02/10/2026 21:00h

Presidente aparece com 43% das intenções de votos válidos contra 41% do senador carioca

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Na Região Sudeste, a mais populosa do país, a disputa presidencial aparece tecnicamente empatada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, Lula tem 36% das menções na região, contra 31% de Flávio — distância de cinco pontos, dentro da margem de erro regional.

Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a proximidade se mantém: Lula soma 40% do total de votos no Sudeste, ante 39% de Flávio, uma diferença de apenas um ponto percentual. Entre os votos válidos, Lula amplia ligeiramente a distância, com 43% das intenções de voto na região, contra 41% do candidato do PL — ainda assim, um empate técnico considerando a margem de erro de 3 pontos para o recorte regional.

É no cenário de segundo turno simulado que o quadro se inverte: Flávio Bolsonaro passa à frente de Lula no Sudeste, com 48% das intenções de voto regionais, contra 45% do petista — a única região, além do Sul, em que o candidato do PL supera Lula nesse cenário, ainda que dentro da margem de erro.

O equilíbrio no Sudeste reflete o próprio resultado nacional da pesquisa: no recorte por religião, por exemplo, Lula e Flávio aparecem com desempenhos mais próximos entre católicos e evangélicos nessa região do que em outras partes do país, e a renda familiar intermediária, mais presente no Sudeste urbano, tende a dividir o eleitorado entre os dois principais candidatos.

Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o cenário se mostra preocupante para a campanha do candidato do PL. “Hoje, se analisarmos a candidatura de Flávio Bolsonaro, ainda segue a tendência de vantagem para o candidato bolsonarista, porém, ainda aquém da vantagem de quase nove pontos que seu pai obteve. O mesmo vale para o estado de São Paulo. O maior colégio eleitoral do país também aparece como um estado de vantagem de Flávio, mas ainda abaixo dos 10,5 pontos percentuais que Jair obteve em 2022”, alerta.

Região mais populosa do país, o Sudeste concentra os três maiores colégios eleitorais do país (SP, RJ e MG) e possui também o maior peso eleitoral: são 43.529.845 pessoas aptas a votarem neste domingo (4), 42% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).

Nacional

Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.

No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.

Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.

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02/10/2026 20:00h

Região é a de melhor desempenho do senador, que atingiu 55% das intenções de votos válidos frente a 32% do presidente

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Na Região Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com folga as intenções de voto para presidente, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, Flávio soma 40% das menções na região, contra 24% de Lula (PT) — vantagem de 16 pontos para o candidato do PL.

Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a distância se mantém: Flávio tem 50% do total de votos no Sul, ante 30% de Lula. Entre os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a vantagem do candidato do PL cresce ainda mais, somando 55% das intenções de voto na região, contra 32% do petista.

No cenário de segundo turno simulado, a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no Sul também se amplia: são 59% das intenções de voto regionais para o candidato do PL, contra 34% para o atual presidente — a maior margem registrada entre as quatro regiões nesse cenário, de 25 pontos percentuais.

A pesquisa mostra que esse padrão regional está associado a características sociodemográficas que têm peso proporcionalmente maior no Sul, como a presença de eleitores evangélicos e de renda familiar mais alta — segmentos em que Flávio Bolsonaro também lidera no recorte nacional, com 52% e 47% das intenções de voto, respectivamente, ante 26% e 34% de Lula nesses mesmos grupos.

Apesar da grande desvantagem, o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, percebe um ganho de desempenho do petista em relação às últimas eleições na região, o que não quer dizer que o pleito está decidido. “A, digamos, polarização geográfica, ela tem sido mais achatada. No geral, o presidente Lula aparece melhor do que em 2022 em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até mesmo em Santa Catarina, reduzindo um pouco a vantagem. Mas, por outro lado, o nordeste ainda aparece como uma dificuldade: por incrível que pareça Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, avalia.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 22.861.012 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 14% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).

Nacional

Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.

No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.

Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.

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02/10/2026 19:00h

Senador carioca atinge 45% das intenções de votos válidos, contra 37% do presidente

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No agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) na disputa pela presidência da República. Na pesquisa espontânea, os dois aparecem tecnicamente empatados, com Flávio somando 36% das menções, contra 35% de Lula.

Já na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, Flávio assume a liderança: são 43% do total de votos na região para o candidato do PL, contra 35% de Lula — distância de 8 pontos percentuais. Entre os votos válidos, a vantagem do candidato do PL se mantém, com 45% das intenções de voto na região, contra 37% do petista.

No cenário de segundo turno simulado, Flávio Bolsonaro amplia sua vantagem sobre Lula na região, somando 50% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente — um dos cenários mais favoráveis ao candidato do PL entre as quatro regiões pesquisadas, atrás apenas do Sul.

O cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, percebe um ganho de desempenho do petista em relação às últimas eleições na região, o que não quer dizer que o pleito está decidido. “A, digamos, polarização geográfica, ela tem sido mais achatada. No geral, o presidente Lula aparece melhor do que em 2022 em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até mesmo em Santa Catarina, reduzindo um pouco a vantagem. Mas, por outro lado, o nordeste ainda aparece como uma dificuldade: por incrível que pareça Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, avalia.

A pesquisa tem margem de erro de 5 pontos percentuais para esse recorte regional — a maior entre as quatro regiões identificadas pelo levantamento —, o que reflete o tamanho menor da amostra na região em comparação a Sudeste e Nordeste, e reforça a necessidade de cautela na leitura de variações pontuais nesse recorte específico.

Os 11 estados das duas regiões somam 25.106.355 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 16% do total de brasileiro nessa condição (158,7 milhões).

Nacional

Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.

No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.

Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.

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01/10/2026 00:02h

Nova legislação agrada entidades do setor ao fixar prazos para pagamento de indenização, usar apólice como garantia de crédito e destravar Fundo Catástrofe

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O governo federal sancionou, nesta quarta-feira (30), o novo marco legal do Seguro Rural no Brasil. A Lei nº 15.526/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, moderniza o programa agrícola brasileiro e, entre as principais novidades, estabelece a operacionalização do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, o chamado Fundo Catástrofe, previsto em lei desde 2010 mas nunca implementado por falta de aportes contínuos. 

A inovação trazida pela nova legislação é ampliar as fontes de recursos do fundo, com participação do setor privado, e permitir a criação de subfundos setoriais para atender cadeias produtivas específicas. A lei também passa a permitir que a apólice do seguro rural integre as garantias de operações de crédito agrícola, com a instituição financeira como primeira beneficiária em caso de sinistro, e fixa prazos de até 15 dias para o processamento do pedido de indenização sem perícia presencial e de até 30 dias para o pagamento após a vistoria ou entrega da documentação.

A principal mudança em relação ao modelo anterior está no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR): os recursos destinados ao programa passam a ter caráter obrigatório, sem possibilidade de contingenciamento ou bloqueio, dentro dos limites do Orçamento Federal. A contrapartida é que o Projeto de Lei Orçamentária Anual deverá indicar medidas de compensação para essa blindagem. A lei ainda determina a criação de um banco de dados público com o histórico das contratações, para dar mais transparência ao mercado.

O novo marco é originário do Projeto de Lei 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), com relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO) no Senado e do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) na Câmara.

A sanção presidencial não foi integral: três dispositivos foram vetados pelo presidente da República. Um dos trechos vetado permitiria ao Fundo Catástrofe adquirir Letras de Risco de Seguro como cobertura suplementar, mecanismo que, segundo o Planalto, exporia o patrimônio do fundo a riscos de terceiros, e os outros dois tratavam de isenções tributárias, vetados sob a justificativa de ampliação de benefícios sem estimativa de impacto orçamentário e medidas de compensação.

Os vetos podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, mas ainda não há sessão agendada para a análise. Além disso, pontos como o Comitê de Participação do Fundo e o Estatuto do Fundo Catástrofe ainda dependem de regulamentação por decretos, resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e atos da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que havia apontado o projeto como prioridade para o ano, a nova lei traz mais previsibilidade regulatória e segurança jurídica ao setor, além de reduzir o risco de que o poder público "pague duas vezes": quando o produtor perde a safra sem seguro e depois recorre à renegociação de dívidas, como ocorre atualmente com a carteira problemática do crédito rural, que chegou a 23,5% do total e a R$ 45,8 bilhões em julho, segundo o Banco Central. A entidade também destaca que o seguro pode, no médio prazo, reduzir os juros do crédito agrícola, já que bancos passam a correr menos risco. 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por sua vez, avalia que a regulamentação do Fundo Catástrofe funcionará como um amortecedor para seguradoras em regiões de maior risco climático e que o fim do contingenciamento do PSR trará mais previsibilidade para produtores e seguradoras se organizarem. A confederação lamenta, no entanto, a perda do veto à isenção tributária, que ajudaria a baratear o preço do seguro ao produtor, e sinaliza que deve discutir com a FPA a possibilidade de derrubada desse veto.

PSR

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural é a política do Ministério da Agricultura que arca com parte do prêmio do seguro agrícola contratado pelo produtor, reduzindo o custo de adesão à proteção contra perdas climáticas. Nos últimos anos, porém, o programa vinha perdendo força: segundo o Atlas do Seguro Rural, do próprio Ministério, os recursos executados caíram de R$ 1,15 bilhão em 2021, o maior valor da série, para R$ 565,3 milhões em 2025, o menor nível desde 2019. Para 2026, o orçamento disponibilizado foi de R$ 1,01 bilhão, bem abaixo dos R$ 4 bilhões que entidades do setor apontam como necessários para sustentar o mercado, e que ainda foi reduzido em R$ 536,2 milhões ao longo do ano após cortes no orçamento para cumprimento da meta fiscal.

Como reflexo direto da falta de recursos, a área apoiada pelo programa despencou de 14,01 milhões de hectares em 2021 para 3,2 milhões em 2025, apenas 3,3% da área plantada do país e o pior desempenho da série em dez anos. As principais críticas ao modelo anterior giravam em torno do contingenciamento recorrente das verbas, que impedia produtores e seguradoras de planejar contratações com antecedência, e da insuficiência crônica de recursos frente à demanda do setor.

Performance

Os dados do Ministério da Agricultura confirmam a retração acentuada do mercado de Seguro Rural entre 2024 e 2025. O número de beneficiários caiu de 86.072 para 42.016 (-51,2%) e a quantidade de apólices contratadas despencou de 135.329 para 61.239 (-54,7%). A área total segurada recuou de 7,08 milhões de hectares para 3,18 milhões, uma retração de 55,1%, enquanto o valor subvencionado pelo governo caiu de R$ 1,049 bilhão para R$ 559,8 milhões, queda de 46,7%.

A composição das culturas mais protegidas também mudou. Em 2024, a soja liderava isoladamente o ranking por área segurada, com 4,7 milhões de hectares, seguida por milho 2ª safra (1,2 milhão de hectares), arroz (198,8 mil hectares), milho 1ª safra (195,5 mil hectares) e trigo (172,7 mil hectares). Já em 2025, a soja sofreu a maior retração entre as grandes culturas e caiu para 914,6 mil hectares segurados, perdendo a liderança para o milho 2ª safra (1,4 milhão de hectares); completam a lista trigo (341,2 mil hectares), produtos florestais (92 mil hectares) e sorgo 1ª safra (70,5 mil hectares), que substituíram arroz e milho 1ª safra entre os cinco primeiros.

Ranking UFs

O ranking de estados com maior área segurada também foi reconfigurado. Em 2024, os três líderes eram Paraná (2,11 milhões de hectares), Rio Grande do Sul (1,10 milhão de hectares) e Goiás (903,2 mil hectares). No ano seguinte, o Paraná manteve a liderança, mas com recuo de 40,9%, para 1,25 milhão de hectares. Já o Rio Grande do Sul teve a retração mais severa do grupo: 68,3%, caindo para 349,2 mil hectares e perdendo a segunda posição para Mato Grosso do Sul, cuja área segurada encolheu apenas 37,4%, para 481,3 mil hectares. Goiás ficou em terceiro lugar no ranking de 2025, com queda de 59,1%, para 369,2 mil hectares segurados.
 

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28/09/2026 17:08h

Já o candidato do PT alcança 50% das intenções de voto no Norte e 58% no Nordeste. No cenário geral, os dois adversários empatam com 42% das intenções de voto. Levantamento foi encomendado por O Globo e pela Globo

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O recorte regional da pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial mostra diferenças entre as regiões do país em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto Flávio lidera em três regiões, Lula alcança 50% das intenções de voto no Norte e 58% no Nordeste. No recorte geral, os dois aparecem empatados, com 42% cada.

Seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em três regiões. No Sul, o senador marca 54% das intenções, contra 29% de Lula; no Sudeste, aparece com 43%, ante 37% do candidato do PT. Já no Centro- Oeste, o senador marca 57% e Lula 29% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

Conforme o portal g1.globo.com, na pesquisa anterior, como Flávio tinha 42%, contra 41% de Lula, os números apontavam para um empate técnico. Na atual rodada, o presidente Lula aparece 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno. Nesse cenário, os dois saíram da situação de empate técnico em que se encontravam na semana anterior.

Já no cenário geral, em um eventual 2° turno, os dois adversários empatam com 42% das intenções de voto.

Ainda em relação ao balanço nacional de 2° turno testado, Lula tem 46% contra 30% de Romeu Zema (Novo), 43% contra 40% de Ronaldo Caiado (PSD), 42% contra 39% de Renan Santos (Missão) e 42% ante 33% de Augusto Cury (Avante).

Cenários regionais 

Para identificar a intenção de voto dos brasileiros, a pesquisa considerou diversos segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, religião, idade e gênero dos eleitores. Entre as áreas analisadas, a região também é considerada.

Para a pesquisa Quaest, Lula também foi testado contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Confira o percentual de intenções de voto por região

Lula (PT) X Ronaldo Caiado (PSD)

Em um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 61% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista; já 29% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Norte, com 51% ante 38% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD lidera. Entre os eleitores que participaram da pesquisa no Centro-Oeste, 60% votaria em Caiado e  24% em Lula; no Sudeste, o candidato do PSD alcança 41% das intenções ante 37% marcadas pelo candidato do PT; e no Sul, Caiado marca 47%, ante 31% do petista.

Lula (PT) X Romeu Zema (Novo) 

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste (63%), no Norte (53%) e no Sudeste (40%), segundo o recorte por região da Quaest. No Nordeste, Zema alcançou 20%; no Norte 34%, e no Sudeste, 33%.

O candidato do Novo lidera na Região Sul, com 38% ante 32% do candidato petista, e no Centro-Oeste, com 36% contra 34% de Lula.

Lula (PT) X Renan Santos (Missão)

Renan Santos, por sua vez, lidera em três regiões brasileiras. No Sudeste, Renan alcança 41%, ante 38% do candidato do PT. No Centro-Oeste, 48% contra 32% de Lula, e tem vantagem, ainda, no Sul, onde soma 42%, ante 29% do petista.

Lula (PT) X Augusto Cury (Avante)

A pesquisa Quaest também analisou um eventual 2° entre o presidente Lula e o escritor Augusto Cury. 

Confira o percentual por região, considerando Lula contra Cury:

  • Nordeste: petista registra 59% das intenções dos participantes ouvidos pela Quaest, contra 24% de Cury;
  • Norte: Lula alcança 52%, ante 36% do candidato do Avante;
  • Sudeste: Lula aparece com 37% e Cury com 36%;
  • Sul: Cury lidera, somando 40%, ante 23% de Lula; 
  • Centro-Oeste: Cury alcança 34%, e Lula alcança 31%.

Pesquisa Quaest 

Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 24 e 27 de setembro.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06520/2026.
 

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21/09/2026 17:00h

Levantamento mostra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 45% no segundo turno; diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais

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As intenções de voto para a Presidência da República apresentam diferenças entre as regiões do país na 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em duas das quatro regiões analisadas: Norte/Centro-Oeste e Sul. Lula lidera no Nordeste, enquanto os dois empatam no Sudeste, com 39% cada.

No cenário nacional estimulado, Lula registra 40% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior, Lula tinha 42% e Flávio, 37%.

Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, com 1%.

Primeiro turno por região

Nas regiões Norte/Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro aparece com 42%, contra 34% de Lula. Ronaldo Caiado registra 11%, seguido por Augusto Cury, com 5%, Renan Santos, com 2%, e Romeu Zema, com 1%.

Já no Nordeste, Lula tem 52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%. Augusto Cury aparece com 8%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 1% e Romeu Zema não pontua.

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Em relação ao Sudeste, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 39% cada. Augusto Cury registra 5%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 4% cada. Romeu Zema soma 1%.

No Sul do país, Flávio Bolsonaro registra 43%, contra 27% de Lula. Augusto Cury aparece com 9%, Renan Santos com 6%, Ronaldo Caiado com 5% e Romeu Zema com 2%.

Segundo turno

Na simulação nacional de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 46% das intenções de voto, enquanto o candidato do PL aparece com 45%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos.

Na rodada anterior, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 46%. Os dois oscilaram um ponto percentual para baixo nesta edição.

O recorte regional mostra Flávio Bolsonaro à frente em três das quatro regiões. Lula aparece com maior percentual apenas no Nordeste. Confira:

Norte/Centro-Oeste:

  • Lula: 43%
  • Flávio Bolsonaro: 49%

Nordeste:

  • Lula: 58%
  • Flávio Bolsonaro: 35%

Sudeste:

  • Lula: 45%
  • Flávio Bolsonaro: 46%

Sul:

  • Lula: 30%
  • Flávio Bolsonaro: 57%

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.006 eleitores por telefone, por meio do sistema CATI, entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento considera eleitores com 16 anos ou mais residentes em todo o território nacional. A pesquisa teve cobertura nas 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00485/2026.
 

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19/09/2026 00:01h

Renan Santos acionou a Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (18), depois que ação de Zé Trovão foi extinta sem análise do mérito. Para especialista em Direito Eleitoral, o reajuste pode gerar questionamentos com base na legislação eleitoral.

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O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (17), o reajuste de 15,04% no valor do Bolsa Família. A decisão foi publicada no Decreto nº 13.120/2026, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a mudança, o piso do benefício passa de R$ 600 para R$ 691 por família, e o valor médio pago sobe de cerca de R$ 678 para R$ 777. Consequentemente, também foram reajustados os adicionais: o Benefício de Renda de Cidadania passa a R$ 164 por integrante, o Benefício Primeira Infância vai a R$ 173 por criança de até sete anos, e o Benefício Variável Familiar chega a R$ 58 por integrante. 

Os novos valores começam a valer na folha de pagamentos de outubro, atingindo as cerca de 19,29 milhões de famílias atualmente atendidas pelo programa em todo o país. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o impacto orçamentário extra da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, considerando os pagamentos de outubro a dezembro, e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. 

O governo afirma que o custo será absorvido dentro do espaço fiscal já existente nos dois exercícios, sem necessidade de aumento do limite global de despesas, por meio de remanejamento de recursos de outras rubricas orçamentárias. A medida também exigirá ajuste na proposta de Orçamento de 2027 já enviada ao Congresso, que havia reservado R$ 157,1 bilhões para o programa. Como justificativa, o Executivo alega que o percentual corresponde à recomposição da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 — data da última reformulação do programa — e agosto de 2026.

Justiça Eleitoral

O anúncio, feito a 17 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, foi rapidamente contestado. Ainda na quinta-feira, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), candidato à reeleição, apresentou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão do reajuste, sob a alegação de que a medida poderia configurar distribuição de benefícios em ano eleitoral, o que violaria a legislação.

O caso foi sorteado para o ministro André Mendonça, que extinguiu o processo sem analisar o mérito. O magistrado argumentou que Zé Trovão não tinha legitimidade para questionar atos relacionados à disputa presidencial, já que concorre a um cargo com circunscrição estadual e não nacional.

Sendo assim, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) apresentou nova representação ao TSE contra o mesmo reajuste nesta sexta-feira (18), o que elimina a justificativa meramente processual. O caso também foi sorteado para o ministro André Mendonça, que ainda deve analisar os requisitos procedimentais e, se for o caso, o mérito do pedido.

Tribunal de Contas

Paralelamente à via eleitoral, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) também entrou com representação pedindo a suspensão cautelar do decreto. Segundo o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, o texto não apresenta estimativa de impacto financeiro, não indica a fonte de custeio e não demonstra compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual de 2026 nem com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o que configuraria possível desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

A representação também aponta que a edição do decreto às vésperas da eleição presidencial "suscita fundado receio de desvio de finalidade político-eleitoral". O pedido ainda será analisado pelo TCU, que pode notificar Lula e os ministros responsáveis pela assinatura do decreto para apresentar justificativas.

Análise

Para o advogado Alberto Rollo, especialista em Direito Eleitoral, a controvérsia está centrada na Lei das Eleições. O artigo 73 proíbe a criação de benefícios sociais, mas não impede reajuste daqueles que já existiam no ano anterior ao pleito, como é o caso do Bolsa Família, criado em 2003. "O problema é o aumento de valor, aumento de 15%, ou mesmo aumento de quantitativo de pessoas atendidas. Sobre aumento, a lei eleitoral não fala nada", pondera.

Rollo destaca que o governo tem se apoiado em outro dispositivo do mesmo artigo. O inciso 8 autoriza a revisão geral da remuneração de servidores públicos durante o ano eleitoral. “Só que não pode fazer aumento real, a não ser a recomposição da inflação, e mesmo assim ao longo do ano da eleição só até três meses antes do pleito, no primeiro semestre. Agora não pode de jeito nenhum. E mesmo assim, quando fala em recomposição de inflação, é recomposição do ano, não é recomposição de três anos atrás”, avalia. 

O especialista destaca a fragilidade do argumento, uma vez que não trata de benefícios sociais.

Precedente

Ao citar o precedente mais próximo do caso, Rollo lembra da chamada "PEC Kamikaze", de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro promoveu um aumento de 50% no valor do Bolsa Família às vésperas da eleição daquele ano. Dois anos depois, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional qualquer aumento de programa social na véspera da eleição, pelo princípio do equilíbrio da disputa. 

Para o advogado, o mesmo raciocínio poderia se aplicar agora. "Eu acho que tem margem, espaço, sim, para entender, como foi lá com o Bolsonaro, que esse aumento é inconstitucional. A medida do governo é eleitoreira, sim", afirma, ao mesmo tempo em que nota a inversão de posições entre os dois ex-adversários políticos: "O curioso é que o mesmo Lula que hoje faz isso, reclamou lá em 2022 do Bolsonaro. Isso é exploração política. Do ponto de vista jurídico, os dois estão errados: o Bolsonaro estava errado em 22 — e o STF reconheceu isso —, e o Lula está errado agora", sacramenta.

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15/09/2026 17:00h

Pesquisa mostra que no 1° turno Lula (PT) avança de 39% para 42% das intenções de voto; já Flávio Bolsonaro (PL) passou de 35% para 37%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em seguida, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Zema (Novo), com 1%.

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No cenário regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 14 de setembro. 

A 14ª rodada da Pesquisa BTG/Nexus mostra que o cenário eleitoral para a eleição presidencial de 2026 segue competitivo no 1° turno, com Lula  (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que o petista avança de 39% para 45% das intenções de voto, já o candidato do PL passou de 35% para 37%.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em seguida, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Zema (Novo), com 1%.

O levantamento também mostra que a consolidação das preferências eleitorais aumentou. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no 1°turno, 83% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 17% dizem que ainda podem mudar o voto. O índice de decisão consolidada avançou de 81% em relação à rodada anterior para 83% agora.

Recorte regional: cenários de 2° turno analisados

A pesquisa também testou cinco cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul. O candidato do PT também lidera no Norte/Centro-Oeste contra o adversário do Missão.

Lula x Flávio Bolsonaro

O levantamento mostra que no recorte regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro (PL) no 2° turno, o petista lidera com 61% das intenções de voto no Nordeste e 48% no Sudeste. Já o senador atingiu 33% entre o eleitorado nordestino e 43% entre os moradores do Sudeste.

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 68% das intenções de voto, ante 29% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 53% e Lula 39% das intenções de voto entre os entrevistados.

Lula x Ronaldo Caiado

No cenário de um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 64% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 28% em Caiado. Lula também lidera no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece na liderança. Caiado lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 51% das intenções de voto, contra 38% de Lula; e no Sul, com 55% das intenções ante 29% registradas em relação ao candidato do PT.

Lula x Romeu Zema

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional nas regiões Nordeste e Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema aparece à frente. 

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema: 

  • Nordeste: petista registra 64% das intenções dos participantes ouvidos, contra 26% de Zema;
  • Sudeste: Lula alcança 49%, ante 39% do candidato do Novo;
  • Sul: Zema lidera, somando 52%, ante 29% de Lula;
  • Norte/Centro-Oeste: Zema aparece com 45%, ante 42% de Lula. 

Lula x Renan Santos

Em um eventual 2° turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional nas regiões Nordeste, Sudeste e no recorte Norte/Centro-oeste. Na Região Nordeste, o petista registra 64% das intenções de voto, contra 26% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 47%, ante 37% do candidato do Novo. 

Lula também lidera no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, com 44% ante 39% de Renan. 

Renan Santos, por sua vez, lidera apenas no Sul, com 51%, ante 28% de Lula (PT).

Pesquisa BTG/Nexus

Para a pesquisa, foram entrevistados 2.003 eleitores por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 unidades da federação, com distribuição proporcional por região.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-04076/2026. 
 

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14/09/2026 00:01h

Índice do Observatório Participa reúne dados de comparecimento às urnas, filiação partidária e alistamento eleitoral de jovens de 16 e 17 anos

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Cidades menores, do interior e menos urbanizadas concentram os maiores níveis de participação partidário-eleitoral no Brasil. É o que mostra o Índice da Participação Partidário-Eleitoral nos Municípios Brasileiros (IPar-Eleitoral), divulgado pelo Observatório Participa, projeto de extensão e difusão científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Participa. 

Elaborado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes a 2024, o IPar-Eleitoral reúne três formas distintas de participação cívica: o comparecimento às urnas, o alistamento eleitoral voluntário de jovens de 16 e 17 anos e a filiação partidária. 

Segundo a pesquisa, na maioria dos municípios brasileiros, entre 80% e 90% do eleitorado comparecem às urnas. A filiação partidária representa, em geral, de 10% a 20% do eleitorado, enquanto o alistamento voluntário de jovens de 16 e 17 anos varia entre 5% e 15% da população nessa faixa etária. 

O estudo também mostra que municípios mais populosos e urbanizados tendem a registrar, proporcionalmente, menores níveis de participação partidário-eleitoral. Em Oliveira de Fátima (TO), município com 1.164 habitantes, segundo o IBGE, o IPar-Eleitoral atingiu a pontuação máxima de 100 pontos. Grupiara (MG), com 1.392 habitantes, registrou 97,7 pontos. 

Na outra ponta do ranking estão as duas cidades mais populosas do país. São Paulo alcançou 10,6 pontos no índice, enquanto o Rio de Janeiro registrou 6,0. 

A análise regional mostra ainda que o Norte apresenta a maior média de participação partidário-eleitoral do país. Já os estados da Região Sudeste registram índices consideravelmente inferiores à média nacional. 

“Esse resultado mostra que o peso das regiões na dinâmica eleitoral não se define apenas pelo tamanho dos seus eleitorados. Afinal, a intensidade e a disposição da população em participar também importam para os próprios resultados eleitorais”, destaca Carla Almeida, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e uma das coordenadoras do Observatório Participa, responsável pelo IPar-Eleitoral. 

Explicação para os resultados

Segundo Carla Almeida, apesar de o índice apontar uma maior participação partidário-eleitoral em municípios de menor porte, ainda são necessárias novas pesquisas para explicar as razões desse comportamento. 

“Nós encontramos na literatura especializada argumentos que defendem que, em municípios menores, a participação tende a ser mais intensa, porque a política é mais próxima dos cidadãos e cidadãs. Essa proximidade favoreceria o engajamento. Por outro lado, ela também tornaria esse engajamento mais esperado, já que, nesses contextos, as escolhas e os comportamentos políticos individuais adquirem maior visibilidade e, inclusive, maior cobrança”, afirma. 

Índice permite comparar municípios 

Carla Almeida ressalta que o IPar-Eleitoral não pretende medir todas as formas de participação política nem avaliar a qualidade da democracia brasileira. O objetivo é oferecer uma medida comparável sobre a relação da população com as instituições eleitorais e partidárias em cada município do país. 

“A qualidade do índice é justamente essa: apresentar esse diagnóstico, possibilitar conhecer melhor a realidade brasileira e, com isso, permitir com que a gente elabore perguntas mais qualificadas com essa fundamentação empírica, além de poder subsidiar ações para aprimorar a participação política.” 

Os resultados do IPar-Eleitoral estão disponíveis para consulta pública, município por município, no site do INCT Participa.

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10/09/2026 00:07h

TSE já aprovou pedidos de requisição de tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para reforçar a segurança da votação e da apuração em 4 de outubro

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O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, até o momento, pedidos de requisição de força federal para oito estados, com o objetivo de assegurar a Garantia da Votação e da Apuração (GVA) no 1º turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro.

A medida permite a atuação das Forças Armadas Exército, Marinha e Aeronáutica em localidades indicadas pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), com o objetivo de reforçar a segurança e garantir o funcionamento regular das atividades eleitorais.

Maranhão e Piauí têm novos pedidos aprovados

Na sessão administrativa desta terça-feira (8), o Plenário aprovou por unanimidade os pedidos de envio de tropas federais para o Maranhão e para a 37ª Zona Eleitoral do Piauí. Segundo o TSE, a atuação das Forças Armadas nessas localidades busca assegurar o cumprimento das etapas de votação e apuração, além de contribuir para a manutenção da ordem e da normalidade do pleito.

TSE começou a autorizar tropas federais em agosto

Os primeiros pedidos de força federal para as Eleições 2026 foram aprovados pelo TSE em 27 de agosto, quando os ministros autorizaram, por unanimidade, o envio de tropas para mais de uma centena de municípios do Acre, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Entre as localidades contempladas estão as capitais Rio de Janeiro, Fortaleza, Teresina e Rio Branco, além de aldeias indígenas, municípios de difícil acesso, regiões de fronteira e áreas ribeirinhas.

Já em 1º de setembro, o Plenário havia aprovado pedidos para 30 municípios de Mato Grosso e 10 municípios de Mato Grosso do Sul.

TREs indicam localidades que precisam de reforço

Cabe aos tribunais regionais eleitorais de cada estado indicar as localidades onde entendem ser necessária a atuação das forças federais. Os pedidos são analisados e votados pelo Plenário do TSE e, uma vez aprovados, encaminhados ao Ministério da Defesa, responsável pelo planejamento e pela execução das ações em conjunto com as Forças Armadas.

O TSE informa que novas solicitações ainda podem ser apresentadas pelos TREs caso sejam identificadas situações que demandem reforço adicional das forças federais até o dia da votação.

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