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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

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b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

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b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Economia

04/03/2021 00:00h

De acordo com pesquisa, o Turismo, Academias e Beleza são os setores com maior percentual de queda no faturamento

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A pandemia da Covid-19 gerou grande impacto na economia brasileira e prova disso é resultado de uma pesquisa do Sebrae, revelando que quase um ano após o surgimento do novo coronavírus, 67% dos pequenos negócios estão funcionando com mudanças por conta da pandemia e 73% do total geral dos segmentos tiveram queda no faturamento mensal.

O empresário Bruno Rafael, dono de uma loja de roupas – um dos setores mais afetados pela crise – diz que precisou se reinventar para manter o negócio funcionando. "A pandemia nos impactou com resultados negativos, nossas vendas caíram. Tivemos que mudar o nicho, nossas camisas eram voltadas para eventos, tivemos de focar em profissões, signos e diversificamos nosso leque de produtos até para poder sobreviver a esse período da pandemia”, disse Rafael. 

Segundo a pesquisa, entre os segmentos mais afetados pela pandemia estão a Economia Criativa, Educação e o Turismo, que continuam com alta interrupção de funcionamento. Além disso, Turismo, Academias e o setor de Beleza são os tipos de empresas com maior percentual de queda de faturamento.

Apesar da importância para a economia em retomar as atividades, é preciso manter alguns cuidados para que o estabelecimento possa continuar em funcionamento. Pensando nisso, o Sebrae elaborou protocolos de retomada das atividades.

Algumas dicas são destacadas pelo economista e assessor da Diretoria Técnica do Sebrae, Rafael Moreira. "Tornar o ambiente mais ventilado; respeitar um distanciamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas nos estabelecimentos; usar máscara e fazer com que os clientes sigam esse protocolo. O sentido é proteger o empresário, os empregados dessa pequena empresa e, obviamente, o consumidor. Se o pequeno negócio não passar segurança para o seu cliente, ele vai ter muita dificuldade”, afirmou Moreira.

Ao todo, o Sebrae elaborou orientações para a retomada das atividades de 36 segmentos de micro e pequenas empresas. Além disso, foram produzidos sete vídeos com dicas gerais, sugestões para os gestores públicos nos municípios e, também, cuidados a serem adotados pela população. Tudo para um retorno mais rápido e seguro dos pequenos negócios. Para mais informações acesse: www.sebrae.com.br.

#ContinueCuidando
 

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05/03/2021 00:00h

O senador afirmou que o Marco vai trazer mais segurança jurídica para os investidores e trará impactos positivos à economia brasileira

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Em entrevista ao portal Brasil61.com, nesta terça-feira (2), o senador Carlos Portinho (PL/RJ) afirmou que o Marco Legal das Startups — aprovado no Senado na última semana — vai trazer segurança jurídica e impulsionar os investimentos nessas empresas.
 
Relator do Projeto de Lei Complementar 146/19, que dá forma ao Marco Legal, ele ressaltou que o ecossistema de startups brasileiras já está estabelecido, mas carecia de regulamentação. 
 
“O Brasil já é o terceiro país em número de unicórnios e no ano de 2020 houve um crescimento maior de startups do que em 2019, mas faltava um Marco Legal. A importância do Marco Legal das Startups é justamente a de prover maior segurança jurídica a esse ecossistema que já está formado. Tendo segurança jurídica, há maior capacidade de atrair investimentos”, destaca. 

Marco Legal das Startups deve atrair mais investidores, avaliam defensores do projeto de lei

Proposta

O Marco aprovado pelos senadores pretende criar um ambiente de negócios mais favorável às empresas que vivem de inovação. Antes de mais nada, o projeto de lei estabelece o que são as startups. Segundo o texto, são as empresas, nascentes ou em operação recente, cuja atuação se caracteriza pela inovação aplicada a modelos de negócios ou a produtos ou serviços ofertados. 
 
De acordo com a Lei Complementar, para se enquadrar como startup, a empresa deve ter receita bruta de até R$ 16 milhões por ano, além de estar inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) há menos de dez anos.  

O texto permite que as startups recebam dinheiro de investidores sem que esses tenham que participar da gestão ou de qualquer decisão no negócio. Com o objetivo de dar mais segurança jurídica e incentivar os aportes nesses negócios, os investidores não vão ter que responder por qualquer dívida da empresa, mantendo o seu patrimônio protegido.
 
Amanda Caroline, advogada especialista em Direito Empresarial, na empresa Rodrigo Nunes Advocacia, destaca que o projeto de lei acerta ao conferir proteção ao patrimônio dos investidores. “Um dos aspectos principais é que no caso de desconsideração da personalidade jurídica, que é uma forma de perquirir bens, o patrimônio da empresa não será afetado. Isso confere maior segurança jurídica e atrai mais investidores”, avalia.

Arte: Brasil 61

Administração Pública

O Projeto de Lei Complementar também regula a contratação de startups pela administração pública por meio de regras específicas de licitação. Assim, o poder público vai poder ofertar determinadas licitações apenas para startups. A condição para isso é que estejam sendo procuradas soluções inovadoras. A depender do edital, mais de uma empresa vai poder ser contratada. O custo máximo que a administração vai poder pagar é de R$ 1,6 milhão por contrato.
 
Além disso, o poder público poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas para o teste de soluções inovadoras, mesmo que haja chance de o empreendimento não dar certo, o chamado risco tecnológico. Os parlamentares também aprovaram uma medida que garante que a administração pública vai pagar o serviço à startup vencedora antes da entrega, de modo que ela tenha condições de iniciar os trabalhos. 
 
De acordo com o senador Carlos Portinho, a aprovação do Marco é positiva para a economia, ao passo em que pode gerar empregos, renda e maior arrecadação para o Estado. Além disso, ele cita que a administração pública também vai se beneficiar com a proposta. 
 
“A possibilidade de o gestor público poder usar soluções inovadoras dentro da sua atuação dos governos é muito importante e, certamente, um ingrediente a mais que o Marco Legal das Startups traz, até mesmo como oportunidade de negócio para o microempreendedor, para as empresas de pequeno porte, aquela startup que começa”, avalia.

Sandbox e Compra de Ações

O Marco possibilita a criação de um sistema, o Sandbox Regulatório, que dá mais liberdade às empresas de inovação. Na prática, agências de regulação, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), vão poder suspender, temporariamente, determinadas normas exigidas das empresas que atuam no setor.
 
Em tese, isso facilitaria o trabalho experimental das startups. Os critérios de duração e alcance da suspensão das normas, bem como as regras flexibilizadas serão de responsabilidade dos órgãos públicos e das agências reguladoras. 
 
O relator da matéria no Senado retirou do texto o dispositivo denominado “stock options”. Por meio dele, os funcionários da startup poderiam usar a chamada opção de compra de ações. Assim, uma pessoa poderia trabalhar recebendo um salário efetivo menor e, no futuro, ganhar um complemento em ações. Segundo ele, esse assunto deve ser tratado em outro projeto, específico para esse fim. 

Startups no Brasil

O Brasil tem 13.378 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Há dez anos, eram apenas 600, o que significa um crescimento superior a 2.000% em uma década. O conceito do que é uma startup, que foi inclusive, definido no marco legal, não é um consenso. A depender da fonte, pode variar. 
 
A proposta que traz regras e incentivos a essas empresas volta à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada no fim do ano passado, uma vez que os senadores alteraram o texto original. 

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05/03/2021 00:00h

Deputado federal Neri Geller afirma que resultado coincide com investimentos feitos no estado

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Várzea Grande foi considerada a melhor cidade mato-grossense para se investir no setor industrial, segundo a pesquisa “Melhores Cidades para Fazer Negócios 2.0”, da Urban Systems.  Além disso, o estudo colocou o município entre os 100 melhores do País no segmento. 

Para o deputado federal Neri Geller (PP-MT), o levantamento é um forte indicativo de que a economia de Várzea Grande pode crescer ainda mais.

“Várzea Grande é a melhor cidade para se fazer investimento porque o interior do estado, principalmente em função do agro e da produção primária (algodão, milho e soja), está com um potencial de crescimento ainda muito forte”, afirma.

Ao todo, a pesquisa fez uma análise de 325 municípios brasileiros com população acima de 100 mil habitantes. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Várzea Grande é responsável por 20% do PIB do estado. 

CNI elabora lista com 25 propostas que contribuem para geração de emprego e renda

Neri Geller destaca também os investimentos em infraestrutura em Mato Grosso, entre eles a construção do Rodoanel, contorno rodoviário que promete desafogar o trânsito de veículos pesados na capital Cuiabá e em Várzea Grande.

“Mato Grosso tem recursos de cerca de R$ 3 bilhões para fazer investimentos em infraestrutura, sendo o único estado do País que tem, atualmente, disponível 16% de todo o orçamento para investir na área.”

O ranking da Urban Systems foi elaborado a partir de oito indicadores relacionados ao impacto da Covid-19 na saúde da população e na economia, além do desempenho econômico das cidades em aspectos como empregabilidade.  Em cada setor foram empregados indicadores específicos para atribuir pontuação a cada município.
 

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04/03/2021 11:40h

Tabela com novos valores é divulgada após aumento no preço do diesel superar os 16%

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou os novos valores do piso mínimo do frete para o transporte rodoviário de carga, nesta quarta-feira (3). A alteração no preço ocorre após variação no preço do diesel, conforme determinado por lei. 

De acordo com a legislação, quando houver no mercado nacional oscilação no preço do óleo diesel superior a 10%, a ANTT deve publicar uma nova norma com pisos mínimos. 

A tabela apresenta os pisos mínimos para diversos tipos de frete, como por carga, coeficiente de custo e número de eixos carregados. O cálculo apresentado na nota técnica considera um estudo de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo, que observou o período entre 22 e 27 de fevereiro. 

Durante esses cinco dias, o valor médio do combustível passou de R$ 3,663 para R$ 4,25, o que representa aumento de 16,03%. 

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04/03/2021 00:00h

O reajuste autorizado pela ANTT é de 4,147% e afeta todas as linhas de ônibus semiurbanos e interestaduais

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As passagens de ônibus entre as cidades do Entorno e o Distrito Federal aumentaram no último domingo (28). O reajuste autorizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) é de 4,147% e afeta todas as linhas de ônibus semiurbanos e interestaduais operadas por meio de autorização especial.

Segundo a agência, a correção da tarifa recompõe a variação dos preços relacionados à prestação do serviço, conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) com o valor relativo ao óleo diesel para distribuidora.

Em meio à pandemia, o aumento pegou muitos trabalhadores que dependem do transporte público de surpresa, como a estagiária de agronomia Maria Eduarda Matos (21), moradora de Luziânia (GO), que trabalha no Setor Terminal Norte (DF). “Nós trabalhadores achamos que as empresas iam entrar em um acordo para não ter aumento na tarifa este ano. Porque apesar de ser comum subir, por causa da pandemia e de tudo que estamos enfrentando, seria o mais justo”, declarou. 

O valor da passagem deste trajeto passou de R$ 7,15 para R$ 7,40. Maria Eduarda reclamou ainda que o preço não equivale à qualidade do transporte. “O impressionante é que apesar de todo ano subir, considerado um aumento significativo, a qualidade do serviço só diminui. Os motoristas não respeitam as paradas, o transporte não tem conforto e qualidade nenhuma, os ônibus quebram, estão lotados todos os dias.”

A advogada Savana Faria (25), que trabalha no Plano Piloto, também não ficou satisfeita com o aumento dos bilhetes. “Nesse cenário de pandemia nunca pensamos que isso fosse acontecer e apesar de ser aumento de centavos, a longo prazo isso gera um impacto muito negativo no orçamento, que poderia estar sendo passado para custeio de outras despesas”, disse.

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Óleo diesel, gasolina e gás de cozinha vendidos às distribuidoras ficam mais caros

Para facilitar o troco entre passageiros, algumas tarifas foram arredondadas para baixo, como é o caso da passagem entre Valparaíso (GO) e Taguatinga (DF), que deveria custar R$ 6,35 e agora passa para R$ 6,25.

As passagens de ônibus entre a Cidade Ocidental (GO) e Brasília passam a valer R$ 6, enquanto de Valparaíso (GO) para Brasília os bilhetes passam a ser vendidos por R$ 5,40. Os passageiros que saem de Águas Lindas (GO) para o Plano Piloto começam a pagar R$ 7,80, valor mais alto registrado entre as cidades do entorno.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Mobilidade Urbana, Carlos Penna Brescianini, explicou que o aumento das passagens se deve principalmente ao reajuste dos combustíveis. No início da semana a Petrobras anunciou o aumento de 5% para a gasolina e 5% para o diesel, assim os preços passaram a ser alinhados com o dólar e a cotação internacional. 

“É uma política que nós chamamos de recessiva, os preços aumentam e os salários não aumentam. Ou seja, as coisas correm em campos opostos e o efeito para a população é o pior possível”, avaliou. 

Segundo a ANTT este é o reajuste anual, que ocorre sempre na segunda quinzena de fevereiro, e não haverá novo aumento ainda este ano. 

Em referência aos números da pandemia, o especialista em mobilidade destacou que a aglomeração diária nos transportes públicos continua colocando as pessoas em risco. Devido ao alto risco de contágio pela Covid-19, o sistema é motivo de preocupação, não cumprindo as medidas sanitárias.

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04/03/2021 00:00h

Especialistas defendem que o texto vai trazer segurança jurídica e fomentar investimentos nesse ambiente de negócios. Proposta volta à Câmara dos Deputados

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O Senado aprovou na última semana, por unanimidade, o Marco Legal das Startups (Projeto de Lei Complementar 146/19). A proposta que traz regras e incentivos a essas empresas volta à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada no fim do ano passado, já que os senadores alteraram o texto original.
 
O Marco aprovado pelos senadores pretende criar um ambiente de negócios mais favorável às empresas que vivem de inovação. Antes de mais nada, o projeto de lei estabelece o que são as startups. Segundo o texto, são as empresas, nascentes ou em operação recente, cuja atuação se caracteriza pela inovação aplicada a modelos de negócios ou a produtos ou serviços ofertados.
 
De acordo com a Lei Complementar, para se enquadrar como startup, a empresa deve ter receita bruta de até R$ 16 milhões por ano, além de estar inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) há menos de dez anos.
 
Em entrevista ao Brasil61.com, o senador Jorginho Mello (PL/SC) afirmou que a aprovação do projeto de lei é fundamental para trazer diversidade à atividade econômica do País.
 
“O Brasil precisa abrir o leque de oportunidades para não ficar centrado em poucas atividades. Precisamos, através das startups, que inovam, que trazem tecnologia, ser mais criativos para enfrentar as dificuldades que se avizinham. É uma forma de poder incrementar diversas atividades que vão se somar à cadeia produtiva do nosso País”, avalia.

Marco Legal das Startups deve atrair mais investidores, avaliam defensores do projeto de lei

Projeto

Um dos pontos mais importantes do texto, para especialistas, permite que as startups recebam dinheiro de investidores sem que esses tenham que participar da gestão ou de qualquer decisão no negócio. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas são potenciais investidores, segundo o texto. Com o objetivo de dar mais segurança e incentivar os aportes nas startups, a proposta afirma que os investidores não vão ter que responder por qualquer dívida da empresa, mantendo o seu patrimônio protegido.
 
Amanda Caroline, advogada especialista em Direito Empresarial da empresa Rodrigo Nunes Advocacia, destaca que o projeto de lei acerta ao conferir proteção ao patrimônio dos investidores. “Um dos aspectos principais é que no caso de desconsideração da personalidade jurídica, que é uma forma de perquirir bens, o patrimônio da empresa não será afetado. Isso confere maior segurança jurídica e atrai mais investidores”, avalia.
 
Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Micro e Pequenas Empresas, o senador Jorginho Mello (PL/SC) afirma que o Marco Legal ajuda a destravar o empreendedorismo e impacta a economia brasileira. 
 
“A proposta do Marco Legal é fundamental também para a retomada da economia brasileiro neste momento delicado que estamos passando. Precisamos facilitar o empreendedor, ajudá-lo a inovar para que assim possamos encontrar uma saída viável que ajude nossa retomada econômica”, acredita.

Arte: Brasil 61
 
Administração Pública

O Projeto de Lei Complementar também regula a contratação de startups pela administração pública por meio de regras específicas de licitação. Assim, o poder público vai poder ofertar determinadas licitações apenas para startups. A condição para isso é que estejam sendo procuradas soluções inovadoras. A depender do edital, mais de uma empresa vai poder ser contratada. O custo máximo que a administração vai poder pagar é de R$ 1,6 milhão por contrato.
 
Além disso, o poder público poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas para o teste de soluções inovadoras, mesmo que haja chance de o empreendimento não dar certo, o chamado risco tecnológico. Os parlamentares também aprovaram uma medida que garante que a administração pública vai pagar o serviço à startup vencedora antes da entrega, de modo que ela tenha condições de iniciar os trabalhos.

Sandbox e Compra de Ações

O Marco possibilita a criação de um sistema, o Sandbox Regulatório, que dá mais liberdade às empresas de inovação. Na prática, agências de regulação, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), vão poder suspender, temporariamente, determinadas normas exigidas das empresas que atuam no setor.
 
Em tese, isso facilitaria o trabalho experimental das startups. Os critérios de duração e alcance da suspensão das normas, bem como as regras flexibilizadas serão de responsabilidade dos órgãos públicos e das agências reguladoras.
 
O relator do projeto no Senado, Carlos Portinho (PL/RJ), retirou do texto o dispositivo denominado “stock options”. Por meio dele, os funcionários da startup poderiam usar a chamada opção de compra de ações. Assim, uma pessoa poderia trabalhar recebendo um salário efetivo menor e, no futuro, ganhar um complemento em ações. Segundo ele, esse assunto deve ser tratado em outro projeto, específico para esse fim.

Startups no Brasil

O Brasil tem 13.378 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Há dez anos, eram apenas 600, o que significa um crescimento superior a 2.000% em uma década. O conceito do que é uma startup, que foi inclusive, definido no marco legal, não é um consenso. A depender da fonte, pode variar. 
 
No entanto, há consenso de que esse tipo de empresa está revolucionando o mercado brasileiro. É o que ressalta André Lago, Head de Empreendedorismo do Centro Universitário IESB.
 
“As startups estão sempre quebrando o status quo, mudando o mercado. O que é uma regra hoje, uma startup vai mudar, o que vai fazer com que o mercado avance e crie novas oportunidades de modelos de negócios. São empresas revolucionárias.”

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04/03/2021 00:00h

O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o setor da indústria, no Mato Grosso, acumulou queda de 5,8% na produção até novembro de 2020. O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%. Já para os produtos alimentícios a redução foi de 2,4%. O único resultado positivo foi para fabricação de produtos químicos, que teve alta de 2,4%.

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Mauro Santos, o desempenho do setor no estado esteve em linha com o nacional, que teve recuo de 5,5% no acumulado de 2020. Para ele, com essa baixa, os consumidores tiveram que pagar mais por produtos cujas matérias primas sofreram impacto no valor.

“Essa falta de matéria-prima impacta nos preços, porque aumenta os custos da indústria, e esse custo é repassado ao consumidor final. Isso porque diversas matérias-primas tiveram aumento no preço que varia de 30% a 70%. Cito o exemplo do TDI poliol e do aço, que aumentaram mais de 100%, contribuindo para a alta nos preços dos produtos acabados”, explica.

Apesar disso, Santos projeta que, para 2021, haja um crescimento da produção industrial motivados pelo consumo de alimentos, de combustíveis e pela dinâmica da construção civil, que está incentivada por juros mais baixos e um estoque que atende às demandas.

Setor frigorífico

Considerado um dos mais representativos dentro da agroindústria de Mato Grosso, o setor frigorífico perdeu 8,06% de produção no mesmo período. A informação é do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Ao todo, foram abatidas 4,8 milhões de cabeças até novembro do ano passado. Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos (Sindifrigo/ MT), de Paulo Bellicanta, a tendência é de continuidade na queda em 2021.

“É claro e natural que o seu impacto foi o aumento no preço da carne para o consumidor final. Isso é inevitável. É uma lei de mercado: oferta e procura. De setembro em diante, houve uma escassez significativa na alta de preços, com a influência que eu acabei de dizer”, relata.

Ainda segundo Bellicanta, a demanda continua e isso é notado com a elevação nos preços da carne. “A situação só deve se normalizar a partir do segundo semestre de 2022, quando finaliza o ciclo da pecuária, que leva de dois a três anos de duração”, afirma.
 

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04/03/2021 00:00h

Pelo lado das importações, em dezembro o estado adquiriu US$ 626,6 milhões em mercadorias, demanda 8,4% menor comparada a dezembro de 2019

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No Rio Grande do Sul, as exportações da indústria terminaram o último ano com o primeiro resultado positivo depois de 15 meses. O acumulado de US$ 1,1 bilhão em dezembro de 2020 foi 13% maior do que o total registrado no mesmo mês de 2019, quando a soma chegou a US$ 975,4 milhões.

O bom desempenho da economia gaúcha pode ser ainda melhor em 2021, casos as previsões para o agronegócio se consolidem, segundo acredita o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Para o parlamentar, o setor tem mostrado avanços e os fatores climáticos devem contribuir para um cenário satisfatório.

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“Nós teremos uma colheita de soja completamente cheia e uma colheita de arroz com o preço do produto nas melhores condições possíveis. Temos carne em boa condição, leite com algum problema, mas não reduziu sua produção. Avicultura e suinocultura com problema por causa do milho, mas também não reduziu seus volumes”, avalia.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Estados Unidos e Argentina aumentaram suas compras em dezembro, apesar dos embarques de produtos gaúchos para a China terem caído 43% na comparação com o mesmo mês de 2019.

O economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDLPOA), Oscar Frank, afirma que a melhora nos números se deu pela alta do dólar, que tinha taxa média de câmbio de R$ 4,22 e no último mês de 2020 a cotação somou 5,24, e a maior comercialização de produtos no exterior em função dos ganhos de rentabilidade.

“A gente tem uma demanda ávida da China, cujo ritmo de crescimento no quarto trimestre de 2020 foi de 6,5%, ou seja, dentro de um patamar de normalidade pré-pandemia nessa base de comparação. Ou seja, é algo que, nesse momento, é impensável para a grande maioria dos países do mundo”, avaliou.

Dos 23 segmentos da indústria, 17 assinalaram aumento do valor exportado na base de comparação com dezembro de 2019. Com exceção dos setores de Alimentos (-1,5%), Químicos (-6,7%) e Couro e calçados (-14,6%), o resultado positivo foi disseminado entre os grandes exportadores. 

Um dos setores que mais cresceu durante a pandemia, Alimentos teve queda de 1,5% na comparação mensal. Apesar disso, de janeiro até dezembro, a demanda chinesa acumulada por Alimentos do RS subiu 101,2%, mantendo o segmento no topo da pauta de exportações do estado, com 24,4% de participação total e 11,8% de crescimento no período.

Nos 12 meses de 2020, o Rio Grande do Sul terminou como o sétimo estado do Brasil no ranking das exportações totais, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Mato Grosso e Paraná, recuo superior a 24% na comparação com o mesmo período de 2019.

Segundo o economista-chefe da CDL, as expectativas para este ano são positivas, mantendo o patamar de alta e ainda que resista alguma valorização, a taxa de câmbio deve se manter elevada ao longo do presente ano.

“Nós temos a expectativa aqui no Rio Grande do Sul de devolvermos uma parcela significativa das perdas da última safra, sobretudo de soja e de milho. Além disso os estoques de ambos os grãos, conforme o relatório do departamento de agricultura dos Estados Unidos continuam baixos, isso pressiona a cotação do dólar para cima e também por fim a retomada econômica global em 2021 que é benigna para a consolidação desse cenário”, explicou Frank.

Importações

Pelo lado das importações, em dezembro o estado adquiriu US$ 626,6 milhões em mercadorias, demanda 8,4% menor comparada a dezembro de 2019. No acumulado do ano, o RS importou US$ 7,2 bilhões, resultado 27% inferior em relação ao mesmo período do ano anterior.

Até dezembro, todas as grandes categorias econômicas apresentaram reduções significativas, sendo a maior em Bens intermediários (-29,1%), seguido por Combustíveis e lubrificantes (-25,2%), Bens de capital (-23,1%) e Bens de consumo (-23%).
 

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04/03/2021 00:00h

Para Senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o cenário é resultado de investimento no desenvolvimento socioeconômico feito pela gestão municipal

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A capital Campo Grande (MS) apresenta retomada do índice de exportação, mas ainda não lidera ranking do estado. Na análise dos últimos seis anos (dados mais recentes disponíveis no portal da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar – Semagro), a taxa de exportação passou de 7,6%, em 2015, para 9,1% em 2020; com pico de 10,9%, em 2017.

No ano passado, os líderes da exportação no Mato Grosso do Sul foram Três Lagoas, com 41,8%, e Dourados, com 11,9%. Somados, os dez municípios que mais contribuem com o mercado externo são responsáveis por 83,5% de tudo o que o Mato Grosso do Sul envia para fora do País.  

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o crescimento da exportação na capital Campo Grande é resultado do investimento da gestão municipal no setor econômico. “Eu tenho a convicção que, com um programa de desenvolvimento econômico e social, haverá de retomar novos indicadores e novos índices, para colocar a capital do estado nos patamares que ela sempre esteve: de ser a locomotiva do movimento econômico do Mato Grosso do Sul”, avalia.

Arte - Brasil 61

O senador afirma que é possível melhorar os indicadores de exportação do Mato Grosso do Sul, a partir da diversificação de produtos.

“Várias alternativas estão aparecendo, fazendo com que o estado possa diversificar os seus produtos e investir em diferentes áreas, para promover o fomento da relação comercial com diferentes pontos do mundo”, comenta.

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Líderes do ranking

O desempenho do município de Dourados – que passou de 3,5%, em 2015, para 11,9%, em 2020 – é explicado pelo forte investimento industrial. O superintendente de Indústria, Comércio e Serviço da Semagro, Bruno Bastos Gouveia, detalha o fator.

“Temos um programa de atração de investimentos desde 2015, visando à industrialização do estado, à diversificação da matriz econômica e à agregação de valor à matéria-prima local. Ou seja, inverter a lógica de exportar grãos para industrializar esses grãos no estado, gerando emprego, renda, competitividade e mais tributos”, explica. 

Segundo ele, o segredo é criar um ambiente de negócios para investimentos e segurança jurídica. “Temos feito isso desde 2015 e o resultado são mais de R$ 40 bilhões de investimento prospectados desde então”, completa. 

Coamo

Um dos motivos do município de Dourados ter alcançado esse resultado foi a instalação, em 2019, da Coamo, complexo industrial responsável pela produção de farelo e óleo de soja. De acordo com o balanço da Semagro, no ano passado, Dourados aumentou em 2,734% o volume de farelo de soja exportado, além de 251% nas vendas externas de óleo de soja e de 53% na comercialização de soja ao exterior. Foram 32 mil toneladas de óleo de soja exportado em 2020 contra 9 mil toneladas em 2019.

O farelo de soja saltou de 15 mil toneladas em 2019 para 435 mil toneladas em 2020. As exportações de soja pelo município alcançaram a marca de 981 mil toneladas do grão. No ano passado, Dourados também aumentou as exportações de carnes suínas, bovinas e de aves.

“Como a Coamo é uma indústria exportadora de óleo e de farelo de soja, Dourados teve um boom na exportação em 2020, já que a empresa se instalou em 2019. No estado, as exportações no ano passado foram maiores que 2019 (11,4%), mesmo na pandemia”, enfatiza. 

Em relação à pandemia, Bruno reconhece os impactos na economia nacional. “Mas graças a esse programa de atração de investimentos, só a indústria local, e isso considerando só o setor industrial, teve um saldo positivo de geração de 6,4 mil empregos”, ressalta. 

Já no município de Três Lagoas – líder do ranking, com participação de 41,8% na exportação do estado do Mato Grosso do Sul –, o resultado se deu pela cultura da celulose.

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04/03/2021 00:00h

Estimativa anterior era de 3,5%. Revisão ocorreu pela alta das commodities, queda cambial e segunda onda da Covid-19

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para 3,7% a alta da inflação brasileira em 2021, divulgada na visão geral da Carta de Conjuntura n° 49. Em dezembro do ano passado, a inflação para este ano tinha sido projetada pela instituição em 3,5%. 

Com o avanço da pandemia, os preços internacionais das commodities aumentaram, a demanda pelo alimento domiciliar cresceu, o dólar ficou mais caro, houve alta internacional do valor do petróleo, que gerou aumento no preço dos combustíveis. Tudo isso fez com que a projeção dos preços administrados ficassem maiores para este ano.

Embora as expectativas para 2021 ainda sejam de desaceleração nos próximos meses, o elevado nível atual da inflação, combinado com o aumento do grau de imprecisão da economia brasileira devido às incertezas relacionadas à política fiscal, vem gerando revisões para cima das estimativas do IPCA para 2021.

De acordo com a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea​, Maria Andreia Lameiras, nos últimos doze meses a taxa de alimentação em domicílio medida pelo IPCA subiu 19% no país. “A tendência é que essa alta vá desacelerando. Esperamos que 2021 seja o ano de uma alta tão forte de alimentos quanto foi em 2020. Teremos uma produção maior, as expectativas de safra não só do Brasil mas do mundo como um todo estão muito boas.”

Mas a especialista reforça que essa baixa não significa que os alimentos ficarão mais baratos, alguns terão custo benefício, mas no geral, a conta do supermercado ainda será alta.

Em contraste, a consumidora Beatriz Rodriguez, de Goiânia (GO), reclama que a alta no preço dos alimentos domésticos básicos levou a família a buscar alternativas, trocou a carne pelo frango e faz um comparativo do quanto gastava no supermercado. “Antigamente, quando era só eu e meu marido, uma compra de R$400 reais dava para passar quase dois meses. Hoje em dia esse valor ficou bem diferente, R$400 reais compramos só o ‘grosso’, não inclui carnes, ovos, leite”, disse. 

Arte: Brasil 61

Inflação de serviços

É possível notar uma leve alta em relação aos serviços. No acumulado em doze meses, até janeiro, a inflação de serviços registrava variação de 1,5%, refletindo a queda de 5,7% dos serviços de transportes e alta de apenas 0,9% dos serviços pessoais e de recreação. Assim como o esperado, esses serviços foram os mais impactados pelo isolamento social, podendo ser visto nas deflações de passagens aéreas (-29%), hospedagem (-8,0%) e ingresso de cinema, teatro e show (-2,0%). 

A especialista Maria Andreia Lameiras ressalta que a pandemia da Covid-19 influenciou na revisão da projeção da inflação, mas de forma decrescente. “Esperávamos um primeiro trimestre mais forte para a economia brasileira como um todo, especialmente no setor de serviços. Já estávamos imaginando que não teria esse crescimento mais expressivo no primeiro trimestre”, conclui. 

Famílias pobres foram as mais atingidas pela inflação em 2020

Preço do gás de cozinha sobe mais que o dobro da inflação e encerra 2020 com alta de 9,24%

Preço da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras em 2020

Espera-se que o aumento da cobertura da imunização contra a Covid-19 contribua para a recuperação da demanda por serviços, principalmente os relacionados a cuidados pessoais e recreação, fazendo com que a inflação deste grupo encerre o ano de 2021 com alta de 3,6%, abaixo, portanto, da previsão anterior (4,0%).

Preços administrados

No caso dos preços administrados, a alta projetada agora de 4,4% superou a inflação estimada em dezembro de 2020, de 4%. Os preços administrados devem exercer maior pressão sobre a inflação neste ano. Parte dessa queda deve-se ao adiamento dos reajustes dos planos de saúde, dos medicamentos, adoção de home office, - que gerou a diminuição do uso de transporte público e queda nas receitas das empresas e reajustes maiores para 2021.

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