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LOC.: O agronegócio brasileiro enfrenta aumento do endividamento e da pressão sobre o crédito. Em 2025, o setor registrou MIL NOVECENTOS E NOVENTA pedidos de recuperação judicial, alta acima de CINQUENTA E SEIS POR CENTO em relação ao ano anterior. Os dados são da Serasa Experian.

No primeiro trimestre de 2026, os pedidos já estavam mais que VINTE E UM POR CENTO acima do registrado no mesmo período de dois mil e vinte e cinco.

A situação também aparece no crédito rural. Dados do Banco Central, analisados pelo BTG Pactual, mostram que mais de DUZENTOS E SETE BILHÕES DE REAIS estavam em um quadro preocupante em julho. O valor representa cerca de VINTE E TRÊS POR CENTO de uma carteira de OITOCENTOS E OITENTA E UM BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS.

Diante desse cenário, durante reunião do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo, a ACSP, o secretário estadual de Agricultura, Geraldo Melo Filho, defendeu mais previsibilidade para o produtor.
 

TEC./SONORA: Geraldo Melo Filho, secretário estadual de Agricultura de São Paulo

“O que a gente precisa é regra clara, segurança jurídica, segurança institucional e que a tenhamos o mínimo de previsibilidade, que a gente não durma com uma regra e acorde com outra.”
 


LOC.: O coordenador do Conselho do Agro da ACSP, Cesário Ramalho, cobrou mais proteção financeira para o setor.

TEC./SONORA: Cesário Ramalho, coordenador do Conselho do Agro da ACSP

“Não pode o agronegócio brasileiro não ter seguro. Aqui nós estamos para resolver a dívida. O país não pode isso. O agricultor não pode sofrer essa humilhação.”
 


LOC.: Já o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues defendeu uma estratégia que reúna diferentes medidas de apoio ao campo.

TEC./SONORA: Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura

“É uma estratégia integrada, que contemple temas como logística e estrutura, o pedido de renda para o campo, cujo fator central é o seguro rural, acordos comerciais que gerem mercados tecnologia e, sobretudo, sustentabilidade.”
 


LOC.: São Paulo reúne mais de VINTE cadeias do agronegócio com movimentação superior a UM BILHÃO DE REAIS por ano. Entre elas estão cana-de-açúcar, carne bovina, laranja, frango, café e soja.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Empreendedores que estudam aderir ou não ao Simples Nacional acabam de ganhar mais tempo para a tomada dessa decisão. O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou para 15 de outubro o prazo para a escolha, anteriormente definido para esta quarta-feira, dia 30.

Foi adiada também a data-limite para a definição do modelo de recolhimento do IBS e da CBS. Agora, empresas têm até o dia 30 de outubro para optar entre o regime "puro", pago na guia única do Simples, ou o "híbrido", pelo regime regular.

A prorrogação atende a uma demanda do setor produtivo, que cobra a definição das alíquotas definitivas para o IBS e a CBS, e do reajuste dos limites de faturamento para empresas do Simples. Segundo Anderson Trautman Cardoso, coordenador do Comitê Jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a escolha ficou mais difícil com as mudanças trazidas pela reforma tributária.

TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, coord. Comitê Jurídico da CACB
"A adesão ao regime do Simples Nacional tornou-se ainda mais complexa no novo sistema decorrente da reforma tributária, na medida em que a definição envolve mais elementos a serem avaliados, incluindo o regime híbrido. Além disso, ainda há pendência em definições, inclusive para o regime geral, como a alíquota da CBS, questões relacionadas ao split payment e ao recolhimento pelo adquirente, chamado RAD."


LOC.: Hoje, o teto do Simples Nacional está fixado, desde 2018, em 81 mil reais 
para o MEI, 360 mil para microempresas e 4 milhões e 800 mil para empresas de pequeno porte. A proposta discutida na Câmara dos Deputados prevê elevar o teto do MEI para 140 mil a partir de 2027, mas não tem data para a votação. Já o IBS e da CBS já vêm sendo cobrados desde janeiro de 2026 em caráter de teste, mesmo sem definição quanto às alíquotas. Em julho, o Comitê Gestor do IBS passou a trabalhar, apenas para fins de projeção, com uma alíquota conjunta estimada de 27,91%, 1,4 pp acima do previsto pela Reforma Tributária.

Diante desse cenário de indefinições, Trautman avalia que a prorrogação dos prazos foi essencial para os pequenos negócios.

TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, coord. Comitê Jurídico da CACB
"Nesse contexto, entendemos como relevantíssimo o acolhimento do pleito de prorrogação desses prazos, para que micro e pequenos empresários possam avaliar a melhor opção, de acordo com o seu modelo de negócio, evitando assim prejuízos a seus empreendimentos."


LOC.: De acordo com o balanço mais recente da Receita Federal, das mais de 370 mil solicitações de opção pelo Simples Nacional, 238 mil foram indeferidas, cerca de 65% do total. As pendências também têm até o dia 30 de outubro para serem regularizadas.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Apenas 20% dos principais candidatos aos governos estaduais têm planos abrangentes para o saneamento básico, segundo estudo do Instituto Trata Brasil. O levantamento analisou SESSENTA E DOIS candidatos com maior probabilidade de serem eleitos ou de disputar o segundo turno e identificou que desses, apenas 13 apresentaram propostas com os quatro eixos considerados pela pesquisa: planejamento e regionalização; investimentos; governança e regulação; e metas concretas.

Apesar de 87% dos planos mencionarem a universalização do saneamento, apenas 26% estabelecem metas objetivas para ampliar o acesso aos serviços.

O levantamento também mostra que o nível de comprometimento dos candidatos não acompanha, necessariamente, a situação dos indicadores de saneamento nos estados.

Um dos exemplos citados pela presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, é o Maranhão. O estado teve a menor média de comprometimento entre as 27 unidades da Federação, com 1,5. Também apresentou o menor percentual de esgoto tratado do país, de 12,24%.

Luana destaca que o comprometimento dos candidatos nas UFs com saneamento básico mais deficitário deveria ser maior.
 

TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil

“Ou seja, os estados que têm indicadores piores em relação ao saneamento básico deveriam estar mais comprometidos em relação a esse tema, mas não é isso que a gente identificou em relação ao estudo.”
 


LOC.: Na análise regional, o Nordeste apresentou a maior média de comprometimento dos candidatos, já o Centro-Oeste, a menor.

No recorte estadual, Pernambuco alcançou a maior média de comprometimento e o Maranhão ficou com a menor.

Para Luana Pretto, os próximos governos estaduais precisam avançar em políticas, como a regionalização dos serviços.
 

TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil

“É importante que caso não haja a regionalização dos serviços de saneamento no estado, que se busque essa regionalização para que municípios grandes e pequenos sejam incluídos nesse processo de universalização.”
 


LOC.:  O estudo comparou a média de comprometimento dos planos de governo com indicadores do SINISA de 2024, como atendimento de água, coleta e tratamento de esgoto e investimento por habitante.

A análise considera os planos de governo disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral até 15 de setembro e chama atenção para o período de 2027 a 2030, que antecede o prazo de 2033 para a universalização dos serviços de saneamento.

Para Luana Pretto, os próximos quatro anos devem envolver medidas como a ampliação dos investimentos, fortalecimento da regulação e inclusão de populações vulneráveis e rurais.

Reportagem, Bianca Mingote

LOC.: Os royalties do petróleo e do gás natural gerados pela produção de JUlHO de 2026 renderam cerca de SEIS BILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS para a União, ao Fundo Especial e a estados e municípios brasileiros.

O valor reúne os repasses realizados nos regimes de concessão, cessão onerosa e partilha de produção. 

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, os estados receberam UM BILHÃO, SETECENTOS E VINTE MILHÕES DE REAIS, enquanto os municípios ficaram com DOIS BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS.

Ao todo, os recursos da partilha beneficiaram ONZE estados e NOVECENTOS E SESSENTA E OITO  municípios.

O cálculo, a apuração e a distribuição dos royalties arrecadados com a produção de petróleo e gás natural são de responsabilidade da ANP. Os critérios para divisão dos recursos são definidos por leis e decretos federais.

Os montantes destinados a cada beneficiário e o histórico dos repasses podem ser consultados na página de royalties da agência, em www.gov.br/anp. Também é possível verificar as datas de depósito e os destinatários dos recursos no portal do Banco do Brasil.

Com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Bianca Mingote

LOC.: Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, dia 29, mostram que a taxa de desocupação no Brasil é de 5,3%. Apesar desse patamar, o analista da PNAD, William Kratochwill, afirma que o resultado não foi suficiente para impulsionar os salários no trimestre encerrado em agosto.

TEC./SONORA: William Kratochwill, analista da PNAD

“Esse aumento do nível da ocupação é importante, no entanto, não foi suficiente para provocar um aumento, no trimestre, nos salários. Com R$ 3.777, esse rendimento médio é estável em relação ao último trimestre.”
 


LOC.: Já os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, apurados pelo Novo Caged, mostram que o mercado formal — aquele com carteira assinada — abriu 972,2 mil vagas de janeiro a julho deste ano. O número é positivo, mas representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período de 2025.

A geração de empregos formais desacelerou na agropecuária, na indústria e nos serviços. No campo, foram 51,4 mil vagas, 51% a menos. Na indústria, o saldo foi de 154 mil postos, recuo de 40%. Já os serviços abriram 591,5 mil vagas, 15% abaixo do registrado no ano passado.

Para o economista Cesar Bergo, a redução no ritmo de novas vagas não significa que o total de empregos formais esteja diminuindo, mas serve como ponto de atenção.
 

TEC./SONORA: Cesar Bergo, economista

“Significa que o fluxo de criação [de emprego] está menor em relação ao período de comparação. O estoque acumulado continua crescendo. Agora, houve uma queda na atividade econômica e isso vai refletir na atividade do mercado de trabalho e, consequentemente, nós podemos ter reduções.”
 


LOC.: A construção civil foi a exceção entre os principais setores. De janeiro a julho, foram 180,4 mil novas vagas formais, alta de 2% na comparação anual.
No comércio, o cenário foi diferente. O varejo teve saldo negativo de 51,7 mil vagas nos sete primeiros meses do ano. No mesmo período de 2025, havia criado 44,1 mil postos com carteira.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostra que a seca já afetou mais de 426 mil pessoas na Região Norte entre 1º de julho e 15 de setembro deste ano. No período, foram registradas 35 decretações de anormalidade por seca ou estiagem em 33 municípios da região.

O Acre é o estado mais afetado, concentrando 24 dos 35 registros, quase 70% do total, indicando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. O Amazonas aparece em segundo lugar, com seis registros, seguido pelo Pará, com três casos. Roraima e Rondônia tiveram um registro cada.

Segundo a CNM, os prejuízos econômicos provocados pela estiagem somam 632 milhões de reais na Região Norte, com perdas de quase 47 milhões de reais na agricultura, 32 milhões e meio na pecuária, e 17 milhões relacionados ao abastecimento de água potável.

O cenário faz parte de um alerta mais amplo da entidade sobre os efeitos do El Niño 2026 e 2027 no Brasil. Segundo a Noaa, agência climática dos Estados Unidos, há cerca de 69% de chance de o fenômeno atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro deste ano, podendo superar até eventos registrados desde 1950.

Diante disso, a CNM recomenda que os municípios atualizem planos de contingência, mapeiem áreas de risco e reforcem as equipes de Defesa Civil para os próximos meses.

Reportagem, Sophia Muniz

O preço do café arábica abre esta quinta-feira em alta de 0,82%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.576,85 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve alta de 1,90%, sendo comercializado a R$ 985,47.

O preço do açúcar cristal apresenta baixa de 0,12% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 121,12. 

Em Santos (SP), declínio de 1,29%, e a mercadoria é negociada a R$ 125,62 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 68,67 após baixa de 0,77%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa. 
 

O preço do boi gordo apresenta alta de 0,34% nesta quinta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 364,30.

No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,30 e o do resfriado a R$ 8,31.

A carcaça suína especial apresenta estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,50. 

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,25.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.