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Baixar áudioA Seleção Feminina de Futebol é avaliada como positiva por sete a cada dez brasileiros. Uma pesquisa encomendada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e realizada pela Nexus mostrou que 73% dos brasileiros veem a imagem da equipe de forma positiva ou muito positiva. Além disso, 54% afirmaram se sentir orgulhosos da equipe, e 41% afirmaram ter aumentado a frequência com que acompanham o time na última década.
Frente à pergunta “Como você avalia a imagem da Seleção Feminina de Futebol?”, 46% dos respondentes afirmaram ver a equipe de forma muito positiva, 27% de forma positiva, 6% de forma negativa e 7% de forma muito negativa, enquanto 14% não souberam responder.
Segundo a pesquisa, a avaliação da equipe se mostra superior entre jovens de 16 a 24 anos (83% de avaliações positivas), pessoas com ensino superior (77% de avaliações positivas), homens (78% de avaliações positivas), que recebem entre dois e cinco salários mínimos (77% de avaliações positivas), que recebem mais de cinco salários mínimos (77% de avaliações positivas) e moradores das regiões Norte e Centro-Oeste (82% de avaliações positivas).
Do lado oposto, as avaliações mais negativas vêm de pessoas analfabetas e que não sabem ler ou escrever (27% de avaliações negativas), com idades entre 41 e 59 anos (17% de avaliações negativas), moradores do Nordeste (17% de avaliações negativas) e que recebem até um salário mínimo (16% de avaliações negativas).
Sobre o sentimento de orgulho quanto à Seleção Feminina, a pesquisa mostrou que 54% dos brasileiros se sentem orgulhosos da equipe — 22% muito orgulhosos e 32% orgulhosos —, 18% se sentem mais ou menos orgulhosos e 19% se sentem pouco ou nada orgulhosos.
Ainda de acordo com o levantamento, 56% dos brasileiros afirmam já ter assistido a alguma partida de futebol feminino, e 58% afirmam que jogos da Seleção Brasileira são a melhor porta de entrada para o acompanhamento da modalidade.
Nesse sentido, 41% dos brasileiros afirmam que a frequência com que acompanham as partidas da Seleção Feminina aumentou nos últimos dez anos, enquanto, para 19%, ela continuou a mesma e diminuiu para 30%. Na última década, a equipe conquistou três Copas América (2018, 2022 e 2025), títulos no Torneio Internacional de Futebol Feminino (2015, 2016 e 2021), nos Jogos Pan-Americanos (2015), Jogos Mundiais Militares (2018), Universíada de Verão (2017) e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Mesmo com a conquista de tantos títulos e o aumento na audiência na última década, a Seleção Feminina ainda divide o público quanto à empolgação. Para 32%, o atual momento da equipe é animador, enquanto 36% se mostram com pouca ou nenhuma empolgação. Outros 25% se mostraram mais ou menos empolgados e 7% não souberam responder.
Enquanto isso, a pesquisa mostrou que, para 59% dos brasileiros, o apoio e reconhecimento dados ao futebol feminino é aquém do que a modalidade merece, enquanto 30% acreditam que a modalidade recebe o apoio merecido.
“O futebol feminino é uma modalidade que cresceu bastante nos últimos anos, tem despertado cada vez mais interesse das pessoas, especialmente depois da medalha de prata na Olimpíada do ano passado, mas que também tem sido perene, permanente. Nossa missão é seguir engajando e mantendo a modalidade em alta, para que mais mulheres pratiquem e a qualidade seja elevada e novas conquistas venham”, pontuou o presidente da CBF, Samir Xaud, que afirmou, ainda, que o Mundial de 2027 será um marco para a consolidação do protagonismo das mulheres no esporte e no país.
Com informações da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados
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Baixar áudioO Comitê de Participante do Futebol da Fifa (FSC) propôs novos regulamentos para proteger os direitos das jogadoras, incluindo a licença-maternidade obrigatória. As reformas serão encaminhadas ao Conselho da Fifa no mês que vem para serem aprovadas.
Os direitos contratuais das jogadoras já estão contemplados nos regulamentos vigentes para todos os jogadores de futebol, mas as mudanças são uma tentativa de tratar de problemas específicos.
Mulheres recebem menos recursos para concorrer às eleições do que os homens
As regras propostas incluem uma licença-maternidade obrigatória de 14 semanas, com um mínimo de dois terços do salário contratado e garantia de que nenhuma jogadora deve sofrer uma desvantagem por ficar grávida.
Além disso, os regulamentos planejados também determinam que, na volta da licença, os times integrem as jogadoras e seja proporcionado apoio médico e físico adequado.
Embora muitas jogadoras da Europa já contem com a proteção da lei trabalhista de seus países, a Fifa afirmou que almeja criar novos padrões mínimos globais para dada a emergência rápida de novos clubes e ligas femininas no mundo.
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Baixar áudioA Fifa e a ONU Mulheres assinaram um memorando de entendimento para divulgar o futebol feminino. No acordo firmado, as duas organizações vão trabalhar juntas na Copa do Mundo da França com autoridades públicas, organizações internacionais, setor privado e com organizações de mídia e esportes para tornar o futebol mais acessível à mulheres e meninas.
Durante a competição, que começou no último dia 7, também vão ser divulgados conteúdos que promovam a igualdade de gênero. O objetivo da Fifa e da ONU Mulheres é atuar no desenvolvimento de políticas, promoção e apoio de projetos sobre mudança cultural e o empoderamento.
A assinatura do memorando de entendimento ocorreu durante a Convenção da Fifa sobre Futebol Feminino, em Paris. Um dos objetivos da parceria é fazer a diferença no que se refere à desigualdade de gênero.
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