16/04/2026 21:30h

Moeda interrompeu sequência de seis dias em queda, mas manteve patamar de R$ 4,99 em estabilidade

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O dólar comercial encerrou o último pregão em estabilidade, com leve alta de 0,1% frente ao real, cotado a R$ 4,99, interrompendo a sequência de seis quedas seguidas. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,15%.

O desempenho do câmbio foi influenciado pela expectativa de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio. No início da tarde desta quinta-feira (16), o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou que os líderes de Israel e do Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, com início imediato. Trump afirmou, ainda, que uma nova rodada de conversas entre Washington e Teerã deve ocorrer no próximo fim de semana, ressaltando que a trégua atual não precisaria ser estendida caso os avanços diplomáticos se concretizem. Segundo fontes da Bloomberg, líderes globais acreditam que um acordo definitivo entre EUA e Irã pode levar até seis meses para ser alcançado.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados de atividade econômica e sinalizações sobre a política monetária. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 0,6% em fevereiro, em linha com as projeções do mercado financeiro. Enquanto alguns analistas do setor afirmam que o dado reforça que a economia ganhou tração no início de 2026, outros adotam cautela sobre a sustentabilidade desse crescimento no longo prazo.

Além disso, falas do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Picchetti, trouxeram pressão aos ativos locais. Picchetti reafirmou a preocupação da autoridade monetária com a desancoragem das expectativas de inflação para 2027 e 2028, que seguem acima da meta de 3%.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,88.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2002 0,1700 0,1480 31,8760 0,1569 0,2744 0,2797
USD 4,9942 1 0,8489 0,7394 159,18 0,7835 1,3702 1,3968
EUR 5,8824 1,1779 1 0,8709 187,49 0,9229 1,6137 1,6452
GBP 6,7554 1,3525 1,1482 1 215,28 1,0597 1,8529 1,8890
JPY 0,0314 0,0063 0,0053 0,0046 1 0,4922 0,0086 0,0088
CHF 6,3733 1,2762 1,0835 0,9436 203,16 1 1,7487 1,7826
CAD 3,6451 0,7298 0,6196 0,5397 116,19 0,5719 1 1,0194
AUD 3,5757 0,7160 0,6078 0,5293 113,97 0,5610 0,9809 1

 

Os dados são da Investing.com

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16/04/2026 21:00h

Incertezas de investidores quanto ao cenário geopolítico e reações à previa do PIB do Banco Central pautaram o pregão

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda de 0,46%, aos 196.818 pontos, na segunda sessão consecutiva de perdas após uma sequência de recordes. O desempenho do índice foi influenciado pela continuidade das incertezas geopolíticas e pela cautela com dados econômicos domésticos, que acabaram ofuscando a forte valorização das ações da Petrobras.

Diferentemente do cenário local, as bolsas de Wall Street voltaram a fechar em alta, impulsionadas por sinais de progresso diplomático no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os líderes do Líbano e de Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, com início imediato. Além disso, Trump confirmou uma segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã para o próximo fim de semana, aumentando as esperanças de uma trégua mais ampla na região.

Segundo a Bloomberg, embora o clima seja de avanço, líderes globais estimam que um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã possa levar até seis meses para ser consolidado.

No cenário doméstico, o mercado repercutiu dados de atividade e inflação. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), visto como uma prévia do PIB, registrou alta de 0,6% em fevereiro, vindo em linha com as projeções. Entretanto, falas de Paulo Picchetti, diretor do Banco Central, trouxeram desconforto. Em evento em Washington, ele reafirmou que as expectativas de inflação para 2028 são "muito preocupantes". O movimento foi reforçado pelo Boletim Focus, que elevou a projeção do IPCA de 2027 de 3,85% para 3,91%.

No Ibovespa, a Petrobras evitou uma queda maior do índice, subindo cerca de 4% após a aprovação da distribuição de dividendos e a eleição do novo conselho de administração na Assembleia Geral Ordinária (AGO) e na esteira do desempenho do petróleo.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Rossi Residencial S.A. (RSID3): +10,62%

  • Equatorial Para Distribuidora de Energia SA Pfd Registered Shs A (EQPA5): +9,20%

Ações em queda no Ibovespa

  • Cia Celg de Participacoes - CELGPAR (GPAR3): -28,83%

  • Paranapanema S.A. (PMAM3): -15,15%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 30.802.677.191, em meio a 3.748.660 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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16/04/2026 04:50h

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

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A CAIXA inicia nesta quinta-feira (16), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de abril para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come

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16/04/2026 04:15h

Do montante total, aproximadamente R$ 94 milhões foram repassados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios ficaram com a maior parcela, acima de R$ 378 milhões

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Mais de R$ 473 milhões foram distribuídos pela Agência Nacional de Mineração (ANM), na última terça-feira (14), a estados, ao Distrito Federal e a municípios com atividade mineradora. Os recursos são provenientes da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), arrecadada no mês de março e repassada agora, em abril.

Do total, cerca de R$ 94 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios receberam a maior fatia, superior a R$ 378 milhões.

Entre os estados, Minas Gerais e Pará lideraram o volume de repasses, com aproximadamente R$ 39 milhões e R$ 38 milhões, respectivamente.

Confira o valor recebido por estado e pelo Distrito Federal:

  • Minas Gerais (R$ 39.335.252,67)
  • Pará (R$ 38.914.535,00)
  • Bahia (R$ 3.331.902,71)
  • Goiás (R$ 2.923.544,31)
  • Mato Grosso (R$ 1.988.479,06)
  • São Paulo (R$ 1.462.887,72)
  • Tocantins (R$ 1.085.300,17)
  • Santa Catarina (R$ 655.445,67)
  • Rondônia (R$ 633.016,51)
  • Alagoas (R$ 622.828,85)
  • Paraná (R$ 558.019,40)
  • Rio Grande do Sul (R$ 537.883,74)
  • Rio Grande do Norte (R$ 438.430,58)
  • Maranhão (R$ 307.612,62)
  • Ceará (R$ 297.143,86)
  • Amazonas (R$ 281.600,63)
  • Rio de Janeiro (R$ 240.936,00)
  • Sergipe (R$ 238.209,67)
  • Mato Grosso do Sul (R$ 229.890,61)
  • Espírito Santo (R$ 193.127,01)
  • Pernambuco (R$ 139.046,13)
  • Paraíba (R$ 133.461,64)
  • Amapá (R$ 77.926,08)
  • Distrito Federal (R$ 43.931,58)
  • Piauí (R$ 29.198,50)
  • Roraima (R$ 16.922,45)
  • Acre (R$ 4.001,82)

CFEM: municípios 

Os municípios foram os entes que concentraram a maior parcela dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), com destaque para Canaã dos Carajás, que recebeu R$ 78,1 milhões. Na sequência aparecem Parauapebas, com R$ 33,9 milhões, e Marabá, com R$ 24,1 milhões. 

Em Minas Gerais, os maiores repasses foram destinados a Conceição do Mato Dentro, com R$ 21,1 milhões, e Congonhas, que recebeu R$ 15,5 milhões, reforçando a concentração dos valores em localidades com forte atividade mineradora.

 

A utilização dos recursos da CFEM deve seguir critérios estabelecidos em lei, garantindo transparência e a correta aplicação dos valores pelos entes beneficiados.

Aplicação dos recursos da CFEM

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informa que, no mínimo, 20% dos recursos da CFEM devem ser destinados a ações de diversificação econômica, ao desenvolvimento sustentável da atividade mineral e ao fomento à pesquisa científica e tecnológica.

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De modo geral, os valores não podem ser utilizados para o pagamento de dívidas — com exceção de débitos junto à União ou seus órgãos — nem para despesas permanentes com pessoal. Ainda assim, é permitido aplicar esses recursos na área da educação, inclusive para o pagamento de salários de professores da rede pública, especialmente na educação básica em tempo integral.

Critérios de distribuição

De acordo com a Lei nº 13.540, de 18 de dezembro de 2017, a CFEM é distribuída da seguinte forma:

  • 7% para a entidade reguladora do setor de mineração;
  • 1% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT);
  • 1,8% para o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem);
  • 0,2% para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);
  • 15% para os estados e o Distrito Federal onde ocorre a produção;
  • 60% para os municípios e o Distrito Federal produtores;
  • 15% para municípios não produtores, mas impactados pela atividade mineral, seja por infraestrutura de transporte (como ferrovias e dutos), operações portuárias ou pela presença de barragens de rejeitos, pilhas de estéril e unidades de beneficiamento mineral.

O que é a CFEM

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) foi instituída pela Constituição Federal de 1988 e funciona como uma compensação paga pelas empresas mineradoras aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios pela exploração econômica dos recursos minerais em seus territórios.
 

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15/04/2026 20:30h

Trégua parcial entre EUA e Irã e sinalizações do Fed mantêm mercado cauteloso

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O dólar comercial encerrou o último pregão em leve queda de 0,03% frente ao real, cotado a R$ 4,99. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,07%.

O desempenho do câmbio foi influenciado pela expectativa de uma nova rodada de negociações de paz no Oriente Médio em busca de um cessar-fogo definitivo entre Estados Unidos e Irã, após os dois países terem firmado um acordo de trégua temporária por 15 dias na semana passada.

Apesar do clima de tratativas, o cenário permanece sob tensão. Na manhã desta quarta-feira (15), uma autoridade iraniana informou à Reuters que o governo de Donald Trump ainda não concordou formalmente com a extensão da trégua nos combates, embora exista um "engajamento contínuo" entre as partes para chegar a um acordo. Já ao final da tarde, o Departamento do Tesouro dos EUA subiu o tom ao anunciar novas sanções contra 17 entidades e nove embarcações ligadas ao Irã, na chamada “Operação Fúria Econômica”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Washington agirá de forma agressiva contra as elites do regime que tentam lucrar com o conflito.

Os investidores também acompanharam a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (Fed) — o Banco Central estadunidense. O documento reforçou que as pressões inflacionárias continuam presentes na economia dos EUA, impulsionadas pela alta nos custos de energia e logística decorrentes do conflito no Oriente Médio. Na avaliação de analistas do setor, a leitura de uma economia ainda resiliente tende a reforçar a postura conservadora do Fed na condução da política de juros.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em queda de 0,29%, cotado a R$ 5,88.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2003 0,1698 0,1477 31,8402 0,1566 0,2752 0,2794
USD 4,9929 1 0,8476 0,7373 158,98 0,7821 1,3741 1,3947
EUR 5,8893 1,1798 1 0,8699 187,56 0,9227 1,6210 1,6454
GBP 6,7716 1,3563 1,1496 1 215,61 1,0606 1,8635 1,8915
JPY 3,14055 0,629030 0,53319 0,463801 1 0,4919 0,86426 0,87727
CHF 6,3839 1,2787 1,0839 0,9428 203,29 1 1,7570 1,7833
CAD 3,6338 0,7278 0,6167 0,5367 115,70 0,5692 1 1,0150
AUD 3,5795 0,7171 0,6078 0,5287 113,99 0,5607 0,9852 1

 

Os dados são da Investing.com

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15/04/2026 20:00h

Dados do IGP-10 mais altos do que o esperado e manutenção da tensão no Oriente Médio frearam movimentação do índice

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda de 0,46%, aos 197.737 pontos, interrompendo a sequência de cinco recordes consecutivos. O desempenho do índice foi influenciado pela volatilidade decorrente do vencimento de opções e pelo aumento das tensões geopolíticas, que voltaram a pesar após uma série de 11 altas consecutivas da bolsa brasileira.

Apesar do clima de tratativas, o cenário permanece sob tensão. Na manhã desta quarta-feira (15), uma autoridade iraniana informou à Reuters que o governo de Donald Trump ainda não concordou formalmente com a extensão da trégua nos combates, embora exista um "engajamento contínuo" entre as partes para chegar a um acordo. Já ao final da tarde, o Departamento do Tesouro dos EUA subiu o tom ao anunciar novas sanções contra 17 entidades e nove embarcações ligadas ao Irã, na chamada “Operação Fúria Econômica”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Washington agirá de forma agressiva contra as elites do regime que tentam lucrar com o conflito.

Os índices das bolsas de Wall Street fecharam de forma mista, mas com destaque para o otimismo no setor de tecnologia. Já na Europa, os principais índices encerraram o dia majoritariamente em território negativo, refletindo o receio de que o endurecimento das sanções americanas possa desestabilizar os preços das commodities.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados de inflação e o clima político. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) registrou um salto de 2,94% em abril, pressionado pelos reflexos da guerra no Oriente Médio. O setor varejista, por sua vez, renovou o recorde de volume de vendas da série histórica em fevereiro, com alta de 0,6% em comparação com janeiro, mas abaixo das expectativas de crescimento de 1,0% mostradas em pesquisa da Reuters.

Analistas do setor argumentam que a correção desta quarta-feira já era esperada após o rali recorde das últimas semanas. No Ibovespa, as ações da Petrobras caíram 2,07% e 1,94%, puxando o índice para baixo.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A (SOND5): +16,42%

  • OSX Brasil S.A. (OSXB3): +13,10%

Ações em queda no Ibovespa

  • Sansuy SA Industria de Plasticos (SNSY3): -11,43%

  • MBRF Global Foods Company S.A. (MBRF3): -10,38%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 120.337.601.670, em meio a 4.349.779 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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15/04/2026 04:55h

Deputado federal Tiago Dimas (PODE-TO) e Fabiano do Vale, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Tocantins (FACIET) destacam importância do sistema para os pequenos empresários e o papel da atualização dos limites

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O Projeto de Lei Complementar (PLP 108/21), que atualiza o limite de receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI) para até R$ 130 mil, teve o regime de urgência aprovado na Câmara e pode ser votado a qualquer momento na Casa. Diante da expectativa de aprovação da matéria, parlamentares e representantes do setor destacam a importância do Simples Nacional para os pequenos empresários e afirmam que a defasagem da tabela prejudica a competitividade.

A atualização da tabela do Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende a elevação do teto anual do MEI para R$ 144,9 mil. A CACB também requer a correção das demais faixas de enquadramento do regime tributário: microempresas, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.

Conforme estimativas da confederação, a medida proposta pela entidade vai corrigir o valor do teto em 83%, e pode gerar 869 mil empregos. O impacto deve ser sentido, ainda, com a injeção de R$ 81,2 bilhões na economia. 

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, ressalta que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, diz Cotait.

Para o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Tocantins (FACIET), Fabiano do Vale, a correção dos limites do Simples Nacional deve contribuir para o crescimento das pequenas empresas brasileiras.

“A partir do momento em que o faturamento cresce, a inflação do ano cresce, e essa tabela não é corrigida, faz com que o micro e pequeno empresário pague mais, por quê? Porque ele passa a faturar mais e cresce o valor percentual de pagamento; então essa correção é necessária”, destaca Fabiano. 

O presidente da FACIET avalia, ainda, que a correção dos limites é crucial para garantir o faturamento das empresas.

“Essa correção é extremamente necessária até para que a empresa tenha fôlego de crescimento, principalmente a inflação nacional, no mínimo, tinha que ter subido isso anual. Estamos com uma defasagem muito grande. É muito importante esse ajuste para as micro e pequenas empresas, para que elas consigam faturar e um dia, quem sabe, sair do Simples. Mas enquanto não tem essa condição, a tabela tem que ter repasse de aumento, para que a empresa consiga crescer e não aumente o seu percentual de pagamento”, salienta o presidente da FACIET.

Defasagem compromete competitividade

O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no país.

Confira como são organizados os limites de faturamento hoje:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI);
  • R$ 360 mil para microempresas (ME);
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP).

As faixas não são atualizadas há cerca de sete anos. Segundo representantes do setor produtivo, a defasagem não acompanha a inflação acumulada no período. 

O deputado federal Tiago Dimas (PODE-TO) salienta que o Simples Nacional foi preservado pela Reforma Tributária. No entanto, o parlamentar avalia que a defasagem da tabela prejudica a competitividade de pequenos empresários.

“Para quem acorda cedo e gera emprego, a Reforma Tributária traz um ponto de atenção essencial. A boa notícia é que nós garantimos que o Simples Nacional fosse preservado nesta lei. Porém, como empresário, eu sei que na prática isso é diferente. Essa nova regra traz um desafio de competitividade. O sistema foca muito na geração de crédito tributário e o mercado pode acabar pressionando a pequena empresa a sair parcialmente do Simples para não perder clientes para os fornecedores maiores”, pontua o deputado.

Congresso Nacional

A alteração dos limites de receita para o MEI foi apresentada e aprovada no Senado Federal em 2021. O texto tramita há quase cinco anos nas comissões da Câmara. 

A deputada Bia Kicis (PL-DF) apresentou o requerimento nº 3624/2023 para solicitar a urgência da análise da proposta, com vistas a acelerar a tramitação.

As regras atuais, fixadas em 2018, preveem para o MEI faturamento máximo de R$ 81 mil e a possibilidade de contratação de apenas um empregado. Além de atualizar os limites para enquadramento no MEI, a proposta em análise autoriza que os empreendedores contratem até dois empregados. 

Com a urgência aprovada na Câmara, o texto segue diretamente para análise do Plenário, sem precisar tramitar previamente pelas comissões da Casa. 

Simples Nacional

O Simples Nacional foi criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no Brasil.

Em contrapartida, com a defasagem dos limites somada a uma inflação acumulada de 46,6% desde 2019, representantes do setor produtivo alertam que a falta de correção dos valores pressiona a renda dos empreendedores e desincentiva a atividade, prejudicando a competitividade. 
 

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14/04/2026 22:00h

Otimismo com negociações no Oriente Médio reduz aversão ao risco e pressiona moeda americana

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O dólar comercial encerrou o último pregão em leve queda de 0,06% frente ao real, cotado a R$ 4,99. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,24%.

O desempenho do câmbio foi influenciado pelo otimismo em relação a um possível desfecho diplomático no Oriente Médio após sinais de que Estados Unidos e Irã estão próximos de retomar as conversas para um cessar-fogo definitivo.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as delegações dos dois países podem voltar a se reunir no Paquistão, que atua como mediador, para selar um acordo de paz duradouro. O presidente Donald Trump reforçou o clima de otimismo ao afirmar que o governo de Teerã "quer fazer um acordo". Além disso, Washington anunciou que Israel e Líbano aceitaram iniciar negociações diretas para encerrar as hostilidades, fortalecendo a percepção de que o risco de uma escalada regional diminuiu.

O alívio geopolítico refletiu diretamente nos preços do petróleo: o barril do Brent despencou mais de 4,5%, voltando a ser negociado abaixo de US$ 95. A queda do petróleo, embora ajude a controlar as pressões inflacionárias globais, pesou sobre as ações da Petrobras, que recuaram cerca de 5% no pregão desta terça-feira.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados robustos da economia brasileira. O volume de serviços registrou alta de 0,1% em fevereiro, marcando o 2º crescimento consecutivo do setor, mas abaixo da mediana da Reuters, de alta de 0,5%. Embora abaixo do esperado, o indicador está no patamar recorde da série histórica, mostrando resiliência da demanda doméstica.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,88.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2004 0,1700 0,1478 31,8247 0,1565 0,2759 0,2813
USD 4,9892 1 0,8478 0,7370 158,78 0,7808 1,3766 1,4032
EUR 5,8824 1,1795 1 0,8693 187,29 0,9210 1,6236 1,6551
GBP 6,7658 1,3569 1,1504 1 215,45 1,0595 1,8676 1,9040
JPY 3,14221 0,629803 0,53393 0,464166 1 0,4918 0,86692 0,88374
CHF 6,3890 1,2807 1,0858 0,9438 203,38 1 1,7630 1,7970
CAD 3,6246 0,7265 0,6159 0,5354 115,35 0,5673 1 1,0192
AUD 3,5536 0,7127 0,6042 0,5252 113,17 0,5564 0,9810 1

 

Os dados são da Investing.com

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14/04/2026 21:30h

Índice renovou o recorde intradia acima dos 199 mil pontos pela primeira vez e fechou quinta sessão seguida em patamar recorde

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 0,33% e no quinto patamar recorde seguido, aos 198.657 pontos, após novamente renovar a máxima histórica intradia de 199.354 pontos. O desempenho do índice foi impulsionado pela melhora do humor nos mercados globais e pela expectativa de que as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã sejam retomadas até a próxima sexta-feira (17).

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as delegações dos dois países podem voltar a se reunir no Paquistão, que atua como mediador, para selar um acordo de paz duradouro. O presidente Donald Trump reforçou o clima de otimismo ao afirmar que o governo de Teerã "quer fazer um acordo". Além disso, Washington anunciou que Israel e Líbano aceitaram iniciar negociações diretas para encerrar as hostilidades, fortalecendo a percepção de que o risco de uma escalada regional diminuiu.

O alívio geopolítico refletiu diretamente nos preços do petróleo: o barril do Brent despencou mais de 4,5%, voltando a ser negociado abaixo de US$ 95. Os índices em Wall Street encerraram o dia com ganhos expressivos em reação à possibilidade de descompressão geopolítica. Na Europa e na Ásia, o movimento também foi de valorização, refletindo o alívio momentâneo nos preços do petróleo.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados eleitorais e da economia. O volume de serviços registrou alta de 0,1% em fevereiro, marcando o 2º crescimento consecutivo do setor, mas abaixo da mediana da Reuters, de alta de 0,5%. Embora abaixo do esperado, o indicador está no patamar recorde da série histórica, mostrando resiliência da demanda doméstica. No campo político, a repercussão da pesquisa CNT/MDA para a sucessão presidencial de 2026 também esteve no radar, apontando favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39,2% das intenções de voto, contra 30,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno.

No Ibovespa, as ações da Vale avançaram 1,08%, na contramão do minério de ferro. Já a Petrobras encabeçou a ponta negativa do índice, recuando 3,82% e 4,44%, pressionada pela queda dos preços do petróleo na sessão.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Bombril S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (BOBR4): +22,03%

  • Equatorial Para Distribuidora de Energia SA Pfd Registered Shs A (EQPA5): +19,28%

Ações em queda no Ibovespa

  • Cemepe Investimentos SA Pfd (MAPT4): -19,90%

  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3): -12,50%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 33.255.133.146, em meio a 4.091.030 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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14/04/2026 04:55h

Em manifesto assinado por 60 entidades, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende que diálogo deve ocorrer sem a influência do período eleitoral; presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), Paulo Sergio Cavalcante, avalia que debate deve equilibrar empresas e empregados

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O setor produtivo, por meio da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), protocolou um manifesto contra a tramitação acelerada do tema, com projeto em regime de urgência, sobre o fim da escala 6x1 – sinalizada pelo Executivo. 

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alfredo Cotait Neto, defende a votação apenas em 2027, sem influência do período eleitoral.

“Nossa proposta é termos o debate de fato, ele vale a pena o debate; porém, vamos discutir isso em 2027, fora do período eleitoral, fora dessa eventual interferência eleitoreira. Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual é a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão”, afirma Alfredo Cotait Neto. 

Já o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), membro do conselho G50+ – grupo formado por lideranças de associações comerciais de todas as regiões do país –, Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcante, salienta que o debate deve ir além da alteração da escala e abranger soluções equilibradas para empresas e empregados.

“Mais do que discutir a redução de jornada em si, o ponto central aqui que a gente tem que construir é uma solução equilibrada, com transição adequada, diferenciação setorial; isso é muito importante, em respeito às negociações coletivas”, diz Cavalcante.

Segundo Motta, a PEC deve ter a admissibilidade votada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) ainda em abril. Após a votação no colegiado, o texto deve seguir para uma comissão especial, destinada à análise do mérito da proposta, com discussão aprofundada sobre o conteúdo da PEC.

A análise mais cuidadosa, envolvendo os agentes interessados e impactados pela medida, é defendida no manifesto da CACB. “O diálogo sem atropelo com todos os agentes econômicos e sociais envolvidos permitirá que se busque um consenso em torno de uma solução que melhor atenda aos interesses de todos”, diz um trecho da publicação da confederação.

A PEC 8/2025, que já tramita na Câmara, foi apensada à PEC 221/2019 – cujo relator será o deputado Paulo Azi (UNIÃO-BA) e que aguarda parecer na CCJC.

A discussão da PEC 221/2019 está agendada na CCJ para a próxima quarta-feira (15)

O objetivo de Motta é votar a proposta no Plenário até o fim de maio, conforme a Agência Câmara de Notícias.

Entidades defendem discussão mais ampla

O debate aprofundado, reunindo trabalhadores e empresários, além do posicionamento do governo e do Congresso, foi defendido pelo setor produtivo, sob liderança da CACB.

O manifesto da CACB foi assinado por mais de 60 entidades do setor produtivo. A entidade reiterou a preocupação com a possibilidade de envio do projeto de lei em regime de urgência pelo governo para tratar da redução da jornada de trabalho. Conforme o documento, “o governo não quer discutir as graves consequências dessa possível alteração”. 

Apesar da sinalização de Hugo Motta para prosseguir com a análise do fim da escala 6x1 por meio de PEC, a CACB defende, no documento, que o debate responsável e mais aprofundado deveria ocorrer apenas após o período eleitoral. 

No texto, a entidade defende que a votação seja adiada para 2027, para que sejam ouvidos todos os envolvidos no debate, especialmente os pequenos e médios empreendedores. A postergação, segundo a entidade, contribuiria para um ambiente de discussão mais técnico, racional e focado nos impactos sobre empresas e trabalhadores. 

Confira o manifesto na íntegra:

2027 é o ano para discutir escala de trabalho

A sinalização de que o governo federal pretende apressar a aprovação de mudança que reduz a jornada de trabalho, seja ao encaminhar ao Congresso um projeto de lei (PL) com regime de urgência, ou, o que é menos admissível ainda, através de uma Medida Provisória – revela que o governo não quer discutir as graves consequências dessa possível alteração. No caso de um projeto de lei que prevê tramitação mais rápida, haverá o atropelo dos debates. Essa votação precisa ser adiada para 2027. É preciso serenidade para ouvir todos os envolvidos, em especial os pequenos e médios empreendedores. Recusamo-nos a sequer admitir a hipótese de MP para tratar dessa matéria, pois não apresenta as características que essa providência exige e seria uma afronta ao Congresso e à sociedade.

O diálogo sem atropelo com todos os agentes econômicos e sociais envolvidos permitirá que se busque um consenso em torno de uma solução que melhor atenda aos interesses de todos.

Independentemente de qualquer outra consideração, a gravidade e a complexidade do tema aconselham que ela seja deixada para 2027, pois trata-se de matéria extremamente sensível para um período eleitoral, quando as discussões são contaminadas por preocupações eleitoreiras.

O sistema associativo – presente em todo país, distribuído por todos os estados e municípios – reitera sua preocupação com o envio de um PL com urgência, em detrimento das discussões em torno de uma proposta de emenda legislativa (PEC), que exige quórum mais alto de votos e debate mais longo. O sistema produtivo precisa participar. Esse espaço de argumentações é inegociável. O que está em jogo é a geração de empregos e o crescimento da economia.

Alfredo Cotait Neto , presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e presidente da Associação Comercial de SP (ACSP), representando todo o Sistema  Associativo 

Alteração deve ponderar impactos a empresários e trabalhadores

O presidente da FACEB e membro do conselho G50+, Paulo Sergio Costa Pinto Cavalcante, reforça a importância da adoção de diálogos entre parlamento, trabalhadores e setor produtivo.

“De forma unilateral, vai existir equívoco, erro, indiscutivelmente, com absoluta certeza. A participação conjunta de trabalhadores, empresários, parlamentares, vai permitir incorporar a realidade prática dos setores produtivos, compreender as diferentes dinâmicas de cada atividade econômica, e vai evitar distorções que possam gerar efeitos adversos sobre emprego, renda e preços”, avalia.

Cavalcante menciona que estudos técnicos já indicam possíveis efeitos na economia com o fim da escala 6x1, como aumento de custos operacionais, aliado a um possível incremento nos preços repassados ao consumidor. Outro risco, segundo ele, é a redução de investimento na diversidade econômica.

“A economia baiana possui forte presença no comércio, serviços, turismo, bares e restaurantes, micros e pequenas empresas. Esses setores apresentam características como funcionamento contínuo, alta intensidade de mão de obra, margem operacional reduzida. Nesse contexto, a adoção de um modelo rígido pode gerar necessidade imediata de contratação adicional, aumento expressivo de custos, redução da viabilidade econômica de pequenos negócios”, afirma o presidente da FACEB.

Conforme Cavalcante, os setores que podem sentir maiores reflexos da alteração da jornada de trabalho são os de comércio, serviços, varejo e alimentação.

Para Alfredo Cotait, eventuais alterações na jornada de trabalho devem ser definidas prioritariamente a partir de negociações entre empregadores e trabalhadores.

“Precisamos chamar todos os setores da sociedade civil organizada, os empreendedores, os trabalhadores, e verificar como podemos fazer uma alteração possível que não prejudique os consumidores com inflação, nem os trabalhadores com queda nos empregos e nem os empresários com aumento de custo”, sugere Cotait.

Na avaliação da CACB, além do diálogo qualificado em que governo, Congresso, trabalhadores e empresários se posicionem, também, é importante buscar alternativas. Entre as sugestões da CACB voltadas a ponderar impactos a empresários e trabalhadores estão a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.  
 

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