FPM
10/08/2022 04:00h

Governo editou novo decreto que garante corte de até 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados. Ministério da Economia quer reindustrializar o país. Prefeituras recebem primeiro repasse de agosto nesta quarta-feira (10).

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A redução em até 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que o governo federal garantiu por meio de novo decreto na última semana, pode diminuir em R$ 330 milhões a receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2022. Essa é a estimativa de Cesar Lima, especialista em Orçamento Público. Ele leva em conta projeção do Ministério da Economia de que a União vai deixar de arrecadar cerca de R$ 15,5 bilhões com o corte no imposto. 

Em vigor desde 1º de agosto, o decreto assegura a diminuição do IPI para a maioria dos produtos industrializados. Segundo o governo federal, a norma vem para dar segurança jurídica ao setor produtivo, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu alguns dos decretos que reduziram o imposto anteriormente, sob a justificativa de preservar a competitividade dos itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM). Por isso, o novo decreto publicado revoga a redução do IPI para uma lista de produtos da ZFM, enquanto mantém para os demais. 

O objetivo do governo ao reduzir o imposto é diminuir a carga tributária e favorecer a reindustrialização do país. Por outro lado, a medida vai trazer consequências para os cofres da União, dos estados e dos municípios. O IPI é um dos impostos que constituem o FPM. A tendência é que as prefeituras não recebam tanto quanto poderiam receber este ano, avalia Cesar Lima. 

“Esse decreto do presidente da República que baixou as alíquotas de IPI para uma série de produtos certamente vai impactar nos recursos do FPM. Supondo-se que a estimativa de impacto seria na casa dos R$ 15 bilhões, isso corresponderia a R$ 330 milhões a menos no ano para o FPM. É um impacto significativo, que lá na frente vai ecoar nas contas dos municípios”, espera. 

Uma eventual perda de arrecadação por causa do corte no IPI, no entanto, não significa que os municípios vão receber menos recursos do FPM este ano do que em 2021. Isso porque os repasses do fundo cresceram 28,3% em 2022. As prefeituras já embolsaram cerca de R$ 103 bilhões, ante R$ 80,5 bilhões no ano passado. Na prática, os municípios não devem ganhar tanto quanto em um cenário em que as alíquotas de IPI continuassem iguais. 

O município de Pedro Régis, no litoral norte paraibano, vai receber R$ 607 mil do FPM nesta quarta. O fundo é responsável pela maior parte das receitas dos cofres locais, explica a prefeita Michele Ribeiro. A gestora comenta o que acha da redução do IPI. 

“Obviamente com a redução do FPM, especialmente de uma das suas fontes, o IPI, isso vai impactar os municípios. Por mais que haja uma previsão de uma boa arrecadação de venda dos produtos industrializados, a partir do momento que há uma recusa de impostos e receita, é necessário que tenha uma contrapartida do governo federal no que se refere a restituir aos estados e municípios a perda do repasse desses impostos, porque são esses recursos que nos permite executar e desenvolver as políticas públicas”, afirma.  

Repasse

Nesta quarta-feira (10), as prefeituras de todo o país partilham cerca de R$ 7,1 bilhões pelo primeiro decêndio de agosto. O valor é 26,7% maior que o repasse registrado no mesmo período do ano passado, quando os municípios embolsaram R$ 5,6 bilhões. 

O montante já leva em consideração o desconto de 20% do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que neste decêndio é de R$ 1,7 bilhão, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional. 

Entre 20 e 31 de julho, período de arrecadação que serviu como base para o repasse desta quarta-feira, a União arrecadou quase R$ 39,5 bilhões com o Imposto de Renda (IR) e o IPI. 

FPM: quanto seu município vai receber

FPM: bloqueios

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, até a última sexta-feira, sete municípios estavam bloqueados e, portanto, não devem receber o repasse do FPM, se não regularizarem suas pendências. 

FPM: municípios com repasses bloqueados

  1. Campo Maior (PI)
  2. Carapebus (RJ)
  3. Cidade Gaúcha (PR)
  4. Conceição do Araguaia (PA)
  5. Mangaratiba (RJ)
  6. Nova Iguaçu de Goiás (GO)
  7. São João de Meriti (RJ)

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), os principais motivos para que uma prefeitura seja impedida de receber o FPM são:

  • Ausência de pagamento da contribuição ao Pasep;
  • Dívidas com o INSS;
  • Débitos com a inscrição da dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN);
  • Falta de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops). 

Para desbloquear o repasse, o município deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a situação. Vale lembrar que a prefeitura não perde definitivamente os recursos bloqueados. Eles apenas ficam congelados enquanto as pendências não são regularizadas. 

FPM: o que é?

O FPM é um fundo pelo qual a União repassa, a cada dez dias (por isso o nome “decêndio”), 22,5% do que arrecada com o IR e o IPI aos municípios. A cada mês, portanto, são três transferências, que ocorrem nos dias 10, 20 e 30. Se a data cair no sábado, domingo ou feriado, o repasse é antecipado para o primeiro dia útil anterior. O dinheiro das prefeituras é creditado pelo Banco do Brasil. 

Os percentuais de participação de cada município são calculados anualmente pelo TCU de acordo com o número de habitantes de cada cidade e a renda per capita dos estados. Os municípios são divididos em três categorias: capitais, interior e reserva. As capitais dos estados e Brasília recebem 10% do FPM. Os demais municípios brasileiros são considerados de interior, e embolsam 86,4% do fundo. Já os municípios de reserva são aqueles com população superior a 142.633 habitantes e recebem – além da participação como município de interior – uma cota adicional de 3,6%.  

Inflação: dois em cada três brasileiros tiveram que cortar gastos nos últimos seis meses

Auxílio caminhoneiro: benefício começa a ser pago nesta terça-feira (9)

Auxílio Gás começa a ser pago nesta terça-feira (9)

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Economia
08/08/2022 04:00h

Percepção sobre as finanças pessoais piorou em relação ao início do ano, revela levantamento divulgado pela FSB e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira (8)

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Dois em cada três brasileiros tiveram que cortar gastos nos últimos seis meses. Além disso, 42% afirma que as finanças pessoais estão piores do que no início do ano. Os dados são da mais recente pesquisa sobre Comportamento e Economia, divulgada pela FSB e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira (8). 

Foram entrevistadas 2.008 pessoas com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federação, entre 23 e 26 de julho. O levantamento traz as percepções sobre a situação das finanças pessoais, hábitos de consumo, inflação e endividamento. 

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destaca que a pesquisa evidencia os efeitos econômicos da pandemia da Covid-19 e, mais recentemente, da guerra na Ucrânia no bolso dos brasileiros. 

“A elevação forte nos preços vem afetando demais a população brasileira. E com isso a população brasileira não está conseguindo cumprir suas obrigações, sem conseguir poupar e sem conseguir consumir. Sem o consumo, a roda da economia brasileira vai travando. Sem consumo, você tem uma menor produção. Com uma menor produção, você tem uma menor criação de empregos e menor investimento. É um processo de recuperação que poderia ser mais forte, mas ele vai sendo mais lento”, avalia. 

Finanças Pessoais

Ao serem questionados se a situação econômica pessoal do momento, no fim de julho, estava melhor que nos três meses anteriores, 42% dos entrevistados disseram que estava um pouco ou muito pior. Apenas 28% das pessoas afirmaram que as finanças pessoais estavam um pouco ou muito melhores do que no trimestre anterior. Para 29%, a situação estava igual. 

Apesar disso, há a percepção de que as finanças vão melhorar. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados apostam que a situação econômica pessoal vai estar um pouco ou muito melhor até o final do ano; 23% acredita que estará igual; e 16% que vai piorar um pouco ou muito. 

Em relação à gestão das finanças pessoais, 44% dos entrevistados afirmaram que quase sempre ficam apertados, conseguem pagar as contas, mas não sobra dinheiro no fim do mês. Outros 29% disseram que conseguem administrar bem o dinheiro e guardar um pouco quase todo mês. 

Já 19% não conseguem pagar todas as contas e deixam algumas para o mês seguinte; 3% precisam pegar empréstimos ou ajuda para conseguir honrar as despesas; 2% utilizam o cheque especial para conseguir pagar as contas e 1% paga o mínimo do cartão de crédito e deixa a dívida rolar para o próximo mês. 

Seis a cada dez entrevistados disseram que reduziram despesas com lazer em 2022. Mais da metade também deixou de comprar produtos de uso pessoal, como roupas ou sapatos (58%), desistiu de viajar a passeio ou férias (57%) ou diminuiu os gastos com transporte particular (51%). 

“Com o orçamento apertado, as famílias estão tendo que apertar o cinto também e com isso reduzir o seu consumo de uma série de serviços ou produtos, principalmente aqueles ligados a lazer, por exemplo”, lembra Marcelo. 

Na hora de cortar despesas, os brasileiros evitaram atrasar contas de condomínio, aluguel ou prestação da casa; vender um bem ou bens para quitar dívidas; e deixar de pagar o plano de saúde. 

Saldos positivos de empregos em todo o país mostram ensaio de retomada

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Hábitos de consumo

A pesquisa também buscou entender os hábitos de compra dos brasileiros em 2022. O hábito mais comum, segundo os resultados, é a pechincha. Quase sete em cada dez participantes disseram que costumam pedir desconto. Em seguida, como hábito mais frequente está o uso do cartão de crédito. Cerca de 51% das pessoas usam esse meio de pagamento no dia a dia. Por outro lado, não é tão comum comprar produtos ou serviços no fiado; negociar empréstimos com outras pessoas; utilizar o crédito consignado ou o cheque especial. 

Questionados sobre o comportamento dos preços de alguns produtos e serviços nos últimos seis meses, 68% dos entrevistados afirmaram que o preço do gás de cozinha aumentou ou aumentou muito. Além do gás, entre os cinco itens que registraram a maior percepção de aumento estão arroz e feijão (64%); conta de luz (62%); carne vermelha (61%); e frutas, legumes e verduras (59%).  

Inflação 

Sobre a inflação, 64% dos entrevistados disseram que tiveram que reduzir gastos nos últimos seis meses. O percentual daqueles que fizeram cortes indicado na pesquisa de julho permaneceu igual ao levantamento feito em abril. 

Entre aqueles que reduziram gastos nos últimos seis meses, 37% apontaram que o grau de corte de despesas foi médio; 29%, grande; 17%, muito grande; e 15%, pequeno. 

Seis em cada dez entrevistados acreditam que a redução de gastos é temporária. Um a cada três creem que será permanente. O otimismo de que a situação econômica pessoal e do país vai melhorar até o final do ano encontra respaldo em alguns indicadores, diz Marcelo. 

“Isso se deve muito à recuperação do mercado de trabalho, da própria economia, que apesar dessas dificuldades, a gente percebe alguma recuperação em curso, uma criação de empregos, que certamente dará um ânimo, um aumento na renda das famílias”, acredita. 

Em relação à pretensão de gastos nos próximos seis meses, apenas 14% dos entrevistados acham que vão aumentar as despesas. A maior parte (45%) deve manter os gastos. Outros 38% pretendem diminuir os custos, segundo o levantamento. 

Endividamento

À pesquisa, apenas 22% das pessoas afirmaram ter contraído algum empréstimo ou dívida nos últimos 12 meses. A maioria (77%) negou. Entre aqueles que possuem alguma dívida, 48% estão inadimplentes e 52% estão em dia com os débitos. 

Ainda entre os que possuem dívidas, 49% acreditavam que iriam conseguir pagar as parcelas dos débitos nos 30 dias seguintes; ante 48% que não tinham essa expectativa. 

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06/08/2022 02:00h

Média de pernoite em destinos nacionais foi de sete dias. Representantes do setor estão otimistas com a retomada das atividades, entre as mais afetadas por causa da pandemia da Covid-19

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O brasileiro viajou por mais tempo em 2021. De acordo com o levantamento PNAD Contínua Turismo 2020-2021, do IBGE, os brasileiros passaram, em média, sete noites fora de casa no ano passado. A pesquisa também mostra que cresceu a proporção de viagens realizadas no país que resultaram em pernoite, que passou de 73%, em 2019, para 76%, em 2021. 

O setor de turismo comemora o resultado, afinal, quanto mais tempo o brasileiro curte a viagem, mais os segmentos faturam. Isso é importante para a recuperação do setor, que deixou de faturar quase R$ 474 bilhões em 2020 e 2021 por causa da pandemia, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) diz que o aumento de noites em viagem é uma “excelente notícia”. Ela afirma que o fenômeno conhecido como “revenge travels” (viagens de vingança, na tradução literal), em que, após um grande período de restrição por conta da Covid-19, as pessoas estão ávidas por viajar, chegou com força ao Brasil. 

“As pessoas querem ficar mais tempo fora de casa. O aumento de noites é uma grande prova disso. O brasileiro já é um viajante que tem o costume de ter estadias mais prolongadas e isso afeta diretamente o faturamento, aumentando a receita e, obviamente, o lucro das empresas, principalmente as agências de viagem e toda a hotelaria”, explica. 

Segundo a ABAV, as agências de viagens faturaram cerca de R$ 19,2 bilhões em 2021, resultado 37,6% maior do que no ano anterior. Embora representantes do setor de turismo assumam que o faturamento perdido por causa da pandemia não será recuperado, eles estão otimistas com a retomada das atividades. 

“O setor de turismo está bastante aquecido. A gente voltou sabendo que ia ter um ano bastante produtivo. Não alcançamos ainda os números totais, porém a gente sabe que vai alcançar bem antes de todas as previsões e estimativas que foram feitas antes e durante a pandemia. As agências de viagem têm bastante trabalho e têm sentido que as nossas férias de verão, a nossa grande temporada, vão ser realmente um momento de recuperação plena”, acredita Magda. 

Quem passa mais tempo fora
De acordo com a pesquisa, os moradores da região Norte são os que passam mais tempo viajando. Os roraimenses, por exemplo, chegaram a dormir fora de casa por cerca de 19 dias. No caso dos amapaenses, o período médio foi de 17 dias, seguido pelos moradores do Acre (14) e do Amazonas (12). Rondônia e Amapá também estão entre os dez estados que registraram maior média de pernoites em viagens. 

Quem vive no Distrito Federal também costuma passar mais tempo viajando. É o caso de Bruna Fernandes, de 24 anos. Apenas no ano passado, ela e a família viajaram para seis destinos. Bruna conta que costuma pernoitar, em média, de seis a sete dias em uma cidade.  

“O que me motiva ficar fora mais tempo é conhecer mais os lugares que a gente visita, porque dependendo do lugar tem passeios que demandam mais dias para serem feitos. Se é um lugar muito grande pra conhecer, se chegamos tarde no dia da viagem ou vamos embora cedo, a gente normalmente gosta de ficar mais um tempinho para conhecer mais o lugar”, diz. 

De acordo com o levantamento, os moradores de Sergipe e do Espírito Santo são aqueles que passaram menos tempo viajando no ano passado. 

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Economia
03/08/2022 19:45h

Boa oportunidade para começar a investir em renda fixa após nova alta da Selic, a taxa básica de juros da economia

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 13,25% para 13,75%, nesta quarta-feira (3). Especialistas afirmam que a Selic em alta é boa oportunidade para quem quer começar a investir no Tesouro Direto.

Em junho de 2022, mais de 34 mil pessoas passaram a ter saldo no programa, o que totaliza mais de dois milhões de brasileiros com aplicações desse tipo, segundo o governo federal. Mas, afinal, o que é e como investir no Tesouro Direto? 

Quem explica é Allan Augusto Gallo, mestre em Economia e Mercados pela Universidade Mackenzie. “O Tesouro Direto é uma modalidade de investimento em que você empresta o seu dinheiro para o governo federal e ele, ao final de determinado prazo, se compromete a devolver o seu dinheiro mais o ‘lucro’ que você teve daquele investimento, baseado em algum indicador econômico”. 

André de Souza, diretor de Investimentos do PagBank PagSeguro, diz que o Tesouro Direto é “um dos investimentos mais seguros do mercado brasileiro, pois é 100% garantido pelo Tesouro Nacional”. 

Assim como a poupança, o Tesouro Direto é um tipo de renda fixa, ou seja, um investimento em que é possível prever quanto aquele dinheiro aplicado vai render ao longo de um determinado período. Segundo os especialistas, o aporte em renda fixa é recomendado para quem está começando a investir. 

Como investir no Tesouro Direto

Segundo o site oficial do Tesouro Direto, qualquer pessoa pode começar a investir em títulos do governo com pouco mais de R$ 30. Para começar, é preciso ter um CPF e uma conta bancária (corrente ou poupança). Em seguida, fazer o cadastro no Tesouro Direto por meio do banco ou corretora. É por meio dessas instituições que você aplica o dinheiro e recebe o retorno, quando resgatar os investimentos no Tesouro Direto.

Depois do cadastro, você já pode começar a investir, seja pela plataforma da própria instituição financeira, seja pelo site ou aplicativo do Tesouro Direto. Antes de investir no Tesouro, os especialistas dizem que é importante ter em mente o objetivo daquele investimento. Isso porque o Tesouro Direto tem três modalidades, e cada uma delas é mais adequada a um tipo de meta. 

Modalidades do Tesouro Direto

A rentabilidade do Tesouro Selic é baseada na Taxa Selic. Allan Gallo explica que se o objetivo é fazer reserva de emergência e ter aquele dinheiro sempre disponível, o Tesouro Selic é a melhor opção. Isso porque tem liquidez diária e a Selic está alta. 

Outro tipo de aplicação é o Tesouro IPCA +. A rentabilidade também leva em conta  um valor prefixado: a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. “Isso é muito interessante para quem tem vontade de deixar o dinheiro por longo período de tempo, para aposentadoria, comprar uma casa, porque não importa se a Selic está pra baixo ou pra cima, o tesouro IPCA mais a taxa vai estar sempre performando acima da inflação”, explica o economista. 

Existe também o Tesouro Prefixado. Ao investir nessa modalidade, você já sabe o quanto aquele dinheiro vai render e quanto vai receber na data do vencimento do título público. 

André de Souza afirma que ao dividir os objetivos em curto, médio e longo prazo, fica mais fácil saber como investir. “Por exemplo, se uma pessoa pretende comprar um carro daqui a cinco anos, deve optar por um título que tenha data de vencimento próxima à realização dessa compra, como o Tesouro IPCA +. Mas, se o objetivo desta pessoa é investir para a reserva de emergência, o mais adequado é o Tesouro Selic”, indica. 

Tesouro Direto x Poupança 

A poupança é o investimento em renda fixa mais popular do país. Também atrelado à Selic, o rendimento da poupança costuma ser menor que o do Tesouro Direto. Se a Selic for maior ou igual a 8,5% ao ano (o que é o caso, já que está em 13,75%), o rendimento será de 0,5% ao mês, mais a TR (Taxa Referencial). Ou seja, é um rendimento de 6% ao ano, mais a TR, que hoje é de 0,24%.

Já o Tesouro Selic, como o próprio nome indica, está atrelado à Taxa Selic. Isso quer dizer que deixar o dinheiro na poupança em vez de aplicar no Tesouro Selic vai trazer menos lucro. Jessyka Vieira, analista de sistemas, conta porque trocou a poupança pelo Tesouro. 

“Eu invisto no Tesouro Direto há um ano. Investia na poupança e resolvi trocar porque a rentabilidade do Tesouro está maior do que a da poupança. A vantagem de estar investindo no Tesouro é a possibilidade de ter o dinheiro guardado e rendendo alguma coisa pra mim. O meu objetivo maior é ter uma reserva de emergência”, conta. 

Gabriel Souza Lopes, 23 anos, é enfermeiro e investe no Tesouro Direto há dois anos. Ele utiliza o programa para manter a reserva de emergência e investe em outras aplicações para viagens e aposentadoria. “Na poupança rende muito pouco em relação ao Tesouro Direto. Eu invisto no Tesouro para ter esse rendimento diário maior do que a poupança e eu poder tirar quando quiser sem ter um prejuízo muito grande. E isso é uma das vantagens da renda fixa”, avalia. 

Allan Gallo explica que o investidor não tem por que desconfiar do Tesouro Direto por ser menos conhecido que a poupança. “A vantagem do Tesouro Direto é que você está tendo como garantia desse investimento o próprio governo. Para que o valor que você emprestou para o governo não seja pago, o cenário tem que ser apocalíptico. Agora, veja que engraçado: na época do Collor, todo mundo fala do confisco da poupança, que é um investimento considerado mais seguro, mais conhecido, mas naquela época ela foi confiscada. O Tesouro não”, lembra. 

“A poupança também é segura, mas possui uma rentabilidade muito pequena que, em períodos de inflação em alta, pode chegar a ter uma rentabilidade real negativa”, conclui André. 

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Agronegócios
18/07/2022 04:30h

Em entrevista ao portal Brasil 61, Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou que o PIB do agro deve crescer 3,5%. Ele também explicou que a maior produção da agricultura não vai conseguir conter, sozinha, o preço dos alimentos

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Mesmo com as adversidades climáticas em algumas regiões produtoras, principalmente no Sul, a produção brasileira de grãos deve alcançar novo recorde. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a safra 2021-2022 poderá atingir 272,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,7% ou 17 milhões de toneladas em relação à temporada 2020-2021. 

Em entrevista ao Brasil 61, Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), analisou o desempenho da agricultura brasileira nos últimos anos e os impactos que a possível safra recorde de grãos pode ter sobre a inflação dos alimentos e a economia brasileira. 

Segundo Renato, a queda de 0,9% do PIB agropecuário no primeiro trimestre de 2021 será revertida, o que vai influenciar o PIB do país. “Devemos ver até o final de 2022 uma retomada do PIB da agropecuária. A nossa projeção é que, ao final de 2022, o PIB da agropecuária cresça 3,5%, contribuindo para o crescimento do PIB brasileiro, que deve ser de 1,7%”, estima. 

Na entrevista que você confere logo abaixo, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA também ajuda a entender como funciona o calendário da agricultura brasileira. 

Brasil61: Renato, como foi o desempenho da agricultura brasileira nas últimas duas temporadas?

Renato Conchon (CNA): Nós tivemos problemas por adversidades climáticas tanto na safra 2020/2021 quanto na safra 2021/2022, que é essa agora. Na safra 2020/2021, nós tivemos problema no milho safrinha. Entre setembro e outubro o pessoal começa a plantar a safra de soja e a safra de verão do milho, principalmente no Sul do Brasil. A gente lembra que no final de 2020 não choveu, o que atrasou o plantio e, por óbvio, atrasou a colheita da soja e desse milho primeira safra (safra de verão), o que atrasou também o milho safrinha, isso já em 2021. Teve produtor que era pra plantar a primeira safra do milho em setembro, mas plantou em dezembro. E, por óbvio, ele não colheu em fevereiro. Ele colheu em abril. Então, ele plantou o milho safrinha (segunda safra) fora da janela ideal em 2021. Vimos que não choveu e houve uma queda significativa no milho safrinha, principalmente na região Centro-Oeste do Brasil, o que impactou a produção da safra de grãos para baixo. Fechamos a safra 2020/2021 com 255 milhões de toneladas. Veio a safra 21/22. Em setembro e outubro de 2021, o produtor plantou a soja na janela ideal. Veio chuva, ele colheu. Só que em algumas regiões, como no Sul do Brasil, teve atraso, porque não choveu. Ao invés de ter uma safrinha de milho ruim como foi da safra 20/21, teve a safra verão ruim. 

Brasil61: A melhora da safra na temporada 2021-2022 foi suficiente para a agricultura recuperar as perdas de 2020-2021? 

Renato Conchon (CNA): A safra de soja de 2021-2022 comparada com 2020/2021 caiu 10% por cento. Em contrapartida, a safra de milho cresceu 32%. Essa safra de soja foi pior do que a última safra. Mas o milho foi bem melhor. De uma maneira geral, regionalmente tem alguns prejuízos. Para o pessoal do Sul foi uma safra muito ruim. Para o pessoal do Centro-Oeste foi uma safra muito boa. No balanço total, se a gente somar milho, soja, algodão, trigo, todas essas culturas, ainda assim nós temos uma safra de 272,5 milhões de toneladas, um acréscimo de 6,7% comparado à safra 20/21. Ou seja, é um número positivo, bom, um crescimento bastante significativo, mas poderia ter sido melhor. 

Brasil61: O aumento da safra de grãos em 2022 vai contribuir para queda no preço dos alimentos? 

Renato Conchon (CNA): É importante ressaltar que nós estamos com processo inflacionário em todo o mundo. Principalmente a inflação associada a alimentos e as commodities energéticas. As commodities alimentícias estão subindo porque alguns países, durante a pandemia e a guerra, não conseguiram produzir ou escoar suas safras. Um exemplo muito recente é a Ucrânia com o trigo. Associado a isso, a Rússia é uma grande fornecedora de gás natural e, por conta do conflito, o preço do gás natural subiu, assim como o preço do petróleo, o que está impactando a inflação dos combustíveis. Se a gente olhar para o Brasil, a gente está ‘importando essa inflação’, mas também tem questões internas. Já trazendo para o setor agropecuário, essa produção boa de cereais, fibras e oleaginosas, com crescimento de 6,7% comparado à última safra foi bastante positiva. Se a gente tem uma quebra de safra, menos produto vai estar circulando dentro da nossa economia. Menos produto, o preço sobe. A gente destaca também que existem outros produtos que influenciam o dia a dia dos brasileiros, que são as hortaliças e as frutas, que não são commodities, ou seja, não são precificadas no mercado internacional. Por exemplo, o tomate. Não tem precificação no mercado internacional, mas o custo para o produtor está subindo, o fertilizante está subindo no mundo todo. Subiu para o produtor de soja, de trigo, milho e também de tomate. Entretanto, no mercado internacional o preço da soja subiu. Então, uma coisa acaba equivalendo a outra. Para o produtor de tomate [o preço], por exemplo, não [subiu]. O custo dele subiu e ele não consegue repassar esse custo para a população. E com isso a gente tem impactos de queda de produção e isso acaba influenciando na inflação, como a gente sabe. O custo de produção subiu para todos os produtores. A receita subiu para alguns, mas para outros não, o que está fazendo com que parte dos produtores esteja trabalhando no vermelho e eles acabam reduzindo a produção, o que influencia ainda mais os preços dos alimentos. 

Brasil61: Então mesmo com maior oferta de grãos nesta safra, isso tende a não impactar tanto o preço dos alimentos? 

Renato Conchon (CNA): Correto. Tende a ser positivo, porque se tivesse tido uma quebra de safra, com certeza os preços subiriam mais. 

Brasil61: O PIB da agropecuária caiu 0,9% no primeiro trimestre deste ano. Acredita que  setor vai conseguir reverter o resultado nos trimestres seguintes? 

Renato Conchon (CNA): Sim. Houve uma queda neste primeiro trimestre de 2022, mas a nossa previsão é que haja uma recuperação por conta das outras produções do segundo trimestre, especificamente o milho safrinha, que esse ano foi muito bom. Tem também uma previsão muito boa para o algodão. E a produção do algodão influencia bastante nos resultados do PIB e outras cadeias, tal como café, cana-de-açúcar e o próprio trigo. O trigo é um exemplo bastante interessante, porque o Brasil é importador líquido de trigo para o seu consumo. Como a Ucrânia é uma grande produtora e exportadora de trigo e esse ano ela não vai produzir porque está em guerra, os preços subiram no mercado internacional e os produtores do Brasil viram isso como uma possibilidade e estarão mais dispostos a ampliar sua área plantada de trigo ou de colocar um pacote tecnológico mais avançado que dê uma maior produtividade. Devemos ver até o final de 2022 uma retomada do PIB da agropecuária. A nossa projeção CNA é que ao final de 2022 o PIB da agropecuária cresça 3,5%, contribuindo para o crescimento do PIB brasileiro, que na nossa projeção está em algo aproximado de 1,7%. 

Brasil61: Como funciona o calendário da agricultura brasileira? 

Renato Conchon (CNA): No nosso dia a dia a gente trabalha com o ano civil, que vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro. A atividade agropecuária não trabalha nesse ciclo. Trabalha com o período da safra, que seria de 1º de julho a 31 de junho do ano seguinte. Funciona assim: a ‘safra verão’ é quando o pessoal planta principalmente soja e parte do milho (primeira safra) entre setembro e novembro, depende da região do Brasil. Então, o produtor faz essa escolha (entre plantar soja ou milho). Ele planta no final de setembro ou em outubro e colhe a soja ou o milho entre fevereiro e março.  Na sequência, ele planta o milho segunda safra (milho safrinha). Na região Centro-Oeste chove menos nesse período do ano. Então ele tem que ter o plantio em março, no máximo, porque ainda está chovendo na região Centro-Oeste e essa chuva ajuda o desenvolvimento do milho segunda safra. Se o produtor plantar muito atrasado, ele não vai pegar essas chuvas e o milho é muito sensível à necessidade de água, mais do que a soja. Então, aí a gente tem uma frustração de safra, que foi o que aconteceu em 2020/2021. Em épocas normais, como na safra 2021/2022, ele plantou o milho safrinha entre fevereiro e março e está colhendo. Acabou a safra pra ele. Mas em algumas regiões, por exemplo, no Sul do Brasil, temos as chamadas culturas de inverno. É a produção de trigo e aveia. Essas culturas precisam de frio, umidade e de uma série de fatores para se desenvolver. O produtor vai colher por volta de agosto, setembro, quando começa todo o ciclo novamente. 

Brasil61: Por que a maior safra de milho leva o nome de safrinha? 

Renato Conchon (CNA): No passado, a safrinha era residual. O maior volume de produção do milho era na primeira safra, ou seja, que plantou em setembro e colheu em fevereiro. Só que com o desenvolvimento das tecnologias, desenvolveu-se a agricultura no cerrado brasileiro. Por conta da questão do período de chuvas, viram que existe uma possibilidade muito boa de plantar o milho não na primeira safra, mas, sim, entre fevereiro e março. E isso foi ganhando o cerrado. Então, o que antes era chamado de safrinha, porque era uma safra menor em volume em área plantada, agora virou ‘safrão’. Só pra gente ter uma ideia, o milho primeira safra, ou seja, aquele que planta em setembro e colhe em fevereiro, a gente produz aproximadamente 25 milhões de toneladas. O milho segunda safra, que a gente planta em fevereiro e colhe mais ou menos em maio, a gente colhe 88 milhões de toneladas. Por opção chamamos de safrinha, mas hoje o safrinha virou ‘safrão’. Já a soja é plantada só uma vez no ano, que é entre setembro e novembro, depende da região. Não tem safrinha de soja, por exemplo. 

Safra recorde de grãos é oportunidade para Brasil ampliar participação no mercado agrícola internacional, avaliam especialista

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Agronegócios
15/07/2022 04:00h

Volumes de produção históricos do milho e do trigo são destaques de levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento

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A produção brasileira de grãos deve atingir novo recorde este ano. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), se as condições climáticas forem favoráveis para o desenvolvimento das culturas da segunda safra — em especial do milho —, a agricultura brasileira vai colher 272,5 milhões de toneladas no ciclo 2021-2022. 

Apesar da queda de 10% na produção de soja em relação à safra anterior, as estimativas mostram que a colheita do milho vai mais do que compensar as perdas, avalia Sergio De Zen, diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab. 

“As perdas na produção de soja foram severas, especialmente no Sul do Brasil. A gente esperava entre 138 milhões e 140 milhões de toneladas, mas vamos colher em torno de 124. No entanto, a grande maioria do país conseguiu plantar no tempo certo. Consequentemente nós fizemos um plantio de milho e uma safra de milho maior. Saímos de 83 para 115 [milhões de toneladas]. Então, perdemos um pouco na soja, mas mais do que compensamos com a safra de milho”, afirma. 

De acordo com o levantamento, o cultivo total do milho deve ser 32,8% maior do que na safra 2020-2021. Mas é preciso esperar. Isso porque 60% da segunda safra (safrinha) da leguminosa está em maturação. A dita safrinha representa 88 milhões das 115 milhões de toneladas do grão. 

De Zen explica que a alta na produção do milho vem em boa hora, uma vez que a oferta dessa commodity tende a diminuir por causa da guerra no Leste Europeu. “Só de milho, a Ucrânia coloca no mercado em torno de 30 milhões de toneladas. Mais ou menos o equivalente ao que o Brasil vai colher a mais de milho do que no ano passado. Esse aumento quase zerou o impacto que a Ucrânia teria. A safra brasileira está contribuindo para uma redução das pressões inflacionárias no mundo”, aponta. 

Não fosse a estiagem que atingiu o Sul do país, os números do campo brasileiro seriam ainda mais expressivos, recorda Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). “Para o pessoal do Sul foi uma safra muito ruim. Para o pessoal do Centro-Oeste foi uma safra muito boa. No balanço total, se a gente somar todas as culturas, ainda sim nós temos uma safra de 272,5 milhões de toneladas, um acréscimo de 6,7% comparado à safra 20/21. É um crescimento bastante significativo, mas poderia ter sido melhor”, ressalta. 

A Conab estima que o sorgo é outro grão que tende a registrar recorde de  produção: mais de três milhões de toneladas. Trata-se de um crescimento de quase 50% em relação à safra anterior. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a colheita deve crescer 362,6%. As colheitas de feijão e algodão também devem subir, de acordo com o levantamento.  

A seca no Sul e em parte do Mato Grosso do Sul prejudicou não apenas a colheita da soja. As lavouras de arroz devem produzir 10,8 milhões de toneladas, ante os 11,7 milhões de toneladas da safra 2020-2021. 

Trigo

As chamadas culturas de inverno também devem ampliar sua produção na safra atual. Destaque para a de trigo, que deve atingir novo recorde com 9 milhões de toneladas estimadas. O trigo é outro produto que a agricultura brasileira pode ampliar sua participação no comércio internacional, aponta Conchon. 

“O Brasil é importador de trigo para o seu consumo. Importa do Canadá, da Argentina, do Uruguai. Como a Ucrânia é uma grande produtora e exportadora de trigo e esse ano ela não vai produzir porque está em guerra, os preços subiram no mercado internacional e os produtores do Brasil viram isso como uma possibilidade e estarão mais dispostos a ampliar sua área plantada de trigo ou de colocar um pacote tecnológico mais avançado que dê uma maior produtividade”, prevê. 

Inflação

O diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen, analisa as origens da inflação dos alimentos e a sua relação com a produção agrícola. “[Na pandemia] nós tivemos um aumento da demanda por alimentos global e isso não foi acompanhado por um aumento na mesma intensidade da oferta de alimentos. Isso gerou uma inflação global de alimentos. Não é que os alimentos no Brasil subiram de preço. Os alimentos subiram de preço em todos os lugares do mundo”, afirma. 

Ao ser questionado se a maior oferta de grãos pode ajudar a diminuir a disparada do preço nas prateleiras dos supermercados, o especialista disse que há, de fato, essa possibilidade. “Os bancos centrais, especialmente os europeus e os americanos, estão elevando suas taxas de juros. Quando você faz isso você reduz o consumo. Você está dizendo pras pessoas: poupem mais e posterguem o consumo. Quando a gente faz esse tipo de ação ele tem como objetivo reduzir a inflação”, explica. 

“Com a combinação de aumento de oferta e redução da demanda a tendência é ter  uma reversão nas expectativas de preço nos próximos meses. Nós temos uma grande safra combinada a uma retração e isso leva a uma redução da pressão por produtos, especialmente as commodities”, conclui. 

Para os especialistas, a safra recorde também deve contribuir para a recuperação do PIB da agropecuária, que caiu 0,9% no primeiro trimestre de 2022. 

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Saúde
12/07/2022 04:30h

Prevalência da obesidade quase dobrou no Brasil nos últimos 15 anos. Presidente da ONG Obesidade Brasil, a psicóloga Andrea Levy explica como o cuidado com a saúde mental dos pacientes pode ajudar no tratamento

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As autoridades de saúde recomendam que as pessoas com obesidade tenham atendimento multiprofissional. Além do acompanhamento já conhecido de endocrinologistas, nutrólogos e educadores físicos, por exemplo, os psicólogos têm tido papel importante no tratamento da doença, que praticamente dobrou entre os brasileiros nos últimos 15 anos. 

O número de pessoas obesas passou de 11,8%, em 2006, para 22,4%, em 2021, de acordo com a mais recente pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. 

A obesidade é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Suas causas não têm relação apenas com perfis genéticos de maior risco, mas também com sedentarismo, consumo excessivo de calorias e alimentos ultraprocessados, insônia e uso de medicamentos obesogênicos, por exemplo. 

Andrea Levy, psicóloga e presidente da ONG Obesidade Brasil, explica que o acompanhamento psicológico de pessoas obesas fortalece o tratamento de base, que envolve reeducação alimentar, prática de atividades físicas e uso de medicamentos. 

“É frequente que pessoas que sofrem de obesidade apresentem também quadros de ansiedade e depressão, que devem ser tratados para que essa pessoa melhore sua qualidade de vida e se sinta mais forte e apta para fazer também o seu tratamento para obesidade”, aponta. 

“Devemos sempre ficar atentos à saúde mental da pessoa com obesidade, porque a própria obesidade e os estigmas e preconceitos diários que essa pessoa sofre podem funcionar como gatilhos para o desenvolvimento ou agravamento de quadros de transtornos do humor, e de transtornos alimentares, especialmente o de compulsão alimentar. Então, ter obesidade não é fácil do ponto de vista psicológico”, reforça. 

Mara Coelho conta que buscou atendimento psicológico, entre outros motivos, porque estava incomodada com o próprio peso. A insatisfação com o corpo, as dores, a vergonha de sair na rua e a indisposição contribuíram para um quadro de ansiedade e, também, depressão. 

A profissional de RH afirma que o suporte da psicóloga a ajudou a ter consciência de que precisava se cuidar, tendo em vista não somente a superação da obesidade e a melhora da saúde mental, mas a qualidade de vida no futuro. 

“O tratamento psicológico contribuiu para que eu pudesse pensar melhor, porque quando você está num processo de depressão ou ansiedade, você mistura tudo, parece uma névoa branca, você não consegue pensar. Fica focando naquilo que é ruim, que você não dá conta. Então, ela me trouxe uma clareza e possibilitou olhar para outras coisas além disso, que foi o que me deu forças para fazer um tratamento”, lembra. 

Conscientização

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade aumentou de maneira epidêmica em todas as idades nas últimas quatro décadas e, “atualmente, representa um grande problema de saúde pública no mundo”. O órgão destaca que a doença está relacionada ao maior risco para outras enfermidades como as do coração, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doença do fígado e diversos tipos de câncer, dentre outras. 

Andrea destaca que o trabalho do psicólogo vai além de ajudar a pessoa obesa a cuidar da saúde mental. Passa, também, por conscientizar a sociedade. “Nós da ONG Instituto Obesidade Brasil temos lutado muito para que a população entenda que obesidade é uma doença complexa e que sua prevenção e tratamento exigem uma série de medidas”, explica. 

“Devemos investir em um estilo de vida mais saudável. Além disso, devemos lutar contra o preconceito contra as pessoas com obesidade, porque isso faz com que elas se sintam intimidadas a buscarem ajuda profissional, pois elas se sentem fracassadas e a obesidade não tem nada a ver com falta de força de vontade, mas é uma condição clínica que exige cuidados e, acima de tudo, todas as pessoas com obesidade merecem respeito e acolhimento para seguirem os seus tratamentos.” 

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Economia
12/07/2022 04:00h

Industriais estão mais otimistas com a economia do país e os próprios negócios, aponta CNI

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em junho atingiu o maior patamar desde outubro de 2021. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o otimismo dos empresários cresceu 1,3 ponto, passando de 56,5 pontos para 57,8 pontos. O ICEI continua acima da média histórica, que é de 54,2 pontos. 

O ICEI é composto por dois índices: condições atuais e expectativas. O primeiro avançou 2,1 pontos entre maio e junho, de 49,4 pontos para 51,5 pontos. A alta demonstra que os empresários passaram de uma percepção negativa para uma percepção positiva do setor industrial em relação às condições atuais na comparação com os últimos seis meses. 

Vale ressaltar que quando o índice de condições atuais está abaixo dos 50 pontos significa que as condições atuais, na opinião dos industriais, estão piores do que nos seis meses anteriores. 

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que o otimismo dos empresários industriais tem a ver com a queda no desemprego e a expectativa de que as famílias aumentem o consumo. 

“A confiança reflete a percepção de uma melhora no mercado de trabalho e na renda. A gente tem uma expectativa de demanda positiva e, por conta disso, também uma demanda por compra de insumos para atender a essa demanda. Vem em linha, de fato, com essa percepção dos empresários”, avalia. 

Já o índice de expectativas subiu um ponto e agora está em 61. Quanto mais distante da linha divisória de 50 pontos, segundo a CNI, há mais otimismo da indústria para os próximos seis meses. 

O economista William Baghdassarian entende que a economia brasileira está em recuperação, mas que a confiança dos empresários deve ser acompanhada de cautela.  

“Eles devem estar vendo que a economia tem uma possibilidade de crescer, que eles têm uma possibilidade de vender mais, mas por outro lado tem que ser cauteloso, porque todos os indicadores macroeconômicos mostram que a gente não deve ter um período fácil nos próximos 12 meses”, projeta. 

Segundo o economista, o cenário internacional composto por Guerra entre Rússia e Ucrânia, lockdowns na China por conta da Covid-19 e desaceleração da economia dos Estados Unidos podem afetar a economia brasileira no segundo semestre. 

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Setores

O ICEI de junho cresceu em todas as regiões do Brasil e em empresas de todos os portes (pequenas, médias e grandes). Em relação a maio, a confiança subiu em 20 dos 29 setores analisados. Destaque para o aumento do otimismo nos setores de produtos de borracha (+ 7,9 pontos), produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (+ 7,2 pontos) e produtos têxteis (+ 4,6 pontos). 

A confiança recuou em oito setores, principalmente biocombustíveis (- 2,3 pontos), couro e artefatos de couro (- 2,2 pontos) e obras de infraestrutura ( - 2,2 pontos). Apenas o setor de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos não registrou variação. 

De acordo com a CNI, a confiança cresceu mais entre as pequenas indústrias (+ 1,9 ponto), ante alta de 1,2 ponto e 1,3 ponto nas indústrias de médio e grande porte, respectivamente. 

No recorte por regiões geográficas, o ICEI do Norte do Brasil foi o que mais subiu em junho: 3 pontos, puxado, principalmente, pela maior confiança dos empresários do setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros. Trata-se do setor com mais peso no PIB industrial da região, de acordo com a CNI. 

A confiança também cresceu nas regiões Sudeste (2,1 pontos), Sul (1,2 pontos), Nordeste (1,1 ponto) e Centro-Oeste (0,1 ponto). 

Amostra

O levantamento foi feito com 2.191 empresas, das quais 867 eram de pequeno porte, 798 de médio e 526 de grande porte. 

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Economia
11/07/2022 04:15h

Faturamento real e emprego subiram na comparação com o mês de abril. Apesar de expectativas favoráveis em relação à demanda e compra de matérias-primas, desorganização das cadeias produtivas persiste e escassez e alto custo de insumos continuam

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Os indicadores de faturamento real, horas trabalhadas na produção, emprego, expectativas de demanda e de compras de matérias-primas da indústria registraram alta em maio. É o que aponta a mais recente pesquisa de Indicadores Industriais e a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no fim de junho. 

Em maio, o índice que mede o faturamento real da indústria de transformação cresceu 1,8% em relação ao resultado de abril. Trata-se do maior patamar alcançado pelo indicador em 2022. 

O emprego na indústria também cresceu em maio. O índice de evolução no número de trabalhadores do setor subiu 0,1% na comparação com o mês anterior. Apesar da leve alta, o resultado interrompe uma sequência de três meses consecutivos de queda. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a indústria gerou quase 47 mil postos de trabalho em maio. 

Já as horas trabalhadas na produção cresceram 1,6% em maio. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, diz que a alta em quase todos os indicadores foi importante diante do desempenho negativo que se observou nos últimos meses. 

“Abril foi um mês de uma atividade mais fraca, interrompendo uma sequência relativamente positiva. Os meses de fevereiro e março mostraram uma indústria andando relativamente favorável. Ainda muito aquém da pré-pandemia, mas estava começando a reverter um longo  período de queda de 2021”, analisa. 

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) foi de 80,9%, 0,1% a menos que em abril. Segundo a CNI, a série retorna ao patamar de janeiro de 2022, o que aponta para um cenário de estabilidade nos cinco primeiros meses do ano. 

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Otimismo

Os empresários industriais também estavam otimistas em relação ao desempenho da indústria no mês de junho. O índice de expectativa de demanda foi de 59,1 pontos, maior valor desde setembro de 2021. Na comparação com o mês anterior, houve alta de 1,8 ponto. 

O índice que mede as expectativas de compras de matérias-primas saltou de 55,6 pontos para 57 pontos. Houve leve melhora nos indicadores de expectativa de quantidade exportada e número de empregados, segundo a CNI. 

Segundo Marcelo Azevedo, a melhora das expectativas de compras de matérias-primas não significa que o desarranjo das cadeias de produção causado pela pandemia da Covid-19 e agravado pela guerra no leste europeu está resolvido. 

“Infelizmente isso não mostra essa normalização [das cadeias de produção]. Esse problema continua muito forte, tanto em matérias de custo, quanto em disponibilidade. A expectativa que a gente vê nessa última sondagem mostra uma necessidade de busca por esses insumos dada uma percepção de melhora na demanda respondendo ao mercado de trabalho, que vem melhorando”, explica. 

Marco Antonio Rocha, professor do Instituto de Economia e pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também diz que é cedo para afirmar, com base na melhora dos indicadores, que a escassez e o alto custo da energia e das matérias-primas necessárias para a indústria ficaram no passado. 

“É um tanto precipitado dizer que já há uma recuperação. A gente precisa de mais alguns meses para ver se essa recuperação se sustenta e se esse otimismo da classe empresarial realmente se converte em realidade. Por enquanto, é um movimento muito parecido com o que a gente viu. Alguns meses de queda, alguma recuperação que vem em seguida, oscila com novos meses de queda, nesse cenário em que a indústria vai andando de lado já faz alguns anos”, avalia. 

O especialista diz que o cenário internacional ainda é turbulento, o que pressiona os custos industriais. Ele acredita que o problema deve se prolongar, ao menos, até o fim deste ano. “Esse cenário deve perdurar porque mesmo que o conflito cesse,  as sanções econômicas devem perdurar e a normalização daquele território e do próprio embarque dos insumos, por exemplo, deve demorar um tempo para se normalizar também, como a questão da energia”, projeta. 

A Sondagem Industrial também aponta que a intenção de investimento dos empresários aumentou 0,3 ponto, alcançando 56,4 pontos. De acordo com a CNI, o resultado mostra intenção de investir relativamente elevada, já que o índice permanece acima da média histórica de 51,1 pontos. 

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Ciência & Tecnologia
11/07/2022 04:00h

Levantamento reforça que municípios precisam atualizar legislações próprias sobre instalação de antenas com suporte ao 5G. Apenas 1% das cidades estão preparadas

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Quanto mais rápido o 5G for implementado nas cidades brasileiras, maior tende a ser o impacto econômico que a adoção da quinta geração de internet móvel vai causar sobre o crescimento econômico do Brasil. A avaliação faz parte do estudo “Tecnologia 5G — Impactos econômicos e barreiras à difusão no Brasil”, de autoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Segundo o levantamento, a diferença entre uma disseminação acelerada ou lenta da tecnologia pode representar 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) potencial per capita do país de 2030. Isso equivale a um acréscimo de R$ 81,3 bilhões na economia. 

A CNI trabalhou com dois cenários. No mais otimista, a penetração do 5G no país será de 81% até 2030. No mais pessimista, cai para 40,5%. Vale lembrar que, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas que venceram o leilão do 5G devem ofertar a tecnologia para todos os municípios brasileiros com população igual ou superior a 30 mil habitantes até 31 de julho de 2029. 

Renato da Fonseca, superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, destaca que o estudo procura medir o impacto da implantação da rede 5G no PIB por meio do crescimento da população em idade ativa (IPA) e da produtividade do trabalho, que aumenta com a adoção da tecnologia. 

“Por exemplo, quando você tem uma implementação de até 40% até 2030 e compara com o cenário de implementação de até 80%, essa diferença é de cerca de R$ 80 bilhões em valores de 2030. Ou seja, é um impacto bastante significativo que a gente vai ter na produtividade se fizer uma implementação rápida e não demorar muito para levar o 5G a todo o país”, avalia. 

Fonseca explica que a adoção do 5G vai beneficiar todos os setores produtivos, como o setor de serviços e o agronegócio, além de melhorar o dia a dia das pessoas. Ele também ressalta como a tecnologia impacta a indústria. 

“O 5G é essencial para a indústria 4.0, ou seja, para a digitalização do processo industrial. Na indústria, a alta velocidade do 5G, a baixa perda na transmissão de dados e, principalmente, a baixa latência, ou seja, o tempo de resposta que é quase zero, permite que a gente realmente implemente a tecnologia digital na operação de máquinas, de transportes movidos por computadores, porque a resposta é muito rápida”, diz. 

O superintendente também diz que o 5G se difere da atual geração de internet móvel por permitir a comunicação em tempo real entre as máquinas e equipamentos, o que otimiza a produção e evita prejuízo para a indústria. 

“As máquinas estão conversando uma com a outra. Se há uma demora, ele não identifica o aquecimento, uma interrupção e você gera um prejuízo muito grande para as empresas, então a confiabilidade e a rapidez desse novo sistema permite que o Brasil entre na era da digitalização, ou seja, da indústria 4.0”, acredita. 

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Entraves

O estudo aponta que a diferença dos dois cenários mede o custo de oportunidade de não executar as reformas necessárias para a ampla difusão do 5G, entre elas: 

  • Atualização das legislações municipais para permitir a instalação de antenas;
  • Redução da insegurança jurídica associada ao compartilhamento de infraestrutura;
  • Regulamentação das redes privativas;
  • Uso dos fundos setoriais de telecomunicações de maneira mais eficaz e transparente;
  • Aprovação de uma reforma tributária para diminuir o peso de impostos indiretos sobre os serviços de telecomunicações.

Renato da Fonseca pontua que o maior obstáculo para a ampliação da cobertura 5G no país é o déficit de antenas instaladas. Ele diz que a implementação da nova tecnologia exige cinco vezes mais antenas do que o suporte dado à rede 4G. “Isso precisa de modificações na legislação e cada um dos 5 mil municípios brasileiros precisa fazer isso e até hoje apenas 1% já implementou essa nova lei”. 

Os municípios precisam criar ou atualizar suas legislações para receber o sinal do 5G. Além disso, as operadoras de telefonia móvel reclamam da demora das prefeituras em permitir a instalação das antenas; alguns processos levam anos. 

Projeto sobre licenciamento temporário de equipamentos de telecomunicações vai à sanção presidencial 

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Nesta semana, o Senado Federal aprovou  projeto de lei 1.885/2022, que pretende resolver a demora. O PL propõe que a Anatel dê autorização temporária para instalação de antenas nos casos em que os órgãos municipais competentes não concedem a permissão no prazo de 60 dias após o pedido. O texto aguarda sanção presidencial. 

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Brasil 61