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Baixar áudioGestores municipais de todo o país estão preocupados com a falta de recursos para manter serviços essenciais à população. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (18) na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, apresentou um panorama das principais dificuldades enfrentadas pelas prefeituras brasileiras.
Entre os temas destacados estão o aumento das despesas municipais após os reajustes do piso salarial do magistério, a criação de programas federais sem a devida previsão de repasses financeiros e a tramitação de propostas no Congresso Nacional que, segundo a CNM, podem ampliar a crise fiscal dos municípios.
As reivindicações e os estudos elaborados pelo movimento municipalista serão entregues ao governo federal, aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, além de ministros, deputados e senadores durante a programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
A abertura oficial da mobilização municipalista está marcada para esta terça-feira (19), às 9h, em Brasília.
Durante a coletiva, Ziulkoski afirmou que a Marcha busca apresentar às autoridades e à sociedade os impactos da crise financeira sobre as administrações locais. Segundo ele, diversos projetos em tramitação no Congresso podem gerar novos custos para as prefeituras sem a devida compensação financeira.
“São mais de 200 programas federais criados por lei e não são dialogados com os prefeitos; geralmente são com entidades privadas. Como é que a gente paga isso? Estamos encaminhando documento aos presidentes da Câmara e do Senado para que não votem nenhuma dessas pautas”, adiantou.
Entre os projetos apontados pela CNM estão propostas relacionadas à segurança pública e à redução da jornada de trabalho, com previsão de análise e votação nos próximos dias. Segundo o presidente da entidade, os municípios de pequeno e médio porte seriam os mais afetados.
“Os municípios de pequeno e médio porte, principalmente, não têm estrutura nem apoio para o custeio da segurança pública. Já a redução da jornada de trabalho deve trazer impacto de R$ 48 bilhões para os municípios, o que mexe não apenas na iniciativa privada, mas nos direitos dos servidores concursados. A gente tentou sugerir emendas aos parlamentares, mas eles não aceitaram”, enfatizou.
O impacto do piso salarial dos professores também foi um dos principais pontos abordados pela CNM. De acordo com Ziulkoski, os reajustes anuais vêm comprometendo grande parte dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
“Ninguém é contra pagar os professores, mas tem que ter recurso. O impacto do piso somente neste ano é de R$ 8,5 bilhões, e a gente não sabe como será o comportamento do Fundeb. Hoje, 88% dos recursos são destinados ao pagamento do piso”, alertou.
Sobre o Bolsa Família, o presidente da CNM afirmou que há cerca de 3,1 milhões de pessoas habilitadas para receber o benefício, mas que os repasses não estão sendo realizados por falta de orçamento federal.
“Essas pessoas batem na prefeitura e o gestor precisa fazer alguma coisa para ajudar essas pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Como forma de ampliar as receitas e promover uma distribuição mais equilibrada dos recursos entre os municípios do país, a CNM voltou a defender mudanças na divisão dos royalties do petróleo.
O julgamento sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Segundo Ziulkoski, a entidade continuará pressionando por uma revisão no modelo de distribuição. “O petróleo é patrimônio de todos e faremos uma ação bem contundente para que se tenha justiça federativa na distribuição”, pontuou.
Ainda sobre a exploração de recursos naturais, o presidente da CNM defendeu que a Agência Nacional de Mineração (ANM) permita, por decreto, que as prefeituras sejam responsáveis pela fiscalização da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).
Segundo ele, a medida ajudaria os municípios a garantir arrecadação adequada para manutenção da infraestrutura afetada pela atividade mineradora. “Queremos que seja de atribuição do prefeito o poder fiscalizar e esse dinheiro chegar ao cidadão”, reforçou.
Outra proposta defendida pela CNM é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê um adicional de 1,5% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no mês de março — período historicamente marcado pela queda nos repasses.
“Esse pleito beneficiaria os municípios na saúde e na educação. O recurso não vai para o prefeito, vai para a população. Estamos lutando muito por esse pleito, mas não está andando no Congresso Nacional”, disse.
A programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios segue até a próxima quinta-feira (21). Confira a programação no link.
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Baixar áudioO Brasil teve participação recorde de empresas expositoras na SIAL 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia. Realizada em Xangai, o evento contou com estandes de 82 companhias brasileiras.
A excursão foi organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem expectativa de movimentar mais de US$ 3 bilhões em negócios imediatos e prospectados. Nesta segunda-feira (18), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, esteve no pavilhão da ApexBrasil e destacou o esforço conjunto entre governo, setor produtivo, cooperativas e empreendedores para ampliar a presença brasileira no mercado internacional.
“Este é um espaço estratégico para ampliar relações comerciais, fortalecer a imagem do Brasil e abrir novas oportunidades de negócios. Não tenho dúvida de que é esse trabalho coletivo, com cada um cumprindo seu papel com competência, que faz o país alcançar participações cada vez mais relevantes no mercado global”, afirmou André de Paula.
A participação brasileira na feira é vista como estratégica para a ampliação das exportações agropecuárias, diversificação da pauta exportadora e fortalecimento da presença de produtos brasileiros de maior valor agregado no mercado chinês, principal destino das exportações do agro nacional.
Ao visitar os estandes brasileiros, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, ressaltou o crescimento e a diversificação da presença empresarial brasileira na feira. “Fico satisfeito em ver uma representação empresarial brasileira maior e mais diversa do que em edições anteriores. É fundamental avançarmos na diversificação de produtos e no posicionamento do Brasil no mercado chinês com uma marca cada vez mais consolidada”, destacou.
O embaixador também enfatizou o aprofundamento da relação econômica bilateral. Segundo ele, em 2025 o Brasil foi o principal destino de investimentos diretos chineses no mundo, além de a China permanecer como o maior mercado para as exportações brasileiras. Para Galvão, esse cenário reflete a confiança chinesa no Brasil como fornecedor estratégico de alimentos.
A delegação brasileira reúne empresas dos segmentos de alimentos processados, cafés especiais, frutas amazônicas, bebidas, proteínas animal e vegetal, mel, castanhas e produtos da sociobiodiversidade, evidenciando o avanço da diversificação da pauta exportadora brasileira e o potencial de agregação de valor do agro nacional. Os pavilhões promovem degustações, rodadas de negócios, encontros com compradores internacionais e fóruns empresariais ao longo da programação.
A ApexBrasil coordena diretamente os pavilhões, World Food e Proteínas, além das ações realizadas em parceria com entidades setoriais, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto AgroBR.
Durante visita ao estande da ABIEC, o ministro André de Paula destacou a relevância estratégica da cadeia de proteínas animais para o agronegócio brasileiro. “É impossível visitar este pavilhão e não sentir orgulho do que o Brasil apresenta. Isso reflete a importância da cadeia de proteína animal para o agronegócio brasileiro e o protagonismo que o setor exerce no cenário internacional”, afirmou.
Outro destaque da missão é a internacionalização do programa Cooperar para Exportar. Após estrear internacionalmente durante a Gulfood 2026, em Dubai, a iniciativa participa pela primeira vez de uma agenda na China, com um pavilhão dedicado à agricultura familiar brasileira. O espaço reúne 10 cooperativas de diferentes regiões do país e apresenta ao mercado chinês produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e itens da sociobiodiversidade brasileira.
"Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na SIAL demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, ressaltou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.
A SIAL 2026 ocorre entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai, reunindo mais de 5 mil expositores de mais de 75 países e regiões. A expectativa é receber cerca de 180 mil visitantes profissionais de mais de 110 países, em uma área de exposição de até 200 mil metros quadrados.
Reconhecida como uma das principais feiras globais do setor de alimentos e bebidas, a SIAL Xangai apresenta tendências, inovações e oportunidades de negócios em segmentos como carnes, produtos orgânicos, bebidas e snacks. Desde 2000, o evento se consolidou como plataforma estratégica para acesso ao mercado asiático e expansão das exportações brasileiras.
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Baixar áudioA empresários e representantes de entidades públicas e privadas do agronegócio da China, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, destacou a importância estratégica da relação bilateral entre os países e o trabalho conduzido para ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês.
“Nos últimos anos, intensificamos o diálogo com a Administração-Geral de Aduanas da China, com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e com as demais autoridades chinesas, viabilizando a abertura de novos mercados e o aperfeiçoamento dos protocolos sanitários e fitossanitários que regem o comércio bilateral”, afirmou André de Paula.
A missão teve início no último domingo (17), em Xangai. O Seminário Brasil-China de Agronegócio debate oportunidades de negócios, cooperação comercial e ampliação do intercâmbio agropecuário. Na ocasião, o ministro também ressaltou o caráter prioritário da missão internacional. “Esta é a primeira etapa da minha primeira viagem internacional à frente do Ministério, e a escolha da China não é por acaso. Trata-se do principal parceiro comercial do Brasil. Tivemos a oportunidade de aproximar importadores chineses e empresários brasileiros, fortalecendo o diálogo e criando novas oportunidades de negócios”, disse.
Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, enfatizou os diferenciais da agropecuária brasileira no mercado internacional. “O Brasil reúne atributos fundamentais para atender à demanda global: qualidade, quantidade, sanidade, sustentabilidade, competitividade e estabilidade de fornecimento. Ou seja, é uma parceria que tem tudo para ser uma relação em que ganha o Brasil, ganha a China”, afirmou.
Também presente no seminário, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, destacou o avanço da relação comercial entre Brasil e China nas últimas duas décadas. Segundo ele, "o fluxo bilateral passou de cerca de US$ 8 bilhões, em 2003, para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano". O dirigente também ressaltou o crescimento das exportações brasileiras de proteínas animais para o mercado chinês, que saíram de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhão de toneladas no período.
O embaixador do Brasil na China, Mauro Galvão, ressaltou a preparação das empresas brasileiras participantes e a importância da aproximação entre os setores produtivos dos dois países. “Estão aqui empresas selecionadas pelo Mapa e pela CNA para dialogar com compradores que conhecem o mercado, entendem o consumidor e têm capacidade de ampliar canais de distribuição e posicionamento dos produtos brasileiros”, afirmou.
O diplomata também destacou o contexto do Ano Cultural Brasil-China e defendeu o fortalecimento de parcerias de longo prazo entre empresas brasileiras e chinesas, com foco em estabilidade comercial, promoção conjunta e ampliação do conhecimento mútuo entre os países.
A diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio do Mapa, Ângela Perez, afirmou que o fortalecimento da relação agroalimentar entre os dois países passa pela diversificação da pauta exportadora e pela construção de parcerias de longo prazo. “Este evento foi concebido para aproximar empresas, gerar confiança e abrir novas oportunidades. O Ministério da Agricultura e Pecuária seguirá atuando para fortalecer esse ambiente de cooperação, diálogo e desenvolvimento conjunto”, destacou.
Participaram do seminário empresas brasileiras dos segmentos de produtos apícolas, água de coco, café, açaí, nozes e castanhas, chocolates, geleias e polpas de frutas, evidenciando o potencial de agregação de valor e diversificação da pauta exportadora nacional.
Entre 2023 e 2026, foram abertos 12 novos mercados na China para produtos agropecuários brasileiros, incluindo carne de aves e derivados, DDG de milho (dry distillers grains), farelo de amendoim, farinhas e óleos de origem animal e de pescado, gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas. O avanço reflete o fortalecimento das negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas entre os dois países.
Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a China alcançaram US$ 55,22 bilhões, mantendo o país asiático como principal destino dos produtos do setor. O complexo soja liderou a pauta exportadora, com US$ 34,61 bilhões, o equivalente a mais de 62% do total embarcado. Também se destacaram carnes (US$ 9,82 bilhões), produtos florestais (US$ 5,06 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 1,90 bilhão) e fibras e produtos têxteis (US$ 872 milhões).
No mesmo período, o Brasil importou US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários da China, com destaque para produtos florestais (US$ 501 milhões), fibras e têxteis (US$ 285 milhões), produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 169 milhões), demais produtos de origem vegetal (US$ 161 milhões) e rações para animais (US$ 116 milhões).
Considerando todos os setores da economia, o comércio bilateral entre Brasil e China atingiu US$ 170,9 bilhões em 2025. A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras e por 42,6% do superávit comercial do país. A pauta exportadora brasileira para o mercado chinês segue concentrada em commodities, com destaque para soja, petróleo bruto e minério de ferro.
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Baixar áudioAlém de importante traço cultural, as festas de São João também são grandes impulsionadoras das economias do Nordeste brasileiro. Para garantir infraestrutura e divulgação de eventos de qualidade, o Ministério do Turismo anunciou investimento de mais de R$ 45 milhões nos festejos de 72 cidades na Paraíba.
O valor é o maior já disponibilizado para o estado e foi anunciado pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante visita a João Pessoa (PB) nesta sexta-feira (15). “Eu gosto sempre de dizer que o turismo é uma ferramenta de inclusão social. A gente tá falando de festejos, mas eu vejo a oportunidade das pessoas mudarem a sua vida. Do ambulante que vai vender um pouco mais, da mulher do artesanato paraibano que vai começar a comercializar mais. Então, é muito gratificante poder fazer isso e eu tenho certeza que nós teremos, sem sombra de dúvida, o melhor São João em 2026 aqui no nosso estado”, destacou.
O investimento integra a estratégia do governo federal de consolidar as celebrações juninas como motores de desenvolvimento econômico regional e valorização da cultura nacional. No ano passado, a pasta calcula que foram movimentados cerca de R$ 7,4 bilhões no país com as festividades.
A destinação dos recursos é apenas uma parte dos esforços do ministério em promover o São João do Brasil. Em março deste ano, a pasta e a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) promoveram uma ação inédita na Argentina, com apresentações de grupos nordestinos em Buenos Aires.
A iniciativa no país vizinho envolveu tradicionais atrações de Campina Grande (PB), Maracanaú (CE), Mossoró (RN), Petrolina (PE) e Caruaru (PE). O objetivo foi expor o potencial dos destinos e estimular a vinda de argentinos ao Brasil em junho, período de baixa chegada deste público ao país.
Além do impacto financeiro, as celebrações de São João desempenham uma função na manutenção do patrimônio imaterial brasileiro. Danças, culinária típica e manifestações populares criam identidade regional e fortalecem laços comunitários, garantindo que tradições centenárias atravessem gerações e projetem a imagem do Brasil para o mundo.
Por isso, Feliciano afirma que os investimentos não devem se resumir à Paraíba. “Os nove estados da região Nordeste celebram o São João. Cada um de sua maneira diferente. No Maranhão é o boi, aqui na Paraíba é o Maior São João do Mundo, Pernambuco nós temos Caruaru e no Ceará, o São João do Maracanã. Então, o Ministério do Turismo está presente efetivamente nas principais festas e também estamos trabalhando para que o investimento seja recorde em todos os estados.
De acordo com o ministro, o valor a ser investido foi viabilizado com recursos do orçamento do ministério e destinação de emendas parlamentares. A execução das verbas fica a cargo das prefeituras, mas Feliciano reforça que tudo está sendo acompanhado pela equipe técnica da pasta para evitar desvios e uso indevido do dinheiro.
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Baixar áudioO relator do PL 9.212/2017, que prevê a alteração da legislação eleitoral para instituir o modelo de voto distrital misto no Brasil, o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), afirma que a expectativa é construir até o fim de maio uma agenda para votação do projeto em plenário ainda no primeiro semestre. Para o relator, a proposta busca aproximar eleitores de seus representantes, fortalecer a cobrança sobre os mandatos e corrigir distorções do atual sistema proporcional.
Segundo o parlamentar, o voto distrital misto ampliaria a cobrança sobre os representantes eleitos ao aproximar deputados de suas bases territoriais.
“Onde se adota voto distrital ou distrital misto, o principal foco é accountability, é você poder cobrar do seu representante. Nos Estados Unidos é distrital público, a Alemanha tem distrital misto, você tem a pertença territorial como fator preponderante para que você possa cobrar o seu representante”, ressalta Domingos Neto (PSD-CE).
Domingos Neto (PSD-CE) avalia que há uma “janela de oportunidade” para avançar com a proposta no Congresso Nacional ainda este ano, que está parada desde 2017. Na avaliação dele, o texto estava travado considerando a complexidade da matéria. No entanto, pondera que as alterações na política podem favorecer o avanço da análise.
“O voto distrital misto durante muito tempo não avançou, porque uma reforma de sistema eleitoral é sempre complexa quando quem vota é quem foi eleito pelo sistema, pelo modelo atual. Isso é sempre algo muito difícil, mas a política vem mudando ao longo dos anos e as defecções do nosso sistema acabam sendo aproveitadas por aqueles que aprendem a jogar também esse jogo”, menciona o parlamentar.
O deputado Domingos Neto (PSD-CE) analisa que o atual sistema proporcional enfrenta distorções que vêm se agravando nos últimos anos. Como exemplo, o parlamentar cita o crescimento de candidaturas impulsionadas pela popularidade nas redes sociais e o aumento de denúncias envolvendo o crime organizado na política.
“Temos visto, ao longo do tempo, a entrada na política, por exemplo, de influencers, youtubers, cantores, sem nenhum demérito à classe, mas muitas vezes muito mais em função do número de seguidores do que das propostas que têm para o nosso país”, afirma.
Segundo ele, o modelo atual também facilita a atuação de grupos criminosos, já que candidatos conseguem se eleger com votos pulverizados em diferentes regiões. “Isso estimula e vem criando um movimento de que a política possa perceber que o voto distrital misto tem a oportunidade de corrigir esses equívocos”, elucida o relator.
Caso seja aprovado, o PL do Voto Distrital Misto deve entrar em vigor a partir das eleições de 2030.
A proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e é defendida por entidades do setor produtivo e do associativismo, como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A entidade sustenta que o modelo pode renovar a política brasileira, fortalecer a representatividade e aproximar eleitores de seus representantes.
A instituição avalia, ainda, que o novo modelo amplia a diversidade na composição do Parlamento e contribui para uma representatividade mais eficaz e responsável. Para a CACB, o voto distrital misto também pode ajudar a reduzir custos de campanha.
O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, avalia que o voto distrital pode tornar a representação política mais equilibrada entre as regiões do país.
“O voto distrital tem algumas vantagens. Aproxima o eleitor do seu representante e os distritos todos vão ter algum representante. O problema do voto proporcional é que faz com que muitas regiões do país fiquem sem representantes e algumas regiões com muitos representantes. Além disso, no voto proporcional, você acaba elegendo inúmeros deputados que não têm perfil nenhum”, aponta Alfredo Cotait Neto.
Domingos Neto (PSD-CE) salienta que o modelo fortalece parlamentares com atuação local.
“O que vai valorizar é o parlamentar que está no chão da fábrica, é o que anda, que está lá na calçada, que vai de casa em casa, que vai estar mais próximo, portanto, sendo mais cobrado. Para o parlamentar será sem dúvida um mandato mais cobrado, mas é isso que a gente quer”, diz.
Na avaliação do parlamentar, a adoção do voto distrital misto pode contribuir para reduzir a fragmentação partidária e dar mais estabilidade ao Congresso Nacional. Segundo ele, a adoção do novo sistema ajudaria o país a avançar em debates estruturais, como reformas administrativa, tributária, energética e do mercado de trabalho.
“O Brasil é uma potência, mas hoje é como se fosse um carro de Fórmula 1 amarrado por correntes. Só vamos conseguir fazer o país deslanchar com um Congresso menos fragmentado”, declara Domingos Neto (PSD-CE).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto distrital misto divide a circunscrição eleitoral de um estado ou município em um número de distritos equivalente às vagas em disputa. Cada distrito tem seus próprios candidatos – os quais concorrem para representá-lo no Legislativo.
O TSE explica que os distritos podem ser divididos para representar tanto um número de eleitores quanto um determinado território. Dessa forma, os partidos políticos poderiam indicar uma pessoa para concorrer em cada um deles.
“Caso no estado ‘A’ esteja ocorrendo à eleição para a Câmara dos Deputados e estejam em disputa dez vagas para deputados federais, ele seria dividido (apenas para efeito de cálculos) em dez distritos. Os candidatos deveriam se candidatar por distrito e somente poderiam receber votos dos eleitores do distrito pelo qual são candidatos. Assim, cada distrito elegeria um deputado federal pelo estado ‘A’ até atingir o número de dez deputados federais aos quais o estado tem direito”, exemplifica o TSE.
Já no sistema proporcional, é calculado o quociente eleitoral, ou seja, o número de votos válidos apurados dividido pelo número de vagas no parlamento. O resultado representa a quantidade mínima de votos que partidos ou coligações precisam alcançar para conquistar uma cadeira no Legislativo.
Conforme a CACB, o sistema proporcional contribui para uma crise de representação, No cenário, a entidade avalia que, em muitos casos, o candidato eleito não possui vínculo direto com o eleitorado que o elegeu, dificultando a fiscalização e a cobrança por parte dos cidadãos.
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Baixar áudioA partir desta segunda-feira (18), Brasília (DF) recebe a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios – considerada o maior evento municipalista da América Latina. Organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), a expectativa é que o evento reúna mais de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários na capital federal. O foco desta edição é o fortalecimento do diálogo entre União, estados e municípios. As atividades vão até 21 de maio.
O encontro é realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com palestras no palco principal e nas áreas técnicas. Ao longo de quatro dias, os participantes poderão acessar debates sobre a distribuição dos royalties do petróleo, reforma tributária, educação, emergência climática, consórcios públicos e saneamento.
A programação também inclui uma sabatina dos principais pré-candidatos à Presidência da República feita pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. A CNM avalia que o momento é crucial para o diálogo federativo.
Durante o evento, os participantes também poderão conferir novidades para os municípios no Espaço do Patrocinador. Os gestores podem, ainda, receber atendimento técnico personalizado apresentando a realidade municipal nas mais diversas áreas da administração.
A programação é separada em dois andares do CICB. No piso 3, chamado de piso político, é possível acessar a programação do palco principal, bem como o atendimento técnico exclusivo em diferentes áreas da administração.
Já no piso 1, chamado de piso técnico, os participantes podem acessar as arenas técnicas, debater diversos assuntos da administração local, com a participação de profissionais. Também compõe a programação a apresentação de boas práticas municipais.
Entre os painéis previstos estão a execução dos programas federais nos municípios, como custos, controle externo e entraves do PAC, bem como segurança pública e redução do risco de desastres nos municípios.
Também serão discutidos temas como a nova Lei de Licitações e Lei Geral de Proteção de Dados, captação de recursos e emendas parlamentares para ações municipais e boas práticas para o aprimoramento da gestão municipal.
A programação completa pode ser acessada em www.marcha.cnm.org.br.
O credenciamento estará disponível no local do evento a partir das 10 horas desta segunda (18). É necessário apresentar o documento de identidade e a confirmação da inscrição.
O credenciamento prévio também pode ser feito nos totens disponibilizados no aeroporto e nos hotéis credenciados ao evento. Com isso, o gestor confirma a presença e já consegue retirar o crachá.
Os inscritos têm direito a certificado de participação. No entanto, devem participar de pelo menos 70% de toda a programação. O certificado será disponibilizado em até três dias após o término do evento.
A CNM orienta que os gestores não esqueçam de marcar presença no evento com as recepcionistas. O bipe deve ser feito tanto na entrada quanto na saída do local.
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Baixar áudioO Brasil teve participação recorde de empresas expositoras na SIAL 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia. Realizada em Xangai, o evento contou com estandes de 82 companhias brasileiras.
A excursão foi organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem expectativa de movimentar mais de US$ 3 bilhões em negócios imediatos e prospectados. Nesta segunda-feira (18), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, esteve no pavilhão da ApexBrasil e destacou o esforço conjunto entre governo, setor produtivo, cooperativas e empreendedores para ampliar a presença brasileira no mercado internacional.
“Este é um espaço estratégico para ampliar relações comerciais, fortalecer a imagem do Brasil e abrir novas oportunidades de negócios. Não tenho dúvida de que é esse trabalho coletivo, com cada um cumprindo seu papel com competência, que faz o país alcançar participações cada vez mais relevantes no mercado global”, afirmou André de Paula.
A participação brasileira na feira é vista como estratégica para a ampliação das exportações agropecuárias, diversificação da pauta exportadora e fortalecimento da presença de produtos brasileiros de maior valor agregado no mercado chinês, principal destino das exportações do agro nacional.
Ao visitar os estandes brasileiros, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, ressaltou o crescimento e a diversificação da presença empresarial brasileira na feira. “Fico satisfeito em ver uma representação empresarial brasileira maior e mais diversa do que em edições anteriores. É fundamental avançarmos na diversificação de produtos e no posicionamento do Brasil no mercado chinês com uma marca cada vez mais consolidada”, destacou.
O embaixador também enfatizou o aprofundamento da relação econômica bilateral. Segundo ele, em 2025 o Brasil foi o principal destino de investimentos diretos chineses no mundo, além de a China permanecer como o maior mercado para as exportações brasileiras. Para Galvão, esse cenário reflete a confiança chinesa no Brasil como fornecedor estratégico de alimentos.
A delegação brasileira reúne empresas dos segmentos de alimentos processados, cafés especiais, frutas amazônicas, bebidas, proteínas animal e vegetal, mel, castanhas e produtos da sociobiodiversidade, evidenciando o avanço da diversificação da pauta exportadora brasileira e o potencial de agregação de valor do agro nacional. Os pavilhões promovem degustações, rodadas de negócios, encontros com compradores internacionais e fóruns empresariais ao longo da programação.
A ApexBrasil coordena diretamente os pavilhões, World Food e Proteínas, além das ações realizadas em parceria com entidades setoriais, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto AgroBR.
Durante visita ao estande da ABIEC, o ministro André de Paula destacou a relevância estratégica da cadeia de proteínas animais para o agronegócio brasileiro. “É impossível visitar este pavilhão e não sentir orgulho do que o Brasil apresenta. Isso reflete a importância da cadeia de proteína animal para o agronegócio brasileiro e o protagonismo que o setor exerce no cenário internacional”, afirmou.
Outro destaque da missão é a internacionalização do programa Cooperar para Exportar. Após estrear internacionalmente durante a Gulfood 2026, em Dubai, a iniciativa participa pela primeira vez de uma agenda na China, com um pavilhão dedicado à agricultura familiar brasileira. O espaço reúne 10 cooperativas de diferentes regiões do país e apresenta ao mercado chinês produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e itens da sociobiodiversidade brasileira.
"Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na SIAL demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, ressaltou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.
A SIAL 2026 ocorre entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai, reunindo mais de 5 mil expositores de mais de 75 países e regiões. A expectativa é receber cerca de 180 mil visitantes profissionais de mais de 110 países, em uma área de exposição de até 200 mil metros quadrados.
Reconhecida como uma das principais feiras globais do setor de alimentos e bebidas, a SIAL Xangai apresenta tendências, inovações e oportunidades de negócios em segmentos como carnes, produtos orgânicos, bebidas e snacks. Desde 2000, o evento se consolidou como plataforma estratégica para acesso ao mercado asiático e expansão das exportações brasileiras.
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“Nos últimos anos, intensificamos o diálogo com a Administração-Geral de Aduanas da China, com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e com as demais autoridades chinesas, viabilizando a abertura de novos mercados e o aperfeiçoamento dos protocolos sanitários e fitossanitários que regem o comércio bilateral”, afirmou André de Paula.
A missão teve início no último domingo (17), em Xangai. O Seminário Brasil-China de Agronegócio debate oportunidades de negócios, cooperação comercial e ampliação do intercâmbio agropecuário. Na ocasião, o ministro também ressaltou o caráter prioritário da missão internacional. “Esta é a primeira etapa da minha primeira viagem internacional à frente do Ministério, e a escolha da China não é por acaso. Trata-se do principal parceiro comercial do Brasil. Tivemos a oportunidade de aproximar importadores chineses e empresários brasileiros, fortalecendo o diálogo e criando novas oportunidades de negócios”, disse.
Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, enfatizou os diferenciais da agropecuária brasileira no mercado internacional. “O Brasil reúne atributos fundamentais para atender à demanda global: qualidade, quantidade, sanidade, sustentabilidade, competitividade e estabilidade de fornecimento. Ou seja, é uma parceria que tem tudo para ser uma relação em que ganha o Brasil, ganha a China”, afirmou.
Também presente no seminário, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, destacou o avanço da relação comercial entre Brasil e China nas últimas duas décadas. Segundo ele, "o fluxo bilateral passou de cerca de US$ 8 bilhões, em 2003, para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano". O dirigente também ressaltou o crescimento das exportações brasileiras de proteínas animais para o mercado chinês, que saíram de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhão de toneladas no período.
O embaixador do Brasil na China, Mauro Galvão, ressaltou a preparação das empresas brasileiras participantes e a importância da aproximação entre os setores produtivos dos dois países. “Estão aqui empresas selecionadas pelo Mapa e pela CNA para dialogar com compradores que conhecem o mercado, entendem o consumidor e têm capacidade de ampliar canais de distribuição e posicionamento dos produtos brasileiros”, afirmou.
O diplomata também destacou o contexto do Ano Cultural Brasil-China e defendeu o fortalecimento de parcerias de longo prazo entre empresas brasileiras e chinesas, com foco em estabilidade comercial, promoção conjunta e ampliação do conhecimento mútuo entre os países.
A diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio do Mapa, Ângela Perez, afirmou que o fortalecimento da relação agroalimentar entre os dois países passa pela diversificação da pauta exportadora e pela construção de parcerias de longo prazo. “Este evento foi concebido para aproximar empresas, gerar confiança e abrir novas oportunidades. O Ministério da Agricultura e Pecuária seguirá atuando para fortalecer esse ambiente de cooperação, diálogo e desenvolvimento conjunto”, destacou.
Participaram do seminário empresas brasileiras dos segmentos de produtos apícolas, água de coco, café, açaí, nozes e castanhas, chocolates, geleias e polpas de frutas, evidenciando o potencial de agregação de valor e diversificação da pauta exportadora nacional.
Entre 2023 e 2026, foram abertos 12 novos mercados na China para produtos agropecuários brasileiros, incluindo carne de aves e derivados, DDG de milho (dry distillers grains), farelo de amendoim, farinhas e óleos de origem animal e de pescado, gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas. O avanço reflete o fortalecimento das negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas entre os dois países.
Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a China alcançaram US$ 55,22 bilhões, mantendo o país asiático como principal destino dos produtos do setor. O complexo soja liderou a pauta exportadora, com US$ 34,61 bilhões, o equivalente a mais de 62% do total embarcado. Também se destacaram carnes (US$ 9,82 bilhões), produtos florestais (US$ 5,06 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 1,90 bilhão) e fibras e produtos têxteis (US$ 872 milhões).
No mesmo período, o Brasil importou US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários da China, com destaque para produtos florestais (US$ 501 milhões), fibras e têxteis (US$ 285 milhões), produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 169 milhões), demais produtos de origem vegetal (US$ 161 milhões) e rações para animais (US$ 116 milhões).
Considerando todos os setores da economia, o comércio bilateral entre Brasil e China atingiu US$ 170,9 bilhões em 2025. A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras e por 42,6% do superávit comercial do país. A pauta exportadora brasileira para o mercado chinês segue concentrada em commodities, com destaque para soja, petróleo bruto e minério de ferro.
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Baixar áudioA Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) iniciou nesta quinta-feira (14) uma missão oficial à China com agendas previstas em Chongqing, Shenzhen, Xangai e Pequim até o próximo dia 22.
O principal compromisso da delegação será a participação brasileira na SIAL China 2026, feira do setor de alimentos e bebidas da Ásia, onde o Brasil terá presença recorde de empresas expositoras.
A missão é liderada pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, e tem como foco a ampliação do comércio, a atração de investimentos e a aproximação institucional entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro.
Na edição deste ano da SIAL China, o Brasil contará com 82 empresas distribuídas em cinco pavilhões organizados pela ApexBrasil e entidades parceiras. O número supera as 54 empresas participantes da edição anterior. A expectativa é movimentar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.
A ApexBrasil coordena diretamente os pavilhões World Food e Proteínas. Também participam da organização, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto AgroBR.
A missão também marca a chegada do programa Cooperar para Exportar ao mercado chinês. Depois da estreia internacional durante a Gulfood 2026, em Dubai, esta será a primeira participação da iniciativa na China. O programa terá um pavilhão voltado à agricultura familiar brasileira, reunindo 10 cooperativas de diferentes regiões do país.
Entre os produtos apresentados ao mercado chinês estão cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos da sociobiodiversidade brasileira.
“A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na SIAL demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, destaca Laudemir Muller.
“Ano passado, nós fechamos com 170 bilhões de dólares. Na carne, há pouco mais de 10 anos, a gente era menos de 100 mil toneladas. E, ano passado, nós fomos em torno de 1,7 milhão de toneladas. Os números mostram e revelam o quanto essa relação econômica importante com a China cresceu e o quanto nós temos de parceria estratégica”, enfatiza o presidente.
A agenda institucional inclui ainda a participação de Muller no roadshow “The Beef and Road”, promovido pela ABIEC em Chongqing. A iniciativa busca ampliar a presença da carne bovina brasileira em regiões do interior da China por meio de encontros com compradores, distribuidores e parceiros locais, além de rodadas de negócios entre empresas brasileiras e chinesas.
Durante a viagem, a ApexBrasil também deverá firmar Memorandos de Entendimento (MoUs) com instituições chinesas em Pequim. Os acordos envolvem entidades ligadas à promoção de investimentos, finanças verdes e agricultura sustentável.
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Em Shenzhen, a delegação visitará uma flagship store da Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China. A unidade é tematizada com referências ao Brasil e faz parte da cooperação entre a empresa e a ApexBrasil para promover o café brasileiro no país asiático. A programação inclui ainda reunião com Zhao Yefei, gerente da Luckin Coffee Shenzhen.
Além da participação na SIAL China, a missão prevê fóruns empresariais, encontros com investidores chineses, visitas técnicas e reuniões com empresas dos setores de logística, alimentos, cafés especiais e comércio eletrônico. A programação também inclui agendas relacionadas à segurança alimentar e investimentos sustentáveis.
Criado pela ABIEC em parceria com a ApexBrasil, o projeto “The Beef and Road: Bridging the Brazil-China Beef Routes” tem como objetivo ampliar a comercialização da carne bovina brasileira na China, especialmente em mercados fora do eixo tradicional formado por Pequim e Xangai.
A estratégia inclui seminários, rodadas de negócios, encontros institucionais e ações de aproximação com distribuidores, varejistas, importadores e autoridades chinesas. A proposta também busca consolidar a percepção da carne bovina brasileira como um produto de qualidade e ampliar sua presença nos canais de distribuição asiáticos.
A iniciativa faz parte do programa Brazilian Beef e já realizou ações em cidades como Nanjing e Hangzhou.
Recentemente, a ApexBrasil lançou o estudo Perfil de Comércio e Investimentos China, levantamento que mapeia as relações econômicas entre os dois países e identifica 385 oportunidades para exportações brasileiras.
O estudo aponta possibilidades de diversificação da pauta exportadora em setores de maior valor agregado e apresenta análises sobre comércio, investimentos e acesso ao mercado chinês.
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Baixar áudioA Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu nesta segunda-feira (18) mais de R$ 441 milhões a estados e municípios produtores minerais. O valor corresponde à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os royalties da mineração, referentes à arrecadação de abril e repassados em maio.
Da quantia total, mais de R$ 88 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios receberam mais de R$ 353 milhões. Entre os estados, Minas Gerais liderou os repasses, com mais de R$ 37 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 34 milhões.
Os recursos da CFEM devem obedecer a regras específicas de aplicação, com exigências legais de transparência e controle.
A legislação determina que a CFEM não pode ser usada para pagar dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou seus órgãos. Também é vedado o uso dos recursos para despesas permanentes com pessoal.
Há uma exceção prevista para gastos com educação. Nesse caso, os recursos podem ser utilizados para remuneração de profissionais da educação básica da rede pública, especialmente em regime de tempo integral.
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Pelo menos 20% dos valores devem ser aplicados preferencialmente em ações como diversificação da economia, mineração sustentável e investimentos em pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico.
Estados, Distrito Federal e municípios que recebem a CFEM são obrigados a divulgar anualmente a aplicação dos recursos, conforme estabelece a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).
As informações sobre a distribuição podem ser acessadas no site da ANM, na seção dedicada à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Os registros de repasse também podem ser consultados no Banco do Brasil, responsável pela operacionalização dos pagamentos aos entes federativos.
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Baixar áudioA partir desta segunda-feira (18), Brasília (DF) recebe a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios – considerada o maior evento municipalista da América Latina. Organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), a expectativa é que o evento reúna mais de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários na capital federal. O foco desta edição é o fortalecimento do diálogo entre União, estados e municípios. As atividades vão até 21 de maio.
O encontro é realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com palestras no palco principal e nas áreas técnicas. Ao longo de quatro dias, os participantes poderão acessar debates sobre a distribuição dos royalties do petróleo, reforma tributária, educação, emergência climática, consórcios públicos e saneamento.
A programação também inclui uma sabatina dos principais pré-candidatos à Presidência da República feita pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. A CNM avalia que o momento é crucial para o diálogo federativo.
Durante o evento, os participantes também poderão conferir novidades para os municípios no Espaço do Patrocinador. Os gestores podem, ainda, receber atendimento técnico personalizado apresentando a realidade municipal nas mais diversas áreas da administração.
A programação é separada em dois andares do CICB. No piso 3, chamado de piso político, é possível acessar a programação do palco principal, bem como o atendimento técnico exclusivo em diferentes áreas da administração.
Já no piso 1, chamado de piso técnico, os participantes podem acessar as arenas técnicas, debater diversos assuntos da administração local, com a participação de profissionais. Também compõe a programação a apresentação de boas práticas municipais.
Entre os painéis previstos estão a execução dos programas federais nos municípios, como custos, controle externo e entraves do PAC, bem como segurança pública e redução do risco de desastres nos municípios.
Também serão discutidos temas como a nova Lei de Licitações e Lei Geral de Proteção de Dados, captação de recursos e emendas parlamentares para ações municipais e boas práticas para o aprimoramento da gestão municipal.
A programação completa pode ser acessada em www.marcha.cnm.org.br.
O credenciamento estará disponível no local do evento a partir das 10 horas desta segunda (18). É necessário apresentar o documento de identidade e a confirmação da inscrição.
O credenciamento prévio também pode ser feito nos totens disponibilizados no aeroporto e nos hotéis credenciados ao evento. Com isso, o gestor confirma a presença e já consegue retirar o crachá.
Os inscritos têm direito a certificado de participação. No entanto, devem participar de pelo menos 70% de toda a programação. O certificado será disponibilizado em até três dias após o término do evento.
A CNM orienta que os gestores não esqueçam de marcar presença no evento com as recepcionistas. O bipe deve ser feito tanto na entrada quanto na saída do local.
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Baixar áudioCerca de 20% dos municípios brasileiros ainda não possuem agência reguladora de saneamento, um dos entraves apontados por especialistas para o atraso na universalização dos serviços de água e esgoto no país. A avaliação foi feita durante o VII Fórum Novo Saneamento, encerrado no último dia 13 de maio, em São Paulo, onde representantes do setor consideraram improvável o cumprimento da meta prevista para 2033 pela Lei 14.026/2020.
O encontro reuniu presidentes de companhias estaduais, executivos de operadoras privadas, advogados e especialistas em financiamento e regulação. Apesar do avanço registrado nos últimos anos, os participantes avaliaram que o prazo restante de sete anos não será suficiente para universalizar os serviços.
O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece como principal objetivo ampliar o acesso aos serviços básicos de saneamento no país até 2033. A meta prevê que 99% da população brasileira seja atendida com abastecimento de água potável e que 90% tenha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.
“Estimam que entre R$ 600 e até R$ 900 bilhões são necessários para a gente encontrar essa meta em 2033. Isso daria uma taxa que, hoje, seria quase duas vezes a taxa de investimento em valores do que é feito normalmente. Então, seria mais que dobrar os investimentos que, hoje, são feitos anualmente para encontrar essa meta. Mas, não encontrar essa meta em 2033, de maneira nenhuma significa um fracasso ou algo que a gente possa desabonar os avanços que foram feitos no setor”, afirmou Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria.
Segundo Lebelein, a ausência de estruturas regulatórias em parte dos municípios ainda dificulta o avanço da cobertura. "Há também a questão dos sistemas autônomos, a maior parte deles municipais, que não foram contemplados pelas exigências do marco legal”, disse.
O consultor mediou um painel com representantes de operadoras privadas para discutir questões que vêm impactando as concessionárias em diferentes estados, entre elas o reequilíbrio financeiro dos contratos, a pressão tarifária e os efeitos da reforma tributária sobre as contas de água.
As concessionárias privadas relataram que a demora nos processos de reequilíbrio contratual tem afetado os cronogramas de investimento. Segundo representantes do setor, muitas empresas assumem concessões e encontram condições diferentes das previstas originalmente, com necessidade maior de obras, redução de perdas e ampliação da infraestrutura.
“Na maioria das vezes, os agentes regulatórios não estão preparados para lidar com esse assunto”, afirmou Edgar Perlotti, gerente de regulação da Iguá Saneamento.
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A diretora regulatória e de compliance do grupo BRK, Juliana Rayel Chequi, considerou que é difícil manter investimentos em um contrato desequilibrado. “Superar esse descompasso é essencial para colocar as metas estabelecidas nos trilhos novamente”, avaliou
Para Cíntia Araújo, gerente executiva da área de regulação da Aegea, parte do problema começa ainda na modelagem dos projetos. “Isso acaba paralisando investimentos importantes”, concluiu.
A 18ª edição do Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, indica que 28 municípios do país já alcançaram a universalização do abastecimento de água. Entre eles, 11 registram cobertura total de 100%, com predominância de cidades do estado de São Paulo. Os outros 17 municípios apresentam índices iguais ou superiores a 99%, distribuídos entre as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
O estudo tem como base os 100 municípios mais populosos do Brasil e utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), com ano de referência de 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.
Apesar dos avanços registrados, o levantamento aponta que as regiões Norte e Nordeste ainda enfrentam as maiores dificuldades para alcançar a universalização completa e equilibrada do abastecimento de água.
Entre os casos destacados, Recife (PE) aparece com 78,93% de cobertura de abastecimento. Já Porto Velho (RO) ocupa a última posição entre os 100 municípios analisados, com 30,74% de atendimento.
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Baixar áudioEm estudo técnico, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que a redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios. O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que tramitam no Congresso Nacional.
A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Conforme a CNM, a medida, além do impacto estimado de R$ 48,4 bilhões nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais. As contratações seriam destinadas a manter o atual nível de prestação de serviços públicos.
Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cuidado e merecem discussão aprofundada. "É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população”, disse.
A confederação lembra, em nota, que o texto da PEC deve entrar em vigor um ano após a promulgação. E avalia que o impacto deve ser ainda maior, considerando que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios.
Já em relação aos reflexos financeiros em torno da promulgação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada semanal de 40 horas, a entidade analisa que as consequências são mais limitadas em relação ao texto da PEC. No entanto, o impacto aos cofres municipais seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores.
“A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas”, diz um trecho do estudo da CNM.
Além de detalhar os possíveis reflexos financeiros da redução da jornada de trabalho no Brasil, o levantamento aponta que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Pelo estudo, para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos.
A conclusão é de que os serviços mais básicos para a população deverão precisar de um maior volume de reposição do quadro de funcionários.
Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem.
A confederação destaca que para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para manter a mesma estrutura vigente antes da PEC. Outra atitude seria buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho ou a informatização de parte dos serviços públicos.
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Baixar áudioA Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3278/21 que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano. O texto também autoriza o uso de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) para subsidiar tarifas do transporte público. A matéria segue agora para sanção presidencial.
A proposta prevê a gratuidade no transporte coletivo para grupos específicos, como idosos e estudantes. Para garantir o benefício sem impacto no valor das passagens pagas pelos demais usuários, União, estados, Distrito Federal e municípios terão prazo de até cinco anos para adequar suas legislações e prever fontes de custeio.
Os recursos deverão vir de subsídios e só poderão ser aplicados após previsão no orçamento público do ente responsável pela concessão do serviço.
A Cide-Combustíveis é uma contribuição incidente sobre atividades de importação e comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível.
Pelo texto aprovado, a União poderá disponibilizar os recursos arrecadados com a contribuição para subsidiar tarifas do transporte coletivo urbano, auxiliando municípios na manutenção de passagens com preços mais acessíveis para a população.
Entre as diretrizes previstas no projeto estão:
O projeto também estabelece isenção de pedágio para ônibus do transporte público coletivo urbano em rodovias administradas por qualquer ente federativo, incluindo serviços intermunicipais, interestaduais e internacionais.
No caso do financiamento da infraestrutura do transporte público coletivo, a União poderá se utilizar de:
Para concessão de benefícios fiscais ou tributários pela União, o beneficiário deverá cumprir critérios ambientais, sociais e de governança (ESG), conforme regulamentação futura.
O marco legal determina que a exploração do serviço de transporte público coletivo deverá ocorrer obrigatoriamente por meio de licitação. No entanto, o ente federativo responsável poderá contratar serviços complementares de transporte sob demanda, conforme regulamentação local.
O texto ainda proíbe formas consideradas precárias de delegação do serviço, como contratos de programa, convênios, termos de parceria ou autorizações para empresas não estatais.
Outro ponto previsto no PL 3278/21 é o fim da relação direta entre a tarifa paga pelo usuário e a remuneração das empresas operadoras. Caso as receitas alternativas previstas em contrato superem o valor necessário para remunerar o operador, o excedente deverá ser revertido em melhorias no serviço.
Os contratos também poderão prever metas de redução de custos operacionais com base em ganhos de produtividade. Mas o retorno financeiro adicional das empresas ficará condicionado à manutenção dos padrões de qualidade e desempenho estabelecidos.
Em relação ao transporte clandestino de passageiros, o projeto autoriza o poder público a aplicar multas e apreender veículos utilizados irregularmente.
As multas poderão chegar a R$ 15 mil. O recolhimento dos veículos deverá seguir as normas do Código de Trânsito Brasileiro, e a perda poderá ocorrer em casos de reincidência no período de um ano.
Outros detalhes sobre o marco legal do transporte público coletivo urbano, que segue agora para sanção presidencial, estão disponíveis no site da Agência Câmara de Notícias.
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Baixar áudioEm estudo técnico, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que a redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios. O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que tramitam no Congresso Nacional.
A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Conforme a CNM, a medida, além do impacto estimado de R$ 48,4 bilhões nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais. As contratações seriam destinadas a manter o atual nível de prestação de serviços públicos.
Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cuidado e merecem discussão aprofundada. "É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população”, disse.
A confederação lembra, em nota, que o texto da PEC deve entrar em vigor um ano após a promulgação. E avalia que o impacto deve ser ainda maior, considerando que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios.
Já em relação aos reflexos financeiros em torno da promulgação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada semanal de 40 horas, a entidade analisa que as consequências são mais limitadas em relação ao texto da PEC. No entanto, o impacto aos cofres municipais seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores.
“A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas”, diz um trecho do estudo da CNM.
Além de detalhar os possíveis reflexos financeiros da redução da jornada de trabalho no Brasil, o levantamento aponta que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Pelo estudo, para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos.
A conclusão é de que os serviços mais básicos para a população deverão precisar de um maior volume de reposição do quadro de funcionários.
Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem.
A confederação destaca que para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para manter a mesma estrutura vigente antes da PEC. Outra atitude seria buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho ou a informatização de parte dos serviços públicos.
Copiar o textoCom a detonação que marcou a abertura do Portal Sul, no dia 26 de março de 2026, a Appian Capital Advisory Limited, através de sua controlada Atlantic Nickel, deu início ao Projeto Underground, que prevê a lavra subterrânea na mina Santa Rita, em Itajibá, na Bahia, que produz níquel sulfetado e que atualmente opera a céu aberto. O projeto, que demandará investimentos de R$ 3,3 bilhões, permitirá que a vida útil da mina Santa Rita seja estendida por pelo menos mais 34 anos. Esta será a única mina subterrânea de níquel sulfetado na América Latina.
Para Ignacio Bustamante, Head de Metais Básicos da Appian Capital, o início dos trabalhos preliminares para a futura transição da mina Santa Rita para a lavra subterrânea simboliza oficialmente o começo de uma nova fase abaixo da superfície, representando progresso, união e nossa visão compartilhada para o desenvolvimento da região.
“O anúncio de hoje não é apenas mais um marco para o Projeto Santa Rita. Representa um importante avanço para o desenvolvimento sustentável e o crescimento. Estamos entusiasmados em anunciar um potencial investimento acima de R$ 3,3 bilhões, que demonstra nosso compromisso duradouro com o Brasil e com a região da Bahia. Essa expansão prolongará a vida útil da mina por mais de duas décadas, trazendo estabilidade, novas oportunidades e prosperidade duradoura para as comunidades locais e toda a região.
Ele acrescenta que as operações na Atlantic Nickel são focadas na produção de minerais críticos (níquel, cobre, cobalto, platina, paládio e ouro), que são fundamentais para a transição global de energia limpa, veículos elétricos e tecnologias avançadas. “Processando mais de 6 milhões de toneladas ao ano e com a meta de quase 30 mil toneladas de níquel em concentrado, estamos fortalecendo a liderança do Brasil no mercado internacional de minerais críticos”.
Para Bustamante, a sustentabilidade está no centro de tudo o que a empresa faz. “Utilizando técnicas avançadas de sublevel caving, maximizamos o aproveitamento dos recursos com impacto ambiental mínimo, estabelecendo referências para práticas mineradoras responsáveis e de estado ambiental. Nossos compromissos ESG contínuos promovem mudanças positivas, apoiando infraestrutura local, educação, saúde e iniciativas sociais que enriquecem vidas em toda a Bahia e além. A transformação da Mina Santa Rita desde 2018 é um exemplo de investimento visionário e reformas responsáveis. Com uma capacidade robusta de concentração e um portfólio de minerais críticos, nosso trabalho apoia o emprego local, fortalece cadeias de suprimentos e gera valor econômico significativo para o Brasil.
Para o Country Manager da Appian Capital Brazil, Milson Mundin, "a abertura do Portal Sul marca o alcance de uma importante etapa para a Atlantic Nickel e reforça nossa forte convicção no potencial de longo prazo desse ativo. A transição para a mineração subterrânea prolongará significativamente a vida útil da mina, permitindo uma recuperação mais eficiente de recursos e reduzindo nossa pegada ambiental superficial. Essa próxima fase posiciona a Atlantic Nickel como uma operação de níquel de alta qualidade e longa duração, apoiando a crescente demanda global por minerais críticos produzidos de forma responsável’.
Segundo a empresa, para lavra do depósito subterrâneo, de teor mais elevado, será utilizado o método de produção sublevel caving, que tem sua eficiência comprovada em grandes minas da Suécia, África do Sul e Austrália. “O método foi selecionado para aumentar a recuperação de recursos, mantendo a capacidade de produção com impacto superficial mínimo. A tecnologia apoia a exploração em profundidades significativas ao empregar um sistema controlado de quebra e manuseio de rochas, garantindo alta produtividade e segurança operacional. O método também é idealmente adaptado às condições geológicas do depósito, otimizando eficiência e segurança durante todo o processo de extração. Espera-se que o método sublevel caving reduza os impactos ambientais em comparação à mineração a céu aberto, limitando poeira, ruído e distúrbios na superfície, mantendo o desempenho da produção”.
A mina a céu aberto, cuja operação foi retomada pela Atlantic Nickel em 2019, tem operado com capacidade de processamento de cerca de 6,6 milhões de toneladas de minério por ano. Desde 2020, a empresa exportou mais de 632.000 toneladas de concentrado de níquel gerado a partir do minério extraído na mina para Canadá, China e Finlândia, em mais de 50 embarques. Atualmente, a escala de produção da mina é da ordem de 15 mil t/ano de níquel em concentrado. Além de níquel, são obtidos como subprodutos cobre, cobalto, ouro, platina e paládio.
Leia a matéria completa na edição 456 da Brasil Mineral
Copiar o textoQue indicadores usar para medir o desenvolvimento local? Este será o tema central do mini-curso “Indicadores e Métricas para o Desenvolvimento Local”, a ser ministrado pela professora Maria Amélia Enriquez, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do conselho Consultivo de Brasil Mineral, na manhã do dia 16 de junho próximo, a partir das 9 horas, no auditório da Fiemg, em Belo Horizonte, como parte da programação do 11º. Mineração &/X Comunidades, promovido por Brasil Mineral.
De acordo cm a professora, que é autora do livro “Mineração: Maldição ou Dádiva?”, “durante a fase de instalação e de operação, os municípios mineradores recebem o bônus do crescimento econômico, que tem resultado na geração de emprego e aumento de renda. Porém, nem sempre o crescimento se traduz em desenvolvimento, uma vez que a atividade mineral não está isenta do ônus da maldição dos recursos que acomete a quase todas as economias de base mineira, tanto nas regiões ricas como nas pobres, em maior ou em menor grau”.
Ela acrescenta que a efetiva implantação de uma agenda ESG, bem como as demandas dos órgãos reguladores e da sociedade local, requer o compromisso corporativo com o desenvolvimento do município que abriga a atividade de mineração. “Para municípios de base mineral, a necessidade de pensar estrategicamente o município é mais urgente ainda, considerando que os bens minerais são finitos e estão sujeitos a grandes oscilações de preços, o que deixa, particularmente o município, em situação de vulnerabilidade”. Daí a importância de se conhecer os indicadores e as métricas para otimizar as estratégias de desenvolvimento local, bem como evitar ações isoladas e desarticuladas, garantindo coerência entre políticas, programas e projetos. Isso contribui para a melhor alocação de recursos, que são sempre limitados. “Além disso, conhecer a realidade local com base na evidência dos indicadores permite identificar prioridades, permitindo que se possa investir de forma mais racional e eficiente, reduzindo desperdícios e aumentando a efetividade das ações”, afirma.
Entre os tópicos a serem abordados no mini-curso, destacam-se: Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – o IDSC, suas potencialidades e fragilidades; o IGM do Conselho Federal de Admiração; o Barômetro da Sustentabilidade; os Indicadores de Emprego e Renda (CAGED), de Finanças Públicas (SICONFI) e de Uso da CFEM (TCM). Também serão abordados os indicadores sociais e ambientais como O Atlas da Violência, Indicadores de Pobreza – Observatório da CadÚnico, indicadores ambientais do Mapbiomas e o sistema de emissões de GEE do SEEG. Para informações e inscrições sobre o curso, clique aqui.
Copiar o textoA Usiminas prevê investir R$ 971 milhões na unidade de Ipatinga, localizada no Vale do Aço, em 2026, para avançar quatro projetos a serem concluídos até 2029: reparo a quente da bateria 3 da Coqueria 2; reconstrução parcial da bateria 4 da Coqueria 2; construção da nova planta de moagem e injeção de PCI; e construção do novo gasômetro. O montante faz parte do R$ 1,4 bilhão a R$ 1,6 bilhão projetados pela companhia para este ano, com foco na melhoria da eficiência operacional e de desempenho ambiental. Os quatro empreendimentos vão demandar no total R$ 3,5 bilhões em capex.
Para o reparo a quente da bateria 3 da Coqueria 2, a Usiminas planeja investir R$ 978 milhões no projeto já iniciado e com conclusão prevista para abril de 2028. O objetivo é aumentar a vida útil do equipamento e o volume de produção de coque próprio. Já a reconstrução parcial da bateria 4 da Coqueria 2 exigirá aporte de R$ 1,7 bilhão com a meta da obra começar em setembro deste ano, com estimativa de ser finalizada em janeiro de 2029. O projeto visa ampliar a capacidade produtiva de coque e gás de coqueria. “A Coqueria 2 possui duas baterias de 55 fornos cada. No caso da bateria 3, todos os fornos serão reparados, enquanto na bateria 4, a parte mecânica e elétrica será completamente reconstruída para que todos os fornos fiquem disponíveis”, disse o presidente da Usiminas, Marcelo Chara.
Para a construção da nova planta de moagem e injeção de PCI, a Usiminas está investindo R$ 597 milhões e a obra já está praticamente concluída. O início da operação plena está programado para a primeira quinzena de junho e visa maximizar a injeção de PCI em substituição ao coque no alto-forno. No que se refere ao novo gasômetro, a companhia vai investir R$ 249 milhões no total e o projeto tem conclusão estimada para maio de 2027. A obra já começou e tem como foco garantir maior capacidade de armazenamento, compatível com a capacidade de recuperação/consumo de gás. “Isso significa uma mudança profunda no nosso sistema produtivo para assegurar a produção de aço líquido de forma competitiva e alinhada aos parâmetros ambientais que são necessários para este tipo de operação”, disse Chara sobre quando os quatro projetos estiverem prontos. “A Usiminas terá ganhado vantagens ambientais, de competitividade, de custos e de eficiência energética”, afirmou.
Sobre os resultados do primeiro trimestre de 2026 divulgados recentemente, Chara comentou que a Usiminas enfrentou os obstáculos ocasionados pela guerra no Oriente Médio, com aumento de custos, e os problemas enfrentados pela siderurgia com as importações de aço, sobretudo da China. No que diz respeito ao grande volume de aço do exterior que tem entrado no Brasil, Chara afirmou esperar um arrefecimento dos números no segundo semestre em razão das medidas de defesa comercial implementadas pelo governo brasileiro recentemente. Segundo ele, a empresa tem plena capacidade de atender à demanda interna que espera surgir.
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Baixar áudioOs municípios brasileiros recebem nesta quarta-feira (20) a segunda parcela de maio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O repasse total supera R$ 2 bilhões, valor cerca de 9% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.
Neste decêndio, o estado de São Paulo concentra o maior volume de recursos, com cerca de R$ 353 milhões distribuídos entre seus municípios. Entre as cidades paulistas beneficiadas estão Salto e São João da Boa Vista.
Na outra ponta, Roraima registra o menor volume total, de aproximadamente R$ 1,5 milhão. Entre os municípios do estado, Alto Alegre e Cantá estão entre os que recebem os maiores valores, em torno de R$ 124 mil cada.
O especialista em orçamento público Cesar Lima lembra que, nos últimos meses, houve muita oscilação nos resultados em relação ao ano passado. Contudo, para esta parcela, ele considera o desempenho satisfatório.
“É um decêndio que vem quebrando uma série de decêndios de meio de mês com resultado geralmente abaixo do registrado no ano passado. Esse veio com um resultado maior do que o mesmo período de 2025. Vamos esperar que essa tendência se confirme para os próximos decêndios e que este ano seja bom para os municípios em relação ao FPM”, destaca.
Embora o FPM seja destinado a todos os municípios brasileiros, alguns estão impedidos de receber os recursos devido a bloqueios registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), conforme lista atualizada até 15 de maio. São eles:
O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional formada por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
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A distribuição dos recursos entre os municípios varia conforme a população e é atualizada anualmente com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Baixar áudioOs municípios brasileiros receberam nesta quinta-feira (30) o terceiro repasse de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No total, as prefeituras vão partilhar R$ 5,6 bilhões, um aumento de cerca de 17% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram distribuídos R$ 4,8 bilhões.
O especialista em orçamento público César Lima avalia que o resultado é positivo para as prefeituras e indica uma tendência de recuperação na arrecadação. Na avaliação dele, o cenário pode ser um indicativo de que o modelo de compensação previsto nas novas regras do Imposto de Renda pode estar surtindo efeito.
“Isso pode nos demonstrar que o ano será positivo para o FPM e que muito provavelmente a conta do governo em relação ao imposto de renda sobre as grandes fortunas, aquele adicional para compensar a não arrecadação daqueles que ganham até 5 mil reais, pode ter realmente se mostrado real, com números que não vão prejudicar os municípios ao longo do ano. Contudo, é necessário que continuemos acompanhando essa trajetória”, destaca.
O Sudeste concentra a maior quantia destinada aos estados brasileiros. Os municípios de São Paulo partilham R$ 701 milhões. Entre as cidades paulistas que recebem as maiores cotas estão Campinas, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.
No Nordeste, região que lidera em volume de recursos, a Bahia se destaca com mais de R$ 456 milhões. No estado, os municípios contemplados com as parcelas mais elevadas são Porto Seguro, Ilhéus e Vitória da Conquista, por exemplo.
No Sul, o maior montante é destinado ao Rio Grande do Sul, que distribuirá mais de R$ 359 milhões entre as prefeituras. Entre as cidades gaúchas que recebem os maiores repasses destacam-se Canoas, Caxias do Sul e Pelotas.
No Centro-Oeste, Goiás lidera a lista, com R$ 183 milhões. Entre os municípios que recebem os maiores valores no estado estão Anápolis, Luziânia e Rio Verde.
Já no Norte, o Pará concentra o maior volume, com R$ 162 milhões. Os entes locais que figuram entre os que recebem as maiores parcelas são Marabá, Santarém e Castanhal.
Até o dia 28 de abril de 2026, 11 municípios estavam bloqueados para recebimento do FPM. São eles:
Para desbloquear a verba, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o bloqueio. Em seguida, precisa verificar o motivo e regularizar a situação.
O FPM é considerado a principal fonte de receita de cerca de 80% dos municípios brasileiros e é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos do fundo são formados por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
O valor recebido pelos municípios varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 15°C em Campo Grande. Já a máxima pode chegar a 32°C, em Goiânia. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.
O boi gordo registra queda de 0,14% nesta quarta (20), com a arroba cotada a R$ 344,80 em São Paulo
O café robusta apresentou valorização de 0,84%, sendo comercializado a R$ 921,88.
LOC: O preço do boi gordo registrou leve queda nesta quarta-feira, dia 20. No estado de São Paulo, a arroba está sendo negociada a R$ 344,80, com recuo de 0,14%.
No mercado avícola, os preços do frango também apresentaram baixa de 0,26% na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado segue vendido a R$ 7,58, enquanto o frango resfriado é comercializado a R$ 7,59.
Já a carcaça suína especial manteve estabilidade no preço e continua negociada a R$ 8,71 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.
Por outro lado, o suíno vivo apresentou queda nos preços em todos os estados analisados.
Os dados refletem o comportamento do mercado agropecuário nesta quarta-feira.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC:
O mercado de commodities agrícolas abriu esta quarta-feira, dia 20, com variações nos preços do café, açúcar e milho.
O café arábica registrou queda de 1%, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 1.589,67 na cidade de São Paulo.
Já o café robusta apresentou valorização de 0,84%, sendo comercializado a R$ 921,88.
O açúcar cristal também teve recuo nas principais praças paulistas. Na capital, a saca de 50 quilos caiu 0,78% e está cotada a R$ 93,96.
Por outro lado, em Santos, no litoral paulista, o produto teve alta de 1,99%, com a saca negociada a R$ 107,03, na média de preços sem impostos.
No mercado do milho, a saca de 60 quilos apresenta leve queda de 0,06%, sendo vendida a R$ 65,28.
Reportagem, Juline Pogorzelski.
LOC:
O mercado de grãos inicia esta quarta-feira com alta nos preços da soja no Paraná.
No interior do estado, a saca de 60 quilos do grão registra valorização de 0,13% e é negociada a R$ 123,67.
Já no litoral paranaense, em Paranaguá, a soja apresenta alta ainda maior, de 0,66%, com a saca cotada a R$ 130,57.
No mercado do trigo, o cenário é de variação entre os estados do Sul do país. No Paraná, a tonelada do produto registra leve queda de 0,07% e é comercializada a R$ 1.360,52.
Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o trigo apresenta avanço de 0,80%, com a tonelada vendida a R$ 1.311,12.
Os dados divulgados são do Cepea.
Reportagem, Juline Pogorzelski.