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LOC.: O Brasil tem 90% de probabilidade de enfrentar um episódio de El Niño muito forte entre setembro e novembro. A previsão é do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e foi destacada em boletim do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet.

Segundo o documento do Inmet, as temperaturas devem ficar acima da média em quase todo o país. A Região Sul pode registrar chuvas acima da média histórica, enquanto as regiões Norte e Nordeste podem ter um trimestre mais seco.

Na Amazônia Legal, a previsão é de chuvas abaixo da média em nove estados, sendo Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte de Mato Grosso e nas áreas norte e central do Tocantins e Rondônia.  As temperaturas também devem ficar acima da média em toda a região.

O cenário preocupa porque o El Niño mais intenso pode atrasar o início da estação chuvosa na Amazônia Legal e no Pantanal. Na prática, a estiagem pode se prolongar durante parte da primavera, deixando o solo mais seco e a vegetação mais suscetível às queimadas.

O boletim alerta, ainda, que eventos de El Niño mais intensos não significam necessariamente impactos mais severos. No entanto, eles aumentam a probabilidade de ocorrência desses eventos.

O Inmet reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas para identificar, com antecedência, áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e episódios de chuva intensa.

Com informações do Inmet, Bianca Mingote
 

LOC.: A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, lançou um portfólio com 41 oportunidades de investimento no setor mineral brasileiro voltadas a investidores estrangeiros. Com capital estimado em 7 bilhões e 300 milhões de dólares, a publicação reúne projetos de 29 empresas distribuídos por 11 estados, com foco em minerais estratégicos para a transição energética.

As oportunidades abrangem diferentes estágios de desenvolvimento, desde a pesquisa até a transformação mineral. A proposta é permitir que investidores identifiquem projetos de acordo com seus interesses.

Entre os minerais contemplados estão terras raras, grafita natural, níquel, cobre, cobalto, lítio, nióbio, titânio e vanádio. O portfólio também inclui projetos de bauxita, potássio, areias minerais pesadas e manganês. 

Minas Gerais concentra o maior número de oportunidades, com 19 projetos. Em seguida aparece a Bahia, com oito projetos, estado que se destaca como um dos principais polos brasileiros de minerais estratégicos para a transição energética. Também há oportunidades no Pará, Mato Grosso, Tocantins, Paraná, Goiás, Piauí, Pernambuco, Sergipe e São Paulo.

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o potencial brasileiro vai além da produção de minerais estratégicos e inclui a possibilidade de ampliar a agregação de valor no país. 

TEC./SONORA: Laudemir Muller,  presidente da ApexBrasil

“O objetivo é trazer investimentos para aumentar a atividade de mineração no Brasil, mas, principalmente, para a gente agregar valor nessa cadeia dos minerais raros, tão importantes para a nova indústria e para a transição energética.”


LOC.: O portfólio também contempla oportunidades de investimento em etapas de transformação mineral, incluindo beneficiamento físico, processamento químico e refino. Segundo a ApexBrasil, essas atividades permitem ampliar a agregação de valor aos minerais produzidos no país e avançar na cadeia produtiva. 

O Portfólio de Projetos no Setor Mineral está disponível para download no site: apexbrasil.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 2, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A PEC segue agora para o Plenário da Casa.

O texto reduz, de forma gradual, a jornada máxima semanal de QUARENTA E QUATRO para QUARENTA horas, sem redução de salário. Também estabelece DOIS dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.

A mudança não será imediata. Dois meses depois da publicação da eventual emenda constitucional, o limite semanal cairia para QUARENTA E DUAS horas. Um ano e dois meses depois, chegaria às QUARENTA horas.

A proposta permite compensação de horários por meio de acordos ou convenções coletivas. Também prevê que esses instrumentos possam estabelecer formas de compensação dos dias de descanso, desde que sejam garantidos, em média, DOIS dias de folga por semana, com pelo menos UM dia de repouso a cada sete.

As novas regras também trazem exceções. Elas não se aplicam, por exemplo, a empregados com diploma de nível superior que recebam pelo menos DUAS VEZES E MEIA o teto do Regime Geral de Previdência Social, salvo previsão em acordo coletivo ou decisão do empregador.

Servidores públicos também ficam fora das regras de duração e controle da jornada previstas na PEC.

Nos contratos da administração pública que envolvam mão de obra, a redução da jornada dependerá de aditamento contratual, que deverá ocorrer em até UM ano. Já o segundo dia de repouso deverá ser garantido dois meses após a publicação da emenda.

A proposta também prevê que uma lei complementar possa estabelecer regras de transição para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, desde que seja mantido o nível de emprego.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: O Serviço Social da Indústria, o SESI, lançou a Academia da Saúde da Indústria, uma plataforma voltada à capacitação, articulação e desenvolvimento de lideranças na área de saúde do setor. A iniciativa busca transformar a gestão da saúde em um ativo estratégico para a indústria brasileira, com foco em educação executiva, inteligência estratégica, networking e inovação. 

Segundo o superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, a Academia da Saúde será o braço educacional do Movimento Empresarial pela Saúde e pretende atender à necessidade de qualificação de gestores de saúde, benefícios e recursos humanos das empresas industriais. 

TEC./SONORA: Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde da Indústria

“A partir de um processo de experiências práticas, a ideia é que a gente leve uma melhor gestão do benefício e da saúde e impacte positivamente na vida de milhares de pessoas que estão trabalhando na indústria ou são dependentes de trabalhadores da indústria.” 


LOC.: A plataforma oferece formação e experiências imersivas para lideranças industriais; acesso a dados, evidências e tendências para apoiar decisões relacionadas à gestão da saúde; além de soluções práticas voltadas à geração de resultados para os negócios. 

A metodologia da Academia da Saúde da Indústria é estruturada em quatro etapas. A primeira consiste na identificação dos desafios reais enfrentados na gestão da saúde. Em seguida, a iniciativa conecta os participantes a especialistas e referências na área. A terceira etapa envolve a participação em imersões e fóruns, além do acesso a conteúdos personalizados. Por fim, o conhecimento adquirido é aplicado na implementação de soluções e práticas capazes de gerar impacto nos negócios.

A iniciativa é destinada a empresas de médio e grande porte integrantes do Movimento Empresarial pela Saúde, além de executivos C-Level, gestores e especialistas em saúde, representantes do governo, operadoras, instituições de ciência e tecnologia e universidades. 

Para participar dos programas, capacitações e imersões da Academia da Saúde da Indústria, a empresa precisa primeiro aderir ao Movimento Empresarial pela Saúde por meio do formulário oficial de inscrição disponível no site: sesi.portaldaindustria.com.br. 

Reportagem, Paloma Custódio

LOC.: O Brasil terá uma nova temporada de cruzeiros a partir de outubro. E a oferta de leitos vai crescer 24 por cento em relação à temporada anterior.
Segundo o Ministério do Turismo, serão mais de 831 mil vagas em oito navios que vão operar na costa brasileira.
A programação prevê 675 escalas e 187 roteiros durante a temporada 2026/2027.
A expectativa do governo é de que o setor movimente mais dinheiro na economia brasileira do que no ciclo anterior. Na temporada passada, os cruzeiros geraram 4 bilhões e 280 milhões de reais.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, visitou nesta quinta-feira o Porto do Recife, em Pernambuco. O terminal é uma das principais portas de entrada de cruzeiros internacionais no Brasil. 

O primeiro navio a chegar ao porto deve ser o Buenavista, da empresa Corazul Cruzeiros. A chegada está prevista para 31 de outubro. O navio deve desembarcar no Recife com mais de 2 mil passageiros e 751 tripulantes. Será a primeira operação da companhia em águas brasileiras.

Durante a visita ao Recife, o ministro Gustavo Feliciano pontuou que o turismo de cruzeiros gera resultados concretos para os destinos das rotas marítimas brasileiras. 

Ele destacou ainda a expectativa de aumentar o número de navios que passam pelo estado.

TEC./SONORA: ministro do Turismo, Gustavo Feliciano

“A expectativa é que a gente possa, exatamente, através do pontapé inicial aqui de Recife, com a chegada desses navios, para poder aumentar o fluxo e a frequência de navios e a partir de Recife, para que essa temporada seja mais potencializada.”
 


LOC.: Os cruzeiros também movimentam a economia dos destinos visitados. Segundo o Ministério do Turismo, passageiros e tripulantes gastam principalmente com alimentação, comércio, transporte, passeios e hospedagem.

Nas cidades onde os navios fazem escala, o gasto médio é de cerca de 801 reais por cruzeirista.

Já nos locais de embarque e desembarque, onde o turista costuma permanecer por mais tempo, a média chega a 962 reais por passageiro.

O setor também gera empregos. Na temporada 2025/2026, foram criados mais de 64 mil postos de trabalho relacionados à atividade de cruzeiros. Desse total, mais de 63 mil foram empregos diretos e indiretos em atividades ligadas ao setor.

Reportagem, Bianca Mingote
 

A soja inicia esta sexta-feira, dia quatro, em queda no Paraná e na região de Paranaguá. No interior do estado, a saca de sessenta quilos teve baixa de zero vírgula sessenta e um por cento e está cotada, em média, a cento e cinquenta e um reais e sessenta e oito centavos.

Em Paranaguá, a redução foi de zero vírgula cinquenta e três por cento. Com isso, a saca de sessenta quilos está sendo negociada a cento e sessenta reais e quatorze centavos.

No mercado do trigo, os preços tiveram comportamentos diferentes. No Paraná, a tonelada do cereal registrou aumento e está comercializada a mil quatrocentos e cinquenta e seis reais e cinquenta e dois centavos. Já no Rio Grande do Sul, houve redução, com a tonelada negociada a mil trezentos e cinquenta e nove reais e trinta e oito centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.

O preço do café arábica abre esta quinta-feira, 3 de setembro, com recuo de 1,96%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.696,62 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve recuo de 1,55%, sendo comercializado a R$ 991,71.

O preço do açúcar cristal apresenta aumento na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 115,41. 

Em Santos (SP), houve aumento de 1,71%, e a mercadoria é negociada a R$ 131,07 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 70,94 após leve recuo de 0,03%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa