Dengue

25/01/2022 14:00h

Medidas de prevenção à proliferação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya devem ser incorporadas à rotina da população

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O mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor dessas doenças, foi identificado em 97,8% dos municípios do Estado de Minas Gerais. Em 2021 Minas Gerais identificou 24.486 casos prováveis de dengue. Desse total, 15.441 casos foram confirmados para a doença. Em relação à febre chikungunya, foram registrados 6.335 casos prováveis da doença e, desse total, 5.367 casos foram confirmados. Foi confirmado 1 óbito por chikungunya em Minas Gerais até o momento. Já em relação à zika, foram registrados 95 casos prováveis e, desse total, 25 confirmados.

Um alerta para a população ter mais cuidado e não deixar água parada neste período do verão, que é onde o mosquito mais se prolifera, de acordo com a coordenadora estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano. 

“A Secretaria de Saúde do estado de Minas Gerais recomenda que se esgote as ações de manejo ambiental. A remoção mecânica, limpeza e cuidados em casos extremos que seja necessário tratamento químico, é utilizado”, ressalta.

A Secretaria de Saúde do estado desenvolve atividades de controle vetorial para reduzir a densidade populacional do vetor nos municípios infestados, mediante atividades sistemáticas de controle mecânico (ex. eliminar e/ou proteger os reservatórios com água parada) e químico (ex: inseticidas), realizadas em visitas domiciliares em ciclos bimensais atividades em pontos estratégicos (ex: ferro-velho) e pesquisa de levantamento de índice larvário – LIRAa/LIA permitindo a identificação de áreas com maior proporção e ocorrência de focos, bem como os tipos de criadouros predominantes (ex: pratinhos sob os vasos de plantas), indicando o risco de transmissão de Dengue, Zika e Chikungunya. 

A doença se assemelha a uma síndrome gripal grave caracterizada por febre elevada, fortes dores de cabeça e nos olhos, vômitos, além de dores musculares e nas articulações. Não existe tratamento específico para dengue. Os cuidados terapêuticos consistem em tratar os sintomas. O atendimento rápido para identificação dos sinais de alarme e o tratamento oportuno podem reduzir o número de óbitos, chegando a menos de 1% dos casos.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  • Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  • Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  • Feche bem os sacos e lixo.
  • Guarde os pneus em locais cobertos.
  • Tampe bem a caixa-d´água.
  • Limpe as calhas. 

O combate ao Aedes aegypti, transmissor das três doenças, é a principal forma de prevenção. Campanha do Ministério da Saúde orienta que essas medidas para evitar água parada sejam incorporadas na rotina da população, como explica o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka. 

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça.”

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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25/01/2022 12:30h

Dores de cabeça, febre alta, dores musculares, no fundo dos olhos e vermelhidão pelo corpo. Essas são queixas comuns de quem está infectado pela dengue

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Febre, dores de cabeça, no corpo e articulações. A dengue apresenta sintomas parecidos com outras infecções virais. Mas no caso dela, ainda podem aparecer sinais de vermelhidão no corpo e dor no fundo dos olhos. A febre é alta, acima de 39º. Para a identificação da infecção é preciso realizar exames de sangue.

No ano passado, o Brasil registrou quase um milhão de casos suspeitos, 543.647 foram confirmados por exames laboratoriais. O médico infectologista do HFA, em Brasília, Hemerson Luz explica que a maior parte das ocorrências são leves. “É preciso bastante hidratação e o tratamento medicamentoso é apenas para os sintomas.” Contudo, ao suspeitar de dengue, não tome remédios à base de ácido acetilsalicílico (como aspirina, ASS etc), pois pode aumentar o risco de sangramento. 

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Casos graves 

Cerca de 2% dos casos de dengue podem apresentar sinais de alarme. Dos quase 550 mil doentes no ano passado, cerca de 4,7 mil tiveram essa característica. Desses 241 vieram a óbito (algumas mortes suspeitas ainda seguem em investigação). 

Hemerson Luz observa que as ocorrências mais graves costumam ser nos casos de reinfecção, especialmente se for por variantes distintas - atualmente, existem 4 tipos de dengue em circulação no País. 

“Se os pacientes evoluírem com dor abdominal forte de forma contínua, vômitos persistentes, ficar com a pele pálida, fria, úmida ou mesmo apresentar sangramento pelo nariz, pela gengiva, com manchas vermelhas na pele, são sinais de alarme e deve procurar o hospital”, alerta. Comportamento não habitual, como confusão mental, sonolência excessiva ou agitação são sinais de que o doente precisa de assistência médica. 

Prevenção 

Como não há vacina ou tratamento específico para a dengue, a prevenção mais efetiva é o controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti. Durante o verão, devido às chuvas e altas temperaturas, o mosquito se reproduz mais rapidamente. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de que cada cidadão inspecione os lugares em que mora ou trabalha para que não sejam depósito de ovos do mosquito. O tema é tratado na Campanha Combata o Mosquito Todo Dia. 

“A campanha traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para fazer uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, pondera o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. 

Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito: 

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas. 

As inspeções das equipes de vigilância epidemiológicas mostram que pequenos recipientes móveis como pratinhos de planta, potes e garrafas são os principais criadouros do mosquito. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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25/01/2022 06:00h

Apesar de o estado mais populoso do país ter tido queda superior a 20% no número de casos de dengue confirmados, mais de 160 mil pessoas contraíram a doença

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Dos dez municípios que apresentaram, em 2021, as mais altas incidências de dengue no Brasil, cinco estão em São Paulo. Apesar de, no ano passado, o estado mais populoso do País ter tido queda superior a 20% no número de casos de dengue confirmados, mais de 160 mil pessoas contraíram a doença. Já a chikungunya, teve alta superior a 3.000%, foram 18.467 casos. Segundo a Secretaria de Saúde de SP, esta epidemia ficou concentrada na região da baixada santista. 

Contudo, o estado de São Paulo apresenta surtos de arboviroses (dengue, zika e chikungunya) em todo o seu território. O fato de se ter grandes concentrações populacionais e municípios muito próximos uns dos outros, fenômeno conhecido como conurbação. Por essa razão, o estado associa duas metodologias para monitorar a proliferação: uma municipal, outra regional. “Então você extrapola o território do município para fazer a avaliação dessa infestação. E aí, independente do indicador de um determinado município dentro daquela região você pode desencadear várias ações de mobilização social, de controle do Aedes aegypti”, explica Dalton Fonseca, assessor técnico do Centro de Vigilância de Saúde de São Paulo. 

São focos de preocupação para a contaminação pelo mosquito a região metropolitana da capital - que reúne cerca de 22 milhões de pessoas em 39 municípios - as regiões de Campinas, São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba, região litorânea entre outras (veja no gráfico). “São regiões importantes no sentido de ter uma infestação elevada devido ao adensamento populacional e a concentração de muitos focos do mosquito”

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

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24/01/2022 04:30h

Coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, afirma que a população deve se mobilizar contra o mosquito Aedes Aegypti ao longo do ano inteiro

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Atualmente, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios brasileiros. O dado é da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde. No entanto, segundo o coordenador-geral da pasta, Cassio Peterka, os demais municípios do país que não estão em situação endêmica também devem ficar atentos e agir contra o mosquito.

“Hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país, mas não quer dizer que os outros restantes para completar 5.570 municípios não devam ter ações. Quase todos os municípios do Brasil têm transmissão de dengue, zika ou chikungunya, ou das três concomitantemente.”

Segundo Cassio Peterka, o vírus da dengue, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, tem um potencial de distribuição geográfica muito grande e rápido. “Se a gente pegar regiões contíguas onde tem uma baixa transmissão, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões”.

A transmissão das arboviroses acontece pela picada da fêmea do Aedes aegypti infectada pelo vírus. “É preciso ter uma fêmea que fez a alimentação em uma pessoa infectada. Ela pega o vírus, se infecta, e assim ela vai estar apta - depois de um período de incubação dentro da fêmea do mosquito Aedes aegypti - em transmitir para outras pessoas”, explica. 

Monitoramento

Cassio Peterka destaca duas metodologias importantíssimas para o levantamento da proliferação do mosquito no país: o LIRAa ou LIA (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti). A diferença entre eles é que o LIRAa é direcionado para municípios de maior porte populacional e o LIA para menores.
A recomendação da pasta é que os municípios façam o levantamento a cada dois meses, mas a cobrança é feita quatro vezes ao ano.

“A importância desse levantamento entomológico é que ele nos dá um risco sobre o encontro de larvas e quais os recipientes principais. Por exemplo, existem regiões onde eu tenho uma predominância de criadouros como cisternas, caixas d'água, tanto as de rotina como de armazenamento de água por conta de uma falta de abastecimento. Então a gente tem esses instrumentos de levantamento entomológicos para nos direcionar.”

Combate ao mosquito

Segundo Cassio Peterka, as ações da pasta contra o mosquito Aedes aegypti ocorrem rotineiramente ao longo de todo o ano e fazem parte das atividades dos agentes de combate às endemias e dos agentes de vigilância ambiental em todo o país. 

“Qualquer frasco, pote, vaso, que acumule água, é um potencial criadouro para mosquitos. Então, encontrou um pote com água parada, mesmo que não seja muito grande, pode ser um criadouro do mosquito. A gente tem que eliminar esses criadouros para que os mosquitos não nasçam, não tenham mosquitos que possam fazer com que a gente tenha uma epidemia”, alerta.

O fumacê (nebulização espacial de inseticida) é indicado para matar o mosquito adulto. “É uma ferramenta utilizada quando perdemos o controle da situação. Ela é indicada quando há uma epidemia, quando há um aumento muito grande de casos de uma determinada região, ou seja, ele é direcionado aos adultos”. 

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, acrescenta.

Cássio Peterka também faz um apelo para que todos os setores da sociedade se mobilizem no combate ao Aedes Aegypti.

“A gente precisa de um apoio de todos os órgãos governamentais, da população, do setor privado, do terceiro setor para que a gente tenha uma mobilização muito grande das pessoas para evitar que esse mosquito nasça. A carga maior cai sobre o setor de saúde, mas a solução não está somente no setor de saúde. É justamente nessas parcerias, na intersetorialidade, que a gente consegue buscar soluções maiores.” 

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Chuvas

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses deixa bem claro que os cuidados contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya devem ser mantidos mesmo após o período de chuva. 

“A gente deve manter os cuidados sempre durante todo o ano, 365 dias por ano. Porque, os ovos do Aedes aegypti, mesmo que eles estejam no frasco sem água, podem ficar até quase um ano viáveis. E quando chega o período da chuva, eles vão entrar em contato com a água e, de cinco a sete dias, esse mosquito, que passou um ano adormecido dentro desse ovo, vai nascer novamente.”

No entanto, as regiões que registraram excesso de chuva ou inundações precisam de cuidados redobrados.

“A atenção tem que ser muito mais redobrada no momento em que as inundações estão baixando, quando a gente tem aumento do número de criadouros e que isso facilitaria a proliferação do vetor. Então, a ideia é aliar nossas ações rotineiras e em momentos onde haja desastres, onde haja um aumento muito grande das chuvas, a gente tenha uma atenção redobrada”, esclarece Cassio. 

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

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24/01/2022 04:00h

Estado registrou quedas nas notificações de dengue em 2020 e 2021 mas prevê alta para este ano

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A situação de infestação de dengue rapidamente pode mudar. Esse foi o caso do estado do Maranhão que em 2021, registrou 49,32% a menos de dengue quando comparado ao ano anterior. No total, foram 1298 casos confirmados da doença no ano passado. Mas, no final de 2021, quando 94% dos 217 municípios realizaram o levantamento de índice de infestação (LIRAa), o resultado foi de alta para 33 municípios. 

As regiões dos municípios de São João dos Patos, Buritis, Caxias, Parnarama, Sucupira do Norte, São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e Paraibanos são as que apresentam maior índice de alta e estão na zona vermelha de alerta, com índice de infestação predial superior a 4%. A coordenadora informa que esses municípios receberam reforços para o combate emergencial com inseticidas, chamados de UVB costal e UVB montada (popularmente conhecido como fumacê). “Mas só a UVB não resolve, pois ela mata pontualmente os mosquitos atingidos. Não tem ação residual. A população precisa intensificar suas ações de controle para ter um combate sustentável”, explica Graça Lírio. 

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

É com o foco nesse tipo de ação, chamada de prevenção mecânica, que o Ministério da Saúde desenvolveu a atual campanha de combate à dengue. É um chamado para que cada cidadão coloque em sua rotina semanal uma ronda direcionada para a eliminação de locais que possam ser foco do mosquito.

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes. Portanto cada um buscar a responsabilidade a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, detalhou o  coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

As inspeções das equipes de vigilância epidemiológicas mostram que pequenos recipientes móveis como pratinhos de planta, potes e garrafas são os principais criadouros do mosquito. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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24/01/2022 03:00h

Cruzamento de informações sobre ocorrência de casos de dengue, zika e chikungunya e sobre a presença de vetores são fundamentais para o combate ao mosquito

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Na região sul do Brasil, o estado do Paraná foi o que teve maior diminuição de casos de dengue em 2021. No total, foram confirmados 36.752 casos, 86,03% a menos quando comparado a 2020. Nenhuma morte pela doença foi registrada no período. 

Mesmo assim, o estado segue vigilante: dos 40 municípios brasileiros com maior incidência de casos de dengue, sete estão no Paraná (Mercedes, Serranópolis do Iguaçu, Sengés, Paranapoema, Santo Antônio do Caiuá, Campina da Lagoa e Pato Bragado.) Dos 399 municípios paranaenses, 40 apresentaram índice de infestação predial superior a 4%, o que deixa o município em alto risco para as arboviroses (veja no infográfico a classificação de risco frente à presença de vetores e criadouros no município). 

A chefe da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores do estado, Emanuelle Pouzato, explica que o cruzamento de dados sobre adoecimentos e a presença de vetores são fundamentais para o sucesso no combate às arboviroses - dengue, zika e chikungunya. O Paraná utiliza uma ferramenta chamada diagrama de controle que permite fazer o acompanhamento da evolução das doenças e traçar comparativos com períodos anteriores. “São alertas para que medidas relacionadas a evitar a proliferação vetorial sejam mais reforçadas e o engajamento da população como um todo seja mais reforçado nessas regiões, nesse momento”.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegytpi podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

A campanha do Ministério da Saúde lembra que cada um deve ter um olhar atento aos seus locais de moradia e trabalho. As inspeções das equipes de vigilância epidemiológicas mostram que pequenos recipientes móveis como pratinhos de planta, potes e garrafas são os principais criadouros do mosquito. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água. 

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24/01/2022 03:00h

Em época de chuva, todo cuidado é pouco para evitar que o Aedes aegypti se prolifere. A dica é manter a limpeza de casa em dia

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Em 2021 a Bahia registrou mais de 24 mil casos de dengue, quase 14 mil prováveis de chikungunya e outros 973 casos prováveis para zika. A situação em todo o estado é considerada mais crítica nas regiões centro-norte e sudoeste. A preocupação das autoridades estaduais aumenta principalmente por causa do verão, época em que as temperaturas mais altas e o acúmulo de água trazidos pelas chuvas mais frequentes também atraem o mosquito Aedes aegypti, transmissor das chamadas arboviroses.

A vigilância epidemiológica no estado ressalta que mantém levantamentos frequentes para identificar e combater possíveis criadouros do Aedes, e para isso conta com o trabalho das autoridades do estado, qualificação de profissionais e treinamento de agentes de saúde; além de campanhas de sensibilização da comunidade, que pode e deve se engajar na guerra contra o mosquito.

A coordenadora da vigilância estadual, Ana Cláudia Nunes, explica que entre as medidas adotadas está a criação de uma sala de coordenação e  controle de arboviroses; além de ações de capacitação e monitoramento. “Essas ações envolvem a vigilância epidemiológica das regionais e articulação com a atenção básica  e assistência especializada, de modo a orientar as ações de manejo para diagnóstico diferenciado.”

Em casos mais críticos, o estado utiliza o carro fumacê, com aplicação de inseticidas, de acordo com a incidência de casos. A coordenadora da vigilância epidemiológica alerta para o papel da população na prevenção das arboviroses, e lembra que ainda não existe vacina para dengue, zika e chikungunya.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

https://brasil61.com/n/brasil-tem-queda-de-42-6-nos-casos-de-dengue-entre-2020-e-2021-mas-numeros-ainda-sao-altos-aede222986

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  • Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  • Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  • Feche bem os sacos e lixo.
  • Guarde os pneus em locais cobertos.
  • Tampe bem a caixa-d´água.
  • Limpe as calhas.

Por isso, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de que cada cidadão inspecione os lugares em que mora ou trabalha para que não sejam depósito de ovos do mosquito. O tema é tratado na Campanha Combata o Mosquito Todo Dia. 

“A campanha traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para fazer uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, pondera o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. 

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

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21/01/2022 04:00h

Mesmo com mais casos registrados em 2021, o estado ainda apresenta estabilidade quando os dados são comparados a anos anteriores

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O Amapá registrou aumento nos índices das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2021. Tanto dengue, quanto zika e chikungunya registraram maior número de notificações de casos no estado, mas de acordo com a gerente do Núcleo de Vigilância Ambiental da Secretaria de Vigilância em Saúde do Amapá, Rackel Barroso, se comparados a anos anteriores, os números representam estabilidade.

"Estamos aqui na luta contra as arboviroses, contra a proliferação do Aedes. Os municípios fazem o Lira, todos deram de baixo risco. Macapá deu médio risco, que é a nossa capital, a que concentra o maior número de dados. Mas a maioria dos municípios deu baixo risco”, destacou a gerente da Vigilância.

Mas isso não significa, de acordo com ela, que o estado esteja de braços cruzados na luta contra o Aedes. Mesmo com uma certa estabilidade, ela lembra que é preciso sempre cuidar dos ambientes para evitar os criadouros do mosquito, mais comuns nessa época do ano.

Levantamentos recentes de índice de infestação revelaram que comparados os períodos de janeiro a outrubro de 2020 e 2021, o registro de casos de chikungunya passou de 6 para 94. Já os casos de dengue subiram de 39 para 105; enquanto os casos de zika foram de 1 para 4.

Para Rackel Barbosa, apesar disso, a série histórica dos levantamentos mostra que as doenças estão estáveis, o que pode ser resultado também da pandemia, quando as pessoas ficaram mais em casa e deixaram de procurar atendimento.

E para manter os índices estáveis, e a população livre das doenças transmitidas pelo mosquito, o governo estadual trabalha com diversas atividades de controle e formação de agentes de saúde e sensibilização dos moradores nos diversos municípios.

O foco de maior atenção é a capital, Macapá, que registrou médio índice de infestação pelo Aedes, e que concentra também a maior população do estado. Rackel faz um apelo para que os moradores continuem atentos aos quintas, caixas d'água e acúmulo de lixo.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

https://brasil61.com/n/dengue-mais-de-70-dos-casos-se-concentram-em-cerca-de-200-municipios-nas-demais-cidades-tambem-devem-agir-aede223000

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

O Ministério da Saúde também reforça a necessidade de que cada cidadão inspecione os lugares em que mora ou trabalha para que não sejam depósito de ovos do mosquito. O tema é tratado na Campanha Combata o Mosquito Todo Dia. 

“A campanha traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para fazer uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, pondera o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. 

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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21/01/2022 04:00h

Estado realiza levantamentos frequentes para evitar proliferação do mosquito e aumento de casos de doenças

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O estado do Mato Grosso do Sul tem promovido ações preventivas e de caráter emergencial para conter o aumento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nos seus 79 municípios, e assim evitar que a população contraia dengue, zika e chikungunya.

O assessor militar da Secretaria de Saúde, coronel Marcelo Fraia, destaca que as medidas envolvem o estado e entidades que formam o Comitê de Combate às Arboviroses, com a entrega de insumos,  equipamentos de proteção individual e campanhas de sensibilização de moradores e comerciantes, lembrando que a limpeza é fundamental para conter o mosquito.

Para adoção das medidas, o estado realiza o Levantamento Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, que consiste num mapeamento da infestação do mosquito Aedes aegypti. O Lira é dado pelo percentual do número de imóveis com focos do mosquito, entre os escolhidos de uma região em avaliação.

Com base nesses registros, o coronel Marcelo informa os pontos de alerta na região “As regiões mais críticas, ou seja, aquelas com maior risco no estado, conforme o último Lira, estados e municípios de Rio Negro, Ladário, Caracol, Brasilândia e Antônio João.”

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

https://brasil61.com/n/dengue-mais-de-70-dos-casos-se-concentram-em-cerca-de-200-municipios-nas-demais-cidades-tambem-devem-agir-aede223000

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes. Portanto, cada um deve assumir a responsabilidade dentro de sua casa, do seu local de trabalho”, incentiva o  coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. Ele lembra que o mosquito da dengue é um vetor muito adaptado ao meio urbano. Cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti estão dentro das casas. 

Colocar areia nos pratinhos de planta é uma boa alternativa. Se precisar guardar potes e garrafas, vire-os de cabeça para baixo. É importante que ralos tenham telas de proteção ou sejam fechados quando não estiverem em uso. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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21/01/2022 04:00h

Em 2021, casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti registraram aumento significativo, mesmo com o déficit de notificações por semelhanças de sintomas com a Covid-19

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Levantamentos constantes fazem parte da rotina da Secretaria de Saúde da Paraíba para manter os casos de dengue, zika e chikungunya sob controle no estado. Além dos números, as ações incluem campanhas de conscientização, visitas a estabelecimentos comerciais e residências, caminhadas e até as visitas do fumacê em pontos com situação mais crítica detectada por meio de levantamentos . Mesmo com todas as ações de prevenção, o índice de registros das chamadas arboviroses cresceu no último ano.

A agrotécnica Carla Jaciara, da Secretaria Estadual de Saúde, destaca que apesar de um certo déficit de notificações no início da pandemia de Covid-19, pela semelhança de sintomas entre as doenças, os números tiveram acréscimo considerável, com 15.754 casos prováveis de dengue, 10.195 de chikungunya e 491 de zika.

Deste total foram registrados quatro óbitos confirmados para dengue e um para chikungunya.  A maior incidência foi registrada na capital, João Pessoa, e em alguns pontos do sertão do estado. De acordo com a agrotécnica de arboviroses da Secretaria de Saúde da Paraíba, Carla Jaciara, a confusão entre os sintomas das doenças chegou a provocar um alerta das autoridades locais. “ lançamos até uma nota, de uma possível epidemia simultânea de covid com arboviroses,identificamos o trabalho junto ao serviço de saúde, secretarias municipais de saúde, gerências regionais, para fortalecer a identificação em tempo oportuno desses casos suspeitos dearboviroses, tanto para confirmar quanto para descartar”.

De acordo com a agrotécnica de arboviroses da Secretaria de Saúde da Paraíba, Carla Jaciara, hoje 85 municípios estão em alerta no estado. Para evitar que o mosquito se reproduza, Carla Jaciara faz um apelo à população, para que adote uma rotina de cuidados com a casa. “Acaba sendo uma história que a gente acaba batendo na mesma tecla, é a limpeza de forma adequada, conscientização do morador e da vizinhança”.

Ao sentir sintomas como dores pelo corpo e na cabeça,  a dica é que o morador procure o quanto antes o serviço de saúde, para identificar a doença corretamente e garantir tratamento adequado, evitando oagravamento do quadro.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

https://brasil61.com/n/dengue-mais-de-70-dos-casos-se-concentram-em-cerca-de-200-municipios-nas-demais-cidades-tambem-devem-agir-aede223000

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Campanha do Ministério da Saúde orienta que as medidas para evitar água parada sejam incorporadas na rotina da população, como explica o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka. 

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça.”

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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