VoltarO planeta já sabe como remover carbono da atmosfera. Faz isso há milhões de anos, em silêncio, por meio do intemperismo de rochas silicatadas — processo pelo qual minerais se dissolvem em contato com água e solo, liberando cátions que capturam dióxido de carbono e o transportam, na forma de bicarbonato, até os oceanos. O desafio que a startup brasileira Terradot se propôs a resolver é aparentemente simples de enunciar e extraordinariamente complexo de executar: comprimir esse ciclo geológico de milhões de anos para a escala de uma safra agrícola — e provar, com rigor científico, que a captura aconteceu.
A empresa tem quatro anos de existência, opera comercialmente em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, mantém projetos de pesquisa e desenvolvimento no Maranhão e no Rio Grande do Sul e, recentemente, expandiu sua atuação para os Estados Unidos com a aquisição de uma concorrente americana. Em entrevista exclusiva à Brasil Mineral, a equipe da Terradot apresentou o modelo de negócio, a arquitetura científica por trás da tecnologia e, sobretudo, o papel central que o setor de mineração ocupa nessa equação.
O ponto de partida da Terradot é uma constatação que incomoda boa parte do mercado de carbono: a maioria das soluções de remoção disponíveis hoje não é permanente. Reflorestamento, por exemplo, captura carbono enquanto a floresta existe — mas o estoque pode ser revertido por incêndio, seca ou mudança de uso do solo.
"Se a gente está colocando uma tonelada de CO₂ no ar, isso é um passivo permanente, então a gente vai precisar de uma solução que consegue capturar esse carbono de forma permanente", afirmou Julia Sekula, CEO da Terradot. "Infelizmente muitas das soluções, que são muito boas, que a gente mais conhece no Brasil, por exemplo, reflorestamento, trazem uma série de benefícios em termos de biodiversidade, mas não capturam o carbono de forma permanente. Elas não resolvem justamente essa equação: se o nosso passivo é permanente, o nosso ativo tem que ser permanente."
Foi buscando uma resposta para essa equação que a empresa chegou ao intemperismo acelerado de rocha — ou intemperismo avançado, como também é chamado na literatura científica. A natureza, argumenta Sekula, já oferece o modelo. A Terradot o operacionaliza.
Laísa de Assis Batista, geóloga e responsável pela coordenação científica da empresa, explica que o processo se apoia em um mecanismo geoquímico já bem estabelecido. As rochas silicatadas — especialmente basaltos — são ricas em minerais como olivinas, feldspatos e piroxênios. Quando moídas em granulometria fina e aplicadas ao solo agrícola, essas rochas interagem com a água da chuva e com o sistema hidrológico local, dissolvendo-se e liberando cátions alcalinos.
"Estamos interessados nos elementos alcalinos: sódio, magnésio e cálcio principalmente", explicou Laísa. "Cada um desses óxidos, no que é solubilizado na solução ali, no ambiente do solo, vai ter o potencial de capturar duas moléculas de carbono para cada molécula de óxido que liberamos do silicato."
O mecanismo de permanência está no destino desse carbono capturado. O CO₂ atmosférico é convertido em bicarbonato, que migra pelo sistema hidrológico até os oceanos, onde fica sequestrado — seja dissolvido na água do mar, seja precipitado na forma de conchas. É esse caminho que confere ao processo a característica de captura permanente, diferenciando-o de outras metodologias.
A analogia com práticas agrícolas já existentes é intencional e estratégica. "É muito semelhante com o que acontece hoje, por exemplo, com o espalhamento de calcário, com o espalhamento de fertilizante no campo", comparou Laísa. "Você tem aquela área, aquele solo, quer melhorar a saúde do solo, e então aplica aquele material para interagir ali, fazer o melhoramento do solo, aumentar a capacidade de nutrientes."
A combinação de fatores que torna o Brasil especialmente adequado para o intemperismo acelerado não é coincidência geológica — é uma vantagem estrutural que a Terradot identificou como central em sua estratégia.
O primeiro elemento é geológico. A Bacia do Paraná abriga os derrames basálticos que formam o terceiro maior depósito basáltico do mundo. "Se a gente for comparar com os outros dois: o primeiro são as armadilhas na Sibéria, que é um lugar super frio, então não é tão adequado para o favorecimento do processo de intemperismo; e na Índia, que são as Deccan Traps, que já é um basalto mais alterado", contextualizou Laísa. O basalto da Bacia do Paraná, rico em cálcio e magnésio, está inserido em uma das maiores áreas agrícolas do planeta — o que elimina o problema logístico de distância entre fonte e ponto de aplicação.
O segundo fator é industrial e regulatório. O Brasil possui uma cultura consolidada de remineralização de solos, com produção de pó de rocha regulamentada pelo Ministério da Agricultura desde a década de 1980. A instrução normativa dos remineralizadores estabelece granulometria abaixo de dois milímetros, exatamente a faixa mais favorável ao processo de intemperismo acelerado. "Existe uma produção em escala desse pó de rocha fino, e isso é uma característica nacional", ressaltou a geóloga.
A arquitetura comercial da Terradot envolve três elos principais: as pedreiras e mineradoras fornecedoras de rocha, os produtores rurais que recebem o material aplicado em suas áreas, e as grandes empresas compradoras de créditos de carbono — hoje, principalmente corporações de tecnologia como Microsoft e Google.
O produtor rural ocupa posição singular nessa cadeia: ele não paga pelo insumo. Ao contrário, recebe gratuitamente o pó de rocha, que atua como corretivo de solo, reduzindo a acidez de maneira análoga ao calcário. Em contrapartida, cede à Terradot os direitos de amostragem e monitoramento necessários para a geração e certificação dos créditos de carbono.
"O produtor não paga para receber essa rocha", confirmou Julia Sekula. "A gente faz a aplicação do pó de rocha em sua área, em troca ele dá para nós os direitos de fazer toda a amostragem que a gente precisa para então poder gerar o crédito de carbono e vender esse crédito para as grandes compradoras. Os contratos que temos com as empresas de tecnologia nos ajudam a financiar todo esse processo."
Sekula acrescentou que a economia gerada para o produtor pode representar cerca de 10% do custo de produção — número relevante em um setor que atravessa anos de pressão sobre margens.
Do lado das mineradoras, a relação é de compra e venda convencional. A Terradot adquire o pó de rocha — historicamente um subproduto sem destinação adequada — e assume os custos de transporte, aplicação e monitoramento. "As pedreiras de basalto têm um core business voltado para a produção de agregados para o mercado de construção civil. Inevitavelmente, essa produção de agregados gera finos", explicou Fabrício Pinheiro, estrategista de mineração da empresa. "No passado, esses finos acabavam sendo um passivo para eles, um material que ficava estocado e não tinha uma destinação."
Fabrício Pinheiro tem longa trajetória no setor mineral e é o responsável por mapear e desenvolver as parcerias com pedreiras e mineradoras. Sua leitura sobre o momento atual do setor é direta: há um desconhecimento generalizado sobre o potencial dessa tecnologia dentro da própria indústria.
"No ano passado estive na Exposibram e é uma ciência que ainda é muito desconhecida dentro da área de mineração", relatou. "Acho que é importante a gente apresentar, trazer esse conhecimento para o setor de mineração, que existe uma possibilidade de ter um viés totalmente diferente do que só ter aquela visão muito ainda de que minerais e rochas não têm só essa pegada industrial, mas também pode ter esse caminho de ação ambiental."
A Terradot enxerga potencial além das pedreiras de basalto. A empresa avalia o uso de outros subprodutos minerais, como rejeitos de lavra e escórias industriais. "A gente também tem um caminho de estudo e avaliação de outros subprodutos de mineração para também dar essa destinação para o intemperismo acelerado", confirmou Pinheiro.
A questão da verificação é o ponto mais sensível de toda a cadeia — e onde reside o diferencial competitivo da Terradot. Sem comprovação robusta, não há crédito de carbono. E sem crédito, não há receita.
O protocolo de monitoramento desenvolvido pela empresa é essencialmente geoquímico e se estende por até cinco anos após a aplicação. Antes de qualquer intervenção, a equipe realiza uma caracterização completa do baseline: composição do solo, assinatura geoquímica das drenagens e composição detalhada do pó de rocha a ser utilizado. Após a aplicação, amostragens sistemáticas rastreiam a evolução das concentrações de cátions no solo, na água e nas plantas.
"Eu sei qual é a composição do meu basalto, qual a composição do meu solo naquela área, qual é a composição dos dois misturados e, conforme o intemperismo vai acontecendo, sei que vou ter um empobrecimento nos cátions que estou contando para gerar essa exportação de carbono", detalhou Laísa. "Então é essa mudança de sinal que vou pegando com o tempo e, pelo balanço estequiométrico de massa entre essas diferentes fases, consigo mostrar a remobilização dos cátions e essa captura do dióxido de carbono."
A amostragem de plantas é componente essencial do protocolo. Parte dos cátions liberados pelo intemperismo é absorvida pela cultura, e essa fração precisa ser descontada do cálculo de captura de carbono para evitar superestimativas. "A gente pega também as amostras de planta, porque precisamos saber quanto desses cátions, quanto dessa geoquímica que colocamos no solo, está sendo incorporado pela planta, para também não superquantificarmos o carbono que estamos capturando", explicou a geóloga.
Em termos de preferência de área, a empresa favorece solos arenosos levemente ácidos. A porosidade facilita a exportação de bicarbonato para o sistema hidrológico, acelerando a resposta mensurável. Mas o protocolo pode ser adaptado a outras condições. O portfólio atual da Terradot inclui áreas de pastagem, cana-de-açúcar, soja e milho.
Quando a conversa chegou ao potencial de escala da tecnologia no Brasil, os números apresentados são expressivos — e acompanhados dos devidos asteriscos científicos.
Estudos acadêmicos independentes estimam que o Brasil tem potencial de remover uma gigatonelada de carbono por ano por meio do intemperismo acelerado. Para contextualizar: o País emite aproximadamente 2,4 gigatoneladas de CO₂ equivalente por ano. O processo poderia, em tese, neutralizar quase metade das emissões nacionais.
Em termos de volume de rocha, Julia Sekula esboçou um cálculo preliminar: "Se você pega essa gigatonelada e pensa só em basalto, para gerar uma tonelada de captura de carbono, você tem que aplicar mais ou menos 4 a 5 toneladas de basalto. São 5 bilhões de toneladas." Rochas com maior concentração de minerais reativos reduzem essa relação — de 1 para 4 para algo próximo de 1 para 2 ou mesmo 1 para 1 —, o que altera significativamente o volume necessário.
A CEO reconhece que o número bruto da gigatonelada carrega simplificações. "A gente colocaria um asterisco e falaria: esse número provavelmente não é tudo isso, mas dá um indicativo de dimensão", ponderou Sekula. A lógica de distribuição geográfica reforça essa ressalva: com mais de mil pedreiras ativas no Brasil, cada uma delas representando um raio potencial de aplicação, a soma fragmentada pode ser expressiva — mas dificilmente atingirá o limite teórico calculado em escala nacional.
O mercado comprador dos créditos gerados pelo intemperismo acelerado ainda é predominantemente voluntário. As grandes empresas de tecnologia globais lideram as aquisições, motivadas por metas de descarbonização e por exigências crescentes de seus investidores e reguladores. O valor desses créditos é significativamente superior ao de créditos convencionais, precisamente pela permanência da captura e pelo rigor científico exigido para sua certificação.
Mas o horizonte regulatório está se redesenhando rapidamente. "A União Europeia saiu com uma definição muito clara de que o mercado de emissões local vai aceitar a remoção permanente de carbono", apontou Sekula. "Então em breve esse mercado também vai ser um mercado regulado em algumas jurisdições."
Essa perspectiva transforma o intemperismo acelerado de uma solução de nicho voluntário em um instrumento potencial de compliance regulatório — o que tende a ampliar substancialmente a demanda e a base de compradores ao longo da próxima década.
A Terradot representa, em essência, uma proposta de reposicionamento do setor mineral brasileiro. Pedreiras que hoje enxergam o pó de basalto como um passivo operacional — custo de armazenamento, sem receita — são convidadas a enxergá-lo como a matéria-prima de um mercado emergente e de alto valor agregado.
Mas o caminho exige investimento. Fabrício Pinheiro destacou que o desenvolvimento de equipamentos com capacidade e escalabilidade adequadas para a produção de finos com granulometria compatível é um dos grandes desafios técnicos do setor. A demanda por pó de rocha fino em volumes industriais, caso a tecnologia se consolide na escala projetada pelos estudos acadêmicos, exigirá adaptações significativas nos processos produtivos das pedreiras — e pode abrir uma nova fronteira de negócios para fabricantes de equipamentos de beneficiamento.
A mensagem que a Terradot leva ao setor mineral é, no fundo, uma inversão de narrativa: a mineração, frequentemente posicionada como antagonista nas discussões sobre clima, pode se tornar protagonista de uma das soluções mais escaláveis e permanentes de captura de carbono já identificadas pela ciência. O pó que sobra do britador pode ser, literalmente, a resposta que o planeta está procurando. (Exclusivo Brasil Mineral)
Copiar o textoO Ministério Público Federal (MPF) comunicou, no dia 17 de julho, que apresentou uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) com base em investigação feita a partir do relatório produzido pelo Greenpeace Brasil. O documento ‘Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude’, publicado pelo Greenpeace Brasil em julho, aponta graves falhas na fiscalização da ANM e revela como as Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) têm sido usadas para dar aparência legal ao ouro extraído ilegalmente da Amazônia, inclusive de Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação (UC).
O Greenpeace analisou187 processos minerários no Pará, Mato Grosso e Rondônia por cerca de um ano, dos quais 98 PLGs apresentaram irregularidades e concentraram 25,3 toneladas de ouro declarado, o que equivale a R$ 18,4 bilhões entre 2018 e 2026. Com base nessas informações, a ação do MPF pede que o Poder Judiciário determine que a ANM crie um grupo de trabalho para elaborar estudos para uma nova regulamentação do regime de PLG, fechando as brechas que permitem a lavagem de ouro ilegal. Além disso, requer que a ANM reavalie e suspenda cautelarmente todas as PLGs irregulares, acionando os órgãos como a Polícia Federal nos casos de indícios de crimes. “Esta ação é crucial para enfrentar uma omissão sistêmica da ANM que há anos alimenta a lavagem de ouro na Amazônia. Trata-se de uma oportunidade histórica para corrigir as falhas regulatórias nas PLGs e fechar o cerco contra o garimpo ilegal no Brasil. Espera-se que o Poder Judiciário assegure a efetividade do dever constitucional de proteção ambiental, determinando a adoção das medidas necessárias para coibir esse cenário de ilegalidade. A ação representa um passo essencial para a garantia do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e do pleno respeito aos direitos constitucionalmente assegurados aos povos indígenas e seus territórios”, explica Daniela Jerez, advogada do Greenpeace Brasil.
O relatório identificou dois padrões de fraude: os garimpos fantasmas, em que áreas com PLG declaram grandes volumes de produção de ouro, mas imagens de satélite e sobrevoos de validação mostram a floresta intacta, sem qualquer sinal de atividade garimpeira; e os garimpos em escala industrial, em que um mesmo grupo obtém múltiplas PLGs em áreas vizinhas e opera como se fossem uma única mina, escapando das exigências de licenciamento ambiental mais rigoroso. Segundo o Greenpeace, o esquema existe, pois a própria legislação deixou uma brecha estrutural: o titular da PLG é quem declara quanto ouro extraiu, sem que haja qualquer parâmetro técnico para verificar se o volume declarado é compatível com o potencial real da área. A ANM, por sua vez, admitiu ao MPF que não fiscaliza a comercialização do ouro e conta com apenas 120 servidores para atuar em todo o território nacional. O relatório aponta ainda que, mesmo após a decisão do STF, em março de 2025, que derrubou a chamada “presunção de boa-fé” no comércio do metal, os mecanismos de lavagem continuam operando, o que reforça a urgência das medidas regulatórias cobradas na ação.
Copiar o textoA Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou o Fact Sheet “Mineralização de Carbono como Nova Fronteira das Rotas de CCS", terceiro volume da série dedicada aos temas de captura e armazenamento de carbono (CCS). A publicação apresenta os fundamentos da mineralização de carbono, processo que converte o dióxido de carbono (CO₂) em minerais estáveis por meio de reações naturais aceleradas em determinadas formações geológicas. O documento explora os mecanismos que tornam essa rota uma alternativa de armazenamento permanente de carbono, descreve experiências internacionais em andamento e discute as perspectivas para sua aplicação no Brasil.
O estudo destaca o potencial associado às rochas máficas e ultramáficas, com ênfase na Bacia do Paraná, atualmente o principal foco das pesquisas nacionais sobre o tema. Além disso, o estudo aborda desafios relacionados aos custos, à demanda energética dos processos, à gestão dos recursos hídricos e à necessidade de aprofundar o conhecimento sobre formações geológicas e aquíferos que possam vir a ser utilizados em futuros projetos. A mineralização de carbono tem atraído crescente atenção como alternativa para o armazenamento permanente de CO₂. Nessa abordagem, o carbono capturado reage com minerais presentes em determinadas rochas, transformando-se em minerais carbonáticos estáveis.
O novo Fact Sheet da EPE apresenta os principais conceitos associados a essa tecnologia, exemplos de projetos em operação no exterior e as perspectivas para seu desenvolvimento no Brasil. A publicação também discute o potencial da Bacia do Paraná, os desafios técnicos envolvidos e a importância da proteção dos recursos hídricos no planejamento de futuros projetos.
Copiar o textoA Komatsu anuncia que está ampliando a atuação na área de mineração subterrânea no Brasil, estruturada em uma estratégia voltada ao fortalecimento de seu portfólio para operações de subsolo. Um passo importante nesse movimento foi a aquisição, em 2025, da alemã GHH, fabricante tradicional de equipamentos para mineração subterrânea. A incorporação da empresa permitiu à companhia ampliar sua oferta tecnológica e avançar na construção de uma linha mais abrangente de soluções voltadas ao ambiente subterrâneo. “No Brasil, estamos estruturando um portfólio que contempla diferentes etapas da operação subterrânea, desde carregamento e transporte até soluções voltadas à segurança operacional”, afirma Alessandro Antunes, gerente comercial de Clientes Estratégicos e da linha de Underground da Komatsu no Brasil. “A proposta é aplicar nesse segmento a experiência que a companhia acumulou ao longo de décadas no desenvolvimento e suporte de equipamentos para mineração”.
Entre os equipamentos que passam a integrar a estratégia da Komatsu no Brasil estão o HX45 caminhão rebaixado off-road para mineração subterrânea, voltado ao transporte de material em galerias e frentes de lavra, e a WX15 carregadeira de subsolo, com capacidade de carga de 15T, utilizada nas atividades de carregamento e movimentação de minério. Para a segurança das operações, existe a linha de Bolters modelos ZB21 e ZB31, que apoiam na contenção de maciço, e os Scalers da Dux Machinery – modelo DS30RB –, utilizadas no desplacamento de rochas instáveis após detonações, contribuindo na redução de riscos e aumentando a segurança das operações. O portfólio inclui ainda soluções da linha de perfuração de desenvolvimento, como jumbo de dois braços modelos ZJ21 e ZJ32.
Os Scalers DS30RB da DUX Machinery (fabricante canadense especializada em equipamentos utilizados na estabilização de rochas e segurança de operações subterrâneas), já operam em minas no Brasil e contribuem para a estabilização do maciço rochoso e a segurança das equipes em ambientes subterrâneos a mais de 15 anos em parceria com a Komatsu. Segundo Antunes, fatores como confiabilidade dos equipamentos, previsibilidade operacional e segurança tornam-se ainda mais críticos nesse tipo de mineração, onde as condições geológicas e o ambiente de trabalho exigem máquinas capazes de operar com alto nível de robustez e disponibilidade. “A mineração subterrânea exige equipamentos capazes de operar com alto nível de confiabilidade e segurança, mas também com eficiência operacional”, afirma. “Isso envolve desde produtividade e desempenho das máquinas até aspectos como taxa de penetração acima de 3 metros por minuto e com uma redução nos custos de manutenção de até 20% na nossa linha de equipamentos de perfuração”.
Copiar o textoSegundo relatório da Moody's, a América Latina tem recursos consideráveis e jurisdições relativamente estáveis, mas os riscos regulatórios e de execução afetam a qualidade do crédito para empresas que buscam projetos de minerais críticos. O processamento downstream está emergindo, particularmente, como uma oportunidade para aumentar as margens e a qualidade do perfil de crédito, mas os gargalos estruturais e os riscos ambientais e sociais continuam a impor obstáculos significativos na região. Os minerais críticos estão cada vez mais consolidados como ativos estratégicos que sustentam a transição energética, a política industrial e as aplicações de defesa. A transição energética e o advento da inteligência artificial (IA) e dos data centers estão tornando a segurança do abastecimento, alinhamento geopolítico e autonomia estratégica muito mais importantes para as cadeias de abastecimento de minerais críticos. A mudança aumenta a importância da América Latina como produtora, mas seu cenário competitivo varia de acordo com custo, integração e alinhamento estratégico, com obstáculos muito maiores para fornecedores mais novos e de menor porte.
As cadeias globais de abastecimento de minerais críticos muito concentradas criam vulnerabilidades estratégicas para governos e corporações, que estão investindo em fontes de abastecimento diversificadas, mesmo com custos mais altos. A região apresenta vantagens geológicas significativas, custos competitivos aliados a infraestrutura consolidada e experiência operacional e mão de obra qualificada, além de risco geopolítico relativamente baixo. Os governos estão começando a adotar políticas destinadas a fortalecer as cadeias de abastecimento de minerais críticos e atrair investimentos. Apesar das vantagens, a América Latina enfrenta gargalos estruturais, complexidade técnica e riscos macroeconômicos e regulatórios dificultam o mercado de minerais críticos. Enquanto isso, a China tem décadas de investimento e experiência em cadeias de abastecimento totalmente integradas, capacidade de processamento em grande escala, mão de obra qualificada e forte coordenação entre empresas e governo.
Os novos participantes na América Latina não conseguem replicar esse ecossistema rapidamente. Chile, Argentina, Brasil e Peru apresentam, cada um, vantagens e desvantagens competitivas próprias. A matriz energética relativamente limpa do Brasil e o alinhamento com padrões ambientais de economias avançadas conferem vantagens competitivas ao processamento de minerais críticos. No entanto, a elevada intensidade de capital, as lacunas tecnológicas e a dependência de parcerias com processadores estabelecidos na Ásia e em economias avançadas representam entraves relevantes.
A incerteza regulatória e de políticas públicas continua sendo um risco central, ameaçando atrasos mesmo para projetos que, de outra forma, seriam atrativos, e os resultados de crédito dependem da estabilidade jurisdicional, da execução dos projetos e do acesso a contratos e financiamento de longo prazo. Riscos técnicos e de execução também são considerações importantes para os investidores, juntamente com considerações ambientais e sociais e riscos de preços. Projetos com contratos de offtake de longo prazo, baixos custos e balanços sólidos conseguem resistir mais facilmente aos ciclos de mercado.
Copiar o textoDe acordo com a Abirochas, a nova sobretarifa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras manteve a isenção apenas para as rochas ornamentais já beneficiadas anteriormente — aquelas classificadas na NCM 6802.99.90 (nomenclatura brasileira) —, deixando outros segmentos do setor expostos à nova tributação. O cenário exige atenção das empresas exportadoras e do poder público, especialmente porque o mercado norte-americano responde por mais da metade do faturamento brasileiro no setor.
No primeiro semestre de 2026, os EUA concentraram 51,6% das exportações brasileiras de rochas ornamentais, o equivalente a US$ 364,2 milhões de um total de US$ 705 milhões. Desse montante destinado ao mercado americano, 76,9% — cerca de US$ 280 milhões — foram registrados justamente na NCM 6802.99.90, a classificação contemplada pela isenção. A manutenção desse benefício, segundo a Abirochas, atende sobretudo aos interesses do setor imobiliário norte-americano, e não necessariamente às demandas socioeconômicas brasileiras.
Em razão disso, a entidade aponta duas frentes prioritárias para o setor. A primeira é a ampliação do alcance da isenção já concedida: além dos quartzitos maciços e do quartzo natural, outras rochas e seus produtos comerciais podem ser enquadrados na NCM 6802.99.90, o que poderia elevar de 76,9% para até 90% a parcela das exportações para os EUA protegida da sobretarifa. “Para orientar esse enquadramento, recomenda-se consultar o Informe ABIROCHAS 06/2025”. A segunda frente diz respeito às exportações em outras classificações fiscais — granitos, mármores, rochas carbonáticas, ardósias, pedra-sabão, entre outros — que, embora representem fatia menor do faturamento com os americanos, podem ser fortemente prejudicadas pela nova tributação e demandam mecanismos institucionais de incentivo às empresas afetadas.
O recado central do setor é claro: a isenção existente precisa ser aproveitada ao máximo por meio do correto enquadramento das rochas na NCM beneficiada, enquanto os segmentos descobertos exigem resposta rápida do ponto de vista comercial e institucional. Com os EUA respondendo por mais da metade das receitas de exportação, qualquer distorção tarifária tem peso direto sobre a competitividade da cadeia produtiva brasileira de rochas ornamentais.
Copiar o textoO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 100 milhões para a Piauí Níquel Metais S/A adquirir máquinas, equipamentos ou serviços industriais para apoiar a produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza, em Capitão Gervásio Oliveira (PI), usados em veículos elétricos, energia sustentável e aeroespacial, entre outros. Com recursos do BNDES Máquinas e Serviços, a empresa poderá adquirir máquinas, equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação produzidos no Brasil, além de serviços nacionais. Equipamentos importados poderão ser financiados quando não houver similar nacional.
O plano de negócios da empresa foi um dos projetos selecionados pela Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, lançada pelo BNDES e pela Finep em 2025. As negociações entre o BNDES e a empresa foram assessoradas pela Alvarez & Marsal Infrastructure. Subsidiária integral da companhia Brazilian Nickel Limited, a Piauí Níquel foi criada no Brasil para produzir precipitados de níquel e cobalto de alta pureza, adequados para indústrias de alto valor agregado. O principal produto comercializado pela empresa é o Precipitado de Hidróxido Misto (MHP). “Transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento econômico exige mais do que extrair recursos: exige agregar valor, incorporar tecnologia e fortalecer cadeias produtivas. Financiar planos de negócios para a transformação de minerais críticos é investir na industrialização, na inovação e na soberania do país em um mercado cada vez mais estratégico para a transição energética”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Para o CEO da Brazilian Nickel, Mark Travers, o impacto estratégico do investimento posiciona Brasil no mercado de minerais críticos. “O mundo precisa, mais do que nunca, diversificar suas cadeias de suprimentos, e o Projeto Piauí Níquel vai posicionar o país como um fornecedor global altamente competitivo e responsável. Este investimento do BNDES valida uma estratégia que fortalece o Brasil na cadeia global de minerais críticos”, afirma Travers. O projeto em desenvolvimento no Brasil prevê capacidade de produção de 27mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com início da produção em 2028. Na fase operacional, prevista para 2029, o minério passará por um processo de purificação e precipitação direta, fazendo com que o níquel e o cobalto decantem juntos na forma de um sólido úmido que é o MHP (teor médio entre 48% e 50% de níquel e 2% de cobalto), que será comercializado em mercados globais.
O MHP que será comercializado é um intermediário que pode ser usado na produção de componentes de níquel para baterias de íons de lítio (Li-ion) para veículos elétricos ou como matéria-prima em usos tradicionais do níquel, como em aços inoxidáveis e outras ligas. O processo baseado na lixiviação em pilhas, se destaca como tecnologia de baixo carbono para processamento do minério, assegurando melhor aproveitamento de recursos e baixo impacto ambiental. Este processo tem como características elevada recirculação de água, baixa intensidade energética, redução de emissões e de geração de resíduos sólidos, dispensando o uso de barragens de rejeitos.
Copiar o textoO Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), filiado à FIEMG, avaliou de forma positiva a participação nas audiências públicas realizadas no dia 7 de julho, nos Estados Unidos, para debater a possibilidade de aplicação de novas tarifas de importação sobre o ferro-gusa brasileiro. A medida, proposta pelo governo norte-americano, prevê uma tarifa de 25%, acrescida de uma segunda alíquota de 12,5%, podendo chegar a 37,5%. “O sindicato defende que o ferro-gusa brasileiro seja incluído na lista de exceções, considerando a relevância do produto para a cadeia siderúrgica dos Estados Unidos e os impactos econômicos que a taxação pode gerar tanto para o Brasil quanto para o mercado norte-americano”, comentou o presidente do Sindifer-MG, Fausto Varela. após sair dos encontros.
Segundo o executivo do Sindifer-MG, os Estados Unidos são dependentes do ferro gusa importado, uma vez que a capacidade interna de produção da matéria-prima é de 6% da demanda total do país. “Ficamos muito satisfeitos com o desenrolar das duas audiências. Foram muito boas, tivemos perguntas relevantes e respondemos a todas com dados reais. Saímos esperançosos de que possa haver uma reversão no quadro e de que o ferro-gusa brasileiro entre na lista de exceções”, afirmou. Durante as audiências, o Sindifer-MG reforçou que o Brasil é um fornecedor tradicional de ferro-gusa para os Estados Unidos. De acordo com a entidade, cerca de 60% do ferro-gusa importado pelos norte-americanos em 2025 teve origem brasileira. O sindicato também destacou que a aplicação das tarifas pode onerar a produção de aço nos EUA, uma vez que o ferro-gusa é matéria-prima essencial para o setor siderúrgico.
Um dos pontos considerados mais relevantes pela entidade foi a manifestação de compradores e importadores americanos contrários à entrada em vigor das novas tarifas. Para Varela, esse posicionamento fortalece a defesa brasileira, ao demonstrar que a medida também pode comprometer custos e a competitividade da indústria dos Estados Unidos. “A participação dos compradores americanos nos ajudou muito. Eles foram favoráveis à não entrada em vigor da tarifa para o ferro-gusa, justamente porque isso pode comprometer o custo do aço produzido nos Estados Unidos. Esse foi um ponto determinante”, ressaltou. O Sindifer-MG também respondeu a questionamentos relacionados às investigações em curso nos Estados Unidos, incluindo temas da Seção 301 e trabalho forçado. A entidade destacou que o setor brasileiro de ferro-gusa não tem relação com as práticas investigadas e não adquire produtos de países ou fornecedores associados a esse tipo de irregularidade.
Caso as novas tarifas sejam implementadas, o Sindifer-MG estima que cerca de 55% das usinas de ferro-gusa podem paralisar suas atividades, com reflexos diretos sobre empregos, arrecadação, investimentos e competitividade. Em Minas Gerais, maior produtor nacional, o setor gera mais de 60 mil empregos diretos e indiretos. Minas Gerais concentra aproximadamente 70% da produção nacional de ferro-gusa, com 48 usinas e 63 fornos em operação, além de capacidade instalada de cerca de 420 mil toneladas por mês. Sete Lagoas, na região Central do estado, é considerada o principal polo guseiro, com 21 unidades produtivas. “O impacto seria direto e muito alto. Muitas empresas não teriam como produzir, porque o mercado ficaria limitado ao mercado nacional e a outros destinos que não têm a mesma dimensão. O caminho natural seria a paralisação, seja temporária ou definitiva, com geração de desemprego e redução de impostos”, alertou Varela. As decisões sobre a aplicação das novas tarifas devem ser anunciadas no dia 15 de julho. Até lá, o Sindifer-MG seguirá atuando em diálogo com autoridades, compradores e representantes do setor nos Estados Unidos para tentar reverter a medida e garantir a competitividade do ferro-gusa brasileiro no mercado internacional.
Copiar o textoSegundo o especialista da Corretora Ourominas, Mauriciano Cavalcante, o ouro está em uma fase de consolidação após atravessar um período de alta, de 64%, em 2025. Em 13 de julho, o metal recuou 1,4%, para cerca de US$ 4.061 por onça-troy e aproximadamente 27% abaixo do recorde de US$ 5.595 atingido em janeiro. Esse movimento não invalida a tendência estrutural da commodity, mas reflete uma acomodação após uma alta muito acelerada e a revisão das expectativas para os juros americanos.
Com o petróleo mais caro elevando o risco de inflação, o mercado atribui 69% de probabilidade a uma alta do Fed em setembro, o que fortalece os Treasuries e o dólar e reduz, temporariamente, o impulso do ouro. “Para os próximos meses, a tendência é de volatilidade, mas o cenário de longo prazo permanece construtivo. As compras dos bancos centrais continuam relevantes: a China aumentou suas reservas em quase 15 toneladas em junho, no 20º mês consecutivo de aquisições, enquanto 89% dos bancos centrais esperam que as reservas globais de ouro cresçam no próximo ano e 45% pretendem ampliar as próprias posições. Essa demanda, combinada a uma eventual redução dos juros americanos e ao enfraquecimento do dólar, pode abrir espaço para uma retomada das cotações", conclui Cavalcante.
Copiar o textoA Project Blue apresentou esta semana no Lithium Business 2026, em Salinas (MG), a um panorama abrangente sobre a dinâmica de preços, custos e perspectivas de oferta e demanda para o mercado global de lítio.
O destaque principal da análise, para o público brasileiro, é a comprovada vantagem de custo das operações de espodumênio no País, posicionando o Brasil como um player estratégico e altamente competitivo no mapa mundial da transição energética.
Com demanda em ascensão, os preços spot do carbonato de lítio na China (grau bateria) ultrapassaram a marca de US$ 25.000/t no último trimestre, impulsionados por uma combinação de fatores fundamentais: estoques baixos, forte crescimento na demanda por Sistemas de Armazenamento de Energia (ESS) e interrupções contínuas na oferta, como a suspensão de minas na província de Jiangxi e a proibição de exportações de minerais brutos pelo Zimbábue.
A Project Blue projeta que a demanda global de lítio deve alcançar 3.800 kt LCE até 2036, crescendo a uma taxa composta anual (CAGR) de 8,5%. As baterias recarregáveis responderão por 96,6% dessa demanda, com o carbonato de lítio mantendo sua hegemonia impulsionada pela preferência do mercado por baterias LFP (Lítio-Ferro-Fosfato). No longo prazo (meados da década de 2030), os preços de carbonato devem se estabilizar em torno de US$ 20.000/t (em dólares de 2025), nível necessário para incentivar o desenvolvimento contínuo de novas operações.
Para investidores e executivos do setor de mineração, a análise de custos da Project Blue traz notícias extremamente positivas para o Brasil. Em um cenário onde o preço spot do concentrado de espodumênio (6% Li2O CIF China) situa-se em cerca de US$ 2.530/t, aproximadamente 89% da produção global de espodumênio opera no azul (com lucro). Nesse contexto, as operações brasileiras destacam-se na curva de custos de 2026. Em média, as minas de espodumênio no Brasil operam com custos 6% a 7% inferiores à média global de operações em outros países, de US$ 1.152,9/t de concentrado de espodumênio com 6% de Li2O.
"O Brasil consolidou não apenas sua posição como fornecedor relevante de volume, mas como referência em eficiência operacional no segmento de espodumênio. Nossos dados mostram que a vantagem brasileira reside fundamentalmente nos menores custos de concentração e em um impacto mais suave de royalties, compensando perfeitamente os desafios logísticos e de insumos", destacou o analista Andres Moreno Ochoa, da Project Blue.
Enquanto em outras jurisdições os custos de mão de obra pesam de forma significativa nos custos de mineração, no Brasil os principais direcionadores de custo são o diesel e consumíveis. Ativos como AMG-Mibra, Sigma Lithium (Grota do Cirilo) e CBL (Mina da Cachoeira) estão posicionados de forma exemplar no lado esquerdo (menor custo) da curva global.
Olhando para a próxima década, a participação da Austrália na oferta de concentrados deve cair de 49% (2025) para 28% (2036), abrindo espaço para a forte expansão da América do Sul (CAGR projetada de 11,7%), com o Brasil ganhando ainda mais protagonismo.
O relatório projeta que, até 2036, com um preço estimado de US$ 1.912/t SC6 (CIF China em dólares reais), cerca de 85% dos produtores globais ainda operarão com lucro.
Novas operações brasileiras, como Bandeira (Lithium Ionic) e Colina (PLS), já devem estar on-line, mantendo a produção nacional na parte inferior da curva de custos.
Para que essa liderança se mantenha, a Project Blue alerta para a necessidade de gestão de riscos, especialmente em relação à volatilidade do custo do diesel, que impacta tanto a mineração quanto a logística de escoamento.
A otimização de custos de mineração, o desenvolvimento de infraestrutura e a maximização do valor agregado através de contratos de longo prazo serão os fatores determinantes para maximizar os retornos do capital investido no Brasil.
A Project Blue é uma referência global em inteligência de mercado e análise de custos para a cadeia de valor de baterias e minerais críticos, fornecendo dados, previsões e insights estratégicos para investidores, produtores e formuladores de políticas em todo o mundo. (Por: Marcio Goto – Gerente Regional da Project Blue).
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