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Matéria reduz penas de condenados pela tentativa de golpe no 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro
Baixar áudioLer ao vivoMáquinas e equipamentos, alimentos, metais e químicos lideram lista de setores com entrada livre no mercado europeu
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Lula ao PL da Dosimetria. O Projeto reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado ou por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, beneficiando, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar de ser uma sessão conjunta, os votos de deputados e senadores são contados separadamente. Por parte da Câmara dos Deputados, foram 318 votos pela derrubada dos vetos, dos 257 necessários. No Senado, foram 49 votos no mesmo sentido, 8 a mais que o mínimo.
Agora, o texto vai à promulgação, mas ainda pode ser questionado no Supremo Tribunal Federal.
No início da sessão, o presidente Davi Alcolumbre anunciou o desmembramento de alguns trechos, apesar do veto presidencial ter sido integral. Os dispositivos excluídos tratam da progressão de regime para condenados por crimes como formação de milícia, feminicídio e crimes hediondos, e contrariavam a Lei Antifacção, sancionada em março deste ano, após a aprovação do PL da Dosimetria.
Alcolumbre justificou a decisão pela temporalidade das normas e da intenção do Congresso ao aprovar leis mais rigorosas. Como o veto foi derrubado integralmente, regras mais brandas poderiam voltar a valer, contrariando a legislação mais recente. Integrantes da base governista afirmaram que a manobra fere o regimento interno.
Com esse desfecho, o governo federal acumula duas grandes derrotas em dois dias consecutivos no Legislativo. Nesta quarta-feira, o Senado rejeitou, pela primeira vez em 132 anos, uma indicação da Presidência da República para uma vaga no STF. O nome de Jorge Messias recebeu 34 votos favoráveis para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Eram necessários ao menos 41 votos favoráveis.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: Nesta sexta-feira (1º), entra em vigor, em caráter provisório, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mais de 5 mil produtos devem passar a ser isentos de imposto de importação já a partir de maio — o equivalente a mais de 80% das exportações brasileiras para o mercado europeu.
Desse total, 2.068 itens já não pagavam tarifas, enquanto 2.932 passarão a ter a alíquota zerada a partir de agora, sendo mais de 90% deles bens industriais.
Apesar do impacto imediato, alguns produtos considerados sensíveis terão redução tarifária gradual. O processo pode levar até 10 anos na União Europeia e 15 anos no Mercosul.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, avalia que a indústria brasileira terá vantagem competitiva no curto prazo, já que mais de 90% dos cerca de 3 mil produtos brasileiros, com isenção imediata de tarifas de importação, pertencem à indústria de transformação.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
“Quando nós olhamos a entrada de produtos europeus no Brasil e no Mercosul, essa redução de tarifas acontecerá de uma maneira gradual e calibrada. A indústria terá um tempo maior de adaptação e a maior parte dos produtos europeus terão suas tarifas reduzidas em um ciclo de até 10 anos, na lógica inversa do acesso que os produtos brasileiros terão ao mercado europeu.”
LOC.: Embora já produza efeitos comerciais, o acordo entra em vigor de forma provisória. Isso significa que sua aplicação, neste momento, está restrita à esfera comercial, enquanto aguarda a ratificação completa por todos os países envolvidos.
O professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, Alexandre Andrada, observa que o acordo tem sido mais controverso na Europa e, por isso, ainda não foi ratificado em muitos países europeus.
TEC./SONORA: Alexandre Andrada, professor do Departamento de Economia da UnB
“Tem fortes restrições e ressalvas, especialmente por parte de governos como o da França, além de produtores agrícolas locais preocupados com os impactos dessa abertura para um bloco tão competitivo nessa área agrícola como é o Mercosul. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu solicitar ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre o acordo. Na prática isso significa que essa análise pode demorar até dois anos, o que paralisa essa ratificação plena e completa.”
LOC.: O governo brasileiro ainda deve publicar uma portaria para regulamentar a distribuição de cotas de importação entre os países do Mercosul, definindo critérios e volumes para cada membro no âmbito do acordo.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O governo federal e representantes do agronegócio começaram a discutir as diretrizes do Plano Safra de 2026 e 2027. Na terça-feira, dia 28, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu em Brasília com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, João Martins, para receber um conjunto de propostas do setor.
O encontro reuniu demandas construídas a partir de consultas com produtores, federações, associações e instituições financeiras de todas as regiões do país. Ao todo, foram apresentadas DEZ propostas.
Durante a reunião, André de Paula destacou a importância do diálogo permanente com o setor agropecuário e reforçou a disposição do governo em manter a parceria. ABRE ASPAS: “Essa é uma parceria permanente, orgânica e necessária.” FECHA ASPAS.
O presidente da CNA também defendeu a cooperação entre governo e produtores. ABRE ASPAS: “Precisamos trabalhar em conjunto, propor soluções e buscar ações que realmente sejam impactantes.” FECHA ASPAS.
Na ocasião, foram apresentadas as propostas da entidade para o Plano Safra 2026/2027. Entre os principais pontos levados pela entidade estão a maior previsibilidade orçamentária, o fortalecimento do planejamento de longo prazo, a ampliação do acesso ao crédito rural, melhorias na saúde financeira dos produtores, o aprimoramento dos mecanismos de renegociação de dívidas e o reforço dos recursos destinados ao seguro rural.
A CNA também defende que o plano passe a ter caráter plurianual, o que, segundo a entidade, aumentaria a previsibilidade e facilitaria o planejamento da política agrícola.
As propostas ainda incluem a preocupação com a sustentabilidade econômica do setor e com a manutenção da posição do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo.
Reportagem, Marquezan Araújo
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Isso pode nos demonstrar que o ano será positivo para o FPM e que muito provavelmente a conta do governo em relação ao imposto de renda sobre as grandes fortunas, aquele adicional para compensar a não arrecadação daqueles que ganham até cinco mil reais, podem ter realmente se mostrado reais, com números que não vão prejudicar os municípios ao longo do ano. Contudo, é necessário que continuemos acompanhando essa trajetória.”
LOC.: Mais de DOIS MILHÕES TREZENTOS E SETENTA E CINCO MIL trabalhadores na Região Nordeste serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até CINCO MIL REAIS, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre CINCO MIL E SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA REAIS.
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de UM MILHÃO E MEIO de trabalhadores do Nordeste ganham até CINCO MIL mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros OITOCENTOS E SESSENTA MIL recebem entre CINCO MIL e SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA REAIS e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Até o ano passado, DOIS MILHÕES TREZENTOS E NOVENTA E TRÊS MIL declarantes do Nordeste já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para TRÊS MILHÕES E NOVECENTOS MIL contribuintes completamente livres do IR.
De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.
E é justamente na faixa do Imposto de Renda Zero que está a nutricionista Ingrid Maria Araújo, de 32 anos. Moradora do bairro Jabotiana, na Zona Oeste de Aracaju, em Sergipe, ela foi contratada recentemente por uma empresa e é mãe solo de uma menina de 10 anos.
Para Ingrid, o valor que deixa de ser descontado no contracheque significa mais tranquilidade para organizar as contas da casa.
TEC./SONORA: Ingrid Maria Araújo, nutricionista, Aracaju (SE)
“A nova legislação, na qual essa faixa salarial terá a isenção do Imposto de Renda, vai contribuir para a educação, lazer e saúde da minha filha e da nossa família.”
LOC.: O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Ingrid Maria, de Aracaju, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de SEISCENTOS MIL REAIS anuais. A estimativa é que aproximadamente CENTO E QUARENTA MIL contribuintes sejam alcançados.
Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até DEZ POR CENTO sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
Saiba mais em gov.br.
LOC.: O preço do boi gordo nesta quinta-feira (30) apresenta queda de 0,88%; a arroba está sendo negociada a R$ 355,25, no estado de São Paulo.
Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam estabilidade. O frango congelado segue negociado a R$ 7,16, e o frango resfriado a R$ 7,17.
A carcaça suína especial apresenta estabilidade, sendo negociada a R$ 8,42, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O suíno vivo também registra baixa em todos os estados analisados, com é o caso do Rio Grande do Sul, onde o produto é comercializado a R$ 4,80.
Os dados são do Cepea.
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quinta-feira (30) em alta no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão registra valorização de 0,62% e é negociado a R$ 122,58; na segunda, a mercadoria tem alta de 0,49% e é cotada a R$ 129,10.
O preço do trigo, por sua vez, registra valorização de 0,24% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.343,57, enquanto no segundo permanece comercializada a R$ 1.275,64.
Os valores são do Cepea.