25/01/2022 14:00h

Medidas de prevenção à proliferação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya devem ser incorporadas à rotina da população

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O mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor dessas doenças, foi identificado em 97,8% dos municípios do Estado de Minas Gerais. Em 2021 Minas Gerais identificou 24.486 casos prováveis de dengue. Desse total, 15.441 casos foram confirmados para a doença. Em relação à febre chikungunya, foram registrados 6.335 casos prováveis da doença e, desse total, 5.367 casos foram confirmados. Foi confirmado 1 óbito por chikungunya em Minas Gerais até o momento. Já em relação à zika, foram registrados 95 casos prováveis e, desse total, 25 confirmados.

Um alerta para a população ter mais cuidado e não deixar água parada neste período do verão, que é onde o mosquito mais se prolifera, de acordo com a coordenadora estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano. 

“A Secretaria de Saúde do estado de Minas Gerais recomenda que se esgote as ações de manejo ambiental. A remoção mecânica, limpeza e cuidados em casos extremos que seja necessário tratamento químico, é utilizado”, ressalta.

A Secretaria de Saúde do estado desenvolve atividades de controle vetorial para reduzir a densidade populacional do vetor nos municípios infestados, mediante atividades sistemáticas de controle mecânico (ex. eliminar e/ou proteger os reservatórios com água parada) e químico (ex: inseticidas), realizadas em visitas domiciliares em ciclos bimensais atividades em pontos estratégicos (ex: ferro-velho) e pesquisa de levantamento de índice larvário – LIRAa/LIA permitindo a identificação de áreas com maior proporção e ocorrência de focos, bem como os tipos de criadouros predominantes (ex: pratinhos sob os vasos de plantas), indicando o risco de transmissão de Dengue, Zika e Chikungunya. 

A doença se assemelha a uma síndrome gripal grave caracterizada por febre elevada, fortes dores de cabeça e nos olhos, vômitos, além de dores musculares e nas articulações. Não existe tratamento específico para dengue. Os cuidados terapêuticos consistem em tratar os sintomas. O atendimento rápido para identificação dos sinais de alarme e o tratamento oportuno podem reduzir o número de óbitos, chegando a menos de 1% dos casos.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  • Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  • Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  • Feche bem os sacos e lixo.
  • Guarde os pneus em locais cobertos.
  • Tampe bem a caixa-d´água.
  • Limpe as calhas. 

O combate ao Aedes aegypti, transmissor das três doenças, é a principal forma de prevenção. Campanha do Ministério da Saúde orienta que essas medidas para evitar água parada sejam incorporadas na rotina da população, como explica o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka. 

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça.”

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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25/01/2022 13:30h

Além disso, 78% da população com 12 anos ou mais já está imunizada com duas doses ou recebeu a dose única

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O estado do Rio de Janeiro já vacinou mais de 2,7 milhões de pessoas com a dose de reforço contra a Covid-19. A dose adicional pode ser aplicada no prazo de quatro meses após a segunda imunização ou da dose única. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pede que a população busque os postos de saúde para completar o calendário vacinal.
 
“Meus amigos do Rio de Janeiro, peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado.”

O empresário Sérgio Alexandre Ferreira, de 58 anos, já está imunizado com a dose de reforço e se diz mais tranquilo, mesmo com o aparecimento de novas variantes.

“Diante da nova variante da Covid, a gente se sente mais tranquilo. A gente se sente menos vulnerável ao vírus. A gente sabe que pode pegar, mas já não se tem tanto medo porque a gente sabe que se pegar, as complicações são menores".

O Rio de Janeiro conta com 78% da população com 12 anos ou mais vacinada com duas doses ou a dose única. São mais de 13 milhões de pessoas imunizadas. Em toda a região, o número de doses aplicadas ultrapassa os 27,4 milhões. Os dados são do vacinômetro do estado e foram atualizadas no dia 20 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

 

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25/01/2022 12:00h

O estado pede para que os moradores se atentem ao cartão de vacinação e busquem as unidades de saúde

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O Espírito Santo tem cerca de 130 mil pessoas com a terceira dose da vacina contra a Covid-19 atrasada. Já o número de pessoas com a segunda dose em atraso ultrapassa os 320 mil. Completar o esquema vacinal é importante no combate à doença. O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, faz um apelo à população.  

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado".

Mara Ventura, de 39 anos, trabalha como auxiliar de serviços gerais e já garantiu as duas doses da vacina e afirma que se imunizar faz parte da vida dos brasileiros. 

"Desde criança tomamos as vacinas, não é agora que vamos nos descuidar. Trouxe a sensação de gratidão".

O Espírito Santo já aplicou mais de 6,9 milhões de vacinas contra a doença. E 2,8 milhões de moradores já receberam duas doses ou dose única contra a doença. Os dados são do vacinômetro do estado e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Complete seu esquema vacinal e fique protegido! Vá até a unidade de saúde mais próxima e tome a 2° dose ou a dose de reforço.

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25/01/2022 06:00h

Apesar de o estado mais populoso do país ter tido queda superior a 20% no número de casos de dengue confirmados, mais de 160 mil pessoas contraíram a doença

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Dos dez municípios que apresentaram, em 2021, as mais altas incidências de dengue no Brasil, cinco estão em São Paulo. Apesar de, no ano passado, o estado mais populoso do País ter tido queda superior a 20% no número de casos de dengue confirmados, mais de 160 mil pessoas contraíram a doença. Já a chikungunya, teve alta superior a 3.000%, foram 18.467 casos. Segundo a Secretaria de Saúde de SP, esta epidemia ficou concentrada na região da baixada santista. 

Contudo, o estado de São Paulo apresenta surtos de arboviroses (dengue, zika e chikungunya) em todo o seu território. O fato de se ter grandes concentrações populacionais e municípios muito próximos uns dos outros, fenômeno conhecido como conurbação. Por essa razão, o estado associa duas metodologias para monitorar a proliferação: uma municipal, outra regional. “Então você extrapola o território do município para fazer a avaliação dessa infestação. E aí, independente do indicador de um determinado município dentro daquela região você pode desencadear várias ações de mobilização social, de controle do Aedes aegypti”, explica Dalton Fonseca, assessor técnico do Centro de Vigilância de Saúde de São Paulo. 

São focos de preocupação para a contaminação pelo mosquito a região metropolitana da capital - que reúne cerca de 22 milhões de pessoas em 39 municípios - as regiões de Campinas, São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba, região litorânea entre outras (veja no gráfico). “São regiões importantes no sentido de ter uma infestação elevada devido ao adensamento populacional e a concentração de muitos focos do mosquito”

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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25/01/2022 05:00h

Moradores do Ceará devem completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço após quatro meses

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Os moradores do Ceará que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisam completar o esquema vacinal. E quem já pode tomar a dose de reforço também deve buscar o local de vacinação mais próximo o quanto antes. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Olá, meus amigos do Ceará. Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procurem um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos aqui no estado.”

O reforço é aplicado quatro meses depois da segunda dose. O autônomo Romário Bezerra, de 29 anos, que mora no município de Quiterianópolis, conta que demorou para se vacinar, mas agora aguarda ansioso para tomar a segunda dose do imunizante.

“Tomei a primeira dose recentemente, justamente para ter minha liberdade de viajar para outros estados, ter acesso a locais particulares e públicos, além de poder confraternizar com os amigos. E pretendo tomar a segunda dose.”

Até o momento, o número de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas no Ceará ultrapassa 15 milhões. Desse total, cerca de 178 mil correspondem à dose única. Foram mais de 7 milhões de vacinas aplicadas como primeira dose e outros 6 milhões como segunda. Já as doses de reforço superam 2 milhões. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde e foram atualizados no dia 23 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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25/01/2022 04:45h

Estado conta com 83% da população vacinável imunizada. Autoridades pedem atenção aos prazos

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O número de vacinados com a terceira dose contra a Covid-19 no estado de Santa Catarina já ultrapassa 1 milhão de pessoas. A imunização é feita após quatro meses da aplicação da segunda dose da vacina. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pede que a população fique atenta aos prazos.

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

O estado conta com mais de 86,93% da população vacinada com ao menos duas doses contra a Covid-19 ou com a dose única. Uma delas é a moradora de Florianópolis Priscilla Kovacs Efigenio, de 28 anos.

"A gente que vive aqui, precisa ir no mercado, precisa ir trabalhar, pegar uma transporte público, sem dúvidas me sinto muito aliviada de ser tido o privilégio de ter sido vacinada.”

Santa Catarina já aplicou mais de 13 milhões de doses. Os dados são do vacinometro do estado e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Complete seu esquema vacinal e fique protegido! Vá até a unidade de saúde mais próxima e tome a 2° dose ou a dose de reforço.

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25/01/2022 04:30h

Todos os postos de saúde da cidade estão preparados para completar o esquema vacinal

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Cerca de 2,6 milhões de pessoas estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada no estado de São Paulo. Os postos de saúde estão preparados para receber quem ainda não completou o esquema vacinal. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esse passo é importante para vencer a pandemia.

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

Mais de 14,6 milhões de doses de reforço já foram aplicadas em todo o estado. Thyago Cezar  é advogado e não vê hora de receber a terceira dose. Morador da cidade de Bauru, ele diz que receber o imunizante foi uma alegria.

"Eu não vejo a hora de tomar a dose de reforço porque é uma oportunidade [..] de poder reencontrar as pessoas que a gente ama, poder abraçar. E a dose de reforço é uma esperança ”

O estado conta com cerca de 80,2% da população com o esquema vacinal completo. Mais de 35,9 milhões de imunizantes foram aplicados em todo o estado como segunda dose. Os dados são do vacinômetro e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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25/01/2022 04:15h

Mais de 2,4 milhões de pessoas já receberam a dose adicional do imunizante

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No Rio Grande do Sul, 86% da população maior de 12 anos já está com o esquema vacinal completo. Agora, as autoridades pedem para que a população fique atenta no prazo para receber a dose de reforço. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

Mais de 2,4 milhões de pessoas já receberam a dose adicional do imunizante no estado. Leonardo Petersen tem 25 anos e espera o prazo para comparecer ao posto de saúde. Ele já tomou as duas primeiras doses.

"Me sinto muito aliviado e feliz de ver que a ciência conseguiu avançar tão rapidamente no combate à uma pandemia global e também me sinto seguro em relação a minha família.”

O número de imunizados com ao menos duas doses ou a dose única já ultrapassa 8,2 milhões de pessoas. Os dados são do vacinômetro da cidade e foram atualizados no dia 22 de janeiro. 

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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Proposta que institui a proteção de dados como direito fundamental previsto na Constituição Federal foi aprovada no Senado, mas aguarda data para promulgação desde outubro de 2021

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Três meses após a proteção de dados pessoais dos brasileiros se tornar um direito fundamental na Constituição Federal, a proposta ainda não tem data marcada para ser promulgada em sessão no Congresso Nacional. Aprovada no Senado, em 20 de outubro, a PEC 17/2019 precisa da promulgação para começar a ter efeito. Vale lembrar que Emendas à Constituição não passam pela etapa de sanção ou veto presidencial.

A preocupação com a preservação da privacidade dos cidadãos, inclusive no meio digital, começou em 2018, com a criação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Detalhes importantes, no entanto, não foram definidos, como quem poderia legislar sobre o assunto e que órgãos fariam a fiscalização, o que gerou insegurança jurídica. A Proposta de Emenda Constitucional 17 veio para resolver o problema, que além de instituir o direito como constitucional, delegou essas atribuições apenas à União, tirando dos municípios o poder de fragmentar uma lei que deve ser única em todo o território nacional.

Fabrício da Mota Alves, advogado especialista em Direito Digital que ajudou a construir o texto, explica que a PEC 17 promove outras duas grandes inovações além de decretar a Proteção de Dados Pessoais um direito fundamental na Constituição Federal, tal qual os demais direitos inerentes à dignidade das pessoas, como educação, segurança e saúde. O especialista destaca que a proposta aprovada define a União como legisladora e fiscalizadora, tirando dos municípios essa responsabilidade, o que causava insegurança jurídica e atrapalhava todo o esforço de preservar os dados pessoais e entregar à toda população uma única lei sobre o assunto.

Segundo Fabrício da Mota, assim que a proteção de dados for, de fato, um direito constitucional, se dará, finalmente, a importância que se deve ao tema.

“Tudo que é direito fundamental tem dois sentidos. O primeiro é que o Estado passa a ser obrigado a promover ações de políticas públicas para viabilizar esse direito, é um compromisso que o Estado assume. E o segundo é um compromisso que a gente chama de negativo, ou seja, o Estado, ao mesmo tempo que ele tem que garantir, tem que impedir que haja uma violação desse direito. Então, essa PEC coloca isso na Constituição, cria ali um inciso novo e, com isso, promove uma visibilidade muito grande para o assunto”, destaca o advogado.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), relatora da PEC 17, ressalta que a proteção de dados se estende a todas as instâncias, desde a iniciativa privada às redes digitais pessoais, uma das maiores preocupações atualmente.

“Esse direito à privacidade merecia esse inciso da Constituição, merecia estar muito claro naquilo que hoje mais gera incertezas, mais gera conflitos, mais expõe a população brasileira. De que forma nós vamos disciplinar o tratamento de dados pessoais no Brasil? De que forma nós vamos dar suporte à população brasileira, ao cidadão, numa era de tecnologia em que as pessoas não sabem com quem estão falando, não sabem o que está sendo feito em relação aos seus dados pessoais? Por tudo isso, o efeito é imediato e tem o efeito prático em todos os sentidos”, destaca a senadora.

 A relatora da PEC 17, que teve autoria do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), explicou que uma das maiores modificações do texto, quando passou pela Câmara e Senado, foi atribuir à União as competências de organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, de acordo com a lei. Segundo Simone Tebet, a PEC oferece agora abrigo constitucional ao funcionamento da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), prevista na Lei Geral de Proteção de Dados e responsável por fazer a fiscalização deste direito fundamental.

“A lei que já existe no Brasil (LGPD) e que é recente, de 2018, e que fala sobre zelar pela proteção de dados, fica agora muito mais fortalecida com o preceito constitucional”, destaca.

Legislação de Proteção de Dados

A maior preocupação com a Lei Geral de Proteção de Dados dizia respeito à necessidade de uma disciplina nacional, uma vez que o tema, além da privacidade dos cidadãos, também está ligado diretamente ao comércio e à inovação. 

Estados e municípios já vinham se preparando para legislar e até mesmo fiscalizar a proteção de dados, o que poderia causar confusão na transferência internacional de dados, dificultando a certificação internacional da efetividade e do paralelismo da lei brasileira de proteção de dados com a legislação internacional, além de gerar insegurança jurídica sobre a legislação válida internamente. 

Segundo o advogado Fabrício da Mota, assim que a proteção de dados começou a ser construída, por meio da LGPD, o assunto chamou a atenção da sociedade e todo mundo passou a se preocupar, inclusive os municípios e os estados, que passaram a tramitar projetos de lei para criar suas próprias regulações em proteção de dados.

Proposta que institui proteção de dados como direito constitucional ainda espera promulgação
Proteção de dados pode se tornar responsabilidade da União
Ministério da Justiça lança campanha de proteção de dados na internet

Atualmente, existem três municípios que têm leis próprias sobre o assunto: João Pessoa (PB), Cariacica (ES) e Vinhedo (SP). O especialista ressalta que essas legislações, que perderão a eficácia graças à correção promovida pela PEC 17, fragmentam a regulação da proteção de dados e dificultam o livre comércio de dados dentro do país.

“Essas leis têm basicamente o mesmo teor, com algumas diferenças que a LGPD. Só que isso não é razoável. Qual o problema que isso gera? Se cada município legislar sobre o assunto, vai ser impossível uma empresa operar nesse país. Ao invés de ter uma regulação, o cara vai ter seis mil regulações sobre proteção de dados”, explica o especialista.

O município paulista de Vinhedo, por exemplo, colocou em sua legislação sobre o tema que a fiscalização da proteção de dados fica a cargo da ouvidoria da Câmara dos Vereadores.

“Além das legislações municipais, há alguns movimentos no sentido de fragmentar a ANPD. Então, vários organismos estavam buscando para si essas atribuições de fiscalização em matéria de proteção de dados”, explica Fabrício da Mota. “A PEC chega para resolver esse problema, centralizar tudo, legislar, organizar e fiscalizar na figura da União Federal”, conclui o advogado.
 

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25/01/2022 04:00h

Autoridades pedem que a população fique atenta aos prazos e que complete o esquema vacinal

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O número de vacinados no estado do Paraná já passa de 9,3 milhões de pessoas. Mas quem ainda não tomou a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisa completar o esquema vacinal. E aquelas pessoas que já podem tomar a dose de reforço também devem buscar o local de vacinação mais próximo o quanto antes. O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, ressalta a importância de se cumprir os prazos. 

"Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado."

Em todo o estado, mais de 17,8 milhões de doses foram aplicadas para proteger a população. A moradora de Curitiba Gisele Pozavski, de 34 anos, afirma que a vacina tira um pouco do medo da doença.

"Traz uma sensação de liberdade e aquela coisa que dá um quentinho no coração, um conforto que a gente vai ter uma vida normal muito em breve"

No estado, 7,5 milhões de pessoas estão com a segunda dose e 324 mil receberam a imunização em dose única. Os dados são do vacinômetro do estado e foram atualizados no dia 24 de janeiro.

Complete seu esquema vacinal e fique protegido! Vá até a unidade de saúde mais próxima e tome a 2° dose ou a dose de reforço.

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