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LOC.: A escolha do próximo presidente da República será definida em segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. 

Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro, do PL, ficou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 45,16%. 

Ao todo, Flávio Bolsonaro recebeu cerca de 56 milhões e 100 mil votos, enquanto Lula somou 53 milhões e 800 mil votos. Na sequência, ficaram Escritor Augusto Cury, do Avante, com 2,89% dos votos válidos; Renan Santos, do Missão, com 2,24%; e Ronaldo Caiado, do PSD, com 2,18%. Os demais candidatos registraram menos de 1% dos votos válidos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 1,84% dos eleitores votaram em branco, enquanto 2,93% dos votos foram anulados. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado apto, o equivalente a mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. 

Os votos brancos e nulos não são considerados votos válidos para a definição do resultado eleitoral, segundo o TSE. 

Na distribuição regional dos votos, Flávio Bolsonaro liderou na maioria dos estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, Lula ficou à frente em todos os estados. 

Entre os eleitores brasileiros que votaram no exterior, Lula liderou, com 47,57% dos votos válidos, contra 43,49% de Flávio Bolsonaro. 

Segundo o TSE, mais de 916 mil eleitores estavam aptos a votar no exterior, o equivalente a cerca de 0,5% do eleitorado brasileiro. As urnas eletrônicas foram distribuídas em seções eleitorais de 186 cidades, em 134 países. 

A apuração completa das Eleições Gerais de 2026 pode ser consultada no portal tse.jus.br.

Reportagem, Paloma Custódio


LOC.: Oito dos nove estados do Nordeste já têm governador eleito no primeiro turno das Eleições 2026. Três deles são petistas: Jerônimo Rodrigues, na Bahia, foi reeleito com 55,73% dos votos válidos; Elmano de Freitas, no Ceará, também garantiu mais quatro anos, com 53,16%, e Rafael Fonteles, no Piauí, com 70,9%.

Outras reeleições confirmadas foram as de Lucas Ribeiro, do PP, na Paraíba, com 64,3% dos votos; JHC, do PSDB, em Alagoas, com 52,19%; e três governadores do PSD: Raquel Lyra, em Pernambuco, com 53,26%, Eduardo Braide, no Maranhão, com 54,06%, e Fábio Mitidieri, em Sergipe, com 59,27%.

O único estado nordestino que vai a segundo turno é o Rio Grande do Norte, onde Allyson, do União, obteve 36,94% dos votos válidos, contra 36,16% de Cadu de Lula, do PT.

Para a Presidência, a disputa também segue para o segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,05% dos votos válidos, contra 45,14% do atual presidente Lula.

Reportagem, Álvaro Couto.
 

LOC.: Produtores rurais, agricultores familiares, microempreendedores e empresas buscaram crédito durante duas feiras agropecuárias realizadas no Maranhão e no Pará. Entre as operações, estão contratos na faixa de VINTE MIL REAIS e um financiamento de DUZENTOS E SETENTA E QUATRO MIL REAIS para a compra de um veículo comercial.

Os atendimentos foram realizados pelo Banco da Amazônia durante a Expoema, em São Luís, e a Expoama, em Marabá. Na feira maranhense, realizada entre os dias 6 e 13 de setembro, também houve procura por microcrédito produtivo orientado, inclusive por trabalhadores autônomos e pequenos negócios ainda sem formalização.

Para o gerente-geral do Banco da Amazônia em São Luís, Jorgeanor Reis, a participação na feira ajuda a instituição a conhecer de perto as necessidades de quem atua no setor.
 

TEC./SONORA: Jorgeanor Reis, gerente-geral do Banco da Amazônia em São Luís

"A participação em eventos como esse, como a Expoema, permite ao Banco estar mais perto da realidade do setor, conhecer as necessidades e também conhecer as demandas que o setor possui. A gente acaba ficando mais perto da realidade."
 


LOC.: No crédito rural, o Banco da Amazônia prevê TREZE BILHÕES DE REAIS para o Plano 2026/2027. Desse total, SEIS BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS são para custeio e comercialização, e SEIS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES para investimentos.

A previsão inclui ainda TRÊS BILHÕES DE REAIS para a agricultura familiar, CINCO BILHÕES E CEM MILHÕES para pequenos e médios produtores e QUATRO BILHÕES E NOVECENTOS MILHÕES para a agricultura empresarial.

No Maranhão, segundo o banco, os financiamentos para a agricultura familiar cresceram mais de CINQUENTA POR CENTO em 2026, na comparação com o ano anterior. Na área atendida pela agência de São Luís, mais de DUAS MIL famílias tiveram acesso às operações neste ano.

Já na Expoama, realizada de 15 a 20 de setembro, foram formalizados VINTE E OITO contratos na quarta noite do evento. Houve operações para microempreendedores individuais e empresas, além do financiamento de DUZENTOS E SETENTA E QUATRO MIL REAIS para a compra de um veículo comercial.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

Os microempreendedores individuais, os MEIs, ganharam a partir desta quinta-feira uma nova opção para renegociar dívidas com o governo federal. Começou a adesão ao Desenrola MEI Pequeno Valor, voltado a débitos de até 8.105 reais, o equivalente a cinco salários mínimos.

Pelas regras do programa, o MEI precisa pagar uma entrada de 5% do valor da dívida, sem desconto. O restante tem abatimento de 50% e pode ser parcelado em até 55 vezes. O prazo de adesão vai até 31 de janeiro de 2027.

Segundo o governo, a dívida média do microempreendedor individual gira em torno de 3 mil reais, valor dentro do novo limite da modalidade. Por isso, a expectativa é que o programa consiga atender à maior parte dos mais de 3 milhões de MEIs que hoje têm débitos com a União.

Além dessa nova modalidade, o governo também prorrogou até 29 de janeiro de 2027 o prazo do Desenrola MEI já existente, destinado a dívidas maiores, de até 20 mil reais, com desconto de até 100% sobre juros e multas, sem reduzir o valor principal da dívida.

Quem quiser negociar deve acessar o portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, informar os dados da empresa e consultar os débitos disponíveis para negociação.

Reportagem, Sophia Muniz.

LOC.: O rebanho bovino brasileiro encerrou 2025 com 234 milhões e 300 mil cabeças, queda de 1,7% em relação a 2024. É a segunda retração anual seguida e o menor efetivo desde 2022, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo IBGE. O país havia batido recorde em 2023, com mais de 238 milhões de cabeças, antes de iniciar a trajetória de queda.

Segundo o IBGE, a redução está ligada ao aumento do abate nos últimos quatro anos, sobretudo de fêmeas, que pela primeira vez desde 1997 superou o abate de machos no país. A prática reduz a base de matrizes para reposição e deve diminuir a oferta de bezerros nos próximos anos, o que já é apontado por especialistas como fator de pressão para a valorização da arroba do boi em 2026, mas ganhos de produtividade devem amenizar os efeitos e manter os preços mais estáveis tanto no mercado interno quanto externo.

Mesmo com menos animais, o valor da produção pecuária brasileira bateu recorde em 2025, somando 141 bilhões e 200 milhões de reais, impulsionado principalmente pela produção de leite. Os frigoríficos também tiveram o melhor ano comercial da história: as exportações superaram 3 milhões e 800 mil toneladas, alta de quase 21% sobre 2024, com receita de 18 bilhões e 365 milhões de dólares, mesmo com a sobretaxa dos Estados Unidos.

Entre as regiões, o Centro-Oeste segue com o maior rebanho do país, mas teve o terceiro recuo anual seguido, de 3,7%. O Nordeste foi a única região a crescer, com alta de 2,2%. São Félix do Xingu, no Pará, continua como o município com mais bovinos do Brasil, com 2 milhões e 700 mil cabeças.

Apesar da queda no rebanho bovino, outros efetivos do país bateram recorde em 2025, como os de galináceos, caprinos e ovinos, enquanto o rebanho suíno permaneceu estável.

Reportagem, Álvaro Couto.

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostra que a seca já afetou mais de 426 mil pessoas na Região Norte entre 1º de julho e 15 de setembro deste ano. No período, foram registradas 35 decretações de anormalidade por seca ou estiagem em 33 municípios da região.

O Acre é o estado mais afetado, concentrando 24 dos 35 registros, quase 70% do total, indicando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. O Amazonas aparece em segundo lugar, com seis registros, seguido pelo Pará, com três casos. Roraima e Rondônia tiveram um registro cada.

Segundo a CNM, os prejuízos econômicos provocados pela estiagem somam 632 milhões de reais na Região Norte, com perdas de quase 47 milhões de reais na agricultura, 32 milhões e meio na pecuária, e 17 milhões relacionados ao abastecimento de água potável.

O cenário faz parte de um alerta mais amplo da entidade sobre os efeitos do El Niño 2026 e 2027 no Brasil. Segundo a Noaa, agência climática dos Estados Unidos, há cerca de 69% de chance de o fenômeno atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro deste ano, podendo superar até eventos registrados desde 1950.

Diante disso, a CNM recomenda que os municípios atualizem planos de contingência, mapeiem áreas de risco e reforcem as equipes de Defesa Civil para os próximos meses.

Reportagem, Sophia Muniz

As cotações do café, do açúcar e do milho registram variações no estado de São Paulo nesta segunda-feira.

O café arábica abriu o dia em leve baixa de 0,34 por cento. A saca de 60 quilos é negociada a 1.572 reais e 1 centavo na capital. Em sentido inverso, o café robusta subiu 2,05 por cento, comercializado a 992 reais e 41 centavos.

O açúcar cristal opera em alta. Na cidade de São Paulo, a valorização é de 1,77 por cento, com a saca de 50 quilos cotada a 123 reais e 37 centavos. Em Santos, o aumento chega a 3,92 por cento, elevando o preço médio sem impostos para 137 reais e 34 centavos.

O mercado do milho registra ligeiro recuo de 0,07 por cento. A saca de 60 quilos é vendida a 68 reais e 53 centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa.