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Montante ficou 35% acima do esperado no início do ano devido à escalada de tensões geopolíticas globais; valorização do Brent gerou repasse extra de R$ 3 bilhões para a União e R$ 6,6 bilhões para estados e municípios sem necessidade de novas taxações
Baixar áudioLer ao vivoSondagem da CNI mostra piora das expectativas para os próximos seis meses, com queda em todos os indicadores do setor
Baixar áudioLer ao vivoLOC: O Brasil distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties de petróleo e gás natural no primeiro semestre de 2026. O valor ficou 35% acima da projeção feita no início do ano, impulsionado pela alta do preço internacional do petróleo em meio às tensões geopolíticas globais.
Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, o IBP, a valorização do barril do tipo Brent gerou um repasse adicional de R$ 9,6 bilhões em receitas públicas. Desse total, R$ 3 bilhões foram destinados à União e R$ 6,6 bilhões distribuídos entre estados e municípios.
Conforme o levantamento, os estados receberam R$ 2,7 bilhões desse montante extra, enquanto os municípios ficaram com R$ 3,9 bilhões.
Em nota, o IBP afirmou que o modelo atual do setor já captura os ganhos decorrentes da alta dos preços internacionais do petróleo. Na avaliação da entidade, a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, a Camex, de manter a cobrança de 12% do Imposto de Exportação é redundante e prejudica a competitividade do país. A Camex é a responsável por adotar, implementar e coordenar as políticas de comércio exterior brasileiras.
O IBP também analisou os impactos do imposto sobre as exportações de petróleo. Segundo o estudo, em maio, primeiro mês de aplicação da medida, o volume de óleo cru exportado pelo Brasil caiu 28,3% em relação a abril, passando de 62 milhões e 800 mil para 45 milhões de barris. A receita com as exportações recuou 23,3% no mesmo período.
De acordo com a entidade, a redução ocorreu porque as empresas precisaram reorganizar estoques, logística e planejamento financeiro diante da nova tributação. Apesar da recuperação registrada em junho, o instituto avalia que o desempenho de maio acende um alerta para possíveis perdas de competitividade do petróleo brasileiro no mercado internacional.
Com informações do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Bianca Mingote
LOC.: O desempenho da indústria da construção caiu 1,9 ponto em junho e alcançou 47,2 pontos. O dado é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Apesar da retração, o indicador permaneceu meio ponto acima da média histórica para os meses de junho.
Já a satisfação com a situação financeira avançou apenas 0,2 ponto, alcançando 45,2 pontos. Mas como permanece abaixo da linha de 50 pontos, o resultado indica que os empresários seguem insatisfeitos com a situação financeira das empresas.
O índice de facilidade de acesso ao crédito também melhorou, e subiu para 39,3 pontos. Apesar da alta, o indicador continua refletindo a percepção de dificuldade para obter empréstimos e financiamentos.
Na mesma direção, a satisfação com o lucro operacional aumentou e atingiu 41,7 pontos. Ainda abaixo da linha divisória, o resultado mostra que os empresários continuam insatisfeitos com as margens de lucro.
Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a leve melhora da situação financeira da construção não muda o cenário geral.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“De uma forma geral, os índices de situações financeiras aumentaram na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, mas não mudam o quadro geral. Ainda há uma insatisfação muito grande dos empresários do setor com relação às margens de lucro, à situação financeira e ao acesso ao crédito.”
LOC.: Por outro lado, o índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas caiu para 66,2 pontos. Embora ainda indique aumento dos custos, o resultado mostra que essa pressão foi menos intensa e menos disseminada do que no trimestre anterior.
Segundo o economista da CNI, a alta dos custos continua comprometendo o desempenho financeiro das empresas.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“A situação financeira do setor vem sendo bastante pressionada, não só pelas taxas de juros, que encarecem as dívidas das empresas, mas também por uma elevação consistente dos custos, tanto da mão de obra qualificada e não qualificada, como dos insumos e matérias-primas, problema que se agravou com a guerra no Oriente Médio.”
LOC.: A sondagem revela que as expectativas da indústria da construção para os próximos seis meses pioraram em julho. Todos os indicadores caíram e ficaram abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando perspectiva de retração da atividade.
O levantamento completo está disponível no site: portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Mais de 88 milhões de reais foram distribuídos para municípios afetados pela atividade mineral em todo o país, entre os dias 17 e 20 de julho. Os repasses da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, foram feitos pela Agência Nacional de Mineração, a ANM, e contemplam localidades impactadas pela infraestrutura da atividade, como ferrovias, portos, dutovias, barragens de rejeitos, entre outras estruturas.
Do total distribuído, mais de 71 milhões de reais foram destinados a 1.747 municípios diretamente afetados pela infraestrutura da mineração.
Os outros mais de 17 milhões foram repartidos entre 4.459 municípios vizinhos às áreas de produção mineral, além do Distrito Federal e dos 12 estados produtores, nos casos em que houve valores não destinados aos municípios diretamente afetados. Desse montante, 99% dos recursos foram destinados aos municípios.
A destinação de parte da CFEM a municípios onde não há extração mineral, mas que sofrem impactos da atividade, foi instituída pela Lei 13.540 de 2017. A legislação estabelece que 15% da arrecadação da CFEM sejam destinados ao Distrito Federal e aos municípios afetados por instalações vinculadas aos empreendimentos minerários.
Os recursos também contemplam os municípios limítrofes — aqueles que fazem divisa com cidades produtoras de minerais —, além do Distrito Federal e dos estados produtores, quando há valores que não foram repassados aos municípios diretamente afetados.
A legislação determina que os valores da CFEM não podem ser usados para o pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou com entidades federais. Também é proibido utilizar os recursos para custear despesas permanentes com pessoal. A principal exceção é a área da educação.
Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o site do Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no Supremo Tribunal Federal para suspender a decisão do governo de elevar o percentual obrigatório de etanol misturado à gasolina de 30%, a E30, para 32%, a E32. O objetivo é interromper a mudança até que estudos técnicos comprovem a segurança da nova composição e assegurem maior transparência nas políticas energéticas.
De acordo com a ação, a União fundamentou a decisão em pesquisas realizadas para a mistura E30, utilizando como justificativa a margem de tolerância de 2% prevista nos ensaios técnicos. No entanto, para o MPF, esses estudos não demonstram a segurança da gasolina E32.
Além disso, o MPF destaca que a especificação da gasolina E32 permite combustíveis com até 34% de etanol, percentual que, segundo a ação, também não foi submetido a validação técnica específica.
O órgão também argumenta que não há evidências de que os testes tenham avaliado de forma conclusiva aspectos como a durabilidade de componentes, emissões de poluentes, autonomia, compatibilidade com a diversidade tecnológica da frota nacional ou o desempenho da mistura E32 em uso contínuo.
A ação sustenta ainda que o aumento da proporção de etanol pode provocar corrosão de peças metálicas, desgaste prematuro de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, sobretudo em motocicletas, veículos mais antigos e modelos importados.
Na avaliação do MPF, a decisão desconsidera a diversidade tecnológica da frota brasileira e transfere aos consumidores o risco de eventuais problemas mecânicos. Como o consumidor não pode optar por uma gasolina com composição diferente daquela definida pelo governo, cabe ao Estado garantir que o combustível comercializado seja seguro e adequado para os veículos.
Além da suspensão imediata da medida, o órgão pede que a União seja condenada ao pagamento de 500 milhões de reais por danos morais coletivos, sob o argumento de que a alteração foi aprovada sem transparência e com potencial de causar prejuízos à coletividade.
Reportagem, Paloma Custódio
O Ministério da Saúde alertou estados e municípios para o risco de aumento das arboviroses, como dengue, chikungunya e zika. A preocupação está relacionada aos efeitos do El Niño, que deve influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.
Segundo projeções do InfoDengue, da Fiocruz, o Brasil pode registrar cerca de 1 milhão e 700 mil casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial e o Instituto Nacional de Meteorologia, o aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, além dos períodos de estiagem em outras, pode favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde orienta estados e municípios a reforçar a vigilância epidemiológica, intensificar o combate ao mosquito e ampliar as campanhas de conscientização para eliminar possíveis criadouros.
Apesar do alerta, os números atuais mostram queda nos casos. Até 20 de junho de 2026, o país contabilizou 392 mil e 800 casos de dengue, uma redução de 73% em relação ao mesmo período do ano passado. Os registros de chikungunya também caíram 46%.
Para evitar a proliferação do mosquito, a recomendação é eliminar qualquer recipiente que acumule água, manter caixas-d'água e reservatórios bem fechados, limpar calhas e ralos, descartar corretamente o lixo e utilizar repelente e telas de proteção quando necessário.
Para acompanhar os alertas e o monitoramento da doença em todo o país, a população pode acessar o portal InfoDengue, que reúne dados epidemiológicos atualizados.
As informações são do Ministério da Saúde.
Reportagem, Viviane Bessa.
LOC.: O Brasil foi representado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ApexBrasil, durante a 30ª Sessão do Comitê de Agricultura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, realizada em Roma, na Itália. O país apresentou sua experiência no desenvolvimento de bioinsumos e destacou o potencial brasileiro no mercado internacional de soluções biológicas para a agricultura.
A participação da ApexBrasil ocorreu em parceria com os ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores e da CropLife Brasil, em um evento que debateu políticas públicas, inovação, regulamentação e estratégias para ampliar o uso de bioinsumos nos sistemas agroalimentares.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o Brasil tem condições de liderar esse mercado ao reunir biodiversidade, pesquisa científica e capacidade produtiva.
Abre aspas: “Nosso país tem desenvolvido soluções inovadoras, eficientes e adaptadas a condições desafiadoras de clima e manejo, capazes de atender às demandas de diferentes sistemas produtivos em todo o mundo. Este é um diferencial competitivo muito valorizado pelos mercados internacionais.” Fecha aspas.
O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto, destacou que os bioinsumos são resultado da ciência e tecnologia brasileiras e contribuem para a competitividade do agronegócio nacional.
Os biosumos são uma das bases para agricultura tropical brasileira eles são resultado de muita ciência e tecnologia brasileira que gera competitividade do nosso agro então quando a gente faz um evento desse a gente mostra que o Brasil é gigante graças ao trabalho duro dos nossos cientistas e dos nossos produtores rurais.
LOC.: Segundo a ApexBrasil, o mercado brasileiro de bioinsumos movimentou mais de 6 bilhões de reais no último ano, com uma área tratada de quase 200 milhões de hectares. Atualmente, o setor movimenta cerca de 1 bilhão e 200 milhões de dólares por ano, colocando o Brasil entre os principais polos mundiais de inovação em soluções biológicas para a agricultura.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (24) com recuo de 0,51%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.692,59 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve recuo de 1,48%, sendo comercializado a R$ 1.066,24.
O preço do açúcar cristal apresenta queda de 0,21% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 91,49.
Em Santos (SP), houve recuo de 0,17%, e a mercadoria é negociada a R$ 105,90 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,55 após aumento de 0,43%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
A saca de 60 quilos da soja inicia esta sexta-feira (24) em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta aumento de 1,04%, com a saca negociada a R$ 139,28. Em Paranaguá, o aumento foi de 1,39%, levando a cotação para R$ 147,47.
O trigo mantém aumento de preço no Rio Grande do Sul e recuo no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.394,69. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.304,86.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa