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Baixar áudioMoradores do Rio de Janeiro já podem participar dos cursos gratuitos de tecnologia da Carreta Digital. A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Comunicações e executada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), começou pela comunidade de Manguinhos, na capital fluminense, e tem a meta de capacitar três mil pessoas no estado.
Para a moradora Natália Vieira, as aulas significam uma nova chance para o filho voltar a fazer o que ama. “Ele é uma pessoa que é viciada, dorme com o computador, acorda com o computador, gosta de mexer com coisas de informática. Já tem várias coisas para mexer no celular. Então se eu puder aproveitar aqui as oportunidades, eu vou aproveitar tudo e ele junto comigo, porque aqui é o lugar dele”, comemorou a mãe.
A escola móvel foi apresentada durante a ação Governo do Brasil na Rua, que leva serviços públicos gratuitos diretamente às comunidades. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou os resultados do programa que, desde 2023, certificou cerca de 80 mil pessoas.
“Esses resultados fazem parte de uma estratégia ampla do governo do Brasil, que investe na expansão da internet móvel com o avanço do 5G no país, com o 4G nas rodovias, na zona rural, com internet de alta velocidade em escolas públicas, que conecta as unidades de saúde, que amplía o alcance dos serviços públicos digitais, e que leva conectividade a povos ribeirinhos e comunidades indígenas lá no norte da Amazônia, por meio de cabo de fibra óptica pelo leito dos rios”, afirmou Siqueira Filho.
A comunidade de Manguinhos também recebeu um novo laboratório público de informática, inaugurado pelo Ministério das Comunicações por meio do programa Computadores para Inclusão. O espaço, localizado na Biblioteca Parque de Manguinhos, conta com 20 computadores e estará disponível para uso da população, ampliando o acesso à tecnologia e à internet na região.
Após Manguinhos, a Carreta Digital passa também pelos municípios de Angra dos Reis, Itaperuna e outras cidades do estado, garantindo o acesso da população à capacitação em tecnologia e inclusão digital.
A Carreta Digital funciona como uma escola itinerante equipada com laboratório de informática e oferece formação em áreas com alta demanda no mercado de trabalho, como:
Os cursos buscam desenvolver habilidades tecnológicas e digitais, ampliando as oportunidades de emprego e geração de renda.
“A chegada da Carreta Digital em Manguinhos representa muito mais que um projeto de tecnologia. É um compromisso real com a transformação digital de comunidades que historicamente ficaram à margem do acesso à internet e à educação tecnológica. Estamos aqui para quebrar barreiras e abrir portas”, afirma Aline Marcon, coordenadora executiva da Carreta Digital.
Uma iniciativa do Governo Federal que leva serviços públicos gratuitos diretamente às comunidades e amplia o acesso da população às políticas públicas. Durante a ação, a população tem acesso a atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, cidadania, finanças, inclusão produtiva, bem-estar animal e juventude. Também são oferecidas orientações e a emissão da ID Jovem, documento que garante benefícios para jovens de baixa renda.
“A gente tá levando cidadania, acesso à política pública, capacitação, permitindo, de fato, que esse trabalho aconteça da forma mais completa. Então, para nós, não é apenas uma entrega pedagógica, ela é muito mais voltada para inclusão digital e social desses alunos,” complementou Gustavo Lima, coordenador de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.
Copiar o textoCada estrutura vai receber 10 aparelhos para promover igualdade racial e inclusão digital
Baixar áudioNa inauguração da primeira Casa da Igualdade Racial do país, na última sexta-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), o Ministério das Comunicações anunciou a doação de 500 computadores para a iniciativa. A parceria com o Ministério da Igualdade Racial é destinada à promoção da igualdade racial em todo o Brasil a partir do fortalecimento do combate ao racismo e, ao mesmo tempo, da ampliação da inclusão digital.
Foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para expandir as oportunidades de capacitação tecnológica, beneficiando principalmente vítimas de discriminação racial. Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil no combate ao racismo e na promoção do letramento digital entre jovens e adultos, fortalecendo políticas públicas de inclusão em todo o país.
"No governo do presidente Lula, o Ministério de Comunicações tem ampliado o programa para atender a diversidade do nosso povo, com ações específicas para comunidades indígenas, quilombolas, de matriz africana, respeitando a realidade de cada lugar. Esse trabalho tem sido fundamental para democratizar o acesso à tecnologia, fortalecer as iniciativas locais e abrir novas possibilidades de geração de renda", afirmou o gestor.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a própria origem como fator preponderante para entender as necessidades da população local. “Só quem nasceu dentro de uma favela, como a gente foi da Maré, com muito orgulho, sabe o que é defender mulher preta neste país. Sabe o que é defender o povo favelado neste país. Sabe o que é, de fato, imaginar que uma Casa da Igualdade Racial, de acolhimento, de atendimento, de orientação, talvez nunca fosse possível porque a nossa cabeça só pensa onde o nosso pé pisa. E eu aprendi isso literalmente estando ministra esses últimos 3 anos e meio. Seria impossível pensar qualquer mudança, qualquer política pública, se eu não fosse da favela da Maré”, enfatizou Anielle.
A Casa da Igualdade Racial é um espaço de proteção e oportunidade, que oferece acolhimento humanizado, acesso a direitos e ações que contribuem para uma sociedade mais democrática, justa e comprometida com o enfrentamento ao racismo. Os atendimentos ao público começaram na segunda-feira (23), sempre das 9h às 17h, com intervalo das 12h às 14h.
Em 2026, serão lançadas Casas da Igualdade Racial em Fortaleza (CE), Pelotas (RS), Salvador (BA), Contagem (MG) e Itabira (MG). Cada estrutura será equipada com 10 computadores, como resultado da cooperação firmada com o Ministério da Igualdade Racial.
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Baixar áudioJovens de baixa renda da capital piauiense Teresina tiveram um fim de semana de muita capacitação em tecnologia gratuita com a Carreta Digital. Ao todo, 65 estudantes concluíram os cursos de robótica e montagem e configuração de Computadores de Alto Desempenho, com direito a certificado.
A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Comunicações e executada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) com auxílio da prefeitura municipal, também entregou 15 computadores recondicionados.
O ministro Frederico de Siqueira Filho afirma que o objetivo da Carreta Digital é democratizar a educação tecnológica e facilitar o acesso desses jovens a um emprego com melhor remuneração. “Isso é uma oportunidade que o Governo Federal está dando para que essas crianças possam se inserir nesse contexto de capacitação na área de tecnologia, robótica, desenvolvimento de jogos e, com isso, facilitar a entrada dessa criançada no mercado de trabalho”, ressalta.
A atividade compôs a sétima edição do Governo do Brasil na Rua, programa do Governo Federal que leva serviços públicos gratuitos diretamente às comunidades. A escola móvel está instalada no Ginásio Arena Verdão, localizado na Rua Rui Barbosa, no Centro de Teresina.
“Essa é uma oportunidade importante para jovens alunos aprenderem conceitos básicos, ganharem experiência técnica e chegarem com conhecimento ao mercado de trabalho. A Carreta Digital é um projeto que transforma vidas por onde passa e é nela que o aluno inicia o aprendizado para, mais tarde, colocar em prática tudo o que aprendeu, seja no ambiente profissional quanto na vida”, completa Siqueira Filho.
Aline Marcon, coordenadora executiva do projeto, exalta a capacidade transformadora da Carreta Digital. “É uma grande oportunidade para que os jovens sejam iniciados em uma profissão que pode favorecer a entrada no mercado de trabalho, apoiar suas famílias no uso das novas tecnologias e complementar conhecimentos em matemática, física e outras habilidades”, destaca.
Lançada em 2024, a Carreta Digital do Ministério das Comunicações já capacitou mais de 11 mil jovens em vários estados de diversas regiões do Brasil. A iniciativa possibilita aulas presenciais em locais que frequentemente têm pouco ou nenhum acesso a recursos educacionais tecnológicos. Além dos cursos oferecidos para os alunos de Teresina, a proposta mais ampla da Carreta Digital oferece ainda programação em Python, manutenção de celulares e desenvolvimento de jogos.
Com o objetivo de certificar mais de 20 mil alunos, o projeto reafirma o compromisso da RBCIP e do Ministério das Comunicações com a inclusão digital e a formação profissional de jovens brasileiros.
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Baixar áudioEstudantes de baixa renda do município de Rio Grande (RS) já podem realizar cursos de capacitação tecnológica de forma gratuita pela Carreta Digital. A ação coordenada pelo Ministério das Comunicações e executada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), em parceria com a prefeitura municipal, oferece formação em três atividades:
Estacionado na Praça Saraiva desde fevereiro, o veículo já atendeu centenas de alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental na fase experimental. Após ampliação do serviço para estudantes das demais séries da etapa, mais de 1.500 jovens de 32 escolas devem ser beneficiados pelo programa até julho deste ano.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirma que o objetivo da Carreta Digital é democratizar o acesso à educação tecnológica e facilitar o acesso desses jovens ao primeiro emprego. “Isso é uma oportunidade que o Governo Federal está dando para que essas crianças possam se inserir nesse contexto de capacitação na área de tecnologia, robótica, desenvolvimento de jogos e, com isso, facilitar a entrada dessa criançada no mercado de trabalho”, ressalta.
“O projeto contribui para a redução de desigualdades educacionais, promove o acesso igualitário à formação de qualidade e o empoderamento econômico, já que os alunos são preparados para profissões com melhor remuneração. Além disso, o modelo itinerante alcança regiões historicamente negligenciadas", completa o ministro.
Aline Marcon, coordenadora executiva do projeto, pontua a importância do alcance da Carreta Digital, lançada em 2024, que já capacitou mais de 11 mil jovens em vários estados. “O programa tem grande potencial de escalabilidade. A parceria entre Ministério das Comunicações, RBCIP e prefeituras locais, como a de Rio Grande, cria um modelo replicável que pode ser expandido para outras regiões. A meta atual é certificar mais de 20 mil alunos em todo o Brasil", destaca.
Cada curso tem duração de uma semana e atende, em média, entre 100 e 120 estudantes divididos em quatro turmas. A RBCIP aplica as aulas enquanto a Secretaria da Educação (SMEd) local organiza os meios de deslocamento dos estudantes, com 4 horários de atendimento:
Todos os estudantes que concluem os cursos recebem certificados.
A Carreta Digital do Ministério das Comunicações tem percorrido diversas regiões do Brasil, possibilitando aulas presenciais em locais que frequentemente têm pouco ou nenhum acesso a recursos educacionais tecnológicos. Além dos cursos oferecidos para os alunos de Rio Grande, outras localidades também contam com programação em Python e desenvolvimento de jogos, que integram a proposta mais ampla da Carreta Digital.
Com o objetivo de certificar mais de 20 mil alunos, o projeto reafirma o compromisso da RBCIP e do Ministério das Comunicações com a inclusão digital e a formação profissional de jovens brasileiros.
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Baixar áudioDiante da dificuldade de manter negócios familiares por gerações, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) criou a Jornada de Sucessão Empresarial, programa nacional que já passou por B. A iniciativa reúne empresários e herdeiros para discutir estratégias de governança, planejamento sucessório e continuidade dos negócios, oferecendo conteúdo técnico, cases de sucesso e espaços de troca entre famílias empresárias.
A iniciativa nasceu diante de um dado preocupante: uma em cada 4 empresas da indústria deverá lidar com o desafio de realizar a transição de ao menos uma de suas lideranças para as gerações mais jovens nos próximos anos. De acordo com Carolina Faust, coordenadora de Carreiras e Educação Executiva do IEL Nacional, muitas empresas não chegam à terceira geração por falta de um planejamento sucessório bem estruturado. Ela destaca que o estudo “Empreendedorismo Industrial – o perfil dos novos líderes”, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria em parceria com o IEL, foi essencial para orientar a criação do programa de sucessão empresarial.
“A jornada de sucessão empresarial é um programa nacional do IEL que busca apoiar as empresas familiares num planejamento estruturado da sucessão. Então nós trazemos um programa que combina um conteúdo técnico de excelência, palestras de especialistas, cases práticos de famílias empresárias, além de proporcionar também espaços de troca entre esses empresários e os herdeiros”, explica Carolina Faust.
A proposta do IEL é fortalecer a governança, assegurar continuidade dos negócios e preparar as próximas gerações de líderes — uma necessidade urgente diante do cenário de sucessão apontado pelo estudo do Observatório Nacional da Indústria.
Um exemplo prático da jornada é a Costa Real Laticínios, de Buíque, no agreste meridional de Pernambuco. Fundada há cerca de 20 anos por Dr. Alex Costa, a empresa familiar produz queijos, manteiga e outros derivados do leite e emprega atualmente entre 50 e 70 funcionários. Hoje, Amanda Costa, filha do fundador, participa da transição de liderança com apoio do programa.
“Eu me dei conta de que a sucessão não é um momento exato, onde o pai se afasta e o filho assume. Existe de fato uma jornada, em que ambas as gerações precisam trabalhar juntas, dividir conhecimentos e equilibrar experiências antigas com inovação. O programa me deu a oportunidade de tratar tópicos difíceis de conversar no âmbito familiar, com leveza e naturalidade, e me trouxe sentimento de pertencimento e rede de apoio”, conta Amanda Costa.
O IEL reforça que a Jornada de Sucessão é voltada a empresários, herdeiros, membros de conselhos familiares e lideranças industriais que enfrentam o desafio da continuidade do negócio. Segundo Carolina Faust, “o programa promove práticas de governança, planejamento antecipado da sucessão e profissionalização da gestão, estimulando a separação clara entre o papel da família e da empresa e fortalecendo a visão de longo prazo.”
As empresas interessadas podem procurar os núcleos regionais do IEL, em parceria com federações estaduais e colegiados de novos líderes, para obter informações sobre inscrições e participação. O objetivo é garantir que o legado das famílias empresárias seja preservado, com práticas modernas e inovadoras, assegurando a competitividade e a perenidade dos negócios no Brasil.
Copiar o textoGestores municipais e estaduais do Rio Grande do Sul têm reserva de vagas
Baixar áudioGestores públicos e técnicos de todo o país podem aprimorar seus conhecimentos sobre as características econômicas e do mercado de trabalho na esfera local. Essa é a proposta do curso à distância promovido pelo IBGE, em parceria com o Centro Integrado de Aprendizagem em Rede (CIAR), da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Serão 500 vagas para o curso “Conceitos e aplicações do Censo Demográfico em políticas públicas”, que terá duração de 30 horas. As inscrições podem ser feitas apenas pela internet até a próxima quarta-feira (31). Gestores e técnicos da administração pública, universitários e integrantes de movimentos sociais são o público-alvo da formação — que tem 40 vagas reservadas para moradores do Rio Grande do Sul.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link: https://eadmin.ciar.ufg.br
Copiar o textoTransição para economia de baixo carbono exige profissionais capacitados na área
Baixar áudioA transição para uma economia de baixo carbono vai gerar R$ 80 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2030, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). A redução da emissão de gases de efeito estufa é uma pauta mundial presente nos principais debates internacionais. Neste contexto, surge a necessidade de capacitar profissionais para atuar em áreas voltadas para os aspectos ambiental, social e de governança — ESG, na sigla em inglês. É o que afirma o superintendente de Educação Profissional do SENAI, Felipe Morgado.
“A demanda por profissionais com competência em áreas estratégicas para a economia e para o desenvolvimento sustentável tem crescido substancialmente. Por conta disso, o Senai tem oferecido formação em descarbonização, transição energética para todos os perfis de profissionais”, pontua.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) oferta capacitação na modalidade à distância para quem deseja se especializar em áreas voltadas para os aspectos ESG. Os cursos alcançam profissionais iniciantes, mas também aqueles que buscam uma especialização, segundo o superintendente.
“Desde cursos de iniciação profissional, os cursos mais introdutórios, até os cursos de pós-graduação, voltados à especialização dos profissionais que estão na indústria brasileira. Com isso, nos posicionamos como uma instituição de formação de vanguarda, sempre buscando seguir as tendências e atender às necessidades da sociedade e da indústria brasileira”, afirma Morgado.
Os cursos disponíveis — alguns gratuitos — podem ser vistos na plataforma Futuro.Digital. Entre eles, estão a pós-graduação em Hidrogênio Verde e o MBA em ESG. Nas ofertas de capacitação gratuita, destacam-se os cursos em Educação Ambiental e Consumo Consciente de Energia. Confira alguns dos cursos disponíveis na plataforma:
Consumo Consciente de Energia
Neste curso você aprenderá sobre o mapa energético brasileiro, boas práticas domésticas, iluminação eficiente e rendimento. Ao final, você será capaz de reconhecer e transformar o consumo de energia elétrica em algo mais consciente e sustentável.
Educação Ambiental
O curso tem como objetivo te preparar para atuar na prevenção de danos ao meio ambiente e na conservação de recursos. Ao final, você será capaz de reconhecer as questões básicas da educação ambiental e da sustentabilidade.
A Prática Ambiental no ESG
Neste curso você vai aprender sobre ideias inovadoras de linhas de produção; destaque e aumento da competitividade de mercado com ações ambientais; greenwash e o falso modo verde de se pensar.
MBA em ESG
Como Especialista em ESG você poderá implementar a Agenda ESG nas organizações, unindo os propósitos ambientais, sociais e de governança corporativa aos objetivos estratégicos da empresa, permitindo assim a construção de uma cultura sustentável de operação.
Bioeconomia: Por que é importante antecipar o futuro?
O curso vai te instrumentalizar para uma boa compreensão dos conceitos de biotecnologia e bioeconomia —e as oportunidades de melhoria para obtermos processos industriais com menos impacto ambiental.
O ESG no Brasil
O conteúdo programático deste curso inclui aspectos como o ESG no Brasil; índices de sustentabilidade na bolsa de valores; o Sistema B3; economia circular e logística reversa; legislações relacionadas ao ESG no Brasil; fundos contra o desmatamento; e a classificação dos resíduos no Brasil.
Unesco: 2,4 bilhões de pessoas podem sofrer com escassez de água até 2050
Entrevista: o que é e para que serve o hidrogênio verde
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP28, os 198 países-membros firmaram um acordo que propõe a transição para combustíveis sustentáveis de forma “gradual, justa e equitativa”. O acordo assinado também busca atingir a neutralidade de carbono até 2050. O evento foi realizado em Dubai, nos Emirados Árabes, em 2023.
A discussão em torno do tema surge no contexto em que tempestades e inundações, seca e escassez hídrica atingem várias partes do Brasil e do mundo, resultado do aquecimento global e das mudanças climáticas. No Brasil, a descarbonização da economia tem sido discutida por atores públicos e privados. No Congresso Nacional, tramitam projetos como a regulamentação do mercado de carbono; programa combustíveis do futuro; e marco legal do hidrogênio de baixo carbono.
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Baixar áudioA qualificação profissional é um dos principais desafios enfrentados pela indústria brasileira, pois afeta a produtividade, a capacidade de inovação e, consequentemente, a competitividade empresarial. No Plano de Retomada da Indústria, apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a educação é citada como um dos desafios a serem enfrentados pelo setor.
O objetivo é "garantir a formação dos jovens para o mercado de trabalho, com uma política nacional de educação profissional e tecnológica e a plena implementação do novo ensino médio – em especial o itinerário de formação técnica e profissional – e com a modernização do sistema de aprendizagem", segundo o plano apresentado ao governo.
Dados do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, indicam que o Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6 milhões de trabalhadores no setor industrial até 2025.
De acordo com o gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, qualificação profissional é fundamental para conseguir se destacar no mercado de trabalho, que é altamente concorrido.
“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante concorrido”, afirma.
Nos países desenvolvidos as empresas investem ativamente na educação profissional de seus funcionários. De acordo com um estudo do Banco Mundial, nos países membros da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), mais de metade de todas as empresas oferecem aos seus funcionários uma educação continuada. No Brasil, o nível de investimento em educação continuada é muito menor.
Para o administrador e mentor de empresas André Minucci, as próprias empresas assumem a tarefa de desenvolver a capacitação dos profissionais.
“Hoje as empresas não têm pessoas especialistas para todas as áreas. Ela não consegue ter os melhores funcionários. Os campeões nos funcionários colaboradores, os campeões eles estão nas grandes empresas multinacionais. Nas pequenas, nas médias e até grandes empresas aqui no Brasil, elas têm que transformar pessoas em campeões profissionais. Então, a empresa tem um papel de desenvolver esses profissionais e com isso ela ganha de duas formas: preparando pessoas melhores para o mundo e se tornar uma referência, ser bem falada”, explica.
Mas o governo também desempenha um papel crucial ao criar políticas de incentivo à capacitação e qualificação profissional, por meio de programas como o Jovem Aprendiz. O projeto gera oportunidades de emprego, capacitação e desenvolvimento profissional, permitindo que o jovem consiga aprender e trabalhar ao mesmo tempo.
Outro desafio citado no Plano de Retomada da Indústria apresentado pela CNI é a melhoria das relações de trabalho, com o objetivo de buscar "alinhamento entre as legislações trabalhista e previdenciária e o avanço na modernização trabalhista, garantindo que as regras estejam alinhadas às formas modernas de se trabalhar".
Projetos de lei como o do trabalho multifunção, por exemplo, são considerados matérias essenciais para promover uma mudança nas relações organizacionais. O trabalho multifunção possibilita a contratação de empregados para exercício de múltiplas funções, desde que sejam em áreas correlatas.
Segundo o sócio-diretor da Stratlab e especialista em tecnologia e análise de dados, Cristovão Wanderley, a multifuncionalidade no trabalho tem sido cada vez mais requisitada. Para ele, o profissional que tem facilidade e flexibilidade para assumir várias atividades ao mesmo tempo tem destaque no mercado de trabalho.
“As empresas devem aproveitar essa inteligência desse profissional para que ele exerça outras atividades dentro da empresa. Eu acabo ocupando esse tempo e consigo ter esse tempo aproveitado. Se eu tenho capacidade de saber e perguntar, de saber questionar, de saber fazer coisas diferentes, eu posso ter uma vantagem competitiva, porque eu vou fazer mais de uma coisa”, aponta.
A indústria é um dos principais vetores do desenvolvimento econômico do Brasil. O segmento que representa 23,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor responde por 69,3% das exportações brasileiras de bens e serviços, por 66,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento e por 34,4% da arrecadação de tributos federais, exceto receitas previdenciárias.
Para cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,44 na economia como um todo. Nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,72 na agropecuária e R$ 1,48 em comércio e serviços. Atualmente, a participação da indústria no emprego formal do Brasil é de 21,2%, empregando 10,3 milhões de pessoas.
DIA DA INDÚSTRIA: Plano de Retomada propõe quatro missões para impulsionar o setor
Frente Parlamentar da Indústria promete contribuir para a retomada do setor
Copiar o textoSão 190 vagas em quatro cursos disponíveis para a capital Campo Grande e na cidade de Dourados
Baixar áudioO SENAI do Mato Grosso do Sul está com inscrições abertas para o Vestibular 2023. A instituição tem 190 vagas para os cursos de Tecnologia em Processos Gerenciais, Tecnologia em Automação, Tecnologia em Design de Interiores e Tecnologia em Gestão da Produção Industrial. As vagas são para a capital, Campo Grande, e para o município de Dourados.
As inscrições para o vestibular são gratuitas e podem ser feitas pelo portal Meu Futuro Agora ou nas secretarias das unidades até 6 de março de 2023. As provas serão realizadas conforme agendamento disponível no portal Meu Futuro Agora, por onde será possível, em até dois dias úteis, também verificar o resultado. Já as matrículas dos aprovados poderão ser realizadas até o dia 8 de março de 2023, data de início das aulas.
Documentos necessários para a matrícula:
Segundo o diretor-regional da instituição, Rodolpho Caesar Mangialardo, as ofertas na área de educação superior estão sempre alinhadas às demandas da indústria do Mato Grosso do Sul. "A gente primeiro analisa demanda, vocação de cada região. Tudo isso é estudado, analisado conforme as indústrias da região e as demandas e necessidades desses parceiros dessas indústrias”, explica.
Na região da costa leste, por exemplo, que envolve as cidades de Três Lagoas e Água Clara, os cursos estão mais voltados para a área química e de celulose. Já na região da costa norte do estado, sobretudo em Corumbá, o forte são os cursos nas áreas de mineração e engenharia. No setor sul, região de Dourados, a aposta é no ramo de alimentos e bebidas.“Dá para equalizar essa demanda”, explica o diretor.
Mangialardo também fala sobre a importância da qualificação profissional para a indústria como um todo. “Facilita a pessoa ter uma conexão dentro das estruturas do SENAI, para que ele possa levar o que é de mais novo, sugerir melhorias e oportunidades, nas indústrias, no chão de fábrica onde ele trabalha, além dele conseguir executar de maneira de maior qualidade, de maneira mais produtiva”, destaca. “Acho que esse é o grande conceito da importância da qualificação profissional”, resume.
Para 2023, o SENAI-MS oferece ainda mais de 2.145 vagas nas modalidades presencial e a distância em treze municípios do Mato Grosso do Sul.
Copiar o textoA iniciativa é destinada à qualificação ou habilitação inicial de educação profissional
Baixar áudioDestinado à qualificação ou habilitação inicial de educação profissional em nível básico ou técnico para jovens aprendizes na faixa etária de 14 a 24 anos, o Programa de Aprendizagem Industrial do SENAI Amapá é um significativo trampolim para futuros trabalhadores da indústria na região. O perfil dos candidatos é de adolescentes que estão estudando ou já concluíram o ensino médio, com oportunidade de perspectivas de emprego.
“Ele tem uma importância para o nosso estado que é a de criar oportunidade, tanto para o aprendiz, quanto para as empresas”, observa Gisele Nascimento, interlocutora do Programa de Aprendizagem Industrial do SENAI-AP. “A importância desse programa na indústria amapaense é preparar esses jovens para desenvolver atividades de forma profissional, para que ele tenha habilidade para agir em diferentes situações no mundo do trabalho”, observa,
Em 2022, por exemplo, foram realizadas mais de 370 matrículas de jovens aprendizes no SENAI-AP. Para este ano de 2023, a instituição abriu dois editais de Processo Seletivo para reserva de vagas nos cursos do Programa de Aprendizagem Industrial. No total, foram 465 vagas direcionadas ao atendimento das demandas de empresas industriais contribuintes, atendendo o cumprimento da cota de aprendizes na capital Macapá e na cidade de Santana.
Entre os cursos oferecidos pelo SENAI Amapá estão, assistente administrativo, construtor de edificações, torneiro mecânico, caldeireiro, mecânico de manutenção industrial, mecânico de manutenção automotiva, costureiro industrial, padeiro e confeiteiro.
O Programa de Aprendizagem Industrial busca unir formação e trabalho, por meio de atividades teóricas e práticas, como explica Gisela Nascimento.
“O impacto na vida desses aprendizes é grandioso, por meio do Programa de Aprendizagem o jovem abre a mente e desperta que há oportunidade para que ele possa agir de forma profissional”, avalia. “Ele ganha experiência por meio de cursos de qualificação e no final recebe uma certificação”, conta.
Todas as orientações sobre a seleção dos cursos do Programa de Aprendizagem Industrial de 2023 constam no edital publicado no site: ap.senai.br, acessando a opção, processo seletivo. Para informações sobre a iniciativa as empresas podem acionar o SENAI pelo e-mail: escolasenai@ap.senai.br ou pelo WhatsApp: (96) 98406-1825.
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