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Estimativa apresentada em debate organizado pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta impacto sobre capital de giro durante a transição para a reforma tributária
Baixar áudioLer ao vivoAcordo prevê troca de dados e experiências, qualificação de profissionais e divulgação de destinos dos dois países; missão do Ministério do Turismo no México destacou que a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil deve deixar legado para destinos e comunidades
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LOC.: A implementação do split payment, mecanismo da reforma tributária que prevê o recolhimento dos tributos no momento da liquidação financeira das operações, pode reduzir o fluxo financeiro das empresas em até 12% no início da transição para a reforma tributária e chegar a 28% ao final do processo.
A estimativa é da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, a CACB. Com a reforma tributária, as empresas não receberão mais o valor integral de cada venda para recolher os tributos posteriormente. A parcela correspondente ao imposto será destinada diretamente ao Fisco no momento do pagamento.
A mudança ganha relevância a partir de 2027, quando a CBS substituirá PIS e Cofins, enquanto a transição para o IBS ocorrerá de forma gradual até a implantação integral do novo modelo, em 2033.
O tema foi discutido nesta quinta-feira, em Brasília, durante a Sala Fechada: Split Payment, promovida pela CACB e pela Associação Comercial de São Paulo, em parceria com a Fin, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras.
Para o vice-presidente da CACB, Anderson Trautman, a mudança pode retirar das empresas um recurso que hoje permanece temporariamente disponível entre o recebimento da venda e o recolhimento dos tributos. O efeito é especialmente relevante para a gestão do fluxo de caixa e do capital de giro.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente da CACB
“Esse período de fluxo de caixa financiado por valores de tributos, ele é retirado a partir desta mudança que começa em 2027 com a CBS. Então, se estima ali entre 9% e 12%, mas temos a expectativa de 28% ao final da transição do encerramento da extinção do ISS e do ICMS.”
LOC.: A implementação, no entanto, será gradual. Segundo Cristiane Coelho, diretora-presidente da Fin, a primeira funcionalidade apresentada está concentrada nas operações entre empresas, no chamado B2B opcional. Nesse primeiro escopo, a escolha poderá ser feita a cada transação.
TEC./SONORA: Cristiane Coelho, diretora-presidente da Fin
“Uma funcionalidade inicial vai ser voltada para transações feitas entre empresas, apenas transações entre empresas. Não vai afetar, portanto, transações feitas com o consumidor final. E a importância de que ela será opcional a cada transação feita. Terá a opção de escolher com split ou sem split.”
LOC.: A recomendação da CACB é que empresas de todos os portes comecem a se preparar para a transição, revisando sistemas, processos, contratos e a própria gestão financeira. A entidade alerta que a mudança tributária também terá reflexos sobre a cadeia produtiva e sobre a rotina dos pequenos negócios.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: Brasil e México assinaram um plano de ação para ampliar a cooperação no setor de turismo. O acordo prevê troca de dados e experiências, divulgação de destinos e intercâmbio de estudantes e profissionais entre os dois países.
A assinatura ocorreu nesta semana, na Cidade do México, durante o quarto Congresso Mundial de Turismo Esportivo.
O acordo também prevê ações de qualificação para prestadores de serviços turísticos e a divulgação de cursos, seminários e conferências realizados pelos dois países.
O plano foi assinado pela secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Câmara Norat, e pela secretária de Turismo do México, Josefina Rodríguez Zamora.
Fernanda Câmara Norat destacou o papel da cooperação para ampliar o fluxo bilateral de turistas.
TEC./SONORA: Fernanda Câmara Norat, secretária-executiva do Ministério do Turismo
“Vamos trocar experiências, dados, informações, com o objetivo de aumentar o fluxo de turistas entre o Brasil e o México. Por meio dessa assinatura e dessa cooperação esperamos divulgar os destinos no Brasil e no México. Esperamos que nos próximos anos isso tudo se reflita em aumento de chegadas de mexicanos ao nosso país.”
LOC.: A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, também foi destaque no Congresso Mundial de Turismo Esportivo, no México. A competição será a primeira edição do mundial feminino realizada na América do Sul e deve movimentar cerca de 9 bilhões de reais na economia brasileira, segundo o Ministério do Turismo.
A secretária-executiva da Pasta, Fernanda Câmara Norat, destacou que o evento será uma oportunidade para divulgar os destinos brasileiros e atrair turistas estrangeiros.
Ela também ressaltou que o evento deve gerar benefícios permanentes para os destinos e as comunidades brasileiras.
TEC./SONORA: Fernanda Câmara Norat, secretária-executiva do Ministério do Turismo
“Será mais uma oportunidade para a gente divulgar nossos destinos, nossa história, nossa rica cultura para o mundo todo. Os mega-eventos esportivos são uma oportunidade única de a gente mostrar o que tem de melhor e deixar um legado duradouro para os destinos, a infraestrutura e na melhoria da experiência dos visitantes para o país.”
LOC.: Durante a agenda no país, Fernanda Câmara Norat também participou de um painel sobre turismo esportivo nas políticas públicas e realizou uma visita técnica ao aeroporto internacional da cidade.
A missão no México ainda marcou a proposta do Ministério do Turismo de uma parceria inédita entre estados brasileiros e mexicanos para promover conjuntamente os atrativos turísticos dos dois países.
A ideia é que os estados façam campanhas publicitárias em conjunto, participem de feiras e outras ações turísticas. Segundo a pasta, os acordos podem estimular que os estados solicitem a companhias aéreas uma maior frequência de voos entre os dois parceiros.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A suspensão das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia deve gerar um prejuízo de 16 milhões e 800 mil dólares por mês para os exportadores goianos. A projeção é da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, a Fieg.
Segundo a entidade, em 2025, o estado exportou 190 milhões de dólares em produtos de origem animal para o mercado europeu. As carnes bovinas responderam por 90% dessas exportações, o equivalente a 171 milhões de dólares.
A análise da Fieg estima que o potencial de exportação perdido entre setembro e dezembro de 2026 seja de 3,83 milhões de dólares por mês. Para 2027, a projeção é de 11,5 milhões mensais. Somados, os valores indicam um impacto potencial de 16 milhões e 800 mil dólares por mês, o equivalente a 8% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal.
Entre os frigoríficos que devem ser mais afetados estão unidades da JBS, em Mozarlândia, e da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. Segundo a Fieg, as duas empresas têm produção destinada ao mercado europeu de maior valor agregado.
Desde 3 de setembro, produtos brasileiros como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo, mel, equinos, ovos e tripas estão restritos de entrar no mercado europeu. A medida decorre da aplicação da legislação europeia, que estabelece restrições ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal, incluindo antibióticos.
Como alternativa, a Fieg recomenda que os exportadores goianos busquem diversificar os mercados de destino e redirecionem parte da produção para a China, maior compradora de carne bovina brasileira, além dos Estados Unidos, que vêm ampliando as importações.
A Fieg também cita oportunidades em mercados asiáticos, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, como alternativas para reduzir a dependência do mercado europeu.
Reportagem, Paloma Custódio
O Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, uma nova base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde. A unidade fica na zona sul da cidade e tem capacidade de atuar em toda a Região Sudeste em emergências sanitárias e desastres climáticos, como ondas de calor e enchentes.
A base conta com equipamentos de comunicação via satélite, drones, veículos e um posto médico avançado, e pode ser reforçada com voluntários e equipes de estados e municípios em caso de emergência. É a terceira unidade do tipo no país. Outras duas já funcionam em Porto Alegre e Salvador e o Ministério da Saúde planeja abrir mais seis pontos até o fim do ano.
A instalação da base ocorre em meio a um alerta climático. Segundo o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, o Brasil tem 90% de chance de enfrentar um episódio de El Niño muito forte entre setembro e novembro. A previsão é de temperaturas acima da média em quase todo o país, chuvas intensas no Sul e um trimestre mais seco no Norte e no Nordeste, o que aumenta o risco de queimadas.
De acordo com a Fiocruz, fenômenos como enchentes, secas e queimadas costumam desorganizar serviços de saúde, deslocar populações e agravar o sofrimento mental de quem é atingido. Por isso, a recomendação é que o poder público antecipe ações de prevenção e monitoramento nos próximos meses.
A instalação da base no Rio também segue recomendações de uma pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a vulnerabilidade das grandes cidades às ondas de calor. No Brasil, 11 das 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes foram consideradas vulneráveis ao problema.
Reportagem, Sophia Muniz.
A violência nas ruas e estradas continua pressionando os leitos públicos e as contas dos municípios. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 37 mil brasileiros morreram no trânsito em 2024 — uma média de 101 óbitos por dia. No mesmo período, foram registrados cerca de 160 mil feridos graves.
Para frear esses índices, a FNP lançou a Coalizão de Cidades pela Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. O foco prioritário está nos médios e grandes centros urbanos, que concentram 80% das internações hospitalares do SUS decorrentes de sinistros viários, de acordo com levantamento da entidade.
Durante o lançamento da iniciativa, o presidente da Comissão de Saúde da FNP e prefeito de Campinas, Dário Saadi, do Republicanos de São Paulo, alertou que os acidentes já provocam um cenário de epidemia, com internações prolongadas e forte impacto sobre a rede municipal de saúde.
Com prejuízos econômicos calculados em quase 4% do PIB, o projeto vai durar dois anos e prevê apoio técnico aos municípios para reforçar a fiscalização e o controle de velocidade.
Reportagem, Viviane Bessa.
O Tribunal Superior Eleitoral já aprovou o envio de forças federais para pelo menos oito estados no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
A medida autoriza a atuação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para reforçar a segurança da votação e da apuração, em localidades indicadas pelos tribunais regionais eleitorais.
Entre os estados já contemplados estão Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo o TSE, novos pedidos ainda podem ser apresentados pelos tribunais regionais eleitorais até a data da votação.
Reportagem, Sophia Muniz.
O preço do café arábica abre esta quinta-feira em alta de 0,72%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.647,29 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve aumento de 1,64%, sendo comercializado a R$ 996,90.
O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 118,28.
Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,52 após recuo de 0,54%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,33% nesta quinta-feira (10). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,50.
No mercado de frango, os preços apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado e o frango resfriado custam R$ 7,69.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,27.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,43.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa