Alimentação

21/10/2026 04:20h

Caso de Doença de Newcastle faz México interromper importação de granjas de todo o país, enquanto China e Chile restringem SC

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta terça-feira (20) que o México suspendeu as importações de aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização, além de aves de companhia provenientes de todo o Brasil. A medida foi tomada após o registro de um surto da Doença de Newcastle (DNC) em uma granja de Santa Catarina.

Já a China suspendeu a carne de aves catarinense, enquanto o Chile interrompeu a compra de ovos, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves e produtos com carne fresca de aves do estado. O Mapa informa que, no caso chinês, a restrição foi limitada após negociação conduzida pelo governo brasileiro, o que evitou a suspensão para todo o território nacional. 

A situação dos demais mercados segue em monitoramento, uma vez que eventuais restrições seguem os protocolos sanitários bilaterais estabelecidos nos acordos comerciais assinados pelos países parceiros. Cada nação decide se interrompe ou não a importação conforme as cláusulas existentes, que pode atingir o país, o estado ou apenas o município afetado. O nível e a duração do embargo depende da agilidade na contenção do foco.

Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a transparência é o caminho para limitar o impacto: "O Brasil, de maneira muito transparente, o Ministério da Agricultura, a CIDASC e a secretaria local, já fizeram as ações de contenção e também vão fazer as comunicações aos países importadores para que, daquilo que já está estabelecido nos protocolos de acordo sanitário, possa haver uma regionalização que cause o mínimo de ruptura possível nas exportações brasileiras", disse. 

Surto

Em 18 de outubro, o Mapa confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de corte de perus em Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica do Serviço Veterinário Oficial do estado e confirmada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença.

A confirmação veio após a coleta de amostras entre 21 de setembro e 14 de outubro e a realização das análises laboratoriais. O estabelecimento tem cerca de 6 mil perus de corte, que permaneceram na propriedade e não foram destinados à produção de carne para consumo. A granja foi interditada com a suspensão da movimentação de aves. As medidas incluem a eliminação do foco por depopulação das aves, seguida de limpeza, desinfecção e demais protocolos da OMSA, conforme o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, executado pelo Mapa em conjunto com o serviço veterinário catarinense.

Como parte da contenção, será feito monitoramento epidemiológico em uma área de restrição que abrange Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias. A operação prevê o acompanhamento de cerca de 133 propriedades, com visitas, avaliação clínica das aves e coleta de amostras para análise no LFDA-SP. Por ora, não haverá recolhimento de produtos nem devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região. A ocorrência será notificada à OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil.

Em coletiva de imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro André de Paula afirmou que o foco foi identificado no âmbito da vigilância sanitária ativa e destacou a integração entre o Mapa e as autoridades de Santa Catarina. Ele também reforçou que não há risco à saúde humana no consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial.

Doença de Newcastle

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa e frequentemente grave, registrada em todo o mundo, que afeta mais de 200 espécies de aves domésticas e silvestres. É causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios da OMSA. Provoca sinais respiratórios, nervosos e digestivos, como espirros, respiração ofegante, asas caídas, pernas distendidas, torção de cabeça e pescoço, falta de apetite e diarreia esverdeada, com mortalidade que pode chegar a 100% do lote, dependendo da virulência do vírus.

A transmissão entre as aves ocorre principalmente pelo ar e também pelas fezes de animais doentes. Não há tratamento e a medida recomendada é eliminar o lote o mais rápido possível. Em humanos, a doença pode causar conjuntivite leve e de curta duração, mas a infecção é pouco comum e só ocorre em contato direto e próximo com secreções respiratórias de aves doentes.

A prevenção inclui manter as aves protegidas nas granjas, sem contato com outras espécies e aves silvestres, restringir visitantes, usar desinfetantes e seguir o programa de vacinação. No Brasil, a vacinação é exigida apenas para aves de vida longa, como reprodutoras e poedeiras, embora algumas empresas também vacinem frangos de corte.

Quem encontrar aves mortas ou com dificuldade de locomoção, descoordenação motora, torção de pescoço ou problemas respiratórios deve manter distância, não tocar nos animais e acionar o Serviço Veterinário Oficial.

O último foco em granja comercial no Brasil foi registrado em julho de 2024, em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o Mapa declarou estado de emergência zoossanitária no estado por 90 dias e suspendeu preventivamente as exportações de carne de aves e seus produtos, em atendimento aos requisitos de certificados sanitários com 44 países. Em 25 de julho de 2024, o ministério notificou à OMSA o fim do foco.

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17/10/2026 04:50h

Pela primeira vez, cooperativas da agricultura familiar compõem comitiva que pode fazer US$ 3,5 bilhões em negócios

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O Brasil chega à SIAL Paris (Salon International de l'Alimentation, em francês), de 17 a 21 de outubro, com uma delegação de 156 empresas coordenadas em conjunto pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e parceiros. A expectativa é alcançar US$ 3,5 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros.

Das 156 companhias, 109 são coordenadas pela ApexBrasil, incluindo dez cooperativas, 22 pela ABIEC e 25 pela ABPA. Estarão lado a lado grandes cadeias exportadoras, médias e pequenas empresas e cooperativas da agricultura familiar, todas em busca de ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Isso vale tanto para os que já contam com tarifas zeradas ou reduzidas quanto para os que têm potencial de conquistar espaço nas prateleiras.

O grande destaque desta edição é a estreia das dez cooperativas da agricultura familiar, que terão estandes próprios pela primeira vez, com apoio da ApexBrasil. A ação integra o programa Cooperar para Exportar e leva à feira produtos associados à biodiversidade brasileira, à sustentabilidade, ao comércio justo, à bioeconomia e ao desenvolvimento regional. 

"Estamos levando para um dos principais palcos mundiais de alimentos produtos que expressam a diversidade e a biodiversidade brasileiras dentro das tendências globais de consumo. É uma oportunidade para mostrar que a agricultura familiar brasileira pode e deve ocupar espaços cada vez maiores no comércio global, com produtos de qualidade, origem, sustentabilidade e valor agregado, além de aproximar essas cooperativas de compradores internacionais e gerar negócios", afirma o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Mercosul-União Europeia

O evento é a primeira edição após a entrada em vigor provisória, em 1º de maio de 2026, do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a corrente de comércio entre Brasil e UE alcançou US$ 49,7 bilhões entre maio e setembro de 2026. As exportações brasileiras somaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% sobre o mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%, o que resultou em superávit de US$ 4,7 bilhões.

A França, sede da feira, é a segunda maior economia da UE, com PIB de US$ 3,4 trilhões, população de 66,7 milhões de habitantes e US$ 762 bilhões em importações de bens em 2024. O Perfil de Comércio e Investimentos (PCI) França 2026, da área de Inteligência da ApexBrasil, identificou 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros. Em 2025, o comércio bilateral somou US$ 10,3 bilhões, dos quais US$ 3,1 bilhões foram exportações brasileiras.

SIAL

A SIAL Paris (Salon International de l'Alimentation) é considerada a maior feira profissional do setor agroalimentar do mundo. São esperados cerca de 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países, entre importadores, distribuidores, varejistas, redes de supermercados, indústrias, profissionais de foodservice, restaurantes, hotéis e tomadores de decisão, em busca de novos produtos, fornecedores e tendências.

O Brasil estreou na feira em 2008, com 80 empresas, e chegou a 110 em 2010. Nas edições seguintes, foram 82 em 2012, 84 em 2014, 102 em 2016 e 128 em 2018. Em 2020, a participação caiu para 70 empresas por causa da pandemia, e depois subiu para 130 em 2022 e 139 em 2024. Com 156 empresas, 2026 tem o maior número da história. O valor de negócios gerados passou de US$ 603 milhões em 2008 para US$ 3,2 bilhões em 2024.

Cronograma

A feira funciona das 10h às 18h30. No dia 17, a abertura oficial da SIAL Paris ocorre às 10h, e a do Pavilhão Brasil, às 11h, no Hall 4, com o presidente da ApexBrasil, representantes do corpo diplomático, entidades setoriais, cooperativas, empresas e parceiros. O público poderá conhecer e provar produtos de cooperativas que refletem diferentes biomas, territórios e cadeias produtivas. Às 12h, Müller concede entrevista e, às 13h, visita os pavilhões nos Halls 4, 5, 6 e 8.

De 18 a 21 de outubro, as manhãs reservam entrevistas com integrantes das cooperativas que participam pela primeira vez, com a delegação focada em inovação e com a vencedora do SIAL Innovation Awards 2026, além de visita ao Brazil Trade Lounge (BTL), voltado a comerciais exportadoras. A vencedora é a AMZ Tropical, fabricante de bebidas fundada na Amazônia e única brasileira entre as 28 premiadas, na categoria Bebidas. Ao meio-dia há degustações no Pavilhão Brasil, e as tardes são dedicadas a visitas aos pavilhões e a agendamentos prévios com participantes.

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14/10/2026 04:30h

Inflação acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, após queda de 0,32% em agosto. A variação representa um avanço de 1,14 ponto percentual em relação ao mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses, acima dos 4,22% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, o índice havia sido de 0,48%.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta de preços em setembro. O grupo Habitação registrou a maior variação, de 2,31%, e o maior impacto sobre o índice geral, com contribuição de 0,35 ponto percentual. Na sequência, apareceram Transportes, com alta de 0,89%, e Alimentação e bebidas, com avanço de 0,83%. Ambos contribuíram com 0,18 ponto percentual para o resultado do mês.

 

Energia elétrica tem o maior impacto individual no IPCA

A energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro de 2026, tornando-se o item com maior impacto individual sobre o IPCA, com contribuição de 0,32 ponto percentual. O aumento ocorreu no contexto do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto, e da continuidade da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Também foram incorporados reajustes nas tarifas de energia elétrica em Belém (6,63%), São Luís (5,42%) e Vitória (6,89%). Em sentido contrário, houve redução nas tarifas em Rio Branco (-5,20%) e Fortaleza (-6,65%), a partir de 26 de agosto. Segundo o IBGE, as quedas estão relacionadas à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ainda no grupo Habitação, o gás encanado registrou alta de 0,05%, influenciado pelos reajustes de 10,21% em Curitiba e de 1,80% no Rio de Janeiro, ambos vigentes desde 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto subiu 0,13%, refletindo o reajuste de 6,94% em Vitória, em vigor desde 1º de setembro.

 

Alimentos voltam a subir após três meses de queda

O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83% em setembro, após três meses consecutivos de recuo. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, pressionada principalmente pelo aumento do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).

Entre os produtos que ficaram mais baratos, destacaram-se o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

A alimentação fora do domicílio também apresentou aceleração, passando de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. O item refeição subiu de 0,18% para 0,49% no período. Já o lanche desacelerou, passando de 0,62% para 0,47%.

 

Passagens aéreas e combustíveis pressionam Transportes

O grupo Transportes registrou alta de 0,89% em setembro, influenciado pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas e pela elevação de 1,41% nos combustíveis.

Entre os combustíveis, os maiores aumentos foram observados no etanol (3,16%), no óleo diesel (1,69%), na gasolina (1,21%) e no gás veicular (0,10%). O subitem táxi teve variação de 0,20%, considerando o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte, vigente desde 8 de agosto.

Nos demais grupos pesquisados, Vestuário registrou alta de 0,71%; Comunicação, de 0,64%; Artigos de residência, de 0,27%; e Despesas pessoais, de 0,26%. As menores variações foram observadas em Saúde e cuidados pessoais (0,08%) e Educação (0,04%).

 

Vitória registra a maior inflação regional

Entre as regiões pesquisadas, a cidade de Vitória apresentou a maior variação do IPCA em setembro, com alta de 1,08%. O resultado foi influenciado pelo aumento de 10,85% na energia elétrica residencial e de 43,19% no tomate.

A menor variação foi registrada em Rio Branco (0,53%), onde as quedas nas passagens aéreas (-14,13%) e nos ovos de galinha (-7,40%) contribuíram para conter o índice.

Nas demais regiões, as variações foram de 1,07% em Goiânia, 1,05% em Belo Horizonte, 0,96% em Porto Alegre, 0,89% em Brasília, 0,83% em São Paulo, 0,82% em São Luís, 0,77% no Rio de Janeiro, 0,74% em Salvador, 0,65% em Recife, 0,64% em Campo Grande, 0,63% em Curitiba, 0,62% em Belém, 0,57% em Fortaleza e 0,55% em Aracaju.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimentos monetários de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo de setembro de 2026, foram comparados os preços coletados entre 1º e 29 de setembro de 2026 com os preços vigentes entre 31 de julho e 31 de agosto de 2026.

 

INPC sobe 0,82% em setembro e acumula alta de 4,29% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, avanço de 1,14 ponto percentual em relação à queda de 0,32% observada em agosto. O indicador acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, a taxa havia sido de 0,52%.

Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 0,80% em setembro. Já os produtos não alimentícios saíram de -0,31% para 0,83% no mesmo período.

Regionalmente, a maior variação do INPC foi registrada em Belo Horizonte (1,09%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (6,53%) e da gasolina (3,79%). A menor variação ocorreu em Fortaleza (0,59%), onde as quedas do frango inteiro (-6,44%) e da roupa feminina (-2,39%) contribuíram para o resultado.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e considera famílias com rendimentos monetários de um a cinco salários mínimos, cujo responsável pelos rendimentos é assalariado. A coleta de preços para o índice de setembro ocorreu entre 1º e 29 de setembro de 2026.
 

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08/07/2026 04:40h

Após aprovação no Congresso, projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização do foie gras no Brasil segue para o presidente

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O Projeto de Lei 90/2020, que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais, está a uma assinatura presidencial de se tornar realidade. Após sua aprovação integral pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em abril, o texto seguiu nesta terça-feira (7) para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

De acordo com a organização Mercy For Animals, a alimentação forçada utilizada principalmente na produção de foie gras (expressão em francês para "fígado gordo") provoca intenso sofrimento aos animais. Na prática conhecida como gavagem, patos e marrecos são alimentados à força por meio de um tubo metálico inserido da boca até o esôfago. As aves recebem diariamente cerca de cinco vezes mais alimento do que o normal até desenvolverem esteatose hepática, condição que pode aumentar o fígado em até dez vezes. O produto comercializado é justamente esse órgão doente. Considerado uma iguaria da culinária francesa, o foie gras tem pouca expressão nutricional, econômica e cultural no Brasil. Segundo a organização, o produto custa, em média, R$ 1,2 mil o quilo, podendo ultrapassar R$ 5 mil. Atualmente, apenas três produtores atuam no país, dos quais dois estão embargados pelo Ibama, e a maior parte do foie gras comercializado no mercado brasileiro é importada. 

A sociedade civil vem há muitos anos se mobilizando contra a prática de maneira reiterada, e a recente inclusão do PL 90/2020 para votação no Congresso Nacional fez o assunto reverberar ainda mais. Entre março e abril deste ano, parlamentares receberam mais de um milhão de e-mails pedindo a aprovação integral do projeto durante sua tramitação na Câmara. O apelo da sociedade funcionou, o PL foi aprovado e agora a Presidência da República decidirá se sancionará o projeto. 

Logo após o envio do PL à Presidência, as organizações de proteção animal ABRAESCA, Alianima, AMPARA, Animal Equality, Arca Animal, Associação Nacional de Advogados Animalistas, FEBRACA, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Gaia Libertas, Humane World for Animals, Mercy For Animals, Proteção Animal Mundial, Sinergia Animal e Sociedade Vegetariana Brasileira divulgaram uma carta aberta ao presidente Lula pedindo a sanção completa do projeto de lei.

“Com a sanção presidencial do PL 90/2020, o Brasil se juntará a dezenas de países que reconheceram o sofrimento animal inerente à produção de foie gras e decidiram agir. Nós estamos a uma decisão de assumir uma posição de vanguarda no tratamento ético dos animais. Agora, isso só depende da assinatura do Presidente da República", afirma George Sturaro, Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals no Brasil.

Na carta, as organizações pedem a sanção do PL levando em consideração: sua conformidade com as regras e a jurisprudência da Organização Mundial do Comércio; seu alinhamento ético com avanços globais em bem-estar animal, diante das evidências de sofrimento extremo causado pela produção de foie gras e do crescente número de países que proibiram a prática da alimentação forçada; e seu diminuto impacto econômico, uma vez que o foie gras representa um mercado de nicho, com produção limitada no Brasil e possibilidade de substituição por alternativas éticas, preservando a liberdade econômica em consonância com princípios de responsabilidade social e ambiental. Agora, a presidência tem até 15 dias úteis para sancionar o projeto.

Confira a carta completa aqui: 
 

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22/04/2026 04:35h

Nova resolução do PNAE reforça qualidade nutricional, proíbe ultraprocessados e estabelece regras mais rígidas de gestão, compras e prestação de contas

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.

Compras e pesquisa de preços

Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais.

A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.

Gestão e repasses

Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).

Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.

A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.

Prestação de contas e fiscalização

A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.

Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.

A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.

Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos.

As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.

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10/04/2026 04:45h

A instituição presta assistência a crianças, jovens, idosos, gestantes e famílias em condição de vulnerabilidade social nos 246 municípios de Goiás

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A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), reconhecida como uma das maiores instituições sociais do Brasil, alcançou em 2025 a marca histórica de 8,1 milhões de atendimentos. Este é o maior número registrado ao longo de seus 78 anos de atuação. A entidade atende crianças, jovens, idosos, gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade social em todos os 246 municípios goianos.

No ano passado, as unidades do Restaurante do Bem serviram 3,9 milhões de refeições ao custo simbólico de R$ 2,00. Além disso, foram distribuídas quase 110 mil marmitas a pessoas em situação de rua e refugiados venezuelanos. Já o Programa Universitário do Bem (ProBem) beneficiou mais de 19 mil estudantes do ensino superior.

Capacitação de voluntários

A OVG também promoveu a capacitação de 4,5 mil voluntários e realizou mais de 5 mil acolhimentos a pacientes e acompanhantes em tratamento de saúde em Goiânia, por meio da Casa do Interior de Goiás (Cigo).

Durante o período mais frio do ano, a Campanha Aquecendo Vidas distribuiu 103 mil cobertores novos. O Banco de Alimentos, por sua vez, entregou mais de 1,2 mil toneladas de alimentos in natura, além de 620 mil pacotes de Mix do Bem e frutas desidratadas.

No total, foram repassados 1,6 milhão de benefícios, incluindo cadeiras de rodas, muletas, bengalas, colchões especiais, fraldas descartáveis (geriátricas e infantis), absorventes íntimos, malhas compressivas para vítimas de queimaduras, filtros de barro, kits de enxoval para bebês, entre outros itens.

Atendimento presencial a comunidades isoladas

Em integração com o programa Goiás Social, a instituição também levou atendimento presencial a comunidades mais isoladas do estado. Por meio da unidade itinerante OVG Perto de Você, foram entregues 22 mil benefícios em 29 ações.

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A OVG ainda desenvolveu iniciativas voltadas à juventude e à terceira idade, como os programas Meninas de Luz, Centro da Juventude Tecendo o Futuro e as cinco unidades de assistência à pessoa idosa: Centro de Idosos Vila Vida, Centro de Idosos Sagrada Família e Espaços Bem Viver I, II e III.

Nos Centros de Apoio ao Romeiro (CAR), localizados em Trindade e Muquém — importantes festas religiosas de Goiás —, mais de 580 mil peregrinos foram atendidos.

Natal do Bem

Já o tradicional Natal do Bem distribuiu mais de meio milhão de brinquedos a crianças em situação de vulnerabilidade nos 246 municípios goianos e atraiu 1,5 milhão de visitantes à estrutura montada no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), em Goiânia.

Beneficiada com bolsa integral pelo Programa Universitário do Bem, Jennifer Vitória da Silva Peixoto, moradora de Claudinápolis (distrito de Nazário), relata que conseguiu se dedicar integralmente aos estudos após receber o apoio financeiro. “É um upgrade na minha vida. O ProBem tem me garantido acesso ao conhecimento e apoio durante a faculdade”, afirma a estudante de Ciências da Computação.

Para usuários do Restaurante do Bem, a iniciativa também tem impacto significativo no dia a dia. “Esse restaurante faz muita diferença na minha vida. A comida é boa, saudável e o preço ajuda muito no caso da gente que não tem muitas condições financeiras”, conta José Peixoto, morador de Santa Helena de Goiás.
 

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04/03/2026 04:25h

Nova resolução do PNAE reforça qualidade nutricional, proíbe ultraprocessados e estabelece regras mais rígidas de gestão, compras e prestação de contas

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.

Compras e pesquisa de preços

Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais.

A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.

Gestão e repasses

Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).

Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.

A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.

Prestação de contas e fiscalização

A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.

Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.

A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.

Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos.

As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.

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29/01/2026 04:15h

Condições como hipertensão, obesidade e excesso de peso também avançaram de 2006 a 2024; confira detalhes

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A diabetes cresceu 135% no Brasil em um período de 18 anos, variando de 5,5%, em 2006, a 12,9% em 2024. O número de registros de obesidade entre os brasileiros também avançou 118% no país. Os dados são dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, divulgados pelo Ministério da Saúde.

O aumento de diagnósticos de diabetes no país foi observado em ambos os sexos, sendo maior entre as mulheres – variando de 6,3% a 14,3%. Considerando o período mais recente, utilizando dados de 2019, houve manutenção da tendência de crescimento, variando de 8,2%, em 2019, a 12,9% em 2024, no conjunto da população.

Em relação à obesidade, o avanço de casos foi identificado em todas as faixas de idade e em todos os níveis de instrução. No entanto, os maiores aumentos foram entre adultos de 25 a 44 anos, variando de 37,5% em 2006 a 61,7% em 2024 para aqueles entre 25 e 34 anos; e de 48,8% a 69,2% para aqueles entre 35 e 44 anos. 

O levantamento traz um panorama dos hábitos e da saúde da população brasileira no que diz respeito à  alimentação e atividade física. A pesquisa também mostra dados sobre comorbidades, como hipertensão arterial e hábitos de sono.

O Vigitel foi implantado em 2006 em todas as UFs. O objetivo é monitorar anualmente, via entrevista telefônica, a situação de saúde da população brasileira.

Hábitos e qualidade de vida dos brasileiros

Acompanhando o ritmo de crescimento de diabetes e obesidade entre a população adulta brasileira, o Vigitel ainda aponta que mais de 60% da população está acima do peso. O percentual saltou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.

Já o diagnóstico de hipertensão arterial entre os brasileiros aumentou 31%. Conforme a pesquisa, o percentual variou de 22,6%, em 2006, a 29,7%, em 2024. Nesse cenário, foi observado aumento na prevalência do indicador em ambos os sexos, com maior incremento entre os homens. 

Os dados nacionais do Vigitel apontam, ainda, mudanças nos padrões de atividade física. A prática de atividade física no deslocamento recuou de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a proporção de adultos que fazem atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. 

No que diz respeito aos hábitos alimentares da população brasileira, os dados apontam que o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável – em torno de 31% da população.

Dados inéditos sobre sono

Pela primeira vez, o Vigitel apresenta informações nacionais sobre sono. No total, 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (21,3%) do que entre os homens (18,9%).

Quando consideradas a cidade onde o entrevistado reside, as mulheres com menos horas de sono por noite estão em Maceió (AL), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) e, entre homens, em Belém (PA), Macapá (AP) e São Luís (MA). 

Viva Mais Brasil

Como resposta ao cenário de avanço de comorbidades e maus hábitos de saúde dos brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou a estratégia Viva Mais Brasil em evento no Rio de Janeiro.

A mobilização vai ter caráter nacional, como foco na promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. A iniciativa contará com o aporte de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde – eixo que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada pelo ministro.

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28/01/2026 04:30h

Café tem a maior alta, enquanto arroz, feijão e outros produtos básicos ficam mais baratos e ajudam o alívio da cesta de consumo, aponta Abrasmercado

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O comportamento dos preços dos alimentos em 2025 foi caracterizado por estabilidade e acomodação. É o que aponta o indicador Abrasmercado, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que registrou variação de 0,73% na conta de 35 produtos de alto consumo dos brasileiros, fechando o ano a R$ 800,35 na média nacional. 

Esse movimento foi resultado de quedas relevantes nos produtos básicos, que compensaram altas pontuais em outros itens. O arroz apresentou recuo de 26,55%, enquanto o leite longa vida caiu 12,87% e o feijão teve redução de 4,21% no acumulado do ano. 

Em contrapartida, o café torrado e moído foi o principal destaque de alta no ano, acumulando valorização de 35,64%. A elevação do preço do produto refletiu fatores climáticos e de mercado, com impacto direto no orçamento das famílias por ser um item de consumo cotidiano.

No grupo das carnes e proteínas, os preços passaram por ajustes graduais, sem grandes oscilações. Houve leve queda no preço do pernil (-1,84%), enquanto cortes bovinos registraram pequenas altas, assim como o frango congelado (1,60%). Os ovos concentraram a maior elevação, de 3,98%, mantendo ainda assim um comportamento considerado moderado ao longo do ano.

De acordo com a ABRAS, condições mais favoráveis de oferta, especialmente no mercado de grãos, ajudaram a conter pressões inflacionárias sobre os alimentos, permitindo que o consumo nos lares brasileiros crescesse ao longo do ano.

Por regiões

Todas as regiões tiveram alta no ano, exceto o Centro-Oeste, que registrou retração de -0,47% e valor da cesta em R$ 753,68. A liderança ficou com a Região Norte, com alta de +1,36% e preço médio R$ 872,82, seguido da Região Nordeste, que atingiu R$ 715,34, uma alta de +1,31%. O Sudeste, de valor médio R$ 820,85 obteve alta de +1,20% e a Região Sul registrou aumento modesto de +0,44%, alcançando R$ 753,68 no preço da cesta.

As capitais e regiões metropolitanas do Nordeste apresentam os menores valores médios da cesta em 12 produtos, sendo a região com menor custo médio do país, a exemplo de São Luís (R$ 296,25) e Fortaleza (R$ 297,92). Do outro lado, o Norte concentra os maiores preços médios da cesta, fator devido principalmente aos custos logísticos, com altos valores em Belém (R$ 414,50) e Rio Branco (R$ 415,86).

Nas demais regiões, os patamares são similares. No Centro-Oeste, Brasília com R$ 332,11 e Goiânia R$ 333,64. No Sudeste, Rio de Janeiro com o valor mais elevado da região, de R$ 358,68, e São Paulo apurado em R$ 351,90. E na Região Sul, Curitiba fechou em R$ 356,35 e Porto Alegre R$ 362,67.

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27/01/2026 04:30h

Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) divulgou lista de cidades contempladas pelo programa nacional na Portaria nº 1.148/2026; confira as cidades

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) definiu os 500 municípios prioritários que receberão apoio técnico e institucional na implementação do Protocolo Brasil Sem Fome. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a proteção social às famílias e minimizar a insegurança alimentar no país. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 1.148/2026, publicada na segunda-feira (26) no Diário Oficial da União. 

As cidades prioritárias foram definidas seguindo o critério de maior número de famílias em situação de risco de insegurança alimentar grave, identificadas segundo o indicador CadInsan. 

Os municípios selecionados contemplam todas as Unidades da Federação (UF), com maior número de cidades localizadas no Pará, com 83. Em seguida aparece a Bahia, que terá 50 municípios apoiados pela iniciativa. Já São Paulo ficou na terceira posição com o maior número de cidades com insegurança alimentar grave, sendo 48.

Protocolo Brasil Sem Fome

Pela Portaria, o suporte do Governo Federal terá duração de 12 meses. Ao longo do período, os municípios selecionados receberão o auxílio de articuladores estaduais para organizar a rede local de atendimento. 

O trabalho será voltado a fortalecer a capacidade institucional e técnica das Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional estaduais e municipais na implementação das etapas operacionais do Protocolo Brasil Sem Fome, conforme disposto no artigo 3º da Resolução CGI-BSF nº 02, de 16 de setembro de 2025.

O objetivo é integrar os serviços de saúde (SUS), assistência social (SUAS) e segurança alimentar (Sisan), com a identificação de famílias em situação de insegurança alimentar e encaminhamento garantido aos serviços públicos de saúde.

Municípios prioritários

As cidades listadas como prioritárias pelo MDS deverão manifestar interesse na implementação do Protocolo por meio da apresentação do Termo de Aceite, previsto no Anexo II da Portaria. O documento deverá ser assinado pelo presidente da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) estadual. Outro termo de aceite deve ser assinado pelo prefeito.

O termo de aceite estadual e o municipal deverão ser encaminhados ao endereço eletrônico protocolobsf@mds.gov.br. O envio do documento estadual pode ser feito no prazo de até dez dias, contados a partir da publicação da Portaria. Para o envio do documento municipal o prazo é de até 30 dias.

O recebimento do apoio técnico também está condicionado à adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no prazo máximo de 120 dias, contados a partir da data de assinatura do Termo de Aceite.

Caso algum município não manifeste interesse, a vaga poderá ser repassada ao município seguinte, na mesma UF – considerando que tenha maior número de famílias em risco alimentar.

Confira a lista completa dos municípios prioritários:

  • Rio Branco (AC)
  • Cruzeiro do Sul (AC)
  • Sena Madureira (AC)
  • Tarauacá (AC)
  • Maceió (AL)
  • Arapiraca (AL)
  • Rio Largo (AL)
  • Palmeira dos Índios (AL)
  • Penedo (AL)
  • União dos Palmares (AL)
  • São Miguel dos Campos (AL)
  • Maragogi (AL)
  • Manaus (AM)
  • Iranduba (AM)
  • Manacapuru (AM)
  • Itacoatiara (AM)
  • Maués (AM)
  • Humaitá (AM)
  • Parintins (AM)
  • Tefé (AM)
  • Lábrea (AM)
  • Autazes (AM)
  • Coari (AM)
  • Beruri (AM)
  • Tabatinga (AM)
  • Nova Olinda do Norte (AM)
  • Urucurituba (AM)
  • São Gabriel da Cachoeira (AM)
  • Nhamundá (AM)
  • Boca do Acre (AM)
  • Eirunepé (AM)
  • Urucará (AM)
  • Fonte Boa (AM)
  • Macapá (AP)
  • Santana (AP)
  • Laranjal do Jari (AP)
  • Oiapoque (AP)
  • Porto Grande (AP)
  • Mazagão (AP)
  • Pedra Branca do Amapari (AP)
  • Salvador (BA)
  • Feira de Santana (BA)
  • Camaçari (BA)
  • Vitória da Conquista (BA)
  • Simões Filho (BA)
  • Juazeiro (BA)
  • Ilhéus (BA)
  • Itabuna (BA)
  • Jequié (BA)
  • Alagoinhas (BA)
  • Porto Seguro (BA)
  • Barreiras (BA)
  • Paulo Afonso (BA)
  • Santo Antônio de Jesus (BA)
  • Lauro de Freitas (BA)
  • Itapetinga (BA)
  • Serrinha (BA)
  • Vera Cruz (BA)
  • Candeias (BA)
  • Eunápolis (BA)
  • Teixeira de Freitas (BA)
  • Casa Nova (BA)
  • Jacobina (BA)
  • Catu (BA)
  • Cruz das Almas (BA)
  • Itaberaba (BA)
  • Dias d'Ávila (BA)
  • Irecê (BA)
  • Campo Formoso (BA)
  • Senhor do Bonfim (BA)
  • Luís Eduardo Magalhães (BA)
  • Mata de São João (BA)
  • Guanambi (BA)
  • Ipirá (BA)
  • Xique-Xique (BA)
  • Araci (BA)
  • Entre Rios (BA)
  • Euclides da Cunha (BA)
  • Conceição do Coité (BA)
  • Itamaraju (BA)
  • Valença (BA)
  • Ipiaú (BA)
  • Santo Amaro (BA)
  • Poções (BA)
  • Conceição do Jacuípe (BA)
  • Maragogipe (BA)
  • Jeremoabo (BA)
  • Canavieiras (BA)
  • Seabra (BA)
  • Sento Sé (BA)
  • Caetité (BA)
  • Amargosa (BA)
  • Remanso (BA)
  • Bom Jesus da Lapa (BA)
  • São Sebastião do Passé (BA)
  • Santaluz (BA)
  • Alcobaça (BA)
  • São Francisco do Conde (BA)
  • Cansanção (BA)
  • Fortaleza (CE)
  • Caucaia (CE)
  • Juazeiro do Norte (CE)
  • Maracanaú (CE)
  • Sobral (CE)
  • Crato (CE)
  • Quixadá (CE)
  • Maranguape (CE)
  • Aquiraz (CE)
  • Iguatu (CE)
  • Cascavel (CE)
  • Viçosa do Ceará (CE)
  • Horizonte (CE)
  • Itapipoca (CE)
  • Camocim (CE)
  • Canindé (CE)
  • Tianguá (CE)
  • Trairi (CE)
  • Quixeramobim (CE)
  • Morada Nova (CE)
  • Barbalha (CE)
  • Pacatuba (CE)
  • Itapajé (CE)
  • Ipu (CE)
  • Beberibe (CE)
  • Pedra Branca (CE)
  • Redenção (CE)
  • Granja (CE)
  • Russas (CE)
  • Limoeiro do Norte (CE)
  • Baturité (CE)
  • Santa Quitéria (CE)
  • Boa Viagem (CE)
  • Pacajus (CE)
  • Lavras da Mangabeira (CE)
  • Massapê (CE)
  • Aracati (CE)
  • Eusébio (CE)
  • Acopiara (CE)
  • Brasília (DF)
  • Serra (ES)
  • Cariacica (ES)
  • Vila Velha (ES)
  • Vitória (ES)
  • São Mateus (ES)
  • Cachoeiro de Itapemirim (ES)
  • Aracruz (ES)
  • Goiânia (GO)
  • Águas Lindas de Goiás (GO)
  • Luziânia (GO)
  • Aparecida de Goiânia (GO)
  • Anápolis (GO)
  • Valparaíso de Goiás (GO)
  • Trindade (GO)
  • Planaltina (GO)
  • Formosa (GO)
  • Santo Antônio do Descoberto (GO)
  • Cidade Ocidental (GO)
  • Rio Verde (GO)
  • Senador Canedo (GO)
  • Itumbiara (GO)
  • Novo Gama (GO)
  • São Luís (MA)
  • São José de Ribamar (MA)
  • Timon (MA)
  • Imperatriz (MA)
  • Bacabal (MA)
  • Paço do Lumiar (MA)
  • Chapadinha (MA)
  • Codó (MA)
  • Caxias (MA)
  • Tutóia (MA)
  • Pinheiro (MA)
  • Barra do Corda (MA)
  • Grajaú (MA)
  • Balsas (MA)
  • Coelho Neto (MA)
  • Coroatá (MA)
  • Barreirinhas (MA)
  • Açailândia (MA)
  • Santa Inês (MA)
  • Viana (MA)
  • Santa Helena (MA)
  • Pedro do Rosário (MA)
  • Santa Rita (MA)
  • Itapecuru Mirim (MA)
  • Cururupu (MA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Contagem (MG)
  • Betim (MG)
  • Ribeirão das Neves (MG)
  • Montes Claros (MG)
  • Uberlândia (MG)
  • Juiz de Fora (MG)
  • Santa Luzia (MG)
  • Ipatinga (MG)
  • Governador Valadares (MG)
  • Vespasiano (MG)
  • Teófilo Otoni (MG)
  • Esmeraldas (MG)
  • Ibirité (MG)
  • Sete Lagoas (MG)
  • Divinópolis (MG)
  • São Francisco (MG)
  • Janaúba (MG)
  • Uberaba (MG)
  • Pirapora (MG)
  • Januária (MG)
  • Coronel Fabriciano (MG)
  • Sabará (MG)
  • Curvelo (MG)
  • Muriaé (MG)
  • Campo Grande (MS)
  • Corumbá (MS)
  • Três Lagoas (MS)
  • Ponta Porã (MS)
  • Dourados (MS)
  • Aquidauana (MS)
  • Várzea Grande (MT)
  • Cuiabá (MT)
  • Rondonópolis (MT)
  • Cáceres (MT)
  • Sinop (MT)
  • Belém (PA)
  • Santarém (PA)
  • Ananindeua (PA)
  • Abaetetuba (PA)
  • Marituba (PA)
  • Cametá (PA)
  • Parauapebas (PA)
  • Marabá (PA)
  • Castanhal (PA)
  • Bragança (PA)
  • Barcarena (PA)
  • Benevides (PA)
  • Breves (PA)
  • Altamira (PA)
  • Tucuruí (PA)
  • Itaituba (PA)
  • Vigia (PA)
  • Capitão Poço (PA)
  • Capanema (PA)
  • Augusto Corrêa (PA)
  • Moju (PA)
  • Paragominas (PA)
  • Prainha (PA)
  • Canaã dos Carajás (PA)
  • Tailândia (PA)
  • Oeiras do Pará (PA)
  • Igarapé-Miri (PA)
  • Monte Alegre (PA)
  • Óbidos (PA)
  • Curuçá (PA)
  • Pacajá (PA)
  • Redenção (PA)
  • Oriximiná (PA)
  • Mãe do Rio (PA)
  • Igarapé-Açu (PA)
  • Mocajuba (PA)
  • Acará (PA)
  • São Félix do Xingu (PA)
  • Anapu (PA)
  • São Miguel do Guamá (PA)
  • Ponta de Pedras (PA)
  • Tracuateua (PA)
  • Irituia (PA)
  • Breu Branco (PA)
  • Novo Repartimento (PA)
  • São Domingos do Capim (PA)
  • Jacundá (PA)
  • Viseu (PA)
  • Alenquer (PA)
  • Tomé-Açu (PA)
  • Salvaterra (PA)
  • Concórdia do Pará (PA)
  • Porto de Moz (PA)
  • Santa Izabel do Pará (PA)
  • Gurupá (PA)
  • Almeirim (PA)
  • Bujaru (PA)
  • Baião (PA)
  • Medicilândia (PA)
  • Marapanim (PA)
  • Muaná (PA)
  • Ulianópolis (PA)
  • Ipixuna do Pará (PA)
  • Santana do Araguaia (PA)
  • Curralinho (PA)
  • Anajás (PA)
  • Xinguara (PA)
  • São Sebastião da Boa Vista (PA)
  • Afuá (PA)
  • Salinópolis (PA)
  • Santa Maria do Pará (PA)
  • Itupiranga (PA)
  • Conceição do Araguaia (PA)
  • Limoeiro do Ajuru (PA)
  • Terra Santa (PA)
  • Dom Eliseu (PA)
  • Portel (PA)
  • Maracanã (PA)
  • Rondon do Pará (PA)
  • Tucumã (PA)
  • Santo Antônio do Tauá (PA)
  • Cachoeira do Arari (PA)
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  • Santa Rita (PB)
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