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Baixar áudioEm recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, é possível observar que as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao vírus da gripe voltaram a aumentar na Região Centro-Sul, com a chegada do inverno. O destaque fica por conta de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul com aumento de SRAG por influenza A, especialmente entre adolescentes, adultos e idosos.
A longo prazo, 11 estados apresentam tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo. Por isso, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, recomenda o uso de uma boa máscara para evitar o contágio pelo vírus da gripe.
“Sempre que for sair, for receber alguém, coloque uma boa máscara, uma N95, uma PFF2, aquelas que têm uma capacidade de filtragem maior e se ajustam melhor ao rosto, porque elas diminuem muito o risco de passar o vírus para as outras pessoas, liberar o vírus no ambiente. Além disso, qualquer pessoa, mesmo não estando com sintomas, mas que for visitar ou estiver indo à uma unidade de saúde, bote uma boa máscara, porque evita contrair o vírus respiratório na unidade de saúde e levar pra casa, levar para o transporte público, enfim, para outros locais.”
Entre as práticas de prevenção ao vírus da gripe, o Ministério da Saúde também recomenda lavar frequentemente as mãos com água e sabão; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes ventilados; evitar contato com pessoas com sintomas gripais; e evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
Outra ferramenta essencial para se proteger da gripe é a vacinação. Mesmo após o término da campanha do Ministério da Saúde, a maioria dos postos de saúde ainda possui estoque de doses disponíveis gratuitamente.
Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.
Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.
VSR: Fiocruz alerta para o aumento nas internações por infecções respiratórias
Casos de SRAG registram aumento contínuo no Brasil; alerta Fiocruz
Brasil registra sinalização de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
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Baixar áudioCada organismo reage de maneira diferente quando infectado por um vírus, mas no caso das síndromes respiratórias, seja pela infecção do vírus SARS-CoV-2 — que causa a Covid — ou da Influenza, causador da gripe, alguns sintomas são comuns às duas doenças.
O médico infectologista do hospital de Base de Brasília, Tazio Vanni, explica quais os primeiros sinais dessas infecções.
“Coriza, nariz escorrendo, dor de garganta, tosse, febre — às vezes cursando com cefaleia — [sintomas] que são bastante semelhantes aos quadros que a gente observa com o vírus da gripe, que é Influenza, ou vírus sincicial respiratório, que causa bronquiolite em crianças, mas também causa quadro clínico parecido com o que eu estou descrevendo em adultos e idosos.”
Segundo o Ministério da Saúde, a infecção pelo SARS-CoV-2 pode variar de assintomática a casos críticos. É preciso ter atenção especial para sinais que indicam piora e necessitam hospitalização, como dispneia – sensação de falta de ar –, pressão no tórax e baixa oxigenação no sangue.
Lavar as mãos e evitar locais fechados quando houver suspeita ou confirmação de qualquer síndrome gripal também faz parte dos cuidados que devem continuar, mesmo sem a emergência da pandemia.
A vacinação para o público prioritário com a vacina que protege contra a cepa em maior circulação atualmente já está disponível em todo o país, basta preocupar uma unidade de saúde.
Procure uma Unidade Básica de Saúde, leve a caderneta e vacine-se contra a Covid-19.
Para mais informações, acesse: www.gov.br/saude.
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Baixar áudioÉ comum que pacientes infectados por dengue sintam dores no corpo, febre alta e tenham manchas na pele. Esses sintomas duram em torno de 5 a 7 dias. Porém, mesmo após a cura, alguns sintomas podem persistir, como a fadiga extrema, dores musculares e articulares, além de manchas na pele.
Estou com dengue, o que fazer?
O infectologista Julival Ribeiro aponta que as pessoas diagnosticadas com dengue grave, chamada de dengue hemorrágica, podem continuar com sintomas e ter sequelas, como insuficiência cardíaca e miocardite – uma inflamação do tecido muscular do coração. Julival menciona, ainda, que podem haver sequelas cerebrais.
“A depender do quadro clínico da dengue, se foi grave, podem surgir manifestações neurológicas, por exemplo, perda de memória, se a pessoa teve uma inflamação no cérebro, e irritabilidade. Tudo isso pode acontecer a longo prazo com a dengue”, destaca o infectologista.
Caso o paciente apresente sintomas semanas após a cura, deve procurar assistência médica. “Nas pessoas que tiveram dengue grave, é que essas alterações podem durar por longo tempo, ou mesmo tornar-se um problema crônico. Portanto, quem teve dengue, apresenta sintomas depois de várias semanas ou meses, deve procurar um serviço de saúde para esclarecer”, indica Julival.
As alterações de saúde afetam, em especial, pacientes que tiveram dengue hemorrágica. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista, Manuel Palácios, explica como a dengue clássica evolui para a hemorrágica.
“A dengue pode evoluir para dengue hemorrágica, ou dengue grave, quando há um aumento da permeabilidade vascular, levando a vazamento de plasma, sangramentos graves e falência de órgãos. A fase crítica, onde o paciente está mais vulnerável, pode durar de 24 a 48 horas”, pontua.
Segundo Manuel Palácios, os sintomas da progressão da doença costumam aparecer entre o 3º e o 7º dia e coincidem com a queda da febre. Os sintomas são:
A médica intensivista do Hospital Santa Marta, localizado em Taguatinga Sul no Distrito Federal, Adele Vasconcelos, explica que a dengue causa desidratação interna por perda de líquido, o que faz com que o sangue engrosse e as plaquetas caiam – fatores que aumentam o risco de hemorragia. “A evolução da dengue para a hemorrágica depende de organismo para organismo. A gente só considera uma dengue como hemorrágica se o paciente tiver algum tipo de sangramento, seja ocular, no nariz, na boca, na urina, nas fezes, às vezes até na cabeça, um AVC”, salienta a médica.
Em relação às sequelas da dengue grave, órgãos como coração, rins, fígado e cérebro podem ser afetados. A professora do Gama, no Distrito Federal, Gláucia Ferreira Matos, 45 anos, teve a doença em março deste ano. Ela relata que, além da dengue ter afetado a imunidade dela, tem investigado problemas nos rins e fígado.
“A dengue atingiu gravemente o meu fígado, consequentemente o meu rim também e, agora, eu venho fazendo acompanhamento, exames de sangue, hemograma, alguns exames mais específicos para acompanhar, porque eu venho sentindo sintomas que eu nunca tive na vida antes de ter dengue”, conta a professora.
Têm maior risco de desenvolver dengue hemorrágica crianças, idosos, gestantes, portadores de doenças imunossupressoras (HIV/Aids, doenças autoimunes, neoplasias), além de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão e indivíduos previamente infectados com um sorotipo diferente do vírus da dengue.
O Ministério da Saúde pontua que, em 2024, o avanço histórico da doença no país fez 10 estados e o Distrito Federal decretarem situação de emergência.
Veja alguns dados sobre atendimentos por dengue na rede pública do país:
Em um levantamento realizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), de 3 a 13 de maio de 2024, 96% dos hospitais paulistas registraram aumento de internações de pacientes por dengue e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
Segundo o informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o número de diagnósticos e mortes por dengue em 2024, com 82% dos casos registrados no mundo, sendo 6,3 milhões de casos prováveis e 3 milhões confirmados em laboratório.
Com uma vistoria de 10 minutos semanais em casa, os moradores podem acabar com os possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, segundo o Ministério da Saúde. Confira alguns cuidados:
Para mais informações sobre a dengue e formas de prevenção, acesse: www.gov.br/mosquito.
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Baixar áudioA Câmara dos Deputados pode estar próxima de quebrar as patentes do Mounjaro e do Zepbound — duas das mais populares marcas de medicamentos feitos à base da tirzepatida, chamadas de canetas emagrecedoras. Os dois medicamentos são usados no tratamento da obesidade, das doenças crônicas decorrentes do sobrepeso e do diabetes mellitus tipo 2.
Apresentado pelo deputado Mário Heringer (PDT-MG), o Projeto de Lei 68/26, que declara os medicamentos como de interesse público e, portanto, passíveis de ter suas patentes quebradas, ganhou regime de urgência na Casa, o que permite que seja votado diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes.
O texto altera a Lei 9.279/96, que trata de propriedade industrial e permite a quebra de patentes em casos de emergência ou interesse público. A partir da declaração do interesse, o governo pode autorizar a fabricação do produto por outra empresa, mediante pagamento ao titular da patente — o valor pago ao laboratório é de 1,5% do preço original do produto.
O deputado autor do texto, Mário Heringer, que é médico, argumenta que as medicações podem prevenir casos graves de doenças que têm impacto na saúde pública e que elas têm preços proibitivos para a maioria da população — uma única dose do Mounjaro pode custar mais de mil reais.
O parlamentar defende que as despesas do governo com a quebra da patente seriam menos onerosas do que os gastos com tratamentos para doenças decorrentes da obesidade. “Isso é vantagem para o Brasil, é vantagem para quem mais precisa. A tirzepatida não vai ficar restrita ao núcleo de pessoas mais favorecidas, que podem comprar esse medicamento". Heriger afirma que hoje a tirzepatida é um "medicamento de elite". "E nós precisamos fazer saúde pública”, reforça.
Com informações da Agência Câmara de Notícias.
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Baixar áudioCausada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pela picada do barbeiro ou por alimentos contaminados, a doença de Chagas pode causar problemas no coração. No Hospital de Base de Brasília, no Distrito Federal, cerca de 90% dos pacientes que recebem implante de marcapasso deram entrada na unidade com dificuldades cardíacas causadas pela doença de Chagas, segundo o chefe do ambulatório de marcapasso do Hospital de Base e cirurgião cardíaco, José Joaquim Vieira Junior.
Como a fase crônica pode ser assintomática, o paciente pode conviver com a doença por anos sem saber e desenvolver problemas como insuficiência e arritmia cardíaca, além de aumento do tamanho do coração.
O cirurgião cardíaco da unidade, José Joaquim Vieira Junior, destaca que como a fase crônica acentua riscos de problemas cardíacos e dificulta o diagnóstico, os pacientes são tratados de acordo com os sintomas cardíacos que podem matar – tendo ou não a doença de Chagas. Ele ressalta a importância de priorizar o tratamento adequado.
“Independentemente do diagnóstico do chagásico, e por se tratarem de altos índices na nossa região, a gente trata os pacientes por sinais, sintomas que podem levar à morte. Então, independentemente que tenham o diagnóstico do chagásico ou não, eles farão o tratamento. Já que, às vezes, na fase crônica, fica difícil você diagnosticar. Às vezes você faz o tratamento, um usuário de marcapasso, por exemplo, que só vai descobrir daqui a uns cinco anos que é chagásico, independe, já está tratado”, afirma o cirurgião.
No Hospital de Base de Brasília são realizados 600 implantes anuais do dispositivo marcapasso – que controla os batimentos do coração em casos de arritmias.
Confira a quantidade de procedimentos cardíacos em pessoas com Chagas ou não nos últimos 3 anos no Hospital de Base de Brasília:
Os dados foram enviados ao Brasil 61 pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que informou que os procedimentos incluem implantação ou troca de marcapassos, ablações e estudos eletrofisiológicos, além de cardioversões terapêuticas em pacientes com a doença de Chagas. O hospital não faz transplantes cardíacos.
VEJA MAIS:
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou ao Brasil 61 que não há registro de internações hospitalares por forma aguda ou crônica da doença de Chagas com comprometimento cardíaco no município do Rio de Janeiro. As informações são do Sistema de Internações Hospitalares do SUS, atualizadas em 08/02/2026. Em 2025, o estado carioca também não registrou casos da doença.
Dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estimam que em Salvador, entre 2023 e 2025, foram realizados 1.361 procedimentos de marcapasso possivelmente associados à doença de Chagas no município.
Conforme a Sesab, os números só permitem estimativas e não exatos sobre a quantidade de cirurgias cardíacas e implantes de marcapasso que podem estar relacionados à cardiopatia chagásica no SUS, em Salvador (BA). O sistema registra apenas a complicação mais grave do momento, como arritmia ou insuficiência cardíaca, e não a doença que causou o problema ao longo do tempo.
O farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, destaca que o Brasil tem registrado diversos surtos esporádicos de contaminação oral da doença de Chagas, com maior frequência na Região Metropolitana de Belém “devido ao consumo artesanal de açaí e outros produtos locais”, diz.
Em nota, a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, instituição que presta assistência aos usuários SUS e referência em cardiologia em Belém (PA), informou que tem “o número de cirurgias cardíacas, mas não especificado pela causa da cardiopatia, o que impossibilita numerar as ocorrências de doença de Chagas".
Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2023, foram 408 infecções pela doença no estado do Pará.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2026, até o dia 4 de fevereiro, o município de Ananindeua (PA) confirmou 42 casos e quatro óbitos – com situação de surto da doença de Chagas decretada pela pasta.
Um Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em junho de 2025, mostra que foram registrados 5,4 mil casos de doença de Chagas crônica no país, distribuídos em 710 municípios. A Região Norte concentrou a maior proporção de mulheres em idade fértil notificadas, seguida pelas Regiões Centro-Oeste e Sul, com 21%, 18% e 17%.
O documento aponta que, até à época da publicação, 42% dos pacientes notificados apresentavam algum tipo de cardiopatia, sendo 24% leve ou moderada e 18% avançada.
No ano passado, o país registrou 774 notificações da doença. Os dados do Ministério da Saúde são preliminares, coletados até 22 de dezembro, e enviados ao Brasil 61.
Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) uma certificação internacional pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo barbeiro. No entanto, dois focos permanecem no país, no estado da Bahia – em Tremedal e Novo Horizonte.
O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, elucida que o coração é um dos órgãos mais afetados porque o parasita infecta, principalmente, as células do músculo cardíaco. A infecção, portanto, enfraquece o órgão.
“Esses miócitos, que são assim chamados, são infectados. Dentro deles o parasita se multiplica e, após sair da célula, essa célula morre e não é reposta. Por isso que, com o tempo, o coração é afetado, e o sistema de condução também, podendo causar arritmias”, esclarece Saraiva.
As consequências mais graves ao coração ocorrem durante a fase crônica da doença de Chagas, com a dilatação e enfraquecimento do órgão.
O cirurgião José Joaquim Vieira Junior complementa que o parasita atinge a musculatura cardíaca e causa uma espécie de inflamação no músculo cardíaco, levando à degeneração das fibras, causando um aumento da área do coração. Como se você esticasse um elástico por muito tempo e ele ficasse frouxo. Conhecido como o 'mega coração'”, explica.
“É o primeiro acometimento — o coração. Geralmente, é o mais trágico e o que as pessoas se preocupam mais. A maioria dos pacientes que colocam dispositivos cardíacos na nossa região é por doença de Chagas”, complementa o médico do DF.
A doença de Chagas apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não.
Confira os principais sintomas na fase aguda:
O Ministério da Saúde indica que a prevenção está ligada a proteger a residência da presença de barbeiros. Algumas ações são recomendadas, como:
Prevenção da transmissão oral
Para evitar a transmissão pelos alimentos:
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Baixar áudioSilenciosa na maior parte do tempo, com sintomas semelhantes aos de outras enfermidades, a doença de Chagas pode provocar inflamação do músculo cardíaco ainda na fase aguda. Anos depois, a doença pode evoluir para arritmias, insuficiência cardíaca, aumento do tamanho do coração e risco de morte súbita, atingindo cerca de 30% a 40% dos pacientes na fase crônica, segundo pesquisadores da Fiocruz.
Apesar de possuir uma certificação internacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo barbeiro, o Brasil segue registrando novos casos. Em 2026, até o dia 4 de fevereiro, o município de Ananindeua (PA) confirmou 42 casos e quatro óbitos – com situação de surto decretada pelo Ministério da Saúde.
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, presente nas fezes do popularmente chamado “barbeiro”. O inseto pica e defeca ao mesmo tempo e, nesse processo, transmite a doença. A contaminação também pode ocorrer via oral, com o consumo de alimentos contaminados pelo protozoário causador da doença.
A enfermidade possui duas duas fases: aguda e crônica. A fase aguda ocorre logo após a infecção, com sintomas específicos:
O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, explica que os sintomas são similares aos de outras doenças – o que pode prejudicar o diagnóstico precoce.
“Por isso que muitas vezes a doença nem é diagnosticada na fase aguda. Depois da fase aguda, que demora entre dois e quatro meses, os indivíduos infectados desenvolvem a forma crônica, que pode durar décadas, anos, e o indivíduo pode até falecer por outras causas já idoso, sem nunca saber que teve a doença de Chagas, porque não vai ter sintomas”, diz Fred.
A fase crônica pode ser assintomática. Mas, com o tempo, podem surgir problemas no coração, como insuficiência cardíaca, bem como problemas digestivos – aumento do intestino ou do esôfago.
“O grande problema da doença nessa fase [crônica] é que cerca de 30% a 40% das pessoas vão desenvolver alguma forma grave da doença, e as principais complicações são os problemas do coração, como arritmias, insuficiência cardíaca, aumento do tamanho do coração, e também o risco de morte súbita”, pontua o especialista da Fiocruz Bahia.
Já o médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, ressalta a importância do diagnóstico precoce para evitar agravamentos ao coração.
“Por isso, o diagnóstico da doença de Chagas é importante para que possamos identificar pacientes que já tenham problemas no coração, mesmo que não sintam nada, para que tomemos medidas para prevenir a insuficiência cardíaca, morte súbita e acidente vascular cerebral”, frisa Saraiva.
O especialista Roberto Saraiva elucida que, durante a fase aguda, os parasitas são facilmente identificados no sangue. Já na fase crônica, o T. cruzi prevalece nas células e nos órgãos – afetando, principalmente, o coração.
Conforme Saraiva, o coração é um dos órgãos mais afetados porque o parasita tem a propensão de infestar as células do músculo cardíaco, enfraquecendo o órgão.
“Esses miócitos, que são assim chamados, são infectados. Dentro deles o parasita se multiplica e, após sair da célula, essa célula morre e não é reposta. Por isso que, com o tempo, o coração é afetado, e o sistema de condução também, podendo causar arritmias”, esclarece Saraiva.
As consequências mais graves ao coração ocorrem durante a fase crônica da Doença de Chagas, com a dilatação e enfraquecimento do órgão.

Roberto Saraiva ressalta que a falta de tratamento adequado na fase aguda pode contribuir para a evolução do quadro.
“Na maioria das vezes, a fase aguda pode evoluir para a fase crônica, mesmo sem tratamento. E nessa fase crônica tem uma primeira forma que não tem sintomas, que é chamado de indeterminado, mas depois de anos e décadas, pode haver forma cardíaca, com complicações no coração, ou formas digestivas com complicações no esôfago e intestino”, salienta Saraiva.
De acordo com os especialistas da Fiocruz, a maior parcela dos diagnósticos é feita já na fase crônica da doença, principalmente por exame de sangue, que detecta anticorpos contra o parasita.
O especialista da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, elucida que existem várias formas de diagnosticar a doença, porém todos os testes são feitos em laboratórios.
Considerando que estão concentrados em cidades de médio e grande porte, “o indivíduo que mora em pequenas cidades, em zonas rurais e remotas, o diagnóstico por si só acaba sendo um obstáculo de acesso do indivíduo a conhecer seu estado sorológico. Por isso é importante a implementação de testes rápidos”, avalia Fred.
“Um diagnóstico precoce com acompanhamento vai, como consequência, levar a um tratamento adequado e a melhoria da qualidade de vida dessa pessoa”, expõe Fred.
Embora sejam mais incomuns na atualidade, as transmissões também podem ocorrer pela transfusão de sangue, doação de órgãos ou de forma congênita – durante a gestação.
No entanto, Fred Luciano Santos, da Fiocruz Bahia, aponta que o rastreio sorológico e o exame pré-natal têm combatido essas vias de transmissão de forma eficiente no Brasil.
Em 2025, o país registrou 774 notificações da doença. Os dados do Ministério da Saúde são preliminares, coletados até 22 de dezembro, e enviados ao Brasil 61. Segundo o órgão, as informações sobre os óbitos provocados pela doença no país ainda estão em consolidação.
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Baixar áudioO Hemocentro de Goiás recebeu, nesta quarta-feira (11), o Selo ONA 3 – uma certificação de qualidade concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O banco de sangue público é o primeiro do Brasil a obter a certificação de excelência, que contempla instituições de saúde que alcançam uma série de padrões em relação à atuação e gestão.
Entre os padrões considerados para conceder o Selo ONA a instituições de saúde estão:
Presente ao evento, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, celebrou a conquista pioneira do hemocentro goiano. Segundo ele, a atuação da unidade é referência em todos os serviços e no atendimento prestado à sociedade.
“O acolhimento às pessoas, o atendimento na nossa transfusão, em todos os derivados, o hemocentro é uma referência em tudo. É um agrupamento de critérios que o ONA avalia para dar esse nível de reconhecimento. Muito bem estampado ali, o ONA 3. Goiás é mais uma vez primeiro lugar no Brasil”, destacou Caiado.
Na avaliação do governador, a certificação reconhece o esforço da atual gestão em reestruturar a rede desde 2019. Nos últimos anos, o Hemocentro de Goiás passou por avaliações criteriosas que analisaram desde a assistência prestada até os resultados alcançados, além da governança dos processos internos.
A diretora executiva do Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES), instituição acreditadora da metodologia ONA, Vivíam Giudíce, entregou o selo ONA 3 e elogiou o sistema goiano.
"Essa certificação representa não só a qualidade e segurança do paciente, mas a eficiência dos processos de gestão, a inovação e a tecnologia empregada para que ciclos de melhoria sejam implementados e gerem cada vez mais resultados para o hemocentro e para a saúde pública aqui de Goiânia”, disse Giudíce.
O secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Santos, também esteve no evento e destacou o trabalho das unidades de saúde regionais que focam na centralidade do paciente e na oferta de qualidade no serviço prestado.
“Nós temos 17 unidades de saúde, dos nossos 25 hospitais, que são acreditados. Isso significa que a gente tem padrões de cuidado, processos bem desenhados, seguros, colocando foco no paciente e uma questão com compromisso inadiável, com a melhoria contínua. Então temos esse compromisso pela melhoria contínua, o foco no paciente, a centralidade do paciente e a segurança e a qualidade como elementos intrínsecos da prática assistencial”, pontuou Rasível.
Além da entrega da certificação, o dia foi marcado pela exposição de resultados de uma pesquisa sobre a percepção dos usuários em relação aos serviços prestados pela Rede Hemo. Os dados apontam 95,17% de satisfação.
Em relação ao serviço ambulatorial, que reúne as consultas aos pacientes com hemofilias, coagulopatias e hemoglobinopatias, houve aprovação de 91,05%.
Já a avaliação do atendimento no Ciclo do Doador registrou aumento em relação ao último estudo – subindo de 96,23% para 96,86%.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e ouviu 478 pessoas nas nove unidades da Rede Hemo em novembro de 2025.
O Hemocentro de Goiás fica localizado em Goiânia e integra a Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo). Entre 2019 e 2021, a unidade passou por reforma, o que triplicou sua área. O investimento foi de R$ 9,3 milhões.
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Baixar áudioNo ano passado, 774 casos da doença de Chagas foram notificados no Brasil. Só no município de Ananindeua (PA), até o momento, foram confirmados 42 casos e quatro óbitos. Apesar de o Ministério da Saúde decretar surto no município, especialistas da Fiocruz descartam o risco de epidemia no país e alertam que a doença permanece ativa no Brasil, sendo impulsionada, principalmente, pela transmissão oral.
Os dados de 2025 são preliminares e foram enviados ao Brasil 61 pelo Ministério da Saúde. Segundo o órgão, as informações sobre os óbitos em 2025 no país ainda estão em consolidação – já que as secretarias têm até o final do ano para enviar as informações à pasta.
Conforme a Agência Brasil, o número de casos em Ananindeua (PA) supera em 30% os notificados no município no mesmo período do ano passado.
O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, explica a classificação de surto:
“Foi classificado como um surto porque houve um aumento dos números de casos em relação ao que costuma acontecer no município, mas não há riscos de epidemia no Brasil”, diz Saraiva.
Já o farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, destaca que o Brasil tem registrado diversos surtos esporádicos, com maior frequência na Região Metropolitana de Belém “devido ao consumo artesanal de açaí e outros produtos locais”, menciona.
Como a doença segue ativa no país, Fred avalia que há um risco de ocorrência de novos surtos. “Especialmente em áreas com condições sanitárias mais precárias, com produção artesanal de alimentos e sem fiscalização adequada”, completa.
A situação no Pará conta com a investigação de vários órgãos, como a Secretaria Estadual de Saúde do Pará, a Anvisa e o os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.
A transmissão da doença de Chagas por via oral possui relação direta com o consumo de alimentos contaminados pelo protozoário trypanosoma cruzi – causador da doença. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí – que pode esmagar o inseto.
O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, destaca que a principal preocupação hoje é a transmissão oral.
“Essa via de transmissão tem sido apontada como a principal causa de surtos recentes no Brasil, especialmente relacionada ao consumo de alimentos preparados e consumidos in natura ou preparados de forma artesanal, como açaí, caldo de cana, suco de frutas ou água contaminada”, pontua Fred.
Para evitar esse tipo de transmissão, a população deve consumir produtos de origem confiável. É indicado observar a adoção de boas práticas de higiene, como pontua Saraiva.
“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, salienta Saraiva.
O Setor Casa do Açaí, do Departamento de Vigilância Sanitária de Belém (PA), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Devisa/Sesma), capacita os batedores de açaí profissionais na região. Em Ananindeua (PA), o projeto Casa do Açaí capacitou 840 pessoas em 2025 e outras 130 em 2026.
Outra medida voltada a garantir boas práticas práticas de manipulação do açaí é o decreto estadual (n° 326/2012), cujo cumprimento é fiscalizado pelas autoridades competentes.
A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão de sangue, doação de órgãos ou de forma congênita – de mãe para filho, durante a gestação. No entanto, Fred ressalta que o rastreio sorológico e o exame pré-natal têm combatido essas vias de transmissão de forma eficiente no Brasil.
Os pesquisadores destacam que os casos da doença de Chagas têm diminuído ao longo dos anos em função das campanhas de combate e da melhoria das condições de vida da população.
Em contrapartida, os casos ainda ocorrem com maior frequência em áreas rurais, remotas e de preparação artesanal de alimentos.
A permanência da contaminação ocorre em locais com pouco acesso a saneamento básico e serviço de saúde. Nesse cenário, a população fica vulnerável tanto ao inseto quanto à dificuldade de diagnóstico.
“É uma doença que está intrinsecamente relacionada com condições sociais, ambientais e de moradia da população. Em muitas regiões do Brasil ainda existem casas fabricadas com parede de barro, com frestas, telhados improvisados e pouca infraestrutura – o que facilita com que o barbeiro se esconda e se reproduza nesses ambientes”, explica Fred.
O pesquisador da FioCruz Bahia avalia que a doença de Chagas é uma “doença negligenciada que nunca deixou de existir”. Para ele, o enfrentamento à enfermidade deve ser priorizado com políticas públicas eficientes e voltadas a:
A vigilância epidemiológica reúne um conjunto de ações do SUS que investiga os focos de doenças para planejar e adotar medidas de prevenção e controle.
“A vigilância epidemiológica precisa ser contínua. E é de extrema importância que a população fique atenta, que avise a equipe de saúde se encontrar barbeiros em suas residências e que os municípios também executem atividades, ações regulares de monitoramento, controle e também de melhoria das condições de moradia”, pondera Fred.
A doença de Chagas apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar de maneira assintomática, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.
Entre as consequências da doença estão a insuficiência cardíaca, dificuldade de engolir e prisão de ventre. Na fase crônica, os problemas cardíacos ou digestivos podem permanecer pelo resto da vida.
Confira os principais sintomas na fase aguda:
O tratamento deve ser indicado por um médico. O SUS fornece o medicamento benzonidazol gratuitamente.
Conforme os especialistas, o diagnóstico e o tratamento precoce evitam a evolução para formas graves da doença e até mesmo o óbito.
Confira o mapa da Incidência da doença de Chagas (aguda) no Brasil
Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) uma certificação internacional pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans – popularmente chamado de barbeiro.
Porém, dois focos permanecem no país no estado da Bahia – em Tremedal e Novo Horizonte. Nos municípios, o Projeto Oxente Chagas da Fiocruz tem atuado com o rastreamento sorológico em toda a população urbana e rural com vistas a combater e controlar a doença.
A expectativa é de que cerca de 30 mil habitantes sejam testados nas duas cidades até 2027.
Já no Rio de Janeiro, o LaPClin Chagas acompanha cerca de 800 pacientes com doença de Chagas crônica, com a oferta de diagnóstico, tratamento e suporte.
Copiar o textoCasos caem no país, mas influenza A cresce no Norte nas últimas semanas, aponta Fiocruz
Baixar áudioA edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para os cuidados que devem ser adotados durante o Carnaval para prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
A recomendação é feita apesar da queda dos casos no país, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios como influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).
A exceção é a Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia vêm apresentando incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento nas últimas semanas.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça as orientações que devem ser seguidas durante o Carnaval, especialmente nos estados do Norte. Segundo ela, pessoas com sintomas gripais devem, de preferência, permanecer em casa e em repouso. Caso participem dos festejos, mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar uma boa máscara e priorizar locais bem arejados, para reduzir as chances de transmissão.
Diante do aumento de casos de influenza A no Norte, Tatiana destaca ainda a importância de que os grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes contra o vírus.
Além disso, com a aproximação do período sazonal do VSR, a pesquisadora ressalta que é essencial que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem, garantindo proteção aos bebês após o nascimento.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 31 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 4. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioO estado de Rondônia segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.
Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.
Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.
O coordenador estadual de Imunizações em Rondônia, Ivo Barbosa, explica as ações junto aos municípios rondonienses.
“As prioridades estabelecidas para os próximos meses concentram-se em dois eixos principais. Primeiro, consolidar os avanços já alcançados, garantir a manutenção dos índices de cobertura vacinal. Segundo, intensificar a busca ativa por crianças não vacinadas por meio da implementação de estratégias de microplanejamento ajustadas às especificidades de cada município e comunidade.”
Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!
“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”
Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.
Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.
Pais e responsáveis de Rondônia devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.
Mais informações em gov.br/vacinacao.
Copiar o textoPais, mães e responsáveis, procurem a Unidade de Saúde mais próxima e vacinem seus filhos
Baixar áudioO Amazonas segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.
Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.
Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.
A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, Tatyana Amorim, chama atenção para o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis e reforça que a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial
“Hoje, entre as doenças imunopreveníveis, as maiores preocupações são febre amarela – o Amazonas por ser uma área endêmica, o alerta é permanente; o sarampo pela possibilidade de reintrodução do vírus caso haja queda nas coberturas; poliomielite que segue como alerta nacional e exige alta cobertura para evitar risco de retorno.”
Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!
“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”
Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.
Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.
Pais e responsáveis do Amazonas devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.
Mais informações em gov.br/vacinacao.
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Baixar áudioO estado de Roraima segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.
Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.
Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.
O gerente do núcleo estadual do Programa Nacional de Imunizações, Vinícius dos Santos Vieira, convoca pais e responsáveis a levarem as crianças para vacinar:
“Orientamos os pais sobre a necessidade de manter todas as vacinas em dia, para prevenir doenças imunopreveníveis e garantir a proteção individual e coletiva.”
Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!
“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”
Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.
Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.
Pais e responsáveis de Roraima devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.
Mais informações em gov.br/vacinacao.
Copiar o textoPais, mães e responsáveis, procurem a Unidade de Saúde mais próxima e vacinem seus filhos
Baixar áudioO Amapá segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.
Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.
Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.
A enfermeira da Unidade de Imunobiológicos do Amapá, Viviane Ribeiro, convoca pais e responsáveis a levarem as crianças para vacinar. Ela destaca a necessidade de ampliação das coberturas no estado.
“As coberturas vacinais das crianças e dos adolescentes precisam melhorar, pois ainda não alcançamos as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde e temos também como prioridades absolutas o desenvolvimento de testificação vacinal para a melhoria das coberturas.”
Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!
“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”
Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.
Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.
Pais e responsáveis do Amapá devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.
Mais informações em gov.br/vacinacao.
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