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Bloco europeu comprou US$ 1,8 bilhão em produtos de origem animal do Brasil em 2025; setor tenta redirecionar vendas
Baixar áudioLer ao vivoRelatório da Confederação Nacional de Municípios aponta que hospitalização e Atenção Primária concentram recursos municipais; entidade defende medidas que readequem modelo de financiamento do SUS para garantir participação equitativa entre União, Estados e municípios
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A partir desta quinta-feira (3) está suspensa a exportação de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia. A medida inclui carnes, ovos e mel e decorre da aplicação da lei europeia que restringe o uso de determinados antimicrobianos na produção animal — como antibióticos.
Em 2025 a União Europeia importou 1 bilhão e 800 milhões de dólares em produtos de origem animal do Brasil, o equivalente a 368 mil toneladas, segundo dados do governo brasileiro.
No setor de frango, a expectativa é que a suspensão seja revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia. Até lá, as perdas podem chegar a aproximadamente 243 milhões de dólares.
No caso da carne bovina, o setor brasileiro pode deixar de exportar mais de 1 bilhão e 800 milhões de dólares entre setembro deste ano e julho de 2028, tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências.
Na avaliação do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank, o impacto da suspensão sobre as exportações brasileiras não deve ser tão expressivo, uma vez que a União Europeia representa um mercado menor em comparação com a China.
Segundo dados da ABIEC, o Brasil exportou 4 milhões e meio de toneladas de carne bovina em 2025. Desse total, metade tiveram a China como destino, enquanto 230 mil toneladas foram embarcadas para o mercado europeu.
TEC./SONORA: Marcos Jank, professor de Agronegócio Global do Insper
“O que acontece na Europa é que eles pagam preços melhores, porque a gente atende diversos segmentos lá, por isso, os preços são mais altos do que em outros lugares do mundo. Mas os volumes são bastante baixos e restringidos por cotas.”
LOC.: O professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, José Luis Oreiro, avalia que a restrição europeia pode pressionar para baixo os preços das carnes de frango e bovina no mercado brasileiro.
TEC./SONORA: José Luis Oreiro, professor do Departamento de Economia da UnB
“O redirecionamento de mais de 100 mil toneladas de carne bovina e 230 mil toneladas de frango, que antes iriam para a Europa, vai aumentar imediatamente a oferta disponível no mercado interno. O mercado interno brasileiro tem capacidade para absorver esse volume excedente, mas o aumento da disponibilidade local pressiona as margens de lucro dos frigoríficos e pode resultar em produtos mais baratos nos supermercados.”
LOC.: O especialista em comércio exterior e sócio da Barral Parente Pinheiro Advogados, Celso Figueiredo, tem avaliação diferente. Para ele, a suspensão não deve provocar impacto significativo nos preços das carnes no mercado interno, diante da participação relativamente pequena da União Europeia nas exportações brasileiras e da existência de outros mercados compradores.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Os municípios brasileiros gastaram, em média, 22,2% das receitas próprias em saúde em 2025. O percentual é 7,2 pontos acima do piso constitucional, que é de 15%.
Os dados são de um relatório da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, com informações declaradas ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde, o Siops.
Segundo o levantamento, MIL QUATROCENTOS E QUARENTA E OITO municípios aplicaram mais de 25% das receitas próprias em saúde. Desses, QUATROCENTOS E QUARENTA E CINCO investiram o equivalente ou mais que o dobro do mínimo exigido pela Constituição.
As maiores médias de aplicação foram registradas em São Paulo, com 25,1%; Ceará, com 24,8%; e Rio de Janeiro, com 24,6%.
A principal despesa dos municípios foi com assistência hospitalar e ambulatorial, que consumiu 45,8% dos recursos aplicados em saúde em 2025, o equivalente a CENTO E CINQUENTA E CINCO BILHÕES DE REAIS.
Já a Atenção Primária à Saúde respondeu por 36,2% dos gastos, ou CENTO E VINTE E DOIS BILHÕES DE REAIS. Juntos, os dois setores concentraram cerca de OITENTA E DOIS REAIS de cada 100 investidos pelos municípios na área.
Para a CNM, o aumento da participação dos municípios no financiamento do SUS tem provocado pressão sobre os cofres locais. A entidade defende uma revisão do modelo de financiamento para garantir uma divisão mais equilibrada dos custos entre União, estados e municípios.
O relatório completo pode ser acessado em cnm.org.br ou em Brasil61.com.
Com informações da Agência CNM de Notícias, Bianca Mingote
LOC.: A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 2, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A PEC segue agora para o Plenário da Casa.
O texto reduz, de forma gradual, a jornada máxima semanal de QUARENTA E QUATRO para QUARENTA horas, sem redução de salário. Também estabelece DOIS dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
A mudança não será imediata. Dois meses depois da publicação da eventual emenda constitucional, o limite semanal cairia para QUARENTA E DUAS horas. Um ano e dois meses depois, chegaria às QUARENTA horas.
A proposta permite compensação de horários por meio de acordos ou convenções coletivas. Também prevê que esses instrumentos possam estabelecer formas de compensação dos dias de descanso, desde que sejam garantidos, em média, DOIS dias de folga por semana, com pelo menos UM dia de repouso a cada sete.
As novas regras também trazem exceções. Elas não se aplicam, por exemplo, a empregados com diploma de nível superior que recebam pelo menos DUAS VEZES E MEIA o teto do Regime Geral de Previdência Social, salvo previsão em acordo coletivo ou decisão do empregador.
Servidores públicos também ficam fora das regras de duração e controle da jornada previstas na PEC.
Nos contratos da administração pública que envolvam mão de obra, a redução da jornada dependerá de aditamento contratual, que deverá ocorrer em até UM ano. Já o segundo dia de repouso deverá ser garantido dois meses após a publicação da emenda.
A proposta também prevê que uma lei complementar possa estabelecer regras de transição para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, desde que seja mantido o nível de emprego.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O Serviço Social da Indústria, o SESI, lançou a Academia da Saúde da Indústria, uma plataforma voltada à capacitação, articulação e desenvolvimento de lideranças na área de saúde do setor. A iniciativa busca transformar a gestão da saúde em um ativo estratégico para a indústria brasileira, com foco em educação executiva, inteligência estratégica, networking e inovação.
Segundo o superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, a Academia da Saúde será o braço educacional do Movimento Empresarial pela Saúde e pretende atender à necessidade de qualificação de gestores de saúde, benefícios e recursos humanos das empresas industriais.
TEC./SONORA: Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde da Indústria
“A partir de um processo de experiências práticas, a ideia é que a gente leve uma melhor gestão do benefício e da saúde e impacte positivamente na vida de milhares de pessoas que estão trabalhando na indústria ou são dependentes de trabalhadores da indústria.”
LOC.: A plataforma oferece formação e experiências imersivas para lideranças industriais; acesso a dados, evidências e tendências para apoiar decisões relacionadas à gestão da saúde; além de soluções práticas voltadas à geração de resultados para os negócios.
A metodologia da Academia da Saúde da Indústria é estruturada em quatro etapas. A primeira consiste na identificação dos desafios reais enfrentados na gestão da saúde. Em seguida, a iniciativa conecta os participantes a especialistas e referências na área. A terceira etapa envolve a participação em imersões e fóruns, além do acesso a conteúdos personalizados. Por fim, o conhecimento adquirido é aplicado na implementação de soluções e práticas capazes de gerar impacto nos negócios.
A iniciativa é destinada a empresas de médio e grande porte integrantes do Movimento Empresarial pela Saúde, além de executivos C-Level, gestores e especialistas em saúde, representantes do governo, operadoras, instituições de ciência e tecnologia e universidades.
Para participar dos programas, capacitações e imersões da Academia da Saúde da Indústria, a empresa precisa primeiro aderir ao Movimento Empresarial pela Saúde por meio do formulário oficial de inscrição disponível no site: sesi.portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Brasil terá uma nova temporada de cruzeiros a partir de outubro. E a oferta de leitos vai crescer 24 por cento em relação à temporada anterior.
Segundo o Ministério do Turismo, serão mais de 831 mil vagas em oito navios que vão operar na costa brasileira.
A programação prevê 675 escalas e 187 roteiros durante a temporada 2026/2027.
A expectativa do governo é de que o setor movimente mais dinheiro na economia brasileira do que no ciclo anterior. Na temporada passada, os cruzeiros geraram 4 bilhões e 280 milhões de reais.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, visitou nesta quinta-feira o Porto do Recife, em Pernambuco. O terminal é uma das principais portas de entrada de cruzeiros internacionais no Brasil.
O primeiro navio a chegar ao porto deve ser o Buenavista, da empresa Corazul Cruzeiros. A chegada está prevista para 31 de outubro. O navio deve desembarcar no Recife com mais de 2 mil passageiros e 751 tripulantes. Será a primeira operação da companhia em águas brasileiras.
Durante a visita ao Recife, o ministro Gustavo Feliciano pontuou que o turismo de cruzeiros gera resultados concretos para os destinos das rotas marítimas brasileiras.
Ele destacou ainda a expectativa de aumentar o número de navios que passam pelo estado.
TEC./SONORA: ministro do Turismo, Gustavo Feliciano
“A expectativa é que a gente possa, exatamente, através do pontapé inicial aqui de Recife, com a chegada desses navios, para poder aumentar o fluxo e a frequência de navios e a partir de Recife, para que essa temporada seja mais potencializada.”
LOC.: Os cruzeiros também movimentam a economia dos destinos visitados. Segundo o Ministério do Turismo, passageiros e tripulantes gastam principalmente com alimentação, comércio, transporte, passeios e hospedagem.
Nas cidades onde os navios fazem escala, o gasto médio é de cerca de 801 reais por cruzeirista.
Já nos locais de embarque e desembarque, onde o turista costuma permanecer por mais tempo, a média chega a 962 reais por passageiro.
O setor também gera empregos. Na temporada 2025/2026, foram criados mais de 64 mil postos de trabalho relacionados à atividade de cruzeiros. Desse total, mais de 63 mil foram empregos diretos e indiretos em atividades ligadas ao setor.
Reportagem, Bianca Mingote
A soja inicia esta sexta-feira, dia quatro, em queda no Paraná e na região de Paranaguá. No interior do estado, a saca de sessenta quilos teve baixa de zero vírgula sessenta e um por cento e está cotada, em média, a cento e cinquenta e um reais e sessenta e oito centavos.
Em Paranaguá, a redução foi de zero vírgula cinquenta e três por cento. Com isso, a saca de sessenta quilos está sendo negociada a cento e sessenta reais e quatorze centavos.
No mercado do trigo, os preços tiveram comportamentos diferentes. No Paraná, a tonelada do cereal registrou aumento e está comercializada a mil quatrocentos e cinquenta e seis reais e cinquenta e dois centavos. Já no Rio Grande do Sul, houve redução, com a tonelada negociada a mil trezentos e cinquenta e nove reais e trinta e oito centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.
O preço do café arábica abre esta quinta-feira, 3 de setembro, com recuo de 1,96%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.696,62 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve recuo de 1,55%, sendo comercializado a R$ 991,71.
O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 115,41.
Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,94 após leve recuo de 0,03%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa