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LOC.: O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas brasileiras. É o que revela um levantamento inédito realizado pela Serasa Experian. Segundo o estudo, 47% das pequenas e médias empresas classificaram a pressão dos custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses, enquanto 23% disseram não ter observado aumento relevante no período.

O avanço dos custos já reflete na lucratividade dos negócios. Quase metade das empresas relatou perda na margem de lucro, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial. Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem por meio do repasse de preços em produtos e serviços.

Segundo o levantamento, a dificuldade de repassar custos ao consumidor ganha ainda mais relevância quando se observa o perfil das empresas participantes. Na amostra da pesquisa: 32% são Microempreendedores Individuais (MEIs), 19% são microempresas e 12% são empresas de pequeno porte.

Do ponto de vista setorial, a pressão dos custos e a dificuldade de repasse são puxadas principalmente pelo comércio. Entre as empresas ouvidas, 45% pertencem ao comércio, 36% ao setor de serviços e 18% à indústria.

Regionalmente, a pressão dos custos operacionais está disseminada por todo o território nacional.  A distribuição das empresas participantes foi 34% do Sudeste, 21% do Sul, 17% do Centro-Oeste, 16% do Nordeste e 12% do Norte.

Ainda de acordo com o estudo, entre os principais fatores que mais pressionam o aumento dos custos operacionais estão insumos e matéria-prima, folha de pagamento, tributos e aluguel. 

Diante desse cenário, especialistas da Serasa Experian recomendam que os empreendedores invistam em organização financeira e planejamento estratégico para garantir a sustentabilidade dos negócios.

No site da datatech estão disponíveis ferramentas e materiais gratuitos que auxiliam na gestão do caixa, análise financeira e tomada de decisão. Para conferir, acesse: empresas.serasaexperian.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: Uma mudança proposta pelo Tesouro Nacional pode melhorar a qualidade das informações fiscais no Brasil, mas também acende um alerta para os municípios, principalmente os de menor porte.

Está em consulta pública a criação de TRINTA E SETE novas verificações automatizadas no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, o Siconfi. A medida reforça o chamado Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal e busca alinhar os dados brasileiros a padrões internacionais.

Na prática, a iniciativa deve aumentar o controle, reduzir erros e tornar as informações mais comparáveis entre estados e municípios. Isso é visto como positivo para a transparência e o controle social. Mas nem todos os entes podem acompanhar esse ritmo.

A Confederação Nacional de Municípios alerta que ainda existem grandes diferenças na capacidade técnica das prefeituras. Municípios maiores tendem a se adaptar com mais facilidade, enquanto os menores enfrentam dificuldades, como falta de equipe especializada, problemas na consolidação de dados e limitações nos sistemas utilizados.

Outro ponto de preocupação é o impacto indireto na chamada Capacidade de Pagamento, pois, assim como o ranking, depende da qualidade das informações enviadas. Ou seja, erros formais no preenchimento dos dados podem acabar prejudicando a nota do município e dificultando o acesso a empréstimos com garantia da União.

Estudos da CNM mostram que, apesar de avanços recentes, muitas prefeituras ainda têm dificuldades para atender plenamente às exigências atuais — especialmente na padronização contábil e na classificação de receitas e despesas.

Por isso, a entidade defende que o aumento das exigências venha acompanhado de apoio técnico, capacitação e regras de transição. A avaliação é de que, sem esse suporte, a medida pode gerar mais penalizações do que melhorias reais.

A consulta pública está aberta, e os municípios podem participar. A expectativa é que o aprimoramento das regras aconteça com equilíbrio — garantindo mais qualidade na informação, sem deixar para trás quem ainda enfrenta limitações estruturais.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O Brasil está envelhecendo cada vez mais rápido. Dados da PNAD Contínua 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, mostram que o número de pessoas com menos de 30 anos caiu mais de 10% desde 2012.

De 2012 a 2025, a parcela da população com menos de 30 anos recuou de 49,9% para 41,4%. Na prática, isso significa uma redução de mais de 10 milhões de pessoas nessa faixa etária, de 98 milhões para 88 milhões.

Ao mesmo tempo, o país segue em ritmo de envelhecimento. Hoje, os brasileiros com 60 anos ou mais já representam 16,6% da população. O crescimento populacional também desacelerou. Em 2025, o Brasil chegou a 212,7 milhões de habitantes, com aumento médio de apenas 0,4% ao ano. Além disso, no período 2012 a 2023, a população de 30 anos ou mais cresceu e passou de 50,1% para 58,6%.

Os dados também mostram diferenças entre as regiões. O Norte ainda concentra a população mais jovem do país, com mais de 40% dos moradores com menos de 24 anos. Já o Sudeste e o Sul têm os menores percentuais de jovens — e também as maiores concentrações de idosos, com mais de 18% da população acima dos 60 anos.

A pesquisa também revela que as mulheres são maioria no Brasil, sendo pouco mais de 51% da população. 

O levantamento da PNAD Contínua reúne informações detalhadas sobre a população brasileira e a caracterização dos domicílios. 

Com informações do IBGE, reportagem, Bianca Mingote, narração, Marquezan Araújo
 

LOC.: A falta de recursos para proteção da produção agrícola contra pragas e doenças preocupa o setor. O assunto foi tema de debate entre deputados e especialistas na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados na última quinta-feira.

A defesa agropecuária reúne normas e ações que protegem a saúde animal e vegetal e garantem alimentos seguros para consumo e exportação. O orçamento da área no ano passado foi de R$ 214 milhões. 

Segundo dados da secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, mais de 95% dos recursos são executados anualmente, ao passo que atrasos nos repasses podem causar prejuízos permanentes. Um dos exemplos citados foi o surto de mosca-da-carambola em Manaus, que exigiu gasto extra de 200 mil reais para controle. O secretário Carlos Goulart destacou que, para cada 1 real investido no combate à praga, se economiza até 34 reais no futuro.

Na busca por soluções, os participantes defenderam a criação de um fundo para uso imediato em caso de emergências, além da não limitação dos recursos. O Projeto de Lei, que proíbe o contingenciamento destas verbas, foi citado como uma alternativa.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil ressaltou que a proibição de contingenciamento de recursos para defesa agropecuária e para o seguro rural é um pedido da entidade todos os anos. A avaliação é que a incerteza orçamentária pode aumentar gastos futuros, como renegociação de dívidas, além de pressionar a inflação de alimentos e a balança comercial.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: A CAIXA inicia nesta quarta-feira (22), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de abril para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 4. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  
 

LOC.: O preço do boi gordo abre esta terça-feira (21) em alta de 0,25%. A arroba é negociada a R$ 366,00, no estado de São Paulo.

Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,34, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,36.

A carcaça suína especial também volta a apontar baixa de 1,78% no preço, sendo negociada a R$ 8,81 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O preço do suíno vivo registra estabilidade em Minas Gerais , no Paraná e em Santa Catarina e desvalorização de 0,91% no Rio Grande do Sul e de 3,30% em São Paulo. As mercadorias variam entre R$ 5,18 e R$ 5,67.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Henrique Fregonasse.

LOC.: O preço do café arábica abre esta terça-feira (21) em alta de 0,58%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.775,85 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve alta de 2,73% no preço, sendo comercializado a R$ 909,64.

Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 0,51% e é cotada a R$ 99,39.

Em Santos (SP), a mercadoria teve valorização de 0,44%, sendo negociada a R$ 99,24 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,45, após desvalorização de 0,54%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Henrique Fregonasse.