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LOC: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, determinou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil para acompanhar as variantes da doença em circulação. A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Instrução Normativa número QUATROCENTOS E CINQUENTA E QUATRO de 2026.

Pela nova regra, as vacinas deverão ser monovalentes e conter, preferencialmente, a variante LP.8.1 ou antígenos derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1. Também poderão ser utilizadas outras formulações que comprovem eficácia ou ampla resposta de anticorpos contra as variantes em circulação.

A diretora da Anvisa, Daniela Marreco, afirmou que o aumento recente de casos de síndrome gripal associados à Covid-19 reforça a necessidade de manter as estratégias de vacinação atualizadas no país.

A norma prevê um período de transição. As vacinas produzidas antes da atualização, inclusive as que já foram distribuídas, poderão continuar sendo utilizadas por até NOVE meses após a aprovação das versões atualizadas pela Anvisa.

Os fabricantes com vacinas fora da nova composição deverão solicitar a atualização do registro à Anvisa. O pedido deverá incluir informações sobre qualidade, produção, imunogenicidade e, quando necessário, dados de segurança e eficácia.

A instrução normativa entrou em vigor na data da publicação e revoga a norma anterior, editada em março deste ano.

Com informações da Anvisa, Bianca Mingote
 

LOC.: O aumento de cada zero vírgula um grau Celsius na temperatura média do planeta pode custar até 5 bilhões e 600 milhões de reais para a economia brasileira em razão dos desastres naturais. A estimativa consta no Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima, lançado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

A publicação analisa os impactos da crise climática sobre as cadeias produtivas e apresenta estratégias para reduzir os riscos físicos e os desafios da transição para uma economia de baixo carbono.

O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mario Augusto Cardoso, afirma que a crescente frequência dos eventos climáticos extremos exige que as empresas incorporem a adaptação às mudanças do clima às suas estratégias de negócio.

TEC./SONORA: Mario Augusto Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI

“Como a empresa vai lidar, por exemplo, com o corte na cadeia de suprimentos? Como ela vai lidar com o corte no fornecimento de água causado por um evento extremo? E quando há pouca água, há muitas vezes problema de fornecimento de energia. Como a empresa lida com isso? É preciso analisar cada uma das possibilidades de eventos, pensar se a empresa está preparada e ver qual seria o impacto para a atividade.” 


LOC.: Mario Augusto Cardoso explica que a indústria precisa atuar em duas frentes complementares para enfrentar os impactos das mudanças climáticas: reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a adaptação aos eventos extremos. 

TEC./SONORA: Mario Augusto Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI

“Os eventos climáticos vão continuar acontecendo. O que queremos é reduzir sua frequência e intensidade. Por isso, temos que estar preparados para garantir a manutenção da atividade produtiva, dos empregos, da arrecadação e das vidas que estão em risco diante desses eventos climáticos.” 


LOC.: Além dos impactos físicos da mudança do clima, o guia alerta para os riscos da transição regulatória e comercial. Um dos principais marcos desse processo é a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. A norma estabelece diretrizes para a entrada de instalações produtivas no mercado regulado de carbono. 

Diante desse cenário, a CNI recomenda que as empresas antecipem a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e incorporem estratégias de mitigação e adaptação ao planejamento dos negócios. 

A íntegra do Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima está disponível na aba de Publicações no portal da CNI.

Reportagem, Paloma Custódio

LOC: A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, vai abrir consulta pública para revisar os critérios de distribuição dos royalties destinados aos municípios afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural. 

A medida atualiza a regulamentação para adequá-la ao Decreto nº 12.849, de 2026, que passou a incluir os terminais aquaviários entre as instalações que podem gerar direito à compensação financeira.

Com a mudança, a ANP será responsável por definir as regras técnicas para o cálculo dos repasses. O objetivo é evitar que o mesmo volume de petróleo ou gás seja contabilizado duas vezes, garantindo uma distribuição mais transparente e segura dos recursos entre os municípios beneficiados. Os royalties são uma importante fonte de receita para estados e municípios e podem financiar investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana e infraestrutura. 

A minuta da resolução e as orientações para participação na consulta pública e na audiência pública serão divulgadas nos próximos dias no portal da ANP, após a publicação do aviso no Diário Oficial da União. A expectativa é que as contribuições da sociedade e dos representantes do setor ajudem a aperfeiçoar a regulamentação antes da publicação da norma definitiva.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

Os meses de julho, agosto e setembro vão ser de calor acima da média e chuva irregular em quase todo o Brasil. Essa condição do clima afeta o trabalho no campo, o crescimento das plantações e o armazenamento de água no solo.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, a previsão é de chuva abaixo do normal e temperaturas altas. Isso aumenta a seca na terra, o que prejudica as pastagens e as lavouras que dependem da chuva, além de elevar o risco de queimadas. Por outro lado, o tempo seco ajuda o produtor na colheita e no preparo do solo para o próximo plantio.

No Nordeste, o clima também será quente e seco. A falta de água preocupa áreas do semiárido e estados como Sergipe e Alagoas, onde as plantas mais sensíveis podem sofrer perdas. Mas, para quem produz algodão na região do MATOPIBA, a ausência de chuva favorece a colheita. No Sudeste a situação é parecida, apenas o sul e o leste de São Paulo terão uma umidade melhor no solo para as culturas de inverno.

A exceção do país é a Região Sul, onde a previsão indica chuva acima da média. Esse volume de água beneficia as plantações de inverno, mas exige atenção do agricultor, já que o excesso de umidade aumenta o risco de doenças nas plantas e pode atrapalhar o trabalho das máquinas no campo. Com cenários tão diferentes, o boletim reforça que o produtor deve acompanhar de perto as condições do tempo para evitar prejuízos.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia. 

Reportagem, Viviane Oliveira
 

LOC.: A edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República, divulgada nesta segunda-feira (13), evidencia diferenças na opinião do eleitorado entre as regiões do país. 

No Nordeste, Lula lidera com folga no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 25%. Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Lula mantém vantagem, com 59% das intenções de voto, contra 35% do adversário. 

A região também registra os melhores índices de avaliação do governo federal. O Nordeste reúne ainda a maior proporção de eleitores que se declaram "lulistas convictos", com 30%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registra na região o maior índice de rejeição, de 42%. 

No Sul, o cenário é inverso. Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 47% das intenções de voto. Em um eventual segundo turno contra Lula, ele amplia a vantagem e alcança 58%, enquanto o presidente soma 34%. 

A região também concentra os piores indicadores para o atual governo federal. A desaprovação chega a 58%. O Sul registra ainda a maior proporção de eleitores que se identificam como "bolsonaristas convictos", com 29%. Já a rejeição a Lula supera os 41%. 

No Sudeste, a disputa se mostra mais equilibrada. No primeiro turno, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Em um eventual segundo turno, o presidente teria 46%, contra 42% do adversário. 

No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, a disputa é mais acirrada no primeiro turno. Flávio Bolsonaro lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Lula, com 32%, e Ronaldo Caiado, com 12%. 

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 50%, contra 42% de Lula. 

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. 

Reportagem, Paloma Custódio

O preço do café arábica abre esta quarta-feira com aumento de 1,53%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.755,35 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve aumento de 0,75%, sendo comercializado a R$ 1.105,01.

O preço do açúcar cristal apresenta aumento de 1,53% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,11.

Em Santos (SP), houve declínio de 0,47%, e a mercadoria é negociada a R$ 106,90 na média de preços sem impostos.

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,64, após aumento de 0,03%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira
 

O preço do boi gordo teve aumento de 0,60% quarta-feira. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 326,65.

No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado e do frango resfriado é vendido a R$ 7,26.

Já a carcaça suína especial também mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,61.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em São Paulo. O animal é comercializado a R$ 5,88 em Minas Gerais.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Oliveira