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LOC.: O Senado aprovou, na semana passada, uma reformulação completa do Seguro Rural no Brasil. De autoria da senadora Tereza Cristina, o projeto segue agora para sanção presidencial.

A votação foi acelerada para que as mudanças possam valer ainda neste ano agrícola. Em Mato Grosso, principal estado produtor de grãos do país, o plantio da safra de verão de soja começa em meados de setembro, e o produtor precisa contratar o seguro antes de plantar. Se o Senado não aprovasse o texto agora, as novas regras só valeriam a partir de 2027.

O projeto traz mudanças importantes para quem trabalha no campo. Ele melhora o programa que subsidia o prêmio do seguro rural, reduz taxas de juros e dá prioridade a quem tem seguro na hora de conseguir crédito. O contrato de seguro também deve facilitar o financiamento da atividade produtiva, já que passa a valer como garantia em empréstimos.

Outro ponto central é a criação do chamado Fundo Catástrofe, criado em 2010 mas nunca saiu do papel por falta de dinheiro e de regulamentação. Agora, seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas do agronegócio poderão participar desse fundo, que vai funcionar como uma reserva para cobrir prejuízos em situações extremas, como grandes secas ou enchentes. O texto também fixa prazos: até 15 dias para analisar o pedido de indenização, e até 30 dias para o pagamento.

Essa aprovação acontece em um momento delicado para o seguro rural no país. Segundo o Ministério da Agricultura, apenas 3,2 milhões de hectares foram segurados em 2025 — uma queda de 55% em relação ao ano anterior, e o pior resultado da última década. 

Um dos motivos é a falta de recursos: o governo destinou 1 bilhão e 150 milhões de reais para subsidiar o seguro em 2021; no ano passado, esse valor caiu para 565 milhões de reais, o menor patamar desde 2019. Para reverter esse cenário, o projeto torna obrigatória a execução do orçamento do seguro rural e proíbe o contingenciamento de despesas ligadas à política.

Reportagem, Álvaro Couto.

LOC.: Duas mil setecentas e cinquenta e sete entidades empresariais assinaram um manifesto divulgado nesta quarta-feira, dia 9, com críticas à condução de questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

O documento, articulado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, pede que o Plenário do STF analise, em sessão pública, fatos que, segundo as entidades, estão relacionados à crise institucional no país.

Entre os signatários está a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB. O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, que também está à frente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, afirma que a iniciativa busca cobrar transparência da Corte.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, ASP e FACESP

“Estamos surpresos e indignados com a situação que o país está nesse momento. O STF é o órgão que tem como função defender a Constituição e ela precisa ter, nesta sua prerrogativa, uma condição de isenção, de transparência, de equilíbrio. Nós fazemos parte da sociedade civil e a sociedade civil quer respostas.”
 


LOC.: O manifesto também relaciona a situação institucional à segurança jurídica e ao ambiente de negócios. O grupo afirma que a perda de confiança pode afetar investimentos e a atividade econômica.

O cientista político da Universidade de Brasília, Murilo Medeiros, avalia que a preocupação já ultrapassa o campo político e chega ao setor produtivo.
 

TEC./SONORA: Murilo Medeiros, cientista político

“O investidor procura estabilidade, previsibilidade e instituições que funcionem normalmente. Caso a crise persista, pode haver aumento da percepção de risco e também uma cobrança de um custo financeiro maior para aplicar investimentos no país. A transparência e a rapidez na resposta institucional são valiosas do ponto de vista econômico.”  
 


LOC.: A manifestação ocorre em meio a episódios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal divulgou mensagens atribuídas a Vorcaro, com referências a Moraes e ao escritório de advocacia da esposa do ministro.

Outro episódio ocorreu nesta semana, quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

As entidades afirmam que o manifesto busca abrir espaço para uma análise pública dos fatos e reforçam que o STF, como guardião da Constituição, também deve prestar contas à sociedade. O documento sustenta que a legitimidade do Judiciário depende de transparência, imparcialidade e decisões fundamentadas.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

LOC.: As regiões Nordeste e Sul apresentam cenários opostos na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. É o que mostra a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). 

No Nordeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, contra 23% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, Lula também vence na região, com 59% das intenções de voto, contra 32% do adversário. 

A região concentra os indicadores mais favoráveis ao governo federal. De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula. O Nordeste também registra a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 35%, e a menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%. 

Em sentido oposto, o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro apresenta a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL reúne 50% das intenções de voto, contra 22% do petista. 
No segundo turno, Flávio amplia a vantagem e alcança 65% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%. 

O Sul também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 72%. A região apresenta ainda a maior proporção de eleitores que se declaram “bolsonaristas convictos”, com 34%, além da menor taxa de rejeição ao bolsonarismo, de 30%. 

No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Em um eventual segundo turno, a diferença entre os dois é ainda menor. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. 

No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 31% de Lula. Em um eventual segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 53%, enquanto Lula chega a 38%. 

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Reportagem, Paloma Custódio

A Meta apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral um plano de atuação para as Eleições de 2026. A proposta reúne medidas para combater a desinformação, conteúdos violentos e outras publicações consideradas nocivas durante o período eleitoral.

De acordo com o TSE, entre as ações previstas estão a remoção de conteúdos, regras de transparência para publicidade política e restrições a anúncios eleitorais. O documento também estabelece medidas para o uso de inteligência artificial generativa e para a proteção de dados pessoais.

Para reduzir a circulação de informações falsas, a empresa pretende utilizar rótulos e informações de contexto, além de diminuir o alcance de determinadas publicações. No WhatsApp, conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial poderão ser identificados por meio de metadados.

As regras também atingem ameaças, assédio e incitação à violência, incluindo apelos à violência eleitoral e ataques contra pessoas, instituições democráticas e o Estado de Direito.

Durante as eleições, as plataformas poderão ser responsabilizadas civil e administrativamente caso deixem de retirar conteúdos previstos nas normas do TSE. A regra inclui condutas antidemocráticas, informações notoriamente falsas que afetem a integridade do processo eleitoral e materiais produzidos por inteligência artificial em desacordo com as determinações da Justiça Eleitoral. 

Reportagem, Viviane Bessa.
 

LOC.: Brasil e Índia querem ampliar a relação comercial e atrair novos investimentos. Um memorando de entendimento foi assinado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, e a Confederação das Indústrias Indianas.

O acordo prevê troca de informações sobre os mercados, aproximação entre empresas e ações para estimular o comércio e os investimentos entre os dois países. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, explica o objetivo da atuação brasileira.
 

TEC./SONORA: Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil

“Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil.”
 


LOC.: A parceria ocorre em um momento de crescimento das relações comerciais. Nos primeiros sete meses de 2026, a corrente de comércio chegou a DEZ VÍRGULA UM BILHÕES DE DÓLARES, crescimento de TRINTA E DOIS VÍRGULA NOVE POR CENTO.

As exportações brasileiras para a Índia somaram quase CINCO VÍRGULA OITENTA E NOVE BILHÕES DE DÓLARES, avanço de OITENTA E DOIS VÍRGULA UM POR CENTO.

Além do comércio, os dois países discutem oportunidades de investimento em áreas como saúde, minerais críticos, biocombustíveis, bioenergia e economia circular.

O governo brasileiro também apresentou aos empresários indianos as condições do país para receber investimentos, como o tamanho do mercado consumidor e a participação das fontes renováveis na geração de energia.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou alguns dos fatores que, segundo ele, podem favorecer a entrada de investimentos no país.
 

TEC./SONORA: Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

“O Brasil é um país que tem indicadores econômicos e sociais capazes de favorecer o investimento seguro. Há características muito presentes. Uma delas é a segurança jurídica. O segundo é a previsibilidade econômica. Não é possível você gerir a macroeconomia decidindo do dia para a noite uma iniciativa nova, transformadora. É preciso que saibamos quais os capítulos dessa grande novela que é a relação com o poder público.”
 


LOC.: A transição energética é outro campo de aproximação entre os países. A agenda também prevê a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial entre Mercosul e Índia. Atualmente, o tratado contempla QUATROCENTAS E CINQUENTA linhas tarifárias.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

A saca de 60 quilos da soja inicia a quinta-feira (10) em alta no interior do Paraná e com recuo na região litorânea de Paranaguá. 

No mercado paranaense, o grão apresenta alta de 0,13%, com a saca negociada a R$ 152,43. Em Paranaguá, o recuo foi de 0,21%, levando a cotação para R$ 160,12.

O trigo tem aumento de preço no Rio Grande do Sul e no Paraná.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.462,05. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.361,39.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Viviane Bessa
 

O preço do boi gordo registra aumento nesta quarta-feira, dia nove. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e quarenta e oito reais e trinta e cinco centavos.

No mercado de frango, os preços também apresentam alta na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado está sendo vendido a sete reais e sessenta e três centavos o quilo, enquanto o frango resfriado está cotado a sete reais e sessenta e quatro centavos.

A carcaça suína especial também teve aumento nos atacados da Grande São Paulo. O quilo custa sete reais e vinte e sete centavos.

Já entre os estados analisados para o suíno vivo, Santa Catarina registra queda. O animal é comercializado a quatro reais e cinquenta e dois centavos o quilo.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.