débitos disponíveis para negociação.

Reportagem, Sophia Muniz.

LOC.: Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, dia 29, mostram que a taxa de desocupação no Brasil é de 5,3%. Apesar desse patamar, o analista da PNAD, William Kratochwill, afirma que o resultado não foi suficiente para impulsionar os salários no trimestre encerrado em agosto.

TEC./SONORA: William Kratochwill, analista da PNAD

“Esse aumento do nível da ocupação é importante, no entanto, não foi suficiente para provocar um aumento, no trimestre, nos salários. Com R$ 3.777, esse rendimento médio é estável em relação ao último trimestre.”
 


LOC.: Já os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, apurados pelo Novo Caged, mostram que o mercado formal — aquele com carteira assinada — abriu 972,2 mil vagas de janeiro a julho deste ano. O número é positivo, mas representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período de 2025.

A geração de empregos formais desacelerou na agropecuária, na indústria e nos serviços. No campo, foram 51,4 mil vagas, 51% a menos. Na indústria, o saldo foi de 154 mil postos, recuo de 40%. Já os serviços abriram 591,5 mil vagas, 15% abaixo do registrado no ano passado.

Para o economista Cesar Bergo, a redução no ritmo de novas vagas não significa que o total de empregos formais esteja diminuindo, mas serve como ponto de atenção.
 

TEC./SONORA: Cesar Bergo, economista

“Significa que o fluxo de criação [de emprego] está menor em relação ao período de comparação. O estoque acumulado continua crescendo. Agora, houve uma queda na atividade econômica e isso vai refletir na atividade do mercado de trabalho e, consequentemente, nós podemos ter reduções.”
 


LOC.: A construção civil foi a exceção entre os principais setores. De janeiro a julho, foram 180,4 mil novas vagas formais, alta de 2% na comparação anual.
No comércio, o cenário foi diferente. O varejo teve saldo negativo de 51,7 mil vagas nos sete primeiros meses do ano. No mesmo período de 2025, havia criado 44,1 mil postos com carteira.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostra que a seca já afetou mais de 426 mil pessoas na Região Norte entre 1º de julho e 15 de setembro deste ano. No período, foram registradas 35 decretações de anormalidade por seca ou estiagem em 33 municípios da região.

O Acre é o estado mais afetado, concentrando 24 dos 35 registros, quase 70% do total, indicando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. O Amazonas aparece em segundo lugar, com seis registros, seguido pelo Pará, com três casos. Roraima e Rondônia tiveram um registro cada.

Segundo a CNM, os prejuízos econômicos provocados pela estiagem somam 632 milhões de reais na Região Norte, com perdas de quase 47 milhões de reais na agricultura, 32 milhões e meio na pecuária, e 17 milhões relacionados ao abastecimento de água potável.

O cenário faz parte de um alerta mais amplo da entidade sobre os efeitos do El Niño 2026 e 2027 no Brasil. Segundo a Noaa, agência climática dos Estados Unidos, há cerca de 69% de chance de o fenômeno atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro deste ano, podendo superar até eventos registrados desde 1950.

Diante disso, a CNM recomenda que os municípios atualizem planos de contingência, mapeiem áreas de risco e reforcem as equipes de Defesa Civil para os próximos meses.

Reportagem, Sophia Muniz

O preço do boi gordo teve aumento nesta sexta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e sessenta e seis reais e cinquenta centavos.

No mercado de frango, os preços permanecem estáveis na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado.

O frango congelado está cotado a oito reais e trinta centavos o quilo, enquanto o frango resfriado custa oito reais e trinta e um centavos.

Já a carcaça suína especial mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo negociado a oito reais e cinquenta centavos.

Entre os estados analisados, o suíno vivo apresenta queda em Santa Catarina, onde o quilo custa cinco reais e trinta e três centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.

A saca de sessenta quilos da soja inicia esta sexta-feira com redução de preços no interior do Paraná e em Paranaguá.

No interior paranaense, a baixa é de zero vírgula trinta e seis por cento, com a saca negociada a cento e cinquenta e quatro reais e trinta e cinco centavos.

Em Paranaguá, a queda é de zero vírgula quarenta e um por cento, levando a cotação para cento e sessenta reais e noventa centavos.

No mercado de trigo, os preços subiram no Paraná e ficaram estáveis no Rio Grande do Sul.

A tonelada do cereal é comercializada a mil quinhentos e trinta e oito reais e trinta e um centavos no Paraná. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil quatrocentos e cinquenta reais e sessenta centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.