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Levantamento mostra que 21,6 milhões de domicílios são chefiados por pessoas com 60 anos ou mais, que também registram perda real de 4% nos rendimentos na última década
Baixar áudioLer ao vivoProdutores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais produtores contrataram R$ 65,7 bilhões em operações nos dois primeiros meses da safra; confira distribuição regional do financiamento
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A Geração 60+ chefia 32% dos lares brasileiros e tem a renda média mensal mais alta do país, de R$ 3.865. Além disso, o grupo enfrenta sobrecarga e informalidade entre quem trabalha. É o que aponta um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
Segundo o estudo, pessoas com 60 anos ou mais são responsáveis pela chefia ou gestão compartilhada do orçamento doméstico em 87% dos lares onde vivem.
Mesmo com a renda média mensal do grupo sendo considerada a mais alta do país, os dados da Nexus mostram que o rendimento caiu 4% em termos reais entre 2016 e 2025. No entanto, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%.
O levantamento também mostra que OITO MILHÕES E MEIO pessoas com 60 anos ou mais estão no mercado de trabalho. Mais da metade, 50,6%, é empreendedora. Entre esses trabalhadores, 72% atuavam sem CNPJ em 2025.
Outro destaque é o crescimento de pessoas 60+ que moram sozinhas. Em dez anos, o número aumentou 75%, com as mulheres representando 62% desse total.
Entre as regiões, o maior número de pessoas da Geração 60+ que moram sozinhas está concentrado no Sudeste e no Nordeste.
As mulheres são maioria em praticamente todas as regiões. A única exceção é a Região Norte, onde há equilíbrio entre homens e mulheres que moram sozinhas.
Entre as unidades da Federação, as mulheres são maioria em 23 das 27 UFs. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 45% desse contingente – o que representa 2,89 milhões de pessoas.
O levantamento da Nexus é baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Contínua, do IBGE.
O estudo completo pode ser acessado em nexus.fsb.com.br ou em Brasil61.com.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: Os produtores rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em crédito rural nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, entre julho e agosto deste ano.
O montante contempla operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores rurais.
Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, com base em informações do Banco Central.
A Região Sul concentrou o maior número de contratos e também o maior volume de crédito. Foram mais de VINTE E DUAS MIL E SEISCENTAS OPERAÇÕES, que somaram R$ 11,7 bilhões.
Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões; o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões; o Nordeste, com R$ 3,2 bilhões; e o Norte, com R$ 1,7 bilhão.
Apesar de liderar em volume, o Sul registrou o menor valor médio por contrato. Já o Nordeste teve a maior média, seguido pelo Centro-Oeste.
As Cédulas de Produto Rural, as CPRs, responderam por R$ 32,4 bilhões, quase metade de todo o crédito contratado no período. Já as operações de custeio convencional somaram R$ 23 bilhões.
Os recursos para investimentos, como compra de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização das propriedades, chegaram a TRÊS BILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS.
Para toda a safra 2026/2027, a previsão de recursos equalizáveis é de R$ 97,6 bilhões. Nos dois primeiros meses, foram concedidos R$ 10,9 bilhões nessa modalidade.
Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária, Bianca Mingote
LOC.: A indústria naval brasileira tenta aproveitar um ciclo de investimentos que pode movimentar CENTO E VINTE BILHÕES DE DÓLARES em exploração e produção de petróleo e gás entre 2026 e 2030. Para buscar uma fatia desses negócios, mais de TRINTA representantes de 20 empresas brasileiras participaram da SMM 2026, em Hamburgo, na Alemanha.
A missão foi realizada pelo Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore, iniciativa da Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore.
A programação incluiu reuniões com empresas estrangeiras, visitas técnicas e encontros com investidores e possíveis parceiros.
Na feira, as empresas brasileiras também tiveram um estande para apresentar seus projetos e capacidades. A missão buscou ampliar contatos com fornecedores de tecnologia, investidores e companhias interessadas em parcerias ou operações no Brasil.
A participação no evento deu sequência às ações do projeto iniciadas na Navalshore 2026, realizada no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram realizadas TRINTA E SETE reuniões com QUINZE empresas estrangeiras de sete países.
Os participantes projetaram mais de DEZOITO MILHÕES DE DÓLARES em negócios e investimentos nos 12 meses seguintes. Agora, a estratégia foi levar as empresas brasileiras diretamente ao mercado internacional.
Reportagem, Marquezan Araújo
O Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, uma nova base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde. A unidade fica na zona sul da cidade e tem capacidade de atuar em toda a Região Sudeste em emergências sanitárias e desastres climáticos, como ondas de calor e enchentes.
A base conta com equipamentos de comunicação via satélite, drones, veículos e um posto médico avançado, e pode ser reforçada com voluntários e equipes de estados e municípios em caso de emergência. É a terceira unidade do tipo no país. Outras duas já funcionam em Porto Alegre e Salvador e o Ministério da Saúde planeja abrir mais seis pontos até o fim do ano.
A instalação da base ocorre em meio a um alerta climático. Segundo o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, o Brasil tem 90% de chance de enfrentar um episódio de El Niño muito forte entre setembro e novembro. A previsão é de temperaturas acima da média em quase todo o país, chuvas intensas no Sul e um trimestre mais seco no Norte e no Nordeste, o que aumenta o risco de queimadas.
De acordo com a Fiocruz, fenômenos como enchentes, secas e queimadas costumam desorganizar serviços de saúde, deslocar populações e agravar o sofrimento mental de quem é atingido. Por isso, a recomendação é que o poder público antecipe ações de prevenção e monitoramento nos próximos meses.
A instalação da base no Rio também segue recomendações de uma pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a vulnerabilidade das grandes cidades às ondas de calor. No Brasil, 11 das 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes foram consideradas vulneráveis ao problema.
Reportagem, Sophia Muniz.
A violência nas ruas e estradas continua pressionando os leitos públicos e as contas dos municípios. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 37 mil brasileiros morreram no trânsito em 2024 — uma média de 101 óbitos por dia. No mesmo período, foram registrados cerca de 160 mil feridos graves.
Para frear esses índices, a FNP lançou a Coalizão de Cidades pela Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. O foco prioritário está nos médios e grandes centros urbanos, que concentram 80% das internações hospitalares do SUS decorrentes de sinistros viários, de acordo com levantamento da entidade.
Durante o lançamento da iniciativa, o presidente da Comissão de Saúde da FNP e prefeito de Campinas, Dário Saadi, do Republicanos de São Paulo, alertou que os acidentes já provocam um cenário de epidemia, com internações prolongadas e forte impacto sobre a rede municipal de saúde.
Com prejuízos econômicos calculados em quase 4% do PIB, o projeto vai durar dois anos e prevê apoio técnico aos municípios para reforçar a fiscalização e o controle de velocidade.
Reportagem, Viviane Bessa.
O Tribunal Superior Eleitoral já aprovou o envio de forças federais para pelo menos oito estados no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
A medida autoriza a atuação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para reforçar a segurança da votação e da apuração, em localidades indicadas pelos tribunais regionais eleitorais.
Entre os estados já contemplados estão Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo o TSE, novos pedidos ainda podem ser apresentados pelos tribunais regionais eleitorais até a data da votação.
Reportagem, Sophia Muniz.
O preço do café arábica abre esta quinta-feira em alta de 0,72%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.647,29 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve aumento de 1,64%, sendo comercializado a R$ 996,90.
O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 118,28.
Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,52 após recuo de 0,54%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,33% nesta quinta-feira (10). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,50.
No mercado de frango, os preços apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado e o frango resfriado custam R$ 7,69.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,27.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,43.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa