Destaques de Domingo, 31 de Maio

Novas regras sobre saúde mental no trabalho entram em vigor e exigem mudança cultural nas empresas

A coordenadora do Conselho Estratégico Trabalhista (Conet) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a advogada Gilda Figueiredo, afirma que norma demanda maior preparo das lideranças, além de defender atuação preventiva das empresas para reduzir afastamentos, ações judiciais e perdas de produtividade

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Empresários alertam para perda de competitividade e dificuldade operacional com fim da escala 6x1

Leonardo Puppi, da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa, afirma que redução da jornada sem ganho de produtividade tornará produtos brasileiros menos competitivos

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LOC.: As novas regras da Norma Regulamentadora número um, a NR-1, do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre saúde mental no trabalho já estão em vigor. A atualização obriga empresas a identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como sobrecarga, assédio moral, pressão excessiva e adoecimento emocional dos colaboradores.

A medida amplia as exigências relacionadas à saúde mental no trabalho e reforça a necessidade de mudanças na cultura das organizações.

Para a coordenadora do Conselho Estratégico Trabalhista da Associação Comercial de São Paulo, vinculada à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a advogada Gilda Figueiredo, as empresas precisam deixar de agir apenas de forma reativa e investir em prevenção.

A advogada Gilda Figueiredo analisa que as novas regras devem ser vistas pelos empresários como uma oportunidade de avançar na gestão de pessoas. 
 

TEC./SONORA: advogada Gilda Figueiredo

“Em vez de resistir, o setor produtivo deveria enxergar a NR1 como uma espécie de oportunidade de profissionalização da gestão de pessoas. A atualização da NR1 trouxe uma mudança de paradigma importante. A saúde mental deixa de ser um tema, entre aspas, soft do RH, e passa a ser parte obrigatória da gestão da segurança e saúde do trabalho. No entanto, mudar a cultura organizacional é muito mais difícil do que alterar uma norma.”
 


LOC.: Segundo a especialista, a atualização da NR-1 representa um avanço importante na gestão de pessoas e na proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ela afirma que a prevenção deve ser encarada como investimento estratégico, capaz de reduzir afastamentos, ações judiciais e perdas de produtividade.

A nova regulamentação também prevê fiscalização das empresas. Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, as organizações terão noventa dias para adaptação às novas exigências. Após esse período, o descumprimento das regras poderá gerar penalidades e multas.

Reportagem, Bianca Mingote

LOC.: Entidades do setor produtivo pedem que o Congresso Nacional adie para 2027 as discussões sobre o fim da escala 6x1. A solicitação foi entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em manifesto assinado por mais de mil e duzentas federações e associações comerciais ligadas à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB. 
O documento defende um debate mais amplo sobre a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Segundo o setor, a proposta precisa ser discutida com empresários, trabalhadores e governo.
Na última quarta-feira (27), a Câmara aprovou a proposta que prevê a redução da jornada semanal de quarenta e quatro para quarenta horas, sem redução salarial. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, defendeu o adiamento da discussão para depois das eleições de 2026.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O posicionamento do setor produtivo, das micro e pequenas empresas, é para que a discussão do fim da jornada 6x1 seja adiada para após as eleições dando tempo para que empresas, governo e trabalhadores possam sentar, discutir e encontrar o melhor caminho e o melhor modelo para a jornada de trabalho aqui no Brasil.”


LOC.: No manifesto, as entidades afirmam reconhecer a importância de melhorar as relações de trabalho e ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores. No entanto, alertam que mudanças rápidas podem afetar principalmente micro e pequenas empresas, que representam mais de 90% dos negócios do país.

Entre os pontos defendidos pelo setor produtivo estão uma transição gradual de pelo menos dez anos, fortalecimento das negociações coletivas e compensações fiscais e trabalhistas para reduzir impactos econômicos.

Os empresários também afirmam que mudanças abruptas podem elevar custos operacionais, aumentar preços ao consumidor e reduzir postos formais de trabalho.

A presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba  (Aciu), Lídia Prata, avaliou que a proposta pode dificultar ainda mais o cenário econômico e produtivo do país 
 

TEC./SONORA: Lídia Prata, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba  (Aciu)

“É uma pena que a gente tenha que chegar nesse ponto, quando todo país precisa de aumentar a sua produtividade, a produção, precisa fortalecer os negócios e nós estamos enfrentando também uma escassez enorme de mão-de-obra. Vai ser muito complicado adaptar com esse sistema, caso ele venha a ser realmente aprovado.”
 


LOC.: Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa, Leonardo Puppi, salientou que a redução da jornada pode comprometer a competitividade da indústria brasileira. 
 

TEC./SONORA: Leonardo Puppi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa

“O Brasil certamente ficará menos competitivo em relação ao produto oriundo de outros países, como a China, por exemplo. Isso retira a produtividade do Brasil como um todo, e para que fosse possível fazer de fato essa redução na jornada de trabalho, seria necessário aumentar a produtividade no mínimo, na mesma proporção. A redução semanal de quatro horas de trabalho acaba incrementando 10% nos custos ligados à mão de obra.”
 



LOC.: A proposta aprovada na Câmara prevê período de transição de quatorze meses para implementação das novas regras. 

Pela redação atual, após dois meses da publicação da futura emenda constitucional, os dois dias de descanso remunerado por semana já deverão valer. 

Reportagem, Bianca Mingote
 

LOC.: Atenção! A Agência-Barco Chico Mendes, da CAIXA, já tem as datas de atendimento definidas para o mês de junho.

Ao todo, a embarcação vai atender sete localidades neste período, com os serviços de desbloqueio de cartões e cadastro de senhas para recebimento de benefícios sociais, como FGTS, Seguro-Desemprego, Bolsa Família e INSS, entre outros serviços. Vale lembrar que no barco não tem movimentação de dinheiro em espécie.

Confira o cronograma e anote a data em que a CAIXA vai estar mais perto de você.

Inicialmente, a embarcação vai atender a população de Alvarães, no dia 8 de junho.

Posteriormente, a Agência-Barco Chico Mendes segue para Uarini, onde oferecerá os serviços CAIXA aos moradores, do dia 9 ao dia 10.

Já entre os dias 11 e 15 de junho, será a vez da população de Fonte Boa receber os atendimentos. A embarcação estará em Jutaí do dia 16 ao dia 17.

Nos dias 18 e 19, os serviços serão oferecidos aos moradores de Tonantins.

A população de Santo Antônio do Iça contará com os atendimentos entre os dias 22 e 24 de junho.

Para finalizar o calendário do mês, a embarcação estará em Amaturá, do dia 25 ao dia 26.

O horário de atendimento da Agência-Barco Chico Mendes é das 9 horas da manhã às 3 horas da tarde.

Para mais detalhes, acesse caixa.gov.br. 
 

LOC.: Mais de um reconhecimento marcou os últimos dias do Banco da Amazônia. A instituição foi premiada por iniciativas nas áreas de inclusão financeira, comunicação institucional e promoção da igualdade no ambiente de trabalho.

Um dos destaques veio da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento, a ALIDE. O banco recebeu o Prêmio ALIDE Verde pelo programa Amazônia Pra Elas, criado para ampliar o acesso de mulheres empreendedoras ao crédito na Região Norte.

A iniciativa busca reduzir dificuldades históricas enfrentadas por mulheres na hora de conseguir financiamento, como menor acesso a patrimônio, histórico financeiro limitado e falta de informação.

Atualmente, o programa atende mais de CINQUENTA E SEIS MIL mulheres empreendedoras e já soma mais de DUZENTOS E TRINTA E QUATRO MILHÕES E MEIO DE REAIS em operações contratadas.

O Banco da Amazônia também conquistou destaque no Prêmio Colunistas Norte/Nordeste 2025. A instituição recebeu Ouro nas categorias Relações Públicas e Promo & Live Marketing com a campanha “A Moeda Mais Valiosa do Mundo”.

Além disso, o banco teve quatro indicações como finalista e nove shortlists em categorias como filme institucional, rádio, mídia integrada e mídia impressa.
Outro reconhecimento recebido foi o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pelo Ministério das Mulheres. Esta é a primeira vez que o Banco da Amazônia integra o grupo de instituições certificadas.

Nesta edição, OITENTA organizações receberam o selo após dois anos de avaliação e adoção de medidas voltadas à diversidade, ao aumento da presença feminina em cargos de liderança e à redução das desigualdades no ambiente profissional.

O Banco da Amazônia também foi reconhecido no II Prêmio de Inclusão Socioeconômica, promovido pelo MDS, por ações voltadas à inclusão produtiva e geração de renda na Amazônia Legal. Entre janeiro e abril de 2026, a instituição atuou com mais de QUATROCENTOS E VINTE assessores e formalizou cerca de QUATRO MIL contratos, ampliando o acesso ao crédito e apoiando pequenos empreendedores em diferentes territórios da região.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: Atenção! A Agência-Barco Ilha do Marajó já tem data para chegar! E, neste mês de junho, a região vai receber os serviços em duas embarcações, já que a população também terá acesso aos atendimentos no PrevBarco, em uma parceria da CAIXA com o INSS.

As embarcações oferecem os serviços de desbloqueio de cartões e cadastro de senhas para recebimento de benefícios sociais, como FGTS, Seguro-Desemprego, Bolsa Família e INSS, entre outros serviços. Vale lembrar que no barco não tem movimentação de dinheiro em espécie. 

Confira agora o cronograma e anote a data e o local em que os atendimentos estarão disponíveis.

Os atendimentos com a Agência-Barco Ilha do Marajó começam por Limoeiro do Ajuru, do dia 8 ao dia 9. Já entre os dias 10 e 12 de junho, os serviços serão oferecidos à população de Ponta de Pedras.

A embarcação estará no município de São Sebastião da Boa Vista entre os dias 15 e 16. Os moradores de Curralinho, por sua vez, contarão com os serviços do dia 17 ao dia 19.

Os serviços no PrevBarco também começam no dia 17 e terminam no dia 19 de junho, mas em Melgaço.

Já no dia 22, o PrevBarco estará em Bagre, onde permanecerá até o dia 26. Neste mesmo período, a Agência-Barco Ilha do Marajó estará com atendimentos em Gurupá.

No dia 29, a população de Bagre volta a ser atendida, mas pela Agência-Barco Ilha do Marajó, até o dia 1° de julho.

Já a última parada do mês para o PrevBarco será em Oeiras do Pará, do dia 29 de junho ao dia 3 de julho.

O horário de atendimento é das 9 horas da manhã às 3 da tarde.

Para mais detalhes, acesse caixa.gov.br. 
 

LOC:

O preço do boi gordo registra alta nesta sexta-feira, dia 29. A arroba está sendo negociada a R$ 349,25 no estado de São Paulo, com avanço de 0,27%, segundo dados do Cepea.

Já o mercado do frango apresenta queda nos preços na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado está cotado a R$ 7,39 o quilo, enquanto o frango resfriado é vendido a R$ 7,40, ambos com recuo de 0,27%.

No setor suíno, a carcaça suína especial mantém estabilidade nos atacados da Grande São Paulo. O produto segue negociado a R$ 8,57 por quilo.

Ainda de acordo com o Cepea, o suíno vivo apresentou queda nos estados do Paraná e de São Paulo, enquanto os demais estados analisados registraram estabilidade nos preços.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

LOC:

O café arábica encerrou o dia em queda de 0,66%, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 1.601,33 em São Paulo. Já o café robusta apresentou alta de 1,09%, cotado a R$ 970,14.

No mercado do açúcar, os preços recuaram nas principais praças paulistas. O açúcar cristal caiu 0,40% na capital, sendo negociado a R$ 93,84 a saca, enquanto em Santos a queda foi de 1,09%, com preço médio de R$ 101,44.

O milho também registrou baixa, com a saca de 60 quilos sendo vendida a R$ 64,90, após recuo de 0,35%.

Reportagem, Juline Pogorzelski.