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Saúde
24/11/2021 18:00h

De acordo com especialista, as pessoas utilizam sem prescrição a medicação quando estão gripadas ou com alergia sem saberem dos riscos

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O uso de corticoides sem moderação pode causar sérios efeitos colaterais em quem utiliza, principalmente em crianças. Amanda Veloso tem dois filhos, Isabelle, 15 anos, e Lourenzo, 5 anos. Ela trabalha na área de saúde como técnica em radiologia em uma Unidade Básica de Saúde de Teresina (PI), por isso, sempre administrou o uso do medicamento em seus dois filhos.
 
Ainda assim, isso não os livrou de sofrer efeitos colaterais. Isabelle faz o uso dos medicamentos desde pequena, e, hoje em dia, tem dentes muito fracos, perdeu a coloração natural deles e faz acompanhamento odontológico. De acordo com a dentista da família, esses problemas eram causados pelo corticoide.
 
A jovem tem rinite e crise de alergia, e o que alivia os sintomas é o uso da medicação. No entanto, os problemas dentários não são os únicos com os quais ela sofre. “A mais velha tem os dentes muito fracos em razão disso, ela emagreceu muito, não consegue ganhar peso com suplementação. É muito alta, magra para a altura que tem e devido ao medicamento o ciclo menstrual é irregular”, conta Amanda sobre Isabelle.


 
Lourenzo, por outro lado, tem problemas de visão em razão do uso excessivo do medicamento. Além disso, ele sofre de insônia, e por causa de um remédio para corrigir um problema, precisa tomar outro para conseguir dormir. Amanda afirma que esses efeitos são da medicação, e ela ainda diz que em farmácias é muito fácil de consegui-los sem receita médica.
 
O médico e otorrinolaringologista Carlos Maurício explica que o corticoide é uma medicação amplamente utilizada para o tratamento de vários problemas de saúde, tanto para adultos, quanto para crianças. Mas, muitas vezes, utilizado de maneira equivocada. 
 
“Primeiro, a gente precisa entender o que é o corticoide. Ele é considerado um anti-inflamatório hormonal, ou seja, é uma substância parecida com o hormônio produzido no organismo que faz parte do metabolismo corporal. Por ser um hormônio, ele pode ter vários efeitos colaterais se você o utilizar em doses altas e em períodos prolongados”, alerta.
 
Frequentemente, os pais utilizam essa medicação, como um xarope para tosse, um remédio para gripe, mas é preciso atenção, recomenda o especialista.  
 
“Sendo um hormônio, ele pode modificar o funcionamento normal do organismo e isso pode impactar em alguns efeitos colaterais e alguns problemas como a osteoporose, a catarata, a pressão alta, o diabetes, alterações de humor, o aumento da retenção de líquido, ele vai afetar o metabolismo da gordura e pode gerar alterações de pele no estômago”, enumera.
 
Dependendo da dose, ele vai influenciar também na resposta imunológica. O uso pode bloquear parcialmente o sistema imunológico e isso facilita a infecção tanto viral quanto bacteriana. Contudo, o médico pondera que o remédio pode ser utilizado na dosagem correta, principalmente, quando se busca um efeito anti-inflamatório. 
 
O especialista ainda ressalta os problemas que ele pode causar para o desenvolvimento da criança. O uso do corticoide, segundo sua explicação, reduz a absorção de cálcio, essencial para o crescimento. “É uma boa medicação, ela tem efeitos importantes em várias doenças, mas não pode ser utilizada sem critério”, pontua.

Além disso, pacientes em uso de prednisona 20 mg, um tipo de corticoide, por mais de 2 semanas ou prednisona 5 mg, também esse tipo de medicamento, por mais de 30 dias não podem suspender o tratamento de forma abrupta, alerta a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBME). 

Covid-19

O paciente que se contaminar com Covid-19 e fizer uso de corticoides precisa ter cuidado. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBME) elaborou uma série de recomendações a respeito desse assunto.
 
“Quando utilizado como terapia anti-inflamatória e imunossupressora, as doses dos corticoides são no mínimo 4 a 5 vezes mais elevadas do que as doses de reposição fisiológicas. Nessa situação, o risco de complicações na vigência da Covid-19 é potencialmente maior”, afirma em nota.
 
A médica Larissa Camargo, que é otorrinolaringologista, afirma que há estudos que dizem que o corticoide é benéfico em casos de Covid-19, mas só o médico pode avaliar se o remédio vai ajudar ou atrapalhar no tratamento da doença. “Já existem trabalhos mostrando o benefício do uso do corticoide naqueles pacientes que apresentam quadro clínico sugestivo de comprometimento pulmonar e comprometimento sistêmico. Mas é sempre importante que seja feita uma avaliação junto ao seu médico assistente”, pondera. 

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22/11/2021 15:00h

A assistente social Leticia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto

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Você sabe como conseguir remédio mais barato ou de graça pelo SUS? A assistente social Leticia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto.

O Brasil desde 1988 possui uma política específica sobre medicação, o objetivo com isso é garantir a necessária segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos. Existem duas maneiras de você conseguir ter acesso a esses medicamentos de maneira gratuita ou com o custo bem reduzido.

Onde conseguir medicamentos gratuitamente

  • Postos de saúde: Disponibilizam alguns medicamentos de maneira gratuita.
  • Farmácias Populares: Oferecem grande desconto nos valores das medicações. 

O que é preciso para conseguir ter acesso aos medicamentos gratuitos

  • Documento de identificação com foto
  • Receita médica básica contendo nome genérico da medicação, dados do médico, endereço da unidade de saúde de onde foi atendido e data da prescrição médica.

Caso o seu remédio não seja disponibilizado na lista de medicamentos das farmácias populares, não pare por aí. Procure saber quais são as opções de medicações que estão disponíveis, liste-as e retorne com seu médico para que seja verificada a possibilidade de substituir por outra medicação que faça parte do programa.

CONTEÚDO PARA EMISSORAS DE RÁDIO: Nesta edição, você pode utilizar dois áudios sobre o tema:

  • Remédios gratuitos ou mais baratos no SUS
  • Como conseguir medicamentos

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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19/11/2021 20:30h

A mobilização pretende conscientizar a população sobre práticas que dificultam o combate a bactérias, vírus e parasitas

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Endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha global "Semana Mundial de Conscientização Antimicrobiana" vai até o dia 24 de novembro e pretende conscientizar a população para combater a resistência a antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos. Essa resistência ameaça a prevenção e tratamento de uma série de infecções.

Quando criada, essa resistência antimicrobiana pode ameaçar a prevenção e tratamento de uma série de infecções causadas por bactérias, parasitas, vírus e fungos. Assim, as infecções mais comuns ficam difíceis de tratar, aumentando o risco de propagação de doenças graves, com possibilidade de morte.

São diversos os fatores que aceleraram este problema, entretanto, o uso excessivo e incorreto de medicamentos em seres humanos é a maior preocupação das autoridades de Saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros se automedicam, ou seja, tomam um medicamento por conta própria, sem ter uma avaliação médica acerca do diagnóstico dos sintomas clínicos, e isso pode ter consequências graves. 

“Os riscos vão do menos grave, como uma reação alérgica leve, pode ter uma erupção cutânea, uma dor de cabeça, náusea, vômito ou diarréia. Até os riscos graves, como choque anafilático, em que cai a pressão arterial da pessoa, e a pessoa pode entrar em choque e até evoluir para óbito", esclarece Claudia Vidal, diretora científica da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp).

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A pesquisa ainda revelou que quase metade dos brasileiros (47%) se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. Com 53%, as mulheres são as que mais usam medicamentos por conta própria, pelo menos uma vez ao mês.

Aumento no uso de antibióticos e analgésicos

A resistência dos microrganismos a medicamentos antimicrobianos pode tirar a vida de 10 milhões de pessoas, a cada ano, até 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, a organização reconhece a resistência antimicrobiana como uma das 10 maiores ameaças à saúde pública.

“Os antibióticos são uma arma muito forte para o enfrentamento de infecções. Muitos deles não funcionam mais para as bactérias que comumente eles conseguiam tratar, por conta do uso excessivo e, muitas vezes, não apropriado. Ele [o antibiótico] só deve ser usado se o paciente tiver uma infecção e precisa ser administrado a partir de uma consulta médica”, afirma Claudia Vidal.

A diretora detalha, ainda, que quem faz a automedicação com antibióticos pode usar um medicamento inadequado para aquele tipo de infecção e, fazendo isso, as bactérias sensíveis morrem, favorecendo o crescimento das bactérias resistentes. Assim, a infecção, que seria comum, fica cada vez mais difícil de tratar. 

Apesar da OMS e diversos pesquisadores da área acreditarem no aumento significativo do uso de antibióticos na pandemia, ainda não há um balanço completo. Membro do Conselho Federal de Farmácia, Dr. Gustavo Pires, acredita que no próximo levantamento haverá uma alta expressiva nos números de automedicação.  

“Devido ao novo vírus circulante e ainda poucos estudos frente ao enfrentamento a ele [Covid-19]. Faltou, no início, informação e foram disseminadas muitas notícias falsas acarretando em indicações de medicamentos sem eficácia comprovada”, afirma.

Por outro lado, números sobre o uso desses medicamentos já começaram a surgir e mostram que os analgésicos e antitérmicos, como a dipirona, ibuprofeno e paracetamol, foram os medicamentos mais comprados durante a pandemia, com 6,5% das vendas total.

Os dados foram coletados de fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021 pela plataforma Farmácias APP, aplicativo de venda online de saúde que contempla todo o varejo farmacêutico, tanto físico quanto digital. 

Claudia Vidal explica que a automedicação com analgesicos pode ter um impacto menor no organismo quando comparado ao do antibiótico. “O impacto da automedicação de analgesicos pode ser menor, excepcionalmente, com medicamentos que você habitualmente já utiliza, porque já foi prescrito por um médico e que você já sabe que se tiver um quadro gripal ou dor de cabeça, vai poder usar aquele analgesico. E, no caso de uma febre, usar aquele antitérmico", afirma.

Esse é o caso da dona de casa, a mineira Graziela Soares, de 38 anos, que já se automedicou diversas vezes, por conta de seu quadro clínico, mas percebeu que na pandemia as doses aumentaram. “Eu me automediquei várias vezes na pandemia por medo. Como eu tenho sinusite, qualquer sintoma  já acho que é Covid. Fico preocupada e acabo tomando remédio”, conta.

Além dos analgésicos, a ivermectina também foi muito procurada pelos brasileiros na pandemia. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o vermífugo teve crescimento de 857% nas vendas, que equivale a mais de 81 milhões de unidades, entre março de 2020 e março de 2021.

“Esse medicamento [ivermectina] é um antiparasitário e não deve ser tomado sem prescrição médica, de forma alguma! Não é um medicamento isento de efeitos colaterais”, alerta Claudia.

Cuidados

As consequências do uso indiscriminado de medicamentos e da automedicação são muitas, e podem ocorrer a longo e médio prazo. Aquele analgesico que curava enxaqueca, por exemplo, pode não fazer mais efeito e até piorar o quadro. Os antitérmicos podem mascarar algo mais grave, como uma infecção. Já os anti-inflamatórios podem sobrecarregar os rins.

Quando se trata de antibióticos, para evitar atitudes que possam fortalecer a resistência microbiana é importante não utilizá-los mais do que o prescrito pelos médicos. Segundo a Sobrasp, apesar de ser necessária uma receita para comprar esse tipo de medicamento, muitas pessoas não utilizam o remédio todo e acabam guardando para usá-lo novamente em outras situações.

“Mesmo medicamentos que estamos habituados a tomar, como medicamentos para febre ou dor no corpo, um analgésico simples ou antitérmico, em algum momento pode dar uma reação adversa, mesmo sendo utilizada a algum tempo e você nunca ter tido aquele evento adverso. Por isso que a automedicação deve ser desestimulada e deve ser sempre orientado que o paciente procure um médico. Às vezes parecem sintomas simples, mas é um sinal de alerta”, finaliza Claudia Vidal.

Para os gestores da área da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza o Plano Nacional para a Prevenção e o Controle da Resistência Microbiana nos Serviços de Saúde, criado em 2017 para auxiliar e promover medidas preventivas, de controle e de monitoramento de infecções relacionadas à resistência microbiana no país.

Além disso, a legislação brasileira (MS 2.616/1998) determina que todos os hospitais do Brasil implementem um Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), que é um conjunto de ações desenvolvidas sistematicamente, em vista de reduzir o máxima possível a incidência e a gravidade dessas infecções. 

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16/09/2021 21:55h

O Sotrovimabe é um anticorpo monoclonal, que atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2, e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorização temporária de uso emergencial (AUE), em caráter experimental, do medicamento Sotrovimabe, um anticorpo monoclonal para tratamento da Covid-19. Indicado para casos leves e moderados, ele deve ser utilizado em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais (que pesem pelo menos 40 kg) e que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença.

O medicamento atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2 e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas. O diretor geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explicou sua ação. “É um anticorpo, que é fabricado em laboratório para fazer a mesma função que um anticorpo produzido naturalmente, ou seja, neutralizar o vírus. E a proposta da empresa é que esse anticorpo consiga prevenir a hospitalização e mortes”, disse. 

Os anticorpos são proteínas produzidas no organismo que ajudam o sistema imunológico a combater vírus, bactérias e câncer por meio do reconhecimento de antígenos. Com o avanço da biotecnologia, foi possível produzir em laboratório anticorpos monoclonais, ou seja, específicos para uma única região do antígeno. 

A biotecnologia farmacêutica do Sotrovimabe cria ainda uma barreira para a seleção de variantes resistentes e permite que o medicamento mantenha a atividade in vitro contra cepas mutantes do vírus. O medicamento é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias e drogarias. A dose recomendada é uma dose única de 500 mg, administrada por infusão intravenosa.

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Análise

O pedido de autorização emergencial foi protocolado em 19 de julho deste ano pela empresa GlaxoSmithKline (GSK) Brasil Ltda. A análise foi feita pela Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) e pela Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON). 

Fora do Brasil, a agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) e a agência canadense Health Canadá também já haviam autorizado o uso emergencial do medicamento. Além disso, a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) emitiu um parecer científico apoiando o uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para a Covid-19.

Outros medicamentos

Esse é o quinto medicamento autorizado no Brasil para tratamento do vírus, sendo o quarto em uso emergencial. “A Anvisa aprovou mais de cem estudos de medicamentos, vacinas e produtos biológicos, e tem acompanhado de perto todos os resultados que são gerados para que, quando um novo medicamento ou uma nova proposta terapêutica apresente o benefício maior que o risco e que possa auxiliar no enfrentamento da pandemia, possamos disponibilizar o quanto antes para a população”, destacou Gustavo Mendes.

Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com Covid-19: o antiviral Remdesivir. Já em abril, outro medicamento foi aprovado em caráter emergencial. O coquetel contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche.

Em maio, a Anvisa aprovou o uso emergencial da combinação de dois anticorpos monoclonais: o banlanivimabe e etesevimabe. Assim como o Sotrovimabe, eles são versões das defesas naturais do corpo fabricadas em laboratório, com o objetivo de combater infecções. Em agosto foi aprovado ainda o uso emergencial do regdanvimabe, que auxilia na reprodução de anticorpos que ajudam no combate a alguma doença específica, contudo o uso do medicamento não previne a doença.

Dados do Covid-19

O Brasil registrou 34.407 novos casos e 643 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última a atualização do Ministério da Saúde, em 16 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.240. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 323 mil casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,52%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,55%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Rio Grande do Sul – 3,03%
  • Alagoas – 3,00%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%                 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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25/08/2021 10:30h

O monitoramento feito pela Anvisa é importante para avaliar se a reação a um produto está aumentando ou se há problemas associados a ele

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Pessoas que tiverem alguma reação após tomar uma vacina devem comunicar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa orientação vale para qualquer tipo de vacina, seja as recentes contra a Covid-19 ou as mais tradicionais como, por exemplo, contra gripe ou febre amarela. A notificação precisa ser feita mesmo se não houver suspeita de que o desconforto foi provocado pelo medicamento. 

De acordo com a Anvisa, a subnotificação pode retardar a identificação de sinais de risco e subestimar a dimensão de um problema. O  monitoramento feito pela agência é importante para avaliar se a reação a um produto está aumentando ou se há problemas associados a ele. 

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Quando uma pessoa toma um medicamento, como uma vacina, e tem uma reação indesejada, essa consequência é chamada na medicina e pelas autoridades sanitárias de “eventos adversos”. Dessa forma, a comunicação deve ser feita por meio do site da Anvisa. Ali, há possibilidade de relatar problemas em diversos produtos, entre eles medicamentos e vacinas. 

A Anvisa também disponibiliza um número de telefone caso haja dificuldade para enviar a notificação pelo site: 0800 642 9782.

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14/08/2021 14:40h

Regkirona foi autorizado para uso emergencial no Brasil, mas não tem caráter preventivo e nem pode ser utilizado fora dos hospitais

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de um novo medicamento contra a Covid-19. O medicamento Regkirona (regdanvimabe) é um produto injetável e de uso restrito a hospitais, produzido em laboratórios para reproduzir anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença. Esse é o quarto medicamento autorizado no Brasil para tratamento do novo coronavírus, sendo o terceiro em uso emergencial. 

“Esse medicamento autorizado agora pela Anvisa, para utilização em pacientes internados por Covid, é mais um dos medicamentos do grupo dos anticorpos monoclonais, que é uma tecnologia mais nova. É um medicamento, vamos dizer assim, biológico, que ajuda o organismo a não desenvolver o quadro de complicação da Covid, os quadros que levam aos casos mais graves”, explica Carla Pintas, docente do curso de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB).

A diretoria da Anvisa avaliou que os resultados dos ensaios clínicos com os anticorpos monoclonais, do tipo “mabes”, mostraram uma redução dos danos pulmonares, diminuição da presença de vírus no sangue e do risco de hospitalização. Esses resultados fizeram com que outras agências reguladoras no mundo também aprovassem o uso, como a norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e a europeia European Medicines Agency (EMA).

“É uma medicação de uso restrito ao hospital. Não tem como adquirir esse medicamento na farmácia, ele é de indicação médica. É mais um componente que a gente tem dentro da estrutura hospitalar, dentro do atendimento de saúde hospitalar, para atender as pessoas com Covid-19. É um avanço importante, mas temos que lembrar que isso não diminui e não retira as obrigatoriedades que temos que ter com relação à Covid-19”, alerta Carla Pintas.

Indicações

O Regkirona é indicado para o tratamento de quadros de infecção por Covid-19 em situações leves e moderadas, em pacientes adultos, que não necessitam de suplementação de oxigênio e que apresentam alto risco de progressão para a doença em sua forma mais grave. A bula do medicamento traz que há alto risco para pacientes que façam parte de um desses grupos:

  • Índice de massa corporal (IMC) ≥35

  • Doença renal crônica
  • Diabetes
  • Doença imunossupressora
  • Em tratamento imunossupressor no momento
  • Com 65 anos de idade ou mais
  • Com 55 anos de idade ou mais e tenham doença cardiovascular ou hipertensão; ou doença pulmonar obstrutiva crônica ou outra doença respiratória crônica

O remédio não é indicado para uso em pacientes que estejam hospitalizados devido a complicações da Covid-19, necessitem de oxigenoterapia devido à doença e necessitem de um aumento na taxa de fluxo de oxigênio basal devido à Covid-19, por exemplo.

“Ou seja, é uma nova medicação à disposição da equipe de saúde no hospital. Ela é importante porque melhora a sobrevida do paciente, evitando aí as complicações indesejadas da Covid”, pontua a especialista da UnB. Carla ainda ressalta que o medicamento não é usado para prevenir a doença, assim como também pontua Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Ele é um anticorpo monoclonal. Não é para prevenção caso adquira a Covid-19, e sim para tratar a doença, em casos leves a moderados que não necessitem de oxigênio. Ele tem uma indicação específica. Enquanto não temos realmente um antiviral específico, temos que tratar pacientes com Covid com essas terapias auxiliares. E volto a lembrar que a vacina ainda continua sendo a melhor arma para prevenirmos a doença."

Quarta aprovação

Esse é o quarto produto autorizado pela Anvisa para o combate à Covid-19 no Brasil. A agência já havia registrado um medicamento e autorizado, de forma emergencial, duas associações de anticorpos monoclonais. São eles:

  • Rendesivir: registrado em 12 de março
  • Associação dos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe: autorizada para uso emergencial em 20 de abril
  • Associação dos anticorpos banlanivimabe e etesevimabe: autorizada para uso emergencial em 13 de maio 
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12/08/2021 10:00h

O regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou temporariamente o uso emergencial, em caráter experimental, do medicamento Regkirona (regdanvimabe) para tratamento da Covid-19. Esse é o quarto medicamento autorizado no Brasil para o vírus.

O regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença. Ele é indicado para o tratamento de Covid-19 leve a moderada em pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para a doença em sua forma mais grave. 

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É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença. Após avaliação técnica, a solicitação do uso do medicamento foi submetida à avaliação da diretoria responsável pelos pedidos de autorização de uso emergencial de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. 

Os resultados dos ensaios clínicos com os anticorpos monoclonais mostraram uma redução dos danos pulmonares, diminuição da viremia (presença de vírus no sangue) e do risco de hospitalização, o que levou a aprovação desse tipo de medicamento para uso emergencial, em casos específicos.  

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24/07/2021 15:40h

O Sotrovimab é um anticorpo monoclonal, o prazo de análise do pedido de uso emergencial do medicamento é de 30 dias e não considera o tempo do processo em status de exigência técnica

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de uso emergencial do medicamento Sotrovimab, um anticorpo monoclonal para tratamento da Covid-19. O remédio não teve estudos clínicos conduzidos no Brasil até o momento, o estudo que suporta o pedido foi realizado globalmente e recrutou 1062 participantes, sendo 22 em centros de pesquisa brasileiros.

O diretor geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explicou a ação do medicamento. “É um anticorpo, que é fabricado em laboratório para fazer a mesma função que um anticorpo produzido naturalmente, ou seja, neutralizar o vírus. E a proposta da empresa é que esse anticorpo consiga prevenir a hospitalização e mortes em até 85% se aplicados naqueles casos leves a moderados”, disse.

Os anticorpos são proteínas produzidas no organismo que ajudam o sistema imunológico a combater vírus, bactérias e câncer por meio do reconhecimento de antígenos. Com o avanço da biotecnologia, foi possível produzir em laboratório anticorpos monoclonais, ou seja, específicos para uma única região do antígeno.

A nova tecnologia tornou os anticorpos monoclonais importantes ferramentas de diagnóstico em diversos exames laboratoriais. Mais recentemente, os anticorpos monoclonais também têm sido aplicados de maneira promissora na terapia de diversas doenças, sendo largamente utilizados para o tratamento de diversos tipos de câncer.

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No caso do coronavírus, o medicamento deve ser usado nos primeiros estágios da infecção. A FDA (Food and Drug Administration, autoridade sanitária dos EUA) aprovou o uso emergencial do Sotrovimab em 26 de maio.

Análise e prazo

O prazo de análise do pedido de uso emergencial do medicamento no Brasil é de 30 dias e não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, ou seja, quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela agência dentro do processo.

Segundo o infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Cesar Carranza, além das vacinas, outros medicamentos que estão no radar para o tratamento do coronavírus são justamente os anticorpos monoclonais. “Os outros medicamentos tem um mecanismo de ação parecido, eles bloqueiam a ação do coronavírus nos primeiros momentos da infecção. Tem o casirivimabe imdevimabe, tem o banlanivimabe etesevimabe. São medicamentos com nomes bastante difíceis até de pronunciar que são as terapias mais promissoras do momento”, afirmou. 

A análise é feita por uma equipe multidisciplinar que envolve especialistas das áreas de Registro, Monitoramento e Inspeção de medicamentos. A equipe vem atuando de forma integrada em todos os processos de avaliação de medicamentos e vacinas para combate à Covid-19.

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02/07/2021 04:00h

A prática na maioria das vezes é usada alegando o fornecimento de descontos em produtos

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Recentemente uma rede de farmácias foi notificada extrajudicialmente pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) por coletar a impressão digital de clientes para o cadastro em programas de relacionamento. A prática na maioria das vezes é usada alegando o fornecimento de descontos em produtos, o que pode ter razões escusas, como até a venda dos seus dados para outras empresas.
 
É de praxe, principalmente nas grandes redes de farmácias, você ter o seu CPF solicitado imediatamente ao entrar para comprar um produto ou um medicamento. O pedido de cadastramento, segundo os atendentes, é para verificar quais os descontos válidos para você naquele dia.


 
O jornalista Maurício Gomes, morador do bairro da Mooca, em São Paulo, já se deparou incontáveis vezes com essa situação. Ele considera a prática invasiva. “Já aconteceu de eu não querer passar e consequentemente eles falarem que o meu produto não teria desconto, que para eles prosseguirem com o cadastro eu preciso ceder esse dado e na grande maioria das vezes o desconto foi algo mínimo, quando teve”, contou.  
 
Para o advogado sócio-diretor da Morais Advogados, Afonso Morais, é importante ter clareza. A exigência de fornecimento de digital ou CPF é ilegal para o fornecimento de descontos pelas farmácias, por isso ele deixa um alerta aos consumidores para esta prática.

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Segundo ele, para que o cliente forneça dados pessoais, seja para farmácia ou qualquer outro local, é necessária sua autorização expressa de forma inequívoca. “Os PROCONs recomendam que seja de forma escrita, mas o que as farmácias fazem é somente a solicitação do CPF, dizendo que pra você ter um desconto no medicamento tal, tem que informar o seu CPF, estão fazendo uma venda casada”, afirmou. 
 
O advogado aconselha aos consumidores que neguem o fornecimento desses dados na hora da compra dos produtos. Caso o objetivo seja algum tipo de desconto, a outra saída é se cadastrar no programa de fidelidade do local e optar que seus dados não sejam, em nenhuma hipótese, fornecidos a terceiros. Segundo Morais, dados valem dinheiro, principalmente quando eles estão atrelados a outro tipo de informação, como, por exemplo, a saúde, e este fenômeno é global.
 
Em São Paulo já foi promulgada a Lei 17.301/2021, que proíbe farmácias e drogarias de exigirem o CPF do consumidor para conceder desconto, sujeito a multa de R$ 5.500,00. A situação também não passou despercebida em outros estados, como Minas Gerais, e o Distrito Federal, que também realizaram ações combatendo essa prática, com base no Código de Defesa do Consumidor.

LGPD

Atualmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já é colocada em prática, mas são necessárias ações ativas que proíbam diretamente a coleta indiscriminada de dados. A lei não proíbe a captação e tratamento de dados, mas estabelece regras para que isso ocorra e a condição essencial, no caso das farmácias, é o consentimento do consumidor para a coleta e tratamento da informação.
 
No entanto, muitas empresas podem encobrir a solicitação desses dados em prol de lucros, principalmente quando as punições atuais se resumem a acordos de ajuste de conduta ou notificações inofensivas.

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09/06/2021 11:55h

Com caráter conclusivo, o texto poderia seguir diretamente para o Senado, mas haverá recurso para análise em Plenário

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A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou o parecer favorável à legalização do cultivo de Cannabis sativa no Brasil, exclusivamente para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais. A planta também é usada para produzir a maconha, mas a aprovação não se refere a este uso. Com caráter conclusivo, o texto poderia seguir diretamente para o Senado, mas haverá recurso para análise em Plenário.

Na comissão especial, o texto-base recebeu 17 votos favoráveis e 17 contrários. O desempate a favor da aprovação coube ao relator, conforme determina o Regimento Interno da Câmara, que também permitiu substituições de última hora em vagas no colegiado. 

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O substitutivo aprovado legaliza o cultivo da Cannabis, mas impõe restrições. O plantio poderá ser feito apenas por pessoas jurídicas (empresas, associações de pacientes ou organizações não governamentais). Não há previsão para o cultivo individual e seguirão proibidos cigarros, chás e outros itens derivados da planta.

No parecer final, houve ajustes após debates no colegiado e em comissão geral. O relator incluiu uma linha de crédito destinada a associações de pacientes que fabricam medicamentos, para que possam se ajustar às exigências da futura lei.

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Brasil 61