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Com informações sobre despesas primárias da União, estados, Distrito Federal e municípios, plataforma da CACB e da ACSP busca ampliar a transparência das contas públicas
Baixar áudioLer ao vivoProposta busca acelerar a internacionalização da indústria brasileira e apoiar empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos
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LOC.: Os estados da região Sudeste acumularam de 322 bilhões e 400 milhões de reais em despesas públicas entre 1º de janeiro e 22 de julho deste ano. O dado é da plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo.
No Espírito Santo, as despesas públicas somaram 18 bilhões e 400 milhões de reais no período. O valor representa 8,76% do Produto Interno Bruto estadual de 2025. Em Minas Gerais, os gastos chegaram a cerca de 73 bilhões de reais, o equivalente a 7,5% do PIB mineiro registrado no ano passado.
No Rio de Janeiro, as despesas públicas já alcançaram, em 2026, quase 66 bilhões, ou 5,6% do PIB estadual do último ano. Já em São Paulo, os gastos somaram mais de 165 bilhões de reais no período analisado – valor que corresponde a 4,8% do PIB paulista de 2025.
Segundo o presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, a plataforma foi criada para ampliar a transparência das contas públicas e facilitar o acesso da população às informações sobre como os recursos são utilizados.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“Há 20 anos nós criamos o Impostômetro, que é na verdade uma forma de você mostrar para a sociedade quanto nós estamos pagando de impostos. Então nós criamos o Gasto Brasil, que é uma ferramenta para que a população tomasse conhecimento de onde e como estavam sendo gastos as despesas da União, estados e municípios.”
LOC.: O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais, Valmir Rodrigues, afirma que a plataforma também contribui para ampliar o acesso da sociedade a informações qualificadas sobre os gastos públicos.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues, diretor financeiro da CACB e presidente da Federaminas
“Essa iniciativa da CACB, de mostrar de forma clara, através do Gasto Brasil, é muito importante, porque nós precisamos ter transparência, nós precisamos informar, porque a informação de qualidade faz com que as pessoas tenham mais preparo para analisar e entender os rumos que elas querem para o país.”
LOC.: Com esse objetivo de ampliar a transparência e qualificar o acesso às informações, CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil lançam, no dia 11 de agosto, na Câmara dos Deputados, novas funcionalidades do Painel Gasto Brasil. A atualização incluirá recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC.: O presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Ricardo Alban, se reuniu nesta segunda-feira (27) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir a sétima missão da Nova Indústria Brasil, a NIB, voltada à internacionalização da cadeia produtiva nacional.
O objetivo é reduzir os impactos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.
Alckmin reforçou que o governo dará suporte às empresas afetadas pelas tarifas por meio de um pacote de 18 bilhões e 500 milhões de reais em linhas de crédito.
TEC./SONORA: Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
“Conversamos sobre a necessidade de manter o diálogo e a negociação. De outro lado, diversificar e buscar novos mercados e atender as empresas afetadas [que vão precisar de crédito]. São R$ 18,5 bilhões para capital de giro, bens de capital e investimentos.”
LOC.: Segundo Ricardo Alban, a CNI atuará em conjunto com o MDIC na formulação da iniciativa, que contará com a participação do SESI, do SENAI e das federações estaduais da indústria para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“O vice-presidente Alckmin, juntamente com o MDIC, acha bastante interessante essa revisitação das missões da NIB para a discussão de uma sétima missão para programas vinculados. Assim como temos o Brasil Mais Produtivo, talvez possamos ter um Brasil Mais Exportador.”
LOC.: Para Alckmin, as medidas precisam ser implementadas o mais rápido possível, uma vez que o comércio exterior está diretamente ligado à geração de empregos e investimentos no país.
Ricardo Alban ressalta que em breve será criado um grupo de trabalho coordenado pela CNI, reunindo os setores industriais mais impactados e as federações estaduais da indústria com atuação no comércio exterior. O MDIC ficará responsável por articular os órgãos públicos que participarão da iniciativa.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Brasil registrou mais de OITENTA E QUATRO mil pessoas desaparecidas em 2025. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Foram contabilizados OITENTA E QUATRO MIL DUZENTOS E SESSENTA E NOVE desaparecimentos no ano passado, um aumento de 3,6 % em relação a 2024.
Entre os estados, Minas Gerais teve o maior crescimento nos registros, com alta de 30,5%. Em seguida aparecem Maranhão, com 29,8%, e Piauí, com 20,5%.
O levantamento destaca que não é possível relacionar diretamente o aumento dos desaparecimentos às disputas do tráfico de drogas. Ainda assim, Maranhão e Piauí estão entre os estados apontados em estudos do Fórum como áreas de atuação de organizações criminosas. Já Minas Gerais chamou a atenção por liderar o aumento dos casos sem apresentar esse mesmo histórico.
Em números absolutos, São Paulo registrou o maior número de desaparecimentos, com mais de 17 mil casos em 2025. O Rio Grande do Sul teve SETE MIL SEISCENTOS E SESSENTA E UM registros e Minas Gerais, mais de SEIS MIL E SEISCENTOS.
Entre os estados que reduziram os registros, o Amapá apresentou a maior queda, seguido por Mato Grosso e Sergipe.
O Anuário também mostra que, depois da redução observada durante a pandemia, os desaparecimentos voltaram a crescer a partir de 2021 e seguem em trajetória de alta.
A maioria das pessoas desaparecidas é do sexo masculino, representando quase 65% dos casos. Além disso, os adultos entre 18 e 59 anos concentram a maior parte das ocorrências.
Em 2025, mais de SESSENTA E UMA MIL pessoas foram localizadas.
O documento completo pode ser acessado em www.forumseguranca.org.br.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O SENAI e a plataforma Futuro.Digital estão com mais de 29 mil vagas abertas em cursos presenciais, semipresenciais e a distância voltados à formação de profissionais para a indústria. As oportunidades, gratuitas e pagas, estão disponíveis para moradores do Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.
Do total, cerca de mil e 900 vagas são oferecidas pelos departamentos regionais do SENAI em cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento profissional, com foco no desenvolvimento de competências práticas para o mercado de trabalho.
As outras 27 mil e 500 vagas são disponibilizadas pela plataforma Futuro.Digital em cursos de curta duração, graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial, semipresencial e ensino a distância.
Segundo o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões, podem se inscrever pessoas a partir dos 14 anos, desde que atendam aos requisitos específicos de cada edital.
TEC./SONORA: Mateus Simões, gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI
“A grande maioria dos nossos alunos tem entre 18 e 35 anos e estão em busca da primeira inserção no mercado de trabalho. Esse é o objetivo principal dos cursos do SENAI: promover a empregabilidade dos nossos alunos. Mas também recebemos pessoas com 50 anos ou mais buscando se atualizarem tecnologicamente para se manterem e crescerem no mercado de trabalho.”
LOC.: Para Mateus Simões, a formação oferecida pelo SENAI tem como principal objetivo ampliar as oportunidades de inserção e crescimento profissional dos alunos.
TEC./SONORA: Mateus Simões, gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI
“O objetivo principal dos nossos cursos é permitir que os alunos tenham uma boa inserção no mercado de trabalho e crescimento em suas carreiras. Nosso objetivo está na empregabilidade. E o curso é um caminho para atingir esse objetivo.”
LOC.: Segundo o gerente, o cenário atual da indústria brasileira tem ampliado a procura por trabalhadores qualificados em diferentes segmentos. No entanto, é fundamental que os candidatos invistam continuamente em qualificação para aproveitar as melhores oportunidades.
Os editais com informações sobre os cursos, os requisitos e o processo de inscrição estão disponíveis no portaldaindustria.com.br.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O governo brasileiro informou que poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A decisão foi anunciada no último dia 23, após o governo norte-americano aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5%, que, somada à tarifa de 25% em vigor desde o dia anterior, pode elevar para 37,5% a tributação sobre parte das exportações brasileiras. O governo também informou que pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio, a OMC.
A Lei da Reciprocidade Econômica permite ao Brasil adotar medidas em resposta a barreiras comerciais impostas por outros países. Entre os instrumentos previstos estão a aplicação de tarifas adicionais, a suspensão de concessões comerciais e outras contramedidas relacionadas a serviços, investimentos e propriedade intelectual.
Segundo Maurício Manfré, assessor técnico de Relações Comerciais Internacionais da São Paulo Chamber of Commerce e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, a legislação oferece mecanismos para responder a medidas comerciais unilaterais.
TEC./SONORA: Maurício Manfré, assessor técnico de Relações Comerciais Internacionais da São Paulo Chamber of Commerce (SP Chamber/ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)
"A Lei da Reciprocidade oferece ao Brasil instrumentos para responder a medidas comerciais unilaterais que prejudicam a competitividade das empresas brasileiras. Entre os possíveis desdobramentos estão a aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos norte-americanos, como a suspensão de concessões comerciais e outras contramedidas relacionadas a serviços, investimentos e até propriedade intelectual. Mas existe uma dificuldade."
LOC.: A nova sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos foi justificada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos com a alegação de falhas do Brasil na fiscalização da importação de produtos feitos com trabalho forçado. A medida foi aplicada sem lista de exceções e se soma à tarifa anterior de 25%.
Para o professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo, despachante aduaneiro e árbitro de comércio internacional, Laércio Munhoz, as novas tarifas atingem principalmente produtos manufaturados.
TEC./SONORA: Laércio Munhoz, professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo (FAC), despachante aduaneiro e árbitro de comércio internacional
"Evidente que os Estados Unidos não taxaram aqueles produtos que precisam muito de nós – café, petróleo, aeronaves, celulose, suco de laranja, ferro e aço. Taxaram o outro lado, de calçados, de máquinas industriais, pneu, papel, madeira, tabaco e outros produtos de alumínio. Então, é o primeiro embate que temos, esses 25%. Só que somado a isso tem uma tarifa adicional de 12,5%, chamada de tarifa sobre o trabalho forçado. Saímos dos 25% de aumento para 37,5%.”
LOC.: A eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica seguirá os procedimentos previstos na legislação, enquanto o governo brasileiro também pretende discutir o tema no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
Reportagem, Juline Pogorzelski. Locução, Sophia Stein.
A confiança do consumidor brasileiro voltou a cair em julho, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas. O Índice de Confiança do Consumidor recuou zero vírgula quatro ponto e chegou a oitenta e oito vírgula três pontos, registrando o terceiro mês seguido de queda e o menor nível desde março.
De acordo com a FGV, a principal influência negativa veio da piora na percepção das famílias sobre a situação financeira atual e as condições econômicas do momento. Apesar de uma leve melhora nas expectativas para os próximos meses, o avanço não foi suficiente para reverter a queda do indicador geral.
Os consumidores de menor renda foram os que mais contribuíram para o recuo da confiança, refletindo maior preocupação com o cenário econômico e o orçamento doméstico.
Reportagem, Sophia Muniz
A saca de 60 quilos da soja inicia quarta-feira em baixa no interior do Paraná e em alta na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta declínio de 0,40%, com a saca negociada a R$ 140,02. Em Paranaguá, o aumento foi de 0,09%, levando a cotação para R$ 147,89.
O trigo tem aumento de preço no Rio Grande do Sul e no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.410,28. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.330,99.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa
O preço do café arábica abre esta quarta-feira com alta de 3,28%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.782,18 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve aumento de 2,45%, sendo comercializado a R$ 1.114,00.
O preço do açúcar cristal apresenta queda de 0,39% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,39.
Em Santos (SP), houve alta de 0,82%, e a mercadoria é negociada a R$ 106,56 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,22 após declínio de 0,38%.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa