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Baixar áudioA inteligência artificial ganhou protagonismo nas discussões do Dia Nacional da Comunicação, celebrado na terça-feira (5), durante o Qualcomm Innovation Summit Brazil, realizado em São Paulo. No evento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, apresentou as iniciativas do governo federal voltadas à preparação do país para a nova era tecnológica, com foco na ampliação e modernização da infraestrutura digital.
Segundo o ministro, a estratégia do governo envolve diferentes frentes que atuam de forma coordenada. “O Governo do Brasil conduz essa agenda de forma integrada, com atuação coordenada entre diferentes frentes estratégicas”, afirmou.
“Nesse contexto, o Ministério das Comunicações está desenvolvendo ações voltadas para o fortalecimento de uma infraestrutura composta por redes, data centers, cabos submarinos, espectro, energia, profissionais qualificados e segurança jurídica”, acrescentou.
Um dos pontos destacados foi a criação da Política Nacional de Data Centers, ainda em elaboração. A proposta busca oferecer maior previsibilidade ao setor, com garantias nas áreas jurídica e energética.
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A iniciativa também pretende aproveitar vantagens competitivas do país, como a matriz energética limpa, a localização estratégica, a extensa rede de cabos submarinos e o tamanho do mercado interno. Atualmente, o Brasil concentra cerca de metade do mercado latino-americano de data centers.
Outro eixo considerado essencial é a expansão das redes móveis. O modelo de leilão adotado no país, que condiciona o uso do espectro a compromissos de investimento, tem acelerado a implementação do 5G e ampliado o alcance do 4G, inclusive em regiões menos atrativas economicamente.
“Nos últimos anos, o 5G avançou de forma expressiva, com presença em 1,78 mil municípios e cobertura para quase 70% da população. Ao mesmo tempo, o 4G continua sendo ampliado em áreas rurais, localidades remotas e regiões ainda sem cobertura adequada. Nossa missão é fazer com que a transformação digital alcance todos os brasileiros, impactando a educação, a saúde, a segurança, a agricultura, a indústria, a mobilidade e a cidadania”, declarou o ministro.
A agenda também inclui projetos voltados à integração regional e à soberania digital. Entre eles está o programa Norte Conectado, que prevê a instalação de 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica nos rios amazônicos. A iniciativa deve levar conectividade a cerca de 70 localidades que hoje dependem de soluções via satélite, geralmente mais caras e limitadas.
Já a Política Nacional de Rodovias pretende garantir acesso contínuo à internet em trechos estratégicos de estradas, o que pode melhorar a segurança viária, facilitar o monitoramento de cargas e otimizar a logística, especialmente no agronegócio. Na ocasião, o ministro reforçou o objetivo de ampliar o acesso digital no país.
“Todas essas frentes se conectam em uma mesma agenda. O Governo do Brasil quer levar internet a quem ainda está desconectado, melhorar a qualidade das redes onde já existe cobertura, ampliar a capacidade de processamento e armazenamento de dados, qualificar pessoas, apoiar a inovação e criar um ambiente no qual as empresas possam investir com previsibilidade”, concluiu.
O Qualcomm Innovation Summit Brazil 2026 reúne representantes de universidades, operadoras, indústria, centros de pesquisa, startups e governo, com debates sobre conectividade, computação inteligente e inteligência artificial.
O Dia Nacional das Comunicações, celebrado em 5 de maio, homenageia o Marechal Rondon, considerado o patrono da área no Brasil por seu papel na implantação de linhas telegráficas que ajudaram a integrar diferentes regiões do país.
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Baixar áudioO mundo digital agora está a poucos cliques de jovens e adultos de comunidades quilombolas de Barreirinha (AM). Ao todo, 37 alunos do Projeto Laboratório de Informática Itinerante Quilombola se formaram no curso de informática básica, no qual aprenderam a utilizar programas, navegar na internet e acessar outras ferramentas digitais.
Uma delas foi Clediomara Cabral, que descobriu o curso na escola das filhas e já sente falta das aulas. “Eu fiquei até com saudade de vir todas as noites e de ficar lá mexendo. É uma oportunidade que nunca tivemos”, celebrou.
As aulas tiveram início em outubro do ano passado e aconteceram em um laboratório de informática, equipado pelo programa Computadores para Inclusão. Para a formanda Talyssa Karoline, significou a realização de algo que queria há muito tempo. “Foi bom a gente evoluir em uma coisa que a gente sempre esperou. Então, eu agradeço por hoje estar recebendo certificado e pelas oportunidades e outros cursos que possam vir também para que a gente possa evoluir mais”, agradeceu.
A iniciativa atende três comunidades quilombolas da região e é coordenada por um Ponto de Inclusão Digital (PID), o Centro Municipal de Inclusão Digital Ariramba (CMID), que promove educação digital e fortalece a transformação social da população local. O apoio é feito pela Prefeitura de Barreirinha, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), com o objetivo de garantir políticas públicas de inclusão.
O programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, promove inclusão digital e capacitação tecnológica por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs).
“Estamos colocando essas pessoas no mercado de trabalho qualificado, além de gerar inclusão, avançamos na construção da soberania digital do nosso país, com mão de obra de qualidade. O programa Computadores para Inclusão tem uma missão clara: transformar tecnologia que não teria uso em oportunidade para a juventude e toda comunidade. Equipamentos que seriam descartados viram ferramentas de aprendizado, lazer e trabalho”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Nos centros, equipamentos eletrônicos doados passam por recondicionamento e são utilizados em cursos gratuitos de tecnologia, além de serem destinados a escolas públicas, bibliotecas, telecentros e projetos sociais em todo o país.
“Cada computador doado para iniciativas como essa se transforma em uma importante ferramenta de inclusão e capacitação digital nas mãos de alunos e professores. Para as comunidades quilombolas em Barreirinha, não é diferente. Que essa formatura sirva de incentivo para esses estudantes no caminho do letramento digital”, completou o ministro.
O objetivo da iniciativa é ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a formação profissional de jovens e adultos e criar oportunidades de entrada qualificadas no mercado de trabalho.
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Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu na terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la pelos reconhecimentos de destaque que recebeu no cenário internacional.
A cientista passou a integrar a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da Time e também foi agraciada com o World Food Prize de 2025, conhecido como o “Nobel da Agricultura”.
Durante o encontro, o ministro ressaltou a relevância da trajetória da cientista e o impacto internacional de seu trabalho, afirmando que o reconhecimento representa um marco para o país.
“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo”, declarou.
“É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, complementou.
O reconhecimento recebido por Mariangela em 2025 nos Estados Unidos, no World Food Prize, destaca mais de quatro décadas de pesquisas dedicadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura.
As tecnologias desenvolvidas pela pesquisadora já são aplicadas em cerca de 85% das lavouras de soja no Brasil, contribuindo para reduzir custos de produção e aumentar a sustentabilidade no campo.
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Acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, Mariangela afirmou que a homenagem vai além de sua trajetória individual. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, disse.
Ela também lembrou que o avanço dos bioinsumos no país é resultado de décadas de pesquisa contínua. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta, construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, afirmou.
Em abril de 2026, Mariangela passou a integrar a lista TIME100, na categoria “Pioneiros”, dedicada a personalidades com contribuições científicas e tecnológicas de impacto global. Seu trabalho com fixação biológica de nitrogênio permite reduzir o uso de fertilizantes e gerar economia bilionária anual para o agronegócio brasileiro.
Além do World Food Prize, a cientista acumula outras distinções recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), concedido em 2025, a Medalha de Mérito Apolônio Salles, do Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.
Com mais de 40 anos de atuação na Embrapa, Mariangela Hungria também integra a Academia Brasileira de Ciências e aparece em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas a uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.
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Baixar áudioEstudantes brasileiros de 9 a 18 anos vão representar o Brasil no FIRST Championship, a principal competição mundial de robótica, que acontece entre 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos. A delegação brasileira é liderada pelo Serviço Social da Indústria (SESI), operador oficial dos torneios da FIRST no país.
Ao todo, 17 equipes representarão escolas do SESI, além de instituições públicas e privadas, dos seguintes estados:
O coordenador da categoria FIRST® LEGO® League Challenge pelo SESI, Marcos de Sousa, afirma que, no passado, apenas estudantes de poucas regiões, predominantemente, conseguiam avançar até a etapa mundial. Segundo ele, a nova metodologia aplicada pelo SESI no treinamento e no regramento das equipes tornou o programa mais homogêneo em todo o país.
“Com a maturidade da operação no programa, chegando a lugares que antes eram um pouco difíceis, o SESI faz, de fato, um trabalho de forma hegemônica, que chega nas pontas onde precisa chegar. E com isso, temos esses resultados dos estudantes brilhando Brasil afora”, explica.
Sousa também destaca que a conquista dos títulos nacionais e a participação no torneio mundial impactam diretamente na trajetória de todos os envolvidos no projeto.
“Não estamos falando só do estudante, que de fato é o mais impactado, mas também dos professores, de toda a comunidade escolar e da família também. Todos são impactados de uma forma positiva, porque aquele jovem descobre o que há lá fora, analisa, conhece pessoas, entende estratégias de outras equipes, se desafia a falar, interpretar e raciocinar em outro idioma”, ressalta.
A maior parte da delegação brasileira (9 equipes) compete na categoria mais avançada do torneio, com robôs industriais de até 1,5 metro de altura, além do desenvolvimento de projetos sociais que promovem o acesso à robótica em comunidades brasileiras.
Outros times participam em categorias com diferentes níveis tecnológicos: três equipes competem com robôs de LEGO e cinco disputam a categoria intermediária, com robôs de porte médio.
FIRST® LEGO® League Challenge (FLLC)
FIRST® Tech Challenge (FTC)
FIRST® Robotics Competition (FRC)
Desde que o SESI passou a organizar as competições da FIRST no Brasil, em 2012, mais de 45 mil estudantes participaram dos torneios. Apenas na modalidade iniciante (FLLC), as equipes brasileiras já conquistaram mais de 110 prêmios internacionais.
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Baixar áudioPouco mais da metade dos brasileiros (54,2%) possui alta ou média-alta habilidade em tarefas digitais. É o que revela a 68ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho, divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento, 64,1% dos entrevistados afirmaram ter habilidades altas ou média-altas em tarefas digitais básicas, enquanto 44,5% declararam possuir esse nível de domínio em tarefas consideradas complexas.
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, afirma que os resultados da pesquisa indicam a necessidade de ampliar a qualificação digital da população brasileira.
“A redução da maturidade digital para as atividades complexas mostra que o trabalhador brasileiro, para continuar acompanhando o avanço das tecnologias, precisa intensificar o conhecimento, as habilidades, e se capacitar, principalmente com a introdução de uma indústria mais tecnológica, a robotização e a inteligência artificial. A habilidade de lidar com tarefas mais complexas se torna obrigatória e um diferencial dentro do mercado de trabalho”, recomenda.
Entre as atividades digitais básicas, a pesquisa inclui:
Já entre as atividades digitais complexas, estão:
O estudo mostra que 63,2% dos brasileiros entre 25 e 34 anos possuem nível médio-alto ou alto de habilidade em tarefas digitais complexas. Na faixa etária de 16 a 24 anos, 65,7% apresentam nível médio-alto ou alto para lidar com esse tipo de atividade, percentual que chega a 63,2% entre aqueles de 25 a 34 anos.
Segundo Claudia Perdigão, o maior domínio entre os jovens está relacionado tanto à formação recente quanto às exigências do mercado de trabalho.
“Além de terem mais facilidade por ainda estarem em fase de formação e terem já um contato mais continuado com essas tecnologias, os jovens também estão dentro de um mercado de trabalho mais dinâmico, onde essas tarefas se tornam obrigatórias e muito necessárias. Isso faz com que eles tenham um desempenho e um grau de maturidade digital muito maior”, destaca.
Por outro lado, o percentual de pessoas com altas habilidades digitais complexas cai para 26,2% entre os brasileiros de 35 a 44 anos. Quando consideradas conjuntamente as habilidades de nível médio-alto e alto, essa faixa etária registra 53,4% de participação.
Entre as pessoas de 45 a 59 anos, o percentual cai para 36%, enquanto, no grupo de 60 anos ou mais, recua para 9,9%.
Segundo a especialista da CNI, a redução das habilidades digitais com o avanço da idade está relacionada ao momento em que essas pessoas ingressaram no mercado de trabalho.
“Considerando que essas pessoas ainda têm uma vida laboral a ser percorrida, é necessário que essas pessoas passem por um processo de capacitação e adaptação às novas tecnologias para que possam continuar inseridas no mercado de trabalho, que vai se tornar cada vez mais dinâmico em aspectos tecnológicos”, orienta.
Criada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em parceria com o Google Cloud, a plataforma Nai recomenda cursos de formação profissional, identifica áreas em expansão e direciona os usuários para oportunidades de emprego, incluindo vagas disponíveis no Google Jobs.
A ferramenta gratuita também compara o perfil atual do usuário com seus objetivos profissionais e, a partir desse diagnóstico, sugere conteúdos personalizados de aprendizagem.
Entre os recursos oferecidos está o Simulador de Entrevistas de Emprego, que permite treinar entrevistas em português, espanhol e inglês, com possibilidade de alternar os idiomas durante a conversa.
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Baixar áudioO governo do Brasil prorrogou o prazo da consulta pública para a elaboração da Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital). Agora, sociedade civil, especialistas, empresas e gestores públicos podem contribuir com o projeto até 8 de abril.
O objetivo é definir as novas diretrizes do desenvolvimento digital do país para o período de 2026 a 2031 com ampla participação e contribuição da população.
“A transformação digital hoje também é uma questão de soberania. É sobre a capacidade de o Brasil decidir seu próprio futuro tecnológico, fortalecendo nossa economia e ampliando direitos para a população. Por isso, essa estratégia está sendo construída de forma colaborativa, ouvindo especialistas, academia, setor produtivo e a sociedade”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
A consulta pública ocorre por meio da plataforma Brasil Participativo, disponível no site oficial de participação social do Gov.Br. Para participar, basta acessar a seção “Tomada de Subsídios para a E-Digital”.
“Sua participação é essencial para ajudar a construir um Brasil mais competitivo, inovador e preparado para os desafios do mundo digital. Participe! É a transformação digital do lado do povo brasileiro”, reforçou Siqueira Filho.
A nova E-Digital constitui o principal instrumento de planejamento voltado à transformação digital no país. Ela consolida diretrizes que orientam o governo do Brasil na ampliação do acesso aos serviços públicos, na garantia dos direitos dos cidadãos, no fortalecimento da democracia e no estímulo à participação social, além de impulsionar um desenvolvimento socioeconômico inclusivo, sustentável e soberano.
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Baixar áudioUma nova tecnologia promete revolucionar e democratizar o acesso à TV aberta no Brasil. Diferentemente do streaming tradicional – em que cada usuário consome dados individualmente pela internet –, o sistema 5G Broadcast distribui conteúdo audiovisual diretamente para celulares e outros dispositivos móveis por um único sinal de TV, que pode ser recebido simultaneamente por milhões de aparelhos sem sobrecarregar a rede móvel, com maior estabilidade do sinal.
O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, que participou dos testes da ferramenta inovadora em Curitiba, no Paraná, exaltou a capacidade revolucionária do dispositivo. “A gente pensa grande com relação a isso. A gente espera que essa tecnologia implementada pelo Brasil, pelos senhores que fazem acontecer o mercado de radiodifusão no Brasil, consiga extrapolar as fronteiras para ser a tecnologia da América Latina”, comentou.
Os experimentos para avaliar o potencial da tecnologia no país são coordenados pela empresa Rohde & Schwarz, com uma estação de transmissão implantada nas instalações da Rede CNT. Todo o processo tem acompanhamento técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de uma operadora de telefonia móvel, que monitora possíveis impactos na rede.
A tecnologia já vem sendo testada em diversos países e é considerada uma das principais apostas para integrar o futuro da televisão aberta com o ecossistema digital. A fase inicial dos experimentos no Brasil começou nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, quando foram realizadas medições de campo sem transmissão, com o objetivo de estabelecer uma referência para o nível de sinal e as condições da rede antes do início das transmissões.
O principal objetivo dos estudos é verificar se a tecnologia 5G Broadcast pode operar sem causar interferências nas redes móveis já em funcionamento. As medições realizadas até o momento não identificaram qualquer indicação de interferência relevante.
“O objetivo desses testes é justamente verificar se o sinal do 5G Broadcast pode operar sem causar interferências nos sistemas atuais. Se tudo avançar como esperado, a população brasileira poderá, em breve, receber o sinal da TV aberta e gratuita diretamente no smartphone, de forma simples e acessível”, destacou o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinícius Caram.
Também foram conduzidos procedimentos de desligamento e religamento do transmissor para avaliar possíveis variações nos indicadores das redes móveis durante a operação da tecnologia. A análise completa dos dados coletados ainda está em andamento.
Considerada a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização, a TV 3.0 une radiodifusão e internet em um espaço de entretenimento e de serviços digitais. Os aplicativos substituem os canais e ampliam o acesso da população a informações, educação e políticas públicas.
A implantação será gradual, deve durar até 15 anos para ser totalmente concluída, e terá início pelas grandes capitais. A expectativa é que as primeiras transmissões no formato aconteçam até a Copa do Mundo deste ano, ou seja, em junho.
Entre as principais inovações estão: conteúdo ao vivo e sob demanda, de forma integrada; experiência interativa e personalizada; acesso a serviços públicos digitais pela TV; imagem em 4K e 8K, HDR e cores mais vivas; som imersivo e recursos avançados de acessibilidade.
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Baixar áudioNesta sexta-feira (6), foram anunciados os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Ao todo, 59 iniciativas chegaram à etapa final da premiação, envolvendo empresas de diferentes portes, ecossistemas de inovação e pesquisadores de 17 estados: AL, AM, BA, CE, ES, GO, MG, MS, PA, PE, PB, PR, RJ, RN, RS, SC, SP.
Considerada a maior premiação de inovação do país, o PNI reconhece soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil e reforça o papel estratégico da inovação para aumentar a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento econômico e social.
A especialista em Inovação e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gabriela Vieira, afirma que a premiação busca fortalecer a cultura de inovação no setor industrial brasileiro.
“Ele vai ser uma vitrine nacional, onde empresas e indústrias trazem os seus cases de sucesso e impulsionam essas conexões, ajudando para que essas devidas conexões e parceiros consigam orientar investimentos, políticas públicas e até pautar prioridades tecnológicas.”
O anúncio dos vencedores ocorrerá em 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC, em São Paulo. Com inscrição gratuita, todos os participantes recebem um relatório de feedback de avaliação. Já os finalistas ganham certificados, troféus, divulgação em mídia espontânea e participação no congresso.
Ao longo de oito edições, o PNI já registrou mais de 16,5 mil inscritos e premiou 113 iniciativas de todas as regiões do país. Só na 9ª edição, foram registradas 1.451 inscrições — sendo 1.165 de empresas, 107 de ecossistemas de inovação e 179 de pesquisadores.
A novidade desta edição é que os projetos passaram a ser avaliados também pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.
O prêmio é promovido pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) — que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).
1- Descarbonização
Pequenas empresas
Médias empresas
Grandes empresas
2- Recursos Renováveis
Pequenas empresas
Médias empresas
Grandes empresas
3- Digitalização
Pequenas empresas
Médias empresas
Grandes empresas
4- IA para produtividade
Pequenas empresas
Médias empresas
Grandes empresas
5- Lei do Bem
Médias empresas
Grandes empresas
6- Ecossistemas de Inovação
Pequeno porte
Médio porte
Grande porte
7- Pesquisador Empreendedor
Pequena empresa
Média empresa
Grande empresa
Segundo Gabriela Vieira, o processo de avaliação do PNI começa com a etapa de inscrição, na qual empresas e pesquisadores respondem a questionários sobre seus projetos. As informações são então analisadas em um processo estruturado de avaliação técnica, conduzido por especialistas capacitados na metodologia desenvolvida pelo prêmio.
“Feita essa análise de aderência, os processos que têm o melhor desempenho avançam para validação, onde é realizada a entrevista diretamente com a empresa participante e esses profissionais capacitados na metodologia do prêmio. No final desse processo, ocorre uma segunda banca de juízes também formada por diversas instituições, representantes e lideranças desse ecossistema de inovação e eles são responsáveis por validar os finalistas e definir os vencedores de cada categoria”, explica.
O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, destaca que os temas foram definidos a partir das necessidades reais das empresas e das transformações do cenário global.
“Como é que as empresas estão otimizando recursos e gastos, por exemplo, de energia ou água? Como é que as pequenas empresas estão utilizando recursos renováveis para melhorar a sua eficiência e impactando menos o meio ambiente? Induzir as empresas a começarem a usar ferramentas de IA, para começar a melhorar os seus pequenos negócios.”
Confira outros detalhes no site do Prêmio Nacional de Inovação.
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Copiar o textoAté 2025, uso de rádio amador fazia a comunicação entre médicos e pacientes
Baixar áudioCom cerca de 200 atendimentos por mês para 16 aldeias indígenas, a equipe médica do polo-base de Rondonópolis, em Mato Grosso, se comunicava via rádio amador até 2025, quando a internet chegou. Instalada no alto da laje do polo-base, a conexão se dá por satélite, viabilizada pelo programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações.
Lucineia Friedrich, coordenadora do polo-base, explica que a equipe atende aproximadamente 1.270 pessoas e a celeridade faz parte do serviço. “A gente precisa de resposta rápida nos atendimentos de saúde. A chegada da internet nos ajudou muito. O serviço antes funcionava, mas era com muita dificuldade no contato. Agora é tudo rápido: acontece uma emergência e somos acionados logo pelo celular pelas aldeias. Conseguimos também acionar rapidamente o Samu”, afirmou.
A internet também auxilia a equipe médica nas ações da central de regulação e no agendamento de pacientes. “Temos pacientes internados aqui em observação. Cada um tem acompanhamento, e a solicitação de alimentos vem com a ajuda da internet”, disse a coordenadora.
Segundo Lucineia, os prontuários médicos vão migrar em breve para o computador. Contudo, os primeiros passos para um trabalho mais informatizado já foram dados: os enfermeiros realizam muitos atendimentos por videochamada.
Um dos enfermeiros, o indígena Bakairi Kezi Ajigui, diz que, além de salvar árvores, por diminuir o uso do papel, a conectividade no local significa avanço e valorização de vidas. “Não é só internet. Antigamente, literalmente, nossos antepassados se comunicavam com fumaça de fogo, com gritos. De lá para cá mudou muita coisa. Veio o rádio amador e a internet também. Isso facilita muito. Salva vidas”, pontuou.
Acompanhante de um paciente internado, Silvia Kamani, também da etnia Bakairi, reconhece a evolução proporcionada pela política pública. “Hoje, a equipe médica oferece atendimento mais rápido. Antes, até comunicar a emergência e a informação chegar ao posto, demorava muito”, lembrou a indígena.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o propósito da iniciativa está no bem-estar da população.“Esta é a verdadeira inclusão digital: quando um médico consegue se comunicar com agilidade e salvar vidas de imediato, tudo com o uso do celular e de uma boa internet. O acesso é uma necessidade e um direito básico de todo cidadão brasileiro. Não existe serviço essencial efetivo no país sem inclusão digital”, disse o ministro.
O Ministério das Comunicações avalia que a chegada do 5G ampliará ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias a distância.
Copiar o textoInscritos no CadÚnico estão aptos a receber o benefício; prazo vai até junho
Baixar áudioJá podem solicitar a instalação gratuita de uma antena parabólica digital moradores de 108 cidades, localizadas nos estados da Bahia, Goiás, Rondônia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
O benefício é garantido às famílias inscritas CadÚnico, via programa Brasil Antenado – iniciativa da Anatel, junto com o Ministério das Comunicações –, que busca promover a inclusão social ao levar a TV aberta e gratuita para localidades com baixo ou nenhum sinal de TV.
Cerca de 220 mil famílias estão aptas a receber a antena. O agendamento pode ser feito até o dia 13 de junho de 2026, pelo site brasilantenado.org.br ou pelo telefone 0800 729 2404 (também disponível via WhatsApp).
Todo o processo é gratuito. O único pré-requisito é possuir um aparelho de televisão, que pode ser de um modelo antigo.
Para conferir a lista completa dos municípios, acesse o site do programa.
Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, ressalta que o Brasil passa por grande transformação digital e que a política pública de distribuição de antenas parabólicas visa atenuar diferenças sociais.
“Ao atender novos 108 municípios de oito estados, a iniciativa garante que famílias inscritas no CadÚnico tenham acesso gratuito à TV digital, com mais de 100 canais, levando cultura, entretenimento e informação para dentro de casa. É uma política pública que beneficia diretamente brasileiros e brasileiras em cidades onde há pouca, ou nenhuma, oferta de sinal de TV terrestre”, afirmou o ministro.
Gina Marques Duarte, CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF), que executa o programa, destaca que o Brasil Antenado reafirma o compromisso da entidade em garantir que nenhuma família fique sem acesso ao sinal de TV gratuito.
“O programa consolida um trabalho técnico e operacional robusto, pensado para ampliar o acesso à informação de forma expressiva. Com o Brasil Antenado estamos promovendo inclusão digital, acesso à informação e entretenimento, uma conectividade significativa”, disse.
“O Brasil Antenado, que acontece graças à atuação integrada entre a Anatel, o Ministério das Comunicações e a EAF, mostra como uma política pública bem estruturada pode impactar a vida das pessoas. A entrega gratuita das antenas parabólicas garante acesso à televisão aberta de qualidade, além de ampliar a inclusão e o uso eficiente da tecnologia no país”, pontuou Carlos Manuel Baigorri, presidente da Anatel.
Ao todo, o programa Brasil Antenado prevê contemplar 323 municípios em 16 estados. São mais de 650 mil famílias aptas a solicitar a nova parabólica digital gratuita nas três fases do programa. Confira o andamento das fases de atendimento do programa:
● Fase A (14/07/2025–13/12/2025): 77 municípios em 6 estados (MA, PI, PA, CE, RN e PE) - mais de 220 mil famílias aptas. (Concluída)
● Fase B (13/10/2025-13/03/2026): 138 municípios em 5 estados (TO, PA, RR, PI, MA) - mais de 229 mil famílias aptas.
● Fase C (até 13/06/2026): 108 municípios em 8 estados (ES, MG, GO, BA, MT, MS, RO, RS) - mais de 222 mil famílias aptas.
Caravana
A Caravana Brasil Antenado, iniciativa que leva atendimento presencial sobre o programa, segue percorrendo todos os estados atendidos. Os veículos da ação permanecem um dia em cada município, oferecendo demonstrações práticas do uso da parabólica digital e orientações para o agendamento do equipamento.
Com o apoio das prefeituras, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de lideranças locais, a caravana já passou pelos estados do Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará e Tocantins.
Cinema
Outra iniciativa que busca orientar as famílias aptas sobre o programa Brasil Antenado é o cinema itinerante gratuito. A ação transforma praças e espaços públicos em grandes salas de cinema a céu aberto, combinando lazer e informação. O projeto tem como objetivo entreter as famílias e comunicar, de forma lúdica e interativa, como os beneficiários do CadÚnico podem receber gratuitamente um kit com a nova parabólica digital.
EAF
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3.5 GHz, essencial para a operação do 5G no país; a execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado; a implantação das infovias na Região Amazônica, para expandir a infraestrutura de telecomunicações no Norte do Brasil; e o desenvolvimento das redes privativas de comunicação para o Governo Federal.
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