O Projeto de Lei 1539/2021 foi aprovado no Senado e agora será analisado pela Câmara dos Deputados

Baixar áudio

A meta de reduzir os gases de efeito estufa (GEE) em 43% foi antecipada em cinco anos: de 2030 para 2025. A proposta faz parte do Projeto de Lei 1539/2021 aprovado pelo Senado Federal nessa quarta-feira (20) e que agora segue para análise da Câmara dos Deputados.  

Entre os objetivos da proposta está sinalizar à União Europeia o compromisso do Brasil de cumprir as metas climáticas, além de preservar o meio ambiente. Para a autora do PL, a senadora Kátia Abreu (PP-TO), cinco anos é tempo suficiente para o Brasil atender a esse compromisso. 

“Porque todos os outros países do mundo, para reduzir 50% até 2030, vão ter que fazer um esforço e um sacrifício sobre-humano. Ainda fico pensando se irão alcançar. Não porque não queiram, mas eles têm que mudar a matriz energética. Eles usam a matriz suja. Não precisamos de 10 anos para reduzir e acabar com o desmatamento ilegal”, destaca. 

De acordo com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), o Brasil está entre os dez países que mais emitem CO² (dióxido de carbono ou gás carbônico) na atmosfera. No entanto, o país responde por apenas 3% das emissões do planeta. Mesmo assim, os setores econômicos sinalizam para se comprometer com a redução das emissões desses gases. 

Marco Legal do Setor Elétrico pode reduzir valor das contas de luz

Indústria caiu cinco pontos percentuais na participação do PIB brasileiro nos últimos dez anos

REFORMA TRIBUTÁRIA: tecnologia sugerida na PEC 110 pode recuperar até R$ 1 trilhão em impostos que deixam de ser pagos

Na agropecuária, a meta brasileira é ampliar as áreas sustentáveis na próxima década para diminuir em mais de 1 bilhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Já no setor industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou a representantes do Governo Federal propostas para o Brasil levar à Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP26), que ocorre entre 31 de outubro e 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Carbono neutro 

Para cumprir esse objetivo, uma das alternativas é o chamado carbono neutro. Mas, afinal, o que isso significa?
Na prática, trata-se de um cálculo do total das emissões de gases de uma atividade e, em seguida, é feita a compensação dessa quantidade de CO² por meio de uma possível redução e balanceamento do restante das emissões. Isso pode se dar, por exemplo, pela compra de créditos de carbono em mercados voluntários ou com a recuperação de áreas degradadas.

Quem já mostrou atuação nesse sentido foi a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, a estratégia adotada reduz, significativamente, a emissão de carbono por meio da produção de leite. 

“Toda a agropecuária brasileira emite 1% dos gases de efeito estufa do mundo. O que veremos de leite de baixo carbono e outros produtos visam reduzir essa taxa da emissão global. Financiamentos verdes, investimentos em ESG [Governança Ambiental, Social e Corporativa] e os pagamentos por serviços ambientais devem potencializar a adição desses sistemas de baixo carbono”, disse.

O projeto adota protocolos por bioma e por sistema de produção. Os dados servirão de base para o desenvolvimento de uma calculadora de balanço dos gases de efeito estufa (GEE) e um sistema digital de monitoramento por meio de aplicativo. Os indicadores utilizados no protocolo serão validados em escala experimental na Embrapa Pecuária Sudeste e em escala comercial em propriedades fornecedoras de leite nas diferentes regiões.

Além do leite, a Embrapa exerce essa compensação na produção de soja e de carne bovina. Neste último caso, o intuito é garantir que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano compensadas ao longo do processo de produção pelo crescimento de árvores. 

O assunto foi tema de discussão na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (18). Na ocasião, o deputado federal Christino Aureo (PP-RJ) ressaltou a importância da produção com a utilização de baixo carbono. Nesse sentido, ele defendeu que o parlamento brasileiro busque alternativas que ajudem no investimento de pesquisas sustentáveis. 

“A melhor resposta é essa base da ciência que vimos descrita aqui. Quero aproveitar e deixar registrada a necessidade de nossos pares compreendam que o orçamento é a forma mais objetiva de prestarmos nossa homenagem à pesquisa e à ciência”, destacou.

Outros setores

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também mostrou interesse na produção sustentável. Nesta semana, a entidade entregou a representantes do governo federal propostas para o Brasil levar à Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP26), que ocorre entre 31 de outubro e 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

O documento entregue pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao governo para o Brasil levar à COP26 apresenta propostas para negociações em três frentes: finalização do Livro de Regras, com foco no Artigo 6, que estabelecerá o mercado global de carbono; mobilização de financiamento climático e transferência de tecnologia; e adaptação à mudança climática.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse que esta década é decisiva para a questão climática e é urgente que países, empresas e sociedade executem ações que evitem impactos mais severos no aquecimento global. 

“Embora já seja responsável por uma baixa intensidade de emissão de carbono, a indústria brasileira entende a relevância do seu papel nessa agenda internacional. Por isso, está agindo para reduzir emissões de gases de efeito estufa e zerar o balanço de carbono”, afirma.

A empresa Vale também tem atuado no sentido de promover políticas sustentáveis. A companhia investirá até US$ 6 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de carbono diretas e indiretas até 2030, ou seja, aquelas sob a responsabilidade da empresa. A Vale se comprometeu, ainda, a cortar em 15% das emissões da sua cadeia de valor até 2035.
 

Copiar o texto
22/10/2021 18:20h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

Baixar áudio

No episódio desta semana (22), o podcast Giro Brasil 61 comenta o repasse do Governo Federal de R $ 20 milhões de reais para o combate de incêndios florestais em todo o país e sobre uma plataforma desenvolvida pelo Ministério da Educação e pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que vai diagnosticar o aprendizado de estudantes. E dando início ao programa de hoje, o Brasil registrou a menor média móvel de mortes desde o início da pandemia.

Quer saber mais? Aperte o play e confira!

Copiar o texto
22/10/2021 18:00h

A temperatura pode variar entre 18 e 36 graus

Baixar áudio

São esperadas pancadas de chuva fortes e com volumes significativos no sul do Maranhão, Piauí e por todo o estado da Bahia, neste sábado (23). Chuva fraca desde o norte do Ceará até o litoral de Alagoas. Nas demais áreas, as pancadas intercalam com aberturas de sol no decorrer do dia.

A temperatura no Nordeste do país pode variar entre 18 e 36 graus. Os índices de umidade relativa do ar ficam entre 30% e 100%.

As informações são do Somar Meteorologia.

Copiar o texto
22/10/2021 18:00h

A temperatura pode variar entre 12 e 33 graus

Baixar áudio

Neste sábado (23) faz sol por todas as áreas da Região Sudeste, mas não se descarta a possibilidade de pancadas de chuva com raios e trovoadas em Minas Gerais e São Paulo. O tempo volta a ficar firme no litoral norte paulista e no Rio de Janeiro.

A temperatura pode variar entre 12 e 33 graus. Os índices de umidade relativa do ar ficam entre 30% e 100%.

As informações são do Somar Meteorologia.

Copiar o texto
22/10/2021 18:00h

A temperatura pode variar entre 18 e 40 graus

Baixar áudio

Neste sábado (23) a previsão é de chuva forte a qualquer hora no Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, Goiás e no DF, o sol aparece e as pancadas de chuva se concentram a partir da tarde, com risco de raios e trovoadas.

A temperatura no Centro-Oeste pode variar entre 18 e 40 graus. Os índices de umidade relativa do ar ficam entre 20% e 100%.

As informações são do Somar Meteorologia.

Copiar o texto
22/10/2021 18:00h

A temperatura pode variar entre 18 e 36 graus

Baixar áudio

Sábado (23) será de sol e calor por toda a Região Norte. Chove somente em algumas áreas do Amazonas e do Pará, e as pancadas se concentram a partir da tarde com risco de raios e trovoadas.

A temperatura pode ficar entre 18 e 36 graus. Os índices de umidade relativa do ar variam entre 20% e 100%.

As informações são do Somar Meteorologia.

Copiar o texto
22/10/2021 18:00h

A temperatura pode variar entre 9 e 27 graus

Baixar áudio

Neste sábado (23) muitas nuvens se formam e chove a qualquer hora no interior da Região Sul. São previstos volumes elevados de chuva no oeste do Paraná, Santa Catarina e noroeste gaúcho.

A temperatura pode ficar entre 9 e 27 graus. Os índices de umidade relativa do ar variam entre 45% e 100%.

As informações são do Somar Meteorologia.

Copiar o texto
22/10/2021 17:45h

Ministro Rogério Marinho participou do workshop que instituiu a unidade. Essa é a 11ª modalidade da Rota de Integração Nacional criada pelo Governo Federal

Baixar áudio

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), segue levando desenvolvimento econômico e social para as mais diversas localidades do País. Nesta sexta-feira (22), na cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, o ministro Rogério Marinho participou da criação do primeiro polo da Rota da Moda no País, uma nova modalidade de ação no âmbito do Programa Rotas de Integração Nacional.

A ação integra a programação da Jornada das Águas – evento que teve início na segunda-feira (18), partindo da nascente histórica do Rio São Francisco, no norte de Minas Gerais, e vai percorrer os nove estados do Nordeste com anúncios e entregas de obras de infraestrutura, preservação e recuperação de nascentes e cursos d’água, saneamento, irrigação, apoio ao setor produtivo e aos municípios, além de mudanças normativas que vão revolucionar a maneira como o brasileiro se relaciona com a água.

“O que o povo do Seridó quer é o que o povo nordestino quer: oportunidade para transformar as suas vidas. E é isso o que a instituição da Rota da Moda vai fazer. Vamos dar melhores condições para que sejam gerados emprego e renda, fomentando o crescimento desta região, que é destaque na produção têxtil brasileira", destacou Rogério Marinho.

Atualmente, o MDR apóia dez Rotas em todas as regiões do País: do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, do Peixe e da Tecnologia da Informação e Comunicação. A Rota da Moda será a 11ª modalidade. As ações já alcançam 50 unidades espalhadas por todas as regiões brasileiras e englobam produtores de mais de 600 cidades. Desde 2019, o MDR já investiu mais de R$ 45,5 milhões nas Rotas.

Para Marionete Medeiros, representante da Associação Seridoense de Confecções (Asconf), a criação da Rota da Moda vai ser um divisor de águas para as confecções do polo potiguar. “Muda tudo, porque agora nos sentimos incluídos na moda, principalmente para quem já tem marca própria. Porque agora poderemos desenvolver mais ainda nossos produtos, divulgá-los. Temos uma expectativa muito grande de crescimento. Nos sentimos lisonjeados e agraciados com a Rota da Moda sendo inclusa aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou.

O ministro Rogério Marinho também visitou a Nobre Confecções, fábrica têxtil inserida no Projeto Pró-Sertão e instalada em Jardim do Seridó (RN). A iniciativa é fruto de uma parceria entre o governo do estado, o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) para contribuir com a geração de emprego e renda na região, especialmente no Seridó.

Com o objetivo de fortalecer o arranjo produtivo da moda no Rio Grande do Norte, o MDR destinou R$ 19,7 milhões na construção e implantação da Cidade da Moda em Acari. O espaço será um centro de educação, produção, comercialização e eventos da indústria de vestuário da região, com potencial para beneficiar 3 mil pessoas diretamente. Já na cidade de Parelhas, R$ 10 milhões serão aplicados na construção de um galpão industrial, compra de máquinas e implantação de unidade de corte têxtil no município.

Jornada das Águas

Criada pelo MDR, a Jornada das Águas visa reforçar o compromisso do Governo Federal de levar água a quem mais precisa. O trajeto começou no dia 18 de outubro, em São Roque de Minas (MG), e vai passar pela região do semiárido nordestino. Nas agendas, promovidas até o dia 28 de outubro, serão realizados anúncios e entregas de obras de infraestrutura, preservação e recuperação de nascentes e cursos d’água, saneamento, irrigação, apoio ao setor produtivo e aos municípios, além de mudanças normativas que vão revolucionar a maneira como brasileiro se relaciona com a água.

 

Copiar o texto
22/10/2021 17:45h

Após um aumento estimado de 48% em 2021

A última previsão do Banco Mundial para os mercados de commodities é de que os preços de energia – com média de 80% mais alta em 2021, especialmente no terceiro trimestre – devem permanecer elevados em 2022. A expectativa é que ocorra uma queda na segunda metade do próximo ano à medida que as restrições de oferta diminuam. Os preços não energéticos, incluindo agricultura e metais, deverão diminuir em 2022, após fortes ganhos este ano. 

“O aumento nos preços da energia apresenta riscos significativos de curto prazo para a inflação global e, se sustentada, também pode pesar no crescimento dos países importadores de energia”, disse Ayhan Kose, economista-chefe e diretor do Grupo de Perspectivas do Banco Mundial, que produz o Relatório Commodities Outlook.

“A forte recuperação dos preços das commodities está se revelando mais pronunciada do que o projetado anteriormente. A volatilidade recente dos preços pode complicar as escolhas de políticas, já que os países se recuperam da recessão global do ano passado.”

Em 2021, alguns preços de commodities subiram ou ultrapassaram os níveis não vistos desde o pico de 2011. Por exemplo, os preços do gás natural e do carvão atingiram níveis recordes em meio a restrições de oferta e recuperação da demanda por eletricidade, embora devam cair em 2022 à medida que a demanda reduzir e a oferta for ampliada. No entanto, picos de preços adicionais podem ocorrer no curto prazo em meio a estoques muito baixos e gargalos de fornecimento persistentes.

CSN fará emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures

Vale e Jiangsu Shagang assinam memorando para redução de emissões na siderurgia

Valor da produção mineral cresce 112% em 2021

Os preços do petróleo bruto (uma média de Brent, WTI e Dubai) devem atingir a média de US$ 70 em 2021, um aumento de 70%. Eles estão estimados em US$ 74 o barril em 2022, conforme a demanda por petróleo se fortalece e atinge níveis pré-pandêmicos. O uso de petróleo bruto como substituto do gás natural apresenta um grande risco de alta para as perspectivas de demanda, embora os preços de energia mais altos possam começar a pesar no crescimento global.

À medida que o crescimento global enfraquece e as interrupções no fornecimento são resolvidas, os preços dos metais devem cair 5% em 2022, após um aumento estimado de 48% em 2021. Após um aumento projetado de 22% em 2021, os preços agrícolas devem cair modestamente no próximo ano, as condições de abastecimento melhoram e os preços da energia se estabilizam. 

“Os altos preços do gás natural e do carvão estão impactando a produção de outras commodities e representam um risco de alta para as previsões de preços”, disse John Baffes, economista sênior do Grupo de Perspectivas do Banco Mundial. “A produção de fertilizantes foi reduzida pelos preços mais altos do gás natural e do carvão, e os preços mais altos dos fertilizantes aumentaram os custos de insumos para as principais safras de alimentos. A produção de alguns metais, como alumínio e zinco, também foi reduzida devido aos altos custos de energia.”

De forma mais ampla, os eventos deste ano destacaram como as mudanças climáticas são um risco crescente para os mercados de energia, afetando tanto a demanda quanto a oferta. De uma perspectiva de transição energética, as preocupações sobre a natureza intermitente da energia renovável destacam a necessidade de uma carga de base confiável e de geração de eletricidade de reserva. 

Porém, cada vez mais, eles precisarão ser de fontes de baixo carbono, como energia hidrelétrica ou nuclear, ou de novos métodos de armazenamento de energia renovável. Ao mesmo tempo, o aumento dos preços do gás natural e do carvão este ano tornou a energia solar e eólica ainda mais competitiva como fonte alternativa de energia. Os países podem se beneficiar da aceleração da instalação de energia renovável e da redução de sua dependência de combustíveis fósseis.

O relatório observa que as previsões estão sujeitas a riscos substanciais - incluindo clima adverso, recuperação irregular da Covid-19, ameaça de mais surtos, interrupções na cadeia de suprimentos e políticas ambientais. Além disso, os preços mais altos dos alimentos, junto com o recente aumento nos custos de energia, estão elevando a inflação dos preços dos alimentos e aumentando as preocupações com a segurança alimentar em várias economias em desenvolvimento.

Foco especial: urbanização e demanda de commodities

À medida que a mudança global da vida rural para a urbana continua, a seção Foco especial do relatório explora o impacto da urbanização na demanda por commodities. Embora as cidades sejam frequentemente associadas ao aumento da demanda por commodities de energia (e, portanto, às emissões de gases de efeito estufa), o relatório conclui que as cidades de alta densidade, especialmente nas economias avançadas, podem ter uma demanda de energia per capita menor do que as cidades de baixa densidade. 

Como a proporção de pessoas que vivem em áreas urbanas deve continuar a aumentar, esses resultados destacam a necessidade de um planejamento urbano para maximizar os elementos benéficos das cidades e mitigar seus impactos negativos. As cidades estão na vanguarda das mudanças climáticas, e o planejamento estratégico, especialmente para ligações de transporte, pode ajudar a reduzir o consumo de recursos e, principalmente, as emissões de gases de efeito estufa.
 

Copiar o texto
21/10/2021 20:30h

Ramal do Agreste recebeu R$ 1,67 bilhão em investimentos federais, sendo que R$ 1,2 bilhões foram aportados desde 2019

Baixar áudio

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), entregou nesta quinta-feira (21), na cidade de Sertânia (PE), o Ramal do Agreste, a maior obra de infraestrutura hídrica de Pernambuco. Fundamental para garantir segurança hídrica no estado, essa estrutura, assim que as duas etapas da Adutora do Agreste estiverem concluídas, vai distribuir a água do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco para mais de 2,2 milhões de pessoas em 68 municípios. O ramal recebeu investimentos federais de R$ 1,67 bilhão, sendo que R$ 1,2 bilhão foi aportado desde 2019.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro Rogério Marinho participaram da cerimônia de entrega, que faz parte da Jornada das Águas – evento que partiu da nascente histórica do Rio São Francisco, no norte de Minas Gerais, e vai percorrer os nove estados do Nordeste com anúncios e entregas de obras de infraestrutura hídrica, preservação e recuperação de nascentes e cursos d’água, saneamento, irrigação, apoio ao setor produtivo e aos municípios, além de mudanças normativas que vão revolucionar a maneira como o brasileiro se relaciona com a água.

“Garantir água de qualidade para a população e impulsionar o desenvolvimento é uma das grandes missões do MDR. Nossos recursos foram destinados para dar continuidade a esta importante obra que é o Ramal do Agreste. Vamos levar água tratada para a torneira de milhares de pessoas. Hoje, conseguimos realizar mais um feito e seguiremos garantindo mais qualidade de vida para a população nordestina”, afirmou o ministro Rogério Marinho.

O Ramal do Agreste (foto à esquerda) tem 70,8 quilômetros de extensão, sendo 42 quilômetros de canais que cruzam os municípios de Sertânia e Arcoverde. Conta com dois reservatórios (Negros e Ipojuca) e cinco aquedutos e sifões, que compreendem 3,2 quilômetros. Além disso, foi instalado uma estação elevatória, que levantará o nível da água em 219 metros, além de 16 quilômetros de túneis e uma adutora.

Ramal de Sertânia

Outra entrega desta quinta-feira foi a inauguração da captação definitiva, na Barragem de Campos, do Ramal de Sertânia, estrutura que integra a Adutora do Pajeú. As obras foram executadas pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), instituição vinculada ao MDR. O investimento federal na estrutura foi de R$ 10 milhões.

Com a inauguração da captação definitiva, a Adutora do Pajeú, que hoje capta água na Estação de Bombeamento 9 (EBV-6) do Eixo Norte do Projeto São Francisco, passará a captar no Ramal de Sertânia. A medida vai beneficiar 37 mil moradores da cidade de Sertânia e garantir maior segurança hídrica para a operação da Adutora do Pajeú.

A segunda etapa da Adutora do Pajeú entrou em operação em 2020 e atende cerca de 100 mil pessoas em cinco municípios pernambucanos e em um paraibano. O investimento federal na obra foi de R$ 245 milhões.

Desenvolvimento econômico e social

Na área de divisa entre Pernambuco e Bahia, o MDR também está atuando para auxiliar a produção agrícola local. Na terça-feira (19), em Petrolina, o ministro Rogério Marinho participou da inauguração da Área Sul do Projeto Público de Irrigação Pontal (PPI Pontal), unidade sob gestão da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e que recebeu R$ 700 milhões em investimentos da União. Marinho também assinou ordem de serviço para o início da construção da Área Norte. 

“Estamos investindo fortemente para possibilitar que o Rio São Francisco também gere desenvolvimento, emprego e renda para a população que vive em seu entorno. O Projeto Pontal é um caso de sucesso, que alia a produção agrícola de qualidade com sustentabilidade, e que é um motor da economia regional. A entrega do Pontal Sul e a futura instalação do Pontal Norte, que deverá gerar mais de 12 mil empregos, são exemplos do compromisso do presidente Jair Bolsonaro com o povo do Nordeste”, destaca o ministro Rogério Marinho.

Com uma área total de 29 mil hectares, o PPI Pontal abrange cerca de 7,6 mil hectares de área de irrigação, dividida em duas categorias: unidades parcelares empresariais e familiares. As principais culturas são frutíferas, em especial caju, maracujá, goiaba, manga, uva e coco. Em consórcio com a fruticultura, poderão ser plantados cultivos anuais, como milho, feijão, amendoim, melão, melancia, abóbora e tomate, entre outros.

Jornada das Águas

Criada pelo MDR, a Jornada das Águas visa reforçar o compromisso do Governo Federal de levar água a quem mais precisa. O trajeto começou no dia 18 de outubro, em São Roque de Minas (MG), e vai passar pela região do semiárido nordestino. Nas agendas, promovidas até o dia 28 de outubro, serão realizados anúncios e entregas de obras de infraestrutura, preservação e recuperação de nascentes e cursos d’água, saneamento, irrigação, apoio ao setor produtivo e aos municípios, além de mudanças normativas que vão revolucionar a maneira como brasileiro se relaciona com a água.

Copiar o texto
Brasil 61