Covid
24/11/2021 20:15h

Escolha da data é estratégica, pois antecede um período de estoques baixos, a proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e outros feriados, diz Ministério da Saúde

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A diminuição de 10% no número de doadores por conta da pandemia da Covid-19 e a proximidade das festas de fim de ano dão um peso ainda maior ao Dia Nacional do Doador de Sangue, que será celebrado nesta quinta-feira (25). Por isso, hemocentros e unidades de coleta de todo o país se mobilizam para homenagear os doadores, mas também incentivar novos voluntários a participarem desse ato que salva vidas. 

Segundo as autoridades de saúde, o medo disseminado por conta da Covid-19 foi o fator que mais contribui para queda no número de doadores no ano passado. Por conta disso, alguns hemocentros apresentaram redução crítica no estoque de bolsas de sangue e precisaram acionar o Plano Nacional de Contingência de Sangue. Entre eles as hemorredes do Piauí, Santa Catarina e Rondônia, por exemplo. Dessa forma, o Ministério da Saúde teve que remanejar as bolsas de sangue entre os estados para que não houvesse escassez. 

O hematologista Eduardo Monpecelli destaca que as doações se fazem ainda mais importantes com a proximidade das festas de fim de ano, em que mais pessoas viajam e os acidentes se tornam mais frequentes. “A maioria das pessoas viaja de férias para algum lugar e os hospitais não param. Há também a questão do trauma dos pacientes que podem se acidentar. Aumenta a demanda dos hospitais também em transfusões maciças e algumas transfusões de urgência que podem ser solicitadas”, diz. 

Ele afirma que é seguro doar sangue e apela por novos voluntários. “Quando uma pessoa vem doar, ela pode salvar quatro vidas, porque de cada doação a gente consegue retirar, fracionar, quatro hemocomponentes. Então, a gente faz esse pedido de que esses doadores venham pra que a gente consiga manter sempre os estoques e repor os hospitais”, destaca. 

Doação de sangue teve queda de 10% na pandemia, aponta Ministério da Saúde

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Covid e doação de sangue

Segundo o hematologista, não há comprovação científica de que haja contaminação por Covid-19 a partir de transfusão sanguínea. Há apenas uma ressalva: o potencial doador tem que esperar 30 dias após a recuperação para se dirigir a uma unidade de coleta mais próxima. 

Quem já tomou a vacina contra o novo coronavírus também tem que esperar um tempo antes de doar sangue. O intervalo varia de acordo com o imunizante que a pessoa recebeu. Confira abaixo: 

  • CoronaVac - 48 horas
  • AstraZeneca - 7 dias
  • Pfizer - 7 dias
  • Janssen - 7 dias

Biomédica e coordenadora do serviço de hematologia no Hospital Santa Marta, Rita Mejias diz que a pandemia trouxe mudanças no processo para doação de sangue em todo o país. “Medidas preventivas foram incorporadas às rotinas dos hemocentros justamente para atender esses doadores de sangue durante a pandemia. Foram criados protocolos na triagem clínica, onde nós visamos a proteção desse doador: afastamento das cadeiras, distanciamento na fila de cadastro, uso de EPIs, atendendo a todos os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, reforça. 

Para saber qual a unidade de coleta mais próxima de você, acesse o site redome.inca.gov.br/campanhas/hemocentros-do-brasil

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 12.930 casos e 273 óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. Foram vítimas fatais da doença no país 613.339 pessoas. Mais de 21,2 milhões se recuperaram da doença. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,14%
  • SP - 3,47%
  • AM - 3,26%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,82%
  • PA - 2,78%
  • GO - 2,63%
  • AL - 2,63%
  • CE - 2,59%
  • PR - 2,59%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,54%
  • MT - 2,50%
  • RS - 2,42%
  • RO - 2,40%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,13%
  • ES - 2,13%
  • AC - 2,09%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,97%
  • TO - 1,69%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.   

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10/11/2021 17:30h

Dados do Ministério da Saúde apontam que 344, 2 milhões de vacinas já foram distribuídas para todo o Brasil. Além disso, para a continuidade da vacinação em 2022, o Governo Federal garantiu mais de 354 milhões de doses.

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Nesta quarta-feira (10),o Brasil recebeu um novo lote de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer/Biontech. A remessa chegou ao Brasil pelo município de Campinas (SP) e contabiliza 1,7 milhão de doses do imunizante. No total, esta semana o país já recebeu mais de sete milhões de vacinas para reforçar a Campanha de Vacinação -  considerada pelo Ministério da Saúde como a maior da história do país.

Como resultado do avanço da vacinação, o Brasil registrou a queda mais significativa na média móvel de óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia (-31,24%). Um ponto em comum entre os estados que estão apresentando redução no registro de novos casos da Covid-19 e de mortes é que todos estão com situação avançada de vacinação. Para se ter uma ideia, em São Paulo, foram aplicadas 70.326.452 doses da vacina e pelo menos 70% da população está protegida. Já em Minas Gerais, até agora 27.946.204 doses foram administradas e 67,73% das pessoas já tomaram a segunda dose ou dose única. 

Para a médica infectologista Ana Helena Germoglio, a vacinação contra a Covid-19 foi o caminho que levou ao controle da doença e redução nos casos. “Os números não nos deixam mentir que a quantidade de casos caiu, mas também a quantidade de internação e, consequentemente, a quantidade de óbitos. Se tinha alguém com dúvida a respeito da segurança e da efetividade da vacina, os números não deixam a gente mentir. Não tem como esconder ou como manipular esse tipo de dado”, afirmou.

Estados e municípios recebem R$ 308 milhões para ações de enfrentamento da pandemia

Mais de 500 mil pacientes saíram dos hospitais para receber cuidados em casa

Dados do Ministério da Saúde apontam que 344.188.580 vacinas já foram distribuídas para todo o Brasil. Além disso, para a continuidade da vacinação em 2022, o Governo Federal garantiu mais de 354 milhões de doses. A proteção da população brasileira passa pela vacinação. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, faz uma convocação àqueles que ainda não se vacinaram contra o novo coronavírus.  

“O Ministério da Saúde exorta todos aqueles que ainda não se vacinaram, que procurem as salas de vacinação e tomem a vacina.  E aqueles que tomaram a primeira dose e não tomaram a segunda dose, que busquem essa segunda dose. Nós sempre defendemos que temos de ter a população como nossa aliada.”

Nessa segunda-feira (8), nove estados e o Distrito Federal não registraram mortes por conta da Covid-19, são eles: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Sergipe, Piauí, Rondônia, Amapá, Roraima e Acre. Além disso, essa é a menor média móvel de mortes decorrentes da doença neste ano. Isso se traduz em cerca de 269 mortes, uma redução de 21%.

A informação faz parte do Localiza SUS, plataforma do Ministério da Saúde que mostra a situação da pandemia no Brasil, além de outros dados como a quantidade de vacinas enviadas aos estados e a aplicação dessas doses. Com essa ferramenta é possível acompanhar, por exemplo, a Campanha de Vacinação contra a Covid-19.  Desde que começou, em janeiro de 2021, foram aplicados 280 milhões de doses de vacina. Desta forma, o Brasil alcança a marca de 88% da população-alvo vacinada com a primeira dose e, pelo menos, 69% das pessoas com as duas doses ou dose única. 
 

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03/11/2021 19:50h

No mês passado, o Ministério da Saúde registrou 11 mil mortes pela Covid-19, sendo que em abril de 2020 foram 5,7 mil. Além disso, o número de casos e mortes caiu 90% nos últimos sete meses, resultados da Campanha de Vacinação

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O Brasil fechou o mês de outubro com o menor número de mortes pela Covid-19 desde abril de 2020. Segundo o Ministério da Saúde, 11 mil pessoas morreram pela doença no mês passado. Já em abril de 2020 foram registrados 5,7 mil óbitos pela doença. 

De acordo com a pasta, a redução no número de mortes pela Covid-19 vem sendo registrada desde junho deste ano, com o avanço dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19

Durante a conferência “As ações do Brasil no enfrentamento da Covid-19”, que aconteceu em Portugal, no início da semana passada, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga destacou a força do SUS no combate à pandemia.

"Nesse período de sete meses em que estou à frente do Ministério da Saúde, nós tivemos uma redução de 90% dos casos e de 90% dos óbitos. Isso não é uma ação desse ministro, é uma ação do Sistema Único de Saúde, que tem como principal política a Campanha de Vacinação contra Covid-19", comentou.

Distrito Federal vai receber 60,8 mil doses de vacina contra a Covid-19

Rio de Janeiro vai receber mais 325,2 mil doses de vacina contra a Covid-19

Paraíba vai receber mais 71,3 mil doses de vacina contra a Covid-19

Vacinação

Segundo informações mais recentes do Ministério da Saúde, de 03 de novembro, a pasta enviou 334.915.512 doses de vacinas contra o coronavírus a todas as Unidades da Federação; quantidade suficiente para vacinar todos os grupos prioritários e todos os adultos com pelo menos uma dose. O MS segue agora com novas etapas para aplicar a terceira dose do imunizante em idosos com mais de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais da saúde, além da imunização dos adolescentes e a segunda dose da população em geral.

O Vacinômetro do Ministério da Saúde mostra que 87,6% do público-alvo, cerca de 155 milhões de brasileiros, já foram imunizados com a primeira dose. Outros 120,7 milhões tomaram a segunda dose ou a dose única, o que representa cerca de 68,1% da população vacinável.

O ministro também falou sobre a estratégia do governo federal para aquisição de vacinas. “Os esforços para imunizar a população brasileira não são do ano de 2021. Eles começaram em maio de 2020, através de uma encomenda tecnológica feita à farmacêutica Astrazeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, que desenvolveu a vacina Astrazeneca. O Brasil alocou cerca de R$ 2 bilhões de reais com essa encomenda tecnológica e hoje já é possível produzir vacinas com insumo farmacêutico ativo produzido na Fundação Oswaldo Cruz", afirmou Queiroga.

Este ano, o governo federal encomendou mais de 550 milhões de vacinas, a serem entregues até o final de 2021, suficientes para imunizar toda a população brasileira com as duas doses. A relação das doses adquiridas e contratadas, bem como seus respectivos laboratórios, está disponível no portal Vacinômetro.

Brasil atinge recorde de vacinação: mais de 334 milhões de doses de contra a Covid-19 foram enviadas para todo o país

Números Covid-19

Nesta quarta-feira (03), o Brasil registrou mais 16.661 casos e 164 óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.835.785  milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,17%,). O índice médio de letalidade do País está em 2,78%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,45%
  • AM    3,22%
  • PE    3,17%
  • MA    2,83%
  • PA    2,80%
  • GO    2,67%
  • AL    2,62%
  • PR    2,60%
  • CE    2,60%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,43%
  • RS    2,42%
  • PI    2,18%
  • BA    2,17%
  • SE    2,17%
  • ES    2,13%
  • DF    2,12%
  • AC    2,10%
  • PB    2,07%
  • RN    1,98%
  • TO    1,70%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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Covid
09/10/2021 19:40h

Pasta informou ter 354 milhões de doses de vacinas garantidas para o ano que vem. O gasto previsto com a compra das vacinas é de R$ 11 bilhões

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No dia em que o Brasil atingiu a marca de 600 mil mortos pela pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o plano de vacinação contra a Covid-19 para 2022. Segundo o ministro, a pasta já adquiriu ou está em tratativas avançadas com algum laboratório 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

Dessas, 134 milhões de doses sobraram em 2021, outras 120 milhões estão em negociação junto à AstraZeneca e mais 100 milhões junto à Pfizer. Caso seja necessário, o Ministério da Saúde conta com mais 110 milhões de doses extras (também em contratos com os dois laboratórios acima). 

“Estamos mais fortes para, no ano de 2022, fazer uma campanha mais bem consolidada ainda, porque o nosso preparo em 2021 nos conferiu experiência e capacidade de o país produzir vacinas com IFA nacional. O cenário é muito positivo e que me permite assegurar que os brasileiros terão uma campanha muito eficiente em 2022, ano esse, que com a ajuda de todos nós, será o ano do fim da pandemia da Covid-19”, disse Queiroga. 

Público-alvo da vacinação em 2022
Ano que vem, a população brasileira começará a ser vacinada seis meses após a imunização completa ou dose de reforço adicional. O esquema de vacinação por faixa etária funcionará de forma decrescente, dos idosos aos mais jovens. Assim, não haverá grupos prioritários. Veja qual o planejamento do Ministério da Saúde:  

  • 60 anos ou + e imunossuprimidos (2 doses).
  • 18 a 60 anos (1 dose);
  • Abaixo dos 12 anos - caso haja aprovação - vacinação primária (2 doses)

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou que a programação pode mudar. “Esse é um planejamento validado com especialistas. É a resposta que a gente tem hoje e essa é a estratégia de aquisição de vacinas para 2022. Lembrando que isso está sujeito à alteração devido ao surgimento de novas evidências, mas a mensagem que a gente deixa é que caso as evidências mostrem a necessidade de mais vacinas, nós já temos os instrumentos necessários para fazer a aquisição dessas doses”. 

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Imunizantes
O investimento previsto para a compra das doses é de R$ 11 bilhões. O ministro disse que a pasta vai priorizar a compra de imunizantes que têm registro definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Anvisa). Assim, a princípio, as vacinas da Janssen e a CoronaVac não fazem parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) para 2022, a menos que obtenham a autorização definitiva. Rodrigo Cruz explicou a situação. 

“Segundo a resolução 475 da Anvisa, que materializa o que o ministro colocou, a figura da autorização emergencial para medicamentos ou vacinas só faz sentido num ambiente pandêmico. Quando se acaba ou se decreta o fim da pandemia ou da emergência em saúde pública de importância nacional, deixa de existir a autorização de uso emergencial”, afirmou. 

No cenário atual, membros do Ministério da Saúde creem que a pandemia pode acabar no ano que vem e, que, portanto, não faria sentido comprar vacinas de imunizantes que não têm autorização para uso fora de uma situação de emergência. “A vacina da Janssen é diferente de outras vacinas porque já tem uma aceitação maior a nível mundial. Acredito que ela obtenha o registro definitivo, assim como desejo fortemente que a vacina CoronaVac também obtenha o registro definitivo. Se tiver uma vacina emergencial e nós não pudermos usar mais no Brasil, uma das possibilidades é o Brasil doar a outros países”, indicou Queiroga. 

Cenário
O titular da Saúde destacou que o cenário epidemiológico está mais confortável e que a média móvel de mortes está inferior a 450 óbitos por dia. Lembrou, também, que cerca de 90% da população adulta já recebeu, ao menos, a primeira dose, e que mais de 60% está imunizada.

No entanto, lamentou o número de mortos pela pandemia. “Quero registrar a nossa solidariedade àqueles que perderam seus entes queridos em decorrência da doença. Hoje, chegamos a marca de cerca de 600 mil óbitos. E também quero ser solidário àqueles que tiveram a Covid e ficaram com alguma sequela”, disse Queiroga. 

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29/09/2021 18:48h

Com apoio da Unicef, projeto mobiliza jovens de 22 municípios do Pará e Amazonas. Encontros resultaram em campanha de comunicação, com spots para emissoras de rádio locais

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O Instituto Peabiru, em parceria técnica com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), iniciou a segunda edição do Te Sai Covid. O projeto mobiliza grupos de jovens a partir de 12 anos, de 22 municípios do Pará e Amazonas, na promoção de cuidados básicos de higiene e enfrentamento à epidemia do novo coronavírus na região Norte.

Os resultados desses encontros apoiaram a construção de uma campanha de comunicação. Quatro spots de rádio fazem parte desta campanha e visam incentivar a população, especialmente adolescentes e jovens, a adotarem as medidas de prevenção, tais como uso de máscara, lavagem correta de mãos, distanciamento social, evitar aglomerações e outros.

COMUNICADOR: Baixe e utilize o terceiro spot da campanha Te Sai Covid! 

Em carta (imagem abaixo), Cláudio Melo pede o apoio das emissoras de rádio dos municípios contemplados na mobilização, ao divulgar voluntariamente os spots nas programações.

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27/09/2021 21:00h

Contratação de crédito de R$ 300 a R$ 1 mil poderá ser feita pelo aplicativo Caixa Tem

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O programa Crédito Caixa Tem foi lançado nesta segunda-feira (27) pela Caixa Econômica Federal e vai oferecer crédito de R$300 a R$ 1 mil reais que poderão ser contratados diretamente pelo aplicativo. 

O anúncio foi feito nesta manhã durante cerimônia que ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de ministros. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, diagnosticado com Covid-19, participou remotamente do evento. 

Ele explicou que só foi possível desenvolver o projeto graças ao auxílio emergencial, que foi capaz de reunir informações de crédito de milhões de brasileiros que não estão incluídos no sistema financeiro formal. “Hoje o que a Caixa está fazendo nunca foi feito, porque pelo menos 38 milhões de invisíveis não tem nenhuma informação de crédito, então não há como realizar uma análise matemática. A caixa conseguiu uma base de dados que nenhum banco, nem instituição financeira no Brasil tem. E o que nós vamos fazer? Ajudar quem mais precisa e tem condição de pagar, como nós vimos: marisqueiros, ambulantes, pescadores, pessoas que têm renda, mas que não conseguem comprovar”.

Os nascidos em janeiro e fevereiro que possuem conta Poupança Social Digital, no aplicativo do Caixa Tem, já podem fazer o cadastro na nova modalidade e solicitar o crédito. A análise é feita em até dez dias. A solicitação estará disponível de forma gradual para os demais meses, seguindo até 27 de dezembro, com os nascidos em novembro e dezembro. 

Para novos clientes, a solicitação de crédito poderá ser feita a partir de 8 de novembro. Basta baixar o aplicativo gratuitamente na Google Play ou Apple Store e em seguida realizar o cadastro.

“Terceiro e quarto trimestres de 2021 e o ano de 2022 devem ser bastante positivos”, avalia economista José Camargo

FPM: recursos podem ser investidos em infraestrutura municipal com ampliação de empregos, mais saúde e escolaridade para a população

Linhas de crédito

A Caixa disponibilizará duas linhas de créditos distintas: uma delas é o Caixa Tem Pessoal, que é o empréstimo com destinação livre para o que o cliente necessitar, inclusive para utilizar em despesas pessoais, como pagamento de dívidas. A outra é o Caixa Tem para o Seu Negócio, que é o empréstimo para investimento produtivo para despesas em negócios, como obter recurso para pagamento aos fornecedores, as contas de água, de luz, de internet, o aluguel, a compra de matérias-primas e/ou mercadorias para revenda, entre outras. Para ambas as linhas, a taxa de juros é de 3,99% ao mês, com pagamento em até 24 vezes.

Segundo o economista Roberto Piscitelli, essa modalidade, destinada a pessoas de pequeno patrimônio e microempresas, vai funcionar como uma válvula de escape para atender urgências: “Essa nova linha de microcrédito lançada pela Caixa, através do aplicativo Caixa Tem, é uma modalidade bastante democrática de crédito, a medida em que ela se destina a um número muito grande de pessoas.”

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24/09/2021 17:31h

Com apoio da Unicef, projeto mobiliza jovens de 22 municípios do Pará e Amazonas. Encontros resultaram em campanha de comunicação, com spots para emissoras de rádio locais

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O Instituto Peabiru, em parceria técnica com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), iniciou a segunda edição do Te Sai Covid. O projeto mobiliza grupos de jovens a partir de 12 anos, de 22 municípios do Pará e Amazonas, na promoção de cuidados básicos de higiene e enfrentamento à epidemia do novo coronavírus na região Norte.

Os resultados desses encontros apoiaram a construção de uma campanha de comunicação. Quatro spots de rádio fazem parte desta campanha e visam incentivar a população, especialmente adolescentes e jovens, a adotarem as medidas de prevenção, tais como uso de máscara, lavagem correta de mãos, distanciamento social, evitar aglomerações e outros.

COMUNICADOR: Baixe e utilize o terceiro spot da campanha Te Sai Covid! 

Em carta (imagem abaixo), Cláudio Melo pede o apoio das emissoras de rádio dos municípios contemplados na mobilização, ao divulgar voluntariamente os spots nas programações.

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22/09/2021 18:16h

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) foi escolhido como centro para produção de vacinas na América Latina. Objetivo da iniciativa é ampliar acesso aos imunizantes na região

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou, nesta terça-feira (21), o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz para ser um dos centros de produção de vacinas na América Latina. A tecnologia utilizada no imunizante contra a Covid-19 será a de RNA mensageiro, cujo estudo já vem sendo desenvolvido e está na fase pré-clínica.

A Fiocruz informou que a vacina de mRNA é baseada na tecnologia de RNA auto-replicativo e expressa não somente a proteína Spike, chamada proteína “S”, mas também a proteína “N” do coronavírus, o que resulta em uma melhor resposta imunológica. “Essa tecnologia demanda menos necessidades produtivas, atingindo uma escala em termos de doses superior à de outras vacinas de mRNA. Isto permite que o seu custo seja inferior ao de outras vacinas semelhantes, possibilitando a ampliação ao seu acesso”, informou a Fundação por nota.

O diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, afirma que essa é mais uma importante conquista para o Instituto. “Essa é uma vacina que está sendo desenvolvida internamente e contará com apoio de especialistas, indicados pela a OMS e pela OPAS [Organização Pan-Americana de Saúde]. Assim, vamos poder continuar apoiando o acesso mais equitativo às vacinas no âmbito mundial”. Ele também enfatizou que ter o domínio sobre a plataforma de última tecnologia, como é a do RNA mensageiro, vai permitir elaborar imunizantes para outras doenças futuramente.

A OMS lançou chamada mundial em de abril de 2021 para ampliar a capacidade de produção e o acesso às vacinas contra a Covid-19 nas Américas. Além da Fiocruz, uma instituição de imunobiologia argentina também foi escolhida pelo comitê de especialistas da OPAS. Mais de 30 instituições científicas latino-americanas participaram da seleção.

Tecnologia para América Latina e Caribe

Finalizado os estudos e testes da vacina contra a Covid-19, ela passará pelo processo de análise da OMS, que determinará se está dentro dos padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. Em seguida, o imunizante será oferecido aos estados-membros e territórios da América Latina e Caribe que fazem parte da OPAS. 

A Fiocruz esclareceu que o projeto da vacina contou com recursos do Ministério da Saúde e de emendas parlamentares. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos - Bio-Manguinhos já dispõe de aparato e instalações suficientes para a produção do imunizante, não sendo necessária a construção de uma nova fábrica. 

Covid no Brasil

O País registrou 876 mortes nas últimas 24h e 36.473 novos casos confirmados, segundo último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.295.538. 

Taxa de Letalidade por Estado

  • Rio de Janeiro - 5,12%
  • São Paulo - 3,41%
  • Amazonas - 3,22%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,86%
  • Pará - 2,82%
  • Goiás - 2,74%
  • Ceará - 2,61%
  • Alagoas - 2,60%
  • Paraná - 2,58%
  • Minas Gerais - 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,56%
  • Mato Grosso - 2,55%
  • Rondônia - 2,46%
  • Rio Grande do Sul - 2,42%
  • Piauí - 2,19%
  • Bahia - 2,18%
  • Sergipe - 2,16%
  • Espírito Santo - 2,16%
  • Distrito Federal - 2,11%
  • Paraíba - 2,11%
  • Acre - 2,09%
  • Rio Grande do Norte -1,99%
  • Tocantins - 1,68%
  • Santa Catarina - 1,62%
  • Amapá - 1,61%
  • Roraima - 1,58%
  • Brasil -  2,78%
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21/09/2021 20:12h

Pesquisadores estimaram procedimentos eletivos e de emergência que, em situação normal, aconteceriam entre março e dezembro do ano passado

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Mais de um milhão de cirurgias eletivas e emergenciais podem não ter ocorrido no Brasil em 2020 devido à pandemia da Covid-19. É o que estima uma pesquisa do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicada pela revista The Lancet Regional Health - Americas
 
Com base no número de cirurgias feitas no país de 2016 a 2020, a partir do DataSUS, do Ministério da Saúde, os pesquisadores projetaram a quantidade de procedimentos cirúrgicos esperada entre março — mês em que começou a pandemia — e dezembro do ano passado. 
 
Os pesquisadores compararam essa expectativa com os dados fornecidos pelos estados e concluíram que houve acúmulo de 1,1 milhão de cirurgias no ano passado. Dessas, 928.728 são consideradas eletivas, ou seja, não urgentes. 
 
Dário Frederico Pasche, professor de saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aponta quatro fatores que contribuíram para que tantos procedimentos se amontoassem.
 
“Sobretudo num primeiro momento, as pessoas evitaram ir ao serviço de saúde, por razões óbvias. Por outro lado, muitos serviços de saúde fecharam ou tornaram-se inviabilizados, porque alas importantes foram programadas para virarem leitos de Covid. E, por fim, em alguma medida, a gente produziu o que eu tenho chamado de “desassistência programada”, em que médicos e enfermeiros diziam às pessoas para não irem ao posto de saúde, cujos reflexos a gente sente agora nesses números”, destaca. 

Desafio para os gestores

O especialista destaca que os gestores de saúde de estados e municípios devem se programar para atender às pessoas com procedimentos represados. “É óbvio que protelar isso por mais tempo, essas [cirurgias] eletivas acabam virando, de alguma forma, de urgência. E isso deve ser objeto de avaliação de cada um dos sistemas estaduais e municipais de saúde: quem são esses pacientes que estão na fila, fazer busca ativa, e as equipes de atenção básica da saúde têm um papel estratégico”, recomenda. 

Covid-19 no Brasil

O Brasil registrou 485 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Com isso, o número de brasileiros que morreram por causa da doença chegou a 591.440. Até às 20h40 desta terça, a plataforma do Ministério da Saúde apresentava erro e não disponibilizava o número de casos confirmados no último dia. Até segunda-feira, mais de 21,2 milhões de brasileiros haviam sido infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. 
 
Ainda segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20,2 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Cerca de 425 mil estão em acompanhamento.

Vacina brasileira entra na fase testes clínicos em outubro

Dose de reforço: capital paulista inicia aplicação em idosos acima de 80 anos e imunossuprimidos

Conass pede prioridade para vacinação da 3ª dose

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,11%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados  

Rio de Janeiro – 5,11%
São Paulo – 3,41%
Amazonas – 3,22%
Pernambuco – 3,19%
Maranhão – 2,86%
Pará – 2,82%
Goiás – 2,74%
Alagoas – 2,60%
Ceará – 2,58%
Paraná – 2,58%
Minas Gerais – 2,56%
Mato Grosso do Sul – 2,56%
Mato Grosso – 2,55%
Rondônia – 2,46%
Rio Grande do Sul – 2,42%
Piauí – 2,19%
Bahia – 2,18%
Sergipe – 2,16%
Espírito Santo – 2,16%
Distrito Federal – 2,12%
Paraíba – 2,11%
Acre – 2,09%
Rio Grande do Norte – 1,99%
Tocantins – 1,68%
Santa Catarina – 1,63%
Amapá – 1,61%
Roraima – 1,58%          
 
Para saber mais sobre os municípios que apresentam alta taxa de letalidade, acesse o portal Brasil61.com. Nossa reportagem elaborou matérias municipalizadas sobre várias localidades.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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21/09/2021 13:00h

O imunizante contra Covid-19, desenvolvido pelo SENAI Cimatec, inicia a fase de testes em humanos no próximo mês e terá financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia

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A Fase I dos testes clínicos da vacina brasileira, contra Covid-19, RNA MCTI CIMATEC HDT, desenvolvida no Senai Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (SENAI Cimatec), terá início no próximo mês de outubro. A autorização pela Anvisa saiu no final de agosto e os pesquisadores já estão no processo de pré-triagem para o recrutamento dos voluntários. “O indivíduo tem que ter idade entre 18 e 55 anos, não possuir doenças crônicas e, no caso de mulheres, não estar grávida. Serão selecionados 90 participantes que serão divididos em cortes de dose (grupo de menor dose, dose média e maior dose)”, explica a pesquisadora Bruna Machado. Veja abaixo o cronograma de estudos da Fase I:

Nesta primeira fase, o estudo clínico tem como objetivo principal investigar a segurança e a capacidade da vacina em gerar resposta imunológica em humanos. O acompanhamento de todos os voluntários acontecerá em visitas pré-agendas, será uma avaliação completa, com a realização de 10 visitas presenciais. A pesquisadora enfatiza que não existe a necessidade de hospitalização em nenhuma dessas visitas e os participantes também receberão ligações (chamadas) de segurança, para o acompanhamento caso algum evento adverso aconteça.

Este é o primeiro imunizante com a tecnologia de RNA a ter uma fase de estudos realizados no Brasil. “Em contato com o organismo, o replicon de RNA tem a capacidade de se autorreproduzir, gerando, então, o RNA mensageiro que ensina o corpo humano a produzir os anticorpos específicos e de interesse contra o SARCOV-2, ou seja, o novo coronavírus. Diante dessa plataforma tecnológica, o que a gente espera é que essa seja uma vacina de dose única, já que pequenas concentrações delas se mostraram capazes de promover uma resposta imune, robusta e duradoura”, explica a coordenadora da pesquisa, Bruna Machado.

A nova candidata à vacina faz parte de um plano de desenvolvimento global que está sendo realizado em três países: Brasil, nos Estados Unidos e Índia, em parceria do Senai Cimatec com a empresa norte-americana HDT Biocorpia e a Biofarmacêutica indiana, Gennova. Além disso, o projeto foi um dos selecionados para receber financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e até fevereiro de 2022 devem iniciar os estudos clínicos da Fase II.

Outras Vacinas Brasileiras

Outras três vacinas contra a Covid-19 foram qualificadas através de chamamento público, do Ministério da Ciência e Tecnologia, para receberem financiamento. Pesquisadores tiveram de 2 de julho até 9 de agosto para submeter os projetos que podem ter parceria internacional, mas obrigatoriamente devem ser desenvolvidos no Brasil.

O imunizante UFRJVAC, desenvolvido pela pesquisadora Leda Castilho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), deve iniciar testes em voluntários ainda em 2021. O pedido foi enviado à Anvisa no início de agosto e está em análise. “A vacina UFRJ está passando pelos últimos estágios de estudos em animais, que são os estudos que a gente chama de pré-clínicos. Se isso tudo der certo, ela deve entrar em ensaios clínicos, que são os ensaios em humanos, até o final deste ano”, conta a pesquisadora.

Leda Castilho explica que a tecnologia aplicada na UFRJVAC é utilizada também na vacina da gripe, da hepatite B e HPV, porque é facilmente aplicável a outras variantes do coronavírus e a outros vírus. “A vacina é baseada no uso de uma cópia da proteína que recobre a superfície do vírus, então, é uma proteína que a gente chama de proteína recombinante e tem outras vacinas, já há muitos anos, sendo usadas que também são baseadas nessa tecnologia. Mas para cada vírus a gente vai ter que entender e pesquisar qual é a melhor proteína viral que seria usada como componente ativo,” explica a professora.

O projeto coordenado pelo pesquisador Ricardo Tostes Gazinelli, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi outro contemplado pelo chamamento público. O estudo é desenvolvido pela Fiocruz Minas e pelo CTVacinas, que será transformado e expandido em um centro nacional de vacinas, com financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A vacina Spin-Tec UFMG também utiliza a plataforma vacinal de proteínas recombinantes e protocolou, em julho, o pedido para dar início aos testes clínicos em humanos. A fase I contará com 40 voluntários, a Fase II terá aproximadamente entre 150 e 300 voluntários, e serão realizados em indivíduos que estão vacinados com as duas doses da Coronavac. O objetivo é observar a resposta imunológica em relação à terceira dose de outro imunizante, informou a Universidade por nota.

A quarta e última proposição de vacina selecionada foi a Versmanume, da Farmacore, que iniciou as pesquisas em abril de 2020 e, dois meses depois, convidou a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FRMP- USP) para coordenar os estudos pré-clínicos, que é supervisionado pelo pesquisador Célio Lopes.  Com o método de proteína recombinante, “a tecnologia ativa especificamente vias imunológicas críticas necessárias para respostas de células e anticorpos neutralizantes”, diz nota da empresa de biotecnologia.

Administrada em duas doses, com espaço de 21 dias entre elas, o imunizante ainda não recebeu autorização da Anvisa para iniciar a testagem em humanos, que terá 360 participantes ao todo. A primeira fase é destinada a pessoas com idade entre 18 e 55 anos, e a segunda, a voluntários com idade entre 55 e 75 anos. A depender dos resultados das fases iniciais, o estudo pode avançar para a fase 3, que contará com 10 mil entes. Segundo a Farmacore, os estudos, até então, não apresentaram efeitos tóxicos em animais.

Processo para a liberação de testes clínicos

Em decorrência da pandemia da Covid-19, a Anvisa criou o Comitê de Avaliação de Estudos Clínicos, com o objetivo de dar celeridade aos pedidos de análise de medicamentos e vacinas para prevenção do coronavírus. Para protocolar a solicitação, a empresa ou universidade primeiro envia e-mail à Agência com dados da pesquisa e documentação completa do Dossiê Específico de Ensaio Clínico (DEEC) e do Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM), que são os estudos preliminares.

Feito isso, o Comitê verifica a documentação e retorna, por e-mail, questionamentos em relação aos DDCM e DEEC. As respostas são enviadas pelo requerente e, assim que o Comitê sinalizar, é permitido submeter os dossiês formalmente para o sistema. Se estiverem de acordo com as normas da Anvisa, são aprovados.  O Comitê pode solicitar, em alguns casos, reunião com o solicitante do protocolo para esclarecer as questões pendentes em relação ao estudo e a documentação. Confira abaixo o status da solicitação de testes clínicos das quatro vacinas selecionadas para o chamamento público:

O Ministério da Ciência e Tecnologia informou que o valor total do financiamento é de R$ 150 milhões, mas não especificou quanto cada projeto receberá. A data em que a verba estará disponível também não foi divulgada.

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