ROCHAS ORNAMENTAIS

27/08/2021 15:53h

Setor de rochas comemora decreto governamental. Agora, rochas e cerâmicas pagarão igualmente 1%. Segundo Sindirochas, decreto aumenta a competitividade das rochas ornamentais como revestimento.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou decreto, publicado no Diário Oficial em 23 de agosto, que determina alíquota unificada de 1% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os itens destinados à pavimentação ou revestimento, com origem de rochas ornamentais e cerâmicas. 

O resultado é fruto de duas décadas de trabalho do Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Espírito Santo (Sindirochas) que, nos últimos anos, buscou apoio do deputado federal, Evair de Melo, do líder da bancada capixaba, Josias da Vitória e da Federação das Indústrias Capixaba (Findes), tanto na gestão do ex-presidente Léo de Castro, quanto na atual, de Cris Samorini.

“Há 20 anos o Sindirochas luta por um tratamento igualitário entre os setores de revestimento”, afirmou o ex-presidente do Sindirochas, Tales Machado, que encerrou seu mandato à frente da entidade há poucas semanas. 

“O caminho percorrido foi extenso e contou com diversas audiências no Ministério da Economia ao longo de todo período. O setor manteve o diálogo com o Ministro Paulo Guedes e sua equipe técnica, além de aproximação com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que, após convite do deputado Evair de Melo, visitou o Espírito Santo, maior estado produtor e exportador do segmento de rochas, em maio deste ano. Na ocasião, o ministro conheceu de perto as jazidas de extração, as empresas de beneficiamento e exportação e contribuiu para reforçar a relevância de toda contribuição do setor para a economia do Brasil, e hoje podemos comemorar essa grande conquista, que só trará bons resultados econômicos de geração de emprego e renda,” enfatizou Tales.

O presidente do Sindirochas, Ed Martins, comemorou a isonomia conquistada pelo segmento. “É um presente da gestão passada que, com certeza, trará frutos importantíssimos para o segmento capixaba. Dentre eles, destaco o tratamento igualitário entre os setores concorrentes e a própria redução tributária em si que contribuirá para o aumento da competitividade dos produtos em todo o Brasil”, afirmou. 

Desde 2001, o setor luta pela isonomia do IPI. Na época era de 10% e o percentual caiu para 5% em dezembro de 2002. Atílio Travaglia, empresário do setor e ex-presidente do Sindirochas, diz que finalmente o setor conseguiu a isonomia tributária. “Tenho convicção de que os ganhos para o setor e para a população na geração de emprego e renda, que é o que nosso país mais precisa hoje, só vão melhorar com essa notícia”, complementou o empresário.

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19/07/2021 10:18h

Esse é o melhor resultado nos últimos cinco anos; principais destinos das rochas ornamentais brasileiras são EUA, China e Itália.

O Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) assinou convênio setorial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promoção das rochas brasileiras no mercado internacional. A medida visa impulsionar mais ainda o bom desempenho do setor, que no primeiro semestre de 2021 obteve faturamento de US$ 572 milhões – o melhor resultado nos últimos cinco anos. 

Se consideramos apenas os três últimos anos, do período pré-pandemia aos dias atuais, o segmento registrou alta. Em 2019, o Brasil fechou o primeiro semestre com faturamento de US$ 489 milhões. Em 2020, no auge pandemia e indefinição dos mercados, o faturamento caiu para US$ 397 milhões. No entanto, de janeiro a junho deste ano, ainda com restrições, mas com a economia dando sinais de recuperação, o setor registrou alta de quase 17% no faturamento com as exportações.

Os principais destinos das rochas ornamentais brasileiras são os mercados dos Estados Unidos, China e Itália. Entre esses países, o mercado americano consome prioritariamente rochas manufaturas (chapas), enquanto no mercado chinês e italiano as rochas brutas (blocos) são as preferidas.

No Brasil, a região Sudeste responde por 93% das exportações nacionais. Espírito Santo (82%) e Minas Gerais (11%) se destacam entre os maiores estados exportadores, seguidos pelo Ceará (2%) e Bahia (1%).

Nos últimos dois anos, considerando o faturamento com as exportações no primeiro semestre, o Ceará computou aumento de 35% referente ao envio de rochas ornamentais para o mercado internacional. Em 2019, o estado obteve receita de US$ 10 milhões contra US$ 14 milhões neste ano.

No mesmo período, o Espírito Santo, maior produtor e exportador e que conta com atuação mais consolidada no mercado mundial, viu seu faturamento subir 17% (foram US$ 399 milhões em 2019, contra US$ 471 em 2021).

Já Minas Gerais contabilizou alta de 15% (U$S 54 milhões em 2019 e US$ 63 milhões em 2021).

De acordo com as projeções apontadas no convênio setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone, firmado entre o Centrorochas e a Apex-Brasil, o setor de rochas brasileiro espera crescer 4,2% em 2021 em relação ao ano passado. Segundo dados do Secex (fevereiro/2021), o segmento registrou US$ 987 milhões em faturamento em 2020 e espera, com base nas projeções, fechar 2021 com um montante de US$ 1,029 bilhão.

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27/05/2021 14:57h

O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, conheceu o setor de rochas ornamentais do Espírito Santo a convite do deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES)

O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, conheceu o setor de rochas ornamentais do Espírito Santo a convite do deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES). A expectativa é que seja firmado um acordo da ordem de R$ 30 milhões para estimular as exportações brasileiras do segmento no mercado internacional. O presidente do Centrorochas, Frederico Robison, acompanhou toda a agenda que contou com visita a empresas nos municípios de Castelo e Cachoeiro de Itapemirim. “A Apex-Brasil está finalizando um projeto para incentivar, para aumentar, as exportações do setor de pedras ornamentais, não só diversificando, mas também agregando valor aos produtos que saem do Espírito Santo. Eu acho que isso é muito importante, mostra que o setor é reconhecido, valorizado e tem uma grande capacidade de gerar emprego, renda e riqueza para o país”, afirmou Albuquerque. 

Empresários do setor destacaram a importância da visita do ministro, motivo de satisfação, haja vista que este gesto demonstra o reconhecimento do Governo Federal quanto à pujança e importância do setor, salientando ser esta a primeira vez que um Ministro de Minas e Energia visita empresas do setor de rochas ornamentais.

As exportações brasileiras de rochas ornamentais apresentaram, no primeiro quadrimestre deste ano, um crescimento de 28,5% no faturamento em relação ao mesmo período de 2020. As exportações capixabas também tiveram crescimento de aproximadamente 28%. Os dados foram divulgados pelo Centrorochas e Sindirochas, entidades representantes do setor.

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Brasil 61