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LOC.: A Frente Parlamentar da Agropecuária contesta os valores divulgados pelo governo federal para a renegociação das dívidas de produtores rurais. Segundo a entidade, o custo da medida não passaria de 5 bilhões de reais por ano, totalizando 65 bilhões de reais ao longo de 13 anos.

O valor representa menos da metade da estimativa do Ministério da Fazenda, de cerca de 140 bilhões de reais no mesmo período. 

De acordo com técnicos e parlamentares da FPA, os cálculos do Executivo não consideram os critérios previstos no projeto aprovado pelo Senado, como a exigência de laudo que comprove perda de pelo menos 30% da renda em razão de eventos climáticos extremos em duas ou mais safras e a limitação do benefício às operações contratadas até 2025.

O deputado federal Luiz Nishimori, do PSD do Paraná, ressalta que a renegociação não significa perdão das dívidas e lembra que medida semelhante já foi adotada no país.

TEC./SONORA: Luiz Nishimori, deputado federal (PSD-PR)
“Nesse momento difícil, nós temos que tentar prorrogar essa dívida, como foi feito nos anos de 1977, 78, se não me engano, adquirindo o título do governo e colocando juros mais acessíveis. Hoje, esse juros de quase 20% não tem como pagar. É um suicídio e nós temos que procurar uns juros mais adequados.”


LOC.: Já o deputado General Girão, do PL do Rio Grande do Norte, avalia que as medidas adotadas pelo governo federal até agora não têm produzido os resultados esperados. 

TEC./SONORA: General Girão, deputado federal (PL-RN)
“Temos um endividamento rural que não está sendo tratado da maneira correta pelo atual governo. Ele está oferecendo mais dinheiro para endividar mais ainda o produtor. O que nós precisamos é fazer um trabalho de financiamento para que esse produtor possa ter oxigênio, musculatura para voltar a produzir.”


LOC.: Além da renegociação das dívidas, o Congresso discute mudanças na política de seguro rural para ampliar a proteção aos produtores e reduzir os riscos da atividade agropecuária. 

O projeto que reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural é visto como uma possibilidade de alívio financeiro. A proposta reduz taxas de juros e prioriza operações de crédito rural com cobertura garantida pelo Fundo Catástrofe, abastecido com recursos públicos para assegurar a execução dos contratos.

Para o deputado Rafael Pezenti, do MDB de Santa Catarina, a medida pode trazer mais previsibilidade aos investimentos no campo.

TEC./SONORA: Rafael Pezenti, deputado federal (MDB-SC)
“Com esse projeto, a gente vai ter mais segurança para as pessoas colocarem investimentos, se aperfeiçoarem, investirem em novas tecnologias com a garantia de que, pelo menos, vão poder, ao final de um ano de trabalho, continuar na atividade.”


LOC.: A expectativa de mais recursos para o seguro rural também é compartilhada pelo setor produtivo. Para Antônio Wiggers, presidente da Associação Empresarial de Lages, em Santa Catarina, a integração entre crédito e seguro pode reduzir a dependência de ações emergenciais em períodos de crise climática.

TEC./SONORA: Antônio Wiggers, presidente da Acil
“Essa interação entre seguro e crédito, fortalece a sustentabilidade financeira das propriedades rurais, reduz a dependência das medidas emergenciais do governo em qualquer momento de crise e também contribui para aumentar a resiliência de toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.”


LOC.: O projeto que reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural está em análise no Senado Federal.

REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO.

LOC.: Municípios que recebem grande número de turistas podem ganhar mais recursos com a Reforma Tributária. A mudança está relacionada ao novo modelo de cobrança de impostos, que passa a considerar o local onde o serviço é consumido, e não mais onde a empresa está sediada.

Na prática, isso significa que cidades com forte atividade turística poderão ficar com uma parcela maior da arrecadação gerada por gastos em hotéis, restaurantes, transporte, eventos e outros serviços utilizados pelos visitantes.

Segundo a Confederação Nacional de Municípios, a CNM, a mudança deve beneficiar destinos turísticos porque a tributação passará a ocorrer no destino final do consumo. Além disso, o atual Imposto Sobre Serviços será substituído gradualmente pelo Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS.

A entidade avalia que a medida corrige uma distorção do sistema tributário, que muitas vezes concentrava a arrecadação em municípios onde as empresas estavam registradas, mesmo quando a atividade econômica ocorria em outras cidades.

A transição para o novo modelo será gradual e contará com mecanismos para reduzir impactos sobre estados e municípios. Durante esse período, a distribuição das receitas levará em conta critérios de compensação e o histórico de arrecadação.

A reforma também exigirá adaptações das administrações municipais. Será necessário aprimorar cadastros, reforçar a fiscalização e ampliar o acompanhamento das atividades econômicas para garantir participação adequada na divisão dos recursos.

Outra medida prevista é a devolução de tributos sobre determinadas compras feitas por turistas estrangeiros. A proposta busca aumentar a competitividade do Brasil no mercado internacional de turismo.

Embora os principais efeitos devam aparecer ao longo dos próximos anos, a orientação é que os municípios iniciem desde já os preparativos para o novo sistema.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: A edição mais recente do Mapa da Fraude da Serasa Experian identificou quase um milhão e 500 mil tentativas de fraude de identidade para acesso a serviços digitais no primeiro trimestre de 2026 — uma alta de 36,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O número equivale a uma tentativa de golpe a cada 5 segundos, o que poderia  ter causado prejuízos de quase 2 bilhões de reais para consumidores e empresas caso as ações criminosas não fossem barradas. 

O setor financeiro concentrou a maioria das ocorrências. Seis em cada dez tentativas de fraude foram registradas em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de serviços financeiros e de crédito. 

No recorte regional, o Sudeste lidera com 38,5% das tentativas de fraude registradas no primeiro trimestre. Apesar disso, as regiões Norte e Centro-Oeste dobraram o número de ocorrências em relação ao ano anterior, indicando a expansão da atuação dos fraudadores para diferentes partes do país. 

Segundo a Serasa Experian, quase uma em cada 100 transações realizadas no comércio eletrônico foi classificada como tentativa de fraude no primeiro trimestre de 2026. Ao todo, foram registradas mais de 368 mil ocorrências no período, o equivalente a uma tentativa a cada 21 segundos. 

Os dados indicam ainda que os criminosos costumam direcionar suas ações para compras de maior valor. No período, o ticket médio das tentativas de fraude foi de 917 reais e 52 centavos.

O Mapa da Fraude também identificou quase 2 mil grupos dedicados à circulação e troca de conteúdos fraudulentos nos três primeiros meses de 2026, número 139% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. 

Além disso, foram detectados mais de 10 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos e quase 20 milhões de mensagens relacionadas a golpes — uma média de 152 mensagens por minuto. 

Para a Serasa Experian, os dados indicam que a fraude digital deixou de se apoiar apenas em ações isoladas contra consumidores e passou a contar com uma estrutura mais organizada, baseada em comunidades voltadas à disseminação, compartilhamento e replicação de conteúdos fraudulentos. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: “Feriado duplo”. Foi assim que um parlamentar descreveu para a reportagem do Brasil 61 a coincidência desta quarta-feira (24), que reúne o dia de São João e o jogo do Brasil contra a Escócia, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo. 

Por causa desses eventos, mas principalmente pelos festejos juninos, deputados e senadores terão folga nos próximos dias. A depender do progresso da seleção brasileira no mundial, é possível que outras datas sejam afetadas, o que não aconteceu ainda pois os jogos passados foram sábado e sexta-feira.

Com isso, os plenários da Câmara e do Senado nem devem abrir. A agenda oficial do site da Casa alta prevê sessões de terça a quinta-feira, mas a pauta em branco dita a expectativa verdadeira. 

Já na Casa baixa, o acordo é para que, na semana seguinte, haja esforço concentrado para a votação de matérias. O planejamento é realizar sessões plenárias todos os dias para compensar o tempo perdido, até porque o recesso legislativo também já bate à porta, com início para o dia 17 do próximo mês.

O esvaziamento também afeta as comissões. Na Câmara, a Comissão Especial que analisa a atualização dos limites de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI, e das faixas de enquadramento do Simples Nacional, realiza seminários com parlamentares, empresários, especialistas e representantes de entidades para discutir a proposta em Belo Horizonte, na terça, e em Fortaleza, na sexta.

Entre algumas audiências públicas previstas por diversas comissões, a de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado foi uma das poucas que marcou deliberações. Os integrantes devem votar o relatório do projeto que garante gratuidade nas ligações para serviços de atendimento ao público, inclusive a partir do celular.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: A CAIXA inicia nesta segunda-feira (22), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 4. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

Chegou o novo aplicativo do Bolsa Família, mais completo e fácil de usar! Acompanhe a data do seu pagamento, consulte seus benefícios e fique por dentro de todas as novidades do programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  
 

LOC.: O PROJETO QUE REFORMULA A POLÍTICA AGRÍCOLA E O PROGRAMA DE SUBVENÇÃO AO PRÊMIO DO SEGURO RURAL, O PSR, AGUARDA VOTAÇÃO NO SENADO FEDERAL.

A EXPECTATIVA DE PARLAMENTARES DA FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA NO CONGRESSO NACIONAL E DE REPRESENTANTES DO SETOR PRODUTIVO É QUE A PROPOSTA SEJA APROVADA ANTES DO LANÇAMENTO DO PLANO SAFRA 2026/2027.

O TEXTO PREVÊ MUDANÇAS COMO A REDUÇÃO DAS TAXAS DE JUROS PARA OPERAÇÕES DE CRÉDITO RURAL COBERTAS POR SEGURO E A UTILIZAÇÃO DO FUNDO CATÁSTROFE PARA FINANCIAR O PRÊMIO DAS APÓLICES.

PARA O DEPUTADO FEDERAL PEDRO WESTPHALEN, DO PROGRESSISTAS DO RIO GRANDE DO SUL, A MEDIDA PODE AMPLIAR A SEGURANÇA DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA.

TEC./SONORA: PEDRO WESTPHALEN, DEPUTADO FEDERAL (PP-RS)
“TODO ANO, ESTADOS QUE SÃO ATINGIDOS POR INTEMPÉRIES, OU DE SECAS OU DE ENCHENTES, TÊM QUE VIR A BRASÍLIA PEDIR, DE CHAPÉU NA MÃO, SOLUÇÕES PARA OS SEUS PROBLEMAS. O RIO GRANDE DO SUL E O PAÍS HOJE SÃO FUNDAMENTALMENTE AGRÍCOLAS. É O CELEIRO DO MUNDO. E NÃO TEM TIDO, ESSE PRODUTOR RURAL, A ATENÇÃO DEVIDA DO GOVERNO.”


LOC.: A ORIGEM DOS RECURSOS FOI UM DOS PRINCIPAIS PONTOS DE DIVERGÊNCIA DURANTE A TRAMITAÇÃO DA PROPOSTA.

O DEPUTADO VALDIR COBALCHINI, DO MDB DE SANTA CATARINA, DEFENDE A BUSCA DE ALTERNATIVAS PARA GARANTIR A APROVAÇÃO DA MATÉRIA.

TEC.SONORA: VALDIR COBALCHINI, DEPUTADO FEDERAL (MDB-SC)
“EU ACHO QUE É UMA MATÉRIA EXTREMAMENTE IMPORTANTE QUE É PRECISO ENCONTRAR ESPAÇO NO ORÇAMENTO DA UNIÃO PARA ATENDER.”


LOC.: O DEPUTADO FEDERAL DILCEU SPERAFICO, DO PROGRESSISTAS DO PARANÁ, AFIRMA QUE O FORTALECIMENTO DA SUBVENÇÃO AO SEGURO RURAL PODE ESTIMULAR A CONTRATAÇÃO DE APÓLICES E DAR MAIS SEGURANÇA AO PRODUTOR.
 

TEC.SONORA: DILCEU SPERAFICO, DEPUTADO FEDERAL (PP-PR)
“HOJE O AGRICULTOR BRASILEIRO NÃO TEM SEGURANÇA NENHUMA QUANTO A SUA ESTABILIDADE DENTRO DO AGRONEGÓCIO. O SEGURO RURAL VAI DAR UMA MÍNIMA CONDIÇÃO DE GARANTIA DELE PERMANECER NA PROPRIEDADE.”


LOC.: DADOS DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA MOSTRAM QUE OS RECURSOS EXECUTADOS PELO PROGRAMA DE SUBVENÇÃO AO PRÊMIO DO SEGURO RURAL CAÍRAM DE UM POUCO MAIS DE UM BILHÃO DE REAIS, EM 2021, PARA QUINHENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS EM 2025.

NO MESMO PERÍODO, A ÁREA SEGURADA RECUOU E REGISTROU O MENOR NÍVEL DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS.

PARA O PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO BRASIL, ALFREDO COTAIT NETO, A REDUÇÃO DOS RECURSOS IMPACTA TODA A ECONOMIA.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Quando a safra quebra, os impactos chegam ao comércio e ao bolso das famílias. Por isso, reduzir recursos para o seguro rural é um erro. Sem a proteção, o crédito fica mais caro, o risco aumenta e toda a economia sente os efeitos. Defender o seguro rural é defender estabilidade, previsibilidade e alimentos a preços mais acessíveis para os brasileiros.”


LOC.: COMO O TEXTO FOI ALTERADO PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS, A PROPOSTA RETORNA AO SENADO FEDERAL, QUE DEVERÁ ANALISAR AS MUDANÇAS ANTES DA VOTAÇÃO FINAL.

REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO

LOC.: O preço do boi gordo registra recuo nesta segunda-feira (22). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 345,50, após queda de 0,48%.

No mercado de frango, os valores apresentam redução na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,27, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 7,28.

Já a carcaça suína especial teve valorização de 0,59% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo passou a custar R$ 8,59.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra alta na maioria das praças. Em Santa Catarina, por exemplo, o animal ainda é comercializado a R$ 4,86.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo      
 

LOC.: O preço do café arábica inicia esta segunda-feira (22) com alta de 0,59%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.503,88 na capital paulista.

O açúcar cristal apresenta aumento no mercado de São Paulo. A saca de 50 quilos está cotada a R$ 91,46, após alta de 0,78%.

Em Santos (SP), houve recuo de 0,39%, com a mercadoria negociada a R$ 102,31, considerando a média de preços sem impostos.

O milho também registra leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 62,97, após elevação de 0,13%.

Os valores são do Cepea.

Reportagem, Marquezan Araújo