04/06/2026 17:00h

Publicação desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO reúne orientações sobre segurança, planejamento e acolhimento durante viagens solo

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Viajar sozinha é sinônimo de liberdade, mas, para muitas mulheres, a preocupação com a segurança ainda fala mais alto. Para ajudar a mudar essa realidade e acolher melhor as visitantes, o Ministério do Turismo lançou as versões em inglês e espanhol do "Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas".

​O anúncio foi feito durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). Desenvolvido em parceria com a Unesco, o guia traz dicas práticas de planejamento, hospedagem e segurança. 

Agora, o material poderá ser acessado pela internet por turistas de diferentes países, servindo também como referência para a implantação dessas orientações em outras nações da América Latina e do mundo.

​"É uma cartilha, um guia, que ensina algumas condições e opções que se dá para a mulher ter e também para os empreendimentos receberem as mulheres. Um exemplo muito simples: a mulher vai ficar sozinha num hotel. Então coloca ela perto do elevador ao invés de ficar no fim do corredor, porque se tiver algum incidente, ela fica mais próxima de um resgate ou de um socorro. Então todas essas normativas estão no Guia", explica o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano

A iniciativa ganha ainda mais força quando olhamos para os números. Uma pesquisa recente do ministério revelou que 94% das mulheres brasileiras já viajaram sozinhas pelo menos uma vez. Além disso, 79% priorizam destinos que oferecem segurança.

A coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Isabel de Paula, lembra que as cidades turísticas precisam se adaptar para garantir tranquilidade a esse público. “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas” é uma iniciativa do Ministério do Turismo com a UNESCO para informar, proteger e incluir as mulheres nesses roteiros do turismo, para que elas se sintam mais seguras para poder fazer suas viagens com tranquilidade em um mundo que tem tanta violência contra a mulher. Eu acho que é muito importante que essa iniciativa tenha se concretizado e a UNESCO está muito feliz com a parceria."

A tradução do guia também antecipa um movimento importante: a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontece no Brasil em dois mil e vinte e sete e deve atrair milhares de torcedoras estrangeiras.
 

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04/06/2026 15:51h

Anunciada pelo Ministério do Turismo, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB), a medida permite a suspensão temporária de pagamentos e ampliação dos prazos de financiamento.

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O Ministério do Turismo anunciou novas condições de financiamento para mulheres empreendedoras do setor que estejam em situação de vulnerabilidade causada por violência doméstica ou de gênero.

A medida foi apresentada nesta quinta-feira, pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).

A portaria estabelece regras especiais no âmbito do Novo Fundo Geral de Turismo (Fungetur) para microempreendedoras individuais e mulheres que sejam sócias de empresas do setor turístico.

A iniciativa está alinhada à Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino – Elas Empreendem, do governo federal, e abrange os casos de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial previstos na Lei Maria da Penha.

As beneficiárias poderão solicitar a suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses, além da ampliação dos prazos de carência, valendo tanto para novos financiamentos quanto para contratos que já estejam em fase de amortização.

O acesso ao direito será condicionado à comprovação da situação por meio de documentos oficiais, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência.
"Essa medida vai permitir que as mulheres que enfrentam esse momento difícil contem com uma carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios e, depois, voltar a arcar com as parcelas", afirmou o ministro. "Trabalhamos para garantir que elas não percam o acesso aos investimentos e sigam liderando as oportunidades disponíveis no setor”, completou.

Como funciona

A portaria altera as regras operacionais e adiciona seis meses aos prazos vigentes nas linhas de crédito do fundo.

Para investimentos em capital fixo, o prazo de amortização passa de 240 para 246 meses, com carência estendida de 60 para 66 meses. No financiamento de bens, a amortização sobe para 126 meses e a carência para 54 meses. Já nas operações de capital de giro isolado, o limite de amortização vai a 126 meses e a carência é ampliada de 24 para 30 meses.

Estatísticas

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero, o que pode agravar a vulnerabilidade econômica das empreendedoras, afetando a gestão dos negócios, a geração de renda, a manutenção de empregos e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

Mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no país. Ainda assim, o empreendedorismo feminino enfrenta obstáculos estruturais, como menor acesso ao crédito e maiores dificuldades na obtenção de financiamentos em condições favoráveis.

A expectativa do Ministério do Turismo é que a medida contribua para ampliar as condições de acesso e permanência das mulheres nas linhas de financiamento do Novo Fungetur, reduzir os impactos econômicos da violência de gênero sobre os negócios e fortalecer a autonomia financeira feminina.

Fungetur: o que é

Vinculado ao Ministério do Turismo, o Fungetur oferece recursos para financiar empresas e projetos turísticos considerados estratégicos para o desenvolvimento da atividade turística nacional.

O fundo opera por meio de instituições financeiras credenciadas pelo Ministério do Turismo, responsáveis por oferecer linhas de crédito a empresários do setor. Os recursos podem ser usados para investimentos, obras de implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, além de capital de giro.
 

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04/06/2026 04:35h

Debate no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo reuniu lideranças que apontaram a diversidade e a representatividade como fatores essenciais para o fortalecimento do setor

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As mulheres são maioria na força de trabalho do turismo brasileiro. Mesmo assim, a presença feminina nos cargos de liderança ainda é considerada um desafio para o setor. O tema foi debatido nesta quarta-feira, durante o painel "Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo", realizado no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).

Durante o encontro, representantes do setor defenderam a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão. A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), Ana Carolina Medeiros, afirmou que muitas profissionais qualificadas atuam em funções estratégicas, mas ainda têm participação limitada nos cargos de representação institucional.

"Não queremos ocupar uma cadeira apenas para compor uma fotografia. Queremos mulheres em posições de liderança, participando das decisões e ajudando a definir os rumos do setor", afirmou a presidente da ABAV.

A CEO do Grupo Tauá Hotéis e Resorts, Lizete Ribeiro, destacou a importância de incorporar a equidade e a diversidade às práticas de gestão das empresas. Segundo ela, mais de 50% das lideranças do grupo são ocupadas por mulheres, que também representam cerca de 60% do quadro funcional da empresa. Para ela, a diversidade precisa ser "vivida todos os dias". "Não adianta apenas falar sobre inclusão. As empresas precisam criar oportunidades reais para que as pessoas possam crescer e ocupar espaços de liderança. Não há indústria mais poderosa de transformação humana do que o turismo. É um setor que gera oportunidades desde o primeiro emprego até a formação de grandes empreendedores, executivos e líderes. O nosso papel é abrir portas e criar essas condições", pontuou.

A presidente do Movimento Ela Soma, Marina Rolim Cartaxo, ressaltou o papel das redes femininas na troca de experiências, na circulação de oportunidades e no fortalecimento do empreendedorismo no turismo. "O turismo é um setor construído por conexões. Quando mulheres compartilham conhecimento, indicam oportunidades e caminham juntas, elas fortalecem não apenas suas trajetórias individuais, mas todo o ecossistema turístico", explicou.

Representando o turismo rural, a empresária Maria Júlia Baracho destacou a contribuição do empreendedorismo feminino para o desenvolvimento dos destinos turísticos e para a geração de oportunidades econômicas nas comunidades locais. "Ninguém desenvolve um destino sozinho. O turismo só cumpre seu papel quando gera oportunidades para a comunidade, movimenta a economia local e cria condições para que mais pessoas permaneçam e prosperem em seus territórios", disse.

Mulheres no Turismo

Os números mostram que a presença feminina já é decisiva para o turismo brasileiro. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) indicam que as mulheres representam 52,5% da força de trabalho formal do setor no país, percentual próximo à média global de 54%, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). No empreendedorismo, a participação também é expressiva: levantamento do Sebrae aponta que 57% dos negócios turísticos brasileiros são liderados por mulheres.

Apesar do protagonismo, os desafios ainda persistem. Dados do Ministério do Turismo mostram que apenas 17% das empresas registradas no Cadastur declaram ter mulheres em cargos de liderança. Entre os segmentos com maior participação feminina na gestão estão as agências de viagens (45%), seguidas pela hotelaria (18%) e pelos restaurantes (11%).

Fórum Internacional de Mulheres no Turismo 

A programação do fórum também incluiu debates sobre os impactos da Copa do Mundo Feminina de 2027 para os destinos brasileiros e sobre segurança para mulheres viajantes. O evento será encerrado nesta quinta-feira (4), com discussões sobre diversidade e inclusão no turismo.

VEJA MAIS:

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03/06/2026 20:30h

Incertezas sobre tarifas dos EUA e expectativa pelo Copom pressionam mercado brasileiro

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Ibovespa fechou esta quarta-feira (3) em forte queda de 2,30%, aos 170.196 pontos.

O índice foi pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais. O movimento foi impulsionado pelas preocupações com a política tarifária defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elevou as incertezas sobre o comércio internacional.

A combinação entre cautela no exterior e dúvidas sobre os rumos da política monetária brasileira intensificou as vendas de ações e contribuiu para o desempenho negativo da Bolsa.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Bardella SA Industrias Mecanicas Pfd (BDLL4F) +51,21%
  • Banco BTG Pactual SA Pfd A (BPAC5) +19,31%

Ações em queda no Ibovespa

  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3) −22,22%
  • Azul S.A. (AZUL97) −18,93%

O volume total negociado nesta sessão foi de R$ 28 bilhões.

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

Com informações da B3.

 

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03/06/2026 20:00h

Tensões no Oriente Médio e incertezas sobre tarifas dos Estados Unidos aumentam a busca por segurança nos mercados.

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O dólar registrou forte alta nesta quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, e encerrou o pregão cotado a R$ 5,06

Com avanço de 1,15%, a valorização da moeda americana foi impulsionada pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que elevou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros.

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão cotado a R$ 5,89.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1976 0,1695 0,1466 31,6326 0,1565 0,2746 0,2757
USD 5,0606 1 0,8621 0,7450 160,08 0,7918 1,3897 1,4023
EUR 5,8962 1,1600 1 0,8643 185,66 0,9187 1,6115 1,6268
GBP 6,7996 1,3419 1,1571 1 214,79 1,0622 1,8642 1,8818
JPY 0,0316 0,0062 0,0054 0,0047 1 0,4947 0,0087 0,0088
CHF 6,3904 1,2628 1,0893 0,9414 202,12 1 1,7551 1,7708
CAD 3,6417 0,7196 0,6202 0,5364 115,20 0,5699 1 1,0090
AUD 3,6257 0,7131 0,6147 0,5313 114,09 0,5647 0,9909 1

Os dados são da Investing.com

 

 

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03/06/2026 04:55h

Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que medida proposta pelos Estados Unidos pode prejudicar indústria brasileira e mercado norte-americano, além de afetar cadeias produtivas integradas e enfraquecer a relação econômica bilateral

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A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros preocupa a indústria nacional, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em posicionamento, a entidade afirma que a medida pode afetar as exportações brasileiras e gerar impactos nas cadeias produtivas dos dois países. A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). 

Para a CNI, a tarifa adicional pode prejudicar a relação econômica bilateral. A entidade defende a ampliação do diálogo entre Brasil e Estados Unidos para buscar alternativas à medida. 

“A relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica, sólida e construída ao longo de décadas. A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano. O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações", afirmou Alban.

Alban também argumentou que a proposta desconsidera a integração existente entre cadeias produtivas dos dois países. 

“Uma decisão tão genérica, cercada de injustiças. Temos máquinas e equipamentos que são complementares, inclusive, com vendas intercompanies americanas, como máquinas voltadas para o agronegócio, motores que não são substituídos facilmente. Temos a parte de madeiras engenheiradas e tem uma série de outras coisas que a gente precisa fazer”, salienta o presidente da CNI.

Dados da CNI mostram que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, queda de 4,2% em relação ao ano anterior. 

O levantamento aponta, ainda, que entre os 15 principais setores exportadores, nove registraram retração. Os maiores recuos foram observados nos segmentos de produtos de metal (-31,6%), madeira (-20%), celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%).

A proposta de tarifa ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Desde 2025, o governo norte-americano ampliou investigações sobre práticas comerciais brasileiras e adotou medidas tarifárias sobre determinados produtos importados. Na avaliação do presidente da CNI, a decisão atual não é de caráter político, “mas sim de caráter econômico, com as suas nuances”, afirmou.

Defesa comercial 

Para Ricardo Alban, o Brasil precisa fortalecer sua política de defesa comercial em parceria com o setor produtivo para proteger setores estratégicos da economia e ampliar a competitividade da indústria nacional.

O presidente da CNI defende a incorporação da defesa comercial à política industrial e o fortalecimento de cadeias produtivas consideradas estratégicas para o país. “O Brasil [precisa] se debruçar, definitivamente, de forma compartilhada com o setor produtivo, na verdadeira defesa comercial. Estados Unidos, Europa, Japão e China fazem isso e nós temos que fazer. Temos que analisar, seriamente, os processos. Nós temos que nos preocupar com as cadeias de valores interessantes, não só estrategicamente, como economicamente, para o país, para que nós possamos não premiar qualquer ineficiência, mas, sim, premiar aquilo que é necessário para manter o Brasil. E aí, sim, a soberania. E a soberania se conquista com cadeias de valores”, pontua Alban.

Espaço para negociação

Apesar da preocupação com a proposta tarifária, a CNI avalia que ainda existe espaço para negociação. No dia 6 de julho, o USTR realizará uma audiência pública para discutir o tema e receber contribuições por escrito de governos, entidades e empresas interessadas. 

Para a confederação, a expectativa da indústria é que o Brasil utilize essa oportunidade para apresentar argumentos técnicos que contribuam para uma avaliação mais equilibrada da medida.

Além das negociações com os Estados Unidos, Alban defendeu o avanço de acordos comerciais e tributários com parceiros estratégicos, como México, Canadá, Japão e Inglaterra. 

A CNI informou ainda que continuará acompanhando as discussões e atuando junto às autoridades brasileiras e norte-americanas para buscar soluções que preservem a parceria econômica entre os dois países e reduzam os impactos para o setor produtivo.
 

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Nova etapa do programa permite descontos de até 90%, renegociação de dívidas com parcelamento em até 48 vezes e uso de parte do FGTS para quitar ou reduzir débitos bancários; Medida Provisória terá duração de 90 dias

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Com o objetivo de reduzir o endividamento da população brasileira, o Novo Desenrola Brasil foi lançado em maio por meio da Medida Provisória (MP) n° 1.355/2026. O programa, também chamado de "Desenrola 2.0", reúne medidas voltadas à renegociação de dívidas com condições específicas para famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas de todas as regiões do país.

A iniciativa foi criada para ajudar pessoas com renda até 5 salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

Quem pode participar?

Além do critério da renda, de até R$ 8.105, também podem participar quem tem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 91 dias e 2 anos.

Pelas regras do Desenrola 2.0, só podem ser renegociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Além das famílias, a iniciativa inclui ações específicas para estudantes com débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos federais, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. No caso do Fies, os descontos podem chegar a 99% para estudantes inscritos no CadÚnico,.

Como participar do programa?

Os interessados em aderir ao programa devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras nas quais possuem dívidas. 

Conforme a MP, o novo crédito terá limite de R$ 15 mil por pessoa por banco ou instituição financeira.

Quais são as condições oferecidas?

O governo federal tem como foco aliviar economicamente os brasileiros e diminuir os índices de inadimplência. O programa oferece descontos de até 90% sobre as dívidas antigas, prazo de até 4 anos para pagar e juros reduzidos. A previsão de duração é de que o programa dure 90 dias.

  • A dívida poderá ter desconto de 30% a 90% – o percentual aplicado depende do tipo de pendência e do tempo de atraso.
  • Os juros do novo crédito serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses.  
  • Prazo de 35 dias para começar a pagar;
  • Valor mínimo das parcelas: R$ 50.;
  • Valor máximo máximo do novo crédito disponibilizado: até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.

Como usar o FGTS para quitar dívidas?

Uma das principais novidades do Desenrola 2.0 é a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação.

O trabalhador inadimplente poderá usar:

  • Até 20% do saldo disponível do FGTS; ou
  • Até R$ 1 mil – prevalecendo o valor que for maior.

Segundo informações da Agência Brasil, a Caixa, o uso do limite máximo não é obrigatório. O valor que será utilizado poderá ser definido ao longo da negociação com a instituição financeira.

Quais as condições para quem deve o FIES?

O programa estabelece condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante. Confira quais são:

  • Dívidas vencidas e não pagas entre 90 e 360 dias: possibilidade de desconto de 100% dos juros e das multas. 
  • Pagamento à vista: redução de 12% sobre o valor principal. 
  • Parcelamento: em até 150 vezes, mantendo o abatimento total de juros e multas. 

Já em contratos com atraso superior a 360 dias, os Estudantes fora do CadÚnico poderão obter desconto de até 77% do valor total da dívida. Já os estudantes inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99% do valor total da dívida – também para quitação integral. 

A expectativa do governo é que as medidas beneficiem milhões de brasileiros e contribuam para a recuperação financeira de famílias e estudantes que enfrentam dificuldades para regularizar suas pendências.

Como estimar as condições de renegociação?

O governo federal lançou uma calculadora oficial que permite que os brasileiros simulem a renegociação de dívidas no programa Desenrola 2.0. Os consumidores endividados podem estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS na renegociação – antes de procurar o banco para fechar um acordo. A ferramenta apresenta valores estimados com base nas regras do programa.

A ferramenta já pode ser testada e está disponível no site do Ministério da Fazenda, em: simuladordesenrola.fazenda.gov.br.

Os valores apresentados são apenas estimativas e os acordos definitivos devem ser fechados com os bancos.
 

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02/06/2026 21:30h

Bolsa brasileira sobe acompanhando exterior e reage com calma a tarifas dos EUA

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Ibovespa encerrou esta terça-feira (2) em alta de 1,16%, aos 174.197 pontos, em um movimento de recuperação após as recentes quedas.

O desempenho positivo do principal índice da Bolsa brasileira foi influenciado pelo bom resultado das bolsas dos Estados Unidos, que ajudou a sustentar o apetite por risco dos investidores ao longo do dia.

Mesmo com o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o mercado reagiu com relativa tranquilidade. A avaliação dos investidores foi de que o impacto imediato tende a ser limitado, o que contribuiu para a manutenção do movimento de alta no pregão.

 

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

Ações em queda no Ibovespa

  • Contax Participacoes SA (CTAX3F) −20,90%
  • Wetzel S.A. Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (MWET4) −19,91%

O volume total negociado nesta sessão foi de mais de R$ 22 bilhões em 3,3 milhões de negócios.

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

Com informações da B3.

 

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02/06/2026 21:00h

O dólar fechou esta terça-feira (2) em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,00, impulsionado pelo cenário externo favorável e pela valorização das commodities. Já o euro encerrou o pregão cotado a R$ 5,84.

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O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (2) em queda de 0,26%, sendo cotado a R$ 5,00.

A moeda encerrou o pregão desta terça-feira em queda frente ao real, em um movimento influenciado pelo desempenho positivo das commodities e pela recuperação de ações ligadas aos setores de mineração e siderurgia. O ambiente externo mais favorável também contribuiu para o aumento do apetite por risco nos mercados.

 

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão cotado a R$ 5,84.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
🇧🇷 BRL 1 0,1998 0,1712 0,1478 31,9576 0,1573 0,2766 0,2773
🇺🇸 USD 5,0046 1 0,8600 0,7426 159,94 0,7872 1,3840 1,3929
🇪🇺 EUR 5,8411 1,1629 1 0,8636 185,99 0,9155 1,6094 1,6197
🇬🇧 GBP 6,7422 1,3466 1,1579 1 215,36 1,0601 1,8636 1,8754
🇯🇵 JPY 3,12905 0,625254 0,53768 0,464339 1 0,4922 0,86536 0,87089
🇨🇭 CHF 6,3575 1,2704 1,0923 0,9434 203,17 1 1,7581 1,7691
🇨🇦 CAD 3,6158 0,7225 0,6213 0,5366 115,57 0,5689 1 1,0063
🇦🇺 AUD 3,6063 0,7180 0,6174 0,5332 114,83 0,5652 0,9937 1

Os dados são da Investing.com

 

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02/06/2026 04:30h

Calculadora lançada pelo governo federal permite simulação da renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil – Famílias; ferramenta ajuda consumidores a estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS na renegociação

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O governo federal lançou uma calculadora oficial que permite que os brasileiros simulem a renegociação de dívidas no programa Novo Desenrola Brasil – Famílias, conhecido como Desenrola 2.0. Os consumidores endividados podem estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS na renegociação – antes de procurar o banco para fechar um acordo. A ferramenta apresenta valores estimados com base nas regras do programa.

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa foi criada para ajudar pessoas com renda de até 5 salários mínimos – o equivalente a R$ 8.105 – a renegociar dívidas em melhores condições.

A ferramenta já pode ser testada e está disponível no site do Ministério da Fazenda, em: simuladordesenrola.fazenda.gov.br. Para calcular previamente as condições de renegociação antes de procurar uma instituição financeira é necessário seguir alguns critérios, como:

  • Ter dívidas contratadas antes de 31 de janeiro de 2026.
  • Ter dívidas atrasadas há, no mínimo, 91 dias e, no máximo, 2 anos.

O que é o simulador do Desenrola 2.0?

A calculadora foi criada pelo Ministério da Fazenda para que pessoas endividadas consigam prever as condições de renegociação antes de aderir ao programa. A ferramenta calcula estimativas com base nas regras oficiais do Desenrola 2.0, considerando fatores como:

  • Valor da dívida;

  • Tempo de atraso;
  • Descontos mínimos exigidos.
  • Possibilidade de uso do FGTS.

Pela tecnologia, há como simular o uso do FGTS na renegociação. Pelas regras do programa, até 20% do saldo disponível no fundo ou R$ 1 mil pode ser utilizado  –  o que for maior. A possibilidade de utilização do FGTS precisa ser consultada com o banco da pessoa física.

A ferramenta deve ser utilizada apenas para simular a renegociação das dívidas. Os valores apresentados são estimativas e não contemplam tarifas adicionais ou impostos. 

A Fazenda alerta que os acordos definitivos devem ser fechados diretamente com as instituições financeiras credoras.

A simulação considera a taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. O programa prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e parcelamento de 12 até 48 meses.

Por que simular antes de aderir? 

Conforme o governo, a iniciativa busca ampliar o acesso à informação, a segurança para tomada de decisão e, ainda, facilitar a organização financeira das famílias.

Fazer a simulação antes de fechar o acordo pode ajudar o consumidor a entender quanto realmente pode economizar, comparar parcelamentos, verificar se a parcela cabe no orçamento e, ainda, avaliar o uso do FGTS para reduzir a dívida.

Passo a passo: como usar o simulador

  • Acesse a plataforma oficial em simuladordesenrola.fazenda.gov.br;
  • Informe os dados da dívida, como valor, entre outras informações solicitadas;
  • Escolha o número de parcelas;
  • Simule o uso do FGTS.

A Fazenda reitera, em nota, que as condições finais de renegociação devem ser confirmadas diretamente com as instituições financeiras participantes do programa.


 

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